Censo Jardim São Remo, Jardim Keralux e Vila Guaraciaba

por Fernanda Rezende - publicado 18/01/2019 11:30 - última modificação 14/06/2019 16:09

Informações

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Conheça os pesquisadores

Os moradores das comunidades Jardim São Remo (ao lado do campus no Butantã, Zona Oeste), Jardim Keralux e Vila Guaraciaba (ambas ao lado da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, em Ermelino Matarazzo, Zona Leste) participarão de um censo coordenado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência. As informações coletadas e analisadas servirão para planejar e reivindicar ações que promovam sua qualidade de vida, o acesso a direitos básicos e serviços públicos de qualidade e a melhoria da infraestrutura urbana.

O censo nas comunidades vizinhas a dois campi USP da capital teve início em janeiro e vai até julho de 2019. Os recenseadores são 38 estudantes da USP – todos moradores ou ex-moradores de periferias paulistanas. Eles entrevistarão um responsável de cada residência e estabelecimento comercial das três comunidades.

A coordenação da atividade é da educadora e ativista social e cultural Eliana Sousa Silva, atual titular da cátedra e diretora da Redes da Maré, ONG atuante no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas da cidade do Rio de Janeiro. Eliana coordena ação semelhante na Maré, iniciada em 2011.

Treinamento para o Censo do Jardim São Remo e do Jardim Keralux
Estudantes da USP que atuam como recenseadores no Jardim São Remo, no Jardim Keralux e na Vila Garaciaba durante treinamento na sede do IEA

Para que servirá?

O censo permitirá a coleta de diversos dados, como número de habitantes, composição da população por faixas etárias, escolaridade, condições de moradia, infraestrutura urbana, conforto ambiental, atividades comerciais, instituições públicas e privadas que atuam na comunidade e moradores que desenvolvem ações culturais, esportivas e de comunicação.

Os dados populacionais, sociais e econômicos permitirão caracterizar e dimensionar as demandas específicas da comunidade, além de ressaltar suas virtudes e potencialidades, explica Eliana. “Com números e outras informações, vai ser mais fácil para as associações comunitárias, ONGs, órgãos públicos ou qualquer morador mobilizar as pessoas e planejar ou reivindicar melhorias para a comunidade."

Ao longo dos anos, a USP tem desenvolvido vários projetos na São Remo, com o intuito de, gradativamente, contribuir para a melhoria das condições de vida na comunidade e o fortalecimento da relação entre professores, estudantes e funcionários da Universidade com os moradores da área.

Como funcionará?

Com direito a bolsa específica para participação no projeto concedida pela Reitoria da USP e identificados com crachá e camiseta, os estudantes farão as entrevistas em três fases: porta a porta, em cada residência (Censo Populacional); nos estabelecimentos comerciais (Censo Econômico); e nas instituições sem fins lucrativos, como escola, posto de saúde, espaços religiosos, ONGs e associação de moradores.

Todas as informações serão prestadas de forma confidencial. Os dados serão divulgados por meio de estatísticas coletivas e nunca de modo a que uma residência ou estabelecimento comercial possa ser identificado. No caso do comércio, a divulgação do nome e endereço do estabelecimento poderá ocorrer se o responsável tiver interesse nisso e conceder autorização formal.

Os resultados do censo serão encaminhados aos comerciantes, entidades e instituições da comunidade, de modo que todos os moradores possam ter acesso a eles.

A participação no censo é voluntária. No entanto, “quanto maior for o número de moradores e comerciantes participantes, mais exato serão os resultados e melhores serão os benefícios do censo”, ressalta Eliana.