Regimes de Patrimônio Cultural e Autenticidade
Detalhes do evento
Quando
a 03/06/2026 - 12:00
Onde
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O patrimônio cultural, como conceito-chave na construção da identidade, possui uma longa história, que remonta à Revolução Francesa e à Revolução Industrial Inglesa do final do século XVIII. É, portanto, tanto um produto do modernismo quanto de sua crítica, na forma de uma nostalgia pelo mundo perdido (pré-moderno), transformado pela modernização.
Este evento traça essa história conceitual de dois séculos, definindo seus principais regimes, caracterizados pelo conceito de autenticidade.
A autenticidade também é um conceito intelectual que remonta ao século XVIII, usado para definir um indivíduo moral cuja coerência não depende de normas e controles religiosos. No século XIX, a autenticidade histórica foi construída para determinar o patrimônio necessário para a construção da nação.
Após a Segunda Guerra Mundial, com a definição de Patrimônio Mundial, tornou-se o princípio do patrimônio universal. Posteriormente, após críticas pós-coloniais a essa autenticidade, foi redefinida para o patrimônio imaterial. Hoje, observa-se uma tentativa de definir a autenticidade como uma construção social, o que também é típico da abordagem atual ao patrimônio cultural.
Exposição:
Gabor Sonkoly (EHESS)
Debate:
Clarissa Gagliardi (CPC-USP)
Moderação e comentários:
Marisa Midori Deaecto (ECA-USP e IEA-USP) e Renato Cymbalista (FAU-USP)
Transmissão
Acompanhe a transmissão do evento pelo canal do YouTube do IEA
Inscrições
Evento público e gratuito | Com inscrição prévia
Evento em português | Não haverá certificação
Organização
Grupo de Pesquisa Brasil-França (GRUPEBRAF)