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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/centralidades-perifericas-literatura">
    <title>Centralidades Periféricas: Reflexões Sobre Literatura Periférica e Universidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/centralidades-perifericas-literatura</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Centralidades Periféricas são diálogos que acontecerão ​entre docentes, técnicos, estudantes, artistas, intelectuais e ativistas das periferias brasileiras. Sobre o tema geral 'Democracia, Artes e Saberes Plurais', serão estimulados diálogos e interações que contribuam para aproximar a universidade e as periferias, reconhecer suas produções e ampliar os meios para a maior representação dos sujeitos e experiências periféricas na Universidade de São Paulo.</p>
<p><i>Literatura periférica</i> será o tema do primeiro encontro, no qual ocorrerá o lançamento dos livros "Flores de Alvenaria", de Sergio Vaz, e "21 Gramas", de Marcio Vidal.</p>
<p><strong>Expositores </strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-vaz" class="external-link">Sergio Vaz</a> (poeta e idealizador da Cooperifa)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/heloisa-buarque-de-hollanda" class="external-link">Heloisa Buarque de Hollanda</a> (idealizadora da Universidade das Quebradas - UFRJ)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Erica Peçanha</a> (pesquisadora de movimentos culturais de periferias)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcio-vidal-marinho" class="external-link">Marcio Vidal</a> (poeta, pesquisador e integrante da Cooperifa)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a> (titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência - IEA-USP e diretora da Redes da Maré)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-21T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-ciencia-cinema-e-literatura-durante-feira-do-livro-de-ribeirao-preto">
    <title>Evento discute ciência, cinema e literatura durante Feira do Livro de Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-ciencia-cinema-e-literatura-durante-feira-do-livro-de-ribeirao-preto</link>
    <description>Cine-Literatura é promovido pelo IEA-RP, CTC-USP e CRID com apoio da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/capa18c2aafeiradolivro.jpg/@@images/943edb26-696c-4dea-9f4b-f3b2debe1c66.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />E se você pudesse unir cinema e literatura para conhecer um pouco mais sobre ciência? É exatamente com essa proposta que o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, o Centro de Terapia Celular (CTC) e o Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (CRID) se uniram à Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto para trazer, durante a programação da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, o Cine-Literatura.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">A iniciativa é fruto de outro projeto das três unidades, o Ciência com Pipoca, que é realizado desde 2016 com o objetivo de discutir temas ligados a ciência utilizando trechos de filmes e séries. Para a Feira Nacional do Livro, as apresentações são baseadas em filmes adaptados ou inspirados em livros.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">Serão três palestras, nos dias 21, 23 e 25 de maio, a partir das 9h, na Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro). Na primeira, os professores mestres Caio de Castro e Freire, Michele Dayane Facioli Medeiros e Rafael Gil de Castro discutem a imagem do cientista que o cinema e a literatura retratam, baseando-se em obras como Frankenstein, Jurassic Park, De Volta para o Futuro, entre outras. Na segunda palestra, o professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP Ribeirão Preto Marco Antonio de Almeida comenta os impactos da obra Neuromancer, que não apenas revolucionou a literatura de ficção científica como trouxe um novo gênero, o cyberpunk. Por último, o doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos Diego Renan Bruno aborda filmes sobre a dependência dos humanos em relação às máquinas e debate se essas obras representam apenas contextos de ficção científica ou se podem se tornar realidade.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">O Cine-Literatura é gratuito e não é necessário se inscrever para participar. Escolas devem agendar a participação de grupos de alunos pelo telefone (16) 3977 9117. Mais informações sobre as palestras do Cine-Literatura: (16) 3315 0368 ou iearp@usp.br. A programação completa da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto está disponível no site fundacaodolivroeleiturarp.com.</div>
<p> </p>
<hr />
<p><strong>Cine-Literatura</strong><br /><i>21, 23 e 25 de maio, 9h<br />Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cine-literatura-1" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-14T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-recebe-lancamento-do-livro-novos-olhares-de-janus">
    <title>IEA-RP recebe lançamento do livro "Novos Olhares de Janus"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-recebe-lancamento-do-livro-novos-olhares-de-janus</link>
    <description>Obra reúne crônicas do professor aposentado da USP Sérgio Mascarenhas de Oliveira</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/capa.jpg/@@images/8fbeb09c-2517-4c4b-9a41-27bf791159dc.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />O Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) recebe no dia 18 de maio, a partir das 16h, o lançamento do livro "Novos Olhares de Janus", de autoria do professor aposentado do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e ex-coordenador do Instituto de Estudos Avançados Polo São Carlos da USP Sérgio Mascarenhas de Oliveira.</span></p>
<p> </p>
<div id="_mcePaste">O livro reúne crônicas do autor e dá continuidade aos temas abordados no primeiro livro, intitulado "Olhares de Janus". Na mitologia romana, Janus é um deus que possui duas faces, uma voltada para o passado e a outra, para o futuro, sendo considerado por isso o deus da transformação, que indica em seus olhares o cultivo da prudência. Em suas crônicas, Mascarenhas utiliza o ícone de Janus para exemplificar sua leitura de mundo da ciência, enfatizando, assim, que no conhecimento do passado estão as possibilidades interpretáveis do futuro.</div>
<p> </p>
<div id="_mcePaste">Sérgio Mascarenhas de Oliveira foi professor titular do IFSC-USP e é professor visitante em universidades dos Estados Unidos, México, Japão, Reino Unido e Itália. Foi personalidade de destaque na criação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do curso de Engenharia de Materiais, além de levar à USP São Carlos um polo do Instituto de Estudos Avançados (IEA). Acumula diversos prêmios e distinções, entre eles o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Ciência Geral, em 2006. Aos 90 anos, continua ativo em suas pesquisas e segue contribuindo para a ciência nacional. Uma de suas recentes realizações é o desenvolvimento de um dispositivo capaz de aferir a pressão intracraniana de forma não-invasiva.</div>
<p> </p>
<div id="_mcePaste">O evento é gratuito e não há necessidade de inscrições. Mais informações: iearp@usp.br ou (16) 3315 0368.</div>
<div></div>
<div>
<hr />
<b>Lançamento do livro "Novos Olhares de Janus"</b><br /><i>18 de maio, 16h<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-do-livro-novos-olhares-de-janus" class="external-link">Página do evento</a></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-07T19:51:41Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-do-livro-novos-olhares-de-janus">
    <title>Lançamento do livro "Novos Olhares de Janus"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-do-livro-novos-olhares-de-janus</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O livro reúne crônicas do autor e dá continuidade aos temas abordados no primeiro livro, intitulado "Olhares de Janus". Na mitologia romana, Janus é um deus que possui duas faces, uma voltada para o passado e a outra, para o futuro, sendo considerado por isso o deus da transformação, que indica em seus olhares o cultivo da prudência. Em suas crônicas, Mascarenhas utiliza o ícone de Janus para exemplificar sua leitura de mundo da ciência, enfatizando, assim, que no conhecimento do passado estão as possibilidades interpretáveis do futuro.</span></p>
<div></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">Sérgio Mascarenhas de Oliveira foi professor titular do IFSC-USP e é professor visitante em universidades dos Estados Unidos, México, Japão, Reino Unido e Itália. Foi personalidade de destaque na criação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do curso de Engenharia de Materiais, além de levar à USP São Carlos um polo do Instituto de Estudos Avançados (IEA). Acumula diversos prêmios e distinções, entre eles o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Ciência Geral, em 2006. Aos 90 anos, continua ativo em suas pesquisas e segue contribuindo para a ciência nacional. Uma de suas recentes realizações é o desenvolvimento de um dispositivo capaz de aferir a pressão intracraniana de forma não-invasiva.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-07T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-participa-do-lancamento-da-feira-nacional-do-livro-de-ribeirao-preto">
    <title>IEA-RP participa do lançamento da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-participa-do-lancamento-da-feira-nacional-do-livro-de-ribeirao-preto</link>
    <description>Polo organiza uma das atividades culturais do evento neste ano</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/abertura_feira.jpg/@@images/628b32ad-8f68-423c-8d2e-c89557c09018.jpeg" style="text-align: justify; " title="" class="image-left" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify; "><span>O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP participou no dia 25 de abril do lançamento da programação da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. O evento, que será realizado entre os dias 19 e 27 de maio, vai reunir 250 atividades culturais, como conferências, palestras, oficinas, shows e performances, entre outras.</span></div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">O lançamento contou com a apresentação do espetáculo “Canto da Alma”, da Academia Livre de Música e Artes (Alma), que envolveu performances de canto e teatro.</div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">Nesta edição, o IEA-RP, o Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) promovem uma das atividades da Feira, o Cine-Literatura. O evento traz discussões envolvendo ciência, cinema e literatura, nos mesmos moldes de outra iniciativa das três unidades, o Ciência com Pipoca.</div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">Serão três apresentações nos dias 21, 23 e 25 de maio, a partir das 9h, na Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro). A programação completa da Feira está disponível <a href="https://fundacaodolivroeleiturarp.files.wordpress.com/2018/04/18_revista_fnlrp_digital.pdf" target="_blank">neste link</a>. Mais informações sobre as palestras do Cine-Literatura: (16) 3315 0368 ou <a href="mailto:iearp@usp.br" target="_blank">iearp@usp.br</a>.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-07T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-92/@@images/c271f0b2-1ca5-405d-9ac9-472dbcbf1556.jpeg" style="float: right; " title="Capa Estudos Avançados 92" class="image-inline" alt="Capa Estudos Avançados 92" />A política está presente em dois conjuntos de textos da edição 92 da revista “Estudos Avançados”, lançada no final de abril. Os dossiês trazem artigos sobre representação política, democracia representativa, fundamentos da sociedade brasileira, políticas públicas, atual fase do capitalismo, uso de recursos públicos e militância por justiça de dois personagens da história brasileira [<i>veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo</i>].</p>
<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-92/@@images/c271f0b2-1ca5-405d-9ac9-472dbcbf1556.jpeg" style="float: right; " title="Capa Estudos Avançados 92" class="image-inline" alt="Capa Estudos Avançados 92" />A política está presente em dois conjuntos de textos da edição 92 da revista “Estudos Avançados”, lançada no final de abril. Os dossiês trazem artigos sobre representação política, democracia representativa, fundamentos da sociedade brasileira, políticas públicas, atual fase do capitalismo, uso de recursos públicos e militância por justiça de dois personagens da história brasileira [<i>veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo</i>].</p>
<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
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<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci">
    <title>Em novo livro, Alfredo Bosi analisa a obra de Leonardo da Vinci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci</link>
    <description>Editor da Revista "Estudos Avançados", Bosi lança livro pela Edusp, no qual destaca a singularidade do pensamento leonardino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Por <span class="author_name author vcard">Roberto C. G. Castro, do Jornal da USP</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/santa-ceia" alt="A Última ceia " class="image-inline" title="A Última ceia " /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><span style="text-align: right; "><i>A Última Ceia</i></span><span style="text-align: right; ">, 1495-1498, têmpera sobre gesso - Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><span class="wpsdc-drop-cap" style="float: left; "> </span></span>O processo criativo de Leonardo da Vinci (1452-1519) se inicia com o olhar “ingênuo” sobre a natureza, passa pelo estudo rigoroso das imagens vistas e termina com as projeções do artista, que cria novas formas a partir da análise dessas imagens. Essa descrição dos fundamentos da arte do mestre renascentista está no livro "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci"<i> </i>(Editora da USP (Edusp), 88 páginas, R$ 34)</em>, que o editor da Revista "Estudos Avançados", Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> acaba de publicar.</p>
<p>Com 88 páginas, a nova obra de Bosi tem o mérito de destacar a singularidade do pensamento leonardiano, como aponta o professor Lorenzo Mammi, da FFLCH, que assina o texto da contracapa do livro. Segundo Mammi, esse pensamento inclui uma concepção da natureza como uma totalidade orgânica em transformação contínua e, portanto, o interesse por tudo o que é instável, a busca de uma nova relação entre experiência, imaginação e fazer – segundo a qual conhecer a natureza é também recriá-la, no pensamento e na obra – e, finalmente, uma escrita que privilegia a anotação pontual, o aforismo, o provérbio e o ditado popular, em que melhor se manifesta a instabilidade do mundo e do destino. “Bosi mostra como a pintura de Leonardo, que abole os contornos marcados do primeiro Renascimento em prol de uma transição contínua entre atmosfera e corpos, é consequência necessária dessa concepção”, escreve Mammi.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-virgem-e-o-menino-com-santa2019ana-1503-1519" alt="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" class="image-inline" title="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em><span>, 1503-1519, óleo sobre madeira – Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi cita pinturas de Leonardo como exemplos que confirmam sua visão sobre o artista. “Nas obras da maturidade o artista consumou a sua técnica de paisagista inovador. As pinceladas vão-se fazendo cada vez mais sutis, os lineamentos mais esbatidos, e a cor adquire uma tal diafaneidade que torna quase aéreos os elementos que, pela sua natureza de chão e de pedra, deveriam parecer mais compactos”, escreve o professor. “Os cimos enevoados que se dissolvem no horizonte de <em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em> (talvez lembrança dos Alpes dolomíticos contemplados nos seus anos milaneses) e a visão cósmica suspensa no tempo que envolve a figura da Mona Lisa são imagens afins ao conceito leonardesco de natureza. A clássica e toscana representação de um mundo finito cede à expressão moderna do desejo de infinito.”</p>
<p>Em Leonardo da Vinci, há uma “feliz simbiose” entre o naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis”, como analisa o professor em entrevista ao <strong>Jornal da USP</strong>.</p>
<p>Bosi nota que, nos escritos de Leonardo, encontram-se vestígios de um platonismo difuso. Exemplo disso é o louvor incondicional que o artista faz das matemáticas, sustenta o professor, citando alguns aforismos do artista: “Não me leia, nos meus princípios, quem não é matemático” e “Nenhuma humana investigação se pode considerar verdadeira ciência se não passa pelas demonstrações matemáticas”.</p>
<p>Entretanto, o professor percebe também as diferenças entre o gênio renascentista e o fundador da Academia. Essas diferenças se impõem quando se trata de considerar o mundo orgânico que Leonardo estuda e desenha, infere Bosi. “Os corpos vivos com suas formas e atos específicos são situados pelo neoplatonismo tradicional em um plano inferior, sujeito à divisão, à dor e à morte. Em Leonardo, ao contrário, tem-se a valorização artística e científica dessa mesma natureza.”</p>
<p>A pintura <em>Virgem dos Rochedos</em>, com sua estranha paisagem no fundo da tela, pode ser a chave para a interpretação do pensamento e da obra de Leonardo da Vinci. “Sob penhascos bojudos e terrosos ladeados por uma folhagem castanho-ouro o artista pintou uma caverna cujas bocas irregulares deixam ver estalagmites alvas como geleiras”, descreve o professor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-livro-alfredo-bosi-arte-e-conhecimento-em-leonardo-da-vinci" alt="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" class="image-inline" title="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><b>O novo livro de Alfredo Bosi – Foto: Reprodução</b></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi lembra que, no livro VII da <em>República</em>, Platão conta o mito da caverna. Nele, a caverna é uma metáfora de sentido epistemológico, o lugar onde não se pode conhecer a verdade.  Mas, para o artista renascentista, ela assume outro caráter, como analisa Bosi: “Leonardo artista quer ver o que se oculta nas entranhas da caverna, para descrever e desenhar os subterrâneos da existência, assim como Leonardo cientista quer entender a fundo os processos que resultaram naquelas formas, naqueles traços que velam milênios de metamorfoses. Olhar para saber, saber para desenhar, desenhar para pintar, pintar para criar”.</p>
<p><span><strong>O gênio que se dizia “homem sem letras”</strong></span></p>
<p>O contato de Alfredo Bosi com a obra de Leonardo da Vinci é antigo. Em 1961, em sua primeira viagem a Florença, na Itália, o professor assistiu a cursos ministrados por Cesare Luporini – filósofo italiano que havia sido aluno de Martin Heidegger em Freiburg – sobre as relações entre a obra literária de Leonardo e a paixão do artista pelo corpo humano e pela matéria em geral. “Esse veio naturalista do artista resultou em um grande número de desenhos anatômicos e cósmicos, que reapareceriam, sublimados e estilizados, nas telas e afrescos que criou”, explica Bosi. “Havia, portanto, uma simbiose feliz do naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis.”</p>
<p> </p>
<p>Ao retornar ao Brasil, Bosi se dedicou a outros autores italianos – especialmente Pirandello e Leopardi. Ele só voltou a se debruçar sobre o pensamento de Leonardo da Vinci em 1994, quando proferiu uma conferência no ciclo <em>Arte e Pensamento</em>, organizado por Adauto Novaes. “Foi então que li, encantado, a obra literária desse gênio que se dizia ‘homem sem letras’ para distinguir-se dos eruditos verbosos do seu tempo.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-2" alt="Alfredo Bosi" class="image-inline" title="Alfredo Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados"</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Bosi, a conferência foi a “matriz” de "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci</em><em>"</em>, agora lançado pela Editora da USP (Edusp). “De algum modo, retomei meu interesse pela cultura italiana, de que me afastara profissionalmente desde que comecei a ministrar cursos de Literatura Brasileira, a partir da década de 70.”</p>
<p>O professor cita ainda outro momento decisivo para voltar a se ocupar com o artista renascentista: a sua visita, em 1992, ao Clos-Lucé, em Amboise, na França, o castelo onde Leonardo da Vinci viveu seus últimos anos, graças ao mecenato do rei de França, Francisco I. Essa visita é descrita por Bosi nas últimas páginas de seu livro. “Visitei, o coração batendo forte, a casa de Clos Lucé, em Amboise”, escreve o professor. “Tudo está conservado com zelo comovente: o dormitório amplo, a capela onde rezava Ana de Bretanha, a cozinha com lareira e a passagem subterrânea que dava para o castelo.”</p>
<p><span>Diante da pergunta sobre o que mais o impressiona em Leonardo da Vinci, Bosi fica em dúvida. “É difícil dizer”, ele afirma. “Talvez a fusão de pensamento e criação artística, que torna Leonardo cada vez mais atual. Talvez o ‘obstinado rigor’, seu lema, que Valéry tanto admirava. Talvez a expressividade gestual dos apóstolos na </span><em>Última Ceia</em><span>, que Goethe interpretou agudamente ao contemplar em Milão essa obra ímpar. E, por que não?, a graça das fábulas em que os animais se aproximam tanto dos seres humanos.”</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T13:41:03Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/importancia-da-literatura-na-vida-do-cidadao-e-tema-do-usp-analisa">
    <title>Importância da literatura na vida do cidadão é tema do USP Analisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/importancia-da-literatura-na-vida-do-cidadao-e-tema-do-usp-analisa</link>
    <description>Para entrevistadas, leitura auxilia na compreensão da realidade e na formação crítica de crianças e adolescentes</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc8125.JPG/@@images/f30b7046-3c3e-468e-bd5a-8f03dfd133d6.jpeg" alt="DSC8125" class="image-left" title="DSC8125" />Despertar o interesse pela leitura em crianças e adolescentes é fundamental para formar cidadãos capazes de analisar criticamente o mundo ao seu redor. Para debater de que formas a leitura pode influenciar positivamente a vida das pessoas, o USP Analisa desta semana conversa com a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e a docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP Elaine Assolini.<span> </span></p>
<p>Para Elaine, pessoas que não têm acesso ao universo da literatura têm dificuldades não apenas na interpretação de mundo, mas também na comunicação. “Esse sujeito tem dificuldade no processo de diálogo, interpretar os fatos e acontecimentos à sua volta, dificuldade para argumentar. A leitura transforma o sujeito e ela pode proporcionar esse processo de transformação independentemente da escolarização. E isso é muito importante de ser apontado. Porque o sujeito pode não estar mais no âmbito escolar, no contexto escolar, ter aprendido a gostar de ler, ter se aproximado do universo de leitura e continuar sendo um leitor ao longo da sua vida”.<span> </span></p>
<p>Outro ponto abordado pelas entrevistadas é a mudança nos ambientes das bibliotecas. “Essa biblioteca de hoje tem computador, tem internet, é um ponto de encontro. Não é só mais um espaço onde se guardam os livros. É um casamento perfeito a internet com a biblioteca. Defendo que as duas coisas combinam muito bem, porque a internet me dá três ou quatro páginas, me dá uma resenha do livro, não é toda vez que você tem o livro todo. Então eu vou à internet, faço uma primeira imersão no tema, tenho o nome de autores, porque a internet vai me indicando o que ler, desligo o computador e vou à biblioteca pegar aqueles livros”, explica Adriana.<span> </span></p>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (9), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (14), a partir das 21h. O <a class="external-link" href="http://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-trata-da-influencia-de-duchamp-e-de-sua-relacao-com-maria-martins">
    <title>Encontro trata da relação entre Marcel Duchamp e a artista brasileira Maria Martins</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-trata-da-influencia-de-duchamp-e-de-sua-relacao-com-maria-martins</link>
    <description>O evento "Ready Made in Brasil: Entre Trópicos" realiza-se no dia 7 de fevereiro, das 15h30 às 18h30, no Teatro do Sesi, em São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcel-duchamp-fotogragrado-em-1930-por-man-ray" alt="Marcel Duchamp" class="image-inline" title="Marcel Duchamp" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O pintor, escultor, enxadrista e escritor franco-americano Marcel Duchamp</strong></td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-martins-no-atelier-em-paris-em-1950" alt="Maria Martins no ateliê em Paris - 1950" class="image-inline" title="Maria Martins no ateliê em Paris - 1950" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>A escultora brasileira Maria Martins em 1950, ao lado de "O Impossível", sua obra mais famosa (<i>à esq. na foto</i>)</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A relação do pintor e escultor franco-americano Marcel Duchamp (1887-1968) com a artista brasileira Maria Martins (1894-1973) e o diálogo do trabalho do criador dos readymades com outras linguagens, como o cinema e a literatura, serão explorados no evento <i>Ready Made in Brasil: Entre Trópicos</i>, no <strong>dia 7 de fevereiro, das 15h30 às 18h30</strong>, no Teatro do Sesi, em São Paulo, com transmissão <a class="external-link" href="http://www.aovivo.com.br">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>O evento terá a exibição do filme “Maria - Não Esqueça que Eu Venho dos Trópicos” (2017), dirigido por Francisco C. Martins, seguida da conferência <span>“Anarquismo, Anartismo: Começo, Criação e Comando”, proferida pelo</span> professor e escritor argentino Raúl Antelo, autor do livro “Marcel com Maria: Duchamp nos Trópicos” (2010).</p>
<p>No livro, Antelo parte da estada de Duchamp em Buenos Aires (durante alguns meses de 1919) para traçar "um percurso labiríntico cujas marcas fundamentais são a relação amorosa do artista com Maria Martins, os avatares latino-americanos entre o surrealismo bretoniano e o batailliano e a noção duchampiana de “infraleve” aplicada à experimentação ensaística", segundo os editores da obra.</p>
<p>Na ocasião, haverá também o lançamento do catálogo da exposição "Ready Made in Brasil", em cartaz até 11 de fevereiro na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp. Inaugurada em 10 de outubro, a exposição é uma homenagem aos cem anos do readymade “Fonte”, apresentado por Duchamp no Salão dos Artistas Independentes de Nova York em 1917. Com término em 11 de fevereiro, a mostra apresenta uma linha do tempo da produção de readymades por artistas brasileiros a partir dos anos 60.</p>
<p>O encontro é uma realização do <a href="http://www.forumpermanente.org/">Fórum Permanente</a>, do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a> do IEA e do <a href="http://www.nmaisum.com.br/">N+1 - Arte Cultura</a>. A atividade integra o 3º Ciclo de Palestras do grupo de pesquisa. A curadoria do ciclo é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-rangel" class="external-link">Daniel Rangel</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>.</p>
<p>O evento é gratuito. Quem desejar assisti-lo presencialmente deve se cadastrar e reservar ingresso em <a class="external-link" href="http://www.sesisp.org.br/meu-sesi">www.sesisp.org.br/meu-sesi</a>. Os ingressos remanescentes serão distribuídos no dia do encontro, a partir das 13h, no balcão da chapelaria do teatro, que fica na Avenida Paulista, 1.313, São Paulo.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: autoria desconhecida</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-31T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/silviano-santiagos-e-a-costura-entre-vida-e-obra-de-machado-de-assis">
    <title>'Machado', o romance de sobrevivência de Silviano Santiago</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/silviano-santiagos-e-a-costura-entre-vida-e-obra-de-machado-de-assis</link>
    <description>Na encontro "Machado de Assis - Aproximações", no dia 24 de outubro, o escritor e professor Silviano Santiago falou de seu romance "Machado", lançado em 2016.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-machado-de-silviano-santiago" alt="Capa do livro &quot;Machado&quot;, de Silviano Santiago" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;Machado&quot;, de Silviano Santiago" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"Machado" recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Romance de 2017</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silviano-santiago" class="external-link">Silviano Santiago</a> nunca escreveu um romance de formação, mas acredita que outro tipo de obra pode apresentar a mesma riqueza: o "romance de sobrevivência". <span>Ele insere "Machado", sua mais recente trabalho, nessa categoria. O livro trata dos últimos quatro anos de vida do Bruxo do Cosme Velho e ganhou no final de outubro o Prêmio Jabuti de Melhor Romance de 2017.</span></p>
<p>No dia 24 de outubro, aproveitando sua vinda ao IEA para participar do <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-recebe-seminario-e-lancamento-de-dossie-sobre-helio-oiticica" class="external-link">Seminário Hélio Oiticica</a></i>, realizado de 25 a 27 de outubro, Santiago fez uma exposição (<i>Machado de Assis - Aproximações</i>) sobre suas motivações para escrever "Machado", as pesquisas que teve de realizar e suas principais preocupações em relação à literatura, à sociedade brasileira e à cultura do país.</p>
<p>Romancista, crítico literário, poeta, ensaísta e professor de teoria literária (titular da PUC-RJ e emérito da Universidade Federal Fluminense), ele acredita que a categoria "romance de sobrevivência" <span>pode fazer sentido "num momento em que há grande interesse nos chamados ‘anos felizes’, a velhice.”</span></p>
<p>Como exemplo dessa tendência, citou o caso de “Retrato do Artista quando Velho”, escrito pelo autor de "Artigo 22", o americano Joseph Heller (1923-1999), no fim da vida e publicado postumamente, em 2000. “É um livro interessantíssimo, com uma série de inícios de romances que nunca se completam. A ideia é que na velhice a imaginação continua fértil, mas não existem mais as outras forças, como a disciplina, a coerência. Imaginar um romance é fácil, mas aí se parte para outro projeto e assim por diante."</p>
<p>A primeira tentativa de Santiago em falar da velhice foi o livro de poesia “Cheiro Forte” (1995), que tem a ver com o final do romance “Machado”.  "É baseado numa carta em que Mário de Alencar escreve sobre as aftas terríveis de Machado nos últimos dias de vida, provocadoras de um cheiro muito forte."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><b>Machado de Assis - Aproximações</b></p>
<p><i>Notícia</i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/silviano-santiago-estara-no-iea-para-falar-de-machado-e-impasses-da-literatura-contemporanea" class="external-link">Silviano Santiago fala de "Machado" e impasses na literatura contemporânea</a></p>
<p><i>Midiateca</i></p>
<p>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/machado-de-assis-aproximacoes-24-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois ele escreveu “De Cócoras”, baseado em “A Morte de Ivan Ilitch”, de Tolstói, que trata do último dia de vida de um funcionário corretíssimo do ministério mais corrupto de um governo. Em seguida, pensou em escrever sobre a história de seu melhor amigo, Ezequiel Neves, e produziu “Mil Rosas Roubadas".</p>
<p>Em “Machado”, disse que procurou tratar da própria velhice (“não por exibicionismo”), relacionando-a com a velhice de Machado, a morte de Ezequiel Neves, “A Morte de Ivan Ilitch” e o “Retrato do Artista quando Velho”.</p>
<p><span>No romance, ele se baseia na "costura enigmática entre obra e autor" mencionada por Michel Foucault, aplicando essa concepção a Machado,  a exemplo de como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade falaram do Aleijadinho. “O próprio Bandeira tem uma visão de doença fantástica, caso do poema 'Pneumotórax', com a solução do tango argentino.” Lembrou também comentário de Mário de Andrade, “de viés nietzschiano", de que “a própria dor é uma felicidade”.</span></p>
<p><span>“Desde o formalismo russo o autor foi excluído, com a análise restringindo-se ao texto.” A costura entre obra e autor interessou Santiago "desde '</span><span>Em Liberdade', uma tentativa de compreender Graciliano Ramos por meio dessa relação e levando em conta a sensualidade do escritor, um aspecto central de sua personalidade”.</span></p>
<p>Ele disse que fez a mesma coisa com Machado, com informações sobre sua doença, as anotações que ele deixou para seu médico, a foto conhecida de Augusto Malta, no cais Pharoux, com Machado sendo socorrido em público, cercado de pessoas (“todo mundo tinha medo, a doença era considerada transmissível”) e outros recursos.</p>
<p>“Pude trabalhar todos esses elementos de maneira que julgo não tenha sido abusiva, do ponto de vista familiar e social, e que dê uma outra visão de Machado, que na época estava escrevendo 'Memorial de Aires'.”</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/silviano-santiago-24-10-17" alt="Silviano Santiago - 24/10/17" class="image-inline" title="Silviano Santiago - 24/10/17" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Santiago: "A importância da costura enigmática entre obra e autor"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span></span><span>Santiago teve de entrar no mundo da medicina para tratar da questão delicada da epilepsia de Machado, utilizando uma bibliografia rigorosa. </span>O médico que atendeu Machado foi Miguel Couto, o mesmo que tratara de sua mulher, Carolina. <span>Couto lhe receitou um </span><span>remédio homeopático. </span><span>Para identificar o medicamento, Santiago consultou dicionários médicos do período tanto na Biblioteca Brasiliana Mindlin, na USP, quanto na Biblioteca Nacional).</span></p>
<p>Sobre o papel da homeopatia nesse nos anos finais de Machado, ele comentou que o médico Tomás Cochrane, um dos introdutores da homeopatia no Brasil, foi sogro de José de Alencar, portanto, avô materno de Mario de Alencar, grande amigo de Machado de 1904 a 1908.</p>
<p>Ele lembrou que Gustave Flaubert era epiléptico (“O terceiro volume de 'O Idiota da Família', biografia de Flaubert escrita por Sartre, é dedicado à doença dele”) e as pessoas sabiam disso desde que ele tinha 20 anos. Machado, ao contrário, escondia a doença, só pessoas muito próximas sabiam. “No século 19, consultava-se um médico só quando se estava morrendo, fora isso as pessoas recorriam ao farmacêutico.”</p>
<p>Ao responder a João Roberto Faria, da FFLCH, sobre quando teve a ideia de escrever o livro, Santiago confirmou que o tema ganhou forma quando leu a correspondência ativa e passiva de Machado, publicação da Academia Brasileira de Letras coordenada por Sergio Paulo Rouanet que inclui as cartas de Mário de Alencar a Machado.</p>
<p>“Naquele período, as cartas de Mario são muito melhores do que as de Machado. Ele indica remédios, todos homeopáticos. <span>Nas cartas, pode-se contemplar a beleza da amizade entre os dois: todo dia ele pegava o bonde para se encontrar com Machado. E por sorte, Mário era um tanto boquirroto nas cartas”.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-06T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/machado-de-assis-aproximacoes-24-de-outubro-de-2017">
    <title>Machado de Assis - Aproximações - 24 de outubro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/machado-de-assis-aproximacoes-24-de-outubro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-24T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/silviano-santiago-estara-no-iea-para-falar-de-machado-e-impasses-da-literatura-contemporanea">
    <title>Silviano Santiago fala de "Machado" e impasses da literatura contemporânea</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/silviano-santiago-estara-no-iea-para-falar-de-machado-e-impasses-da-literatura-contemporanea</link>
    <description>Evento acontecerá no dia 24 de outubro, às 9h30. Santiago falará sobre o novo gênero literário que afirma estar surgindo no século 21, o “romance de sobrevida”</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/web-Silviano-santiago-Ana-paula-oliveira-migliari.jpg" alt="Silviano Santiago" class="image-inline" title="Silviano Santiago" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Silviano Santiago</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos mais importantes escritores e intelectuais brasileiros da atualidade, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silviano-santiago" class="external-link">Silviano Santiago</a> discutirá no IEA o seu mais recente romance, “Machado” (Companhia das Letras), e os impasses da literatura contemporânea. O encontro <i>Machado de Assis - Aproximações</i> acontece no <strong>dia 24, às 9h30</strong>, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web e <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScNw-W9G7WfJ0XMRSYYC9lG24hNHb5th0_KqtT_zBUayda6CQ/viewform">inscrição prévia</a> para participação presencial. A organização é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk" class="external-link">Dária Jaremtchuk</a>, professora de História das Artes na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e da pós-graduação da ECA-USP. Ela integrou a primeira turma do<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"> Programa Ano Sabático</a> do IEA em 2016.</p>
<p>Neste encontro, Santiago falará sobre o novo gênero literário que, em entrevistas recentes, afirma estar surgindo no século 21, o “romance de sobrevida” -- que se contrapõe ao “romance de formação” do século 18, gênero do qual faz parte não só “Machado”, mas também seu romance anterior, “Mil Rosas Roubadas”.</p>
<p>Em “Machado”, Santiago mistura ficção, ensaio, biografia e autobiografia para discutir os derradeiros anos do criador de “Dom Casmurro”, momento em que fica viúvo, sofre com dores e crises nervosas e escreve seu último romance, “Memorial de Aires”.</p>
<p><strong>Silviano Santiago</strong></p>
<p>Santiago tem 81 anos e é natural de Formiga, Minas Gerais. Finalista do prêmio Jabuti deste ano, na categoria Romance, já foi distinguido com o prêmio três vezes: 1993, na categoria Romance, com "Uma História de Família", 1997, categoria Contos, com "<span>Keith Jarret no Blue Note",</span> e em 2006 , com a obra "<span>Histórias Mal Contadas ", na categoria </span>Contos e Crônicas. Também recebeu, em 2013, pelo conjunto da sua produção literária, o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) e, e<span>m 2015,o </span>Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa<span>.</span></p>
<p dir="ltr">Doutor em letras pela Universidade de Paris, Santiago começou a carreira lecionando em universidades norte-americanas. Também lecionou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e é, hoje, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF).</p>
<hr />
<p><i><strong>Machado de Assis - Aproximações</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i><span>24 de outubro, às 9h30<br /></span><span>Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><span>Evento gratuito, com transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a><span> pela internet<br /></span><span>Inscrições via </span><span><a class="external-link" href="http://goo.gl/uC47PX">formulário<br /></a></span><span>Mais informações: Cláudia R. Pereira (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686<br /></span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/machado-de-assis-aproximacoes" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Ana Paula Oliveira Migliari / Flickr</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-06T21:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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