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Arte como Memória do Mal e Espaço de Ação

por Sandra Sedini - publicado 23/08/2017 16:30 - última modificação 30/10/2017 10:22

Detalhes do evento

Quando

de 23/10/2017 - 10:00
a 23/10/2017 - 17:30

Onde

Sala de Eventos do IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5° andar, Butantã, São Paulo

Nome do Contato

Telefone do Contato

11 3091-1678

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O encontro “Arte como Memória do Mal e Espaço de Ação” é um desdobramento da exposição “Hiatus: A Memória da Violência Ditatorial na América Latina” que acontece no Memorial da Resistência/Estação Pinacoteca entre 21 de outubro de 2017 e 13 de março de 2018. No contexto do IEA-USP esse encontro está integrado às atividades do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia, Política e Memória do IEA-USP.

A proposta desse colóquio é juntar os artistas que estarão na exposição no Memorial da Resistência com pesquisadores do tema da inscrição simbólico-artística das ditaduras na América Latina. Todos os artistas dessa exposição têm se dedicado a trabalhar o tema da memória do mal em suas obras. Eles representam um importante filão de produtores de cultura que nas últimas duas décadas se voltaram para temas sociais de modo novo e criativo, para além da chave tradicional do realismo ou da representação objetificadora do “outro”. Antes, suas obras constituem dispositivos que desencadeiam uma releitura crítica da realidade e incidem de modo aberto e efetivo nos debates acerca da memória – e muitas vezes contra os assim chamados “memoricidas” e normalizadores ou naturalizadores da violência.

Como a arte se relaciona com a violência, como apresentar a dor sem resvalar para o gozo do sofrimento, qual o alcance dessa arte crítica e mnemônica, serão algumas das questões que serão debatidas. No caso específico do Brasil, a CNV de 2012-14 destacou uma série de crimes ocorridos no período da ditadura de 1964-85, mas, como é notório, ela ficou impedida de aprofundar suas pesquisas devido a uma série de fatores, sobretudo de ordem política.

Em que medida os artistas podem servir de agentes na luta para se aprofundar essas pesquisas? Como eles podem se tornar verdadeiros agentes de um combate histórico pela verdade? As artes, que desde as vanguardas históricas se tornaram agentes de provocação e de ataque ao establishment, voltam-se agora especificamente para essa luta pela memória e pela verdade: pelo direito de conhecimento e inscrição da violência em uma sociedade que se acostumou a esquecer de seus crimes sociais, da escravidão até nossos dias.

Inscrições

Evento público e gratuito |  Com inscrição prévia

Não há necessidade de inscrição para assistir à transmissão on-line.

Capacidade da sala: 55 lugares

Onde estamos

Programação

10h

Moderadora: Flavia Schilling (FEUSP/GPDH/IEA-USP)

Horst Hoheisel (artista, Alemanha)

Andreas Knitz (artista, Alemanha)

Rodrigo Yanes (artista, Chile/Espanha)

Márcio Seligmann-Silva (IEL-UNICAMP/GPDH-IEA-USP)

12h

Intervalo para Almoço

14h

Moderador: Andrei Koerner (IFCH-UNICAMP/GPDH-IEA-USP)

Leila Danziger (artista/ UERJ)

Fulvia Molina (artista, São Paulo)

15h30

Intervalo

15h45

Moderador: Márcio Seligmann-Silva (IEL-UNICAMP/GPDH-IEA-USP)

Jaime Lauriano (artista, São Paulo)

Clara Ianni (Artista, São Paulo)

Virginia Vecchioli (antropóloga, UFSM)

17h15

Intervalo

17h30

Encerramento com apresentação musical com violão e flauta: Duo Arthur Endo e Felipe Santos

Evento com transmissão em: http://www.iea.usp.br/aovivo