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A água em espaço nobre: estudo revela o tratamento da mídia sobre o tema do estresse hídrico

por Sylvia Miguel - publicado 08/09/2015 14:40 - última modificação 03/08/2018 17:17

Pesquisa mapeou 503 notícias relacionadas à crise hídrica no estado de São Paulo, publicadas em três jornais brasileiros de grande circulação. Estudo buscou identificar as origens da escassez de água. Resultados apontam os desafios da comunicação para as pautas ambientais.
Seca na Cantareira
Cantareira, manancial que mais sofre com a crise hídrica

“Crise Hídrica e a Mídia” é o nome da pesquisa que será lançada na Sala de Eventos do IEA, no dia 15 de setembro, das 15h às 18h. Realizada pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) em parceria com o Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, o estudo mostra de que forma a imprensa leva ao público as informações sobre a crise hídrica no estado de São Paulo. Aponta também os desafios da comunicação para as pautas relacionadas ao ambiente. A divulgação dos resultados tem o apoio do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA .

Inédita, a pesquisa mapeou e analisou 503 notícias publicadas em três dos principais jornais do Brasil - Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo - relacionadas à crise de água que abate o estado de São Paulo. O levantamento foi realizado no período de janeiro de 2014 a abril de 2015.

Durante a mesa redonda, alguns especialistas da área de gestão e comunicação comentarão e discutirão os dados gerados pelo estudo. Entre os convidados, estão a professora Ana Paula Fracalanza, membro do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP; o professor José Carlos Mierzwa, da Escola Politécnica (Poli) da USP; a advogada Juliana Cassano Cibim, do IDS; a arquiteta e urbanista Marussia Whately, da Aliança pela Água; Maria Augusta Pires Pinto, do Instituto Jatobás; Nelson Urssi, do Senac; o professor Pedro Roberto Jacobi, coordenador do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA e professor da Faculdade de Educação (FE) da USP; Rosa Maria Mancini do IEE-USP; e Rubens Filho, do Instituto Trata Brasil.

Na ocasião também serão apresentados dois infográficos, um interativo e outro estático, com os principais resultados do estudo. Importante notar que o infográfico interativo trará uma linha do tempo de 2011 a abril de 2015 com destaques de notícias referentes à crise hídrica, os níveis do sistema Cantareira e o cruzamento com as três fases da pesquisa.

A pesquisa

Entre outros pontos, foram mapeados os principais atores ligados ao tema, como instituições públicas, universidades, comitês e consórcios de gestão hídrica, associações de classe e grupos de interesse, empresas e institutos meteorológicos, além de organizações não governamentais (ONGs), movimentos sociais e órgãos internacionais.

A análise buscou identificar as causas e as soluções apontadas para a crise e as ações efetivamente tomadas. O universo da pesquisa desconsiderou as notícias que tratavam exclusivamente de variações dos volumes dos reservatórios.

O estudo foi dividido em três fases. A primeira compreendeu o período de janeiro de 2014 a 15 de outubro de 2014, que corresponde ao momento anterior ao reconhecimento da crise. A seguinte, compreendida entre 16 de outubro de 2014 e março de 2015, correspondeu ao período pós-eleições e o início do reconhecimento da situação de grave estresse hídrico. A terceira fase analisa, de março a abril de 2015, o momento em que as ações para sanar a crise começam a ser implementadas.

Alguns resultados preliminares do estudo já foram apresentados em novembro de 2014, durante a mesa redonda "Políticas públicas e escassez hídrica no estado de SãoPaulo: governança, transparência e alternativas para a crise". Promovido em parceria pelo IDS, IEE-USP, Dat4God e Senac, o debate apontou seis temas principais para o enfrentamento da escassez hídrica: governança, gestão da oferta e demanda, gestão da informação, legislação, águas subterrâneas e uso do solo. Confira os infográficos da mesa redonda "Diferentes olhares para a crise hídrica".

O lançamento da pesquisa “Crise Hídrica e a Mídia” integra o Projeto sobre Recursos Hídricos realizado com o IEE/USP, no âmbito do acordo de cooperação técnico-científico firmado pelas instituições em novembro de 2014.

Foto: Fernando Stankus/Flicker


Crise Hídrica e a Mídia

Dia 15 de setembro, das 15h às 18h
Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (
localização)
Evento gratuito, aberto ao público, com inscrições prévias pelo site -
Transmissão ao vivo pela web
Informações: Sandra Sedini pelo email sedini@usp.br ou pelo tel.: (11) 3091-1678
Ficha do evento: http://www.iea.usp.br/eventos/a-crise-hidrica-e-a-midia