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CULTURA
"Em geral, o dinheiro representa valores e significados que ultrapassam suas funções comerciais e financeiras", comenta o pesquisador. "Sua mágica, tilintar, cor e cheiro tem excitado a imaginação humana e criado fábulas, estórias e personagens como o Shylock de Shakespeare ou o Harpagon de Molière." Nos Estados Unidos, entretanto, o dinheiro evoca significados particulares ao espaço cultural do país, na opinião de Vatanpour: " Ele se torna intimamente conectado com o centro da identidade masculinha norte-americana encontrada em aspectos históricos e religiosos específicos. Assim, ele produz temas, símbolos e significados que organizam o espaço ficcional e se associa a aspectos étnicos e de gênero nos romances e filmes norte-americanos". Além disso, Vatanpour destaca que, na escrita mítica norte-americana, o dinheiro guia o leitor iniciado "às profundezas do texto de maneira a questionar os valores históricos e tradicionais do país, como o sonho americano, o mito do sucesso e a busca do poder". As pesquisas atuais de Vatanpour estão ligadas aos romances e filmes de Paul Auster e sobre o dinheiro na literatura e nos filmes norte-americanos. Entre seus artigos mais recentes há estudos sobre "Os Nus e os Mortos" de Norman Mailer, "Dogville" de Lars von Trier e "Cidade de Vidro" e "Fantasmas" de Paul Auster. Local Foto: Steve Wampler |
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