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IEA: Interdisciplinaridade, Questionamento e Políticas Públicas

por Marilda Gifalli - publicado 11/04/2013 14:35 - última modificação 12/07/2017 15:58

Criado em 29 de outubro de 1986, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo é um órgão de integração destinado à pesquisa e discussão, de forma abrangente e interdisciplinar, das questões fundamentais da ciência e da cultura.

Carlos Guilherme Mota Inicio do IEAAlberto Luiz da Rocha Barros (em pé) e Carlos Guilherme Mota em frente ao prédio da antiga Reitoria, onde se instalaria a primeira sede do IEA.

 

 

 

 

 

MISSÃO

O IEA tem a atribuição de realizar, junto a segmentos representativos da sociedade, estudos sobre instituições e políticas públicas (nacionais, estaduais, municipais e até supranacionais). Destacam-se os trabalhos sobre políticas de desenvolvimento da ciência, tecnologia e cultura, bem como sobre o uso social do conhecimento.

Pela natureza de suas atividades, o IEA desempenha papel significativo no incremento do intercâmbio científico e cultural entre a USP e instituições brasileiras e estrangeiras (universidades, organizações governamentais e não-governamentais, entidades científicas e culturais etc.). Isso se dá através de convênios de cooperação e intercâmbio acadêmico ou convites específicos a pesquisadores e intelectuais, brasileiros e estrangeiros, com trabalhos representativos e enriquecedores dos debates realizados no Instituto.

ESTRUTURA

Para atender às suas finalidades, o IEA possui estrutura acadêmica diferenciada das demais unidades e institutos da USP. O IEA não ministra cursos de graduação ou pós-graduação, não possui quadro estável de pesquisadores, uma vez que a abrangência de seus debates interdisciplinares habilita-o ao debate teórico e prospectivo de questões científicas, não à execução de trabalhos experimentais.

A estrutura acadêmica do IEA é composta por grupos de pesquisa e estudo e outras formas de organização de pesquisadores. A participação nas atividades é aberta a pesquisadores e profissionais com projetos relacionados com os temas de trabalho do IEA. A análise dessa confluência temática é feita pelos coordenadores das equipes de pesquisa. Podem participar brasileiros e estrangeiros, integrantes ou não da USP, portadores ou não de título universitário. Outros pesquisadores são integrados temporariamente em função das atividades específicas de projetos e cátedras do Instituto, como por exemplo os professores visitantes e seniores.

O IEA conta com funcionários em São Paulo, no Polo São Carlos e no Polo Ribeirão Preto. As instalações da sede do Instituto ficam na Rua Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária São Paulo; o Polo São Carlos fica na Av. Trabalhador São-Carlense, 400, São Carlos; e o Polo Ribeirão Preto fica na Av. Bandeirantes,  3900, Campus USP Ribeirão Preto, Centro de Informática de Ribeirão Preto (Cirp), Rua Pedreira de Freitas, Casa 16, Bloco A, Sala 12.

GESTÃO

O Conselho Deliberativo é a instância decisória máxima do Instituto. É composto por dez integrantes: oito docentes (um deles pode ser de outra universidade), um representante dos alunos de pós-graduação e um representante da sociedade civil. O diretor e o vice-diretor são professores titulares da USP e integram o Conselho Deliberativo.

Entre outras atribuições, cabe ao Conselho aprovar a programação do Instituto, credenciar pesquisadores, decidir sobre a criação ou extinção de grupos de pesquisa e deliberar sobre propostas de convênios com outras instituições. O diretor do IEA preside o Conselho, sendo o responsável pelo cumprimento das deliberações adotadas, além de administrar e coordenar as atividades do Instituto.

Conheça o projeto de gestão 2016-2020

TRAJETÓRIA

Desde sua criação em 1986, pela Resolução 3.269, o IEA possibilitou à comunidade acadêmica paulista e ao público externo à USP a oportunidade de contato direto com inúmeras personalidades brasileiras e estrangeiras da ciência e da cultura, além de ter produzido propostas para áreas essenciais ao desenvolvimento científico, social e econômico do país.

Algumas dessas propostas destacam-se pela importância estrutural dos seus temas para a modernização do país e por exemplificarem a atuação diferenciada do IEA. Os programas Educação para a Cidadania, Projeto Floram, Fórum Capital-Trabalho, Revisão Constitucional e Brasil 3 Tempos, entre outros, que podem ser consultados em Programas e Projetos Anteriores, produziram análises detalhadas e recomendações precisas. Esses estudos subsidiaram debates em outros fóruns, como o Congresso Nacional, o Executivo federal e várias organizações governamentais e não-governamentais. Veja as demais contribuições na seção "O IEA nos 80 anos da USP"

Durante esses anos, dezenas de personalidades contribuíram com o Instituto, fazendo parte dos grupos de pesquisa, cátedras, projetos e/ou como pesquisadores ou conferencistas convidados. A relação inclui, entre muitos outros, John Kenneth Galbraith, Noam Chomsky, Jürgen Habermas, Christopher Hill, Marcelo Damy, Robert Darnton, Aziz Ab'Sáber, Antonio Candido, Bernard Feld, Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso, Georges Charpak, José Paulo Paes, Milton Santos, Ignacy Sachs, Roberto Mangabeira Unger, Paulo Autran, Jacques Derrida, Jean-Christophe Yoccoz, Sérgio Costa Ribeiro, Newton da Costa, Enzo Faletto, Mario Molina, José Arthur Giannotti, Edgar Morin, Oscar Sala, Peter Burke, Alan Sokal, Jean-Pierre Changeux, Adib Jatene, Otto Gottlieb, Hugh Lacey, António Nóvoa, Philip Fearnside, Alain Touraine, Hans-Joaquim Köellreutter, Jacob Pallis, Olgária Matos, Celso Amorin, Paulo Artaxo, Luiz Gylvan Meira Filho, Roger Chartier, Ed Miliband, Stanislas Dehaene, Robert Trivers, Martha Schteingart, Marcelo Gleiser e Miguel Nicolelis. Leia mais sobre os professores, pesquisadores e demais contribuidores do IEA na seção Pessoas.

A parceria com outras universidades, entidades científicas, organismos governamentais e instituições civis tem ampliado a variedade dos trabalhos e possibilitado maior interação entre o Instituto e a sociedade. O estabelecimento de cátedras também se constitui numa forma diferenciada de criação de postos de pesquisa e intercâmbio científico.

PUBLICAÇÕES

Outra preocupação do Instituto é a difusão das idéias resultantes do convívio, confronto e interação entre as diversas áreas do trabalho intelectual. Os estudos produzidos são divulgados na revista "Estudos Avançados" (que tem versão impressa e versão online), em livros, no site do Instituto e em outros meios de comunicação da USP.

 

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José Goldemberg (à dir.), então reitor da USP, Gerhard Malnic (sendo entrevistado por repórter da USP FM) e Alfredo Bosi durante o lançamento do primeiro número da revista "Estudos Avançados", em 18 de dezembro de 1987


 

 

 

EVENTOS

Os grupos de pesquisa e a direção do IEA realizam diversos eventos públicos durante o ano. Os eventos são bastante diversificados, incluindo conferências, seminários, mesas-redondas, debates e simpósios. Vários deles possuem caráter internacional. A maioria acontece na Sala de Eventos da sede do Instituto. Alguns são realizados em outros auditórios dos campi da USP ou mesmo fora da Universidade, de acordo com a maior demanda de público ou a necessidade de atingir públicos específicos. As gravações em vídeo dos eventos ficam disponíveis na Midiateca do site do Instituto.

 

Início IEA Democratizing

Em 1988, o simpósio "Democratizing Economics: Discourse and Praxis (Towards New Economics)"