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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-regina-markus">
    <title>Teoria sobre relação entre hormônio do sono e defesa do organismo é tema da conferência de Regina Markus</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-regina-markus</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia (ICA) sobre o eixo temático "Tempo", a bióloga Regina Markus apresentou sua teoria sobre o papel da melatonina na resposta imunológica do corpo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: right; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-regina-markus-2" alt="Conferência Regina Markus - 2" class="image-inline" title="Conferência Regina Markus - 2" /><br />A bióloga Regina Markus, do<br />Instituto de Biociências da USP<span></span></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A bióloga <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/regina-markus">Regina Markus</a> falou aos <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates">participantes</a> da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) sobre a relação entre a melatonina, hormônio que regula o sono, e a ativação do sistema imunológico na conferência <i>Pare, Pare, Pare... Uma Pausa Necessária no Fluxo do Tempo</i>, realizada neste domingo, dia 26.</p>
<p>A exposição de Markus, que é membro do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/iea-usp-scientific-committee">comitê científico do IEA para a ICA</a>, concentrou-se na organização temporal dos ciclos biológicos influenciados pela variação de luz e, particularmente, na teoria do Eixo Imune-Pineal, desenvolvida pelo seu grupo de pesquisa no Laboratório de Cronofarmacologia do Instituto de Biociências (IB) da USP, o qual chefia.</p>
<p>Segundo a teoria, quando o organismo é desafiado por um agente patológico, como vírus, fungo ou bactéria, e precisa se defender rapidamente, o corpo força uma parada transitória do relógio circadiano do corpo, responsável por sincronizar os ritmos internos e o ambiente exterior. Nesse momento de pausa, a regulação das funções biológicas diurnas e noturnas torna-se secundária e dá lugar à resposta imune inata.</p>
<p>Markus apresentou uma série de experimentos conduzidos <i>in vitro</i> (no ambiente controlado do laboratório) e <i>in vivo</i> (em tecidos de organismos vivos) no seu laboratório, os quais mostram que a parada transitória do relógio circadiano é possível graças à comunicação bidirecional entre o sistema imunológico e a pineal — glândula localizada na região central do cérebro, encarregada da sincronização dos ritmos do corpo com os chamados ciclos claro/escuro.</p>
<p>Em condições normais, em que o organismo não está sob ameaça, quando anoitece a escuridão estimula a pineal a produzir a melatonina. O hormônio, conhecido como "hormônio do escuro" ou "hormônio do sono", cai na corrente sanguínea e informa todas as células que é noite, abrindo caminho para o estado de sonolência. Em contrapartida, quando amanhece, o aumento da intensidade da luz inibe a glândula e a produção da melatonina cessa, permitindo que o corpo desperte e torne-se ativo para o dia.</p>
<p>Essa mediação hormonal entre corpo e mente regula o relógio biológico, possibilitando que o organismo faça os ajustes necessários para a manutenção dos ciclos vitais de 24 horas.</p>
<p><strong>PAUSA NO TEMPO</strong></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Regina Markus</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-regina-p-markus" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/regina-markus-intercontinental-academia/view" class="external-link">Apresentação</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/carolina-escobar-ica" class="external-link">Carolina Escobar trata da importância da regularidade dos ritmos biológicos para a saúde</a></li>
</ul>
<br /> 
<ul>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-regina-markus-1" alt="Conferência Regina Markus -1" class="image-left" title="Conferência Regina Markus -1" /></p>
<p>Entretanto, na presença de uma ameaça externa, a produção da melatonina é alterada e o ajuste fino entre ritmos biológicos e luminosidade ambiental é interrompido.</p>
<p>Para chegar a esta conclusão, Markus partiu da hipótese de que as funções do "hormônio do escuro" vão além da regulação do sono e se estendem à defesa do organismo, mais especificamente à atuação na barreira hematoencefálica — mecanismo químico que filtra o que pode chegar ao cérebro.</p>
<p>A barreira funciona como uma porta: quando fechada, impede que os leucócitos (células de defesa do organismo) migrem da corrente sanguínea para os tecidos sadios e gere uma resposta imune indevida, que Markus chama de "inflamação espúria".</p>
<p>A pesquisadora explicou que a melatonina é um elemento central no funcionamento dessa barreira: o hormônio inibe a permeabilidade da camada celular dos vasos sanguíneos, impedindo que os leucócitos atravessem para os tecidos desnecessariamente.</p>
<p>Mas, se receptores da pineal recebem a informação de que um agente infeccioso entrou no organismo, a glândula bloqueia a síntese da melatonina. Na ausência do hormônio, a barreira hematoencefálica se abre e permite que as células de defesa passem da corrente sanguínea para o tecido lesionado. Criam-se, assim, as condições necessárias para que o corpo reaja rapidamente à ameaça de um patógeno, dando início à primeira fase da resposta imune inata.</p>
<p>Por outro lado, se os níveis de melatonina no sangue são reduzidos, então a regulação dos ciclos claro/escuro fica comprometida e o corpo não consegue sincronizar os ritmos internos com os período diurno e noturno.</p>
<p>Segundo Markus, é por isso que o relógio biológico fica desajustado quando estamos doentes. "Nessa primeira parte da resposta imunológica, o organismo precisa parar no tempo para se recuperar. É o que acontece quando estamos resfriados e não conseguimos dormir à noite, mas ficamos sonolentos durante o dia."</p>
<p style="text-align: right; "><i style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-28T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao">
    <title>Segunda fase da Intercontinental Academia começa dia 6 no Japão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao</link>
    <description>Projeto vai até o dia 18 de março, em Nagoya e Tóquio. Atividades serão transmitidas ao vivo e incluem conferências com dois vencedores do Prêmio Nobel, o físico Toshihide Maskawa e o químico Ryoji Noyori. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Aviso: Devido a questões de direitos autorais, as conferências de Ryoji Noyori e Toshihide Maskawa não serão transmitidas on-line.</strong></p>
<p>Os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> se reunirão de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, no Japão, para a segunda fase do projeto. Quase um ano depois do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">encontro em São Paulo</a> organizado pelo IEA, os treze jovens pesquisadores se preparam para concluir os estudos sobre o tema “tempo” e o conteúdo para um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Esta fase é organizada pelo<a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en"> Institute for Advanced Research (IAR)</a> da Nagoya University, mas conta com o apoio e suporte técnico do IEA. Além do ex-diretor do Instituto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que integra o comitê científico do projeto, dois funcionários do IEA estarão em Nagoya. Rafael Borsanelli e Sérgio Bernardo foram convidados pelos japoneses a integrarem a equipe técnica do evento.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Maskawa-Noyori.jpg" alt="Maskawa e Noyori" class="image-inline" title="Maskawa e Noyori" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Maskawa e Noyori, vencedores do Nobel de física e química em 2008 e 2001</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A programação no Japão inclui conferências com dois ganhadores do Prêmio Nobel, ambos da Nagoya University: o físico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/toshihide_maskawa/index.html">Toshihide Maskawa</a> e o químico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/ryoji_noyori/index.html">Ryoji Noyori</a>. Maskawa dará aula magna no <strong>dia 7 de março, às 13h30</strong>, seguido por Noyori, que falará<strong> às 15h</strong>. Maskawa e Noyori integram um roll de seis vencedores do Nobel provenientes da mesma universidade.</p>
<p>Em 2008, <span>Maskawa e seu colega Makoto Kobayashi levaram o prêmio pelo trabalho que previu a existência de pelo menos três famílias de <i>quarks </i>(uma das três partículas hipotéticas que constituiriam a base de todas as partículas atômicas conhecidas) na natureza. Noyori, que foi homenageado com o Nobel em 2001, dividiu o prêmio com o <span style="text-align: -webkit-center; ">americano </span><span style="text-align: -webkit-center; ">William Knowles</span><span style="text-align: -webkit-center; "> pelo estudo da produção de moléculas catalisadoras para a síntese assimétrica de moléculas </span><i style="text-align: -webkit-center; ">quirais </i><span style="text-align: -webkit-center; ">em reações de hidrogenação.</span></span></p>
<p>Além de <span>Maskawa e Noyori</span>, cerca de 30 expoentes da biologia, física, humanidades, ciências sociais e artes farão conferências ao longo dos 12 dias de encontro. O grupo de jovens também participará de atividades com o reitor da Nagoya University, Michinari Hamaguchi, para discutir o ensino superior e a pesquisa acadêmica no Japão (dia 7 de março, às 18h30, horário do Japão), e com o ex-diretor do Institute for Advanced Study de Princeton, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, para falar sobre o desenvolvimento e o papel dos institutos de estudos avançados (dia 11 de março, às 13h, horário do Japão). As atividades acontecerão no campus da Nagoya University e da Waseda University, em Tóquio. <strong>Veja a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme">programação completa</a>.</strong></p>
<p>Todas as conferências serão transmitidas <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA e da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a>. Os vídeos também serão disponibilizados no site do IEA posteriormente.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong>O projeto</strong></span></p>
<p><span></span>A Intercontinental Academia é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o IAR-Nagoya são os responsáveis pela primeira edição. A fase realizada no Brasil está inserida no programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, sediada no IEA e que tem o apoio do Itaú Cultural.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://www.as.huji.ac.il/content/human-dignity">segunda edição da Intercontinental Academia</a>, com início marcado para o dia 7 de março em Israel, terá como tema a dignidade humana. Os organizadores são o Instituto Israel para Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro para Pesquisas Interdisciplinares (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a>, advogada e militante dos direitos humanos, será um dos 21 jovens pesquisadores integrantes do projeto. Ela foi indicada pelo IEA para participar da segunda edição, que terá 17 mulheres entre os jovens pesquisadores.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Astrofísica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-02T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-rene-nome">
    <title>René Nome fala sobre a dinâmica das moléculas em fenômenos de curta duração</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-rene-nome</link>
    <description>No primeiro dia de conferências da Intercontinental Academia, o químico René Nome traçou um panorama dos progressos que vem sendo feitos no âmbito da observação de processos físico-químicos em nível molecular e em tempo real.  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015/20-abril-conferencias-05.jpg/@@images/8a2f51ba-5233-4676-8862-67af1e21d351.jpeg" alt="Conferência com René Nome - 20 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência com René Nome - 20 de abril de 2015" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O químico René Nome, da Unicamp</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os avanços científicos e tecnológicos que possibilitam observar a dinâmica das moléculas em tempo real foram discutidos por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/rene-nome">René Nome</a> na conferência <i>Brincando com o Tempo na Química</i>, realizada na segunda-feira, dia 20, na primeira rodada de exposições sobre o tema "tempo" da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<p>Nome, que é professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolve pesquisas com espectroscopia ultrarrápida na área da femtoquímica, voltada para o estudo dos fenômenos físico-químicos que acontecem em intervalos de tempo muito curtos, na ordem de femtosegundo (unidade de medida correspondente a 10<sup>-15 </sup>segundo ou a um milionésimo de bilionésimo de segundo).</p>
<p>Na sua exposição, o conferencista falou sobre os desafios de investigar o comportamento das moléculas durante as reações químicas, o que envolve lidar com estruturas muito pequenas e processos muito rápidos. Ele explicou que, quando se estuda esse tipo de fenômeno, "é preciso ver para acreditar" e, por isso, faz-se necessário o uso de instrumentos ópticos especiais, à base de pulsos de lasers ultracurtos, com duração de 1 femtosegundo. Estes instrumentos funcionam como câmeras fotográficas de altíssima resolução temporal, com capacidade de captar imagens de eventos extremamente fugazes, como estados de transição, vibrações e rotações moleculares.</p>
<p><strong>PRECURSORES</strong></p>
<p><span>Nome enfatizou que as pesquisas com espectroscopia ultrarrápida só chegaram no estágio em que estão devido às contribuições de cientistas que lançaram as bases para técnicas e tecnologias utilizadas atualmente, com destaque para Ahmed Zewail, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1999, e Eric Betzig, William Moerner e Stefan Hell, ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2014.</span></p>
<p>Zewail, tido como pai da femtoquímica, foi laureado pelo pioneirismo na condução de experimentos que possibilitaram a observação do estado de transição em reações químicas a partir da espectroscopia de femtosegundo. <span>O estudo que lhe rendeu o prêmio inovou ao utilizar feixes de laser de curta duração para captar imagens do que acontecia quando ligações químicas rompiam-se e novas eram criadas. Nascia ali a máquina fotográfica mais rápida do mundo, capaz de fotografar átomos e moléculas em movimento no curso de uma reação química, como se estivessem em câmera lenta.</span><span></span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />René Nome</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-rene-nome" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desvendando-o-relogio-biologico-de-seres-unicelulares" class="external-link">Desvendando o relógio biológico de seres unicelulares</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Após 15 anos, Betzig, Moerner e Heel foram premiados pelo desenvolvimento da microscopia de fluorescência de alta resolução, que elevou a capacidade de observação da microscopia à escala nano. Antes, acreditava-se que a resolução ótica máxima limitava-se à metade do comprimento das ondas de luz. A técnica inaugurada pelos pesquisadores rompeu essa barreira ao tornar possível visualizar processos químicos dentro de células vivas em tempo real e em nível molecular, dando início à nanoscopia.</span></p>
<p><span>As descobertas do trio, ponto de partida para diversas pesquisas, abriram caminho para que se pudesse, por exemplo, ver a criação de sinapses em células nervosas e investigar proteínas envolvidas em doenças como Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer.</span><span> </span></p>
<p><strong>DESDOBRAMENTOS</strong></p>
<p>Na esteira dos precursores da femtoquímica e da nanoscopia, Nome vem desenvolvendo estudos no campo da espectroscopia ultrarrápida com o objetivo de entender o papel do ambiente em processos físico-químicos pouco previsíveis.</p>
<p>O conferencista falou de forma aprofundada sobre um estudo em particular, dedicado à observação em nível molecular dos mecanismos e da transferência de energia durante a fotossíntese, considerada um dos processos mais rápidos já registrados pelo homem.<span> </span></p>
<p>O projeto visa a compreender como se dá a migração da energia solar dos "complexos antena" para os centros de reação onde ocorre a fotoquímica, isto é, como uma molécula absorve a luz do sol e transfere a energia o mais rápido possível para outra molécula, que está distante. <span>Para isso, Nome utiliza pulsos de laser de curta duração, cuja principal vantagem é o caráter monocromático, indicador do alto grau de coerência temporal. Isso significa que as fases das ondas de luz são sincronizadas, de modo que os fótons caminham juntos no tempo, numa mesma frequência. </span></p>
<p><span>De acordo com o pesquisador, os dados obtidos até o momento ajudam a explicar a eficiência de absorção de luz fotossintética e sua transdução em energia.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-24T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/regina-markus-intercontinental-academia">
    <title>Regina Markus - Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/regina-markus-intercontinental-academia</link>
    <description>Apresentação de Regina Markus na conferência "Pare, Pare, Pare... Uma Pausa Necessária no Fluxo do Tempo", realizada no dia 26 de abril como parte da programação da Intercontinental Academia. 
</description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-28T18:51:37Z</dc:date>
    <dc:type>Arquivo</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-estrategica-de-longo-prazo-para-questoes-da-agua-e-do-clima">
    <title>Política estratégica de longo prazo para questões da água e do clima</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politica-estrategica-de-longo-prazo-para-questoes-da-agua-e-do-clima</link>
    <description>Panorama de incerteza das alterações climáticas e recursos hídricos foram tema do primeiro encontro do ciclo temático A Caminho da COP 21.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/30092015-1.jpg" alt="Eduardo Mário Mediondo, Stela Goldstein, Newton de Lima Azevedo, Sonia Chapman e Pedro Jacobi" class="image-inline" title="Eduardo Mário Mediondo, Stela Goldstein, Newton de Lima Azevedo, Sonia Chapman e Pedro Jacobi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Eduardo Mendiondo, Stela Goldenstein, Newton Azevedo, Sônia Chapman e Pedro Jacobi.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Planejamento existe, mas falta entender que planejar não é produzir documentos que se sobrepõem a novos documentos em diferentes gestões. Planejamento é um processo que deve envolver movimentos sociais, consensos, corresponsabilidades, monitoramento, ajustes periódicos, fiscalização. Sobretudo, deve atender a um plano de Estado de longo prazo, e não a partidos. Planejamento também precisa de conceitos estruturados e de uma orientação política estratégica, “para não trilharmos sempre o mesmo caminho de burro velho”.</p>
<p>As ideias de Stela Goldenstein, diretora-executiva da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) <a class="external-link" href="http://aguasclarasdoriopinheiros.org.br/expedicao/quem-somos/">Águas Claras do Rio Pinheiros</a>, foram apresentadas durante o debate <i>As Mudanças Climáticas e a Crise Hídrica,</i> realizado pelo IEA no dia 30 de setembro.</p>
<p>Com a curadoria de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/newton-de-lima-azevedo-jr" class="external-link">Newton de Lima Azevedo</a>, membro do <a class="external-link" href="http://www.worldwatercouncil.org/">Conselho Mundial de Água</a>, o debate reuniu especialistas em recursos hídricos como parte do ciclo temático <i>A Caminho da COP 21: Preparando o Terreno até Paris – Mudanças Climáticas, Adaptações, Soluções e Oportunidades.</i> Os próximos eventos trazem uma <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/preparacao-para-a-cop-21" class="external-link">programação </a>sobre temas como energia, segurança alimentar, negociações internacionais, mobilidade e planejamento urbano.</p>
<p>Com a organização do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> , do IEA, e do <a href="http://www.incline.iag.usp.br/data/index_BRA.php" target="_blank"> Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Mudanças Climáticas</a> (INCLINE), da USP, os encontros consolidarão um documento que pretende levar contribuições ao governo brasileiro e seus negociadores para a <a class="external-link" href="http://www.cop21paris.org/">Conferência das Partes</a> (COP21) sobre Mudanças do Clima, que ocorrerá em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro.</p>
<p>Especialista em políticas setoriais, em especial projetos de recursos hídricos, planejamento ambiental e saneamento, Goldenstein lembrou que a expansão territorial rumo à região do<a class="external-link" href="http://agua.org.br/"> PCJ</a> (bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), “é fruto de planejamento, uma vez que na Região Metropolitana de São Paulo já não havia água”.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-mario-mediondo-e-stela-goldstein" alt="Eduardo Mário Mediondo e Stela Goldstein" class="image-inline" title="Eduardo Mário Mediondo e Stela Goldstein" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Mendiondo e Goldenstein: financiamentos carecem de reflexão</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Os planos e políticas não se conversam e disso decorrem muitos problemas. Da mesma forma, é possível argumentar que temos tecnologia. Mas elas dependem de estratégias, sistemas e métodos. Qualquer tecnologia pode servir ou não, dependendo da estratégia que se quer adotar”, disse a diretora.</p>
<p>Os financiamentos para políticas de recursos hídricos também carecem de reflexão. “O que deve ser pago pelo consumidor e o que deve vir de subsídios? Deve haver subsídios cruzados? Qual <i>benchmark </i>adotar? E a questão do saneamento, da ocupação do território, do reflorestamento e da despoluição? Tudo isso deve ser considerado e a sociedade precisa se apropriar dessa discussão, saber o que está sendo decidido”, defendeu Goldenstein.</p>
<p><strong>O clima como complicador</strong></p>
<p>As mudanças climáticas não permitem mais “olhar no retrovisor” e planejar o futuro. “Não é mais possível se basear apenas em séries históricas. As mudanças climáticas nos obrigam a repensar completamente o que é planejamento. Temos que lidar com a situação do imponderável, do desconhecido”, disse Goldenstein.</p>
<p>A continuidade de planos e políticas com o comprometimento no longo prazo também foi lembrada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/copy_of_sonia-chapman" class="external-link">Sônia Chapman</a>, especialista em planejamento estratégico na párea de desenvolvimento sustentável da Brasken.</p>
<p>“Quando selamos os <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=134&amp;catid=100&amp;Itemid=433&amp;lang=pt-BR">Objetivos do Desenvolvimento Sustentável</a> (ODS), todos foram consultados na Rio+20 e houve um apelo global às atitudes do cidadão. Olhar o futuro é uma atitude cidadã, em que cada um deve ser parte da solução”, disse.</p>
<p>Para a analista, a mudança de postura e de atitudes depende de todos. “Faltam iniciativas que todos sabemos ser necessárias. Parece que quando há uma pequena melhora em determinado quadro, todos acabam se esquecendo do que é necessário”.</p>
<p>Chapman lembra que num cenário de mudanças climáticas, cada vez mais serão necessárias parcerias complexas. “As mudanças climáticas não têm limite geográfico”, afirmou.</p>
<p>Planejamento integrado pode ser a solução para atacar os constantes episódios de crise hídrica que abatem São Paulo desde o século 19, na visão de Newton Azevedo, que além de curador foi também moderador do debate.</p>
<p>O papel do Estado também foi lembrado por Azevedo. “Precisamos pensar qual modelo de investimento queremos para o Brasil. A gestão e a governança dependem de um planejamento integrado”, defendeu.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico-30-de-setembro-de-2015" class="external-link">Fotos</a></p>
<hr />
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-lezama" class="external-link">José Luis Lezama: 'Resultados da COP 21 não beneficiarão a maioria nem a natureza'</a></p>
<hr />
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">Mais conteúdos sobre clima</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Governança</strong></p>
<p>O Brasil atingirá o seu auge populacional em 30 ou 40 anos e haverá problemas com ocupação do território e uma maior demanda de recursos naturais. O cenário dependerá de uma governança eficaz e eficiente, o que apenas será possível melhorando a capacidade de comunicação dos técnicos e o monitoramento de dados ambientais e sociais, defendeu o subcoordenador do NAP <a class="external-link" href="http://www.incline.iag.usp.br/data/index_BRA.php">INCLINE</a>, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/eduardo-mario-mendiondo" class="external-link">Eduardo Mario Mendiondo</a>.</p>
<p>“O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, é muito organizado e lá eles já estão com problemas de monitoramento. O planejamento estratégico depende de monitoramento, pois é um instrumento para decisões políticas baseado em questões técnicas”, disse Mendiondo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/30092015-2.jpg" alt="Sonia Chapman e Pedro Jacobi" class="image-inline" title="Sonia Chapman e Pedro Jacobi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Sônia Chapman e Pedro Jacobi: governança integrada e corresponsabilização</strong>.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Jacobi</a> também enfatizou a importância de monitoramento e governança. “Como é possível a precaução sem o monitoramento? Os diagnósticos são importantes para atribuir custos à sociedade e para otimizar recursos”, disse.</p>
<p>Para Jacobi, as mudanças climáticas obrigam a uma leitura mais prospectiva sobre diferentes cenários. “Isso depende de monitoramento e de uma governança integrada, com a participação de atores diversos e não apenas técnicos”.</p>
<p>A governança integrada leva à corresponsabilização e à mudança cultural, acredita Jacobi. “Precisamos de uma aprendizagem social que leve a mudanças, mesmo que sejam incômodas. A dimensão cultural é importante para fortalecer o diálogo de governanças”, afirmou.</p>
<p><strong>Ações emergenciais</strong></p>
<p>O cenário de incerteza projetado pelas mudanças climáticas é incompatível com a engenharia, segundo o professor Eduardo Porto, da Escola Politécnica (Poli) da USP. “Há um <i>gap</i> que precisa ser resolvido. Nossa ciência ainda não chegou lá”, afirmou.</p>
<p>Por isso, a falta de água em São Paulo precisa de ações emergenciais, dada a situação de crise, acredita. “O paciente está enfartado e requer solução urgente, que no caso é mais interligação e mais adutoras. Mas é claro que alternativas para ajudar a resiliência das cidades devem ser consideradas, como o reuso e a aplicação de instrumentos de incentivo econômico, além de soluções estruturais”, citou.</p>
<p>O ciclo de debates tem organização geral de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/weber-amaral">Weber Amaral</a>,  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/tercio-ambrizzi">Tércio Ambrizzi</a> e Pedro Roberto Jacobi, com apoio do <a href="http://arqfuturo.com.br/" target="_blank">Arq. Futuro</a>, <a href="http://www.cpfl.com.br/Paginas/default.aspx" target="_blank">CPFL Energia</a> e <a href="http://www.pactoglobal.org.br/" target="_blank">Pacto Global. Rede Brasileira (UNGC)</a>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ONU</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-02T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo">
    <title>Pesquisadores da 1ª Intercontinental Academia iniciam filmagens de curso sobre o “tempo”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo</link>
    <description>Cinco dos 13 jovens pesquisadores que participam do projeto ficarão imersos em base de pesquisa do IO-USP para gravar as aulas que irão compor o Massive Open Online Course (Mooc)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/base-clarimundo-de-jesus-io-usp" alt="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" class="image-inline" title="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Base de pesquisa do IO-USP em Ubatuba</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Começaram nesta segunda-feira, 6 de março, as filmagens do curso online que os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) estão produzindo sobre o tema “tempo”. Em Ubatuba, na Base de Pesquisa “Clarimundo de Jesus” do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, cinco jovens pesquisadores que integram o projeto ficarão imersos até o dia 10 de março para gravar as aulas das quatro seções que comporão o Massive Open Online Course (Mooc). Com um total de duas horas de duração, o curso deverá ficar hospedado na base da <a class="external-link" href="https://pt.coursera.org/">Coursera</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/intercontinental-academia-filmagem-mooc-sobre-o-tempo" class="external-link">Fotos das filmagens do Mooc</a></p>
<p>1º encontro em São Paulo</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading">2º encontro em Nagoya</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo" class="external-link">Pesquisadores da Intercontinental Academia detalham curso sobre o tempo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias</a></i></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba" alt="Gravação Mooc Ubatuba" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bastidores da gravação do Mooc</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba-2" alt="Gravação Mooc Ubatuba - 2" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba - 2" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nikki Moore se prepara para iniciar a filmagem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os jovens pesquisadores estão sendo representados por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/david-gange">David Gange</a>, da University of Birmingham, Inglaterra; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, ambos da USP; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, Estados Unidos; e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da University of Turku, Finlândia. Durante esta semana, eles terão a supervisão dos membros do Comitê Sênior da ICA <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/copy_of_martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/regina-markus">Regina Markus</a>, do Instituto de Biociências (IB) também da USP.</p>
<p>A ICA é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que congrega 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya</a> (IAR), no Japão, são os responsáveis pela primeira edição. O encontro em São Paulo aconteceu de 17 a 30 de abril de 2015, e a segunda fase, em Nagoya, de 6 a 18 de março do ano passado.</p>
<p>O projeto reúne 13 jovens pesquisadores de diferentes nacionalidades e áreas do conhecimento para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. Sua realização foi possível graças à parceria e apoio das Pró-Reitorias de Pesquisa da USP e da Universidade de Nagoya e do <a class="external-link" href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, que financia boa parte dos custos por meio do programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p>Durante todas as etapas da ICA e mesmo após os encontros presenciais, os jovens trabalharam na criação do roteiro do Mooc e chegaram a Ubatuba com os textos prontos do que será filmado por uma produtora de vídeo. <span>Após as gravações, a expectativa é que o curso fique completamente pronto para ir ao ar em junho.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Foto 1 - Divulgação IO-USP; Fotos 2 e 3: Richard Meckien - IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-06T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-e-cultural">
    <title>Participantes da Intercontinental Academia conhecem a multiplicidade científica e cultural de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-e-cultural</link>
    <description>Os participantes do primeiro encontro de imersão da Intercontinental Academia conheceram no dia 18 de abril alguns dos marcos significativos da arquitetura e da história da capital paulista.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ica-passeio/@@images/3302ff97-351d-47a8-bc08-ba6369fc8bf2.jpeg" alt="ICA passeio" class="image-inline" title="ICA passeio" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Os participantes do projeto no Parque da<br />Independência, em frente ao Museu Paulista da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira atividade da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net">Intercontinental Academia (ICA)</a> propiciou a seus integrantes uma ampla visão da influência científica e cultural da USP na cidade de São Paulo.</p>
<p>Isso foi proporcionado por um roteiro de visitas de dez horas pelo centro e alguns bairros da cidade no dia 18, que incluiu a <a class="external-link" href="http://www.fm.usp.br/">Faculdade de Medicina</a>, o <a class="external-link" href="http://www.mac.usp.br/">Museu de Arte Contemporânea (MAC)</a> e outras instalações significativas do papel desempenhado pela Universidade no desenvolvimento de São Paulo.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong><span>Roteiro Científico-Cultural</span></strong></i></p>
<p><strong>A USP e a<br />São Paulo Modernista</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/roteiro-cientifico-cultural-a-usp-e-a-sao-paulo-modernista-18-de-abril-de-2015">Fotos </a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/atividade-cientifico-cultural-da-ica-mostra-facetas-da-desigualdade-social-e-da-interculturalidade-na-cidade-de-sao-paulo" class="external-link">Atividade científico-cultural da Intercontinental Academia mostra facetas da desigualdade social e da interculturalidade na cidade de São Paulo</a>"</li>
</ul>
<span>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</span> 
<ul>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Em complemento a isso, os integrantes da ICA também tiveram a oportunidade de conhecer edifícios e monumentos representativos das influências arquitetônicas que marcaram a capital paulista e receber diversas informações sobre a história social, econômica e cultural de São Paulo.</span></p>
<p>A coordenação do roteiro e as explanações foram do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann?searchterm=Martin+Grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span>, com participações do vice-diretor do Instituto, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a><span>, do diretor do MAC, </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/hugo-segawa">Hugo Segawa</a><span>, e dos professores do </span><a class="external-link" href="http://www.fm.usp.br/">Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA)</a><span> Eduardo Monteiro e Fernando Iazetta, ambos na companhia de integrantes de projetos por eles coordenados. A atividade teve como referência o </span><a href="http://prceu.usp.br/pt/programa/giro-cultural/" target="_blank">Giro Cultural</a><span>, projeto da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) coordenado por Grossmann.</span></p>
<p><span>O itinerário incluiu: o Parque da Independência, no Ipiranga, com o Museu Paulista, o Monumento da Independência e o Museu de Zoologia; o Parque D. Pedro II, com o Palácio das Indústrias e o Mercado Municipal; o centro da cidade, com as avenidas São João e Ipiranga, a Praça de República, a antiga sede do Colégio Caetano de Campos, o Teatro Municipal, o Edifício Copan, o edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na rua Maranhão e o Centro Universitário Maria Antonia; o prédio da Faculdade de Medicina; a avenida Paulista; e a sede do MAC no Parque do Ibirapuera.</span></p>
<p><span>Grossmann explicou como a cidade foi influenciada até as primeiras décadas do século 20 pela arquitetura dos palácios europeus do século 19 (Museu Paulista e Teatro Municipal, por exemplo), passando depois a incorporar os valores modernistas, com os projetos de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha e outros arquitetos. O histórico da fundação e da constituição dos acervos dos principais museus de São Paulo (Masp, MAM, MAC e Pinacoteca) foram objeto de explanações detalhadas de Grossmann, que discorreu também sobre a criação da Bienal de São Paulo em 1951.</span></p>
<p>Na visita ao <a class="external-link" href="http://mariantonia.prceu.usp.br/">Centro Universitário Maria Antonia</a>, <span>os pesquisadores foram informados sobre a importância do local como sede da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e como um dos polos de resistência à ditadura militar. No local, tiveram a oportunidade de ouvir uma exposição de Eduardo Monteiro sobre a vida e a obra do compositor paulista do século 19 Alexandre Levy (1864-1892). Monteiro coordena o Laboratório de Piano do Departamento de Música da ECA, onde desenvolve projeto de gravação de toda a obra de Levy. A fala de Monteiro foi acompanhada da apresentação de quatro peças do compositor, executadas por estudantes de graduação e pós-graduação vinculados ao projeto.</span></p>
<p><span>Na Faculdade de Medicina, Paulo Saldiva explicou o papel desempenhado pela faculdade no desenvolvimento da pesquisa médica no Brasil e a importância do Hospital das Clínicas para o atendimento da população da cidade. Saldiva também relatou os riscos à saúde e à vida presentes no dia-a-dia de uma metrópole como São Paulo, desde os inúmeros acidentes de motociclistas até as carências ambientais, como a poluição atmosférica e problemas de saneamento básico.</span></p>
<p><span>No MAC, Hugo Segawa falou sobre as características e papel da instituição no contexto da USP e da cultura de São Paulo e sobre a instalação do museu há três anos em edifício projetado por Oscar Niemayer. No terraço no oitavo andar do museu, todos puderam ter uma vista panorâmica do Parque do Ibirapuera e de boa parte das regiões sul e oeste da cidade, com explicações de Segawa, que dedica parte de suas pesquisas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) à história da paisagem, espaços públicos e jardins públicos urbanos.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span>Ainda no MAC, houve uma apresentação do grupo <a class="external-link" href="http://www2.eca.usp.br/nusom/">NuSom</a>, <span>também do Departamento de Música da ECA e dedicado à pesquisa em sonologia. Foram apresentadas duas peças com interação audiovisual e recursos eletrônicos, além de uma apresentação sobre as características de integração de vários campos artísticos e tecnológicos do NuSom por seu coordenador, Fernando Iazetta.</span></p>
<p><span>O balanço geral da atividade foi extremamente positivo, uma vez que ela possibilitou o primeiro contato mais próximo entre os participantes da ICA. Durante o almoço, num restaurante de comida italiana (e a influência da imigração italiana na cidade fora explicada), já se podia observar a aproximação e a troca de informações, como no caso de um jovem biólogo que propunha a um jovem matemático, seu vizinho de mesa, uma discussão sobre ideia que tivera e que envolvia biomatemática.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Rafael Borsanelli/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T05:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio">
    <title>Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio</link>
    <description>David Gange, Nikki Moore e Helder Nakaya, três dos participantes, apresentaram o Relatório de Encerramento a integrantes do Comitê Sênior do projeto, durante a última sessão do encontro, no dia 29 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/apresentacao-da-conclusao-do-encontro/nikki-moore-e-david-gange/@@images/145b4637-cf4a-4467-8f25-ddf4daff6ea5.jpeg" alt="Nikki Moore e David Gange" class="image-left" title="Nikki Moore e David Gange" /></p>
<p>A estrutura temática detalhada de um Mooc (Massive Online Open Course) sobre o tempo e a perspectiva de vários trabalhos científicos em parcerias entre os jovens pesquisadores <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates">participantes</a> <span>da </span><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia (ICA)</a> <span>a são os principais resultados do primeiro período de imersão do projeto, realizado de 17 a 29 de abril, no IEA-USP.</span></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/david-gange">David Gange</a> (University of Birmingham, Reino Unido), <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/nikki-moore">Nikki Moore</a> <span>(Rice University, Estados Unidos) e </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/helder-nakaya">Helder Nakaya</a><span> (USP), três dos participantes, apresentaram o Relatório de Encerramento a integrantes do </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/senior-committee">Comitê Sênior</a><span> do projeto, durante a última sessão do encontro, no dia 29 de abril.</span></p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>INTERDISCIPLINARIDADE<br />E COOPERAÇÃO</i></h3>
<p><i>Os resultados apresentados no Relatório de Encerramento demonstram que o primeiro período de imersão da Intercontinental Academia (o segundo será em Nagoya, Japão, em março de 2016) foi extremamente produtivo, consolidando uma iniciativa do IEA-USP e do <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en">Instituto de Pesquisa Avançada</a> (IAR na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya que começou a ser idealizada em março de 2012, no âmbito da rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advance Study), durante encontro do Comitê Diretivo da entidade no Instituto de Estudos Avançados Jawaharlal Nehru, na Índia.</i></p>
<p><i>David Gange  e Nikki Moore ressaltaram o clima de “desarme” disciplinar de todos, o que possibilitou uma intensa interação entre especialistas vindos das áreas mais diversas.</i></p>
<p><i>Eles afirmaram que até mesmo a logística do encontro, com refeições em comum, hospedagem no mesmo hotel e atividades sociais em conjunto, foi um fator importante para o estabelecimento de vínculos entre os participantes. Gange disse que foi o encontro acadêmico de maior sociabilidade do qual já participou e que riu muito, graças ao bom humor de todos os envolvidos.</i></p>
<p><i>O fato é que esse clima amistoso e cooperativo teve papel fundamental para a alta produtividade do encontro, que envolveu mais de duas dezenas de conferências e seminários com pesquisadores seniores e inúmeras reuniões de trabalhos dos 13 jovens pesquisadores do projeto.</i></p>
<p><strong><i>A caminho de Nagoya</i></strong></p>
<p><i>No final do encontro, foi apresentado um vídeo com uma saudação do diretor do<a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en"> </a>IAR da Universidade de Nagoya, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/senior-committee/hisanori-shinohara">Hisanori Shinohara</a>, a todos os integrantes da Intercontinental Academia, parabenizando-os pelos trabalhos realizados nas duas semanas em São Paulo e desejando-lhes uma boa estada em Nagoya, em março de 2016, durante o segundo período de imersão do projeto.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Objetivos do Mooc</strong></p>
<p>Segundo eles, o Mooc será uma espécie de guia online interativo para estudantes e pesquisadores que desejem desenvolver ou ampliar seu interesse no conceito de tempo. A produção das aulas do curso será finalizada no segundo período de imersão da Intercontinental Academia, em março de 2016, na Universidade de Nagoya, Japão. Por enquanto, há três opções de nome para o MOOC: Sobre o Tempo, Pensando com o Tempo e O Que É o Tempo?</p>
<p>A perspectiva é de que os usuários do MOOC adquiram habilidades para:</p>
<ul>
<li>sintetizar argumentos provenientes de grandes áreas do conhecimento;</li>
<li>aprender a analisar evidências de forma a constituírem suas próprias ideias sobre as questões levantadas;</li>
<li>desenvolver a habilidade em lidar com material conceitual;</li>
<li>pensar de forma transversal às disciplinas envolvidas.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, ao mesmo tempo em que estarão desenvolvendo seu arcabouço de saberes, os estudantes estarão colaborando com a construção do conhecimento científico.</p>
<p><strong>Estrutura do curso</strong></p>
<p>De acordo com a arquitetura definida pelos jovens pesquisadores, o Mooc terá quatro temas centrais, escolhidos após o grupo avaliar as subdivisões-chave do conceito de tempo.</p>
<p>Todo o conteúdo será estudado a partir de 14 tópicos, 13 deles relacionados com ao menos um dos quatro temas centrais e envolvendo várias disciplinas, tanto das ciências quanto das humanidades.  A conclusão do curso terá um tópico adicional, que versará sobre o futuro do conceito de tempo.</p>
<p><strong>Temas centrais</strong></p>
<p>O tempo é fundamental ou um fenômeno cognitivo? Ele requer mudança? O que existe no tempo? O tempo constitui uma entidade independente, como preconizam a física e a filosofia? Ele é absoluto ou relativo? Essas questões vão procurar responder à questão do primeiro tema central: “O Que É o Tempo?”.</p>
<p>“Como o Tempo é Percebido?” é a indagação que define o segundo tema central. Ela levanta uma série de dúvidas a serem estudadas, entre as quais: Podemos perceber o tempo? É possível fazer julgamentos confiáveis sobre propriedades temporais? É possível perceber o tempo sem que haja mudança? Qual é a relação entre tempo experienciado e tempo neural? Como é possível experienciar eventos que duram no tempo (movimento, mudança, sucessão, melodias) como algo estendido no tempo?</p>
<p>O conceito funcional, o conceito mutante e a estandardização do tempo, a viagem mental no tempo (cronostesia), a oposição entre tempo linear e tempo cíclico e (na antropologia) entre tempo dêitico e tempo sequencial serão analisados no terceiro tema central: “Como o Tempo é Conceitualizado?”.</p>
<p>A questão que define o quarto tema central é “Como o Tempo É Usado?”. As questões a serem discutidas envolvem desde como o tempo é relevante em disciplinas como astronomia, biologia, química e medicina até como a narrativa se serve dele, criando linearidade, circularidade ou mesmo seu fracionamento. A importância do tempo na interação social (administração do tempo, pontualidade, horários de trabalho e de lazer), na história, nas tradições e em outros aspectos também merecerá atenção.</p>
<p><strong>Tópicos de estudo</strong></p>
<p>Os 14 tópicos do curso foram estabelecidos por meio de questões específicas, que se desdobram em subquestões. São eles:</p>
<ul>
<li>Como o tempo é medido?</li>
<li>Que traços o tempo deixa?</li>
<li>Existe uma relação entre tempo e causalidade?</li>
<li>O tempo é relativo?</li>
<li>O que são ilusões temporais e o que podemos aprender com elas?</li>
<li>O tempo tem uma história?</li>
<li>Por que o tempo é especial?</li>
<li>Podemos predizer o futuro?</li>
<li>Como os diferentes ritmos interagem?</li>
<li>O que a representação simbólica faz pelo entendimento humano do tempo?</li>
<li>Não humanos possuem um tempo individual?</li>
<li>O tempo está acabando?</li>
<li>Como avaliamos o tempo?</li>
<li>Qual o futuro do conceito de tempo?</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Relatório dos pesquisadores participantes</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-presentation" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/apresentacao-da-conclusao-do-encontro" class="internal-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/abertura-da-ica" class="external-link">Abertura da Intercontinental Academia destaca originalidade e relevância do projeto</a>"</p>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Recursos</strong></p>
<p>Cada tópico será tratado em uma aula, que terá com falas filmadas, animações, questões (boa parte deles) e cinco a oito filmes de 7 a 15 minutos.</p>
<p>Haverá um fórum de discussões, no qual o estudante será encorajado a apresentar respostas em texto livre sobre questões apresentadas pelo curso e por outros estudantes.</p>
<p>Também está prevista uma lista de leitura multimídia, espécie de banco de dados com links e conteúdos relevantes separados por graus de complexidade. A ideia é que os estudantes possam escrever comentários curtos no próprio suporte do material apresentado.</p>
<p><strong>Público-alvo</strong></p>
<p>O Mooc será concebido em um nível de complexidade científica “adequado para graduandos intelectualmente ambiciosos”. No entanto, não será necessário que o estudante possua qualificações específicas prévias, pois isso, além de não se conformar com o espírito geral desse tipo de curso, não se ajustaria ao próprio perfil acadêmico diversificado dos responsáveis pela iniciativa, que não possuem uma área do conhecimento comum a todos.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/apresentacao-da-conclusao-do-encontro/nikki-moore-helder-nakaya-e-david-gange/@@images/e0f4b541-fd9d-41b7-bd22-3a4e5a37d8b3.jpeg" alt="Nikki Moore, Helder Nakaya e David Gange" class="image-right" title="Nikki Moore, Helder Nakaya e David Gange" /></p>
<p>A introdução de ideias complexas será feita a partir do domínio de conceitos básicos, uma vez que cada aluno será um iniciante em pelo menos algumas das disciplinadas compreendidas pelo MOOC.</p>
<p><strong>Resultados adicionais</strong></p>
<p>O biólogo Helder Nakaya apresentou os potenciais resultados adicionais ao Mooc que Intercontinental Academia poderá propiciar.</p>
<p>Um deles é o encaminhamento de um comentário ou “carta ao editor” para alguma revista interdisciplinar de prestígio mundial. Essa contribuição deverá tratar da importância, principais características e resultados do projeto.</p>
<p>O próprio contato dos jovens pesquisadores ao longo do projeto deverá resultar em artigos científicos interdisciplinares, mas será possível fazer algo inclusive a partir do tratamento de dados a serem levantados por meio de questionários respondidos pelos estudantes do MOOC.</p>
<p>Também será avaliada a produção de um vídeo com vários recursos multimídia sobre todo o trabalho a ser desenvolvido na Intercontinental Academia.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-11T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-testemunho-como-elo-entre-a-memoria-e-a-historia-da-ditadura-militar">
    <title>O testemunho como elo entre a memória e a história da ditadura militar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-testemunho-como-elo-entre-a-memoria-e-a-historia-da-ditadura-militar</link>
    <description>Em seminário realizado no IEA, a historiadora Heloísa Starling falou sobre o uso do testemunho como instrumento de reconstituição histórica do período da ditadura militar brasileira. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/crise-da-filiacao-subjetividade-e-sofrimento-tempo-da-agressao-11-de-marco-de-2015/filiacao-08.jpg/@@images/971d2e6b-4114-4709-bfa3-d14036d351f4.jpeg" alt="Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Assumpção Fernandes e Raul Araújo" class="image-left" title="Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Assumpção Fernandes e Raul Araújo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq.: Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Fernandes e Raul Araújo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Comissão Nacional da Verdade (CNV) falhou em levar os crimes da ditadura militar à cena pública para que a sociedade pudesse fazer juízo dos fatos, afirmou a historiadora <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo/integrantes" class="external-link">Heloísa Starling</a>, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Passamos por três presidentes — Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, todos afetados de alguma forma pela ditadura — e nenhum conseguiu completar a transição democrática."</p>
<p>Starling, que atuou como assessora da CNV, falou sobre o tema no seminário <i>Crise da Filiação: Subjetividade e Sofrimento no "Tempo da Agressão"</i>, realizado pelo<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo" class="external-link"> Grupo de Pesquisa Humanidade e Mundo Contemporâneo</a> do IEA, no dia 11 de março, quando fez uma exposição sobre a importância do testemunho como dispositivo reconstituidor da ditadura militar.</p>
<p>Segundo a historiadora, o uso do relato testemunhal para a reconstituição do passado — instrumento que fundamentou grande parte do trabalho da CVN — é marcado pela tensão entre memória e história. "O passado é um território de disputa e desavença: nem sempre a história consegue acreditar na memória, e a memória desconfia da história se não há direito à lembrança.</p>
<p>Nesse contexto de embate, o testemunho seria um recurso privilegiado por lançar luz sobre episódios da ditadura inacessíveis por outras vias e por dar sustentação jurídica a políticas reparadoras, que permitem compensar os crimes cometidos pelo Estado. Da acordo com Starling, esse recurso revela-se particularmente valoroso porque os militares retêm documentos sobre o período. "O poder militar não se submeteu ao poder civil", disse.</p>
<p>A historiadora avalia que, ao dar vazão à memória num discurso subjetivo e independente, construído em primeira pessoa e sob o ponto de vista das vítimas ou atores, o testemunho dá conta de informações detalhadas e possibilita responder perguntas sobre o passado que a história, sozinha, é incapaz de contemplar.</p>
<p>Ao comentar a relação entre memória, história e testemunho, a filósofa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/olgaria-chain-feres-matos" class="external-link">Olgária Matos</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e mediadora do encontro, destacou os traços distintivos de cada um. Para a filósofa, a memória é mais afetiva e mantém laços estreitos com o acontecimento rememorado; a história, em contraste, é marcada pelo distanciamento crítico e temporal, e o testemunho, por fim, é caracterizado pela riqueza de informações e pela escassez de tempo para processar os fatos testemunhados.</p>
<p><strong>MECANISMOS DE ESQUECIMENTO</strong></p>
<p>Mas, para além da carga informativa, os testemunhos estão por trás da ideia do <i>para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça</i>. Para Starling, relembrar é a melhor forma de evitar repetições dos erros do passado e inventar um presente e um futuro diferentes. "É preciso calçar o sapato do morto para entender o tempo que ele viveu", frisou. E os relatos das testemunhas seriam a primeira via para reconstituir a história e compreender o contexto em que os fatos sucederam.</p>
<p>De acordo com a historiadora, a partir da redemocratização, forjou-se a ideia de que a ditadura foi uma "noite trevosa" marcada pela luta entre os militares e a sociedade civil. "Não foi bem assim. Nenhum regime se mantém só pelo poder. A ditadura não sobreviveu só pela força. A ideia de sociedade democrática é a imagem que Narciso quer ver no espelho", advertiu. "Um dos aspectos silenciados em relação à ditadura foi que o regime teve muito apoio: havia os militares, os grupos de resistência e a sociedade em geral, que buscou sobreviver pelo consentimento, silêncio ou adesão", completou.</p>
<p>Na avaliação de Starling, esses mecanismos de esquecimento ajudam a explicar os pedidos de intervenção militar no Brasil que figuraram na pauta de reinvindicações das manifestações de junho 2014 e que voltaram a aparecer nos protestos subsequentes. Para ela, os indivíduos que levantam essa bandeira constroem um imaginário do regime militar com base naquilo que lhes falta e, por isso, experimentam uma nostalgia do que nunca viveram.</p>
<p>"As pessoas dizem que querem a ditadura, mas não têm a menor ideia do que querem dizer com isso. Extravasam com esse pedido um sentimento de impotência e desencanto. Trata-se de um olhar moralista: 'não tenho memória sobre o que aconteceu', observou, destacando a importância da verdade ser colocada na cena pública.</p>
<p>A questão também foi analisada por Maria Inês Fernandes, professora do Instituto de Psicologia (IP) da USP, e por Raul Araújo, pesquisador associado à University of Liverpool, ambos psicólogos e expositores do encontro.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo/integrantes" class="external-link">Fernandes</a>, os pedidos de intervenção militar decorrem do medo causado pela sensação de esfacelamento institucional: "Esse medo faz com que as pessoas peçam algo forte. Elas procuram na mente o que representa o fortalecimento institucional e encontram os militares."</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/raul-augusto-souza-araujo" class="external-link">Araújo</a>, por sua vez, destacou que os mecanismos encobridores da memória tiveram início já no período da ditadura. Segundo o psicólogo, houve um trabalho sistemático e planejado de apagamento e destituição da memória. "A tortura no Brasil foi mais um recurso para impor o silêncio de opositores e criar clima de desconfiança entre pessoas que para obter informações."</p>
<p><strong>SEMINÁRIO</strong></p>
<p>O seminário propôs uma reflexão sobre a formação da subjetividade, dos laços de pertencimento e da memória no "tempo da agressão". Segundo Matos, que é coordenadora do grupo, trata-se de um tempo acelerado, marcado pelo excesso de informações, pela saturação mnemônica e pelos fenômenos de obsessão e eclipse das origens, que estão por trás da transmissão do conhecimento, das experiências e dos laços filiais.</p>
<p>O evento aconteceu na Sala de Eventos do IEA e contou com exposições de Fernandes, que abordou os efeitos do choque de geração entre pais e filhos nos processos de filiação e de construção da identidade; de Araújo, que se concentrou nos instrumentos de reparação, reconciliação, acesso à informação e restituição política de vítimas de crimes cometidos pelo Estado, particularmente na Justiça de Transição; além de Starling.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Humanidades e Mundo Contemporâneo</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-17T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-da-fisica-e-o-tempo-das-ciencias-sociais">
    <title>O tempo na física e o tempo vivido</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-da-fisica-e-o-tempo-das-ciencias-sociais</link>
    <description>Discussão final do Workshop de Física da Fase Nagoya da International Academia ocorreu no dias 9 de março, com a participação dos expositores, outros conferencistas, pesquisadores participantes do projeto e integrantes da coordenação do projeto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>O TEMPO NA RELATIVIDADE</strong></p>
<p><strong>Conferência de Naoshi Sugiyama — 9 de março de 2016</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo" class="external-link">A relatividade do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Duas questões dominaram a discussão final do Workshop de Física da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Fase Nagoya da International Academia</a> no dia 9 de março:  a diferença entre a concepção do tempo na física e a percepção do tempo pelos organismos vivos; os aspectos invariáveis do tempo na relatividade.</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliezer-rabinovici-3" alt="Eliezer Rabinovici" class="image-inline" title="Eliezer Rabinovici" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; "><strong>Eliezer Rabinovici</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o físico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a>, da Universidade Hebraica de Jerusalém e integrante do Comitê Sênior do projeto, quem fala a linguagem físico-matemática vê com clareza o que significa adicionar o tempo como dimensão extra e as implicações de haver quatro dimensões. "A dimensão do tempo possui características diferentes, mas pode ser chamada de dimensão, que é um termo matemático. Mas se se torna confuso falar de quarta dimensão na linguagem comum, então é melhor não usar a expressão.”</p>
<p>O fisico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/naoshi-sugiyama">Naoshi Sugiyama</a>, diretor associado do Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, comentou que dimensões são números necessários para especificar a existência de algo. Como analogia para as quatro dimensões do espaço-tempo, disse que se alguém precisa dizer a um amigo como encontrá-lo, dirá o endereço do edifício, o andar e quando estará lá.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoshi-sugiyama-1" alt="Naoshi Sugiyama" class="image-inline" title="Naoshi Sugiyama" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoshi Sugiyama</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sobre a discussão a respeito da percepção do tempo e o tempo na física, o físico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, pesquisador do Institute for Advanced Study, de Princeton, do qual foi diretor, disse que é<span> confuso relacionar a experiência diária com o que acontece além dela: "Não podemos, como seres humanos, ter a experiência da Relatividade Especial, pois não podemos viajar à velocidade da luz".</span></p>
<p><span>Outro erro, segundo ele, é dizer que </span><span>algo existe independente do observador. "Na estrutura de pensamento newtoniana o espaço era considerado uniforme e o tempo também. Não é possível colocar nessa estrutura a relatividade. O que existe em determinado tempo? A resposta a isso depende do observador".</span></p>
<p>O químico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/hisanori-shinohara">Hisanori Shinohara</a>, diretor do IAR, lembrou que a 2º Lei da Termodinâmica prevê o aumento da entropia num sistema isolado e perguntou se o tempo ainda fará sentido quando a entropia do Universo como um todo cessar de aumentar, com ele atingindo um perfeito estado de equilíbrio e, consequentemente, morrendo.</p>
<p>Em resposta, Sugiyama, afirmou que não se pode prever a temperatura e o tempo do Universo se pensamos num futuro infinito. Além disso, "s<span>e houver energia escura, o Universo expandirá para sempre e nesse sentido nunca chegará a um final". Por outro lado, "se não houver energia escura e o Universo for achatado, ele vai parar de se expandir em algum momento, mas isso será num futuro infinito".</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/hisanori-shinohara-1" alt="Hisanori Shinohara" class="image-inline" title="Hisanori Shinohara" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Hisanori Shinohara</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Rabinovici também comentou a questão apresentada por Shinohara. Ele disse que, de fato, a entropia aumenta permanentemente, mas isso depende do sistema analisado.  Segundo ele, até mesmo no Universo deve-se considerar a existência de longos período de aumento da entropia e outros de diminuição: "E num tempo muito, muito distante, o Universo voltará a ser o que já foi. Mas costumo dizer aos jovens estudantes que esse tipo de questão é muito profunda e é melhor deixá-la de lado por enquanto e nos concentrarmos em questões mais simples".</span></p>
<p>Sugiyama disse que há uma analogia famosa sobre o retorno do Universo a uma condição anterior: "Um macaco bate em teclas de uma máquina de escrever. Se ele fizer isso por muito, muito tempo, dará origem a Shakespeatre, por mero acaso".</p>
<p><span>O antropólogo Naoki Nomura, da Universidade de Nagoya, também participou da discussão. Em sua opinião, a ideia de relatividade não pertence apenas à física, sendo também uma questão da epistemologia. Ele questionou inclusive a coerência da Teoria da Relatividade: "Quando ela prevê apenas uma natureza para o tempo deixa de ser relativa e torna-se contraditória". </span></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoki-nomura-1" alt="Naoki Nomura" class="image-inline" title="Naoki Nomura" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoki Nomura</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao responder aos comentários de Nomura, Rabinovici disse que um dos perigos daquele tipo de workshop "é o uso das palavras, pois elas significam coisas diferentes para cada pessoa". <span>Acrescentou que o termo relatividade foi incorporado ao nome da teoria erroneamente: "Ela não é uma teoria da relatividade, é uma teoria da invariância. Busca-se o que não é relativo e se encontra. Nesse processo, descobre-se que muitas coisas que se pensava fossem invariáveis não o são. Toma-se como certo que algumas coisas são absolutas, como Newton pensou, e elas não são, são relativas. Mas nem tudo é relativo. A ordem no tempo, que uma coisa deve acontecer depois de outra, isso não se negocia. Se duas coisas são simultâneas ao se medir ou não o tempo, isso é negociável, isso depende de certos fatores".</span></p>
<p><span>Goddard também comentou a afirmação de Nomura: "A experiência pessoal do tempo é uma coisa e o tempo na física é outra. A Teoria da Relatividade é consistente e não tem nada a ver com a experiência subjetiva. É muito importante manter essas coisas separadas”.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-goddard" alt="Peter Goddard" class="image-inline" title="Peter Goddard" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; ">Peter Goddard</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA e integrante do Comitê Sênior do projeto, quis saber se Goddard considera impossível relacionar o tempo na forma como ele é pensando na física com a maneira como ele é visto pelas ciências sociais e humanidades.</p>
<p><span> </span></p>
<p>Goddard disse que não julga isso impossível, mas que é preciso ser cuidadoso com as palavras, como disse Rabinovici. Em sua opinião, as confusões no uso de termos de uma área em outra são em parte culpa dos físicos, que "gostam de utilizar linguagem figurada, pois metáforas podem ser bastante produtivas ao se fazer ciência".</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/valtteri-arstila">Vatterli Arstila</a>, da Universidade de Turku, quis saber a opinião de Goddard sobre comentário em <a href="https://einstein.stanford.edu/SPACETIME/spacetime2.html">texto</a> a respeito do espaço-tempo publicado no site da Universidade Stanford. De acordo com o texto, a Teoria da Relatividade Geral torna o espaço-tempo menos relativo do que previsto na Relatividade Especial:  “O espaço e tempo absolutos de Newton são mantidos. Eles são meramente amalgamados e enriquecidos com o esqueleto matemático mais flexível”.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/valtteri-arstila" alt="Valtteri Arstila" class="image-inline" title="Valtteri Arstila" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; ">Vatterli Arstila</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goddard não concordou com essa afirmação presente no texto de Stanford. Para ele, o tempo não deixa de ser relativo na Teoria da Relatividade Geral pelo fato de haver uma "simetria entre massa e geometria do espaço-tempo, por Einstein conceber o espaço-tempo intensamente relacionado com a matéria".</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-30T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica">
    <title>Matthew Kleban discute a flecha do tempo e a evolução do Universo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica</link>
    <description>O físico teórico Matthew Kleban foi o primeiro conferencista do eixo tempo Tempo da Intercontinental Academia, no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/matthew-kleban/@@images/1b7871bb-5778-4a1c-b855-03c3f83f8566.jpeg" alt="Matthew Kleban" class="image-inline" title="Matthew Kleban" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico teórico Matthew Kleban, da New York University</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira conferência da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a> <span>sobre o eixo temático Tempo, no dia 21, discutiu o que se sabe da história e do possível futuro do Universo e o conceito de "flecha do tempo", que prevê apenas uma direção para o transcorrer do tempo, considerando que o passado e o futuro são diferentes, concepção intimamente ligada à cosmologia.</span></p>
<p><span>O conferencista foi o físico teórico </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/matthew-kleban">Matthew Kleban</a><span>, da New York University, Estados Unidos, que se dedica ao estudo da teoria das cordas e à história do início do Universo.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA<br /><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Matthew Kleban</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-matthew-kleban" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica" class="external-link">As tentativas da física de contruir o tempo</a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
<strong><i></i></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Ele comentou que, ao contrário do suposto na flecha do tempo, há leis físicas que preveem uma dupla direção, com uma simetria entre passado e futuro, mas ressaltou que essa ideia ainda é muito confusa para os físicos.</span></p>
<p><strong><span>Entropia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Segundo ele, se isso for correto, a diferença entre passado e futuro deve estar relacionada "a um aspecto 'ambiental', um acidente da história, como a diferença entre as Américas do Norte e do Sul, mas universal, aplicável em qualquer lugar e em qualquer momento".</span></p>
<p><span>Quando a entropia ('desordem') é pequena ela tende a aumentar e a direção do seu crescimento define o futuro, disse Kleban. Dessa forma a entropia, que era muito pequena no início do Universo, é o fator "ambiental" para a diferença entre o passado e o futuro. "Todavia, nada impede que a flecha do tempo tenha um movimento reverso em razão de algum outro aspecto 'ambiental'".</span></p>
<p><strong><span>Cosmologia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Ao falar da cosmologia, ele primeiro definiu o que é essa ciência: "O ramo da astrofísica que estuda a estrutura do Universo nas maiores escalas acessíveis; isso inclui o estudo do nascimento, da morte (ou do futuro) e da evolução do Universo ao longo do tempo".</span></p>
<p><span>Entretanto, como o Universo tem 14 bilhões de anos, só podemos ver uma parte dele, ainda que vastíssima, correspondente à distância percorrida pela luz nesses 14 bilhões de anos, comentou. "Ao observar o passado, vemos que o Universo era mais quente e opaco há 14 bilhões de anos, por isso não podemos ver (ao menos diretamente) seu nascimento".</span></p>
<p><span>Na sequência de sua apresentação, Kleban tratou do conteúdo atual do Universo. Disse que existem cerca de 100 bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas; na Via Láctea, há em torno de 300 bilhões de estrelas e seu centro é ocupado por um gigantesco buraco negro, chamado Sagittarius A*, com massa equivalente a 4 milhões de sóis, mas com raio (previsto em teoria) de apenas 17 vezes o tamanho do Sol. O sistema solar também orbita o centro da galáxia, mas sua orbita dura 200 milhões de anos.</span></p>
<p><strong><span>A Lei de Hubble</span></strong><span></span></p>
<p><span>Esse painel sobre as galáxias no Universo foi utilizado por Kleban para introduzir seus comentários sobre a expansão do Universo. O personagem central no caso foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1989-1953), que nos anos 20 possuía um telescópio capaz de observar cerca de 50 galáxias (o Telescópio Hubble, em órbita na Terra há 25 anos, permite observar 10 mil galáxias ao apontar para uma fração de 10 milionésimos do céu).</span></p>
<p><span>Kleban explicou que Hubble notou algo estranho nas galáxias: quanto mais longe uma galáxia estava, mais rápido ela se afastava da Terra. Essa observação levou à chamada Lei de Hubble: v = Hd, onde H é uma constante com unidades 1/tempo. Com essa lei foi possível calcular quando todo o conteúdo do Universo estava junto: há 14 bilhões de anos.</span></p>
<p><span>Em seguida, Kleban inverteu a flecha do tempo, como se a história do Universo caminhasse para trás, desde quando as galáxias eram apenas gás, passando pelo aquecimento cada vez maior, a opacidade, a nucleossíntese de prótons e nêutrons de hélio e lítio, a inflação (quando o volume do Universo cresceu de forma extraordinária em uma fração ínfima de segundo), até chegar à chamada singularidade, "onde até mesmo a simples especulação desmorona".</span></p>
<p><span>Ele ressaltou que cada uma dessas fases do Universo produziu enorme entropia e que mesmo atualmente ela está crescendo. "A vida pode ser vista como um processo que acelera a produção de entropia, assim como estrelas e buracos negros fazem isso ainda mais."</span></p>
<p><span>As observações de Hubble sobre a expansão do Universo criaram um profunda e estranha ideia: algo como se a Terra fosse o centro do qual tudo se afasta, uma espécie de retomada do geocentrismo de Ptolomeu.</span></p>
<p><strong><span>Relatividade</span></strong><span></span></p>
<p><span>Kleban explicou que em 1916, dez anos antes das observações de Hubble, Albert Einstein (1879-1955) criara a teoria da relatividade geral, uma sequência da teoria especial da relatividade (1905), que unificara tempo e espaço (e energia e momento). "Na teoria da relatividade de Einstein, o tempo é relativo, transcorre mais devagar para um objeto se movendo em alta velocidade ou imerso num campo gravitacional. Mas mesmo na relatividade o tempo não transcorre de forma inversa".</span></p>
<p><span>Segundo Kleban, a relatividade geral é uma teoria da gravidade e também uma reformulação radical da natureza do espaço e do tempo, que se tornam intimamente conectados e dinâmicos. Assim, a aparente força da gravidade deixa de ser uma força comum, tornando-se algo como uma "pseudoforça" ou "força fictícia".</span></p>
<p><span>Após detalhar algumas implicações disso, inclusive a curvatura do espaço-tempo, Kleban explicou porque a Lei de Hubble funciona: "É por que o Universo está se expandindo, e isso apresenta implicações para o passado e o futuro."</span></p>
<p><span>No caso do futuro, alguns acreditam que a expansão continuará infinitamente, com a velocidade diminuindo gradativamente, mas sem parar. Nessa hipótese, explicou o conferencista, as estrelas acabariam por queimar todo seu combustível e o Universo se tornaria frio e morto, mas isso provavelmente não seria o fim, que ocorreria mais tarde.</span></p>
<p><span>Outros pesquisadores pensam que a expansão atingirá um nível máximo e depois o Universo se contrairá. Após um tempo finito, a densidade será infinita, numa singularidade que é chamada de Big Crunch (grande esmagamento).</span></p>
<p><span>Há também quem considere a possibilidade de uma situação limítrofe entre as duas hipóteses.</span></p>
<p><span>No entanto, explicou Kleban, há duas surpresas relacionadas a essas hipóteses: a primeira é que nos últimos bilhões de anos a expansão do universo tem se acelerado, devido à energia escura. A segunda é que a velocidade dessa expansão parece estar muito próxima da velocidade da situação limítrofe. Isso significa, segundo Kleban, que o Universo continuará a se expandir para sempre, mas sem atingir zero grau nem uma verdadeira morte quente.</span></p>
<p><strong><span>Multiverso</span></strong><span></span></p>
<p><span>E quanto ao início de tudo, o Big Bang? Kleban disse que "algumas adições bem-intencionadas às leis físicas podem afetar dramaticamente a natureza do Big Bang e remover a singularidade, sem alterar nenhum experimento realizado na Terra".</span></p>
<p><span>Um de seus maiores interesses é o chamado "multiverso" da teoria das cordas. "Na teoria das cordas, o Big Bang não foi uma singularidade nem o início do tempo. Foi o nascimento de uma 'bolha' de uma nova 'fase'". O multiverso comportaria o surgimento de inúmeras bolhas.</span></p>
<p><span>Com a teoria das cordas, é possível entender o que havia antes do Big Bang e o que existe "fora do Universo" (na verdade, fora da bolha visível onde a parte observável está inserida), de acordo com Kleban. Entretanto, ele ressalvou que a teoria não funciona em Big Crunches (devido à flecha do tempo, na verdade) por ela previstos. "A teoria também não funciona em situações de baixa entropia."</span></p>
<p><span>Concluindo, Kleban disse que para ele a ideia mais atraente é a de um Universo em média sem tempo, com quase todo o tempo em equilíbrio com uma entropia quase máxima, havendo raras flutuações da entropia para baixo, o que produz uma flecha do tempo local. No entanto, "essa ideia parece não funcionar, mas predizer milagres".</span></p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Sedini/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-23T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc">
    <title>Jovem pesquisador da Intercontinental Academia é eleito membro da ABC</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helder-nakaya-1" alt="Helder Nakaya - Perfil" class="image-left" title="Helder Nakaya - Perfil" /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, um dos 13 jovens pesquisadores da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">Intercontinental Academia</a> (ICA), foi eleito membro afiliado da <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=1&amp;recalcul=oui">Academia Brasileira de Ciências</a>. A categoria, criada em 2007, reúne pesquisadores de excelência com menos de 40 anos para mandatos de cinco anos de duração. <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8255">Os escolhidos</a> são jovens que atuam em “áreas de fronteira e têm demonstrado, por seus trabalhos, um grande potencial científico”. Nakaya integrará, <span>até 2020,</span> o grupo da região de São Paulo ao lado de mais quatro pesquisadores.</p>
<p>Bacharel em ciências biológicas e com doutorado em bioquímica e biologia molecular, ambos pela USP, Nakaya fez pós-doutorado de 2008 a 2011 na Emory University, em Atlanta (EUA), onde pesquisou o mecanismo de atuação de vacinas em células do sistema imune com técnicas em larga escala. Após a conclusão, tornou-se professor assistente do Departamento de Patologia da Emory University, utilizando a biologia de sistemas para prever e entender a resposta imune a diferentes vacinas. Dois anos depois, foi contratado como docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas do Instituto de Ciências Farmacêuticas da USP.</p>
<p>Em 2014, Nakaya foi um dos escolhidos para participar da primeira edição da Intercontinental Academia, que tem como tema o 'tempo'. Realizada de 19 a 29 de abril de 2015 em São Paulo e de 6 a 18 de março de 2016 em Nagoya, no Japão, a ICA é uma iniciativa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study), que reúne 36 institutos de estudos avançados baseados em universidades de todos os continentes. Esta edição foi organizada pelo IEA-USP e pelo Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Nagoya. Em março de 2017, os jovens se reunirão novamente em São Paulo para concluir um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo, principal produto da ICA.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-06T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/intercontinental-academia-17-de-abril-de-2015">
    <title>Intercontinental Academia: Abertura - 17 de abril de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/intercontinental-academia-17-de-abril-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T21:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia lança documentário da fase Nagoya da edição sobre o 'tempo'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya lança vídeo da fase japonesa da primeira edição da Intercontinental Academia, realizada em parceria com o IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/nagoya/nagoya"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia-sobre-o-tempo" style="float: right; " title="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" class="image-inline" alt="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" /></a>O <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/nagoya">documentário da fase Nagoya</a> da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> foi publicado recentemente no site do projeto.</p>
<p>As fases de imersão dos 13 jovens pesquisadores participantes aconteceram em abril de 2015, no IEA, e em maio de 2016, no <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada</a> (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, quando se pesquisou o tema "tempo" sob diversas perspectivas da ciência. O <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/videos/intercontinental-academnia-first-phase-documentary">documentário da fase São Paulo</a> também está disponível no site. Ainda será lançado um terceiro filme que compila as duas edições.</p>
<p>Com 12 minutos de duração, o vídeo de Nagoya apresenta depoimentos da maioria dos jovens pesquisadores sobre a importância do diálogo interdisciplinar a respeito dos conceitos de "tempo". Eles também falam da produção de um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo como produto final da iniciativa. Os outros depoimentos são de Hisanori Shinohara, diretor do IAR, e Martin Grossmann, diretor do IEA quando da fase São Paulo do projeto, ambos integrantes do Comitê Sênior dessa primeira edição do projeto.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
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<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/terceira-edicao-da-intercontinental-academia-tera-representante-do-iea" class="external-link">3ª Edição da Intercontinental Academia terá pesquisadora indicada pelo IEA</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i> <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></p>
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</tbody>
</table>
<p><strong>Edições</strong></p>
<p>A Intercontinental Academia é uma iniciativa da rede de <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Institutos de Estudos Avançados Baseados em Universidades</a> (Ubias, na sigla em inglês). A parceria entre o IEA e o IAR para a inauguração do projeto teve patrocínio do Itaú Cultural e apoio de cinco instituições: Fapesp, CNPq, Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg (Alemanha), Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda (Japão) e Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (Alemanha). A edição também contou com a Coursera (onde o Mooc sobre o tempo estará disponível em breve) como parceira.</p>
<p>Atualmente o projeto está nos preparativos finais para o início da terceira edição, cujo tema é "Leis: Rigidez e Dinâmica", com períodos de imersão em março de 2018, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, e em março de 2019, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham, Reino Unido.</p>
<p>A segunda edição teve como tema "Dignidade Humana" e aconteceu em março de 2016, no Instituto de Estudos Avançados de Israel da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, e em agosto do mesmo ano, no Centro de Pesquisa Interdisciplinar da Universidade de Bielefeld, Alemanha.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-01T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo">
    <title>Intercontinental Academia lança curso online sobre o tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo</link>
    <description>Curso online "Off the Clock: The Many Faces of Time", produzido por participantes da primeira Intercontinental Academia, será lançado no dia 14 de abril, na plataforma Coursera.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-ica-e-ubias/@@images/6fedeccc-f587-4c04-ae90-cb8f5378139c.jpeg" alt="Logo ICA e Ubias" class="image-right" title="Logo ICA e Ubias" />O IEA e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/eng/">Instituto de Pesquisa Avançada (IAR)</a> da Universidade de Nagoya lançam no <strong>dia 14 de abril</strong> o curso <i><a class="external-link" href="https://www.coursera.org/learn/offtheclock?utm_campaign=opencourse.qDaZPFzDEeq2MgoCzrWDhw.launch&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=other">Off the Clock: The Many Faces of Time</a></i>, um massive open online course (Mooc) que ficará disponível na plataforma <a class="external-link" href="https://www.coursera.org">Coursera</a>.</p>
<p>O lançamento ocorrerá durante a 6ª Conferência de Diretores da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study)</a>, rede internacional de institutos de estudos avançados vinculados a universidades de todos os continentes. A disponibilização online do curso será possível graças à <a class="external-link" href="https://www.coursera.org/usp">parceria</a> entre a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e a Coursera.</p>
<p>O Mooc é resultante dos debates empreendidos por 13 jovens pesquisadores de várias áreas e diversos países participantes da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia (ICA)</a>, em 2015 e 2016. Organizada pelo IEA e pelo IAR de Nagoya, a edição teve por tema o “Tempo”.</p>
<p>A ICA é um projeto da Ubias no qual dois institutos de estudos avançados de diferentes continentes organizam períodos de imersão em conferências e debates sobre um tema interdisciplinar. A quarta edição será realizada este ano, com o tema “Inteligência e Inteligência Artificial”.</p>
<p><strong>Faces do tempo</strong></p>
<p>O objetivo do curso é apresentar um panorama abrangente das principais formulações sobre o tempo nas ciências, na filosofia e nas artes. As questões discutidas vão do tempo dinâmico ou estático dos pré-socráticos à fenomenologia de Heidegger, da discussão sobre a flecha do tempo em direção ao futuro à inexistência do conceito de tempo na gravidade quântica, do tempo geológico aos ciclos circadianos que controlam o organismo humano.</p>
<p>Durantes os períodos de imersão no IEA (abril de 2015) e no IAR (março de 2016), os participantes da ICA tiveram a oportunidade de participar de dezenas de conferências de pesquisadores seniores sobre a concepção e importância do tempo em antropologia, filosofia, física, neurobiologia, cronobiologia, psicanálise, ciências ambientais e outras áreas.</p>
<p>Para que uma síntese dos debates suscitados por essas conferências e por reuniões de trabalho pudesse atingir um público amplo, os pesquisadores foram encarregados de produzir o Mooc agora disponível na Coursera.</p>
<p>O diretor do IEA à época da ICA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, também integrante do Comitê Sênior do projeto, lembra que a ideia de produção do Mooc partiu do cronobiologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a>, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha, em reunião do Comitê Sênior da primeira ICA no Instituto de Estudos Avançados de Freiburg, Alemanha, em setembro de 2014.</p>
<p>Constituído de 17 aulas em vídeo divididas em quatro módulos, com duração total de 5 horas e meia, o curso foi produzido por seis dos 13 jovens pesquisadores participantes da ICA.</p>
<p>A coordenação de conteúdo foi de <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da <span>Wake Forest University</span>, EUA, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/marius-muller">Marius Müller</a>, da Universidade Federal de Pernambuco, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da Universidade de Turku, Finlândia. Também participaram como criadores e expositores <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/david-gange">David Gange</a>, da Universidade de Birmingham, Reino Unido, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<p>As filmagens do Mooc, sob a direção audiovisual de Priscila Lima, aconteceram em Ubatuba (SP), em março de 2017, na Base de Pesquisa Clarimundo de Jesus do Instituto Oceanográfico (IO) da USP.</p>
<p>Segundo Grossmann, o Mooc atendeu aos objetivos da ICA, uma vez que “as expectativas em relação aos resultados eram bastante amplas e não muito bem definidas”.</p>
<p>Ele considera que o Mooc se tornou ainda mais relevante em função das exigências da atualidade: “A posição dos professores, que ainda atribuem aos Moocs um papel secundário na educação, tende a mudar diante da realidade do ensino online durante a pandemia”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-do-mooc-off-the-clock/image" alt="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" title="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Preparativos para gravação de uma das aulas do Mooc</dd>
</dl>Grossmann afirmou que considerava o formato dos Moocs bastante limitado, por procurarem reproduzir a fórmula da sala de aula, "mas o resultado atingido pelo trabalho dos pesquisadores me surpreendeu.”</p>
<p>Para ele, o Mooc é um curso introdutório interdisciplinar sobre o tempo e, logicamente, influenciado pelo universo cultural e científico dos jovens pesquisadores da ICA. “Não há a ambição de dar conta dos temas de forma mais assertiva.”</p>
<p>Ele considera difícil definir o público do Mooc. Acredita que o curso vai atrair pós-graduandos de diferentes áreas, além de graduandos “inquietos, com necessidade de se aventurar em diferentes campos”.</p>
<p>De acordo com Grossmann, o Mooc também deixa como legado a confirmação de que a Ubias pode trabalhar com iniciativas desse tipo e propor outras similares futuramente.</p>
<p><strong>Experiência dos participantes</strong></p>
<p>Dois dos seis pesquisadores envolvidos na produção do Mooc, Eduardo Almeida e Marius Müller, atuarão como coordenadores pedagógicos do curso na Coursera.</p>
<p>Almeida classifica como “incrível” a experiência de produzir o curso, por ter exigido “a conciliação de visões, conhecimentos e interpretações de áreas tão distintas como literatura, matemática, história, psicologia, biologia, física, bioinformática, artes e filosofia, em uma discussão que fizesse um mínimo de sentido para todos os envolvidos”.</p>
<p>Para Müller, foi um processo<i> </i>difícil, “não apenas em relação ao tema, mas também quanto à interação intercultural”. Apesar das dificuldades, ele considera que o trabalho “foi uma grande aprendizagem e bem gratificante”.</p>
<p>A escolha do tema “Tempo” foi uma vantagem, segundo Almeida, “por ser uma dimensão da existência que perpassa qualquer área do conhecimento e é desafiadora em todas as disciplinas”.</p>
<p>Duas dificuldades se destacaram na execução do trabalho, em sua opinião. Uma delas é o fato de quanto maior a especialização em uma área acadêmica mais difícil a compreensão das perspectivas (base conceitual, aspectos problemáticos, questões teóricas, história) das demais áreas, apesar de “a filosofia às vezes atuar como uma ponte entre algumas dessas ilhas de conhecimento”.</p>
<p>Outra dificuldade são as diferenças entre linguagens de áreas distintas (“mesmo com o inglês como idioma de comunicação”), que “tornam a compreensão dos próprios conceitos muito difícil”. Para ele, isso se dá pela adoção de jargões típicos das disciplinas “e, creio, até mesmo por modos de pensar e argumentar que diferem entre pessoas que representam essas áreas”.</p>
<p>Todos os temas abordados pelo Mooc foram desafiadores, disse. Em seu caso, foram especialmente desafiadores os temas que não integram sua atuação como cientista da área biológica. “A discussão sobre a natureza física do tempo é difícil porque a base matemática ou a própria abstração das teorias são contraintuitivas à primeira vista; a perspectiva do tempo em uma obra de arte segue princípios ainda mais distintos daqueles que tenho como razoáveis para minha perspectiva como cientista.”</p>
<p>Ele relatou que sua participação na ICA e na produção do Mooc causou um misto de curiosidade e ceticismo (“creio que algo enigmático até”) entre seus colegas de departamento, por ser algo diferente da atuação usual dos pesquisadores.</p>
<p>“Fiz um seminário sobre o tema no departamento e vários colegas tiveram curiosidade em saber um pouco mais. Na época, o Mooc ainda não havia sido concluído. Será interessante descobrir se o curso poderá gerar reflexões interessantes nos colegas que o assistirem.”</p>
<p>Almeida afirmou que o Mooc foi sua primeira experiência em divulgação científica numa escala de maior porte, pois sua atividade comum na área se dá por meio de palestras, cursos de extensão e pequenas feiras. Müller também disse já ter feito divulgação científica, “mas a produção de um Mooc foi bem específica e, no total, uma experiência valiosa”.</p>
<p>Segundo Almeida, as discussões entre os participantes da produção do Mooc evidenciaram a sensação de que todos tiveram suas atividades acadêmicas influenciadas pelo trabalho.</p>
<p>Em seu caso, disse que ficou mais cético quanto a algumas certezas e mais atento às perspectivas que disciplinas variadas trazem sobre alguns assuntos. Também acredita ter se tornado mais cuidadoso quanto à comunicação de ideias e à capacidade de falar para um público maior do que seu círculo mais próximo.</p>
<p>Para Müller, a participação na ICA e na produção do Mooc influenciou sua mente acadêmica e “abriu o interesse em trabalhar e atuar em diferentes áreas acadêmicas no futuro”.</p>
<p>A ICA sobre o “Tempo” e a produção do Mooc foram patrocinados pelo Itaú Cultural (no âmbito da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>), com apoio de Fapesp, CNPq, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, Frias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg, Alemanha), Wias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda, Japão) e CAS-LMU (Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-26T21:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
