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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 1 to 4.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/maternidade-e-escravidao">
    <title>Seminário internacional discutirá pesquisas sobre a maternidade negra na escravidão e na emancipação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/maternidade-e-escravidao</link>
    <description>O seminário internacional Gênero, Escravidão e Liberdade: Perspectivas da Historiografia Brasileira será realizado nos dias 28 e 29 de maio, das 9h às 17h, na Sala do Conselho Universitário da USP, com organização do Grupo de Pesquisa Escravidão, Gênero e Maternidade do CNPq e do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vendedora-de-bananas/image" alt="Vendedora de Bananas" title="Vendedora de Bananas" height="479" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">''Vendedora de Bananas'', foto de Randolfo Lindermann (Cartões Postais/Fundação Gregório de Mattos)</dd>
</dl></p>
<p>As pesquisas brasileiras que conectam a perspectiva das relações de gênero com a história da escravidão e da aquisição da liberdade serão debatidas no seminário internacional <i>Gênero, Escravidão e Liberdade: Perspectivas da Historiografia Brasileira</i>, nos <strong>dias 28 e 29 de maio, das 9h às 17h</strong>, na Sala do Conselho Universitário da USP.</p>
<p>O encontro é organizado pelo <a href="https://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6885260820726763#recursosHumanos" target="_blank">Grupo de Pesquisa Escravidão, Gênero e Maternidade</a> do CNPq, sediado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em parceria com o IEA. Haverá três conferências e cinco mesas-redondas, envolvendo 19 pesquisadores de oito universidades brasileiras, Fiocruz e das Universidades de Lancaster (Reino Unido), Georgia (EUA), Chicago (EUA) e Lausanne (Suíça) [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/genero-escravidao-liberdade-perspectivas-historiografia-brasileira" class="external-link">programação completa</a>]. Para participar presencialmente é preciso fazer <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfDy4qnns_6k3cdfJOSzTv4sIdnZKp_K9WLEHb6Yv_cW8ZQpg/viewform" target="_blank">inscrição online</a>. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet (sem necessidade de inscrição).</p>
<p>De acordo com o grupo de pesquisa, a historiografia internacional, destacadamente a anglofônica, produziu importantes estudos sobre as intersecções entre gênero e escravidão e, mais recentemente, suas implicações sobre a maternidade. Esses trabalhos procuram compreender como as mulheres escravizadas foram levadas a desempenhar papeis centrais na produção e na reprodução da riqueza escravista nas Américas.</p>
<p>No caso da historiografia brasileira, os pesquisadores identificam avanços metodológicos, temáticos e teóricos nos últimos anos. Esses progressos envolvem estudos sobre questões relacionadas à maternidade escravizada e às experiências das mulheres negras na escravidão e na emancipação. Um tema de destaque nessas pesquisas tem sido “a centralidade do ‘ventre’ nos processos de estabelecimento da escravização e no processo de abolição gradual”.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abolicionismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gênero</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-02T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ceb-ciclo-tematico-2021-didaticas-e-praticas-1">
    <title>Educação, Racismo, Mercado de Trabalho (Fórum Digital)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ceb-ciclo-tematico-2021-didaticas-e-praticas-1</link>
    <description>CÁTEDRA EDUCAÇÃO BÁSICA 2021</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A colonialidade de poder que nos sistematiza enquanto nação, de base escravocrata e patriarcal, implica alto grau de desigualdade de rendimentos e funções no mercado de trabalho, bem como é marcada pela exclusão de acesso e permanência das populações negras e indígenas no sistema educacional, da escola básica à formação superior.</p>
<p>Na mesa de abertura do "I Seminário Internacional da Coalização Negra por Direitos", realizado em novembro de 2019, ao se referir ao contexto político de domínio da extrema direita, a filósofa e ativista Sueli Carneiro disse: “Vivemos hoje quase que a repetição do cenário pós-abolição, libertos para morrermos à míngua ou com toda sorte de violência nas sarjetas desse país. É isso que as reformas que estão sendo instauradas aqui promoverão sobre a nossa gente. Em nenhum outro momento do pós-abolição, o projeto de extermínio da racialidade indesejada, que somos nós, se tornou tão evidente no Brasil e com tamanho apoio e/ou indiferença social, expondo negras e negros a chacinas, extermínios, genocídios, feminicídios e mortes previsíveis e evitáveis. Mais do que nunca, estamos por nossa conta.”</p>
<p>Tal marca de exclusão apresentada por Sueli Carneiro se agudiza ainda mais nos anos de 2020-21, quando a pandemia tem aprofundado a necropolítica e toda sorte de desigualdades que assolam as populações negras e indígenas, ainda subrepresentadas no cenário político nacional, apesar de todas as lutas e disputas, sobretudo de narrativas, do movimento negro, cuja articulação é marcada não só por reivindicações de direitos, mas sobretudo por uma agenda propositiva com relação ao combate aos racismos, ao genocídio da juventude negra, à saúde da população negra, à produção de conhecimento comprometida com o combate ao epistemicídio de nossas instituições acadêmicas e escolares, à representatividade na política, vide a marca da supremacia branca também nos partidos políticos de esquerda.</p>
<p>Dessa forma, torna-se imperioso discutir na Cátedra de Educação Básica IEA/USP as imbricações entre educação, racismo e mercado de trabalho, levando em consideração na trajetória formativa e profissional das negras e negros convidada/os para o fórum, tanto os desafios enfrentados quanto o debate em torno da reivindicação por direitos e políticas públicas de combate ao racismo, sexismo e discriminações correlatas. Da luta social dos movimentos negros, passando pela Conferência de</p>
<p>Durban, à legislação educacional de combate ao racismo e às políticas públicas afirmativas, a/os convidados discutirão não só a inserção de estudantes negra/os em áreas com baixo índice de profissionais negra/os e indígenas como também as possibilidades educacionais e de práticas antirracistas no Ensino Médio e no Ensino Superior para tais segmentos populacionais.</p>
<p style="text-align: right; "><i>Antonio Carlos "Billy" Malachias e Fabiana Lima</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abolicionismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-17T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-eugenia-e-arte-afro-brasileira">
    <title>Escravidão, eugenia e arte afro-brasileira serão temas de encontros na Semana da Consciência Negra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-eugenia-e-arte-afro-brasileira</link>
    <description>Atividades da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral acontecem nos dias 21 e 22 de novembro. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/as-gentes/image" alt="As gentes" title="As gentes" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">''As Gentes'', de Rosana Paulino, uma das expositoras do encontro do dia 21</dd>
</dl>Na semana em que se celebra a Consciência Negra, os 17° e 18° encontros da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia"><i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i></a> trarão discussões relacionadas ao tema. <span>As atividades são abertas ao público e com </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><span> pela internet.</span></p>
<p><span>No <strong>dia 21, às 14h</strong>, <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-17" class="external-link">Etnologia e Escravidão: (Des)compromissos da Ciência com a Liberdade</a></i> abordará a carreira da artista Rosana Paulino, que tem se dedicado a um vocabulário plástico para dar conta de como o processo de escravização se apropriava dos corpos negros.</span></p>
<p><span>Além de Rosana, participarão do debate o neurocientista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sidarta-tollendal-gomes-ribeiro">Sidarta Tollendal Gomes Ribeiro</a><span>, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; e o curador </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-menezes">Helio Menezes</a><span>, que falará sobre  a arte afro-brasileira contemporânea. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a><span>, um dos titulares da Cátedra esse ano, será o moderador. Também será exibido o vídeo “Vila Rica”, do Grupo EmpreZa.</span></p>
<p>No <strong>dia 22, também às 14h</strong>, o encontro<i> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-18" class="external-link">Técnicas de Apagamento e Reconstrução da Memória da Escravidão nos Espaços de Eugenia Urbanística</a> </i>discutirá as inúmeras técnicas de controle social que já foram propostas para tentar ocultar a cultura negra e os sítios fundamentais da história da escravidão, como a ideia de Rui Barbosa de destruir os arquivos da escravidão como modo de apagar a chaga do cativeiro, a teoria do embranquecimento e a apropriação de padrões afro-brasileiros por discursos de exotização.</p>
<p class="c13"><span>Para falar do assunto, estarão presentes os artistas <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-lauriano" class="external-link">Jaime Lauriano</a>, que reconfigura a memória da escravidão em mapas do Brasil ou plantas do centro de São Paulo, e <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rommulo-vieira-conceicao" class="external-link">Rommulo Vieira Conceição</a>, que reivindica o direito a trabalhar sobre qualquer pauta como qualquer outro artista. Eles discutirão se é tarefa do artista afrodescendente estabelecer um foco em questões de sua origem e as alianças necessárias à discussão da dimensão afro do Brasil. Também avaliarão como a exclusão dos negros afeta os campos da arte, da academia, da crítica e da ciência.</span></p>
<p><span>Também integrarão o debate o curador </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/igor-moraes-simoes">Igor Simões</a><span>, que falará sobre eugenia e o papel do curador afro-descendente; a química </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-maria-canavarro-benite">Anna Maria Canavarro Benite</a><span>, para abordar a produção de ciência afrodiaspórica; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman">Giselle Beiguelman</a><span>, que discutirá o caso da vereadora assassinada Marielle Franco. Herkenhoff será o moderador.</span></p>
<p><span><strong>Homenageados</strong></span></p>
<p><span>No encontro do dia 21, a homenageada será <span style="text-align: justify; ">Lélia Gonzales, antropóloga que faleceu prematuramente, "mas viveu o suficiente para resistir à ditadura e implantar perspectivas avançadas de compreensão do legado histórico africano no Brasil contemporâneo", segundo os organizadores da Jornada. </span></span></p>
<p><span><span style="text-align: justify; ">No dia seguinte, a homenagem será a Manuel Querino e Abdias do Nascimento. Manuel Querino foi um abolicionista e historiador da arte que criou o mais radical corte analítico na história da arte brasileira, que é o reconhecimento do valor estético dos objetos de culto dos orixás. "Essa posição, no início do século 20, resistia às teorias de embranquecimento e antecipava ideias europeias sobre <i>art nègre</i>, numa compreensão que o próprio modernismo brasileiro não atingiu plenamente", explicam os organizadores. </span></span></p>
<p><span><span style="text-align: justify; ">Abdias do Nascimento, nascido em Franca, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde criou o Teatro Experimental do Negro e tornou-se ativista cultural cultural. Sua resistência à ditadura de 1964, o levou ao exílio nos Estados Unidos. Lá, além de lecionar, desenvolveu sua pintura e fez contatos políticos com os <i>black panthers</i>. Grande referência para a emancipação dos negros no Brasil, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro na abertura democrática do país.</span></span></p>
<hr />
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>17º Encontro - Etnologia e Escravidão: (Des)compromissos da Ciência com a Liberdade</strong><br /><i>21 de novembro, 14h</i><br /><strong>18º Encontro - Técnicas de Apagamento e Reconstrução da Memória da Escravidão nos Espaços de Eugenia Urbanística</strong><br /><i>22 de novembro, 14h<br />Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /><i>Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /><i>Mais informações: com Cláudia R. Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br />Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-17" class="external-link">17º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-18" class="external-link">18º Encontro</a></i></i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Abolicionismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>história</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-14T13:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadora-do-iea-participa-de-nova-edicao-de-ursula-obra-inaugural-da-literatura-afro-brasileira">
    <title>Pesquisadora do IEA participa de nova edição de 'Úrsula', obra inaugural da literatura afro-brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadora-do-iea-participa-de-nova-edicao-de-ursula-obra-inaugural-da-literatura-afro-brasileira</link>
    <description>Maria Helena Pereira Toledo Machado, pesquisadora em período sabático no IEA, participa da nova edição do romance "Úrsula", de Maria Firmino dos Reis, obra inaugural da literatura afro-brasileira.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-ursula" alt="Capa do livro &quot;Úrsula&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Úrsula&quot;" />Considerado o livro inaugural da literatura afro-brasileira, por dar voz e atuação a personagens negras, o romance "Úrsula", da maranhense Maria Firmina dos Reis (1825-1917), publicado em 1859, agora tem edição lançada pela Penguin &amp; Companhia das Letras, com meticuloso estabelecimento do texto feito pela historiadora M<i>a</i>ria Helena Pereira Toledo Machado, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP em período sabático no IEA.</p>
<p>O romance figura entre as primeiras obras de autoria feminina do país, segundo Maria Helena, também responsável pela introdução do livro.  A edição conta ainda com cronologia elaborada pelo historiador Flávio dos Santos Gomes, professor do Instituto de História da UFRJ.</p>
<p>O enredo trata do amor entre Tancredo e Úrsula, "jovens puros e altruístas com as vidas marcadas por perdas e decepções familiares, que se apaixonam tão logo o destino os aproxima, mas se deparam com um empecilho para concretizar seu amor", resume Maria Helena.</p>
<p><strong>Edição</strong></p>
<p>Para não descaracterizar a escrita da autora, o estabelecimento do texto teve o cuidado de mantê-lo o mais próximo possível do original, segundo a historiadora. O texto foi cotejado com o fac-símile da primeira edição e apresenta: atualização da grafia, padronização da pontuação indicativa de falas e pensamentos; correção de erros tipográficos e, eventualmente, gramaticais, como concordância e conjugação verbal. "No mais, seguimos as escolhas da autora, preservando a colocação pronominal, a pontuação, assim como a substituição dos topônimos por asteriscos."</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-firmina-dos-reis" alt="Maria Firmina dos Reis" class="image-inline" title="Maria Firmina dos Reis" /></p>
<p><strong><i>Maria Firmina dos Reis</i></strong></p>
<p><i>Nascida em São Luís, na então província do Maranhão, em 1825, filha ilegítima de pai negro, Maria Firmina pertencia a família de poucas posses. Tornou-se professora primária aos 22 anos em outra cidade do Maranhão, Guimarães, onde fora morar aos cinco anos. Lecionou até 1881. Um ano antes de deixar o magistério, criou uma sala mista, fato que chocou setores da comunidade local. Morreu na mesma cidade aos 92 anos. Criou onze crianças, entre adotadas e afilhadas, algumas filhas de escravos.</i></p>
<p><i>Seus outros trabalhos literários são o romance indianista “Gupeva” (1861), o conto abolicionista “A Escrava” e vários poemas, publicados em jornais maranhenses. Participou da antologia poética "Parnaso Maranhense"  em 1861 e, dez anos depois, reuniu seus poemas em "Cantos à Beira-Mar".</i></p>
<p><i>Maria Firmina também compôs músicas (letras e partituras) e escreveu um diário.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Edições</strong></p>
<p><strong></strong>De acordo com Maria Helena, foi só nos anos 70 do século 20 que o romance e a sua autora começaram a ter visibilidade crescente. Na época, o bibliófilo e colecionador Horácio de Almeida encontrou num lote de livros que comprara um exemplar de "Úrsula".</p>
<p>Com essa redescoberta, foi lançada uma edição fac-similar em 1975, patrocinada pelo governo do Maranhão em comemoração dos 150 anos de nascimento de Maria Firmina. No mesmo ano, o intelectual negro e ativista maranhense José Nascimento Morais Filho publicou o livro "Maria Firmina: Fragmentos de uma Vida", que incluiu minuciosa pesquisa sobre a vida da escritora, as músicas que compôs (letras e partituras) - entre elas, o "Hino à Libertação dos Escravos", de 1888 - e ao "Álbum", compilação de anotações pessoais de Maria Firmina.</p>
<p>"Úrsula" teve outras quatro edições antes da atual: em 1988, por ocasião do Centenário da Abolição, 2004, 2009 (celebrando os 150 anos da primeira edição) e 2017.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-helena-pereira-toledo-machado-1" alt="Maria Helena Pereira Toledo Machado" class="image-inline" title="Maria Helena Pereira Toledo Machado" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Maria Helena: "Firmina foi uma mulher que ultrapassou todas as barreiras raciais, sociais e de gênero"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Tema de pesquisa</strong></p>
<p>Maria Helena comenta na introdução que em meados dos anos 2000, a autora tornou-se tema de pesquisa nos programas de pós-graduação, "adquirindo novas características e dando início a uma notável tendência ascendente" sobre a obra de Maria Firmina. "Desde então, mais de uma dezena de dissertações e teses, provenientes das áreas de literatura, história, sociologia e estudos culturais, foi escrita."</p>
<p>Os estudos dedicados a "Úrsula" destacam o caráter excepcional da construção narrativa proposta pela romancista, afirma a historiadora. "O fato de a autora ter alçado escravizados a personagens que refletem sobre si mesmos, apresentando uma narrativa de suas vidas opressivas, sempre chamou a atenção. A escritora insuflou neles uma consciência que está ausente nas figuras principais do romance."</p>
<p>Maria Helena ressalta que novas pesquisa e abordagens vêm consolidando um lugar único de Maria Firmina na história e na cultura brasileiras: "O de uma mulher que lucidamente ultrapassou todas as barreiras raciais, sociais e de gênero, mostrando ao mundo que mulheres negras e homens negros têm consciência e agência históricas, sendo capazes de, com suas vozes, desfazer as teias da opressão e do silenciamento gerados pela escravidão e pela exclusão."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Biblioteca Pública de São Luís; Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abolicionismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-11-28T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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