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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/janine-ministro">
    <title>Renato Janine Ribeiro toma posse como ministro da Educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/janine-ministro</link>
    <description>O professor Renato Janine Ribeiro tomou posse como ministro da Educação no dia 6 de abril, em cerimônia no Palácio do Planalto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-renato-janine-ribeiro-como-ministro-da-educacao" alt="Posse de Renato Janine Ribeiro como ministro da Educação" class="image-inline" title="Posse de Renato Janine Ribeiro como ministro da Educação" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Renato Janine Ribeiro assina o termo de posse como ministro da Educação ao lado da presidente Dilma Rousseff</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 6 de abril, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, ex-conselheiro do IEA e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, tomou posse como ministro da Educação (<i><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9879&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">assista ao discurso de posse</a></i>).</p>
<p>Diversas autoridades e representantes da área educacional do país prestigiaram a posse, comandada pela presidente Dilma Rousseff. O IEA foi representado por seu diretor, Martin Grossmann, e pelo professor visitante Massimo Canevacci, que estiveram também na transmissão do cargo na sede do Ministério da Educação.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Video</p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9879&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">Discurso de posse</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9876&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">Depoimento de Antonio Candido à TV MEC sobre a posse do novo ministro</a></li>
</ul>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao" class="external-link">Renato Janine Ribeiro é o terceiro integrante do IEA a assumir cargo no governo federal em 2015</a>"</li>
</ul>
<p>Entrevista</p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1612643-ministro-quer-universidades-federais-mais-engajadas-no-ensino-basico.shtml">Ministro quer universidades federais engajadas no ensino básico</a>" — entrevista de Renato Janine Ribeiro à "Folha de S.Paulo" (6/4/2015)</li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Experiências inovadoras</strong></p>
<p>Para assessorá-lo no ministério em relação a experiências inovadoras na área da educação, Janine chamou outro membro do IEA, a socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/helena-singer" class="external-link">Helena Singer</a>, integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a>.</p>
<p><span>Em </span><a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1612643-ministro-quer-universidades-federais-mais-engajadas-no-ensino-basico.shtml">entrevista</a><span> ao jornalista Marcelo Leite publicada na edição desta segunda-feira, 6 de abril, no jornal "Folha de S.Paulo", Janine disse que convidou Helena "para alinhavar as experiências educacionais mais inovadoras que estão sendo feitas no Brasil e, a partir disso, abrir espaço para as mudanças de ensino, que não precisam ser já em grande escala". Segundo ele, serão testes, "para ver se funcionam em grande escala ou só em tamanho pequeno".</span></p>
<p><span>Helena é </span>doutora pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, com especialização em sociologia de conflitos pela University of Pennsylvania, Estados Unidos, e pós-doutorado pelo <span style="text-align: justify; ">Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Diversidade da Unicamp. Além de ser membro do Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela, coordenado por Janine, Helena era até o momento diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz. Foi também membro fundadora do Instituto de Educação Democrática Politeia e do Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública da USP. É autora de "República de Crianças: Sobre Experiências Escolares de Resistência" (2010) e "Discursos Desconcertados" (2003), entre outros livros e artigos sobre educação e direitos humanos publicados no Brasil e no exterior.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Roberto Stucker Filho/PR</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-06T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao">
    <title>Renato Janine Ribeiro é o terceiro integrante do IEA a assumir cargo no governo federal em 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao</link>
    <description>Renato Janine Ribeiro foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a pasta da Educação. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/modernidades-multiplas-e-as-metamorfoses-da-etica-do-trabalho-tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-04-de-agosto-de-2014/renato-janine-ribeiro-2/@@images/12980a00-171f-4b93-ae73-d77f874a5e7a.jpeg" alt="Renato Janine Ribeiro" class="image-inline" title="Renato Janine Ribeiro" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O filósofo Renato Janine Ribeiro,<br />novo ministro da Educação</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a escolha da presidente Dilma Rousseff do filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a> para ser o novo ministro da Educação, já são três os ex-integrantes do Conselho Deliberativo do IEA a assumirem cargos no governo federal neste início de 2015.</p>
<p>Os outros dois são o bioquímico Hernan Chaimovich, ex-vice diretor do Instituto, que assumiu a presidência do CNPq em fevereiro, e o zoólogo Carlos Roberto Ferreira Brandão, que era vice-diretor do IEA até janeiro, quando foi escolhido pelo ministro da Cultura para presidir o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).</p>
<p>Janine continua vinculado ao Instituto como coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-anteriores/o-futuro-nos-interpela" class="internal-link">Grupo de Pesquisa O Futuro Nos Interpela</a> do IEA e membro do Comitê Científico da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia" class="external-link">Intercontinental Academia</a>, projeto do IEA e do Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya, Japão, que acontecerá de 17 a 29 de abril.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias sobre algumas das principais atividades do IEA com organização, coordenação ou participação de Renato Janine Ribeiro</strong></p>
<p><strong><i>Laboratório Sociedades Contemporâneas</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua">As manifestações nas ruas em debate</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/movimento-de-movimentos?searchterm=manifesta%C3%A7%C3%B5es">Os significados e as consequências de um movimento de movimentos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pensando-o-pais-diante-do-fracasso-na-copa-do-mundo">Pensando o Brasil depois do fracasso na Copa do Mundo</a></li>
</ul>
<p><strong><i><span>Ciclo Tardes Cariocas:</span><br /><span>A USP Ouve o Rio de Janeiro</span></i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-universidades-brasileiras-entre-o-tradicionalismo-e-a-vanguarda">As universidades brasileiras entre o tradicionalismo e a vanguarda</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/etica-no-trabalho">Alberto Cardoso analisa as metamorfoses da étida do trabalho no Brasil</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seguranca-publica">Em busca de uma nova polícia, democrática e comprometida com a cidadania</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/familia-e-justica">Quando a privacidade da família chega à justiça</a></li>
</ul>
<p><strong><i>Internacional</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copy_of_democraciabrasilindia.html">Encontro internacional discute a democracia na Índia e no Brasil</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/siria">A postura ética diante dos acontecimentos na Síria</a></li>
</ul>
<p><strong><i>USP</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/debate-reune-autores-do-manifesto-a-usp-precisa-mudar">Debate reúne autores de manifesto “A USP precisa mudar”</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/processo-eleitoral-usp">Duas propostas de alteração do processo eleitoral da USP</a></li>
</ul>
<p><i><strong>Cultura digital</strong></i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-do-amor-na-era-das-tecnologias-do-futuro">O futuro do amor na era das tecnologias do futuro</a></li>
</ul>
<p><strong><i>Arte</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-multiplas-facetas-da-arte-performativa-de-marina-abramovic">As múltiplas facetas da arte performática de Marina Abramovic</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>O novo ministro</strong></p>
<p>A indicação de Janine para titular da pasta de Educação foi elogiada por representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)<strong>, </strong>da ONG Todos pela Educação e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.</p>
<p>Também manifestaram apoio à decisão da presidente, entre outros, a diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, o sociólogo Simon Schwartzman, especialista em educação, e o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan.</p>
<p><span>Agopyan disse ao portal G1 que "a USP se sente honrada pela indicação do professor Renato Janine Ribeiro como novo ministro da Educação; estamos certos que ele contribuirá, com sua formação e experiência ilibadas, para a melhoria da educação em nosso país"</span></p>
<p><span> </span>Janine, que tomará posse no ministério no dia 6 de abril, é professor titular de ética e filosofia política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde orienta pós-graduandos, <span>professor na Casa do Saber e membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp e do Conselho Consultivo do Centro de Arte Contemporânea Inhotim.</span></p>
<p><span>Janine graduou-se em filosofia na FFLCH, fez o mestrado na Université Paris 1 Pantheon Sorbonne e o doutorado também na FFLCH. Realizou pesquisa de pós-doutorado na British Library, Reino Unido, e foi professor visitante da Columbia University, Estados Unidos. Suas pesquisas estão relacionadas com os temas: Thomas Hobbes, filosofia, democracia, política, teoria política, filosofia política, republicanismo, universidade, Brasil e Inglaterra.</span></p>
<p>Dois de seus nove livros são "A sociedade contra o Social: O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (2000) e "A Universidade e a Vida Atual — Fellini Não Via Filmes" (2003). Organizou 18 livros e escreveu 78 capítulos de livros, 81 artigos publicados em periódicos especializados. Janine contribui regularmente com jornais e revistas brasileiros, sendo colaborador semanal do jornal "Valor Econômico ".</p>
<p>Janine foi conselheiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (1993-1997) e da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC) (1997-1999), do qual também foi secretário (1999-2001). Como diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) (2004-2008), Janine coordenou as avaliações trienais de mais de 2.500 cursos de mestrado e doutorado no Brasil em 2004 e em 2007.</p>
<p>Na USP, além de conselheiro do IEA (2011-2014), foi membro da  Comissão de Ética (2010-2012), representante dos professores titulares no Conselho Universitário (2009-2011) e presidente da Comissão de Cooperação Internacional da USP (1991-1994).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-28T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reitores">
    <title>Reitores debatem as mudanças e novas atribuições das universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reitores</link>
    <description>Debate com vários dirigentes e ex-dirigentes de universidades no dia 24 de abril fez parte do Eito Temático Universidade da Intercontinental Academia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/materia-reitores/@@images/46a365b1-7900-4535-a668-c53330f41421.jpeg" alt="O Futuro das Universidades" class="image-inline" title="O Futuro das Universidades" /><br /><span></span></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Reitores e ex-reitores de várias universidades<br />durante o debate na Intercontinental Academia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As universidades do futuro serão variadas em suas ênfases de atuação, com algumas mais dedicadas ao ensino e outras à pesquisa. A interdisciplinaridade será o paradigma de ensino e pesquisa. Os professores não serão transmissores de conhecimento, mas tutores a orientar os estudantes no aprendizado. O uso das tecnologias de informação e comunicação será intenso. Haverá maior dedicação aos inúmeros problemas enfrentados pela sociedade.</p>
<p>Esse panorama prospectivo sintetiza o debate <i>O Futuro das Universidades</i>, realizado no dia 24 de abril como parte da programação do eixo temático Universidade da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia ICA)</a><span>.</span></p>
<p>Os expositores foram: <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/john-heath">John Heath</a><span>, pró-reitor de Patrimônio e Infraestrutura da University of Birmingham, Reino Unido; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a><span>, ex-reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/klaus-capelle">Klaus Capelle</a><span>, reitor da UFABC; </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carlos-vogt">Carlos Vogt</a><span>, presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp); e </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/marco-antonio-zago">Marco Antônio Zago</a><span>, reitor da USP.</span></p>
<p>Os debatedores do encontro foram Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/marcelo-knobel">Marcelo Knobel</a><span>, do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp). A moderação foi da jornalista </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/sabine-righetti">Sabine Righetti</a><span>, especializada em política científica e tecnológica e jornalismo científico.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>O Futuro das Universidades</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/the-future-of-the-universities" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/eixo-universidades" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidade-do-futuro-e-tema-de-conferencia-com-ministro-da-educacao" class="external-link">Ensino superior deve se preocupar em aguçar mentes, diz ministro da Educação</a>"</span></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade<br /><br /></a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Exposições</strong></p>
<p>Para John Heath, as tecnologias digitais, já acessíveis a parte considerável da população mundial, terão cada vez mais impacto nas formas de aprendizagem, possibilitando uma educação 24/7 (24 horas, sete dias por semana), além de afetarem significativamente a maneira de fazer pesquisa.</p>
<p>Ele informou que Birmingham já ministra aulas online com interação de alunos do Reino Unido, Estados Unidos, Hong Kong e Canadá, “numa experiência que os alunos consideram transformadora”.</p>
<p>A internacionalização do ensino, em seu entender, não levará a uma espécie de colonialismo educacional. Ao contrário, julga que a globalização acaba por reforçar a importância da diversidade e valorizar a cultura de cada local.</p>
<p>Para Naomar de Almeida Filho, deve-se pensar em futuros possíveis para as universidades, pois ele não acredita em um modelo único para elas.</p>
<p>Em sua opinião, o contexto político, econômico e social da atualidade leva à necessidade de eleger a centralidade do conhecimento como o principal ativo da sociedade.</p>
<p>Para ele, a contemporaneidade implica em aspectos epistemológicos, com o tempo sendo projetado para o futuro. “Passa-se a viver num ‘tempo-espaço líquido’ [baseado no conceito de “vida líquida”, precária e repleta de incertezas, do sociólogo Zygmunt Baumann], com enorme diversidade, a qual também causa fricções.”</p>
<p>Diante disso, ele ressaltou a pertinência atual do pensamento do filósofo Edgar Morin, para quem “a educação é a ‘força do futuro’, porque constitui um dos instrumentos mais poderosos para realizar a mudança”.</p>
<p>A exemplo do trivium e do quadrivium (conjunto de disciplinas) que definiam a educação na Idade Média, ele relaciona cinco características que considera fundamentais para a educação contemporânea: a comunicação (habilidade em utilizar as línguas francas); conectividade; capacitação para a interpretação; ensino/aprendizagem; e escuta.</p>
<p>Almeida Filho disse que é fundamental que a universidade seja descolonizada e seja recriada como vetor efetivo capaz de produzir transformação na região em que está inserida.</p>
<p>Ele considera que a desigualdade no Brasil é alimentada pela perversão da educação. “Dada a característica de taxação regressiva do sistema tributário, o Estado é financiado por quem tem menos benefícios. Assim, uma minoria privilegiada é subvencionada no ensino fundamental e médio e consegue ingressar nas instituições públicas de ensino superior, que são as de melhor qualidade.”</p>
<p>Quanto aos menos privilegiados, “se conseguem superar as dificuldades, quando vão estudar no ensino superior, têm de pagar”.  Ele reconhece que há vários mecanismos para facilitar o acesso dos jovens mais pobres à universidade, como o Prouni, o Fies e cotas, “no entanto, não se muda a estrutura do sistema”.</p>
<p>Assim como Almeida Filho, Luiz Bevilacqua destacou a complexidade das transformações pelas quais a sociedade passa. Ele chamou o período atual como uma época de “choque cultural” e fez uma analogia com o surf: “Uma onda na praia é, tecnicamente, uma onda de choque e nela não convém tentar nadar; é preciso ter um instrumento (a prancha) para surfá-la”.</p>
<p>Para ele, “a universidade no modelo atual está acabada, não tem mais chance de prosperar, e não há muito tempo para tomar as decisões adequadas”.</p>
<p>Bevilacqua também não acredita em um modelo único, mas sim em alguns princípios norteadores das transformações: a universidade deve ser sobretudo um lugar onde o aprender prevaleça diante do ensinar; a pesquisa deve ser feita para o avanço do conhecimento, não para o enriquecimento do currículo dos pesquisadores, invertendo-se assim o modelo atual, que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade; a interdisciplinaridade deve ser vista não como causa, mas como consequência da convergência de disciplinas.</p>
<p>Klaus Capelle, preferiu falar do futuro partindo da história das universidades, relacionando as atribuições que foram conferidas a ela no decorrer do tempo.</p>
<p>Ele lembrou que as raízes da universidade estão nas academias dos filósofos da antiguidade grega, passando pelas instituições controladas pela Igreja na Idade Média. Essas instituições dedicavam-se exclusivamente ao ensino. “A mudança significativa aconteceu há pouco mais de 200 anos, quando Alexander Von Humboldt, na Alemanha, propôs o modelo de universidade autônoma e com a incorporação da pesquisa.”</p>
<p>Capelle identificou a década de 70 como o período em que a manutenção da universidade pública passou a ser tão elevada que seus integrantes passaram a ter dificuldade para “justificar a existência delas perante a opinião pública ‘apenas’ com os benefícios resultantes do ensino e da pesquisa”. E foi assim, segundo ele, que há cerca de 10 anos fortaleceu-se o tripé de ação das universidades: ensino, pesquisa e extensão.</p>
<p>“No entanto, na atualidade, a sociedade cobra da universidade não só a dedicação ao ensino, pesquisa e extensão, mas também a uma série de outras finalidades, como a inclusão social, inovação tecnológica, empreendedorismo, internacionalização, educação a distância e sustentabilidade.”</p>
<p>Para Capelle, exige-se demais da universidade e há tempo de menos para realizar o solicitado. Mas ele acredita que a universidade manterá sua resiliência perante as novas demandas, graças ao desenvolvimento tecnológico e às transformações nas formas de organização do conhecimento.</p>
<p>No futuro, ele prevê algumas das mudanças que foram unanimidade no debate: o uso massivo de tecnologias de comunicação e informação, a interdisciplinaridade como um paradigma sólido (“sem eliminar a disciplinaridade”) e a especialização das instituições, pois nem todas as universidades poderão fazer de tudo.</p>
<p>Carlos Vogt disse que sociedade passou de uma cultura clássica de formação para outra de informação e constante transformação. “Mesmo que ainda não se dê conta, a universidade já está vivendo o futuro, o processo de permanente transformação”. Esse processo baseia-se, segundo ele, na “prancha” (mencionada antes por Bevilacqua) das tecnologias de informação e comunicação.</p>
<p>Ele mencionou as principais características da Univesp como exemplo do uso das novas tecnologias, que permitem que seus 3.500 ingressantes anuais façam um dos dois cursos de engenharia (produção e computação) ou uma das quatro licenciaturas (matemática, física, química e biologia) para a formação de professores de ensino médio.</p>
<p>Ao completar dois anos de curso, os alunos de Univesp já recebem um certificado de ensino superior. Se quiserem o diploma de engenheiro, devem cursar mais três anos; se desejarem fazer uma licenciatura, mais dois anos.</p>
<p>Como exemplo do uso da tecnologia para a formação dos alunos, Vogt citou o canal dedicado Univesp TV e o canal no YouTube, que já teve 30 milhões de acessos aos vídeos da instituição, segundo ele.</p>
<p>Retomando comentário feito por Capelle sobre a história das universidades, Marco Antonio Zago disse que antes a universidade era apenas a depositária do conhecimento, mas no entreguerras do século 20 consolidou-se o modelo proposto por Humboldt, com ensino e pesquisa.</p>
<p>Para Zago, continuam válidas as missões da universidade definidas pelo filósofo espanhol Ortega y Gasset (1885-1955) e pelo pensador alemão Karl Jaspers (1983-1969).</p>
<p>Ele citou o comentário feito por Ortega y Gasset no ensaio “Misión de la Universidad”, de 1929, sobre as finalidades da instituição: “Transmissão de cultura, ensino dedicado às profissões liberais, investigação científica e formação de novos homens de ciência”.</p>
<p>Citou também as palavras de Jaspers: “A universidade é uma escola de um tipo muito especial. Não deve ser vista apenas como um local de instrução; ao contrário, o estudante deve participar ativamente da pesquisa e, desta experiência, ele deve adquirir a disciplina intelectual e a educação que permanecerão com ele pelo resto de sua vida. Idealmente, os estudantes pensam de maneira independente, ouvem criticamente e são responsáveis perante si mesmos. Eles têm liberdade de aprender”.</p>
<p>Zago lembrou ainda as finalidades da USP de acordo com o Decreto nº 6.283, de 1934, que a criou:</p>
<p>“a) promover, pela pesquisa, o progresso da ciência;</p>
<p>b) transmitir pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o espírito, ou sejam úteis à vida;</p>
<p>c) formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em todas as profissões de base científica ou artística;</p>
<p>d) realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por meio de cursos sintéticos, conferências, palestras, difusão pelo rádio, filmes científicos e congêneres.”</p>
<p>Para ele, essas finalidades já continham o embrião do que a Universidade é hoje, quando se acrescenta uma nova: a relação da Universidade com a sociedade.</p>
<p>Em sua opinião, essa nova missão engloba aspectos como a formulação de propostas para a solução dos grandes problemas da sociedade, o fortalecimento do relacionamento com outras instituições e a preocupação com várias outras questões, como as ambientais, o crescimento e mudanças da população, a produção de alimentos e a portabilidade dos serviços de informação (ao demonstrar isso, Zago valeu-se de seu telefone celular para citar Ortega y Gasset, Jaspers e o decreto de criação da USP).</p>
<p>Uma questão específica que Zago julga merecer um debate intenso é a de como tratar de forma criativa o conflito entre a qualidade acadêmica e a universalização do acesso à universidade.</p>
<p><strong>Debate</strong></p>
<p>Helena Nader, uma das debatedoras, quis saber dos expositores como deveria ser a governança das universidades brasileiras, que “é distinta da exercida em qualquer dos países representados na Intercontinental Academia”. Ela disse também que a autonomia das universidades brasileiras “é prevista no papel, mas não existe de fato”.</p>
<p>Quanto à diversidade das universidades defendida pelos expositores, Helena indagou se uma universidade que não tenha pesquisa pode ser chamada de universidade.</p>
<p>Outro aspecto ressaltado por ela é como as universidades brasileiras lidarão com a globalização, “quando muitos modelos chegam do exterior e se impõem, inclusive por meio da pressão econômica”.</p>
<p>Marcelo Knobel, o outro debatedor, questionou os expositores sobre a importância dada ao ensino de graduação, que, em seu entender, “é pouco valorizado em relação à pesquisa”. Em segundo lugar, quis saber que recomendação eles dariam aos jovens pesquisadores participantes da Intercontinental Academia.</p>
<p>Respondendo aos debatedores, John Heath comentou que o ensino superior na Europa é um mercado livre, com variações: “Na Suíça é gratuito, no Reino Unido é muito caro”.</p>
<p>Quanto ao ensino de graduação, Heath preferiu destacar qual deve ser a função do professor: “Eles não são mais os proprietários do conhecimento, como os monges eram na Idade Média; a função moderna do professor não é mais ser uma autoridade, mas um moderador e orientador”.</p>
<p>No que se refere à gestão, Naomar de Almeida Filho disse que um dos dilemas da universidade é submeter sua governança ao escrutínio da sociedade e que a autonomia tem sido usada para a manutenção do “status quo”.</p>
<p>Ele acredita que se possa avançar nesse aspecto e exemplificou com a proposta da UFSBA, que prevê dois conselhos: o universitário, com preocupações acadêmicas; e o estratégico-social, com representantes da sociedade da região, como movimentos sociais, comunidades indígenas, organizações sindicais e outras instâncias de organização da população.</p>
<p>Para Vogt, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio entre generalidade e especialização. “Isso não se faz por dissecação das áreas, mas por agregação delas”. Para ele, essa agregação coloca para as instituições a questão da governança, “porque temos uma estrutura que era compatível com os anos 60 e hoje sabemos que os departamentos não acompanham a dinâmica dos grupos e da vida acadêmica”.</p>
<p>Ele afirmou que nos anos 90 tentou lidar com esse problema na Unicamp, mas a reação corporativista não permitiu que a discussão avançasse.</p>
<p>Esse desafio está associado a outro, segundo ele: “É preciso evitar a sindicalização do conhecimento”. Vogt disse que a razão sindical é importante, mas não pode se sobrepor à razão do conhecimento.</p>
<p>Por outro lado, afirmou que o que torna a universidade permanente, milenar, assim como acontece com instituições religiosas, é seu conservadorismo: “Queremos mudar, mas não a ponto da vertigem final”.</p>
<p>Quanto à importância do ensino de graduação, disse que ele é chave, pois “não dá para formar bons pesquisadores sem formar bons alunos de graduação em todas as áreas”.</p>
<p>Capelle, em resposta à pergunta sobre gestão, disse que um reitor de universidade federal no Brasil está numa posição única, é legitimado pela sua eleição, mas está sujeito a restrições internas e externas que o impedem de exercer plenamente a governança da instituição.</p>
<p>Sobre a graduação, considera errado pensá-la isoladamente. “A solução pensada na UFABC é sair do tripé ensino, pesquisa e extensão e partir para o emaranhado de atividades, com alunos de graduação dando aulas em cursos de extensão ou participando de pesquisa, por exemplo.”</p>
<p>Luiz Bevilacqua disse que a questão da governança das universidades no Brasil ainda é uma questão cultural e cada um tem uma proposta para aprimorá-la.</p>
<p>No que se refere à graduação, ele disse que o problema é que no Brasil temos a cultura do diploma e não da competência. “O modelo dos colleges<i> </i>e institutos de formação tecnológica é muito importante e ele não poda a criatividade dos alunos.”</p>
<p>Além disso, reforçou a opinião de outros expositores sobre a necessidade de outro modelo de relacionamento entre professores e alunos, no qual o aprendizado não se dá porque o professor ensina o aluno, mas sim porque lhe possibilita meios de aprender: “É preciso fazer com que os estudantes andem por suas próprias pernas”.</p>
<p>Zago respondeu a duas questões dos debatedores. Primeiro em relação ao perfil das universidades. Ele disse que não é verdade que todas as universidades devam fazer pesquisa: “Não há recursos para isso; e não é necessário que seja assim”. Segundo ele, nos Estados Unidos as universidades de pesquisa não chegam a 100, sendo diversas de primeira e segunda classe e muitas de classe inferior.</p>
<p>Em relação à USP, disse que seu gigantismo não permite que cresça mais ou que se pense em fazer propostas individualizadas para seus alunos. Quanto à graduação, disse que ela é muito importante para a USP, mas não tem sido valorizada adequadamente.</p>
<p>Como recomendação aos jovens pesquisadores da Intercontinental Academia em sua tarefa de produzir um Massive Open Online Course (Mooc) sobre o tempo, Zago sugeriu que eles se indagassem sobre o por quê de fazer isso e para quem fazê-lo, sem esquecer de pensar como o trabalho deve ser feito para que os interessados se beneficiem dos ensinamentos sobre o tempo que estarão no curso.</p>
<p>Na abertura do debate aos demais presentes, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, um dos jovens pesquisadores da Intercontinental Academia, perguntou aos expositores de que maneira os jovens professores poderiam fazer a diferença na universidade do futuro.</p>
<p>Marcos Nogueira Martins, professor do Instituto de Física da USP, perguntou como fazer para colocar em patamares científicos mais elevados os alunos que chegam à universidade com baixa cultura científica.</p>
<p>Caio Dantas, ex-pró-reitor de Gradução da USP e atualmente pesquisador do IEA, perguntou a Naomar de Almeida Filho como é possível reformular a universidade em regiões muito conservadoras. A Carlos Vogt, perguntou como é possível lidar com o aspecto sindical das entidades acadêmicas.</p>
<p>Luiz Bevilacqua disse que não há problema nenhum em ampliar o tempo de permanência na universidade de alunos com pouca cultura científica. Acrescentou ainda, em relação às mudanças necessárias, que as universidades precisam aprender a dialogar com os parlamentares, uma vez que a ditadura militar acostumou todos a se dirigirem ao Poder Executivo.</p>
<p>Respondendo a Caio Dantas, Almeida Filho disse que uma das coisas que produz transformação são políticas públicas de inclusão social, dando voz à população, ainda que parte dela tenha uma mentalidade conservadora: “A universidade não pode ficar omissa, ela tem um papel civilizatório a desempenhar”.</p>
<p>Para ele, com o enorme relativismo da atualidade, alguns valores se perdem e a universidade perde seu vínculo com a sociedade. “A universidade se isolar é pior. Ela deve incluir na cultura aqueles que foram incluídos primeiro, e recentemente, na economia.”</p>
<p>Ela fez ainda comentários adicionais sobre a autonomia universitária: “É preciso pensar diferente sobre ela. O conceito de autonomia universitária prosperou no final do século 18, depois da Revolução Francesa, e no início do século 19, momento em que a universidade tinha perdido sua responsabilidade social”.</p>
<p>Quanto à atuação sindical de docentes e funcionários, disse que “a fratura do diálogo da universidade com a sociedade é que propícia os espaços para atuação sindical”.</p>
<p>Carlos Vogt acrescentou que o sindicalismo nas universidades é um dos temas-chave, “mas não se trata de impedir a sindicalização, mas de fortalecer a razão acadêmica, de termos projetos acadêmicos claros”.</p>
<p>Klaus Capelle finalizou o debate respondendo a duas das questões: quanto aos jovens professores, atribuiu a eles um papel fundamental nas universidades em processo de consolidação; em relação aos alunos menos preparados, enfatizou que nem sempre lhes falta talento e muitos se tornam casos de sucesso: “Devemos ajudar aqueles que queremos na universidade”.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-US<i>P</i></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reitora-e-ex-reitores-debatem-o-futuro-da-usp">
    <title>Reitora e ex-reitores debatem o futuro da USP </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reitora-e-ex-reitores-debatem-o-futuro-da-usp</link>
    <description>No dia 20 de agosto (quarta-feira), às 15h, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP reúne a reitora Suely Vilela e cinco ex-reitores da universidade num debate sobre as ações prioritárias para que na próxima década a USP integre o grupo das melhores instituições de pesquisa do mundo. 
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3 style="text-align: center; ">Relacionado</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2008/a-usp-e-as-universidades-de-pesquisa-de-classe-mundial-prioridades-de-acao-para-a-proxima-decada-2008" class="external-link">Vídeo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2008/a-usp-e-as-universidades-de-pesquisa-de-classe-mundial-prioridades-de-acao-para-a-proxima-decada-20-de-agosto-de-2008" class="external-link">Fotos</a> do evento</li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">No dia 20 de agosto (quarta-feira), às 15h, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP reúne a reitora Suely Vilela e cinco ex-reitores da universidade num debate sobre as ações prioritárias para que na próxima década a USP integre o grupo das melhores instituições de pesquisa do mundo.</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/brasaoterra.jpg" title="brasaoterra.jpg" align="right" height="290" width="200" alt="brasaoterra.jpg" />A reitora falará sobre "O Cenário Atual da USP e suas Perspectivas". Os cinco ex-reitores e seus temas serão: José Goldemberg, "Ciências Básicas"; Adolpho José Melfi, "Ciências da Terra"; Antônio Hélio Guerra Vieira, "Engenharias"; Flávio Fava de Moraes, "Ciências Biomédicas"; e Jacques Marcovitch, "Humanidades". A coordenação será de César Ades, diretor do IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">O encontro "A USP e as Universidades de Pesquisa de Classe Mundial: Prioridades de Ação para a Próxima Década" encerra o "Colóquio 2010-2020: um Período Promissor para o Brasil", realizado de 24 a 26 de junho, em homenagem aos 60 anos de atuação profissional de José Goldemberg (os vídeos do colóquio estão na seção <a href="https://www.iea.usp.br/iea/online/midiateca/futuro/index.html" target="_blank">Futuro</a> da Midiateca Online do IEA).</p>
<p style="text-align: justify; "><br /><b>Local</b><br />O encontro acontece no Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA, Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa J, 374, térreo, Edifício da Antiga Reitoria, Cidade Universitária, São Paulo.<br /><b>Via internet</b></p>
<table class="plain">
<caption></caption> 
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="3">
<div align="center">
<p><b>A USP e as Universidades de Pesquisa de Classe Mundial:<br />Prioridades de Ação para a Próxima Década</b><br />20 de agosto de 2008, 15h — Auditório Alberto Carvalho da Silva do IEA-USP<br /><b><br /></b></p>
</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" scope="col">
<div align="left"><b>15h-15h05</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Abertura</b></div>
</td>
<td align="left">César Ades (diretor do IEA)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>15h05-15h25</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Cenário Atual da USP e suas Perspectivas <br /></b></div>
</td>
<td align="left">Suely Vilela (reitora da USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>15h25-15h45</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Ciências Básicas<br /></b></div>
</td>
<td align="left">José Goldemberg (IEE-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>15h45-16h05</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Ciências da Terra<br /></b></div>
</td>
<td align="left">Adolpho José Melfi (Esalq-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>16h05-16h25</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Engenharias<br /></b></div>
</td>
<td align="left">Antônio Hélio Guerra Vieira (EP-UP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>16h25-16h45</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Ciências Biomédicas <br /></b></div>
</td>
<td align="left">Flávio Fava de Moraes (ICB-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>16h45-17h05</b></div>
</td>
<td align="left"><b>Humanidades <br /></b>
<div align="left"></div>
</td>
<td align="left">Jacques Marcovitch (FEA-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>17h05-18h</b></div>
</td>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><b>Debate</b></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2008-08-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reitor-discute-desafios-da-universidade">
    <title>Reitor discute desafios da universidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reitor-discute-desafios-da-universidade</link>
    <description>Entrevista marca centésimo programa do USP Analisa e vai ao ar nesta quarta, dia 27</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/reitor_vahan_agopianjornaldausp.jpg/@@images/34b0864e-3cc0-4dc4-8dc8-9e749e08ffa1.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />No dia 23 de setembro de 2016, ia ao ar o primeiro USP Analisa, um programa da Rádio USP voltado a debater questões relevantes para a sociedade com especialistas e pesquisadores do meio acadêmico. Neste dia 27 de março, o USP Analisa chega a sua centésima edição e, para comemorar, traz uma entrevista especial com o reitor da USP Vahan Agopyan sobre os desafios da universidade, que completou recentemente 85 anos de existência.</p>
<p>O programa vai abordar as medidas tomadas para superar a crise no financiamento da universidade, o uso do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como ingresso na universidade, a permanência estudantil e a atuação da USP frente a outras universidades de destaque internacional. O reitor vai discutir ainda temas que preocupam a comunidade acadêmica em geral, como a atual polarização política no Brasil e a saúde mental dos universitários.</p>
<p>A entrevista vai ao ar nesta quarta (27), às 21h, e no domingo (31), às 11h30. O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-25T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2005/reformas-docentes-em-la-universidad-latinoamericana-08-de-agosto-de-2005">
    <title>Reformas Docentes em la Universidad Latinoamericana - 08 de agosto de 2005</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2005/reformas-docentes-em-la-universidad-latinoamericana-08-de-agosto-de-2005</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-08-08T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp-02-de-outubro-de-2014">
    <title>Reflexões sobre a Crise da USP - 02 de outubro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp-02-de-outubro-de-2014</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-10-02T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/propostasubias.html">
    <title>Rede mundial de IEAs define propostas de cooperação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/propostasubias.html</link>
    <description>A Ubias, rede de institutos de estudos avançados (IEAS) vinculados a universidades, definiu três tipos de formas de colaboração entre essas instituições na reunião do Comitê de Coordenação da rede, que aconteceu em março, no Instituto de Estudos Avançados Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi, Índia. Estiveram presentes no encontro representantes de oito dos 11 institutos que integram o comitê, entre os quais o diretor do IEA-USP, Martin Grossmann.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">A <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">Ubias</a>, rede de institutos de estudos avançados (IEAs) vinculados a universidades, definiu três tipos de iniciativas de colaboração a serem implantadas a partir de 2013: encontros bianuais dos diretores dos institutos para a troca de experiências e formação de parcerias; conferências acadêmicas, também bianuais, para fomentar o debate de temas interdisciplinares de alcance global; e a criação de uma "academia intercontinental", cujas edições sempre envolverão dois IEAs de distintos continentes visando à promoção do intercâmbio de jovens talentos da pesquisa nas diversas áreas do conhecimento. <dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ubiasnovadelhi.jpg/image" alt="ubiasnovadelhi.jpg" title="ubiasnovadelhi.jpg" height="287" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Os integrantes do Comitê de Coordenação da Ubias reunidos em Nova Delhi, Índia</dd>
</dl><span></span></p>
<p style="text-align: justify; ">O próximo encontro de diretores dos 32 institutos da Ubias será realizado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel. A primeira conferência acadêmica terá lugar no Peter Wall Institute for Advanced Studies da University of British Columbia, em Vancouver, Canadá. Já o projeto-piloto da academia intercontinental está em fase de planejamento, sob a responsabilidade dos IEAs da USP e da Universidade de Nagoya, Japão.</p>
<p style="text-align: justify; ">As três iniciativas foram discutidas na reunião do Comitê de Coordenação da Ubias, que aconteceu em março, no <a href="http://www.jnu.ac.in/JNIAS" target="_blank">Instituto de Estudos Avançados Jawaharlal Nehru</a>, em Nova Delhi, Índia. Participaram representantes de oito dos 11 institutos que integram o comitê, entre os quais o diretor do IEA-USP, Martin Grossmann.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ACADEMIA INTERCONTINENTAL</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Grossmann, a ideia é que a academia congregue 15 jovens talentos do mundo, selecionados a partir de um conjunto de nomes indicados pelos 32 institutos membros da Ubias. O grupo trabalharia por dois anos em torno de um tópico interdisciplinar sob a tutoria de três pesquisadores seniores de destaque internacional, indicados pelo Comitê de Coordenação da rede. Ao final de cada ano, os 15 pesquisadores interagiriam numa  oficina imersiva com duração de um mês (a primeira em São Paulo e a segunda em Nagoya), para apresentar e debater os resultados alcançados.</p>
<p style="text-align: justify; ">"O objetivo dessa parceria bilateral é contribuir para a formação de novos quadros para a pesquisa a partir do contato com grandes nomes das diversas áreas do conhecimento, bem como criar um ambiente favorável para que esses possíveis futuros líderes, seja na ciência, seja na cultura, se articulem e componham redes de pesquisa transnacionais", explica o diretor do IEA-USP.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>REVISTA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Além de se engajar na concretização dessa primeira academia, o IEA-USP sugeriu a criação de uma revista produzida pelos institutos da Ubias. De acordo com Grossmann, a proposta surgiu da ideia do diretor anterior do IEA-USP, César Ades, de criar uma publicação do instituto em inglês: "Pensei, então, em ampliar o escopo dessa ideia, compartilhando a revista com nossos colegas da Ubias. O IEA-USP tem condições para estar à frente disso porque dispõe da infraestrutura e do know-how necessários, já que possui a <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista "Estudos Avançados"</a>, uma publicação longeva, referencial e interdisciplinar por natureza".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>BRASIL-ÍNDIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Para Grossmann, a reunião em Nova Delhi foi proveitosa não só por ter dado andamento à consolidação da Ubias e à discussão sobre a agenda futura da rede, mas também porque representou uma oportunidade para o Brasil e a Índia reforçarem suas relações acadêmicas. Integrantes dos Brics, ao lado de China, Rússia e África do Sul, os dois países são grandes economias em desenvolvimento e apresentam realidades bastante parecidas. Como resultado direto do encontro em Nova Delhi, o IEA-USP realiza no dia 26 de junho o seminário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/brasilindia.html">Democracias de Alta Densidade: Índia e Brasil</a>, com a participação de pesquisadores da USP, da Unicamp e do IEA indiano.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-06-20T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/crise-nos-cursos-de-engenharia">
    <title>Questões Centrais da Crise nos Cursos de Engenharia </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/crise-nos-cursos-de-engenharia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Webinar</strong></p>
<p>O final da segunda década do século XXI foi marcado por crise sem precedentes na formação de engenheiros em nosso país.</p>
<p>O lançamento do <a class="external-link" href="http://pac.gov.br/">PAC</a> em janeiro de 2007 promoveu grande avanço da profissão devido à expectativa de elevados investimentos em infraestrutura - da ordem de 250 bilhões de dólares do governo central – que exigiria, nos quatro anos seguintes, 250 mil engenheiros, muito acima da capacidade de formação de nossas escolas.</p>
<p>Em consequência, foram criados vários incentivos à formação de mais engenheiros, desde o programa <a class="external-link" href="https://www.capes.gov.br/bolsas/programas-estrategicos/programas-estrategicos-encerrados/pro-engenharias">Pró-Engenharia da CAPES</a> até as políticas de incentivos do <a class="external-link" href="http://fies.mec.gov.br/">FIES</a> (para o setor privado) e do <a class="external-link" href="http://reuni.mec.gov.br/">REUNI</a> para o setor público, que resultaram em um aumento de 50% na oferta de cursos de Engenharia no Brasil, nem sempre obedecendo aos padrões de qualidade desejáveis. Até então, a procura pela Engenharia no Brasil era inferior ao que se observava na <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_para_a_Coopera%C3%A7%C3%A3o_e_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico">OCDE</a> e na China, por exemplo.</p>
<p>No entanto, por uma série de razões políticas e econômicas, a previsão anunciada em razão do PAC não ocorreu, ao contrário, aumentou o desemprego na profissão afastando muitos jovens dessa carreira. A demanda dos estudantes para as Engenharias é uma das que mais segue as variações do PIB nacional.</p>
<p>Assim, a nova década começa com notícias de fechamento de escolas de Engenharia. O fechamento é fato que causa impacto e pode ser medido, no entanto, o fechamento “silencioso”, ou seja, aquele traduzido pela redução na oferta de matrículas ou por vagas ociosas não é devidamente analisado, ou até mesmo conhecido e, sem dúvida, é elevado, sem mencionar outros fatores como os altos índices de evasão que ocorrem nas Engenharias. Há uma carência de dados e análises sistemáticas destes dados para embasar políticas educacionais de ensino superior e avaliar a repercussão destas políticas.</p>
<p>Este evento tem como finalidade apresentar e discutir o tema buscando responder a essas questões:</p>
<p>Quais são, afinal, os dados mais importantes para a gestão e tomada de decisões sobre a Engenharia no país? O que nos mostram os países líderes? Que medidas podem e devem ser tomadas para reverter este quadro negativo? Como poderão se organizar as IES para acompanhar as oscilações da demanda na formação de engenheiros e atrair mais estudantes? Deve existir uma política de incentivos para diminuir as nefastas consequências das flutuações da demanda em áreas importantes para o desenvolvimento do país, como a Engenharia?</p>
<p><strong>Organizadores Acadêmicos: </strong>José Roberto Cardoso, Ex-diretor da Escola Politécnica da USP e Roberto Lobo, ex-reitor da USP e da UMC.</p>
<p><strong>Expositor:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-leal-lobo-e-silva-filho" class="external-link">Roberto Lobo</a>, Instituto Lobo e IEA USP</p>
<p><strong>Debatedores:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcello-nitz" class="external-link">Marcello Nitz</a>, <span>Pró-Reitor Acadêmico do Instituto Mauá de Tecnologia</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simon-schwartzman" class="external-link">Simon Schwartzman</a>, Instituto de Estudos de Política Econômica (Casa das Garças) e membro da Academia Brasileira de Ciências.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso" class="external-link">José Roberto Cardoso</a>, EP USP</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p><strong><strong>Acompanhe o evento on-line em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></strong></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-06T12:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/pronunciamento-jose-goldemberg-posse-zago">
    <title>Pronunciamento de José Goldemberg na posse do reitor — 25 de janeiro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/pronunciamento-jose-goldemberg-posse-zago</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p id="content"><span>Senhor Governador, Magnifico Reitor, colegas, amigos.</span></p>
<p id="content">USP: 80 anos</p>
<p id="content">Aniversários em geral são ocasiões em que fazemos uma avaliação do ano que <span>passou. O octogésimo aniversário da USP suscita, com mais razão, uma reflexão </span><span>profunda do que ocorreu nos seus 80 anos de vida.</span></p>
<p id="content">Este aniversário é ainda mais especial porque assume hoje seu cargo o novo <span>Reitor da USP e a posse de um Reitor só coincide com um decênio do aniversário da </span><span>criação da USP a cada 20 anos. Só teremos uma outra ocasião como esta em 2034 no </span><span>centésimo aniversário de fundação da USP.</span></p>
<p id="content">Decorridos 80 anos a pergunta a fazer é se a USP cumpriu os objetivos para os <span>quais foi criada. Onde acertamos e onde erramos? Em outras palavras, o que há a </span><span>comemorar?</span></p>
<p id="content">O que tinham em mente os fundadores da Universidade está no artigo 2º do <span>decreto 6283 de 25 de janeiro de 1934:</span></p>
<ul>
<li><span>promover pela pesquisa, o progresso da ciência;</span></li>
<li><span>transmitir, pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o </span><span>espirito ou sejam úteis à vida;</span></li>
<li><span>formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em </span><span>todas as profissões de base científica ou artística;</span></li>
<li><span>realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por </span><span>meio de cursos sintéticos, conferencias, palestras, difusão pelo rádio, filmes </span><span>científicos e congêneres.</span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span><span>O decreto juntou numa mesma estrutura administrativa diversas instituições de </span><span>educação superior então existentes e de uma nova Faculdade de Filosofia, Ciências e </span><span>Letras, “laço de entrosamento científico-cultural” nas palavras de Ernesto de Souza </span><span>Campos. Na realidade este entrosamento demorou a ocorrer e só foi concretizado com a </span><span>reforma universitária de 1970 que criou os institutos básicos.</span></p>
<p><span> </span><span>O decreto previu ainda a instituição do regime de tempo integral e da autonomia </span><span>financeira que só se concretizou em 1988 com a destinação de um percentual fixo do </span><span>ICMS às universidades do Estado.</span></p>
<p><span> </span><span>No que se refere ao ensino e à promoção da pesquisa não há dúvidas que a USP foi um </span><span>sucesso. Ela formou até hoje mais de 300 mil graduados que ocuparam e ocupam </span><span>posições de destaque em todas as áreas da sociedade desde empresas de engenharia até </span><span>bancos e no próprio Governo. A USP já outorgou também cerca de 45 mil títulos de </span><span>doutor e seus egressos são parte importante do corpo docente das outras instituições de </span><span>ensino superior do Estado e do país. Seus docentes publicam, cada ano, cerca de 10 mil </span><span>trabalhos em revistas científicas. O fato de não ter ainda um premio Nobel entre os seus </span><span>pesquisadores é apenas uma questão de tempo e de oportunidade. Vários pesquisadores </span><span>da USP receberam outros prêmios muito significativos e o fato de Mauricio da Rocha e </span><span>Silva na medicina ou Cesar Lattes na Física não terem recebido o Premio Nobel é uma </span><span>injustiça.</span></p>
<p><span> </span><span>Existem no mundo cerca de 10 mil universidades e a USP se encontra entre as 200 </span><span>melhores, isto é, nos 2% onde se encontram as grandes universidades inglesas e </span><span>americanas. Ela é a melhor universidade da América Latina e está entre as 11 melhores </span><span>universidades dos países em desenvolvimento, mas pode e deve melhorar estimulando a </span><span>excelência em todas as áreas. Seus padrões de desempenho e excelência científica e </span><span>cultural influem nas demais universidades brasileiras.</span></p>
<p><span> </span><span>Contudo, ela não conseguiu melhorar suficientemente o ensino secundário como </span><span>desejavam Fernando de Azevedo, Julio Mesquita Filho e a Associação Brasileira de </span><span>Educação e muitos outros que lutaram pela criação da USP. Este é mais um problema </span><span>do ensino médio em geral do que da USP e que ela não pode resolver sozinha, mas </span><span>certamente poderia ajudar mais do que tem feito, a meu ver.</span></p>
<p><span> </span><span>Apesar de formar especialistas em todas as áreas os esforços da USP não se refletiram </span><span>em inovações e aumentos de produtividade na indústria como seria desejável e que </span><span>ocorreu em outros países da Europa e Estados Unidos. As atividades de pesquisa da </span><span>USP sempre tiveram uma forte componente cultural. Esta é uma atividade em </span><span>construção na qual também a FAPESP está engajada, mas que, a meu ver, necessita da </span><span>adoção de medidas macroeconômicas que estimulem a indústria a se modernizar. </span><span>A Comissão que o Reitor designou para coordenar as atividades que marcarão os 80 </span><span>anos da USP se debruçará sobre estes problemas promovendo um debate vivo, inclusive </span><span>com convidados do Exterior, que nos estimulem a lutar para resolvê-los.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-01-28T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/pronunciamento-jose-goldemberg-posse-zago">
    <title>Pronunciamento de José Goldemberg na posse do reitor — 25 de janeiro de 2014</title>
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    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p id="content"><span>Senhor Governador, Magnifico Reitor, colegas, amigos.</span></p>
<p id="content">USP: 80 anos</p>
<p id="content">Aniversários em geral são ocasiões em que fazemos uma avaliação do ano que <span>passou. O octogésimo aniversário da USP suscita, com mais razão, uma reflexão </span><span>profunda do que ocorreu nos seus 80 anos de vida.</span></p>
<p id="content">Este aniversário é ainda mais especial porque assume hoje seu cargo o novo <span>Reitor da USP e a posse de um Reitor só coincide com um decênio do aniversário da </span><span>criação da USP a cada 20 anos. Só teremos uma outra ocasião como esta em 2034 no </span><span>centésimo aniversário de fundação da USP.</span></p>
<p id="content">Decorridos 80 anos a pergunta a fazer é se a USP cumpriu os objetivos para os <span>quais foi criada. Onde acertamos e onde erramos? Em outras palavras, o que há a </span><span>comemorar?</span></p>
<p id="content">O que tinham em mente os fundadores da Universidade está no artigo 2º do <span>decreto 6283 de 25 de janeiro de 1934:</span></p>
<ul>
<li><span>promover pela pesquisa, o progresso da ciência;</span></li>
<li><span>transmitir, pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o </span><span>espirito ou sejam úteis à vida;</span></li>
<li><span>formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em </span><span>todas as profissões de base científica ou artística;</span></li>
<li><span>realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por </span><span>meio de cursos sintéticos, conferencias, palestras, difusão pelo rádio, filmes </span><span>científicos e congêneres.</span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span><span>O decreto juntou numa mesma estrutura administrativa diversas instituições de </span><span>educação superior então existentes e de uma nova Faculdade de Filosofia, Ciências e </span><span>Letras, “laço de entrosamento científico-cultural” nas palavras de Ernesto de Souza </span><span>Campos. Na realidade este entrosamento demorou a ocorrer e só foi concretizado com a </span><span>reforma universitária de 1970 que criou os institutos básicos.</span></p>
<p><span> </span><span>O decreto previu ainda a instituição do regime de tempo integral e da autonomia </span><span>financeira que só se concretizou em 1988 com a destinação de um percentual fixo do </span><span>ICMS às universidades do Estado.</span></p>
<p><span> </span><span>No que se refere ao ensino e à promoção da pesquisa não há dúvidas que a USP foi um </span><span>sucesso. Ela formou até hoje mais de 300 mil graduados que ocuparam e ocupam </span><span>posições de destaque em todas as áreas da sociedade desde empresas de engenharia até </span><span>bancos e no próprio Governo. A USP já outorgou também cerca de 45 mil títulos de </span><span>doutor e seus egressos são parte importante do corpo docente das outras instituições de </span><span>ensino superior do Estado e do país. Seus docentes publicam, cada ano, cerca de 10 mil </span><span>trabalhos em revistas científicas. O fato de não ter ainda um premio Nobel entre os seus </span><span>pesquisadores é apenas uma questão de tempo e de oportunidade. Vários pesquisadores </span><span>da USP receberam outros prêmios muito significativos e o fato de Mauricio da Rocha e </span><span>Silva na medicina ou Cesar Lattes na Física não terem recebido o Premio Nobel é uma </span><span>injustiça.</span></p>
<p><span> </span><span>Existem no mundo cerca de 10 mil universidades e a USP se encontra entre as 200 </span><span>melhores, isto é, nos 2% onde se encontram as grandes universidades inglesas e </span><span>americanas. Ela é a melhor universidade da América Latina e está entre as 11 melhores </span><span>universidades dos países em desenvolvimento, mas pode e deve melhorar estimulando a </span><span>excelência em todas as áreas. Seus padrões de desempenho e excelência científica e </span><span>cultural influem nas demais universidades brasileiras.</span></p>
<p><span> </span><span>Contudo, ela não conseguiu melhorar suficientemente o ensino secundário como </span><span>desejavam Fernando de Azevedo, Julio Mesquita Filho e a Associação Brasileira de </span><span>Educação e muitos outros que lutaram pela criação da USP. Este é mais um problema </span><span>do ensino médio em geral do que da USP e que ela não pode resolver sozinha, mas </span><span>certamente poderia ajudar mais do que tem feito, a meu ver.</span></p>
<p><span> </span><span>Apesar de formar especialistas em todas as áreas os esforços da USP não se refletiram </span><span>em inovações e aumentos de produtividade na indústria como seria desejável e que </span><span>ocorreu em outros países da Europa e Estados Unidos. As atividades de pesquisa da </span><span>USP sempre tiveram uma forte componente cultural. Esta é uma atividade em </span><span>construção na qual também a FAPESP está engajada, mas que, a meu ver, necessita da </span><span>adoção de medidas macroeconômicas que estimulem a indústria a se modernizar. </span><span>A Comissão que o Reitor designou para coordenar as atividades que marcarão os 80 </span><span>anos da USP se debruçará sobre estes problemas promovendo um debate vivo, inclusive </span><span>com convidados do Exterior, que nos estimulem a lutar para resolvê-los.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dasp-livro">
    <title>Projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais do IEA é transformado em livro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dasp-livro</link>
    <description>A obra apresenta visões de participantes do projeto sobre ações em áreas periféricas aos campi da USP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-79d7fb44-7fff-4734-7ddd-c12c4840743e"> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-narrativas-perifericas" alt="Capa do livro Narrativas Periféricas" class="image-right" title="Capa do livro Narrativas Periféricas" /></p>
<p><i>por Letícia Tanaka e Fernanda Rezende</i></p>
<p>A experiência dos participantes do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/censo-jardim-sao-remo-jardim-keralux-e-vila-guaraciaba-1" class="external-link">Democracia, Artes e Saberes Plurais</a> (Dasp), promovido pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> nos últimos três anos, está registrada no livro <i>Narrativas periféricas: entre pontes, conexões e saberes plurais</i> (Editora Amavisse, 2020), que foi lançado no dia 19 de março em evento online (leia mais abaixo). <strong>A versão digital da obra está <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/narrativas-perifericas" class="external-link">disponível gratuitamente aqui</a>.</strong></p>
<p>Iniciado em 2018, o projeto teve a participação de alunos da graduação e pós-graduação da USP e uma pesquisadora de pós-doutorado, todos selecionados como bolsistas. Uma das atividades desenvolvidas foi a realização do censo populacional e sociocultural das comunidades vizinhas à USP. Durante mais de um ano, os alunos da graduação atuaram como recenseadores e percorreram as ruas e casas das comunidades Jardim São Remo e Sem Terra/Vila Clô (próximas à Cidade Universitária, no Butantã), Jardim Keralux e Vila Guaraciaba (próximas à Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Each, na Zona Leste).</p>
<table class="tabela-esquerda-400-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; ">Evento online lançou publicação</th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><span id="docs-internal-guid-cc85bec4-7fff-45f9-df2c-ef6f7430f3de">
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O lançamento do livro <i>Narrativas periféricas: entre pontes, conexões e saberes plurais </i>aconteceu em evento online,<strong> no dia 19 de março, às 15h</strong>. O encontro teve o debate <strong>Narrativas periféricas na universidade pública: questões do nosso tempo</strong>, com participação da estudante de graduação e pesquisadora do Dasp, Isadora Nunes; o articulador local do projeto e multiartista, Rafael Pompeu; a pesquisadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/nperiferias" class="external-link">Grupo de Pesquisa n-Periferias</a> e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rosangela Malachias;  e o pró-reitor de graduação da USP, Edmund Baracat.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Também estavam presentes <span style="text-align: start; "> </span><a style="text-align: start; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa e Silva</a>, coordenadora do projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais; <a style="text-align: start; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Érica Peçanha</a>, pesquisadora do Dasp e organizadora do livro; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski?searchterm=plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor do IEA; Jader Rosa, gerente do Observatório Itaú Cultural e Mariana Almeida, superintendente da Fundação Tide Setubal, apoiadora do projeto.</p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A publicação contém relatos, ensaios e textos literários que retratam aprendizados e reflexões acumuladas sobre a produção de conhecimento em contextos periféricos, a experiência universitária e o papel de projetos acadêmicos”, diz<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link"> Érica Peçanha,</a> pós-doutoranda do IEA responsável pela organização do livro. Com 45 textos de alunos de graduação e pós-graduação, consultores, docentes e moradores dos territórios pesquisados, foi idealizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa e Silva</a>, titular da Cátedra em 2018, quando se iniciou o Dasp.</p>
<p>A ideia de transformar as vivências dos participantes em livro surgiu a partir da percepção de Eliana de que o projeto se tornou uma referência para os pesquisadores refletirem sobre temas que os cercaram por toda a vida, como as estratégias de sobrevivência das famílias de baixa renda, as especificidades das periferias e favelas, e a potência das ações coletivas nos territórios periféricos.</p>
<p>“Os autores são, predominantemente, de origem popular, negra e periférica, e essas marcas sociais são importantes para compreender as narrativas ali apresentadas”, explica Érica. Para ela, a publicação pode ser um ponto de partida para discutir a presença negra, periférica e popular na universidade pública, uma vez que os pesquisadores demonstraram valorizar as ações do Dasp por terem encontrado no projeto um espaço de acolhimento de suas trajetórias e expectativas de atuação.</p>
<p>O livro também levanta reflexões sobre permanência estudantil, conteúdos curriculares da graduação e pós-graduação, perfil dos docentes, vivências, histórias e conhecimentos que são compartilhados e valorizados na universidade. “O projeto é lido em contraste com a própria USP, como se fosse descolado desse espaço ou percebido como uma das poucas oportunidades que esses estudantes tiveram para discutir temas que se cruzam com suas biografias”, afirma a pós-doutoranda.</p>
<p><strong>Contexto</strong></p>
<p>A Cátedra Olavo Setubal é uma parceria do IEA com o Itaú Cultural. Iniciada em 2015, tem a cada ano um titular para orientar suas atividades. Em 2018, quando Eliana assumiu como catedrática, o estudo das periferias foi definido como tema central, com o objetivo de conectar a USP às periferias e discutir suas necessidades, particularidades e potências. Encerrada sua titularidade, Eliana continuou na coordenação dos projetos como professora visitante do IEA.</p>
<p>O Dasp teve três ações principais: Centralidades Periféricas (série de eventos entre integrantes do mundo universitário e artistas, intelectuais e ativistas das periferias brasileiras); Conexões com as Periferias (plataforma digital que reúne pesquisas e as ações de extensão da USP que tenham como foco as periferias); e Pontes de Vivências e Saberes (diagnóstico sociocultural e econômico nas comunidades vizinhas ao Campus Capital - Butantã e USP Leste). Ao todo, 63 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado atuaram nas diferentes ações, além de 10 moradores dos territórios recenseados.</p>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
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      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Periferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-03T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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    <title>Projeto de Gestão do IEA 2012-2017</title>
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    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
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