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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/titulares-da-catedra-olavo-setubal-organizam-curso-sobre-o-protagonismo-da-mulher-indigena-busca-protagonizar-a-mulher-indigena">
    <title>Titulares da Cátedra Olavo Setubal organizam curso sobre o protagonismo da mulher indígena</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/titulares-da-catedra-olavo-setubal-organizam-curso-sobre-o-protagonismo-da-mulher-indigena-busca-protagonizar-a-mulher-indigena</link>
    <description>A Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência realiza, de 2 a 4 de setembro, o curso de difusão gratuito Floresta de Saberes: a Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<p><i>Por Lívia Uchoa (estagiária)</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/florestas-de-saberes" alt="Florestas de Saberes" class="image-right" title="Florestas de Saberes" /></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">As catedráticas indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites Guarani, titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, são as organizadores do curso de difusão gratuito <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/floresta-saberes">Floresta de Saberes: a Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas</a>, que acontecerá no IEA nos dias 2, 3 e 4 de setembro, numa parceria com a Fundação Itaú e o Itaú Cultural</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Dividido em seis aulas (manhã e tarde) coordenadas pela trinca de catedráticas, o curso reunirá lideranças, artistas e pesquisadoras para entender os principais desafios enfrentados pelas mulheres indígenas em diferentes campos de atuação.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Os interessados em participar do curso devem efetuar pré-inscrição de 12 a 16 de agosto pelo <a href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400020&amp;cod_edicao=24001&amp;numseqofeedi=1" style="text-align: justify; ">Sistema Apolo</a> da USP. Os pré-inscritos receberão, por email, um formulário a ser preenchido de 17 a 23 de agosto. <span style="text-align: justify; ">A efetivação da matrícula ocorrerá após a análise das respostas apresentadas no formulário, da vinculaçao ou não ao público-alvo e da carta de motivação. O resultado será divulgado no dia 26 de agosto.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>Diversidade</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Com pessoas indígenas e estudantes da USP (graduação e pós-graduação) como público-alvo, o curso tem o objetivo de contribuir para o reconhecimento da diversidade dos saberes, territórios e atuações das mulheres indígenas. A programação inclui exposições e debates sobre machismo, racismo, saúde da mulher, arte, meio ambiente e muitas outras temáticas com a perspectiva indigena.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Segundo os organizadores do curso, esse protagonismo da mulher indigena contribui para a ampliação de referências, de epistemologias e cosmogonias para além do eurocentrismo: "Ainda que o protagonismo seja de mulheres indígenas, suas contribuições não se encerram no debate sobre mulheres, uma vez que suas preocupações políticas envolvem sempre seus povos como um todo, das crianças aos mais velhos, dos jovens aos adultos, dos homens às mulheres, dos rios às florestas”.</p>
<h3>Programação</h3>
<h3><strong>2/set</strong></h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 1: Trançando as artes: mulheres indígenas e suas expressões artísticas</strong><br /><i>Coordenadora: Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">É comum que as artes indígenas não tenham uma compartimentalização rígida, uma vez que diversas linguagens artísticas se encontram nos fazeres cotidianos, nos rituais, nos processos de plantio e colheita, no cuidado das crianças e dos mais velhos. Para esta aula, as convidadas irão apresentar suas trajetórias nas diferentes expressões artísticas que as constituem.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Graça Graúna Potiguara (RN): escritora e professora adjunta na Universidade de Pernambuco (UPE);</li>
<li>Patrícia Para Yxapy (RS): professora, roteirista, curadora e realizadora audiovisual indígena da etnia mbyá guarani;</li>
<li>Carmézia Emiliano (RR): artista plástica makuxi.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 2: Gestando políticas: liderança, política e movimento indígena</strong><br /><i>Coordenadora: Sandra Benites</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - No movimento indígena, há muitas formas de fazer política para além da dimensão institucional, seja a política de diálogos internos com as comunidades, seja a política de negociações com não indígenas, seja na sensibilização dos mais jovens para a luta pelo território. As convidadas foram e são referências históricas no que diz respeito à presença de mulheres indígenas nas mais diferentes formas de fazer política.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Catarina Tupi Guarani (SP): liderança indígena, artesã e educadora formada em pedagogia pela FE-USP;</li>
<li>Beatriz Pankararu (SP): artista visual e ativista; representante da Reserva Indígena Filhos Dessa Terra, Guarulhos; </li>
<li>Eliane Potiguara (RJ): primeira autora de literatura indígena no Brasil; é doutora honoris causa pela UERJ;</li>
<li>Joziléia Kaingang (SC): geógrafa e professora; diretora do Departamento de Promoção de Políticas Indigenistas do Ministério dos Povos Indígenas.</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "><i> </i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<h3 dir="ltr" style="text-align: left; ">3/set</h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 3: Redes de amparo: saúde da mulher e meio ambiente</strong><br /><i>Coordenadora: Francy Baniwa</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - O território não é apenas um espaço físico, um local específico, mas é também parte de quem nós somos. A partir da noção de corpo-território, nesta aula serão discutidas as inter-relações entre as violências sofridas pela Terra e as violências sofridas pelas mulheres indígenas, que também são parte dela. Serão também abordadas formas possíveis de cuidado e de saúde integradas, territorializadas e tradicionais.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i> Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Kellen Kaiowá (MS): bióloga e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);</li>
<li>Cinthia Guajajara (MA): coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (Anima) e presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Maranhão; é especialista em direitos indígenas;</li>
<li>Eufelia Tariano (AM): pesquisadora, enfermeira e especialista em saúde indígena.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 4: As tecituras das mulheres indígenas na universidade</strong><br /><i>Coordenadora: Francy Baniwa</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - A destruição e a exploração da Terra também têm efeitos no "ecossistema" de línguas originárias, pois com a continuidade da invasão dos territórios indígenas e com o aumento do racismo religioso, o direito ao território, ao modo de vida e ao falar da língua também se vê profundamente afetado. Na linha de frente da revitalização e do reflorestamento de línguas indígenas, mulheres de diferentes povos têm participado de iniciativas coletivas de fortalecimento e, nesta aula, serão apresentadas algumas delas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Rutian Pataxó (BA): graduada em economia pela UFBA, com especialização em direitos humanos pela mesma universidade; mestranda em estudos étnicos e africanos também pela UFBA; ouvidora-adjunta da Defensoria Pública da Bahia;</li>
<li>Márcia Mura (AM): escritora, articuladora política e cultural, educadora, percorre o território mura e outros lugares com a pedagogia da afirmação indígena; doutora em história social pela USP e aprendiz dos saberes dos mais velhos;</li>
<li>Jera Guarani (SP): liderança indígena comunitária na aldeia guarani mbya Kalipety, São Paulo.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<h3 dir="ltr" style="text-align: left; ">4/set</h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 5: Ecossistema de línguas indígenas</strong><br /><i>Coordenadora: Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - A presença de mulheres indígenas na universidade é acompanhada de uma série de entraves, uma vez que sua permanência, objetiva e subjetivamente, nem sempre é amparada institucionalmente. Para povos em que a coletividade é fundamental, separar mães de suas crianças ou não propiciar condições para que estejam juntas, por exemplo, pode ser um fato de "expulsão" indireta. Além disso, os currículos e as ementas dos cursos raramente contemplam perspectivas de mundo para além da eurocêntrica. Sobre estes e outros embates, as convidadas compartilharão suas vivências.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Altaci Corrêa Rubim/Tataiya Kokama (AM): pesquisadora e ativista, doutora em linguística pela UnB; primeira professora indígena a ingressar no corpo docente da UnB;</li>
<li>Sueli Maxakali (MG): professora, cineasta e liderança indígena;</li>
<li>Anari Pataxó (BA): membro do Grupo de Pesquisadores Pataxó Atxohã.</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 6: Nossos caminhos: finalização do curso</strong><br /><i>Coordenadoras: Sandra Benites, Francy Baniwa e Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - Neste momento de finalização e partilhas coletivas, haverá também a apresentação de relatos críticos feitos por estudantes de pós-graduação, que trarão suas impressões, elaborações e considerações sobre o ciclo.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-09T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia">
    <title>Saberes das mulheres indígenas abrem atividades das novas titulares da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia</link>
    <description>A atividade inaugural da titularidade de Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência será o encontro Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo, nos dias 27, 28 e 29 de maio.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barriga-de-indigena-gravida" alt="Barriga de indígena grávida" class="image-right" title="Barriga de indígena grávida" />A atividade inaugural da titularidade de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz" class="external-link">Arissana Pataxó</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa" class="external-link">Francy Baniwa</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites" class="external-link">Sandra Benites</a> na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> será o encontro "</span><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/caminhos-da-cutia" class="external-link">Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo</a>"</span><span style="text-align: justify; ">, nos dias 27, 28 e 29 de maio.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Semeando como cutias: a posse de três mulheres indígenas na Cátedra Olavo Setubal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas" class="external-link">Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</a></li>
</ul>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.revista-pub.org/post/03032024" target="_blank">O Caminho da Cutia Chega à Academia</a>", de Elizabeth Harkot de La Taille (FFLCH-USP)<br /><i>Publicado em 3/3/24 na Revista PUB Diálogos Interdisciplinares, do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública</i></li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia#programacao" class="external-link">programação</a> contará com a participação de mulheres indígenas de diferentes etnias e regiões do país. A Atividade 1, no dia 27, restrita a indígenas e convidados, ocorrerá na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Colônia, no extremo sul da cidade de São Paulo. Não haverá transmissão pela internet nesse dia.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A Atividade 2, no dia 28, consistirá de quatro oficinas sobre as vivências como parteiras de duas indígenas e suas auxiliares, incluindo rezas e cantos ligados à prática, além do artesanato produzido pelas etnias. As oficinas serão abertas ao público inscrito [veja <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia#oficinas" class="external-link">links</a> abaixo].</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">No dia 29, a Atividade 3 será a mesa "Caminhos da Cutia", com apresentações de cantos tradicionais, do programa a ser desenvolvido pelas catédráticas e de uma sinopse do encontro na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, além de uma conversa entre as titulares e convidados. <span id="docs-internal-guid-87fa4013-7fff-ab90-f898-b1872c2096c3"><span>Dentre os temas que serão discutidos estão alimentação coletiva em contextos urbanos, saberes sobre roça, parto e cuidados da saúde</span></span> .A mesa será aberta ao público, sem necessidade de inscrição, e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<div></div>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 27</h3>
<p><strong>Atividade 1 - "Encontro de Mulheres Indígenas"</strong><br />Local: Aldeia Guarani Mbya Kalipety (Estrada Evangelista de Souza, Colônia, São Paulo, SP)<br />Fechado, sem transmissão pela internet</p>
<p><i>Conversas, partilhas de saberes e rezas entre catedráticas,<br />pós-doutoranda, parentas convidadas e mulheres da aldeia</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>9h</td>
<td>Conversas e partilhas entre parentas, sem a participação de não indígenas</td>
</tr>
<tr>
<td>12h</td>
<td>Almoço coletivo com ingredientes tradicionais</td>
</tr>
<tr>
<td>14h</td>
<td>Rodas de conversa nas quais poderão participar convidados não indígenas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 28</h3>
<p><strong>Atividade 2: "Oficinas de Saberes Indígenas"</strong><br />Local: Auditório do IEA <br />Participação aberta ao público inscrito</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><a name="oficinas"></a>10h</td>
<td>Oficina 1 - Vivência com a Pajé Jaçanã Pataxó<br /><i>Ela contará um pouco de sua trajetória como parteira e pajé, acompanhada de sua filha Maria Raimunda, artesã e auxiliar de parteira</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdOFdIV7lR_6r92s3EK9-GWNn8W8PNjwRQxLQ7WXpZgMgcV9g/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>11h</td>
<td>Oficina 2 - Vivência com Sábios/as do Alto Rio Negro<br /><i>Com Bibiana Fontes e Francisco Fontes, auxiliados por Larissa Fontes;  parteira e dona de roça, Bibiana compartilhará cantos e saberes sobre o parto, em nheengatu e baniwa</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLsg3Z4_gM3GDtmX-d4ErPQ_5BagVgVHsnDHCwp7OBh5HtOg/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>14h30</td>
<td>Oficina 3 - Vivência de Artesanato com Tucum e Língua Nheengatu<br /><i>A professora e dona de roça Maria Bidoca irá demonstrar um pouco do fazer artesanal de seu povo</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScXb_1TDN5LbC-1TvTIvCTlyq_Hg0AGNmorFVcLqDG5V88D6w/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>15h30</td>
<td>
<p>Oficina 4 - Roda de Conversa sobre Parto e Nascimento Mbya Guarani e Pataxó<br /><i><span><span>Pajé Jaçanã (pataxó), parteira, e Adriana Moreira (mbya guarani), parteira e professora, falarão de</span> suas experiências como parteiras, compartilhando narrativas cosmogônicas de seus povos acerca dos cuidados de gestação e parto</span></i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf34G8KrinolFeby9EWsXLkpcoLE2WEGwJFNs9bX93My5lptQ/viewform">Inscrição online</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 29</h3>
<p><strong>Atividade 3: Mesa “Caminhos da Cutia”</strong><br />Local: Sala Alfredo Bosi<br />Participação aberta ao público, sem necessidade inscrição e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</p>
<p><strong>Abertura com cantos tradicionais</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>10h10</td>
<td>Apresentação pelas catedráticas do programa da titularidade e síntese do encontro na Aldeia Guarani Mbya Kalipety</td>
</tr>
<tr>
<td>10h30</td>
<td>Conversa com as catedráticas e convidadas Renata Geraldo (mura), Maria Bidoca (baniwa) e Adriana Moreira (mbya guarani)</td>
</tr>
<tr>
<td>11h20</td>
<td>Falas institucionais de representantes da cátedra e da Fundação Itaú</td>
</tr>
<tr>
<td>11h40</td>
<td>Perguntas do público</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Fiocruz</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Maternidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-10T11:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/reunioes-internas/reuniao-catedra-olavo-setubal-07-05-2024">
    <title>Reunião Cátedra Olavo Setubal - 07/05/2024 </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/reunioes-internas/reuniao-catedra-olavo-setubal-07-05-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-08T21:42:08Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024">
    <title>Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência - 01/03/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-12T14:21:01Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal">
    <title>Semeando como as cutias: a posse de três mulheres indígenas na Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>As indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites tomaram posse como novas titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências no dia 1º de março, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-1/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" height="376" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esq., Francy Baniwa, Arissana Pataxó e  Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>"Não estaremos sós. Seremos como as cutias fazendo caminhos e plantando sementes, como a da universidade indígena." Assim <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz">Arissana Pataxó</a> definiu como será a atuação dela, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a> como titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria do IEA com a <a class="external-link" href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a>.</p>
<p><span>As três indígenas tomaram posse na cátedra em cerimônia no dia 1º de março, na Sala do Conselho Universitário, prestigiada por dirigentes da USP, do IEA  e da Fundação Itaú, além de representantes de outras instituições e integrantes de vários povos originários.</span></p>
<p><span>Na abertura da solenidade, o coordenador acadêmico da cátedra</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a><span>, celebrou as contribuições da titular anterior, a escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a><span>, que não pode comparecer à cerimônia por questões pessoais. </span><span>Ele destacou os trabalhos desenvolvidos por Conceição para discussões teóricas sobre o conceito de escrevivência (criado por ela), inclusive na formação e orientação de um grupo de estudos sobre o tema com jovens pesquisadores.</span></p>
<p><span>Para ele, "a escrevivência constitui o kernel de uma nova episteme”. </span><span>Mudanças como essa nos modos de representação “precisam ser expandidas de modo multicultural, e a cátedra se insere nesse processo", afirmou.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas" class="external-link">Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</a><br /><i>20/2/24</i></li>
</ul>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.revista-pub.org/post/03032024">O Caminho da Cutia Chega à Academia</a>", de Elizabeth Harkot de La Taille (FFLCH-USP)<br /><i>Publicado em 3/3/24 na Revista PUB Diálogos Interdisciplinares, do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública</i> </li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Grossmann destacou o fato de a titular anterior e as novas serem educadoras que têm como referência suas territorialidades, a diversidade e as desigualdades do país. “As especificidades dos contextos, as tradições e cosmogonias importam e muito”, considerou.</p>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, disse que estamos num momento em que ocorre um movimento transformador na universidade e na sociedade brasileira. Ele associou a cátedra, os pesquisadores que a ocuparam e as instituições envolvidas a um espírito inovador próprio da juventude.</p>
<p>“A USP, que comemora 90 anos, é jovem no contexto da comunidade universitária global, que se aproxima de seu milênio de existência. A Fundação Itaú foi criada em 2019. A cátedra também é jovem. Sua atividade inaugural em 2015 foi o apoio à criação de uma rede global de jovens pesquisadores numa iniciativa com a Universidade de Nagoya, a Intercontinental Academia, no âmbito da <a href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>, rede de institutos de estudos avançados vinculados a universidades nos cinco continentes.”</p>
<p>Para ele, a titularidade de jovens mulheres indígenas constitui-se em mais uma ação que valoriza a potência da juventude, assim como outras iniciativas promovidas por titulares anteriores, que favoreceram a formação de jovens em várias áreas.</p>
<p><strong>Ancestralidades</strong></p>
<p>O presidente da Fundação Itaú, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron">Eduardo Saron</a>, frisou que a cerimônia marcava a transição entre a ancestralidade afro-brasileira, representada pela atuação de Conceição Evaristo, e ancestralidade indígena, com as novas titulares.</p>
<p>Ele destacou o espírito público da parceria entre a fundação e e a USP. “Um espírito público tão necessário e tão ausente de algumas universidades e fundações empresariais. Nunca fomos tratados como patrocinadores. Sempre houve uma troca profunda. Pudemos oxigenar o IEA com uma certa ousadia e sermos oxigenados a cada caminho que a cátedra tomava.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal">Maria Alice Setubal</a>, filha de Olavo Setubal, participou da cerimônia representando a família do patrono da cátedra. Neca, como é mais conhecida, manifestou sua satisfação pelo fato de a cátedra abrigar titulares tão diversos ao longo desses seus dez anos de existência, associando isso à personalidade de seu pai, que “gostava de conversar com pessoas que pensassem diferente dele”.</p>
<p>Ao lembrar de titulares anteriores, ela citou o “trabalho incrível" feito por Conceição Evaristo com vários estudantes, dando continuidade ao engajamento de jovens realizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva">Eliana Sousa Silva</a> durante sua <span>passagem pela cátedra, em 2018.</span></p>
<p>“Agora com as três indígenas, a cátedra dá mais um passo na sua articulação com a sociedade brasileira ao reconhecer a importância dos povos originários e a necessidade de salvaguardar a Amazônia e saberes culturais e artísticos.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-2/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" height="291" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participantes da cerimônia (a partir da esq.): Martin Grossmann, Maria Alice Setubal, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Guilherme Ary Plonski, Eduardo Saron, Ana Maria Rabelo Gomes e, ao fundo, as três novas catedráticas</dd>
</dl></p>
<p><strong>Momento especial</strong></p>
<p><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-rabelo-gomes">Ana Maria Rabelo Gomes</a><span>, da UFMG, paraninfa das novas titulares, a cátedra se encontra em um momento especial e singular de suas atividades, com três pesquisadoras indígenas sucedendo a uma escritora negra. “Mulheres negras e indígenas, silenciosas e silenciadas por tanto tempo, agora alcançam um público cada vez maior e diversificado.”</span></p>
<p><span>É recente a busca, em fontes documentais, de informações sobre o papel desempenhado pelas mulheres indígenas, segundo Ana Maria. Ela afirmou que esse papel vai bem além das diversas práticas na vida cotidiana, como na agricultura e nas ações de cura e cuidados com pessoas e animais, ampliando-se hoje com a presença de mulheres indígenas em diferentes posições públicas.</span></p>
<p>Ana Maria espera que a produção das três titulares venha a integrar o rol de colaborações para a elaboração da proposta de uma universidade indígena, iniciativa “assumida pelo ministro da Educação e prevista para implementação no atual mandato presidencial”.</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Foi com grande emoção que as novas titulares fizeram seus discursos de posse. Arissana Pataxó lembrou a luta de seu povo e de tantas outras etnias, que por tanto tempo resistiram. Agradeceu à luta de todos os povos pelo acesso dos indígenas ao ensino superior. A comparação que fez entre o trabalho disseminador que farão na cátedra com a atuação das cotias na natureza foi uma referência ao projeto que propuseram: <span>“</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</a><span>”.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a><span> lembrou a importância dos movimentos indígenas, seja no nível regional e comunidades que abarcam, seja em nível federal. Oriunda do Alto Rio Negro, no Amazonas, disse que está trazendo seu território para dentro da USP. "É um privilégio estarmos nessa casa e trazermos nosso conhecimento como mulheres indígenas. Queremos trazer nossas narrativas, nossa cosmologia, afirmar que temos uma ciência, nossa forma de pensar e repensar o mundo em que vivemos", disse.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a>, que é diretora de Artes Visuais da Funarte, lembrou que sua participação na cátedra envolveu muito diálogo e superação de questões burocráticas. Ressaltou a longa caminhada das três até chegar na posição assumida na cátedra, "e para onde a gente vai sempre carregamos nossa comunidade, filhos, mães, nosso povo".</p>
<p>"Fiquei pensando que hoje é um dia especial para juntar o nosso mundo e o mundo dos juruas [termo usado pelos guaranis para se referir aos não indígenas]. E a universidade deveria se sentir privilegiada por nos receber aqui", afirmou.</p>
<p><strong>Renovação</strong></p>
<p>Em sua fala de encerramento da cerimônia, a vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a> frisou que a Cátedra Olavo Setubal se insere no esforço da USP em promover a inclusão. Ela agradeceu a Conceição Evaristo pela contribuição durante sua titularidade e saudou as novas ocupantes da cátedra: "As três representam toda a história de todas as mulheres, não só as indígenas, e o percurso das mulheres na vida pública".</p>
<p>Para Maria Arminda, a USP se renova com experiências como a participação das novas titulares: "Cultura de fato pressupõe ousadia e a USP tem se renovado nesse sentido. Não formaremos as novas gerações se estivermos de costas para as culturas que são fundamentais na constituição de um cânone renovado da cultura e das ciências".</p>
<p>A vice-reitora disse que diante dos preparativos para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro de 2025, em Belém (PA), "urge que tomemos medidas que valorizem o protagonismo e saberes dos povos originários, que foram ao longo do tempo os verdadeiros guardiões de nossa biodiversidade".</p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos: Breno Rocha Queiroz/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-04T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024">
    <title>Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024</link>
    <description>As artistas e ativistas indígenas Arissana "Pataxó" Braz, Francy Baniwa e Sandra Benites serão as titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência em 2024.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; ">O Comitê de Governança da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências escolheu para a titularidade de 2024 três mulheres indígenas que se destacam nas artes, educação, ecoagricultura, pesquisa antropológica e defesa da cultura e direitos dos povos indígenas. Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites irão liderar o programa "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia" class="external-link">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</a>". A tríade substituirá a escritora e professora Conceição Evaristo, titular em 2022 e 2023.</p>
<p style="text-align: left; "><span>A escolha das três revestiu-se de caráter comemorativo, uma vez que em abril terá início o 10º ano de existência da cátedra. O Comitê de Governança entende, em consenso, que essa titularidade terá "alta probabilidade de impacto, na universidade e na sociedade, ao ser formada por jovens lideranças femininas oriundas de povos originários - temática ainda não contemplada nas titularidades anteriores -, a partir da composição de um trio de mulheres indígenas de diferentes regiões do país".</span></p>
<p style="text-align: left; "><span>O diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, e o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, integrantes do comitê, manifestaram que, "sempre em consonância com as políticas universitárias e dinâmicas sócio-culturais glocais", a titularidade das três precisará investir em diálogos, interações e ações que "contribuam para um frutífero diálogo e intercâmbio entre a Universidade e os saberes e cosmovisões de povos originários do Brasil".</span></p>
<p style="text-align: left; ">Os dois destacaram o entusiasmo dos dirigentes da cátedra com a titularidade deste ano, que "certamente trará à USP novos desafios e a possibilidade de qualificar ainda mais, interna e externamente, sua interação com a diversidade multicultural do Brasil".</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arissana-braz" alt="Arissana &quot;Pataxó&quot; Braz" class="image-right" title="Arissana &quot;Pataxó&quot; Braz" /></strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Arissana Pataxó</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Pertencente à etnia pataxó, Arissana nasceu em Porto Seguro (BA) e é artista visual, professora e pesquisadora.  É doutoranda em artes visuais na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde obteve o título de mestre em estudos étnicos e africanos e graduou-se em artes visuais.</p>
<p style="text-align: left; ">Sua produção artística está relacionada à sua convivência familiar, com seu povo e com outros povos indígenas. Ela utiliza várias técnicas e suportes para tratar da realidade indígena e de sua interação outras realidades contemporâneas.</p>
<p style="text-align: left; ">Arissana costuma dizer que suas primeiras referências artísticas surgiram a partir de memórias da infância "às margens do rio".  Aos 16 anos, mudou-se para a aldeia urbana de Coroa Vermelha.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela realizou sua primeira exposição individual ("Sob Olhar Pataxó") em 2007, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA. Desde então, participou de diversas exposições no Brasil, Portugal, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: left; ">Arissana atua na educação escolar indígena desde 2002, colaborando também com a formação de professores e a produção de materiais didáticos. Ao longo de seus estudos, desenvolveu atividades de extensão de arte-educação com seu povo e outros povos indígenas da Bahia.</p>
<p><strong><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/francy-baniwa" alt="Francy Baniwa" class="image-left" title="Francy Baniwa" /></strong></strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Francy Baniwa (Francineia Bitencourt Fontes)</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Integrante da comunidade Wanaliana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), Francy é antropóloga, escritora, fotógrafa e cineasta. Atua há mais de uma década no movimento indígena do rio Negro.</p>
<p style="text-align: left; ">É doutoranda em antropologia social na UFRJ, onde obteve o título de mestre na mesma área. Graduou-se e licenciou-se em sociologia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Em suas pesquisas, busca relacionar os saberes ancestrais de seu povo com as teorias acadêmicas. Dedica-se às áreas de etnologia indígena, mitologia, conhecimentos tradicionais, fotografia e audiovisual.</p>
<p style="text-align: left; ">Francy dirigiu o documentário "Kupixá Asui Peé Itá — A Roça e seus Caminhos", de 2020, e escreveu, em parceria com seu pai, Francisco Baniwa, o livro "Umbigo do Mundo" (2023), ilustrado por seu irmão, Frank Baniwa.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela coordenou o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e o projeto "Vida e Arte das Mulheres Baniwa: Um Olhar de Dentro para Fora", no âmbito de acordo de cooperação técnica entre a Funai e a Unesco. O projeto foi retomado em 2023 com vista a qualificar as peças do primeiro acervo indígena da Funai, produzir uma exposição virtual e publicar um catálogo fotográfico e documentários sobre roça, cerâmica e tucum (artesanato com fibra de palmeira de mesmo nome nativa da Amazônia).</p>
<p style="text-align: left; ">No momento, Francy coordena também o projeto ecológico pioneiro Amaronai Itá – Kunhaitá Kitiwara, para a produção de absorventes de pano, com a finalidade de possibilitar dignidade mestrual e empoderamento das mulheres do território indígena alto-rio-negrino.</p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sandra-benites-2023" alt="Sandra Benites - 2023" class="image-right" title="Sandra Benites - 2023" />Sandra Benites</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Nascida na Terra Indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), Sandra é antropóloga, curadora de arte, educadora e ativista do povo guarani nhandeva. Atualmente é diretora de Artes Visuais da Fundação Nacional de Artes (Funarte).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sandra obteve seu diploma no curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina. É mestra em Antropologia Social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com trabalho em que confere protagonismo às histórias coletivas das mulheres indígenas, jogando luz sobre as narrativas e o modo de “caminhar no mundo” (guata) das mulheres Guarani Nhandewa. Desde 2019 vem desenvolvendo pesquisa de doutorado na UFRJ.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Foi professora de arte de ensino fundamental na comunidade guarani de Aracruz (ES), coordenadora pedagógica na Secretaria de Educação em Maricá (RJ) - assessorando escolas indígenas -, curadora adjunta de Arte Brasileira no Museu de Arte de São Paulo <span style="text-align: justify; ">Assis Chateaubriand</span> (Masp) - onde participou da exposição "Histórias Brasileiras" - e curadora do Museu de Culturas Indígenas de São Paulo.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Realizou a curadoria das exposições “Dja Guata Porã: Rio de Janeiro Indígena”, no Museu de Arte do Rio (MAR), e “Sawé”, organizada no Sesc Ipiranga, em São Paulo (SP). Também foi curadora, em parceria com a artista Salissa Rosa, da exposição "Nhe'ẽ Se", na Caixa Cultural de Brasília (DF).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Suas propostas curatoriais enfatizam cosmovisões indígenas e estão centradas no protagonismo das mulheres indígenas. Nas áreas de educação e pesquisa, dedica-se às problemáticas do ensino bilíngue indígena e à dificuldade desse ensino em abarcar as particularidades e identidade das comunidades guaranis. Benites também se destaca na defesa dos direitos dos indígenas, especialmente no que se refere à educação dos guaranis e à demarcação de seus territórios.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Ela lecionou em várias instituições americanas, entre as quais as Universidades de Indiana, Tufts e Harvard, e teve trabalhos publicados nos sites do Hammer Museum da Universidade da Califórnia em Los Angeles, do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York e do Peabody Museum da Universidade Harvard.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">No final de 2022 e início de 2023, ela e a artista Anita Ekman foram as curadoras da exposição "Ka'a Body: Cosmovision of the Rainforest", organizada por parceria entre as galerias Paradise Row, de Londres, e Radicants, de Paris. Nesse trabalho, elas examinaram como as mulheres na arte contemporânea indígena e brasileira estão transformando a imaginação global sobre as florestas e seus habitantes, humanos e não humanos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Jussimar Guedes; Idjahure Terena; e Rodrigo Avelar</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-24T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-cortejo-ilu-oba-de-min-apresentacao-musical-com-larissa-luz-e-ilu-oba-de-min-15-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - Cortejo Ilu Obá De Min + Apresentação musical com Larissa Luz e Ilú Obá De Min - 15/12/2023 - Noite</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-cortejo-ilu-oba-de-min-apresentacao-musical-com-larissa-luz-e-ilu-oba-de-min-15-12-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-03T16:38:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-14-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - 14/12/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-14-12-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-02T18:54:30Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - 15/12/2023 </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-12-2023</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-02T18:54:15Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo">
    <title>Conceição Evaristo funde Kwanzaa e escrevivência para propor outros mundos possíveis</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>A escritora e educadora Conceição Evaristo fez a conferência "Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis" na abertura do Festival Kwanzoo-Escrevivência, no dia 13 de dezembro, no Itaú Cultural.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-13-12-23/image" alt="Conceição Evaristo - 13/12/23" title="Conceição Evaristo - 13/12/23" height="517" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Conceição Evaristo: ''Só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural''</dd>
</dl></p>
<p><span>"Temos a intenção bastante explícita de empretecer espaços brancos com a nossa corporeidade preta em seus múltiplos sentidos. E assim redesenhamos nas linhas fixas das instituições por onde passamos, onde estamos, novos traços, novas marcas, para ajudar a compor o rosto multifacetado da nação brasileira."</span></p>
<p>Assim a escritora e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a> ressaltou a importância da participação de mulheres negras e homens negros nas mais diferentes instituições do país. Ela fez essa afirmação na conferência <i>Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</i>, com a qual abriu o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia" class="external-link">Festival Kwanzaa-Escrevivência</a>, no dia 13 de dezembro.</p>
<p>Realizado de 13 a 15 de dezembro no Itaú Cultural (abertura) e em três lugares da USP - IEA; Escola de Arte, Ciência e Humanidades (Each); e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) -, o festival celebrou as atividades ocorridas na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> durante o um ano e meio em que Evaristo foi sua titular.</p>
<p>Nesse período, ela e os jovens pesquisadores participantes <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a> com certeza imprimiram "novos traços, novas marcas" nas linhas que definem a atuação do IEA, da própria USP e do Itaú Cultural, parceiros na implantação e funcionamento da cátedra. Aos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de estudos, somaram-se a criação de uma disciplina de pós-graduação, um curso de extensão para docentes de educação básica, seminários, palestras e participação em eventos diversos, sempre com a intenção de promover a reflexão sobre epistemologias afro-diaspóricas.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Celebração, reflexão política, identidades e direitos humanos</h3>
<p>Na cerimônia de abertura do festival, o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, saudou a realização como um momento de reflexão crítica e política, além de seu aspecto de celebração: "Estamos festejando um ano e meio de intensas atividades de Conceição Evaristo, sempre com o suporte do jovem grupo de estudos, hoje com 13 integrantes, coordenados por ela e supervisionados por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/calila-das-merces-1" class="external-link">Calila das Mercês</a>. São jovens que devem se tornar líderes em suas áreas; uma das missões da cátedra é a formação de líderes".</p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, comentou que a Kwanzaa, em sua comemoração anual de 26 de dezembro a 1º de janeiro, ocorre num momento de outras duas celebrações marcantes: o Natal, para os cristãos, e o Hanuká, para os judeus. "Uma das coisas que essas três celebrações têm em comum é o vínculo com a luz, com a luminosidade. E há o simbolismo a partir dos candelabros do Kwanzaa e do Hanuká". No primeiro caso, o candelabro Kinara contém sete velas associadas a igual número de princípios e dias de celebração. O candelabro Hanukiá, com nove velas, é utilizado nos oitos dias do Hanuká, que este ano transcorreu de 7 a 15 de dezembro, terminando exatamente no terceiro dia do festival organizado pela cátedra.</p>
<p>"As três festividades celebram identidades, especificidades e tradições. O Kwanzaa, um termo da lingua suaíli, tem o significado de primeiros frutos da colheita, e o Hanuká, num de seus dois sentidos, significa inauguração, reinauguração, novo começo. Junto com o Natal, as três celebrações, têm outro aspecto comum: marcar que todos somos seres humanos, com razões, emoções e intenções. Digo isso, porque no dia 10 de dezembro, comemorou-se outro fato marcante do mês e ligado às três comemorações: o 75º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas", concluiu.</p>
<p>Também participaram da cerimônia de abertura do festival <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jader-rosa" class="external-link">Jader Rosa</a>, superintendente do <span>Itaú Cultural, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-maria-guedes-paiva" class="external-link">Patrícia Mota</a>, gerente de Educação do <span>Itaú Social.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reivindicação da presença negra nas instituições é essencial diante do fato de que "desde a saga do trabalho escravo imposto aos nossos antepassados até hoje estamos na base da construção da riqueza material e imaterial do país, que também é nossa e da qual muito pouco usufruímos", afirmou Evaristo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo da conferência "<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-13-de-dezembro" class="external-link">Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</a>", proferida por Conceição Evaristo na abertura do Festival Kwanzaa-Escrevivência</li>
<li>Vídeos dos dias <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-14-de-dezembro" class="external-link"><strong>14/dez</strong></a> e <strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-de-dezembro" class="external-link">15/dez</a> do festival</strong></li>
<li>Vídeo do <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa" class="external-link">Espetáculo de Encerramento do Festival Kwanzaa-Escrevivência</a><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=6UrGqFmCNUQ"><br />1</a>5/12/2023</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i> 
<hr />
</i></h3>
<h3><i>Esclarecimento</i></h3>
<p><i>Leia <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nota-de-esclarecimento-dezembro-2023" class="external-link">Nota de Esclarecimento</a> da Diretoria e da Ouvidoria do IEA sobre incidente </i><i>relatado por Conceição Evaristo no final de sua conferência. O fato envolveu </i><i>pessoa da equipe do Instituto e pesquisadores do grupo de estudos coordenado pela escritora.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Racismo estrutural</strong></p>
<p>"Sendo reconhecido que o preconceito e a discriminação racial estão consolidados na organização da sociedade brasileira, há de se buscar formas de desestruturar o racismo estrutural que caracteriza as instituições, o pensamento e o imaginário brasileiro em relação ao negro e, podemos dizer, em relação ao indígena", disse.</p>
<p>A seu ver, só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural. E essa reorganização "não se realiza nos discursos, por mais progressistas que sejam: é preciso que as palavras se concretizem na prática, no exercício cotidiano de quem tem o poder de decidir, de organizar, de distribuir, de escolher".</p>
<p>Ela destacou que as estruturas de uma sociedade não se organizam por geração espontânea, "embora perdurem como algo naturalizado, como um destino instituído desde sempre". Essa naturalização serve-se até de distorções, que procuram usar o racismo estrutural "como uma desculpa desonesta para não buscar mudanças efetivas nas bases com que se organizou e se mantém a sociedade brasileira", afirmou.</p>
<p>Amalgamar o Kwanzaa com sua pesquisa sobre a escrevivência, conceito criado por ela nos anos 90, foi "um gesto simbólico de retomada de uma dinâmica dos afro-americanos, que, como nós, afro-brasileiros, buscamos compreender e nos apropriar de valores africanos que a memória coletiva preservou na diáspora, apesar da violência da escravização".</p>
<p>"Pensar a escrevivência como suporte teórico, desenvolvendo pesquisa em vários campos de conhecimento, cujos objetos estão marcados pela experiência de sujeitos negros, na qual guardamos consciente ou inconscientemente uma memória negra relativa aos povos africanos e à diáspora negra nas Américas, é também promover em solo brasileiro o nosso Kwanzaa", disse.</p>
<p>A escrevivência é um conceito e uma prática de criação de discurso que hoje está apropriada por outras formas de conhecimento, além da produção literária, explicou. "É uma ideia que nasce sob a perspectiva de uma busca intelectual de uma mulher negra oriunda das classes populares".</p>
<p><strong>Origem</strong></p>
<p>Evaristo relatou que começou a usar o termo em 1995, quando redigia sua dissertação de mestrado “Literatura Negra: Uma Poética de Nossa Afro-Brasilidade”, defendida em 1996 na PUC-RJ (no segundo semestre de 2009, a revista Scripta, da PUC Minas, publicou <a href="https://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/4365">ensaio homônimo</a> em que ela retomou os temas abordados na dissertação).</p>
<p>Ela explicou que o trabalho consistia na produção de um panorama sobre a autoria negra de poesia a partir, principalmente, das publicações do grupo paulista <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/">QuilombHoje</a>, constituído por homens e mulheres em sua maioria negros, que em 1978 passou a publicar a série <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/cadernos-negros/">Cadernos Negros</a>, com contos e poesias de autores afrodescendentes.</p>
<p>"Comecei a observar que havia uma mesma dicção, uma fusão entre o eu poético, que se pronunciava como negro, e o sujeito autoral, homens negros e mulheres negras. O sujeito autoral se inscrevia no próprio poema, se via no próprio poema, vivia o próprio poema. Era como escreviver o corpo negro", observou.</p>
<p>Ela trabalhou com poemas das décadas de 70 e 80. Naquele momento era "muito necessário nos pronunciarmos como negros". Havia um movimento, principalmente da literatura, para "retirar certa carga negativa da palavra negro, que era usada para dizer dizer coisas como 'negro sujo, negro vagabundo'; quando queria brigar com um negro, o branco geralmente usava essa palavra".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:384px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/revista/carolina-maria-de-jesus/image" alt="Carolina Maria de Jesus" title="Carolina Maria de Jesus" height="269" width="384" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:384px;">Carolina Maria de Jesus, referência como autora de escrevivência</dd>
</dl>"Tirar todo sentido negativo da palavra e positivá-la etnicamente fazia parte do projeto estético da construção de um texto. Por isso minha geração de poetas não usava a palavra preto. Preto era eufemismo. Então sempre usávamos a palavra negro, uma palavra que minha geração ainda usa.”</p>
<p>Evaristo disse que na ocasião nem tinha percebido que havia usado a palavra escrevivência. "Foi o professor Eduardo de Assis, da UFMG, que me apontou que eu usara a palavra na frase "A escrevivência do corpo negro é realizada não só pela apresentação física desse corpo em si.”</p>
<p>A catedrática afirmou que a produção literária de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), principalmente "Quarto de Despejo", "Diário de Bibita", "Casa de Alvenaria" e os poemas, pode ser caracterizada como escrevivência.</p>
<p><strong>Língua portuguesa</strong></p>
<p>Ao tratar da influência dos negros e negras escravizados até mesmo na lingua portuguesa, Evaristo exibiu a foto de 1860 tirada por João Ferreira Villela onde aparecem o menino Augusto Gomes Leal e sua ama de leite Mônica. "As considerações feitas por Gilberto Freyre sobre o diferencial da língua portuguesa falada no Brasil apontam para o papel para isso desempenhado pelas línguas africanas e mães pretas no interior da casa grande." Ressalvou, no entanto, que a valorização dessa mãe preta em "Casa Grande &amp; Senzala" chega a tomar um ar romântico, como “se essa mãe preta tivesse escolhido aquele filho branco”.</p>
<p>Evaristo disse que a semântica do conceito de escrevivência vem daquela situação histórica, de mulheres negras escravizadas que tinham que contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande: "Eram corpos inscritos na economia da produção, pois geravam lucro, na economia do prazer, pois eram tomadas pelo senhor quando ele quisesse, e na economia da educação, pois as crianças passavam muito mais tempo com essa mãe preta, aprendiam a falar com ela. Em Freyre, há uma metáfora muito bonita: era como se essa mulher pegasse a língua portuguesa, mastigasse e misturasse com sua própria dicção e colocasse essa língua mastigada na boca da criança".</p>
<p><strong>Estórias para incomodar</strong></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:249px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/augusto-nunes-leal-com-a-ama-de-leite-monica/image" alt="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" title="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" height="400" width="249" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:249px;">Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica (1860) - Cartão de visita do fotógrafo João Ferreira Villela</dd>
</dl></p>
<p>Mas o que a escrevivência tem a ver com isso? "Se essas mulheres eram obrigadas a contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande, nossas estórias não são para niná-las, mas sim para incomodá-las em seus sonos injustos", pontuou.</p>
<p>A escritora ressalvou que a escrevivência não se confunde com a escrita narcísica, pois a primeira coisa que vem à mente ao falar desse tipo de escrita é o espelho de Narciso, que "não guarda nossa face, não reflete aquilo que somos, pelo contrário, expulsa nossa face. A beleza negra, o corpo negro, a dignidade negra não transparecem no espelho de Narciso. Para Narciso, nós não somos belos".</p>
<p>Ela tem proposto a busca de outros espelhos, como aqueles das narrativas míticas negras e africanas, caso dos espelhos de Oxum e de Iemanjá. "O de Oxum é aquele que nos confere dignidade, que permite que descubramos nossa beleza, que nos constrói, que nos acolhe. O espelho de Narciso aponta para uma passividade, de alguém que se perde em si, embevecido por sua imagem. O de Oxum é também uma arma, ela o leva para a luta. E ao contemplar o espelho, ela vê também os inimigos que estão atrás dela."</p>
<p>"Depois de construirmos nossa dignidade com o espelho de Oxum, temos o espelho de Iemanjá, aquela que cria, que cuida, que é exemplar no sentido de olhar para a comunidade. E nisso há outra diferença: a escrita de si, narcísica, é uma escrita que contempla, apresenta uma voz que se esgota em si mesma; a escrevivência é sempre eu/nós. Isso nos distancia da autoficção, da escrita narcísica, da escrita de si", disse.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Martin Grossmann/IEA-USP; domínio público; Coleção Francisco Rodrigues/Fundação Joaquim Nabuco</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literature</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-12-19T12:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência, da resistência à celebração da cultura negra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia</link>
    <description>A escritora e professora Conceição Evaristo e o Grupo de Estudos em Escrevivência organizam, de 13 a 15 de dezembro, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em vários locais da cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-do-festival-kwanzaa-escrevivencia" alt="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" class="image-right" title="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" />Para marcar as contribuições das pessoas negras na produção de conhecimentos e comemorar as realizações da titularidade da escritora e professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a> no período 2022-2023 na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, acontece, de <strong>13 a 15 de dezembro</strong>, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em três regiões da cidade de São Paulo [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa#programacao">programação</a>].</p>
<p>Os eventos da programação do festival são públicos, gratuitos e contarão com tradução em libras. Para participar, os interessados deverão efetuar <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa" class="external-link">inscrição prévia em cada atividade</a>. Haverá oito rodas de conversas nos dias 14 e 15, todas com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<div class="kssattr-atfieldname-inscricao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46" id="parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46">
<p><span>O festival tem como objetivo celebrar a relevância dos trabalhos acadêmicos e artísticos da escritora, que discutem a formação social brasileira em confluência com epistemologias de vários intelectuais, entre os quais Beatriz Nascimento, Lélia González, Lêda Maria Martins, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, Eduardo Glissant e Franz Fanon.</span></p>
<p><span>A participação de Evaristo na cátedra pautou-se pela reflexão sobre</span><span> epistemologias afro-diaspóricas por meio de diversas atividades e ações, dentre as quais a criação do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a><span>, uma disciplina de pós-graduação e um curso de extensão para docentes da educação básica, além de seminários, palestras e participação em eventos que tiveram como audiência tanto a comunidade uspiana quanto o público externo.</span></p>
</div>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2023-1/image" alt="Conceição Evaristo - 2023" title="Conceição Evaristo - 2023" height="381" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A escritora Conceição Evaristo, titular da Cátedra Olavo Setubal e promotora do Festival Kwanzaa-Escrevivência</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resistência e expressão</strong></p>
<p>Durante sua titularidade na cátedra, Evaristo expandiu, em parceria com o grupo de estudos que criou, o diálogo do conceito de escrevivência com diferentes áreas de conhecimento.</p>
<p>A intelectual explica que a escrevivência representa uma concepção teórica que busca trazer à luz as vivências tanto individuais quanto coletivas das comunidades negras na diáspora e das populações marginalizadas: “Ela se configura como um ato de resistência e expressão, destacando-se como uma ferramenta poderosa para reivindicar as identidades, memórias e histórias afro-diaspóricas, ressignificando imagens, como a da Mãe Preta, silenciadas historicamente nas sociedades”.</p>
<p>Dessa forma, em consonância com os sete princípios fundamentais do Kwanzaa (unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé) e por meio da reflexão sobre a escrevivência, o festival busca celebrar a cultura negra, bem como “estimular formas coletivas de vida e resistência das comunidades negras em diáspora”.</p>
<p>Organizado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências, uma parceria entre o IEA e o Itaú Cultural, o festival conta também com o apoio da Fundação Itaú, Itaú Social, Fundação Tide Setubal, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP.</p>
<h3>
<hr noshade="noshade" size="3" width="100%" />
</h3>
<h3><i><strong>Saiba mais sobre o Kwanzaa</strong></i></h3>
<p><i><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/frutas-e-velas-de-celebracao-do-kwanzaa/image" alt="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" title="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" height="457" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">As frutas representam os primeiros resultados da colheita e as velas, os sete princípios do Kwanzaa</dd>
</dl>O Kwanzaa é uma celebração cultural afro-americana surgida em 1966 por sugestão de Maulana Karenga, um professor de estudos negros atualmente vinculado à Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach. Criada no atribulado contexto do movimento pelos direitos civis estadunidense, a festividade é comemorada principalmente nos Estados Unidos, de 26 de dezembro a 1º de janeiro.</i></p>
<p><i>Segundo Hernani Francisco da Silva, o Kwanzaa foi concebido como um ritual ligado à época de colheita. Durante a semana em que ele transcorre, os participantes se reúnem com familiares e amigos para trocar presentes à luz de uma série de velas nas cores preta, vermelha e verde, que simbolizam os sete valores fundamentais da vida familiar afro-americana, identificados por termos da língua suaíli: umoja (unidade), kujichagulia (autodeterminação), ujima (trabalho coletivo e responsabilidade), ujamaa (economia cooperativa), nia (propósito), kuumba (criatividade) e imani (fé).</i></p>
<p><i>Para Conceição Evaristo, comemorar o Kwanzaa no Brasil implica “celebrar as raízes africanas, estar em sintonia com a herança e ancestralidade trazidas pelos povos africanos e reforçar que, apesar dos desafios enfrentados pelas populações afro-brasileiras, a resiliência e a celebração das conquistas persistem como testemunhos poderosos de uma história rica e vibrante”. Para ela, a celebração fortalece os laços comunitários e inspira a continuidade do legado cultural, promovendo a conscientização.</i></p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p><strong><i>Festival Kwanzaa-Escrevivência</i></strong><i><br /> 13 a 15 de dezembro<br /> IEA, Each-USP e Itaú Cultural<br /> Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa">Pagina do festival</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e RDN Stock project/Pexels</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-17T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/ancamento-do-livro-emergencias-culturais-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-25-10-2023">
    <title>Lançamento do Livro "Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México"  - 25/10/2023</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-07T19:29:51Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisador-do-iea-ganha-bolsa-da-unesco">
    <title>Pesquisador do IEA ganha bolsa da Unesco</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisador-do-iea-ganha-bolsa-da-unesco</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f55e5299-7fff-657f-3d96-219b3648cf0b"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/danilo-pereira-sato-perfil" alt="Danilo Pereira Sato - Perfil" class="image-right" title="Danilo Pereira Sato - Perfil" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/danilo-pereira-sato?searchterm=Danilo+Pereira+Sato" class="external-link">Danilo Pereira Sato</a>, pesquisador do IEA, é um dos premiados pelo Programa Homem e Biosfera (MAB, na sigla em inglês) para jovens cientistas da Unesco. Ele estudará a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde (peri)urbano da cidade de São Paulo e a Reserva da Biosfera de Wienerwald, na Áustria, como regiões modelo de desenvolvimento sustentável.</p>
<p><span>O projeto elaborado por Sato visa compreender o papel das reservas no desenvolvimento sustentável do ponto de vista regional, na formação de políticas públicas e no uso do solo. A questão central é a aplicação de desenvolvimento sustentável em áreas que parecem distantes do ideal de sustentabilidade.</span></p>
<p><span>Sato faz doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), é egresso de gestão ambiental da Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH) e integra o grupo de pesquisa “Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade” da </span><a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho" class="external-link">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a><span>. Também foi pesquisador do projeto “Democracia, Artes e Saberes Plurais” na </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a><span>.</span></p>
<p><span>O MAB é um programa científico intergovernamental com o objetivo de estabelecer bases científicas para o aprimoramento da relação entre pessoas e seus ambientes. Os treze jovens cientistas premiados, incluindo dois brasileiros, receberam US$ 5 mil para continuarem a condução de seus projetos.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
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      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2023-09-11T20:45:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2023/livro-emergencias-culturais-nestor-canclini">
    <title>Livro "Emergências culturais" - Nestor Canclini</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2023/livro-emergencias-culturais-nestor-canclini</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-27T17:44:27Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/casa-da-escrevivencia">
    <title>Encontro inaugura Casa da Escrevivência Conceição Evaristo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/casa-da-escrevivencia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div id="content-core">
<div class="kssattr-macro-text-field-view kssattr-templateId-newsitem_view kssattr-atfieldname-text plain" id="parent-fieldname-text"><dl class="captioned image-right"><dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2023" title="Conceição Evaristo - 2023" height="343" width="400" alt="Conceição Evaristo - 2023" class="image-right" /></dt><dd class="image-caption"><br /></dd></dl>
<p>Será inaugurada <strong>nesta quinta-feira, 20, às 17h</strong>, a sede provisória da <a class="external-link" href="https://www.instagram.com/casaescrevivenciaoficial/" target="_blank">Casa da Escrevivência Conceição Evaristo</a>, no Beco João Inácio, 4, Saúde (Largo da Prainha), na cidade do Rio de Janeiro. A instituição foi criada pela própria escritora e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a>, titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, que autografará seus livros no evento.</p>
<p>As atividades de inauguração do espaço começaram ontem, 18, com a live <a href="https://www.youtube.com/watch?v=egx2jgMQaVQ" target="_blank">Histórias Que Meus Livros não Contam</a>, na qual Conceição apresentou a Casa da Escrevivência em conversa com a jornalista Flávia Oliveira.</p>
<p><strong>Hoje, 19, às 18h30</strong>, na Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134, Botafogo, Rio de Janeiro), acontece o encontro As Escrevivências Que Nos Aproximam, com a participação de Conceição, Jurema Werneck e Erica Malunguinho e mediação de Fernanda Felisberto. Em seguida, haverá sessão de autógrafos com dez escritoras negras e pocket show da cantora e compositora Marina Íris.</p>
<p>A instalação da Casa da Escrevivência era um sonho antigo de Conceição, que desejava colocar sua biblioteca e documentos à disposição de professores de escolas públicas, pesquisadores e artistas para estudos e trabalhos voltados a questões da coletividade.</p>
<p>O nome do espaço cultural refere-se ao conceito criado pela escritora para referir-se à produção literária baseada nas experiências de vida de seus autores, em especial das escritoras negras brasileiras.</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2023-07-21T14:05:00Z</dc:date>
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