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"Abril Verde": A Organização do Trabalho na Determinação do Adoecimento Mental do Trabalhador
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
28/04/2026
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última modificação
15/05/2026 11:25
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registrado em:
Saúde Mental,
Evento público,
Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora,
Transporte,
Trabalho
A produção acadêmica contemporânea tem acumulado evidências consistentes de que o adoecimento mental relacionado ao trabalho não pode ser compreendido como fenômeno individual, tampouco circunscrito ao campo estritamente clínico. Trata-se de um processo socialmente determinado, profundamente vinculado às formas históricas e contemporâneas de organização e gestão do trabalho. A intensificação produtiva, a precarização dos vínculos, a flexibilização de direitos e a ampliação de mecanismos de controle e vigilância configuram um cenário que incide diretamente sobre a subjetividade, as relações sociais e as condições de vida dos trabalhadores.
No âmbito da Saúde do Trabalhador, pesquisas têm demonstrado que o sofrimento psíquico, os transtornos mentais comuns, a depressão, a ansiedade e a síndrome de burnout estão associados a contextos organizacionais marcados por alta demanda, baixo controle sobre o processo de trabalho, reduzido suporte institucional, conflitos éticos e insegurança laboral. A lógica da produtividade e da gestão por resultados, predominante no mundo contemporâneo do trabalho, tende a individualizar o sofrimento, deslocando para o trabalhador a responsabilidade por processos cuja origem é estrutural. Tal deslocamento contribui para obscurecer as determinações sociais do adoecimento e reforça abordagens medicalizantes que fragmentam o problema.
Mais do que discutir sintomas, o Seminário pretende contribuir para a consolidação de um campo de investigação que analise causas estruturais. Mais do que individualizar o sofrimento, busca situá-lo nas dinâmicas sociais, políticas e econômicas que o produzem. E mais do que registrar problemas, almeja fortalecer uma produção acadêmica comprometida com a construção de alternativas institucionais e coletivas voltadas à promoção de condições dignas de trabalho e à proteção efetiva da saúde mental.
É nesse contexto que o 23º Seminário Interdisciplinar promovido pelo Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora, no IEA/USP, tem por objetivo impulsionar a produção acadêmica crítica e socialmente engajada sobre a relação entre organização do trabalho e adoecimento mental, promovendo um debate interdisciplinar que articule teoria, pesquisa empírica e experiência social, de modo a fortalecer agendas de investigação, publicações científicas e projetos de extensão comprometidos com a transformação das condições de trabalho.
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Saúde e Clima
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
14/08/2025
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última modificação
03/09/2025 15:49
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registrado em:
Ciencias Ambientais,
Evento público,
Urbanismo,
Cátedra Clima & Sustentabilidade,
Crise Climática,
Clima
Neste painel interdisciplinar pesquisadores do IEA‑USP, gestores públicos e representantes de movimentos sociais debateram estratégias ancoradas em ciência, solidariedade e compaixão para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O encontro propôs que a cidade seja vista como um organismo vivo, com “DNA” (planos diretores), “epigenoma” (políticas e cultura) e um “metabolismo” que, sob estresse climático, desenvolve a síndrome da multidisfunção urbana: poluição atmosférica, congestionamentos crônicos, ilhas de calor e precariedade de serviços essenciais.
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O Jornalismo entre a Sobrevivência e a Relevância: Uma Discussão a Partir de Artigo de Rodrigo Mesquita
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
13/11/2025
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última modificação
16/12/2025 14:29
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registrado em:
Inteligência Artificial,
Evento público,
Cátedra Oscar Sala,
Ética,
IA,
Jornalismo
O debate tomou como ponto de partida artigo publicado em 26 de julho de 2025 na Folha de S.Paulo no qual Rodrigo Mesquita discutiu como a ascensão da inteligência artificial e dos sistemas algorítmicos redefine a produção e o consumo de informação, ampliando riscos de manipulação e exigindo novas formas de mediação democrática.
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A Noite no Plioceno e a Pedra como Míssil
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
19/11/2024
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última modificação
21/11/2024 12:12
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registrado em:
Clima,
Evento público,
Meio Ambiente,
Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana
Num ambiente florestal as rochas superficiais são menos visíveis e menos acessíveis. Em desfiladeiros ou nas savanas, rochas de todos os tamanhos são mais abundantes, e caminhar ou correr exige uma observação constante e cuidadosa desses obstáculos. É possível que as mudanças climáticas aumentaram a disponibilidade de rochas, fornecendo matéria prima ideal para serem arremessadas pelas espécies de hominínios, ou para serem usadas como martelo e bigorna na extração de nozes, crustáceos e medula óssea. Ou seja, a abundância quase permanente de uma seleção de pedras soltas pode ter provocado maior aptidão do seu uso. O ato de arremessar é universal e homens tendem a selecionar uma massa “ideal” em termos de energia de impacto de ~480 g: uma constante por mais de 2 milhões de anos. Para obter o máximo impacto, um arremesso requer o uso de um braço preferido, levando o gênero homo a ser, majoritariamente, destro. Os artefatos olduvaienses sugerem que o comportamento de selecionar material para arremessar antecedeu o lascamento da pedra por um período suficiente para o desenvolvimento de um nível instintivo onde a força é aplicada com a mão direita. Os esferóides de Ain Hanech (~2 Ma) demonstram a habilidade de moldar pedras para um desejado formato e tamanho, levando à ferramenta onipresente: o biface (‘handaxe’).
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Territórios e aprendizados sociais - 19/03/2026
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
19/03/2026
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última modificação
15/05/2026 11:26
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registrado em:
Evento público,
Evento online,
Cátedra Olavo Setubal,
Diversidade
Coordenação: Nísia Trindade Lima
Convidado: André Botelho
O encontro teve como objetivo a discussão e a problematização do conceito de aprendizado social, com base na contribuição do sociólogo Klaus Eder. Também foi abordada a contribuição dessa perspectiva teórica para a análise das relações entre pensamento social, repertórios sociais, aprendizados e políticas públicas, com destaque para a proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Igualdade e Aprendizado Social.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.
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I Simpósio de História da Ciência e Divulgação Científica - 1º Dia
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
14/10/2025
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última modificação
26/11/2025 16:23
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registrado em:
Historia,
Evento público,
Ciencia,
Grupo,
Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina
Este simpósio discutiu se o uso da História da Ciência pode contribuir para aumentar o interesse público pela própria ciência. A maior parte da divulgação científica pública é feita por museus de ciência e pela mídia (jornal, rádio, TV e internet), que não costumam contar com o apoio de profissionais de História da Ciência e da Técnica.
Mas a qual História da Ciência estamos nos referindo? A do livro-texto e da busca pelas respostas mais diretas na internet, ou a daquela problematizada e discutida pelos profissionais de História da Ciência?
A primeira opção é mais fácil, mas com ela a divulgação cientifica resulta numa imagem estática do conhecimento já pronto. Por outro lado, a opção pela história problematizada, situada num contexto social e econômico, é capaz de mostrar o processo dinâmico de construção de resultados, um empreendimento que não é individual, mas sim coletivo, que pode ser repleto de contestações, omissões, avanços e retrocessos. Essa abordagem permitiria ver que o cientista e a ciência não são infalíveis, representando um modo humano de conhecimento da realidade, sempre aberto para o aperfeiçoamento, ao invés de fornecer verdades finais.
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Jornadas de Evolução Humana - 1º Dia
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
22/04/2025
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última modificação
09/05/2025 14:52
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registrado em:
Evento público,
capa
As Jornadas de Evolução Humana são um ciclo de palestras organizado por Walter Neves e Victor Nery por meio do Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana do IEA-USP.
Os assuntos abordados estão relacionados às características da nossa linhagem evolutiva, vista a partir de fósseis hominínios, além de novos projetos de pesquisa desenvolvidos pelas instituições nacionais em parceria com o exterior, métodos tecnológicos de datação de DNA, e evolução do comportamento sexual humano.
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O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
07/08/2025
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última modificação
04/09/2025 14:18
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registrado em:
Geopolítica,
Evento público,
Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização
O seminário analisou os desafios para o Brasil no contexto da geoeconomia. Segundo os expositores, a situação do país é delicada quanto à sua inserção no sistema internacional. Entre os motivos apontados estão a falta de um projeto sobre qual papel o Brasil quer ter no mundo e as carências em termos de políticas e organismos que promovam setores estratégicos, como o mineral. Participaram José Roberto Mendonça de Barros, Lourdes Sola, Raul Jungmann e Rubens Barbosa.
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"Ensarnei-me a Fundo na Sarna Gálica": Monteiro Lobato e a Literatura Francesa
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
25/09/2025
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última modificação
03/10/2025 13:52
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registrado em:
Grupo de Pesquisa Brasil-França,
Evento público,
Brasil,
Crítica Literária,
França,
USP
Está aula ministrada por Ana Luíza Bedê, do Grupo de Pesquisa Brasil-França, inaugurou o curso Circulações Literárias Brasil-França no Século 20, integrante da programação das Semanas Franco-Uspianas 2025. A aula explorou aspectos da relação de Monteiro Lobato com a França a partir de três de suas obras: "Ideias de Jeca Tatu" (1919), "Mundo da Lua" (1923) e "A Barca de Gleyre" (1944). A crítica de Lobato aos francesismos e às influências francesas é conhecida e sua reputação como intelectual antigalicista mantém-se até hoje. No entanto, esses livros revelam um autor interessado na produção artística e literária francesa de diferentes períodos históricos.
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Quilombo Inteligente - Audiência Pública: Resultados e Perspectivas
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por Jorge Paulo Soares
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publicado
08/12/2025
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última modificação
16/12/2025 12:12
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registrado em:
Divulgação,
Evento público,
Pesquisa
Encerramento do projeto-piloto "Quilombo Inteligente”, com apresentação de resultados de atividades desenvolvidas em São Paulo e outros Estados como Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. O objetivo do projeto foi motivar, mobilizar e apoiar trilhas profissionalizantes para adolescentes e jovens em quilombos, aldeias indígenas e favelas.
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