<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-6" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-5" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-4" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-ocupacao-homininia" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/instalacao-evolucao-humana" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/evolutionary-approaches-to-culture-workshop-13-de-novembro-de-2019" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/evolucao-cultural" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/estacoes-luz-e-oscar-freire-do-metro-recebem-mostra-201cdo-macaco-ao-homem201d-de-walter-neves" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-6">
    <title>Conversas sobre a Teoria Darwiniana (Sexto Encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-6</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É cada vez maior a utilidade cognitiva da estrutura conceitual darwiniana. Mesmo em ciências tão diversas quanto a psicologia e a física quântica, passando por quase todas as disciplinas das humanidades.</p>
<p>Porém, tal processo, além de muito lento, não tem alcançado a devida visibilidade. No Brasil, ainda domina largamente a ideia de que a teoria darwiniana seja algo restrito às ciências da vida.</p>
<p>No dia <span style="text-decoration: underline;">1º de setembro</span>, será a vez de José Costa Júnior, <span>professor de Filosofia e Ciências Sociais </span><span>e </span>autor da tese <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/tese-darwin-2/" class="external-link">"Como viver depois de Darwin? Limites e possibilidades das abordagens evolucionistas da moralidade"</a>.</i><span> </span></p>
<p><b>Convidado:</b></p>
<p><span class="external-link"><span class="external-link"><span class="external-link"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-costa-junior-1" class="external-link">José Costa Júnior</a> (IFMG)<br /></span></span></span></p>
<p><b>Entrevistadores: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaroslava-varella-valentova" class="external-link">Jaroslava Varella Valentova</a> (IP/USP e Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana do IEA/USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> (Programa Professor Senior)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><span class="external-link">José Eli da Veiga</span> (Programa Professor Senior)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-09T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-5">
    <title>Conversas sobre a Teoria Darwiniana (Quinto Encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-5</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É cada vez maior a utilidade cognitiva da estrutura conceitual darwiniana. Mesmo em ciências tão diversas quanto a psicologia e a física quântica, passando por quase todas as disciplinas das humanidades.</p>
<p>Porém, tal processo, além de muito lento, não tem alcançado a devida visibilidade. No Brasil, ainda domina largamente a ideia de que a teoria darwiniana seja algo restrito às ciências da vida.</p>
<p>Na tarde da quarta-feira 3 de agosto, a conversa será com Mauro William Barbosa de Almeida, um dos raríssimos <span style="text-decoration: underline;">antropólogos</span> brasileiros que valorizam a teoria darwiniana.</p>
<p><b>Convidado:</b></p>
<p><span class="external-link"><span class="external-link"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauro-william-barbosa-de-almeida" class="external-link">Mauro William Barbosa de Almeida</a> (IFCH/Unicamp)</span></span></p>
<p><b>Entrevistadores: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaroslava-varella-valentova" class="external-link">Jaroslava Varella Valentova</a> (IP/USP e Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana do IEA/USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> (Programa Professor Senior)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><span class="external-link">José Eli da Veiga</span> (Programa Professor Senior)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-09T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-4">
    <title>Conversas sobre a Teoria Darwiniana (Quarto Encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana-4</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É cada vez maior a utilidade cognitiva da estrutura conceitual darwiniana. Mesmo em ciências tão diversas quanto a psicologia e a física quântica, passando por quase todas as disciplinas das humanidades.</p>
<p>Porém, tal processo, além de muito lento, não tem alcançado a devida visibilidade. No Brasil, ainda domina largamente a ideia de que a teoria darwiniana seja algo restrito às ciências da vida.</p>
<p>Na tarde da terça-feira 7 de junho, será a vez da <span style="text-decoration: underline;">Física Quântica</span>, com a participação de Roberto Baldijão.</p>
<p><b><i>Quantum Darwinism and Contextuality</i></b> é o título da recente tese de doutorado de Roberto Dobal Baldijão, no Instituto de Física da Unicamp.</p>
<p>Não será fácil explicar para leigos, em prosa, como a teoria darwiniana ajuda a entender a transição do universo quântico (em geral tido como exclusivamente subatômico) à realidade que enxergamos. Esta ideia nasceu em 2003, fruto das pesquisas do físico americano, de origem polonesa, Wojciech H. Zurek, do Los Alamos National Laboratory.</p>
<p>Ótima apresentação da tese de Baldijão foi publicada pelo jornalista científico José Tadeu Arantes, no boletim <b><i>Agência Fapesp</i></b>, do último 29 de março. Ele diz que “a interação de um sistema físico com o seu ambiente seleciona certos comportamentos e descarta outros”.</p>
<p>Não se trata, portanto, de mera analogia. Mais: é uma abordagem que já deixou de ser apenas teórica. Vários trabalhos relatam os avanços de testes experimentais. Além disto, sobre o pioneiro trabalho de Zurek, muitos artigos de outros grupos de pesquisa foram publicados em periódicos científicos.</p>
<p>Em poucas palavras, observadores recebem informação a respeito de um sistema depois que ele interage com porções de seu ambiente. Um exemplo simples: quando se lê este texto, olhos estão recebendo uma pequena porção dos fótons que interagiram com a tela que abriga o texto. Se outro leitor estivesse olhando para a mesma tela, receberia uma outra porção dos fótons que teriam interagido com a tela.</p>
<p>O processo de “darwinismo quântico” explica como - apesar das partículas da tela possuírem as ‘estranhezas’ quânticas - os dois leitores acabam recebendo a mesma informação sobre a tela e, assim, leem o mesmo texto. A teoria darwiniana ajuda a entender, portanto, como o estranho mundo quântico também explica a objetividade dos fenômenos físicos de nosso dia-a-dia.</p>
<p>Duas das questões essenciais da Tese estarão no centro desta conversa:</p>
<p>a)   Quais princípios físicos estão por trás da existência de tal “darwinismo”?</p>
<p>b)   Quais princípios são necessários para que ocorra tal processo?</p>
<p><b>Convidado:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-baldijao" class="external-link">Roberto Dobal Baldijão</a> (IF/USP)</p>
<p><b>Entrevistadores: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaroslava-varella-valentova" class="external-link">Jaroslava Varella Valentova</a> (IP/USP e Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana do IEA/USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> (Programa Professor Senior)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><span class="external-link">José Eli da Veiga</span> (Programa Professor Senior)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-09T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d">
    <title>IEA terá “Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d</link>
    <description>Projeto será coordenado pelo professor sênior Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-300x200/image" alt="Walter Neves - 300x200" title="Walter Neves - 300x200" height="200" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Walter Neves, propositor e coordenador do Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</dd>
</dl></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5a83b5de-7fff-5be6-aca1-1942e6efb799"> </span></p>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo do IEA aprovou no dia 15 de dezembro a criação do “<a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</a>”. A proposta foi enviada pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves?searchterm=Walter+ne"><span>Walter Neves</span></a>, professor sênior do Instituto. O objetivo é promover e divulgar amplamente para o grande público os conhecimentos que a ciência tem a respeito do percurso evolutivo humano.</p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Neves, em um momento em que cresce a parcela da população que nega a Teoria da Evolução, cabe ao poder público disponibilizar informações e dados que mostrem o que a ciência tem a dizer sobre a nossa existência no planeta, “demonstrando que a evolução da linhagem humana pode ser perfeitamente explicada pelos mesmos processos naturais que deram origem às demais espécies”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Abordando questões interdisciplinares da biologia evolutiva, da antropologia e da arqueologia, o novo núcleo, formado por pesquisadores e voluntários, irá realizar cursos semestrais sobre as discussões atuais em paleoantropologia, a origem da bipedia e a evolução da tecnologia da pedra lascada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também está entre as metas a realização da exposição permanente “A Arte na Evolução Humana”, assimcomo a promoção de pequenas mostras itinerantes sobre a história evolutiva dos hominínios, que poderão ser montadas em locais os mais diversos, dependendo da demanda.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os eventos serão gratuitos, voltados para escolas do ensino básico e universidades, tanto públicas quanto privadas. </span><span>Instituições interessadas em fazer parcerias e ter acesso às atividades do núcleo devem entrar em contato com o IEA. O agendamento será feito de acordo com a disponibilidade dos integrantes da equipe e das exposições.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-npceh" alt="Logo NPCEH" class="image-right" title="Logo NPCEH" /></p>
<p dir="ltr"><span>O núcleo é coordenado por Neves e tem como integrantes: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lia-queiroz-do-amaral?searchterm=Lia+Ama"><span>Lia Amaral</span></a><span>, professora do Instituto de Física da USP;</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mercedes-okumura?searchterm=Mercedes+Okumura"><span> Mercedes Okumura</span></a><span>, professora do Instituto de Biociências da USP; Fábio Parenti, professor da Universidade Federal do Paraná; Peter Moon, jornalista da Agência Brasileira de Divulgação Científica; Clóvis Monteiro, jornalista; Rogério Souza, da Academia Brasileira de História Natural; e os estudantes Lukas Blumrich e Andrews Nunes.</span></p>
<p dir="ltr">Por serem majoritariamente presenciais, as atividades do núcleo começarão apenas no segundo semestre de 2021. Entretanto, os agendamentos já terão início em abril, por meio do site do IEA.</p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>
<hr />
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Primatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-16T20:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia">
    <title>Exposição Ocupação Hominínia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-ocupacao-homininia">
    <title>Exposição Ocupação Hominínia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-ocupacao-homininia</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/instalacao-evolucao-humana">
    <title>IEA expõe réplicas de fósseis em instalação sobre evolução humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/instalacao-evolucao-humana</link>
    <description>Com curadoria do paleoantropólogo Walter Neves, exposição é aberta ao público</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Exposicao-Ocupacao-Homininia-Nelson-Niero.jpg/image" alt="Exposição Ocupação Hominínia" title="Exposição Ocupação Hominínia" height="412" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Com curadoria do paleoantropólogo Walter Neves, instalação é aberta ao público | Foto: Nelson Niero Neto/IEA-USP</dd>
</dl>O IEA inaugurou, no dia 27 de fevereiro, a instalação “Ocupação Hominínia”, sobre o processo evolutivo humano. Aberta ao público, ela tem réplicas de seis hominínios e um painel com uma linha do tempo resumindo a evolução da nossa espécie. Veja mais <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia" class="external-link">imagens da exposição</a>.<br /><br /><span>Viabilizada com recursos do Instituto, a instalação tem como organizador e curador o paleoantropólogo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-seniores" class="external-link">professor sênior</a><span> do IEA e aposentado do </span><a class="external-link" href="https://www.ib.usp.br/">Instituto de Biociências</a><span> (IB) da USP. As peças foram produzidas pelo paleoartista Rogério Corrêa de Souza.<br /><br /></span><span>Apesar de existirem centenas de hominínios descobertos, foram selecionados seis que, segundo Neves, são os mais icônicos na linha do tempo evolutiva: </span><i>Sahelanthropus tchadensis</i><span> (viveu entre 6 e 7 milhões de anos atrás), </span><i>Australopithecus afarensis</i><span> (viveu entre 3,9 e 2,9 milhões de anos atrás), </span><i>Homo habilis</i><span> (viveu entre 2,6 e 1,5 milhões de anos atrás), </span><i>Homo erectus</i><span> (viveu entre 1,89 milhão e 100 mil anos atrás), </span><i>Homo neanderthalensis</i><span> (viveu entre 200 mil e 30 mil anos atrás) e o </span><i>Homo sapiens</i><span> (surgiu há 200 mil anos).<br /><br /></span><span>A réplica do </span><i>Australopithecus afarensis</i><span> é de corpo inteiro e baseada no fóssil conhecido como Lucy, encontrado em 1974 na Etiópia e considerado o mais famoso de um ancestral humano. Datada em 3,2 milhões de anos, Lucy media cerca de 1,10 m e andava ereta como nós, mas tinha proporções corporais similares às de um chimpanzé.<br /><br /></span><span>Entre todas as réplicas, o mais antigo ancestral humano é o </span><i>Sahelanthropus tchadensis</i><span>, que viveu entre 6 e 7 milhões de anos atrás. Seu fóssil foi encontrado em 2001 no Chade.<br /><br /></span><span>As características de cada um dos ancestrais são temas de </span><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=xT3oBWXPyYI">videoaulas de Walter Neves</a><span>, disponíveis no YouTube. Na instalação, um QR Code ao lado de cada réplica dá acesso ao vídeo do ancestral exposto.<br /><br /></span><span>O painel da linhagem evolutiva, com 1,85 m de largura por 1,15 de altura, é uma adaptação do painel “Hominid Evolutionary Tree” do Museu de História Natural de Londres, Inglaterra, e resume 7 milhões de anos de evolução.<br /><br /></span><span><strong>Divulgação científica</strong><br /><br /></span><span>Walter Neves é um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia evolutiva e arqueologia no Brasil. Ao dedicar-se à origem do homem na América do Sul, foi responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. O nome do fóssil, batizado por Neves, foi inspirado em Lucy.<br /><br /></span><span>Desde que iniciou sua carreira acadêmica, há mais de 40 anos, Neves esforça-se em prol da divulgação científica e da disseminação da teoria evolucionista e do processo evolutivo humano para o grande público. Essa é a primeira vez que o pesquisador consegue criar dentro da USP uma exposição como essa. Ao longo de sua carreira, ele reuniu um acervo de réplicas suficiente para fazer na USP uma grande exposição que repassaria toda a linha do tempo evolutiva humana.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia" class="external-link">Fotos da exposição</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil" class="external-link">IEA recebe réplica de Lucy, um dos fósseis mais antigos da ancestralidade humana</a><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano" class="external-link">Cientistas brasileiros reescrevem a história do gênero humano</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><br />Atualmente, Neves se mostra preocupado com o que vê como um crescimento exponencial da aceitação da teoria criacionista entre órgãos governamentais brasileiros, como o Ministério da Educação. “A bancada evangélica no Congresso Nacional tem articulado esse movimento, que pode culminar no ensino obrigatório do criacionismo em escolas públicas”, diz.<br /><br /></span><span>“As instituições de pesquisa, universidades e museus estão paradas em relação a isso. Falta uma reação. Precisamos aproveitar todas as oportunidades e espaços para divulgar o evolucionismo”, diz o professor, que destaca a “sensibilidade do IEA em perceber que este é um tema candente”.<br /><br /></span><span>Para Neves, a Universidade de São Paulo e todas as capitais brasileiras deveriam ter uma exposição permanente sobre evolução humana. “Assim, as pessoas podem ser apresentadas ao que a ciência tem a dizer sobre o assunto. A partir disso, optar pelo criacionismo ou evolucionismo é uma decisão pessoal. Mas precisa haver essa exposição à ciência”.</span></p>
<hr />
<p><strong>Ocupação Hominínia<br /></strong><i>Instalação sobre evolução humana<br /></i><i>Aberta ao público <br />De segunda a sexta-feira, das 7h às 18h<br /></i><i>Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo, SP</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/evolutionary-approaches-to-culture-workshop-13-de-novembro-de-2019">
    <title>Evolutionary Approaches to Culture Workshop - 13 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/evolutionary-approaches-to-culture-workshop-13-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Etologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-13T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evolucao-cultural">
    <title>Workshop debate abordagens evolucionistas da cultura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evolucao-cultural</link>
    <description>No dia 13 de novembro, das 8h às 18h, o IEA realiza, com apoio da Sociedade de Evolução Cultural e da Fapesp, o workshop "Abordagens Evolucionistas da Cultura", organizado pelo etólogo Eduardo Ottoni, participante do Programa Ano Sabático em 2019. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="documentFirstHeading"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/montagem-com-fotos-sobre-evolucao-cultural" alt="Montagem com fotos sobre evolução cultural" class="image-right" title="Montagem com fotos sobre evolução cultural" />Pesquisadores do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Brasil renomados em suas análises complementares sobre evolução cultural estarão reunidos no workshop <i>Abordagens Evolucionistas da Cultura</i>, no<i> </i><strong>dia 13 de novembro, das 8h às 18h</strong>, no IEA.</p>
<p class="documentFirstHeading">De acordo com o organizador do encontro, o etologista Eduardo Ottoni, professor do Instituto de Psicologia (IP) da USP em ano sabático no IEA, o objetivo do workshop é promover o debate em torno de abordagens que destacam, ao mesmo tempo, "a diversidade dos processos culturais e a natureza unicamente complexa da cultura humana".</p>
<p class="documentFirstHeading">Os temas e expositores do workshop serão:</p>
<ul>
<li>Introdução: Abordagens Evolucionistas da Cultura - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-ottoni" class="external-link">Eduardo Ottoni</a> (IEA e IP-USP)</li>
<li>A Descoberta da Cultura Animal - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andrew-whiten" class="external-link">Andrew Whiten</a> (Universidade de St. Andrews, Reino Unido)</li>
<li>Modelando a Inteligência: Como o Desenvolvimento, a Cultura e a Tecnologia Transformam as Capacidades Cognitivas Humanas - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristine-legare" class="external-link">Cristine Legare</a> (Universidade do Texas em Austin, EUA)</li>
<li>A Engrenagem na Catraca: Investigando os Mecanismos Cognitivos que Sustentam a Cultura Cumulativa Humana - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christine-anna-caldwell" class="external-link">Christine Caldwell</a> (Universidade de Stirling, Reino Unido)</li>
<li>Abordagens na Investigação de Estratégias de Aprendizagem Social na Difusão Cultural - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rachel-kendal" class="external-link">Rachel Kendal</a> (Universidade de Durham, Reino Unido)</li>
</ul>
<p class="documentFirstHeading">O workshop será em inglês, sem tradução. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, mas requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf5xlAkoH_Tr6O5XS6d-7dNWU6N7xF8fChtc_VybvECeC1wYw/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>. Quem não puder comparecer terá a oportunidade de assistir a toda programação <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p class="documentFirstHeading"><strong>Superação de barreiras</strong></p>
<p class="documentFirstHeading">"Nos últimos anos, tem ganhado consistência, visibilidade e relevância crescentes o debate buscando superar as barreiras epistemológicas entre, de um lado, um modelo evolucionista que relega os fenômenos culturais a um papel meramente proximal (o 'fenótipo estendido') e, de outro, visões da cultura enquanto processo exclusivamente humano e relativamente desconectado da biologia evolutiva da espécie", afirma Ottoni.</p>
<p class="documentFirstHeading">Segundo ele, as pesquisas sobre processos culturais em animais não humanos se somaram a uma discussão mais ampla em torno de perspectivas evolucionistas sobre a dinâmica da evolução cultural e suas interações de mão-dupla com a evolução molecular ("construção de nicho”, coevolução genes-cultura).</p>
<p class="documentFirstHeading">Esse processo resultou, recentemente, na criação de uma nova entidade científica, a <a class="external-link" href="https://culturalevolutionsociety.org/">Sociedade de Evolução Cultural</a> (CES, na sigla em inglês), cuja conferência inaugural ocorreu em setembro de 2017, em Jena, Alemanha, com apoio do Instituto Max Planck de Ciência da História Humana.</p>
<ul>
</ul>
<p>A organização do workshop tem o apoio da CES e da Fapesp. A Comissão Científica é constituída por Ottoni e outros quatro pesquisadores: Marcelo Benvenuti, Jaroslava Valentova e Marco Varella, os dois primeiros professores e o terceiro pós-doutor do IP-USP; e Natália Bezerra Dutra, pós-doutora do Laboratório de Evolução do Comportamento Humano da UFRN.</p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i>Abordagens Evolucionistas da Cultura</i></strong><i><strong><br /></strong>13 de novembro, das 8h às 18h<br /></i><i>Local: Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento em inglês (sem tradução), gratuito e aberto ao público, mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf5xlAkoH_Tr6O5XS6d-7dNWU6N7xF8fChtc_VybvECeC1wYw/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a> - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Mais informações: com Claudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>)), telefone (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/workshop-201cabordagens" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagem: montagem de Clara Gomes Borges a partir de fotos de arquivos pessoais de pesquisadores</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Etologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-25T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves">
    <title>Curso gratuito sobre evolução humana será ministrado por Walter Neves no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-e-walter-neves/image" alt="Lucy e Walter Neves" title="Lucy e Walter Neves" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">O pesquisador Walter Neves com a réplica de Lucy, no IEA</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a> ministrará um curso gratuito sobre evolução humana no IEA, em parceria com a revista Scientific American. Serão nove aulas, sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h, com início em <strong>18 de outubro e término em 20 de dezembro</strong>. As 50 vagas disponíveis serão definidas por ordem de <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>. A atividade é uma versão em português do que foi ministrado recentemente na Dmanisi Summer School, na República da Georgia, com estudantes de várias partes do mundo. As inscrições poderão ser realizadas pelo <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">sistema Apolo</a> da USP, de 18 de setembro a 10 de outubro. <br /><br />Intitulado <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link"><i>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</i></a>, o curso abordará as principais discussões e descobertas sobre a evolução dos hominínios ao longo dos últimos 7 milhões de anos. Sua temática é multidisciplinar, uma vez que envolve antropologia, bioantropologia, arqueologia, biologia evolutiva e paleoantropologia. Como as aulas serão baseadas em discussões de textos em inglês previamente distribuídos (não haverá aulas expositivas), é necessário que os interessados sejam fluentes na leitura em inglês <i><a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterAtividade?cod_oferecimentoatv=92616">[confira o programa do curso e as referências bibliográficas]</a></i>.<br /><br /><strong>Evolução</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pesquisador sênior do IEA e professor aposentado do Instituto de Biociências (IB) da USP, Walter Neves considera que difundir o estudo da evolução de nossa espécie passou a ser uma ação fundamental na afirmação do conhecimento e do método científico.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Walter Neves</th>
</tr>
<tr>
<td>
<div id="_mcePaste">Um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia e arqueologia no Brasil, Walter Neves foi o responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. Sua pesquisa mais recente, divulgada em julho, pode revolucionar a história da evolução do gênero humano. Com uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos, ele descobriu na Jordânia ferramentas de pedra lascada que teriam sido produzidas há 2,4 milhões de anos, segundo os métodos de datação utilizados. A descoberta indica que representantes do gênero Homo teriam saído da África 500 mil anos antes do que tem sido afirmado até agora (há 2.0 milhões de anos). Além disso, a pesquisa ainda indica que o primeiro hominínio a sair da África pode ter sido o <i>Homo habilis</i>, e não o <i>Homo erectus</i>, como defendem os estudos paleoantropológicos até o momento.</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Estamos sob o risco de nos tornarmos o segundo maior país criacionista do mundo”, explica o pesquisador, em seu projeto para o curso, “e vivemos momentos tenebrosos quanto ao anticientificismo, que se tornou política de Estado”. Segundo ele, a evolução humana é um dos alvos prediletos dos que atacam a ciência e o pensamento científico-evolutivo.</p>
<p>“Ideias como a extinção e surgimento de espécies ou a existência de um ancestral comum entre os diversos hominínios são negadas pelos criacionistas”, disse. “Cabe à USP um papel destacado em tornar disponível o que a ciência tem para apresentar sobre o processo evolutivo de nossa linhagem, que começou há cerca de 7 milhões de anos e deu origem ao <i>Homo sapiens</i> por volta de 200 mil anos atrás.”</p>
<p><strong>O curso</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ao longo das aulas, os participantes estudarão as características biológicas e culturais mais notórias de nossa espécie, assim como o momento em que elas surgiram em nossa linhagem evolutiva, para traçar uma perspectiva das contínuas inovações evolutivas que resultaram no ser humano moderno. Com uma combinação única dessas diversas características, o <i>Homo sapiens</i> é uma das espécies com maior dispersão pelo planeta e com a capacidade de modificar o ambiente ao redor, adaptando-o às suas necessidades.</p>
<p>Neste contexto, há cinco pontos principais que os alunos terão a oportunidade de explorar:</p>
<p>1. A diversidade de espécies que caracteriza nossa linhagem evolutiva e o caráter não linear de nossa evolução.</p>
<p>2. O momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem nossa espécie e sua importância para a evolução.</p>
<p>3. As diferenças e semelhanças entre nossa espécie e os chimpanzés, que representam a espécie viva mais próxima à do homem do ponto de vista genético e de capacidade intelectual.</p>
<p>4. As circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso de nossa espécie.</p>
<p>5. A tensão entre os diversos pesquisadores em relação aos últimos hominínios fósseis encontrados.</p>
<hr />
<p> </p>
<p><i><strong>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</strong><br />Oito aulas, sempre às sextas-feiras, com início em <span>18 de outubro e término em 20 de dezembro</span></i><span><i><span>. Horário: 14h às 16h</span><br /><span>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</span><br /><span>Curso gratuito e aberto ao público. Requer <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>.</span><br />Mais informações com Richard Meckien (rkmeckien@usp.br), telefone (11) 3091-1687<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link">Página do curso</a></i></span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-16T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil">
    <title>IEA recebe réplica de Lucy, um dos fósseis mais antigos da ancestralidade humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil</link>
    <description>Peça foi trazida pelo professor sênior Walter Neves, que a recebeu como doação do paleoartista Rogério Corrêa de Souza</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-e-walter-neves/image" alt="Lucy e Walter Neves" title="Lucy e Walter Neves" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">O pesquisador Walter Neves com a réplica de Lucy, no IEA</dd>
</dl>Uma réplica de Lucy, fóssil de 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia, agora ocupa o salão de pesquisa do IEA. Trazida por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, pesquisador e professor sênior do IEA, a peça foi doada pelo paleoartista Rogério Corrêa de Souza. No futuro, ela deve integrar uma instalação denominada “A saga da Humanidade”, a ser montada no saguão principal do Instituto.</p>
<p dir="ltr">Lucy é considerada o fóssil mais famoso de um ancestral humano. A descoberta suscitou um debate sobre se sua espécie, o <i>Australopithecus afarensis</i>, vivia integralmente no chão ou se era parcialmente arbórea, ou seja, se também passava parte de seu tempo em árvores. A discussão se deve ao fato de que Lucy andava ereta como nós, mas tinha proporções corporais similares às de um chimpanzé. Ela media cerca de 1,10 metro.</p>
<p dir="ltr"><strong>Paleoartista</strong></p>
<p dir="ltr">Biólogo e professor da educação básica paulista, Rogério Corrêa de Souza produz réplicas de crânios de hominínios fósseis. Com elas, é possível retratar os últimos 7 milhões de anos de evolução da nossa linhagem. A produção dessas réplicas faz parte de um esforço de Rogério Souza de popularização científica sobre a evolução humana entre alunos da rede pública do ensino médio, buscando tornar mais acessível a compreensão dos estudos sobre nossa evolução com o uso desses materiais didáticos.</p>
<p dir="ltr">Esse esforço em prol da divulgação científica e da disseminação sobre a evolução de nossa espécie também tem feito parte das atividades do pesquisador Walter Neves desde que entrou para a carreira acadêmica. <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-seniores" class="external-link">Professor sênior</a> do IEA e aposentado do <a class="external-link" href="https://www.ib.usp.br/">Instituto de Biociências</a> (IB) da USP, Neves é um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia e arqueologia no Brasil. Ao dedicar-se à origem do homem na América do Sul, foi responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. O nome do fóssil, batizado por Neves, foi inspirado em Lucy.</p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy" alt="Lucy" class="image-left" title="Lucy" />Mudando a história do mundo</strong></p>
<p dir="ltr">A <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano" class="external-link">pesquisa mais recente de Neves</a> pode revolucionar a história da evolução do gênero humano. Com uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos, ele descobriu na Jordânia ferramentas de pedra lascada que teriam sido produzidas há 2,4 milhões de anos, segundo os métodos de datação utilizados. A descoberta indica que representantes do gênero Homo teriam saído da África 500 mil anos antes do que tem sido afirmado até agora (há 1,9 milhão de anos). Além disso, a pesquisa ainda indica que o primeiro hominínio a sair da África pode ter sido o <i>Homo habilis</i>, e não o <i>Homo erectus</i>, como defendem os estudos paleoantropológicos até o momento.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-29T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano">
    <title>Cientistas brasileiros reescrevem a história do gênero humano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-inline captioned" style="width:900px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ABERTURA-JORUSP-3.jpg/image" alt="Abertura - Jorusp" title="Abertura - Jorusp" height="335" width="900" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:900px;">Pesquisadores escavam afloramento vertical no Vale do Zarqa, na Jordânia, em busca de artefatos e fósseis | Foto: Fabio Parenti</dd>
</dl></p>
<p><i>Por Herton Escobar - do <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/ciencias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano/">Jornal da USP</a></i></p>
<p>A <span>já complicada e sempre polêmica história da evolução humana acaba de ganhar uma nova versão, escrita por cientistas brasileiros. A espécie que teria saído da África pela primeira vez teria sido o </span><em>Homo habilis</em><span>, e não o </span><em>Homo erectus</em><span>; e isso teria acontecido 500 mil anos antes do que se pensava — o que permitiria explicar diversos mistérios relacionados à história dos hominídeos no Cáucaso, na China e na Indonésia.</span><span> </span></p>
<p>A nova narrativa, apresentada no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), é baseada em evidências arqueológicas desenterradas pelos pesquisadores no vale do rio Zarqa, na Jordânia, próximo à capital Amã. Eles descobriram centenas de ferramentas de pedra lascada com 1,9 milhão a 2,5 milhões de anos de idade, claramente produzidas por mãos humanas.</p>
<p>O problema é que, segundo a teoria que predomina hoje sobre a evolução e dispersão do gênero <em>homo </em>(linhagem que deu origem aos seres humanos modernos), o primeiro hominídeo a deixar a África foi o <em>Homo erectus</em>, entre 2 milhões e 1,8 milhão de anos atrás. Então, quem teria produzido aquelas ferramentas no Oriente Médio, meio milhão de anos antes?</p>
<p style="text-align: center; "><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ferramentas-liticas-jorusp/image" alt="Ferramentas líticas - Jorusp" title="Ferramentas líticas - Jorusp" height="406" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Fotos e desenhos de ferramentas líticas, de 2,45 milhões de anos | Foto: Fabio Parenti</dd>
</dl></p>
<p>O trabalho não chega a cravar um nome no papel, mas o pesquisador Walter Neves tem opinião convicta sobre o assunto: “Foi o <em>Homo habilis</em>”, profere ele. A datação dos artefatos jordanianos foi confirmada por três técnicas diferentes, e o <em>Homo habilis</em> era a única espécie de hominídeo (do gênero <em>h</em><em>omo</em>) que já vagava pela África naquela época, 2,5 milhões de anos atrás. Sendo assim, é o principal e único suspeito. O nome “homem habilidoso” refere-se justamente à sua associação pioneira com a produção de utensílios de pedra lascada.</p>
<p>“Acho que geramos a data precisa de saída dos hominídeos da África”, avalia Neves, professor aposentado do Instituto de Biociências da USP e pesquisador do IEA. O novo cronograma se encaixa perfeitamente — no tempo e no espaço — com o de outra descoberta recente, feita por outros estudiosos, que encontraram ferramentas líticas de 2,4 milhões de anos na Argélia, no norte da África, próximo à “porta de saída” para o Oriente Médio.</p>
<p style="text-align: center; "><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedra-lascada-jorusp/image" alt="Pedra Lascada - Jorusp" title="Pedra Lascada - Jorusp" height="367" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Pedras lascadas coletadas na Jordânia | Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</dd>
</dl></p>
<p>Segundo os pesquisadores, não há dúvidas sobre a idade dos artefatos da Jordânia nem sobre o fato de que eles foram produzidos por hominídeos (e não por processos naturais). “Há evidências muito claras de lascamento intencional”, disse o arqueólogo Fabio Parenti, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos líderes da pesquisa, que escava na região desde a década de 1990. As peças são principalmente núcleos e lascas de pedra, características da chamada “indústria olduvaiensi”, que nossos ancestrais mais primitivos do gênero <em>h</em><em>omo</em> usavam para quebrar objetos e cortar as carcaças de animais dos quais se alimentavam.</p>
<p>“Não encontramos fósseis porque essa região da Jordânia não conserva bem fósseis, mas achamos as ferramentas desses hominídeos”, explica Neves. “Os resultados não poderiam ser mais convergentes.”</p>
<p>Especialista em evolução humana, e popularmente conhecido como “pai da Luzia” — por conta de seu trabalho com o fóssil mineiro que se tornou símbolo do povoamento das Américas —, Neves é um dos seis autores do trabalho que será publicado neste sábado, 6 de julho, na revista <em>Quarternary Science Reviews</em>. Ele e Parenti assinam o estudo com o geólogo Giancarlo Scardia, da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Rio Claro), e o geoarqueólogo Astolfo Araújo, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, além de colaboradores nos Estados Unidos e na Alemanha, que contribuíram com parte das análises.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/wPakoiXaiqE" width="560"></iframe></p>
<p><span>Neves acredita que as ferramentas foram produzidas por uma população de </span><em>Homo habilis</em><span> recém-saída da África, em rota para a região do Cáucaso, onde mais tarde o </span><em>Homo habilis</em><span> daria origem ao </span><em>Homo erectus</em><span> — uma espécie maior, mais inteligente e mais moderna de hominídeo, considerada por muitos como a precursora do homem moderno (</span><em>Homo sapiens</em><span>).</span></p>
<p>Os famosos fósseis de Dmanisi, na República da Geórgia, segundo Neves, seriam de uma forma transitória de hominídeo, com características tanto de <em>Homo habilis</em> quanto de <em>Homo erectus</em>; o que explicaria a grande variabilidade morfológica dos crânios encontrados ali, com 1,8 milhão de anos de idade. Essa diversidade já é discutida há anos pela comunidade científica internacional, levando alguns pesquisadores a propor que <em>Homo erectus</em> e <em>Homo habilis</em> não eram espécies diferentes, mas, na verdade, variações de uma mesma linhagem, com uma variabilidade anatômica equivalente à que existe, ainda hoje, entre os chimpanzés.</p>
<p style="text-align: center; "><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Pesquisadores-JORUSP-700x367.jpg/image" alt="Pesquisadores - Jorusp" title="Pesquisadores - Jorusp" height="367" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Pesquisadores escavam um afloramento vertical no Vale do Zarqa | Foto: Astolfo Araújo</dd>
</dl></p>
<p> </p>
<p>“Acho que nossa pesquisa vai encerrar de vez essa discussão”, disse Neves. A variabilidade dos crânios de Dmanisi, segundo ele, “é exatamente o que se esperaria de uma espécie transitória”.</p>
<p>Nesse caso, então, o <em>Homo erectus</em> teria evoluído primeiramente no Cáucaso, e só depois migrado para dentro da África, onde seus fósseis mais antigos datam, também, e só começam a aparecer por volta de 1,8 milhão de anos atrás.</p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa_evolucao_JORUSP-900X303.jpg" alt="Mapa da evolução 1 - Jorusp" class="image-inline" title="Mapa da evolução 1 - Jorusp" /></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-da-evolucao-jorusp" alt="Mapa da evolução 2 - Jorusp" class="image-inline" title="Mapa da evolução 2 - Jorusp" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>"O grande desbravador"</strong></p>
<p>Além da diversidade de Dmanisi, uma saída precoce do <em>Homo habilis</em> da África também ajudaria a explicar a descoberta recente de artefatos de pedra lascada em Shangchen, no leste da China, com 2,1 milhões de anos — ou seja, anteriores ao <em>Homo erectus</em>. Neves acredita que elas, também, tenham sido produzidas pelo <em>Homo habilis</em> — o que significaria que o <em>Homo habilis</em> não só foi o primeiro a sair da África, como o primeiro a ocupar a Eurásia.</p>
<p>“O grande desbravador foi o <em>habilis</em>”, afirma Neves. O <em>Homo habilis</em> era bem menor do que o <em>Homo erectus</em>, tanto em estatura (1,20 m x 1,75 m) quanto em volume cerebral (650 cm3 x 850 cm3), mas já era bípede e perfeitamente capaz de caminhar longas distâncias, garante Neves.</p>
<p style="text-align: center; "><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-jorusp/image" alt="Walter Neves - Jorusp" title="Walter Neves - Jorusp" height="368" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Walter Neves: artefatos de pedra descobertos na Jordânia indicam que nossos ancestrais podem ter deixado a África antes do que se imaginava</dd>
</dl></p>
<p>Mais audacioso ainda, ele sugere que o <em>Homo habilis</em> — e não o <em>Homo erectus</em> — foi a espécie que deu origem ao <em>Homo floresiensis</em>, um hominídeo pigmeu que viveu até bem recentemente (20 mil anos atrás) na Ilha de Flores, na Indonésia. Apelidado de Hobbit, ele tinha pouco mais de 1 metro de altura e um cérebro equivalente em tamanho ao de um chimpanzé.</p>
<p>Pesquisadores debatem há anos, intensamente, se o <em>Homo floresiensis</em> era uma espécie portadora de microcefalia ou outra malformação genética, ou apenas uma versão reduzida de um <em>Homo erectus</em> — encolhida pelo chamado “efeito ilha”, um processo evolutivo que tende a reduzir o tamanho de espécies que vivem restritas a ambientes insulares.</p>
<p>Para Neves, a hipótese do <em>Homo habilis</em> faz mais sentido, porque se tratava de uma espécie já naturalmente menor. “Seria muito mais fácil para a evolução espremer um <em>Homo habilis</em> no formato de um <em>floresiensis</em> do que um <em>Homo erectus</em>”, diz.</p>
<p style="text-align: center; "><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dawqara-jorusp/image" alt="Dawqara - Jorusp" title="Dawqara - Jorusp" height="393" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Afloramento no Vale do Zarqa, Jordânia, em 2014. A formação escavada é conhecida como Dawqara | Foto: Fabio Parenti</dd>
</dl></p>
<p><span>Reconstruir a história da evolução humana é como tentar reescrever o roteiro de um filme baseado apenas em um </span><em>trailer</em><span>, ou narrar a história de um livro com base apenas em algumas folhas, sem saber exatamente quem são os personagens, de onde eles vêm, como eles se relacionam ou o que cada um faz. As evidências são poucas e difíceis de serem encontradas, o que faz da paleoantropologia (o estudo da evolução humana com base em fósseis) um do campos mais competitivos, polêmicos e espetaculares da ciência.</span></p>
<p><span><strong>Ceticismo </strong></span></p>
<p><span><span>Os pesquisadores não têm dúvida que o trabalho e suas implicações para o estudo da evolução humana serão recebidos com “muito ceticismo” pela comunidade científica internacional. “Vamos ser destroçados”, declarou Neves, com a tranquilidade de quem já está calejado nesse tipo de coisa. “Com certeza vamos encontrar ceticismo, mas faz parte da ciência”, disse Scardia, primeiro autor do trabalho e responsável pela datação do material. “Temos muita confiança nos nossos resultados.”</span></span></p>
<p style="text-align: center; "><span><span><dl class="image-inline captioned" style="width:700px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Cranios-homeridios-JORUSP-700x367.jpg/image" alt="Crânios de hominídeos - Jorusp" title="Crânios de hominídeos - Jorusp" height="367" width="700" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:700px;">Réplicas de crânios de hominídeos | Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</dd>
</dl></span></span></p>
<p>O natural seria que uma descoberta desse porte fosse publicada numa revista de maior impacto, como <em>Nature</em>ou <em>Science</em>. Só não foi, segundo Neves, porque os editores dessas revistas “não acreditam que possa haver vida inteligente abaixo do Equador”, pelo menos no que diz respeito à paleoantropologia — uma área na qual o Brasil não tem tradição de pesquisa internacional.</p>
<p>“Não queria me aposentar antes de botar o Brasil no mapa da paleoantropologia mundial”, desabafa o sempre polêmico e aguerrido Neves. “Engulam ou não, o Brasil está no mapa agora.”</p>
<p>A pesquisa foi financiada principalmente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research, de Nova York.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-05T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura">
    <title> Nova área científica trata da transmissão cultural do ponto de vista evolucionista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="captioned image-left" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-ottoni-28-5-19/image" alt="Eduardo Ottoni - 28/5/19" title="Eduardo Ottoni - 28/5/19" height="417" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">O etólogo Eduardo Ottoni realiza estudos na área de psicologia evolucionista e do comportamento e da cognição animal, com ênfase nos processos de transmissão social de informação e tradições comportamentais em animais</dd>
</dl></p>
<p>Quando começou a pesquisar o uso de ferramentas pelo macacos-prego nos anos 90, o etólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-ottoni">Eduardo Ottoni</a>, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, não imaginava que seus trabalhos e de outros pesquisadores dedicados ao estudo da espécie estavam contribuindo para a consolidação de uma nova disciplina científica: a evolução cultural.</p>
<p>O sinal de que foi atingido um volume relevante de massa crítica na área foi a criação da <a href="https://culturalevolutionsociety.org/" target="_blank">Sociedade de Evolução Cultural</a> em 2017, durante encontro em Jena, na Alemanha. "A tônica daquela reunião foi otimizar a inclusão e a interação de várias perspectiva teóricas e aplicadas relacionadas com o estudo dos fenômenos culturais, das humanidades às ciências naturais e da informação", explica Ottoni, que participa este ano do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico">Programa Ano Sabático</a> do IEA.</p>
<p>No projeto "Abordagens Evolucionistas da Cultura", ele está escrevendo um livro-texto sobre o tema e dois artigos para periódicos especializados. Além disso, está planejando um workshop no IEA em novembro, para o qual deverá convidar quatro pesquisadores estrangeiros, inclusive Rachel Kendal, da Universidade de Durham, no Reino Unido, presidente da Sociedade de Evolução Cultural.</p>
<p>Com essas contribuições, espera fomentar o debate no país sobre as recentes perspectivas de estudo da área, que incluem abordagens darwinianas da evolução cultural, coevolução genes-cultura, cognição estendida e tradições comportamentais em animais não humanos.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Primate Archaeology: Humans and No Humans</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arqueologia-primata" class="external-link">Workshop discutirá avanços e implicações da arqueologia primata</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/primate-archaeology-humans-and-non-humans-part-1-of-2" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/copy_of_primate-archaeology-humans-and-non-humans-part-1-of-2" class="external-link">Vídeo 2</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/primate-archaeology-humans-and-non-humans-28-de-maio-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<h3>
<hr />
</h3>
<p><strong>Programa Ano Sabático 2019</strong></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-projetos-dos-professores-sabaticos-de-2019" class="external-link">Programa Ano Sabático escolhe 7 pesquisadores para 2019</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-investiga-como-paises-do-brics-utilizaram-a-copa-do-mundo-para-aumentar-sua-influencia-global" class="external-link">Pesquisa estuda uso da Copa do Mundo por 3 Brics com o intuito de aumentar sua influência global</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-cientifica-na-sociedade-de-risco" class="external-link">Conscientização sobre riscos globais deve ser componente da educação científica, diz pesquisador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/combate-a-corrupcao" class="external-link">Cientista político examina mais de 3 mil operações de combate à corrupção</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos" class="external-link">Dennis de Oliveira analisa coletivos culturais periféricos da cidade de São Paulo</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Origens</strong></p>
<p>De acordo com Ottoni, havia uma completa divisão entre as humanidades e as abordagens biológicas sobre a evolução cultural, com preconceitos dos dois lados. "Algumas áreas de ciências humanas imaginavam coisas horríveis quando se falava em biologia, e surgiram até classificações pejorativas, como a de chamar alguém de 'determinista genético'".</p>
<p>Nesse cenário surgiu uma perspectiva de antropologia cultural associada à ideia de tábula rasa e que não faz nenhum sentido, segundo o etólogo. "A concepção era de que a evolução nos deu o cérebro e os órgãos dos sentidos, com tudo relacionado à cultura sendo construção social e flexível, sem nada que a canalizasse ou determinasse."</p>
<p>O lado biológico também estabeleceu restrições com a síntese neodarwinista, desenvolvida a partir do final do século 19 até a descoberta do DNA nos anos 40, afirma o pesquisador. “O neodarwinismo gerou um modelo com mais restrições em relação à cultura do que o modelo original de Darwin."</p>
<p>O modelo neodarwinista fala em herança “particulada”, não lamarckista (pois não envolveria a herança de caracteres adquiridos) e com variação (mutações) “cega” (em relação à seleção), especifica Ottoni, “Esse modelo dificilmente pode ser aplicado à cultura”.</p>
<p>“Já Darwin fala, basicamente, em variação herdável com consequências em termos de fitness [aptidão]. Esse modelo, sim, serve perfeitamente para modelar processos culturais.”</p>
<p>O exemplo extremo desse modelo restritivo foi dado pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins, "embora ele tenha sido o criador do conceito de 'meme' como unidade de transmissão de cultura, mas isso numa metáfora, numa espécie de exercício teórico sobre o processo de informação", comenta o professor.</p>
<p>"Para Dawkins, a cultura, ao afetar o sucesso do organismo, faz parte do fenótipo, num sentido amplo do termo que ele chama de fenótipo estendido (o conjunto de características ‘selecionáveis’ do indivíduo). Isso implica que a cultura afete o fitness, mas não seja ‘herdada’ do mesmo modo que os genes.”</p>
<p><strong>Coevolução</strong></p>
<p>Essas concepções humanistas e biológicas deram margem a muitas discussões, mas acabaram sendo substituídas por um novo ponto de visto: aspectos culturais não seriam algo isolado do organismo, mas sim uma parte muito importante nos processos de evolução biológica, explica Ottoni.</p>
<p>"Deixou-se de considerar a evolução genética como a única linha de transmissão de informação no tempo. A evolução cultural passou a ser considerada outra linha de transmissão, com regras um pouco diferentes na sua dinâmica. E as duas linhas interagem. Há ainda uma perspectiva que vem ganhando visibilidade e relevância: a cultura não seria exclusiva dos humanos."</p>
<p>Ottoni conta que foi parar nessa área a partir da discussão de processos culturais em macacos-prego, depois da descoberta, inicialmente acidental, de que eles usam ferramentas e que aprendiam a usá-las uns com os outros. "Já se sabia do uso mais sofisticado de ferramentas por chimpanzés."</p>
<p>Os pesquisadores começaram a descartar tudo que pudesse ser explicado por variação genética ou, no caso de diferenças de comportamento entre grupos, por diferenças ecológicas. "Descartados esses aspectos, é preciso verificar o grau de importância da interação social para o aprendizado."</p>
<p>Essa abordagem foi aplicada em relação ao uso de ferramentas por primatas não humanos (chimpanzés, macacos, orangotangos). A ideia da existência de processos culturais em outros animais não humanos também já estava presente nos estudos de comunicação vocal em cetáceos, estudos experimentais com peixes e em outros casos, acrescenta o etólogo.</p>
<p>Tudo isso encontrou eco em modelos mais gerais de evolução, em autores que trabalhavam com a ideia de construção de nicho: "Num modelo evolucionista mais tradicional, os indivíduos expõem seu fenótipo estendido ao ambiente e a natureza mata mais uns do que outros. No entanto, todo organismo transforma minimamente seu ambiente, mas alguns transformam mais e vão alterar as pressões seletivas a que estão sujeitos”.</p>
<p>Como exemplo ele cita o cupim, cuja estrutura orgânica é adequada para viver na temperatura e umidades controladas do cupinzeiro construído pela colônia. "Ele não aguentaria ficar exposto ao clima da savana.” Esse conceito de construção de nicho da biologia evolutiva se desenvolveu ao longo de quase um século e, apesar de ainda gerar muitas polêmicas, tornou-se clássico, afirma Ottoni.</p>
<p>"Mas há também a ideia de construção cultural do nicho, algo mais intenso e determinante. Isso muda a relação organismo-ambiente na seleção natural: quando o organismo transforma o ambiente, outras coisas passam a ser selecionadas."</p>
<p><strong><dl class="captioned image-left" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/macaco-prego-quebrando-castanha/image" alt="Macaco-prego quebrando castanha" title="Macaco-prego quebrando castanha" height="323" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Macaco-prego quebrando castanhas com pedras na Serra da Capivara, PI</dd>
</dl><span> </span>Inteligência maquiavélica</strong></p>
<p>A concepção antropológica clássica era de que aspectos ecológicos da seleção natural produziram o desenvolvimento do intelecto humano. "De acordo com essa explicação, os hominíneos saíram para a savana e não tinham a capacidade de sobrevivência que seus predadores tinham naquele espaço, precisando construir armas, já que não tinham as armas naturais dos predadores, como garras e presas. Basicamente, é uma ideia da tecnologia suprindo carências naturais."</p>
<p>Em contraposição a isso, surgiu então a hipótese do que ficou conhecido como “inteligência maquiavélica”. Os adeptos dessa ideia defendiam que as pressões da complexidade social teriam sido mais importantes para a evolução do intelecto primata que o desenvolvimento de tecnologias.</p>
<p>"Da hipótese sobre as origens sociais do intelecto surgiu um submodelo sobre a aprendizagem social: a ideia da inteligência cultural. Isso significa que se os humanos desde seus ancestrais dependem cada vez mais de desenvolvimento tecnológico e dinâmicas de relacionamento, cada vez mais dependem de cultura. Assim, estaria sendo selecionado tudo que favorece geneticamente a evolução de capacidades que predispõem à aptidão para a aprendizagem socialmente mediada e o estabelecimento de processos culturais."</p>
<p>Ottoni afirma que essa capacidade foi uma pressão seletiva específica que marcou muito a história dos primatas. "Isso começou com os primatologistas e depois se expandiu para o estudo de outros animais."</p>
<p>No entanto, até pouco tempo atrás, muitos pesquisadores chamavam de "tradições" o que se perpetua em primatas não humanos através de aprendizagem socialmente mediada, observa. "Tradição não é uma palavra boa, pois, em primeiro, lugar, a palavra denota uma transmissão vertical, de geração para geração, ao passo que s transmissão cultural acontece inclusive horizontalmente, entre indivíduos da mesma faixa etária."</p>
<p>O que deve ser usado é cultura e com status semelhante ao do termo genética, defende o professor. Nesse modelo, há uma via de fluxo de informações à margem, mas interdependente da genética. "Se chamarmos esse processo de cultural, mudam as perguntas: a cultura humana tem peculiaridades ou seria apenas um caso de hipertrofia? Se ela é peculiar, então o que acontece de diferente nos humanos?".</p>
<p>Diante dessas questões, os cientistas passaram a refinar os conceitos de aprendizagem, como no caso da imitação, segundo Ottoni. "Talvez só os humanos imitem no sentido estrito do termo. Será que há esse tipo de imitação nos chimpanzés?”</p>
<p>A questão primordial é definir esses aspectos operacionalmente para comparar os processos de aprendizagem socialmente mediada em humanos e não humanos e verificar o que há de diferente, afirma o pesquisador. Um dos temas "ultraquentes" de pesquisa nesse cenário atualmente é o da cultura cumulativa: "A cultura humana é claramente cumulativa, com aperfeiçoamentos progressivos".</p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Seleção de grupo</i></h3>
<p>Um dos pontos polêmicos da história da biologia evolucionista é a seleção de grupos, que até Darwin chegou a sugerir.</p>
<p>Ottoni ressalta que "a rigor, em termos moleculares, o que são selecionados são os genes, mas na maioria das situações de modelagem tendemos a falar de organismos sendo selecionados".</p>
<p>"Se o portador de um alelo [forma alternativa de um gene] não tem filhos ou tem menos filhos do que o portador de outro alelo do mesmo gene, este outro alelo vai preponderar. A seleção selecionou uma variante genética e é isso que vai fazer a diferença no tempo, mas são indivíduos a quem ela favoreceu ou não a existência."</p>
<p>Em certos momentos, embora os indivíduos compitam, serão favorecidos - e transmitirão mais genes - grupos sociais com mais tecnologias, habilidades, cooperação ou quaisquer características que os façam ter mais sucesso num ambiente similar ao de outros grupos, comenta o pesquisador.</p>
<p>Segundo ele, no período pós-Darwin, na transição entre os séculos 19 e 20, vários autores falavam de seleção de grupos e do sacrifício de indivíduos em prol do grupo.</p>
<p>No entanto, à medida que a abordagem molecular foi amadurecendo, "ficou óbvio que em termos moleculares não é bem assim". A ideia de sacrificar o próprio fitness é muito complicada para integrar um modelo que inclua quem não se sacrifica, afirma o etólogo, “ainda que haja uma exceção relevante (e fundamental para a história do pensamento evolucionista): o conceito de inclusive fitness”.  Nesse caso, o organismo sacrifica algum fitness para promover o de parentes e, dessa maneira, colabora para a transmissão de genes com algum grau de semelhança com os seus.</p>
<p>“Isso é a base da noção de kin selection, p<span>rocesso de seleção natural onde o indivíduo sacrifica um pouco de seu fitness para ajudar parentes; isso parece algo "altruísta", mas na verdade pode produzir um 'saldo positivo' de fitness, uma vez que favorece genes comuns a ele e aos parentes". Para o modelo neodarwinista, explica Ottoni, a kin selection seria o primeiro "patamar" evolutivo da cooperação, </span><span>da eussocialidade [caracterizada pela presença de castas abrangentes de indivíduos de uma colônia que não se reproduzem].”</span></p>
<p>Ele diz que ficou claro que seria difícil o fitness grupal produzir uma vantagem que superasse o déficit de fitness individual, que é o que vai passar o DNA, não o grupo. Essa versão mais ingênua sobre seleção de grupo praticamente morreu, de acordo com Ottoni. "A questão é discutida atualmente com modelagem vinda da genética de populações."</p>
<p>Ele comenta que os proponentes modernos da seleção de grupo mostraram, por modelagem matemática, duas coisas: a seleção molecular de grupo não é tão improvável como os autores neodarwinistas clássicos pensavam; a importância da “seleção de parentesco” para explicar coisas como a eussocialidade teria sido “superestimada”</p>
<p>"A versão clássica da síntese neodarwinista e de sua versão para o comportamento, a sociobiologia, meio que descartava a existência de casos concretos disso."</p>
<p>Um dos cientistas mais importantes nessa mudança de pensamento é o biólogo americano Edward Wilson, autor de "Sociobiologia", diz Ottoni. "Trabalhando com uma nova geração de matemáticos, ele publicou uma série de questionamentos sobre a modelagem clássica da sociobiologia e a evolução da eussocialidade em cupins. Wilson é um dos autores do conceito de que uma colônia de cupins é um superorganismo."</p>
<p>Os modelos clássicos sobre como a eussocialidade evoluiu tinham muita relação com a ideia de haplodiploidia (em boa parte dos insetos sociais, os macho tem apenas uma cota de DNA, ao passo que as fêmeas possuem duas), que produz relações de parentesco complicadas, afirma o pesquisador: "Uma abelha é muito mais 'parente' da rainha do que de seus próprios filhos, então o interesse em botar ovos é menor; dessa forma, haveria uma explicação molecular sobre porque é mais vantajoso não se reproduzir".</p>
<p>Isso ficou complicado de ser sustentado devido a várias exceções, segundo ele. "Há pelo menos uma espécie de mamífero, o rato toupeira pelado, que vive em colônias na África, cupins, formigas que copulam com um macho e as que copulam com vários ao longo da vida."</p>
<p>Diante disso, Wilson propôs um novo modelo para a eussocialidade, "colocando como ponto de partida desse processo evolutivo de um superorganismo a criação de um ninho compartilhado, um grande investimento do qual não vale a pena ir embora".</p>
<p>"Esse modelo fica cada vez mais complexo e Wilson consegue inclusive incluir os humanos na eussocialidade, com as sociedades humanas se tornando tão complexas que passam a ter as propriedades de organismos."</p>
<p>Outra coisa que ele rediscutiu foi a seleção molecular de grupos. Para Wilson, "embora seja mais difícil ganhar fitness que compense pelo lado coletivo a perda de fitness pelo lado individual, isso não é impossível, sendo a eussocialidade apenas um caso extremo em que a espécie tomou um determinado caminho".</p>
<p>A seleção molecular de grupo é altamente polêmica e há inúmeros debates de correntes opostas, comenta Ottoni.</p>
<p><strong>Grupos e evolução cultural</strong></p>
<p>A maior parte dos pesquisadores dedicados ao modelo de evolução cultural nem entra no mérito da seleção molecular de grupo. "O que eles mostram é que certas coisas difíceis de modelar na evolução molecular realmente acontecem na evolução cultural. No caso do DNA, o indivíduo passa o que tem, mas na cultura há outros mecanismos, como a assimilação."</p>
<p>Outro exemplo é a questão da homogeneidade. "Para a seleção genética ocorrer, é preciso que haja uma diferença genética clara entre dois grupos. É muito difícil ocorrer homogeneidade em grupos de uma espécie para que a seleção natural favoreça diferencialmente um ou outro."</p>
<p>Nesse aspecto, explica o etólogo, a cultura é completamente diferente. "Se um indivíduo vai para outro grupo e souber muito bem algo que o novo grupo não sabe, todo mundo vai aprender. Mas o mais comum é ele se ajustar ao que o grupo está habituado."</p>
<p>Coisas mais complicadas podem ocorrer. Um indivíduo não migra, mas vê o grupo vizinho começando a praticar a horticultura e percebe que aquilo garante mais comida no inverno do que a caça e a coleta, exemplifica Ottoni.</p>
<p>"Não adianta eu querer ter um gene que o vizinho tem e eu adoraria ter. Não vou ganhar esse gene dele. Mas a prática cultural do vizinho eu posso copiar."</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e Tiago Falótico/IP-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia evolucionista</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-14T15:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estacoes-luz-e-oscar-freire-do-metro-recebem-mostra-201cdo-macaco-ao-homem201d-de-walter-neves">
    <title>Estações Luz e Oscar Freire do metrô recebem mostra “Do Macaco ao Homem”, de Walter Neves</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estacoes-luz-e-oscar-freire-do-metro-recebem-mostra-201cdo-macaco-ao-homem201d-de-walter-neves</link>
    <description>A iniciativa faz parte da proposta de Neves de “fortalecer a divulgação científica para além dos muros da Universidade”, sugerida em seu projeto de entrada no Instituto. Até 7 de janeiro, a exibição ficará na estação Luz do metrô e, a partir de então, migra para a estação Oscar Freire.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves" alt="Walter Neves - Perfil" class="image-inline" title="Walter Neves - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O pesquisador Walter Neves</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Entre os dias 1° de dezembro de 2018 e 31 de janeiro de 2019, a Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo recebe a exposição itinerante “Do Macaco ao Homem”, que tem como curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA-USP. A iniciativa faz parte da proposta de Neves de “fortalecer a divulgação científica para além dos muros da Universidade”, sugerida em seu projeto de entrada no Instituto. Primeiro a exibição fica na estação Luz, e a partir de 7 de janeiro, começa na estação Oscar Freire.</p>
<p>De acordo com Neves, “a intervenção artística tem como objetivo transmitir informações sobre o desenvolvimento da nossa espécie ao público, especialmente aos jovens”. Para garantir a comunicação com os visitantes, a exposição apresenta o conhecimento científico de maneira atraente e lúdica. “No momento, já é possível caracterizar, com um elevado grau de certeza, os principais passos da nossa linhagem evolutiva”, conta o antropólogo. Recentemente aposentado do Instituto de Biociências (IB) da USP, Neves foi o responsável pelos estudos de "Luzia", o esqueleto humano mais antigo já encontrado nas Américas.</p>
<p>A exposição foi organizada em parceria entre a ViaQuatro, concessionária da linha 4-Amarela, o Museu Catavento, o IEA-USP e o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, fundado e coordenado por Neves no IB-USP.</p>
<p dir="ltr"><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>
<hr />
<p><i><strong>Serviço:</strong><br />Exposição “Do Macaco ao Homem”<br />Estação Luz – 1° de dezembro de 2018 a 7 de janeiro de 2019<br />Estação Oscar Freire – 7 a 31 de janeiro de 2019</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-12-05T15:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra">
    <title>Carlos Nobre trata dos avanços na pesquisa sobre o Sistema Terra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra</link>
    <description>A conferência Conversa sobre o Sistema Terra acontece no dia 10 de abril, às 14h, na Sala Alfredo Bosi do IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2007/aspectos-regionais-e-setoriais-da-contribuicao-do-grupo-de-trabalho-ii-ao-4o-elatorio-de-avaliacao-mudanca-climatica-2007do-ipcc-10-de-abril-de-2007/carlos-nobre-1/@@images/4ab257a7-d019-44f7-ade8-469f11d51d40.jpeg" alt="Carlos Nobre" class="image-inline" title="Carlos Nobre" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Especialista em mudanças ambientais globais, Carlos Nobre falará sobre o Sistema Terra</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre" class="external-link">Carlos Afonso Nobre</a>, um dos maiores especialistas no país na área de mudanças ambientais globais e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), estará no IEA para o encontro <i>Conversa sobre o Sistema Terra</i>, no<strong> </strong>dia <strong>10 de abril, às 10h</strong>, na Sala Alfredo Bosi. Sem inscrição prévia, a palestra terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA.</p>
<p><span> </span></p>
<p><span>De acordo com os organizadores, p</span><span>or mais antiga que possa ser a suspeita de que a Terra deva ser entendida como um sistema, essa ideia só começou a amadurecer na segunda metade dos anos 1980, quando a NASA promoveu simpósios transdisciplinares com o propósito de tentar formalizá-la. Foi nesse contexto que surgiu o <a href="https://vimeo.com/33228760" target="_blank"><span>“Bretherton Diagram”</span></a>, concebido pelo matemático <a href="https://www.revolvy.com/main/index.php?s=Francis%20Patton%20Bretherton&amp;item_type=topic" target="_blank"><span>Francis Patton Bretherton</span></a> (Wisconsin), marco inicial de imenso esforço científico.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; ">Entre 1987 e 2015, o desafio foi levado adiante pelo <a href="http://www.igbp.net/" target="_blank">IGBP</a> (<i>International Geosphere-Biosphere Program</i>), e a partir de 2002 também pela ESSP (<i>Earth System Science Partnership</i>), que no final de 2012 se tornou o atual <a href="http://www.futureearth.org/" target="_blank">Future Earth</a>. <span>Atualmente, ao menos dois dos periódicos científicos são inteiramente consagrados a essa temática: o</span><span> </span><i><a href="https://www.earth-syst-dynam.net/" target="_blank">Earth System Dynamics</a></i><span> e o </span><i><a href="http://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/hub/journal/10.1002/(ISSN)2328-4277/" target="_blank">Earth’s Future</a></i><span>.</span></p>
<p style="text-align:start; "><span>“Em pleno Antropoceno, é imprescindível que fiquem mais conhecidos os avanços obtidos nas últimas três décadas. Ou melhor, no feliz enunciado de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/James_Kasting" target="_blank"><span>James F. Kasting</span></a>, “<i>How far have we come in Earth system Science?</i>” (Quão longe fomos na ciência sobre o Sistema Terra?, numa tradução livre)”, argumentam os organizadores do encontro. </span></p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; ">Eles acreditam que para esse tipo de retrospecto, não há melhor referência do que o conjunto de 23 perguntas que força tarefa do IGBP chamada <a href="http://gaim.unh.edu/" target="_blank">GAIM</a> publicou na <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/global-change-newsletter-no-50-de-junho-de-2002-p-9-box-1/view"><i>Global Change Newsletter</i> Nº 50, de junho de 2002 (p.9, box 1)</a>.</p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span>A conversa com o cientista Carlos Nobre girará em torno de quatro perguntas:</span></p>
<p style="text-align:start; ">1) O que pensar hoje das 23 questões formuladas em 2002 pelo GAIM?<span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span>2) Quais são os elementos críticos do Sistema Terra?</span><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span>3) Como integrar os conhecimentos das ciências naturais e sociais?</span><span> </span></p>
<p style="text-align:start; ">4) Que níveis de complexidade e resolução deve ter a modelagem do Sistema Terra?</p>
<p style="text-align:start; "> </p>
<hr />
<p><i><strong>Conversa sobre o Sistema Terra</strong><br /></i><i><span>10 de abril, 10h <br /></span><span>Gratuito e sem inscrição<br /></span><span>Sala Alfredo Bosi - Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/conversa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-28T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
