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MIDIATECA Seção Relações Internacionais |
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A desenfreada emissão de poluentes, a ordem internacional marcada pelo unilateralismo imperial americano, o abismo existente entre o Norte e o Sul e escassez de insumos para a sustentação da civilização industrial são os quatro macrodesafios com os quais o mundo tenderá a se confrontar no século 21, segundo Hélio Jaguaribe. Ao analisar a complicada situação dos países subdesenvolvidos, ele afirma que estes dependem apenas de sua racionalidade para encontrar soluções satisfatórias às suas dificuldades perante o mundo globalizado. No caso do Brasil, considera essa postura racional essencial para que o País se transforme num interlocutor importante no sistema de mercado internacional dirigido pelos EUA. A consolidação da Comunidade Sul-Americana de Nações é apontada por Jaguaribe como a chave para um futuro próspero para o Brasil. Hélio Jaguaribe é cientista político e membro da Academia Brasileira de Letras. Formou-se em direito e dedicou-se ao estudo dos problemas sociais brasileiros e latino-americanos. Participou da fundação do Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (Ibesp) em 1952. Quatro anos depois, liderou a criação do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb). Com o golpe militar de 1964, afastou-se do País e foi lecionar nos EUA (Universidade Harvard, Universidade Stanford e Massachusets Institute of Technology). Ao retornar ao Brasil, trabalhou como diretor de Assuntos Internacionais do Conjunto Universitário Candido Mendes, onde foi designado decano do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (atualmente é decano emérito do Instituto), assumiu cargos políticos e participou de amplos projetos de pesquisa. Jaguaribe recebeu diversas condecorações internacionais por sua contribuição às ciências sociais, aos estudos latino-americanos e à análise das relações internacionais. |
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