A Extrema Direita no Brasil: Natureza, Desempenho e Implicações para a Democracia
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Quando
a 22/08/2025 - 12:00
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Nos anos 80 e 90 do século passado o mundo conheceu um grande avanço democrático com a conquista ou reconquista da liberdade e de direitos fundamentais em muitos países que tinham tido um passado de regimes autoritários. Parecia então que a tendência ia se consolidar. Houve até quem falasse no fim da história quando o bloco soviético se desestruturou com a queda do Muro de Berlim e viu o surgimento de novas democracias no Leste Europeu que se somaram às que tinham surgido na América Latina alguns anos antes.
Contudo, em meados da primeira década do século 21, a tendência começou a se reverter. Surgiram em vários países movimentos e governos que, mesmo tendo resultado de eleições democráticas, colocaram em questão o direito de contestação da oposição, limitaram a liberdade da imprensa e intervieram para diminuir a autonomia e a independência do poder Judiciário ou para controlá-lo diretamente. Países como a Turquia e a Venezuela já vinham trilhando esse caminho, mas a eles se somaram os governos iliberais da Hungria, da Polônia, da Áustria e mais recentemente da Itália. Afora isso em países como a Alemanha, França e Portugal os partidos de direita radical ganharam mais apoio dos eleitores e a intolerância com os emigrantes e com minorias como grupos LGBT e outros aumentou.
O caso mais recente foi o da reeleição de Donald Trump nos EUA e o anúncio de inúmeras medidas que colocam em risco a mais velha democracia do mundo. Este é o contexto em que deve ser visto o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua suposta tentativa de desfechar um golpe de Estado depois das eleições de 2022. Bolsonaro se considera um seguidor de Trump e está tentando se beneficiar da chantagem política da nação mais poderosa do mundo em termos econômicos e militares para forçar a justiça brasileira a amenizar a denúncia da Procuradoria Geral da República que pesa contra ele. Esse quadro recente vai servir de base para a discussão da natureza, desempenho e implicações dessa nova força política internacional sobre jovens democracias como a brasileira.
Inscrições
Evento público | com inscrição prévia
Não haverá certificação
Transmissão on-line: canal do YouTube do IEA
Organização
Programação
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09h |
Abertura: José Álvaro Moisés (IEA-USP) |
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09h10 |
Expositores: David Magalhães (PUC-SP) e Christian Lohbauer (COSAG/FIESP; ABAG e GACINT/IRI-USP) - (participação remota) |
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Comentarista: José Veríssimo (IEA/Nupps-USP) |
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10h45 |
Debates |
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12h |
Encerramento |