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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 1 to 2.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/naomar-de-almeida-filho-e-o-novo-professor-visitante-do-iea-usp">
    <title>Naomar de Almeida Filho é o novo professor visitante do IEA-USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/naomar-de-almeida-filho-e-o-novo-professor-visitante-do-iea-usp</link>
    <description>Almeida, que teve seu ingresso referendado pelo Conselho Deliberativo (CD) do Instituto no dia 5 de abril, deve permanecer no IEA até fevereiro de 2021 com o projeto “Desenvolvimento de Modelos Inovadores de Educação Superior: Foco na Formação Geral Universitária em Saúde”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b78f3d04-7fff-73fc-2498-e902ef2af982"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naomar-de-almeida-filho-luiz-bevilacqua-e-carlos-alberto-barbosa-dantas" alt="Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua e Carlos Alberto Barbosa Dantas" class="image-right captioned" title="Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua e Carlos Alberto Barbosa Dantas" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar Monteiro de Almeida Filho</a></span><span>, professor de Epidemiologia e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é o novo professor visitante do IEA-USP. Almeida, que teve seu ingresso referendado pelo Conselho Deliberativo (CD) do Instituto no dia 5 de abril, deve permanecer no IEA até fevereiro de 2021 com o projeto “Desenvolvimento de Modelos Inovadores de Educação Superior: Foco na Formação Geral Universitária em Saúde”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com a proposta apresentada, o projeto tem dois objetivos principais: identificar, avaliar e divulgar propostas inovadoras de educação superior capazes de promover a formação geral universitária no sistema público brasileiro, visando a incorporação de valores humanísticos e científicos cruciais para enfrentamento dos desafios do século 21; e promover formas inovadoras de organização do conhecimento, estrutura curricular e prática pedagógica na USP, contribuindo para seu processo de internacionalização e consolidação de sua liderança institucional no contexto da educação superior.</span></p>
<p dir="ltr">O ex-reitor da UFBA é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho (GT) “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">A USP Diante dos Desafios do Século 21</a>” do IEA, ao lado de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua"><span>Luiz Bevilacqua</span></a>, criado no ano passado para propor ações de reestruturação acadêmica e administrativa que potencialmente adequem a USP às demandas do ensino superior do século 21. Após um ano de debates e pesquisas, o grupo publicou um documento no qual conclui que a USP deve iniciar estudos sobre opções de formação universitária mais adequadas aos tempos atuais. Para os pesquisadores, os avanços devem acontecer preferencialmente “pela adoção de novas modalidades de organização curricular, atualização de conteúdos temáticos, revisão da estrutura pedagógica e integração de níveis de formação”.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Formação para o futuro</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Seguindo a interpretação do GT, Naomar sugere que o avanço persistente da automação e das tecnologias de informação — como a Inteligência Artificial e o Aprendizado de Máquina — deve atualizar as competências exigidas de operadores de sistemas, políticas, programas e serviços. Segundo ele, esse possível novo cenário demandará uma postura “inter/transdisciplinar, interprofissional, multirreferenciada, ética e politicamente responsável, culturalmente sensível e fomentadora de qualidade com equidade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mas para atingir essa “imagem-objetivo”, o professor acredita ser necessário responder às seguintes perguntas: “Que perfil sociopolítico e vocacional definirá tal profissional? Que saberes, competências e habilidades serão necessários? Para que sua prática seja efetiva, resolutiva e criativa, que princípios, valores e atitudes precisaremos desenvolver e cultivar? Como a Universidade poderá responder a essas novas demandas?”. Encontrar as respostas também é um dos objetivos do projeto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre o novo paradigma que a revolução tecnológica impõe sobre a educação, Almeida cita o historiador israelense Yuval Harari, autor do </span><span><i>best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade</i></span><span> (L&amp;PM, 2015). “Pela primeira vez na história, não fazemos ideia do que ensinar às crianças na escola ou aos estudantes na universidade. Pelo contrário, a maior parte do que hoje aprendem as crianças na escola será irrelevante em 2050”, argumenta o historiador.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O ex-reitor defende ainda que, no mundo atual — “globalizado, complexo e diverso, interconectado, cada vez mais acelerado, carente de solidariedade e sensibilidade” — pode ser necessário recuperar, no ensino superior, o conceito de educação geral. Para ele, as instituições deveriam se comprometer principalmente com a transmissão de cinco competências (</span><span><i>pentavium</i></span><span>):<br /></span><strong>1.</strong> <i>Competência linguística</i> — domínio do vernáculo e de pelo menos uma língua estrangeira, definida pela área de atuação profissional;<br /><strong>2.</strong> <i>Capacitação em pesquisa</i> — habilidades de raciocínio analítico e de interpretação para produzir conhecimentos;<br /><strong>3.</strong> <i>Competência pedagógica</i> — habilidades didáticas necessárias para compartilhar conhecimentos;<br /><strong>4.</strong> <i>Sensibilidade às desigualdades sociais</i> — empatia e capacidade de escuta sensível, com ética e respeito à diversidade humana;<br /><strong>5.</strong> <i>Competência tecnológica crítica</i> — domínio dos meios de prática e suas implicações.</p>
<p dir="ltr"><span>Naomar sustenta que o momento atual exige outra pedagogia, distinta daquela que formou a geração contemporânea de adultos maduros. “Modos convencionais de transmissão de conhecimento eficiente e resolutivo, mediante processos educacionais baseados em conteúdos e protocolos para desenvolvimento de competências e habilidades, estão superados”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naomar-de-almeida-filho" alt="Naomar de Almeida Filho" class="image-left captioned" title="Naomar de Almeida Filho" />Formação em saúde</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A defasagem formacional da força de trabalho (sobretudo da brasileira) tem impactos particularmente severos sobre a saúde pública, ressalta o novo professor visitante do IEA. Ele acredita que o Estado brasileiro tem uma dívida social em saúde com a população que não será quitada “enquanto houver cidadãos excluídos da cobertura de programas de promoção e proteção da saúde e discriminados por diferenciais de qualidade e de resolutividade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A força dos processos sociais na saúde e na educação é amplamente reconhecida, porém infelizmente a sinergia do coletivo, muito propalada, tem sido pouco realizada”, argumenta. Para o ex-reitor, os modelos de ensino ainda são demasiadamente individualistas. “A formação de profissionais da saúde precisa incluir competência tecnológica, mais potente e de maior crítica, não somente por razões utilitárias, mas para viabilizar maior alcance das práticas de cuidado”, defende. “Ao negligenciar a diversidade de focos e vivências advindos da interprofissionalidade, o empobrecimento das práticas é inevitável.”</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sob esta perspectiva, o professor acredita ser urgente a adoção de abordagens inovadoras no ensino superior em saúde para que tanto a defasagem formacional quanto o avanço das fronteiras científicas sejam suplantados no futuro próximo: “É necessário e pertinente, portanto, avançar no planejamento, implementação, acompanhamento e avaliação de modelos formativos inovadores, com práticas de ensino-aprendizagem orientadas a superar desigualdades em saúde, desconstruindo vieses sociais, geracionais, de gênero, étnicos e políticos e, nesse processo, ressignificar elementos de diferenciação e distinção dos sujeitos perante o direito à saúde”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Planejamento e atividades</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Os resultados e as publicações científicas do projeto serão veiculados principalmente pelo site do IEA, com o objetivo de democratizar o acesso do conhecimento a gestores acadêmicos, profissionais e cidadãos. Mas o professor ressalta que meios de comunicação em massa, como emissoras públicas de televisão e rádios comunitárias deverão ser acionadas para a divulgação e capilarização dos resultados, além de oferecer diálogos com a população.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para garantir a difusão efetiva dos conhecimentos adquiridos, serão promovidos cursos de extensão na modalidade presencial, semipresencial e/ou à distância, por meio de estratégias participativas de troca de saberes e conhecimento, como seminários, </span><span><i>workshops</i></span><span>, feiras de ciência e oficinas comunitárias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Como legado tangível do projeto, duas iniciativas devem ser executadas:<br /></span><strong>1.</strong> Montagem de cursos sobre Eixos Temáticos/Temas-Problemas/Vetores do Conhecimento coerentes com a nova organização do saber científico em bases inter/transdisciplinares — o projeto será coordenado por Luiz Bevilacqua.<br /><strong>2.</strong> Implantação de um Bacharelado Interdisciplinar em Ciências na Universidade de São Paulo, com área de concentração em Ciências &amp; Tecnologias em Saúde, em caráter experimental, seguindo o modelo do curso de Ciências Moleculares da USP.</p>
<p dir="ltr"><span>Naomar pretende ainda publicar ao menos quatro livros e oito artigos científicos durante sua permanência no IEA-USP.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-08T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-diante-do-espelho">
    <title>Documento ressalta urgência para mudanças nas universidades brasileiras</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-diante-do-espelho</link>
    <description>O seminário "A Universidade diante do Espelho", realizado no dia 10 de outubro, marcou o lançamento do relatório "USP: Proposta de Agenda para o Futuro", produzido pelo Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-usp-diante-do-espelho-painel-1" alt="A USP diante do Espelho - Painel 1" class="image-inline" title="A USP diante do Espelho - Painel 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Painel 1 - Transformações Contemporâneas do Ensino Superior - com (<i>a partir da esq.</i>) Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua, Soraya Smaili, Elizabeth Balbachevsky e José Goldemberg</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ouvir a sociedade e procurar atender às suas demandas, internacionalizar-se efetivamente - não só com intercâmbio de estudantes -, redução e flexibilização curricular, desburocratização, buscas de novas fontes de recursos, atingir a todos que queiram ter formação superior, contar com modelos diferenciados. Esses são alguns dos principais desafios da universidade brasileira diante do ritmo cada vez mais acelerado das transformações sociais e na produção de conhecimento.</p>
<p>Mais que desafios, essas questões talvez sejam imperativos para a universidade continuar a desempenhar o papel de principal agente de produção de conhecimento e formação de cientistas e profissionais.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA e ex-reitor da UFABC, costuma usar uma metáfora esportiva para definir as exigências do momento: "Uma onda que quebra na praia é uma onda de choque. As transformações no mundo e no conhecimento estão produzindo uma onda de choque para a universidade e numa onda dessas não adianta nadar: é preciso surfar, e para isso a universidade tem de escolher a prancha mais adequada".</p>
<p>Bevilacqua e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, ex-reitor da UFBA e da UFSB, apresentaram no dia 10 de outubro, durante o encontro "A USP diante do Espelho", propostas sobre o que deve ser feito para essa onda ser surfada a contento. Os dois integram o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</a>, que produziu o documento "<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/usp-proposta-de-agenda-para-o-futuro" class="external-link">USP: Propostas de Agenda para o Futuro</a>", lançado no evento.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Documento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/usp-proposta-de-agenda-para-o-futuro" class="external-link">USP: Proposta de Agenda para o Futuro</a></li>
</ul>
<p>Artigo</p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/artigos/a-universidade-alem-do-espelho/">A Universidade além do espelho</a>"<br />Por Eugênio Bucci (publicado no "Jornal da USP" no dia 24 de outubro de 2018)</li>
</ul>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/no-grupo-discute-a-usp-no-seculo-21" class="external-link">Novo grupo apresentará propostas para a USP do século 21</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-debatem-propostas-para-renovacao-das-universidades" class="external-link">Grupo do IEA lança relatório com propostas para a renovação das universidades</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/a-universidade-diante-do-espelho" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-universidade-diante-do-espelho-10-de-outubro-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Discussão pública</strong></p>
<p>Presente nos nomes do grupo de trabalho, do documento e do evento, a USP é tomada como referência, mas as propostas se dirigem a todas as universidades brasileiras. O trabalho é uma espécie de "livro verde" (relatório com apresentação de propostas para discussão pública) para a área no país. Bevilacqua ressaltou que não há solução única para as universidades, por isso o documento está aberto a sugestões e modificações.</p>
<p>As principais propostas para a USP contidas no trabalho são: criar um bacharelado interdisciplinar em ciências; organizar novas unidades acadêmicas na forma de centros interdisciplinares; adotar iniciativas que permitam a melhoria do ensino médio, como a criação de uma Academia Juvenil; liderar a criação do Brazil Ranking of World Universities, uma classificação internacional de universidades de pesquisa com critérios ajustados à realidade e interesses do Brasil e outros países do Hemisfério Sul; assumir papel significativo na reformulação necessária de critérios do CNPq, Capes e outras agências de fomento; e criar um Fórum Permanente de Educação, Ciência e Tecnologias com a participação de representantes da indústria e dos Poderes Executivo e Legislativo.</p>
<p>O grupo propõe duas ações específicas para o IEA nesse processo de transformação:  a criação de cursos de verão sobre temas amplos relativos à realidade nacional, mas de interesse acadêmico geral, e de cátedras de estudos estrangeiros, em cooperação com o Instituto de Relações Internacionais, com ênfase nas cadeias de ensino dos países e regiões com quem a USP mantém maior intercâmbio.</p>
<p>Além de Bevilacqua e Almeida Filho, também participam do grupo de trabalho responsável pelo documento outros oito pesquisadores da USP envolvidos com o debate sobre o ensino superior brasileiro: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-dantas" class="external-link">Caio Dantas</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugenio Bucci</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski </a>(vice-diretor do IEA), Henrique von Dreifus, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (diretor do IEA) e Roseli de Deus Lopes.</p>
<p>O encontro teve quatro horas de intenso debate, com a presença de representantes da USP, Unesp, Unifesp, UFABC e outras instituições. As discussões ressaltaram a importância de várias das propostas e de como as transformações na USP podem repercutir no resto do país em função do papel de liderança da universidade. Houve questionamentos também, como a afirmação de que várias das medidas propostas já estão em curso na USP, a necessidade de as humanidades terem maior espaço na reflexão sobre as mudanças e a defesa de que outras universidades também sejam protagonistas na elaboração de propostas.</p>
<p>O primeiro painel foi dedicado às "Transformações Contemporâneas do Ensino Superior" e abordou três aspectos: autonomia e internacionalização; modelos de formação; e desafios do século 21. O segundo teve o tema "Pontos Críticos, Desafios e Propostas para a USP", com análises sobre: avaliação e excelência; conexões com a sociedade; e a universidade no mundo digital.</p>
<p><strong>Comentários</strong></p>
<p>Além de Bevilacqua e Almeida Filho como expositores, o encontro teve a participação de sete comentaristas: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-goldemberg" class="external-link">José Goldemberg </a>, ex-ministro da Educação e ex-reitor da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/soraya-soubhi-smaili" class="external-link">Soraya Smaili </a>, reitora da Unifesp; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e ex-ministro da Educação; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simon-schwartzman" class="external-link">Simon Schwartzman</a>, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Ites); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adelaide-alario" class="external-link">Adelaide Faljoni-Alario</a>, da UFABC e coordenadora-adjunta da Área Interdisciplinar da Capes; Elizabeth Balbachevsky, da FFLCH-USP; e Eugenio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Elizabeth e Bucci também participaram da produção do relatório.</p>
<p>No que se refere a USP, Goldemberg afirmou faltar no documento a concepção de que o avanço depende da melhoria dos pesquisadores e consequente incremento da produção científica de impacto. Disse que a universidade brasileira é vista como fornecedora de suprimentos: "Ela recebe pouca demanda em geral e a demanda industrial é baixíssima." Ele discorda da reivindicação de mais recursos, algo "impatriótico diante das necessidades de outras áreas, como saúde e segurança pública". A internacionalização, em seu entender, é natural "quando se é bom e se descobre algo importante".</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-usp-diante-do-espelho-painel-2" alt="A USP diante do Espelho - Painel 2" class="image-inline" title="A USP diante do Espelho - Painel 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Painel 2 - Pontos Críticos, Desafios e Propostas para a USP -, com (<i>a partir da esq.</i>) Luiz Bevilacqua, Adelaide Faljoni-Alario, Renato Janine Ribeiro, Eugênio Bucci e Simon Schwartzman</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Elizabeth destacou que a internacionalização é central para uma universidade, mas deve ser mais do que enviar e receber alunos. "O ponto central é a mescla com redes globais de produção e circulação de conhecimento."</p>
<p>Outro aspecto enfatizado por ela é a necessidade de "ceder parte da autonomia e aceitar uma cogovernança externa". Para isso, ela propõe a incorporação de um board of trustees [conselho de gestão] que represente setores da sociedade interessados na atuação da universidade. Destaca, no entanto, que esse board "não pode ser só consultivo, mas ter a capacidade de orientar os rumos da universidade, caso contrário a lógica corporativa se torna dominante".</p>
<p>Para Schwartzman não se deve levar em consideração apenas as universidades de pesquisa como a USP. "Deve-se falar em sistema de ensino superior, que inclui também outros tipos de instituições de ensino, o ensino a distância e outras atividades." Ele considera que faltou ao documento uma reflexão sobre o papel da USP nesse contexto. "Falou-se da Maria Antonia [sede da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de 1949 a 1968], mas ninguém mais é Maria Antonia no mundo. Uma universidade moderna tem escolas pesadas de engenharia, tecnologia etc." E indagou sobre qual deve ser o papel da USP: "Ela é fundamentalmente de pesquisa ou faz também outras coisas?".</p>
<p>"O negócio de uma instituição universitária é o talento", afirmou Schwartzman. Para fazer uma política direcionado pelo talento "é preciso pagar o que o mercado internacional paga". Não se deve esquecer, comentou, que universidades como a USP integram o serviço público, "o que torna a política de pessoal extremamente rígida, com um sistema arcaico de seleção via concurso". Defendeu a adoção de um sistema misto de contratação de pesquisadores, ao qual seria acrescentada a atuação de comitês de busca.</p>
<p><strong>Humanidades</strong></p>
<p>Bucci questionou se "o paradigma da ciência resolve a questão da universidade". Para ele, é preciso uma instância que reflita sobre a ciência. "Esse lugar talvez seja a filosofia. Ela deve ser incluída quando discutimos indicadores e qualidade da universidade."</p>
<p>As relações entre ciência e democracia também foram lembradas por ele: "Nosso documento faz menção às pretensões da China em assumir a liderança científica. A ciência é compatível com um regime não democrático? A conduta e o debate científicos prosperam sem democracia?".</p>
<p>Janine disse que a pergunta de Bucci sobre o papel a ser cobrado da filosofia leva à questão das diferenças próprias das humanidades. "Quando se vê um documento como esse, o caminho para as ciências e engenharias está mais ou menos definido, só faltam ajustes. Mas quando colocamos a questão das ciências humanas, fica complicado." Para ele, a internacionalização das humanidades é algo mais trabalhoso. "Nelas, não se escreve um paper com 850 palavras. E há o problema da produção na língua local."</p>
<p>Janine comentou também que "falta atrevimento" à comunidade de ciências humanas, com a carência de perguntas globalizantes para aglutinar pesquisadores. Um exemplo de trabalho com questões desse tipo seria, em sua opinião, investigar como a educação pode ser usada para a redução da desigualdade.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-11T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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