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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-lanca-livro-linguagem-e-cognicao">
    <title>Novo livro lançado pelo IEA reflete sobre linguagem, cognição, cultura e inclusão de deficientes visuais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-lanca-livro-linguagem-e-cognicao</link>
    <description>O IEA lançou recentemente o e-book "Linguagem e Cognição: Diversidades, Percepções, Acessos e Integrações", que reúne os trabalhos apresentados no 5º Simpósio Internacional sobre Linguagem e Cognição (5º LinCog), ocorrido em novembro de 2024. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-linguagem-e-cognicao" alt="Capa do livro &quot;Linguagem e Cognição&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Linguagem e Cognição&quot;" /></p>
<p>O IEA lançou recentemente o e-book "<em>Linguagem e Cognição: Diversidades, Percepções, Acessos e Integrações</em><em>"</em>, que reúne os trabalhos apresentados no 5º Simpósio Internacional sobre Linguagem e Cognição (5º LinCog), ocorrido em novembro de 2024. Há também links para os áudios da Mesade Abertura, da Conferência Inagural e de algumas exposiçõess. A obra está disponível gratuitamente no <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1846" target="_blank">Portal de Livros Abertos da USP</a>. Futuramente haverá uma versão integralmente em áudio.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Os trabalhos refletem a abrangência temática e interdisciplinar do simpósio, que reuniu pesquisadores das áreas de psicologia, linguística, medicina, física, oftalmologia, neurociências, fisioterapia, educação, engenharia e educação física. Entre os temas abordados estão estudos sobre linguagem (inclusive sobre o sistema Braille), tecnologia assistiva, reabilitação cognitiva, aquisição da linguagem, leitura e cognição, bilinguismo e adaptação de materiais.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A coordenação geral do livro é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-celia-de-lima-hernandes" class="external-link">Maria Célia Lima-Fernandes</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-capel" class="external-link">Paulo Eduardo Capel Cardoso</a>. As organizadoras são Cristina Lopomo Defendi, Mônica Maria Soares Santos, Fraulein Vidigal de Paula, Renata Barvosa Vicente.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Segundo os organizadores, a temática do 5º LinCog foi motivada por pesquisa desenvolvida por Maria Célia Lima-Fernandes, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde dirige o Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual. Parte do trabalho foi realizado durante a participação da docente na edição 2024 do Programa Ano Sabático do IEA.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Em seu projeto, Lima-Fernandes busca responder a questões relacionadas aos aspectos cognitivos de cegos congênitos (pessoas que nasceram cegas ou perderam a visão até os cinco anos de idade). Entre elas, como esses indivíduos lidam com o processamento da linguagem, especialmente no reconhecimento auditivo e no julgamento de diferentes tipos de metáforas, e como o cérebro funciona durante essa atividade em pessoas cegas e videntes.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body"><strong>Estrutura do livro</strong></p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">O e-book contempla essas questões e aspectos relativos à inclusão de pessoas cegas. A Conferência Inaugural (disponível em áudio) contou com relatos de experiências de vida de pessoas cegas e é seguida por uma apresentação da exposição de esculturas de Karen Cristina, exibidas durante o congresso, que representam silhuetas de pessoas com deficiência. A seção seguinte traz exposições de representantes de entidades parceiras dedicadas à reabilitação e à inclusão de pessoas cegas.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A terceira seção, intitulada "<em>Perspectivas e Intersecções: Diálogos sobre Cognição, Linguagem e Inclusão"</em>, reúne textos que abordam temas como o estudo cognitivo da linguagem, avaliação das funções cognitivas em pessoas com restrições sensoriais, letramento em português como língua de herança (falada em casa por imigrantes), as relações geradas pela interação entre língua de herança e língua dominante nos níveis social, linguístico e individual, e aplicações da ressonância magnética funcional no estudo da linguagem, inclusive no mapeamento de redes neurais e na avaliação de fenômenos como a interpretação de metáforas, técnica que pode ser utilizada para investigar o processamento linguístico em cegos.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Outros temas presentes na seção são a influência dos gatilhos mentais sobre cegos congênitos e sobre pessoas videntes típicas por meio de inputs<i> </i>metafóricos ancorados na leitura secundada por audiodescrição, aprendizado do Braille por mulheres com cegueira adquirida, comparação do contexto de pessoas cegas congênitas com o de pessoas com baixa visão, desconstrução do capacitismo interiorizado e adaptação de jogos para pessoas com deficiência visual.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A seção contém ainda links para três arquivos de áudio com falas sobre políticas científicas e públicas de acessibilidade e inclusão, tecnologia assistiva para a qualidade de vida de pessoas com deficiência visual, e condições oftalmológica que podem levar à cegueira infantil.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A quarta e última seção, "<em>Interfaces do Saber: Linguagem, Cognição e Cultura em Debate"</em>, reúne 26 ensaios de temática variada, organizados em torno de questões linguísticas, cognitivas ou culturais ou ainda das interações entre esses campos de estudo. Entre os temas estão: o ensino e as características do português no Brasil, em Moçambique e na Guiné-Bissau; reserva cognitiva e reabilitação no contexto do Alzheimer; aspectos lexicais na aquisição de vocabulário e nos usos de termos específicos; recursos sintáticos em obras literárias; análise e processamento de metáforas visuais e nominais; análise sociocognitiva e do discurso; e variantes cognitivas em meios digitais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-05-06T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos">
    <title>Participantes do Programa Ano Sabático iniciam atividades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos</link>
    <description>Os projetos dos docentes participantes do Programa Ano Sabático 2026.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Veja também</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes" class="external-link">Inscrições para o Programa Ano Sabático de 2027</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A variedade temática dos projetos dos sete docentes da USP selecionados para a edição 2026 do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático do IEA</a> oferece uma amostra da diversidade dos trabalhos desenvolvidos nas várias áreas acadêmicas da Universidade.</p>
<p>Os participantes já iniciaram seus trabalhos, cujos temas são: democracia contestatória; taxas de analfabetismo no Brasil e resultados dos métodos de alfabetização; padrões de interação entre flavivírus e o sistema imunológico humano diante das mudanças climáticas; impactos da crise climática no turismo; dispersão de sementes e biodiversidade; efeitos da inteligência artificial nas relações de trabalho; e métodos cerâmicos de antigas populações da Amazônica Central.</p>
<p>Os docentes integrantes da atual edição do programa são:</p>
<ul>
<li>Alberto      Ribeiro Gonçalves de Barros - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências      Humanas (FFLCH);</li>
<li>Daniel      Domingues dos Santos - Faculdade de Economia, Administração e      Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp);</li>
<li>Gustavo      Henrique Goulart Trossini - Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF);</li>
<li>Paulo      Roberto Guimarães Junior - Instituto de Biociências (IB);</li>
<li>Rita      de Cássia Ariza da Cruz - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências      Humanas (FFLCH);</li>
<li>Wilson      Aparecido Costa de Amorim - Faculdade de Economia, Administração,      Contabilidade e Atuária (FEA);</li>
<li>Ximena      Suarez Villagran - Museu de Arqueologia e Etnografia (MAE).</li>
</ul>
<p><strong>Programa</strong></p>
<p>O Programa Ano Sabático do IEA é uma parceria entre a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação e o Instituto. A iniciativa foi criada em 2015 para “fomentar um ambiente adequado à reflexão, na medida em que libera os docentes da USP de seus encargos didáticos e administrativos para que possam participar integralmente de pesquisas individuais e interdisciplinares”. A permanência no IEA pode ser de seis meses a um ano.</p>
<p>Para participar, é necessário ter, no mínimo, sete anos de trabalho no Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP). Durante o período da pesquisa, os docentes são dispensados, sem prejuízo de vencimentos, do exercício de suas atividades, inclusive as didáticas, junto à unidade de origem [leia sobre a abertura de <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes" class="external-link">inscrições para a edição 2027</a> do programa].</p>
<p><strong>PROJETOS</strong></p>
<dl class="captioned image-right"><i><strong><dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alberto-ribeiro-goncalves-de-barros-perfil" title="Denise Scheepmaker - Perfil" height="180" width="180" alt="Denise Scheepmaker - Perfil" class="image-right" /></dt><dd class="image-caption"><br /></dd></strong></i></dl>
<p><i><strong>Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros<br /></strong></i><i>O Modelo de Democracia Contestatória de Philip Pettit</i></p>
<p>Barros analisará se o modelo de democracia contestatória proposto pelo filósofo e teórico político irlandês Philip Pettit efetiva o ideal neorrepublicano de liberdade como ausência de dominação e se ele possibilita um verdadeiro controle popular sobre o governo, "princípios fundamentais de um regime democrático na perspectiva neorrepublicana", segundo o professor sabático.</p>
<p>As críticas e objeções ao modelo também serão discutidas. Também avaliará se essa concepção evita os inconvenientes apontados em outros modelos, em particular o procedimental e o deliberativo. Outra finalidade do projeto é discutir as contribuições e os limites do modelo no quadro das teorias contemporâneas de democracia.</p>
<p>Barros é professor do Departamento de Filosofia da USP, pela qual é mestre, doutor e livre docente em filosofia. Realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade de Londres, Reino Unido, e na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, França.</p>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/daniel-domingues-dos-santos-perfil-1" alt="Daniel Domingues dos Santos - perfil" class="image-right" title="Daniel Domingues dos Santos - perfil" />Daniel Domingues dos Santos</strong></i>
<p><i><strong>O Dilema Brasileiro da Alfabetização</strong></i></p>
<p>Durante sua estada no IEA, Santos analisará criticamente as estimativas de taxas de analfabetismo e sua evolução recente no Brasil, considerando os critérios de literacia, letramento, fluência leitora e alfabetização funcional. Também examinará as evidências sobre a efetividade de distintos métodos de alfabetização, com base principalmente em dados brasileiros.</p>
<p>Outro objetivo da pesquisa é examinar a evidência disponível sobre o período sensível no processo de desenvolvimento para que se alfabetize uma criança, e discutir quais deveriam ser as contribuições da educação infantil para este processo e os empecilhos no debate atual para que estas contribuições possam ser dadas.</p>
<p>Santos é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP. Graduação pela USP, tornou-se mestre e doutor em economia pela PUC-RJ e Universidade Chicago, EUA, respectivamente.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gustavo-henrique-goulart-trossini-perfil" alt="Gustavo Henrique Goulart Trossini - perfil" class="image-right" title="Gustavo Henrique Goulart Trossini - perfil" />Gustavo Henrique Goulart Trossini</strong></i>
<p><i>Reconhecimento de padrões moleculares na resposta imune direcionada a flavivírus: uma abordagem populacional frente às mudanças climáticas</i></p>
<p>O objetivo geral do projeto de Trossini é investigar a coevolução entre flavivírus (transmitido por mosquitos e responsáveis por doenças como zika, dengue e febre amarela) e o sistema imunológico humano com base nas condições produzidas pelas mudanças climáticas.</p>
<p>Ele utilizará ferramentas computacionais avançadas para identificar e caracterizar epítopos virais imunodominantes. Esses epítopos são regiões na superfície de proteínas de um vírus reconhecidas pelo sistema imunológico. O foco desse trabalho são as implicações das mudanças climáticas na dinâmica das interações patógeno-hospedeiro. A intenção é contribuir para o desenvolvimento de vacinas e imunoterapias mais eficazes contra as doenças causadas por flavivírus.</p>
<p>Trossini graduou-se em farmácia pela UFMS e obteve os títulos de mestre e doutor (com período na Universidade do Novo México, EUA) em fármacos e medicamentos pela FCF-USP, onde realizou pesquisa de pós-doutorado e tornou-se docente.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-roberto-guimaraes-junior" alt="Paulo Roberto Guimarães Junior" class="image-right" title="Paulo Roberto Guimarães Junior" />Paulo Roberto Guimarães Junior</strong></i>
<p><i>Dispersão de Sementes por Animais: Interações-Chave para a Manutenção de Serviços Ecossistêmicos</i></p>
<p>O projeto de Guimarães Junior deverá consolidar um Centro Interinstitucional sobre Frugivoria e Dispersão de Sementes, criando uma rede de colaboração internacional de laboratórios que estudam as consequências da dispersão de sementes para padrões observados em diferentes escalas espaciais, temporais e organizacionais.</p>
<p>O trabalho também vai organizar e analisar bancos de dados para integrá-los a modelos matemáticos. Com isso, a expectativa é que surjam novas ideias e hipóteses sobre como processos ecológicos e evolutivos ligados à dispersão de sementes moldam a biodiversidade.</p>
<p>Essa integração de dados e teoria será usada para desenvolver hipóteses e modelos visando explorar as consequências da dispersão de sementes para a manutenção de serviços ecossistêmicos.</p>
<p>Guimarães Junior é professor titular do Departamento de Ecologia do ICB-USP. Obteve os títulos de mestre e doutor em ecologia pela Unicamp. Foi pesquisador associado na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA, e no Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rita-de-cassia-ariza-da-cruz-perfil" alt="Rita de Cássia Ariza da Cruz - perfil" class="image-right" title="Rita de Cássia Ariza da Cruz - perfil" />Rita de Cássia Ariza da Cruz</strong></i>
<p><i>Crise Climática e Turismo: Impactos, Riscos Sociais e Adaptação</i></p>
<p>O projeto de Cruz pretende contribuir com a produção de conhecimento crítico sobre as relações entre turismo e crise climática. O caminho analítico escolhido baseia-se numa perspectiva dialética a partir da tríade crise climática-turismo-adaptação.</p>
<p>Dessa forma, ela pretende produzir uma leitura crítica sobre os casos ocorridos no século 21 envolvendo localidades brasileiras que têm o turismo como uma atividade econômica relevante.</p>
<p>Cruz é graduada em geografia pela FFLCH-USP, onde tornou-se mestre e doutora em geografia humana. Além de professora na área de geografia regional na mesma faculdade, é líder da Rede Internacional de Pesquisa Turismo e Dinâmicas Socioterritoriais Contemporâneas.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/wilson-aparecido-costa-de-amorim-perfil" alt="Wilson Aparecido Costa de Amorim - perfil" class="image-right" title="Wilson Aparecido Costa de Amorim - perfil" />Wilson Aparecido Costa de Amorim</strong></i>
<p><i>Inteligência Artificial e as Relações de Trabalho no Brasil: A Percepção de seus Atores Tomando por Base Setores Escolhidos</i></p>
<p>A partir do estudo dos setores bancário, de saúde e de tecnologias da informação, Amorim pretende identificar e analisar a visão de atores envolvidos com as relações de trabalho quanto à natureza da inteligência artificial e seus efeitos sobre a contratação do trabalho em seu âmbito coletivo, em termos do contexto, estrutura, processos e conteúdo de negociações.</p>
<p>Entre os objetivos específicos da pesquisa estão identificar e analisar iniciativas internacionais e nacionais de regulação dos efeitos da IA no campo das relações de trabalho e desenvolver parâmetros metodológicos básicos para o desenvolvimento ampliado de estudos semelhantes em outros setores.</p>
<p>Economista formado pela FEA-USP, onde tornou-se doutor e livre docente em administração, Amorim foi pesquisador do Consórcio Fudan de Universidades Latino-Americanas e da Universidade de Fudan, China. Ele integra a Rede Lusófona de Sociologia, Gestão e Economia e lidera o grupo de pesquisa Gestão de Pessoas e Gestão do Conhecimento nas Organizações.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ximena-suarez-villagran-perfil" alt="Ximena Suarez Villagran - perfil" class="image-right" title="Ximena Suarez Villagran - perfil" />Ximena Suarez Villagran</strong></i>
<p><i>Contatos, Rupturas e Transições na Amazônia Central</i></p>
<p>Villagran utilizará uma abordagem petrográfica e microarqueológica para caracterizar a tecnologia das cerâmicas Açutuba (TPOA), Manacapuru (TBI), Paredão (TBI) e Guarita (TPA) recuperados dos sítios arqueológicos Hatahara e Açutuba escavados no âmbito do Projeto Amazônica Central, coordenado pelo arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves.</p>
<p>O objetivo principal será verificar se as diferenças nos critérios estilístico-decorativos também se expressam nos métodos de produção. Segundo a pesquisadora, "o estudo completo das matérias-primas (matriz argilosa, inclusões não plásticas, desengordurantes), a datação direta dos vasos e o estudo do uso cotidiano (por meio de análises de resíduos lipídicos) têm o potencial de revelar rupturas, continuidades e/ou inovações, permitindo uma compreensão mais aprofundada da complexidade cultural da região nos últimos 2000 anos".</p>
<p>Villagran é coordenadora do Laboratório de Microarqueologia do MAE-USP, onde é professora doutora. É graduada ciências antropológicas pela Universidade da República do Uruguai, com mestrado em arqueologia e doutorado em geociências pela USP. Realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Tübingen, Alemanha.</p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-17T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes">
    <title>Docentes da USP já podem se inscrever para seleção do Programa Ano Sabático 2027</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes</link>
    <description>Abertura das inscrições para a seleção de docentes da USP para o Programa Ano Sabático 2027.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Estão abertas até 30 de junho as inscrições de docentes da USP interessados em participar da edição 2027 do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico">Programa Ano Sabático</a>. Os candidatos devem ter no mínimo sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), completados até a data do início da pesquisa no Instituto.</p>
<p>A participação no programa deve ser de seis meses ou um ano. Durante o período, os selecionados ficarão dispensados de todas as atividades em sua unidade de origem, de maneira a poder atuar exclusivamente no IEA.</p>
<p>Os candidatos devem apresentar projeto de pesquisa interdisciplinar a ser desenvolvido na sede o IEA (São Paulo) ou nos Polos do Instituto em Ribeirão Preto ou São Carlos.</p>
<p>O auxílio semestral é de R$ 6 mil, concedido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (parceira do IEA no programa) para despesas referentes ao projeto, tais como passagens aéreas, diárias, auxílio a pesquisadores e despesas com terceiros.</p>
<p>Durante sua atuação no programa, os selecionados deverão realizar ao menos uma conferência por semestre, bem como produzir um trabalho científico inédito e original ou outro produto (tais como livro ou obra de arte) indicado no projeto.</p>
<p>A inscrição deve ser feita via <strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_rQzV2NRGvv_9T2S5yS7YHYZTsj8k-x7QxhxHXHsHr0QuyA/viewform?usp=publish-editor" target="_blank">formulário on-line</a> </strong>[é necessário fazer login com conta USP] até as 23h59 do dia 30 de junho, com o envio de súmula curricular (modelo <a href="http://fapesp.br/5266" target="_blank">fapesp.br/5266</a>), projeto de pesquisa (com objetivos, justificativa e plano de trabalho) e as concordâncias para sua participação emitidas pelo conselho de departamento (ou colegiado equivalente) e pela congregação (ou instância equivalente) da sua unidade [veja mais detalhes no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/editalsabatico20262027_doe.pdf">edital completo</a>].</p>
<p>O resultado da seleção será divulgado em <strong>30 de setembro</strong>. Os selecionados deverão iniciar suas pesquisas até março do próximo ano. No caso de participação por seis meses com início no segundo semestre de 2027, as atividades devem começar até agosto.</p>
<p>Considerados os integrantes da 11ª edição (2026), que iniciaram suas pesquisas em janeiro, já são 76 os docentes da Universidade participantes do programa [veja quem são os participantes de cada ano: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea">2016</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017">2017</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos">2018</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2019">2019</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-2020">2020</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2021">2021</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2022">2022</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2023">2023</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2024">2024</a>, <a href="http://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025-tera-7-professores-de-diferentes-unidades-da-usp" target="_blank">2025</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos" class="external-link">2026</a>].</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-12T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/201cexplorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo201d">
    <title>Em novo livro, Walter Neves apresenta um panorama de 45 anos de suas pesquisas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/201cexplorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo201d</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-explorando-o-passado-humano" alt="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" /></p>
<p>É algo bastante raro que o público brasileiro interessado na evolução da ciência tenha a oportunidade de conhecer a autobiografia científica de um pesquisador do país. Mais raro ainda é quando a obra se revela, ao mesmo tempo, instrutiva, cientificamente rigorosa e de leitura envolvente.</p>
<p>Mas não se poderia esperar menos do antropólogo e arqueólogo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, um cientista sempre comprometido com a divulgação científica ao longo de sua carreira.</p>
<p>O resultado é seu novo livro, <strong>“</strong><a class="external-link" href="https://www.finotracoeditora.com.br/explorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo">Explorando o Passado Humano: Depoimentos e Aventuras do Arqueólogo que Revelou Luzia ao Mundo</a><strong>”</strong> (Fino Traço Editora, 168 páginas, R$ 58,50), lançado nesta sexta-feira, 6 de março.</p>
<p>Neves é popularmente conhecido como o “pai de Luzia”, por ter sido responsável pelo resgate (em 1995), estudo, datação e batismo do crânio humano de cerca de 11,5 mil anos que permanecia esquecido em um depósito do Museu Nacional, guardado em um simples saco de supermercado.</p>
<p>O fóssil havia sido descoberto em 1975 no sítio Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo (MG), pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, sendo posteriormente encaminhado ao museu.</p>
<p>“Explorando o Passado Humano” preenche lacunas importantes ao apresentar ao público em geral outras pesquisas paleoantropológicas de grande relevância realizadas por Neves e por seus parceiros e colaboradores no Brasil e no exterior.</p>
<p>No prefácio, Neves afirma que a ideia foi contar “causos”. A partir do relato dos projetos nas áreas de arqueologia e antropologia que desenvolveu nos últimos 45 anos, procurou apresentar conhecimentos dessas áreas ao leitor. Os projetos servem para ilustrar diversos conceitos fundamentais e revelar um pouco dos bastidores da pesquisa, inclusive destacando personagens anônimos que participaram dos trabalhos, para que não se percam na história. O tratamento é temático, e não cronológico, embora haja certa lógica temporal dentro de cada tema.</p>
<p>A obra, porém, não se restringe aos “causos”. Conhecido também por sua defesa incisiva de melhores condições para o trabalho científico no país, Neves dedica os dois primeiros capítulos às dificuldades existentes nas universidades e à obtenção de verbas para pesquisa.</p>
<p>Ele aponta três problemas nas universidades. Um deles é o fato de que “as atividades-meio [funcionários administrativos] predominam sobre as atividades-fim [professores e pesquisadores]”, com uma burocracia ineficiente e, em sua opinião, marcada por desvios de conduta. Em relação ao trabalho docente, Neves questiona a isonomia salarial entre professores no mesmo nível da carreira, o que, segundo ele, beneficia docentes com baixa produtividade científica e de ensino. Também critica o fato de a progressão na carreira não ser acompanhada pela concessão de maior estrutura de apoio: “Sempre digo que, se eu dispusesse de apenas uma secretária ou um auxiliar administrativo, teria produzido duas vezes mais do que produzi.”</p>
<p>No capítulo dedicado ao financiamento da pesquisa, Neves afirma que, apesar de tudo, o Brasil dispõe, no nível federal, de um sistema de ciência e tecnologia relativamente avançado para um país emergente. No entanto, esse sistema é afetado pela inconstância dos recursos, que variam de acordo com a importância atribuída à ciência e com as prioridades de cada governo. Somam-se a isso os cortes orçamentários estabelecidos pelo Congresso e a redução do fluxo contínuo de financiamento (modalidade em que o pesquisador pode submeter projetos a qualquer momento), muitas vezes substituído por editais esporádicos.</p>
<p>Quanto ao financiamento concedido pela Fapesp, Neves destaca a garantia orçamentária da fundação (1% da arrecadação do ICMS do estado de São Paulo), os procedimentos rigorosos de avaliação dos projetos e os complementos à verba básica aprovada, como a reserva técnica para infraestrutura e benefícios adicionais destinados ao custeio de viagens, participação em congressos e estágios de curta duração no exterior.</p>
<p>Ele lamenta, contudo, que, assim como as agências federais, a Fapesp não conceda recursos para apoio administrativo, pois pressupõe que essa estrutura seja fornecida pela instituição do pesquisador, o que, segundo ele, raramente ocorre de forma adequada. Neves também questiona o fato de as universidades paulistas ficarem com 20% dos recursos obtidos pelos projetos, sob o argumento de custear a infraestrutura institucional oferecida ao pesquisador, o que considera uma falácia.</p>
<p>Ainda assim, graças ao apoio da Fapesp, ele afirma que “qualquer pesquisador minimamente arejado”, vinculado a uma instituição de ensino e pesquisa paulista, “pode trabalhar como se estivesse no mundo desenvolvido”.</p>
<h3><strong>Os “causos”</strong></h3>
<p>Não cabe aqui detalhar os “causos” relatados nos demais 11 capítulos do livro, mas apenas indicar os principais objetivos e resultados das pesquisas. O leitor não familiarizado com o trabalho de Neves terá o privilégio de conhecê-los diretamente por meio de sua narrativa viva, clara e entusiasmada, descobrindo tanto a satisfação proporcionada pelas descobertas quanto as dificuldades e bastidores do trabalho científico.</p>
<p>Neves inicia o relato de sua trajetória profissional falando de sua adolescência como empregado da Rolls-Royce em São Bernardo do Campo e de seu ingresso, em 1978, como técnico de laboratório no antigo Instituto de Pré-História da USP, incorporado ao Museu de Arqueologia e Etnologia em 1989. Ali passou a se interessar por bioantropologia, arqueologia e divulgação científica.</p>
<p>Ainda nesse período, formou-se em biologia, tornou-se pesquisador, iniciou o mestrado em biologia evolutiva, realizou estágio na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e deu início ao doutorado sobre os sambaquis do Paraná e de Santa Catarina.</p>
<p>Mesmo após ser demitido do Instituto de Pré-História em 1985 (“com o apoio, se não com o incentivo, dos corvos da instituição”, em suas palavras) por uma diretora que havia assumido o cargo seis meses antes, Neves conseguiu realizar um curto pós-doutorado em universidades dos Estados Unidos graças a uma liminar judicial. De volta ao Brasil, realizou arqueologia de contrato no rio Xingu e passou a atuar no Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>O capítulo 4 detalha suas pesquisas em sambaquis no litoral sul do Brasil durante o doutorado, ainda como pesquisador do Instituto de Pré-História. O capítulo seguinte relata o trabalho de arqueologia de contrato realizado por ele e por Solange Caldarelli, também demitida do instituto, no rio Xingu, onde o governo federal pretendia construir duas grandes hidrelétricas — Kararaô e Babaquara —, o que exigia um amplo programa de salvamento arqueológico. O projeto, porém, foi cancelado quando o governo desistiu das obras diante de pressões nacionais e internacionais. Somente na década de 2010 seria construída a Usina de Belo Monte, sucessora do projeto de Kararaô.</p>
<p>Os trabalhos mais importantes desenvolvidos por Neves no período em que esteve vinculado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, a partir de 1986, são descritos nos capítulos 6 a 8. Entre eles estão as escavações no sítio da Guerra de Canudos, realizadas a convite do reitor da Universidade Federal da Bahia; os projetos desenvolvidos com a arqueóloga Maria Antonieta Costa Junqueira sobre populações pré-históricas do Deserto de Atacama, no Chile; e um grande projeto de antropologia ecológica no município de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó.</p>
<p><strong>O povo de Luzia</strong></p>
<p>As pesquisas que levaram à datação do crânio de Luzia e à sua caracterização, por meio de estudos morfológicos, como paleoamericana (com traços semelhantes aos de africanos e aborígenes australianos) e não ameríndia (associada a traços mongoloides) são apresentadas no capítulo 9. Neves menciona também a identificação de características paleoamericanas em outros fósseis de Lagoa Santa e em diferentes regiões do Brasil e em outros países das Américas.</p>
<p>Ele discute ainda o Modelo de Duas Ondas Migratórias, que propôs com Hector Pucciarelli. Segundo essa hipótese, uma primeira onda migratória teria saído do centro-leste da Ásia e ingressado nas Américas, pelo Estreito de Bering, há cerca de 16 mil anos. Aproximadamente 4 mil anos depois, povos com características mongoloides teriam realizado a mesma travessia. Neves também comenta alguns dos questionamentos feitos a esse modelo.</p>
<p>“Quando Luzia estourou na imprensa e na comunidade acadêmica em 1998/1999, senti-me ainda mais premido a atacar o carste de Lagoa Santa por diversas frentes complementares: arqueologia, geocronologia, geomorfologia, sedimentologia, <em>site formation</em>, paleoambientes, prospecção de sítios fora das cavernas e paleontologia de megamamíferos, configurando-se no primeiro projeto verdadeiramente paleoantropológico brasileiro”, afirma no capítulo 10. Esse foi o projeto Origens, no qual ele e outros pesquisadores buscaram contextualizar a existência de Luzia e de seu povo.</p>
<p><strong>Pesquisas no exterior</strong></p>
<p>Os três últimos capítulos tratam de projetos realizados no exterior, na Geórgia, Jordânia e Romênia. Neves recorda que, até meados dos anos 1990, acreditava-se que o gênero <i>Homo</i> teria saído da África há cerca de 1 milhão de anos, após o desenvolvimento de ferramentas mais elaboradas. Essa ideia foi questionada quando três crânios datados de 1,8 milhão de anos foram descobertos em Dmanisi, na Geórgia, associados a uma indústria lítica simples, baseada em pequenas lascas de pedra.</p>
<p>Em 2002, Neves esteve em Dmanisi com Luís Beethoven Piló para examinar os crânios já encontrados e acabou ajudando na retirada do quarto exemplar (o quinto seria descoberto em 2005).</p>
<p>Quando retornou ao sítio em 2019, acompanhado de Clóvis Monteiro, o objetivo principal era ministrar um curso sobre evolução humana na escola de verão local. Aproveitou também para examinar réplicas dos crânios 4 e 5 e acompanhar o andamento das escavações.</p>
<p>Ele observou que o crânio 4 pertencia ao indivíduo mais senil que já havia analisado em sua carreira, com perda total dos dentes e forte reabsorção dos alvéolos dentários. Isso sugeriria algum grau de solidariedade social entre aqueles hominínios, já que o indivíduo teria dependido do grupo para se alimentar.</p>
<p>O crânio 5, por sua vez, revelou características bastante diferentes: grande robustez, mandíbula extremamente volumosa e tamanho cerebral reduzido. Apesar dessas diferenças, muitos pesquisadores insistem em classificá-los todos como <i>Homo erectus</i>. Neves discorda e propõe que os crânios 1 a 4 sejam classificados como <i>Homo caucasi</i>, uma forma intermediária entre <i>Homo habilis</i> e <i>Homo erectus</i>, enquanto o crânio 5 deveria ser chamado de <i>Homo georgicus</i>.</p>
<p>Em 2017, Neves aposentou-se como professor titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP. Mas não interrompeu suas atividades de pesquisa e divulgação científica. No ano seguinte ingressou no IEA como professor sênior, onde coordena o <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana</a>.</p>
<p>“Decidi que dali para frente passaria a me dedicar àquilo que tinha sido meu sonho desde criança: buscar nossos ancestrais de milhares ou milhões de anos no Velho Mundo. Ou seja, implantar no Brasil, de fato, uma tradição de pesquisas em paleoantropologia digna do nome”, afirma.</p>
<p>Entre esses projetos está o realizado no vale do rio Zarqa, na Jordânia, coordenado por ele e Fábio Parenti. Segundo Neves, os artefatos de pedra encontrados no local mostraram-se muito mais antigos do que se imaginava. As análises indicam que se tratam de instrumentos lascados por humanos presentes em uma formação geológica datada entre 2,5 e 1,9 milhões de anos, o que desafia a teoria dominante de que os hominínios teriam deixado a África apenas por volta de 1,8 milhão de anos.</p>
<p>Com base nessas evidências e nas descobertas de Dmanisi, Neves e seus colaboradores sugerem que não teria sido o <i>Homo erectus</i> o primeiro hominínio a sair da África, mas sim o <i>Homo habilis</i>.</p>
<p>O livro termina com um capítulo dedicado às pesquisas atuais de Neves na Romênia. Ele e outros pesquisadores brasileiros e romenos realizam escavações em cavernas localizadas em maciços calcários às margens do rio Vârghiș, na Transilvânia.</p>
<p>A motivação do projeto é o fato de que os Bálcãs provavelmente foram a porta de entrada do <i>Homo sapiens</i> na Europa e o local onde teria ocorrido o encontro com os neandertais. Como explica Neves, o objetivo é investigar essa relação em profundidade: “É essencial que se encontrem nos Bálcãs esqueletos neandertais. Essa é a principal razão de implantação do projeto.”</p>
<p>A narrativa termina em 2024, mas o trabalho prossegue. E, quando se fala de Walter Neves, pode-se apostar que novas pesquisas ainda virão, no Brasil e no exterior.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-06T21:16:33Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/entrevista-com-joao-cortese">
    <title>As relações da inteligência artificial com a naturalidade, irracionalidade e existência - Entrevista com João Cortese</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/entrevista-com-joao-cortese</link>
    <description>Entrevista concedida à série 3por1 pelo filósofo e historiador da ciência João Cortese em 12 de setembro de 2025 no Instituto de Biociências da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/joao-cortese-3por1" alt="João Cortese - 3por1" class="image-right" title="João Cortese - 3por1" />Em entrevista<strong>*</strong> à série <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0" target="_blank">3por1</a>, o filósofo e historiador da ciência <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-cortese" class="external-link">João Cortese</a> comenta aspectos epistemológicos e ontológicos relacionados com a inteligência artificial (IA). Para ele, "talvez seja algo pretencioso do ser humano dizer que está criando uma inteligência". Também comenta a possibilidade de a racionalidade instrumental da IA atingir um nível elevado de potência e diz que "isso é um problema".</p>
<p>E se uma máquina inteligente chegar à conclusão de que a existência não tem nenhum sentido? Aí será o caso de "pensar por que a máquina chegou a essa conclusão e o que os seres humanos deveriam pensar em relação ao sentido da existência", afirma.</p>
<p>Cortese é professor de filosofia do Instituto de Biociêncas da USP e pesquisador do grupo <a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br">Understanding Artificial Inteligence (UAI) </a>do IEA. Doutor em filosofia pela USP e em epistemologia e história da ciência pela Universidade Paris 7 (atualmente integrada à Universidade Paris Cité), pela qual é também mestre em história e filosofia da ciência, ele graduou-se em ciências moleculares pela USP. É autor do livro "Infini et Disproportion chez Pascal" (Infinito e Desproporção em Pascal), publicado na França em 2023. Suas áreas de trabalho são: <span style="text-align: justify; ">filosofia e história da biologia; bioética; história e filosofia da matemática; e ética da inteligência artificial.</span></p>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<p><strong>3por1</strong> – Professor João Cortese, ao se falar na possibilidade de a inteligência artificial ser algo externo ao mundo natural não se está atribuindo às capacidades cognitivas humanas um poder criativo sobrenatural?</p>
<table class="tabela-esquerda-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; "><i><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=Wy4yn9fEqAA&amp;list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0&amp;index=1">Assista ao vídeo<br />da entrevista com<br />João Cortese</a><br /><br /></i></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>JC</strong> – Se a gente pensar que o ser humano está no fundo lidando com a natureza – e mesmo com a própria natureza humana –, isso de algum modo questiona a própria separabilidade entre o natural e o artificial de um modo geral. Isso dito, claro que a gente pode ter uma separação, ainda que ela seja muito difícil de ser definida de modo preciso do ponto de vista filosófico. Pensando em particular na inteligência artificial, de fato, talvez tenha aí uma pretensão de poder humano no sentido de que a gente está falando de uma faculdade humana, uma potencialidade humana, que é a inteligência, que estaria sendo, por assim dizer, recriada ou replicada ou reinstanciada pelo ser humano. Desde o início da IA, o [Alan] Turing, em 1950, vai dizer: Olha, não me comprometo com a inteligência em sentido forte; é só um teste, um jogo de imitação para ver se o sistema age tal como o ser humano inteligente. Mas a gente sabe que há no fundo uma tentação de pensar isso de fato como uma inteligência. Pode ser talvez algo pretencioso da razão humana, do ser humano dizer que está criando uma inteligência.</p>
<p><strong>3por1</strong> – Parece impossível avaliar o desempenho da racionalidade humana sem levar em conta os desafios e complementaridade da irracionalidade. A humanidade conseguirá conviver com máquinas inteligentes que tenham algum componente irracional?</p>
<p><strong>JC</strong> – A questão da IA é uma oportunidade incrível para a filosofia, porque traz, como que por um espelho, questões que a gente já discutia na antropologia filosófica, na filosofia da mente. Então, quando se critica que a máquina não tem criatividade, ou então que a máquina não tem inteligência, ou que a máquina não tem consciência, sempre há uma questão um pouco de a quem cabe o ônus da prova. Talvez as inteligências artificiais sejam “mais racionais” do que nós no sentido estrito, o que a gente chama de racionalidade instrumental. Então, já se colocou no debate da ética da IA que às vezes uma IA poderia receber instruções para maximizar a produção de clipes por uma fábrica, e se essa é a única demanda que ela recebe, por que ela não vai matar alguém para fazer um clipe? Então, talvez a racionalidade técnica-instrumental vá até a outra potência num sistema de IA. A gente entende que o ser humano tem algo além dessa racionalidade instrumental. Se, além disso, a gente tem a irracionalidade e a que serve é uma boa questão. Eu diria que no momento a gente não vê irracionalidade nas inteligências artificiais, mas o que a gente chamaria de “racionalidade” nelas já nos faz pensar, para o bem e para o mal, no impacto delas.</p>
<p><strong>3por1</strong> – Atingida a singularidade, o que aconteceria se as máquinas inteligentes chegassem à conclusão, como muitos de nós, de que a existência não tem nenhum sentido?</p>
<p><strong>JC</strong> – Fala-se hoje em singularidade como hipótese de que as máquinas, os sistemas de inteligência artificial ultrapassariam os seres humanos na sua inteligência, por assim dizer. Isso gera muitos temores, inclusive de dominação, que sistemas de IA nos dominariam. Mesmo que eles não nos dominem, mas então se a gente pudesse aprender de algum modo com essas máquinas, como a gente interagiria com elas? Eu não vejo nada claro nessa questão, a gente não tem muito isso muito no nosso repertório. Se é para a gente hipotetizar, por que não que seria um momento para a gente exercer uma humildade epistêmica? [Garry] Kasparov disse que o Deep Blue [supercomputador que o derrotou em 1997] não estava jogando xadrez – mas, poxa, ele estava exercendo o xadrez –, ou quando o AlphaGo [software de inteligência artificial] ganhou de Lee Sedol [jogador de go derrotado por 4 a 1 pelo AlphaGo em 2016], por que não a gente aprender com as máquinas? Isso acho ótimo. Agora, se a máquina chegar à conclusão de que a existência não tem sentido, a gente talvez [deva] tentar aprender num diálogo com ela, tendo consciência de como a máquina funciona e as limitações dela, porque ela chega a essa conclusão. E aí, como sempre no espelho, trazer para o lado antropológico: pensando por que a máquina chegou a essa conclusão, o que nós seres humanos deveríamos pensar em relação ao sentido da existência.</p>
<p><strong><span class="discreet"><strong> * Entrevista gravada em 12 de setembro de 2025 no Instituto de Biociências da USP</strong>.</span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Entrevista</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>3por1</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-25T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/livro-a-origem-do-significado">
    <title>Editora lança 2ª edição de 'A Origem do Significado', que tem Walter Neves como um dos autores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/livro-a-origem-do-significado</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-a-origem-do-significado" alt="Capa do livro &quot;A Origem do Significado&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;A Origem do Significado&quot;" />A Editora Gaia lançou este mês a segunda edição do livro “<a class="external-link" href="https://grupoeditorialglobal.com.br/catalogos/livro/?id=4612">A Origem do Significado: Uma Abordagem Paleoantropológica</a>”, de <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves">Walter Neves</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliane-sebeika-rapchan" class="external-link">Eliane Sebeika Rapchan</a> e <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/1740795180182483">Lukas Blumrich</a>. A nova edição faz parte da Série Walter Neves, dedicada à republicação dos livros fundamentais do paleoantropólogo e divulgação de seus novos trabalhos.</p>
<p>Com base em evidências arqueológicas e paleoantropológicas e em observações de primatas, os autores questionam ideias que eram tradicionalmente usadas para definir o ser humano e diferenciá-lo das outras espécies, como a bipedia e os cérebros grandes.</p>
<p>"A única característica que resiste, atualmente para nos separar do restante do mundo animal é nossa capacidade de criar significados. Entendemos a simbolização como a criação de narrativas para os fatos do mundo e a existência de uma vida interior, marcada, principalmente, pelo uso de objetos para além de seu valor prático imediato", afirmam no prefácio da obra.</p>
<p>Eles sugerem que fatores sociais, ecológicos e culturais foram fundamentais para essa diferenciação. A obra também explora a relação entre linguagem, cognição e teoria da mente em relação aos primatas.</p>
<p>Por meio da revisão dos dados sobre artefatos que ajudam a inferir comportamentos dos antigos humanos, os autores apontam formas de simbolização anteriores ao Paleolítico Superior (de 50 mil até 10 mil anos atrás).</p>
<p>Com 144 páginas, o livro contém três capítulos: "O Que É Ser Humano", "A Revolução Criativa do Paleolítico Superior" e "Indícios de Comportamento Simbólico Anteriores ao Paleolítico Superior". Em seguida há uma "Coda" (texto com conclusões), uma seção abrangente de referências bibliográficas, outra sobre os autores e um caderno iconográfico.</p>
<p><strong>Autores</strong></p>
<p>Arqueólogo e antropólogo evolucionista, Walter Neves é professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP e professor sênior do IEA, onde coordena o <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana (NPDEH)</a>. Prestigiado internacionalmente, Neves tem também reconhecimento popular ímpar no Brasil, sobretudo depois de seus estudos de Luzia, o esqueleto mais antigo da América do Sul, e sua proposta de um novo modelo de ocupação humana das Américas. Em 2013, na Jordânia, estabeleceu o primeiro projeto brasileiro de paleantropologia no exterior; Em 2024, instituiu o segundo, na Romênia.</p>
<p>A antropóloga social Eliane Sebeika Rapchan é pos-doutoranda do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal e pesquisadora colaboradora do Laboratório de Arqueologia, Antropologia Ambiental e Evolutiva (LAAAE) da USP e professora voluntária no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá. Há mais de 20 anos atua em primatologia, etnoprimatologia, paleantropologia, arqueologia, antropologia (evolutiva, ecológica e ambiental), humanidades ambientais e estudos animais.</p>
<p>Lukas Blumrich é doutorando em pediatria na Faculdade de Medicina da USP e dedica-se também a estudos de evolução humana. É membro do <span>NPDEH e desenvolve trabalhos de divulgação científica com Walter Neves.</span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da mente</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-18T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/janina-onuki-e-nomeada-assessora-do-cnpq">
    <title>Janina Onuki é nomeada assessora do CNPq</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/janina-onuki-e-nomeada-assessora-do-cnpq</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/janina-onuki-junho-23" alt="Janina Onuki - junho/23" class="image-right" title="Janina Onuki - junho/23" />A cientista política Janina Onuki foi nomeada no dia 30 de junho membra titular da Área de Relações Internacionais do Comitê de Assessoramento de Antropologia, Arqueologia, Ciência Política, Direito, Relações Internacionais e Sociologia do CNPq. De acordo com a Portaria 2303/25 do presidente do órgão, Ricardo Magnus Osório Galvão, ela integrará o comitê até 31 de julho de 2028.</p>
<p>Professora titular do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Onuki é presidente da Comissão de Pesquisa e Inovação do IEA, onde coordena o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nuppes).</p>
<p>Ela é pesquisadora responsável do Projeto Temático Fapesp <span>Igualdade de Gênero</span><span> em </span><span>Diálogos Bilaterais e Multilaterais</span><span> de </span><span>Ciência</span><span>, </span><span>Tecnologia e Inovação</span><span> (Gender STI)</span>,  editora-chefe da Brazilian Political Science Review e integrante do Comitê Executivo da Innovation and Science Diplomacy School (Innscid), parceria do IEA com o Departamento de Ciência Política da FFLCH-USP.</p>
<p>Onuki graduou-se em ciências sociais e obteve os títulos de mestre e doutora em ciência política pela FFLCH-USP, com estágio sanduíche na Universidade Georgetown e pesquisa de pós-doutorado na Universidade da Carolina do Norte, ambas nos EUA.</p>
<p>Ela foi diretora do Instituto de Relações Internacionais da USP, participante do Programa Ano Sabático do IEA e pesquisadora visitante na Universidade da Cidade de Nova York, EUA, e na Universidade Autônoma de Madri, Espanha. Atuou também como coordenadora da Câmara de Normas e Recursos da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP e da Área de Pesquisa da Associação Latino-Americana de Ciência Política.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-02T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/direito-a-cidade-governanca-metropolitana-e-democratizacao-da-governanca-urbana-entrevista-com-ana-fani-alessandri-carlos">
    <title>Direito à cidade e governança urbana - Entrevista com Ana Fani Alessandri Carlos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/direito-a-cidade-governanca-metropolitana-e-democratizacao-da-governanca-urbana-entrevista-com-ana-fani-alessandri-carlos</link>
    <description>Participação da geógrafa Ana Fani Alessandri Carlos, professora sênior do Departamento de Geografia da FFLCH-USP, na série 3por1.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ana-fani-alessandri-carlos-3por1" alt="Ana Fani Alessandri Carlos - 3por1" class="image-right" title="Ana Fani Alessandri Carlos - 3por1" />Em sua participação na série de entrevistas em vídeo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=xdzEHwZfFTE&amp;list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">3por1</a>, a geógrafa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Alessandri Carlos</a> fala sobre a importância de o direito à cidade mobilizar a sociedade para que se pense numa cidade diferente daquela condicionada pelo poder econômico. Ela comenta também a forma de constituição das regiões metropolitanas e a democratização da gestão inframunicipal.</span></p>
<p><span class="text-strikethrough-none text-decoration-none font-feature-calt-off font-feature-clig-off font-feature-liga-off OYPEnA">Ana Fani é professora sênior do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde coordena o <a class="external-link" href="https://gesp.fflch.usp.br/">Grupo de Estudos sobre São Paulo - Geografia Urbana Crítica Radical</a>. No IEA ela coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-teoria-urbana-critica" class="external-link">Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</a>. Sua formação acadêmica da graduação à livre-docência ocorreu na USP. </span><span style="text-align: justify; ">Realizou pesquisas de pós-doutorado nas Universidades Paris 1 Panthéon-Sorbonne e Paris Diderot. Tornou-se professora titular do Departamento de Geografia da FFLCH em 2005.</span><span style="text-align: justify; "> Foi professora visitante em universidades da Espanha, Argentina, México e Colômbia e coordenou ou coordena convênios com instituições acadêmicas em vários países europeus.</span></p>
<h3>Entrevista</h3>
<p><strong>3por1</strong> – Professora Ana Fani Alessandri Carlos, o direito à cidade permanecerá uma utopia enquanto o poder econômico controlar o desenvolvimento urbano?</p>
<table class="tabela-esquerda-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; "><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=xdzEHwZfFTE&amp;list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0&amp;index=1&amp;pp=iAQB"><strong><i>Assista ao<br />vídeo da<br />entrevista com<br />Ana Fani Alessandri Carlos</i></strong></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>AFAC</strong> – Quanto a isso, não resta a menor dúvida. O problema do crescimento e do desenvolvimento urbano é que o processo é feito a partir daquilo que interessa aos setores imobiliários e setores econômicos da nossa sociedade. O direito à cidade é um outro [diferente] da ideia de que a cidade é fonte de negócios. O direito à cidade está associado à ideia do fim da desigualdade socioespacial que nós estamos vivendo. Claro que a gente não pode acabar com essa desigualdade socioespacial de um dia para o outro, mas a gente precisa pensar na possibilidade de caminhar na direção de que o direito à cidade mobilize a sociedade para pensar uma outra cidade que não seja aquela dos negócios.</p>
<p><strong>3por1 </strong>– As regiões metropolitanas brasileiras estão adequadamente estruturadas para a atuação coordenada de seus municípios?</p>
<p><strong>AFAC</strong> – Veja, o debate sobre as regiões metropolitanas tem uma fase histórica que é a constituição do processo de urbanização que produz a grande cidade, que produz a metrópole, e o seu desenvolvimento e o crescimento da mancha urbana extrapolam o município central. E temos regiões metropolitanas que são leis, são formadas através de leis. Então nós temos dois movimentos contrários. Um que é o movimento natural do processo de urbanização, natural no sentido de que ele é socioespacial espontâneo, e aquele que é formulado através de lei. Essa formulação através de lei, ela agrupa municípios em função de gestão e não como um movimento de processo de urbanização.</p>
<p><strong>3por1</strong> – Para tornar mais democrática a governança de cidades com subprefeituras, caso de São Paulo, os subprefeitos e pelo menos parte de seus conselheiros não deveriam ser eleitos pelos moradores?</p>
<p><strong>AFAC</strong> – Veja, não resta a menor dúvida de quanto mais a sociedade puder escolher os seus governantes, mais próximo ela estará de uma vivência, de um cotidiano democrático. O problema é como se fazer esse tipo de votação e como é que se podem criar laços entre os candidatos e os eleitores, através de um amplo debate sobre o que é o bairro, sobre o que é a vida do bairro e como é possível a subprefeitura, através de um diálogo mais próximo com os cidadãos, com os habitantes da cidade, conseguir pensar primeiro no espaço mais restrito da vida para no segundo momento pensar, a partir do bairro, o que pensar ou como agir ou como interpretar e viver na cidade de forma mais ampla.</p>
<p><span class="discreet"><strong>Entrevista gravada em 12 de maio de 2025 na sede do IEA.</strong></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-23T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/homenagem-a-pablo-mariconda">
    <title>Homenagem a Pablo Rubén Mariconda, morto aos 75 anos, será nesta sexta, 23 de maio </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/homenagem-a-pablo-mariconda</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/in-memorian-pablo-ruben-mariconda" alt="In Memoriam - Pablo Rubén Mariconda" class="image-right" title="In Memoriam - Pablo Rubén Mariconda" />Morto no dia 15 de maio, aos 75 anos, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ruben-mariconda" class="external-link">Pablo Rubén Marinconda</a> será homenageado nesta sexta-feira, 23 de maio, às 14h, pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde era professor sênior e onde se aposentou como professor titular. A homenagem ocorrerá no Auditório 14 do Edifício de Filosofia e Ciências Sociais, na avenida Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo.</p>
<p>No IEA, Mariconda coordenava desde o 2008 o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, cujo tema geral de trabalho é<span style="text-align: justify; "> o estudo das relações entre a ciência, a técnica/tecnologia e a sociedade, desde a Antiguidade até nossos dias.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i><strong>Relacionado</strong><br /></i></h3>
<p><i>Leia <a class="external-link" href="https://adusp.org.br/memoria/pablo-mariconda/">texto publicado pela Associação dos Docentes da USP (Adusp)</a> sobre a carreira acadêmica de Pablo Rubén Mariconda e manifestações de entidades, amigos e familiares por ocasião de sua morte. </i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Trajetória</strong></span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Nascido na Argentina, Mariconda veio para o Brasil em 1954, aos cinco anos de idade. Desenvolveu toda sua carreira acadêmica no Departamento de Filosofia da FFLCH-USP, da graduação à livre docência (com um pós-doutorado em 2000 pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica, na França), do cargo de auxiliar de ensino ainda durante o mestrado ao de professor titular, posição obtida em 2005. Antes de ingressar no curso de filosofia, chegou a estudar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, do qual literalmente fugiu, "pulando o muro durante a noite", segundo sua filha Letícia Mariconda.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Considerado um dos principais responsáveis pela <span style="text-align: justify; ">consolidação da área de teoria do conhecimento e filosofia da ciência na USP, também teve como linhas de pesquisa lógica e </span>filosofia da ciência. Além disso, foi um exímio tradutor de <span style="text-align: justify; ">obras de Galileu Galilei, René Descartes, Bertrand Russell e outros pensadores.</span></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Mariconda publicou numerosos artigos e ensaios em periódicos de prestígio, além de capítulos de livros. Também foi responsável pela organização de 20 livros. Em <span style="text-align: justify; ">2003, criou a revista Scientiæ Studia, com <span style="text-align: justify; ">60 edições publicadas até 2017, constituindo um acervo de 477 artigos e mais de 520 textos.</span> Em 2004, formou a </span><span style="text-align: justify; "> <a class="external-link" href="https://www.scientiaestudia.org.br/">Associação Filosófica Scientiæ Studia</a>.</span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Homenagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-22T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/darwin-e-sociedade-complexidade-nas-ciencias-antropoceno-e-ciencias-sociais-entrevista-com-jose-eli-da-veiga">
    <title>Darwin e sociedade - complexidade nas ciências - Antropoceno e ciências sociais: entrevista com José Eli da Veiga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/darwin-e-sociedade-complexidade-nas-ciencias-antropoceno-e-ciencias-sociais-entrevista-com-jose-eli-da-veiga</link>
    <description>Em entrevista para a série 3por1, economista José Eli da Veiga fala sobre Darwin e sociedade, complexidade nas ciências e a adoção do Antropoceno pelas ciências sociais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-eli-da-veiga-3por1" alt="José Eli da Veiga - 3por1" class="image-right" title="José Eli da Veiga - 3por1" />O economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> considera a teoria darwiniana uma referência para a análise de qualquer sociedade, questiona a existência de uma teoria da complexidade e afirma que o Antropoceno foi abraçado pelas ciências sociais, mesmo sem a chancela da geologia. Esses comentários estão em entrevista que concedeu para a série <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">3por1</a>.</span></p>
<p><span>Ele é professor sênior do IEA e professor titular aposentado da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP. A formação acadêmica de Veiga ocorreu na França, de 1969 a 1979. Tornou-se doutor pela <span>Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbone. </span>É colunisa do jornal Valor Econômico e da Rádio USP. Seus livros mais recentes são "O Antropoceno e o Pensamento Econômico" (2025), "O Antropoceno de as Humanidades" (2023) e "O Antropoceno e a Ciência do Sistema Terra" (2019).</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Vídeo</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=046a3G0QLi0&amp;list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">Entrevista com José Eli da Veiga</a></li>
</ul>
<p><strong>Livros citados</strong></p>
<ul>
<li>“<a class="external-link" href="https://www.gutenberg.org/ebooks/2300">The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex</a>”, de Charles Darwin</li>
<li>“<a class="external-link" href="https://www.grupopensamento.com.br/produto/a-visao-sistemica-da-vida-5383">A Visão Sistêmica da Vida: Uma Concepção Unificada e Suas Implicações Filosóficas, Políticas, Sociais e Econômicas</a>”, de Fritjof Capra e Pier Luigi Luisi</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>Entrevista</strong></h3>
<p><strong>3por1</strong> – Professor José Eli da Veiga, a utilização da teoria evolucionista como referência para a análise dos processos econômicos capitalistas é viável também para sociedades socialistas?</p>
<p><strong>JEV</strong> – Não existe sociedade socialista, então, a grande questão é se é viável para a sociedade. E aí, queria principalmente chamar a atenção para o fato de que a principal obra de Darwin não é valorizada pelos ditos darwinistas. Ele escreveu em 1871, 12 anos depois de ter escrito a obra badalada “A Origem das Espécies”, uma obra cuja tradução correta do título seria “A Filiação do Homem”, que é uma antropologia, uma antropologia darwiniana. E ela ficou completamente relegada. Os chamados darwinistas não se interessaram por isso. É muito recente que se esteja recuperando essa antropologia de Darwin para que se façam análises, principalmente das civilizações e processos evolucionários.<strong> </strong></p>
<p><strong>3por1</strong> – Ainda que uma teoria consistente da complexidade ainda seja uma quimera, segundo vários pesquisadores, os pressupostos atuais de suas vertentes podem ser úteis para a análise da emergência de fenômenos nas ciências naturais e sociais?</p>
<p><strong>JEV</strong> – Difícil dizer, porque hoje o que existe sobre a complexidade, ciência da complexidade, teoria da complexidade, o que se queira, é uma verdadeira Torre de Babel. Tem muito pouca coisa que permita você enxergar um arquipélago no meio de um grande oceano. Então, a minha tendência, depois de ter feito uma longa série de conversas aqui no IEA, 12 sessões, a conclusão a que cheguei é que é muito importante dar atenção a um livro de [Fritjof] Capra com [Pier Luigi] Luisi (um físico menos conhecido que Capra) que deveria ser mais valorizado no Brasil. Existe a tradução brasileira desde 2003. O título é “A Visão Sistêmica da Vida”. Nesse livro, eles defendem a ideia de que o que existe mesmo é uma teoria matemática da complexidade. Para que a gente evolua para teorias científicas mais avançadas etc., essa teoria matemática ajuda, mas não há ciência da complexidade como alguns gostariam que existisse.<strong> </strong></p>
<p><strong>3por1</strong> – Além da importância para a história geológica da Terra e de ajudar a combater os negacionistas das mudanças climáticas, um possível estabelecimento do Antropoceno como a atual época geológica pode trazer outros benefícios?</p>
<p><strong>JEV</strong> – É uma pena que a coisa tenha ido para o lado da geologia. Veja bem, quando nasceu a proposta de dizer o Holoceno acabou, vamos procurar entender que nós estamos no Antropoceno, nasceu de uma reunião justamente de um programa que juntava pesquisadores das geociências e da biociência. Era o Programa [Internacional] Geosfera-Biosfera. Foi ali que nasceu o que foi chamado de ciência do sistema Terra. A meu ver, seria mais correto dizer ciência do complexo Terra, porque, infelizmente, usa-se demais a expressão “sistema”, sem que isso seja um conceito. Na verdade, no caso da Terra, é óbvio que existem inúmeros sistemas e uma parte deles são sistemas complexos. Bom, o que aconteceu foi o seguinte: como a geologia tem uma tradição de ter essa coisa muito formalizada, a cronologia da história da Terra, sobrou para eles, e eles não conseguiram até agora concluir que existam de fato evidências, só que para todas as outras ciências é mais ou menos óbvio que houve uma mudança há uns 80 anos, mais ou menos. Inclusive, entre os historiadores, isso é chamado de A Grande Aceleração. Antropoceno, na verdade, é uma tese, um conceito, uma proposta que hoje independe da geologia, que é o menos importante. Ela conquistou totalmente as humanidades em geral e outras ciências. Foi um choque para todos quando os geólogos disserem “ah, não temos evidências suficientes”. Isso aconteceu no meio do ano passado.</p>
<p><span class="discreet"><strong>Entrevista gravada em 21 de janeiro de 2025 na sede do IEA.</strong></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Complexidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>3por1</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-25T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-mauricio-pietrocola">
    <title>Cultura científica e ensino de ciências - Entrevista com Maurício Pietrocola</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-mauricio-pietrocola</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div></div>
<div id="viewlet-above-content-body"></div>
<div id="content-core"></div>
<p><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=lUkyMg8yi2Y&amp;t=15s"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mauricio-pietrocola-3por1" alt="Maurício Pietrocola - 3por1" class="image-right" title="Maurício Pietrocola - 3por1" /></a>O epistemólogo e historiador da ciência <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-pietrocola" class="external-link">Maurício Pietrocola</a> fala, em entrevista<sup><strong>[*]</strong></sup> à série de vídeos <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">3por1</a>. sobre o descrédito na ciência, o reduzido papel da filosofia no ensino de ciências na escola básica e a necessidade de oposição à proposta de virtualização desse ensino.</p>
<p>Pietrocola é professor titular da Faculdade de Educação (FE) da USP e coordenador, no IEA, de Projeto Temático Fapesp sobre licenciatura em ciências. Licenciado em física e mestre em ensino de ciências pela USP, fez o doutorado em epistemologia e história das ciências na Universidade Paris 7 (atual Cité) e tornou-se livre-docente pela FE-USP. Atualmente, dedica-se à pesquisa e desenvolvimento de materiais de ensino sobre estratégias inovadoras no ensino de ciências e formação de professores, além de desenvolver trabalhos sobre o tema "educação científica na sociedade de risco".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=lUkyMg8yi2Y&amp;t=15s">Vídeo da entrevista com Maurício Pietrocola</a></li>
<li><a class="external-link" href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/111556/estudo-de-implementacao-de-inovacoes-curriculares-estrategias-pedagogicas-e-tecnologias-emergentes-p/">Projeto Temático Fapesp sobre licenciaturas interdisciplinares em ciências coordenado por Maurício Pietrocola</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span>Entrevista</span></h3>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color yt-core-attributed-string--italicized" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Professor Maurício Pietrocola, sem ignorar a forte influência da religiosidade e de outros fatores no negacionismo atual, pode-se dizer que parte dele é resultado de um certo relativismo científico decorrente dos estudos culturais?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Olha, tem muita gente que pensa isso e eu acho que os estudos culturais claramente abriram essa brecha, esse questionamento, mas acho que tem uma coisa que é mais fundamental anterior a isso: existe um certo descrédito ou uma certa decepção, eu diria, das pessoas, de uma maneira talvez inconsciente, com um projeto de sociedade mais justa, mais igual e de mais bem-estar social que foi vendida e que tinha forte apelo, forte apoio no conhecimento científico. E acho que a percepção atual é que esse projeto não vai se realizar. Então, de certa maneira, tem sim uma fissura nessa crença de que o conhecimento científico nos levaria para um lugar melhor. Acho que isso abriu espaço para essas questões de relativismo epistemológico.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - O ensino de ciências na educação básica transmite aos estudantes a importância da filosofia no desenvolvimento do pensamento científico?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong> - Eu diria que pouco. Acho que a ideia é muito mais você transmitir uma certa bagagem de conteúdo científico e, talvez mais do que isso, um certo respeito pelo conhecimento científico. E que isso não necessariamente envolve a capacidade de pensar, refletir, entender a força dos argumentos etc. Eu não digo que a ciência não tenha esse lado. Na verdade, ela tem essa possibilidade. Uma característica da ciência é desenvolvimento de raciocínio, mas acho que a escola faz pouco.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - A experimentação simulada com modelagem computacional poderá se tornar uma ferramenta fundamental no aprendizado de ciências no ensino básico?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Acho que não. Minha opinião é justamente o oposto. Acho que o que a gente tem é um movimento muito forte de virtualização do mundo e me parece que o que a gente precisaria era que a escola, particularmente o ensino de ciências, fizesse quase que uma contraposição a isso, que a gente aumentasse as experiências que a pessoa deveria ter com o mundo verdadeiro, com o mundo real, não com o mundo virtual.</span></p>
<p><span class="discreet"><strong>[*] Entrevista gravada em 18 de outubro de 2024 na sede do IEA.</strong></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Licenciatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-28T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-walter-neves">
    <title>Evolução humana: passado e futuro - Entrevista com Walter Neves</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-walter-neves</link>
    <description>Entrevista com o paleoantropólogo Walter Neves para a série em vídeo 3por1. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=YndaI-cUPZU"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-3por1" alt="Walter Neves - 3por1" class="image-right" title="Walter Neves - 3por1" /></a></p>
<p>Em entrevista<b><sup>[*]</sup></b> à série de vídeos <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">3por1</a>, o biólogo, arqueólogo e antropólogo evolutivo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a> comenta o caráter não progressivo da teoria evolucionista, a distinção cognitiva do <i>Homo sapiens</i> e a impossibilidade de máquinas serem seres simbólicos.</p>
<p>Desde 2018, Neves é professor sênior do IEA, onde coordena o Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana (NPDEH). Ele foi professor titular do <span style="text-align: justify; ">Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do </span>Instituto de Biociências da USP até 2017. Os estudos que realizou sobre o <span style="text-align: justify; ">fóssil Luzia, um dos esqueletos mais antigos das Américas, tornaram-no presença frequente na mídia nacional e internacional.</span></p>
<div class="field">
<div class="richtext-field required richTextWidget" id="form-widgets-participantes">
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=YndaI-cUPZU">Vídeo da entrevista com Walter Neves</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br">Site do Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Entrevista</h3>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Professor Walter Neves, como convencer o público que tem alguma informação sobre a evolução humana que evolução não significa aprimoramento?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>WN</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - É uma tarefa dura, mas acho que a melhor maneira de convencer as pessoas de que evolução não é progresso é mostrar o quadro que a gente tem hoje da evolução humana como um todo, mostrando que várias linhagens de parentes evolutivos nossos se extinguiram ao longo da evolução da linhagem hominínia. E mesmo se você voltar há 30, 40 mil anos, você tinha pelo menos quatro espécies da nossa linhagem vivas no planeta e hoje tem uma só.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Chamar apenas uma espécie como sapiens não é menosprezar em demasia as capacidades cognitivas de outras, como os neandertais e denisovanos?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>WN</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Olha, acho que não, pois o que nos distingue de todos os animais e também de todos os nossos antecessores (porque não necessariamente são ancestrais) é o fato de que o sapiens é o único em toda evolução hominínia que tem capacidade simbólica, que tem essa capacidade de atribuir significado às coisas, inclusive à vida, e nosso predecessores não tinham essa capacidade. Então, acho que isso é um salto qualitativo que permite perfeitamente nos distinguir das espécies que nos precederam.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Se um dia as máquinas se equipararem ao ser humano poderão ser consideradas uma nova espécie derivada de nós?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>WN</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Eu acho que não, porque, por mais que você consiga com inteligência artificial criar coisas parecidas ou muito parecidas com o humano, você não conseguirá recriar ou criar essa condição que nós temos que é a questão do simbolismo, a questão da expressão simbólica, de atribuir significados às coisas e à vida. Então, acho que nunca um robô será capaz de olhar para o céu e perguntar: "De onde eu vim? O que é que eu estou fazendo aqui? Para onde eu vou?" Então, acho que isso é um limiar que não se conseguirá sobrepujar.</span></p>
<p><span class="discreet"><strong>[*] Entrevista gravada em 11 de outubro de 2024 na sede do IEA.</strong></span></p>
</div>
</div>
<div class="field">
<div>
<div class="richtext-field richTextWidget" id="form-widgets-organizacao">
<ul>
</ul>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NPDEH</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>3por1</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-21T13:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2026">
    <title>Edição 2026 do Programa Ano Sabático está com inscrições abertas para seleção de docentes da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2026</link>
    <description>Anúncio da abertura de inscrições para a edição 2026 do Programa Ano Sabático do IEA. Os docentes da USP interessados em participar do processo seletivo devem efetuar sua inscrição até as 15h do dia 30 de junho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA recebe <strong>até 30 de junho</strong> inscrições de docentes USP interessados em participar da edição de 2026. Os candidatos devem ter no mínimo sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), completados até a data do início da pesquisa no Instituto.</p>
<p>Durante sua participação no Programa, que pode ser por seis meses ou um ano, os docentes selecionados ficarão dispensados de todas as atividades em sua unidade de origem, de maneira a poder atuar exclusivamente no IEA. A pesquisa deverá ter caráter interdisciplinar e ser desenvolvida na sede do Instituto, no campus da capital, ou em um dos Polos no interior, nos campi da USP em Ribeirão Preto e São Carlos.</p>
<p>Os participantes receberão um auxílio único de até R$ 12 mil da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (parceira do IEA no programa) para despesas referentes ao projeto, tais como passagens aéreas, diárias, auxílio a pesquisadores e despesas com terceiros.</p>
<p><span style="text-align: justify; ">Durante sua atuação no programa, os selecionados deverão realizar ao menos uma conferência por semestre de participação, bem como produzir um trabalho científico inédito e original </span><span style="text-align: justify; ">ou outro produto (tais como livro ou obra de arte), indicado em seu projeto<span>.</span></span></p>
<p>Para efetuar sua inscrição, o candidato deve enviar, via <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfd9BNPYUTsWa7igxSIb2QRBUnOmYBly71sf7Dy_TuoFtfDyw/viewform?pli=1">formulário on-line</a> [é necessário fazer login com conta USP], súmula curricular [segundo o modelo <a href="http://fapesp.br/5266" target="_blank">fapesp.br/5266</a>], projeto de pesquisa (com objetivos, justificativa e plano de trabalho) e as concordâncias para sua participação no Programa emitidas pelo conselho de departamento (ou colegiado equivalente) e pela congregação (ou instância equivalente) da sua unidade [veja mais detalhes no <a class="external-link" href="http://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/edital_20252025_site.pdf">edital completo</a>].</p>
<p>O resultado da seleção será divulgado em <strong>30 de setembro</strong>. Os docentes candidatos selecionados deverão iniciar suas pesquisas até março do próximo ano. No caso de participação por seis meses com início no segundo semestre de 2026, as atividades devem começar até agosto.</p>
<p>Considerados os integrantes da décima edição (2025), que iniciaram suas pesquisas em janeiro, já são 69 os docentes da Universidades participantes do Programa [veja quem são eles em cada edição: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea">2016</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017">2017</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos">2018</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2019">2019</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-2020">2020</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2021">2021</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2022">2022</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2023">2023</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2024" class="external-link">2024</a> e <a class="external-link" href="http://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025-tera-7-professores-de-diferentes-unidades-da-usp">2025</a>].</p>
<p>O Programa é regulamentado pela <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015">Resolução 7.069/15</a> da Reitoria da USP e pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/programaanosabaticoieaprpportaria.pdf" class="external-link">Portaria IEA/PRPI 01/21</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-11T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-analisara-a-preparacao-do-mundo-para-futuras-pandemias">
    <title>Ciclo analisará a preparação do mundo para futuras pandemias </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-analisara-a-preparacao-do-mundo-para-futuras-pandemias</link>
    <description>O evento inaugura o ciclo “Resiliência Global: Estratégias para a Próxima Pandemia”, sediado no IEA
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-32b22052-7fff-4b58-547c-27147f76d7aa"> </span></p>
<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/flexibilizacao-do-uso-de-mascaras/image" alt="Flexibilização do uso de máscaras" title="Flexibilização do uso de máscaras" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O evento inaugura o ciclo “Resiliência Global: Estratégias para a Próxima Pandemia”, sediado no IEA | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</dd>
</dl>“E se a Pandemia Acontecesse Hoje? O Mundo Está Mais Preparado do que Há Cinco Anos?”. Em busca de respostas para esses questionamentos, que nomeiam o evento, pesquisadores de algumas unidades da USP irão se reunir em <strong>11 de março, ás 14h</strong>, no IEA para o primeiro encontro do ciclo “Resiliência Global: Estratégias para a Próxima Pandemia”. A data marca o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia mundial.</p>
<p dir="ltr"><span>A  pandemia da Covid-19 impactou diretamente diversos setores da economia mundial, como o sistema de saúde, de transporte e comércios. </span><a href="https://especiais.gazetadopovo.com.br/coronavirus/casos-no-mundo/?utm_source=gazeta-do-povo&amp;utm_medium=infografia-box-promo&amp;utm_campaign=coronavirus"><span>Dados</span></a><span> publicados pelo </span><a href="https://ourworldindata.org/"><span>Our World in Data</span></a><span>, no auge da pandemia em 2021, mostraram que o Brasil foi o segundo país com mais mortes por covid-19, o que revelou a falta de estrutura para lidar com a doença.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Organizado pelo IEA, </span><span>o evento abordará os avanços da OMS na preparação para futuras pandemias, as emendas ao Regulamento Sanitário Internacional e acordos sobre pandemias, além de destacar a importância da coordenação multissetorial na resposta a pandemias. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os expositores são </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura"><span>Deisy Ventura</span></a><span>, </span><span>professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP) e vice-diretora do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP), e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-cardo"><span>Denise Cardo</span></a><span>, consultora executiva do</span><span> </span><span>U. S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Na palestra </span><span>“Análise das negociações do acordo sobre pandemias - por uma abordagem brasileira da preparação e da resposta às emergências", Ventura apresentará um balanço sobre os principais pontos de consenso e dissenso dessas negociações e irá propor uma abordagem brasileira da preparação e resposta às pandemias. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em “Podemos melhorar a respostas às novas epidemias?”, Cardo discutirá as lições aprendidas com a pandemia e a necessidade de promover conexões institucionalizadas para </span><span>a detecção precoce e a ação efetiva, com o objetivo de salvar vidas. “Embora haja progressos em diversos países, as respostas recentes a doenças emergentes demonstram que desafios significativos ainda persistem”, explica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“</span><span>O debate se concentra na necessidade de conexões institucionais e internacionais para detecção precoce e resposta rápida”, destacam os organizadores. </span><span>O evento será aberto ao público, com inscrição prévia. Para mais informações sobre a programação, clique </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/pandemia-hoje-mundo-preparado"><span>aqui</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A comissão organizadora do evento é formada pelos professores </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-sara-levin"><span>Anna Levin</span></a><span>, Faculdade de Medicina da USP (FM-USP); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura"><span>Deisy Ventura</span></a><span> (FSP-USP), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliseu-waldman"><span>Eliseu Waldman</span></a><span> (FSP-USP); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/ester-sabino"><span>Ester Sabino</span></a><span>, responsável por coordenar o sequenciamento genético do coronavírus (FM-USP); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lorena-barberia"><span>Lorena Barberia</span></a><span>, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nelson-da-cruz-gouveia"><span>Nelson Gouveia</span></a><span> (FM-USP), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-amelia-veras"><span>Maria Amélia Veras</span></a><span> (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo); e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvia-figueiredo-costa"><span>Silvia Figueiredo Costa</span></a><span> (FM-USP).</span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-c805593b-7fff-b792-4cd4-be8b6c687787"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>E se a Pandemia Acontecesse Hoje? O Mundo Está Mais Preparado do que Há Cinco Anos?</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>11 de março, das 14h às 16h</i></span></p>
<p dir="ltr"><i><span>Local: </span><span>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</span></i></p>
<p dir="ltr"><i><span>Transmissão ao vivo no </span><a href="https://www.youtube.com/@iea-usp"><span>canal do YouTube</span></a><span> do IEA</span></i></p>
<p dir="ltr"><i>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1oTqjKwx1B0yc74DxUX7yE8BL8Ebz-jgjLs_VqvCp3q8/preview">inscrição</a> prévia</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-02-21T15:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/pandemia-hoje-mundo-preparado">
    <title>E se a Pandemia Acontecesse Hoje? O Mundo Está Mais Preparado do que Há Cinco Anos?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/pandemia-hoje-mundo-preparado</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Neste evento serão abordados os avanços da OMS na preparação para futuras pandemias, incluindo as emendas ao Regulamento Sanitário Internacional e o acordo sobre pandemias. Também serão analisados os consensos e dissensos dessas negociações sob a perspectiva do Sul Global e a abordagem brasileira baseada no SUS.</p>
<p>Os pesquisadores irão destacar a importância da coordenação multissetorial na resposta a pandemias, enfatizando transparência, diretrizes claras e comunicação eficaz. O debate se concentra na necessidade de conexões institucionais e internacionais para detecção precoce e resposta rápida.</p>
<p>Essa palestra é a primeira do ciclo <b><i>“Resiliência Global: Estratégias para a Próxima Pandemia”, </i></b>organizado pelos professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-sara-levin" class="external-link">Anna Levin</a> (FM-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura">Deisy Ventura</a> (PPG em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliseu-waldman" class="external-link">Eliseu Waldman</a> (FSP-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/ester-sabino">Ester Sabino</a> (FM-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lorena-barberia">Lorena Barberia</a> (FFLCH-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nelson-da-cruz-gouveia">Nelson Gouveia</a> (FM-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-amelia-veras">Maria Amélia Veras</a> (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (IEA e POLI-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvia-figueiredo-costa" class="external-link">Silvia Figueiredo Costa</a> (FM-USP).</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do YouTube do IEA</a></p>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-02-18T13:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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