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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/selecao-catedra-oscar-sala">
    <title>Cátedra Oscar Sala abre inscrições para grupo de estudos sobre a interação humano-algoritmo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/selecao-catedra-oscar-sala</link>
    <description>Estão abertas até 20 de junho as inscrições para pesquisadores interessados em participar de grupo de estudos sobre interação humano-algoritmo da Cátedra Oscar Sala.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-8abeb87d-7fff-fdaa-ea4b-0f689b0d87d4"> </span></p>
<p dir="ltr">A Cátedra Oscar Sala está selecionando pesquisadores interessados em integrar grupo de estudos sobre temas relacionados às <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humano-algoritmo-virgilio-almeida"><span>Interações Humano-Algoritmo</span></a> para atuar no acompanhamento crítico das atividades coordenadas pelo atual titular, o cientista da computação <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida" class="external-link">Virgílio Almeida</a></span>. As inscrições devem ser feitas até as <strong>15h</strong> do dia <strong>15 de junho</strong> através de <a href="https://forms.gle/kTKsVYtMa3t9CipN9">formulário online</a>, ao qual devem ser anexados currículo e carta que descreva o interesse do pesquisador (uma página).</p>
<p dir="ltr">A temática dos estudos envolve conhecimentos de diferentes áreas, como ciências sociais e humanas, ciência da computação e engenharias, direito e ciências da saúde [veja <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/titular-da-catedra-1/chamada-de-pesquisadores-2022">aqui</a> o<span>s temas a serem desenvolvidos pelos pesquisadores e o calendário de atividades]</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O resultado da seleção será divulgado em 20 de junho. Serão escolhidos até 30 pesquisadores, que se reunirão uma vez por mês (junho-2022 a maio-2023), sempre às sextas-feiras, das 16 às 18h. Os encontros mensais e as demais atividades, destinadas a estudos orientados dos projetos de pesquisa e produção de textos, serão realizados a distância</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Cátedra</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><span>Cátedra Oscar Sala</span><span> é uma parceria do IEA com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) no âmbito de convênio entre a USP e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Suas atividades são abertas à participação de professores, pesquisadores e personalidades brasileiras e estrangeiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O foco da cátedra é aprofundar o conhecimento sobre a internet, seu funcionamento, suas aplicações e ferramentas. O projeto desenvolvido por Virgílio Almeida a partir de </span><span>abril de 2022 é dedicado ao estudo do comportamento das </span><span>interações entre humanos, algoritmos, sistemas de inteligência artificial e robôs enquanto fatores essenciais para a construção de mecanismos de governança digital, de forma a aproveitar os benefícios dos avanços tecnológicos e minimizar seus impactos negativos.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Chamada IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-06-03T18:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-oscar-sala-seleciona-pesquisador-de-pos-doutorado">
    <title>Cátedra Oscar Sala seleciona pesquisador de pós-doutorado</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-oscar-sala-seleciona-pesquisador-de-pos-doutorado</link>
    <description>A Cátedra Oscar Sala recebe inscrições para seleção de projeto de pós-doutorado até as 15h do dia 22 de junho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-0d669af9-7fff-c1eb-aa66-925fcacd721f"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/interacao-humano-algoritmo" alt="Interação humano-algoritmo" class="image-right" title="Interação humano-algoritmo" />Estão abertas até as<strong> 15h </strong>do dia<strong> 22 de junho</strong> as inscrições para a seleção de <span>pesquisador de pós-doutorado <span>que irá atuar no projeto Interação Humano-Algoritmo, coordenado pelo cientista da computação Virgílio Almeida, titular da Cátedra Oscar Sala em 2022. </span></span></p>
<p dir="ltr"><span>Poderão se inscrever pesquisadores com título de doutor que possuam fluência em inglês, sem restrição de área de conhecimento. O selecionado<span> </span>receberá (em dedicação exclusiva) bolsa de R$ 8.479,20 durante doze meses [consulte o edital </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/titular-catedra/virgilio-almeida/editalcos022022.pdf">aqui</a><span>].</span></p>
<p dir="ltr">As inscrições devem ser feitas através de <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfBvrZhOS-QvwmAF7gEtvjjFokOTAXFFMhwzWjTH5ukXNPa0g/viewform"><span>formulário online</span></a>, ao qual devem ser anexados uma proposta de pré-projeto (até três páginas), súmula curricular com link para o currículo Lattes (até quatro páginas) e uma carta de apresentação (até duas páginas).</p>
<p dir="ltr"><span>O pré-projeto deve conter nome, proposta de título, resumo e palavras-chave, formulação do problema (situando o projeto na literatura), potencial de interdisciplinaridade e referências bibliográficas. A carta de apresentação deve discorrer sobre os temas desafiantes do nosso tempo relativos às interações algoritmo-humano e destacar habilidades do candidato que contribuam para o projeto. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O resultado da seleção - após avaliação dos documentos e realização de entrevista - será divulgado no dia 28 de junho. O escolhido iniciará suas atividades em 15 de julho.</span></p>
<div><span>
<div></div>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Chamada IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-06-09T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-aborda-a-producao-de-uma-inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano">
    <title>Evento aborda a produção de uma inteligência artificial centrada no ser humano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-aborda-a-producao-de-uma-inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano</link>
    <description>Ben Shneiderman fará exposição no dia 26 de agosto, às 15h30, com base em seu livro "Human-Centered AI"</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e47c2f41-7fff-591b-bacb-861ebcebc8be"> </span></p>
<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Ben-Shneiderman-web.png/image" alt="Ben Shneiderman 11/08/2022" title="Ben Shneiderman 11/08/2022" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Ben Shneiderman, autor de ''Human-Centered AI'' é o conferencista convidado</dd>
</dl>No dia <strong>26 de agosto, às 15h</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/ben-shneiderman"><span>Ben Shneiderman</span></a> fará a conferência "IA Centrada no Ser Humano: Garantindo o Controle Humano enquanto Aumenta a Automação". Ele abordará o tópico com base em seu novo livro, "<a href="https://hcil.umd.edu/human-centered-ai/"><span>Human-Centered AI</span></a>" (Oxford University Press, 2022). O autor é membro do Institute for Advanced Computer Studies e professor do departamento de ciências da computação da Universidade de Maryland.</p>
<p dir="ltr"><span>Organizado pela </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala"><span>Cátedra Oscar Sala</span></a><span> em parceria com o </span><a href="https://www.cgi.br/"><span>Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</span></a><span> e o </span><a href="https://www.nic.br/"><span>Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</span></a><span>, o evento terá </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>transmissão ao vivo</span></a><span> e moderação de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida"><span>Virgílio Almeida</span></a><span>, titular da cátedra. A exposição será feita em inglês, com tradução simultânea.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir do surgimento de uma nova </span><span>síntese que integra tecnologias de Inteligência Artificial (IA) com Interação Humano-Computador para produção da IA Centrada no Homem (HCAI), profissionais como pesquisadores, desenvolvedores, líderes de negócios e formuladores de políticas estão expandindo o escopo centrado na tecnologia da IA. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo os organizadores do evento, a expansão de uma visão focada em algoritmos para "abraçar uma perspectiva centrada no ser humano" pode moldar o futuro da tecnologia para melhor atender às nossas necessidades. Como exemplo, produtos e serviços que melhorem a vida dos usuários podem ser projetados por educadores, designers, engenheiros de software, gerentes de produto, avaliadores e funcionários de agências governamentais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo de uma IA centrada no humano é ampliar, aumentar e aprimorar as habilidades humanas, e seus defensores acreditam na promoção de valores humanos, direitos, justiça e dignidade ao construir sistemas seguros e confiáveis.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-91a3f82b-7fff-be56-2b6b-b587e2c920f3"><i><strong> </strong></i></span></span></p>
<hr />
<p><i><strong> IA Centrada no Ser Humano: Garantindo o Controle Humano enquanto Aumenta a Automação</strong><br />26 de agosto, das 15h às 17h<br />Evento online, público e gratuito<br />Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a> em inglês com tradução simultânea<br />Mais informações com Cláudia Regina (<a href="mailto:clauregi@usp.br"><span>clauregi@usp.br</span></a>)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/IA-Centrada-no-Ser-Humano"><span>Página do evento</span></a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-11T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-defesa-de-ben-shneiderman-de-uma-inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano">
    <title>Ben Shneiderman enfatiza importância da inteligência artificial centrada no ser humano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-defesa-de-ben-shneiderman-de-uma-inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano</link>
    <description>O cientista da computação Ben Shneiderman, da Universidade de Maryland, EUA, apresentou as principais ideias de seu novo livro, "Human-Centered AI", em evento organizado pela Cátedra Oscar Sala no dia 26 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-human-centered-ai/image" alt="Capa do livro &quot;Human-Centered AI&quot;" title="Capa do livro &quot;Human-Centered AI&quot;" height="452" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Novo livro de Ben Shneiderman, tema de sua conferência</dd>
</dl>A partir de uma síntese de tecnologias de inteligência artificial (IA) com a interação humano-computador, de forma a produzir uma AI centrada no ser humano, profissionais como pesquisadores, desenvolvedores, líderes de negócios e formuladores de políticas estão expandindo as funcionalidades da IA em benefício das pessoas.</p>
<p>Um dos líderes na pesquisa e na formulação de conceitos nessa área é o cientista da computação <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/ben-shneiderman">Ben Shneiderman</a>, professor emérito do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Maryland, EUA, e autor do livro "<a href="https://hcil.umd.edu/human-centered-ai/" target="_blank">Human-Centered AI</a>", lançado em fevereiro pela Oxford University Press.</p>
<p>As ideias presentes no livro foram o tema de conferência online que Shneiderman fez no dia 26 de agosto, no programação do projeto do cientista da computação <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a><span> como titular da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala">Cátedra Oscar Sala</a><span>, parceria do IEA com o </span><a href="https://www.nic.br/" target="_blank">Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</a> no âmbito de convênio entre a USP e <a href="https://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</a>.</p>
<p><span>Shneiderman tem uma longa trajetória no desenvolvimento de tecnologias digitais. Entre suas contribuições de uso amplamente difundido estão os links clicáveis luminosos, teclados touchscreen de alta definição para celulares e a atribuição de tags a fotografias. Suas inovações de visualização de informações incluem controles deslizantes de consulta dinâmica para o Spotfire, desenvolvimento de mapas de árvore para visualização de dados hierárquicos, novas visualizações de rede para NodeXL e análise de sequência de eventos para registros eletrônicos de dados sobre saúde.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ben-shneiderman-2016/image" alt="Ben Shneiderman - 2016" title="Ben Shneiderman - 2016" height="398" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O cientista da computação Ben Shneiderman</dd>
</dl></p>
<p><span>Ele iniciou sua exposição destacando o trabalho desenvolvido há 40 anos pelo </span><a class="external-link" href="https://hcil.umd.edu/">Laboratório de Interação Humano-Computador</a><span> da Universidade de Maryland, EUA, fundado por ele e do qual foi diretor. Essa atuação do laboratório é fruto da colaboração com diversos departamentos da universidade e está documentada em centenas de vídeos e relatórios técnicos, disse.</span></p>
<p>A inteligência artificial centrada no ser humano sempre foi uma das bandeiras do laboratório, segundo Shneiderman. Mas a visão predominante antes era de que os desenvolvedores deveriam escolher um ponto entre o polo do controle humano e o da automação, de acordo com as necessidades. "Achávamos que esse era o caminho certo, mas há alguns anos começamos a pensar de forma diferente e assegurar o controle humano enquanto aprimoramos a automação".</p>
<p><span>Como exemplo de como o excesso de automação pode ser prejudicial, Shneiderman comentou o fato de um modelo de avião ter sido criado com automação extrema da pressão interna, sem que isso fosse informado aos pilotos: "Foi preciso alterar o sistema, para que os pilotos tivessem o controle da regulagem da pressão".</span></p>
<p><span>É preciso obter um equilíbrio confiável, disse. Lembrou que há coisas de uso comum com um grau de automação considerável, mas nas quais o ser humano precisa estar no controle da ação em vários aspectos, como o elevador e as máquinas fotográficas digitais.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><b>Vídeos da conferência de Ben Shneiderman</b></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano-garantindo-o-controle-humano-enquanto-avanca-a-automacao" class="external-link">Português</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/human-centered-artificial-intelligence-ensuring-human-control-while-increasing-automation" class="external-link">Inglês</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Há ainda os aspectos jurídicos e morais. Em sua opinião, achar que os computadores serão como pessoas é uma ilusão e essa concepção poderá fazer com que as pessoas percam a possibilidade de usar os recursos computacionais: "Os seres humanos têm a criatividade, a paixão, a empatia, a intuição. Temos que valorizar tudo isso e possibilitar o suporte do computador às capacidades humanas".</span></p>
<p><span>Para ele, é fruto de uma mentalidade antiga pensar em computadores inteligentes, com habilidades cognitivas, capazes de pensar e interagir como os humanos, possuindo inclusive inteligência emocional. "Essas ideias não apresentaram benefícios para os robôs comerciais, que são superferramentas para melhorar o desempenho humano. Funcionam como um centro de controle a serviço dos seres humanos."</span></p>
<p><span>A estrutura de governança no desenvolvimento da IA deve operar em quatro níveis, disse: a análise de aspectos práticos pela equipe de engenharia de software; o estabelecimento de uma cultura de segurança e liderança entre os funcionários; certificação confiável, com supervisão independente; e regulamentação pelo governo. </span></p>
<p><span>Shneiderman informou que seu livro traz diversas recomendações para atenção a valores e direitos humanos, justiça social, dignidade e outros fatores relacionados com as aspirações do ser humano. Mas é preciso dar "atenção também aos interesses de acionistas, pesquisadores, desenvolvedores, tomadores de decisão, reguladores e usuários".</span></p>
<p><span>Além disso, é importante reduzir os riscos de ações maliciosas, capazes de resultar em atos terroristas, crimes cibernéticos e atividades similares. "É preciso entender que o software pode falhar e induzir a distorções racistas e discriminações de gênero, religiosas e sociais. Precisamos ser humildes, admitir esses riscos e tentar fazer o melhor para evitá-los", advertiu.</span></p>
<p><span>No caso da vieses emergentes em sistemas, tema de uma das perguntas que lhe foram feitas, afirmou que o importante para lidar com isso é trabalhar com profissionais de várias áreas: "Acadêmicos são muito inteligentes, mas nem sempre escolhem os melhores problemas. Além da interdisciplinaridade, convém atentar para a intersetorialidade".</span></p>
<p><span>Perguntado sobre a possibilidade de a IA beneficiar pessoas (crianças e adultos) com limitações graves, Shneiderman disse que a IA traz e pode trazer muitos benefícios para as pessoas com necessidades especiais. "Cabe a nós pressionarmos as empresas a se preocuparem com a acessibilidade."</span></p>
<p>Encerrando o seminário, o diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, comentou aspectos do novo livro de Shneiderman e destacou a ênfase da obra na necessidade de estabelecimento de um novo arcabouço conceitual, "uma visão livre e nova para gerar a mudança".</p>
<p>"Aprendi na prática da engenharia industrial que para obter resultados no downstream é preciso pensar nisso no upstream. Não fazer as coisas sem pensar nas consequências", afirmou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mike Morgan/Universidade de Maryland</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-30T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/questoes-eticas-na-inteligencia-artificial-foram-debatida-por-pesquisadores">
    <title>Como trabalhar a ética na Inteligência Artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/questoes-eticas-na-inteligencia-artificial-foram-debatida-por-pesquisadores</link>
    <description>O evento "Existe Ética na Inteligência Artificial?" aconteceu no dia 16 de setembro e avaliou os mitos, as precauções e os riscos do uso de Inteligência Artificial. 
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-873fffee-7fff-9a16-cd1a-ed8d41b7b7bd"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>"A ética é uma práxis humana. No entanto, isso começa a sofrer arranhões quando várias das nossas interações são mediadas por máquinas." A frase de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci"><span>Eugênio Bucci</span></a><span>, coordenador acadêmico da Cátedra Oscar Sala, deu o tom do evento "Existe Ética na Inteligência Artificial?", que aconteceu no dia 16 de setembro. </span><span>Na ocasião, especialistas debateram, entre outras questões, os mitos, as precauções e os riscos do uso de Inteligência Artificial (IA) em diferentes contextos. O encontro foi organizado pela </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala">Cátedra Oscar Sala</a><span> e pelo </span><a href="https://c4ai.inova.usp.br/pt/inicio/">Centro de Inteligência Artificial</a><span> (C4AI)</span><span>.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-166241d2-7fff-1668-f7e8-7504df7b5b0c">
<p dir="ltr"><span><strong><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eugenio-bucci-16-09-2022/image" alt="Eugênio Bucci  - 16/09/2022" title="Eugênio Bucci  - 16/09/2022" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Eugênio Bucci, coordenador acadêmico da Cátedra Oscar Sala, questionou a ética das ações protagonizadas por máquinas</dd>
</dl>Mitos, incertezas e desconfianças</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A ética requer e supõe a existência de um sujeito responsável, livre e racional. Para Bucci, sem isso, é difícil postular uma dimensão de natureza moral ou ética para as ações. Considerando que a ética é obrigatoriamente humana, o professor questionou como ela fica quando inúmeras ações que geram consequências sociais têm as máquinas como protagonistas totais ou parciais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Não há nada de artificial na Inteligência Artificial." </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-tulio-costa"><span>Caio Túlio Costa</span></a><span>, doutor em comunicação pela ECA e fundador da Torabit, </span><span>plataforma de monitoramento digital, vê na artificialidade da IA sua principal mistificação. "Ela é inspirada por pessoas, é criada por pessoas e, mais importante, ela impacta pessoas", completou, parafraseando a cientista Fei Fei Li. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span>P</span><span>ensando nas grandes empresas de tecnologia, ele acredita que quanto mais tempo levar a discussão da questão ética, melhor é para a indústria. "A mistificação maior é achar que a questão ética está num produto, numa ferramenta, num jeito de fazer. Ela é necessária antes de tudo isso, antes do esvaziamento do humano."</span></span></p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; ">A Cátedra</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span>Parceria da USP com o </span><a href="https://www.cgi.br/">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</a><span>, a Oscar Sala é operada pelo IEA e o </span><a href="https://www.nic.br/">Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</a><span>, e tem como foco aprofundar o conhecimento sobre as ferramentas e aplicações da internet. </span><span>Em 2022, se dedica ao estudo do comportamento das interações entre </span><span>humanos, algoritmos, sistemas de inteligência artificial e robôs enquanto fatores essenciais para a construção de mecanismos de governança digital.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>No contexto da campanha de prevenção ao suicídio do mês de setembro – o Setembro Amarelo –, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix"><span>Glauco Arbix</span></a><span>, do </span><span>Observatório da Inovação e Competitividade (OIC) do IEA,</span><span> comentou o crescimento de aplicativos de terapia via algoritmos. "A ideia de diagnósticos digitais está se tornando cada vez mais poderosa, talvez a partir de uma ideia de que a ciência pode entender o sofrimento humano melhor do que nós mesmos", afirmou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Observa-se um avanço das técnicas de </span><span>Machine Learning</span><span> na área do mal-estar, depressão e crise, por aplicativos ou plataformas de IA. Segundo Arbix, a maioria das conversas realizadas por usuários com a Siri e a Alexa, assistentes de voz da Apple e da Amazon, respectivamente, não estão relacionadas aos serviços oferecidos por elas, e sim a problemas pessoais, como estresse e frustrações amorosas, por exemplo. A liberdade de conversar com um assistente de voz se compara à de conversar com um diário, que não compartilha do que sentimos, afirmou. </span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-carvalho-de-brito-cruz"><span>Francisco de Brito Cruz</span></a><span>, </span><span>doutor e mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito,</span><span> reiterou que os assistentes de voz são pessoas que representam marcas, sendo, antes de tudo, garotos propaganda. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As pessoas se sentem bem transferindo seus sentimentos para a máquina, e esta identifica e tende a reproduzir padrões encontrados em bancos de dados, além de valores e ideias de grupos específicos, explicou Arbix. Ele apontou que estamos diante de um capitalismo "muito mais emocional do que a gente pensa", e que os aplicativos fazem o possível e o impossível para mostrar que a culpa ou responsabilidade pelo problema que as pessoas enfrentam estão nelas mesmas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Cruz questionou como os aplicativos de terapia aparecem ao mesmo tempo em que problemas de saúde mental se agudizam, em especial em populações mais jovens e a partir do uso de determinadas redes sociais – e outros tipos de IA que, no limite, "são desenhados para </span><span>hackear </span><span>a maior parte da atenção das pessoas". Cada vez mais, as redes sociais estão se tornando ferramentas de entretenimento e envio de conteúdos a partir do que o algoritmo aprendeu sobre as preferências do usuário. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Pensando na ideia de atraso em relação à regulação das práticas que dizem respeito ao uso da IA, ele afirmou que, por um lado, o direito é uma ferramenta para resolver conflitos – e não uma especulação –; por outro, pode induzir determinados desenvolvimentos e implicar políticas públicas enquanto ferramenta que antecede conflitos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Quando o último caso ocorre, a reflexão que fica é a de que o direito será o palco onde as mistificações vão aparecer enquanto narrativas. O problema de criar uma regulação antes dos conflitos ocorrerem é "cristalizar uma solução antes que a sociedade faça uma análise profunda das consequências", acredita Cruz.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro"><span>Luiz Fernando Martins Castro</span></a><span> declarou ter preocupações e dúvidas quanto à capacidade do uso da IA na justiça. "Qual é o papel da justiça? O papel da justiça é ser rápida?", questionou. O </span><span>coordenador-adjunto da Cátedra Oscar Sala</span><span> acredita que a justiça tem um papel a cumprir, e este é entregar a jurisdição. Para ele, a automação e a baixa IA são bem-vindas no direito, mas não devem ser aplicadas para dar soluções e sentenças.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A especificidade é o que deve estar no centro da pesquisa sobre IA e sua regulação, acredita Arbix. Para ele, a característica-chave da IA é o fato de ela reproduzir esquemas dominantes que contribuem para moldar a realidade, exercendo controle sobre as pessoas ao agir de acordo com valores que não são próprios dela. </span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>As máquinas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Para explicar o que é a IA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-pinhanez"><span>Claudio Pinhanez</span></a><span>, </span><span>pesquisador da IBM Research</span><span>, </span><span>apresentou-a, de forma resumida, como redes neurais – funções matemáticas complexas construídas através de um processo de aprendizado. As funções, ininteligíveis para seres humanos devido ao seu espaço dimensional, foram definidas por ele como caixas pretas. Essas redes neurais computam funções, conseguem lidar com problemas que não são lineares e resolvem bem problemas de similaridade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Machine Learning</span><span>, portanto, é uma caixa preta com três características importantes, explicou. Ela tem uma saída probabilística, não é previsível e não dá para explicar o que acontece dentro – e vivemos com exemplos delas, como freio ABS e marca-passos, por exemplo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O problema das caixas pretas é que vemos a IA "como se fosse inteligente", uma crença criada pelo </span><span>hype</span><span> excessivo dessa ciência. Não tem a ver com inteligência, mas com decisão automatizada, explicou Pinhanez. "A gente pegou um aspecto do cérebro humano, que é a similaridade, e conseguiu resolver esse problema numa máquina. Daí para a inteligência ainda tem uns 30 ou 40 atributos do ser humano que eu vou precisar resolver pra dizer que é uma máquina inteligente." </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudio-pinhanez-16-09-2022/image" alt="Claudio Pinhanez  - 16/09/2022" title="Claudio Pinhanez  - 16/09/2022" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Para Claudio Pinhanez, pesquisador da IBM Research, IA não tem a ver com inteligência, mas com decisão automatizada</dd>
</dl>O pesquisador propõe que as interfaces trabalhem em torno de três princípios para os usuários leigos no tema. O primeiro é expor incertezas. A pesquisa eleitoral, por exemplo, deve falar em margem de erro. O segundo é instigar desconfiança – da mesma forma que o Google não aponta apenas uma resposta, e aprendemos a desconfiar do que lemos. E o terceiro é evitar falsidade ao colocar as interfaces como algo que não são, com capacidades e características que não possuem.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para tratar da questão ética, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-huelsen"><span>Patrícia Huelsen</span></a><span>, </span><span>doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, </span><span>propôs pensar nas máquinas de julgamentos morais, cujo foco é aprender sobre a moral e a virtude. </span><span>"Esses agentes morais artificiais pretendem observar e replicar o comportamento humano ao longo do tempo de forma a construir o seu próprio caráter", afirmou. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os dilemas vividos pelos desenvolvedores de sistemas inteligentes dizem respeito a como não aprender errado como os humanos, mas também a ser sensível aos valores humanos. Patrícia apresentou propriedades fundamentais para a IA ética, sendo elas a transparência, a explicabilidade, a imparcialidade, a privacidade (protegendo consumidores e direitos de dados) e a robustez e segurança da IA.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras medidas a serem somadas a isso são a inclusão do estudo de ética nas escolas de tecnologia e computação; e a adoção de políticas de formação de equipes de programadores e designers cada vez mais diversas. Os dilemas que devem ser enfrentados em IA têm como agentes necessários órgãos fiscalizadores, universidades, governos, empresas, organizações internacionais, entidades de classes e organizações independentes da sociedade civil. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Como condição para que </span><span>players </span><span>de IA possam vender tecnologias para serviços públicos, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-souza-lima-blotta"><span>Vitor Blotta</span></a><span>, </span><span>coordenador do Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade,</span><span> sugeriu a possibilidade de que os sistemas de IA sejam transparentes em suas decisões, em um movimento de "abrir" as caixas pretas. Blotta ainda questiona quais normas da IA se transformam em decisões que afetam nosso comportamento e decisão humana, e em que medida as lógicas desses sistemas se tornam lógicas de sistemas de poder. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliano-maranhao"><span>Juliano Maranhão</span></a><span>, professor da Faculdade de Direito da USP, a proteção da personalidade no espaço digital tem menos a ver com a proteção do indivíduo, e está mais relacionada com a proteção da possibilidade de participação dos indivíduos nos meios de comunicação e, portanto, com a democracia no espaço digital.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Efeitos na democracia</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Frente ao big data e a IA, a sobrevivência da democracia foi questionada por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dora-kaufman"><span>Dora Kaufman</span></a><span>, </span><span>professora do Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital na PUC-SP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A IA é um recurso para processar e analisar grandes amostras de dados, identificar textos que contêm palavras-chave potencialmente odiosas, e criar métodos para quantificar e categorizar semelhanças entre palavras, frases e sentenças – podendo ser utilizada a favor de um espaço democrático e contribuindo para enfrentar a assimetria da informação. Sua subutilização, no entanto, ameaça a democracia e gera discrepância entre os países, afirmou Dora. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela apontou a existência de uma convergência de interesses entre o modelo de negócios das plataformas – baseado em dados – e o discurso de ódio. Discursos de ódio, pela natureza humana, se disseminam de forma rápida. Quanto maior sua disseminação, maior é a geração de dados na plataforma. Esse contexto também é favorável à disseminação e perpetuação de preconceitos da sociedade pelas tecnologias. Como apontado pela pesquisadora da cátedra </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paola-cantarini-queirolo"><span>Paola Cantarini</span></a><span>, a IA não cria discriminação, mas é vendida como uma tecnologia neutra e objetiva. </span></p>
<p dir="ltr"><span>"Quando a gente pensa na circulação de informação nas mídias sociais, o fato de as próprias mídias decidirem suas regras privadamente sobre o que vale ou não vale no debate nesses ambientes – que têm papel fundamental em construir o debate público – é bastante grave", comentou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-santos"><span>Nina Santos</span></a><span>, pós-doutoranda no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela deu como exemplo experimentos publicados recentemente que testaram as políticas de anúncio e recomendação do Facebook e do YouTube, respectivamente.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-defesa-de-ben-shneiderman-de-uma-inteligencia-artificial-centrada-no-ser-humano" class="external-link">Ben Shneiderman enfatiza importância da inteligência artificial centrada no ser humano</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ruha-benjamin-e-conceicao-evaristo-debatem-discriminacao-racial-e-tecnologica" class="external-link">Ruha Benjamin e Conceição Evaristo debatem discriminação racial e tecnológica</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>No primeiro caso, o experimento realizado pela Global Witness foi feito a partir da criação de anúncios que atacavam a integridade eleitoral e disseminavam mentiras sobre as eleições de 2022 – como </span><span>datas erradas e métodos de votação inexistentes no país</span><span>. Enviados de fora do Brasil, os anúncios foram ao ar após passar por uma avaliação da plataforma, mesmo violando as políticas de anúncios eleitorais e diretrizes da comunidade da Meta, empresa do Facebook.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No segundo caso, uma pesquisa do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), constatou que a plataforma do YouTube estava priorizando vídeos da Jovem Pan e conteúdos a favor do presidente Jair Bolsonaro para usuários sem histórico de navegação na plataforma, ou seja, a partir de 18 perfis criados "do zero". Após consumir um dos vídeos, entrava-se em um "</span><span>looping</span><span> de recomendações" de conteúdos do mesmo veículo. Para Nina, o elemento-chave para entender esses resultados está na aproximação entre o tipo de conteúdo produzido e o modelo de negócios do YouTube, como levantado por Dora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ainda no campo das redes sociais, ocorre no Facebook uma classificação dos usuários conforme seus interesses, separando-os em grupos para direcionar publicidades – como propaganda política, por exemplo. Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida"><span>Virgílio Almeida</span></a><span>, titular da Cátedra Oscar Sala, os sistemas de classificação devem ser lidos como políticos, e podem ter um impacto grande na democracia, na liberdade das pessoas de fazerem suas próprias decisões, entre outras questões.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><span>Pensando nas pessoas que desenvolvem e mantêm os </span><span>softwares</span><span>, o cientista da computação enxerga a necessidade de uso de ferramentas para que os algoritmos tenham cuidado com questões que envolvam decisões a serem tomadas pelos usuários, em especial quando elas estão ligadas a valores.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele deu como exemplo um cenário em que os algoritmos podem detectar se as pessoas têm distúrbios alimentares, e ter a informação de que vídeos que recomendam determinadas dietas podem ter efeitos negativos nessas pessoas. "A questão que surge é: seria razoável, ou mesmo mandatório, frustrar a expectativa do usuário de ver aquele material porque o algoritmo sabe que ele é possivelmente nocivo para aquela pessoa?", questionou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Como caminhos a serem seguidos pela academia nesse contexto, Almeida apontou a inclusão de conhecimento de ciências humanas e sociais na formação de profissionais da área da computação e a existência de equipes multidisciplinares integradas às equipes técnicas que projetam e desenvolvem os algoritmos. O catedrático reiterou a necessidade desenvolver políticas públicas, para além de manifestar desconforto com questões éticas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também participaram do evento </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski"><span>Guilherme Ary Plonski</span></a><span>, diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/magaly-prado"><span>Magaly Prado</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elen-nas"><span>Elen Nas</span></a><span>, ambas pós-doutorandas da cátedra.</span></p>
</span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-23T19:13:27Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/maquinas-sao-julgadas-por-seus-resultados-e-humanos-por-sua-intencao-afirma-cesar-hidalgo">
    <title>Máquinas são julgadas por seus resultados e humanos, por sua intenção, afirma César Hidalgo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/maquinas-sao-julgadas-por-seus-resultados-e-humanos-por-sua-intencao-afirma-cesar-hidalgo</link>
    <description>Pesquisador fez exposição no evento "Como os Humanos Julgam as Máquinas", no dia 4 de outubro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-515ed9be-7fff-35a6-52d3-dd17ac9c31a8"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Virgilio-e-Cesar-Hidalgo-4-de-outubro-de-2022.png/image" alt="Cesar Hidalgo - 4/10/2022" title="Cesar Hidalgo - 4/10/2022" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">César Hidalgo é um dos autores do livro ''How Humans Judge Machines''</dd>
</dl>Diversos trabalhos se lançam sobre a forma como as máquinas </span><span>avaliam </span><span>os humanos. Em comparação, o julgamento dos humanos sobre as máquinas é pouco explorado, apontou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cesar-hidalgo"><span>César Hidalgo</span></a><span> no evento "Como os Humanos Julgam as Máquinas".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Diretor do Centro de Aprendizagem Coletiva do Instituto de Inteligência Artificial e Natural (ANITI), na Universidade de Toulouse, e autor do livro "How Humans Judge Machines" (MIT Press, 2021), Hidalgo fez sua exposição no dia 4 de outubro. O evento teve transmissão online, e organização da Cátedra Oscar Sala, com moderação do coordenador acadêmico </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida"><span>Virgílio Almeida</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Intenção e senso de justiça</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><span>Hidalgo expôs, com base nos capítulos de seu livro, experimentos realizados para avaliar como as pessoas julgam situações conduzidas por humanos em comparação à condução feita por máquinas. No livro, o interesse é pensar como as pessoas julgam cenários enquanto justos ou injustos, e avaliam ações como erradas ou corretas do ponto de vista da justiça.</span></span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; ">
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Vídeos:</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=3ta2mwdn4iQ">Como os Humanos Julgam as Máquinas</a></li>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=WUaE_xHtGu0">How Humans Judge Machines</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Foram coletados vários cenários com experiências </span><i>randomizadas</i><span>, designando pessoas de forma aleatória em grupos distintos – em um, deveriam descrever a ação da máquina; no outro, a mesma ação, porém realizada por uma pessoa. O intuito foi avaliar se as pessoas julgam humanos e máquinas da mesma forma se eles cometerem o mesmo erro – e, se não, o que explicaria a diferença nas reações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As pessoas deveriam reagir avaliando, por exemplo, se a ação havia causado prejuízos, se elas contratariam a pessoa ou o algoritmo para fazer o tipo de serviço demonstrado, se a ação realizada foi intencional ou não, entre outras questões. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em um cenário em que uma escavadeira está trabalhando na construção de um prédio, não vê um túmulo no ambiente e o destrói, por exemplo. Haveria um julgamento diferente se o responsável pela condução da escavadeira fosse um humano ou uma máquina?</span></p>
<p><span>Com base nas respostas, ele observou que as pessoas tendem a ver a ação da máquina como mais prejudicial, e tendem a estar mais dispostos a contratar alguém que destruiu o túmulo sem intenção do que uma máquina que o fez da mesma forma.</span></p>
<p><span>Pensando nas dimensões morais e de justiça deste tipo de situação, foi usado outro exemplo. Considerou-se um cenário de resposta à emergência, mais especificamente a um tsunami. O político, ou algoritmo responsável por governar a cidade, poderia decidir entre evacuar todos os habitantes, com 50% de chance de sucesso da operação, ou salvar apenas 50% da população, mas com 100% de chance de sucesso.</span></p>
<p><span>Para essa situação, foram verificados três cenários possíveis. No primeiro, a figura política tenta salvar todos e fracassa – nesse caso, as pessoas tendem a achar que a ação da máquina é muito mais prejudicial e não contratariam uma máquina que tenta e fracassa. O humano é avaliado pela motivação e intenção e a máquina, pelo desfecho da situação. No segundo, tenta salvar a todos e consegue – aqui, verificou-se que o homem foi avaliado melhor do que a máquina. E, no terceiro, a figura política salva metade das pessoas.</span></p>
<p><span>Neste último cenário, não há muita diferença de percepção entre a ação feita pelo homem ou pela máquina, mas, quando perguntadas se substituiriam o homem pela máquina e vice-versa, as pessoas tendem a dizer que preferem trocar a máquina pelo homem, mas não fariam o inverso.</span></p>
<p><span>O pesquisador concluiu que o risco político para os executivos responsáveis pela tecnologia seria maior quando a tecnologia falha do que quando quem falha é uma equipe de humanos.</span></p>
<p><span>"Não é apenas que preferimos o humano, depende das dimensões morais", explicou. Como exemplo, falou de um robô que usa uma bandeira para se limpar. A mesma ação feita por um humano seria julgada de forma diferente, de modo que a questão moral e a intenção da ação teriam mais importância nesse caso.</span></p>
<p><span>O viés, ou a justiça dos algoritmos, é complicado e é algo que nunca se pode alcançar por completo, afirmou. Quando olhamos a questão da substituição de um pelo outro, as pessoas apresentam aversão à máquina e têm maior probabilidade de substituir uma máquina que tornaria um sistema mais justo por uma pessoa que o tornaria mais injusto.</span></p>
<p><span>Já no contexto de um gerente de RH que faz a triagem de candidatos para entrevistas de trabalho, por exemplo, as pessoas podem preferir a seleção feita por máquinas, pois em casos de justiça os humanos tendem a ser mais julgados. Porém, também tendem a ser mais perdoados quando a situação envolve acidentes.</span></p>
<p><span>As pessoas julgam os humanos pelas intenções e as máquinas pelos resultados. Hidalgo faz a afirmação com base no estudo realizado nos Estados Unidos, mas acredita que as diferenças no julgamento moral não são culturais e que, independentemente do país, a cultura não muda o efeito macro do experimento. Quanto mais o modelo mental da máquina se aproxima do modelo mental humano, maior é o julgamento humano sobre ela. O sucesso da máquina, afirmou, tende a ser visto como algo natural – e não digno de valorização –, ao passo que o sucesso humano é mais valorizado.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-06T20:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/com-o-tema-inteligencia-e-inteligencia-artificial-ica-4-promoveu-encontros-entre-pesquisadores-de-diversos-paises">
    <title>Com o tema "inteligência e inteligência artificial", ICA 4 reuniu pesquisadores de diversos países</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/com-o-tema-inteligencia-e-inteligencia-artificial-ica-4-promoveu-encontros-entre-pesquisadores-de-diversos-paises</link>
    <description>Segunda fase do evento aconteceu em Belo Horizonte, entre 7 e 12 de novembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-43e447d4-7fff-829f-c442-5ceddc5f2b12"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Fellows_UFMG.jpg" alt="Fellows UFMG" class="image-right captioned" title="Fellows UFMG" />Em novembro, aconteceu em Belo Horizonte a segunda fase da quarta edição do Intercontinental Academia (ICA), cujo tema foi "Inteligência e Inteligência Artificial". </span></p>
<p dir="ltr"><span>Esta edição explorou questões interdisciplinares fundamentais na intersecção da ciência cognitiva, neurociência e inteligência artificial (IA), e foi organizada pelo</span><span> </span><a href="https://www.ufmg.br/ieat"><span>Instituto de Estudos Avançados Interdisciplinares (Ieat)</span></a><span> da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o </span><a href="https://www.paris-iea.fr/fr/"><span>Instituto de Estudos Avançados de Paris</span></a><span>, que integra a </span><a href="http://rfiea.fr/"><span>Rede Francesa de IEAs</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Dentre os três brasileiros selecionados, dois são da USP: André Fujita, professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística, indicado pelo IEA, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-coelho-de-soarez"><span>Patricia Coelho de Soárez</span></a><span>, especialista em avaliação de tecnologias para saúde e professora da Faculdade de Medicina. O terceiro, Evandro Cunha, é linguista computacional e professor da Faculdade de Letras da UFMG.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Fujita, o termo que descreve as experiências promovidas pelos encontros é "fantástico". Eles promoveram trocas de experiência entre os 19 pesquisadores participantes, os </span><span>fellows</span><span>, colaborações com outras faculdades e contato com mentores que proporcionaram inspiração aos participantes – entre eles, estavam ganhadores de Nobel e diretores de centros renomados. "Isso permitiu pensar 'fora da caixa' e montar uma colaboração com a</span><span> fellow</span><span> Laura Candiotto, uma filósofa especialista em emoções", destaca.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além de Belo Horizonte, o pesquisador participou da primeira fase, que aconteceu em outubro de 2021 em Paris, na França, e de um encontro intermediário durante a segunda fase em Nagoya, no Japão. Este último foi realizado de 31 de agosto a 2 de setembro, e teve como tema principal robótica e inteligência artificial. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Na ocasião, Fujita apresentou um seminário na Escola de Medicina da Universidade de Nagoya, e foram discutidos temas de trabalhos dos participantes presentes e dos professores que trabalham com robótica na instituição. Segundo o pesquisador, as discussões estavam centradas em como robôs com aparência humana se inseririam na sociedade, além de robôs que auxiliam os humanos em atividades do cotidiano.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Especializado em bioinformática, Fujita trabalha com a interação entre componentes biológicos e a forma como eles criam fenótipos específicos, atuando com métodos estatísticos para analisar dados biológicos em larga escala. Sua contribuição no ICA4 se concentrou em sua experiência com análise de redes biológicas, bem como na interdisciplinaridade de sua área.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; ">
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Notícias:</strong><br /><span id="docs-internal-guid-f01560bd-7fff-7a3b-7ccd-e06c2dd175d7"> 
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/4a-edicao-da-international-academia-paris-2021">Pesquisadores recebem sugestões de mentores da ICA 4 e estabelecem parcerias</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/4a-intercontinental-academia-discute-inteligencia-artificial">Edição da Intercontinental Academia sobre 'inteligência e inteligência artificial' começa em 13 de junho</a></li>
</ul>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Enquanto o encontro em Paris foi dividido em oito dias de seminários, as atividades no Brasil foram focadas no trabalho entre os pesquisadores, com reuniões paralelas com mentores, convidados do meio acadêmico e do setor produtivo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Um evento de destaque para o pesquisador foi a visita aos laboratórios de neurociência e robótica, além de uma reunião com </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida"><span>Virgílio Almeida</span></a><span>, professor emérito do Departamento de Ciência da Computação da UFMG e titular da cátedra Oscar Sala, sobre o centro de inteligência artificial na saúde. "A reunião com o professor Virgílio foi uma porta de entrada para colaborações com o pessoal de ciência da computação e saúde da UFMG", declara.</span></p>
<div><span>
<p dir="ltr">Para ele, um dos principais impactos das atividades em seu trabalho é o encontro com Toshio Fukuda, presidente do Instituto de Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE). Além de críticas e sugestões, o professor emérito da Universidade de Nagoya ofereceu custear a ida do pesquisador ao Japão para passar alguns meses trabalhando com seu grupo de robótica.</p>
<p dir="ltr">Com o tema "Tempo", a primeira edição do ICA foi realizada em 2015 em São Paulo, no IEA da USP, e em Nagoya. Em 2016, "Dignidade Humana" foi o tema da segunda edição, que ocorreu em Jerusalém, Bielefeld e Johanesburgo. Já entre 2018 e 2019, a terceira edição tratou do tema "Leis: Rigidez e Dinâmica", em Nanyang, Singapura, e Birmingham, no Reino Unido.</p>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-21T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-simbioses">
    <title>Livro organizado por Lucia Santaella aborda ambivalência das tecnologias e seus dilemas na atualidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-simbioses</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-387f6d6a-7fff-6fa9-bee3-219ee11950d5"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>“Não podemos mergulhar nas distopias e nos afogar nelas. É preciso buscar o equilíbrio da balança”. O apontamento está na orelha do livro </span><span><i>Simbioses do Humano &amp; Tecnologias: Impasses, Dilemas, Desafios</i></span><span>,</span><span> </span><span>organizado pela semioticista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella">Lucia Santaella</a><span>. A obra reúne alguns textos que sintetizam a pesquisa liderada e coordenada por ela durante o período de sua titularidade (2021-2022), a primeira da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala">Cátedra Oscar Sala</a><span>. Recém-publicada pela Edusp em coedição do IEA, foi lançada em versão impressa e está à venda por R$ 54,00 na loja virtual do </span><a href="https://www.edusp.com.br/livros/simbioses-do-humano-tecnologias/">site</a><span> e nas </span><a href="https://www.edusp.com.br/livrarias/">livrarias</a><span> da Edusp.<dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-simbioses-do-humano-tecnologias/image" alt="Capa do livro - Simbioses do Humano &amp; Tecnologias" title="Capa do livro - Simbioses do Humano &amp; Tecnologias" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">Coletânea de ensaios interdisciplinares é resultado das atividades da Cátedra Oscar Sala do IEA</dd>
</dl></span></p>
<p dir="ltr"><span>“É difícil negar que as simbioses do humano e tecnologias estejam, efetivamente, nos conduzindo a visões distópicas que parecem irremediáveis”, ressalta Santaella no texto de apresentação intitulado </span><span><i>O pensamento no fio de uma navalha</i></span><span>. “Para enfrentá-las, minha tese começa por expulsar qualquer pensamento que considere as tecnologias como corpos estranhos ao humano. Ao contrário, porque fala, o ser humano é tecnológico de saída”. </span></p>
<p dir="ltr">Com tiragem de 500 exemplares, o livro tem 11 capítulos e 224 páginas. Para a imagem de capa foi realizada uma montagem de diversas imagens geradas por inteligência artificial com base nas palavras do título do livro. A coletânea de ensaios interdisciplinares é composta por autores das áreas de comunicação, letras, engenharia, economia, direito, jornalismo, física, filosofia e sociologia da USP e também de outras instituições brasileiras. Assinam os textos, além de Santaella, membros da coordenação e do grupo de pesquisa coordenado pela semioticista. Leia o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-simbioses#sumario" class="external-link">sumário</a> ao final da matéria.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Subtemas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o texto de apresentação, os autores analisam, com base em diferentes aspectos, os desenvolvimentos e as consequências da Inteligência Artificial (IA) na sociedade e na ciência. "Os ensaios compõem quatro subtemas ancorados no tensionamento explícito dos desafios que apresentam". </span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro subtema, </span><span><i>Expansionismo das redes e/ou governança da Internet</i></span><span>, reflete sobre o papel a ser desempenhado pela governança para a segurança da internet frente à aceleração evolutiva das redes digitais. Para tanto, baseia-se na seguinte questão: “Se o acelerador da IA continuar funcionando para a expansão do universo digital, será possível manter a segurança nas redes?” </span></p>
<p dir="ltr">O segundo subtema, <i>Capitalismo de vigilância e/ou cidadania planetária</i>, parte da premissa de que as novas formas de capitalismo avançam na mesma velocidade com que capturam dados que se agigantam cada vez mais. Diante disso, questionam os autores, como manter os princípios da cidadania, inclusive a capacidade de expandi-la nas novas formas de cidadania digital?</p>
<p dir="ltr"><i>Riscos à ética &amp; democracia e/ou IA na cultura &amp; criatividade</i> busca analisar em que medida iniciativas de criatividade via IA são capazes de produzir um contrapeso aos males éticos que assombram as sociedades democráticas. E, por fim, <i>Antropoceno e/ou novas ecologias políticas</i> fundamenta-se em outro dilema atual: “Até recentemente, o estudo das eras, épocas e períodos geológicos importava pouco para o restante dos campos de conhecimento. Agora não há como deixar de compreender criticamente como o ser humano está implicado nos destinos do planeta.”</p>
<p dir="ltr"><span><strong>“Duas culturas”</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo os autores, a emergência da IA tem provocado verdadeiras simbioses entre aquelas que tradicionalmente eram chamadas de </span><span>“two cultures”</span><span> (duas culturas) por S. P. Snow: as ciências naturais e as humanidades. A IA centrada no humano está nos alertando para o fato de que estão se dissolvendo as fronteiras entre as chamadas </span><span>hard sciences</span><span>, ciências aplicadas, ciências sociais e humanidades, hoje transformadas em ciências sociais e humanidades digitais. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A obra traz reflexões acerca das simbioses do humano e das tecnologias, deixando de lado qualquer pensamento que considere as tecnologias como corpos estranhos ao humano, sem negar, no entanto, visões distópicas que parecem irremediáveis.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No epílogo, Santaella destaca: “Sou semioticista da linha filosófica, uma filosofia da ciência, animada pela busca dos fatores que fazem a inteligência crescer. Inteligência benigna é inteligência voltada para o bem coletivo. Essa forma de inteligência cresce especialmente por meio da ciência alimentada pela pesquisa”. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante sua titularidade na cátedra, a professora coordenou os trabalhos de 60 pesquisadores de diversas áreas. Também organizou oito eventos com debatedores convidados sobre segurança de rede, inteligência artificial, design legal e riscos à ética e à democracia, entre outros temas.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella"><span>Lucia Santaella</span></a><span> é doutora em Teoria Literária pela PUC-SP e livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. É professora titular e emérita da PUC-SP. Fez repetidos estágios de pós-doutorado no exterior e foi professora e pesquisadora convidada em várias universidades europeias e latino-americanas. Já levou à defesa 258 mestres e doutores. Publicou 53 livros e organizou 29, além da publicação de quase quinhentos artigos no Brasil e no exterior. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009, 2011, 2014), o prêmio Sergio Motta (2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010).</span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala"><span>Cátedra Oscar Sala</span></a><span> </span><span>é uma parceria entre o IEA e o </span><a href="https://www.nic.br/"><span>Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</span></a><span> no âmbito de convênio de cooperação firmado entre a USP e o </span><a href="https://www.cgi.br/"><span>Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</span></a><span>. A finalidade é fomentar, orientar e patrocinar o intercâmbio multidisciplinar entre os saberes de áreas diversas para fortalecer e cultivar o conhecimento sobre a internet, seu funcionamento, suas aplicações e suas ferramentas.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-789e8a65-7fff-1254-5fcc-4da77197c571"> </span></p>
<h3><span><a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/sumario_simbioses-do-humano.pdf"><strong>Sumário</strong></a></span></h3>
<p><span><br /><strong><a name="sumario"></a>Apresentação: O pensamento no fio de uma navalha</strong> --- 9</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Lucia Santaella</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><br /><strong>I. Expansionismo das redes e/ou governança da Internet</strong> --- 15</span></p>
<p dir="ltr"><span>1. Conexão brasileira à Internet &amp; sua governança --- 17</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Demi Getschko</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><strong>II. Capitalismo de vigilância e/ou cidadania planetária </strong>--- 31</p>
<p dir="ltr"><span>2. Privacidade &amp; infopoder --- 33</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>André Lemos</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>3. Racionalidade algorítmica &amp; subjetividade maquínica --- 51</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Fernanda Bruno</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>4. Inteligência artificial &amp; neoliberalismo --- 63</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Sérgio Amadeu da Silveira</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>5. O protagonismo datificado dos não humanos &amp; a </span><span>cidadania digital --- 77</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Massimo Di Felice</i></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><strong>III. Riscos à ética &amp; democracia e/ou ia na cultura </strong><strong>&amp; criatividade</strong> --- 89</p>
<p dir="ltr"><span>6. Reflexões sobre a ética &amp; inteligências maquínicas --- 91</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Eugênio Bucci</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>7. Os algoritmos &amp; as formas de ver/sentir: rastros de uma </span><span>prática artística desviante --- 103</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Cesar Baio</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>8. As relações entre inteligência artificial &amp; arte --- 135</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Dora Kaufman</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><strong>IV. Antropoceno e/ou novas ecologias políticas</strong> --- 151</p>
<p dir="ltr"><span>9. Novas ecologias políticas &amp; Antropoceno --- 153</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Luiz Alberto Oliveira</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>10. Mesoceno: Antropoceno &amp; a era dos meios --- 175</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Rodrigo Petronio</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>11. O Antropoceno &amp; o obsceno na litosfera do ser: por uma </span><span>defesa do profundo --- 199</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Adriano Messias</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Epílogo</strong> --- 215</p>
<p dir="ltr"><span><i>Lucia Santaella</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre os Autores</strong> --- 219</p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><strong><i>Simbioses do Humano &amp; Tecnologias: Impasses, Dilemas, Desafios - org. Lucia Santaella<br /><i><strong>ISBN 13: 9786557851081<br /></strong>Edusp/IEA<br />224 páginas<br />R$ 54,00, apenas impresso</i></i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-12-16T18:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/abes-lanca-edital-para-o-programa-de-fellowship-2023">
    <title>Abes lança edital para o Programa de Fellowship 2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/abes-lanca-edital-para-o-programa-de-fellowship-2023</link>
    <description>Inscrições serão aceitas até o próximo dia 18 de março</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-48548087-7fff-5541-7fbe-55de376f1d35"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A  Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), por meio do seu Think Tank “Centro de Inteligência, Políticas Públicas e Inovação”, em parceria com o IEA, lança o primeiro edital de chamamento público do Programa de Fellowship 2023, voltado a doutorandos, pós-doutorandos e outros pesquisadores com doutorado completo.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>As inscrições deverão ser realizadas por meio de formulário até o próximo dia </span><span><strong>18 de março</strong></span><span>. Para baixar o edital e inscrever-se, acesse o site: </span><a href="https://thinktank.org.br/edital/edital-de-chamamento-publico/"><span>https://thinktank.org.br/edital/edital-de-chamamento-publico/</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr">Após a análise da documentação dos candidatos, será divulgado no dia 27 de março, no <a class="external-link" href="https://abes.com.br/">site da Abes</a>, o resultado final da seleção. O início das atividades está previsto para o dia 3 de abril. A chamada não irá conceder bolsas aos pesquisadores selecionados. Dúvidas podem ser encaminhadas para <a href="mailto:thinktank@abes.org.br"><span>thinktank@abes.org.br</span></a></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o edital, a finalidade do Programa é promover a geração de conhecimentos fundamentados em pesquisa, capazes de contribuir para o avanço de uma agenda de políticas públicas e inovação no Brasil, com foco na construção de um “Brasil Digital e Menos Desigual”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>São contempladas as diversas vertentes dessa construção – tecnológicas, sociais, econômicas e de sustentabilidade –, assim como valorizado o caráter inter e transdisciplinar do esforço de pesquisa.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Centro facilitará o estabelecimento de conexões dos participantes com as diversas redes de pesquisa com as quais a Abes tem relação. O IEA ajudará na conexão dos participantes com os seus agrupamentos, assim como com outros grupos de pesquisa da USP.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>O programa</span><span> </span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>A duração do </span><span>fellowship </span><span>é de 1 (um) ano, prorrogável por mais 1 (um). Neste período, o pesquisador deverá participar de eventos promovidos pela Abes que tenham relação com sua área de atuação.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Serão oferecidas duas vagas para cada um dos seguintes temas de pesquisa: Plataformas Digitais, Inteligência Artificial, Futuro do Trabalho, Governo Digital e Governo Aberto. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Dentre outras atividades, é esperada a participação nas reuniões dos Comitês e Grupos de Trabalho da Abes, sempre que conectado ao tema da pesquisa e ao Think Tank, com uma carga horária mensal de 10 (dez) horas aproximadamente.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Programa de Fellowship surgiu como espaço de diálogo e convergência intelectual para o encontro de propostas para o avanço de uma agenda de políticas públicas e inovação no Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A contribuição se dá por meio de publicações, encontros e colóquios, bem como pelo envolvimento de representantes de setores empresariais e da sociedade civil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para a Abes, as políticas públicas para inovação devem ser montadas com base em propostas prioritárias que tenham sido examinadas cientificamente, de forma que a priorização das políticas públicas tenha a menor probabilidade possível de produzir erros ou efeitos inócuos.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-08T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-e-universidades">
    <title>Seminário debate o uso do ChatGPT nas universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-e-universidades</link>
    <description>O seminário "ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade" será realizado no dia 21 de março, das 9h às 17h, com transmissão pela internet e participação presencial exclusiva para convidados.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/chatgpt-tela-de-abertura" alt="ChatGPT - tela de abertura" class="image-right" title="ChatGPT - tela de abertura" />Os impactos de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT da OpenIA, na pesquisa e no ensino superior serão discutidos em seminário no IEA no <strong>dia 21 de março (terça-feira), das 9h às 17h</strong>, com transmissão em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a>.</p>
<p>Os debatedores do encontro <i>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</i> serão especialistas em tecnologias digitais, inovação e educação vinculados à USP e outras instituições. Eles discutirão com a comunidade acadêmica e demais interessados os potenciais e limites do ChatGPT e recomendarão diretrizes para sua utilização na universidade.</p>
<p>Além de palestra de abertura explicativa sobre o ChatGPT, o seminário terá, de manhã, a mesa <i>O ChatGPT e a Universidade</i> e, à tarde, a mesa <i>O ChatGPT, a Educação e a Sala de Aula</i>, seguida de uma sessão final para elencar as conclusões e propostas de aprofundamento das discussões.</p>
<p>O seminário é organizado pelo IEA, com apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto.BR (NIC.br).</p>
<p><strong>Potenciais e impactos</strong></p>
<p>Novas tecnologias digitais se desenvolvem rapidamente e geram profundo impacto econômico e social em todo o mundo. Recentemente, novos modelos de inteligência artificial (IA) têm-se mostrado capazes de oferecer respostas e textos com linguagem bastante similar à de seres humanos. Impactos no mercado de trabalho, nas desigualdades, na saúde e, principalmente, na educação atraíram as atenções de empresas, da universidade e dos mais diferentes governos.</p>
<p>O ChatGPT é uma dessas tecnologias que, para muitos, representa uma nova fronteira da IA. Ele é capaz de redigir ensaios, trabalhos e responder lições de casa ou questões de uma prova. Ao mesmo tempo, pode diminuir o esforço de reflexão e cognição e enfraquecer a aprendizagem, segundo os especialistas.</p>
<p>A comunidade acadêmica precisa compreender e avaliar essas novas ferramentas, destacam os organizadores do seminário. Algumas das dúvidas que a reflexão sobre o tema desperta são: Quais os impactos nos processos de ensino-aprendizagem? Como as universidades devem lidar com essas inovações? Como enfrentar as questões éticas derivadas de suas respostas e de seu uso? Será que essas tecnologias podem também ser utilizados para potencializar o processo educacional? De que forma?</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>O início do seminário, às 9h, terá a palestra <i>O Que É o ChatGPT?</i>, do diretor do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman" class="external-link">Fábio Cozman</a>. Será seguida da abertura oficial, com a participação do diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco" class="external-link">Carlos Américo Pacheco</a></span>; da secretária de Ensino Superior do Ministério da Educação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-pires-de-carvalho" class="external-link">Denise Pires de Carvalho</a>, ex-reitora da UFRJ; do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>; e do sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA e do C4AI-USP.</p>
<p>Plonski e Arbix serão os expositores da mesa ChatGPT e a Universidade, às 11h. Os debatedores da mesa O ChatGPT, a Educação e a Sala de Aula, às 14h, serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dora-kaufman" class="external-link">Dora Kaufman</a>, da PUC-SP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a>, titular da Cátedra Oscar Sala; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-heitor-barzotto" class="external-link">Valdir Barzotto</a>, da Faculdade de Educação da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciano-digiampietri" class="external-link">Luciano Digiampietri</a>, assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP; e o pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-neira" class="external-link">Marcos Garcia Neira</a>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, superintendente de Comunicação Social da USP e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.</p>
<p>A sessão final (conclusões e encaminhamentos) terá Cozman, Plonski, Arbix, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristina-godoy-bernardo-de-oliveira" class="external-link">Cristina Godoy</a>, do IEA-USP e da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, e o diretor presidente do NIC.br, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/demi-getschko" class="external-link">Demi Getschko</a>.</p>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i> <strong>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</strong><br />21 de março, das 9h às 17h<br />Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Mais informações: com Claudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/chatgpt-potencial-limites-implicacoes-universidade" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-17T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-do-chatgpt-para-a-universidade">
    <title>Os desafios do ChatGPT ao ensino e à pesquisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-do-chatgpt-para-a-universidade</link>
    <description>O seminário ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade foi realizado no dia 21 de março, com a participação de pesquisadores das áreas de computação, sociologia, engenharia, direito, inovação e educação, além de dirigentes da USP e representante do Ministério da Educação (MEC).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/home-do-chatgpt" alt="Home do ChatGPT" class="image-right" title="Home do ChatGPT" />Para Bill Gates, cofundador da Microsoft, é algo que vai mudar o mundo, tão importante quanto a invenção da internet, do computador pessoal e do telefone celular.  Para o linguista Noam Chomsky, professor emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), no entanto, é algo caracterizado por amoralidade, falsa ciência e incompetência linguística, e está longe de ser a aurora da fase que levará a máquina a superar a mente humana.</p>
<p>Eles se referem ao <a class="external-link" href="https://chat.openai.com/chat">ChatGPT</a>, recurso de inteligência artificial desenvolvido pela empresa OpenAI, lançado publicamente no final de outubro. Numa definição simplificada, é uma ferramenta da área de processamento de linguagem natural que procura entender como ela funciona e processá-la computacionalmente, respondendo a perguntas ou elaborando textos solicitados pelo usuário, de acordo com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman" class="external-link">Fábio Cozman</a>, diretor do <a class="external-link" href="https://c4ai.inova.usp.br/">Centro de Inteligência Artificial (C4AI)</a> da USP.</p>
<p>Sistemas similares estão sendo desenvolvidos por outras empresas. Recentemente, o Google liberou o acesso ao seu, chamado Bard, nos EUA e no Reino Unido. A Microsoft pretende incorporar o ChatGPT no seu sistema de busca, Bing, e no pacote do Office, que inclui o Word e o Excel.</p>
<p>O fato é que o surgimento do ChatGPT tem despertado enorme entusiasmo pelas suas potencialidades, acompanhado de inúmeras preocupações éticas e sociais em diversas áreas que sofrerão seu impacto, como no caso de seu uso na pesquisa e no ensino superior.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></li>
<li>Fotos</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essas promessas e riscos motivaram o IEA a realizar o seminário ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade, no dia 21 de março, com a participação de pesquisadores das áreas de computação, sociologia, engenharia, direito, inovação e educação, além de dirigentes da USP e representante do Ministério da Educação (MEC). Foram parceiros do Instituto na iniciativa o <a class="external-link" href="https://cebrap.org.br/">Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap)</a> e o <a class="external-link" href="https://nic.br/">Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</a>, braço executivo do <a class="external-link" href="https://cgi.br/">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</a>.</p>
<p>O seminário deu início a uma série de debates para a elaboração de propostas a serem encaminhadas à Reitoria da USP, para que esta defina um conjunto de diretrizes e normas que asseguram o uso adequado e ético de ferramentas como ChatGPT no ensino e na pesquisa.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e pesquisador do IEA e do C4AI, serão realizados cinco seminários sobre impactos dos modelos de linguagem no mercado de trabalho, sustentabilidade, ciência e tecnologia, saúde e educação. A partir dos encontros, serão produzidos textos para maturação das ideias e formadas equipes em parcerias com várias unidades da USP.</p>
<p>A preocupação com os impactos dos modelos de linguagem ficou patente diante do elenco de apoiadores da Universidade ao seminário: Reitoria; Pró-Reitorias de Graduação, de Pós-Graduação e de Pesquisa e Inovação; C4AI; Jornal da USP; e três estruturas de pesquisa sediadas no IEA: <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/nucleos-de-apoio-a-pesquisa/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Núcleo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competividade</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala" class="external-link">Cátedra Oscar Sala</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica</a>.</p>
<p><strong>O que é</strong></p>
<p>A palestra introdutória do seminário foi feita por Fábio Cozman. Além de dirigir o C4AI, ele é professor do Departamento de Mecatrônica da Escola Politécnica da USP, especialista em várias áreas da IA. Ele tratou do desenvolvimento computacional e metodológico que levou à criação do ChatGPT, das características e funcionamento do dispositivo e dos desafios brasileiros para acompanhar o que ele considera similar à corrida espacial entre EUA e a ex-URSS durante a Guerra Fria.</p>
<p>Segundo ele, a área de processamento de linguagem natural já era discutida em 1950 e é uma das partes da IA, que inclui também: representação do conhecimento e raciocínio; visão computacional [reconhecimento de imagens]; tomada de decisão; e aprendizado de máquina.</p>
<p>“As áreas de visão computacional e de processamento de linguagem natural são mais ligadas ao como interagir com o mundo. Nos últimos anos, no entanto, toda as áreas de IA foram profundamente influenciadas pelo aprendizado de máquina, cujo interesse principal é coletar dados e construir padrões de como as coisas funcionam, para que possam ser reproduzidos por máquinas na resolução de problemas práticos", explicou.</p>
<p>O surgimento dos big data (bancos de dados gigantescos) e a ampliação da capacidade de processamento computacional contribuiu muito para o desenvolvimento do aprendizado de máquina para resolver inúmeros problemas, disse. Acrescentou que o crescimento da área de processamento de linguagem natural teve um crescimento gradual até 2010 e depois teve uma explosão.</p>
<p><strong>Primórdios</strong></p>
<p>Cozman lembrou que o primeiro programa de processamento de linguagem natural, o Eliza, criado nos anos 60 no MIT, era capaz de responder a perguntas simples, simulando um psicólogo. “Funcionava com regras, uma técnica muito comum em outros sistemas. A maior parte dos chatbots com que as pessoas interagem no comércio eletrônico funciona à base de regras.”</p>
<p>"O Eliza funcionava muito bem e demonstrou que o ser humano gosta de conversar com uma máquina. E mesmo que o sistema tenha padrões bem simples, tendemos a achá-lo muito inteligente", disse.</p>
<p>Até os anos 80, os sistemas progrediram lentamente, sempre se baseando em regras e análises linguísticas. A primeira revolução aconteceu por volta de 1990, devido ao interesse da Darpa (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa), dos Estados Unidos, em sistemas de tradução, o que provocou uma série de avanços em universidades e empresas.</p>
<p>“Os pesquisadores perceberam que, em vez de usar regras sintáticas para traduções e entendimento de texto, ou seja, usar apenas a linguística, era melhor pegar um monte de frases e calcular a probabilidade da próxima palavra a partir do que tinha sido escrito. É isso o que os modelos de linguagem fazem. O ChatGPT calcula a probabilidade da próxima palavra em função de até 3 mil palavras ditas antes.”</p>
<p>Para montar um modelo de linguagem, uma gigantesca quantidade de textos, com bilhões de palavras, é selecionada para constituir o que é chamado de corpus. “Estima-se que o corpus da atual versão do ChatGPT contenha 500 bilhões de palavras. O modelo é chamado de generativo, pois gera textos”, explicou.</p>
<p><strong>Revoluções</strong></p>
<p>A partir de 2009, houve várias revoluções na área de processamento natural da linguagem, de acordo com Cozman, que destacou as três mais importantes: a dos embeddings (de 2003 a 2013, aproximadamente); a do aprendizado profundo (a partir de 2012); e dos transformers (a partir de 2019).</p>
<p>O embedding é uma relação em que a cada palavra é associada um número de maneira intuitiva, de forma a permitir o agrupamento de palavras por proximidade numérica. explicou. "Palavras de alguma forma relacionadas com “bom” (ótimo, benéfico, satisfatório etc.), por exemplo, terão números associados próximos entre si."</p>
<p>O entendimento que era possível transformar símbolos em números foi fundamental, permitiu a uma série de revoluções, que culminaram no modelo chamado transformer, uma das maneiras de calcular a probabilidade de ocorrência de uma palavra a partir do que foi dito antes, disse Cozman. O transformer é uma rede neural artificial, uma estrutura que procura emular o funcionamento de rede de neurônios do cérebro humano.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fabio-cozman-21-3-23/image" alt="Fábio Cozman - 21/3/23" title="Fábio Cozman - 21/3/23" height="425" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Fábio Cozman, diretor do C4AI, durante a palestra introdutória sobre o ChatGPT</dd>
</dl></p>
<p>O ChatGPT é um transformer. A inicial da palavra está na sigla GPT (Generative Pre-Trained Transformer). Nele, explicou, o que existe é um modelo com entradas de palavras e saídas das próximas palavras na frase. As palavras de entrada são representadas por números, que são somados, multiplicados e subtraídos várias vezes. Essas operações intermediárias levam a uma camada oculta, onde novamente os números sofrem novas operações matemáticas. Como são muitas as fases de camadas ocultas e com inúmeros “neurônios”, o resultado é uma função muito complexa, que mapeia o que se passa a partir da entrada de palavras às saídas resultantes do processo.</p>
<p>“Essas funções dependem de vários números, que são estimados, aprendidos, treinados e extraídos de dados, e dessa forma há o aprendizado da rede neural. Uma rede profunda envolve o ciclo entrada-camada oculta-saída várias vezes. Uma bastante famosa é a Alexnet, de 2012, com 60 milhões de números e oito camadas ocultas, capaz de identificar rostos humanos quase como os seres humanos o fazem."</p>
<p>A segunda ideia revolucionária na construção dos transformers foi a formulação dos chamados “esquemas de atenção”, uma associação de dois números a cada palavra: um referente à sua representação numérica, conforme dito antes, e outro que indica a posição da palavra na frase. “Com isso, cada palavra terá uma representação numérica variável de acordo com a palavra que a preceder. Tecnicamente, isso é chamado de embbeding contextual.”</p>
<p><strong>Primeiras versões</strong></p>
<p>O primeiro transformer foi o Bert, uma rede neural produzida pelo Google e com versões que variavam de 110 a 340 milhões de parâmetros (números para especificar as relações de entrada e saída) com mais de 3 bilhões de palavras em seu corpus, afirmou Cozman. Depois surgiu uma família de transformers chamada T5, também do Google, a qual possuía 11 bilhões de parâmetros. Outro conjunto famoso são os GPT, da OpenAI. As versões 1, 2 e 3 “eram modelos generativos básicos e apresentavam problemas sérios, respondendo coisas erradas, sem sentido, agressivas, impróprias, discriminatórias ou até de conotação sexual”, disse.</p>
<p>Na passagem da versão 3 para a 4, em desenvolvimento, houve uma mudança acentuada, com o GPT Instruct, treinado para responder a instruções com habilidade maior para evitar erros e alucinações, explicou. “O mais incrível foi a evolução do tamanho dos GPTs. O 3 já possuía 175 bilhões de parâmetros, o 3,5, basicamente o GPT Instruct, possui cerca de 500 bilhões de parâmetros. Não se sabe o tamanho do 4. A própria OpenAI deixa claro em seu site que não vai divulgar o tamanho.”</p>
<p>“Não é só o ChatGPT que está espantando a comunidade acadêmica. Muitas outras coisas estão acontecendo”, disse Cozman. Ele citou como exemplo um projeto iniciado na IBM e que está sendo ampliado no C4AI, sob a coordenação do vice-diretor do centro, Cláudio Pinharez, da IBM (financiadora do centro, ao lado da Fapesp).</p>
<p>"O problema para fazer tradução de línguas indígenas é a dificuldade em construir um corpus suficientemente vasto, pois há poucos registros escritos. Diante dessa dificuldade, os pesquisadores pegaram um transformer de tradução do inglês para alemão com 500 milhões de parâmetros e o treinaram com 45 mil parâmetros de línguas indígenas. Dessa forma, conseguiram obter um tradutor do guarani para outras línguas indígenas.,</p>
<p><strong>Redução de erros</strong></p>
<p>O ChatGPT foi criado em 2015 pela OpenAI quando ela era uma instituição sem fins lucrativos (agora é uma empresa). O sistema atualmente disponível para o público (correspondente basicamente ao GPT Instruct), depois de refinado com a interação com seres humanos, que indicaram se uma resposta era boa ou melhor que outra, por exemplo, adquiriu um sistema próprio de identificação de respostas erradas ou inapropriadas, afirmou.</p>
<p>“Todos os processadores de linguagem natural erram, mas o ChatGPT erra menos. Eles têm uma capacidade surpreendente de responder a perguntas e propor soluções para problemas, como na organização e produção de códigos de programação. São excelentes assistentes e estão sendo usados na indústria por programadores com aumento da produtividade.”</p>
<p>Os problemas que sistemas desse tipo apresentam, como alucinações, erros e coisas impróprias, advêm da própria forma como foram criados, segundo Cozman. Problemas sérios são a produção de plágios e a não identificação de fontes, levando alguém a citar algo que tem propriedade intelectual associada, afirmou.</p>
<p>Ele destacou que diretrizes de uso têm sido discutidas em todo o mundo. “Algumas são óbvias, como não permitir trabalhos em coautoria com o ChatGPT e similares. Há várias definidas por entidades, como a Associação de Linguística Computacional, que definiu o que fazer em casos de assistência gramatical, busca ou geração de texto.”</p>
<p><strong>IA no Brasil</strong></p>
<p>Mas qual a situação do Brasil nessa “nova corrida espacial”? Para Cozman, o país está numa situação relativamente boa na área de IA, com uma comunidade grande e forte de pesquisadores. "Em 2021, a maior área de investimento da Embrapii foi em IA."</p>
<p>“De acordo com dados de 2020 da Fapesp, o Brasil aparecia no 12º lugar no ranking de produção de artigos científicos em IA. A USP, em particular, tem uma posição privilegiada, com um conjunto grande de pesquisadores em várias unidades e liderança na produção de artigos.” No entanto, ele julga que o país precisa de uma reação para acompanhar a evolução na área, uma vez que foi ultrapassado nos últimos anos por Holanda, Turquia e Rússia, de acordo com dados da OCDE. “Essa perda de posições talvez se deva ao pouco investimento em pesquisa no país nos últimos anos.”</p>
<p>São vários os desafios do país nesse contexto trazido pelo ChatGPT. Um deles é o fato de as línguas brasileiras, inclusive o português, terem pouco conjuntos de dados e poucas ferramentas para a construção de bases de textos e parâmetros, comentou. “No C4AI, temos feito um esforço grande de desenvolvimento de ferramentas, mas falta material para o português e outras línguas brasileiras serem reconhecidas com a importância que têm.”</p>
<p><strong>Falta de infraestrutura</strong></p>
<p>Outro problema é a falta de infraestrutura para rodar os transformers: “Até onde sei, o GPT 3 precisa de um computador com 80 GPUs [unidades de processamento gráfico] para rodar. A USP não tem nenhum computador que consiga rodar o GPT 3. Nosso cluster, que custou mais de R$ 1 milhão, tem 8 GPUs. Acredito que nenhuma universidade brasileira tenha um computador que possa rodá-lo. A Petrobrás tem computador com muitas GPUs, talvez possa rodá-lo”.</p>
<p>Isso significa que a universidade brasileira não está preparada para essa nova “corrida espacial”, disse Cozman. “É muito importante que o Brasil se prepare, para que esses modelos que estão controlando a língua sejam de fato dominados, entendidos pela comunidade acadêmica do país.”</p>
<p>“Será necessário legislar com cuidado e refletir sobre os próximos passos em termos de investimento e capacidade de estar presente nessa discussão internacional com a nossa língua, e não apenas usar aquilo que está sendo gerado a partir de dados que não sabemos de onde vêm", concluiu.</p>
<p>Na abertura oficial do seminário, que se seguiu à palestra introdutória de Cozman, o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Júnior</a>, realçou que quando surge uma novidade que propõe soluções para a sociedade, a universidade precisa participar como um ator representativo do pensamento crítico sobre a questão.</p>
<p>Para ele, os legisladores terão de definir algumas normas para a proteção da sociedade, pois “um sistema não pode ser tão fechado que não se saiba de onde vem a solução que ele apresenta”. O maior desafio será metodológico, segundo ele. “Precisamos entender as ferramentas e aprender como usá-las. Precisamos saber que informações devemos pedir e como pedi-la", disse.</p>
<p>Carlotti fez um alerta para despertar a conscientização sobre o problema na Universidade: "Agora temos a oportunidade de a USP contratar servidores e professores. No entanto, até o momento, apenas a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto solicitou a contratação de um profissional da área de IA".</p>
<p><strong>Transformações na Universidade</strong></p>
<p>Citando o sociólogo estadunidense James Coleman, o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, professor de duas unidades da USP (Escola Politécnica e Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) comentou que a universidade sempre foi caracterizada pelo processo lento de suas mudanças, que se consolidam quando iniciativas esparsas atingem uma massa crítica considerável.</p>
<p>“A questão é a velocidade. Pode levar uma década para algo virar uma preocupação institucional. O ChatGPT tem outro ritmo. Em dois meses atingiu 120 milhões de usuários. Daí a importância do seminário para acelerar, catalisar o processo de transformação em função do impacto de tecnologias como o ChatGPT, de forma a alimentar os processos de decisão e implante de políticas na USP."</p>
<p>No caso do ChatGPT, não é primeira vez que não contam o está lá dentro, disse. “É um dado da realidade humana não sabermos o que consumimos. E o que é declarado num momento pode ser ‘desdeclarado’ depois. Há uma promessa, mas as circunstâncias mudam, fazendo com que os objetivos também mudem."</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminario-sobre-o-chatgpt-21-3-23-abertura/image" alt="Seminário sobre o ChatGPT - 21/3/23 - abertura" title="Seminário sobre o ChatGPT - 21/3/23 - abertura" height="305" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Mesa de abertura do seminário; a partir da direita, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, Guilherme Ary Plonski e Glauco Arbix; na tela, a secretária de Ensino Superior do MEC, Denise Pires de Carvalho</dd>
</dl>Os órgãos de controle têm lupas para identificar aspectos ligados a conflitos de interesse, mas não a convergência de interesses, afirmou. Pensar em normativas específicas que abranjam toda atividade da Universidade é difícil para todos os casos, o melhor é estabelecer regramentos mais frouxos e estimuladores de mudanças e acompanhá-los e avaliá-los, ponderou.</p>
<p>Para ele, o professor talvez se torne mais um curador e "isso irá requerer um repertório mais rico do que aquele que estávamos acostumados a ter".</p>
<p>O sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e pesquisador do IEA e do C4AI, afirmou que essas tecnologias podem ajudar o desenvolvimento da educação, apesar de ainda apresentarem muitos problemas. “A USP deve estar atenta ao mais avançado e deve qualificar o debate, sem relegar a universidade no passado e recusando as transformações. Por outro lado, a comunidade acadêmica não pode aceitar as coisas passivamente, de forma acrítica. Precisamos encontrar posições equilibradas", disse.</p>
<p>Arbix afirmou que nunca houve consenso para avaliar o uso de tecnologias em educação e que se deve considerar que “não estamos vivendo o fim do mundo”, com as máquinas superando os seres humanos. Ao mesmo tempo, “não podemos ficar deslumbrados com as tecnologias, sem questioná-las.”</p>
<p><strong>Potencial</strong></p>
<p>Para ele, esses modelos de linguagem têm enorme potencial para elevar a eficiência do ensino. “Podem permitir a individualização do acompanhamento de alunos, prepará-los melhor, sobretudo os mais defasados, e tornar mais eficiente a atividade docente na sala de aula. Pode possibilitar uma espécie de educação de precisão”, considerou.</p>
<p>Outra possibilidade vista por Arbix é a oportunidade de melhorar a comunicação sobre ciência com a sociedade: “Somos bons para descobrir coisas novas, mas ruins para apresentá-las à sociedade. Dependemos da sociedade, de verbas públicas, não podemos nos fechar em copas.”</p>
<p>Ele acredita também que sistemas como o ChatGPT podem ajudar muito na pesquisa. Citou que há experiencias nesse sentido para a concepção e formulação de novas drogas.</p>
<p>Arbix informou que um relatório da OpenAI explica que a versão 4 utilizará 1 trilhão de parâmetros e terá chance consideravelmente reduzida de alucinar e produzir informação falsa em relação à versão 3.</p>
<p>Ele comentou que todas as grandes corporações estão trabalhando em seus modelos de transformers, num universo que inclui poucos países, liderados por EUA e China, seguidos depois por Alemanha, Austrália e Canada.</p>
<p>No entanto, poucas universidades estão trabalhando com isso, disse. Em encontros dos quais participou no início do ano, Arbix constatou que universidades como MIT, Harvard, Yale e Carnegie Mellon, por exemplo, "estão de fora desse trabalho, não conseguem acompanhar os poucos centros dedicados a ele".</p>
<p>Para ele, essa tecnologia poderia ser um alento para países como o Brasil, mas há o risco de servir para aprofundar o abismo que separa os países, ampliando a desigualdade entre eles, pessoas e regiões.</p>
<p><strong>Atualização</strong></p>
<p>"A USP pode ser um grande laboratório para o país. Mas temos que questionar as tecnologias, atualizar nosso código de ética e todos os setores que podem sofrer mudanças para melhor."</p>
<p>Arbix comentou que cidades como Nova York, Seattle e outras proibiram o uso do ChatGPT no ensino público. Entretanto, na sua opinião, sistemas como ChatGPT não vão substituir o professor: “O ensino precisará cada vez mais do professor”. Por outro lado, não será possível aceitar um texto assinado por chat e haverá a grande dificuldade de realizar exames orais em cursos com dezenas ou centenas de estudantes, disse.</p>
<p>Para Arbix, comparar com processos anteriores não vai dar certo: "O ChatGPT é uma inflexão na trajetória da IA e nada justifica que façamos os erros cometidos no passado. Temos uma situação nova, não se trata de uma ferramenta simples e não vamos resolver os problemas com a enxurrada de coisas que virão se continuarmos a fazer referências a coisas do passado. A Reitoria vai ter de dizer o que pode e o que não pode, e fazer revisões sistemáticas. Deve ter um portal, com tutoriais para o uso dessas novas tecnologias".</p>
<p>Para a secretária de Ensino Superior do MEC, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-pires-de-carvalho" class="external-link">Denise Pires de Carvalho</a>, “é preciso que nos transformemos para atender à demanda da sociedade. “Melhorar a qualidade de vida é um desafio enorme, principalmente na área da educação”, afirmou.</p>
<p>Para ela, é preciso discutir como enfrentar sem preconceito o ChatGPT e outros aspectos, como o binômio ensino-aprendizagem, o ensino híbrido e o currículo de formação dos professores. Disse estar preocupada com ferramentas que tornam o ser humano cada vez mais individualista e com a questão do plágio em sistemas como o ChatGPT.</p>
<p><strong>Fake news</strong></p>
<p>O titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, ex-reitor da UFBA, manifestou sua preocupação de que esses modelos de linguagem se tornem máquina de fake news extremamente críveis. Ele vê no uso do chat uma possiblidade de sinergia, potencializando elementos complementares na relação ser humano-máquina. Quanto ao plágio, considera que a universidade brasileira é desaparelhada para lidar com ele e talvez o com o ChatGPT seja mais fácil reconhecê-lo.</p>
<p>Para Almeida Filho, “a exposição de Cozman indicou que essa ‘caixa opaca’ que é o ChatGPT faz coisas que quem programou não tem controle. E aí está um desafio para o sistema educacional e de pesquisas: criar métodos para investigar o imponderável”.</p>
<p>O pró-reitor de Graduação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aluisio-segurado" class="external-link">Aluisio Augusto Cotrim Segurado</a>, disse que o ChatGPT pode ser um estímulo à flexibilização, possibilitando soluções mais criativas para problemas concretos. “Em vez de um TCC [trabalho de conclusão de curso] teórico, pode ser proposta a resolução de um problema e essa ferramenta poderia ajudar os estudantes, sem eximi-los de apresentar uma proposta criativa", comentou</p>
<p>O titular da Cátedra Oscar Sala, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida" class="external-link">Virgílio Almeida</a>, da UFMG, disse que uma das propostas em discussão em universidades americanas é exigir que os trabalhos dos alunos sejam acompanhados de um pequeno dossiê, onde eles expliquem as razões de uso do ChatGPT, em que partes foi utilizado e qual o impacto desse uso no trabalho.</p>
<p><strong>Colaboração humanos-maquinas</strong></p>
<p>Para Almeida, há visões diferentes sobre o uso dos modelos de linguagem, mas há convergência de ideias. Considerou que a questão é multidisciplinar, envolvendo áreas da filosofia, direito, ciências naturais, computação, entre outras. "É uma oportunidade para capacitar os estudantes para o convívio humanos-máquinas de forma colaborativa. As consultorias já estão contratando alunos com conhecimento de ChatGPT.”</p>
<p>Almeida destacou vários riscos associados ao ChatGPT: éticos diante do problema da veracidade das informações fornecidas pelo chat; eliminação de empregos, como o de atendentes de call centers; problema de plágio e autoria, enfraquecendo a credibilidade de instituições tradicionalmente vinculadas à produção de conteúdos; impacto no regime democrático, diante da possibilidade de produção em grande quantidade de conteúdos convincentes, reduzindo a possibilidade de outras opiniões serem ouvidas.</p>
<p>Ele destacou também o fato de os modelos de linguagem não terem um entendimento ético do mundo, senso de verdade e confiabilidade: “Os formuladores de políticas não devem se esforçar em manter a tecnologia constante. O que deve ser constante é o compromisso com direitos fundamentais”.</p>
<p>A economista <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dora-kaufman" class="external-link">Dora Kaufman</a>,<strong> </strong>da PUC-SP e do C4AI, além de colunista de IA da revista Época Negócios, apresentou propostas para o enfrentamento da complexidade e da velocidade da IA. “A USP precisa assumir um papel de protagonista nesse processo. Isso deveria começar por uma revisão dos comitês de ética, inclusive na sua composição, que deve ser diversificada. Isso serviria de referência para outras universidades e para a sociedade”, disse.</p>
<p><strong>Marco legal</strong></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminaro-sobre-o-chatgpt-21-3-23-tarde/image" alt="Seminário sobre o ChatGPT - 21/3/23 - tarde" title="Seminário sobre o ChatGPT - 21/3/23 - tarde" height="282" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">À tarde, ocorreu a mesa O ChatGPT, Educação e a Sala de Aula, com (a partir da esq.) Eugênio Bucci (coordenador), Dora Kaufman, Naomar de Almeida Filho, Virgílio Almeida, Valdir Barzotto, Luciano Digiampietri e Karla Lima</dd>
</dl>Outra sugestão de Kaufman é que a USP se engaje no debate sobre o Projeto de Lei 21/20, que define o marco legal da AI, já aprovado na Câmara dos Deputados e com perspectiva de ser avaliado este ano pelo Senado Federal. “A discussão e o lobby estão sendo feitos por associações de empresas de tecnologias e outras, como a Febraban. É preciso que a USP procure as instâncias governamentais e legislativas para discutir a questão.”</p>
<p>Ela disse que a Universidade Stanford, dos EUA, fez algo muito interessante diante da assimetria do conhecimento entre legisladores e especialistas da tecnologia: organizou um workshop para os assessores dos congressistas estadunidenses. “A USP poderia fazer algo parecido, para familiarizar os assessores dos parlamentares com o tema”, acrescentou.</p>
<p>Ela propôs também que a Revista USP prepare um dossiê sobre o tema. “Existe uma expectativa da sociedade que a USP participe do debate, dando mais legitimidade a ele", afirmou.</p>
<p>O professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-heitor-barzotto">Valdir Barzotto</a>, da Faculdade de Educação da USP, disse representar os não fascinados nem temerosos com o ChatGPT. “Vamos sofrer para sermos treinados, mas não é para ter medo.”</p>
<p><strong>Ensino de português</strong></p>
<p>Ele vê o risco de consolidação do que já é hegemônico no trato com a língua – com o reconhecimento do escrito e sua reprodução sem questionamento - como um dos impactos do ChatGPT no ensino e na aprendizagem do português, “perpetuando-se uma trava no conhecimento”. Como lidar com isso? Não tratar o ChatGPT como se fosse uma pessoa, respondeu. "Outra recomendação é discutir o fato que o número de textos produzidos não se confunde com conhecimento."</p>
<p>Ele propôs que nos critérios de avaliação a busca de indícios de que o autor quer avançar o conhecimento. Além disso, "é preciso enfrentar questões éticas do uso de textos em gera, seja ele feito por quem for".</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciano-digiampietri">Luciano Digiampietri</a>, assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each-USP), o primeiro cuidado nas pós-graduação é sempre relembrar aos alunos o cuidado que devem ter com a informação que aplicam em seus trabalhos, indicando o que ela contribuiu com ele. Ressaltou a importância de cuidados quanto autoria e responsabilidade sobre o que é informado.</p>
<p>Um aspecto importante, segundo ele, é a questão das referências bibliográficas, algo problemático no  ChatGPT, pois ele “alucina, inventa livros, autores. Se não se consegue referência para uma informação, então não é uma ferramenta para o trabalho”.</p>
<p><strong>Perguntas certas</strong></p>
<p>Um aspecto positivo é a possiblidade de obter informações sobre o que as pessoas estão fazendo em relação a vários temas, disse. “Algumas questões podem ser levantadas e úteis para identificar ferramentas para seu aprofundamento.” A questão é fazer as perguntas certas: “Como num oráculo da Antiguidade, fazer a pergunta errada pode ter consequências trágicas no futuro”.</p>
<p>A professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/karla-roberta-pereira-sampaio-lima">Karla Lima</a>, assessora da Pró-Reitoria de Graduação e professora da Each-USP, considera que os alunos devem ser orientados sobre o risco de perda de identidade, dependendo da forma que utilizarem o ChatGPT, e quanto isso pode ser prejudicial em termos éticos.</p>
<p>“Estamos formando alunos que não sabem pensar, acostumados e pegar tudo pronto. Precisamos fazê-los pensar, mas o ChatGPT vem na contramão disso. Eles devem acrescentar melhorias e serem críticos ao que o chat apresenta”, afirmou.</p>
<p><strong>Código de honra</strong></p>
<p>O jornalista e professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, superintendente de Comunicação Social da USP e coordenador acadêmico da cátedra Oscar Sala, comentou que as universidades brasileiras não possuem código de honra, usual em universidades dos EUA. “Como um código de ética pode funcionar sem um pacto de honra?”, indagou.</p>
<p>Em relação a isso, Naomar de Almeida Filho lembrou que as universidades brasileiras não possuem cartas de fundação. “A lei que cria uma universidade já estabelece seu estatuto. Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unidos, a carta de fundação é uma carta de princípios, da qual deriva um código de honra”. Disse também que as universidades brasileiras não são aparelhadas para lidar com a questão do plágio, pois “não veem isso como um problema”.</p>
<p>No encerramento do encontro, a especialista em filosofia do direito <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristina-godoy-bernardo-de-oliveira">Cristina Godoy</a>, professora da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, disse que ao falar em regulação, tem-se dois modelos: o reativo, com o estabelecimentos de sanções a condutas vetadas, e o cautelar, para prevenir que determinadas condutas ocorram. “Ambos têm falácias. O reativo dá a sensação de que não é preciso regular, pois já há normas e o ChatGPT é apenas uma nova tecnologia. O cautelar indica que não existe nada para regular o chat e é preciso agir rápido, mas as normas acabam não solucionando o problema.”</p>
<p><strong>Normas éticas</strong></p>
<p>Para ela, as diretrizes prenunciadas no seminário caminham no sentido de normas éticas: “Estamos buscando princípios de natureza ética que vão inspirar normas jurídicas para a USP. Precisamos entender como a comunidade acadêmica vai atuar em relação a isso. Depois, num segundo momento, vamos passar ao modelo reativo. No momento, vamos ver o que deve ser atualizado, o que queremos e o que não queremos”.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/demi-getschko" class="external-link">Demi Getschko</a>, diretor-presidente do NIC.br, os programadores de computação não estão preocupados em mudar o viés de um software: “O que a gente quer é viés. Código de ética é um viés. Código de honra é um viés. Quem não tem viés é uma formiga, apenas corta folhas".</p>
<p>A seu ver, é preciso discutir em profundidade o que é IA. “Um algoritmo fixo, ainda que com 1 trilhão de parâmetros, é um algoritmo fixo. Mas se aprende, não é fixo.”</p>
<p>"Quando o ChatGPT é corrigido, ele aprende a correção. Corrige e pede desculpas. No entanto, apresenta muitas falhas lógicas. Se digo a ele que entrei numa sala onde havia 100 assassinos e matei um deles e pergunto quanto assassinos restaram na sala, ele responde 99", exemplificou.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-29T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-desmistifica-a-inteligencia-artificial">
    <title>Evento on-line desmistifica a inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-desmistifica-a-inteligencia-artificial</link>
    <description>Iniciativa é promovida pelo Grupo de Estudo Direito e Tecnologia do IEA-RP e pelo Centro de Inteligência Artificial
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b707f617-7fff-6791-aa2a-a40c14548e27"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DesmistificandoaIntelignciaArtificial800x530.png/@@images/958df16f-1e90-4896-af75-0ef1189d6a62.png" alt="" class="image-left" title="" />A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso dia a dia e seu impacto na sociedade deve aumentar graças à interação com os novos chatbots, afetando substancialmente diversas profissões e o modo como interagimos com as máquinas. porém, os algoritmos inteligentes, em especial os que utilizam aprendizado de máquina, são menos complexos do que se imagina. Para explicar isso, o Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e o Centro de Inteligência Artificial (C4AI) promovem no dia 12 de abril, às 19h, a conferência on-line “Desmistificando a Inteligência Artificial: Ela não é tão complicada como você pensa”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente on-line, com transmissão pelo </span><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c4aiusp/live"><span>canal do C4AI no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/zjdgBEMo3Z7GG6tq6"><span>neste link</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes mediante preenchimento de formulário disponibilizado no chat durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o professor titular do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Renato Tinós. Ele vai mostrar que algoritmos que utilizam aprendizado de máquina empregam conceitos matemáticos e computacionais bastante simples e intuitivos, contribuindo assim para desmistificar a inteligência artificial. Para o docente, ao entender melhor os princípios básicos que regem os sistemas inteligentes, o público poderá compreender melhor as oportunidades propiciadas pela IA e as suas maiores limitações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Renato Tinós possui graduação em Engenharia Elétrica pela Unesp, mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica pela USP. Atualmente, é professor titular no Departamento de Computação e Matemática e orientador no programa de pós-graduação em Computação Aplicada, ambos da FFCLRP-USP. Atua na área de Ciência da Computação, com especial interesse em computação evolutiva e redes neurais artificiais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o TechLaw</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (Tech Law) tem como objetivo principal o estudo interdisciplinar de temas que envolvem áreas de Direito e da Ciência da Computação, bem como analisar as características e os desafios da sociedade informacional.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para saber mais, acesse a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/tech-law/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para saber mais sobre outros eventos realizados ou apoiados pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, siga nossas redes sociais e inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-04-06T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/claudio-pinhanez-e-o-novo-professor-visitante-do-iea">
    <title>Claudio Pinhanez é o novo professor visitante do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/claudio-pinhanez-e-o-novo-professor-visitante-do-iea</link>
    <description>O cientista da computação irá focar em estudos sobre Inteligência Artificial e processamento de linguagem natural</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b1611593-7fff-bb94-8ab6-eb9d8ab4b0f6"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudio-pinhanez-perfil" alt="Claudio Pinhanez - Perfil" class="image-left" title="Claudio Pinhanez - Perfil" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-pinhanez" class="external-link">Claudio Pinhanez</a>, novo professor visitante do IEA, utilizará a Inteligência Artificial (IA) em um projeto de documentação, preservação e revitalização de línguas indígenas. Intitulada “Processamento computacional ético de línguas indígenas brasileiras”, a proposta de pesquisa foi aprovada no dia 15 de dezembro de 2022 pelo Conselho Deliberativo do Instituto.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Cerca de 2680 línguas indígenas estão ameaçadas de extinção até 2100, o que levou a Unesco a estabelecer a “Década das Línguas Indígenas”, entre  os anos 2022 e 2032, com o objetivo de fomentar iniciativas que revitalizem e preservem idiomas ameaçados. Nesse sentido, Pinhanez propõe desenvolver técnicas de IA e processamento de linguagem natural (PLN) no suporte de documentação de línguas indígenas brasileiras. O PLN é um campo interdisciplinar que pesquisa a interação linguística entre seres humanos e computadores.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para aplicar técnicas de PLN em línguas indígenas, o projeto pretende explorar o uso de modelos de linguagem de base pré-treinados e multilinguísticos. Caso essa estratégia não alcance os objetivos, a alternativa será coletar grandes quantidades de  dados linguísticos para treinar um novo modelo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Um dos pilares éticos recomendados pela Unesco é o lema “nada de nós sem nós”, que propõe a inclusão dos povos originários nas iniciativas de preservação de suas próprias línguas. Assim, está no plano de trabalho o empoderamento de comunidades indígenas de São Paulo para usar, desenvolver, manter e melhorar as tecnologias envolvidas na proposta.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Pinhanez afirma que não apenas os linguistas podem se beneficiar de informações mais abundantes sobre as línguas indígenas, mas também “a comunidade da inteligência artificial pode ganhar imensamente com um entendimento mais profundo de todas as línguas”. Segundo o professor, cerca de apenas 200 dos mais de sete mil idiomas são contemplados pelas tecnologias de IA e PLN.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O projeto aprovado que terá sede no IEA envolve outros pesquisadores de diversas instituições, entre eles: Paulo Cavalin e Marisa Vasconcelos, do IBM Research Brazil; Luciana Storto, Thomas Finbow e Alexander Yao Cobbinnah, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP); e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sarajane-marques-peres" class="external-link">Sarajane Marques Peres</a>, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><strong>Perfil</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Claudio Pinhanez é especialista em Inteligência Artificial, interação homem-máquina, sistemas conversacionais e ciência de serviços. Bacharel em matemática e mestre em ciência da computação pela USP, o professor ingressou em 1999 no laboratório de mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde obteve o título de Ph.D. em Artes de Mídia e Ciências. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Profissionalmente, atua no Center for Artificial Intelligence (C4AI) e no IBM Research. Foi membro docente do Departamento de Ciência da Computação do IME-USP e cientista pesquisador da IBM T.J. Watson Research Center Yorktown Heights, em Nova York. O pesquisador atuou com pioneirismo em sistemas interativos de corpo inteiro baseados em câmeras e criou o "Everywhere Displays”, um sistema de projeção interativa capaz de transformar qualquer superfície em uma tela responsiva.</span></p>
<div style="text-align: left; "><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguistics</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-04-17T16:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial">
    <title>Seminário debateu diretrizes que subsidiaram projeto de lei sobre inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-do-seminario-desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-4-23/image" alt="Mesa do seminário 'Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial' - 24/4/23" title="Mesa do seminário 'Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial' - 24/4/23" height="312" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">A partir da esquerda, quatro dos expositores do seminário: o advogado Luiz Fernando Martins Castro, o professor Virgílio Almeida, o senador Eduardo Gomes e o advogado Maximiliano Martinhão; os outros expositores foram a professora Laura Schertel Mendes (por videoconferência) e o advogado Fabrício da Mota Alves</dd>
</dl></p>
<p>O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou no dia 3 de maio o <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233">Projeto de Lei 2.338/23</a>, que dispõe sobre a regulação do desenvolvimento e uso da inteligência artificial (IA). A elaboração da proposta foi subsidiada por relatório de comissão de juristas especialmente instituída em fevereiro de 2022 para analisar os aspectos referentes ao estabelecimento de princípios, regras, diretrizes e fundamentos para a regulação da IA no Brasil</p>
<p>No dia 24 de abril, diante da iminente formalização do projeto de lei, a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala">Cátedra Oscar Sala</a> realizou o seminário Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial, com a participação de integrantes da comissão de juristas, pesquisadores e representantes do Executivo e do Legislativo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Seminário <strong>Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial</strong><br />24/5/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-04-2023" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<hr noshade="noshade" size="2" width="100%" />
<p><strong><br />Outros eventos</strong></p>
<p>Seminário <strong>Regulação da IA no Brasil: Estamos em um Bom Caminho?</strong><br />25/4/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/regulacao-da-ia-no-brasil-estamos-em-um-bom-caminho-1" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p>Seminário <strong>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</strong><br />21/3/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-1-de-2" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-2-de-2" class="external-link">Vídeo 2</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-21-03-2023" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os expositores foram o cientista da computação <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a>, titular da cátedra e professor da UFMG, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laura-schertel-mendes">Laura Schertel Mendes</a>, professora da UnB e professora visitante da Universidade Goethe de Frankfurt, Alemanha, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maximiliano-martinhao">Maximiliano Martinhão</a>, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, o advogado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabricio-da-mota-alves">Fabricio da Mota Alves</a>, do Serur Advogados, e o senador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gomes">Eduardo Gomes</a> (PL-TO). A moderação foi do advogado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro">Luiz Fernando Martins Castro</a>, coordenador-adjunto da Cátedra Oscar Sala.</p>
<p>A Cátedra Oscar Sala é fruto de convênio entre a USP e o <a href="https://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</a> operacionalizado pelo IEA e pelo <a href="https://www.nic.br/" target="_blank">Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</a>, braço executivo do CGI.br. No seminário, Martinhão falou sobre iniciativas em apoio à pesquisa em IA apoiadas pelo CGI.br.</p>
<p><strong>Princípios éticos</strong></p>
<p>Na abertura do encontor, Virgílio Almeida disse que a percepção geral da capacidade dos algoritmos de influenciar aspectos relevantes da vida de todos, e mesmo de atentar contra direitos fundamentais, resultou na tomada de consciência de que é preciso adotar princípios éticos em relação à IA e estabelecer limites para seu emprego.</p>
<p>Vários países, afirmou, deram início a discussões acadêmicas, técnicas e legislativas para “identificar a melhor forma de enfrentar a questão, propondo modelos regulatórios que preservem direitos fundamentais, mas que não inibam o desenvolvimento tecnológico e econômico desejado com o amplo uso da IA”.</p>
<p>Ele destacou a perplexidade de setores da sociedade ao vislumbrar os possíveis impactos da artificial generativa, cujo exemplo de maior repercussão na atualidade é o modelo de linguagem ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, aberto ao público em novembro.</p>
<p>Almeida enfatizou que a legislação sobre propriedade intelectual precisa ser observada no uso de novas ferramentas de IA, e “os advogados são essenciais nessa discussão”. Mas há também questões éticas, tecnológicas e sociais, cujo debate precisa contar com a participação das comunidades que serão impactadas, tecnólogos, eticistas, acadêmicos interdisciplinares e outros especialistas, completou</p>
<p>Ele citou algumas das dificuldades para a análise de possíveis impactos dos sistemas de IA. É o caso dos mecanismos de explicabilidade das decisões tomadas por eles, que apresentam desafios tecnológicos ainda não resolvidos e exigem a participação de uma comunidade maior na sua resolução. Também não está especificado claramente o que pode ser feito em relação à transparência dos algoritmos, afirmou. Segundo Almeida, os procedimentos de estimativa de risco também exigem formulação e regulação.</p>
<p><strong>Pilares</strong></p>
<p>Assim como outros expositores, ele concentrou sua exposição nas propostas presentes no relatório da comissão de juristas que assessorou a Presidência do Senado. De acordo com Almeida, a proposta baseia-se em três pilares:</p>
<ul>
<li>garantia de um rol de direitos às pessoas afetadas pelos sistemas de IA;</li>
<li>gradação do nível de riscos impostos pelos esses sistemas;</li>
<li>estabelecimento de medidas de governança aplicáveis às empresas que forneçam ou operem sistemas de IA.</li>
</ul>
<p>Almeida vê várias oportunidades na disponibilidade pública de ferramentas como o ChatGPT. Uma delas é o fato de que haverá cada vez mais necessidade de o ser humano atuar com robôs: “Ao criar um documento ou um vídeo, as pessoas vão interagir não com um ser humano, mas sim com uma máquina.”</p>
<p>A preocupação maior, disse, é a ampliação do alcance da desinformação e a sofisticação na sua produção, e como isso vai alterar o cenário da sociedade. Outra preocupação relevante é o impacto dessas tecnologias no emprego. “O Brasil tem 1,5 milhões de atendentes de telemarketing, que são majoritariamente mulheres em seu primeiro emprego. Ferramentas como o ChatGPT poderão fazer o trabalho delas a um custo muito baixo”, afirmou.</p>
<p>Diferentemente dos algoritmos utilizados por grandes provedores como Google, Facebook e Amazon, sistemas generativos como o ChatGPT não são construídos para um contexto ou condições de uso específicos e sua abertura e facilidade de controle permitem uma escala de uso sem precedentes. Diante disso, “o enfoque de regulação orientada a risco pode não se aplicar”, disse.</p>
<p>Essas características desafiam a abordagem por risco em pelo menos três pontos, de acordo com ele:</p>
<ul>
<li>a não definição sobre a viabilidade de classificar sistemas de IA generativos como de alto risco ou de sem risco;</li>
<li>a imprevisibilidade de riscos futuros;</li>
<li>as preocupações em torno dos arranjos privados sobre riscos, arranjos realizados entre o provedor e os usuários (“Esse contrato vai ser um objeto-chave nas discussões”).</li>
</ul>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/virgilio-almeida-24-4-23/image" alt="Virgilio Almeida - 24/4/23" title="Virgilio Almeida - 24/4/23" height="330" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Vírgílio Almeida: ‘’É preciso propor modelos regulatórios que preservem direitos fundamentais, mas que não inibam o desenvolvimento tecnológico e econômico’’</dd>
</dl></p>
<p><strong>Adoção de incentivos</strong></p>
<p>Para ele, o ponto central é incentivar que desde o início de sua concepção essas ferramentas considerem riscos e impactos, porque serão usadas de várias maneiras. “É necessário então considerar a adoção de incentivos, para incentivar outro tipo de comportamento”, disse.</p>
<p>“Uma das consequências do carácter geral dos modelos de IA generativa é que a finalidade pretendida e as condições de uso são definidas na relação contratual entre quem o desenvolveu e o usuário. Mas hoje em dia isso é vago e não está previsto na proposta de lei.”</p>
<p>Nas suas conclusões, Almeida enfatizou a necessidade de ampliação do debate sobre a regulação da IA no Brasil, envolvendo diferentes setores da sociedade em arranjos multissetoriais: governo, setor privado (fornecedores e usuários), sociedade civil, academia (ciência e tecnologia) e outros agentes.</p>
<p>É preciso também, disse, avaliar as possíveis relações entre a proposta de regulação da IA e a proposta da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (Projeto de Lei 2.360/20), em tramitação no Congresso Nacional. “Afinal, os algoritmos de moderação, que fazem parte da proposta dessa lei, vão ser afetados pelas questões relacionadas com a regulação da IA. E novos algoritmos vão surgir para tentar identificar textos, vídeos e outras coisas geradas por IA”.</p>
<p>Segundo Almeida, outro ponto a ser analisado, é o impacto de sistemas como o ChatGPT na difusão de desinformação e na moderação de conteúdo. “As discussões sobre essa questão não vão ocorrer de forma estanques. Em algum momento terão de ser incorporadas à discussão da IA generativa.”</p>
<p><strong>Relatório</strong></p>
<p>Coube a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laura-schertel-mendes">Laura Schertel Mendes</a> apresentar uma síntese do <a href="https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento/download/777129a2-e659-4053-bf2e-e4b53edc3a04">relatório</a> produzido pela comissão de juristas para subsidiar a elaboração do PL 2.338/23. A comissão contou com 18 membros e foi presidida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela foi a relatora do documento, que possui 909 páginas.</p>
<p>“Foram dez meses de trabalho intenso e com todas as decisões tomados por unanimidade”, afirmou Mendes. A comissão funcionou entre fevereiro e dezembro de 2022, com a participação de mais de 60 especialistas em 11 audiências públicas e uma conferência internacional. Mais de 100 contribuições escritas foram entregues à comissão.</p>
<p>Ao justificar a importância de um amplo debate sobre a IA, ela afirmou que “os sistemas não são tão inteligentes como se espera e não são tão artificiais como se imagina. Eles necessitam de muitos recursos materiais, energia e intervenção do ser humano desde o começo, na escolha das bases de dados, na definição de tags, na interpretação de resultados, do input ao output, passando pelo modelo”.</p>
<p>Em relação aos desafios no desenvolvimento da IA, ela fez referência a dois aspectos mencionados no livro “Fairness and Machine Learning” (<a href="https://fairmlbook.org/">https://fairmlbook.org</a>), de 2019, escrito por Solon Barocas, Moritz Hardt e Arvind Narayanan.</p>
<p><strong>Exemplos e evidências</strong></p>
<p>O primeiro aspecto é quanto ao uso de exemplos: “Os modelos aprendem por meio deles, assim, a primeira grande questão é que precisamos alimentá-los com bons exemplos. Além disso, é preciso ter uma quantidade de exemplos grande o suficiente para atingir o máximo de padrões, que precisam ser diversificados, mostrando os dados corretos em suas diferentes formas de aparição”.</p>
<p>O segundo aspecto referido no livro citado por Mendes é que a tomada de decisão é baseada em evidências e tão confiável quanto as evidências em que ela se baseia. Então, “precisamos de uma alta qualidade de exemplos diversos, para que não tenhamos uma narrativa única do mundo ou apenas do Norte global”.</p>
<p>“Apesar de baseados em evidências, isso não significa que os exemplos levarão a decisões precisas, confiáveis ou justas. É preciso fazer a regulação desde o início, desde a criação do modelo, da coleta dos dados e exemplos até o momento da aplicação do modelo.” O objetivo deve ser propiciar correção, justiça, não discriminação, transparência e credibilidade, disse.</p>
<p>Mendes comentou a carta aberta “<a href="https://futureoflife.org/open-letter/pause-giant-ai-experiments/">Pause the Giant AI Experiments</a>” (interrompam os experimentos de IA de grande porte), divulgada pelo <a class="external-link" href="https://futureoflife.org/">Instituto Futuro da Vida</a> em 22 de abril e já com mais de 27 mil assinaturas, entre as quais as de empresários do mundo tecnológico, pesquisadores de IA e personalidades da cultura, como Elon Musk (dono do Twitter e outras empresas e ex-integrante da OpenAI), Yoshua Bengio (cientista da computação vencedor do Prêmio Turing), Steve Wozniak (cofundador da Apple) e Yuval Noah Harari (autor de “Homo Sapiens”).  A carta insta os laboratórios de IA a paralisarem imediatamente e por ao menos seis meses o treinamento de sistemas de IA mais potentes do que o GPT-4, versão atual do sistema generativo da OpenAI.</p>
<p><strong>Riscos triviais</strong></p>
<p>Segundo ela, mais do que os riscos que sempre abundaram na ficção científica, com robôs controlando o mundo, por exemplo, “hoje deve-se pensar em riscos mais triviais, que podem sim afetar a Humanidade”. É preciso garantir que esses sistemas “funcionem de acordo com nossas expectativas, produzindo dados corretos e de forma segura, como toda inovação responsável”.</p>
<p>O que a proposta de regulação pleiteia são padrões mínimos de segurança, qualidade de dados, transparência e garantia dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, disse. “Sabemos que os sistemas falham, então, se falham, precisam de intervenção humana. Embora os sistemas sejam muito complexos, os pleitos da proposta são extremamente simples.”</p>
<p>Apesar de várias normas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet, o fato é que as leis atuais ainda não dão conta dos desafios colocados pela IA, afirmou. “A LGPD aplica-se apenas a dados pessoais e não seria possível aplicá-la, pois os sistemas generativos podem ser alimentados por outros dados, além dos pessoais.”</p>
<p><strong>Pilares da proposta</strong></p>
<p>Os dois principais objetivos da proposta são, segundo Mendes, estabelecer e garantir direitos para todos os afetados e, ao mesmo tempo, estabelecer um sistema de governança com regras claras e padrões mínimos, garantindo a segurança jurídica para que os sistemas de IA possam se desenvolver. A proposta possui cinco pilares:</p>
<ul>
<li>Princípios</li>
<li>Direitos</li>
<li>Categorização de risco</li>
<li>Medidas de governança</li>
<li>Supervisão e responsabilização</li>
</ul>
<p>Em relação aos princípios, há inclusive aspectos baseados em documentos internacionais, como os de autoria da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Unesco.</p>
<p>Eles incluem: não discriminação; transparência e explicabilidade; confiabilidade dos sistemas da IA; devido processo legal e contestabilidade; participação humana no ciclo de IA e supervisão humana eficaz; responsabilidade e atribuição de responsabilidade a uma pessoa, jurídica ou natural; prevenção e mitigação de riscos sistêmicos.</p>
<p>Uma grande diferença da proposta brasileira, disse, é o capítulo sobre direitos. “Seria impossível pensar em legislação de IA sem atribuir direitos às pessoas afetadas e retirando o Judiciário de sistema de aplicação da lei, que é o que acontece quando não há direitos estabelecidos.”</p>
<p>Entre os direitos definidos na proposta estão: o de receber informações prévias sobre interações com sistemas de IA; direito à explicação; direito de impugnar decisões que produzam efeitos jurídicos ou impactem significativamente os interesses da parte afetada; direito à determinação e participação humana nas decisões de IA, levando em consideração o contexto e o estado da arte do desenvolvimento tecnológica; direito à não discriminação; e direito à privacidade e proteção de dados pessoais.</p>
<p>Quanto à categorização de risco, ela remeteu às preocupações manifestadas por Virgílio de Almeida, no início do seminário.</p>
<p>Mendes informou que o art. 13 do anteprojeto de lei diz que, antes de ser colocado no mercado, todo sistema precisa passar por uma avaliação preliminar. “Essa não é a avaliação de risco. A avaliação de risco só vai ser necessária depois da avaliação preliminar e se o sistema for considerado de alto risco.”</p>
<p>Em relação às medidas de segurança, Mendes explicou que elas tratam de procedimentos a serem cumpridos, em especial pelos provedores de sistemas de alto risco, “embora também haja algumas medidas que se aplicam de forma horizontal a qualquer sistema”.</p>
<p><strong>Medidas de governança</strong></p>
<p>O quarto pilar da proposta são as medidas de governança aplicáveis a sistemas de alto risco. São elas, segundo Mendes:</p>
<ul>
<li>documentação;</li>
<li>utilização de ferramentas de registro automático do funcionamento do sistema, de forma a permitir a avaliação da sua precisão e robustez;</li>
<li>realização de testes para avaliar os níveis adequados de confiabilidade, de acordo com o setor e o tipo de aplicação do sistema, incluindo testes de robustez, exatidão, precisão e abrangência;</li>
<li>medidas de gerenciamento de dados para mitigar e prevenir vieses discriminatórios;</li>
<li>adoção de medidas técnicas para possibilitar a explicabilidade.</li>
</ul>
<p>Sobre a supervisão e responsabilização, ela ressaltou que todo sistema exige sanções previstas num arcabouço de supervisão. Destacou que a comissão propôs nas audiências públicas a criação de um órgão de supervisão, que funcionaria sobretudo como um aparato de coordenação.</p>
<p>“Sabemos que as agências reguladoras exercem um papel importante nesse papel, caso da Anatel e da Anel, entre outras. No entanto, a única forma de garantir direitos, como padrões e interpretação harmônica da legislação, seria garantir a existência de um órgão que coordenasse toda a aplicação da lei.”</p>
<p>A comissão também previu um artigo aplicável a sistemas generativos como o ChatGPT, que são definidos como de propósito geral. São considerados desse tipo aqueles utilizados nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li>aplicação como dispositivos de segurança na gestão e no funcionamento de infraestruturas críticas, tais como controle de trânsito e redes de abastecimento de água e eletricidade;</li>
<li>educação e formação profissional, incluindo sistemas de determinação de acesso a instituições de ensino e de formação profissional ou para avaliação e monitoramento de estudantes;</li>
<li>área de emprego, gestão de trabalhadores e acesso ao emprego por conta própria, recrutamento, avaliação de candidatos e de desempenho, promoções etc.;</li>
<li>acesso a serviços públicos essenciais, incluindo elegibilidade de pessoas a serviços de assistência e de seguridade;</li>
<li>avaliação da capacidade de endividamento das pessoas naturais ou estabelecimento de sua classificação de crédito;</li>
<li>envio ou estabelecimento de prioridade para serviços de resposta a emergências, incluindo bombeiros e assistência médica;</li>
<li>administração da justiça, incluindo sistemas que auxiliem autoridades judiciárias na investigação dos fatos e na aplicação da lei.</li>
</ul>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-gomes-24-4-23" alt="Eduardo Gomes - 24/4/23" class="image-left" title="Eduardo Gomes - 24/4/23" /></p>
<p><strong>Impacto eleitoral</strong></p>
<p>Como exemplo de preocupação com possíveis efeitos negativos do uso de sistema de IA, o senador Eduardo Gomes, umas das lideranças na discussão sobre a temática no Congresso Nacional, manifestou que, sem o devido controle, uma ferramenta desse tipo “pode interferir fortemente num resultado eleitoral”.</p>
<p>“Um candidato que tem uma certa base eleitoral e uma certa bandeira política pode ter sua proposta de candidatura atacada 48 horas antes da eleição. Não haverá nada no mundo que o livre da derrota.”</p>
<p>Para ele, “é muito ampla a possibilidade de benefícios ou de estragos - no caso de falta de controle - que a IA pode trazer”.</p>
<p>Quanto ao encaminhamento da discussão e avaliação da regulação da IA no Congresso Nacional, disse que o Legislativo não pode errar, ainda que trabalhe numa velocidade diferente da de outros fóruns. “A coisa mais difícil no Congresso é fazer uso da simplicidade para formular legislação. O Congresso avança muito quando aprova bons projetos, mas avança muito mais quando deixa de aprovar projetos ruins.”</p>
<p>Para ele, a lei sobre IA terá de ter "uma base muito forte, ser muito simples e ter a possibilidade de regulamentação periódica ou alguma coisa que fortaleça a autoridade ou até a instrução do que estamos discutindo, que é a utilização de dados confiáveis e não confiáveis”.</p>
<p>Gomes destacou a ligação do tema com outras questões legislativas, como o Projeto de Lei sobre fake news (PL 2.630/20). Adiantou que o Senado analisa a criação de uma Comissão sobre Comunicação e Direito Digital, que deverá analisar a proposta de regulação da IA. “O Congresso precisa se debruçar sobre o tema, pois não está evidente a estrutura de fiscalização e regulação” exigida pela área.</p>
<p>O trabalho da comissão de juristas foi destacado por Gomes, que frisou a necessidade de que a proposta seja enriquecida com contribuições de outros agentes da sociedade que têm solicitado participação, segundo o senador.</p>
<p>Maximiliano Martinhão, que além de integrante do Ministério das Comunicações é também membro do CGI.br, disse que o tema da IA nunca esteve tão presente em diferentes áreas do governo quanto na atual gestão federal, “o que denota seu impacto”.</p>
<p>Para ele, os casos de racismo, deep fake, processos de seleção discriminatórios, produção e difusão de discursos de ódio, interação inadequada com crianças e outros mal usos da IA “não permitem uma postural liberal, que deixe a tecnologia avançar para depois regulá-la quando extremamente necessário”.</p>
<p><strong>Pesquisa no Brasil</strong></p>
<p>Ao falar sobre a capacitação brasileira em IA, Martinhão citou algumas discussões promovidas pelo CGI.br. A primeira foi no Instituto Alan Turing, em Londres, Reino Unido, em 2019. “Foi gratificante saber que o pessoal do instituto reconhece que a pesquisa brasileira na área está no nível mundial em termos de competência e capacidade”, disse. Existe no mundo uma corrida para liderar aspectos cruciais da IA, o que trará “vantagens comparativas para os líderes e impacto na soberania de muitos países”, afirmou.</p>
<p>Ele comentou duas outras parcerias do CGI.br. Uma delas foi com a USP e a Unesco num evento regional sobre IA, em 2019. Outra foi estabelecida com a Fapesp e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e possibilitou a criação de seis Centros de Tecnologia Aplicada em Inteligência Artificial.</p>
<p>Com previsão de 5 anos de atuação, os centros foram contratados com investimento total (público e privado) no valor de R$ 20 milhões. Eles estão situados no campus da USP em São Carlos (saúde, educação, meio ambiente e cidades inteligentes), na Unicamp (diagnóstico médico), no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (indústria), na UFMG (saúde e epidemias), no Senai Cemat (indústria 4.0) e na UFC (internet das coisas em prevenção e tratamento de doenças).</p>
<p>Ele lembrou que desde de 2021 o governo federal conta com a <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/arquivosinteligenciaartificial/ebia-documento_referencia_4-979_2021.pdf">Estratégia Brasil em Inteligência Artificial (Ebia),</a> cujo objetivo é “potencializar o desenvolvimento e a utilização da tecnologia com vistas a promover o avanço científico e solucionar problemas concretos, identificando áreas prioritárias nas quais há maior potencial de obtenção de benefícios”, de acordo com a apresentação do documento. O mais interessante, disse Martinhão, é que o documento traz eixos transversais, como as questões de governança, necessidade de legislação e cooperação internacional.</p>
<p>Ele frisou que a IA tem sido tratada no mundo a partir de alguns princípios. “Na OCDE, a prerrogativa é o respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito. Na União Europeia, recentemente, a discussão deu-se quanto a accountability e explicabilidade.” Em relação a isso, lembrou que um dos países europeus [Itália] impôs recentemente restrições ao ChatGPT por não explicitar como trata dados pessoais.</p>
<p>Martinhão também comentou a carta aberta do Instituto Futuro da Vida em defesa da moratória por seis meses no desenvolvimento de ferramentas de IA de grande porte, como o GPT-4: “A medida não parece excessiva diante de possíveis riscos. Precisamos ter uma avaliação prévia antes da continuidade dos projetos, para dimensionar quais são os riscos e consequências da implementação dessas ferramentas”.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maximiliano-martinhao-24-4-23" alt="Maximiliano Martinhão - 24/4/23" class="image-right" title="Maximiliano Martinhão - 24/4/23" /></p>
<p><strong>Área regulatória</strong></p>
<p>Servidor de carreira Anatel, uma agência reguladora, ele afirmou que a área regulatória não existe para ser o calo do setor privado, mas sim para defender os interesses de toda a sociedade. “Por isso é preciso entender que uma tecnologia traz uma série de consequências, podendo levar ao monopólio, prejudicando a concorrência e a livre iniciativa, e considerar que o mercado nem sempre consegue se autorregular”, disse.</p>
<p>“A sociedade deve atentar para fato de que podem acontecer práticas predatórias, barreiras de entrada, aquisição de concorrentes, manipulação de algoritmos, concentração de dados em determinada organização e acentuação de desigualdades sociais”, afirmou.</p>
<p>Segundo ele, mais de 10% dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à internet. “O mesmo pode acontecer com a inteligência artificial, com um custo de US$ 20 por mês para desfrutar de mais recursos de uma plataforma. As pessoas pagam em média R$ 17,00 para carregar o celular pré-pago, como iriam pagar R$ 100,00 num serviço de IA?”</p>
<p>Ao final das exposições, Virgílio Almeida reforçou o alerta sobre dois pontos. O primeiro refere-se às big techs: “O que antevemos é uma concentração maior de poder, e completamente fora do Brasil. Não temos infraestrutura computacional e de dados para processamento dessas questões. Não temos uma política pública para organizar os dados brasileiros, armazenados em bancos do IBGE, do Sistema Único de Saúde e de outros organismos”.</p>
<p>O segundo ponto ressaltado por ele é a necessidade de atenção para o impacto da IA no emprego: “Não podemos caminhar numa direção que não ajude a elevar o nível de emprego e a torná-lo o mais qualificado possível”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Legislação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-08T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-nao-deve-substituir-mecanismos-de-busca">
    <title>ChatGPT não deve substituir mecanismos de busca</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-nao-deve-substituir-mecanismos-de-busca</link>
    <description>Para o professor do ICMC-USP Fernando Osório, ao contrário dessa ferramenta, buscadores são mais atualizados e trazem lista de referências importante para checagem de informações</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-80ee0fd1-7fff-4c34-16b9-bc2c8c472f10"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome57.png/@@images/d24c7143-2b52-4f2a-b64c-cce02fea331a.png" alt="" class="image-left" title="" />O lançamento do ChatGPT, uma ferramenta revolucionária que trabalha com inteligência artificial e foi disponibilizada para o público no final do ano passado, tem trazido cada vez mais debates sobre os impactos que esse tipo de tecnologia tem na sociedade. Para discutir esse tema, o USP Analisa conversou com o docente no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP e integrante do Centro de Inteligência Artificial da USP, Fernando Osório.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que a principal evolução por trás do ChatGPT em relação a outras ferramentas que usam inteligência artificial é o hardware, ou seja, o equipamento que está por trás dele. “Houve uma evolução significativa do poder computacional das máquinas e isso obviamente trouxe as soluções que podem ser apresentadas em aplicações de inteligência artificial, como processamento de voz, de imagens e, no caso do ChatGPT, uma coisa que não estava tão sofisticada, que é a geração de texto. Textos muito bem escritos, muito coesos”, diz o professor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Osório, a perfeição na escrita e no encadeamento das palavras faz com que os usuários tenham uma credibilidade no ChatGPT muito maior do que deveriam ter. “O ChatGPT encadeia as ideias no texto de uma maneira muito interessante, muito bem colocada. Mas isso não quer dizer que sejam corretas as informações. E é aí que talvez começam a surgir algumas questões, porque ele se passa por uma pessoa de um alto nível de conhecimento e de educação pela sofisticação da forma como os textos são produzidos. A gente tem que tomar um certo cuidado principalmente quanto ao conteúdo, pois coesão não quer dizer verdade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O docente destaca ainda que não há possibilidade dessa ferramenta substituir os tradicionais mecanismos de busca - embora ela seja utilizada com frequência para essa finalidade. “O ChatGPT não tem como ser atualizado diariamente, como o Google. É por isso que eu digo: ele não vai, não deve e eu espero que não substitua o Google e outros buscadores. Porque eles dão uma lista de referências onde você pode olhar várias respostas, você pode ver os links de onde vieram essas respostas, seja de um site confiável ou não, e você muitas vezes tem a informação da data de quando ela foi publicada. E isso o ChatGPT não dá”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-05T19:13:25Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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