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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
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<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
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<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ccd-cenas-uso-drogas">
    <title>Novo centro analisará efeitos das políticas para cenas abertas de uso de droga na cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ccd-cenas-uso-drogas</link>
    <description>Desde o final de 2025, o IEA conta com um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da Fapesp. O tema do projeto são as cenas abertas de uso de droga na cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cena-aberta-de-uso-de-drogas-no-centro-de-sao-paulo-em-2017/image" alt="Cena Aberta de Uso de Drogas no centro de São Paulo em 2017" title="Cena Aberta de Uso de Drogas no centro de São Paulo em 2017" height="411" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Cena aberta de uso de drogas na região central da cidade de São Paulo em 2017</dd>
</dl></p>
<p>O IEA passou a sediar no final de 2025 um centro de ciência para o desenvolvimento (CCD) da Fapesp. Trata-se do CCD Cenas Abertas de Uso de Droga, um dos 34 projetos selecionados em setembro na quarta chamada de propostas do programa.</p>
<p>O Gabinete do Vice-Governador do estado de São Paulo é a instituição parceria do IEA na criação do centro, que tem como organismos associados a Casa Civil do governo estadual, três secretarias estaduais (Saúde, Segurança Pública e Desenvolvimento Social) e a Prefeitura Municipal de São Paulo.</p>
<p>Durante cinco anos, o centro estudará o impacto das políticas públicas sobre o problema das cenas abertas de uso de droga na cidade de São Paulo. Essas cenas constituem um fenômeno complexo e de grande impacto social, afetando setores como saúde pública, economia, segurança, habitação, moradia, transporte, planejamento urbano e assistência social.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Os Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da Fapesp</h3>
<p>Os <a class="external-link" href="https://ccd.fapesp.br/">CCD da Fapesp</a> são núcleos de pesquisa com participação obrigatória de um ente público na criação e na execução do projeto, com o objetivo da solução de grandes desafios públicos enfrentados pelo governo.</p>
<p>De acordo com a fundação, os resultados da pesquisa devem não apenas promover o avanço no conhecimento existente, mas também evidenciar as melhorias esperadas nas políticas públicas.</p>
<p>Além disso, o projeto deve definir metas a serem alcançadas na difusão e transferência de tecnologia/conhecimento para a melhoria das políticas públicas, na criação de novas empresas e em outras iniciativas de impacto social ou econômico, definindo indicadores mensuráveis para a avaliação do trabalho.</p>
<p>O Programa CCD existe desde 2019, quando foi lançada a primeira chamada de propostas.  A quinta chamada<span style="text-align: center; "> foi lançada em 2025 e <a class="external-link" href="https://fapesp.br/17876/chamada-de-propostas-centros-de-ciencia-para-o-desenvolvimento-ccd-20252026">recebe propostas até 12 de março</a>.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/amancio-jorge-de-oliveira" alt="Amâncio Jorge de Oliveira" class="image-inline" title="Amâncio Jorge de Oliveira" /></h3>
<h3>Pesquisador responsável</h3>
<p>Amâncio Jorge de Oliveira, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária e professor titular do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, é o pesquisador responsável pelo CCD Cenas Abertas de Uso de Droga. No IEA, ele coordena o Centro de Estudos de Negociações Internacionais (Caeni), núcleo de apoio à pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação. É responsável também pela Innovation and Science Diplomacy School, iniciativa de organismos da USP em parceria com outras instituições. Médico formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Oliveira tornou-se doutor e livre-docente em ciência política pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Nova York e foi pesquisador visitante do Centro Woodrow Wilson, ambos nos EUA. Foi vice-diretor do IRI e do Museu Paulista da USP.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O projeto conta com financiamento de R$ 8,3 milhões, que incluem recursos concedidos pela Fapesp e contrapartida da USP e das instituições governamentais parceiros. Parte dos recursos será destinada a bolsas para pesquisadores de vários níveis. Em março haverá a escolha de três pós-doutorandos.</p>
<p>A expressão “cena aberta de uso de droga” refere-se a espaços públicos ou semipúblicos onde o consumo de substâncias psicoativas ocorre de forma visível, frequentemente em contextos urbanos marginalizados. Ela passou a ser utilizada pelo poder público e pesquisadores como denominação neutra, em oposição ao termo “cracolândia”, considerado discriminatório e cruel em relação à situação de vida dos usuários de drogas que frequentam esses espaços.</p>
<p>No estudo do caso da experiência paulistana, o projeto utilizará uma abordagem longitudinal que permita avaliar as características do fenômeno antes e depois da implementação de políticas pelos governos municipal e estadual.</p>
<p>O pesquisador responsável pelo CCD, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/amancio-jorge-oliveira" class="external-link">Amâncio Jorge de Oliveira</a>, atual pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, destaca que, embora já existam estudos que abordem dimensões específicas do fenômeno, há uma lacuna na produção de conhecimento que integre diferentes áreas e que avalie, de forma sistemática e multidisciplinar, os impactos da adoção de políticas públicas sobre as cenas abertas.</p>
<p>A proposta parte do pressuposto, a ser evidenciado empiricamente, de que as intervenções sofrem o efeito das interações entre elas, gerando benefícios ao processo de mitigação ou eliminação do problema.</p>
<p>Segundo Oliveira, o CCD atuará no sentido de ampliar o impacto das políticas já adotadas para a resolução do problema. "Além disso, receberá dados dos órgãos governamentais para integrar um grande banco de dados capaz de explicar como se dá esse impacto.”</p>
<p>Em paralelo à análise do caso da cidade de São Paulo, o centro fará estudos comparativos com outras realidades nacionais e internacionais, permitindo a construção de uma base de referência para a compreensão das especificidades do contexto paulistano.</p>
<p>Essa abordagem visa não apenas aprofundar o entendimento sobre os efeitos das políticas implementadas, mas também contribuir para a formulação de estratégias mais eficazes de intervenção.</p>
<p>O cronograma de trabalho do centro é composto de dez etapas:</p>
<ul>
<li>construção      do marco teórico;</li>
</ul>
<ul>
<li>mapeamento      das políticas públicas;</li>
</ul>
<ul>
<li>banco      de dados agregados;</li>
</ul>
<ul>
<li>credenciamento      e dados individuais;</li>
</ul>
<ul>
<li>entrevistas      qualitativas;</li>
</ul>
<ul>
<li>análises      estatísticas e triangulação;</li>
</ul>
<ul>
<li>estudos      internacionais comparativos;</li>
</ul>
<ul>
<li>painel      interativo e indicadores;</li>
</ul>
<ul>
<li>desenvolvimento      de plataforma com dashboards e indicadores;</li>
</ul>
<ul>
<li>relatório      e publicações.</li>
</ul>
<p>De acordo com Oliveira, as principais políticas públicas voltadas à questão das cenas abertas de uso de droga são: os programas municipais De Braços Abertos, (2014-2017) e Redenção (2017-2020), que substituiu o anterior; a Política Municipal sobre Álcool e outras Droga de São Paulo, criada pela <a href="https://www.google.com/search?q=Lei+n%C2%BA+17.089%2F2019&amp;oq=Pol%C3%ADtica+Municipal+de+Drogas+%282019%29&amp;gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIHCAEQIRifBdIBBzk4MWowajmoAgawAgHxBRN9jBaK5lo_&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8&amp;ved=2ahUKEwjzwPTX7feSAxVvIbkGHcrCOwUQgK4QegQIARAB">Lei 17.089/2019</a>; a Política Estadual sobre Drogas de São Paulo, instituída pela <a class="external-link" href="https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2019/lei-17183-18.10.2019.html">Lei 17.183/2019</a>; e o Hub de Cuidado em Crack e Outras Drogas, implantado pelo governo estadual em 2024.</p>
<p>Ele afirma que a pesquisa busca justamente sistematizar os impactos dessas políticas: "O grande desafio será saber o peso de cada intervenção. Entender, por exemplo, o peso das políticas de saúde e o peso das políticas de segurança. Aumenta o desafio o fato de que uma política interfere na outra e o isolamento da causalidade é, de ponto de vista metodológico, extremamente complexo".</p>
<p>O centro não terá a finalidade de analisar apenas os efeitos das políticas públicas nas pequenas cenas abertas de uso de droga atuais, surgidas depois da dispersão da grande aglomeração que havia no bairro de Santa Efigênia, na região central de São Paulo.</p>
<p>O objetivo é mais amplo, aponta o pesquisador responsável: "O centro irá reconstruir toda a trajetória do fenômeno das cenas abertas e os impactos das políticas públicas sobre esse fenômeno. A proposta é acompanhar o fenômeno do ponto de vista individual, do ponto de vista de microdados, e do ponto de vista agregado, no sentido do agrupamento de cenas abertas. É um grande projeto ligado à extensão universitária na medida em que busca compreender o efeito da ciência em política públicas".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Rovena Rosa/Agência Brasil e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CCD Cenas Abertas de Uso de Drogas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Drogas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-02-27T18:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/migracao-de-atividades-para-o-ambiente-digital-alterou-perfil-da-criminalidade">
    <title>Migração de atividades para o ambiente digital alterou perfil da criminalidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/migracao-de-atividades-para-o-ambiente-digital-alterou-perfil-da-criminalidade</link>
    <description>Em entrevista ao USP Analisa, o pesquisador do NEV-USP Felipe Garcia explica que concentração de dados e transações bancárias nos celulares tem levado criminosos a investir no roubo e furto desses aparelhos e abandonar outros tipos de crimes, como roubo de carros</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d7a4de4e-7fff-d05d-1cba-04d470811893"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome66.png/@@images/b453cb7e-bc9e-4d19-a12c-e537b615e0a3.png" alt="" class="image-left" title="" />A pandemia de covid acelerou, a partir de 2020, a migração de grande parte das interações do dia a dia para o ambiente digital. Com a implantação do pix, nessa mesma época, também ajudou a incluir nessa lista as transações bancárias. Apesar de trazer grande praticidade, os meios digitais também se tornaram ferramentas da criminalidade, o que fica claro pelos índices de roubo e furto de celulares e de golpes aplicados pela internet. Para falar sobre esse cenário, o USP Analisa conversa nesta quinta (9) com o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e colaborador do Observatório de Segurança Pública da Unesp, Felipe Ramos Garcia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para ele, o pix foi um recurso importante para inserir no sistema bancário muitas pessoas que antes não estavam integradas. Porém, essa mudança na dinâmica financeira somada à concentração de informações sobre a vida pessoal e profissional nos celulares acabou interferindo no próprio perfil da criminalidade, que tem abandonado atividades como roubo de carros para investir no roubo dos celulares.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Além do aparelho em si, ele pode ter um ganho adicional que muitas vezes supera esse ganho do aparelho em si. Com a facilidade das transações, conseguindo ali extrair dados que depois ele pode usar para chantagear, pode aplicar golpes usando a técnica do phishing, se passando pela pessoa e usando para pedir dinheiro. Ou até entrando no próprio aplicativo do banco, que talvez pode estar logado. Às vezes, os criminosos pedem para as pessoas logar, aí também fazem transações que são mais rápidas ali, fora de casa. Então, de uma certa forma, eu diria que essa digitalização da vida impactou nesse perfil da criminalidade”, diz Felipe.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O pesquisador destaca que a dificuldade de combate a esse tipo de crime pode ser reduzida com uma maior cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização. Ele cita o recente caso do estado do Piauí, onde uma integração dos serviços da Polícia Civil, Anatel e Ministério Público permite bloquear o aparelho em pouco tempo, reduzindo o tempo que o criminoso teria para obter dados ou efetuar golpes. Além disso, quando os aparelhos bloqueados são ligados novamente, emitem um aviso de que aquele dispositivo foi furtado e  a pessoa que o adquiriu deve entregá-lo às autoridades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente viu, no caso do Piauí, uma queda de quase 30% em 2024 em relação a 2023 no número de furtos de roubos de celulares. São Paulo tem tentado fazer isso, o que é bastante interessante, porque você diminui a janela para aplicação de golpes e torna o produto material - no caso, o celular - um pouco mais ineficaz”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NEV</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-10-08T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/alta-letalidade-na-atuacao-das-policias-nao-se-reflete-em-maior-seguranca-dizem-pesquisadores">
    <title>Alta letalidade na atuação das polícias não se reflete em maior segurança, dizem pesquisadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/alta-letalidade-na-atuacao-das-policias-nao-se-reflete-em-maior-seguranca-dizem-pesquisadores</link>
    <description>Fernando Salla e Viviane Cubas, do NEV-USP, discutem essa questão no episódio do USP Analisa que vai ao ar pela Rádio USP nesta quinta, dia 19</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ab4afed9-7fff-112b-109b-01d81d292b2e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome35.png/@@images/ac7dea95-9188-4362-9b8f-3ec017ce9da3.png" alt="" class="image-left" title="" />É muito comum, tanto na própria sociedade quanto entre autoridades de segurança, fazer uma associação entre alta letalidade e eficiência das polícias. Mas, afinal, será que um maior número de mortes de criminosos gera mais segurança para a população? O USP Analisa desta quinta (19) traz para o debate esse tema, com a ajuda dos pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Fernando Salla e Viviane Cubas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Viviane, o que leva a esse tipo de associação é a falta de respaldo científico nas políticas de segurança. Segundo ela, não existem, em parte alguma do mundo, estudos que comprovem a relação entre eficiência e letalidade. “Aliás, não existe nenhuma experiência bem-sucedida de segurança pública em qualquer lugar do mundo que tenha usado esse tipo de expediente, muito pelo contrário. Eu acredito que muitas vezes as decisões políticas são definidas a partir dos apelos do momento e sem ter essa fundamentação. E é uma forma de você implementar a política do ‘bandido bom é bandido morto’”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora destaca ainda que uma das atribuições legais da Polícia Militar seria o trabalho de prevenção, mas a corporação tem poucos expedientes que permitam a concretização desse tipo de tarefa. “Se você tem uma polícia que passa a investir mais em armamento não letal, em policiais mais bem treinados em defesa e nas artes marciais, estratégias, de fato, de policiamento comunitário, de aproximação com a comunidade, de estabelecimento de programas de prevenção, de trabalho contínuo, de prevenção de segurança, você pode começar a mudar a autoimagem e o fazer policial. Porque uma alta letalidade de civis também implica numa alta letalidade de policiais ou no impacto para a saúde desses policiais. É muito comum, a gente ouviu os policiais dizendo que, mesmo quando eles estão com a família, passeando, eles estão em alerta 24 horas por dia”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Fernando, falta também trazer para o debate público questões envolvidas na atuação policial que extrapolam a competência da polícia, como desigualdades sociais, econômicas e de gênero, e que geram conflitos de todas as naturezas na sociedade. “Infelizmente, é um debate que é público, que não é colocado, porque isso interfere diretamente na própria forma de ser da nossa sociedade brasileira, que é capaz de fazer todo santo dia uma operação nas favelas do Rio ou num bairro de periferia todo santo dia de forma violenta e não trazer ao debate esse problema das desigualdades econômicas, das desigualdades sociais que a gente tem. Segurança pública é a atuação dos corpos policiais. Sim, mas e o restante dos problemas? Geração de emprego, geração de renda, assistência social, nada disso é discutido.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-06-19T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/percepcao-de-seguridade-no-ambiente-urbano-perspectivas-e-aplicacoes">
    <title>Percepção de Seguridade no Ambiente Urbano: Perspectivas e Aplicações</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/percepcao-de-seguridade-no-ambiente-urbano-perspectivas-e-aplicacoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">O Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto, em parceria com a Associação Internacional de Criminologia em Língua Portuguesa (AICLP), promove no dia 27 de agosto, às 14h, a conferência on-line “Percepção de Seguridade no Ambiente Urbano: Perspectivas e Aplicações”.</p>
<p dir="ltr">As inscrições são gratuitas e devem ser feitas <a href="https://forms.gle/HVdy6VGWDRvCcYiG7" target="_blank">neste link</a>. A transmissão será pelo <a href="https://youtube.com/live/v1rHkJU55co" target="_blank">canal do IEA-RP no YouTube</a> e pela <a href="https://www.facebook.com/usp.iearp" target="_blank">página do instituto no Facebook</a>. Haverá envio de certificado aos participantes que preencherem um formulário disponibilizado no chat das ferramentas durante a transmissão.</p>
<p dir="ltr">O palestrante será o professor da Universidade de Brasília (UnB) Otavio Henrique da Silva. Ele vai abordar aspectos relacionados à percepção de segurança pessoal nas cidades, começando pelo conceito de seguridade percebida e seu impacto nas decisões de mobilidade e uso dos espaços públicos. Silva vai explorar ainda a relação entre crime e ambiente construído, abordando teorias da criminologia ambiental que explicam como o desenho urbano pode influenciar tanto a ocorrência quanto a prevenção de crimes.<span> </span></p>
<p dir="ltr">Outros tópicos discutidos na palestra serão as perspectivas relevantes sobre a prevenção  de crimes através do planejamento urbano e também as características do ambiente urbano que moldam a percepção de segurança, considerando fatores individuais, físicos e sociais.</p>
<p dir="ltr">Otavio Henrique da Silva é doutor em Engenharia Urbana pela Universidade Federal de São Carlos, mestre em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá, engenheiro ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e engenheiro civil pela Faculdade de Engenharia e Inovação Técnico Profissional. Atualmente, é docente do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental e também do Programa de Pós-Graduação em Transportes da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência nas áreas de planejamento de transportes, mobilidade sustentável, transporte ativo e planejamento urbano.</p>
<p dir="ltr">Mais informações sobre o evento: <a href="mailto:iearp@usp.br">iearp@usp.br</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-09T12:18:22Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-discute-percepcao-de-seguridade-no-ambiente-urbano">
    <title>Evento on-line discute percepção de seguridade no ambiente urbano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-discute-percepcao-de-seguridade-no-ambiente-urbano</link>
    <description>Conferência integra ciclo realizado pelo Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental do IEA-RP e pela AICLP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-0bc78672-7fff-b0c4-fd11-04c22c430747"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_PercepodeSeguridadenoAmbienteUrbano.png/@@images/ebff95e0-65e1-4df0-9c1d-7b5a439c2b15.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto, em parceria com a Associação Internacional de Criminologia em Língua Portuguesa (AICLP), promove no dia 27 de agosto, às 14h, a conferência on-line “Percepção de Seguridade no Ambiente Urbano: Perspectivas e Aplicações”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/HVdy6VGWDRvCcYiG7"><span>neste link</span></a><span>. A transmissão será pelo </span><a href="https://youtube.com/live/v1rHkJU55co"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span> e pela </span><a href="https://www.facebook.com/usp.iearp"><span>página do instituto no Facebook</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes que preencherem um formulário disponibilizado no chat das ferramentas durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o professor da Universidade de Brasília (UnB) Otavio Henrique da Silva. Ele vai abordar aspectos relacionados à percepção de segurança pessoal nas cidades, começando pelo conceito de seguridade percebida e seu impacto nas decisões de mobilidade e uso dos espaços públicos. Silva vai explorar ainda a relação entre crime e ambiente construído, abordando teorias da criminologia ambiental que explicam como o desenho urbano pode influenciar tanto a ocorrência quanto a prevenção de crimes.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Outros tópicos discutidos na palestra serão as perspectivas relevantes sobre a prevenção  de crimes através do planejamento urbano e também as características do ambiente urbano </span><span>que moldam a percepção de segurança, considerando fatores individuais, físicos e sociais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Otavio Henrique da Silva é doutor em Engenharia Urbana pela Universidade Federal de São Carlos, mestre em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá, engenheiro ambiental pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e engenheiro civil pela Faculdade de Engenharia e Inovação Técnico Profissional. Atualmente, é docente do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental e também do Programa de Pós-Graduação em Transportes da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência nas áreas de planejamento de transportes, mobilidade sustentável, </span><span>transporte ativo e planejamento urbano.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o grupo</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir dos recentes avanços da Criminologia Experimental, o Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP propõe dedicar-se ao estudo de experimentos, métodos e intervenções que permitam extrair evidências científicas sobre o que funciona (what works) nas estratégias de segurança pública. Com base nas evidências científicas obtidas pelo método experimental, pretende-se desenvolver novas abordagens teóricas e recomendações de ação estratégica no campo da segurança pública. Saiba mais na </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/criminologia-experimental-e-seguranca-publica/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-09T12:15:19Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-debate-desconfianca-na-policia-e-seguranca-cidada">
    <title>Evento on-line debate desconfiança na polícia e segurança cidadã</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-debate-desconfianca-na-policia-e-seguranca-cidada</link>
    <description>Conferência é realizada pelo Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental do IEA-RP e a Associação Internacional de Criminologia em Língua Portuguesa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-c650d0af-7fff-7687-3b1d-658923692c50"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/ConsequnciasdadesconfiananaPolciaparaaseguranacidad800X530.png/@@images/af826d86-dff6-424c-938d-caf197f35196.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e a Associação Internacional de Criminologia em Língua Portuguesa (AICLP) promovem no dia 30 de janeiro, a partir das 14h, a conferência on-line “Consequências da desconfiança na Polícia para a segurança cidadã”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/DE6eG9Ytrv9baWEq9"><span>neste link</span></a><span>. A conferência será exclusivamente on-line, com transmissão pelo </span><a href="https://youtube.com/live/f3AyToawOtk"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span> e pela </span><a href="https://www.facebook.com/usp.iearp"><span>página do Instituto no Facebook</span></a><span>. Haverá envio de certificados aos participantes que preencherem um formulário enviado no chat das ferramentas durante o evento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A palestrante será a professora e pesquisadora da Divisão de Estudos Jurídicos da Universidad de Guadalajara, México, Áurea Esther Grijalva Eternod. Ela vai discutir a péssima avaliação atribuída pela população mexicana à polícia e que obstáculos isso traz à segurança cidadã, entendida como uma combinação de políticas públicas repressivas e preventivas que garantem a proteção comunitária mediante o exercício da cidadania. A docente também vai abordar recomendações para melhorar o relacionamento entre a instituição e os mexicanos com base na Teoria da Justiça Procedimental, de Tom Tyler.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Áurea Esther Grijalva Eternod é doutora em Criminologia pela Universidad de Castilla La Mancha, graduada em Direito e especialista em Direito Penal pela Universidade Nacional Autônoma do México. Atualmente é coordenadora da Licenciatura em Criminologia da Universidade de Guadalajara e participa em vários projetos de pesquisa nacionais e internacionais, sendo responsável no México, em conjunto com a Fundação CEDAT, pela aplicação do Estudo Internacional de Auto-Relato de Delinquência, que estuda a vitimização e a violência em jovens e adolescentes. Suas principais linhas de interesse são: criminalidade juvenil, determinantes da criminalidade, segurança cidadã e instituições de justiça.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o grupo</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir dos recentes avanços da Criminologia Experimental, o Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP propõe dedicar-se ao estudo de experimentos, métodos e intervenções que permitam extrair evidências científicas sobre o que funciona (what works) nas estratégias de segurança pública. Com base nas evidências científicas obtidas pelo método experimental, pretende-se desenvolver novas abordagens teóricas e recomendações de ação estratégica no campo da segurança pública. Saiba mais na </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/criminologia-experimental-e-seguranca-publica/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-17T16:43:09Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/consequencias-da-desconfianca-na-policia-para-a-seguranca-cidada">
    <title>Consequências da desconfiança na Polícia para a segurança cidadã</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/consequencias-da-desconfianca-na-policia-para-a-seguranca-cidada</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">O Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e a Associação Internacional de Criminologia em Língua Portuguesa (AICLP) promovem no dia 30 de janeiro, a partir das 14h, a conferência on-line “Consequências da desconfiança na Polícia para a segurança cidadã”.</p>
<p dir="ltr">A conferência será exclusivamente on-line e haverá envio de certificados aos participantes que preencherem um formulário enviado no chat durante o evento.</p>
<p dir="ltr">A palestrante será a professora e pesquisadora da Divisão de Estudos Jurídicos da Universidad de Guadalajara, México, Áurea Esther Grijalva Eternod. Ela vai discutir a péssima avaliação atribuída pela população mexicana à polícia e que obstáculos isso traz à segurança cidadã, entendida como uma combinação de políticas públicas repressivas e preventivas que garantem a proteção comunitária mediante o exercício da cidadania. A docente também vai abordar recomendações para melhorar o relacionamento entre a instituição e os mexicanos com base na Teoria da Justiça Procedimental, de Tom Tyler.</p>
<p dir="ltr">Áurea Esther Grijalva Eternod é doutora em Criminologia pela Universidad de Castilla La Mancha, graduada em Direito e especialista em Direito Penal pela Universidade Nacional Autônoma do México. Atualmente é coordenadora da Licenciatura em Criminologia da Universidade de Guadalajara e participa em vários projetos de pesquisa nacionais e internacionais, sendo responsável no México, em conjunto com a Fundação CEDAT, pela aplicação do Estudo Internacional de Auto-Relato de Delinquência, que estuda a vitimização e a violência em jovens e adolescentes. Suas principais linhas de interesse são: criminalidade juvenil, determinantes da criminalidade, segurança cidadã e instituições de justiça.</p>
<p dir="ltr">Mais informações sobre o evento: <a href="mailto:iearp@usp.br">iearp@usp.br</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
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      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-10T17:27:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-em-gestao-de-crise-enxerga-premeditacao-na-data-do-ato-terrorista-em-brasilia">
    <title>Especialista em gestão de crise vê premeditação na data do ato terrorista em Brasília</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-em-gestao-de-crise-enxerga-premeditacao-na-data-do-ato-terrorista-em-brasilia</link>
    <description>Gestores com experiência em segurança pública avaliam o ato golpista que depredou os principais prédios públicos na capital</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9e799ad5-7fff-5e5d-20f6-cf820b25c074"> </span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/a-protecao-das-instituicoes-republicanas-os-atos-de-8-de-janeiro-seminario-ii" class="external-link"><b>Vídeo do evento</b></a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><b>Notícia</b>: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pablo-ortellado-e-jose-alvaro-moises-avaliam-conjunturas-que-levaram-aos-ataques-de-8-de-janeiro" class="external-link">Pablo Ortellado e José Álvaro Moisés avaliam conjunturas que levaram aos ataques de 8 de janeiro</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">No dia 8 de janeiro, os poderes Legislativo e Judiciário estavam em recesso, e o Executivo empossado há apenas uma semana, ainda em um ambiente de festa, de ressaca, dando seus primeiros passos. O cenário levou o grupo bolsonarista que participou dos ataques a acreditar que era o momento ideal para planejar uma tomada de poder. Esta é a avaliação do comandante <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alberto-cunha-couto-2" class="external-link">José Alberto Cunha Couto</a>, que chefiou por 13 anos o gabinete de crises da Presidência da República. Ele participou do primeiro seminário “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/protecao-instituicoes-republicanas-atos-8-de-janeiro-i" class="external-link">A Proteção das Instituições Republicanas: Os Atos de 8 de Janeiro</a>”, realizado no dia 20 de janeiro no IEA.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o comandante Couto, houve um apagão de inteligência, impedindo um trabalho preventivo. A hashtag “festa da selma”, usada para a organização dos atos, deveria estar sendo monitorada pelos órgãos de inteligência, avaliou. “É estranho que eles não tenham percebido que alguma coisa estava errada.”</span></p>
<p dir="ltr">No dia das invasões, a baixa resistência policial pode estar também relacionada a um erro de estratégia, na opinião do coronel <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-vicente-da-silva-filho" class="external-link">José Vicente da Silva Filho</a>, do Centro de Altos Estudos de Segurança da PM, que também participou do encontro no IEA. Ele lembrou que a polícia do Distrito Federal foi testada por mais de 60 anos sem permitir que um ato terrorista como esse acontecesse. Mas no dia 8 de janeiro os efetivos estavam mal dimensionados: “Faltou um pessoal de sobreaviso, o que as forças armadas chamam de ‘plano de chamada’”, apontou.</p>
<p dir="ltr"><span>Ex-secretário nacional de segurança pública durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o coronel afirmou que, durante a caminhada dos bolsonaristas que partiu do acampamento em frente ao Quartel General e foi até a Praça dos Três Poderes, faltou desconfiança dos comandantes da operação. “Quando se fala ‘está tudo bem’, o chefe de segurança tem que perguntar: ‘o que estamos planejando para o caso de que as coisas dêem errado?’”, disse em referência ao áudio apresentado por Ibaneis Rocha em que Fernando de Souza Oliveira, o secretário em exercício da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), tranquilizava o governador afastado: “Tudo tranquilo, ordeiro e pacífico”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Pós-crise</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo o comandante Couto, as instituições rapidamente se mobilizaram para responder, apesar das dificuldades do momento. Mas, para ele, o primeiro apoio ostensivo foi internacional, o que deu segurança para o Estado brasileiro. Em seguida, veio a resposta do Judiciário, que “mostrou que, não só os manifestantes e a manifestação em si, mas todos aqueles que contribuiram seriam investigados”. O terceiro apoio, na leitura do comandante, veio da classe política por meio do Legislativo e dos governadores de todos os estados.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Contudo, para ele, o governo recém-empossado teve dificuldades em criar uma agenda positiva. É importante propiciar um clima de normalidade após momentos como esse, “é disso que se trata o pós-crise”, avalia o comandante.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O coronel José Vicente acredita que os atos de 8 de janeiro ensejam novos mecanismos de proteção das instituições democráticas. Entre eles, lista: revisão dos protocolos de segurança, criação de uma guarda nacional permanente e geração de um dispositivo constitucional onde o governo federal possa comandar a segurança pública do Distrito Federal a partir de um nível de alerta gradativo, semelhante ao DEFCON</span><span> </span><span>que o estado americano utiliza.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O comandante José Alberto ressalta o papel da academia para entender o acontecimento e o fenômeno do bolsonarismo. “Não há como subestimar a capacidade de mobilização e organização do bolsonarismo hoje”, defende. Ele associou os atos em Brasília ao conceito de delusão coletiva, quando um grande conjunto de pessoas acredita que algo não é verdadeiro. Isso ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial, quando alguns japoneses não aceitavam a derrota do país e atacavam quem os contestava. </span></p>
<p dir="ltr">Na busca por explicações, o Grupo de Análise de Segurança Multidimensional (ESEM-IRI/USP) e o IEA coordenaram a atividade no dia 20 de janeiro com duas motivações principais, segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor do IEA: a perplexidade que os atos do dia 8 causaram e dar uma rápida resposta por parte da universidade, que se iniciou com a carta redigida no próprio dia dos ataques, seguiu no ato na Faculdade de Direito, e continua nesse evento. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alberto-pfeifer" class="external-link">Alberto Pfeifer</a>, coordenador geral do ESEM-IRI/USP, acrescentou que esse espanto surgiu da extrema vulnerabilidade desvelada na ocasião e que o ato carece de uma abordagem técnica de pessoas que passaram por crises semelhantes.</p>
<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-53110354-7fff-6b87-65b5-46e649b1f0c5">No dia 27, às 14h, acontecerá o <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/protecao-instituicoes-republicanas-atos-8-de-janeiro-ii" class="external-link">segundo seminário</a> sobre o tema, dessa vez com enfoque no modo operacional deste tipo de manifestação contemporânea, como as redes sociais são utilizadas por esses grupos e a maneira que tais atos são percebidos. O evento será transmitido online e terá exposições de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, coordenador do Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia, do IEA, e de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ortellado" class="external-link">Pablo Ortellado</a>, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gestão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-01-26T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/cibercriminalidade-tendencias-desafios-e-percepcoes">
    <title>Cibercriminalidade: tendências, desafios e percepções</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/cibercriminalidade-tendencias-desafios-e-percepcoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f0f346c4-7fff-8fe1-cd3b-b77c1d71fa7e"> </span></p>

<p>O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, por meio de seu Grupo de Pesquisa de Criminologia Experimental e Segurança Pública, e a Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa (AICLP) realizam no dia 27 de maio, a partir das 14h, a segunda conferência de seu Ciclo, com o tema “Cibercriminalidade: tendências, desafios e percepções”.</p>
 
<p><span>A palestrante será a docente da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto Inês Sousa Guedes. Ela também é pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Pesquisa: Crime, Justiça e Segurança (CJS) da Universidade do Porto e integra o Conselho Diretor da AICLP.</span></p>
 
<p>Segundo Inês, o cibercrime é um conjunto amplo de ofensas que têm como denominador comum o fato de serem facilitadas pela tecnologia. Entre os desafios que ele coloca estão não apenas sua medição, mas a investigação criminal desse fenômeno. A Criminologia tem procurado aprofundar esse objeto de estudo, focando em sua definição, tipologias, tendências e percepções associadas a esse tipo de crime.</p>
 
<p>O evento também terá a participação do professor Eduardo Saad-Diniz. Ele é docente do Programa de Integração da América Latina da USP, livre-docente em Criminologia pela USP e coordena o Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP.</p>

<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-19T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-discute-cibercrime-e-sua-abordagem-pela-criminologia">
    <title>Conferência discute cibercrime e sua abordagem pela Criminologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-discute-cibercrime-e-sua-abordagem-pela-criminologia</link>
    <description>Evento é o segundo de ciclo de conferências promovido pelo IEA-RP e pela Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1b9fe353-7fff-d91f-a3ae-302a1d2e52d5"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Cibercriminalidade800x530.png/@@images/8bd597e0-49c3-4cd4-9820-ec823d25541e.png" alt="" class="image-left" title="" /></span></p>

<p>O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, por meio de seu Grupo de Pesquisa de Criminologia Experimental e Segurança Pública, e a Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa (AICLP) realizam no dia 27 de maio, a partir das 14h, a segunda conferência de seu Ciclo, com o tema “Cibercriminalidade: tendências, desafios e percepções”.</p>
 
<p>A conferência será exclusivamente on-line, com transmissão pelo <a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">canal do IEA-RP no YouTube</a> e pelo <a href="https://pt-br.facebook.com/usp.iearp">perfil do instituto no Facebook</a>. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas <a href="https://forms.gle/rhmYiDeCecBQgVCCA">neste link</a>. Haverá envio de certificados para os participantes mediante preenchimento de formulário disponibilizado durante o evento.</p>
 
<p>A palestrante será a docente da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto Inês Sousa Guedes. Ela também é pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Pesquisa: Crime, Justiça e Segurança (CJS) da Universidade do Porto e integra o Conselho Diretor da AICLP.</p>
 
<p>Segundo Inês, o cibercrime é um conjunto amplo de ofensas que têm como denominador comum o fato de serem facilitadas pela tecnologia. Entre os desafios que ele coloca estão não apenas sua medição, mas a investigação criminal desse fenômeno. A Criminologia tem procurado aprofundar esse objeto de estudo, focando em sua definição, tipologias, tendências e percepções associadas a esse tipo de crime.</p>
 
<p>O evento também terá a participação do professor Eduardo Saad-Diniz. Ele é docente do Programa de Integração da América Latina da USP, livre-docente em Criminologia pela USP e coordena o Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP.</p>
<hr />
<p><span><strong>Cibercriminalidade: tendências, desafios e percepções</strong><br /><i>27 de maio, 14h<br /><span id="docs-internal-guid-808c3a1b-7fff-0425-d454-23cff3dd9ab6"><a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live"><span>Canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span> e </span><span><a href="https://pt-br.facebook.com/usp.iearp">perfil do instituto no Facebook<br /></a><a class="external-link" href="https://forms.gle/rhmYiDeCecBQgVCCA">I</a></span><a class="external-link" href="https://forms.gle/rhmYiDeCecBQgVCCA">nscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cibercriminalidade-tendencias-desafios-e-percepcoes" class="external-link">Página do evento</a></span></i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-19T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/para-uma-criminologia-da-amazonia">
    <title>Para uma Criminologia da Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/para-uma-criminologia-da-amazonia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b8af511a-7fff-e5b9-fcc2-c1fbdd6f4189"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa e o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promovem no dia 29 de abril, a partir das 13h, o primeiro evento de seu ciclo de conferências, que vai abordar o tema “Para uma Criminologia da Amazônia”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O conferencista será o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Eduardo Saad-Diniz. Considerando a lógica perversa do desmatamento, que acelera o processo de savanização da Floresta Amazônica, ele vai debater as dimensões do controle social desse desmatamento na região, investigando as causas-raiz do comportamento socialmente danoso, os processos de vitimização e as redes de atores que configuram esta “Criminologia da Amazônia”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Diniz também é docente do Programa de Integração da América Latina da USP, livre-docente em Criminologia pela USP e coordena o Grupo de Pesquisa </span><span>em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-04-12T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-criminologia-do-iea-rp-divulga-resultado-de-chamada">
    <title>Grupo de Criminologia do IEA-RP divulga resultado de chamada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-criminologia-do-iea-rp-divulga-resultado-de-chamada</link>
    <description>Segundo coordenador, aprovação levou em consideração distribuição geográfica e diversidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-31809f1a-7fff-fa7e-eb6d-eec24f2388b1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome74.png/@@images/2d846ad4-72cb-48ef-8a1f-6592918486e9.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP divulgou hoje (23) o resultado da </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/grupo-do-iea-rp-abre-chamada-de-experimentos-sobre-criminologia/"><span>chamada para submissão de experimentos relacionados a essa área</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Recebemos várias propostas de alto nível e a aprovação levou em consideração questões de distribuição geográfica, pois há projetos de todo o Brasil, e diversidade. Em breve, divulgaremos a agenda de apresentação prévia dos experimentos”, disse o coordenador do grupo, Eduardo Saad-Diniz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Veja abaixo, em ordem alfabética, a lista de aprovados e de colaboradores ouvintes.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>APROVADOS</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>Ana Carla de Albuquerque Pacheco Gontijo<br /></span><span>Carolina Christofoletti<br /></span><span>Cláudia Türner Pereira Duarte<br /></span><span>George Wilton Toledo<br /></span><span>Guilherme Rodrigues da Silva, Carolina Sabbag Salotti e Douglas Eduardo Campos Marques<br /></span><span>Marina Genero Serra de Gouveia<br /></span><span>Neusa Salete Vitola Pasetto, Jévison Fernando Pires, Karin de Fátima Taborda<br /></span><span>Zethe Viana Machado</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>COLABORADORES OUVINTES</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>Júlia Portugal Ferreira Gallo<br /></span><span>Sanny Novais de Santana Ribeiro</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o grupo</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Pesquisa Criminologia Experimental e Segurança Pública propõe dedicar-se ao estudo de experimentos, métodos e intervenções que permitam extrair evidências científicas sobre o que funciona (what works) nas estratégias de segurança pública. Com base nas evidências científicas obtidas pelo método experimental, pretende-se desenvolver novas abordagens teóricas e recomendações de ação estratégica no campo da segurança pública.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Saiba mais sobre o grupo e suas atividades em </span><a href="http://sites.usp.br/iearp/criminologia-experimental-e-seguranca-publica"><span>sites.usp.br/iearp/criminologia-experimental-e-seguranca-publica</span></a><span>. Para receber a newsletter com eventos do grupo, inscreva-se </span><a href="https://forms.gle/somyHQsgMaF6XiNP8"><span>neste link</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-03-22T19:45:23Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/vice-coordenadora-de-grupo-do-iea-rp-vai-presidir-entidade-internacional-de-criminologia">
    <title>Vice-coordenadora de grupo do IEA-RP vai presidir entidade internacional de criminologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/vice-coordenadora-de-grupo-do-iea-rp-vai-presidir-entidade-internacional-de-criminologia</link>
    <description>Ruth Estêvão será a primeira mulher à frente da Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ead36596-7fff-9352-2614-924c878c767c"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/Semnome720px360px800px530px.png/@@images/d84cdcb5-4a7f-413b-93d7-c4932e784833.png" alt="" class="image-left" title="" />A </span><a href="http://www.aiclp.org/"><span>Associação Internacional de Criminologia de Língua Portuguesa</span></a><span> terá como presidente pelos próximos dois anos a professora Ruth Estevão, vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Fundada em 2014 e sediada na Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da universidade do porto, em Portugal, a AICLP tem como objetivo congregar criminólogos, professores, investigadores e todos os que se interessam pelo saber criminológico, além de incentivar sua expressão e difusão em língua portuguesa. Em Ribeirão Preto, a Associação realizou, em 2018, a terceira edição de um Fórum sobre o tema em parceria com o IEA-RP.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-a9b86a27-7fff-9340-1f83-4da770562d1e">
<p dir="ltr"><span>Ruth é uma das fundadoras da entidade, que será presidida por uma mulher pela primeira vez. A professora tem mestrado pela </span><span>École de Criminologie de l`Université de Louvain</span><span>, Bélgica, e doutorado pela </span><span>École de Criminologie de la Faculté des Arts et de Sciences</span><span>, da </span><span>Universidade de Montreal, Canadá. Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, implantou e ministrou as disciplinas Psicologia Criminal I e II. Mantendo atividades de colaboração com a USP após sua aposentadoria, implementou o programa de execução da medida de Liberdade Assistida, voltado a adolescentes em conflito com a lei, em parceria com a Organização Comunitária Santo Antônio Maria de Claret. Em 2019, tornou-se professora sênior da FFCLRP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ela, sua gestão à frente da AICLP pretende realizar ações e eventos conjuntos entre a Associação, o Grupo de Pesquisa, que é coordenado pelo professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Eduardo Saad Diniz, e outras iniciativas em que a professora está envolvida, como o projeto internacional Fortalecimento do Ensino da Criminologia Através da Cooperação entre Universidades Europeias e Sul-Americanas (SuCCESS), apoiado pela Fundação Erasmus. Esse projeto tem a coordenação-geral da professora da FFCLRP Marina Rezende Bazon e envolve docentes das áreas de Química Forense, Psicologia, Direito, Economia e Enfermagem Forense ligados ao Grupo de Estudos Interdisciplinar em Criminologia (Geicrim-RP/USP).</span></p>
</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Em nosso campus, há décadas, docentes têm realizado pesquisas, docência e divulgação orientados por suas diferentes áreas de formação. Com a convergência dos atuais objetivos de cada uma dessas iniciativas, universidade e comunidade, de forma articulada, terão condições de atualizar os conhecimentos criminológicos científicos e buscar novos caminhos que possam contribuir para a formação discente e para mitigar graves problemas relacionados com o fenômeno criminal”, diz Ruth.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora destaca ainda que as ações e eventos conjuntos pretendem abordar também outras vertentes da criminologia, além da experimental, que é tema do grupo de pesquisa do IEA-RP.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Chamada para pesquisadores</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Pesquisa Criminologia Experimental e Segurança Pública do IEA-RP segue com edital aberto para pesquisadores submeterem experimentos relacionados a essa área. As inscrições devem ser feitas até 14 de fevereiro, às 18h.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os projetos precisam conter até 7 mil caracteres, expondo contexto e problema, hipóteses do experimento, método de pesquisa, resultados esperados, possível parceiro estratégico para implementação, estratégia de publicação dos resultados e até dez principais referências bibliográficas. Além disso, deve demonstrar vínculos com a pesquisa científica criminológica, sistema de justiça criminal ou segurança pública e estar alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Saiba mais sobre a chamada </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/grupo-do-iea-rp-abre-chamada-de-experimentos-sobre-criminologia/"><span>neste link</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o grupo</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir dos recentes avanços da Criminologia Experimental, o Grupo de Pesquisa propõe dedicar-se ao estudo de experimentos, métodos e intervenções que permitam extrair evidências científicas sobre o que funciona (</span><span>what works</span><span>) nas estratégias de segurança pública.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com base nas evidências científicas obtidas pelo método experimental, pretende-se desenvolver novas abordagens teóricas e recomendações de ação estratégica no campo da segurança pública, além da aproximação direta com experiências concretas do sistema de justiça criminal e a capacitação de pesquisadores, especialmente no que diz respeito a métodos de pesquisa experimental e interdisciplinar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Conheça o trabalho do grupo em: </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/criminologia-experimental-e-seguranca-publica/"><span>sites.usp.br/iearp/criminologia-experimental-e-seguranca-publica</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Criminologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-01-31T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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