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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/ia-em-comunidades-indigenas-08-08-2025">
    <title> IA em Comunidades Indígenas - 08/08/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/ia-em-comunidades-indigenas-08-08-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-14T14:25:30Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-digitais-e-linguas-indigenas">
    <title>Ampliando a comunicação em língua indígena com tecnologias digitais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-digitais-e-linguas-indigenas</link>
    <description>Durante seu período como professor visitante do IEA (maio/2023-maio/2025, o cientista da computação Claudio Pinhanez deu prosseguimento a seus projetos sobre o uso de tecnologias digitais e inteligência artifical na vitalização de línguas indígenas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sala-digital-em-tabocal-dos-pereira/image" alt="Sala digital em comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM" title="Sala digital em comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM" height="320" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">O cientista da computação Claudio Pinhanez fala com jovens de comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM</dd>
</dl></p>
<p>Grande parte das comunidades indígenas brasileiras já possui conexão em alta velocidade com a internet. No entanto, muitas delas ainda não podem obter informações ou se comunicar fazendo uso de sua própria língua pela ausência de ferramentas digitais, como tradutores, conversores de fala em texto, aplicativos diversos e até mesmo configurações de teclado adequadas, que incorporem diacríticos e caracteres especiais. Essa lacuna começou a ser preenchida nos últimos anos graças à atuação de pesquisadores brasileiros de várias universidades (inclusive do exterior) e de profissionais de organizações e empresas.</p>
<p>Mas há uma precondição para que tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial, sejam aplicadas a uma língua indígena: a comunidade de seus falantes precisa ver importância nisso e concordar com a realização do trabalho. Essa obrigatoriedade é enfatizada pelo cientista da computação Claudio Pinhanez, professor visitante do IEA de maio/2023 a maio/2025 e vice-diretor do <a href="https://c4ai.inova.usp.br/">Centro de Inteligência Artificial</a> (C4AI, na sigla em inglês), parceria entre USP, IBM e Fapesp.</p>
<p><strong>Seminários</strong></p>
<p>Uma de suas atividades no IEA foi a organização do ciclo de seminários “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/seminario-tecnologias-digitais-linguas-indigenas-08">Tecnologias Digitais e Línguas Indígenas</a>”, de setembro a dezembro de 2024. A série de encontros procurou fazer um primeiro apanhado de pessoas que têm feito progressos na área. Além disso, os vídeos dos seminários serão uma referência para pesquisadores de computação que queiram ter uma ideia do que já está sendo feito em línguas indígenas, diz Pinhanez. “Os interessados vão encontrar lá informações sobre as possibilidades de uso de tecnologias digitais na vitalização das línguas, aspectos técnicos de linguística computacional e estruturação de dados, desenvolvimento de aplicativos de ensino e até sobre a configuração de teclados específicos, pois é preciso tudo seja visível na tela, senão os recursos criados não vão chegar ao usuário”, afirma.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Vídeos dos seminários<br />do ciclo "Tecnologias Digitais<br />e Línguas Indígenas"</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/uso-de-tecnologias-digitais-na-vitalizacao-de-linguas-indigenas" class="external-link">Uso de Tecnologias<br />Digitais na Vitalização<br />de Línguas Indígenas</a><br />3/9/2024<br />Expositor: Claudio Pinhanez</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/usando-inteligencia-artificial-na-traducao-de-linguas-indigenas" class="external-link">Usando Inteligência<br />Artificial na Tradução<br />de Línguas Indígenas</a><br />24/9/2024<br />Expositores: Paulo Cavalin, Marcelo Finger e Claudio Pinhanez</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/desafios-no-processamento-de-linguas-indigenas" class="external-link">Desafios no Processamento de Línguas Indígenas</a><br />8/10/2024<br />Expositora: Aline Villavicencio</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/adaptacao-de-teclados-e-de-aplicativos-para-linguas-indigenas" class="external-link">Adaptação de Teclados<br />e de Aplicativos para<br />Línguas Indígenas</a><br />22/10/2024<br />Expositora: Natália Falcão</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/linguistica-computacional-de-linguas-indigenas" class="external-link">Linguística Computacional<br />de Línguas Indígenas</a><br />3/12/2024<br />Expositor: Leonel Figueiredo de Alencar</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/aplicativos-de-ensino" class="external-link">Aplicativos de Ensino</a><br />Expositora: Suellen Tobler</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Pinhanez, que atua também com pesquisador principal do grupo Conversational Intelligence da IBM Research Brasil, foram expositores no ciclo: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-cavalin">Paulo Cavalin</a> (IBM Research Brasil), e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-finger">Marcelo Finger </a>(Instituto de Matemática e Estatística da USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aline-villavicencio">Aline Villavicencio</a> (Universidade de Exeter, Reino Unido), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/natalia-falcao">Natália Falcão</a> (Motorola), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leonel-figueiredo-de-alencar">Leonel Figueiredo de Alencar</a> (Universidade Federal do Ceará) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suellen-tobler">Suellen Tobler</a> (desenvolvedora do Nheengatu App).</p>
<p><strong>Novo projeto</strong></p>
<p>Na época do ciclo, o grupo de Pinhanez no C4AI dava continuidade a projetos ligados a comunidades guarani mbya no estado de São Paulo e começava a delinear o projeto atual, voltado à produção de ferramentas digitais para duas comunidades do povo baré situadas na região do Alto Rio Negro, no estado do Amazonas.</p>
<p>Os barés são falantes da variante amazônica do nheengatu, língua franca derivada da língua geral (séculos 16 a 18), por sua vez, uma forma simplificada e adaptada do tupi antigo. Assim como outros povos, os barés adotaram o nheengatu em substituição à sua língua original por causa do contato com missionários e da colonização. A língua baré – da família linguística aruaque – está quase extinta.</p>
<p>“No ano passado, já havíamos iniciado pesquisas com o processamento do nheengatu e mantínhamos conversas com um grupo de professores que trabalha com a língua. Em setembro de 2024, a convite de duas comunidades, fizemos uma visita de 3 dias. Vimos a oportunidade de uma boa parceria e assinamos acordos com as entidades dos indígenas. Na segunda semana de julho fomos lá instalar os equipamentos de uma sala de aula digital”, relata Pinhanez.</p>
<p><strong>Organização</strong></p>
<p>Ele considera que as comunidades de linguistas e de antropólogos dedicadas aos indígenas são bem-organizadas, mas a de computação em geral e de inteligência artificial está começando a surgir. “Ainda não há uma proposta de constituição de uma rede, mas é uma coisa que em algum momento precisará ser feita”, afirma.</p>
<p>A pesquisa na área está precisando de coordenação, algo como um projeto no CNPq com a liderança de pelo menos dois acadêmicos de universidades diferentes, para aglutinar as várias iniciativas espalhadas pelo país e possibilitar a colaboração entre os pesquisadores e a centralização das informações, defende Pinhanez. “É fundamental que algo assim esteja sediado numa universidade, que possui um prazo de desenvolvimento de pesquisa mais longo do que o das empresas.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sala-digital-em-comunidade-bare-em-juruti-am/image" alt="Sala digital em comunidade baré em Juruti, AM" title="Sala digital em comunidade baré em Juruti, AM" height="333" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Sala de aula digital na comunidade baré de Juruti, AM</dd>
</dl>A criação de um programa governamental de financiamento de projetos tecnológicos com comunidades indígenas também é algo importante, segundo ele, mas considera que isso deveria estar sob o guarda-chuva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Não é o caso de o Ministério dos Povos Indígenas cuidar disso, pois tem poucos recursos, que devem ser destinados a questões prioritárias para as comunidades.”</p>
<p>Ele chegou a conversar sobre o assunto com representantes do MCTI durante um encontro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), no Chile, e verificou que as línguas indígenas “não eram uma prioridade do ministério". Soube também que há um grande projeto sobre línguas envolvendo Europa, América Latina e Caribe. "Esse projeto poderia contribuir, mas é voltado sobretudo para as línguas majoritárias da região."</p>
<p><strong>Novos desafios</strong></p>
<p>Pinhanez reconhece a importância do trabalho que vem sendo feito há um bom tempo na formação de professores indígenas. Aponta que é algo difícil, pois exige oferecer cursos de licenciatura aos candidatos. “A atividade dos professores é ensinar crianças falantes a ler e escrever, além de dar aulas de outras disciplinas. É uma filosofia bilingue, empreendida com grande dificuldade. Funciona; melhor em alguns lugares, pior em outros.” No entanto, é uma visão de preservação da língua do século 20, de acordo com ele. “O século 21 apresenta novos desafios e um deles é a chegada da internet. A língua tem de estar viva na internet, porque os jovens querem viver nela.”</p>
<p>Ele explica que um projeto com língua indígena não traz contribuições que possam ser aplicadas em outras áreas, já que a quantidade de dados utilizada é pequena, diretamente relacionada com a quantidade de falantes. Mas é isso justamente que torna a atividade estimulante para um doutorando, o desafio de trabalhar com poucos dados, os quais não existem nos modelos feitos até hoje, afirma. Num trabalho de conclusão de curso de graduação, o principal desafio é cruzar uma fronteira cultural, o que se torna também o principal benefício, pois se ele conseguir trabalhar bem com uma cultura totalmente diferente, vai conseguir trabalhar bem dentro de uma empresa, com outras empresas, com o governo."</p>
<p><strong>Aspectos éticos</strong></p>
<p>Como tudo que envolve a coleta de dados individuais ou coletivos, o uso da computação em línguas indígenas também envolve questões éticas. “A primeira coisa a ser considerada é a relação que os indígenas têm com a língua, que é diferente da relação de não indígenas com sua própria língua. A língua indígena é muito identitária. Muitas vezes o uso da língua os define como indígenas. Há diversos outros aspectos. Não é incomum, por exemplo, que certas coisas só sejam faladas pelos homens. E há falas que só podem ser usadas em cerimônias", diz.</p>
<p>Pinhanez comenta que é frequente surgirem alegações de apropriação cultural: “As situações são variadas. O caso do nheengatu é diferente, pois é uma língua derivada da língua geral, não está associada a nenhuma etnia. Além disso, deve-se considerar que há diferentes níveis de interação entre comunidades indígenas com não-indígenas. Nossa política é primeiro conversar com as organizações políticas e sociais da comunidade. Existir essa estrutura representativa é precondição. Se for um grupo pouco estruturado política e socialmente, a conversa fica muito difícil.”</p>
<p><strong>Atuação indígena</strong></p>
<p>Mas e quanto à participação dos próprios indígenas no trabalho computacional? Ele diz que isso é algo que deve ser desenvolvido e estimulado, mas as comunidades têm de achar esse envolvimento relevante. Lembra que há indígenas atuando ou estudando em várias áreas, como linguística, antropologia, direito, saúde e engenharia. "Geralmente, se dedicam a áreas importantes para suas comunidades. Ao enviar um jovem para uma universidade, a comunidade faz um investimento importante, por isso a escolha tem de ser criteriosa”, afirma.</p>
<p>Ao iniciar um projeto, o grupo de Pinhanez parte do desenvolvimento de um aplicativo, para despertar o interesse dos jovens em entender o processo. Em seguida, eles são informados sobre os cursos de computação. Com isso, é natural que parte deles se interesse e explique à comunidade por que seria importante que fossem enviados para um curso. “Falando com os jovens, percebemos que há muito interesse. No caso dos barés, contratamos duas delas indicadas pela comunidade. Uma fez curso de tecnologia da informação em São Gabriel da Cachoeira e a outra é autodidata. Elas darão suporte técnico na sala de aula digital”, diz.</p>
<p>As comunidades precisam ter alguém habilitado em tecnologia da informação para gerenciar a infraestrutura de comunicação, resolver os problemas de segurança e ensinar as pessoas a usarem os recursos disponíveis. Essa necessidade já está razoavelmente resolvida em boa parte das comunidades do país, segundo Pinhanez. O objetivo de seu grupo e de outros pesquisadores é criar condições para uma verdadeira inclusão digital dos indígenas, possibilitando àqueles que assim o desejarem utilizar sua própria língua em todos os recursos propiciados pela internet.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Projeto Y<span>ẽgatu Digital/Divulgação</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Línguas indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-07T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/diversidade-linguistica">
    <title>Diversidade linguística: o que é, de onde vem e por que é importante?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/diversidade-linguistica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Um número aproximado de 7.000 línguas são ainda hoje faladas no planeta, cada uma delas única, muito embora todas sejam manifestações de uma mesma faculdade cognitiva compartilhada pela espécie.</p>
<p>Quando olhamos para os padrões de distribuição das línguas humanas ao redor do planeta surgem, no entanto, grandes diferenças e assimetrias: algumas tem centenas de milhões de falantes, outras não mais do que 5 ou 6.</p>
<p>Em algumas regiões do mundo apenas uma ou duas famílias de línguas relacionadas são encontradas ao longo de grandes extensões territoriais, ao passo que outras regiões são densamente povoadas por dezenas de famílias linguísticas diferentes.</p>
<p>Em termos das suas estruturas gramaticais também encontramos padrões que  exigem explicação: alguns tipos de estruturas são recorrentes e historicamente estáveis; outras são raríssimas, encontradas em poucas línguas e sujeitas a modificação histórica constante.</p>
<p>Vamos explorar não apenas a natureza de toda essa diversidade, como também discutir o que a linguística, e outras ciências vizinhas revelam sobre a origem dessas assimetrias, que podem ser explicadas por processos históricos afetando a dinâmica de populações humanas.</p>
<p>Por fim, vamos abordar o tema da diversidade linguística em perigo: como e porque línguas se tornam ameaçadas de extinção, e porque esse patrimônio humano, parte de um fundo comum biocultural da espécie, pode e deve ser preservado.</p>
<p>Fernando O. de Carvalho é professor e pesquisador do Setor de Linguística do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ). Pós-Doutor em  Linguística pelo Museu Nacional (MN/UFRJ), já foi pesquisador visitante  do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI/EVA) em Leipzig,  Alemanha, do Laboratório de Dinâmica da Linguagem  (DDL) em Lyon, França, e atualmente é Fellow do grupo de pesquisas interdisciplinares 'Words, Bones, Genes and  Tools' do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Tübingen,  Alemanha.</p>
<p><span>Esta palestra integra o Ciclo de eventos 2023-2024 da <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a> do IEA, cujo tema é Ciência, Comunicação e Futuro.</span></p>
<p><span><b>Exposição:</b></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-o-carvalho" class="external-link">Fernando O. de Carvalho</a> (Museu Nacional-UFRJ)</p>
<p><span><b>Debatedora:</b></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-herculano-houzel">Suzana Herculano-Houzel</a></span><span> (titular da Cátedra Otavio Frias Filho)</span></p>
<p><span><b>Comentaristas: </b></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva">André Chaves de Melo Silva</a> (coordenador acadêmico da Cátedra Otavio Frias Filho)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vinicius-mota">Vinícius Mota</a> (secretário de redação da Folha de S.Paulo)</p>
<div>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-26T11:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/desenvolvimento-sustentavel-seculo-21">
    <title>O Futuro do Desenvolvimento Sustentável e a História do Século 21  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/desenvolvimento-sustentavel-seculo-21</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A  Crise Ecológica Global, com ênfase nas Mudanças do Clima e da Crise de  Biodiversidade, é de enorme gravidade e um dos maiores desafios já  colocados frente à  civilização. Seu enfrentamento exige muito mais do que mudanças  tecnológicas. </span></p>
<p><span>O abandono da civilização dos fósseis e da degradação da  natureza em velocidade muito maior do que sua capacidade de se recompor e  continuar a nos oferecer serviços indispensáveis  à sobrevivência do Sapiens (clima, água doce, solos férteis, ar bom  de respirar, biodiversidade) demanda transformações de grande  magnitude na história e sociabilidade da civilização e, de certa forma,  na própria cultura humana, como ocorrido com o surgimento  das civilizações agrícolas, com o Helenismo, o Renascimento e o  Iluminismo. <br /></span></p>
<p><span>Esta palestra integra o Ciclo de eventos 2023-2024 da <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a> do IEA, cujo tema é Ciência, Comunicação e Futuro.</span></p>
<p><span><b>Exposição:</b></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-besserman-vianna" class="external-link">Sérgio Besserman Vianna</a> (PUC-RJ)<br /></span></p>
<p><span><b>Debatedora:</b></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-herculano-houzel">Suzana Herculano-Houzel</a></span><span> (titular da Cátedra Otavio Frias Filho)</span></p>
<p><span><b>Comentaristas: </b></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva">André Chaves de Melo Silva</a> (coordenador acadêmico da Cátedra Otavio Frias Filho)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vinicius-mota">Vinícius Mota</a> (secretário de redação da Folha de S.Paulo)</p>
<div>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-26T11:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/jornadas-investigativas-contemporaneas-o-programa-ano-sabatico-iea-usp-2a-edicao-2022-multilinguismo-contato-e-mudanca-linguistica-apontando-novos-rumos-para-a-ciencia-da-linguagem-26-05-2023">
    <title>Jornadas Investigativas Contemporâneas: o Programa Ano Sabático IEA-USP (2ª Edição-2022) - Multilinguismo, Contato e Mudança Linguística Apontando Novos Rumos para a Ciência da Linguagem - 26/05/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/jornadas-investigativas-contemporaneas-o-programa-ano-sabatico-iea-usp-2a-edicao-2022-multilinguismo-contato-e-mudanca-linguistica-apontando-novos-rumos-para-a-ciencia-da-linguagem-26-05-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-26T20:19:53Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/claudio-pinhanez-e-o-novo-professor-visitante-do-iea">
    <title>Claudio Pinhanez é o novo professor visitante do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/claudio-pinhanez-e-o-novo-professor-visitante-do-iea</link>
    <description>O cientista da computação irá focar em estudos sobre Inteligência Artificial e processamento de linguagem natural</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b1611593-7fff-bb94-8ab6-eb9d8ab4b0f6"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudio-pinhanez-perfil" alt="Claudio Pinhanez - Perfil" class="image-left" title="Claudio Pinhanez - Perfil" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-pinhanez" class="external-link">Claudio Pinhanez</a>, novo professor visitante do IEA, utilizará a Inteligência Artificial (IA) em um projeto de documentação, preservação e revitalização de línguas indígenas. Intitulada “Processamento computacional ético de línguas indígenas brasileiras”, a proposta de pesquisa foi aprovada no dia 15 de dezembro de 2022 pelo Conselho Deliberativo do Instituto.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Cerca de 2680 línguas indígenas estão ameaçadas de extinção até 2100, o que levou a Unesco a estabelecer a “Década das Línguas Indígenas”, entre  os anos 2022 e 2032, com o objetivo de fomentar iniciativas que revitalizem e preservem idiomas ameaçados. Nesse sentido, Pinhanez propõe desenvolver técnicas de IA e processamento de linguagem natural (PLN) no suporte de documentação de línguas indígenas brasileiras. O PLN é um campo interdisciplinar que pesquisa a interação linguística entre seres humanos e computadores.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para aplicar técnicas de PLN em línguas indígenas, o projeto pretende explorar o uso de modelos de linguagem de base pré-treinados e multilinguísticos. Caso essa estratégia não alcance os objetivos, a alternativa será coletar grandes quantidades de  dados linguísticos para treinar um novo modelo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Um dos pilares éticos recomendados pela Unesco é o lema “nada de nós sem nós”, que propõe a inclusão dos povos originários nas iniciativas de preservação de suas próprias línguas. Assim, está no plano de trabalho o empoderamento de comunidades indígenas de São Paulo para usar, desenvolver, manter e melhorar as tecnologias envolvidas na proposta.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Pinhanez afirma que não apenas os linguistas podem se beneficiar de informações mais abundantes sobre as línguas indígenas, mas também “a comunidade da inteligência artificial pode ganhar imensamente com um entendimento mais profundo de todas as línguas”. Segundo o professor, cerca de apenas 200 dos mais de sete mil idiomas são contemplados pelas tecnologias de IA e PLN.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O projeto aprovado que terá sede no IEA envolve outros pesquisadores de diversas instituições, entre eles: Paulo Cavalin e Marisa Vasconcelos, do IBM Research Brazil; Luciana Storto, Thomas Finbow e Alexander Yao Cobbinnah, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP); e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sarajane-marques-peres" class="external-link">Sarajane Marques Peres</a>, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><strong>Perfil</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Claudio Pinhanez é especialista em Inteligência Artificial, interação homem-máquina, sistemas conversacionais e ciência de serviços. Bacharel em matemática e mestre em ciência da computação pela USP, o professor ingressou em 1999 no laboratório de mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde obteve o título de Ph.D. em Artes de Mídia e Ciências. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Profissionalmente, atua no Center for Artificial Intelligence (C4AI) e no IBM Research. Foi membro docente do Departamento de Ciência da Computação do IME-USP e cientista pesquisador da IBM T.J. Watson Research Center Yorktown Heights, em Nova York. O pesquisador atuou com pioneirismo em sistemas interativos de corpo inteiro baseados em câmeras e criou o "Everywhere Displays”, um sistema de projeção interativa capaz de transformar qualquer superfície em uma tela responsiva.</span></p>
<div style="text-align: left; "><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguistics</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-04-17T16:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/multilinguismo-e-o-foco-de-debate-promovido-pelo-iea">
    <title>Especialistas debatem barreiras entre os idiomas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/multilinguismo-e-o-foco-de-debate-promovido-pelo-iea</link>
    <description>A teoria de que temos naturalmente uma única língua materna é questionada em debate coordenado por Esmeralda Vailati Negrão</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-46b0be38-7fff-91ca-def9-ae726c49e7b6"> </span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-52937fef-7fff-929b-fb3e-0e5ff990b7ff"> </span></p>
<p dir="ltr">O campo da linguística só avançará se focar em análises multilinguais. Quem defende a ideia é <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/felix-ameka" class="external-link">Felix Ameka</a>, professor da Universidade Leiden. Para ele, a academia ainda entende línguas como entes separados e rejeita os empréstimos, adaptações e misturas entre idiomas diferentes.</p>
<p dir="ltr">Ameka participou do seminário Multilingualism and Linguistic Vitality, realizado no dia 28 de novembro e coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao" class="external-link">Esmeralda Vailati Negrão</a>, pesquisadora do programa Ano Sabático de 2022. Com moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah" class="external-link">Alexander Yao Cobbinah</a>, da FFLCH da USP, o evento também teve <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pierpaolo-di-carlo" class="external-link">Pierpaolo Di Carlo</a>, da Universidade de Buffalo. Ele e Ameka apresentaram estudos de caso e debateram sobre multilinguismo e a vitalidade linguística.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/multilingualism-and-linguistic-vitality" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil" class="external-link">A importância da linguística para o entendimento das raízes africanas no espaço transatlântico África-Brasil</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Ao fazer referência à Torre de Babel, em que Deus amaldiçoou o homem ao criar a diversidade linguística, Ameka afirma que a única maneira de interromper a maldição é quebrar as barreiras entre os idiomas. Contudo, segundo o professor, a academia apresenta um viés monolingual, que acredita  no purismo dos idiomas. Para ele, isso se reflete no sistema educacional de muitos países, que inibe a mistura entre línguas em uma mesma frase. A prática é comum em famílias de imigrantes e muitas vezes reprimida por pais e professores, mesmo sendo sinal de alta proficiência nesses idiomas, contou. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Ameka usa os conceitos de </span><span>code-switching</span><span> (troca de códigos, ou seja, a alternância de línguas em frases diferentes) e </span><span>code-mixing</span><span> (mistura de códigos, que significa a troca de línguas dentro da mesma frase) para entender os limites que separam idiomas distintos. Com base nisso, realizará pesquisa sobre como pessoas multilinguais se adaptam às demandas do contexto em Belize, na América Central, e Benin, na África, duas nações onde existem muitos idiomas na mistura social e o sistema educacional é pautado nas línguas colonizadoras, inglês e francês, respectivamente. Ao observar que a linguística atual privilegia as "grande línguas europeias", ele questiona: "Como ela seria se fosse baseada nas línguas africanas?".</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Multilinguismo em pequena escala</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Pierpaolo, os postulados que afirmam que línguas são puras e conectadas às fronteiras datam do século 19 e resultam do surgimento dos estados nacionais europeus. Ele também explica que as atuais teorias linguísticas vêm do paralelo com a biologia darwinista e a seleção natural. Neste caso, a principal força causadora de alterações idiomáticas são as “derivações”, ou seja, alterações inconscientes, incontroláveis e coletivas. Outros postulados atuais da linguística afirmam que: idiomas são entes herméticos; o contato entre eles faz com que passem a se assemelhar; e comunidades são por padrão monolinguais. As pesquisas conduzidas por Pierpaolo contestam todos esses enunciados ao documentar as interações entre comunidades multilinguais. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Cinturão de Fragmentação Subsaariana concentra 80% da diversidade linguística da África, com idiomas tão distintos entre si quanto russo e alemão, segundo Pierpaolo. Em um conjunto de povoados em Camarões chamado Lower Fungom, ele observou que todos os habitantes desse local são fluentes em mais de uma língua. A maioria fala um idioma local, além do "inglês pidgin". Quando se trata de dialetos, os levantamentos são ainda mais impressionantes: grande parte dos moradores fala mais de sete dialetos.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:512px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/multilingualism-and-linguistic-vitality-grafico/image" alt="Multilingualism and Linguistic Vitality - Gráfico" title="Multilingualism and Linguistic Vitality - Gráfico" height="211" width="512" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:512px;">Correspondência entre quantidade de pessoas que responderam à pesquisa e número de dialetos falado por elas (Imagem: Reprodução Pierpaolo Di Carlo)</dd>
</dl></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5fb72b2e-7fff-dec3-f782-8c7e82dd8c9f"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Pierpaolo também observou evidências de mudanças nas línguas que teriam ocorrido de maneira proposital, como o caso dos habitantes de um vilarejo que mudaram a própria língua deliberadamente para se diferenciar de outro. O professor deu a esse fenômeno o nome de </span><span>neighbor-opposition</span><span> (oposição ao vizinho) que, segundo ele, "é especialmente ativo em sociedades em escalas pequenas, levemente centralizadas". Já que essa configuração social era comum na pré-história, o pesquisador apresenta a hipótese de que </span><span>neighbor-opposition</span><span> era frequente nesse período. Essa ideia tem potencial para mudar todas as maneiras de se classificar e entender a origem dos idiomas. A árvore genealógica de línguas é a esquematização mais comum desse assunto, contudo, segundo Pierpaolo, "nessa perspectiva, ela tem limites autoevidentes".</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Vitalidade linguística</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Enquanto Pierpaolo defende que línguas africanas faladas de maneira nativa por poucas pessoas dificilmente irão desaparecer, Ameka afirma que, por não serem passadas dos mais velhos aos mais novos, algumas estão lentamente sendo substituídas por grandes línguas africanas locais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Pierpaolo, os pertencentes a essas culturas têm uma ligação muito especial com os mortos e com seus ancestrais. Ele argumenta que quando se estudam as comunidades africanas, é importante lidar com o que chama de "sobrenatural". "Essa conexão com o 'mundo dos mortos' é incrivelmente poderosa para a manutenção de línguas africanas" e, inclusive, influencia de maneira determinante o comportamento de pessoas dessa região, comentou. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em seu argumento, Ameka citou a Dompo, que dez anos atrás tinha aproximadamente 40 falantes nativos; cinco anos depois, oito; e atualmente, três. Ameka não está convencido de que a morte de uma língua é a morte de uma cultura, pois, para ele, esta é transportada para a linguagem para a qual a comunidade migrou.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sabáticos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-12-16T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/multilingualism-linguistic-vitality">
    <title>Multilingualism and Linguistic Vitality</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/multilingualism-linguistic-vitality</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Esta mesa-redonda tem por objetivo debater o multilinguismo, um traço marcante da experiência linguística dos falantes das sociedades do oeste africano, que pode até mesmo ser considerado a condição de comunicação sociocultural mais comum nessa região.</p>
<p>O conceito de multilinguismo abarca tanto o conhecimento, como os usos linguísticos envolvendo línguas geneticamente não relacionadas e tipologicamente distintas. Essa situação acontece quando duas ou mais populações etnolinguisticamente distintas dividem o mesmo espaço topográfico, interagindo ou não umas com as outras.</p>
<div class="visualClear">O estudo do multilinguismo abala nossa crença eurocêntrica segundo a qual nos caracterizamos por falar uma língua adquirida na infância, nossa língua materna. A experiência monolíngue europeia atual resulta do conceito de identidade nacional, para cuja construção a língua teve e tem um papel central – uma língua, uma nação. A ideia da língua nacional vem dar suporte à criação dos Estados nacionais e introduz estratificação nos usos linguísticos. O multilinguismo africano faz com que comecemos a nos enxergar como seres multilíngues, e essa consciência tem consequências para o tratamento da diversidade e da vitalidade linguísticas.</div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear">
<p> </p>
<p><strong>Coordenação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao">Esmeralda Vailati Negrão</a> (Programa Ano Sabático)</p>
<p><strong>Exposição:</strong></p>
<p><strong><i>Multilingual practices and ideologies</i></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/felix-ameka">Felix Ameka</a> (University of Leiden)</p>
<p><strong><i>A paradise lost? Small-scale multilingualism and the prehistory of human languages and sociality</i></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pierpaolo-di-carlo">Pierpaolo Di Carlo</a> (University of Buffalo)</p>
<p><strong>Moderação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah">Alexander Yao Cobbinah</a> (Universidade de São Paulo)</p>
<h3><strong>Transmissão</strong></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
</div>
<div class="visualClear"></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Larissa Barreto Cruz</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-10T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil">
    <title>A importância da linguística para o entendimento das raízes africanas no espaço transatlântico África-Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-321c29a9-7fff-beda-dddf-f37546f0ea2a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A vitalidade das línguas é dependente da regularidade com que membros de agrupamentos sociais “usam” cada uma delas em diferentes contextos interacionais. “Essa perspectiva abre a possibilidade de uma nova área de investigação para explicar não só porque algumas línguas nascem e outras morrem, mas também porque algumas línguas se encontram em perigo de extinção, outras sobrevivem, apesar de ameaçadas, e outras ainda passam por um processo de revitalização”, informou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao"><span>Esmeralda Vailati Negrão</span></a><span>, integrante do Programa Ano Sabático do IEA de 2022 e professora titular do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao">Esmeralda</a> coordenou a mesa-redonda </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-linguistas-historiadores"><span>O Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT) Pensa o Brasil: Reflexões Interdisciplinares entre Linguística, História e Antropologia</span></a><span>, que reuniu no dia 1º setembro pesquisadores para apresentar e discutir contribuições alcançadas e alguns dos impasses enfrentados pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito do referido grupo de pesquisa. O seminário fez parte das </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-ano-sabatico/"><span>Jornadas Investigativas Contemporâneas: o Programa Ano Sabático IEA/USP (2022)</span></a><span>, que integrou a programação do evento </span><a href="https://www.pensabrasil.usp.br/"><span>USP Pensa Brasil</span></a><span>.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O seminário apresentou um conjunto de temas e perspectivas norteadoras das pesquisas desenvolvidas no âmbito do LELT</span><span>, grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sediado no Departamento de Linguística e que tem como um dos seus principais objetivos ampliar as bases teórico-metodológicas de pesquisas voltadas para a descrição e análise do contato linguístico em ecologias multilíngues, do passado e do presente, no espaço transatlântico África – Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora explicou que o LELT tem como uma de suas preocupações centrais “entender de que maneira o corpo de conhecimento congregado pelas teorias linguísticas atuais, que oferece hipóteses explicativas para os fenômenos envolvendo a linguagem humana nas suas diferentes facetas, nos permite derrubar preconceitos e fundamentar propostas para políticas linguísticas concernentes ao contato linguístico e a participação das línguas africanas, indígenas e europeias na diversidade linguística do Brasil, tanto do passado quanto do presente”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os expositores do evento foram quatro estudiosos da área, sendo três docentes do Departamento de Linguística (FFLCH-USP): </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti"><span>Evani de Carvalho Viotti</span></a><span>,</span><span> da área de epistemologia da linguística, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter"><span>Margarida Maria Taddoni Petter</span></a><span>, que o</span><span>rienta pesquisas sobre línguas africanas e o contato dessas línguas com o português brasileiro, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah"><span>Alexander Yao Cobbinah</span></a><span>, que atualmente </span><span>trabalha sobre estruturas narrativas e sintáticas em línguas da África do Oeste e o uso de línguas africanas nos cultos afro-brasileiros.</span><span> Além deles, também participou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wellington-santos-da-silva"><span>Wellington Santos da Silva</span></a><span>, vencedor do </span><span>Prêmio Tese Destaque USP (2021) e menção honrosa no Prêmio de Teses CAPES (2021) com o trabalho intitulado </span><span>A Língua Geral de Mina e o Ciclo do Ouro: um capítulo da história dos contatos no Brasil</span><span>.<dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Linguistica-transatlantico.png/image" alt="Linguística transatlântico" title="Linguística transatlântico" height="241" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Esmeralda Negrão, Evani Viotti, Margarida Petter, Wellington Silva e Alexander Cobbinah (em sentido horário): debate sobre contribuições alcançadas e impasses enfrentados pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito do Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT). Imagem: (captura de tela) Leonor Calasans</dd>
</dl></span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Descolonização</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>“Por espaço transatlântico entendemos o contínuo que existe entre o continente africano e o território brasileiro, que se releva por uma proximidade histórica e cultural sem precedentes e que envolve não só o português, mas línguas européias, africanas de várias famílias diferentes e uma enormidade de línguas indígenas”, definiu <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao">Esmeralda</a>.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Foi precisamente nesse contexto de multiculturalismo e multilinguismo que emergiu a gramática do português brasileiro. “Entender o que é essa gramática requer, então, que tenhamos uma descrição histórica e antropológica do passado e do presente desse espaço tão precisa quanto possível”, avalia. “Fazer isso dentro de uma proposta de ‘descolonização’ implica reverter o entendimento atual de que línguas e culturas que emergiram em ecologias de contatos se caracterizam por uma perda: a de estruturas linguísticas ou culturais”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com ela, pelo prisma “descolonial” o que houve e o que há é sempre a emergência de algo novo, “nem mais rico, nem mais pobre do que havia antes”. “A partir da perspectiva “descolonial” e de uma posição em que o contato de língua assume um papel central, conceitos de língua e de signo linguístico devem ser reconsiderados”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse contexto, a própria questão da vitalidade linguística e do perigo de extinção de língua ganha nova dimensão. “A explicação da mudança linguística entendida a partir de uma posição privilegiada dada ao contato de línguas e aos movimentos populacionais têm permitido tanto o entendimento de como novas línguas emergem, como também o de como as línguas morrem”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Algumas hipóteses indicam que a língua não teria emergido em um único lugar, para dali ter se espalhado, separando-se em várias espécies com o passar do tempo. “Tudo leva a crer que a língua tem emergido mais ou menos simultaneamente em diversos agrupamentos de hominíneos já na África e que o contato linguístico, juntamente com as suas consequências, já venha desse período tão antigo da história humana”, contextualiza. "Estes estudos realçam que não é possível analisar contatos de língua sem ao mesmo tempo buscar entender a história dos povos em suas movimentações e interações, pois os seres humanos, quando se movem, levam suas línguas com eles.”</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Viés eurocêntrico</span><span> </span></strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani Viotti</a> </span><span>investiga, em especial, a evolução da gramática do português brasileiro em contato com línguas africanas e indígenas. </span><span>Ela explicou que o projeto de pesquisa do grupo vem sendo gestado desde 2004 com o objetivo de investigar a participação das línguas africanas na formação do português brasileiro.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Inicialmente, nossas pesquisas se baseavam na ideia de que o contato de línguas não poderia continuar a ser analisado exclusivamente a partir de análises linguísticas propriamente ditas”, disse. “A proposta de abertura de uma área interdisciplinar, que estávamos chamando de ‘história linguística’, visava obter maior clareza sobre as circunstâncias socioeconômicas em que se deram as interações de contato entre o português e o europeu falado na época da colonização e as línguas africanas e indígenas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a>, um dos grandes focos de interesse da linguística contemporânea tem sido a descrição e análise de línguas pouco estudadas. “Dentre as razões para esse interesse, destaca-se o constante risco de extinção a que algumas dessas línguas estão expostas”, relata. “Para a investigação de determinadas línguas ainda pouco descritas, a linguística tem assumido uma posição que, de forma geral, mantém um viés colonial que, curiosamente, a própria linguística critica e se propõe a combater. Esse viés ‘eurocêntrico’ vem de longa data”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora argumenta que as discussões e análises em linguísticas feitas a partir do século 20, norteadas pelas diversas teorias da linguística moderna, têm procurado se constituir como uma contraposição a esse “eurocentrismo”, adotando uma perspectiva metodológica mais rigorosa do ponto de vista científico.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“O levantamento de dados feito em campo junto a “falantes” ativos, as técnicas de gravação em áudio e vídeo e o cuidado nas transcrições de dados são alguns dos avanços que a linguística contemporânea, ajudada pelo desenvolvimento tecnológico, tem abraçado”, informou. “Entretanto, essa contraposição da linguística atual ao viés colonial ainda não chega a construir um paradigma que consiga descrever e analisar essas línguas a partir de um conjunto de unidades e categorias que lhe seja próximo”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a>, do ponto de vista semântico, as escassas descrições e análises mais recentes também mantêm a perspectiva das conceitualizações já atestadas nas línguas indo-européias, furtando-se a buscar modelos conceituais mais condizentes com as visões de mundo próprias a ecologia dessas línguas. “Apesar de as análises estruturais e semânticas estarem levando em conta novos fenômenos linguísticos de grande interesse, elas ainda não chegam a propor aparatos teóricos e inovadores capazes de explicá-los em seus próprios termos”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong>Virada Descolonial</strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a> disse que uma notável exceção a essa postura se encontra no trabalho de alguns africanistas, que põem no centro de suas análises fenômenos linguísticos deixados à margem das teorias linguísticas modernas, tais como interjeições e vocalizações.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Do ponto de vista dos estudos históricos e não-históricos de contato linguístico, a mesma tensão se revela em vieses que consideram como excepcionais línguas e variedades linguísticas que emergiram em situações de multilinguismo”, contou. “Por trás desses vieses está a visão de que as línguas prioritariamente mudam exclusivamente por pressões internas a ela e de maneira paulatina. Mudanças por contato são vistas como rupturas nesse mecanismo, o que faria das línguas que emergem em situação desse tipo serem consideradas ‘excepcionais’ por não seguirem o padrão genealógico ou genético determinado a partir do estudo das línguas indo-européias”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O processo histórico de colonização que engendrou a emergência de um poder eurocêntrico, hoje hegemônico, criou uma narrativa da diferença entre povos, raças, culturas e línguas, manifestando-se não só nas esferas sociais, políticas e econômicas, mas na própria produção de conhecimento. “Esse fenômeno é conhecido como colonialidade”, afirma. “É na esfera da produção de conhecimento que a ideia de ‘colonialidade’ mais diretamente interessa à linguística. Suas marcas se refletem em dois grandes vieses: o de que existe uma proeminência de algumas culturas e línguas em relação a tantas outras e de que o verdadeiro conhecimento só pode ser construído por meio do uso do grego, do latim e das suas filhas, as línguas européias modernas, a partir das categorias que elas codificam”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani </a>explicou que essa visão definitivamente exclui da produção de conhecimento as línguas ágrafas (sem escrita), africanas e nativas das colônias européias nas Américas e na Ásia. “Os efeitos da ‘colonialidade’ são conhecidos: subjetividades são reprimidas, histórias são silenciadas, conhecimentos e línguas são colocados em posições periféricas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“É indispensável que se faça uma avaliação crítica desse paradigma e que se dê início a uma virada ‘descolonial’ no sentido de fomentar uma nova comunicação intracultural, uma maior troca de experiência entre vários povos e a construção de uma nova noção de racionalidade”, afirmou. “É preciso buscar efetivamente atingir algum nível de universalidade que não exclua o outro, que não implique que a cosmovisão de uma etnia em particular seja imposta como uma racionalidade universal”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Línguas africanas no Brasil</span><span> </span></strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter">Margarida Petter</a> </span><span>ressaltou o pioneirismo do Departamento de </span><span>Lingüística da USP a partir da criação, em 1994, do primeiro curso de pós-graduação ministrado por ela: Aspectos da Tipologia das Línguas Africanas. Sua consolidação se deu quatro anos depois, com a introdução da disciplina “Língua Não Indoeuropéia” em um contexto de mudança da grade curricular, proporcionando ao futuro linguista o conhecimento de modelos linguísticos fora do domínio indo-europeu.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O curso foi proposto a partir da vivência da professora, que fez o mestrado em meados dos anos 80 na Universidade de Abidjan, na Costa do Marfim, e acabou trazendo o conhecimento da linguística africana para o Brasil. “Nenhuma universidade brasileira oferecia cursos dessa área naquela época”, contou. “Precisávamos mostrar a África e suas línguas aos estudantes, que mal conheciam o continente e nem imaginavam o multilinguismo africano, com sua vasta diversidade de mais de duas mil línguas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Com o passar do tempo, a professora foi se dando conta da importância de tratar da África e de suas línguas no Brasil. “Passei a me dedicar ao estudo da presença das línguas africanas no país nos cultos afro-brasileiros e nas comunidades negras isoladas ou quilombolas. “Fui descobrindo a África no Brasil nas pesquisas de campo realizadas com orientandos de iniciação científica junto às comunidades do Cafundó e do Vale do Ribeira no Estado de São Paulo”, afirmou. “Constatamos que essas comunidades conservaram em sua linguagem um importante vocabulário de línguas do grupo banto, confirmando, portanto, os dados históricos”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A descoberta levou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter">Margarida</a> ao questionamento sobre a identidade de nossa língua, coordenando o projeto de cooperação internacional "A participação das línguas africanas na constituição do português brasileiro", com professores do CNRS, Centro Nacional de Pesquisa Científica (Centre National de la Recherche Scientifique) da França, entre 2005 e 2008. A iniciativa resultou na publicação de duas obras de referência sobre o tema do contato do português com línguas africanas no Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah">Alexander Cobbinah</a></span><span>, </span><span>a África confrontou a linguística com alguns assuntos que não foram resolvidos ou contemplados. “As diferenças que se observaram nas culturas africanas, na sua sociabilidade, e o impacto que isso teve para as línguas que os africanos falam forçaram os linguistas a se interessar por assuntos que talvez não fossem relevantes no contexto europeu”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, a linguística africana sempre foi bastante empírica. “Até meados do século 20 existia escasso material sobre poucas línguas africanas”, informou. “Na falta de dados escritos, sobretudo de uma história de mais longa distância, os africanistas desenvolveram técnicas para correlacionar dados genéticos, arqueológicos e linguísticos sobre as migrações e os movimentos populacionais”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah">Alexander</a> ressaltou que a primeira gramática de quimbundo no mundo foi escrita no Brasil em fins do século 17. “Temos ainda muitos vestígios desse passado africano nos quilombos, mas isso está sendo pouco pesquisado”. Atualmente, o docente desenvolve projetos de pesquisa sobre a língua cabo-verdiana e de Angola. “As línguas africanas estão sendo usadas no Brasil contemporaneamente. Há um material rico e muito pouco explorado. Por outro lado, no caso do estudo dessas línguas na África, temos mais material escrito em termos de gramática do quimbundo da época colonial do que da pós-colonial, ou seja, não existem descrições modernas dessas línguas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em sua premiada tese de doutorado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wellington-santos-da-silva">Wellington Silva</a></span><span> </span><span>apresentou um estudo sobre a língua geral de Mina (LGM), uma língua africana falada no Brasil no século 18 e documentada por António da Costa Peixoto, no manuscrito </span><span>Obra Nova de Lingoa Geral de Mina</span><span> (1741), um raro </span><span>documento do Brasil Colonial. A pesquisa é ancorada na investigação da história dos contatos linguísticos que caracterizaram o Ciclo do Ouro, nas Minas Gerais, onde a LGM foi falada. A investigação se debruçou sobre alguns aspectos da vida dos africanos escravizados, cobrindo os períodos anterior e posterior ao tráfico transatlântico, com o objetivo de identificar os agentes formadores da LGM no Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Através de tópicos da sintaxe, a pesquisa consistiu em demonstrar que a LGM tinha uma gramática essencialmente da língua Gbe, com inovações em alguns domínios, devido aos processos de competição e seleção de traços linguísticos ocorridos na ecologia de contato. Silva propõe descobrir como as dinâmicas de contato na ecologia linguística do Ciclo do Ouro podem explicar os traços linguísticos inovadores da LGM. “A LGM influenciou o português brasileiro?”, indagou, lançando em seguida outra questão: “O português influenciou a emergência de padrões inovadores na LGM?”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele também compartilhou alguns resultados alcançados em sua tese e desafios no campo da interdisciplinaridade.</span><span> “A LGM pode ser um testemunho da história linguística dos africanos no Brasil, na medida em que se constituiu como o registro da vitalidade de uma língua africana no mundo colonial”, argumentou. “A LGM apresenta padrões morfossintáticos inovadores que levantam questões a serem respondidas conjuntamente por linguistas, historiadores e antropólogos”.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-19T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-linguistas-historiadores">
    <title>Jornadas Investigativas Contemporâneas: O Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT) Pensa o Brasil: Reflexões Interdisciplinares entre Linguística, História e Antropologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-linguistas-historiadores</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b478d394-7fff-1548-fca7-089ce31cf378"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span style="text-align: justify; ">Esse evento faz parte das </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-ano-sabatico/" class="external-link">Jornadas Investigativas Contemporâneas: o Programa Ano Sabático IEA/USP (2022)</a><span style="text-align: justify; ">.</span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; ">O Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT), grupo de pesquisa do CNPq sediado no Departamento de Linguística da FFLCH-USP, tem como um dos seus objetivos principais ampliar as bases teórico-metodológicas de pesquisas voltadas para a descrição e análise do contato linguístico em ecologias multilíngues, do passado e do presente, no espaço transatlântico África – Brasil. A mesa-redonda aqui proposta reunirá pesquisadores para apresentar e discutir algumas das contribuições alcançadas e alguns dos impasses enfrentados pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito do referido grupo de pesquisa.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><span>A jornada integra a programação do evento </span><a class="external-link" href="https://www.pensabrasil.usp.br/" target="_blank">USP Pensa Brasil</a><span>.</span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><strong>Convidados:</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah" class="external-link">Alexander Yao Cobbinah</a> (USP)</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti" class="external-link">Evani de Carvalho Viotti</a> (USP)</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter" class="external-link">Margarida Maria Taddoni Petter</a> (USP)</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wellington-santos-da-silva" class="external-link">Wellington Santos da Silva</a> (UFRJ)</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>Coordenadora:</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span id="docs-internal-guid-0eba3a3a-7fff-ca14-4b5b-f7adf1b07b88"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao" class="external-link">Esmeralda Vailati Negrão</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Larissa Barreto Cruz</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-09T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-selecao-bolsitas">
    <title>Cátedra Olavo Setubal seleciona 3 mestrandos para trabalharem com Conceição Evaristo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-selecao-bolsitas</link>
    <description>A Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências recebe, de 8 a 22 de agosto, inscrições para a seleção de três mestrandos da USP que atuarão em atividades relacionadas com o programa de trabalho da escritora Conceição Evaristo, titular da cátedra.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2022/image" alt="Conceição Evaristo - 2022" title="Conceição Evaristo - 2022" height="302" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">A escritora Conceição Evaristo, titular da cátedra, com quem os mestrandos trabalharão</dd>
</dl></p>
<p>Estão abertas até o dia 22 de agosto, às 18h, as inscrições para seleção de três alunos de mestrado da USP que atuarão em atividades coordenadas pela escritora Conceição Evaristo, nova titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e Itaú Cultural destinada a fomentar reflexões interdisciplinares sobre temas acadêmicos, artístico-culturais e sociais nos âmbitos regional e global. [Leia a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/oportunidades-pesquisa/edital-iea-usp-03-2022-de-08-08-2022" class="external-link">íntegra do edital</a> da seleção | <b>Acompanhe os resultados parciais e final na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">página da cátedra</a></b>].</p>
<p>Os três pós-graduandos contribuirão para a construção de um produto teórico relacionado ao conceito de “escrevivência”, utilizado pela escritora <span>para referir-se à escrita que nasce do cotidiano, das lembranças, das experiências de vida dela, das mulheres negras e do povo afro-brasileiro em geral. </span><span>[Veja abaixo o </span><a class="anchor-link" href="#programa">Programa de Trabalho</a><span> de Conceição Evaristo.]</span></p>
<p>Os interessados deverão se inscrever via <a href="http://forms.gle/KZxGKYiqtJKwAgqb6">formulário</a> online. A lista dos escolhidos na primeira etapa do processo será divulgada no dia 29 de agosto. Eles serão entrevistados pela coordenação da cátedra e pela catedrática no período de 1º a 6 de setembro. O nome dos três selecionados será divulgado no site do IEA no dia 9 de setembro.</p>
<p>Ao se inscrever, o pós-graduando deverá anexar currículo atualizado com até duas páginas, histórico escolar (graduação e pós-graduação), carta de apresentação com motivação e interesse no programa proposto pela catedrática, destacando habilidades e capacitação que contribuam com as atividades da cátedra (até 3 mil caracteres com espaços), projeto de pesquisa de mestrado, com resumo, e carta de anuência do orientador.</p>
<p>Os selecionados poderão receber bolsa mensal de R$ 2.349,60, por um período de 12 meses (de setembro de 2022 a agosto de 2023), em regime de dedicação parcial de 20 horas por semana, em atividades presenciais e/ou remotas. Não poderão acumular outras bolsas, de instituições públicas ou privadas, do Brasil e do Exterior, ou remunerações por serviços profissionais.</p>
<p>A seleção levará em conta as motivações expressas na carta de interesse dos candidatos e o escopo da pesquisa em desenvolvimento no mestrado. Serão priorizadas as pesquisas relacionadas à apropriação da língua portuguesa pelas classes populares, à subjetividade negra diante do racismo e à produção atual das e nas periferias brasileiras.</p>
<p>Terão preferência os candidatos com: 1) experiência no desenvolvimento de pesquisas de temática negra nas áreas de literatura, teoria da literatura, linguística, psicologia, educação, história e outras disciplinas afins; 2) inserção em grupos artísticos, culturais e sociais que proponham intervenção no social a partir do olhar das coletividades minorizadas, notadamente das mulheres negras.</p>
<p>Ao longo de sua atuação na cátedra, os bolsistas deverão:</p>
<ul>
<li>apresentar bom desempenho acadêmico;</li>
<li>cumprir as atividades propostas no projeto;</li>
<li>cumprir a carga horária prevista, inclusive durante o período de férias letivas;</li>
<li>respeitar o cronograma de execução do projeto;</li>
<li>não ter vínculo empregatício e dedicar-se integralmente às atividades acadêmicas;</li>
<li>apresentar relatórios de atividades parciais e final;</li>
<li>não acumular o recebimento de bolsas, exceto apoios e auxílios de permanência estudantil;</li>
<li>fazer referência à condição de bolsista da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência nas publicações, trabalhos apresentados e quaisquer outros meios de divulgação dos resultados do projeto;</li>
<li>cumprir o Código de Ética da USP e, conforme o projeto de pesquisa, eventuais normas éticas específicas.</li>
</ul>
<p>A não observância desses deveres implicará o desligamento da cátedra e a perda de prioridade em processos de bolsas em editais futuros.</p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="programa"></a><i>Programa de Trabalho de Conceição Evaristo na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</i></strong></h3>
<p style="text-align: left; "><i>A titularidade 2022/2023 da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência propõe um alargamento dos horizontes acadêmicos, com o objetivo de suscitar a troca de conhecimentos entre a academia e as expressões populares. Conceição Evaristo tem discutido há tempos uma forma de descentralizar as informações, uma forma de dialogar com as ações artísticas, sociais e culturais de outras localidades, fazendo um exercício de descobrir outras produções de conhecimento oriundas dos pontos suburbanos, periféricos, divergentes.</i></p>
<p><i>O programa de trabalho para a titularidade propõe um aprofundamento nas questões que envolvem a língua portuguesa, suas variações, construções e expressões. Apreender o movimento do corpo, incorporar a performance do sujeito que produz essas expressões aos estudos e produções acadêmicas que necessitam de renovação e atualização são também anseios que moverão o trabalho.</i></p>
<p><i> Discutir de que forma as teorias literárias e a própria literatura veem as autorias subalternizadas, racializadas, na contemporaneidade, analisar por meio dos estudos da linguística como se dão as interações e construções artísticas e dialogar com os estudos das subjetividades atravessadas pelo racismo por meio da psicologia são princípios que nortearão as atividades e o pensamento da titularidade.</i></p>
<p><i>Outras ênfases são pensar o estudo da língua em suas diversas formas, a leitura e a escrita como direitos essenciais e fundamentais, e investir em pensamentos que priorizem a diversidade e o fazer coletivo, enquanto são estudadas as expressões de experiências das classes sociais minorizadas pelo poder.</i></p>
<p><i><strong>Frentes de atuação</strong></i></p>
<ul>
<li><i>Estudos sobre escrevivência – Trabalhar com o conceito de escrevivência a partir de contextualizações históricas da autora. Analisar desde o primeiro uso do termo, como se tem dado essa apropriação, pensar a escrevivência como aporte teórico para compor e ler objetos de pesquisa em vários campos de conhecimento.</i></li>
<li><i>Escrevivência e educação literária – Como trabalhar o conceito de escrevivência nas práticas em sala de aula do ensino fundamental ao ensino médio.</i></li>
<li><i>Escrevivências da juventude - Como os jovens produzem suas escrevivências, o que leem, o que escrevem; avaliar as interferências nos diálogos, as conexões entre as produções, inclusive daqueles que já estão na mídia.</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Aline Macedo/Divulgação</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Periferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-08T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/comunicacao-logica-informacao">
    <title>Fatos e Imagens na Comunicação Contemporânea. Lógica e Informação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/comunicacao-logica-informacao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: right; "><i>“Pois, na realidade, ‘a’ razão não é nem uma classe, nem um ‘grupo de destinatários’; a razão não tem nenhum corpo, não pode sofrer, nem tampouco desperta paixão alguma.” </i></p>
<p style="text-align: right; "><i><a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BCrgen_Habermas">J. Habermas</a> (1982, p. 401)</i></p>
<p style="text-align: left; ">As discussões feitas sobre os aspectos da linguagem e sua influência nas relações humanas, principalmente no espaço de uma Semântica da Verdade (que impacta sobre o discurso histórico, jurídico, sociológico, científico-matemático, político, etc.), precisam de uma organização sistemática que problematize as questões e discuta, por ordem, as soluções a fim de que uma visão de conjunto ampla a respeito de problemas correlacionados não se torne difusa pela aparente falta de conexão temática.</p>
<p style="text-align: left; ">Particularidades semânticas e sintáticas da linguagem sempre deram espaço para que a confusão entre o falso e o verdadeiro – o Paradoxo – surgisse. Mas nunca se aceitou que a Linguagem era paradoxal por essência e recursos lógicos sempre deram a solução de se contornar a paradoxalidade. Os processos manipulativos da linguagem, então, passam por um conhecimento do espaço social e psicológico onde a mensagem circula. Sem comunicação não há civilização.</p>
<p style="text-align: left; ">Não há como preservar a civilização, o pensamento e a ciência se o debate se perder na confusão do paradoxo. Entender a manipulação das decisões começa por entender como a comunicação pode preservar as semânticas originais nas mensagens entre os homens.</p>
<p style="text-align: left; ">Nesse sentido, o Grupo de Pesquisa Política Ambiental, propõe este evento (*), dando prosseguimento ao seminário <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/guerras-hibridas" class="external-link">“Guerras Híbridas. O uso maligno do conhecimento”</a>, realizado em 2019.</p>
<p style="text-align: left; ">Na oportunidade, será apresentado o livro <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/fluir-de-paradoxos-apresentacao/" class="external-link"><span class="external-link"><i>‘Fluir de Paradoxos. Diálogos entre Lógica e Informação’</i></span></a>, resultante do trabalho do Grupo de Pesquisa Política Ambiental, em consonância com influências derivadas de estudos já desenvolvidos no campo da Lógica e outros grupos pregressos do IEA.</p>
<p style="text-align: left; "><i><span class="external-link">(*)</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/fatos-e-imagens/" class="external-link"> </a><span class="external-link">Leia o </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/fatos-e-imagens-na-comunicacao-contemporanea-logica-e-informacao" class="external-link"><span class="external-link"><span class="external-link">texto na íntegra</span></span></a></i></p>
<p style="text-align: left; "><i>(**) Filme completo <a class="external-link" href="https://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=20443">"O Brasil, os índios e finalmente a USP"</a> (Filme produzido em 16mm e concluído em 1988; direção de Marcello Tassara)</i></p>
<p style="text-align: left; "><b>Apresentação e Moderação:</b></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a> (Professora Emérita  do IP/USP e Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Política Ambiental do IEA)</p>
<p style="text-align: left; "><b>Exposição:</b></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thyago-nogueira" class="external-link">Thyago Nogueira</a>, diretor do Departamento de Fotografia Contemporânea do Instituto Moreira Salles/SP</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juracy-armando-mariano-de-almeida" class="external-link">Juracy Armando Mariano de Almeida</a>, cientista social, pesquisador em Psicologia Social da PUC/SP, estudioso da Teoria da Comunicação de Habermas</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-roberto-teixeira-alves" class="external-link">Carlos Roberto Teixeira Alves</a>, lógico e estudioso da Teoria da Ciência, pesquisador do IEA</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-12-02T11:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/contribuicoes-das-linguas-africanas-na-constituicao-das-linguas-gerais-09-de-marco-de-2020">
    <title>Contribuições das Línguas Africanas na Constituição das Línguas Gerais - 09 de março de 2020</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/contribuicoes-das-linguas-africanas-na-constituicao-das-linguas-gerais-09-de-marco-de-2020</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Leonor Calasans/IEA-USP</dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/-linguas-africanas">
    <title>Contribuições das Línguas Africanas na Constituição das Línguas Gerais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/-linguas-africanas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A costa brasileira, de norte a sul, estava repleta de portugueses, índios da terra e negros da Guiné, que viviam nas freguesias e trabalhavam nos engenhos e nas lavouras, segundo informações do próprio Anchieta.</p>
<p>A geografia do negro sobrepunha-se simultaneamente à do português e à do aldeamento indígena missionário, onde habitavam indígenas e jesuítas. Onde havia portugueses, havia também indígenas e escravizados africanos.</p>
<p>Nesta palestra, argumenta-se que a geografia da nomeação étnica é pautada por um critério estritamente político: a delimitação territorial das concessões portuguesas acabou praticamente por projetar-se no discurso científico, traduzindo-se como a delimitação entre “famílias linguísticas” que partilhassem semelhanças lexicais.</p>
<p>Examinaremos a convivência multiétnica e multilíngue favorecida pelos aldeamentos jesuítas e a escravidão simultânea de negros e indígenas nos engenhos e nas lavouras. Analisando o tupi descrito por Anchieta, uma nova abordagem será apresentada, segundo a qual o relacionamento histórico entre negros e indígenas deixou fortes marcas linguísticas da língua de Angola no tupi.</p>
<p><strong>Exposição:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laisa-tossin" class="external-link">Laisa Tossin</a> (UnB e BBM USP)</p>
<p><strong>Coordenação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Paulo Farah</a> (FFLCH/Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA-USP )</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-04T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/palestra-discute-producao-textual-e-aprendizagem">
    <title>Palestra discute produção textual e aprendizagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/palestra-discute-producao-textual-e-aprendizagem</link>
    <description>Evento aborda sistema que auxilia professores a entender o modo de pensar do aluno durante a elaboração do texto</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Cartazredao.png/@@images/add48cb5-4aa2-43e7-9430-1a3be7e206a9.png" alt="" class="image-left" title="" />O Laboratório de Psicologia da Educação e Escolar da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP promove no dia 11 de outubro, a partir das 14h30, no anfiteatro André Jacquemin da <span style="float: none; list-style-type: none; text-align: left; ">FFCLRP-</span>USP, a palestra <i>Sistema Ramos, produção textual e aprendizagem: evidências das atividades metalinguísticas de alunos enquanto escrevem</i>.</div>
<p> </p>
<div>O evento, que conta com o apoio do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e Rádio USP Ribeirão Preto, faz uma reflexão sobre o processo de produção de texto pelo estudante, o papel do professor e a importância das propostas de produção textual colaborativas, além de apresentar o Sistema Ramos, um sistema de captura multimodal (audiovisual e escrita) de processos de escritura em tempo e espaço real da sala de aula.</div>
<p> </p>
<div>Esse sistema permite que o professor compreenda o modo de pensar do aluno e eventuais dificuldades que ele teve durante a produção do texto, como a grafia de uma palavra, a pontuação adequada ou o melhor título para uma história.</div>
<p> </p>
<div>O palestrante, o docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Eduardo Calil, vai utilizar filmes coletados no contexto da sala de aula para mostrar como alunos recém-alfabetizados com idade entre 6 e 7 anos e de diferentes nacionalidades comentam problemas linguísticos identificados durante a produção textual.</div>
<p> </p>
<div>Eduardo Calil tem doutorado em Psicolinguística pela Unicamp e atualmente é pesquisador vinculado ao CNPq (nível 1D) e professor do curso de Pedagogia no Centro de Educação da UFAL. É autor dos livros Autoria: a criança e a escrita de histórias inventadas (Eduel), Escutar o invisível: escritura &amp; poesia na sala de aula (Unesp) e organizou a obra <i>L’école,l’écriture et la création: Études franco-brésiliennes</i> (<i>L’Harmattan-Academia</i>).</div>
<p> </p>
<div>As inscrições são gratuitas e devem ser feitas <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSevz3HplATTVd63qU71KJrQRQsPB3M6mZupLvmKMlTxlX6daw/viewform">neste link</a>. Mais informações: (16) 3315 0368 ou iearp@usp.br.</div>
<div><br /> 
<hr />
</div>
<div><strong>Sistema Ramos, produção textual e aprendizagem: evidências das atividades metalinguísticas de alunos enquanto escrevem</strong></div>
<div>11 de outubro, 14h30<br />An<span style="float: none; list-style-type: none; text-align: left; ">fiteatro André Jacquemin - <span style="float: none; list-style-type: none; text-align: left; ">FFCLRP/</span>USP<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSevz3HplATTVd63qU71KJrQRQsPB3M6mZupLvmKMlTxlX6daw/viewform">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sistema-ramos-producao-textual-e-aprendizagem-evidencias-das-atividades-metalinguisticas-de-alunos-enquanto-escrevem" class="external-link">Página do evento</a><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-03T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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