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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 91 to 105.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mudanca-no-perfil-dos-estudantes-foi-positiva-para-universidade-avalia-pro-reitora">
    <title>Mudança no perfil dos estudantes foi positiva para universidade, avalia pró-reitora</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mudanca-no-perfil-dos-estudantes-foi-positiva-para-universidade-avalia-pro-reitora</link>
    <description>À frente da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, Ana Lucia Duarte Lanna avalia as políticas de ações afirmativas e a pressão por serviços de saúde mental no USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e0a322e8-7fff-2760-73dc-ce260be5d90b"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/MirianDibieuxRosa_AnaLuciaDuarteLanna_FotoMarcosSantos_U0Y0241scaled.png/@@images/b800fabb-4c29-4a87-9b24-9214d2f31b57.png" alt="" class="image-left" title="" />Com a introdução de políticas de ações afirmativas na USP, o perfil dos alunos que ingressam nos cursos de graduação mudou. Para a professora Ana Lúcia Duarte Lanna, que está à frente da recém-criada Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, essa mudança foi bastante positiva. Na segunda parte de sua entrevista ao USP Analisa, que a Rádio USP exibe nesta sexta (26), ela fala sobre isso e também sobre a saúde mental dos estudantes da universidade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para ela, a diversidade no perfil dos estudantes traz questões que não apenas a universidade ainda não tenha respostas, mas que nunca haviam sido formuladas antes. “Essas questões têm que ser colocadas nos nossos cursos, não é simplesmente uma reforma curricular. Dentro do conteúdo com o qual nós trabalhamos, a gente tem que trazer outros temas, outros autores, outras experiências, outras questões, as dimensões históricas tem que ser oferecidas a partir de outros problemas e de outras perguntas. A ideia do que é um conhecimento abrangente ou universal que deva ser produzido pela universidade se transforma e ele tem que incorporar novas dimensões, senão ele não vai fazer sentido. E isso vale para as atividades de pesquisa e para as atividades de extensão”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pró-reitora também destacou a importância na atuação em saúde mental e bem-estar social, área da Pró-Reitoria que está traçando um plano com nove ações diferentes para resolver o problema de demanda pelos serviços de saúde mental. “A gente sabe que a demanda é muito maior do que a nossa capacidade de atendimento, infelizmente. Isso aqui no campus de São Paulo e em todos os campi. Mas a gente também sabe que a gente pode melhorar o que tem e pode ampliar essa possibilidade de escuta nas ações específicas em relação à saúde mental. Eu também quero acreditar que, se a gente melhora as condições cotidianas dos nossos alunos, dos nossos servidores e dos nossos docentes - porque estamos todos adoecidos -, talvez a gente fique menos adoecido e talvez a demanda e a pressão pelo serviço específico de saúde mental possa ser minimizada”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho da entrevista, que pode ser acessada na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-23T18:20:05Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudo-do-iea-rp-promove-conferencia-hibrida-sobre-carreira-docente">
    <title>Novo grupo de estudo do IEA-RP promove conferência híbrida sobre carreira docente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudo-do-iea-rp-promove-conferencia-hibrida-sobre-carreira-docente</link>
    <description>Evento marca início das atividades e será realizado no auditório da EEFERP, no campus da USP Ribeirão Preto, com transmissão pelo YouTube</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-77488d41-7fff-36a7-e3ce-d68addf36162"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Carreiradocenteestmuloaodocenteparaefetivacontribuioinstituio.png/@@images/9f6f122b-2157-4a10-bc51-8ffd6533c8fd.png" alt="" class="image-left" title="" />Um novo grupo iniciou suas atividades neste mês no Polo Ribeirão Preto do Instituto de Estudos Avançados. Trata-se do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto, que é coordenado pelo professor da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP Carlos Roberto Bueno Júnior. A iniciativa pretende fomentar estudos, discussões, reflexões e inspirações acerca de como docentes de universidades públicas podem aumentar o impacto e a excelência de suas carreiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para marcar esse início, o grupo promove no dia 21 de março, a partir das 10h, a conferência híbrida “Carreira docente: estímulo ao docente para efetiva contribuição à instituição”. O evento será realizado no </span><a href="https://maps.app.goo.gl/cpPtW1GufxgW5z9q8"><span>Auditório da EEFERP</span></a><span> e terá transmissão pelo </span><a href="https://www.youtube.com/live/CCjFTsyq76s"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As<strong> inscrições são gratuitas e devem ser feitas </strong></span><a href="https://forms.gle/Gp1yrx2Bo9r9YyqQ7"><span><strong>neste link</strong></span></a><span>. O evento é voltado a todos os públicos interessados no tema. Haverá envio de certificados aos participantes que assinarem a lista de presença no local ou que preencherem o formulário disponibilizado no chat do YouTube durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o vice-presidente sênior de Redes de Pesquisa na Elsevier em Oxford, Reino Unido, Carlos Henrique de Brito Cruz. Ele é graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre e doutor em Ciências pela Unicamp. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Física e membro do Comitê Consultivo Internacional da Optical Society of América, além de reitor da Unicamp e diretor-científico da Fapesp. Sua área de atuação é o estudo de fenômenos ultra rápidos com lasers de pulsos ultracurtos, mas tem contribuído também nas discussões sobre políticas para ciência e tecnologia e indicadores de impacto de pesquisas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além de Brito, participam do debate de ideias os </span><span>membros permanentes do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto</span><span>, relação que inclui, além de professores e pesquisadores de diversas unidades da USP, integrantes de instituições como Global Initiative on AI for Health da Organização Mundial da Saúde (OMS), Academia Brasileira de Ciências, Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS), Fapesp, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Illinois Urbana-Champaign e Harvard Medical School.</span></p>
<p><span>Mais informações sobre o evento: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Carreira Docente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-14T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95">
    <title>Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revistas-estudos-avancados-95" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" /></p>
<p>Além de perspectivas para as universidades e questões urbanas e ambientais, a edição 95 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, lançada este mês, também debate a judicialização da saúde e o princípio de precaução. Segundo o editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, “o primado atual da tecnologia é um dos temas transversais que aproximam artigos sobre objetos tão variados”. [Veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo.]</p>
<p>Complementam o número resenhas de oito livros sobre artes visuais, literatura, ciência política, economia e globalização. [A versão digital da edição já pode ser lida no site da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.]</p>
<p>A seção de abertura do número, dedicada à universidade, traz artigo do ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a> sobre três aspectos: o projeto Desempenho Acadêmico e Avaliações, por ele coordenado; as transformações por que passam as instituições acadêmicas; a contestação de propostas que no seu entender descaracterizariam as universidades públicas, como a implantação do pagamento de mensalidades.</p>
<p>A necessidade de adaptação das universidades a uma nova realidade dominada pelas redes de informação é analisada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, <span>professor visitante do IEA em 2017 e 2018, </span>no artigo “O Último Trem para Alexandria”.</p>
<p>Os artigos da seção especificamente voltados à USP tratam dos estudos feitos por seus pesquisadores sobre a instituição (“Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação – Autorreflexão na USP”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ribeiro-terra" class="external-link">Ricardo Terra</a>) e como a ideia e o projeto de universidade aparecia no discurso e nas ações de intelectuais paulistas e estrangeiros no início dos anos 30 (“A Intelectualidade Paulista, o Manifesto dos Pioneiros e a Universidade de São Paulo em sua Primeira ‘Missão’”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlota-boto" class="external-link">Carlota Boto</a>).</p>
<p><strong>Cidades e Ambiente</strong></p>
<p>A degradação urbanística de grandes cidades e o desmatamento de vastas regiões do país são dois dos temas discutidos na seção “Cidade e Ambiente”. Bosi destaca o conflito entre os defensores de um estilo de moradia mais humano e a “violenta deterioração do espaço de que são exemplos e vítimas os bairros de baixa classe média e as favelas na periferia das grandes cidades”, questão discutida nos artigos “Fim das Utopias, A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo”, do urbanista Antonio Claudio Pinto da Fonseca e do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-guilherme-santos-seroa-da-mota" class="external-link">Carlos Guilherme Mota</a>, e “A Conflagração do Espaço: A Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano", de João Mendes Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental.</p>
<p>Nos textos sobre ambientalismo, o editor sublinha a preocupação com “interesses econômicos que promovem o desmatamento selvagem”, lembrando que, “depois de um curto período de relativo controle, volta a ameaça antiecológica que atinge regiões inteiras da Amazônia e do Nordeste”. O tema está presente nos artigos “Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo”, de especialistas de várias instituições, e “Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil”, da química Adriana Gioda.</p>
<p>As duas outras seções de artigos são “Saúde”, com dois textos, e “O Princípio de Precaução, com três colaborações. Na primeira, são debatidas duas questões: as orientações do Conselho Nacional de Justiça para a ação de profissionais do direito na efetivação do direito à saúde e as técnicas de coaching de bem-estar na mudança de estilo de vida no sistema público de saúde.</p>
<p>No artigo "A Adoção de Medidas de Precaução diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas", o filósofo Hugh Lacey, ex-professor visitante do IEA, onde integra o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, discute as responsabilidades de cientistas e instituições na condução da pesquisa necessária para informar as medidas de precaução. O texto de Lacey é acompanhado de dois artigos de outros pesquisadores: um revisa o princípio de precaução no ordenamento jurídico brasileiro ante acordos internacionais; o outro discute os principais argumentos  envolvidos no debate sobre a cientificidade do princípio de equivalência substancial, que afirma serem os organismos geneticamente modificados, popularmente conhecidos como transgênicos, quimicamente equivalentes aos organismos selecionados pelas técnicas tradicionais de melhoramento e, assim, não necessitariam de estudos toxicológicos adicionais.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>95</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2019), 328 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><i><strong><br /></strong></i></p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Cidade e Ambiente - <i>Alfredo Bosi</i></li>
</ul>
<p><strong>Universidade</strong></p>
<ul>
<li>A Universidade em 2022 - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>A Intelectualidade Paulista, o <i>Manifesto dos Pioneiros</i> e a Universidade de São Paulo em sua Primeira 'Missão' (1932-1934) - <i>Carlota Boto</i></li>
<li>Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação - Autorreflexão na USP - <i>Ricardo Terra</i></li>
<li>O Último Trem para Alexandria - <i>Luiz Bevilacqua</i></li>
</ul>
<p><strong>Cidadania e Ambiente</strong></p>
<ul>
<li>Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo - <i>Roberto Araújo, Ima Célia Guimarães Vieira, Peter Mann de Toledo, Andréa dos Santos Coelho, Eloi Dalla-Nora e Felipe Milanez</i></li>
<li>A Conflagração do Espaço: Uma Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano - <i>João Mendes Rocha</i></li>
<li>Aspectos de Regulação Internacional do Petróleo: O Caso Brasil - <i>Thais da Silva Chedid e Edmilson Moutinho dos Santos</i></li>
<li>Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil - <i>Adriana Gioda</i></li>
<li>Tecnologia <i>Blockchain</i>: Inovação em Pagamentos por Serviços Ambientais - <i>Ranulfo Paiva Sobrinho, Junior Ruiz Garcia, Alexandre Gori Maia e Ademar Ribeiro Romero</i></li>
<li>A Cidade no Pensamento Brasileiro do Século 16 ao século 20 - <i>Candido Malta Campos</i></li>
<li>Fim das Utopias? A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo - <i>Antonio Claudio Pinto da Fonseca e Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li>Sociedade Sensoriada: A Sociedade da Transformação Digital - <i>Marcos Cesar Weiss</i></li>
</ul>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<ul>
<li>Judicialização da Saúde e Medicalização: Uma Análise das Orientações do Conselho Nacional de Justiça - <i>Aline Marques, Carlos Rocha, Felipe Asensi e Diego Machado Monnerat</i></li>
<li>Técnicas de <i>Coaching</i> de Bem-Estar na Mudança do Estilo de Vida no Sistema Público de Saúde - <i>Luciana Oquendo Pereira-Lancha, Danielle Kallas, Paula Helena Dayan e Antonio Herbert Lancha Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>O Princípio de Precaução</strong></p>
<ul>
<li>Adoção de Medidas de Precaução Diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas - Hugh <i>Lacey</i></li>
<li>(In)eficácia do Princípio de Precaução no Brasil - <i>Fernanda Viegas Reiochardt e Mayara Regina Araújo dos Santos</i></li>
<li>Transgênicos e o Princípio de Equivalência Substancial - <i>Luciana Zaterka</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Raymundo Faoro: Intérprete do Brasil em Ação - <i>Leonardo Octavio Belinelli de Brito</i></li>
<li>Bresser-Pereira e a Teoria do Novo Desenvolvimentismo - <i>André Roncaglia de Carvalho</i></li>
<li>O <i>Futuro Passado</i> de uma Experiência: O Lulismo na Encruzilhada - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>Histórias Afro-Atlânticas - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Poesia Brasileira do Século 18 ao 21 - <i>Flávia Amparo</i></li>
<li>Carta de Rubens Borba de Moraes ao Livreiro Português António Tavares de Carvalho - <i>Marcos Antonio de Moraes</i></li>
<li>Julião Machado: A Arte Gráfica Exalando a Tinta da Impressão - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>A Longa Jornada da Ordem Global: Entre Redes e Hierarquias - <i>José Augusto Ribas Miranda</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/padroes-de-interacao-universidade-empresa-no-brasil">
    <title>Padrões de Interação Universidade-Empresa no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/padroes-de-interacao-universidade-empresa-no-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table>
<tbody>
<tr align="left">
<td align="left"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/renato-de-castro-garcia" class="external-link">Renato Garcia</a></strong> (Poli)<br /><br /></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T11:56:06Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-e-universidades">
    <title>Seminário debate o uso do ChatGPT nas universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-e-universidades</link>
    <description>O seminário "ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade" será realizado no dia 21 de março, das 9h às 17h, com transmissão pela internet e participação presencial exclusiva para convidados.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/chatgpt-tela-de-abertura" alt="ChatGPT - tela de abertura" class="image-right" title="ChatGPT - tela de abertura" />Os impactos de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT da OpenIA, na pesquisa e no ensino superior serão discutidos em seminário no IEA no <strong>dia 21 de março (terça-feira), das 9h às 17h</strong>, com transmissão em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a>.</p>
<p>Os debatedores do encontro <i>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</i> serão especialistas em tecnologias digitais, inovação e educação vinculados à USP e outras instituições. Eles discutirão com a comunidade acadêmica e demais interessados os potenciais e limites do ChatGPT e recomendarão diretrizes para sua utilização na universidade.</p>
<p>Além de palestra de abertura explicativa sobre o ChatGPT, o seminário terá, de manhã, a mesa <i>O ChatGPT e a Universidade</i> e, à tarde, a mesa <i>O ChatGPT, a Educação e a Sala de Aula</i>, seguida de uma sessão final para elencar as conclusões e propostas de aprofundamento das discussões.</p>
<p>O seminário é organizado pelo IEA, com apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto.BR (NIC.br).</p>
<p><strong>Potenciais e impactos</strong></p>
<p>Novas tecnologias digitais se desenvolvem rapidamente e geram profundo impacto econômico e social em todo o mundo. Recentemente, novos modelos de inteligência artificial (IA) têm-se mostrado capazes de oferecer respostas e textos com linguagem bastante similar à de seres humanos. Impactos no mercado de trabalho, nas desigualdades, na saúde e, principalmente, na educação atraíram as atenções de empresas, da universidade e dos mais diferentes governos.</p>
<p>O ChatGPT é uma dessas tecnologias que, para muitos, representa uma nova fronteira da IA. Ele é capaz de redigir ensaios, trabalhos e responder lições de casa ou questões de uma prova. Ao mesmo tempo, pode diminuir o esforço de reflexão e cognição e enfraquecer a aprendizagem, segundo os especialistas.</p>
<p>A comunidade acadêmica precisa compreender e avaliar essas novas ferramentas, destacam os organizadores do seminário. Algumas das dúvidas que a reflexão sobre o tema desperta são: Quais os impactos nos processos de ensino-aprendizagem? Como as universidades devem lidar com essas inovações? Como enfrentar as questões éticas derivadas de suas respostas e de seu uso? Será que essas tecnologias podem também ser utilizados para potencializar o processo educacional? De que forma?</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>O início do seminário, às 9h, terá a palestra <i>O Que É o ChatGPT?</i>, do diretor do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman" class="external-link">Fábio Cozman</a>. Será seguida da abertura oficial, com a participação do diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco" class="external-link">Carlos Américo Pacheco</a></span>; da secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-pires-de-carvalho" class="external-link">Denise Pires de Carvalho</a>, ex-reitora da UFRJ; do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>; e do sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA e do C4AI-USP.</p>
<p>Plonski e Arbix serão os expositores da mesa ChatGPT e a Universidade, às 11h. Os debatedores da mesa O ChatGPT, a Educação e a Sala de Aula, às 14h, serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dora-kaufman" class="external-link">Dora Kaufman</a>, da PUC-SP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a>, titular da Cátedra Oscar Sala; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-heitor-barzotto" class="external-link">Valdir Barzotto</a>, da Faculdade de Educação da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciano-digiampietri" class="external-link">Luciano Digiampietri</a>, assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP; e o pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-neira" class="external-link">Marcos Garcia Neira</a>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, superintendente de Comunicação Social da USP e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.</p>
<p>A sessão final (conclusões e encaminhamentos) terá Cozman, Plonski, Arbix, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristina-godoy-bernardo-de-oliveira" class="external-link">Cristina Godoy</a>, do IEA-USP e da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, e o diretor presidente do NIC.br, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/demi-getschko" class="external-link">Demi Getschko</a>.</p>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i> <strong>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</strong><br />21 de março, das 9h às 17h<br />Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Mais informações: com Claudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/chatgpt-potencial-limites-implicacoes-universidade" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-17T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/ieas/visita-a-university-of-princeton-eua-17-a-19-de-marco-de-2013">
    <title>Visita a University of Princeton, EUA - 17 a 19 de março de 2013</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/ieas/visita-a-university-of-princeton-eua-17-a-19-de-marco-de-2013</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-03-17T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institutos-ubias-1/institute-for-advanced-study-princeton-eua-17-a-19-de-marco-de-2013">
    <title>Institute for Advanced Study, Princeton, EUA - 17 a 19 de março de 2013</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institutos-ubias-1/institute-for-advanced-study-princeton-eua-17-a-19-de-marco-de-2013</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nova sede</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-03-17T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/permeabilidade-e-o-principal-criterio-de-uma-universidade-empreendedora-diz-etzkowitz">
    <title>Permeabilidade é o principal critério de uma universidade empreendedora, diz Etzkowitz</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/permeabilidade-e-o-principal-criterio-de-uma-universidade-empreendedora-diz-etzkowitz</link>
    <description>Especialista esteve no lançamento do índice de empreendedorismo universitário criado pela Brasil Júnior   </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Um fluxo crescente de jovens empreendedores vem redesenhando o mapa do entorno de algumas universidades públicas paulistas. As chamadas <i>start ups </i>de base tecnológica são o produto mais visível dos programas de incentivo criados por universidades, governos e agências para estimular a inovação e o empreendedorismo no Brasil. Uma nova iniciativa para fomentar o ecossistema empreendedor universitário acaba de ser criada. O <a href="http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/17112016-Livro-Universidades-Empreendedoras.pdf" target="_blank">Índice de Universidades Empreendedoras, </a>elaborado por um conjunto de entidades estudantis lideradas pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (<a href="http://www.brasiljunior.org.br/" target="_blank">Brasil Júnior</a>), foi lançado em São Paulo, durante o debate <i>Universidades Empreendedoras - Quais São?,</i> realizado no IEA, no <strong>dia 21 de novembro</strong>.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/univempreendedoras-3-web.jpg" alt="Universidades Empreendedoras - 2" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Manços (esq.), da CsF, e Neves, da Brasil Jr, apresentaram o ranking das universidades empreendedoras </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com o ranking da Brasil Júnior, a USP lidera o quadro geral das universidades mais empreendedoras do Brasil, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO). O indicador mede também o grau de empreendedorismo segundo seis eixos, que são cultura empreendedora, inovação, extensão universitária, infraestrutura, internacionalização e capital financeiro.</p>
<p>O maior grau de cultura empreendedora foi encontrado na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), quesito em que a USP ficou em 11º lugar. A USP também se destaca na categoria extensão universitária, em que é seguida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).</p>
<p>Segundo o ranking, a Universidade Federal do Ceará (UFC) é a mais inovadora, seguida pela USP e PUC-Rio. Esta última é líder em termos de infraestrutura, seguida pela Unicamp e Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). A Unicamp lidera o indicador no eixo internacionalização, seguida pela USP e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O indicador revela ainda que o capital financeiro voltado ao empreendedorismo tem maior destaque na Unicamp, que é seguida pela USP e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).</p>
<p>“O indicador consegue retratar o real significado de uma universidade empreendedora”, disse <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/henry-etzkowitz" class="external-link">Henry Etzkowitz</a>, presidente da <a class="external-link" href="https://www.triplehelixassociation.org/">Triple Helix Association</a> e mentor da Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM), iniciativa voltada à criação de métricas capazes de refletir a inovação e o empreendedorismo nas universidades.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/indice-de-universidades-empreendedoras-tera-lancamento-em-sao-paulo" class="external-link"><span>Í</span><span>ndice de universidades empreendedoras terá lançamento em São Paulo</span></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/universidades-empreendedoras-2013-quais-sao" class="external-link">Video </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/universidades-empreendedoras-2013-quais-sao-21-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Etzkowitz, o debate organizado pelo <a href="http://pgt.prp.usp.br/?page_id=286" target="_blank">Núcleo de Política e Gestão Tecnológica</a> (PGT) da USP, pelo IEA e pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP contou com a participação do Pró-Reitor de Pesquisa, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eduardo-krieger" class="external-link">José Eduardo Krieger</a>, e do diretor-presidente da Fapesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco" class="external-link">Carlos Américo Pacheco</a>. O índice foi apresentado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-pimentel-neves" class="external-link">Daniel Pimentel Neves</a>, da Brasil Júnior, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-de-rosso-mancos" class="external-link">Guilherme de Rosso Manços</a>, da Rede Ciência sem Fronteira (CsF). O debate teve a coordenação do vice-diretor do IEA, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, coordenador do PGT-USP.</p>
<p>Além da Brasil Júnior, participaram da elaboração do índice a Organização Jovem de Liderança do Mundo (AISEC), a Rede de bolsistas e ex-bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (Rede CsF), Enactus Brasil e Associação dos Estudantes Brasileiros que estão fora do Brasil (BRASA). Criado para mostrar as iniciativas de instituições de ensino superior no Brasil que mais incentivam o empreendedorismo dentro e fora da sala de aula, o indicador foi construído por meio de uma pesquisa online que contou com a participação de mais de quatro mil estudantes universitários de todo o país. Na publicação relacionada acima há mais detalhes sobre a metodologia empregada no estudo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tempo em atividades externas </strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidades-empreendedoras-3" alt="Universidades Empreendedoras - 3" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ambiente inovador valoriza o contato com a sociedade, diz Etzkowitz</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A permeabilidade ou a relação extramuros é o principal critério para medir quanto uma universidade é empreendedora. Pelo menos 20% de seu quadro docente deve passar uma parte significativa de tempo desempenhando outros papéis na sociedade. Veja, por exemplo, o caso da Universidade de Stanford, que criou três categorias de cargos docentes, voltadas ao ensino, à pesquisa e à consultoria. Assim, a instituição reconhece três proporções diferentes de tempo gasto pelo docente, o que confere maior mobilidade à sua atuação dentro e fora da universidade e permite que ele tenha um engajamento sério junto à sociedade”, disse Etzkowitz.</p>
<p>Segundo o consultor, que é também professor visitante na escola de negócios da Universidade de Edinburgo, Reino Unido, o reconhecimento da atividade docente fora da universidade foi a forma como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) se tornou efetivamente uma universidade empreendedora.  Ele conta que a escola de engenharia começou a contratar consultores para dar aulas, de forma que suas consultorias continuaram a ser dadas paralelamente à atividade docente.</p>
<p>Na sequência, o MIT criou a regra do “um quinto”, segundo a qual o docente deve passar um quinto de seu tempo desenvolvendo coisas da sua área para a sociedade e ajudando empresas a desenvolver tecnologias. A regra se espalhou pelo sistema universitário da instituição. “Então a universidade deve legitimar o tempo que o docente se dedica à inovação e ao empreendedorismo junto à sociedade”, disse.</p>
<p>Etzkowitz cita o caso de pessoas que chegam a grandes descobertas e sequer cogitam entrar com pedido de patente. “Isso aconteceu com um físico escocês famoso que não acreditava que poderia patentear sua ideia. Mas quando Marconi apareceu com as mesmas ideias e reclamou patente, então esse cientista teve de voltar atrás”, disse, referindo-se à primeira transmissão de telegrafia sem fio efetuada pelo italiano Guglielmo Marconi (1874-1937), em 1899. O invento que antecedeu o rádio baseou-se nas descobertas de James Clerk Maxwell (1831-1879) e também nos inventos de Nikola Tesla (1856-1943) e ambos não haviam registrado patente, até então.</p>
<p>Outro caso muito famoso envolvendo patentes foi protagonizado pelo mentor de Etzkowitz, o norte-americano Robert K. Merton, criador da multimilionária Focus Group. Merton inventou uma técnica de pesquisa de opinião que posteriormente foi usada por um grupo de estudantes para avaliar a experiência das pessoas a respeito de determinados produtos. “Anos mais tarde, Merton foi convidado para uma reunião especial na Associação Americana de Pesquisa de Opinião Pública e então explicaram a Merton o que fizeram com sua invenção. Ele ficou espantado, não imaginava que com sua técnica de pesquisa seria possível criar uma indústria. Ao final, disse que desejaria ter pedido a patente”, contou Etzkowitz.</p>
<p>“Portanto, é bom pensar na pesquisa básica, mas também nos seus efeitos práticos. Além disso, precisamos criar maneiras de analisar o impacto das pesquisas de forma que não seja apenas pela publicação de artigos”, disse. <span>Foi com esse objetivo que Etzkowitz e seu sócio na Triple Helix Association, professor Loet Leydesdorff, decidiram lançar em 2015 a </span><a href="https://www.triplehelixassociation.org/news/the-global-entrepreneurial-university-metrics-initiative" target="_blank">Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM)</a><span>. A iniciativa visa ao desenvolvimento de novas métricas – que incluam empreendedorismo, gênero, diversidade e promoção do interesse publico – para avaliar os sistemas de classificação universitários.</span></p>
<p>“Meu sócio especializou-se na métrica de publicações científicas e começou a questionar a forma como as universidades constroem suas métricas sobre o número de <i>papers </i>publicados. Notamos que se continuarmos a dar importância só aos <i>papers</i>, as universidades empreendedoras irão desaparecer. Por isso juntamos pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, para criar uma métrica capaz de avaliar o empreendedorismo nas universidades. Em breve faremos workshops em Palo Alto, Califórnia, onde os primeiros resultados serão apresentados”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mudança na prática pedagógica</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidades-empreendedoras-4" alt="Universidades empreendedoras - 4 " class="image-inline" title="Universidades empreendedoras - 4 " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>É preciso se reinventar como professor para que empreendedorismo não seja só uma disciplina, diz Pacheco, da Fapesp </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco, revelou números que sinalizam o aumento da atividade empreendedora nas universidades. Mas pontuou que o maior desafio para impulsionar a inovação e o empreendedorismo nas instituições de ensino superior diz respeito principalmente às mudanças nas práticas pedagógicas.</p>
<p>“Do ponto de vista pedagógico é difícil mudar a maneira como se ensinam as coisas, especialmente nas escolas de engenharia, que são muito tradicionais e por isso resistem mais às mudanças. Uma coisa é introduzir uma disciplina de empreendedorismo e outra é mudar a forma de ensinar, tirar o aluno da conduta passiva, estimular mais a solução de problemas, introduzir mais projetos e menos provas. Isso vai além da introdução do empreendedorismo. É preciso se reinventar como professor, buscar coisas novas dentro da prática pedagógica”, disse Pacheco.</p>
<p>Pacheco elogiou a criação do ranking de universidades empreendedoras e principalmente a agenda que dela resultará. “A iniciativa estimula a competição e as universidades disputam quem fica com o maior número de patentes porque isso gera prestígio para as instituições”, disse.</p>
<p>Segundo Pacheco, as universidades brasileiras responderam bem ao novo ambiente institucional que vem proporcionando estímulos ao empreendedorismo, especialmente após a criação da lei de inovação, que sinalizou a importância das parcerias público-privado. “O Brasil vem avançando muito mais do que outros países nessa área. Mas isso gera dúvidas se esse novo ecossistema é sustentável e se isso tem sentido econômico. As universidades brasileiras hoje são responsáveis por 16% das patentes depositadas no INPI [Instituto Nacional de Propriedade Industrial] por residentes brasileiros e essa proporção no passado era de 2%. Por outro lado, as universidades americanas têm 4% das patentes concedidas pelo USPTO [United States Patent and Trademark Office] e esse número tem permanecido nos últimos 20 anos”.</p>
<p>Se por um lado esse movimento é positivo, também demonstra a debilidade do setor privado no Brasil, acredita. Além disso, insere a cultura de valorização da propriedade intelectual no meio universitário, afirma.</p>
<p>A consequência desse novo quadro é o aumento de <i>start ups</i> no entorno das universidades públicas no estado de São Paulo, formando os chamados <i>hubs</i> de empreendedorismo nas proximidades dos campi de universidades como USP, Unicamp, federais e estaduais de São Carlos e também de São José dos Campos, Ribeirão Preto e Botucatu, observou.</p>
<p>Importante notar que egressos daquelas universidades compõem a maior parte dos proponentes de negócios para o Pesquisa Iniciativa em Pequenas Empresas (PIPE-Fapesp), programa que financia projetos de base tecnológica para micro, pequenas e médias empresas, segundo Pacheco.</p>
<p>O diretor-presidente disse que até o final de 2016 serão aprovados quase 300 projetos dessa natureza. “O PIPE já acumula cerca de 1600 projetos aprovados e é a maior carteira de empresas de base tecnológica financiados por uma instituição”, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/univempreendedoras-2web.jpg" alt="Universidades Empreendedoras - 1" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Krieger (esq.), pró-reitor de pesquisa da USP, e Plonski, vice-diretor do IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na abertura do debate <i>Universidades Empreendedoras - Quais São?,</i> o pró-reitor de Pesquisa da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eduardo-krieger">José Eduardo Krieger</a> falou sobre iniciativas e editais da USP que mostram o empenho da Universidade em promover o empreendedorismo. Entre elas, as parcerias com a Receita Federal e a associação de exportadores de carnes, que buscam soluções para desafios desses organismos, os quais afetam também a sociedade.</p>
<p>“Mais do que modismo, a inovação é uma fonte grande de recursos para a universidade. Não significa que é a única moeda e ninguém perdeu a noção do que é esta universidade e que nosso principal papel é formar indivíduos diferenciados para atuar na sociedade. Esse é o nosso primeiro produto. Mas temos a oportunidade de transformar conhecimento em riqueza e devemos aproveitar da melhor forma, em especial através dos parques tecnológicos, que dará bases para um ecossistema de inovação na universidade”, disse o professor Krieger.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-30T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-estabelece-rede-de-catedras-da-usp">
    <title>Encontro reúne cátedras da USP para estabelecer rede colaborativa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-estabelece-rede-de-catedras-da-usp</link>
    <description>1º Encontro Intercátedras da USP foi realizado no dia 3 de outubro. O evento foi organizado pelo IEA e pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/1o-encontro-intercatedras-2023/image" alt="1º Encontro Intercátedras - 2023" title="1º Encontro Intercátedras - 2023" height="247" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participaram da reunião representantes de 14 das 23 cátedras existentes na USP</dd>
</dl></p>
<p>Originária da apropriação da cadeira do bispo na universidade medieval autônoma, a cátedra passou por várias transformações ao longo dos séculos e perdura em várias universidades estrangeiras como posto de pesquisa, caso da <a class="external-link" href="https://www.cam.ac.uk/news/michael-cates-elected-19th-lucasian-professor">Cátedra Lucasiana</a>, criada em 1663 na Universidade de Cambridge, Reino Unido, e ocupada durante 33 anos por Isaac Newton e 30 anos por Stephen Hawking.</p>
<p>Em novembro de 1968, uma <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-5540-28-novembro-1968-359201-publicacaooriginal-1-pl.html">lei federal</a> determinou o fim das cátedras no ensino superior brasileiro. No antigo sistema, o titular da cátedra era a autoridade suprema e vitalícia de uma disciplina na universidade. Em seu lugar surgiu a organização dos docentes em departamentos, onde vários professores podem estar no mesmo patamar da carreira simultaneamente.</p>
<p>A partir dos anos 90, começaram a surgir, no IEA, novos tipos de cátedras na USP, dedicadas a diferentes temáticas e com estrutura e funcionamento específicos. O Instituto sedia sete cátedras em parcerias com diferentes organizações públicas e privadas, além de participar de uma rede franco-brasileira de cátedras com as universidades estaduais paulistas.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Cátedras participantes<br />e seus representantes</i></h3>
<p><i><a href="https://direito.usp.br/catedra-unesco" target="_blank">Cátedra Unesco de Direito à Educação</a></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada à Faculdade de Direito (FD)</i></li>
<li><i>Criada em 2007</i></li>
<li><i>Representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-beatriz-stocco-ranieri">Nina Ranieri</a> (coordenadora), professora da FD</i></li>
</ul>
<p><i><a href="http://143.107.26.217/index.php/catedra.html" target="_blank">Cátedra José Bonifácio</a></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada ao <a class="external-link" href="http://www.ciba.usp.br/">Centro Ibero-Americano (Ciba)</a> da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) e ao Instituto de Relações Internacionais (IRI)</i></li>
<li><i>Criada em 2013</i></li>
<li><i>Representantes: Gerson Damiani, do Ciba e da Escola Politécnica (EP); Ana Paula Castelhano (pesquisadora)</i></li>
</ul>
<p><i><strong>Cátedra Luiz Olavo Batista de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos</strong></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada ao Nace (Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão) <a class="external-link" href="https://glip.usp.br/glip/">Centro de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos</a> da EP</i></li>
<li><i>Criada em 2018</i></li>
<li><i>Representante: Gerson Damiani, do Ciba-PRPI e da EP</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://leginf.usp.br/?portaria=portaria-gr-no-8187-de-09-de-agosto-de-2023" target="_blank">Cátedra Oswaldo Aranha</a></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada ao IRI</i></li>
<li><i>Criada em 2023</i></li>
<li><i>Representantes: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-piquet-carneiro">Leandro Piquet</a>, professor do IRI; Adriano Rosa, doutorando do IRI</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica">Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP, o Itaú Social e a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp)</i></li>
<li><i>Vinculada ao IEA</i></li>
<li><i>Criada em 2019</i></li>
<li><i>Titular e representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, professor visitante do IEA<br /><i>Outros representantes: <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes">Luís Carlos de Menezes</a> (coordenador acadêmico), professor do Instituto de Física (IF); <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo">Lino de  Macedo</a> (coordenador adjunto), professor do Instituto de Psicologia (IP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Gatti</a> (integrante do Comitê Consultivo), pesquisadora da Fundação Carlos Chagas; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-roberto-alves">Luiz Roberto Alves</a> (integrante), professor sênior da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e integrante da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sasi) do Ministério da Educação</i></i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://prpi.usp.br/pesquisa/apoio/catedra-erney-plessmann-de-camargo/" target="_blank">Cátedra Erney Plessmann de Camargo</a></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI)</i></li>
<li><i>Criada em 2023</i></li>
<li><i>Representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-tavares-magalhaes">Ana Paula Tavares Magalhães</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e assessora da PRPI</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://catedraoceano.iea.usp.br/" target="_blank">Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e a Unesco</i></li>
<li><i>Vinculada ao IEA e ao Instituto Oceanográfico (IO)</i></li>
<li><i>Criada em 2019</i></li>
<li><i>Representantes: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-turra">Aleksander Turra</a> (coordenador), professor do IO; Luciana Xavier (integrante), pós-doutoranda do IO</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o Itaú Cultural</i></li>
<li><i>Vinculada ao IEA</i></li>
<li><i>Criada em 2015</i></li>
<li><i>Titular: Conceição Evaristo (escritora e educadora)</i></li>
<li><i>Representantes: <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Martin Grossmann</a> (coordenador acadêmico), professor da ECA;  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva">Liliana Sousa e Silva</a> (coordenadora executiva)</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://cjc.fflch.usp.br/" target="_blank">Cátedra Jayme Cortesão</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o Instituto Camões</i></li>
<li><i>Vinculada à Departamento de História e ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH (anteriormente vinculada ao IEA)</i></li>
<li><i>Criada em 1991</i></li>
<li><i>Representantes: Vera Ferlini (coordenadora), professora da FFLCH;  Luiz Otavio Tasso (pesquisador)</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://catedrawbyeats.fflch.usp.br/" target="_blank">Cátedra de Estudos Irlandeses W.B Yeats</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e a Embaixada da Irlanda</i></li>
<li><i>Vinculada à FFLCH</i></li>
<li><i>Criada em 2009</i></li>
<li><i>Representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laura-patricia-zuntini-de-izarra">Laura Izarra</a> (coordenadora), professora da FFLCH</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-ias/" target="_blank">Cátedra Instituto Ayrton Senna</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o Instituto Ayrton Senna</i></li>
<li><i>Vinculada ao Polo Ribeirão Preto do IEA</i></li>
<li><i>Criada em 2023</i></li>
<li><i>Titular e representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-guimaraes-de-castro">Maria Helena Guimarães de Castro</a>, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE)</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/" target="_blank">Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o Santander Universidades</i></li>
<li><i>Vinculada ao Polo Ribeirão Preto do IEA</i></li>
<li><i>Criada em 2019</i></li>
<li><i>Titular: <a href="https://rp.iea.usp.br/titular-catedra-shf/" target="_blank">Mozart Neves Ramos</a>, ex-reitor da UFPE</i></li>
<li><i>Representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carla-ventura">Carla Ventura</a>, coordenadora do Polo Ribeirão Preto e professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (Earp)</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://www.esalq.usp.br/relacoes-institucionais/catedralq" target="_blank">Cátedra Luiz de Queiroz</a></i></p>
<ul>
<li><i>Vinculada à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz</i></li>
<li><i>Criada em 2017</i></li>
<li><i>Titular: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evaldo-ferreira-vilela">Evaldo Ferreira Vilela</a>, ex-presidente do CNPq</i></li>
<li><i>Representante: Luiz Reinaldo Aleoni, professor da Esalq (representando a diretora da escola, Thais Vieira)</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o jornal Folha de S.Paulo</i></li>
<li><i>Vinculada ao IEA</i></li>
<li><i>Criada em 2021</i></li>
<li><i>Titular: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-herculano-houzel">Suzana Herculano-Housel</a>, da Universidade Vanderbilt, EUA</i></li>
<li><i>Representante: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva">André Chaves de Melo Silva</a> (coordenador acadêmico), professor da ECA</i></li>
</ul>
<p><i><a href="https://www.daad.org.br/pt/quem-somos/catedra-martius-de-ciencias-humanas-e-desenvolvimento-sustentavel/" target="_blank">Cátedra Martius Alemanha-Brasil de Humanidades e Sustentabilidade</a></i></p>
<ul>
<li><i>Convênio entre a USP e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (Daad, na sigla em alemão)</i></li>
<li><i>Vinculada à FFLCH</i></li>
<li><i>Criada em 2001 (vinculada ao IEA até 2006)</i></li>
<li><i>Titular e representante: <a href="https://www.daad.org.br/pt/quem-somos/catedra-martius-de-ciencias-humanas-e-desenvolvimento-sustentavel/" target="_blank">Laura Kemmer</a>, pesquisadora de estudos urbanos</i></li>
</ul>
<h3><i>Organização</i></h3>
<p><i>A Comissão Organizadora do encontro foi constituída por Ana Paula Tavares Magalhães, Guilherme Ary Plonski, Laura Patrícia Zuntini de Izarra, Naomar de Almeida Filho, Paulo Vitor Almeida e Rafael Borsanelli.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA estimula a realização de atividades conjuntas entre suas cátedras e aspira à interação com as outras cátedras da Universidade. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) também possui cátedras a ela vinculadas e deseja que as várias cátedras da USP se articulem em projetos conjuntos, quando da confluência de interesses.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>1º Encontro Intercátedras da USP</strong></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/i-encontro-intercatedras-da-usp" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/i-encontro-intercatedras-da-usp-03-10-2023" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<hr />
<br /><strong>1º Encontro Intercátedras do IEA</strong>
<p>22/6/2021</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colaboracao-e-pandisciplinaridade-nas-transformacoes-das-universidades" class="external-link">Colóquio defende universidade colaborativa, pandisciplinar e aberta à sociedade e outros saberes</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foi para promover essa dinâmica que o IEA e a PRPI realizaram, no dia 3 de outubro, o 1º Encontro Intercátedras da USP. Nele, na parte aberta ao público (manhã), foram apresentados os resultados preliminares de um levantamento já respondido por boa parte das cátedras existentes e uma exposição sobre seu papel na academia na atualidade.</p>
<p>Também durante a manhã, os representantes das cátedras e o público (presencial e online) foram brindados com uma aula detalhada sobre a origem das antigas cátedras nas universidades medievais e como elas se transformaram ao longo dos séculos [a partir de <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/i-encontro-intercatedras-da-usp" class="external-link">1h27min do vídeo</a> do encontro]. Os expositores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, ex-reitor da UFBA e da UFSB e titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-tavares-magalhaes">Ana Paula Tavares Magalhães</a>, assessora da PRPI e coordenadora do Grupo de Pesquisa Investigações sobre a Pluralidade e Ambiguidades Relativas à Condição Humana do IEA.</p>
<p>No período da tarde, o encontro foi restrito aos representantes das cátedras, para a discussão de temas como formas de governança, interação com o ensino, a pesquisa e a extensão da Universidade, possíveis modelos de financiamento e a conexão com a realidade latino-americana.  Além disso, foram discutidas as etapas para uma interação continua do grupo, inclusive propostas de publicações e estratégias para atuação em rede.</p>
<p>O encontro integrou a programação do projeto <a href="https://www.pensabrasil.usp.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=1577" target="_blank">USP Pensa Brasil 2023</a>, idealizado pela vice-reitora, Maria Arminda do Nascimento Arruda, para reiterar o compromisso público da Universidade com a reflexão sobre os grandes temas contemporâneos, reforçando seu papel na "produção de conhecimento científico, na formação cidadã e na defesa de um projeto democrático e justo de país."</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-almeida-intercatedras/image" alt="Paulo Almeida - Intercátedras" title="Paulo Almeida - Intercátedras" height="304" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Almeida apresentou resultados iniciais de primeiro levantamento sobre as cátedras da USP</dd>
</dl></p>
<p>De acordo com o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, há algum tempo havia o desejo de o Instituto organizar um encontro de todas as cátedras da Universidade, ideia estimulada pelos encontros já realizados entre as cátedras do Instituto.</p>
<p><strong>Levantamento</strong></p>
<p>No entanto, ao iniciar o trabalho de organização de um encontro, verificou-se que havia nisso um tema de pesquisa: "Ninguém sabia quantas e quais eram as cátedras existentes na universidade", afirmou Plonski. Dessa forma, surgiu um primeiro estudo sobre as principais características das cátedras da USP.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-vitor-almeida">Paulo Almeida</a>, pesquisador e analista administrativo do IEA, apresentou os resultados do trabalho. Foram identificadas 23 cátedras em atuação na Universidade. A pesquisa já foi respondida por 15 delas. O levantamento deve resultar em dois produtos: um catálogo e um artigo com uma análise mais detalhada do histórico das cátedras.</p>
<p>Quanto à periodização do surgimento das cátedras que já responderam à pesquisa, verificou-se que uma foi criada nos anos 90, três na década de 2000, sete na década de 2010 e nos três anos da década atual já foram instaladas quatro. A previsão de duração das cátedras concentra-se em torno de cinco anos.</p>
<p><strong>Temas</strong></p>
<p>Almeida disse que foram identificados seis grandes blocos temáticos:</p>
<ul>
<li>arte, cultura e ciência</li>
<li>políticas públicas de educação</li>
<li>relações culturais e históricas</li>
<li>sustentabilidade</li>
<li>pesquisa e inovação</li>
<li>segurança e defesa</li>
</ul>
<p>As motivações para as unidades e departamentos optarem pela cátedra como modelo de estruturação de posto de pesquisa são variadas. As principais são interdisciplinaridade; globalização e intercâmbio; respostas a desafios sociais; promoção da inovação, engajamento com a sociedade; flexibilidade e adaptação.</p>
<p>A governança das cátedras se dá por meio de comitês ou conselhos de governança, coordenação acadêmica e coordenação executiva. A preocupação com a multidisciplinaridade na escolha de seus participantes acompanha a busca por interação com a sociedade civil.</p>
<p>Outras características do funcionamento das cátedras são a flexibilidade e adaptação acadêmicas e administrativas, além da atenção à transparência e prestação de contas (questão relevante no caso do financiamento externo) e à integração tecnológica (uso regular de ferramentas digitais nas atividades).</p>
<p>A origem dos recursos também é diversificada, incluindo o orçamento da Universidade, governos externos e locais, agências de fomento nacionais e organizações do setor privado. Algumas cátedras não se beneficiam de financiamento externo ou de recursos de agências de fomento.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Roteiro</i></h3>
<p><i><i>Marcovitch propõe esta série de perguntas como guia para a criação de uma cátedra - ou reestruturação de uma já existente:</i></i></p>
<ul>
<li><i>Qual é o contexto no qual a cátedra está sendo concebida?</i></li>
<li><i>Qual é a missão da cátedra e seus objetivos?  Acelerar o avanço do conhecimento em determinada área, abrir novas áreas de investigação, aumentar o impacto social de uma área consolidada ou resolver um desafio crítico da sociedade?</i></li>
<li><i>Quem são os beneficiários com a realização dos objetivos e como se beneficiarão? Como as partes interessadas relevantes (stakeholders) serão engajadas no processo?</i></li>
<li><i>Quais são os resultados esperados e impactos almejados? Quais são as métricas e indicadores considerados?</i></li>
<li><i>Que planos estão sendo considerados para aumentar o impacto dos resultados?  Em quanto tempo os benefícios da cátedra poderão ser percebidos?  Como o impacto poderá ser demonstrado? Que evidências serão coletadas?</i></li>
<li><i>Quais são os critérios para atrair e motivar talentos que viabilizam a missão e objetivos em decorrência das suas contribuições diferenciadas, que afirmam sua singularidade nas esferas nacional e internacional?</i></li>
<li><i>Quais são os aportes decorrentes do financiamento da cátedra além da remuneração dos seus ocupantes? (Laboratórios, acesso a bolsas de estudo e/ou a capacidade de construir novas competências humanas e materiais.)</i></li>
<li><i>Como assegurar o valor real do financiamento da cátedra numa perspectiva de médio e longo prazos?</i></li>
<li><i>Qual será o modelo de governança da cátedra? (Legitimação, responsável, processos de planejamento, execução, avaliação e renovação das lideranças, um único conselho de até sete membros atentos às peculiaridades de suas atividades.)</i></li>
<li><i>Como criar uma estrutura para a disseminação das melhores práticas e experiências para aprimorar o desempenho acadêmico e a inserção internacional?</i></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Financiamento</strong></p>
<p>As cátedras com titulares os remuneram, em geral, com bolsa fixa, adicionais de diárias, verbas de pesquisa e potenciais gratificações. Essa remuneração provém de fundações ligadas ao setor bancário, outras entidades privadas, governos estrangeiros, agências acadêmicas e fundos de apoio sem fontes definidas. A pesquisa constatou uma tendência de diversificação dos financiadores e de crescimentos recursos, com aportes adicionais e prorrogações de cátedras.</p>
<p>Atualmente, o financiamento anual extraorçamentário varia de R$ 100 mil a R$ 300 mil. Em alguns casos, passa de R$ 500 mil e há uma exceção, no valor de mais de R$ 1 milhão.</p>
<p>As atividades das 15 cátedras já resultaram em 158 artigos de periódicos científicos, 72 livros, 58 capítulos de livros e 47 trabalhos de pós-graduação (teses e dissertações). A produção acadêmica também incluiu cursos, conferências, documentários, relatórios, resenhas, softwares e uma patente.</p>
<p>Indagados sobre as principais contribuições das cátedras, seus responsáveis citaram: visão multidisciplinar, diálogo entre saberes, participação em políticas públicas, internacionalização, sustentabilidade, formação e educação, promoção do conhecimento, direitos e legislação, meio ambiente, engajamento social e temas atuais.</p>
<p>As redes de colaboração das cátedras envolvem instituições diversas, não apenas universitárias. Há vínculos com projetos temáticos, formuladores de políticas públicas e redes de monitoramento e mapeamento. Em termos internacionais, dá-se mais ou menos o mesmo, envolvendo universidades, redes temáticas globais e centros de pesquisa.</p>
<p>A comunicação pública utiliza mídias diversificadas, sobretudo digitais. São realizadas conferências e seminários online, podcasts e produção de conteúdo para redes sociais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch">Jacques Marcovitch</a>, ex-diretor do IEA e ex-reitor da USP, conferencista do encontro, destacou a internacionalização como aspecto fundamental, com a prestação de informações sobre as cátedras brasileiras às universidades globais e obtenção de informações sobre cátedras existentes no exterior.</p>
<p><strong>Vetores</strong></p>
<p>Para ele, vistas sob um prisma que considera a universidade um sistema complexo, as cátedras devem ser analisadas a partir de seis vetores: entorno, insumos, processos, resultados, impactos e valores.</p>
<p>O entorno atual, afirmou, é marcado por transições simultâneas e um avanço da CT&amp;I que aumenta a imprevisibilidade desta era. Ao mesmo tempo, "a universidade tem de produzir respostas a vários problemas estruturais, como é o caso da desigualdade na América Latina".</p>
<p>Marcovitch considera que há cinco transições em curso em busca de respostas:</p>
<ul>
<li> A transição demográfica - que faz com que a saúde tenha de responder às elevadas taxas de mortalidade e ao mesmo prolongar a esperança de vida e proporcionar bem-estar coletivo;</li>
<li>A transição digital - como reduzir o fosso digital entre aqueles que têm acesso a redes confiáveis e a grande maioria que não tem acesso ou tem acesso precário e dispendioso;</li>
<li>A transição socioeconômica - como enfrentar a dualidade socioeconômica, que se agravou ainda mais após a crise sanitária da Covid19;</li>
<li>A transição ecológica - como conciliar a conservação da natureza e o equilíbrio climático com o bem-estar humano;</li>
<li>transição geopolítica - como enfrentar polarização que mobiliza recursos crescentes para conflitos armados entre Estados e no interior de Estados.</li>
</ul>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jacques-marcovitch-intercatedras/image" alt="Jacques Marcovitch - Intercátedras" title="Jacques Marcovitch - Intercátedras" height="393" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Jacques Marcovitch: ''A avaliação dos impactos é feita pelos usuários dos serviços prestados à sociedade''</dd>
</dl>Voltando aos vetores a serem considerados no caso da universidade pública, Marcovitch especificou que os insumos são a legislação externa, que determina a missão da instituição, e os recursos orçamentários. A vertente dos processos engloba o planejamento, a execução e a avaliação dos recursos humanos e financeiros.</p>
<p><strong>Resultados</strong></p>
<p>Os resultados (outra das vertentes) - incluem curadoria do conhecimento, o avanço da ciência, a formação de pessoas, publicações sobre as pesquisas, e atividades de extensão e iniciativas culturais, disse. Ele fez uma distinção entre resultados e impactos (outra das vertentes): "Impacto é a capacidade da comunidade acadêmica de construir conhecimento e formar pessoas que respondam aos anseios da sociedade por um aumento do bem-estar e sustentabilidade ambiental".</p>
<p>Se os resultados são avaliados pelos pares acadêmicos, nos casos dos impactos, a avaliação é feita pelos usuários dos serviços prestados à sociedade, afirmou. Daí a importância de a ação universitária estar alicerçada em valores acadêmicos voltados à promoção de princípios de liberdade, justiça, dignidade humana, pluralismo, solidariedade e probidade, acrescentou.</p>
<p>Na opinião de Marcovitch, para a concepção de uma cátedra ou adequação de uma existente é preciso ter uma definição clara sobre contexto, missão, objetivos, insumos, processos, resultados esperados, impactos almejados e valores praticados no momento da formulação do projeto.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>
<p><strong> </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Catedráticos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-17T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sobre-academia">
    <title>Artista catalão reflete sobre as relações da academia com o ensino superior</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sobre-academia</link>
    <description>Antoni Muntadas faz a conferência "Sobre Academia" no dia 18 de agosto, às 14h. O evento  tratará do projeto de mesmo nome desenvolvido por ele e que tem por cerne uma exposição.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/exposicao-sobre-academia-de-antoni-muntandas" alt="Exposição &quot;Sobre Academia&quot;, de Antoni Muntandas" class="image-inline" title="Exposição &quot;Sobre Academia&quot;, de Antoni Muntandas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Exposição "Sobre Academia", de Antoni Muntadas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Sobre Academia</i> é o tema da conferência que o artista e professor catalão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antoni-muntadas" class="external-link">Antoni Muntadas</a>, do Instituto de Arquitetura de Veneza, Itália, faz no <strong>dia 18 de agosto, às 14h</strong>, no IEA, para discutir o projeto de mesmo nome que ele tem apresentado em diversos países. O evento será em espanhol e transmitido <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>O projeto é constituído por uma exposição dedicada à reflexão sobre dois aspectos: a relação mantida ao longo dos anos entre as as práticas de ensino universitárias e a academia - enquanto instituição emblemática do saber no Ocidente - e como o sistema americano de ensino superior, com sua dualidade público/privado e suas diferentes formas culturais, econômicas, sociais e políticas, influenciou a educação e, consequentemente, os diversos modelos pedagógicos dos Estados Unidos.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Outros eventos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">O Futuro das Universidades</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/arte-artista-universidade" class="external-link">Arte, Artista, Universidade</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando promove a discussão sobre o projeto em outro país, Muntadas propõe a realização de um debate acerca dos modelos de ensino e educação do local. Esse será o caso do evento no IEA, organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a> e coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e ex-diretor do IEA.</p>
<p>A primeira edição do "Sobre Academia" foi desenvolvida e produzida entre março de 2009 e outubro de 2010 em Cambridge, EUA, na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Muntadas lecionou no Programa de Artes Visuais da Escola de Arquitetura de 1990 a 2014.  A exposição foi apresentada pela primeira vez no Centro de Artes Visuais Carpenter de Harvard, em março de 2011. Depois foi exibida em Vancouver, Canadá, e em Amsterdam, Holanda. De setembro a novembro deste ano, será a vez de Sevilha, Espanha, recebê-la.</p>
<p>O artista esclarece que o projeto possui correspondências diretas com o trabalho "Entre Molduras: o Fórum", desenvolvido entre 1983 e 1993<i>, </i>no qual propôs a observação e análise do sistema das artes através de entrevistas com mais de 150 "players" de diferentes segmentos do setor (museus, galerias, colecionadores, ensino, crítica e meios de de comunicação, entre outros).</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antoni-mutandas" alt="Antoni Mutandas" class="image-inline" title="Antoni Mutandas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O artista e professor Antoni Muntadas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o projeto atual, Muntadas pesquisou o desenvolvimento histórico da academia desde sua criação na Grécia antiga, passando por sua refundação durante o Iluminismo e estabelecimento no Novo Mundo, até sua concepção na atualidade. Além disso, entrevistou um grupo de professores renomados de Harvard, MIT e de outras universidades de pesquisa americanas. Entre os entrevistados estão Carol Becker, Noam Chomsky, John Coatsworth, Fernando Coronil, Thomas Cummins, Bradley Epps, David Harvey, Ute Meta Bauer, Doris Sommer, Mark Wigley e Howard Zinn. O grupo foi sendo ampliado nas demais edições do projeto.</p>
<p>Muntadas nasceu em Barcelona em 1942 e vive em Nova York desde 1971. Seus projetos abordam questões sociais, políticas e de comunicação, tais como a relação entre espaço público e privado no âmbito de determinados marcos sociais ou canais de informação e como esses são usados ​​para censurar ou promover ideias.</p>
<p>Em seus trabalhos, Muntadas utiliza fotografia, vídeo, impressos, internet, instalações e intervenções em espaços urbanos. Participou e organiza seminários e faz exposições em instituições na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. O Reina Sofia, a Tate Gallery, o MoMA e o MAC de São Paulo são alguns dos museus que possuem obras do artista, que recebeu prêmios e bolsas de estudo de instituições de vários países.</p>
<hr />
<p><i><strong><i><i>Sobre Academia</i></i><br /></strong>18 de agosto - 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco k, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdgVr_ZRf7XSapxnnwa-fvbarcbjhwa6ctukfc1hfCETBgVFQ/viewform" target="_blank">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="external-link" href="http://sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sobre-academia" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/sobre-academia</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: arquivo de Antoni Muntadas</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-03T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-de-seminarios-discutira-a-autonomia-financeira-das-universidades">
    <title>Lideranças nacionais do ensino superior discutem autonomia universitária no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-de-seminarios-discutira-a-autonomia-financeira-das-universidades</link>
    <description>A segunda edição do Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" acontecerá no dia 28 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-725cff49-7fff-8054-50fd-96d9276083fb"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O segundo encontro do Ciclo Nacional de Seminários “Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País” acontecerá no dia 28 de agosto no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Organizada por <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi J</a>r., chefe de gabinete na Reitoria da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, professor sênior do IEA, esta edição do ciclo pretende impulsionar um movimento acadêmico pluri-institucional em torno da autonomia universitária plena.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Dentre os confirmados estão: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Jr.</a></span><span>, reitor da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>, presidente da Fapesp; os reitores da Unesp e Unicamp <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pasqual-barretti" class="external-link">Pasqual Barretti</a><span> </span> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-meirelles" class="external-link">Antonio Meirelles</a>; e o político e ex-reitor da UnB <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristovam-buarque" class="external-link">Cristovam Buarque</a>.</span><span> Veja a </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-autonomia-universitaria-2"><span>programação</span></a><span> completa. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Segundo Philippi Jr. e Plonski, poucas universidades públicas brasileiras têm completa autonomia financeira, o que revela a necessidade de discutir essa questão em todas as regiões do país. “</span><span>As universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) alcançaram a autonomia plena em 1989, há exatos 35 anos. A Universidade do Estado de Santa Catarina a obteve em 1991”, destacam. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/autonomia-universitaria/image" alt="Autonomia Universitária" title="Autonomia Universitária" height="270" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Os próximos seminários do ciclo serão realizados em Recife, Belém e Goiânia | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl>Um dos temas que será discutido é o possível impacto da atual reforma tributária, que, segundo os organizadores, traz novo fator apreensão, particularmente pelas mudanças que suscita em bases de cálculo consagradas. O seminário também apresentará as conclusões da primeira edição do ciclo, realizada em junho de 2023 na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e possíveis caminhos para alcançar a autonomia universitária. </span></p>
<p style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span> </span><span>Com apoio da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), </span><span>o evento é público e gratuito, com </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>transmissão</span></a><span> ao vivo pelo canal do IEA. Ao final, haverá o lançamento do </span><a href="https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/17730/Livro_AUTONOMIA_UNIVERSITA_RIA___FUNDAMENTOS_E_REALIDADE_17110436384343_17730.pdf"><span>livro</span></a><span> “Autonomia Universitária: fundamentos e realidade”, organizado pelos professores Rogério Braz da Silva, Peter Johann Bürger e Sandra Ramalho de Oliveira.</span></p>
<p style="text-align: left; "><span><br /></span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p><strong><i>Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" (2° encontro)</i></strong></p>
<p><span id="docs-internal-guid-8ebb6aed-7fff-4d6f-5f8d-c87144c90319"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><i>28 de agosto, das 8h30 às 17h30<br /></i></span><i>Local: Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Transmissão ao vivo em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a><br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição</i></p>
<p><span> </span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-b5da1bba-7fff-80af-38bb-d0bfe52f2c32"> </span></p>
<h1 dir="ltr" style="text-align: justify; "></h1>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-21T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/liderancas-discutem-os-desafios-da-autonomia-universitaria">
    <title>Lideranças discutem os desafios da autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/liderancas-discutem-os-desafios-da-autonomia-universitaria</link>
    <description>O financiamento e outros dilemas futuros da autonomia universitária foram debatidos no dia 6 de agosto no IEA-USP, em um evento organizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas (NUPPs) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-15fa9a75-7fff-d347-3091-1b5f6ab0a2b4"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desafios-da-autonomia-universitaria-mesa" alt="Desafios da Autonomia Universitária - Mesa" class="image-inline" title="Desafios da Autonomia Universitária - Mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Na mesa de debates, representantes da USP, Unicamp e Fapesp</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Desde que entrou em vigor, em 1989, o sistema de financiamento autônomo das três universidades estaduais paulistas — USP, Unesp e Unicamp — gera discordâncias. Diferentemente de outras universidades públicas, que negociam seu orçamento com os governos federal e estadual, a tríplice paulista recebe um percentual fixo da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual como única fonte de recursos. Com o aprofundamento da crise econômica a partir de 2014 — e a consequente política austera adotada pela USP para superá-la — os debates sobre o método se acirraram.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O financiamento e outros dilemas futuros da autonomia universitária foram debatidos no dia 6 de agosto no IEA-USP, em um evento organizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas (NUPPs) da USP.  O seminário </span><span><i>Os Desafios da Autonomia Universitária</i></span><span> teve a participação de expoentes da pesquisa e da administração uspiana, e foi inspirado no livro </span><span><i>Os Desafios da Autonomia Universitária: História Recente da USP</i></span><span>, lançado em junho. Este, por sua vez, foi motivado pelo “esforço especial feito pelas universidades paulistas para superar a crise financeira e garantir sua autonomia”, como revelou durante o encontro </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-de-tarso-artencio-muzy"><span>Paulo Muzy</span></a><span>, um dos autores da obra.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/os-desafios-da-autonomia-universitaria-6-de-agosto-de-2018" class="external-link">Fotos</a> |</strong><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/os-desafios-da-autonomia-universitaria" class="external-link"><b>Vídeo</b></a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Muzy, doutor em Ciências e Física Teórica pelo Instituto de Física (IF) da USP e ex-presidente da Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam), e o coautor do livro </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-drugowich-de-felicio"><span>José Roberto Drugowich</span></a><span>, ex-prefeito do campus da USP de São Carlos e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto (FFCLRP), apresentaram no encontro as mesmas ideias da obra e resultados da pesquisa que gerou o livro.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além de Muzy e Drugowich, compuseram a mesa de debates </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky"><span>Elizabeth Balbachevsky</span></a><span>, vice-coordenadora do Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas (NUPPs) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-leme-fleury"><span>André Leme Fleury</span></a><span>, professor da Escola Politécnica (EP) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-henrique-de-brito-cruz"><span>Carlos Henrique de Brito Cruz</span></a><span>, diretor-científico da Fapesp e ex-reitor da Unicamp, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski"><span>Guilherme Ary Plonski</span></a><span>, vice-diretor do IEA-USP, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-knobel"><span>Marcelo Knobel</span></a><span>, reitor da Unicamp.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desafios-da-autonomia-universitaria" alt="Desafios da Autonomia Universitária - Paulo de Tarso Artencio Muzy " class="image-inline" title="Desafios da Autonomia Universitária - Paulo de Tarso Artencio Muzy " /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paulo Muzy: "Propomos que a autonomia seja uma ferramenta da gestão universitária"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span><strong>Autonomia</strong><br /></span><span>Assumindo que a autonomia universitária é colocada em cheque nos momentos de dificuldade financeira, Muzy defendeu que ela não deve ser vista como um conceito passível de debate, mas sim como um instrumento que pode — e deve — ser empregado em favor da Universidade. “Propomos que a autonomia seja uma ferramenta da gestão universitária”, ressaltou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Há duas "inovações prioritárias" para garantir a autonomia universitária, segundo ele. Em primeiro lugar, é preciso valorizar os professores e sua autoridade acadêmica. Depois, deve-se reavaliar a gratuidade dos cursos, principalmente dos de pós-graduação, como uma maneira de “calcular o valor da universidade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele acredita que, para garantir sua soberania, a universidade precisa se colocar como uma organização, não como uma comunidade. Desta forma, “as demandas de professores, alunos e funcionários não devem se transformar nos interesses da Universidade, que tem seus próprios compromissos institucionais.”</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge"><span>Marcos Buckeridge</span></a><span>, presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e coordenador do Programa USP Cidades Globais do IEA, a USP assumiu historicamente uma posição reativa, moldando seu sistema de governança às demandas da sociedade. Ele defende uma inversão desses papéis: “A USP deveria começar a ditar também o que a sociedade deve observar e esperar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>O problema da comunicação</strong><br /></span><span>Entre as diversas propostas apresentadas pelos debatedores e demais presentes, só uma foi unânime: a grande defasagem de comunicação entre a universidade e os outros setores da sociedade. Knobel, por exemplo, argumentou que é impossível, para a grande maioria das pessoas, imaginar como funcionam as instituições universitárias de excelência, já que o ingresso é permitido a apenas uma pequena parcela da população. Para ele, portanto, a melhoria da comunicação é fundamental para que estas pessoas possam entender a importância e a razão de ser das universidades.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/web-06082018-Jose-Roberto-Drugowich-de-Felicio.jpg" alt="Desafios da Autonomia Universitária - José Roberto Drugowich de Felício" class="image-inline" title="Desafios da Autonomia Universitária - José Roberto Drugowich de Felício" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>José Roberto Drugowich: "Em muitos momentos de sua história, a USP não usou sua autonomia tão amplamente como poderia"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Carlos Brito ressaltou que ter que lidar com as expectativas de outras esferas sociais — como a população civil, o governo e as empresas — é um dos mais graves empecilhos à autonomia. Neste caso, aperfeiçoar a comunicação seria fundamental para que houvesse um alinhamento entre as expectativas de cada setor e a viabilidade de devolução por parte das universidades.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raquel-rolnik"><span>Raquel Rolnik</span></a><span>, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, registrou a importância de lembrar que existe uma pungente diferença entre universidades privadas e públicas, visto que as últimas estão necessariamente submetidas ao interesse público. Para ela, este é mais um aspecto que exalta a importância de melhorar a comunicação com a sociedade: “Não temos espaços para saber de fato quais são os anseios da população”, lamentou. Ela expressou, ainda, sua preocupação com o pensamento empresarial demonstrado por alguns de seus colegas, já que, segundo ela, não existem compatibilidades entre os objetivos de uma universidade e os de uma empresa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ary Plonski defendeu que para desenvolver uma comunicação mais ativa com a sociedade, é mandatário que a universidade amplie sua capacidade de criar narrativas que sejam facilmente transmitidas à população.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Além do financiamento</strong><br /></span><span>Ary Plonski lembrou que, no livro que inspirou o seminário, os autores defendem que a autonomia não se resume à sustentabilidade financeira. A plenitude do conceito demanda, como se lê na obra, que exista soberania institucional para “prestar contas, desenvolver normas adequadas, ter transparência pública, viabilizar modelos inovadores de financiamento e internacionalizar-se”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O reitor da Unicamp aderiu ao coro e ressaltou a necessidade de rediscutir alguns dos aspectos previstos no Decreto 29.598. “A questão do intraduzível ‘accountability’, por exemplo”, explicou Marcelo Knobel. Pela palavra, cuja tradução mais próxima é “prestação de contas”, ele se refere à desejável transparência em relação aos gastos públicos. “Algo que não existiu em diversos momentos das nossas universidades”, completou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre os avanços promovidos pela autonomia, entretanto, Knobel defendeu que tanto a Unicamp quanto a Unesp eram extremamente desorganizadas antes da aprovação do decreto. Para ele, os avanços que ainda se fazem necessários demandam coragem dos gestores: “Temos que aprimorar o nosso modelo de autonomia, mas devemos ter a coragem de mudar também os nossos sistemas de governança”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Carlos Brito, tem crescido a pressão popular para que as universidades sejam mais transparentes e intensifiquem suas devolutivas para a sociedade. Para ele, portanto, autonomia não significa ter a liberdade para fazer o que quiser, mas ter liberdades garantidas para buscar objetivos congruentes com as demandas da população. “O dinheiro do contribuinte adiciona diversos condicionantes à autonomia universitária”, concluiu.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele discorda do argumento de que a crise enfrentada pela USP entre 2014 e 2016 seja uma comprovação do fracasso da política de autonomia vigente. “A USP entrou na crise sozinha e saiu dela sozinha”, argumentou. “Esta é a maior prova de que o sistema funciona.”</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desafios-da-autonomia-universitaria-marco-antonio-zago" alt="Desafios da Autonomia Universitária - Marco Antonio Zago" class="image-inline" title="Desafios da Autonomia Universitária - Marco Antonio Zago" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Marco Antonio Zago: "A autonomia só funciona de fato se for, de certa forma, concedida pela sociedade"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span><strong>Desafios</strong><br /></span><span>O reitor que conduziu a USP durante a crise de 2014/2016 e atual secretário de saúde do Estado de São Paulo, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago">Marco Antonio Zago</a><span>, estava presente no seminário e registrou aqueles que, em sua opinião, serão os grandes desafios dos próximos anos. “Em primeiro lugar, a administração deve se demonstrar capaz de fazer autogestão e garantir a própria autonomia”, opinou. Ele acredita também que haverá um grande esforço por parte da universidade para se adaptar a um inevitável reajuste no sistema de tributos. “É inegável que haverá uma reforma tributária em breve”, disse. “Precisamos saber como nos adaptaremos a esta nova conjuntura”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Plonski, o grande desafio reside em “como pensar a autonomia na estratégia de desenvolvimento institucional da universidade, para que esta seja percebida como valiosa por seus participantes e pelos indivíduos e organizações com os quais interage”. Ele acredita que, quanto maior for a capacidade da universidade de transferir suas normas e valores, maior será sua capacidade de obter apoios, eliminar resistências, obter os recursos de que necessita e expandir sua esfera de influência.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para André Fleury, a ampliação da autonomia da USP pode acontecer a partir da implementação de algumas medidas inovadoras. Ele acredita, por exemplo, que para estabelecer novas tecnologias e garantir um ritmo crescente de inovação, seria potencialmente benéfico aproximar a pesquisa da universidade dos setores produtivos da iniciativa privada. Paralelamente, considera estratégico aproveitar a capacidade criativa dos mais de 90 mil alunos para incentivar a criação de startups.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-08T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-etica-socioambiental-23-de-maio-de-2019">
    <title>Ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana: Ética Socioambiental - 23 de maio de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-etica-socioambiental-23-de-maio-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>UrbanSus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-23T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-de-tarso-artencio-muzy-e-o-novo-pesquisador-colaborador-do-iea">
    <title>Paulo Muzy é o novo pesquisador colaborador do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-de-tarso-artencio-muzy-e-o-novo-pesquisador-colaborador-do-iea</link>
    <description>Físico pesquisará a interlocução entre a USP, Forças Armadas e mercado no setor de Defesa
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Paulo-de-Tarso-Artencio.jpg" alt="Paulo de Tarso Artencio Muzy" class="image-right" title="Paulo de Tarso Artencio Muzy" />O físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-de-tarso-artencio-muzy" class="external-link">Paulo de Tarso Artencio Muzy</a> é o novo pesquisador colaborador do IEA. Seu <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/projeto-professor-colaborador-paulo-muzy" class="external-link">projeto</a> envolverá a tentativa de ampliar a interlocução entre a USP, as Forças Armadas brasileiras e o mercado na área de Defesa, bem como implementar uma agenda de temas relevantes neste tema que reúna os interesses dessa instituições.</p>
<p dir="ltr">Com mestrado e doutorado pelo Instituto de Física da USP, Muzy trabalhou como chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura, ocupou a presidência da Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam) e o cargo de secretário adjunto de Ciência e Tecnologia do governo do Estado de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">Entre 2015 e 2017, trabalhou no gabinete de Marco Antonio Zago, então reitor da USP. Uma de suas atribuições era apresentar alternativas para o financiamento do sistema paulista de pesquisa científica e formação acadêmica.</p>
<p dir="ltr">Também esteve envolvido, nos últimos cinco anos, no esforço de aproximação institucional da USP com o Exército Brasileiro. A experiência, segundo Muzy, permitiu-lhe conhecer a dimensão do investimento militar em educação e pesquisa, a estrutura dessas áreas, e a excelência da formação profissional de oficiais.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/liderancas-discutem-os-desafios-da-autonomia-universitaria" class="external-link"></a></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-drugowich-e-muzy-discutem-autonomia-universitaria-com-foco-na-usp" class="external-link">No IEA, Drugowich e Muzy discutem autonomia universitária</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/liderancas-discutem-os-desafios-da-autonomia-universitaria" class="external-link">Lideranças discutem os desafios da autonomia universitária</a></p>
<p><strong>Projeto</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/projeto-professor-colaborador-paulo-muzy" class="external-link">Ciência, Tecnologia e Defesa: inovação e oportunidades institucionais</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Com o entendimento dos mecanismos de funcionamento da Universidade e das Forças de Defesa, surgiu a ideia da pesquisa, visando ampliar a cooperação entre as instituições e o mercado. Em seu projeto para pesquisa no IEA, Muzy explica que a consolidação da Estratégia Nacional de Defesa das Forças Armadas, em 2016, proporcionou importantes avanços institucionais: a inovação de processos, equipamentos e modos de contratação. Para ele, há oportunidade de a USP explorar esses conceitos sob a ótica da autonomia universitária e ainda propor temas norteadores de investigações futuras.</p>
<p dir="ltr">O pesquisador também considera que a Universidade pode contribuir com este momento de mudanças e investimentos das instituições militares. Isto porque tal cenário exige cooperação institucional, área em que as universidades e empresas assumem relevância. A pesquisa pretende, então, fornecer insumos para que as Forças Armadas se insiram de forma adequada e instrumentalizada em uma fase de inovação, que não deve estar alheia às estratégias da universidade e do mercado.</p>
<p dir="ltr">A pesquisa transitará por diferentes disciplinas das áreas do conhecimento. De um lado, as ciências físicas e químicas, a biologia, a matemática e as engenharias, como as produtoras do conhecimento demandado pelas ações em ciência e tecnologia. De modo complementar, a ciência política, a comunicação, a economia e a administração, como áreas que organizam e realizam a mediação do processo de aplicação e desenvolvimento da inovação.</p>
<p dir="ltr">Para o pesquisador, essa natureza interdisciplinar e transversal justifica a razão de o projeto ocorrer no IEA: a imersão no ambiente acadêmico do Instituto possibilita o contato direto com pesquisadores de áreas diversas do conhecimento.</p>
<p dir="ltr">Ao final da pesquisa, previsto para 2021, Muzy pretende publicar artigos e um livro que discutirá as conclusões do trabalho.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Maria Leonor de Calasans / IEA-USP</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Forças Armadas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-03T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas">
    <title>Universidades latino-americanas discutem reconstrução do desenvolvimento econômico e social</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>De 13 a 15 de julho, a revista britânica “<a class="external-link" href="https://www.timeshighereducation.com/">Times Higher Education</a>” (THE) e a USP realizam o <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021"> Latin America Universities Summit</a>, cujo tema geral é “Universidades para o Bem Público: Reconstruindo o Desenvolvimento Econômico e Social”.</p>
<p>O objetivo do encontro virtual é examinar como o ensino superior latino-americano pode desenvolver estratégias para melhor capacitar-se, adaptar-se à digitalização, aumentar seu impacto estratégico e ampliar a percepção pública do papel das universidades em sociedades em evolução.</p>
<p>Lideranças de universidades latino-americanas e parceiros delas de outras partes do mundo tratarão da internacionalização das universidades da região, de como elas podem fortalecer seu trabalho em ciências sociais e humanidades, reforçar parcerias com o setor privado e reposicionar-se como agentes de mudanças positivas.</p>
<p>Os temas específicos dos três dias são, respectivamente: “As Universidades Maximizando seus Impactos”, “O Desafio da Internacionalização” e “Construindo Capacidade para Construir Impacto”.</p>
<p>O encontro terá expositores do Brasil, Peru, Colômbia, Chile, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Entre os brasileiros estão o reitor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a> e outros dirigentes da USP, o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, e a ex-conselheira do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin" class="external-link">Claudia Costin</a>.</p>
<p>Durante o encontro haverá o lançamento do THE Latin America University Rankings 2021, com uma exposição detalhada sobre os dados mais recentes apurados pelo levantamento.</p>
<p>A participação é gratuita para representantes de universidades, organismos governamentais e organizações não governamentais. A <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021/page/1757359/register">inscrição</a> permitirá acesso a todas as sessões bem como solicitar gravações das sessões depois do evento.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento Econômico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-12T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
