Geopolítica Global e Inserção Internacional do Brasil
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a 01/10/2026 - 12:30
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A discussão sobre os desafios atuais da inserção internacional do Brasil deve levar em conta que a geopolítica global deste século está sendo modelada pelos impulsos da transição acelerada e de larga escala, em que configurações estáveis ou perenes do sistema internacional têm sido continuamente impactadas por uma arquitetura do poder mundial de geometria variável. Trata-se de um quadro geral politicamente instável e tensionado, marcado pelo acirramento das disputas e rivalidades entre os atores estatais e não-estatais e tendente às instabilidades, fricções e conflitos de toda ordem e em todas as escalas.
Da perspectiva de uma Geopolítica que prioriza suas intersecções com a Segurança e Defesa, no topo da hierarquia do poder mundial atual pode-se postular que predomine uma Ordem Tripolar em que pontificam as três grandes potências – Estados Unidos, China e Rússia. Ao mesmo tempo, e logo abaixo delas, consolida-se, desde os anos 1990, um diversificado e policêntrico sistema com características típicas de uma Ordem Multipolar, em que se destaca o grupo de mais de duas dezenas de países designados como médias potências regionais, econômicas ou estratégico-militares, ou ambas. O Grupo dos 20 (G-20), criado em 1999 reunindo os integrantes desses dois subgrupos, ilustra essa complexa configuração geopolítica de escala global.
A posição do Brasil em seu entorno regional estratégico encolheu nos últimos anos, com impactos negativos nos rumos futuros e na relevância do país em sua projeção externa. O maior desses impactos é a profunda crise da integração sul-americana que dura há pelo menos uma década e que tem contribuído para erodir a liderança brasileira no subcontinente. O declínio dos arranjos na região iniciou-se pelo Mercosul e em seguida pela Unasul, ambos impactados pelos eventos e mudanças de natureza política, econômica e geopolítica de largo espectro a partir do início dos anos 2010. Um fator crucial foi o acelerado crescimento dos vínculos econômicos desses países com a China.
O exame dos desafios atuais da projeção externa do Brasil deve levar em conta os Impactos da recém editada U.S. National Security Strategy. Pela primeira vez, os norte-americanos posicionaram o Hemisfério Ocidental entre suas prioridades internacionais em segurança e defesa e, nele, o espaço estratégico por excelência é o Continente Americano. A essência dessa estratégia - “restaurar a preeminência dos EUA no Continente” – é sintetizada no que é denominado como o Corolário Trump à doutrina Monroe, mais próxima ao Corolário Roosevelt de 1904, com seu autoconcedido poder imperial de intervenção – inclusive militar – no continente.
Inscrições
Eventon público e gratuito | inscrições encerradas
Não haverá certificação
Transmissão ao vivo: canal do YouTube do IEA
Organização
Instituto de Estudos Avançados-USP
Grupo de Análise de Estratégia Internacional em Defesa, Segurança e Inteligência (DSI), Escola de Segurança Multidimensional (ESEM-USP)
Programação
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9h30 |
Recepção dos Participantes |
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10h |
Abertura e Introdução: Marcos Buckeridge (IEA-USP) |
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10h05 às 10h35 |
Apresentação – Ilques Barbosa Jr. ( Almirante de Esquadra, Marinha do Brasil) e Wanderley Messias da Costa (FFLCH-USP) |
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11h05 às 11h45 |
Comentaristas: Rubens Barbosa (IRICE) Marcelo Knorich Zuffo (EP-USP) |
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Moderação: Alberto Pfeifer (DSI-ESEM) |
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11h45 |
Debates |
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12h25 |
Sumário, Conclusões e Encaminhamentos – Marcos Buckeridge (IEA-USP) |
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12h30 |
Encerramento |