Você está aqui: Página Inicial / PESQUISA / Núcleos de Apoio à Pesquisa / Observatório da Inovação e Competitividade / Projeto / Grupo de Trabalho em Inovação em Serviços

Grupo de Trabalho em Inovação em Serviços

por Rafael Borsanelli - publicado 19/12/2016 15:40 - última modificação 05/01/2017 12:13

O Grupo de Trabalho em Inovação em Serviços aborda interesses em torno de diferentes iniciativas e experiências sobre inovação em serviços, tendo como um dos potenciais focos de investigação o campo do turismo. O tema da inovação emerge como elemento decisivo de ação organizacional, associado a outros fatores como a facilidade na obtenção de informações, produção de conhecimento, capital abundante, redução em barreiras comerciais, acesso maior a talentos e mão de obra, crescente ativismo e conhecimento do consumidor, mudanças tecnológicas e concorrentes mais capazes (LOPES; BARBOSA, 2008). A inovação é apontada pela literatura de diversas áreas do conhecimento como elemento chave para criação e sustentação de vantagens competitivas ou até como peça fundamental para a compreensão de muitos dos problemas básicos da sociedade atual (HAGE,1999). A ideia geral de inovação, apesar da diversidade conceitual, está sempre ligada a mudanças, a novas combinações de fatores que rompem com o equilíbrio existente (SCHUMPETER, 1998).

Outro ponto de interesse a ser debatido pelo grupo refere-se ao tema da manufatura avançada, que trata dos impactos da indústria avançada sobre os recursos humanos, da combinação tecnológica, do desenvolvimento da cadeia de suprimentos, de aspectos da regulação e da infraestrutura necessária para o segmento. A manufatura avançada, ou indústria 4.0, relaciona-se ao que vem sendo chamado de a 4ª Revolução Industrial, com o objetivo de criar fábricas inteligentes baseadas na Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), big data, sistemas cyber-físicos, entre outros recursos.

Inerente ao contexto de inovação no setor de serviços, o Turismo configura-se também como um campo de interesse, uma vez que nas últimas décadas tem se destacado como uma das atividades econômicas que mais cresce no mundo, de acordo com a Agência das Nações Unidas para o Turismo – UNWTO (http://www2.unwto.org), com características diversificadas e novas dinâmicas que o tornam um elemento chave do progresso social e econômico. A ampliação global do turismo em países industrializados e em desenvolvimento produziu benefícios econômicos e geração de emprego em vários setores como a construção civil, agricultura e telecomunicações, sem contar os empregos diretos no próprio setor. Portanto, a contribuição do turismo para o bem-estar econômico de países em desenvolvimento depende muito da qualidade da oferta para a geração cada vez maior de receitas. Posto isto, é fundamental a busca por políticas e soluções em turismo que estejam na fronteira da sustentabilidade e inovação, com o objetivo de tirar proveito da tecnologia e aumentar a competitividade.

Criação de Rede nacional e internacional

O grupo já estabeleceu contato com outros grupos de pesquisa a respeito do tema da Inovação, dentro e fora de São Paulo. Um destes contatos é o Observatório de Turismo de Minas Gerais que conta com a cooperação de várias instituições de ensino superior do estado, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), além da Secretaria de Estado de Turismo de Minas (SETUR-MG).

Também houve contato com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, através da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais – Dirur, responsável pelo levantamento e estudos sobre Mercado de Trabalho e Emprego em Turismo, em parceria com o Ministério do Turismo.

No âmbito internacional, ocorreu contato com Jan Lundin, CEO do Swedish Tourism Innovation Center (www.tourisminnovations.se), renomada organização de estudos e projetos globais para a sustentabilidade e o turismo.

Desdobramentos

Um dos primeiros estudos do grupo consiste na avaliação quali-quantitativa do legado da Copa do Mundo de 2014 na cidade de São Paulo, em especial, dos investimentos na rede hoteleira e demais serviços para atender ao megaevento. Espera-se avaliar o cenário pós Copa, evidenciando a retração, expansão ou manutenção dos empreendimentos em serviços após dois anos de realização do evento. Para tanto, será utilizada a ferramenta de acesso a dados do Sistema de Informação sobre o Mercado de Trabalho do Setor de Turismo, disponibilizado pelo IPEA em parceira com o Ministério do Turismo e a Codeplan/DF.

As informações disponíveis também poderão ser complementadas com dados de outras fontes, de modo a avaliar a importância socioeconômica do turismo no conjunto da economia, acompanhar a geração de postos de trabalho formais e informais, além de mostrar o perfil da mão de obra, contribuindo com diagnósticos sobre o desempenho das chamadas Atividades Características do Turismo (ACTs) - conjunto de atividades no qual se concentra a maior parte dos gastos dos turistas. Além dessa ferramenta, o estudo contará com o uso da plataforma de geointeligência sistêmica da GisBI - Maptrix 1.0. A plataforma se baseia em metodologias e algoritmos que integram técnicas de GIS, Estatística Espacial, Business Intelligence e Pesquisa Operacional. Por meio desse instrumento, busca-se espacializar os resultados obtidos com relação aos efeitos associados ao cenário pós Copa, possibilitando uma avaliação e visualização do chamado legado no espaço geográfico.

Conheça a equipe do grupo.