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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 211 to 225.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo">
    <title>Estudo mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo</link>
    <description>Estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge”, do geógrafo Hugo Rogério de Barros, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA, mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-das-ocorrencias-de-extremos-de-calor-na-rmsp/image" alt="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" title="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" height="473" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mapa dos riscos de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo presente no estudo de Hugo Rogério de Barros</dd>
</dl></p>
<p>A abrangência territorial dos problemas de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) revelam a necessidade de expandir políticas e planos climáticos sofisticados para os outros 38 municípios que compõem a região, de acordo com o geógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hugo-rogerio-de-barros">Hugo Rogério de Barros</a>, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA.</p>
<p>Ele tratou da questão no estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge” (Extremos de Calor na Região Metropolitana de São Paulo: Um Desafio), publicado no dia 7 de maio no <a href="https://academiccommons.columbia.edu/doi/10.7916/7d8p-c860">repositório</a> das Bibliotecas da Universidade Columbia  e no repositório do <a href="https://environmentalsolutions.mit.edu/research/climate-change-and-cities-uccrn-collaboration/">Programa Cidades e Clima</a>, vinculado à Iniciativa Soluções Ambientais do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).</p>
<p>O programa do MIT é associado à <a href="https://uccrn.ei.columbia.edu/">Rede de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Urbanas </a>(UCCRN, na sigla em inglês), um consórcio global de mais de mil especialistas dedicados à análise da mitigação e adaptação às mudanças climáticas sob uma perspectiva urbana. Sediada no Instituto da Terra da Universidade Columbia e com centros em cidades ao redor do mundo, a UCCRN produz o <a class="external-link" href="https://uccrn.ei.columbia.edu/arc3.3">Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climáticas e Cidades (ARC3)</a>, que fornece a base científica para as cidades em suas ações de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>A partir dos resultados de seus trabalhos no IEA, Barros iniciou, em 2023, um processo de cooperação internacional entre o CS-USP-CG e a Universidade Columbia, via UCCRN. Agora a cooperação foi consolidada com a publicação de seu estudo baseado em dados meteorológicos estimados por sensoriamento remoto e editados em um sistema de informação geográfica (SIG).</p>
<p><strong>Desafio da adaptação</strong></p>
<p>Ele explica que o tema dos extremos de calor e sua associação com ondas de calor e ilhas de calor ganhou recentemente um espaço político e social especial nas agendas públicas, políticas e planos ambientais da RMSP, mas permanece o desafio de trabalhar a adaptação aos extremos de calor dentro da perspectiva das soluções baseadas na natureza (SBN) nas áreas urbanas da região.</p>
<p>De acordo com autores mencionados por Barros, é considerado um extremo de calor na RMSP quando a temperatura ultrapassa 32ºC, com a faixa de conforto térmico situada de 14 a 26ºC. Temperaturas acima dessa faixa ocasionam risco de morte por doenças associadas com estresse térmico in São Paulo.</p>
<p>Em trabalhos anteriores, Barros definiu os cenários para a expansão territorial da ilha de calor da RMSP para três diferentes condições meteorológicas associadas à intensidade do bloqueio atmosférico causado pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas). Também conhecida como Anticiclone do Atlântico Sul ou Anticiclone de Santa Helena, a Asas é um sistema de alta pressão semipermanente caracterizado pelo movimento para baixo de massas de ar, impedindo a formação de nuvens e chuva.</p>
<p>"Quanto mais próximo o centro da Asas estiver da superfície continental, maior será o bloqueio atmosférico e, consequentemente, isso determinará a expressão territorial da ilha de calor na cidade de São Paulo", afirma Barros no estudo atual. O geografo demonstrou que a dinâmica atmosférica pode aumentar a intensidade da ilha de calor em 5ºC na superfície e expandir em 697% sua área do centro da RMSP em direção à periferia.</p>
<p>Barros destaca que ainda é recente a atenção política e acadêmica aos impactos dos extremos de calor na vida dos moradores da RMSP, mas já são abordados no <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/governo/secretaria_executiva_de_mudancas_climaticas/arquivos/planclimasp/PlanClimaSP_BaixaResolucao.pdf">Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 20220-2050 (PlanClima SP)</a>, com foco na avaliação dos riscos potenciais e nas vulnerabilidades do passado, presente e futuro. O plano de ação também apresenta considerações sobre o futuro da cidade quanto ao desenvolvimento de estratégias de adaptação, acrescenta o pesquisador.</p>
<p>No entanto, o estudo de Barros ressalta em sua conclusão que, na escala regional/metropolitana, está claro que os 38 municípios adicionais da RMSP também requerem a mesma atenção política e acadêmica para que sejam realizados estudos sobre extremos de calor e estratégias de adaptação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Região Metropolitana de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eventos extremos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-se-dividem-na-avaliacao-das-metas-de-reducao-das-emissoes-do-brasil">
    <title>Especialistas se dividem ao avaliar as metas de redução das emissões do Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-se-dividem-na-avaliacao-das-metas-de-reducao-das-emissoes-do-brasil</link>
    <description>Documento do Governo brasileiro a ser apresentado na COP 21 foi analisado em debate no IEA no dia 8 de outubro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Os compromissos voluntários de redução das emissões dos gases estufa assumidos pelo Brasil e que serão apresentados na 21ª Conferência das Partes, a COP 21, foram avaliados por especialistas que participaram do segundo encontro do ciclo <i>A Caminho da COP 21: Preparando o Terreno até Paris – Mudanças Climáticas, Adaptações, Soluções e Oportunidades</i>. A COP 21 acontecerá em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro deste ano.</p>
<p>O debate realizado no IEA no dia 8 de outubro discutiu energia, adaptações às mudanças do clima e inovações tecnológicas. Contou com a presença do gerente de sustentabilidade <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlo-linkevieius-pereira" class="external-link">Carlo Linkevieius Pereira</a>, da CPFL, do diretor de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zilmar-de-souza" class="external-link">Zilmar José de Souza</a>, além de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/weber-amaral" class="external-link">Weber Neves Amaral</a>, professor da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/matriz-energetica-2" alt="Matriz energética - 2" class="image-inline" title="Matriz energética - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq.: Pereira, Amaral e Souza</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O encontro foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA e pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Mudanças Climáticas (INCLINE), da <a href="http://arqfuturo.com.br/" target="_blank">Arq. Futuro</a>, <a href="http://www.cpfl.com.br/Paginas/default.aspx" target="_blank">CPFL Energia</a>, <a href="http://www.pactoglobal.org.br/" target="_blank">Pacto Global. Rede Brasileira (UNGC)</a> e <a href="http://www.worldwatercouncil.org/" target="_blank">World Water Council</a>. Os resultados das discussões dos cinco encontros serão consolidados em documento a ser entregue ao governo brasileiro e apresentado em eventos paralelos à COP 21.</p>
<p>O plano anunciado em Nova York pela presidente Dilma Roussef no final de setembro é um conjunto de compromissos para reduzir as emissões e que todos os países deverão apresentar ao Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Trata-se da “Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada” (<i>intended Nationally Determined Contribution – iNDC,</i> na sigla em inglês)  que, no caso do Brasil, estabelece uma redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 37% até 2025, e de 43% até 2030, com base nos níveis de emissão de 2005.</p>
<p>Em termos de emissões por unidade do PIB (intensidade de emissões), a meta corresponde a uma redução estimada em 66% em 2025 e de 75% em 2030, em relação a 2005. A conta do governo inclui as emissões líquidas, ou seja, desconta do valor real emitido aquilo que é absorvido pelas florestas. Até o momento, o Brasil é o único país em desenvolvimento a apresentar uma redução absoluta de emissões. Os demais apresentaram uma projeção das emissões evitadas se nada fosse feito – o chamado <i>business as usual</i>.</p>
<p>Na área energética, entre as metas estabelecidas pelo Brasil, até 2030, estão: a participação estimada de 45% das energias renováveis na composição total da matriz energética; participação de 66% da fonte hídrica na geração de eletricidade; alcançar 10% de ganhos de eficiência no setor elétrico.</p>
<p>“As metas são ambiciosas, mas possíveis. Hoje as térmicas ocupam 16% da oferta de eletricidade, mas as projeções indicam que haverá uma substituição desse parque energético, até porque muitas concessões terminam em 2024. Numa comparação entre os compromissos do iNDC e o Plano Decenal de Energia (PDE), vimos que as metas de ambos estão conversando”, disse Pereira, da CPFL.</p>
<p>Atualmente, a matriz energética brasileira corresponde a 60,6% de energias renováveis e 39,4% de fontes não renováveis. A situação ainda é confortável em comparação ao mundo. A matriz energética global é composta por 13,8% de fontes renováveis. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa parcela é de apenas 9,8%.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Novo perfil de consumo</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/matriz-energetica-1" alt="Matriz energética - 1" class="image-inline" title="Matriz energética - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Clima impõe novo perfil de consumo e oportunidades para empresas, segundo especialista da CPFL </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Haverá ainda um incremento no uso de fontes fósseis no Brasil. Possivelmente, as térmicas a carvão serão substituídas por térmicas a gás, que é limpo em termos de emissão. Por outro lado, a demanda por energia em geral está reduzindo não só pela retração da atividade econômica, mas também por uma mudança no perfil do consumidor”, disse o gerente da CPFL.</p>
<p>Segundo Pereira, pela primeira vez na história da CPFL, houve uma queda de 5% na demanda de eletricidade. “Temos pesquisas mostrando que, cada vez mais, o consumidor está mais consciente sobre as mudanças climáticas e está buscando mais eficiência no seu consumo energético”, afirmou.</p>
<p>Segundo dados de 2013, as maiores fontes emissoras de GEE no Brasil dizem respeito à mudança de uso da terra (35%) e energia (29%), seguidas por agropecuária (27%), processos industriais (6%) e resíduos (3%).</p>
<p>“O setor energético no Brasil não é o vilão, ao contrário do que ocorre em outros países do globo. A maior parte das emissões do setor de energia no Brasil vem da combustão de motores”, disse.</p>
<p>Infelizmente, o carro elétrico ainda não é uma solução no Brasil para abater as emissões dos transportes, mostrou. Pereira falou de sua experiência pessoal utilizando carros elétricos e demonstrou que a falta de estruturas para carregamento de baterias ainda impõe dissabores ao motorista do elétrico.</p>
<p><strong>Oportunidades</strong></p>
<p>Os acordos que deverão sair da COP 21 sinalizam um cenário completamente distinto da COP 15, de Kopenhagen. “Mais do que nunca, o Brasil precisa parar de perceber as mudanças climáticas como risco e passar a ver oportunidades”, afirmou Pereira.</p>
<p>Segundo o gerente da CPFL, haverá uma corrida por maior eficiência energética e avanços tecnológicos. Existem perspectivas de criação de instrumentos financeiros para incentivar a redução das emissões. Além disso, o lançamento dos chamados <i>green bonds</i> podem ser uma grande oportunidade para empresas brasileiras, enfatizou.</p>
<p>O fator de emissão de GEE no Sistema Interligado Nacional (SIN) refletiu o uso de fontes mais sujas dos últimos anos. De acordo com o consultor, o fator de emissão de GEE no SIN cresceu 364% entre 2011 e 2014, passando de um fator de 0,02 para 0,13. Isso pode ter representado ganhos expressivos para projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) baseados nesse fator, exemplificou.</p>
<p>As janelas de oportunidades são esperadas especialmente porque as metas estabelecidas no iNDC, embora voluntárias, uma vez assumidas, tornam-se vinculadas às legislações internas, lembrou Amaral, da ESALQ. “O compromisso assumido no iNDC terá de ser incorporado ao PDE”, disse Amaral, que moderou o debate.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Uso da terra e bioenergia</strong></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-climaticas-e-matriz-energetica" class="external-link">Matriz energética é tema do 2º debate sobre perspectivas para a COP 21</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/esperando-video-as-mudancas-climaticas-e-a-matriz-energetica-ciclo-tematico" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-matriz-energetica-ciclo-tematico-08-de-outubro-de-2015" class="external-link">Fotos</a></p>
<hr />
<p><span>1º encontro do ciclo:</span></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title">Notícia: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-estrategica-de-longo-prazo-para-questoes-da-agua-e-do-clima" class="external-link">Política estratégica de longo prazo para questões da água e do clima</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico-30-de-setembro-de-2015" class="external-link">Fotos</a></p>
<hr />
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">Mais conteúdos sobre clima</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pereira fez ressalvas às metas do iNDC no que se refere ao uso da terra e agropecuária. O documento prevê acabar com o desmatamento ilegal; restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares; recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; e aumentar 5 milhões de hectares de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas.</p>
<p>“Não sabemos como será possível por em prática as metas sobre uso da terra. Os 12 milhões de hectares de restauração e reflorestamento equivalem a 24 anos do atual desmatamento na Amazônia. Além disso, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas equivale a 30 anos do atual desmatamento na Amazônia”, mostrou Pereira.</p>
<p>O documento faz uma referência especial à bioenergia. Estipula a meta de aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para aproximadamente 18% até 2030. Isso será possível, segundo o texto, expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol, inclusive por meio do aumento da parcela de biocombustíveis avançados (segunda geração), e aumentando a parcela de biodiesel na mistura do diesel.</p>
<p>O iNDC brasileiro também menciona aumentar o uso das energias renováveis (solar, eólica e biomassa) para ao menos 23% na matriz de geração elétrica.</p>
<p>“Ficamos felizes ao ver referência ao setor bioenergético no iNDC, e em especial ao etanol. Mas ainda falta uma definição do papel da biomassa, ou do papel da energia do etanol e da bioeletricidade. O setor ainda se ressente de uma maior previsibilidade na política estratégica de energia”, disse Souza, da Unica.</p>
<p>Souza lembrou que o setor sucroalcooleiro entrega para a rede interligada mais de 4% da eletricidade consumida no País. Além disso, a cana é a terceira fonte energética mais importante, com 8% de participação na matriz elétrica em termos de capacidade instalada, o que demonstra a importância estratégica dessa fonte para o País, disse.</p>
<p>Apesar disso, bioeletricidade ainda participa nos leilões de energia no mesmo patamar de igualdade com as fontes “sujas”, compara Souza. “As regras dos leilões atuais consideram apenas o menor preço. Não incluem a precificação das externalidades positivas ou negativas de cada fonte. Isso quebra as expectativas do setor”, defendeu o representante sucroalcooleiro.</p>
<p>O professor Amaral lembrou que a integral mecanização dos canaviais no Estado de São Paulo permitiu um incremento energético vindo da palha da cana.</p>
<p>Para o consultor da Unica, o setor deverá olhar com cautela os detalhes das metas anunciadas na iNDC, pois os números ainda não foram integralmente divulgados pelo governo. “É preciso um desdobramento dessas metas para que possamos entendê-las adequadamente. Por exemplo: se os cálculos foram feitos sobre capacidade instalada ou sobre capacidade de produção efetiva, o perfil de análise muda consideravelmente", considera.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biocombustíveis</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-13T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-mobilidade-na-cidade-universitaria">
    <title>Especialistas discutem mobilidade na Cidade Universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-mobilidade-na-cidade-universitaria</link>
    <description>Alternativas de deslocamento e medidas que facilitem a mobilidade dentro do campus serão tratadas no dia 28 de março, às 9h, no IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedalusp" alt="Pedalusp" class="image-inline" title="Pedalusp" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Estação de bicicletas Pedalusp, na Poli-USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No <strong>dia 28, às 9h</strong>, o IEA sediará uma discussão sobre mobilidade na Cidade Universitária. Organizado pela Superintendência de Gestão Ambiental e pela Prefeitura do Campus, com apoio do IEA, o encontro tratará de alternativas de deslocamento para a comunidade USP, tendo como objetivo final a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental.</p>
<p><i>Mobilidade na CUASO USP </i>acontecerá na Sala de Eventos, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Não é necessário realizar inscrição prévia.<i> </i></p>
<p><span>De acordo com os organizadores, </span><span>o campus "C</span><span>idade Universitária Armando Salles de Oliveira" </span><span>precisa buscar alternativas para o deslocamento interno. </span></p>
<p>"A universidade tem a oportunidade e possibilidade de reforçar o seu papel não só ao propor fóruns de discussões sobre a temática, mas principalmente ao incorporar soluções que possam ser replicadas para a cidade de São Paulo", explica a superintendente de Gestão Ambiental da USP, Patricia Iglecias. Para ela, o campus pode funcionar como "laboratório" para a capital paulista.</p>
<p>O encontro reunirá diferentes atores da USP e externos para discutir temas como: o uso de bicicletas compartilhadas, melhorias nos percursos com foco nos pedestres, áreas de convívio no campus e formas de incentivo ao uso do transporte público (circulares), iluminação do campus.</p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Expositores</span></strong><span>:</span></p>
<p>- <strong>Paulo Saldiva</strong>, diretor do IEA;</p>
<p>- <strong>Roberta Consentino Kronka Mülfarth</strong>, Assessora Técnica de Gabinete da SGA;</p>
<p>- <strong>Matthew Shirts</strong>, Jornalista, colunista da Radio Band News. Foi <br /> Redator chefe da Revista National Geographic Brasil. Criador do site “Planeta Sustentável”;</p>
<p>- <strong>Larissa Rahmilevitz</strong>, Engenheira Ambiental da Comparti Bike;</p>
<p>- <strong>Ramiro Levy</strong>, Arquiteto, Coordenador de Projetos e Pesquisas da organização Cidade Ativa.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Mediadores</span></strong>:</p>
<p>-<strong> Patrícia Iglecias</strong>, Superintendente de Gestão Ambiental da USP;</p>
<p>- <strong>Osvaldo Shigueru Nakao</strong>, Superintendente de Espaço Físico da USP e Prefeito do Campus Capital USP.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Mobilidade na CUASO USP</strong><br /><i>28 de março, às 9h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Informações com Sandra Sedini</i><span>, pelo telefone (11) 3091-1678 ou </span><a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-24T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-analisam-o-papel-da-mobilidade-urbana-na-luta-pelo-direito-a-cidade">
    <title>Especialistas analisam o papel da mobilidade urbana na luta pelo direito à cidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-analisam-o-papel-da-mobilidade-urbana-na-luta-pelo-direito-a-cidade</link>
    <description>A função da mobilidade urbana na manutenção do direito à cidade será debatida em um seminário no IEA, no dia 8 de junho, às 10h. Cunhado em 1968 pelo filósofo francês Henri Lefebvre, o termo “direito à cidade” é relacionado à construção de uma cidade voltada para as necessidades das pessoas, que promova o encontro entre os diferentes.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mobilidade-e-direito-a-cidade" alt="Mobilidade e direito a cidade" class="image-inline" title="Mobilidade e direito a cidade" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A função da mobilidade urbana na manutenção do direito à cidade será debatida em um seminário no IEA, no dia <strong>8 de junho, às 10h</strong>. Cunhado em 1968 pelo filósofo francês Henri Lefebvre, o termo “direito à cidade” é relacionado à construção de uma cidade voltada para as necessidades das pessoas, que promova o encontro entre os diferentes. O evento <i>Mobilidade Urbana e Direito à Cidade</i> é público e gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Os interessados em participar presencialmente devem se <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3k7Xd-zaMtuSqurNYTrzJI8zXYFjVQ1Uk_W6xNVSdGpwgug/viewform">inscrever</a> previamente.</p>
<p><br class="kix-line-break" /> O conferencista será <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jorge-luiz-barbosa" class="external-link">Jorge Luiz Barbosa</a>, especialista em geografia urbana e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Alessandri Carlos</a>, professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/teoria-urbana-critica" class="external-link">Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</a>, que organiza o evento.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> De acordo com os organizadores do evento, “a questão da mobilidade, no âmbito do direito à cidade, coloca em causa as desiguais espacialidades dos sujeitos sociais”. Para eles, em um contexto de generalização urbana — ou urbanização —, a mobilidade dos indivíduos é determinante para a qualidade dos encontros mediados pelos espaços urbanos: “Ela explicita os lugares que podemos ir e vir, morar e trabalhar, festejar e viver nossa humanidade”.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Às cidades industriais que valorizavam o desenvolvimento econômico em detrimento do desenvolvimento humano, Lefebvre dava o nome de não-cidades. É frente a este horizonte de negação dos espaços urbanos aos cidadãos que os organizadores do encontro acreditam ser necessário pensar a mobilidade: “O debate crítico da mobilidade urbana é um recurso e fundamento para a conquista do direito à cidade”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil</span></p>
<hr />
<p><i><strong>Mobilidade Urbana e Direito à Cidade<br /></strong></i><i>8 de junho, 10h<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público e gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3k7Xd-zaMtuSqurNYTrzJI8zXYFjVQ1Uk_W6xNVSdGpwgug/viewform">inscrever</a><br /></i><i>Mais informações: Cláudia R. Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mobilidade-urbana" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<div></div>
<p> </p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-21T20:11:35Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-planejamento-urbano-da-inicio-a-programacao-da-escola-da-metropole">
    <title>Escola da Metrópole inicia atividades no IEA com seminário sobre planejamento urbano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-planejamento-urbano-da-inicio-a-programacao-da-escola-da-metropole</link>
    <description>O seminário 'Planejamento na Escala das Metrópoles: Experiências Realizadas e Perspectivas Atuais', no dia 16 de abril, foi a primeira atividade pública da Escola da Metrópole, núcleo de apoio à pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa sediado no IEA desde o início de abril. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminario-da-escola-da-metropole-16-4-2019/image" alt="Seminário da Escola da Metrópole - 16/4/2019" title="Seminário da Escola da Metrópole - 16/4/2019" height="318" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Pesquisadores, gestores públicos, pós-graduandos e graduandos lotaram o Auditório do IEA para assistir ao primeiro seminário da Escola da Metrópole</dd>
</dl></p>
<p>Resgatar a capacidade gestora do Estado numa sociedade com matriz escravocrata e patrimonialista e adotar um urbanismo tático, deixando um pouco de lado as grandes linhas funcionais e entrando numa concepção humanista. Essas foram as principais recomendações que perpassaram as exposições do seminário <i>Planejamento na Escala das Metrópoles: Experiências Realizadas e Perspectivas Atuais</i>, no dia 16 de abril, segundo o coordenador do encontro, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-whitaker" class="external-link">José Sette Whitaker</a>, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.</p>
<p>O seminário foi organizado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) Escola da Metrópole [<i>leia ao lado</i>]. Os expositores foram cinco professores ligados às questões urbanas: o ex-prefeito de São Paulo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-haddad">Fernando Haddad</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erminia-maricato">Ermínia Maricato</a>, da FAU-USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/omar-pereyra" class="external-link">Omar Pereyra</a>, da Pontifícia Universidade Católica do Peru [<i>leia texto nesta página</i>]; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-fernando-massonetto">Luís Massonetto</a>, da Faculdade de Direito (FD) da USP; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-de-mello-franco">Fernando de Mello Franco</a>, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Whitaker é coordenador da Escola da Metrópole, da qual fazem parte também Haddad, Ermínia e Massonetto, entre outros pesquisadores.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fernando-haddad-16-4-2019/image" alt="Fernando Haddad - 16/4/2019" title="Fernando Haddad - 16/4/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Fernando Haddad</dd>
</dl></p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Um novo NAP<br />sediado no Instituto</i></h3>
<p><i>O seminário </i>Planejamento na Escala da Metrópole: Experiências Realizadas e Perspectivas<i> foi a primeira atividade pública da Escola da Metrópole no IEA. A escola é um Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) instituído em dezembro de 2017 pela Pró-Reitoria de Pesquisa, com funcionamento inicialmente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e desde o início de abril, sediado no IEA (o</i><i>utro NAP baseado no Instituto é o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Observatório da Inovação e Competitividade</a>).</i></p>
<p><i>Segundo o coordenador da iniciativa, João Sette Whitaker, a Escola da Metrópole surgiu para articular as pesquisas de vários docentes da USP que vivenciaram experiências relevantes na administração de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad (2012-2016).</i></p>
<p><i>Diante de seu caráter inovador da iniciativa e por agregar muitas áreas da USP, o núcleo foi convidado pelo diretor do IEA, Paulo Saldiva, a desdobrar-se no Instituto com a denominação Grupo de Estudos de Políticas Públicas para a Metrópole Contemporânea a partir de meados de 2018. Agora, depois de submeter sua proposta à Comissão de Pesquisa do IEA no início de abril, o núcleo transferiu-se definitivamente para o Instituto.</i></p>
<p><i></i><i>A denominação oficial da Escola da Metrópole na PRP é Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas para a Metrópole Contemporânea: Cidades para Todos e para Cada Um: A Experiência de São Paulo a partir de 2013.</i></p>
<p><strong><i>As cidades na USP</i></strong></p>
<p><i>Na abertura do seminário, o pró-reitor de Pesquisa da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvio-canuto" class="external-link">Sylvio Canuto</a>, disse que há algum tempo a área de cidades “entrou no radar” da Pró-Reitoria de Pesquisa. “Começamos a verificar como essa área tem se expandido. Há vários grupos na USP, mas falta uma visão institucional. Talvez seja o caso de um projeto maior, com vários NAPs”, disse Canuto.</i></p>
<p><i>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiv</a>a, ressaltou que a USP só perde para a Universidade de Columbia, em Nova York, em termos de quantidade de pesquisas sobre cidade. "Mas lá, a universidade atende basicamente a demandas da prefeitura; aqui a iniciativa é dos próprios pesquisadores." O entendimento sobre as cidades é uma oportunidade também para a universidade, segundo ele, pois "envolve todas as áreas do conhecimento, promovendo uma interação entre as ciências naturais e humanas”.</i></p>
<p><strong><i>Próximos seminários</i></strong></p>
<p><i><i>Dois outros seminários da Escola da Metrópole já estão agendados: no dia 14 de maio, o tema será </i>Cidades para Todos e Cada Um – Construindo uma Metrópole Sustentável e Democrática<i>; o terceiro encontro será no dia 16 de junho e tratará de </i>Marcos Legais e Institucionais<i>.</i></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Morar na cidade</strong></p>
<p>Para Fernando Haddad, que é também professor do Insper e ex-ministro da Educação, "a frase 'o cidadão não mora no país, mora na cidade', apregoada pela onda municipalista surgida nos anos 80, não significa muita coisa; no entanto, se transformada na frase 'o cidadão não mora em sua casa, mora na cidade’, adquire um significado muito interessante”.</p>
<p>“Morar na cidade é diferente de morar na mancha urbana. Significa a possibilidade de acesso a uma série de serviços, interações e oportunidades que nos permitem vislumbrar um desenvolvimento urbano de qualidade.”</p>
<p>A preocupação de um gestor deve ser, disse, “fazer o pobre morar nessa cidade, trazendo-o a ela ou levando a cidade até ele, com um mínimo de isonomia de tratamento: escola, postos de trabalho, hospital etc.”.</p>
<p><strong>Mercado</strong></p>
<p>Para ele, é errado colocar a culpa no mercado imobiliário: “O dono faz uma planilha para ver se vale a pena construir e procura maximizar seu lucro. O problema é que quando a lei é elaborada isso não é feito de maneira muito participativa”.</p>
<p>Uma série de normas autoaplicáveis foi inserida no <a href="https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/marco-regulatorio/plano-diretor/">Plano Diretor Estratégico</a> produzido em sua gestão, disse Haddad, “por isso há uma pressão muito grande para mudá-lo”. “Quer se voltar à ideia do ‘sou dono do lote e quero a liberdade para explorá-lo.’”</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>As centralidades de Lima, Peru</strong></h3>
<p><dl class="image-inline captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/omar-pereira-16-4-2016/image" alt="Omar Pereyra - 16/4/2016" title="Omar Pereyra - 16/4/2016" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Omar Pereyra</dd>
</dl></p>
<p>Para contrastar a realidade das metrópoles brasileiras e de algumas estrangeiras e as pesquisas sobre políticas públicas nos dois casos, os seminários deste semestre da Escola da Metrópole preveem a participação de pesquisadores internacionais.</p>
<p>No primeiro encontro, o convidado foi o sociólogo Omar Pereyra, do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Peru.</p>
<p>Pereyra apresentou dados e constatações de pesquisa de seu grupo sobre as centralidades na cidade de Lima, Peru.</p>
<p>O grupo também participou da elaboração de um plano metropolitano para a capital peruana, mas a proposta não foi aprovada no final do processo.</p>
<p>Por estar situada numa zona sujeita a abalos sísmicos, efeitos intensos do El Niño, "além de problemas sérios de desgoverno", Lima é considerada “ingovernável", segundo Pereyra.</p>
<p>O trabalho do grupo é influenciado pelos estudos de novos sociólogos e antropólogos franceses, para quem “os centros urbanos podem ser fortes ou fracos", de acordo com sua capacidade de lidar com fatores adversos e alinhar as ações dos principais atores envolvidos, de acordo com Pereyra.</p>
<p>Ele explicou que Lima é uma das cidades mais antigas da América Latina, “uma cidade que nasceu cercada por uma muralha, demolida no século 19, quando ela começou a crescer em ritmo intenso e com um planejamento um pouco mais moderno".</p>
<p>A cidade teve três grandes planos. O primeiro foi um plano diretor para lidar com o crescimento, a transformação do solo rural em urbano, o zoneamento, grandes vias para conectar o centro com algumas grandes áreas distantes e o crescimento de favelas. “Não houve medidas para tolher esse crescimento”, afirmou</p>
<p>O segundo plano destinou-se a ampliar a rede metropolitana de transporte para a melhoria da mobilidade. Também atuou para a consolidação de quatro grandes áreas industriais, explicou Pereyra.</p>
<p>“O último plano foi aprovado em 2000 e resultou em grande crescimento imobiliário, com o relaxamento das normas para construção e o surgimento de edifícios de 15 a 20 andares, concentrados em áreas de classe média. Essa densificação não foi acompanhada de criação de espaços públicos e não levou em conta a largura estreita das vias.”</p>
<p>Para Pereyra, os planos diretores tem uma convicção marcante sobre a importâncias dos centros urbanos e não tem ideia de como descentralizar as cidades, deixando isso em grande parte a cargo do mercado. “O planejamento aparece como importante, mas é pouco claro; é um instrumento muito fraco diante de atores como o mercado e a sociedade civil”.</p>
<p>Em oposição a isso, Pereyra e outros pesquisadores resolveram propor a ideia de centralidades “Definimos lugares com grande densidade populacional, oportunidades de emprego, capacidade de atrair trabalhadores e estudantes e outros fatores”.</p>
<p>O que foi verificado é que as centralidades mais próximas do centro de Lima congregam pessoas que vêm de muito longe e centralidades mais periféricas atraem pessoas de regiões próximas a elas, explicou Pereyra.</p>
<p>“Várias delas estão repletas de atividades informais e publicidade abarrotando os espaços. Com os espaços públicos em situação mais dramática nas centralidades periféricas, com vendedores ambulantes invadindo calçadas e ruas.”</p>
<p>Em uma delas, a Gamarra, situada numa área antiga de Lima e um dos centros têxteis mais importantes da América Latina, o atual prefeito decidiu desalojar o comércio de ambulantes, “grande parte dele ligado a organizações criminosas”.</p>
<p>“Agora é mais limpa, diferente do que era, mas é cercada por policiais para impedir a entrada de ambulantes. Vai ficar assim enquanto a polícia estiver lá.”</p>
<p>A pesquisa indicou que as centralidades, apesar de dinâmicas, "funcionam de maneira subótima e poderiam melhorar de muitas formas". Há dificuldades para chegar em grande parte delas, questão a ser trabalhada por futuros planos. As calçadas são invadidas e o quadro geral não possibilita o desfrute da cidade. "Temos dúvidas se o espaço público realmente existe nelas", disse o pesquisador</p>
<p>Segundo ele, há um paradoxo entre o surgimento de centralidades e a descentralização. pois com o tempo as pessoas vinculadas às centralidades se afastam das áreas centrais da cidade: "Até que ponto as centralidades não se tornam segregadoras?", questionou Pereyra.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As nove maiores regiões metropolitanas abrigam 40% da população do país, mas “elas não têm saída sem o apoio estadual e federal”, afirmou.  É preciso detalhar como operacionalizar as cidades, defendeu. "Isso vai exigir um pacto federativo, pelo menos no que se refere às metrópoles.”</p>
<p>Haddad afirmou que não dá para chamar de cidade os locais distantes onde moram pobres, longe de oportunidades de trabalho. “Transporte público de massa é importante, mas é necessário lidar com a questão da terra”, abundante no centro de São Paulo, segundo ele.</p>
<p><strong>IPTU</strong></p>
<p>Diante disso, defendeu a implantação de um IPTU progressivo no tempo como mecanismo de lançamento de terras no mercado.</p>
<p>“Há infraestrutura no centro e terra para atender a todos, mas o poder público é pressionado para construir piscinões e BRT [<i>sigla em inglês para o sistema de transporte rápido por ônibus</i>] na periferia.”</p>
<p>Ermínia Maricato, que integra também a rede <a href="https://www.brcidades.org/">Br Cidades</a>, disse que o processo de urbanização do país durante o século 20 produziu muitas mazelas, “mas também alguns indicadores interessantes, como a forte queda na mortalidade infantil, o aumento na expectativa de vida e a queda na taxa de natalidade”, possíveis devido a fatores como o acesso à água e o atendimento pelos serviços de saúde pública.</p>
<p>Assim como Haddad, ela criticou a existência de prédios ociosos no centro de São Paulo, “com ocupantes sendo criminalizados, enquanto mais de um milhão de pessoas ocupam áreas de mananciais”.</p>
<p>“Como abrigar essas pessoas? Teríamos que mudar o mercado imobiliário, mas mudar isso num país patrimonialista, com grandes fortunas formadas nas cidades, não é fácil.”</p>
<p><strong>Fim de ciclo</strong></p>
<p>Para ela, o que melhor aconteceu foram os orçamentos participativos em São Paulo e em outras cidades, como parte de um ciclo virtuoso do qual fizeram parte várias iniciativas desde os anos 80, entre as quais a urbanização de áreas precárias, os Cieps, os corredores de ônibus, o novo arcabouço legal e a participação institucional.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/erminia-maricato-16-4-2019/image" alt="Ermínia Maricato - 16/4/2019" title="Ermínia Maricato - 16/4/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Ermínia Maricato</dd>
</dl></p>
<p>“Depois do ciclo virtuoso, com o dinheiro aparecendo, os municípios relaxaram e a sociedade relaxou na sua participação social.”</p>
<p>Em 2007, o país tinha um déficit de 7 milhões de moradias; 4 milhões foram construídas, mas o déficit continua em 7 milhões. Em sua opinião, isso deve-se ao fato de o aluguel ter se tornado excessivo para quem ele não era elevado antes. Além disso, “não controlamos o uso e a ocupação do solo.”</p>
<p>Não faltam planos, leis e conhecimento técnico para orientar o desenvolvimento das cidades, afirmou.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nap-escola-da-metropole-debate-instrumentos-de-governanca-participativa-em-seminario" class="external-link">Ex-prefeito e ex-secretários debatem planejamento de cidades com base em experiências</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/planejamento-na-escala-da-metropole-experiencias-realizadas-e-perspectivas-atuais" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/planejamento-na-escala-da-metropole-experiencias-realizadas-e-perspectivas-atuais-16-de-abril-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Legislação </strong></p>
<p>Luís Massonetto, ex-secretário de Negócios Jurídicos da capital paulista, discordou de Ermínia em relação ao arcabouço legal da área. Para ele, “o fracasso do direito urbanístico deve-se à má qualidade da legislação”.</p>
<p>“Me assusta a leitura laudatória do nosso ordenamento jurídico desde o Estatuto da Cidade. Se é tão bom e estamos há quase 20 anos celebrando o marco, por que a situação só vem a piorar?”</p>
<p><strong>Controle do território</strong></p>
<p>“Não pode haver ordenamento jurídico sem localização, sem controle estatal do território”, afirmou Massonetto, fazendo referência ao jurista conservador alemão Carl Schmitt (1888-1985). “Não existe mais o controle territorial”, disse.</p>
<p><dl class="captioned image-left" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luis-massonetto-16-4-2019/image" alt="Luís Massonetto - 16/4/2019" title="Luís Massonetto - 16/4/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Luís Massonetto</dd>
</dl></p>
<p>“Como secretário, eu cuidava das desapropriações e reintegrações de posse. A desapropriação é uma manifestação do domínio do Estado e como ele pode organizar o território. Se o Estado mal consegue operar as desapropriações, como vai lidar com todos os outros instrumentos?”</p>
<p>Ele considera uma ilusão a ideia de que a Constituição Federal tenha empoderado os municípios. “Deram um plano diretor para a gente brincar. Durante dez anos tentou-se institucionalizá-lo e poucos resultados se conseguiu depois desse período.”</p>
<p>Uma lacuna apontada por Massonetto é a dificuldade em se pensar a efetivação do plano de ordenação territorial local, pois “não conseguimos dialogar com a ordenação territorial mais ampla, que é de competência da União”.</p>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<p>A única maneira de reverter esse ciclo de perda de intervenção no território é a adoção de ações estratégicas, em seu entender.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fernando-de-mello-franco-16-4-2016/image" alt="Fernando de Mello Franco - 16/4/2016" title="Fernando de Mello Franco - 16/4/2016" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Fernando de Mello Franco</dd>
</dl></p>
<p>Em lugar de projetos, ele defende a opção por hipóteses: “Na gestão Haddad, foram implantados ciclovias e faixas de ônibus. Não foram improvisadas, mas não poderiam ser implantadas pela lógica do planejamento. No entanto, mostraram resultados”.</p>
<p>Para esse fim, Massonetto defende a criação de um arcabouço para inovação que ampare ações de experimentação, inclusive legislação em nível federal.</p>
<p>Fernando de Mello Franco, como Massonetto ex-secretário na gestão Haddad (em seu caso, de Desenvolvimento Urbano), também defendeu a ênfase em inovação, com a identificação “de processos que campos laboratoriais podem trazer para uma maior efetivação do que almejamos, sobretudo no enfrentamento dos problemas metropolitanos".</p>
<p><strong>Design</strong></p>
<p>Em vez de "projeto", ele prefere a concepção de “design” como forma de agregar valor ao produto da inovação. “Hoje o design é aplicado à formatação de serviços. Poderia ser aplicado aos serviços públicos.”</p>
<p>Franco destacou a elaboração do <a href="https://www.pdui.sp.gov.br/rmsp/">Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado</a> da Região Metropolitana de São Paulo, que teve a participação do governo do estado e dos 39 municípios da região e agora precisa ser transformado em lei. “Há questões que são sobreposições e outras são de interesse local. A proposta é focar apenas nas questões públicas de interesse comum.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luis-nassif-16-4-2019/image" alt="Luis Nassif - 16/4/2019" title="Luis Nassif - 16/4/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Luis Nassif</dd>
</dl>Como exemplo da capacidade de o interesse comum contribuir para a gestão da região, ele citou o caso da criação do bilhete único para o sistema de ônibus da capital em 2004, na gestão Marta Suplicy. A ideia foi de que, "a partir da implantação, os problemas surgiriam e a governança metropolitana seria construída”.</p>
<p>Presente na plateia, o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/conselho-deliberativo/ex-conselheiros/luis-nassif">Luis Nassif</a>, ex-conselheiro do IEA, foi convidado pelo coordenador do evento a comentar as exposições. Para ele, o encontro discutiu “um projeto de país a partir de suas metrópoles, que vivem uma guerra entre o Brasil institucional e as organizações criminosas”.</p>
<p>Nassif afirmou que deve ser estudado como realizar parcerias entre municípios, estados e União para levar os serviços públicos aos bolsões de pobreza das regiões metropolitanas. A questão é saber como “suprir de serviços onde o Estado fracassou”, para se contrapor ao controle pelo crime organizado, disse. “O país está em desconstrução, com o risco de ser dominado por organizações criminosas, e o mercado não tem projeto para Brasil.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-23T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/errantes-em-busca-de-caminhos-26-de-outubro-de-2015">
    <title>Errantes: Em Busca de Caminhos - 26 de outubro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/errantes-em-busca-de-caminhos-26-de-outubro-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T16:19:14Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/envelhecimento-saudavel-depende-da-qualidade-do-ambiente-urbano-avaliam-pesquisadores">
    <title>Envelhecimento saudável depende da qualidade do ambiente urbano, avaliam pesquisadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/envelhecimento-saudavel-depende-da-qualidade-do-ambiente-urbano-avaliam-pesquisadores</link>
    <description>O envolvimento ativo na vida em sociedade, a prevenção de doenças e o bom funcionamento cognitivo e físico são fundamentais para garantir o envelhecimento com saúde, segundo pesquisadores no evento "Envelhecimento Saudável e Ambiente Urbano"</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-126a0601-7fff-cfee-5ab6-ebce2192598c"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Envelhecimento-saudavel-Prefeitura-municipal-de-Jundiai.png/image" alt="Envelhecimento saudável" title="Envelhecimento saudável" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O exercício físico está entre as práticas do envelhecimento ativo (Foto: Prefeitura de Jundiaí)</dd>
</dl>A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que até 2050 a população com mais de 60 anos chegará a 2 bilhões de pessoas em todo o planeta. Com uma transição demográfica dessa escala, diversas pesquisas buscam entender como é possível promover o envelhecimento saudável, que pressupõe baixa chance de doença, bom funcionamento cognitivo e físico e envolvimento ativo na vida em sociedade.</span></p>
<p><span><br />O evento "Envelhecimento Saudável e Ambiente Urbano", que aconteceu no dia 8 de março, debateu o papel do ambiente urbano nesse desafio e propostas para torná-lo mais saudável e amigável à população idosa. O encontro foi organizado pelo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-espaco-urbano-e-saude">Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde</a><span>, do IEA.</span></p>
<p><span><strong>Ambiente amigável</strong></span></p>
<p>Para entender como os ambientes físico e social influenciam o envelhecimento saudável, o conferencista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thiago-herick-de-sa" class="external-link">Thiago Hérick de Sá</a> destacou que é preciso considerar que o processo de urbanização não ocorre de forma homogênea, tanto entre países como dentro das próprias populações. "Nas cidades brasileiras, temos uma trajetória ascendente, uma urbanização rápida, desigual e muitas vezes descontrolada. Nos dá um paralelo do que acontece em muitas cidades da África e da Ásia", em países como Gana e Bangladesh, afirmou. Esse fator tem influência no próprio planejamento urbano e na construção de cidades mais humanizadas. Thiago é doutor em nutrição pública pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e trabalha com ambiente urbano saudável no departamento Age-Friendly Environments da OMS.</p>
<p><span>Uma comparação da OMS entre a expectativa de vida das pessoas existentes e a expectativa de vida ao nascer de novas pessoas do ano 2000 a 2019 mostra que estamos vivendo mais, mas não necessariamente melhor. Segundo Thiago, alguns fatores que determinam o ambiente e o contexto em que os indivíduos vivem são: lar e infraestrutura; as relações sociais; atitudes e valores; e as políticas sociais e de saúde.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<div><strong>Notícia</strong></div>
<div>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-estudara-as-relacoes-entre-a-saude-e-o-contexto-geografico-das-cidades" class="external-link">Grupo estuda relações entre saúde e contexto geográfico das cidades</a></li>
</ul>
</div>
<div><span id="docs-internal-guid-9ad8ced6-7fff-163d-c311-b5f3e4bdb1a0"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-estudara-as-relacoes-entre-a-saude-e-o-contexto-geografico-das-cidades"><span><br /></span></a></span></div>
<div><strong><strong>Eventos<br /></strong><br />"Envelhecimento Saudável e Ambiente Urbano"</strong></div>
<div><span id="docs-internal-guid-ffb8a209-7fff-2ea4-a491-3f83473d2a6f"> 
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/envelhecimento-saudavel-e-ambiente-urbano" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<div><br /><span id="docs-internal-guid-37537dfb-7fff-a2e1-84d2-8002042335d0"><strong>"Covid-19 e Urbanidade: Aprendizados e Perspectivas Futuras"</strong><br /> 
<ul>
<li><span id="docs-internal-guid-37537dfb-7fff-a2e1-84d2-8002042335d0"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2021/covid-19-e-urbanidade-aprendizados-e-perspectivas-futuras" class="external-link">Vídeo</a></span></li>
</ul>
</span></div>
</span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><span>Ele </span><span>expôs dois conceitos para entender o impacto do ambiente nas pessoas: a capacidade intrínseca – que diz respeito às capacidades do indivíduo que tendem a se perder com o envelhecimento, como a capacidade de andar; e a capacidade funcional – que corresponde às capacidades intrínsecas associadas ao que o ambiente pode oferecer, como tecnologias assistivas, transporte público acessível, modificações habitacionais e assistência pessoal para as atividades diárias.</span></span></p>
<p><span><span> </span>Um ambiente amigo do envelhecimento saudável seria, portanto, "um ambiente que promove o envelhecimento saudável e ativo ao longo da vida e que permite que você prolongue as suas capacidades intrínsecas e garanta suas capacidades funcionais até o fim da vida", pontuou. De acordo com a OMS, as cidades e comunidades amigas das pessoas idosas precisam de atividades que perpassem domínios relacionados aos serviços públicos, serviços municipais, e aos ambientes físico e social.</span></p>
<p><span>Isso quer dizer que, ao sair de casa e caminhar até o mercado, uma pessoa idosa deve poder encontrar habitações acessíveis, bairros seguros, bancos para descansar, banheiros públicos, calçadas e travessias disponíveis por toda a parte, serviços de suporte, transporte público acessível e atendentes receptíveis. A OMS mantém um registro de cidades amigáveis pelo mundo, e é possível </span><a href="https://extranet.who.int/agefriendlyworld/submit-afp/">inscrever as ações</a><span> praticadas em cada local.</span></p>
<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-5bb75293-7fff-2c41-6f8f-b5b507b0e529"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lais-fajersztajn" class="external-link">Laís Fajersztajn</a>, membra da Latin American and Caribbean Consortium on Dementia e pesquisadora do IEA, apresentou um trabalho em andamento que busca entender a relação entre local de moradia (distância das vias de tráfego intenso) e patologias do cérebro relacionadas ao envelhecimento, como problemas cognitivos e a doença de Alzheimer. O estudo foi realizado com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, e outros colaboradores em parceria com o banco de cérebros da faculdade. As amostras são de pessoas falecidas com mais de 50 anos que entraram no banco do cérebro da FMUSP entre 2004 e 2013.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Apesar de apresentar limitações, como falta de dados sobre o tempo de moradia, Laís afirmou que o estudo não mede exatamente a poluição do ar, mas sim uma série de condições do ambiente que influenciam os resultados, bem como questões socioeconômicas, pois o tempo despendido no trânsito (daqueles que moram mais longe das grandes vias de tráfego) para deslocamento seria um fator importante no contato com a carga de poluição. Segundo a doutora em </span><span>ciências pela FM-USP, </span><span>os resultados preliminares mostram um indício forte de que o ambiente está influenciando a cognição dos idosos em São Paulo.</span></p>
<p><span><strong>Sentido do envelhecimento</strong></span></p>
<p><span>Saldiva acredita que em cidades grandes há o benefício da invisibilidade, que pode corresponder a uma certa liberdade de viver sem julgamentos. Com o tempo, essa invisibilidade pode se tornar uma "maldição", conforme se perdem laços e redes de suporte físico e emocional ao envelhecer. Para ele, uma cidade saudável é aquela que dá sentido para o cidadão acordar no dia seguinte, independentemente de sua vulnerabilidade.</span></p>
<p><span>"Se a saúde é desigual no mundo, em todos os indicadores, talvez o maior nível de desigualdade se encontre nos idosos de regiões pobres em relação aos mais ricos", apontou Saldiva.</span></p>
<p><span>Para o professor, além das políticas públicas citadas, seria preciso identificar as redes de colaboração social da microcomunidade, ou seja, de que forma as comunidades "sobrevivem às vicissitudes da vida" e estabelecem ajuda mútua, principalmente quando há falta de políticas públicas. Da mesma forma, "a questão da regulamentação do trabalho urbano compromete o sentido da sua vida quando ele passa a ser pagar boleto e trabalhar longas horas sem que você possa cuidar de si e das pessoas que você gosta e investir na sua própria saúde", afirmou Saldiva.</span></p>
<p><span><strong>Envelhecimento ativo</strong></span></p>
<p><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEBSaldiva-Ligia-e-Thiago-Herick-de-Sa-Envelhecimento-Saudavel.png/image" alt="Paulo Saldiva, Lígia Vizeu e Thiago Hérick de Sá" title="Paulo Saldiva, Lígia Vizeu e Thiago Hérick de Sá" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Da esquerda para a direita: Paulo Saldiva, Thiago Hérick de Sá e Ligia Vizeu com conferencistas em transmissão</dd>
</dl>O envelhecimento ativo foi conceituado pela OMS, antevendo as mudanças demográficas que o mundo estava sofrendo em razão da longevidade. Segundo </span>Egídio Dorea<span>, doutor em nefrologia pela USP, o termo diz respeito ao fenômeno de envelhecimento social no qual, com o aumento da expectativa de vida, é permitido às pessoas uma maior participação em trabalhos formais e atividades não remuneradas, bem como manter vidas saudáveis, autônomas e independentes. Dorea apontou que esse envelhecimento se baseia em quatro pilares principais: saúde, participação, educação e proteção.</span></p>
<p><span>Um fator importante para o envelhecimento saudável apontado pelo médico é a percepção sobre o próprio envelhecimento, pois uma percepção positiva estimula a adoção de hábitos saudáveis e de controle de doenças. Outro fator é a inclusão digital e aprendizado continuado, como forma de inserção na sociedade atual. Dorea apontou que, no Brasil, a primeira cidade "amiga de todas as idades" é Veranópolis, no Rio Grande do Sul. O projeto começou em 2015 e hoje é uma cidade adaptada à população idosa.</span></p>
<p><span>Carlos Leite, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do IEA, expôs uma pesquisa realizada pelo Mackpesquisa em 2022 sobre as possíveis relações do ambiente construído em São Paulo com o infarto do miocárdio. O estudo demonstrou que as chances de óbitos de pacientes com menos de 60 anos que vivem mais próximos aos equipamentos relacionados a atividades físicas diminuem significativamente em comparação aos que vivem mais longe. Segundo ele, a pesquisa demonstra que se a cidade tivesse equipamentos relacionados a atividades físicas a uma distância média de 1km de seus moradores, teríamos uma cidade mais saudável no que se refere a doenças do coração.</span></p>
<p><span>Como referências para informações sobre cidades amigáveis de todas as idades, Leite indicou os Bapi (Bairros Amigáveis à Primeira Infância), a Fundação Bernard van Leer, holandesa, e o Guia Global: Cidade Amiga do Idoso, da OMS.</span></p>
<p>A coordenação do evento foi de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, professora na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde.</p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Idosos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Espaço Urbano e Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-03-16T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-os-instrumentos-para-o-financiamento-das-cidades">
    <title>Encontro debate instrumentos para financiamento das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-os-instrumentos-para-o-financiamento-das-cidades</link>
    <description>Seminário "Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social" será realizado no dia 12 de setembro, às 14h, na Sala Alfredo Bosi. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eixos-de-transformacao-da-estruturacao-urbana-plano-diretor-de-sao-paulo" alt="Eixos de Transformação da Estruturação Urbana - Plano Diretor de São Paulo" class="image-inline" title="Eixos de Transformação da Estruturação Urbana - Plano Diretor de São Paulo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Eixos estruturantes previstos pelo </strong><strong><a class="external-link" href="http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/marco-regulatorio/plano-diretor/">Plano Diretor Estratégico</a></strong><strong> da cidade de São Paulo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Os instrumentos de financiamento do desenvolvimento das cidades brasileiras e o urbanismo social serão discutidos em encontro no </span><strong>dia </strong><strong>12 de setembro, das 9h às 17h</strong><span>, na Sala Alfredo Bosi do IEA. As exposições serão feitas por professores e pesquisadores que se dedicam a questões relacionadas com os sistemas urbanos.</span></p>
<p>O seminário <i>UrbanSus:</i> <i>Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social </i>é uma iniciativa do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>. Para participar presencialmente é preciso efetuar inscrição via <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8XmErT0Qcusf36RmVB6afYu27TdapfF5TnLhIP2XA5KNnqg/viewform">formulário online</a>. Quem não puder comparecer poderá acompanhar a transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> do evento pela internet, sem necessidade de inscrição.</p>
<p><i> </i></p>
<p>Os principais termos a serem discutidos são:</p>
<ul>
<li>o urbanismo gerando valor e as formas de mobilização e captura da valorização do solo, as contribuições por melhoria e os instrumentos não tributários de financiamento de projetos urbanos e de promoção do urbanismo social;</li>
<li>as políticas públicas urbanas de promoção e viabilização da qualificação da cidade em suas dimensões social, urbana, econômica e ambiental, compreendidas de forma sistêmica.</li>
<li>os instrumentos de financiamento da cidade abordados na rede de pontos que devem ser conectados para viabilizar as cidades globais brasileiras com um desenvolvimento socioterritorial mais equilibrado.</li>
</ul>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><i>Leias mais notícias<br /> sobre o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/noticias" class="external-link">Programa<br /> USP Cidades Globais</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os expositores serão: o jurista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/victor-carvalho-pinto" class="external-link">Victor Carvalho Pinto</a>, <span style="text-align: justify; "> especializado em direito urbanístico e regulação de infraestruturas e consultor Legislativo do Senado Federal; </span>o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-sandroni">Paulo Sandroni</a><span>, do Lincoln Institute of Land Police, EUA, e da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo; o engenheiro </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-bucalem" class="external-link">Miguel Bucalem</a><span>, da Escola Politécnica da USP e ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo; a arquiteta </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-royer" class="external-link">Luciana Royer</a><span>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP; o urbanista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/henrique-evers" class="external-link">Henrique Evers</a><span>, da </span><span>WRI Ross Center for Sustainable Cities; a arquiteta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-santoro" class="external-link">Paula Santoro</a>, da FAU-USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kazuo-nakano" class="external-link">Kazuo Nakano</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, ex-ministro da Fazenda e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV)<span>,</span> </span><span>e o urbanista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-leite-de-souza" class="external-link">Carlos Leite</a><span>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador convidado do Programa USP Cidades Globais do IEA.</span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<p><i><strong>Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social<br /></strong></i><i>12 de setembro, 9h<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto a todos os interessados, mediante inscrição via </i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8XmErT0Qcusf36RmVB6afYu27TdapfF5TnLhIP2XA5KNnqg/viewform">formulário online</a><br /></i><i>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/instrumentos-de-financiamento-da-cidade" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-17T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agua-liquida-mas-nao-certa">
    <title>Em São Paulo, água líquida, mas não certa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agua-liquida-mas-nao-certa</link>
    <description>Especialistas analisam motivos do esgotamento das fontes hídricas na Região Metropolitana de São Paulo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/anhangabau/@@images/a6eb81d4-21cd-4fca-92f3-815e9019f36b.jpeg" alt="Anhangabaú" class="image-inline" title="Anhangabaú" /></p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: start; "><strong>Vale do Anhangabaú, em 1890: plantações de chá do Barão de Itapetininga. Ao centro, o córrego Anhangabaú. </strong></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: start; "> </span></p>
<hr />
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; ">O  sistema de abastecimento de água de São Paulo começou a ser montado no  início do século 18. Utilizado até o limite, o córrego do Anhangabaú foi  um dos primeiros mananciais abandonados na capital paulista devido à  urbanização de seu entorno, em meados do século 19.<br />A  expansão demográfica e a ocupação desordenada do território seguiram  degradando os recursos naturais ao longo da história. Os paulistanos  viram a ascensão e queda das fontes do Ipiranga, dos mananciais de Cotia  e Rio Claro; dos rios Tamanduateí, Tietê e Pinheiros; das represas  Guarapiranga e Billings. <br />O colapso do Sistema Cantareira,  evidenciado na crise hídrica de 2014, ficará na memória dos cidadãos,  das empresas e dos gestores públicos, especialmente pela lição sobre o  devido valor da água.</p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A lógica da urbanização desordenada tem levado muitas cidades a  expandir seus sistemas de abastecimento para fontes de água cada vez  mais distantes. O paradigma hidráulico dos séculos 19 e 20, que norteou  governos tecnocráticos e centralizados, não é privilégio só do Brasil.</p>
<p>Nova York seguiu um longo caminho em busca de sua famosa água, antes  de chegar à <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-york-a-metropole-com-a-agua-mais-pura-do-planeta-1" class="external-link">gestão integrada baseada na conservação ambiental</a> que hoje  serve de modelo para o mundo. Na Espanha e na França, megaprojetos de  obras civis e seus impactos na gestão hídrica das metrópoles rendem  discussões calorosas, como ficou evidente em <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/momento-de-repensar-a-logica-das-grandes-obras-e-equilibrar-privilegios" class="external-link">debate realizado no IEA com  especialistas desses países</a>, em visita ao Brasil em novembro de 2015.</p>
<p>“Será que essa lógica de urbanização deve ser mantida? Quais fatores  no Brasil e na Região Metropolitana de São Paulo fazem esse padrão de  degradação?”, questionou o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/janes-jorge" class="external-link">Janes Jorge</a>, da Universidade  Federal de São Paulo (UNIFESP), em <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-questionam-conceitos-201cemprestados201d-a-historia-ambiental" class="external-link">encontro </a>que mostrou a  transversalidade de temas como história, meio ambiente e gestão hídrica,  realizado em setembro de 2015 no IEA.</p>
<p>Mas se o aporte na capacidade do sistema de abastecimento é uma  necessidade, as medidas estruturais empreendidas não têm sido  suficientes para abastecer a crescente população das metrópoles. Em São  Paulo, por exemplo, mesmo com os investimentos, “tem ocorrido uma  redução do volume de água <i>per capita</i> disponível nos mananciais  para captação e no volume que as estações de tratamento de água (ETA)  têm capacidade de tratar”, mostra o artigo <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-40142015000200007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">“Crise de abastecimento de  água em São Paulo e falta de planejamento estratégico”</a>, publicado no  volume 29 do número 84 da Revista Estudos Avançados.</p>
<p>Os autores mostram uma combinação perversa na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Além da redução dos volumes diários <i>per capita</i>,  os mananciais, cada vez menos resilientes, ficam mais suscetíveis a  eventos climáticos como o ocorrido no verão de 2013-2014. Porém, ainda  que a redução da disponibilidade de água esteja relacionada a um período  de estiagem e de temperaturas muito acima das normais climatológicas, a  perda de capacidade de atendimento “é o reflexo da falta de  planejamento estratégico que afeta o sistema de abastecimento da Região  nos últimos dez anos”, constata o artigo.</p>
<p>A desinformação sobre a real situação dos mananciais também reflete  nos hábitos de consumo e na percepção sobre o valor da água, pois mesmo  numa crise iminente muitos só acreditam no comprometimento dos recursos  hídricos quando a água não chega à torneira. E falta de transparência é  um importante fator que reflete na eficiência das políticas públicas e  na conscientização ambiental, mostram os autores.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/home-seca-na-cantareira" alt="Home seca na Cantareira" class="image-inline" title="Home seca na Cantareira" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Falta de planejamento e eventos climáticos extremos levaram à crise hídrica, mostra estudo publica na revista IEA.<br /></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais">Programa USP Cidades Globais</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view">Entrevista</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-ainda-precisa-de-mais-obras-hidraulicas-diz-braga">Brasil ainda precisa de mais obras hidráulicas, diz Braga</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view">Notícias</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-york-a-metropole-com-a-agua-mais-pura-do-planeta-1" class="external-link">Nova York, a metrópole com a água mais pura do planeta</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-de-servicos-ambientais-no-brasil">PSA ainda traz poucos resultados práticos à conservação em São Paulo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/momento-de-repensar-a-logica-das-grandes-obras-e-equilibrar-privilegios">Momento de repensar a lógica da gestão da água e equilibrar privilégios</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-questionam-conceitos-201cemprestados201d-a-historia-ambiental">Especialistas questionam conceitos “emprestados” à história ambiental</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Se por um lado não falta arcabouço legal sobre a gestão e a  conservação dos recursos naturais, tudo indica que a participação dos  cidadãos, bem como a disponibilidade de financiamentos, não têm sido  grandes problemas no que se refere à gestão e recuperação de bacias  hidrográficas brasileiras. O tema é tratado no artigo “As águas  metropolitanizadas do Alto Tietê”, da coletânea “Meio ambiente e saúde: o  desafio das metrópoles”, organizada pelo diretor do IEA, Paulo Saldiva e  outros autores.</p>
<p>Entre inúmeras políticas públicas, o Programa Córrego Limpo tinha um  cronograma de despoluir mais de 300 córregos metropolitanos até 2012.  Após a despoluição e instalação de redes de esgoto, teve início a  revitalização das margens e áreas de várzeas, além da construção de  parques lineares. O Parque Várzeas do Tietê pretende ser o maior parque  linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e investimentos de R$  1,7 bilhão até 2022.</p>
<p>Por outro lado, o Projeto Tietê, apresentado em meio ao furor  ambientalista da Rio 92, ainda deixa dúvidas sobre o cumprimento de suas  metas, após bilhões de dólares e 24 anos investidos na despoluição do  maior canal da metrópole paulistana e maior curso d´água do estado.</p>
<p>O que ainda representa uma incógnita ao senso comum é o fato de que a  realidade das metrópoles brasileiras contrasta desastrosamente com as  legislações e as políticas ambientais vigentes no Brasil, consideradas  das mais avançadas do mundo.</p>
<p>A partir de 1997, o abastecimento público passou a ser regido pelo  Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh),  regulamentado pela Lei 9.433. Considerada uma das mais sofisticadas do  mundo, a nova legislação criou, entre outros instrumentos, a Política  Nacional de Recursos Hídricos. Entre seus diferenciais, a nova lei  considera a natureza federativa do país.</p>
<p>A chamada Lei das Águas inclui “novos paradigmas de descentralização,  utilização de instrumentos econômicos para a gestão e participação  pública no processo de tomada de decisão”, traz texto do artigo “<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142008000200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Pacto  federativo e gestão das águas”</a>, publicado no número 63 da revista  Estudos Avançados. Entre outros autores, o artigo é assinado pelo atual  secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/benedito-braga?searchterm=benedito" class="external-link">Benedito Braga.</a></p>
<p>Com longa experiência no setor de recursos hídricos, o professor  Benedito Braga, da Escola Politécnica, já passou pela Agência Nacional  de Águas e é presidente do Conselho de Administração da Sabesp, além de  presidente do Conselho Mundial das Águas.</p>
<p>Em <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-ainda-precisa-de-mais-obras-hidraulicas-diz-braga" class="external-link">entrevista</a> ao IEA, Braga fala da necessidade de  investimentos em obras de engenharia, sobre gestão integrada dos  recursos hídricos e das ações do estado no que se refere ao sistema de  abastecimento, incluindo a transposição do rio Itapanhaú, no litoral  norte. O traçado da obra é contestado por ambientalistas porque poderá  desmatar remanescentes florestais no Parque Estadual da Serra do Mar,  uma das mais importantes Unidades de Conservação do Brasil.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">créditos: LAAMARAL/netleland; Fernando Stankus - Flickr</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>History</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-09T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva">
    <title>Em novo livro, Paulo Saldiva analisa problemas das metrópoles que impactam na saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva</link>
    <description>A análise é focada principalmente na cidade de São Paulo, que, para Saldiva, é um laboratório natural para o estudo dos problemas urbanos e sua relação com o viver humano</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-livro-vida-urbana-e-saude" alt="Capa Livro - Vida urbana e saúde" class="image-right" title="Capa Livro - Vida urbana e saúde" />O médico Paulo Saldiva, diretor do IEA, lançará no dia <strong>3 de abril</strong> o livro "Vida Urbana e Saúde - Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles"<i> </i>(Editora Contexto, 128 páginas), no qual analisa os principais problemas que atingem os grandes aglomerados urbanos. A sessão de autógrafos acontecerá <strong>às 19h</strong>, na livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073).</p>
<p dir="ltr"><span>Professor da Faculdade de Medicina da USP, Saldiva reúne na obra o que considera suas duas paixões: a medicina e a cidade de São Paulo, onde nasceu. Segundo ele, pela sua complexidade, a metrópole pode ser entendida como um laboratório natural para o estudo dos problemas urbanos e sua relação com o viver humano. “Uma cidade saudável é aquela em que seus cidadãos têm boa qualidade de vida”, defende. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A obra aborda, nos primeiros capítulos, o desenvolvimento urbano desde o início das cidades, apresentando mapas como do aumento da mancha urbana em São Paulo. Em seguida, Saldiva analisa doenças como obesidade, ansiedade, infecções. O professor discorre, ainda, sobre problemas tipicamente urbanos, como violência, ilhas de calor, imobilidade e poluição, com dados como os do aumento dos casos de internação por leptospirose em relação a pluviosidade na cidade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Por sua formação como patologista, Saldiva trata a cidade como um ser vivo. Ao fazer diversas comparações entre o funcionamento da cidade e do corpo humano, o autor facilita o entendimento dos problemas urbanos e como eles afetam o próprio habitante da cidade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Obesidade é um deles [dos problemas]. A cidade cresceu mais do que o seu esqueleto e articulações podem suportar, vergando-se ao excesso de peso e de prédios. Calvície, representada pela expressiva destruição da sua cobertura vegetal, é outro achado importante. Importantes também são a bronquite crônica, resultado de anos de inalação de um ar poluído, como também insuficiência renal, definida pela incapacidade de excretar os resíduos de forma adequada e eficiente”, exemplifica um trecho da apresentação do livro.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na apresentação, o autor destaca que 54% da população mundial é urbana, enquanto no Brasil este número é ainda maior: cerca de 84%. “O encantamento da convivência humana, porém, habita o mesmo espaço do adoecimento, provocado pela falta de saneamento, pela contagiosidade de moléstias que chegam por mosquitos, pela poluição do ar, pela violência, e pela premência do viver moderno”, explica Saldiva.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O livro já está à venda e pode ser encontrado em algumas livrarias online. </span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/JPbKHuhQJeM" width="560"></iframe></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-15T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/impactos-coronavirus">
    <title>Em meio à crise do coronavírus, pesquisadores do IEA dedicam-se a estudos sobre os impactos da pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/impactos-coronavirus</link>
    <description>Diferentes grupos de pesquisa têm se dedicado a analisar as maneiras de conter a transmissão da doença e as consequências dessa situação emergencial </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-andres-hernandez-arriagada-400x267/image" alt="Carlos Andrés Hernández Arriagada " title="Carlos Andrés Hernández Arriagada " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O arquiteto Carlos Andrés Hernández Arriagada | Foto: Leonor de Calasans/IEA-USP </dd>
</dl>O confinamento da população imposto pela pandemia do coronavírus tem testado a capacidade das metrópoles brasileiras para lidar com a crise. Além do impacto no sistema de saúde, o esforço para conter a transmissão da doença alterou o funcionamento de serviços essenciais e as relações de convivência entre os habitantes.<br /><br />Pesquisadores do IEA de diferentes grupos de pesquisa têm se dedicado a analisar as maneiras de conter a transmissão da doença, as consequências dessa situação emergencial e o que o governo tem feito, ou pode fazer, para minimizar seus efeitos. <br /><br />Um deles é o arquiteto <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-andres-hernandez-arriagada" class="external-link">Carlos Andrés Hernández Arriagada</a>, professor da Universidade Mackenzie e pós-doutorando do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA. Liderando a equipe do <a class="external-link" href="https://www.lab-strategy.com/">Labstrategy</a> (Laboratório de Estratégias Projetuais), projeto de pesquisa sobre desenvolvimento urbano fundado em 2013, Hernández começou, ainda em meados de fevereiro, a pesquisar o impacto do coronavírus em centros urbanos.<br /><br />Inicialmente, o foco do estudo era na cidade chilena de Concepción — apesar de morar há 35 anos no Brasil, Hernández segue próximo, em suas pesquisas, de seu país natal. No início de março, a pedido de professor Marcos Buckeridge, coordenador do Cidades Globais, Hernández coordenou uma análise brasileira, focada nas regiões paulistanas do Brás e de Paraisópolis.<br /><br />A metodologia da pesquisa liderada pelo arquiteto seguia o padrão do Labstrategy: entender as vulnerabilidades de regiões fragilizadas da cidade, e a partir disso orientar como lidar com os impactos de uma pandemia nessas regiões. “Nosso trabalho é identificar cenários críticos futuros e gerar soluções”, resume Hernández.<br /><br /></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Reunião sobre medidas de mitigação do Covid-19</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/coronavirus-reuniao" class="external-link">Notícia</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/reuniao-medidas-de-mitigacao-covid-19-1" class="external-link">Vídeo</a><span class="external-link"> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/reuniao-sobre-medidas-de-mitigacao-do-covid-19-12-de-marco-de-2020" class="external-link">Fotos</a></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O estudo de caso do Brás, <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/a-covid-19-na-cidade-o-impacto-da-desigualdade" class="external-link">apresentado em <span class="external-link">reunião no IEA</span></a> no dia 12 de março, mostrou que sem a aplicação de medidas de contenção a transmissão da doença poderia sair do controle. Ao analisar a “feirinha da madrugada”, feira de roupas a céu aberto que ocorre no bairro semanalmente e recebe até 25 mil pessoas, Hernández calculou que, em seis horas, todas essas pessoas poderiam ser expostas ao vírus — bastaria que apenas 2 ou 3 pessoas contaminadas fossem à feira.<br /><br />No caso de Paraisópolis, o pesquisador <a class="external-link" href="https://wixlabs-pdf-dev.appspot.com/assets/pdfjs/web/viewer.html?file=%2Fpdfproxy%3Finstance%3DlFUk1YSF7Du13nbhxqelykGN9WHSHJM2eOzlx37XwZ8.eyJpbnN0YW5jZUlkIjoiZTYwYWY2NmItY2JlOC00OGNiLWI0YWEtZGZmYjE0Nzk5NWFlIiwiYXBwRGVmSWQiOiIxM2VlMTBhMy1lY2I5LTdlZmYtNDI5OC1kMmY5ZjM0YWNmMGQiLCJtZXRhU2l0ZUlkIjoiYWQ3ZDM0YzUtNGM5Yy00ZjczLWJjODEtMGI1NmI4NDEzYmRkIiwic2lnbkRhdGUiOiIyMDIwLTA0LTE0VDE2OjA0OjU5LjgxOFoiLCJkZW1vTW9kZSI6ZmFsc2UsImFpZCI6ImIwN2E1ZjI4LTQwZjMtNDJjYi04YTM4LWQyMjg3ZDBlZTU3OCIsImJpVG9rZW4iOiI0Yjc3YzJhZS04Nzc0LTA3YjgtMDgyYi1kNGFkYWMzOGFlNzMiLCJzaXRlT3duZXJJZCI6ImNkODVlZGFmLWU1NjAtNDg3ZS04NWQ3LWU0MWU2MjM3MTIxNyJ9%26compId%3Dcomp-k8gklcyp%26url%3Dhttps%3A%2F%2Fdocs.wixstatic.com%2Fugd%2Fcd85ed_8811c50147a2426fad5b66931e14d841.pdf#page=1&amp;links=false&amp;originalFileName=ESTRATEGIAS%20COVID%2019_%20CARLOS_HERNANDEZ%20_&amp;locale=pt&amp;allowDownload=false&amp;allowPrinting=false">publicou no site do Labstrategy</a> orientações para prevenir a disseminação da doença na comunidade. A região foi escolhida por conta de sua alta densidade e abrangência territorial, mas suas fragilidades, similares a outras áreas de vulnerabilidade da cidade, permitem que o estudo seja aplicado em outras comunidades paulistanas.<br /><br />Essa fragilidade territorial, explica Hernández, é tanto por conta da degradação do meio ambiente como em relação à carência de renda, qualidade da moradia e distância de equipamentos e serviços necessários.<br /><br />Entre as orientações para conter a transmissão, o artigo sugere o desenvolvimento de uma rede de atendimento emergencial no local, com médicos e equipe de suporte monitorando a situação, além de medidas para identificar e recuperar possíveis focos endêmicos, como córregos com despejo de esgoto. <br /><br />“Infelizmente, a confirmação <i>[no dia 4 de abril]</i> de 70 casos em Paraisópolis indica que as medidas preventivas não foram aplicadas”, lamenta Hernández.<br /><br /><b>Resiliência</b><br /><br />Outra pesquisa do Instituto a lidar com o tema é do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/a-resiliencia-financeira-das-cidades-contemporaneas" class="external-link">Grupo de Pesquisa A Resiliência Financeira das Cidades Contemporâneas</a>, coordenado pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-aquino" class="external-link">André de Aquino</a>, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP).<br /><br />Em estágio inicial, o trabalho é focado em áreas metropolitanas e baseado em três aspectos da resiliência destes territórios: a orçamentária, a dos serviços essenciais e a das comunidades carentes.<br /><br />O grupo quer entender como os orçamentos dos municípios vão reagir às demandas e impactos que as medidas de contenção estão causando. “Como o orçamento aprovado não previa essa situação, também queremos analisar como o Poder Legislativo vai rediscutir essa questão”, explica Aquino, “no sentido de flexibilizar o uso e a transferência de recursos, bem como o limite fiscal”.<br /><br /><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/andre-carlos-busanelli-de-aquino-300x200/image" alt="André Carlos Busanelli de Aquino " title="André Carlos Busanelli de Aquino " height="300" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">O professor André de Aquino, coordenador do grupo que realiza a pesquisa | Foto: FEA-RP/USP</dd>
</dl>O segundo aspecto vai tratar da operação de serviços essenciais durante a quarentena, como a coleta de lixo — considerando o aumento do lixo doméstico e o apoio à coleta de lixo hospitalar — e a segurança pública. “O funcionamento desses serviços nas cidades pode trabalhar sobrecarregado e queremos entender como essa questão será tratada pelo governo.”<br /><br />Outro ponto que interessa o grupo é como as autoridades articulam o abastecimento das cidades, e como implementam políticas específicas para garantir a circulação de mercadorias entre municípios.<br /><br />O terceiro aspecto foca em comunidades carentes e fragilizadas das metrópoles. “São regiões com grande aglomeração de pessoas, em que o Estado tem dificuldade de chegar e prestar serviços de forma apropriada”, explica Aquino. “Por isso, esperamos que essas comunidades se articulem para responder à  essa situação de crise. Queremos entender como isso ocorrerá”.<br /><br />Ainda que essa resposta já tenha começado — com a mobilização das pessoas para ajudar vizinhos idosos a comprar alimentos e medicamentos, por exemplo —, o grupo quer analisar outras ações coordenadas entre o Estado e a comunidade para enfrentar a crise. Uma iniciativa dos habitantes com o apoio ou coordenação do governo pode ser uma das alternativas para ajudar na resolução do problema, aponta o pesquisador.<br /><br />“É algo que nestas proporções ainda não enfrentamos no passado recente no país. Em acidentes, como o rompimento da barragem em Mariana (MG) ou em deslizamentos de encostas em épocas de chuva, a Defesa Civil conta com indivíduos que são das comunidades e ajudam voluntariamente. Mas são situações isoladas. Agora é uma situação crônica em diversos centros do país”, explica.<br /><br />Além de André de Aquino, participam da pesquisa Gustavo Capellini, da USP; Ricardo Lopes Cardoso, da Fundação Getúlio Vargas; Ricardo Rocha de Azevedo, da Universidade Federal de Uberlândia André Feliciano Lino e Lidiane Dias, ambos da Universidade Federal do Pará.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Epidemias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa A Resiliência Financeira das Cidades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-14T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/homenagem-a-marina-harkot">
    <title>Em homenagem a Marina Harkot, IEA, FAU e PRPG promovem discussão sobre mobilidade ativa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/homenagem-a-marina-harkot</link>
    <description>Evento no dia 21, das 9h às 13h, reunirá especialistas e representantes da sociedade civil para tratar de propostas que promovam a mobilidade ativa segura e inclusiva.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Marina-Harkot-Materia.png/image" alt="Marina Harkot" title="Marina Harkot" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A aluna da USP e cicloativista Marina Harkot, vítima de um atropelamento no dia 8, será homenageada neste evento</dd>
</dl>A bandeira da mobilidade ativa, defendida em vida por <a class="anchor-link" href="#Sobre Marina Harkot">Marina Kohler Harkot</a>, será o tema de um seminário online neste <strong>sábado, dia 21, das 9h às 13h</strong>, promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. A transmissão acontece em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a> e no <a class="external-link" href="http://bit.ly/homenagemmarina">YouTube</a> do IEA. O público poderá enviar perguntas pelo chat do canal.</p>
<p>O encontro <i>Mobilidade Ativa e Inclusiva: Construindo Pontes com a Sociedade - Uma Homenagem a Marina Harkot</i> terá a participação de especialistas e ativistas em mobilidade urbana e familiares da homenageada. Após o evento, a partir das apresentações e discussões, será produzida uma carta endereçada aos candidatos a prefeito que disputam o segundo turno das eleições municipais.</p>
<p>O conceito de mobilidade ativa engloba o transporte de pessoas utilizando apenas instrumentos não motorizados, como o caminhar e com o uso de bicicletas. Os especialistas que participarão do encontro defendem que esta modalidade pode ajudar a diminuir o problema de trânsito nas cidades, além de contribuir para a saúde da população, direta ou indiretamente.</p>
<p>No entanto, para que a mobilidade ativa seja viável, o grupo aponta que é necessário formular políticas públicas inclusivas, que invistam na integração dos meios de transporte em todas as regiões da cidade e promovam a segurança de todos os usuários, inclusive por meio de calçadas e ciclovias adequadas.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p><strong>9h - Abertura: </strong></p>
<ul>
<li>Carlos Gilberto Carlotti Junior <span>– </span>Pró-Reitor de Pós-Graduação da USP</li>
<li>Guilherme Ary Plonski <span>– </span>Diretor do IEA-USP</li>
<li>João Whitaker – Presidente da Comissão de Pós-Graduação FAU-USP</li>
<li>Marcos Buckeridge <span>– </span>Coordenador do Centro de Síntese USP Cidades Globais - IEA-USP</li>
</ul>
<p><span><br /><strong>9h30 - Painel</strong></span><strong> 1: </strong><span><strong>A trajetória de pesquisa de Marina Harkot: das mulheres ciclistas aos territórios construídos a partir das subjetividades</strong></span></p>
<p><span><span>Participantes</span>:</span></p>
<ul>
<li>Paula Freire Santoro - LabCidade FAU-USP</li>
<li>Haydee Svab – amiga e parceira da Marina, mestre pela Poli-USP</li>
<li>Felipe Romero – jornalista, marido da Marina</li>
<li>Família Kohler Harkot</li>
</ul>
<p><span> Moderadora</span>: Roseli de Deus Lopes – Poli-USP / IEA-USP</p>
<p><strong>10h30 - Painel 2: </strong><span><strong>Dados de mobilidade ativa e inclusiva da cidade de São Paulo</strong></span></p>
<p><span>Apresentadores</span>:</p>
<ul>
<li>Carol La Terza - Rede Nossa São Paulo</li>
</ul>
<ul>
<li>Jo Pereira - Ciclocidade</li>
<li>Letícia Lindenberg Lemos - doutoranda FAU-USP, ex-pesquisadora do LabCidade</li>
</ul>
<p><span>Debatedores</span>:</p>
<ul>
<li>Paulo Saldiva - FMUSP e IEA-USP, cicloativista e médico patologista</li>
<li>Ligia Vizeu Barrozo - FFLCH-USP e IEA-USP</li>
</ul>
<p><span> Moderador</span>: João Whitaker – FAU-USP / IEA-USP</p>
<p><strong>11h30 - Painel 3: Políticas públicas: o</strong><span><strong> que deve ser feito?</strong></span></p>
<p><span>Apresentadores</span>:</p>
<ul>
<li>Kelly Fernandes - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)</li>
<li>Gilberto Frachetta  - Conselho Municipal de Saúde, ex-presidente do CMPD</li>
<li>Henrique Frota - Instituto Pólis</li>
</ul>
<p><span>Debatedores</span>:</p>
<ul>
<li>Marcos Buckeridge - IB-USP e USP Cidades Globais -IEA</li>
<li>Orlando Strambi - <span>Poli- USP (Transportes) e WRI Brasil</span></li>
</ul>
<p>Moderador: Guilherme Ary Plonski - Poli, FEA e IEA-USP</p>
<p><strong>12h30 - <strong><span>Discussões sobre a carta e encerramento</span></strong></strong></p>
<p>Durante todo o seminário, as pesquisadoras do Centro de Síntese USP Cidades Globais Débora Sotto e Tatiana Tucunduva, em conjunto com as pesquisadoras do NEV-USP Thaís Bueno e Beatriz Oliveira de Carvalho, conduzirão uma dinâmica para coletar comentários, críticas e sugestões dos apresentadores e participantes. Essa atividade terá como resultado a facilitação gráfica do evento, posteriormente divulgada no site do USP Cidades Globais e também em um painel artístico que ficará disponível fisicamente no Instituto de Estudos Avançados.</p>
<p><strong><a name="Sobre Marina Harkot"></a>Sobre Marina Harkot</strong></p>
<p>Na madrugada do dia 8 de novembro, Marina pedalava na Zona Oeste de São Paulo, quando foi atropelada. O motorista fugiu sem prestar socorro e ela morreu no local, aos 28 anos de idade. Socióloga formada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, obteve o título de mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), também da USP, com a <a class="external-link" href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-17092018-153511/pt-br.php">dissertação “A bicicleta e as mulheres: mobilidade ativa, gênero e desigualdades socioterritoriais em São Paulo”</a>.</p>
<p>Atualmente era pesquisadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) da FAU, onde desenvolvia pesquisa de doutorado na área de planejamento urbano e regional, com bolsa Capes e tese <span>intitulada "Corpos e fronteiras: a construção de territórios a partir das subjetividades"</span><span>. Também atuava como consultora em planejamento urbano, sobretudo na elaboração de planos diretores municipais e políticas inclusivas para mulheres.</span></p>
<p><span>A defesa do ciclismo urbano era intensa no seu dia a dia. Participou do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito da cidade de São Paulo e coordenou a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Deficiência</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-18T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/brcidades-agenda-propostas">
    <title>Em ano eleitoral, BrCidades lança agenda com propostas para governos e sociedade civil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/brcidades-agenda-propostas</link>
    <description>Lançamento reunirá arquitetos, urbanistas, pesquisadores e professores universitários no IEA, no dia 9 de março, às 9h30</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:333px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/corrego-na-sao-remo/image" alt="Córrego na São Remo" title="Córrego na São Remo" height="500" width="333" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:333px;">O combate à desigualdade e o apoio a movimentos populares que reivindicam moradia, saneamento e mobilidade estão entre as questões prioritárias da BrCidades | Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</dd>
</dl></p>
<p><span>Em ano de eleições municipais, a rede <a class="external-link" href="https://www.brcidades.org/">BrCidades</a><span> </span> irá apresentar no IEA um projeto para as cidades brasileiras. Construído coletivamente após dois anos de trabalho e contribuições de 16 núcleos estaduais, a agenda visa à construção de cidades economicamente dinâmicas, socialmente justas, culturalmente plurais e sustentáveis em termos ambientais. </span><span>As propostas são destinadas a governos e à sociedade civil e serão </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/br-cidades" class="external-link">lançadas</a><span> no dia <strong>9 de março, às 9h30</strong>, no IEA.</span></p>
<p>O encontro reunirá, além de membros da rede, arquitetos, urbanistas, pesquisadores e professores universitários para debater as pautas levantadas pela agenda (confira a <a class="anchor-link" href="#Participantes">lista de participantes</a>). O debate é aberto ao público, mas requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScCm_GPm8VfpLcVYeHNzsior2WiYD-wpLmRdZhZMCkFzw5KYw/viewform">inscrição</a>. Para assistir a <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> no site do IEA, não é preciso se inscrever.<br /><br />A BrCidades espera aproveitar as eleições municipais e a atenção da opinião pública com as cidades para pautar questões que, “embora urgentes, nem sempre estão presentes em debates e discursos atualmente dominantes”. Entre essas questões, a rede coloca como pontos cruciais o combate à desigualdade e o apoio a movimentos populares que reivindicam moradia, saneamento e mobilidade.<br /><br />O coletivo ainda inclui em sua pauta o que vê como “um novo ciclo de movimentos sociais urbanos”: os movimentos negro e feminista, além dos artísticos, periféricos e estudantis em geral. “Nesse sentido, não se trata de um programa de governo, mas sim de um conjunto de proposições que objetivam incidir em políticas públicas e nas questões urgentes na sociedade”.<br /><br />Entre os temas que serão aprofundados na agenda, com propostas objetivas de intervenção, estão:</p>
<ul>
<li>o uso da terra nas grandes cidades e a falta de moradias para populações de baixa renda;</li>
<li><span id="docs-internal-guid-a6ffd382-7fff-81fe-8f69-67f4edf5e9da"><span>a falta de investimentos públicos em periferias e favelas; </span></span></li>
<li><span><span><span id="docs-internal-guid-ba901c4d-7fff-9795-1376-f09ae1e0dd64"><span>o controle do orçamento e a democratização das informações as gestões públicas; </span></span></span></span></li>
<li><span><span><span><span><span id="docs-internal-guid-6a676597-7fff-a4cd-c23a-aa9020bee650"><span>o combate a todas as formas de segregação étnica e racial; </span></span></span></span></span></span></li>
<li><span><span><span><span><span><span><span id="docs-internal-guid-8580cc90-7fff-b944-d124-75f786941864"><span>o combate a todas as formas de violência contra a mulher, bem como a reafirmação das políticas de igualdade de gênero;</span></span></span></span></span></span></span></span></li>
<li><span><span><span><span><span><span><span><span><span id="docs-internal-guid-ad9628d0-7fff-cc9d-6184-abd8430cda48"><span>a mobilidade urbana, transporte coletivo e valorização de meios alternativos ao automóvel;</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></li>
<li><span><span><span><span><span><span><span><span><span><span><span id="docs-internal-guid-8510ddca-7fff-de9c-2603-49acd64c2ab6"><span>o combate da poluição das águas, da terra e do ar e o preparo das cidades para os efeitos das mudanças climáticas. </span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>BrCidades</strong></p>
<p><span><span>O coletivo BrCidades </span>reúne pesquisadores, profissionais e militantes de movimentos sociais e busca “construir cidades mais justas, mais solidárias, economicamente dinâmicas e ambientalmente sustentáveis”. Através <span>de seus 16 núcleos estaduais, a rede organiza</span></span><span> debates públicos, seminários e fóruns e tem parcerias e relações com mais de 60 movimentos sociais e mais de 40 entidades técnicas, estudantis e profissionais, além de pesquisadores de 25 universidades públicas e privadas.</span></p>
<p><strong><a name="Participantes"></a>Participantes confirmados</strong></p>
<p><strong>Ermínia Maricato</strong> — Arquiteta e urbanista, foi professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano do município de São Paulo entre 1989 e 1992.</p>
<p><strong>Celso Carvalho</strong> — Foi secretário nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades.</p>
<p><strong>João Sette Whitaker Ferreira</strong> — Professor da FAU-USP, foi secretário de habitação do município de São Paulo, coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/nucleos-de-apoio-a-pesquisa/escola-da-metropole" class="external-link">NAP Escola da Metrópole</a>.</p>
<p><strong>Karina Leitão</strong> — Professora da FAU-USP, tem experiência na área de planejamento urbano e regional.</p>
<p><strong>Maria Lucia Refinetti</strong> — Arquiteta e urbanista, é professora da FAU-USP. Foi conselheira no Conselho de Habitação do Município de São Paulo entre 2003 e 2007.</p>
<p><strong>Caio Santo Amore</strong> — Arquiteto e urbanista, é professor da FAU-USP.</p>
<p><strong>Francisco Comaru</strong> — Engenheiro, é professor na Universidade Federal do ABC.</p>
<p><strong>Paolo Colosso</strong> — Arquiteto, é professor na Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
<p><strong>Margareth Uemura</strong> — Arquiteta e urbanista, faz parte do Conselho Municipal de Habitação de São Paulo e da diretoria do Instituto Pólis.</p>
<p><strong>Carina Serra</strong> — Arquiteta e urbanista, é coordenadora do BrCidades.</p>
<p><strong>Douglas Magami</strong> — Defensor público do estado de São Paulo com experiência e atuação na área de habitação e urbanismo.</p>
<p><strong>Lizete Rubano</strong> — Arquiteta e urbanista, é professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie.</p>
<p><strong>Luiz Kohara</strong> — Engenheiro civil e urbanista, é fundador e colaborador do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.</p>
<hr />
<p><i><span><strong>BrCidades: Por um Projeto Coletivo para as Cidades do Brasil</strong><br /></span><span>9 de março, 9h30<br /></span><span>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><span>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScCm_GPm8VfpLcVYeHNzsior2WiYD-wpLmRdZhZMCkFzw5KYw/viewform">inscrição prévia</a> - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /></span><span>M</span><span>ais informações: com Sandra Sedini (sedini@usp.br), telefone (11) 3091-1678<br /></span><span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/br-cidades" class="external-link">Página do evento</a></span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-18T15:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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