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A Biodiversidade das Interações Planta-Frugívoro: Tipos, Funções e Consequências de suas Extinções

por Cláudia Regina - publicado 14/04/2026 16:50 - última modificação 15/04/2026 10:26

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de 15/04/2026 - 10:00
a 15/04/2026 - 11:00

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As interações mutualistas entre plantas e animais se acumulam em redes megadiversas envolvendo dezenas de espécies interagindo, sendo as mais generalizadas entre as espécies de vida livre. Esses mutualismos consistem no fornecimento de alimentos por plantas e, em sua contrapartida, no movimento de propágulos de plantas (sementes) pelos animais, sendo cruciais para a regeneração natural da vegetação em muitos ecossistemas. Mas estamos longe de entender qual parte dessa enorme biodiversidade de interações é necessária para sua manutenção.

Os mutualismos de dispersão de sementes mediados por animais dependem de resultados de interação atendidos por várias espécies, de modo que estudos com foco em interações em pares isoladas subestimam os níveis de biodiversidade necessários para manter redes multifuncionais. Documentar a diversidade e a função dessas interações requer a combinação de abordagens, como amostragem direta e passiva (por exemplo, censo direto, armadilhas de câmera) e sequenciamento de última geração (código de barras de DNA), permitindo a identificação de contribuições específicas de espécies e estimando resultados demográficos e genéticos.

Será dada uma visão geral da diversidade de modos de interação envolvidos nesses mutualismos, os principais componentes dos serviços de dispersão de sementes e as consequências da extinção das interações. Frugívoria media em um mutualismo baseado em recursos que envolve frações substanciais da biodiversidade e biomassa na Terra, especialmente nos trópicos. A funcionalidade dos mutualismos mais generalizados de plantas-frugívoros depende da complementaridade de efeitos em uma alta diversidade de parceiros, mas frequentemente depende apenas de um subconjunto distinto deles com alta redundância funcional.

As disrupções desses mutualismos por causas antropogênicas podem permanecer sutis e não detectadas, apesar de serem generalizadas em ecossistemas do mundo real. Essas interrupções geralmente afetam os resultados após das interações ocorrem, muito além da ocorrência real da interação, mas tendo o efeito demográfico mais forte. A perda dessas interações, que ocorrem frequentemente bem antes de seus parceiros de plantas e animais serem extintos, gera um tipo de dívida de extinção que pode permanecer críptica, ou seja, não abordada adequadamente quando a consideramos simples perda de biodiversidade.

Inscrições

Evento público

Link de transmissão

Programação

Expositor:

Pedro Jordano (Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e Universidade de Sevilha)

Mediador:

Paulo R. Guimarães Júnior (IEA-USP)