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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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    <title>Em novo livro, Walter Neves apresenta um panorama de 45 anos de suas pesquisas</title>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-explorando-o-passado-humano" alt="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" /></p>
<p>É algo bastante raro que o público brasileiro interessado na evolução da ciência tenha a oportunidade de conhecer a autobiografia científica de um pesquisador do país. Mais raro ainda é quando a obra se revela, ao mesmo tempo, instrutiva, cientificamente rigorosa e de leitura envolvente.</p>
<p>Mas não se poderia esperar menos do antropólogo e arqueólogo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, um cientista sempre comprometido com a divulgação científica ao longo de sua carreira.</p>
<p>O resultado é seu novo livro, <strong>“</strong><a class="external-link" href="https://www.finotracoeditora.com.br/explorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo">Explorando o Passado Humano: Depoimentos e Aventuras do Arqueólogo que Revelou Luzia ao Mundo</a><strong>”</strong> (Fino Traço Editora, 168 páginas, R$ 58,50), lançado nesta sexta-feira, 6 de março.</p>
<p>Neves é popularmente conhecido como o “pai de Luzia”, por ter sido responsável pelo resgate (em 1995), estudo, datação e batismo do crânio humano de cerca de 11,5 mil anos que permanecia esquecido em um depósito do Museu Nacional, guardado em um simples saco de supermercado.</p>
<p>O fóssil havia sido descoberto em 1975 no sítio Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo (MG), pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, sendo posteriormente encaminhado ao museu.</p>
<p>“Explorando o Passado Humano” preenche lacunas importantes ao apresentar ao público em geral outras pesquisas paleoantropológicas de grande relevância realizadas por Neves e por seus parceiros e colaboradores no Brasil e no exterior.</p>
<p>No prefácio, Neves afirma que a ideia foi contar “causos”. A partir do relato dos projetos nas áreas de arqueologia e antropologia que desenvolveu nos últimos 45 anos, procurou apresentar conhecimentos dessas áreas ao leitor. Os projetos servem para ilustrar diversos conceitos fundamentais e revelar um pouco dos bastidores da pesquisa, inclusive destacando personagens anônimos que participaram dos trabalhos, para que não se percam na história. O tratamento é temático, e não cronológico, embora haja certa lógica temporal dentro de cada tema.</p>
<p>A obra, porém, não se restringe aos “causos”. Conhecido também por sua defesa incisiva de melhores condições para o trabalho científico no país, Neves dedica os dois primeiros capítulos às dificuldades existentes nas universidades e à obtenção de verbas para pesquisa.</p>
<p>Ele aponta três problemas nas universidades. Um deles é o fato de que “as atividades-meio [funcionários administrativos] predominam sobre as atividades-fim [professores e pesquisadores]”, com uma burocracia ineficiente e, em sua opinião, marcada por desvios de conduta. Em relação ao trabalho docente, Neves questiona a isonomia salarial entre professores no mesmo nível da carreira, o que, segundo ele, beneficia docentes com baixa produtividade científica e de ensino. Também critica o fato de a progressão na carreira não ser acompanhada pela concessão de maior estrutura de apoio: “Sempre digo que, se eu dispusesse de apenas uma secretária ou um auxiliar administrativo, teria produzido duas vezes mais do que produzi.”</p>
<p>No capítulo dedicado ao financiamento da pesquisa, Neves afirma que, apesar de tudo, o Brasil dispõe, no nível federal, de um sistema de ciência e tecnologia relativamente avançado para um país emergente. No entanto, esse sistema é afetado pela inconstância dos recursos, que variam de acordo com a importância atribuída à ciência e com as prioridades de cada governo. Somam-se a isso os cortes orçamentários estabelecidos pelo Congresso e a redução do fluxo contínuo de financiamento (modalidade em que o pesquisador pode submeter projetos a qualquer momento), muitas vezes substituído por editais esporádicos.</p>
<p>Quanto ao financiamento concedido pela Fapesp, Neves destaca a garantia orçamentária da fundação (1% da arrecadação do ICMS do estado de São Paulo), os procedimentos rigorosos de avaliação dos projetos e os complementos à verba básica aprovada, como a reserva técnica para infraestrutura e benefícios adicionais destinados ao custeio de viagens, participação em congressos e estágios de curta duração no exterior.</p>
<p>Ele lamenta, contudo, que, assim como as agências federais, a Fapesp não conceda recursos para apoio administrativo, pois pressupõe que essa estrutura seja fornecida pela instituição do pesquisador, o que, segundo ele, raramente ocorre de forma adequada. Neves também questiona o fato de as universidades paulistas ficarem com 20% dos recursos obtidos pelos projetos, sob o argumento de custear a infraestrutura institucional oferecida ao pesquisador, o que considera uma falácia.</p>
<p>Ainda assim, graças ao apoio da Fapesp, ele afirma que “qualquer pesquisador minimamente arejado”, vinculado a uma instituição de ensino e pesquisa paulista, “pode trabalhar como se estivesse no mundo desenvolvido”.</p>
<h3><strong>Os “causos”</strong></h3>
<p>Não cabe aqui detalhar os “causos” relatados nos demais 11 capítulos do livro, mas apenas indicar os principais objetivos e resultados das pesquisas. O leitor não familiarizado com o trabalho de Neves terá o privilégio de conhecê-los diretamente por meio de sua narrativa viva, clara e entusiasmada, descobrindo tanto a satisfação proporcionada pelas descobertas quanto as dificuldades e bastidores do trabalho científico.</p>
<p>Neves inicia o relato de sua trajetória profissional falando de sua adolescência como empregado da Rolls-Royce em São Bernardo do Campo e de seu ingresso, em 1978, como técnico de laboratório no antigo Instituto de Pré-História da USP, incorporado ao Museu de Arqueologia e Etnologia em 1989. Ali passou a se interessar por bioantropologia, arqueologia e divulgação científica.</p>
<p>Ainda nesse período, formou-se em biologia, tornou-se pesquisador, iniciou o mestrado em biologia evolutiva, realizou estágio na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e deu início ao doutorado sobre os sambaquis do Paraná e de Santa Catarina.</p>
<p>Mesmo após ser demitido do Instituto de Pré-História em 1985 (“com o apoio, se não com o incentivo, dos corvos da instituição”, em suas palavras) por uma diretora que havia assumido o cargo seis meses antes, Neves conseguiu realizar um curto pós-doutorado em universidades dos Estados Unidos graças a uma liminar judicial. De volta ao Brasil, realizou arqueologia de contrato no rio Xingu e passou a atuar no Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>O capítulo 4 detalha suas pesquisas em sambaquis no litoral sul do Brasil durante o doutorado, ainda como pesquisador do Instituto de Pré-História. O capítulo seguinte relata o trabalho de arqueologia de contrato realizado por ele e por Solange Caldarelli, também demitida do instituto, no rio Xingu, onde o governo federal pretendia construir duas grandes hidrelétricas — Kararaô e Babaquara —, o que exigia um amplo programa de salvamento arqueológico. O projeto, porém, foi cancelado quando o governo desistiu das obras diante de pressões nacionais e internacionais. Somente na década de 2010 seria construída a Usina de Belo Monte, sucessora do projeto de Kararaô.</p>
<p>Os trabalhos mais importantes desenvolvidos por Neves no período em que esteve vinculado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, a partir de 1986, são descritos nos capítulos 6 a 8. Entre eles estão as escavações no sítio da Guerra de Canudos, realizadas a convite do reitor da Universidade Federal da Bahia; os projetos desenvolvidos com a arqueóloga Maria Antonieta Costa Junqueira sobre populações pré-históricas do Deserto de Atacama, no Chile; e um grande projeto de antropologia ecológica no município de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó.</p>
<p><strong>O povo de Luzia</strong></p>
<p>As pesquisas que levaram à datação do crânio de Luzia e à sua caracterização, por meio de estudos morfológicos, como paleoamericana (com traços semelhantes aos de africanos e aborígenes australianos) e não ameríndia (associada a traços mongoloides) são apresentadas no capítulo 9. Neves menciona também a identificação de características paleoamericanas em outros fósseis de Lagoa Santa e em diferentes regiões do Brasil e em outros países das Américas.</p>
<p>Ele discute ainda o Modelo de Duas Ondas Migratórias, que propôs com Hector Pucciarelli. Segundo essa hipótese, uma primeira onda migratória teria saído do centro-leste da Ásia e ingressado nas Américas, pelo Estreito de Bering, há cerca de 16 mil anos. Aproximadamente 4 mil anos depois, povos com características mongoloides teriam realizado a mesma travessia. Neves também comenta alguns dos questionamentos feitos a esse modelo.</p>
<p>“Quando Luzia estourou na imprensa e na comunidade acadêmica em 1998/1999, senti-me ainda mais premido a atacar o carste de Lagoa Santa por diversas frentes complementares: arqueologia, geocronologia, geomorfologia, sedimentologia, <em>site formation</em>, paleoambientes, prospecção de sítios fora das cavernas e paleontologia de megamamíferos, configurando-se no primeiro projeto verdadeiramente paleoantropológico brasileiro”, afirma no capítulo 10. Esse foi o projeto Origens, no qual ele e outros pesquisadores buscaram contextualizar a existência de Luzia e de seu povo.</p>
<p><strong>Pesquisas no exterior</strong></p>
<p>Os três últimos capítulos tratam de projetos realizados no exterior, na Geórgia, Jordânia e Romênia. Neves recorda que, até meados dos anos 1990, acreditava-se que o gênero <i>Homo</i> teria saído da África há cerca de 1 milhão de anos, após o desenvolvimento de ferramentas mais elaboradas. Essa ideia foi questionada quando três crânios datados de 1,8 milhão de anos foram descobertos em Dmanisi, na Geórgia, associados a uma indústria lítica simples, baseada em pequenas lascas de pedra.</p>
<p>Em 2002, Neves esteve em Dmanisi com Luís Beethoven Piló para examinar os crânios já encontrados e acabou ajudando na retirada do quarto exemplar (o quinto seria descoberto em 2005).</p>
<p>Quando retornou ao sítio em 2019, acompanhado de Clóvis Monteiro, o objetivo principal era ministrar um curso sobre evolução humana na escola de verão local. Aproveitou também para examinar réplicas dos crânios 4 e 5 e acompanhar o andamento das escavações.</p>
<p>Ele observou que o crânio 4 pertencia ao indivíduo mais senil que já havia analisado em sua carreira, com perda total dos dentes e forte reabsorção dos alvéolos dentários. Isso sugeriria algum grau de solidariedade social entre aqueles hominínios, já que o indivíduo teria dependido do grupo para se alimentar.</p>
<p>O crânio 5, por sua vez, revelou características bastante diferentes: grande robustez, mandíbula extremamente volumosa e tamanho cerebral reduzido. Apesar dessas diferenças, muitos pesquisadores insistem em classificá-los todos como <i>Homo erectus</i>. Neves discorda e propõe que os crânios 1 a 4 sejam classificados como <i>Homo caucasi</i>, uma forma intermediária entre <i>Homo habilis</i> e <i>Homo erectus</i>, enquanto o crânio 5 deveria ser chamado de <i>Homo georgicus</i>.</p>
<p>Em 2017, Neves aposentou-se como professor titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP. Mas não interrompeu suas atividades de pesquisa e divulgação científica. No ano seguinte ingressou no IEA como professor sênior, onde coordena o <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana</a>.</p>
<p>“Decidi que dali para frente passaria a me dedicar àquilo que tinha sido meu sonho desde criança: buscar nossos ancestrais de milhares ou milhões de anos no Velho Mundo. Ou seja, implantar no Brasil, de fato, uma tradição de pesquisas em paleoantropologia digna do nome”, afirma.</p>
<p>Entre esses projetos está o realizado no vale do rio Zarqa, na Jordânia, coordenado por ele e Fábio Parenti. Segundo Neves, os artefatos de pedra encontrados no local mostraram-se muito mais antigos do que se imaginava. As análises indicam que se tratam de instrumentos lascados por humanos presentes em uma formação geológica datada entre 2,5 e 1,9 milhões de anos, o que desafia a teoria dominante de que os hominínios teriam deixado a África apenas por volta de 1,8 milhão de anos.</p>
<p>Com base nessas evidências e nas descobertas de Dmanisi, Neves e seus colaboradores sugerem que não teria sido o <i>Homo erectus</i> o primeiro hominínio a sair da África, mas sim o <i>Homo habilis</i>.</p>
<p>O livro termina com um capítulo dedicado às pesquisas atuais de Neves na Romênia. Ele e outros pesquisadores brasileiros e romenos realizam escavações em cavernas localizadas em maciços calcários às margens do rio Vârghiș, na Transilvânia.</p>
<p>A motivação do projeto é o fato de que os Bálcãs provavelmente foram a porta de entrada do <i>Homo sapiens</i> na Europa e o local onde teria ocorrido o encontro com os neandertais. Como explica Neves, o objetivo é investigar essa relação em profundidade: “É essencial que se encontrem nos Bálcãs esqueletos neandertais. Essa é a principal razão de implantação do projeto.”</p>
<p>A narrativa termina em 2024, mas o trabalho prossegue. E, quando se fala de Walter Neves, pode-se apostar que novas pesquisas ainda virão, no Brasil e no exterior.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-06T21:16:33Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-aponta-a-coexistencia-de-duas-novas-especies-do-genero-homo-em-dmanisi-na-republica-da-georgia">
    <title>Pesquisa aponta a coexistência de duas novas espécies do gênero Homo em Dmanisi, na República da Georgia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-aponta-a-coexistencia-de-duas-novas-especies-do-genero-homo-em-dmanisi-na-republica-da-georgia</link>
    <description>Hipótese vem sendo defendida desde 2011 por Walter Neves, um dos autores do novo estudo.
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Leia também</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jornal da USP:</strong><br />
<p class="elementor-size-default elementor-heading-title"><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/ciencias/analise-contesta-consenso-e-propoe-duas-especies-humanas-convivendo-em-dmanisi/"><br />Análise contesta consenso e propõe duas espécies humanas convivendo em Dmanisi</a></p>
<p class="elementor-size-default elementor-heading-title"><strong>Folha de S.Paulo:</strong></p>
<p class="c-content-head__title--italic c-content-head__title"><a class="external-link" href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2025/12/brasileiros-estudam-dentes-para-desvendar-ancestrais-misteriosos.shtml">Brasileiros estudam dentes para desvendar ancestrais misteriosos</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma análise inédita da área da coroa dentária de mais de 500 dentes de hominínios fósseis de toda a linhagem humana revela a coexistência de duas espécies do gênero Homo – <i>Homo caucasi </i>e<i> Homo georgicus</i> – em Dmanisi, sítio arqueológico mais antigo da Europa, localizado na atual República da Geórgia.</p>
<p><span>O estudo, conduzido por Victor Nery e assinado também por Walter Neves, Letícia Valota e Mark Hubbe, todos associados ao Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana (NPDEH) do Instituto de Estudos Avançados da USP, reforça hipóteses já propostas por Neves em 2011 e 2024, e lança novas cores à discussão sobre qual espécie humana primeiro deixou a África. O novo artigo, “<a class="external-link" href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0336484">Testing the taxonomy of Dmanisi hominin fossils through dental crown area</a>”, foi publicado na revista </span><i>PLOS One</i><span> no dia 3 de dezembro.</span></p>
<p><span>Resultado do esforço coletivo do grupo, o trabalho teve início há três anos, quando os pesquisadores passaram a formar grandes bases de dados com métricas dentárias. Tradicionalmente, utilizam-se análises craniométricas para avaliações taxonômicas dos hominínios pleistocênicos da Geórgia, como fez Walter para formular sua hipótese em 2011.</span></p>
<p><span>Com base no formato dos crânios, os hominínios encontrados em Dmanisi vêm sendo classificados pela comunidade internacional como </span><i>Homo erectus</i><span>. Porém, neste novo artigo, os autores identificaram diferenças expressivas no tamanho dos dentes quando comparadas às dos </span><i>erectus</i><span>, tão marcantes que dizem não ser possível agrupar todos esses fósseis dentro de uma única espécie. “Há grandes semelhanças dentárias entre um dos indivíduos estudados e espécies mais antigas, como os </span><i>Australopithecus</i><span> – os ‘primos’ da famosa Lucy – e outros três com o </span><i>Homo habilis</i><span>, considerado o primeiro representante do nosso gênero”, explica Nery.</span></p>
<p><span>Para os pesquisadores, a descoberta de fósseis que não pertencem à espécie </span><i>erectus</i><span> abre espaço para um novo cenário evolutivo, em que outra espécie humana teria protagonizado a primeira dispersão para fora do grande continente.</span></p>
<p><span>Os autores não afirmam que </span><i>Homo caucasi</i><span> e </span><i>Homo georgicus</i><span> tenham saído da África. Pelo contrário: reforçam que o pioneiro foi o </span><i>Homo habilis</i><span>, hipótese já amplamente discutida na literatura. Para eles, após deixar a África, o </span><i>habilis</i><span> teria se diferenciado ao ocupar a região de Dmanisi, há cerca de 2 milhões de anos, dando origem às espécies ali identificadas. Posteriormente, essas linhagens teriam migrado para a Ásia, se diversificado novamente e, apenas depois, retornado ao continente africano como </span><i>Homo erectus</i><span>.</span></p>
<p><span>Em 2019, Walter Neves, Fábio Parenti, Giancarlo Scardia e Astolfo Araújo publicaram artigo em que atribuíram ao </span><i>Homo habilis</i><span> centenas de ferramentas de pedra que encontram na Jordânia, em mais uma evidência de que teria sido essa espécie a deixar a África, e não o </span><i>Homo erectus</i><span>. Com 1,9 milhão a 2,5 milhões de anos de idade, essas ferramentas não poderiam ser atribuídas ao </span><i>Homo erectus</i><span>, que existiu há 1,8 milhão de anos, ou seja, bem depois da idade constatada para as ferramentas.</span></p>
<p><span>
<hr />
<i><b>Informações para a imprensa:</b><br /></i></span></p>
<p><span><i>Fernanda Cunha Rezende - ferezende@usp.br ou 3091-1681</i></span></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-08T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/livro-a-origem-do-significado">
    <title>Editora lança 2ª edição de 'A Origem do Significado', que tem Walter Neves como um dos autores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/livro-a-origem-do-significado</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-a-origem-do-significado" alt="Capa do livro &quot;A Origem do Significado&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;A Origem do Significado&quot;" />A Editora Gaia lançou este mês a segunda edição do livro “<a class="external-link" href="https://grupoeditorialglobal.com.br/catalogos/livro/?id=4612">A Origem do Significado: Uma Abordagem Paleoantropológica</a>”, de <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves">Walter Neves</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliane-sebeika-rapchan" class="external-link">Eliane Sebeika Rapchan</a> e <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/1740795180182483">Lukas Blumrich</a>. A nova edição faz parte da Série Walter Neves, dedicada à republicação dos livros fundamentais do paleoantropólogo e divulgação de seus novos trabalhos.</p>
<p>Com base em evidências arqueológicas e paleoantropológicas e em observações de primatas, os autores questionam ideias que eram tradicionalmente usadas para definir o ser humano e diferenciá-lo das outras espécies, como a bipedia e os cérebros grandes.</p>
<p>"A única característica que resiste, atualmente para nos separar do restante do mundo animal é nossa capacidade de criar significados. Entendemos a simbolização como a criação de narrativas para os fatos do mundo e a existência de uma vida interior, marcada, principalmente, pelo uso de objetos para além de seu valor prático imediato", afirmam no prefácio da obra.</p>
<p>Eles sugerem que fatores sociais, ecológicos e culturais foram fundamentais para essa diferenciação. A obra também explora a relação entre linguagem, cognição e teoria da mente em relação aos primatas.</p>
<p>Por meio da revisão dos dados sobre artefatos que ajudam a inferir comportamentos dos antigos humanos, os autores apontam formas de simbolização anteriores ao Paleolítico Superior (de 50 mil até 10 mil anos atrás).</p>
<p>Com 144 páginas, o livro contém três capítulos: "O Que É Ser Humano", "A Revolução Criativa do Paleolítico Superior" e "Indícios de Comportamento Simbólico Anteriores ao Paleolítico Superior". Em seguida há uma "Coda" (texto com conclusões), uma seção abrangente de referências bibliográficas, outra sobre os autores e um caderno iconográfico.</p>
<p><strong>Autores</strong></p>
<p>Arqueólogo e antropólogo evolucionista, Walter Neves é professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP e professor sênior do IEA, onde coordena o <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana (NPDEH)</a>. Prestigiado internacionalmente, Neves tem também reconhecimento popular ímpar no Brasil, sobretudo depois de seus estudos de Luzia, o esqueleto mais antigo da América do Sul, e sua proposta de um novo modelo de ocupação humana das Américas. Em 2013, na Jordânia, estabeleceu o primeiro projeto brasileiro de paleantropologia no exterior; Em 2024, instituiu o segundo, na Romênia.</p>
<p>A antropóloga social Eliane Sebeika Rapchan é pos-doutoranda do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal e pesquisadora colaboradora do Laboratório de Arqueologia, Antropologia Ambiental e Evolutiva (LAAAE) da USP e professora voluntária no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá. Há mais de 20 anos atua em primatologia, etnoprimatologia, paleantropologia, arqueologia, antropologia (evolutiva, ecológica e ambiental), humanidades ambientais e estudos animais.</p>
<p>Lukas Blumrich é doutorando em pediatria na Faculdade de Medicina da USP e dedica-se também a estudos de evolução humana. É membro do <span>NPDEH e desenvolve trabalhos de divulgação científica com Walter Neves.</span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da mente</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-18T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jornadas-de-evolucao-humana">
    <title>Ciclo de palestras discute os principais aspectos da evolução humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jornadas-de-evolucao-humana</link>
    <description>Professores da USP e de outras universidades do país e do exterior participam do ciclo presencial de palestras "Jornadas de Evolução Humana" nos dias 22 a 25 de abril no IEA. Serão discutidos os principais temas sobre a evolução hominínia.       </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-1/image" alt="Lucy" title="Lucy" height="501" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Réplica de reconstituição de Lucy, fóssil de Australopithecus afarensis com 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia</dd>
</dl></p>
<p>Os grandes temas acerca da evolução humana serão debatidos por professores da USP e de outras universidades do país e do exterior nas "Jornadas de Evolução Humana", ciclo presencial de palestras que ocorre 22 a 25 de abril no IEA. São oferecidas 60 vagas e a participação requer <a class="external-link" href="https://forms.gle/ELdc9FKE58SFL7a49">inscrição prévia</a>.</p>
<p>O ciclo tem organização do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a><span> (IEA e IB-USP)</span> e do arqueólogo Victor Nery, ambos do <a href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/" target="_blank">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana</a> do IEA. A coordenação é de Neves, que também coordena o núcleo. Nessa primeira edição, as jornadas farão uma homenagem à professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lia-queiroz-do-amaral">Lia Amaral</a>, do Instituto de Física da USP, pioneira nos estudos de evolução humana no Brasil.</p>
<p>Os temas a serem abordados são relacionados às características da linhagem evolutiva humana, vista a partir de fósseis de hominínios, e a novos projetos de pesquisa desenvolvidos por instituições nacionais em parceria com outras do exterior, métodos tecnológicos de datação e aDNA, e evolução do comportamento sexual humano.</p>
<p>O ciclo é público e gratuito, com certificado de participação (20 horas) para quem tiver mais de 70% de presença. As inscrições devem ser feitas via <a class="external-link" href="https://forms.gle/ELdc9FKE58SFL7a49">formulário online</a>. Não haverá transmissão das palestras pela internet. Apenas a palestra de encerramento (com Mark Hubbe) será na Sala do Conselho Universitário da USP (Prédio da Reitoria, rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo). A programação restante será realizada na Sala Alfredo Bosi, na sede do IEA (rua da Praça do Relógio, 109, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo).</p>
<h3>Programação</h3>
<p dir="ltr"><strong>22 de abril</strong></p>
<ul>
<li><strong>10h</strong> | Abertura - <i><a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/diretoria" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (diretora do IEA) e Walter Neves (IEA)</i></li>
<li><strong>10h30</strong> | O Papel do Nicho Biocultural na Evolução Humana - <i>Mark Hubbe (Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Ohio, EUA)</i></li>
<li><strong>12h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>14h</strong> | A Origem Física dos Humanos: O Bípede Nu - <i>Lia Amaral (Instituto de Física da USP)</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><strong>23 de abril de 2025</strong></p>
<ul>
<li><strong>10h</strong> | Cultura em Animais Não Humanos - <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-ottoni" class="external-link">Eduardo Ottoni</a> (Instituto de Psicologia da USP)</i></li>
<li><strong>12h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>14h</strong> | O Que os Estudos na Jordânia Revelam sobre a Primeira Saída dos Hominínios da África?<i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-parenti" class="external-link">Fabio Parenti</a> (UFP)</i></li>
<li><strong>15h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>15h</strong> | Novos Métodos de Datação para Sítios Arqueológicos e Paleontológicos: Um Estudo de Caso na Jordânia - <i>Giancarlo Scardia (Unesp, Rio Claro)</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><strong>24 de abril</strong></p>
<ul>
<li><strong>10h</strong> | O Impacto do Campo Magnético e Subsequentes Mudanças Atmosféricas na Evolução Humana - <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alan-cannell" class="external-link">Alan Cannell</a> (IEA) (por teleconferência)</i></li>
<li><strong>12h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>14h</strong> | Evolução Adaptativa das Propensões Artísticas Humanas - <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-correa-varella" class="external-link">Marco Varella</a> (IP-USP)</i></li>
<li><strong>15h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>15h</strong> | A Evolução da Homossexualidade - <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaroslava-varella-valentova" class="external-link">Jaroslava Valentova</a> (IP-USP)</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><i> </i></p>
<p><strong>25 de abril</strong></p>
<ul>
<li><strong>10h</strong> | Pesquisas Paleoantropológicas no Vale do Rio Vârghis, Romênia: Implicações para a Evolução Humana Tardia nos Bálcãs - <i>Walter Neves (IEA)</i></li>
<li><strong>12h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>14h</strong> | DNA Fóssil: O Que Há de Novo no Front? - <i>Tiago Ferraz da Silva (MAE-USP)</i></li>
<li><strong>15h</strong> | Intervalo</li>
<li><strong>16h</strong> | Processos Evolutivos que Definiram a Evolução do Gênero Homo - <strong>USP Lecture</strong> - <i>Mark Hubbe (Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Ohio, EUA)</i><br /><b>Local:</b> Sala do Conselho Universitário, Prédio da Reitoria, rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-19T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-trata-da-transformacoes-atmosfericas-da-terra-nos-ultimos-470-milhoes-de-anos">
    <title>Ciclo discutirá os efeitos das transformações atmosféricas nos últimos 720 milhões de anos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-trata-da-transformacoes-atmosfericas-da-terra-nos-ultimos-470-milhoes-de-anos</link>
    <description>O especialista em paleoatmosferas Alan Cannell será o expositor no ciclo de palestras “Efeitos das Mudanças na Paleoatmosfera sobre a Biosfera nos últimos 720 Milhões de anos com Ênfase no Final do Plioceno e o Impacto sobre a Evolução Humana”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atmosfera-terrestre" alt="Atmosfera terrestre" class="image-right" title="Atmosfera terrestre" /></p>
<p>O especialista em paleoatmosferas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alan-canell" class="external-link">Alan Cannell</a>, pesquisador do IEA e membro do Instituto Italiano de Paleontologia Humana, será o expositor no ciclo de palestras “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-efeitos-mudancas-paleoatmosfera-biosfera" class="external-link">Efeitos das Mudanças na Paleoatmosfera sobre a Biosfera nos últimos 720 Milhões de anos com Ênfase no Final do Plioceno e o Impacto sobre a Evolução Humana</a>”.</p>
<p>Serão seis palestras nos meses de agosto, setembro e novembro [<i>veja a programação abaixo</i>]. O ciclo é gratuito e aberto a todos os interessados, sem necessidade de inscrição. As palestras serão realizadas na Sala Alfredo Bosi do IEA (Rua da Praça do Relógico, 109, São Paulo), com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>Segundo o paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, coordenador do <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana (NPDEH)</a>, do qual Cannell faz parte, a realização do ciclo tem por objetivo criar no núcleo um grupo de pesquisa sobre mudanças atmosféricas e evolução, notadamente a evolução humana.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Cannell tem formação básica em engenharia pelo University College London, com mestrado pela Universidade de Leeds, Reino Unido. Com ampla experiência no gerenciamento de projetos, atua como consultor do Bando Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (Bird), Ele passou a colaborar com o NPDEH este ano.</p>
<p>Além de paleoatmosferas (composição e densidade) e os mecanismos de ganho e perda de massa atmosférica, seus outros interesses de pesquisa são: os efeitos das mudanças atmosféricas sobre a biosfera, em particular a relação sobre episódios de resfriamento, as mudanças atmosféricas e de clima no fim do Plioceno e seus impactos sobre a evolução humana e perdas globais (turn-overs) de megafauna nas savanas; os fatores que levaram ao uso primordial de pedras como armas de arremesso e percutores por monos, macacos e hominínios; a imposição de certos formatos matemáticos sobre as ferramentas acheulenses bifaciais (por que e para quê?); e a mudança dos hábitos noturnos dos hominínios no final do Plioceno.</p>
<p><strong><a name="programacao"></a><strong>Programação</strong></strong></p>
<p><strong>7 de agosto, 10h</strong> – Mecanismos de Ganho e Perda de Massa Atmosférica; “Proxies” para Estimar a Composição e Densidade do Ar ao Longo do Tempo; Modelagem e Derivação dos Períodos de Baixa Pressão (PATM ~0.6 Bar) e Alta Pressão (~2 BarR) ao Nível do Mar.</p>
<p><strong>8 de agosto, 10h</strong> – Efeitos das Mudanças Atmosféricas: Clima e Erosão, PH dos Oceanos e redox, pCO<sub>2</sub> e Fracionamento, d15N, Resfriamento; Radiação UVB e Extinções. O Último Grande Episódio no Fim do Plioceno. “Proxies” dos Altiplanos e da Perda de Todas as Espécies de Pássaros Gigantes (e Megatubarões). Impacto sobre os Hominínios Africanos.</p>
<p><strong>23 de setembro, 10h</strong> – Radiação Cósmica em Períodos de Baixa Proteção Magnética e Resfriamento; Radiação UVB e um Mecanismo de Perda de Megafauna no Final do Plioceno e Durante Excursões Magnéticas (Laschamp e Gotenburgo).</p>
<p><strong>24 de setembro, 10h</strong> – A Perda (na África) de Fontes dos Ácidos Graxos Essenciais para a Formação de Massa Encefálica e a Necessidade de Procurar Novas Fontes ou Outros Modos de Alimentação: “Drivers” de Rumos Distintos da Evolução dos Hominínios. Passando as Noites na Savana, Predação Noturna e o Luar.</p>
<p><strong>5 de novembro, 10h</strong> – A Disponibilidade de Pedras nas Savanas e Florestas; a Pedra Como Míssil – Tamanho, Forma e Massa; Play Learning e Cognição. De Míssil e Martelo para Lasca e Biface.</p>
<p><strong>22 de novembro, 10h</strong> – A Falta de uma Definição Padrão “Engenheiro” para um “Handaxe Feito com Esmero”. O Uso de Constantes Matemáticas Universais no Formato de Esferóides e Handaxes e a Relação com Mecanismos de Reconhecimento Facial de Primatas.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Nasa</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biosfera</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências da Vida</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Atmosfera</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NPDEH</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-07-12T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/editora-lanca-nova-edicao-do-livro-antropologia-ecologica-de-walter-neves">
    <title>Editora lança nova edição do livro 'Antropologia Ecológica', de Walter Neves</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/editora-lanca-nova-edicao-do-livro-antropologia-ecologica-de-walter-neves</link>
    <description>Em junho, a Editora Gaia lançou a terceira edição do livro "Antropologia Ecológica", do paleoantropólogo Walter Neves, professor sênior do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-antropologia-ecologica" alt="Capa do livro &quot;Antropologia Ecológica&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Antropologia Ecológica&quot;" />A terceira edição do livro “<a class="external-link" href="https://grupoeditorialglobal.com.br/catalogos/livro/?id=4616">Antropologia Ecológica</a>”, do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, foi lançada em junho pela Editora Gaia. Ampliada e atualizada, a obra traz uma introdução essencial à intersecção entre antropologia e ecologia, oferecendo um olhar materialista sobre as sociedades humanas, destacam os editores.</p>
<p>Diante das preocupações crescentes sobre os efeitos das mudanças ambientais e climáticas, a antropologia ecológica é apresentada no livro como um campo de estudos que “fundamenta uma cultura ecológica capaz de promover o equilíbrio entre as necessidades humanas e o meio ambiente”.</p>
<p>“Com uma linguagem clara e acessível, o livro nos leva a refletir sobre o papel da humanidade na preservação da natureza e a buscar soluções inovadoras para os problemas ambientais que enfrentamos”, afirmam os editores.</p>
<p>Com 96 páginas e foto de capa do premiado fotógrafo Araquém Alcântara, o livro inaugura a Série Walter Neves da Editora Gaia, projeto com o objetivo de publicar os títulos mais importantes do pesquisador, bem como novos trabalhos em antropologia, arqueologia e biologia. A intenção é promover um diálogo entre a ciência e o público sobre o presente e o passado humanos.</p>
<p>Neves é professor sênior desde 2018 no IEA, onde coordena o <a href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana (NPDEH)</a>. No Instituto de Biociências, do qual é professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, atua no ensino de pós-graduação e graduação e lidera o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos.</p>
<p>Suas pesquisas envolvem paleoantropologia, arqueologia e paleontologia da megafauna. Um de seus trabalhos de destaque foram os estudos do crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo (cerca de 11,5 mil anos) descoberto até agora na América do Sul.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Imagem: Divulgação/Editora Gaia</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-07-04T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-brasileiros-buscam-ultimos-neandertais">
    <title>Em missão na Romênia, pesquisadores brasileiros buscam últimos neandertais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-brasileiros-buscam-ultimos-neandertais</link>
    <description>Grupo é liderado por Walter Neves, pesquisador sênior do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/imagens/walter-neves-jorusp"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-jorusp/@@images/acf2393c-9108-4804-a4d6-08853c63987e.jpeg" alt="Walter Neves - Jorusp" title="Walter Neves - Jorusp" height="210" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Walter Neves: artefatos de pedra descobertos na Jordânia indicam que nossos ancestrais podem ter deixado a África antes do que se imaginava</dd>
</dl>Entre 21 de abril e 4 de maio, uma equipe formada por pesquisadores brasileiros e romenos se reunirá na Garganta do Varghis, em Montes Cárpatos, na Romênia, para dar início a uma pesquisa que buscará restos esqueletais dos últimos neandertais e dos primeiros <i>sapiens</i><span>.</span><br /><br />O lado brasileiro será representado nesta primeira fase do projeto por Walter Neves, coordenador da missão e professor sênior do IEA; André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP; Giancarlo Scardia, da Unesp-Rio Claro; e Clovis Monteiro, membro do Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana do IEA, também liderado por Neves. Pela Romênia, estarão George Murtoreano e Marian Kosac, ambos da Universidade de Valahya e Stefan Vasile, da Universidade de Bucareste. O projeto é financiado pela Fapesp e pelo CNPq.<br /><br /><span>Segundo Neves, em toda a Romênia, conhecem-se apenas três crânios antigos, datados entre 40 e 30 mil anos, todos de </span><i>Homo sapiens, </i><span>que apresentam uma mistura tanto de traços modernos quanto de neandertais. Estudos de DNA fóssil mostraram que um desses crânios exibe uma contribuição de 6% de genética neandertal, sendo um dos maiores índices do planeta. Mas até hoje nunca foram encontrados esqueletos neandertais na região.<br /><br /></span><span>Essa primeira viagem tem como objetivo a promoção de reuniões com o grupo local, a elaboração de um termo de colaboração para visitas às mais de 100 cavernas da Garganta do Varghis, e a busca de potenciais sítios ainda mais antigos que aqueles encontrados nas cavernas. “Escolhidos os sítios, as primeiras escavações e prospecções sistemáticas deverão ocorrer entre agosto e setembro deste ano, com um número maior de participantes, tanto brasileiros como romenos”, explica Neves.<br /></span><span><br /></span><span>Desde 2013, o Núcleo do IEA-USP vem realizando pesquisas dessa natureza na Jordânia, onde já encontrou artefatos de pedra lascada de cerca de 2,5 milhões de anos, dando origem à teoria de que a primeira saída da África pela nossa linhagem evolutiva se deu muito antes do que se pensava até então.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NPCEH</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-18T19:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paleoantropologia">
    <title>Walter Neves ministrará curso de difusão sobre evolução humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paleoantropologia</link>
    <description>Estão abertas até 19 de abril as inscrições para participação no curso de difusão científica Debates Contemporâneos em Paleoantropologia, a ser ministrado pelo paleantropólogo Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-1/image" alt="Lucy" title="Lucy" height="501" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Réplica de reconstituição de Lucy, fóssil de Australopithecus afarensis com 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia</dd>
</dl></p>
<p>Os interessados em participar da terceira edição do curso de difusão científica <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/paleoantropologia-3#Programa%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</a>, a ser ministrado de 17 de maio a 2 de agosto pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, deverão se inscrever de 1º a 19 de abril no <a class="external-link" href="http://e.usp.br/pn5" target="_blank">Sistema Apolo</a> da USP para uma das 60 vagas disponíveis.</p>
<p>O curso será gratuito e presencial (não haverá transmissão online), na Sala Alfredo Bosi, sede do IEA. O público-alvo são os interessados em evolução humana, sobretudo alunos de graduação, graduados e pós-graduados, além de professores universitários, todos de qualquer área do conhecimento. Caso o número de inscritos seja superior ao de vagas, haverá sorteio.</p>
<p>Os selecionados deverão ser fluentes na leitura em inglês, uma vez que as aulas não serão expositivas, mas de discussões de textos previamente disponibilizados, quase todos em inglês. A confirmação da matrícula ocorrerá em 22 de abril.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><strong><i>Atenção</i></strong></p>
<p><i><strong></strong> A presença dos matriculados no primeiro encontro (17 de maio) será utilizada como critério para confirmação de interesse na manutenção da vaga. Isso permitirá que, eventualmente, inscritos em lista de espera ocupem vagas remanescentes.</i></p>
<p><i>Alunos matriculados que não puderem comparecer ao primeiro encontro mas se comprometerem a atingir a frequência mínima exigida para aprovação (75%) deverão confirmar o interesse escrevendo para <a class="mail-link" href="mailto:rkmeckien@usp.br">rkmeckien@usp.br</a>, caso contrário terão sua matrícula cancelada.</i></p>
<p><i>Um aviso sobre eventuais vagas remanescentes será divulgado após 17 de maio.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O curso terá 11 aulas, sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h30, a partir de 17 de maio, totalizando 27 horas e meia. Serão aprovados os alunos que obtiverem nota igual a 5,0. A avaliação será baseada em notas de testes de verificação de leitura e no grau de participação nas discussões.</p>
<p><strong>Características únicas</strong></p>
<p>Professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP e coordenador do <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</a> do IEA, Neves ressalta que as características únicas do ser humano fazem com que a espécie pareça ser especial e diferenciada das outras formas de vida no planeta, o que leva à busca de explicações sobrenaturais para sua origem.</p>
<p>"Ainda hoje, grande parte da sociedade mundial defende e promove tais visões para a origem do ser humano, apesar de mais de 150 anos de descobertas científicas mostrarem que somos o produto de uma série de contínuas inovações evolutivas que ocorreram nos últimos 7 milhões de anos."</p>
<p>Durante o curso, ele tentará conectar as características mais notórias da espécie humana com o momento em que elas surgiram em sua linhagem evolutiva, para construir uma perspectiva sobre a longa história que resultou no surgimento do <i>Homo sapiens</i>. Os alunos terão a oportunidade de explorar cinco aspectos:</p>
<p><strong>•</strong> a diversidade de espécies que caracteriza a linhagem evolutiva humana e o caráter não linear dessa evolução;</p>
<p><strong>•</strong> o momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem a espécie humana e sua importância para o processo evolutivo;</p>
<p><strong>•</strong> as diferenças e semelhanças entre os seres humanos e os chimpanzés, que representam a espécie viva mais próxima dos humanos do ponto de vista genético e de sua capacidade intelectual;</p>
<p><strong>•</strong> as circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso da espécie humana;</p>
<p><strong>•</strong> o que torna o ser humano verdadeiramente humano.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-25T16:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/quando-os-humanos-da-africa-dominaram-o-mundo">
    <title>Quando os humanos da África dominaram o mundo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/quando-os-humanos-da-africa-dominaram-o-mundo</link>
    <description>Reportagem sobre artigo publicado na revista Elselvier Quarternary Environments and Humans por pesquisadores do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th><i>Reportagem publicada pelo Jornal da USP em 27/2/24, com texto de Ivan Conterno (estagiário orientado por Luiza Caires) e arte de Carolina Borin (estagiária orientada por Moisés Dorado) - Veja a <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/ciencias/quando-os-humanos-da-africa-dominaram-o-mundo/">versão original</a></i></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><i>Grupo de pesquisa cria banco de dados que reúne medidas anatômicas dos humanos primitivos e defende hipótese de que nossa espécie tem uma origem única no continente africano</i></h3>
<p><i><br /></i></p>
<p><span style="text-align: var(--text-align); ">Centenas de milhares de anos antes dos primeiros </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo sapiens</i><span style="text-align: var(--text-align); "> surgirem, espécies humanas muito diferentes de nós já viviam na Europa e na Ásia dominando o fogo e instrumentos primitivos. Nessa época, ao menos três espécies derivadas do </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo erectus</i><span style="text-align: var(--text-align); ">, os primeiros hominínios a ocuparem territórios asiáticos, habitavam o mundo: na África viviam os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo bodoensis</i><span style="text-align: var(--text-align); ">; na Europa, os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo heidelbergensis;</i><span style="text-align: var(--text-align); "> e, na Ásia, os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo daliensis</i><span style="text-align: var(--text-align); ">.</span></p>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-c71227d elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="e-child e-con e-flex e-con-full elementor-element-7f915c2 elementor-element" style="text-align: initial; text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-4308245 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img alt="Gabriel Rocha - Foto: Arquivo Pessoal" height="290" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20240226_gabriel_rocha-qke8ern7xvbxqxaulg8u8fvg9anz0ggt45xy6jw79w.jpg?w=1200&amp;ssl=1" style="float: right; " title="20240226_gabriel_rocha" width="290" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span class="discreet"><strong>Gabriel Rocha</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Embora distintas, as três espécies compartilhavam crânios grandes e robustos, testa achatada, capacidade craniana de média a grande e arcos acentuados sobre as sobrancelhas. A face poderia ser plana, no caso dos africanos, ou levemente projetada para frente, nas espécies que viviam fora desse continente.</p>
<p>“Nesse período, houve uma explosão de diversidade morfológica tanto na África quanto na Ásia e na Europa. Tradicionalmente, alguns autores chamam tudo de <i>Homo heidelbergensis</i>, porém observamos uma variabilidade muito grande para ser denominada dentro de uma única espécie”, introduz Gabriel Rocha, biólogo que analisou as medidas de diversos crânios antigos, ao Jornal da USP.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-76d44ce elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="e-child e-con e-flex e-con-full elementor-element-e80d057 elementor-element" style="text-align: initial; text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-a245d27 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container" style="text-align: center; ">
<p style="text-align: left; ">Ao lado de Gabriel Rocha, o professor sênior do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a> e as estudantes de biologia Maria Helena Senger e Letícia Valota analisaram a diversidade dos ossos e dos dentes de vários seres humanos que viveram entre 500 mil e 250 mil anos atrás, na era conhecida como Pleistoceno médio.</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2950236524000033#tbl0010" rel="noopener" target="_blank">A investigação desenvolvida no IEA</a> trabalha com os traços anatômicos dos fósseis, o que é muito importante, dado que o DNA não está preservado nessas espécies mais antigas. O artigo reinterpreta a história evolutiva das espécies humanas à luz das descobertas mais recentes.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img alt="Ilustração reconstrói feições do Homo erectus, os primeiros seres humanos que temos notícia a viverem fora do continente africano -  Imagem: John Gurche/Smithsonian Museum of Natural History" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/elementor/thumbs/20240226_homoerectus_reconstrucao_600px-qke3lkvn6lwve5ey55wwxy4uqj1d14s4fkq9rtlmv4.jpg?w=1200&amp;ssl=1" title="20240226_homoerectus_reconstrucao_600px" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="elementor-size-default elementor-heading-title" style="text-align: left; "><span class="discreet"><strong>Reconstrução das feições do<i> Homo erectus,</i> os primeiros seres humanos de que se tem noticia a viverem fora do continente africano</strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img class="wp-image-727449 size-full attachment-full" height="680" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/02/20240226_homo_heidelbergensis_reconstrucao.jpg?fit=600%2C680&amp;ssl=1" width="600" /></td>
</tr>
<tr>
<td><span class="discreet"><strong>Reconstrução de como seria o <i style="text-align: center; ">Homo heidelbergensis</i>, espécie que deu origem aos neandertais, exposta no Museu Nacional de História Natural de Washington</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; "><span style="text-align: var(--text-align); ">Os pesquisadores conseguiram demonstrar que a nossa espécie, que surgiu há cerca de 250 mil anos, tem uma origem única no continente africano. Paralelamente, a variante europeia </span><i style="text-align: var(--text-align); ">heidelbergensis</i><span style="text-align: var(--text-align); "> deu origem aos neandertais (</span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo neanderthalensis</i><span style="text-align: var(--text-align); ">) há aproximadamente 450 mil anos.</span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-51d68bf elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="e-child e-con e-flex e-con-full elementor-element-061acae elementor-element" style="text-align: initial; text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-8582070 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<p>Na Ásia, coexistiram denisovanos, <i>Homo erectus</i> remanescentes e, nas ilhas filipinas, os pequenos <i>Homo floresiensis</i>, de apenas um metro de altura. A variante<i> daliensis</i>, porém, parece não ter dado origem a outro grupo.</p>
</div>
</div>
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-5808123 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<p>O cruzamento de <i>sapiens</i> com alguns indivíduos das outras espécies humanas, dentro e fora da África, pode ser observado nos traços genéticos de neandertais e denisovanos em algumas populações humanas atuais.</p>
<p>Mesmo assim, esses pequenos vestígios não alteram as principais características dos <i>sapiens</i> originais, como a capacidade craniana, a face plana, a presença do queixo e dentição pequena dos humanos modernos. Todos nós temos uma origem e uma estrutura corporal comum, bem diferente dos humanos que foram extintos.</p>
</div>
</div>
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-eca27b3 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<p>A chegada dos humanos modernos ao Oriente Médio ocorreu há 180 mil anos. Na Europa, a chegada da nossa espécie há 50 mil anos coincide com o declínio da população de neandertais. Aos poucos, os <i>Homo sapiens</i> também substituíram as espécies humanas do Leste Asiático, como o <i>Homo daliensis</i> e o <i>Homo longi</i>.</p>
<p>De todo modo, Maria Helena Senger lembra que não existe uma espécie mais evoluída que outra.</p>
<p>“Não é porque nós sobrevivemos que somos mais evoluídos que outras espécies. Não existe um pico de evolução, em direção ao ótimo. Nós apenas temos sorte de sermos selecionados. É uma seleção quase aleatória”. Para a biologia, a evolução é apenas uma adaptação ao ambiente. “Os neandertais não eram necessariamente uma espécie mais primitiva”, reforça a estudante.</p>
<p><span style="text-align: var(--text-align); ">Ainda não se sabe se os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">sapiens </i><span style="text-align: var(--text-align); ">daquela época foram ou não responsáveis pela extinção das demais espécies humanas, como explica Gabriel. “As evidências indicam que eles tiveram alguma participação na extinção dos neandertais. Não necessariamente de maneira agressiva, mas provavelmente na competição por alimentos, ocupando os mesmos espaços e atrapalhando um pouco a vida deles”.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><span class="discreet"><strong><img class="wp-image-727476 size-medium attachment-medium" height="300" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/02/20240226_maria.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" width="300" /></strong></span></th>
</tr>
<tr>
<td><span class="discreet"><strong>Maria Helena Senger</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="text-align: var(--text-align); "> </span><span style="text-align: var(--text-align); ">Segundo Letícia Valota, outros fatores podem ter levado ao desaparecimento dessas populações, em um período de muita instabilidade climática. “Os neandertais coexistiram com os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo sapiens</i><span style="text-align: var(--text-align); "> durante muito tempo, mas viviam em grupos muito diferentes, que tendiam a ser um pouco menores em número de indivíduos [quando comparados aos grupos dos </span><i style="text-align: var(--text-align); ">sapiens</i><span style="text-align: var(--text-align); ">]”.</span></p>
<p><span style="text-align: var(--text-align); "> </span><span style="text-align: var(--text-align); ">Achados recentes mostram que diversas espécies humanas coexistiram há 100 mil anos, como o </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo naledi</i><span style="text-align: var(--text-align); ">, localizado na África do Sul em 2017, e o </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo luzonensis</i><span style="text-align: var(--text-align); "> nas Filipinas em 2019 e diversas espécies na China. Essas evidências aumentam o nosso conhecimento sobre as antigas populações humanas e enriquecem as ferramentas para determinar as idades e as origens dos ancestrais humanos.</span></p>
<p><span style="text-align: var(--text-align); "> </span><span style="text-align: var(--text-align); ">Um grande banco de dados com a descrição das características das espécies hominínias durante os 7 milhões de anos de evolução humana será disponibilizado pelo grupo de pesquisa em alguns meses. “Até então, todas essas medidas estavam perdidas em diversos artigos”, justifica Maria, responsável pelos dados sobre mandíbulas, já trabalhadas pelo grupo em outro artigo.</span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-507fada elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-f83b998 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img class="wp-image-727474 size-medium attachment-medium" height="300" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2024/02/20240226_leticia.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1" width="300" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span class="discreet"><strong>Letícia Valota</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O objetivo central da equipe é fortalecer a incipiente paleoantropologia brasileira por meio da democratização do acesso a essas informações. Foram consideradas medidas de crânio, reunidas por Gabriel, mandíbulas, por Maria, e dentes, por Letícia.</p>
<p>O artigo ajuda a localizar outras descobertas, como o crânio humano peculiar achado em 2006 na província de Anhui, na China, e o crânio antigo achado por um operário durante a construção de uma ponte na cidade Harbin, no mesmo país, em 1933, no quadro de espécies já conhecidas. Por diversos motivos, o trabalhador escondeu os restos desse habitante primitivo por décadas. Em 2018, porém, sua família foi convencida a entregá-los a pesquisadores da Universidade de Geociências de Hebei. O crânio seria de uma espécie ainda não conhecida que teria vivido há pelo menos 146 mil anos entre mamutes e cervos gigantes.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-7bbefa6 elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="e-child e-con e-flex e-con-full elementor-element-16cdc9b elementor-element" style="text-align: initial; text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-9a8d75e elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<p>Algumas ossadas também foram reclassificadas nos últimos anos. É o caso de um crânio quase completo do grupo que originou a nossa espécie encontrado por mineradores que trabalhavam próximo a Marraquexe, no Marrocos, em 1961. Os fósseis escavados no local tinham sido datados com 40 mil anos. No entanto, métodos mais avançados de verificação apontaram em 2019 que eles teriam na verdade cerca de 315 mil anos. Hoje, os <i>sapiens </i>encontrados em 1963 na Etiópia são considerados os mais antigos, com cerca de 233 mil anos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/grafico-de-especies-humanas" alt="Gráfico de espécies humanas" class="image-inline" title="Gráfico de espécies humanas" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="discreet"><span class="discreet"><strong>Gráfico gerado por análise estatística. Os indivíduos nomeados por siglas, em cinza escuro, foram aproximados das populações mais bem estabelecidas pela ciência de acordo com suas características físicas. Quanto mais próximos dos polígonos, mais provável que pertençam às espécies representadas - Imagem: Elsevier Quaternary Environments and Humans</strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a análise, os fósseis foram agrupados de acordo com os grupos populacionais a que pertenciam. Através de uma análise estatística, foi possível mapear a proximidade dos indivíduos de acordo com as características anatômicas reunidas no banco de dados, das quais foram selecionados 25 traços mais relevantes.</p>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-child e-con e-flex e-con-full elementor-element-ea4368c elementor-element" style="text-align: initial; text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-heading elementor-widget elementor-element-00314ad elementor-element" style="text-align: center; ">
<div class="elementor-widget-container">
<p class="elementor-size-default elementor-heading-title" style="text-align: left; "><span style="text-align: var(--text-align); ">O gráfico obtido confirmou que os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">sapiens </i><span style="text-align: var(--text-align); ">e os neandertais realmente poderiam ser classificados como espécies separadas das demais, mas os fósseis tradicionalmente conhecidos como </span><i style="text-align: var(--text-align); ">heidelbergensis </i><span style="text-align: var(--text-align); ">eram completamente diferentes entre si. “Os sapiens de todas as regiões — da África, da Ásia, da Europa e do Oriente Médio — coincidiram, o que significa que é uma espécie realmente coesa. Os </span><i style="text-align: var(--text-align); ">heidelbergensis</i><span style="text-align: var(--text-align); "> não, porque cada um aparece em um ponto diferente do gráfico. Ficou muito óbvio que realmente não tem como serem da mesma espécie, porque se espera pelo menos que tenha a interseção igual a que tiveram os neandertais”, resume Maria.</span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-98dc477 elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-heading elementor-widget elementor-element-0a728db elementor-element" style="text-align: center; ">
<div class="elementor-widget-container">
<p class="elementor-size-default elementor-heading-title" style="text-align: left; "><span style="text-align: var(--text-align); ">Letícia salienta que o agrupamento dos </span><i style="text-align: var(--text-align); ">Homo sapiens</i><span style="text-align: var(--text-align); "> visualizado no gráfico é o que fortalece a hipótese de uma origem única na África para todas as populações do mundo. “Se eles tivessem se originado em lugares diferentes, provavelmente não estariam tão agrupados dessa forma”.</span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="e-parent e-con e-con-boxed e-flex elementor-element-4e236ca elementor-element" style="text-align: initial; ">
<div class="e-con-inner" style="text-align: var(--text-align); ">
<div class="elementor-widget-text-editor elementor-widget elementor-element-9bf7f03 elementor-element">
<div class="elementor-widget-container">
<div class="clr entry-content">
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): arquivo pessoal de Gabriel Rocha; John Gurche/Smithsonian Museum<br />of Natural History; Tim Evanson; arquivo pessoal de Maria Helena Senger; arquivo pessoal de Letícia Valota</i></span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-28T15:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/walter-neves-ministrara-curso-de-difusao-sobre-debates-atuais-na-paleoantropologia">
    <title>Walter Neves ministrará curso de difusão sobre debates atuais na paleoantropologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/walter-neves-ministrara-curso-de-difusao-sobre-debates-atuais-na-paleoantropologia</link>
    <description>O paleoantropólogo Walter Neves, professor sênior do IEA, ministrará o curso de difusão científica "Debates Contemporâneos em Paleoantropologia", de 7 de outubro a 9 de dezembro. O curso abordará as principais discussões e descoberta sobre a evolução dos hominínios.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-entrevista-coletiva/image" alt="Walter Neves - Entrevista coletiva" title="Walter Neves - Entrevista coletiva" height="392" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O paleoantropólogo Walter Neves, coordenador do Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana do IEA</dd>
</dl>As principais discussões e descobertas sobre a evolução dos hominínios serão abordadas no curso de difusão científica <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/paleoantropologia-2"><i>Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</i></a>, que será ministrado pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, <span>em parceria com a </span><a class="external-link" href="https://sciam.com.br/" target="_blank"><i>Scientific American Brasil</i></a>. De 7 de outubro a 9 de dezembro, as 10 aulas (sempre às sextas-feiras, das 14 às 16h30) não serão expositivas, mas sim discussões de <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/paleoantropologia-2#textos" class="external-link">textos</a> previamente indicados e disponíveis no site do IEA.<br /><br /><span>Os interessados devem se inscrever via sistema </span><a href="https://uspdigital.usp.br/apolo/" target="_blank">Apolo</a><span> de </span><strong>22 de agosto a 9 de setembro</strong><span>. As 40 vagas disponíveis têm como público-alvo interessados em evolução humana, sobretudo alunos de graduação e pós-graduação, graduados e pós-graduados, além de professores universitários de qualquer área do conhecimento. Os candidatos devem ser fluentes na leitura de textos em inglês.</span></p>
<p>Se o total de inscritos superar o número de vagas, será utilizado o critério de sorteio. A confirmação da matrícula ocorrerá a partir de 12 de setembro. A presença no primeiro encontro (7 de outubro) será utilizada como critério para confirmação de interesse em manter a vaga. Isso permitirá, eventualmente, que os inscritos em lista de espera ocupem vagas remanescentes.</p>
<p>Alunos matriculados que não puderem comparecer ao primeiro encontro e se comprometerem a atingir a frequência mínima exigida para aprovação no curso (75%) deverão confirmar o interesse escrevendo para <a href="mailto:rkmeckien@usp.br">rkmeckien@usp.br</a> para não correrem o risco de cancelamento da matrícula. Um aviso a respeito de vagas remanescentes será dado após 7 de outubro (início do curso). Serão aprovados aqueles que obtiverem nota igual ou superior a 5,0, atribuída a partir de testes de verificação de leitura e do grau de participação nas aulas.</p>
<p><strong>História evolutiva</strong></p>
<p>O objetivo de Neves no transcorrer das 10 aulas será conectar as características mais notórias dos hominínios com o momento em que elas surgiram ao longo da linhagem evolutiva, para construir uma perspectiva sobre a extensa história que resultou no surgimento da espécie humana. Os alunos terão a oportunidade de explorar:</p>
<ul>
<li>a diversidade de espécies que caracteriza a linhagem evolutiva dos hominínios e o caráter não linear dessa evolução;</li>
<li>o momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem a linhagem hominínia e sua importância para o processo evolutivo;</li>
<li>as circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso da linhagem que chegou até nós.</li>
<li>a fragilidade epistemológica da paleoantropologia.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/exposicao-de-replicas-de-fosseis-de-homininios/image" alt="Exposição de réplicas de fósseis de hominínios" title="Exposição de réplicas de fósseis de hominínios" height="407" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Exposição ''Ocupação Hominínia'' no saguão do IEA, com curadoria de Walter Neves, apresenta réplicas de fósseis de vários hominínios</dd>
</dl><span> </span></p>
<p><strong>Difusão científica</strong></p>
<p>Neves é professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP, onde fundou o <a href="http://evolucaohumana.ib.usp.br/" target="_blank">Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos</a>, cuja principal linha de pesquisa é a questão da chegada do homem ao continente americano. Em paralelo às pesquisas que desenvolve, ele tem intensa atividade na divulgação pública dos conhecimentos sobre evolução humana.</p>
<p>No IEA, como professor sênior, além de cursos como o deste ano (o primeiro foi <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block"><i>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</i></a>, em 2019), Neves coordena o <a href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/" target="_blank">Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</a> e é curador de exposição permanente de réplicas de fósseis de hominínios e de exposições itinerantes similares em parceria com outras instituições, como o Catavento Cultural.</p>
<p>Ao longo de sua história evolutiva, a espécie humana desenvolveu uma combinação única de características biológicas e culturais que nos separam significativamente de outras formas de vida no planeta, afirma Neves. "Graças às nossas características, somos uma das espécies com maior dispersão ao redor do planeta, tendo colonizado praticamente todos os continentes e nichos ecológicos disponíveis na Terra. Nosso sucesso se deve, em última análise, à nossa capacidade de modificar o ambiente ao nosso redor, adaptando-o às nossas necessidades em escalas e velocidades não registradas anteriormente."</p>
<p>São justamente essas características únicas do ser humano que fazem com que a espécie pareça ser especial e diferenciada das outras formas de vida no planeta, "fazendo com que busquemos explicações sobrenaturais para nossa origem", afirma o paleoantropólogo. Ele ressalta que, ainda hoje, grande parte da sociedade defende e promove tais visões para a origem da espécie humana, "apesar de mais de 150 anos de descobertas científicas que mostram que somos o produto de uma série de contínuas inovações evolutivas naturais que ocorreram nos últimos 7,5 milhões de anos".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-07-19T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d">
    <title>IEA terá “Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d</link>
    <description>Projeto será coordenado pelo professor sênior Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-300x200/image" alt="Walter Neves - 300x200" title="Walter Neves - 300x200" height="200" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Walter Neves, propositor e coordenador do Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</dd>
</dl></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5a83b5de-7fff-5be6-aca1-1942e6efb799"> </span></p>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo do IEA aprovou no dia 15 de dezembro a criação do “<a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</a>”. A proposta foi enviada pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves?searchterm=Walter+ne"><span>Walter Neves</span></a>, professor sênior do Instituto. O objetivo é promover e divulgar amplamente para o grande público os conhecimentos que a ciência tem a respeito do percurso evolutivo humano.</p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Neves, em um momento em que cresce a parcela da população que nega a Teoria da Evolução, cabe ao poder público disponibilizar informações e dados que mostrem o que a ciência tem a dizer sobre a nossa existência no planeta, “demonstrando que a evolução da linhagem humana pode ser perfeitamente explicada pelos mesmos processos naturais que deram origem às demais espécies”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Abordando questões interdisciplinares da biologia evolutiva, da antropologia e da arqueologia, o novo núcleo, formado por pesquisadores e voluntários, irá realizar cursos semestrais sobre as discussões atuais em paleoantropologia, a origem da bipedia e a evolução da tecnologia da pedra lascada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também está entre as metas a realização da exposição permanente “A Arte na Evolução Humana”, assimcomo a promoção de pequenas mostras itinerantes sobre a história evolutiva dos hominínios, que poderão ser montadas em locais os mais diversos, dependendo da demanda.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os eventos serão gratuitos, voltados para escolas do ensino básico e universidades, tanto públicas quanto privadas. </span><span>Instituições interessadas em fazer parcerias e ter acesso às atividades do núcleo devem entrar em contato com o IEA. O agendamento será feito de acordo com a disponibilidade dos integrantes da equipe e das exposições.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-npceh" alt="Logo NPCEH" class="image-right" title="Logo NPCEH" /></p>
<p dir="ltr"><span>O núcleo é coordenado por Neves e tem como integrantes: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lia-queiroz-do-amaral?searchterm=Lia+Ama"><span>Lia Amaral</span></a><span>, professora do Instituto de Física da USP;</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mercedes-okumura?searchterm=Mercedes+Okumura"><span> Mercedes Okumura</span></a><span>, professora do Instituto de Biociências da USP; Fábio Parenti, professor da Universidade Federal do Paraná; Peter Moon, jornalista da Agência Brasileira de Divulgação Científica; Clóvis Monteiro, jornalista; Rogério Souza, da Academia Brasileira de História Natural; e os estudantes Lukas Blumrich e Andrews Nunes.</span></p>
<p dir="ltr">Por serem majoritariamente presenciais, as atividades do núcleo começarão apenas no segundo semestre de 2021. Entretanto, os agendamentos já terão início em abril, por meio do site do IEA.</p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>
<hr />
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Primatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-16T20:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia">
    <title>Exposição Ocupação Hominínia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-ocupacao-homininia">
    <title>Exposição Ocupação Hominínia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-ocupacao-homininia</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/instalacao-evolucao-humana">
    <title>IEA expõe réplicas de fósseis em instalação sobre evolução humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/instalacao-evolucao-humana</link>
    <description>Com curadoria do paleoantropólogo Walter Neves, exposição é aberta ao público</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Exposicao-Ocupacao-Homininia-Nelson-Niero.jpg/image" alt="Exposição Ocupação Hominínia" title="Exposição Ocupação Hominínia" height="412" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Com curadoria do paleoantropólogo Walter Neves, instalação é aberta ao público | Foto: Nelson Niero Neto/IEA-USP</dd>
</dl>O IEA inaugurou, no dia 27 de fevereiro, a instalação “Ocupação Hominínia”, sobre o processo evolutivo humano. Aberta ao público, ela tem réplicas de seis hominínios e um painel com uma linha do tempo resumindo a evolução da nossa espécie. Veja mais <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia" class="external-link">imagens da exposição</a>.<br /><br /><span>Viabilizada com recursos do Instituto, a instalação tem como organizador e curador o paleoantropólogo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-seniores" class="external-link">professor sênior</a><span> do IEA e aposentado do </span><a class="external-link" href="https://www.ib.usp.br/">Instituto de Biociências</a><span> (IB) da USP. As peças foram produzidas pelo paleoartista Rogério Corrêa de Souza.<br /><br /></span><span>Apesar de existirem centenas de hominínios descobertos, foram selecionados seis que, segundo Neves, são os mais icônicos na linha do tempo evolutiva: </span><i>Sahelanthropus tchadensis</i><span> (viveu entre 6 e 7 milhões de anos atrás), </span><i>Australopithecus afarensis</i><span> (viveu entre 3,9 e 2,9 milhões de anos atrás), </span><i>Homo habilis</i><span> (viveu entre 2,6 e 1,5 milhões de anos atrás), </span><i>Homo erectus</i><span> (viveu entre 1,89 milhão e 100 mil anos atrás), </span><i>Homo neanderthalensis</i><span> (viveu entre 200 mil e 30 mil anos atrás) e o </span><i>Homo sapiens</i><span> (surgiu há 200 mil anos).<br /><br /></span><span>A réplica do </span><i>Australopithecus afarensis</i><span> é de corpo inteiro e baseada no fóssil conhecido como Lucy, encontrado em 1974 na Etiópia e considerado o mais famoso de um ancestral humano. Datada em 3,2 milhões de anos, Lucy media cerca de 1,10 m e andava ereta como nós, mas tinha proporções corporais similares às de um chimpanzé.<br /><br /></span><span>Entre todas as réplicas, o mais antigo ancestral humano é o </span><i>Sahelanthropus tchadensis</i><span>, que viveu entre 6 e 7 milhões de anos atrás. Seu fóssil foi encontrado em 2001 no Chade.<br /><br /></span><span>As características de cada um dos ancestrais são temas de </span><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=xT3oBWXPyYI">videoaulas de Walter Neves</a><span>, disponíveis no YouTube. Na instalação, um QR Code ao lado de cada réplica dá acesso ao vídeo do ancestral exposto.<br /><br /></span><span>O painel da linhagem evolutiva, com 1,85 m de largura por 1,15 de altura, é uma adaptação do painel “Hominid Evolutionary Tree” do Museu de História Natural de Londres, Inglaterra, e resume 7 milhões de anos de evolução.<br /><br /></span><span><strong>Divulgação científica</strong><br /><br /></span><span>Walter Neves é um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia evolutiva e arqueologia no Brasil. Ao dedicar-se à origem do homem na América do Sul, foi responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. O nome do fóssil, batizado por Neves, foi inspirado em Lucy.<br /><br /></span><span>Desde que iniciou sua carreira acadêmica, há mais de 40 anos, Neves esforça-se em prol da divulgação científica e da disseminação da teoria evolucionista e do processo evolutivo humano para o grande público. Essa é a primeira vez que o pesquisador consegue criar dentro da USP uma exposição como essa. Ao longo de sua carreira, ele reuniu um acervo de réplicas suficiente para fazer na USP uma grande exposição que repassaria toda a linha do tempo evolutiva humana.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia" class="external-link">Fotos da exposição</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil" class="external-link">IEA recebe réplica de Lucy, um dos fósseis mais antigos da ancestralidade humana</a><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano" class="external-link">Cientistas brasileiros reescrevem a história do gênero humano</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><br />Atualmente, Neves se mostra preocupado com o que vê como um crescimento exponencial da aceitação da teoria criacionista entre órgãos governamentais brasileiros, como o Ministério da Educação. “A bancada evangélica no Congresso Nacional tem articulado esse movimento, que pode culminar no ensino obrigatório do criacionismo em escolas públicas”, diz.<br /><br /></span><span>“As instituições de pesquisa, universidades e museus estão paradas em relação a isso. Falta uma reação. Precisamos aproveitar todas as oportunidades e espaços para divulgar o evolucionismo”, diz o professor, que destaca a “sensibilidade do IEA em perceber que este é um tema candente”.<br /><br /></span><span>Para Neves, a Universidade de São Paulo e todas as capitais brasileiras deveriam ter uma exposição permanente sobre evolução humana. “Assim, as pessoas podem ser apresentadas ao que a ciência tem a dizer sobre o assunto. A partir disso, optar pelo criacionismo ou evolucionismo é uma decisão pessoal. Mas precisa haver essa exposição à ciência”.</span></p>
<hr />
<p><strong>Ocupação Hominínia<br /></strong><i>Instalação sobre evolução humana<br /></i><i>Aberta ao público <br />De segunda a sexta-feira, das 7h às 18h<br /></i><i>Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo, SP</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves">
    <title>Curso gratuito sobre evolução humana será ministrado por Walter Neves no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-e-walter-neves/image" alt="Lucy e Walter Neves" title="Lucy e Walter Neves" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">O pesquisador Walter Neves com a réplica de Lucy, no IEA</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a> ministrará um curso gratuito sobre evolução humana no IEA, em parceria com a revista Scientific American. Serão nove aulas, sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h, com início em <strong>18 de outubro e término em 20 de dezembro</strong>. As 50 vagas disponíveis serão definidas por ordem de <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>. A atividade é uma versão em português do que foi ministrado recentemente na Dmanisi Summer School, na República da Georgia, com estudantes de várias partes do mundo. As inscrições poderão ser realizadas pelo <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">sistema Apolo</a> da USP, de 18 de setembro a 10 de outubro. <br /><br />Intitulado <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link"><i>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</i></a>, o curso abordará as principais discussões e descobertas sobre a evolução dos hominínios ao longo dos últimos 7 milhões de anos. Sua temática é multidisciplinar, uma vez que envolve antropologia, bioantropologia, arqueologia, biologia evolutiva e paleoantropologia. Como as aulas serão baseadas em discussões de textos em inglês previamente distribuídos (não haverá aulas expositivas), é necessário que os interessados sejam fluentes na leitura em inglês <i><a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterAtividade?cod_oferecimentoatv=92616">[confira o programa do curso e as referências bibliográficas]</a></i>.<br /><br /><strong>Evolução</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pesquisador sênior do IEA e professor aposentado do Instituto de Biociências (IB) da USP, Walter Neves considera que difundir o estudo da evolução de nossa espécie passou a ser uma ação fundamental na afirmação do conhecimento e do método científico.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Walter Neves</th>
</tr>
<tr>
<td>
<div id="_mcePaste">Um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia e arqueologia no Brasil, Walter Neves foi o responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. Sua pesquisa mais recente, divulgada em julho, pode revolucionar a história da evolução do gênero humano. Com uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos, ele descobriu na Jordânia ferramentas de pedra lascada que teriam sido produzidas há 2,4 milhões de anos, segundo os métodos de datação utilizados. A descoberta indica que representantes do gênero Homo teriam saído da África 500 mil anos antes do que tem sido afirmado até agora (há 2.0 milhões de anos). Além disso, a pesquisa ainda indica que o primeiro hominínio a sair da África pode ter sido o <i>Homo habilis</i>, e não o <i>Homo erectus</i>, como defendem os estudos paleoantropológicos até o momento.</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Estamos sob o risco de nos tornarmos o segundo maior país criacionista do mundo”, explica o pesquisador, em seu projeto para o curso, “e vivemos momentos tenebrosos quanto ao anticientificismo, que se tornou política de Estado”. Segundo ele, a evolução humana é um dos alvos prediletos dos que atacam a ciência e o pensamento científico-evolutivo.</p>
<p>“Ideias como a extinção e surgimento de espécies ou a existência de um ancestral comum entre os diversos hominínios são negadas pelos criacionistas”, disse. “Cabe à USP um papel destacado em tornar disponível o que a ciência tem para apresentar sobre o processo evolutivo de nossa linhagem, que começou há cerca de 7 milhões de anos e deu origem ao <i>Homo sapiens</i> por volta de 200 mil anos atrás.”</p>
<p><strong>O curso</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ao longo das aulas, os participantes estudarão as características biológicas e culturais mais notórias de nossa espécie, assim como o momento em que elas surgiram em nossa linhagem evolutiva, para traçar uma perspectiva das contínuas inovações evolutivas que resultaram no ser humano moderno. Com uma combinação única dessas diversas características, o <i>Homo sapiens</i> é uma das espécies com maior dispersão pelo planeta e com a capacidade de modificar o ambiente ao redor, adaptando-o às suas necessidades.</p>
<p>Neste contexto, há cinco pontos principais que os alunos terão a oportunidade de explorar:</p>
<p>1. A diversidade de espécies que caracteriza nossa linhagem evolutiva e o caráter não linear de nossa evolução.</p>
<p>2. O momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem nossa espécie e sua importância para a evolução.</p>
<p>3. As diferenças e semelhanças entre nossa espécie e os chimpanzés, que representam a espécie viva mais próxima à do homem do ponto de vista genético e de capacidade intelectual.</p>
<p>4. As circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso de nossa espécie.</p>
<p>5. A tensão entre os diversos pesquisadores em relação aos últimos hominínios fósseis encontrados.</p>
<hr />
<p> </p>
<p><i><strong>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</strong><br />Oito aulas, sempre às sextas-feiras, com início em <span>18 de outubro e término em 20 de dezembro</span></i><span><i><span>. Horário: 14h às 16h</span><br /><span>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</span><br /><span>Curso gratuito e aberto ao público. Requer <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>.</span><br />Mais informações com Richard Meckien (rkmeckien@usp.br), telefone (11) 3091-1687<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link">Página do curso</a></i></span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-16T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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