<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 1 to 1.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/acoes-humanas-estao-provocando-um-ecocidio-planetario-diz-carlos-nobre-1" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/acoes-humanas-estao-provocando-um-ecocidio-planetario-diz-carlos-nobre-1">
    <title>Ações humanas estão provocando um ecocídio planetário, diz Carlos Nobre</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/acoes-humanas-estao-provocando-um-ecocidio-planetario-diz-carlos-nobre-1</link>
    <description>Pesquisador colaborados do IEA assumirá nova Cátedra Clima &amp; Sustentabilidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; ">por <i><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/acoes-humanas-estao-induzindo-um-ecocidio-planetario-diz-carlos-nobre/">Herton Escobar, do Jornal da USP</a></i></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-nobre-em-conferencia/image" alt="Carlos Nobre em conferência" title="Carlos Nobre em conferência" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Carlos Nobre foi um dos palestrantes do USP Pensa Brasil 2024, em agosto deste ano. Ao fundo, tela com o título da palestra: Emergência Climática, Desafios para a Humanidade – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; "><span>Ecocídio. Se você ainda não conhece esta palavra, é bom</span><span> ir se familiarizando com ela, pois esse é o que nos aguarda num futuro muito próximo se não começarmos a reduzir imediatamente — e drasticamente — as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera: um “suicídio ecológico”, que poderá extinguir milhares de espécies, aniquilar biomas e tornar grande parte do planeta inabitável até mesmo para nós, seres humanos. Palavras de Carlos Nobre, pesquisador colaborador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo.</span></p>
<p style="text-align: left; ">Um dos climatologistas mais renomados do País, <a class="external-link" href="https://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do">Nobre</a> será o primeiro titular de uma nova cátedra criada pela USP, com o intuito de agregar esforços e fomentar novas iniciativas de pesquisa sobre os temas Clima e Sustentabilidade. A cerimônia de posse e lançamento da cátedra será no dia 18 de dezembro, às 14 horas, na Sala do Conselho Universitário; ocasião em que Nobre proferirá a conferência Emergência Climática: Desafios e Perspectivas para a Humanidade. O evento será transmitido on-line pelo <a href="https://www.iea.usp.br/" class="external-link">site</a> e pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@IEAUSPSP">canal</a> do IEA. Inscrições podem ser feitas <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdzXSCrE8-7Wv27XFokhgL07B20WxSbw7-3RHKjhxmOe-L-Jg/viewform">neste link</a>.</p>
<div id="_mcePaste">“Se a gente continuar emitindo gás carbônico como emitimos hoje, o aquecimento vai chegar a 2,5 graus em 2050, e aí atingiremos muitos pontos de não retorno, que vão liberar uma quantidade gigantesca de gás carbônico”, afirma Nobre, em entrevista ao Jornal da USP. A partir daí, reações em cadeia podem elevar a temperatura da Terra a níveis ainda mais alarmantes, rapidamente. “Se você chega a 4 graus, a Terra começa a esquentar tanto os oceanos que não só acaba com a biodiversidade oceânica como libera uma quantidade gigantesca de metano que está congelado no fundo dos oceanos, principalmente no Ártico. Se esse metano é liberado, na metade do próximo século a temperatura já terá aumentado entre 8 e 10 graus. Nesse nível de aquecimento, grande parte da superfície terrestre é inabitável para seres humanos e você tem a sexta maior extinção de biodiversidade do planeta.”</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<p><br />Especialista em ciências atmosféricas, mudanças climáticas e suas interações com os sistemas naturais da Terra — em especial, com a Amazônia —, Nobre fez carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde atuou como pesquisador durante três décadas e contribuiu para vários relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). Foi ele quem formulou, no início dos anos 1990, a hipótese de “savanização” da floresta amazônica, causada por uma combinação de efeitos do desmatamento e do aquecimento global, que pode levar parte do bioma ao colapso nas próximas décadas.</p>
<p>Nobre, de 71 anos, conversou com o Jornal da USP por telefone em 25 de novembro, logo após retornar da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 29) em Baku, no Azerbaijão. A reunião terminou de forma frustrante, com uma promessa de apenas US$ 300 bilhões por ano dos países ricos para ajudar os países menos desenvolvidos a enfrentar a crise climática, em vez de US$ 1,3 trilhão por ano, que era o valor almejado nas negociações.</p>
<p>Leia abaixo os destaques da entrevista.</p>
<p><strong>O senhor acaba de retornar de Baku. Qual o seu sentimento ao final de mais essa COP?</strong></p>
<p>Eu não fiquei muito tempo lá; fiquei três dias e meio. Mas, assim, eu não vi nenhuma grande discussão. O que todo mundo dizia o tempo todo era que precisamos adotar metas “alinhadas com 1,5 grau” (de aquecimento)<sup>1</sup>. Olha, meu amigo, nós estamos muito próximos disso. Faz 16 meses que a temperatura já atingiu 1,5 grau e, se ela continuar nesse patamar em 2025, há uma alta probabilidade de a ciência bater o martelo e dizer que ultrapassamos esse limite. As metas do Acordo de Paris falam em reduzir 43% das emissões até 2030 e zerar as emissões líquidas até 2050<sup>2</sup>. Se batermos 1,5 agora, já em 2025 ou 2026, não existe nenhuma possibilidade de segurar o aquecimento nesse patamar; aí os estudos já mostram que a gente atingiria 2,5 graus em 2050. É um ecocídio para o planeta! E não houve nenhuma discussão na COP de Baku —pelo menos  no tempo em que eu estive lá — sobre a realidade desse risco.</p>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<th>
<p><i>[<sup>1</sup>O <a class="external-link" href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/acordo-de-paris-e-ndc/arquivos/pdf/acordo_paris.pdf">Acordo</a> de Paris, adotado em 2015, tem como meta principal “manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C” e “envidar esforços para limitar esse aumento a 1,5°C”. Esses são os limites minimamente seguros, segundo a ciência.] [<sup>2</sup>Essas são as reduções necessárias para atingir a meta de 1,5°C, segundo o <a class="external-link" href="https://www.ipcc.ch/2022/04/04/ipcc-ar6-wgiii-pressrelease/">último</a> relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), órgão máximo da ciência climática internacional, publicado em 2022.]</i></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>O que o senhor está dizendo é que as negociações diplomáticas estão totalmente desconectadas do que a ciência está mostrando, sobre a realidade do clima. E aí, como é que a gente muda isso?</strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-nobre-e-biden/image" alt="Carlos Nobre e Biden " title="Carlos Nobre e Biden " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Carlos Nobre participou da recepção a Joe Biden na Amazônia e foi o único brasileiro a acompanhar o presidente dos EUA em um voo de helicóptero sobre a floresta, em 17/11/24 – Foto: Katie Ricks/White House</dd>
</dl>Foi uma infelicidade ter colocado três COPs em países petrolíferos<sup>3</sup>. Acho que o caminho agora é colocar COPs em países muito vulneráveis; países como o Brasil e vários outros. A COP 30, em Belém, vai ser a mais desafiadora, porque ela não vai mais poder falar em zerar as emissões em 2050; vai ter que antecipar muito! Interessante que, no final da reunião do G20<sup>4</sup>, o presidente Lula fez uma declaração muito inovadora: que nós precisamos zerar as emissões líquidas em 2040 ou, no máximo, em 2045. Por sinal, eu estou liderando um estudo com grandes cientistas brasileiros, demonstrando a viabilidade de o Brasil zerar suas emissões em 2040, zerando o desmatamento, acelerando a transição energética, reduzindo as emissões agropecuárias e, principalmente, criando grandes projetos de restauração florestal. Vamos apresentar esses dados no início do ano que vem.</p>
<p><br />Mas não adianta só o Brasil, tem que ser um esforço global. Se o aquecimento permanecer em 1,5 grau em 2025, vamos ter que acelerar muito todos os processos. E para acelerar, veja bem, nem mesmo aqueles US$ 1,3 trilhão vão ser suficientes. Teremos 15 anos para zerar as emissões líquidas do mundo inteiro. Se insistirmos nas metas do Acordo de Paris não vai ter jeito; a temperatura vai subir 2,5 graus, ou até mais, até 2050.</p>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<th><span><i>[<sup>3</sup>As COPs, ou Conferências da Partes, são encontros anuais que reúnem todos os 198 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para discutir metas de enfrentamento da crise climática. A cada ano elas ocorrem em um país diferente. As últimas três foram no Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão. A próxima (COP 30) será no Brasil, em Belém (PA), em novembro de 2025.] [<sup>4</sup>Reunião do Grupo dos Vinte (G20), um fórum de cooperação econômica que congrega as grandes economias do mundo; realizada em 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro.]</i></span></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>O senhor tem usado esse termo "ecocídio", que é uma palavra forte, mas um tanto enigmática. O que ela significa, exatamente?</strong></p>
<p>Se a gente continuar emitindo gás carbônico como emitimos hoje, o aquecimento vai chegar a 2,5 graus em 2050, e aí atingiremos muitos pontos de não retorno (tipping points), que vão liberar uma quantidade gigantesca de gás carbônico. Por exemplo, a floresta amazônica: se passar do ponto de não retorno<sup>5</sup>, você joga uns 250 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. O solo congelado (permafrost) da Sibéria e do norte do Canadá: se passar de 2,5 graus, você emite mais de 200 bilhões de toneladas de gás carbônico, e lá tem muito metano, que tem um poder de aquecimento 20 a 30 vezes maior do que o dióxido de carbono. Então, só com esses dois tipping points — e tem muitos outros —, a gente vai emitir uns 500 bilhões de toneladas de gás carbônico e o aquecimento vai passar de 3 graus, podendo chegar a 4 graus.</p>
<div>Aí, se você chega a 4 graus, a Terra começa a esquentar tanto os oceanos que não só acaba com a biodiversidade oceânica como libera uma quantidade gigantesca de metano que está congelado no fundo dos oceanos, principalmente no Ártico. Se esse metano é liberado, na metade do próximo século a temperatura já terá aumentado entre 8 e 10 graus. Nesse nível de aquecimento, grande parte da superfície terrestre é inabitável para seres humanos e você tem a sexta maior extinção de biodiversidade do planeta<sup>6</sup>. O mínimo que ela vai causar é a morte de 65% de todas as espécies de plantas e animais, marinhas e terrestres. Então, ecocídio é isso: a gente gerar um suicídio ecológico da vida no planeta.</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<th><span><i>[<sup>5</sup>Cientistas estimam que as mudanças no clima e o avanço de desmatamento podem levar a Amazônia a um “ponto de não retorno”, a partir do qual sua cobertura florestal remanescente se tornaria muito mais seca e suscetível a incêndios, resultando em grandes perdas de biodiversidade e de biomassa (vegetação). Ao queimar e perder biomassa, a floresta emite carbono para a atmosfera.] [<sup>6</sup>Ao longo da história da vida na Terra, de 3,5 bilhões de anos, ocorreram cinco grandes eventos de extinção em massa. O mais famoso é o que pôs fim à era dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, deflagrado pelo impacto de um meteoro.]</i></span></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><strong>Incluindo nós, seres humanos?</strong></div>
<div>Sim, incluindo a gente; porque nos últimos 250 mil anos de evolução do Homo sapiens a temperatura nunca passou dessa de hoje. Mesmo no tempo do Homo erectus, dois a três milhões de anos atrás, a temperatura nunca passou muito disso — chegando a uns 2 graus de aquecimento, no máximo. Então, se a temperatura aumentar 4 graus, o que acontece é que o nosso corpo perde a capacidade de eliminar calor e a gente entra em estresse térmico. Idosos, bebês e pessoas doentes só sobrevivem cerca de meia hora nessa situação; pessoas adultas, saudáveis, sobrevivem cerca de duas horas. Nesse cenário (de 4 graus de aquecimento), todas as regiões equatoriais ao nível do mar e todas as regiões de latitudes médias no verão se tornarão inabitáveis. Somente as regiões polares e o topo das montanhas — dos Alpes, dos Andes, do Himalaia, etc. — serão habitáveis.</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<div><strong><br />Como é possível que, diante de um cenário tão catastrófico como esse que acabou de descrever, o mundo continue incólume, incapaz de adotar medidas verdadeiramente eficazes para mudar essa trajetória? O senhor acha que as pessoas ainda não entenderam o tamanho do problema, ou já entenderam, mas ainda assim preferem não agir, em função de questões políticas ou econômicas?</strong></div>
<div>Acho que não entenderam; porque os seres humanos, normalmente, só entendem algo quando o risco de vida já ficou para ontem, né? Parece que as pessoas só vão acreditar quando a coisa explodir mesmo. Não entenderam ainda que, se continuarmos com as emissões atuais, nós vamos realmente fazer o ecocídio do planeta em torno do fim deste século ou início do próximo.</div>
<div></div>
<div></div>
</div>
</div>
<div>
<div></div>
<div><strong><br />Em setembro, o senhor deu uma entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo que teve grande repercussão, em que o senhor dizia que estava “apavorado” com a velocidade das mudanças climáticas. Passados três meses e tendo visto o que aconteceu na COP do Azerbaijão, qual é o seu sentimento hoje? Continua apavorado?</strong></div>
<div>Continuo apavorado, porque até mesmo essa meta de 43% de redução de emissões até 2030 parece quase impossível de ser atingida. As emissões em 2024 já estão maiores do que em 2023. Mesmo com US$ 1,3 trilhão por ano a partir de 2026 seria muito desafiador. E mesmo que a gente conseguisse zerar as emissões líquidas em 2050, é aquilo que eu falei: a temperatura pode subir 2,5 graus, e aí pronto; é tipping point, ponto de não retorno, Amazônia secando, permafrost descongelando, milhares de centenas de espécies entrando em extinção. Por isso eu continuo apavorado, porque se a gente não reduzir rapidamente as emissões e começar a remover muito gás carbônico da atmosfera, com milhões e milhões de quilômetros quadrados de restauração florestal em todo o mundo, a gente vai chegar a esse ponto.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<div></div>
<div><strong><br />Qual é o papel dos cientistas nesse cenário daqui para a frente? O que mais pode ser feito? O que mais pode ser dito, que já não tenha sido dito muitas e muitas vezes?</strong></div>
<div>O papel dos cientistas é fazer o que a gente chama de advocacia responsável (advocacy). Os cientistas têm que entender que eles têm uma responsabilidade de comunicar esses riscos para a sociedade. E, é claro, temos que continuar avançando com as pesquisas, produzindo conhecimento.</div>
<div></div>
<div></div>
</div>
<div></div>
<div>
<div><strong>O que o senhor acha de soluções tecnológicas para a crise climática? Até que ponto podemos contar com novas tecnologias para impedir, ou pelo menos adiar, esse ecocídio para o qual estamos caminhando?</strong></div>
<div>Eu sou muito voltado para soluções baseadas na natureza. Por exemplo, existe a possibilidade de aumentar a escala da restauração de biomas. Fala-se muito da possibilidade de restaurar entre 6 e 7 milhões de quilômetros quadrados nas próximas décadas, de todos os biomas do mundo, o que retiraria de 5 a 6 bilhões de toneladas de gás carbônico da atmosfera por ano. É muita coisa. A restauração não só remove os gases de efeito estufa como baixa a temperatura no nível do solo, diminui as ondas de calor, protege a biodiversidade e traz outros benefícios. Precisamos muito avançar tecnologicamente nessas soluções.</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div></div>
<div><br />Mas o mais importante — lembrando que cerca de 80% das emissões de gases de efeito estufa, historicamente, vêm da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) — é avançar com a transição energética. Ela está ocorrendo, mas é muito lenta para combater as mudanças climáticas. Precisamos acelerar muito a implementação das energias renováveis que já existem — solar, eólica, hidrogênio verde e até mesmo biocombustíveis — e buscar várias outras fontes de energias renováveis; por exemplo, dos oceanos.</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>O que o senhor planeja fazer com essa nova cátedra da USP?</strong></div>
<div>Neste primeiro ano eu quero enfatizar duas áreas de pesquisa, em que a USP pode ajudar muito. Uma é o que a gente chama de restauração florestal urbana — vamos fazer um estudo para ver o que vai acontecer com a cidade de São Paulo com 1,5 grau de aquecimento, ou 2,5 graus de aquecimento, e entender como a restauração florestal urbana poderia amenizar esses impactos. Outra prioridade, junto com o Cemaden e outras universidades, será criar um curso para o ensino fundamental e médio, para ensinar às crianças e aos jovens o risco das mudanças climáticas, o risco do desmatamento, do fogo, etc. Queremos preparar as crianças para o que está acontecendo, porque a gente percebe que é muito difícil mudar o comportamento dos adultos. Então, a gente precisa começar a fazer esses cursos, que já existem em outros países.</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
</div>
<div></div>
</div>
<div>
<hr />
*Repórter especial do Jornal da USP</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Climate Change</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Clima &amp; Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Carlos Nobre</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-12-05T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
