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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/acesso-a-informacao-e-violencia-contra-as-mulheres-23-de-agosto-de-2018">
    <title>Acesso à Informação e Violência Contra as Mulheres - 23 de agosto de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/acesso-a-informacao-e-violencia-contra-as-mulheres-23-de-agosto-de-2018</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2018-08-23T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/acesso-a-informacao-e-violencia-contra-as-mulheres">
    <title>Acesso à Informação e Violência Contra as Mulheres</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/acesso-a-informacao-e-violencia-contra-as-mulheres</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Apesar dos avanços, a violência contra as mulheres por razões de gênero continua apresentando níveis alarmantes e com escalas crescentes de gravidade, sem que tenhamos informações suficientes para avaliar onde as políticas e leis falham e como podemos aprimorá-las.</p>
<p>Em 2013, o <a class="external-link" href="https://www12.senado.leg.br/institucional/omv/entenda-a-violencia/pdfs/relatorio-final-da-comissao-parlamentar-mista-de-inquerito-sobre-a-violencia-contra-as-mulheres">Relatório Final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência Contra a Mulher</a> (Senado Federal) concluiu que um dos grandes desafios do país no tema refere-se às lacunas na produção de dados e indicadores. Tal tema está previsto nos documentos internacionais de direitos humanos e desde 2003, com a criação da <a class="external-link" href="http://www.spm.gov.br/">Secretaria de Políticas para Mulheres</a>, a discussão foi colocada na agenda política do governo federal.</p>
<p>A proposta de criação de um sistema nacional de dados sobre violência contra as mulheres reunindo informações de todos os setores da política de enfrentamento à violência permaneceu na pauta de discussões da Secretaria, embora nunca tenham sido encontradas saídas exitosas para sua implementação. Ações e metas relativas à produção de dados e sistemas de informações foram também incorporadas aos Planos Nacionais de Políticas para Mulheres (<a class="external-link" href="http://www.spm.gov.br/assuntos/pnpm/plano-nacional-politicas-mulheres.pdf">2004-2007</a>, <a class="external-link" href="http://www.spm.gov.br/assuntos/pnpm/livro-ii-pnpm-completo09.09.2009.pdf">2008-2011</a>, <a class="external-link" href="http://www.spm.gov.br/assuntos/pnpm/publicacoes/pnpm-2013-2015-em-22ago13.pdf">2012-2015</a>).</p>
<p>Na <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm">Lei Maria da Penha</a> a produção de dados pode ser descrita como um quarto eixo de medidas a serem adotadas juntamente com as medidas de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência doméstica e familiar. A lei recomenda a criação do <a class="external-link" href="http://www.cnmp.mp.br/portal/violencia-domestica">Cadastro Nacional de Violência Doméstica e Familiar,</a> iniciativa implementada a partir de 2016 com o apoio do Conselho Nacional do Ministério Público em colaboração com os Ministérios Públicos estaduais.</p>
<p>A partir da experiência portuguesa do <a class="external-link" href="http://www.cics.nova.fcsh.unl.pt/observatories-1/observatory-on-violence-and-gender">Observatório Nacional de Violência e Género</a> (Universidade Nova de Lisboa) e da experiência brasileira da <span><a class="external-link" href="http://www.caen.ufc.br/wp-content/uploads/2017/11/relatorio-v05-22112017.pdf">Pesquisa sobre Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres</a></span> (CAEN/Universidade Federal do Ceará e Instituto Maria da <span>Penha) o objetivo será refletir sobre a contribuição de pesquisas científicas para o conhecimento da violência contra as mulheres com base no gênero em suas dimensões sociológicas e políticas, explorando também os aspectos éticos da pesquisa com mulheres em situação de violência e a importância da colaboração das universidades no planejamento e implementação dessas políticas, com a elaboração de diagnósticos, desenho de indicadores para monitoramento e avaliação com base em evidências robustas e elaboradas a partir de metodologias cientificamente testadas, replicáveis e acessíveis.</span></p>
<p><span><span>O seminário abordará a produção de pesquisas como eixo estruturante das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.</span></span></p>
<p><strong>Coordenação: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-cesar-endo" class="external-link">Paulo Endo</a><span> (IP USP e IEA), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavia-ines-schilling" class="external-link">Flávia Schilling</a><span> (FE USP e IEA) e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-sergio-fonseca-de-carvalho" class="external-link">José Sérgio Fonseca de Carvalho</a><span> (FE USP e IEA)</span></p>
<p><strong>Organização:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wania-pasinato" class="external-link">Wânia Pasinato</a> (USP Mulheres e IEA)</p>
<p><span><strong>Expositores:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/manuel-lisboa" class="external-link">Manuel Lisboa</a> (Universidade Nova de Lisboa)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-raimundo-de-araujo-carvalho-junior" class="external-link">José Raimundo de Araújo Carvalho Jr</a> (Universidade Federal do Ceará)</p>
<p><span><strong>Moderação:</strong></span></p>
<p><span>Wânia Pasinato</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-20T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/a-paisagem-como-paradigma-politico-corpo-e-paisagem-na-epoca-das-imagens-tecnicas-24-de-novembro-de-2017">
    <title>A Paisagem como Paradigma Político. Corpo e Paisagem na Época das Imagens Técnicas - 24 de novembro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/a-paisagem-como-paradigma-politico-corpo-e-paisagem-na-epoca-das-imagens-tecnicas-24-de-novembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Araújo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-24T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/a-paisagem-como-paradigma-politico">
    <title>A Paisagem como Paradigma Político: Corpo e Paisagem na Época das Imagens Técnicas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/a-paisagem-como-paradigma-politico</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><span><i> </i></span></strong><span style="text-align: justify; ">Desde o aparecimento do conceito da </span><i style="text-align: justify; ">paisagem</i><span style="text-align: justify; "> nas diversas línguas da cultura ocidental [paysage, paesaggio, landscape, Landschaft] existe uma relação indissociável entre paisagem e política, </span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">que na sua origem tratava antes de mais nada a questão do bom e do mau governo e dos efeitos do mesmo sobre a população urbana e paisana, como descrito já nos afrescos de Ambrogio Lorenzetti nos meados do século XIII. </span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Contudo, o que será</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">significante para a compreensão da paisagem como paradigma politico é a abstração da paisagem como território de uma identidade, percebendo a paisagem como espaço aberto ao horizonte onde se cruzam e desdobram as múltiplas experiências humanas e não humanas. O excurso sobre a paisagem como paradigma político compreende a paisagem para além de um mero significado estético e no contexto da tríade corpo-vivo-paisagem-imaginação, considerando as imagens técnicas hoje em dia como os formadores do humano e dos seus mais diversos ambientes.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "></span><span style="text-align: justify; ">A política da paisagem e a paisagem como paradigma politico inclui o pensar sobre o corpo-vivo que perambula na paisagem que habita, como também o imaginário da natureza e do natural formado pela imagem técnica e da sua política. Enquanto as imagens dominam toda a esfera política, as paisagens serão apenas os objetos das mesmas. Mas a paisagem não é objecto, e devido a sua característica como espaço de encontro e de reunião, da horizontalidade e do terceiro entre o natural e o cultural, é o autêntico futuro agente político.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Exposição</strong></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dirk-michael-hennrich" class="external-link">Dirk-Michael Hennrich</a></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Coordenação</strong></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-patricio" class="external-link">Sandra Patricio</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2017-10-18T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/permeabilidade-e-o-principal-criterio-de-uma-universidade-empreendedora-diz-etzkowitz">
    <title>Permeabilidade é o principal critério de uma universidade empreendedora, diz Etzkowitz</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/permeabilidade-e-o-principal-criterio-de-uma-universidade-empreendedora-diz-etzkowitz</link>
    <description>Especialista esteve no lançamento do índice de empreendedorismo universitário criado pela Brasil Júnior   </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Um fluxo crescente de jovens empreendedores vem redesenhando o mapa do entorno de algumas universidades públicas paulistas. As chamadas <i>start ups </i>de base tecnológica são o produto mais visível dos programas de incentivo criados por universidades, governos e agências para estimular a inovação e o empreendedorismo no Brasil. Uma nova iniciativa para fomentar o ecossistema empreendedor universitário acaba de ser criada. O <a href="http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/17112016-Livro-Universidades-Empreendedoras.pdf" target="_blank">Índice de Universidades Empreendedoras, </a>elaborado por um conjunto de entidades estudantis lideradas pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores (<a href="http://www.brasiljunior.org.br/" target="_blank">Brasil Júnior</a>), foi lançado em São Paulo, durante o debate <i>Universidades Empreendedoras - Quais São?,</i> realizado no IEA, no <strong>dia 21 de novembro</strong>.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/univempreendedoras-3-web.jpg" alt="Universidades Empreendedoras - 2" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Manços (esq.), da CsF, e Neves, da Brasil Jr, apresentaram o ranking das universidades empreendedoras </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com o ranking da Brasil Júnior, a USP lidera o quadro geral das universidades mais empreendedoras do Brasil, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO). O indicador mede também o grau de empreendedorismo segundo seis eixos, que são cultura empreendedora, inovação, extensão universitária, infraestrutura, internacionalização e capital financeiro.</p>
<p>O maior grau de cultura empreendedora foi encontrado na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), quesito em que a USP ficou em 11º lugar. A USP também se destaca na categoria extensão universitária, em que é seguida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Universidade Federal de Viçosa (UFV).</p>
<p>Segundo o ranking, a Universidade Federal do Ceará (UFC) é a mais inovadora, seguida pela USP e PUC-Rio. Esta última é líder em termos de infraestrutura, seguida pela Unicamp e Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). A Unicamp lidera o indicador no eixo internacionalização, seguida pela USP e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O indicador revela ainda que o capital financeiro voltado ao empreendedorismo tem maior destaque na Unicamp, que é seguida pela USP e Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).</p>
<p>“O indicador consegue retratar o real significado de uma universidade empreendedora”, disse <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/henry-etzkowitz" class="external-link">Henry Etzkowitz</a>, presidente da <a class="external-link" href="https://www.triplehelixassociation.org/">Triple Helix Association</a> e mentor da Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM), iniciativa voltada à criação de métricas capazes de refletir a inovação e o empreendedorismo nas universidades.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/indice-de-universidades-empreendedoras-tera-lancamento-em-sao-paulo" class="external-link"><span>Í</span><span>ndice de universidades empreendedoras terá lançamento em São Paulo</span></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/universidades-empreendedoras-2013-quais-sao" class="external-link">Video </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/universidades-empreendedoras-2013-quais-sao-21-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Etzkowitz, o debate organizado pelo <a href="http://pgt.prp.usp.br/?page_id=286" target="_blank">Núcleo de Política e Gestão Tecnológica</a> (PGT) da USP, pelo IEA e pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP contou com a participação do Pró-Reitor de Pesquisa, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eduardo-krieger" class="external-link">José Eduardo Krieger</a>, e do diretor-presidente da Fapesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco" class="external-link">Carlos Américo Pacheco</a>. O índice foi apresentado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-pimentel-neves" class="external-link">Daniel Pimentel Neves</a>, da Brasil Júnior, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-de-rosso-mancos" class="external-link">Guilherme de Rosso Manços</a>, da Rede Ciência sem Fronteira (CsF). O debate teve a coordenação do vice-diretor do IEA, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, coordenador do PGT-USP.</p>
<p>Além da Brasil Júnior, participaram da elaboração do índice a Organização Jovem de Liderança do Mundo (AISEC), a Rede de bolsistas e ex-bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (Rede CsF), Enactus Brasil e Associação dos Estudantes Brasileiros que estão fora do Brasil (BRASA). Criado para mostrar as iniciativas de instituições de ensino superior no Brasil que mais incentivam o empreendedorismo dentro e fora da sala de aula, o indicador foi construído por meio de uma pesquisa online que contou com a participação de mais de quatro mil estudantes universitários de todo o país. Na publicação relacionada acima há mais detalhes sobre a metodologia empregada no estudo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tempo em atividades externas </strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidades-empreendedoras-3" alt="Universidades Empreendedoras - 3" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ambiente inovador valoriza o contato com a sociedade, diz Etzkowitz</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A permeabilidade ou a relação extramuros é o principal critério para medir quanto uma universidade é empreendedora. Pelo menos 20% de seu quadro docente deve passar uma parte significativa de tempo desempenhando outros papéis na sociedade. Veja, por exemplo, o caso da Universidade de Stanford, que criou três categorias de cargos docentes, voltadas ao ensino, à pesquisa e à consultoria. Assim, a instituição reconhece três proporções diferentes de tempo gasto pelo docente, o que confere maior mobilidade à sua atuação dentro e fora da universidade e permite que ele tenha um engajamento sério junto à sociedade”, disse Etzkowitz.</p>
<p>Segundo o consultor, que é também professor visitante na escola de negócios da Universidade de Edinburgo, Reino Unido, o reconhecimento da atividade docente fora da universidade foi a forma como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) se tornou efetivamente uma universidade empreendedora.  Ele conta que a escola de engenharia começou a contratar consultores para dar aulas, de forma que suas consultorias continuaram a ser dadas paralelamente à atividade docente.</p>
<p>Na sequência, o MIT criou a regra do “um quinto”, segundo a qual o docente deve passar um quinto de seu tempo desenvolvendo coisas da sua área para a sociedade e ajudando empresas a desenvolver tecnologias. A regra se espalhou pelo sistema universitário da instituição. “Então a universidade deve legitimar o tempo que o docente se dedica à inovação e ao empreendedorismo junto à sociedade”, disse.</p>
<p>Etzkowitz cita o caso de pessoas que chegam a grandes descobertas e sequer cogitam entrar com pedido de patente. “Isso aconteceu com um físico escocês famoso que não acreditava que poderia patentear sua ideia. Mas quando Marconi apareceu com as mesmas ideias e reclamou patente, então esse cientista teve de voltar atrás”, disse, referindo-se à primeira transmissão de telegrafia sem fio efetuada pelo italiano Guglielmo Marconi (1874-1937), em 1899. O invento que antecedeu o rádio baseou-se nas descobertas de James Clerk Maxwell (1831-1879) e também nos inventos de Nikola Tesla (1856-1943) e ambos não haviam registrado patente, até então.</p>
<p>Outro caso muito famoso envolvendo patentes foi protagonizado pelo mentor de Etzkowitz, o norte-americano Robert K. Merton, criador da multimilionária Focus Group. Merton inventou uma técnica de pesquisa de opinião que posteriormente foi usada por um grupo de estudantes para avaliar a experiência das pessoas a respeito de determinados produtos. “Anos mais tarde, Merton foi convidado para uma reunião especial na Associação Americana de Pesquisa de Opinião Pública e então explicaram a Merton o que fizeram com sua invenção. Ele ficou espantado, não imaginava que com sua técnica de pesquisa seria possível criar uma indústria. Ao final, disse que desejaria ter pedido a patente”, contou Etzkowitz.</p>
<p>“Portanto, é bom pensar na pesquisa básica, mas também nos seus efeitos práticos. Além disso, precisamos criar maneiras de analisar o impacto das pesquisas de forma que não seja apenas pela publicação de artigos”, disse. <span>Foi com esse objetivo que Etzkowitz e seu sócio na Triple Helix Association, professor Loet Leydesdorff, decidiram lançar em 2015 a </span><a href="https://www.triplehelixassociation.org/news/the-global-entrepreneurial-university-metrics-initiative" target="_blank">Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM)</a><span>. A iniciativa visa ao desenvolvimento de novas métricas – que incluam empreendedorismo, gênero, diversidade e promoção do interesse publico – para avaliar os sistemas de classificação universitários.</span></p>
<p>“Meu sócio especializou-se na métrica de publicações científicas e começou a questionar a forma como as universidades constroem suas métricas sobre o número de <i>papers </i>publicados. Notamos que se continuarmos a dar importância só aos <i>papers</i>, as universidades empreendedoras irão desaparecer. Por isso juntamos pesquisadores de diversos países, incluindo o Brasil, para criar uma métrica capaz de avaliar o empreendedorismo nas universidades. Em breve faremos workshops em Palo Alto, Califórnia, onde os primeiros resultados serão apresentados”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mudança na prática pedagógica</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidades-empreendedoras-4" alt="Universidades empreendedoras - 4 " class="image-inline" title="Universidades empreendedoras - 4 " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>É preciso se reinventar como professor para que empreendedorismo não seja só uma disciplina, diz Pacheco, da Fapesp </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco, revelou números que sinalizam o aumento da atividade empreendedora nas universidades. Mas pontuou que o maior desafio para impulsionar a inovação e o empreendedorismo nas instituições de ensino superior diz respeito principalmente às mudanças nas práticas pedagógicas.</p>
<p>“Do ponto de vista pedagógico é difícil mudar a maneira como se ensinam as coisas, especialmente nas escolas de engenharia, que são muito tradicionais e por isso resistem mais às mudanças. Uma coisa é introduzir uma disciplina de empreendedorismo e outra é mudar a forma de ensinar, tirar o aluno da conduta passiva, estimular mais a solução de problemas, introduzir mais projetos e menos provas. Isso vai além da introdução do empreendedorismo. É preciso se reinventar como professor, buscar coisas novas dentro da prática pedagógica”, disse Pacheco.</p>
<p>Pacheco elogiou a criação do ranking de universidades empreendedoras e principalmente a agenda que dela resultará. “A iniciativa estimula a competição e as universidades disputam quem fica com o maior número de patentes porque isso gera prestígio para as instituições”, disse.</p>
<p>Segundo Pacheco, as universidades brasileiras responderam bem ao novo ambiente institucional que vem proporcionando estímulos ao empreendedorismo, especialmente após a criação da lei de inovação, que sinalizou a importância das parcerias público-privado. “O Brasil vem avançando muito mais do que outros países nessa área. Mas isso gera dúvidas se esse novo ecossistema é sustentável e se isso tem sentido econômico. As universidades brasileiras hoje são responsáveis por 16% das patentes depositadas no INPI [Instituto Nacional de Propriedade Industrial] por residentes brasileiros e essa proporção no passado era de 2%. Por outro lado, as universidades americanas têm 4% das patentes concedidas pelo USPTO [United States Patent and Trademark Office] e esse número tem permanecido nos últimos 20 anos”.</p>
<p>Se por um lado esse movimento é positivo, também demonstra a debilidade do setor privado no Brasil, acredita. Além disso, insere a cultura de valorização da propriedade intelectual no meio universitário, afirma.</p>
<p>A consequência desse novo quadro é o aumento de <i>start ups</i> no entorno das universidades públicas no estado de São Paulo, formando os chamados <i>hubs</i> de empreendedorismo nas proximidades dos campi de universidades como USP, Unicamp, federais e estaduais de São Carlos e também de São José dos Campos, Ribeirão Preto e Botucatu, observou.</p>
<p>Importante notar que egressos daquelas universidades compõem a maior parte dos proponentes de negócios para o Pesquisa Iniciativa em Pequenas Empresas (PIPE-Fapesp), programa que financia projetos de base tecnológica para micro, pequenas e médias empresas, segundo Pacheco.</p>
<p>O diretor-presidente disse que até o final de 2016 serão aprovados quase 300 projetos dessa natureza. “O PIPE já acumula cerca de 1600 projetos aprovados e é a maior carteira de empresas de base tecnológica financiados por uma instituição”, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/univempreendedoras-2web.jpg" alt="Universidades Empreendedoras - 1" class="image-inline" title="Universidades Empreendedoras - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Krieger (esq.), pró-reitor de pesquisa da USP, e Plonski, vice-diretor do IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na abertura do debate <i>Universidades Empreendedoras - Quais São?,</i> o pró-reitor de Pesquisa da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eduardo-krieger">José Eduardo Krieger</a> falou sobre iniciativas e editais da USP que mostram o empenho da Universidade em promover o empreendedorismo. Entre elas, as parcerias com a Receita Federal e a associação de exportadores de carnes, que buscam soluções para desafios desses organismos, os quais afetam também a sociedade.</p>
<p>“Mais do que modismo, a inovação é uma fonte grande de recursos para a universidade. Não significa que é a única moeda e ninguém perdeu a noção do que é esta universidade e que nosso principal papel é formar indivíduos diferenciados para atuar na sociedade. Esse é o nosso primeiro produto. Mas temos a oportunidade de transformar conhecimento em riqueza e devemos aproveitar da melhor forma, em especial através dos parques tecnológicos, que dará bases para um ecossistema de inovação na universidade”, disse o professor Krieger.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-30T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao">
    <title>A essência e a diferença: os novos avanços da psicologia da aculturação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao</link>
    <description>Pesquisadora do IEA e professora mexicana analisam aspectos da aculturação na América Latina</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-acculturation-psychology" alt="Capa do Livro Acculturation Psychology" class="image-inline" title="Capa do Livro Acculturation Psychology" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Capa do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A psicologia da aculturação, que estuda a interculturalidade de grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação, como migrantes, refugiados, indígenas, expatriados, estudantes e turistas, vem ganhando cada vez mais destaque no campo da psicologia transcultural. </span>Os processos de aculturação na América Latina são analisados pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas?searchterm=sylvia+dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, e Alejandra del Carmen Dominguez Espinosa, da Universidade Iberoamericana da Cidade do México. O artigo, assinado em coautoria, está na segunda edição do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”.</p>
<p>Recém-lançado pela Cambridge University Press, o manual de 567 páginas reúne artigos organizados por David Sam e John W. Berry, dois dos maiores especialistas da área. O livro busca explorar o atual estado da arte e revê os vários contextos de aculturação e suas teorias centrais, trazendo amplo referencial teórico sobre grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação.</p>
<p>Segundo Dantas, a obra é considerada uma referência mundial para pesquisadores interessados nos conceitos e métodos relacionados a aculturação, identidade, integração, assimilação, marginalização e outros temas desse âmbito de estudos.</p>
<p>No capítulo “Acculturation in Central and South America”, as pesquisadoras dão um panorama geral sobre a demografia e os movimentos migratórios da América Latina. “Chamamos a atenção para o fato de que em toda a América ainda persiste o preconceito racial em relação aos indígenas e aos afrodescendentes. Abordamos a imigração e a colonização forçada que, tanto no Brasil quanto no México, produziram uma aculturação imposta, baseada no padrão estético europeu. Nesse sentido, a região possui desafios semelhantes no enfrentamento do preconceito e do racismo”, diz a professora Dantas.</p>
<p>O Brasil tem uma reputação de longa data em receber imigrantes. Ainda hoje representa a terra prometida para muitos estrangeiros. Nos últimos 10 anos, o número de imigrantes cresceu 160% no país, segundo dados da Polícia Federal.</p>
<p>Entre 1872 e 1972, as estatísticas mostram que aqui chegaram mais de 5 milhões de imigrantes vindos de países como Itália, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha e muitos outros. Anteriormente, mantinha-se a migração forçada de afrodescendentes, que cessou apenas no final do século 19 com a abolição da escravatura, em 1888. Até 1850, cerca de 4 milhões de afrodescendentes foram trazidos para trabalhar como escravos nas lavouras de café e nos engenhos de cana, mostra o livro.</p>
<p>Mas após a abolição da escravatura, os donos de terra não aceitavam pagar pela mão de obra escrava, preferindo contratar o imigrante europeu, que então começava a compor a massa assalariada do país. O resultado foi que os nativos indígenas, assim como os negros, passaram por processos de aculturação forçada durante a colonização portuguesa, traz o livro.</p>
<p>Mas não se pode dizer que o processo de aculturação e integração do imigrante europeu – e também o dos haitianos e tantos outros estrangeiros que chegaram recentemente – tenha sido natural já que, devido a conjunturas de guerras e fome, abandonaram suas famílias e tradições em busca de oportunidades e de sobrevivência, observa Dantas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sylvia-dantas-aculturacao" alt="Sylvia Dantas - Aculturação" class="image-inline" title="Sylvia Dantas - Aculturação" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Dantas, o preconceito e o racismo resultam de uma "colonização bem sucedida"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A imposição de valores pela colonização deu tão certo que ainda hoje somos manipulados por ideias raciais. Continuamos sendo colonizados, mas hoje usamos outro termo. Podemos dizer que a globalização é uma nova forma de colonização. Não é difícil entender por que existem tantas manifestações racistas e tanta xenofobia contra imigrantes”, afirma Dantas.</p>
<p>O racismo se manifesta pela dificuldade de lidar com a diversidade, especialmente quando ela é expressa pelo fenótipo, como a cor da pele, afirma a professora. “O mundo propaga um padrão de beleza que é o europeu e com isso, vemos muitos brasileiros negando a própria nacionalidade, dizendo que são europeus”.</p>
<p>A partir do contato com uma cultura diversa – ou interculturalidade – deriva o conceito de aculturação, que é o processo pelo qual um grupo ou um indivíduo passa em decorrência do contato contínuo com outra cultura, explica Dantas. O que passa com o indivíduo internamente nesse processo de adaptação a uma nova cultura, a forma com que ele encara as mudanças e as diferenças culturais e o impacto que os novos códigos sociais, a língua e o ambiente causam na sua forma de lidar com a vida e o ambiente, é o campo de estudo desse ramo da psicologia, explica.</p>
<p>“Somos seres culturais e sociais e isso parece óbvio, mas muitas pessoas não se apercebem do fato de que elas têm um jeito de ser e de agir em função de sua própria cultura. Acreditam que o seu jeito é universal, o que em antropologia é chamado de etnocentrismo. Assim, o contato com a diferença muitas vezes leva à negação da outra cultura, ao xenofobismo, ao racismo e ao preconceito”, afirma.</p>
<p>O livro é dividido em quatro partes e dedica sua primeira sessão aos conceitos e teorias sobre aculturação e identidade. Na segunda, traz experiências de aculturação de grupos específicos, por exemplo, os indígenas da Austrália e Nova Zelândia e os refugiados e migrantes forçados de diversos países.</p>
<p>Os contextos sociais de aculturação em países como Canadá, Estados Unidos, Brasil, México, Israel, África do Sul e muitos outros está na terceira parte do livro. A coletânea termina com artigos sobre multiculturalismo, sobre o papel da família e da escola no processo de aculturação, sobre a diversidade cultural no ambiente de trabalho, além de aspectos relacionados à saúde e resiliência de pessoas que passam por choques culturais. Os organizadores, Sam e Berry, assinam o artigo de conclusão do livro, abordando estudos já realizados sobre o tema e estratégias para o futuro da psicologia da aculturação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-20T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-interesse-privado-na-comunicacao-publica">
    <title>O interesse privado na comunicação pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-interesse-privado-na-comunicacao-publica</link>
    <description>O lugar da notícia e da informação pública e o papel das emissoras públicas na democracia brasileira serão temas debatidos no auditório Freitas Nobre, da ECA-USP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/skyline-com-antenas-de-televisao" alt="Skyline com antenas de televisão" class="image-inline" title="Skyline com antenas de televisão" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A “supermáquina da comunicação oficial”, transformada numa “usina de propaganda ideológica” e autopromoção, é papel que precisa ser revisto na questão da comunicação pública. A discussão delineada no livro “O Estado de Narciso – A comunicação pública a serviço da vaidade particular” (Companhia das Letras), do jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a>, será o ponto de partida para o debate <i>Comunicação Pública e Democracia, </i>que acontece no dia <strong>22 de setembro</strong>, das <strong>14h às 17h,</strong> no auditório Freitas Nobre da ECA-USP. O encontro é gratuito e terá transmissão online pelo <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">site do IEA</a>.</p>
<p>O historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-luis-schuler?searchterm=fernando+schuler">Fernando Luis Schuler</a>, pesquisador e professor na área de análise política do Insper, apresentará a versão preliminar de um texto de sua autoria sobre a missão das emissoras públicas numa democracia, dialogando com as ideias do livro de Bucci.</p>
<p>Bucci e Schuler irão discutir a comunicação pública e o papel das emissoras públicas na democracia brasileira. As atuações da máquina pública, do mercado privado, dos partidos políticos e dos estrategistas dentro desse contexto de comunicação também serão analisados.</p>
<p>No livro, Bucci mostra que as peças de comunicação que saem da máquina pública nem sempre permitem ao leigo distinguir o que é comunicação de ações governamentais, propaganda eleitoral ou, simplesmente, publicidade. O tortuoso caminho da notícia suscita o necessário questionamento sobre até que ponto a comunicação pública pode ser considerada realmente pública no Brasil, já que as táticas de informação nas diferentes esferas do poder muitas vezes expressam, de forma maquiada, o interesse privado.</p>
<p>A atividade integra o ciclo de seminários teóricos “Fundamentos Filosóficos e Jurídicos da Liberdade de Imprensa e do Jornalismo”, organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/jornalismo-direito-liberdade" target="_blank">Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</a> do IEA, coordenado por Bucci. Superintendente de Comunicação Social da USP, Bucci é autor de diversos livros. Foi presidente da Radiobrás e membro do conselho curador da Fundação Padre Anchieta.</p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<p><i><strong><i>Comunicação Pública e Democracia </i></strong>- </i><span>1º seminário do ciclo </span><span>Fundamentos Filosóficos e Jurídicos da Liberdade de Imprensa e do Jornalismo<br /></span><i><i><i>22 de setembro, das 14h00 às 17h30<br /></i></i></i><i><i><i>Auditório Freitas Nobre, ECA/USP: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo, SP<br /></i></i></i><i><i><i>Evento gratuito sem necessidade de inscrição prévia — Transmissão online pelo <a class="external-link" href="http://www.iptv.usp.br/portal/home">IPTV-USP<br /></a></i></i></i><i><i><i>Informações: Cláudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686<br /></i></i></i><i><i><i>Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/comunicacao-publica-democracia" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/comunicacao-publica-democracia</a></i></i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-15T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-e-a-avaliacao-do-valor-da-vida">
    <title>O tempo e a avaliação do valor da vida</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-e-a-avaliacao-do-valor-da-vida</link>
    <description>Uma nova arquitetura capaz de influenciar reações foi tema de palestra da ICA durante os workshops de Humanidades e Ciências Sociais, no dia 10 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/takehiro-ohya" alt="Takehiro Ohya" class="image-inline" title="Takehiro Ohya" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Takehiro Ohya fala das implicações da arquitetura no campo jurisdicional.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em casos de acidentes graves ou mortes, muitas vezes os familiares da vítima desejariam voltar o tempo para evitar o ocorrido. Mas, e se, em vez de voltar o tempo, as sociedades e suas instituições pudessem contar com ambientes capazes de evitar o erro, ou induzir ao acerto?</p>
<p>A proposta já existe na chamada arquitetura de escolha (choice architecture), um conceito apresentado no dia 10 de março pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/takehiro-ohya" target="_self">Takehiro Ohya</a>, da Keio University, durante os workshops de Humanidades e Ciências Sociais da <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<p>Realizada em Nagoya, Japão, de<strong> 6</strong> a <strong>18</strong> de março, a segunda fase da ICA reuniu cientistas de diversas áreas e 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará os estudos dos jovens participantes da ICA na criação de um Massive Open Online Course (Mooc), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Cousera.</p>
<p>Professor de jurisprudência e especialista em filosofia do direito, Ohya mostrou na palestra <i>Time institutionalized and its transformation</i> alguns conceitos de controle social aplicados ao ambiente construído. Trata-se de um tipo de arquitetura teorizada por Lawrence Lessig, professor de direito na Harvard University e criador das licenças <i>Creative Commons,</i> da internet.</p>
<p>A arquitetura de escolha trata de como as decisões são influenciadas pela maneira como as escolhas (coisas) são apresentadas. Essa arquitetura pode ter um viés paternalista ou paternalista libertário, conforme Ohya.</p>
<p>Barras que forçam a caminhar em determinado local ou direção, barreiras no metrô, ou poltronas que não permitem deitar em aeroportos são exemplos da arquitetura de escolha do tipo paternalista porque não dão opção à pessoa, citou Ohya.</p>
<p>Por outro lado, uma lanchonete poderia tornar mais acessíveis e mais visíveis os alimentos saudáveis, em detrimento dos industrializados. Nesse caso, embora o ambiente tenha uma intervenção influenciando “positivamente o cidadão no sentido de ajudá-lo a realizar uma ação para seu próprio benefício”, os indivíduos não são impedidos de comer o que quiserem. O arranjo das escolhas alimentares tem o efeito de diminuir o consumo de “junk food” e aumentar o de alimentos saudáveis, disse.</p>
<p>De acordo com o professor, há quatro forças principais que exercem controle nas grandes sociedades. São elas, a lei, as convenções sociais ou tradições e religiões, o mercado e, mais recentemente, a arquitetura.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeo:</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-thursday-march-10-lecture-by-takehiro-ohya">Time institutionalized and its transformation</a></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa ICA - Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Site:</strong><strong></strong></p>
<p><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong><strong></strong></p>
<p> </p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ambiente físico influencia as decisões porque a disposição das coisas ou as estruturas construídas podem provocar reações no uso de determinado local, explicou Oyha.</p>
<p>A arquitetura de escolha se baseia no fato de que agimos intuitivamente, ou heuristicamente, e nem sempre nos comportamos como agentes racionais, disse Ohya. Na teoria econômica, o agente racional pode ser um indivíduo ou uma firma que toma decisões tendo em vista suas preferências e o uso eficiente da informação. O objetivo é racionalizar suas decisões, seja para maximizar custos, produção, materiais ou outras ações.</p>
<p>O controle social exercido por meio de leis ou regras é uma ação posterior e pode haver quem não seja passível de ser controlado por leis e regras, por exemplo, deficientes mentais ou físicos, disse Ohyo. “Por outro lado, é possível argumentar que a arquitetura poderia controlar até mesmo cães e gatos. Mas também pode não ter efeito em casos muito específicos”, disse o professor.</p>
<p>No controle social exercido pela arquitetura, não há assimetrias antes ou depois da ação. Ela funciona independente da idade, desde que as condições sociais permaneçam as mesmas. No exemplo do acidente grave ou perda de vida humana, em termos de compensação financeira, a legislação da maioria dos países avalia o valor da vida de acordo com a idade e capacidade de produzir riquezas que a pessoa ainda teria ao longo da vida. Por isso, nesse caso, a lei é assimétrica e limitada.</p>
<p>“Quanto mais jovem e quanto mais você ganha, mais você vale. Significa que a vida de uma dona de casa, ou de um operário, de um idoso ou de um deficiente, não tem valor? Nesse novo modelo de controle social, a assimetria de tempo pode desaparecer”, disse Ohya.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"> Foto: IAR/Nagoya</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-30T18:58:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-debate-sociabilidade-e-etica-no-ambiente-universitario">
    <title>Mesa-redonda debate sociabilidade e ética no ambiente universitário</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-debate-sociabilidade-e-etica-no-ambiente-universitario</link>
    <description>No dia 10 de abril, às 15 horas, realiza-se a mesa-redonda Sociabilidade e Ética na Universidade, o terceiro encontro do ciclo Ética e Universidade, iniciado em 2012. Os debatedores serão: Cícero Araújo, Leopoldo Waizbort, Yves De La Taille e Sérgio Adorno. A moderação será de Renato de Figueiredo Jardim.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/estudantes" alt="Estudantes" class="image-right" title="Estudantes" />No dia 10 de abril, às 15 horas, realiza-se a mesa-redonda <em>Sociabilidade e<br class="_&lt;span&gt;Sociabilidade e&lt;/span&gt;&lt;br class=" /><span> Ética na Universidade</span>"&gt; Ética na Universidade</em>, o terceiro encontro do ciclo <em>Ética e Universidade</em>, iniciado em 2012.</p>
<p>Segundo os integrantes da Comissão de Ética da USP, que organiza o ciclo em parceria com o IEA, o objetivo primário da mesa-redonda é proporcionar uma visão ampla do conceito de sociabilidade e das relações interpessoais nos ambientes universitários, com ênfase em princípios éticos.</p>
<p>Os debatedores serão os professores Cícero Araújo, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFLCH); Leopoldo Waizbort, do Departamento de Sociologia da FFLCH; Yves De La Taille, do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia; e Sérgio Adorno, diretor da FFLCH, coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência e coordenador da Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, sediada no IEA. O moderador do encontro será o professor Renato de Figueiredo Jardim, diretor do Instituto de Física.</p>
<p>De acordo com a comissão, é cada vez mais importante discutir os problemas que a sociedade enfrenta no trato das relações interpessoais, ou seja, na sociabilidade, e encontrar soluções consensuais dentro dos ambientes universitários. Esses problemas materializam-se em diversas situações: desde as relações corriqueiras no convívio cotidiano dos departamentos até aquelas que envolvem as questões mais abrangentes da vida universitária.</p>
<p>A comissão considera também importante pensar a sociabilidade e a ética nos diversos domínios da vida social organizada e através de situações que permeiam os aspectos acadêmicos, laborais, psicológicos, políticos, econômicos e o próprio intercâmbio social.</p>
<p>"A ética e a sociabilidade sempre tiveram uma relação muito estreita e, no entanto, problemática", destaca a comissão. "O próprio conceito de boas relações interpessoais vem sendo revisto dentro da universidade e na sociedade. Um bom exemplo é decorrente do advento do chamado mundo virtual, onde as relações interpessoais nos ambientes acadêmico e de trabalho são estabelecidas através de novos protocolos e conceitos, incluindo aqui os de caráter ético."</p>
<p>A primeira mesa-redonda do ciclo aconteceu no dia 8 de novembro de 2012 e tratou de <em>Segurança e Privacidade</em> [<em>assista ao <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/etica-e-universidade-seguranca-e-privacidade" class="external-link" target="_blank">vídeo</a></em>]. A segunda realizou-se no dia 28 de novembro de 2012 e discutiu o tema <em>Fabricação, Falsificação e Plágio nas Ciências e Humanidades</em> [<em>assista ao <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/etica-e-universidade-fabricacao-falsificacao-e-plagio-nas-ciencias-e-humanidades" class="external-link" target="_blank">vídeo</a></em>].</p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/ciclo-etica-e-universidade-mesa-redonda-sociabilidade-e-etica-na-universidade" class="external-link">Assista ao vídeo </a><i><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/ciclo-etica-e-universidade-mesa-redonda-sociabilidade-e-etica-na-universidade" class="external-link">Sociabilidade e Ética na Universidade</a>.</i></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sociabilidade-e-etica-na-universidade-10-de-abril-de-2013-yves-de-la-taille" class="external-link">Veja as fotos do evento.</a></strong></p>
<p><strong>SOCIABILIDADE E ÉTICA NA UNIVERSIDADE<br />3ª Mesa-Redonda do ciclo Ética e Universidade</strong><br /><strong>Data:</strong> 10 de abril de 2013, 15h<br /><strong>Local:</strong> Auditório Freitas Nobre, Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo<br /><strong>Transmissão:</strong> em www.iea.usp.br/aovivo<br /><strong>Informações:</strong> com Rafael Borsanelli (<a href="mailto:rborsanelli@usp.br">rborsanelli@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1666</p>
<p class="discreet" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/Agência USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-02-01T16:43:45Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-divulga-relatorio-de-atividades-de-2013">
    <title>Como o IEA-USP enfrentou um ano reativo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-divulga-relatorio-de-atividades-de-2013</link>
    <description>O documento apresenta o conjunto das atividades realizadas ao longo do ano, com destaque para projetos voltados para a internacionalização do Instituto e sua consolidação como plataforma crítica institucional.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Já está disponível no site do IEA o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/o-que-fazemos/relatorios/relatorio-2013" class="external-link">Relatório de Atividades de 2013</a>, elaborado como parte dos esforços do Instituto para prestar contas à comunidade uspiana e à sociedade, bem como para divulgar os resultados do trabalho que vem desenvolvendo.</p>
<p>O documento apresenta o conjunto das atividades realizadas ao longo do ano pelos grupos de pesquisa e professores visitantes da sede (São Paulo) e dos Polos de Ribeirão Preto e São Carlos, além do trabalho editorial da revista "Estudos Avançados" e das atividades coordenadas diretamente pela Direção do Instituto.  Entre os destaques estão os eventos e a implementação de novos formatos de organização de pesquisadores que contribuíram para a consolidação do <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link">Projeto de Gestão 2012-1017</a>.</p>
<p>Merecem realce as iniciativas que contribuíram para ratificar o papel do IEA como plataforma de crítica institucional. É o caso do evento <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/processo-eleitoral-usp" class="external-link">IEA Debate o Processo Eleitoral na USP</a>; da reunião do Conselho Deliberativo com o Colégio Expandido, que formalizou a criação de um grupo de estudos sobre conjuntura institucional; e dos eventos organizados ao longo do ano para promover um diálogo mais estreito com <a href="https://www.iea.usp.br/iea/redes/ubias" class="external-link">institutos de estudos avançados de outros países</a>.</p>
<p>Conforme mostra o documento, esse empenho crítico não se limitou ao contexto institucional, mas se estendeu à realidade nacional e internacional. Nesse sentido, ressalta-se a criação do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas" class="external-link">Laboratório Sociedades Contemporâneas</a>, fórum específico para a reflexão sobre questões da atualidade, responsável pela organização de algumas das atividades com maior repercussão em 2013: os dois encontros da série <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas/uti-brasil" class="external-link">UTI Brasil</a></i>, que trataram das série de manifestações populares conhecida como "Jornadas de Junho"; o debate <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas/mais-medicos" class="external-link">Mais Médicos</a></i>, que abordou as controvérsias em torno do Programa Mais Médicos; e o evento <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/siria" class="external-link">Ética e Ataque</a></i>, voltado para a ameaça que se colocava, naquele momento, de uma intervenção militar dos EUA na Síria.<span> </span></p>
<p>O relatório enfatiza, ainda, a adoção de uma série de medidas para promover a internacionalização do IEA, entre as quais figuram o desenvolvimento de uma versão em inglês do novo site do Instituto, lançado em abril; a reformulação do "Boletim IEA", que se tornou bilíngue; e a participação ativa na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study)<span>, que reúne 34 IEAs de universidades ao redor do mundo.</span></p>
<p>No âmbito da atuação junto aos Ubias, o relatório contextualiza todo o trabalho preparatório da <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/academia-de-vanguarda" class="external-link">Academia Intercontinental</a>, que terá início em março de 2015. A iniciativa vem sendo desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, Japão.</p>
<p>Outra iniciativa internacional que deu largada em 2013 e recebe destaque na publicação é o projeto da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/amazonia-em-transformacao-historia-e-perspectivas/RCBSApriltext_port.pdf" class="external-link">Rainforest Continent Business School</a>, gestado pelo Grupo de Pesquisa Amazônica em Transformação: História e Perspectivas.</p>
<p>O Relatório também aborda os desdobramentos da invasão e ocupação do conjunto de edifício da Administração Central da USP —local onde o Instituto está instalado provisoriamente desde 2011 —  por parte de um grupo de estudantes, ressaltando as respostas do IEA-USP ao episódio. Iniciada após a tentativa frustrada de invadir a reunião de 1º de outubro do Conselho Universitário (Co) da USP, a ocupação durou 42 dias, trazendo inúmeros prejuízos materiais e ao andamento das atividades do Instituto.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transforma IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-04-04T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/carta-aberta-do-conselho-deliberativo">
    <title>Conselho Deliberativo do IEA divulga carta aberta sobre as depredações da Reitoria e do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/carta-aberta-do-conselho-deliberativo</link>
    <description>Conselho Deliberativo do IEA divulga carta aberta sobre a  invasão e ocupação do complexo administrativo da USP pelos estudantes no período de 01 de outubro a 12 de novembro de 2013.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: right; "><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/42-dias-de-devastacao" class="external-link">LEIA MAIS SOBRE AS DEPREDAÇÕES E AS MANIFESTAÇÕES EM REPÚDIO A ELAS</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em reunião extraordinária realizada no dia 19 de novembro, o Conselho Deliberativo do IEA analisou os acontecimentos relacionados com a invasão, ocupação e depredação da Administração Central da USP e do IEA por estudantes e redigiu a Carta Aberta abaixo sobre os fatos ocorridos.</p>
<p> </p>
<p><strong><i>Carta aberta do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados sobre a invasão e ocupação do complexo administrativo da USP pelos estudantes no período de 01 de outubro a 12 de novembro de 2013.</i></strong></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i>O Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo vem a público manifestar o seu repúdio aos atos de depredação praticados em sua sede pelos estudantes que invadiram e ocuparam instalações da Administração Central da Universidade no período de 1º de outubro a 12 de novembro de 2013. Esses atos afrontam o bom senso e violam o Código de Ética da Universidade.</i></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i>Além de prejuízos materiais significativos ao patrimônio público e sofrimento emocional aos servidores da USP que ali trabalham em benefício dos próprios estudantes, os invasores causaram a interrupção de várias atividades acadêmicas e obstruíram procedimentos administrativos, inclusive os urgentes.</i></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i>O IEA teve a programação do quarto trimestre deste ano afetada gravemente, assim como prejudicadas atividades futuras em fase de planejamento, inclusive as em parceria com instituições nacionais e internacionais.</i></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i>Diante dos fatos relatados, o Conselho Deliberativo do IEA reafirma o compromisso do Instituto de prosseguir em sua missão, livre de constrangimentos às suas atividades, de modo a assegurar a continuidade do seu papel singular de local de diálogo interdisciplinar, sempre contemplando os melhores valores acadêmicos, de gestão e de convivência.</i></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i>Adicionalmente, este Conselho enfatiza a importância das seguintes ações imediatas:</i></p>
<ol style="text-align: justify; ">
<li><i>Formalizar, no âmbito do IEA, um programa que, sem reduzir de nenhuma forma as responsabilidades por desmandos e destruição, promova ampla discussão sobre as raízes do presente mal-estar e proponha políticas institucionais para a USP, de forma a gerar subsídios que contribuam com a atuação dos gestores e fóruns deliberativos da Universidade na proposição de iniciativas e na tomada de decisões;</i></li>
<li><i>Sediar o IEA provisoriamente em outras instalações, com condições mais apropriadas, dentro ou fora do campus da Capital, até que a sede definitiva do Instituto, em fase de licitação, esteja concluída.</i></li>
</ol>
<p class="normal" style="text-align: justify; "><i><br /></i></p>
<p class="normal" style="text-align: right; ">Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo<br /><i>São Paulo, 19 de novembro de 2013</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-27T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/sala-verde/carta-aberta">
    <title>Carta Aberta do Conselho Deliberativo do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/sala-verde/carta-aberta</link>
    <description>Carta aberta do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados sobre  a invasão e ocupação do complexo administrativo da USP pelos estudantes no período de 1º de outubro a 12 de novembro de 2013.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="normal" style="text-align: justify; "><span>O Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo vem a público manifestar o seu repúdio aos atos de depredação praticados em sua sede pelos estudantes que invadiram e ocuparam instalações da Administração Central da Universidade no período de 1º de outubro a 12 de novembro de 2013. Esses atos afrontam o bom senso e violam o Código de Ética da Universidade.</span></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Além de prejuízos materiais significativos ao patrimônio público e sofrimento emocional aos servidores da USP que ali trabalham em benefício dos próprios estudantes, os invasores causaram a interrupção de várias atividades acadêmicas e obstruíram procedimentos administrativos, inclusive os urgentes.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">O IEA teve a programação do quarto trimestre deste ano afetada gravemente, assim como prejudicadas atividades futuras em fase de planejamento, inclusive as em parceria com instituições nacionais e internacionais.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Diante dos fatos relatados, o Conselho Deliberativo do IEA reafirma o compromisso do Instituto de prosseguir em sua missão, livre de constrangimentos às suas atividades, de modo a assegurar a continuidade do seu papel singular de local de diálogo interdisciplinar, sempre contemplando os melhores valores acadêmicos, de gestão e de convivência.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Adicionalmente, este Conselho enfatiza a importância das seguintes ações imediatas:</p>
<ol style="text-align: justify; ">
<li>Formalizar, no âmbito do IEA, um programa que, sem reduzir de nenhuma forma as responsabilidades por desmandos e destruição, promova ampla discussão sobre as raízes do presente mal-estar e proponha políticas institucionais para a USP, de forma a gerar subsídios que contribuam com a atuação dos gestores e fóruns deliberativos da Universidade na proposição de iniciativas e na tomada de decisões;</li>
<li>Sediar o IEA provisoriamente em outras instalações, com condições mais apropriadas, dentro ou fora do campus da Capital, até que a sede definitiva do Instituto, em fase de licitação, esteja concluída.</li>
</ol>
<p class="normal" style="text-align: justify; "> </p>
<p class="normal" style="text-align: right; "><i>Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo<br /></i><span>São Paulo, 19 de novembro de 2013</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-27T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/iea/sala-verde/carta-aberta">
    <title>Carta Aberta do Conselho Deliberativo do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/iea/sala-verde/carta-aberta</link>
    <description>Carta aberta do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados sobre  a invasão e ocupação do complexo administrativo da USP pelos estudantes no período de 1º de outubro a 12 de novembro de 2013.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="normal" style="text-align: justify; "><span>O Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo vem a público manifestar o seu repúdio aos atos de depredação praticados em sua sede pelos estudantes que invadiram e ocuparam instalações da Administração Central da Universidade no período de 1º de outubro a 12 de novembro de 2013. Esses atos afrontam o bom senso e violam o Código de Ética da Universidade.</span></p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Além de prejuízos materiais significativos ao patrimônio público e sofrimento emocional aos servidores da USP que ali trabalham em benefício dos próprios estudantes, os invasores causaram a interrupção de várias atividades acadêmicas e obstruíram procedimentos administrativos, inclusive os urgentes.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">O IEA teve a programação do quarto trimestre deste ano afetada gravemente, assim como prejudicadas atividades futuras em fase de planejamento, inclusive as em parceria com instituições nacionais e internacionais.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Diante dos fatos relatados, o Conselho Deliberativo do IEA reafirma o compromisso do Instituto de prosseguir em sua missão, livre de constrangimentos às suas atividades, de modo a assegurar a continuidade do seu papel singular de local de diálogo interdisciplinar, sempre contemplando os melhores valores acadêmicos, de gestão e de convivência.</p>
<p class="normal" style="text-align: justify; ">Adicionalmente, este Conselho enfatiza a importância das seguintes ações imediatas:</p>
<ol style="text-align: justify; ">
<li>Formalizar, no âmbito do IEA, um programa que, sem reduzir de nenhuma forma as responsabilidades por desmandos e destruição, promova ampla discussão sobre as raízes do presente mal-estar e proponha políticas institucionais para a USP, de forma a gerar subsídios que contribuam com a atuação dos gestores e fóruns deliberativos da Universidade na proposição de iniciativas e na tomada de decisões;</li>
<li>Sediar o IEA provisoriamente em outras instalações, com condições mais apropriadas, dentro ou fora do campus da Capital, até que a sede definitiva do Instituto, em fase de licitação, esteja concluída.</li>
</ol>
<p class="normal" style="text-align: justify; "> </p>
<p class="normal" style="text-align: right; "><i>Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo<br /></i><span>São Paulo, 19 de novembro de 2013</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2013-11-27T17:10:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/sala-verde/carta-aberta-aos-estudantes-da-usp">
    <title>Carta aberta aos "estudantes" da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/sala-verde/carta-aberta-aos-estudantes-da-usp</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><span><i>Carlos Guilherme Mota*</i></span></p>
<p>No recente episódio de ocupação e desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo, ocorreu um crime inafiançável: a depredação da sede de nosso Instituto de Estudos Avançados. Vale notar que o IEA não pertence à Reitoria, tem autonomia e está provisoriamente no mesmo edifício, o que não vem ao caso. Mas, ainda assim, foi objeto de uma das mais indevidas e abjetas ocupações pseudo-universitárias (pois o que ocorreu não foi nada<i> universitário</i>) de que se tem notícia no último meio século. Conseguiram, os predadores, perpretar façanha ainda maior do que uma outra, também inesquecível, que ocorreu durante o regime militar.</p>
<p>Com efeito, na manhã da segunda-feira do último dia 11, e nos dias seguintes, fomos tomando ciência do que ocorrera no fim de semana na Reitoria, quando recebemos fotos e depoimentos que davam conta da barbárie. Ou seja, da depredação brutal e boçal da sede do IEA, após invasão indevida e festim descabido, até o dia nascer.</p>
<p>Podemos entender que manifestações estudantis, e mesmo de funcionários e professores, sempre fizeram parte da vida universitária. E que agora, no compasso das manifestações sociais de insatisfação com os rumos da República, a escala das movimentos vem adquirindo novos contornos, inclusive com os <strong><i>black blocs</i></strong> e com usos de metodologias de ação que evocam historicamente os inícios de vários regimes fascistas.</p>
<p>O que não se pode conceber é que o movimento estudantil tenha permitido transbordamentos inconfessáveis como o ocorrido no último fim de semana, com depredação de nossas instalações no campus, levando de roldão arquivos, computadores, documentos, pastas de pesquisas, arrombando portas, pichando e até furando  paredes, estragando material resultante de longas e cuidadosas reuniões de trabalho, em fase de publicação. O prejuízo é incalculável. E mais: trata-se de ação criminosa, nem mais nem menos.</p>
<p>Incalculável é também o dano moral e psicológico que nos causou a devastação de salas de pesquisadores consagrados, como a do professor Aziz Ab’Saber, para citarmos um caso apenas. Mas todas nossas instalações foram visitadas pelo meliantes, digo, estudantes, inclusive o pequeno anfiteatro onde realizamos intensos e variados seminários e conferências abertas ao público, e gratuitamente!  Como se sabe, trata-se de uma sede provisória, já precária <i>per se</i>, pois fomos “mudados”, sem consulta prévia, de nosso<i> locus</i> original do prédio da Reitoria velha, aguardando a lenta, muito lenta construção do novo.</p>
<p>Enfim, é chegada a hora de se perguntar aos estudantes, frontalmente: o que se pretendeu com tal barbarização? Protestar contra o reitor atual? Contra o processo eleitoral? Contra o IEA e suas variadas e multifacetadas linhas de reflexão, pesquisa e socialização do conhecimento?</p>
<p>Com o tempo, outras perguntas deverão ser feitas, e nós as faremos a vocês!, passado este duro e constrangedor momento: que tipo de formação tiveram? O que aprenderam em suas casas, e em suas escolas e Faculdades? E agora, que sistema universitário defendem, e pretendem implantar, no rastro desta cega destruição? E o nosso  IEA, em quê  precisamente ele os incomoda, ao ponto de terem-no tranformado em alvo de operação de guerra? Note-se que  temos trazido para seus quadros e seus embates muitos intelectuais, do porte de Milton Santos, Aníbal Quijano, Jacob Gorender, Raymundo Faoro, Eric Hobsbawm, Moreno Fraginals, Mayana Zatz, Boaventura de Sousa Santos, Leyla Perrone-Moysés, para ficarmos em apenas nestes exemplos.</p>
<p>Agora, porém, caros estudantes, o problema tornou-se mais sério e grave. E dirijo-me à banda não-podre do alunado, que também deve assumir suas responsabilidades pelo ocorrido, em episódios altamente delituosos. Pois buliram não com um vespeiro, mas com a própria colmeia, onde se dá e se aprimora a produção e a crítica, habitada por “abelhas” bravias.</p>
<p>Nosso IEA é independente, mas não é neutro, e não vamos tolerar esse padrão concessivo e “liberal” em que a USP, o Estado e a República estão empapados e acostumados.  Como se trata de um próprio público em plena atividade, ou seja, do Estado, um espaço coletivo, com equipamento caro e uma memória pelos quais temos a obrigação de zelar, iremos apurar até o fim as responsabilidades por tais atos eivados de vandalismo boçal. E efetuar as devidas punições com mão forte, até o fim, para o que contamos com os poderes constituídos, que andaram fraquejando demais, e com o firme apoio da comunidade científico-cultural, nacional e internacional.</p>
<p><i>* Carlos Guilherme Mota, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, foi o primeiro diretor do IEA (gestão José Goldemberg).</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-14T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
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