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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg">
    <title>Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg</link>
    <description>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, fez a conferência inaugural da Intercontinental Academia no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-ica/@@images/b3abeee2-c7d5-4e17-b4f4-9b5c21586533.jpeg" alt="José Goldemberg - ICA" class="image-inline" title="José Goldemberg - ICA" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O físico<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-goldemberg"><span>José Goldemberg</span></a><span>, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, foi o primeiro conferencista a se apresentar na<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><span>Intercontinental Academia (ICA)</span></a><span>, na manhã do dia 20. Ele falou sobre a história da Universidade, como ela se insere no panorama do ensino e pesquisa internacionais e sobre os desafios que enfrenta.</span></p>
<p><span>A conferência fez parte da programação complementar da ICA dedicada à discussão sobre o futuro das universidades. O tema também será objeto de análise no dia 24, quando haverá um encontro, de manhã, com o ministro da Educação,<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro"><span>Renato Janine Ribeiro</span></a><span>, e um seminário à tarde com reitores de universidades públicas paulistas e federais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />José Goldemberg</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-master-class-with-jose-goldemberg" class="external-link">Vídeo </a>/ <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/master-class-with-jose-goldemberg">Fotos</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-das-universidades" class="external-link">Reitores debatem as mudanças e novas atribuições previstas para as universidades</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></strong></i></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports"><i>Relatos Críticos</i></a></strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong><strong><i>Mais informações<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></i></strong></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goldemberg lembrou que as universidades surgiram tarde no Brasil, em parte como consequência das restrições impostas pela Coroa portuguesa no período colonial. Acrescentou que, ao contrário de outras universidades centenárias, que se desenvolveram naturalmente, a USP foi criada de forma planejada, num momento em que a industrialização tinha um forte impulso em São Paulo e havia a necessidade de reestruturação do sistema educacional e de ampliar a formação de mão de obra qualificada.</span></p>
<p><span>Segundo ele, a criação da USP em 1934 foi beneficiada pelo fato de haver muitos intelectuais insatisfeitos com os rumos políticos da Europa no período. "Eles foram convencidos a participar da estruturação da universidade, que surgiu a partir da reunião de escolas já existentes, como as de direito, medicina e engenharia, às quais foram adicionadas outras faculdades."</span></p>
<p><span>Para Goldemberg, dois fatos tiveram especial relevância para o sucesso da iniciativa: a adoção da dedicação integral dos docentes e o financiamento completo da Universidade pelo governo estadual.</span></p>
<p><strong><span>80 anos</span></strong><span></span></p>
<p><span>Em 2014, Goldemberg presidiu a comissão que coordenou as atividades comemorativas dos 80 anos da USP. Um de seus trabalhos foi organizar um volume sobre a efeméride e para isso enviou um questionário aos 52 diretores de unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus. Uma das perguntas era sobre o que unidade havia feito ao longo de sua história como contribuição para a sociedade. Segundo ele, uma parcela dos diretores não soube responder a essa questão, o que demonstra, em sua opinião, como o papel da Universidade ainda carece de definição para muitos pesquisadores.</span></p>
<p><span>O ex-reitor disse que a USP consome 5% da arrecadação dos tributos estaduais, o que equivale a cerca de US$ 2 bilhões, e o custo médio mensal por aluno é de US$ 2 mil. "Mesmo havendo bons cursos e outros não tão bons, apesar dos recursos investidos", ele considera que o financiamento total da Universidade pelo Estado pode ser um bom exemplo para os países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span>No que se refere às comparações internacionais, Goldemberg prefere se basear no ranking do Times Higher Education, onde a USP apareceu na faixa das 201 a 225 mais bem avaliadas. Ele observou que essa colocação não é algo extraordinário, mas, "considerando-se o número de países das universidades mais bem colocadas que a USP, verifica-se que há 150 países no mundo que não possuem uma universidade como ela, o que não é pouca coisa".</span></p>
<p><span>Para o físico, a posição da USP no ranking demonstra que ela possui capacidade de formar pessoal bem informado sobre o que acontece no mundo, sobre que tecnologias estão sendo testadas e quais precisam ser desenvolvidas.</span></p>
<p><span>Goldemberg exemplificou isso com o papel desempenhado por algumas escolas, como no caso do desenvolvimento das pesquisas sobre o etanol capitaneado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, "o que possibilitou que hoje metade da gasolina necessária ao país possa ser substituída pelo etanol de cana-de-açúcar".</span></p>
<p><span>Durante sua exposição, Goldemberg apresentou gráficos sobre a produção científica brasileira e da USP. A constatação é de que a quantidade de<span> </span>papers publicados no exterior tem aumentado. "Isso poderia ser um ótimo indicador do crescimento da produção, no entanto, o impacto dos artigos ainda é baixo: pouco mais de 0,6 para o Brasil e pouco mais de 0,7 para a USP, tomando-se como referência o índice 1 como média internacional" (avaliada pelo número de citações que um artigo recebe).</span></p>
<p><span>Ele lembrou que além das contribuições das ciências naturais aplicadas e das engenharias é preciso ressaltar uma série de contribuições de outra natureza relevantes para a sociedade, as quais não são devidamente computadas nas avaliações. Citou como exemplo a produção dos docentes da Faculdade de Direito, que são referência em muitos julgamentos e pareceres, e com papel decisivo na elaboração de propostas que se transformaram em leis, como no caso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).</span></p>
<p><span>Outra atuação de destaque da Universidade, no seu entender, é o papel desempenhado por vários docentes em atividades de natureza política, institucional e social, como no caso da criação de partidos políticos, na participação do primeiro escalão governamental federal, estadual e municipal, inclusive como chefes do Executivo, e em iniciativas especiais, como aconteceu na Comissão da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos pela ditadura militar.</span></p>
<p><span>Ao finalizar, Goldemberg fez uma analogia entre a proposta acadêmica da ICA, interdisciplinar e interativa, com o papel do IEA, criado durante sua gestão na Reitoria da USP: "O IEA foi criado como estímulo à interação entre os vários grupos da Universidade, de todas as áreas científicas".</span></p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Durante o debate que se seguiu, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a><span>, um dos jovens pesquisadores participantes, perguntou a Goldemberg se ao participar de projetos como a ICA, interdisciplinares e de difícil avaliação pelos procedimentos usuais para isso, um jovem pesquisador não estaria nadando contra a corrente, pois acabaria produzindo menos em sua área de pesquisa. A resposta de Goldemberg foi sucinta e objetiva: "Não concordo. O contato com pesquisadores de outras áreas leva a maior criatividade na área específica de cada um".</span></p>
<p>Perguntado pela fisiologista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carolina-escobar">Carolina Escobar</a><span> sobre que estratégia seria possível adotar para estimular docentes com baixa produção a produzirem mais, Goldemberg disse que geralmente as normais administrativas não possibilitam a demissão dessas pessoas e que, portanto, cabe às chefias de departamento ser mais atuantes nas exigências de produtividade.</span></p>
<p>À pergunta do estatístico Caio Dantas, ex-pró-reitor de Graduação da USP e atualmente pesquisador do IEA, sobre como avaliar os docentes sem grande produção de papers<i>,</i> mas com papel bastante ativo no estímulo ao trabalho de grupos de pesquisa e ao desenvolvimento de estudantes, Goldemberg disse que um dos caminhos seria a instituição de prêmios, assim como acontece em outras áreas do saber, como as artes.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, diretor do IEA quis saber o que Goldemberg recomendaria aos jovens pesquisadores participantes da ICA. A resposta veio numa única palavra: "Agressividade".</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-21T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao">
    <title>Segunda fase da Intercontinental Academia começa dia 6 no Japão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao</link>
    <description>Projeto vai até o dia 18 de março, em Nagoya e Tóquio. Atividades serão transmitidas ao vivo e incluem conferências com dois vencedores do Prêmio Nobel, o físico Toshihide Maskawa e o químico Ryoji Noyori. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Aviso: Devido a questões de direitos autorais, as conferências de Ryoji Noyori e Toshihide Maskawa não serão transmitidas on-line.</strong></p>
<p>Os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> se reunirão de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, no Japão, para a segunda fase do projeto. Quase um ano depois do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">encontro em São Paulo</a> organizado pelo IEA, os treze jovens pesquisadores se preparam para concluir os estudos sobre o tema “tempo” e o conteúdo para um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Esta fase é organizada pelo<a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en"> Institute for Advanced Research (IAR)</a> da Nagoya University, mas conta com o apoio e suporte técnico do IEA. Além do ex-diretor do Instituto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que integra o comitê científico do projeto, dois funcionários do IEA estarão em Nagoya. Rafael Borsanelli e Sérgio Bernardo foram convidados pelos japoneses a integrarem a equipe técnica do evento.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Maskawa-Noyori.jpg" alt="Maskawa e Noyori" class="image-inline" title="Maskawa e Noyori" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Maskawa e Noyori, vencedores do Nobel de física e química em 2008 e 2001</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A programação no Japão inclui conferências com dois ganhadores do Prêmio Nobel, ambos da Nagoya University: o físico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/toshihide_maskawa/index.html">Toshihide Maskawa</a> e o químico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/ryoji_noyori/index.html">Ryoji Noyori</a>. Maskawa dará aula magna no <strong>dia 7 de março, às 13h30</strong>, seguido por Noyori, que falará<strong> às 15h</strong>. Maskawa e Noyori integram um roll de seis vencedores do Nobel provenientes da mesma universidade.</p>
<p>Em 2008, <span>Maskawa e seu colega Makoto Kobayashi levaram o prêmio pelo trabalho que previu a existência de pelo menos três famílias de <i>quarks </i>(uma das três partículas hipotéticas que constituiriam a base de todas as partículas atômicas conhecidas) na natureza. Noyori, que foi homenageado com o Nobel em 2001, dividiu o prêmio com o <span style="text-align: -webkit-center; ">americano </span><span style="text-align: -webkit-center; ">William Knowles</span><span style="text-align: -webkit-center; "> pelo estudo da produção de moléculas catalisadoras para a síntese assimétrica de moléculas </span><i style="text-align: -webkit-center; ">quirais </i><span style="text-align: -webkit-center; ">em reações de hidrogenação.</span></span></p>
<p>Além de <span>Maskawa e Noyori</span>, cerca de 30 expoentes da biologia, física, humanidades, ciências sociais e artes farão conferências ao longo dos 12 dias de encontro. O grupo de jovens também participará de atividades com o reitor da Nagoya University, Michinari Hamaguchi, para discutir o ensino superior e a pesquisa acadêmica no Japão (dia 7 de março, às 18h30, horário do Japão), e com o ex-diretor do Institute for Advanced Study de Princeton, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, para falar sobre o desenvolvimento e o papel dos institutos de estudos avançados (dia 11 de março, às 13h, horário do Japão). As atividades acontecerão no campus da Nagoya University e da Waseda University, em Tóquio. <strong>Veja a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme">programação completa</a>.</strong></p>
<p>Todas as conferências serão transmitidas <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA e da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a>. Os vídeos também serão disponibilizados no site do IEA posteriormente.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong>O projeto</strong></span></p>
<p><span></span>A Intercontinental Academia é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o IAR-Nagoya são os responsáveis pela primeira edição. A fase realizada no Brasil está inserida no programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, sediada no IEA e que tem o apoio do Itaú Cultural.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://www.as.huji.ac.il/content/human-dignity">segunda edição da Intercontinental Academia</a>, com início marcado para o dia 7 de março em Israel, terá como tema a dignidade humana. Os organizadores são o Instituto Israel para Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro para Pesquisas Interdisciplinares (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a>, advogada e militante dos direitos humanos, será um dos 21 jovens pesquisadores integrantes do projeto. Ela foi indicada pelo IEA para participar da segunda edição, que terá 17 mulheres entre os jovens pesquisadores.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Astrofísica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-02T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo">
    <title>A relatividade do tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo</link>
    <description>Naoshi Sugiyama, físico da Universidade de Nagoya, falou sobre o tempo segundo as Teorias da Relatividade Restritra e Geral de Einstein no Workshop de Física da Intercontinental Academia Fase Nagoya, no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoshi-sugiyama" alt="Naoshi Sugiyama" class="image-inline" title="Naoshi Sugiyama" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoshi Sugiyama: didatismo para<br />explicar por que o tempo é relativo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No Workshop de Física da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia Fase Nagoya</a>, no dia 9 de março, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/naoshi-sugiyama">Naoshi Sugiyama</a>, físico da Universidade de Nagoya, falou sobre o tempo segundo as Teorias da Relatividade Restritra e Geral de Einstein.</p>
<p>A abordagem de Sugiyama foi simplificada e didática, para a devida compreensão pelos participantes provenientes das ciências humanas e sociais.</p>
<p>Ele explicou que a Teoria da Relatividade Restrita (1905) se baseia em dois princípios:</p>
<ul>
<li>Princípio da Relatividade, segundo o qual todos os referenciais inerciais (movendo-se em velocidade constante) são iguais;</li>
<li>Princípio da Invariabilidade da Velocidade da Luz, que é a mesma para todos os referenciais inerciais.</li>
</ul>
<p>Segundo ele, a compreensão desses princípios torna fácil entender porque o tempo é relativo e não absoluto, como tinha sido considerado até as teorias de Einstein, que ele citou: “Se o observador está parado, o relógio de um sistema em movimento bate mais devagar.”  Isso é a chamada diluição ou retardo do tempo, disse Sugiyama.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>CONSTRUINDO O TEMPO NA FÍSICA — TENTATIVAS</strong></p>
<p><strong>Conferência de Eliezer Rabinovici — 20 de abril de 2015</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica" class="external-link">As tentativas da física de compreender o tempo</a></li>
</ul>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-eliezer-rabinovici" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele acrescentou que, na Teoria da Relatividade Geral (1915), Einstein inclui o efeito da gravidade na teoria (“com a presença de gravidade forte, o tempo também é retardado”) e estabeleceu o Princípio da Equivalência, pela qual gravidade e força inercial não podem ser distinguidas.</p>
<p>Em relação à vida prática, Sugiyama demonstrou como essa diluição do tempo precisa ser considerada no funcionamento de um Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês). “São necessários no mínimo quatro satélites para a determinação de x, y, z e t (as três dimensões espaciais e o tempo) e o cálculo da distância a partir deles por meio de medição bastante precisa do tempo.”</p>
<p>Essa precisão quanto ao tempo é importante pois se houver um erro de um segundo, como a velocidade da luz é de 300 mil km/s, o local será situado a uma distância de 300 mil km de onde ele realmente está, explicou o físico.</p>
<p>Para que o local seja identificado com margem de 10 cm de erro, o tempo precisa ser medido com uma tolerância de no máximo 3 décimos de bilionésimo de segundo.</p>
<p>O efeito da diluição do tempo pela relatividade implica na identificação de pontos na superfície terrestre fora de sua localização real: “No caso da relatividade especial, como os satélites viajam em alta velocidade (4 km/s), a cada segundo a localização estimada está 25 cm afastada da posição real. No caso da relatividade geral, como a gravidade a 20 mil km de altura é mais fraca que aquela na superfície terrestre, a diferença entre a localização presumida e a real é de 160 cm.”</p>
<p>Para ser preciso, o GPS tem de lidar com a diluição do tempo causada pela velocidade do satélite e a fraca gravidade na altura de sua órbita, comentou Sugiyama.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-15T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Academia Intercontinental é um projeto de cooperação acadêmica internacional, interdisciplinar e singular no universo científico. Gerado no âmbito da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede UBIAS</a> -- formada por 34 Institutos de Estudos Avançados baseados em Universidades --, reúne dois institutos de dois continentes para desenvolverem, ao longo de dois workshops interdisciplinares, uma pesquisa conjunta centrada num tópico temático transversal (conceito 2+2+2).</p>
<p>Na edição inaugural do projeto, o IEA-USP é responsável pela realização do primeiro workshop (eixo Pan-Americano) da Academia; o IAR-Nagoya, pela realização do segundo workshop (eixo Leste-Oriental).</p>
<p>Pela proposta, jovens cientistas e pesquisadores seniores de várias partes do mundo e de diferentes áreas do saber se reúnem para debater o <strong>tempo</strong> sob diferentes ópticas a fim de produzir conhecimento descompartimentado e interdisciplinar. O ineditismo do formato se deve ao fato de a reunião aproximar renomados cientistas de novos expoentes das ciências que foram selecionados por vários institutos de estudos avançados do mundo pelo protagonismo que exercem em suas áreas.</p>
<p>A grande contribuição dos participantes ocorrerá com a dinâmica entre eles, na troca de conhecimento e experiências durante os 12 dias em que estarão em interação. Dentre os resultados, destacamos a preparação de conteúdo inédito para um <i>Massive Open Online Course (MOOC)</i> sobre tempo.</p>
<p>Oportunamente, neste espaço especialmente pensado para a interdisciplinaridade, uma discussão sobre <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">o futuro da universidade</a> será feita pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no período da manhã, e por reitores no período da tarde.</p>
<p>Mais informações sobre a iniciativa, os participantes e conferencistas estão disponíveis no <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">site do projeto</a>.</p>
<p><b>Saiba mais:</b></p>
<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Site do projeto</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Notícias sobre a Intercontinental Academia</a></p>
<p><span>Programação ICA</span></p>
<p><strong>17 de abril</strong></p>
<p>19h - Coquetel e abertura (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>com ministro Renato Janine Ribeiro (Educação), José E. Krieger (Pró-Reitor de Pesquisa da USP), Hernan Chaimovich (CNPq), Martin Grossmann (IEA-USP)</p>
<p>Local: Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>18 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural: A USP e a São Paulo modernista</p>
<p>com Martin Grossmann, Paulo Saldiva e Hugo Segawa</p>
<p>Itinerário: Parque da Independência (Museu Paulista e Museu de Zoologia) &gt; Parque Dom Pedro II &gt; Palácio das Indústrias &gt; Praça da República &gt; Teatro Municipal &gt; Copam &gt;  Centro Universitário Maria Antonia, com audição musical coordenada pelo prof. Eduardo Monteiro &gt; Escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU Maranhão) &gt; Faculdade de Medicina &gt; Avenida Paulista &gt; Avenida 23 de Maio &gt; Museu de Arte Contemporânea (Parque Ibirapuera), performance do grupo NuSom, coordenada pelo Prof Fernando Iazzetta.</p>
<p><strong>19 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 1)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: centro da cidade/Pateo do Collegio/Faculdade de Direito da USP &gt; Praça Kantuta (bairro Canindé) &gt; bairro Pacaembu &gt; bairro Vila Medeiros.</p>
<p>12h – Almoço no restaurante Mocotó</p>
<p>com Rodrigo de Oliveira</p>
<p>14h – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 2)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: USP Leste &gt; bairro Jardim Matarazzo &gt; CREN (Centro de Recuperação e Educação Nutricional)</p>
<p><strong>20 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Aula magna José Goldemberg</p>
<p>Tema: Os 80 anos da Universidade de São Paulo: uma análise crítica</p>
<p>10h30 – Conferência de Matthew Kleban</p>
<p>Tema: <i>Cosmic History and Time’s Arrow</i></p>
<p>14h – Conferência com Laymert Garcia dos Santos</p>
<p><span>Tema: </span><span style="text-align: center; "><i>Myth and Technoscience in Transcultural Amazonas</i></span></p>
<p>16h – Conferência com René Nome</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Playing with Time in Chemistry</i></span></p>
<p>18h – Conferência com Eliezer Rabinovici</p>
<p>Tema: <i>Constructing Time in Physics - Attempts</i></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21 de abril</strong></p>
<p>9h30 – Conferência com Sami Pihlström</p>
<p>Tema: <i>Time and Eternity</i></p>
<p>11h – Conferência com Carolina Escobar</p>
<p>Tema: <i>Adjustment to temporal cycles and the dangers of disrupted biological rhythms</i></p>
<p>14h – Conferência com Ruud Buijs</p>
<p>Tema: <i>The timing of brain and body physiology</i></p>
<p>16h – Conferência com Hideyo Kunieda</p>
<p>Tema: <i>Time in Astronomy</i></p>
<p>18h – Conferência com Till Roenneberg</p>
<p><strong>22 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conferência com Tiago Quental and Luiz Gylvan Meira Filho. Mediação: Vera Imperatriz Fonseca<br /><i>Earth's time and the Anthropocene</i></p>
<p>Tema de Tiago Quental: <i>The dynamics and drivers of biodiversity in geological time</i><br />Tema de Luiz Gylvan Meira Filho - <i>Time scales of and climate change</i></p>
<p>10h30 – Conferência com Karl-Heinz Kohl</p>
<p>Tema: <i>Concepts of time across the cultures: an anthropological view</i></p>
<p>14h – Resumo e fechamento do dia anterior</p>
<p>16h - Conferência com o <i>Course Success Team</i> da Coursera</p>
<p>18h – Conferência com Takao Kondo</p>
<p>Tema: <i>Circadian clock: Chronometry of living organism to live on the Earth</i></p>
<p><strong>23 de abril</strong></p>
<p><span>Dia de descanso com atividades socioculturais</span></p>
<p><strong>24 de abril</strong></p>
<p>10h – Workshop com o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>Tema: A Universidade do Futuro</p>
<p>15h – O Futuro da Universidade</p>
<p>com Marco A. Zago, Carlos Vogt, Naomar de Almeida Filho,Luiz Bevilacqua, John Heath, Klaus Capelle. Debatedores: Helena B. Nader e Marcelo Knobel</p>
<p>18h – Relatoria de Marcelo Knobel</p>
<p><span><strong>25 de abril</strong></span></p>
<p>8h30 – Conferência com Leopold Nosek</p>
<p>Tema: <i>Time and subjectivity</i></p>
<p>10h30 – Plenária</p>
<p>14h - Conferência com Till Roenneberg sobre sua experiência com o Coursera no curso "<a class="external-link" href="https://www.coursera.org/course/circaclock" target="_blank">Ritmo circadianos: como o relógio biológico rege a vida</a>"</p>
<p>16h – Levantamento de questões</p>
<p>18h – Conferência com Vera Lucia Imperatiz-Fonseca</p>
<p><strong>26 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Levantamento de problemas</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com Regina P. Markus</p>
<p><strong>27 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Modelando um <i>MOOC </i>sobre o "tempo"</p>
<p>14h - Modelos e propostas</p>
<p>18h – Conferência com Massimo Canevacci</p>
<p>Tema: <i>The ethnographic experiences of digital cultures and the syncretic mix of spacetimes</i></p>
<p><strong>28 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação dos trabalhos dos dias anteriores</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com o Comitê Científico da ICA</p>
<p><strong>29 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conclusão</p>
<p>14h - Tempo livre</p>
<p>19h – Jantar de encerramento com Neka Menna Barreto (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-13T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/aceleracao-do-tempo">
    <title>As transformações do indivíduo no contexto da temporalidade acelerada  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/aceleracao-do-tempo</link>
    <description>Seminário que o IEA realiza no dia 1º de outubro, às 14 horas, na Sala de Congregação do IRI, terá como tema "Aceleração do Tempo e Pós-Democracia: Violência e Comunicação".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><i><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Tempo_Metropolis-72.jpg/@@images/983000c2-6829-42b6-877f-93395fc38468.jpeg" alt="Tempo Metropolis" class="image-right" title="Tempo Metropolis" /></i></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: center; ">Relacionado</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/aceleracao-do-tempo-e-pos-democracia-violencia-e-comunicacao" class="external-link">Vídeo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/aceleracao-do-tempo-e-pos-democracia-violencia-e-comunicacao-1o-de-outubro-de-2014" class="external-link">Fotos </a><span class="external-link">do evento.</span></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; "><i>Aceleração do Tempo e Pós-Democracia: Violência e Comunicação </i>é o tema do seminário que o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo">Grupo de Pesquisa Humanidades e Mundo Contemporâneo</a> do IEA realiza no dia 1º de outubro, às 14 horas, na Sala de Eventos do Instituto.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo a filósofa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/olgaria-chain-feres-matos" class="external-link">Olgária Matos,</a> professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do grupo, a ideia é analisar a dimensão do tempo no mundo contemporâneo e interrogar o que há de “temporal e atemporal no moderno”. Para isso, o encontro abordará as metamorfoses do sujeito em face das inovações tecnológicas, com foco no processo de aceleração dos ritmos de vida.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Trata-se de compreender as novas figuras da alteridade, da identidade e da interioridade do novo sujeito, particularmente nas relações que requerem a temporalidade extensiva e qualitativa, como o amor, a amizade ou o relacionamento entre pais e filhos", explicou.</p>
<p style="text-align: justify; ">O tema será explorado a partir de três eixos analíticos: o pensamento do filósofo francês Henri Bergson sobre o corpo e a memória; o fenômeno da cultura digital; e o filme "<i>O Estranho Caso de Angélica"</i>, do cineasta português Manoel de Oliveira.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os expositores serão a filósofa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/rita-de-cassia-souza-paiva">Rita Paiva</a>, professora da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/mauro-luiz-rovai">Mauro Rovai</a>, também da EFLCH; e o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, professor visitante do IEA. A mediação ficará a cargo de Matos.</p>
<hr />
<p><strong><i>Aceleração do Tempo e Pós-Democracia: Violência e Comunicação<br /></i></strong> <i>1º de outubro de 2014, às 14 horas<br /></i> <i>Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo, SP (</i><a href="https://www.iea.usp.br/iea/onde-estamos"><span class="s1"><i>localização</i></span></a><i>)<br /></i> <i>O seminário é gratuito, aberto ao público e não requer inscrição. Transmissão ao vivo pela</i><i> </i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span class="s1"><i>web</i></span></a><i>. <br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Tavares, pelo telefone (11) 3091-1686 ou e-mail</i><i> </i><span class="s1"><i><a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br<br /></a></i></span> <i>Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/aceleracao-do-tempo" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/aceleracao-do-tempo</a></i></p>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: cena do filme "Metrópolis" (1927), de Fritz Lang</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Humanidades e Mundo Contemporâneo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-09-17T20:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-testemunho-como-elo-entre-a-memoria-e-a-historia-da-ditadura-militar">
    <title>O testemunho como elo entre a memória e a história da ditadura militar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-testemunho-como-elo-entre-a-memoria-e-a-historia-da-ditadura-militar</link>
    <description>Em seminário realizado no IEA, a historiadora Heloísa Starling falou sobre o uso do testemunho como instrumento de reconstituição histórica do período da ditadura militar brasileira. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/crise-da-filiacao-subjetividade-e-sofrimento-tempo-da-agressao-11-de-marco-de-2015/filiacao-08.jpg/@@images/971d2e6b-4114-4709-bfa3-d14036d351f4.jpeg" alt="Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Assumpção Fernandes e Raul Araújo" class="image-left" title="Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Assumpção Fernandes e Raul Araújo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq.: Heloísa Starling, Olgária Matos, Maria Inês Fernandes e Raul Araújo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Comissão Nacional da Verdade (CNV) falhou em levar os crimes da ditadura militar à cena pública para que a sociedade pudesse fazer juízo dos fatos, afirmou a historiadora <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo/integrantes" class="external-link">Heloísa Starling</a>, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Passamos por três presidentes — Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, todos afetados de alguma forma pela ditadura — e nenhum conseguiu completar a transição democrática."</p>
<p>Starling, que atuou como assessora da CNV, falou sobre o tema no seminário <i>Crise da Filiação: Subjetividade e Sofrimento no "Tempo da Agressão"</i>, realizado pelo<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo" class="external-link"> Grupo de Pesquisa Humanidade e Mundo Contemporâneo</a> do IEA, no dia 11 de março, quando fez uma exposição sobre a importância do testemunho como dispositivo reconstituidor da ditadura militar.</p>
<p>Segundo a historiadora, o uso do relato testemunhal para a reconstituição do passado — instrumento que fundamentou grande parte do trabalho da CVN — é marcado pela tensão entre memória e história. "O passado é um território de disputa e desavença: nem sempre a história consegue acreditar na memória, e a memória desconfia da história se não há direito à lembrança.</p>
<p>Nesse contexto de embate, o testemunho seria um recurso privilegiado por lançar luz sobre episódios da ditadura inacessíveis por outras vias e por dar sustentação jurídica a políticas reparadoras, que permitem compensar os crimes cometidos pelo Estado. Da acordo com Starling, esse recurso revela-se particularmente valoroso porque os militares retêm documentos sobre o período. "O poder militar não se submeteu ao poder civil", disse.</p>
<p>A historiadora avalia que, ao dar vazão à memória num discurso subjetivo e independente, construído em primeira pessoa e sob o ponto de vista das vítimas ou atores, o testemunho dá conta de informações detalhadas e possibilita responder perguntas sobre o passado que a história, sozinha, é incapaz de contemplar.</p>
<p>Ao comentar a relação entre memória, história e testemunho, a filósofa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/olgaria-chain-feres-matos" class="external-link">Olgária Matos</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e mediadora do encontro, destacou os traços distintivos de cada um. Para a filósofa, a memória é mais afetiva e mantém laços estreitos com o acontecimento rememorado; a história, em contraste, é marcada pelo distanciamento crítico e temporal, e o testemunho, por fim, é caracterizado pela riqueza de informações e pela escassez de tempo para processar os fatos testemunhados.</p>
<p><strong>MECANISMOS DE ESQUECIMENTO</strong></p>
<p>Mas, para além da carga informativa, os testemunhos estão por trás da ideia do <i>para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça</i>. Para Starling, relembrar é a melhor forma de evitar repetições dos erros do passado e inventar um presente e um futuro diferentes. "É preciso calçar o sapato do morto para entender o tempo que ele viveu", frisou. E os relatos das testemunhas seriam a primeira via para reconstituir a história e compreender o contexto em que os fatos sucederam.</p>
<p>De acordo com a historiadora, a partir da redemocratização, forjou-se a ideia de que a ditadura foi uma "noite trevosa" marcada pela luta entre os militares e a sociedade civil. "Não foi bem assim. Nenhum regime se mantém só pelo poder. A ditadura não sobreviveu só pela força. A ideia de sociedade democrática é a imagem que Narciso quer ver no espelho", advertiu. "Um dos aspectos silenciados em relação à ditadura foi que o regime teve muito apoio: havia os militares, os grupos de resistência e a sociedade em geral, que buscou sobreviver pelo consentimento, silêncio ou adesão", completou.</p>
<p>Na avaliação de Starling, esses mecanismos de esquecimento ajudam a explicar os pedidos de intervenção militar no Brasil que figuraram na pauta de reinvindicações das manifestações de junho 2014 e que voltaram a aparecer nos protestos subsequentes. Para ela, os indivíduos que levantam essa bandeira constroem um imaginário do regime militar com base naquilo que lhes falta e, por isso, experimentam uma nostalgia do que nunca viveram.</p>
<p>"As pessoas dizem que querem a ditadura, mas não têm a menor ideia do que querem dizer com isso. Extravasam com esse pedido um sentimento de impotência e desencanto. Trata-se de um olhar moralista: 'não tenho memória sobre o que aconteceu', observou, destacando a importância da verdade ser colocada na cena pública.</p>
<p>A questão também foi analisada por Maria Inês Fernandes, professora do Instituto de Psicologia (IP) da USP, e por Raul Araújo, pesquisador associado à University of Liverpool, ambos psicólogos e expositores do encontro.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/humanidades-e-mundo-contemporaneo/integrantes" class="external-link">Fernandes</a>, os pedidos de intervenção militar decorrem do medo causado pela sensação de esfacelamento institucional: "Esse medo faz com que as pessoas peçam algo forte. Elas procuram na mente o que representa o fortalecimento institucional e encontram os militares."</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/raul-augusto-souza-araujo" class="external-link">Araújo</a>, por sua vez, destacou que os mecanismos encobridores da memória tiveram início já no período da ditadura. Segundo o psicólogo, houve um trabalho sistemático e planejado de apagamento e destituição da memória. "A tortura no Brasil foi mais um recurso para impor o silêncio de opositores e criar clima de desconfiança entre pessoas que para obter informações."</p>
<p><strong>SEMINÁRIO</strong></p>
<p>O seminário propôs uma reflexão sobre a formação da subjetividade, dos laços de pertencimento e da memória no "tempo da agressão". Segundo Matos, que é coordenadora do grupo, trata-se de um tempo acelerado, marcado pelo excesso de informações, pela saturação mnemônica e pelos fenômenos de obsessão e eclipse das origens, que estão por trás da transmissão do conhecimento, das experiências e dos laços filiais.</p>
<p>O evento aconteceu na Sala de Eventos do IEA e contou com exposições de Fernandes, que abordou os efeitos do choque de geração entre pais e filhos nos processos de filiação e de construção da identidade; de Araújo, que se concentrou nos instrumentos de reparação, reconciliação, acesso à informação e restituição política de vítimas de crimes cometidos pelo Estado, particularmente na Justiça de Transição; além de Starling.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Humanidades e Mundo Contemporâneo</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-17T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/abertura-da-ica">
    <title>Abertura da Intercontinental Academia destaca originalidade e relevância do projeto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/abertura-da-ica</link>
    <description>Abertura da Intercontinental Academia (ICA) aconteceu no dia 17 de abril, na Faculdade de Medicina da USP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ica-abertura-mesa-2/@@images/a9382acb-2107-481d-8e23-7da9f072574f.jpeg" alt="ICA Abertura mesa 2" class="image-inline" title="ICA Abertura mesa 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Mesa de abertura da Intercontinental Academia contou com a presença do ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro (<i>segundo a partir da direita</i>)</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A sessão de abertura da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a>, realizada na noite de 17 de abril na Faculdade de Medicina da USP, foi marcada pelo entusiasmo dos presentes diante da originalidade do projeto e sua de importância para a colaboração científica e cultural entre pesquisadores de diferentes países, instituições e áreas do conhecimento.</p>
<p>O ministro da Educação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, que integra o Comitê Científico do IEA no projeto, destacou a relevância da iniciativa ao integrar pessoas diferenciadas acadêmica e culturalmente no atual momento, quando palavras como "conhecimento" e "sabedoria" já não possuem sentidos únicos, ao mesmo tempo em que "há dúvidas sobre o que fazer com o conhecimento e a sabedoria não é mais uma constante na ciência".</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-opening" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/intercontinental-academia-17-de-abril-de-2015" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam os resultados do encontro</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/hernan-chaimovich" class="external-link">Hernan Chaimovich</a>, também integrante do Comitê Científico do IEA, afirmou que a ICA é um exemplo de atividade "não canônica" que deve ter mais espaço na formação dos pesquisadores: "A escolha de um tema para ser analisado por pessoas de diferentes culturas e formações é de uma relevância intelectual extremamente rica, um exemplo de como se pode suplantar a interdisciplinaridade e atingir uma transculturalidade academicamente competitiva em qualquer lugar do mundo." Chaimovich também sublinhou a qualidade do perfil científico dos jovens pesquisadores selecionados para o projeto.</p>
<p>O pró-reitor de Pesquisa, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jose-eduardo-krieger" class="external-link">José Eduardo Krieger</a>, representou o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antônio Zago</a>, na solenidade. Krieger, presidente do Comitê Científico do IEA, disse que o projeto contribui para a exploração dos formatos mais produtivos de constituição de redes de colaboração científica. Ele também chamou a atenção para o fato de a ICA caracterizar-se pela interdisciplinaridade e integração de jovens pesquisadores, "que terão importante papel nas sociedades de seus países".</p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, apresentou o histórico e as características do projeto, explicando que, em paralelo à reflexão sobre os conceitos de tempo nas várias ciências, optou-se por incluir outras atividades e temas de discussão, como a discussão sobre o futuro da universidade e a produção de um Mooc (Massive Open Online Course), um curso livre sobre o tempo a ser oferecido ao público via web.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ica-abertura-publico/@@images/dcc5088a-9856-4b4a-8f4b-e17184d6340b.jpeg" alt="ICA Abertura público" class="image-inline" title="ICA Abertura público" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Participantes do projeto e convidados<br />durante a sessão de abertura</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/general-secretary/people">Carsten Dose</a>, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg, Alemanha, secretário geral do projeto, apresentou aos participantes as congratulações dos IEAs integrantes da rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Universisity-Based Institutes for Advanced Study (Ubias)</a>, entidade matriz da ICA. Segundo ele, a concretização da proposta surgida em 2012 significa uma demonstração clara das possibilidades de trabalho conjunto entre os IEAs integrantes da Ubias. Dose fez questão de homenagear o diretor anterior do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/cesar-ades" class="external-link">César Ades</a> (1943-2012), que participou do encontro de formação da Ubias em outubro de 2010 e que impressionou a todos pelo seu entusiasmo com criação da entidade.</p>
<p>Dapeng Cai, do <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en">Instituto de Pesquisa Avançada (IAR) da Universidade de Nagoya</a>, Japão, parceiro do IEA na realização da ICA, destacou os esforços empreendidos para a concretização do projeto e a importância de o produto final ser um Mooc sobre o tempo. Na sua opinião, a produção de um curso online livre demonstra que a ICA, além de possibilitar o compartilhamento de conhecimentos entre os pesquisadores envolvidos, preocupa-se também em compartilhar com o público os resultados atingidos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernanda Resende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T02:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-e-cultural">
    <title>Participantes da Intercontinental Academia conhecem a multiplicidade científica e cultural de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-e-cultural</link>
    <description>Os participantes do primeiro encontro de imersão da Intercontinental Academia conheceram no dia 18 de abril alguns dos marcos significativos da arquitetura e da história da capital paulista.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ica-passeio/@@images/3302ff97-351d-47a8-bc08-ba6369fc8bf2.jpeg" alt="ICA passeio" class="image-inline" title="ICA passeio" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Os participantes do projeto no Parque da<br />Independência, em frente ao Museu Paulista da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira atividade da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net">Intercontinental Academia (ICA)</a> propiciou a seus integrantes uma ampla visão da influência científica e cultural da USP na cidade de São Paulo.</p>
<p>Isso foi proporcionado por um roteiro de visitas de dez horas pelo centro e alguns bairros da cidade no dia 18, que incluiu a <a class="external-link" href="http://www.fm.usp.br/">Faculdade de Medicina</a>, o <a class="external-link" href="http://www.mac.usp.br/">Museu de Arte Contemporânea (MAC)</a> e outras instalações significativas do papel desempenhado pela Universidade no desenvolvimento de São Paulo.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong><span>Roteiro Científico-Cultural</span></strong></i></p>
<p><strong>A USP e a<br />São Paulo Modernista</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/roteiro-cientifico-cultural-a-usp-e-a-sao-paulo-modernista-18-de-abril-de-2015">Fotos </a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/atividade-cientifico-cultural-da-ica-mostra-facetas-da-desigualdade-social-e-da-interculturalidade-na-cidade-de-sao-paulo" class="external-link">Atividade científico-cultural da Intercontinental Academia mostra facetas da desigualdade social e da interculturalidade na cidade de São Paulo</a>"</li>
</ul>
<span>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</span> 
<ul>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Em complemento a isso, os integrantes da ICA também tiveram a oportunidade de conhecer edifícios e monumentos representativos das influências arquitetônicas que marcaram a capital paulista e receber diversas informações sobre a história social, econômica e cultural de São Paulo.</span></p>
<p>A coordenação do roteiro e as explanações foram do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann?searchterm=Martin+Grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span>, com participações do vice-diretor do Instituto, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a><span>, do diretor do MAC, </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/hugo-segawa">Hugo Segawa</a><span>, e dos professores do </span><a class="external-link" href="http://www.fm.usp.br/">Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA)</a><span> Eduardo Monteiro e Fernando Iazetta, ambos na companhia de integrantes de projetos por eles coordenados. A atividade teve como referência o </span><a href="http://prceu.usp.br/pt/programa/giro-cultural/" target="_blank">Giro Cultural</a><span>, projeto da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) coordenado por Grossmann.</span></p>
<p><span>O itinerário incluiu: o Parque da Independência, no Ipiranga, com o Museu Paulista, o Monumento da Independência e o Museu de Zoologia; o Parque D. Pedro II, com o Palácio das Indústrias e o Mercado Municipal; o centro da cidade, com as avenidas São João e Ipiranga, a Praça de República, a antiga sede do Colégio Caetano de Campos, o Teatro Municipal, o Edifício Copan, o edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na rua Maranhão e o Centro Universitário Maria Antonia; o prédio da Faculdade de Medicina; a avenida Paulista; e a sede do MAC no Parque do Ibirapuera.</span></p>
<p><span>Grossmann explicou como a cidade foi influenciada até as primeiras décadas do século 20 pela arquitetura dos palácios europeus do século 19 (Museu Paulista e Teatro Municipal, por exemplo), passando depois a incorporar os valores modernistas, com os projetos de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha e outros arquitetos. O histórico da fundação e da constituição dos acervos dos principais museus de São Paulo (Masp, MAM, MAC e Pinacoteca) foram objeto de explanações detalhadas de Grossmann, que discorreu também sobre a criação da Bienal de São Paulo em 1951.</span></p>
<p>Na visita ao <a class="external-link" href="http://mariantonia.prceu.usp.br/">Centro Universitário Maria Antonia</a>, <span>os pesquisadores foram informados sobre a importância do local como sede da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e como um dos polos de resistência à ditadura militar. No local, tiveram a oportunidade de ouvir uma exposição de Eduardo Monteiro sobre a vida e a obra do compositor paulista do século 19 Alexandre Levy (1864-1892). Monteiro coordena o Laboratório de Piano do Departamento de Música da ECA, onde desenvolve projeto de gravação de toda a obra de Levy. A fala de Monteiro foi acompanhada da apresentação de quatro peças do compositor, executadas por estudantes de graduação e pós-graduação vinculados ao projeto.</span></p>
<p><span>Na Faculdade de Medicina, Paulo Saldiva explicou o papel desempenhado pela faculdade no desenvolvimento da pesquisa médica no Brasil e a importância do Hospital das Clínicas para o atendimento da população da cidade. Saldiva também relatou os riscos à saúde e à vida presentes no dia-a-dia de uma metrópole como São Paulo, desde os inúmeros acidentes de motociclistas até as carências ambientais, como a poluição atmosférica e problemas de saneamento básico.</span></p>
<p><span>No MAC, Hugo Segawa falou sobre as características e papel da instituição no contexto da USP e da cultura de São Paulo e sobre a instalação do museu há três anos em edifício projetado por Oscar Niemayer. No terraço no oitavo andar do museu, todos puderam ter uma vista panorâmica do Parque do Ibirapuera e de boa parte das regiões sul e oeste da cidade, com explicações de Segawa, que dedica parte de suas pesquisas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) à história da paisagem, espaços públicos e jardins públicos urbanos.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span>Ainda no MAC, houve uma apresentação do grupo <a class="external-link" href="http://www2.eca.usp.br/nusom/">NuSom</a>, <span>também do Departamento de Música da ECA e dedicado à pesquisa em sonologia. Foram apresentadas duas peças com interação audiovisual e recursos eletrônicos, além de uma apresentação sobre as características de integração de vários campos artísticos e tecnológicos do NuSom por seu coordenador, Fernando Iazetta.</span></p>
<p><span>O balanço geral da atividade foi extremamente positivo, uma vez que ela possibilitou o primeiro contato mais próximo entre os participantes da ICA. Durante o almoço, num restaurante de comida italiana (e a influência da imigração italiana na cidade fora explicada), já se podia observar a aproximação e a troca de informações, como no caso de um jovem biólogo que propunha a um jovem matemático, seu vizinho de mesa, uma discussão sobre ideia que tivera e que envolvia biomatemática.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Rafael Borsanelli/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T05:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica">
    <title>Matthew Kleban discute a flecha do tempo e a evolução do Universo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica</link>
    <description>O físico teórico Matthew Kleban foi o primeiro conferencista do eixo tempo Tempo da Intercontinental Academia, no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/matthew-kleban/@@images/1b7871bb-5778-4a1c-b855-03c3f83f8566.jpeg" alt="Matthew Kleban" class="image-inline" title="Matthew Kleban" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico teórico Matthew Kleban, da New York University</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira conferência da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a> <span>sobre o eixo temático Tempo, no dia 21, discutiu o que se sabe da história e do possível futuro do Universo e o conceito de "flecha do tempo", que prevê apenas uma direção para o transcorrer do tempo, considerando que o passado e o futuro são diferentes, concepção intimamente ligada à cosmologia.</span></p>
<p><span>O conferencista foi o físico teórico </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/matthew-kleban">Matthew Kleban</a><span>, da New York University, Estados Unidos, que se dedica ao estudo da teoria das cordas e à história do início do Universo.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA<br /><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Matthew Kleban</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-matthew-kleban" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica" class="external-link">As tentativas da física de contruir o tempo</a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
<strong><i></i></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Ele comentou que, ao contrário do suposto na flecha do tempo, há leis físicas que preveem uma dupla direção, com uma simetria entre passado e futuro, mas ressaltou que essa ideia ainda é muito confusa para os físicos.</span></p>
<p><strong><span>Entropia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Segundo ele, se isso for correto, a diferença entre passado e futuro deve estar relacionada "a um aspecto 'ambiental', um acidente da história, como a diferença entre as Américas do Norte e do Sul, mas universal, aplicável em qualquer lugar e em qualquer momento".</span></p>
<p><span>Quando a entropia ('desordem') é pequena ela tende a aumentar e a direção do seu crescimento define o futuro, disse Kleban. Dessa forma a entropia, que era muito pequena no início do Universo, é o fator "ambiental" para a diferença entre o passado e o futuro. "Todavia, nada impede que a flecha do tempo tenha um movimento reverso em razão de algum outro aspecto 'ambiental'".</span></p>
<p><strong><span>Cosmologia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Ao falar da cosmologia, ele primeiro definiu o que é essa ciência: "O ramo da astrofísica que estuda a estrutura do Universo nas maiores escalas acessíveis; isso inclui o estudo do nascimento, da morte (ou do futuro) e da evolução do Universo ao longo do tempo".</span></p>
<p><span>Entretanto, como o Universo tem 14 bilhões de anos, só podemos ver uma parte dele, ainda que vastíssima, correspondente à distância percorrida pela luz nesses 14 bilhões de anos, comentou. "Ao observar o passado, vemos que o Universo era mais quente e opaco há 14 bilhões de anos, por isso não podemos ver (ao menos diretamente) seu nascimento".</span></p>
<p><span>Na sequência de sua apresentação, Kleban tratou do conteúdo atual do Universo. Disse que existem cerca de 100 bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas; na Via Láctea, há em torno de 300 bilhões de estrelas e seu centro é ocupado por um gigantesco buraco negro, chamado Sagittarius A*, com massa equivalente a 4 milhões de sóis, mas com raio (previsto em teoria) de apenas 17 vezes o tamanho do Sol. O sistema solar também orbita o centro da galáxia, mas sua orbita dura 200 milhões de anos.</span></p>
<p><strong><span>A Lei de Hubble</span></strong><span></span></p>
<p><span>Esse painel sobre as galáxias no Universo foi utilizado por Kleban para introduzir seus comentários sobre a expansão do Universo. O personagem central no caso foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1989-1953), que nos anos 20 possuía um telescópio capaz de observar cerca de 50 galáxias (o Telescópio Hubble, em órbita na Terra há 25 anos, permite observar 10 mil galáxias ao apontar para uma fração de 10 milionésimos do céu).</span></p>
<p><span>Kleban explicou que Hubble notou algo estranho nas galáxias: quanto mais longe uma galáxia estava, mais rápido ela se afastava da Terra. Essa observação levou à chamada Lei de Hubble: v = Hd, onde H é uma constante com unidades 1/tempo. Com essa lei foi possível calcular quando todo o conteúdo do Universo estava junto: há 14 bilhões de anos.</span></p>
<p><span>Em seguida, Kleban inverteu a flecha do tempo, como se a história do Universo caminhasse para trás, desde quando as galáxias eram apenas gás, passando pelo aquecimento cada vez maior, a opacidade, a nucleossíntese de prótons e nêutrons de hélio e lítio, a inflação (quando o volume do Universo cresceu de forma extraordinária em uma fração ínfima de segundo), até chegar à chamada singularidade, "onde até mesmo a simples especulação desmorona".</span></p>
<p><span>Ele ressaltou que cada uma dessas fases do Universo produziu enorme entropia e que mesmo atualmente ela está crescendo. "A vida pode ser vista como um processo que acelera a produção de entropia, assim como estrelas e buracos negros fazem isso ainda mais."</span></p>
<p><span>As observações de Hubble sobre a expansão do Universo criaram um profunda e estranha ideia: algo como se a Terra fosse o centro do qual tudo se afasta, uma espécie de retomada do geocentrismo de Ptolomeu.</span></p>
<p><strong><span>Relatividade</span></strong><span></span></p>
<p><span>Kleban explicou que em 1916, dez anos antes das observações de Hubble, Albert Einstein (1879-1955) criara a teoria da relatividade geral, uma sequência da teoria especial da relatividade (1905), que unificara tempo e espaço (e energia e momento). "Na teoria da relatividade de Einstein, o tempo é relativo, transcorre mais devagar para um objeto se movendo em alta velocidade ou imerso num campo gravitacional. Mas mesmo na relatividade o tempo não transcorre de forma inversa".</span></p>
<p><span>Segundo Kleban, a relatividade geral é uma teoria da gravidade e também uma reformulação radical da natureza do espaço e do tempo, que se tornam intimamente conectados e dinâmicos. Assim, a aparente força da gravidade deixa de ser uma força comum, tornando-se algo como uma "pseudoforça" ou "força fictícia".</span></p>
<p><span>Após detalhar algumas implicações disso, inclusive a curvatura do espaço-tempo, Kleban explicou porque a Lei de Hubble funciona: "É por que o Universo está se expandindo, e isso apresenta implicações para o passado e o futuro."</span></p>
<p><span>No caso do futuro, alguns acreditam que a expansão continuará infinitamente, com a velocidade diminuindo gradativamente, mas sem parar. Nessa hipótese, explicou o conferencista, as estrelas acabariam por queimar todo seu combustível e o Universo se tornaria frio e morto, mas isso provavelmente não seria o fim, que ocorreria mais tarde.</span></p>
<p><span>Outros pesquisadores pensam que a expansão atingirá um nível máximo e depois o Universo se contrairá. Após um tempo finito, a densidade será infinita, numa singularidade que é chamada de Big Crunch (grande esmagamento).</span></p>
<p><span>Há também quem considere a possibilidade de uma situação limítrofe entre as duas hipóteses.</span></p>
<p><span>No entanto, explicou Kleban, há duas surpresas relacionadas a essas hipóteses: a primeira é que nos últimos bilhões de anos a expansão do universo tem se acelerado, devido à energia escura. A segunda é que a velocidade dessa expansão parece estar muito próxima da velocidade da situação limítrofe. Isso significa, segundo Kleban, que o Universo continuará a se expandir para sempre, mas sem atingir zero grau nem uma verdadeira morte quente.</span></p>
<p><strong><span>Multiverso</span></strong><span></span></p>
<p><span>E quanto ao início de tudo, o Big Bang? Kleban disse que "algumas adições bem-intencionadas às leis físicas podem afetar dramaticamente a natureza do Big Bang e remover a singularidade, sem alterar nenhum experimento realizado na Terra".</span></p>
<p><span>Um de seus maiores interesses é o chamado "multiverso" da teoria das cordas. "Na teoria das cordas, o Big Bang não foi uma singularidade nem o início do tempo. Foi o nascimento de uma 'bolha' de uma nova 'fase'". O multiverso comportaria o surgimento de inúmeras bolhas.</span></p>
<p><span>Com a teoria das cordas, é possível entender o que havia antes do Big Bang e o que existe "fora do Universo" (na verdade, fora da bolha visível onde a parte observável está inserida), de acordo com Kleban. Entretanto, ele ressalvou que a teoria não funciona em Big Crunches (devido à flecha do tempo, na verdade) por ela previstos. "A teoria também não funciona em situações de baixa entropia."</span></p>
<p><span>Concluindo, Kleban disse que para ele a ideia mais atraente é a de um Universo em média sem tempo, com quase todo o tempo em equilíbrio com uma entropia quase máxima, havendo raras flutuações da entropia para baixo, o que produz uma flecha do tempo local. No entanto, "essa ideia parece não funcionar, mas predizer milagres".</span></p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Sedini/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-23T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/carolina-escobar-ica">
    <title>Carolina Escobar trata da importância da regularidade dos ritmos biológicos para a saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/carolina-escobar-ica</link>
    <description>A fisiologista Carolina Escobar, da Universidad Nacional Autónoma de México, falou dos fatores que alteram os ritmos biológicos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carolina-escobar-1" alt="Carolina Escobar" class="image-inline" title="Carolina Escobar" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>A fisiologista Carolina Escobar,<br />da Universidad Nacional Autónoma de México</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Para a fisiologista<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carolina-escobar" target="_blank"><span>Carolina Escobar</span></a><span>, da Universidad Nacional Autônoma de México (Unam), o tempo está inserido no ser humano, é intrínseco à vida.</span></p>
<p><span>No início de sua conferência na<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><span>Intercontinental Academia</span></a><span>, no dia 21, ela contestou a observação feita pelo físico </span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/eliezer-rabinovici" target="_blank"><span>Eliezer Rabinovici</span></a><span><span> </span></span><span>na conferência que este fez no dia 20, quando disse que a reação dos homens pré-históricos ao pôr-do-sol era o pânico. Carolina disse que a evolução biológica dotou os seres vivos de um relógio interno que permite uma antecipação às situações: "Quando o sol se põe, os animais estão preparados para isso e sabem como devem se portar, inclusive para se proteger de predadores".</span></p>
<p><span>De acordo com Carolina, observar a passagem do tempo não explica a vida, pois o corpo muda constantemente no decorrer da flecha do tempo (progressividade do tempo em direção ao futuro), estando exposto à mudança durante os ciclos diários, as fases da Lua e a translação da Terra em torno do Sol, com diferenças entre o período diurno e o noturno, na temperatura, na umidade, nos ventos e em outras variáveis.</span></p>
<p><span>Ela exemplificou com as mudanças de plantas e animais em cada estação do ano. Citou a variação de peso de pássaros em função das necessidades de migração, capacidade de encontrar alimento, reprodução etc. "Se os animais não tivessem o tempo dentro de si, não sobreviveriam."</span></p>
<p><span>Segundo a expositora, os habitantes das altas latitudes (zonas temperadas e polares), que estão suscetíveis a mudanças marcantes entre as estações, apresentam maior incidência da "depressão de inverno" que os habitantes das zonas tropicais. "Os seres humanos não migram e pagam um preço por isso." Segundo ela, experimentos com maior exposição dessas pessoas à luz demonstraram a diminuição da depressão.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA<br /><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Carolina Escobar</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-carolina-escobar" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-interacao-do-relogio-biologico-com-os-processos-fisiologicos" class="external-link">A interação do relógio biológico com os processos fisiológicos</a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Carolina explicou que o hormônio melatonina (produzida pelo organismo apenas à noite) regula o sono e desempenha papel fundamental para a bioquímica cerebral, inclusive na disponibilidade da serotonina, neurotransmissor responsável pelo estado de vigília.</span></p>
<p><span>Como as noites são mais longas no inverno das altas latitudes, há maior produção de melatonina, com a redução da atividade bioquímica ligada ao estado de alerta, o que acaba levando à ansiedade e depressão. O mesmo processo desencadeia também a síndrome metabólica e as pessoas ganham peso.</span></p>
<p><span>De acordo com Carolina, há indícios de que as próprias fases da Lua, com variação na luminosidade noturna, afetam alguns ritmos do organismo, como o ciclo menstrual das mulheres, que tendem, segundo algumas evidências, a sincronizar com o ciclo de 28 dias da Lua.</span></p>
<p><span>A regularidade com que os olhos percebem a alternância de claro e escuro do dia e da noite é importante para o funcionamento do cérebro e demais órgãos. A fisiologista disse que em muitos idosos que raramente saem de casa, onde ficam expostos à luz artificial durante o dia e parte da noite, há alteração na ativação dos ciclos de sono e vigília. Segundo a pesquisadora, quando expostos a uma luminosidade adicional durante o dia, esses idosos começam a dormir melhor e a ser mais ativos.</span></p>
<p><span>Carolina considera que uma das principais causas da dessincronização dos ritmos biológicos dos seres humanos é o fato de os indivíduos estarem cada vez menos expostos à natureza e com excessiva atividade noturna. As consequências disso, explicou, são as doenças gastrointestinais, distúrbios psíquicos, câncer, estresse, falta de concentração, obesidade, ansiedade e depressão. Estabelece-se um ciclo pernicioso: "As doenças mudam os ritmos biológicos e esses ritmos alterados levam a doenças".</span></p>
<p><span>A importância da correta convivência com o ciclo claro-escuro do dia e da noite para o desenvolvimento do organismo foi demonstrada por experimento que a equipe de Carolina fez na unidade de terapia intensiva neonatal de um hospital mexicano. Parte dos bebês prematuros teve a cabeça coberta parcialmente com uma cúpula durante as noites, para que seus olhos recebessem menor luminosidade, uma vez que a UTI fica totalmente iluminada 24 horas por dia. </span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-24T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-rene-nome">
    <title>René Nome fala sobre a dinâmica das moléculas em fenômenos de curta duração</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-rene-nome</link>
    <description>No primeiro dia de conferências da Intercontinental Academia, o químico René Nome traçou um panorama dos progressos que vem sendo feitos no âmbito da observação de processos físico-químicos em nível molecular e em tempo real.  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015/20-abril-conferencias-05.jpg/@@images/8a2f51ba-5233-4676-8862-67af1e21d351.jpeg" alt="Conferência com René Nome - 20 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência com René Nome - 20 de abril de 2015" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O químico René Nome, da Unicamp</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os avanços científicos e tecnológicos que possibilitam observar a dinâmica das moléculas em tempo real foram discutidos por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/rene-nome">René Nome</a> na conferência <i>Brincando com o Tempo na Química</i>, realizada na segunda-feira, dia 20, na primeira rodada de exposições sobre o tema "tempo" da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<p>Nome, que é professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolve pesquisas com espectroscopia ultrarrápida na área da femtoquímica, voltada para o estudo dos fenômenos físico-químicos que acontecem em intervalos de tempo muito curtos, na ordem de femtosegundo (unidade de medida correspondente a 10<sup>-15 </sup>segundo ou a um milionésimo de bilionésimo de segundo).</p>
<p>Na sua exposição, o conferencista falou sobre os desafios de investigar o comportamento das moléculas durante as reações químicas, o que envolve lidar com estruturas muito pequenas e processos muito rápidos. Ele explicou que, quando se estuda esse tipo de fenômeno, "é preciso ver para acreditar" e, por isso, faz-se necessário o uso de instrumentos ópticos especiais, à base de pulsos de lasers ultracurtos, com duração de 1 femtosegundo. Estes instrumentos funcionam como câmeras fotográficas de altíssima resolução temporal, com capacidade de captar imagens de eventos extremamente fugazes, como estados de transição, vibrações e rotações moleculares.</p>
<p><strong>PRECURSORES</strong></p>
<p><span>Nome enfatizou que as pesquisas com espectroscopia ultrarrápida só chegaram no estágio em que estão devido às contribuições de cientistas que lançaram as bases para técnicas e tecnologias utilizadas atualmente, com destaque para Ahmed Zewail, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1999, e Eric Betzig, William Moerner e Stefan Hell, ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2014.</span></p>
<p>Zewail, tido como pai da femtoquímica, foi laureado pelo pioneirismo na condução de experimentos que possibilitaram a observação do estado de transição em reações químicas a partir da espectroscopia de femtosegundo. <span>O estudo que lhe rendeu o prêmio inovou ao utilizar feixes de laser de curta duração para captar imagens do que acontecia quando ligações químicas rompiam-se e novas eram criadas. Nascia ali a máquina fotográfica mais rápida do mundo, capaz de fotografar átomos e moléculas em movimento no curso de uma reação química, como se estivessem em câmera lenta.</span><span></span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />René Nome</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-rene-nome" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desvendando-o-relogio-biologico-de-seres-unicelulares" class="external-link">Desvendando o relógio biológico de seres unicelulares</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Após 15 anos, Betzig, Moerner e Heel foram premiados pelo desenvolvimento da microscopia de fluorescência de alta resolução, que elevou a capacidade de observação da microscopia à escala nano. Antes, acreditava-se que a resolução ótica máxima limitava-se à metade do comprimento das ondas de luz. A técnica inaugurada pelos pesquisadores rompeu essa barreira ao tornar possível visualizar processos químicos dentro de células vivas em tempo real e em nível molecular, dando início à nanoscopia.</span></p>
<p><span>As descobertas do trio, ponto de partida para diversas pesquisas, abriram caminho para que se pudesse, por exemplo, ver a criação de sinapses em células nervosas e investigar proteínas envolvidas em doenças como Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer.</span><span> </span></p>
<p><strong>DESDOBRAMENTOS</strong></p>
<p>Na esteira dos precursores da femtoquímica e da nanoscopia, Nome vem desenvolvendo estudos no campo da espectroscopia ultrarrápida com o objetivo de entender o papel do ambiente em processos físico-químicos pouco previsíveis.</p>
<p>O conferencista falou de forma aprofundada sobre um estudo em particular, dedicado à observação em nível molecular dos mecanismos e da transferência de energia durante a fotossíntese, considerada um dos processos mais rápidos já registrados pelo homem.<span> </span></p>
<p>O projeto visa a compreender como se dá a migração da energia solar dos "complexos antena" para os centros de reação onde ocorre a fotoquímica, isto é, como uma molécula absorve a luz do sol e transfere a energia o mais rápido possível para outra molécula, que está distante. <span>Para isso, Nome utiliza pulsos de laser de curta duração, cuja principal vantagem é o caráter monocromático, indicador do alto grau de coerência temporal. Isso significa que as fases das ondas de luz são sincronizadas, de modo que os fótons caminham juntos no tempo, numa mesma frequência. </span></p>
<p><span>De acordo com o pesquisador, os dados obtidos até o momento ajudam a explicar a eficiência de absorção de luz fotossintética e sua transdução em energia.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-24T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-regina-markus">
    <title>Teoria sobre relação entre hormônio do sono e defesa do organismo é tema da conferência de Regina Markus</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-regina-markus</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia (ICA) sobre o eixo temático "Tempo", a bióloga Regina Markus apresentou sua teoria sobre o papel da melatonina na resposta imunológica do corpo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: right; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-regina-markus-2" alt="Conferência Regina Markus - 2" class="image-inline" title="Conferência Regina Markus - 2" /><br />A bióloga Regina Markus, do<br />Instituto de Biociências da USP<span></span></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A bióloga <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/regina-markus">Regina Markus</a> falou aos <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates">participantes</a> da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) sobre a relação entre a melatonina, hormônio que regula o sono, e a ativação do sistema imunológico na conferência <i>Pare, Pare, Pare... Uma Pausa Necessária no Fluxo do Tempo</i>, realizada neste domingo, dia 26.</p>
<p>A exposição de Markus, que é membro do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/iea-usp-scientific-committee">comitê científico do IEA para a ICA</a>, concentrou-se na organização temporal dos ciclos biológicos influenciados pela variação de luz e, particularmente, na teoria do Eixo Imune-Pineal, desenvolvida pelo seu grupo de pesquisa no Laboratório de Cronofarmacologia do Instituto de Biociências (IB) da USP, o qual chefia.</p>
<p>Segundo a teoria, quando o organismo é desafiado por um agente patológico, como vírus, fungo ou bactéria, e precisa se defender rapidamente, o corpo força uma parada transitória do relógio circadiano do corpo, responsável por sincronizar os ritmos internos e o ambiente exterior. Nesse momento de pausa, a regulação das funções biológicas diurnas e noturnas torna-se secundária e dá lugar à resposta imune inata.</p>
<p>Markus apresentou uma série de experimentos conduzidos <i>in vitro</i> (no ambiente controlado do laboratório) e <i>in vivo</i> (em tecidos de organismos vivos) no seu laboratório, os quais mostram que a parada transitória do relógio circadiano é possível graças à comunicação bidirecional entre o sistema imunológico e a pineal — glândula localizada na região central do cérebro, encarregada da sincronização dos ritmos do corpo com os chamados ciclos claro/escuro.</p>
<p>Em condições normais, em que o organismo não está sob ameaça, quando anoitece a escuridão estimula a pineal a produzir a melatonina. O hormônio, conhecido como "hormônio do escuro" ou "hormônio do sono", cai na corrente sanguínea e informa todas as células que é noite, abrindo caminho para o estado de sonolência. Em contrapartida, quando amanhece, o aumento da intensidade da luz inibe a glândula e a produção da melatonina cessa, permitindo que o corpo desperte e torne-se ativo para o dia.</p>
<p>Essa mediação hormonal entre corpo e mente regula o relógio biológico, possibilitando que o organismo faça os ajustes necessários para a manutenção dos ciclos vitais de 24 horas.</p>
<p><strong>PAUSA NO TEMPO</strong></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Regina Markus</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-regina-p-markus" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/regina-markus-intercontinental-academia/view" class="external-link">Apresentação</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/carolina-escobar-ica" class="external-link">Carolina Escobar trata da importância da regularidade dos ritmos biológicos para a saúde</a></li>
</ul>
<br /> 
<ul>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-regina-markus-1" alt="Conferência Regina Markus -1" class="image-left" title="Conferência Regina Markus -1" /></p>
<p>Entretanto, na presença de uma ameaça externa, a produção da melatonina é alterada e o ajuste fino entre ritmos biológicos e luminosidade ambiental é interrompido.</p>
<p>Para chegar a esta conclusão, Markus partiu da hipótese de que as funções do "hormônio do escuro" vão além da regulação do sono e se estendem à defesa do organismo, mais especificamente à atuação na barreira hematoencefálica — mecanismo químico que filtra o que pode chegar ao cérebro.</p>
<p>A barreira funciona como uma porta: quando fechada, impede que os leucócitos (células de defesa do organismo) migrem da corrente sanguínea para os tecidos sadios e gere uma resposta imune indevida, que Markus chama de "inflamação espúria".</p>
<p>A pesquisadora explicou que a melatonina é um elemento central no funcionamento dessa barreira: o hormônio inibe a permeabilidade da camada celular dos vasos sanguíneos, impedindo que os leucócitos atravessem para os tecidos desnecessariamente.</p>
<p>Mas, se receptores da pineal recebem a informação de que um agente infeccioso entrou no organismo, a glândula bloqueia a síntese da melatonina. Na ausência do hormônio, a barreira hematoencefálica se abre e permite que as células de defesa passem da corrente sanguínea para o tecido lesionado. Criam-se, assim, as condições necessárias para que o corpo reaja rapidamente à ameaça de um patógeno, dando início à primeira fase da resposta imune inata.</p>
<p>Por outro lado, se os níveis de melatonina no sangue são reduzidos, então a regulação dos ciclos claro/escuro fica comprometida e o corpo não consegue sincronizar os ritmos internos com os período diurno e noturno.</p>
<p>Segundo Markus, é por isso que o relógio biológico fica desajustado quando estamos doentes. "Nessa primeira parte da resposta imunológica, o organismo precisa parar no tempo para se recuperar. É o que acontece quando estamos resfriados e não conseguimos dormir à noite, mas ficamos sonolentos durante o dia."</p>
<p style="text-align: right; "><i style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-28T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek">
    <title>A relação entre a consciência do eu e a percepção do tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek</link>
    <description>O psicanalista Leopold Nosek fez a conferência Mito e Nascimento: Uma Reflexão sobre a Temporalidade na Intercontinental Academia no dia 25 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-leopoldo-nosek/@@images/55aa8e1f-7d47-487e-ac10-5866e7241855.jpeg" alt="Conferência Leopoldo Nosek" class="image-inline" title="Conferência Leopoldo Nosek" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O psicanalista Leopold Nosek</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Qual é a relação do discernimento da consciência do eu – no sentido de apreensão da própria existência pelo indivíduo – com a percepção do tempo? O psicanalista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/leopold-nosek">Leopold Nosek</a> <span>dedicou sua conferência no dia 25 de abril na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a> à análise dessa questão. <span> </span><i>(Leia o texto completo da <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/tempo-e-subjetividade" class="external-link">exposição</a>.)</i></span></p>
<p>Para ele, diante do fato de que a consciência do eu inclui temporalidade e a humanização pressupõe a percepção do tempo, cabe perguntar como o tempo se apresenta ao ser humano e como ele é apreendido.</p>
<p>Na sua argumentação, Nosek valeu-se de analogias com obras de “dois escritores que trataram da relatividade do tempo dentro da tradição racionalista”: a “A Montanha Mágica” (1924) e “Doutor Fausto”(1947), ambos do alemão Thomas Mann (1875-1955); o “O Leopardo” (1958), do italiano Tomasi di Lampedusa (1896-1957).</p>
<p>Na passagem de “A Montanha Mágica” citada por Nosek, Hans Castorp, o personagem principal, acaba por chegar à conclusão de que para a mente o tempo não flui uniformemente, apenas assume-se que é assim para a boa ordem das coisas, e todas as medições do tempo são apenas convenções.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo Temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />Leopold Nosek</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/tempo-e-subjetividade" class="external-link">Texto completo<br />da conferência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/talk-with-leopold-nosek" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concepcao-de-tempo-em-diferentes-sociedades-e-tema-de-conferencia-da-ica" class="external-link">Concepção do tempo em diferentes sociedades é tema de conferência da Intercontinental Academia</a>"</p>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net/</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Segundo Nosek, o tempo e a consciência do eu são temas contemporâneos. Ele destacou o papel desempenhado por “Interpretação dos Sonhos” (1900), de Sigmund Freud (1856-1939), como um dos marcos importantes do ponto de vista da percepção para a maioria dos textos que falam da modernidade.</span></p>
<p><span>Nessa obra de Freud, disse, pode-se encontrar a perda da ingênua confiança na mente consciente e o inexorável hiato entre o consciente e o inconsciente. Para Nosek, poderia se falar da modernidade como consciência da ruptura.</span></p>
<p><span>Para tratar dessa emergência da ruptura, Nosek disse que é preciso lembrar o quão curto foi o Renascimento, “com sua visão do indivíduo gloriosamente inserido em uma perspectiva sobre a qual ele já tinha domínio”. Logo, acrescentou, surgiu o Maneirismo, "com suas figuras deformadas, sua subjetividade em sofrimento”.</span></p>
<p><span>Ele disse que o historiador da arte Arnold Hauser (1992-1978) situou no Maneirismo o começo da percepção do homem moderno, “a percepção de uma unidade rompida, uma harmonia desfeita”.</span></p>
<p><span>Quanto a “O Leopardo”, Nosek lembrou que o romance se passa em meados do século 19, período da reunificação e modernização da Itália, e o personagem principal, Don Fabrizio, Príncipe de Salina, depois de um baile, dá-se conta que ele, diferentemente de outros, captura a passagem do tempo, que vem acompanhado de “progresso, destruição de velhas estruturas, criando novas riquezas e adicionando novas desolações”.</span></p>
<p><span>De acordo com Nosek, “o Príncipe de Salina tem um lampejo de sua própria pele, ele agarra sua circunstância, seu destino histórico e seu ser subjetivo; seu próprio lugar lhe é revelado. O que mais poderia ser obtido?"</span></p>
<p><span>Para o psicanalista, esse apoderar-se da circunstância e do tempo se mescla com a apreensão dos limites e do espaço da existência humana: “Continuamos, dessa forma, dentro do nosso tema: a interconexão da consciência do eu, consciência de seu ‘lugar próprio’, relacionada com a imagem do tempo definida pela frustração e pela limitação”.</span></p>
<p><span>Em “Doutor Fausto”, o personagem principal, o músico Adrian Leverkühn, faz um pacto com o diabo, Mephistopheles, dando-lhe sua alma em troca de 24 anos de genialidade como compositor.  Nosek destacou que Mephistopheles adverte o músico para prestar atenção na ampulheta.</span></p>
<p><span>Para Nosek, a advertência de Mephistopheles significa que Leverkühn deve cuidar em ter consciência da vida. Como consequência do pacto, Lerverkühn ingressa na modernidade, “por espaços atonais, expandindo os espaços da contradição musical, acompanhado por questionamentos da ciência, pela teoria da incerteza e do acaso”.</span></p>
<p><span>Ele finalizou sua exposição com algumas proposições feitas pelo psicanalista Donald Meltzer (1922-2004) em seu livro “Explorations in Autism” (1975), onde ele organiza o espaço da vida em uma “geografia da fantasia” que se move no tempo.</span></p>
<p><span>De acordo com Meltzer, o tempo vivenciado pode ser um claustro onde eventos não estão disponíveis para a memória e para o pensamento (funcionamento inerente ao autismo); circular, sem desenvolvimento e onde a morte não existe; ou ainda oscilatório, movendo-se de dentro para fora do objeto e vice-versa, uma contínua operação de omnipotência que torna reversível a diferenciação do eu em relação ao objeto e reversível também a direção do próprio tempo.</span></p>
<p><span>Segundo Nosek, para ser unidirecional e linear, do nascimento à morte, é preciso um processo penoso, nunca completado, de renúncia à fusão do eu com o objeto, de luta contra o narcisismo, de redução da omnipotência.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-28T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-sami-pihlstrom">
    <title>Conferência da Intercontinental Academia propõe reflexão filosófica sobre tempo e eternidade </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-sami-pihlstrom</link>
    <description>O filósofo Sami Pihlström, diretor do Collegium Helsinque de Estudos Avançados, na Finlândia, tratou da metafísica do tempo e da temporalidade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sami-pihlstrom-via-video-conferencia/@@images/160f523d-e96d-4bef-b4e4-04cdd96df4bc.jpeg" alt="Sami Pihlström via videoconferência" class="image-inline" title="Sami Pihlström via videoconferência" /><br /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O filósofo Sami Pihlström, durante a videoconferência que fez a partir do Collegium Helsinque de Estudos Avançados, Finlândia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em videoconferência da <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA) realizada no dia 20, <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/sami-pihlstrom">Sami Pihlström</a>, professor de filosofia da religião na Universidade de Helsinque, na Finlândia, abordou as noções de tempo e eternidade na perspectiva filosófica.</p>
<p>Pihlström, que é também diretor do Collegium Helsinque de Estudos Avançados da Universidade, dedicou sua exposição mais a suscitar tópicos de reflexão para os <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/candidates">participantes da ICA</a> que a oferecer respostas. Ele deu início a sua fala levantando dois problemas filosóficos centrais sobre a metafísica do tempo e da temporalidade: "O que é o tempo? O tempo é fundamentalmente real ou é apenas uma forma do homem categorizar a realidade?"</p>
<p>De acordo com o conferencista, essas questões conduzem a duas grandes concepções do tempo: a do realismo, que vê o tempo como "uma característica básica do universo espaço-temporal", dotada de uma verdade objetiva; e a do idealismo transcendental kantiano (elaborado pelo filósofo alemão Immanuel Kant), segundo a qual o tempo é uma construção subjetiva das faculdades cognitivas humanas, derivada da intuição.</p>
<p>Essas concepções, por sua vez, trazem à tona o embate entre realismo X antirrealismo no que diz respeito à existência de "valores-verdade objetivos e independentes da mente" subjacentes às afirmações históricas. Na avaliação de Pihlström, essas duas correntes filosóficas têm posições opostas: enquanto a primeira afirma que o passado é objetivamente determinado, a segunda nega a existência de uma realidade objetiva em qualquer dimensão temporal.</p>
<p><strong>ETERNIDADE</strong></p>
<p>A segunda parte da exposição de Pihlström concentrou-se na reflexão sobre a relevância e a coerência científica e filosófica do conceito de eternidade. "Existe ou pode existir alguma coisa eterna?", indagou.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINETAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de Sami Pihlström</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-sami-pihlstrom" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<br />
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek" class="external-link">A relação entre a consciência do eu e a percepção do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o conferencista, os filósofos antigos, como Platão e Aristóteles, sustentavam que o mundo natural tinha uma existência eterna; o monoteísmo judaico-cristão, por outro lado, crê que o mundo tal como o conhecemos tem um início (o tempo da criação) e um fim (o tempo do apocalipse).</p>
<p>Mas, embora acreditem na finitude do mundo, afirmou Pihlström, o judaísmo, o cristianismo e outras religiões creem na vida eterna, vista "como uma continuação infinita da existência corpórea ou incorpórea, provavelmente de uma forma muito diferente da existência terrena".</p>
<p>Para ele, a ideia de vida eterna remete ao que o filósofo inglês Bernard Williams denominou "tédio da imortalidade" — um estado de profunda desmotivação diante da infinitude do tempo. Isso porque, sem restrições temporais, os seres imortais poderiam fazer qualquer coisa a qualquer momento, o que os levariam a adiar indefinidamente as ações. "Não haveria motivação para nada", enfatizou.</p>
<p><strong>ATEMPORALIDADE</strong></p>
<p>Por outro lado, ressaltou Pihlström, a concepção de eternidade pode ser interpretada não como a existência imortal num tempo infinito, mas como atemporalidade. De acordo com ele, "a própria vida pode ser vista como uma subespécie da eternidade, ainda que não se acredite em qualquer extensão infinita da existência temporal".</p>
<p>O conferencista ponderou que, neste caso, a vida eterna corresponderia a viver o momento presente, tal como propõe o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein na obra "Tractatus Logico-Philosophicus". "Infelizmente, essa ideia pode ser facilmente banalizada na literatura de autoajuda e na cultura popular", avaliou.</p>
<p>Em alusão à filosofia da religião inspirada nas ideias de Wittgenstein, da qual o filósofo britânico Dewi Zephaniah Phillips é o principal expoente, Pihlström disse que a preocupação religiosa, sobretudo a cristã, com a questão da imortalidade/eternidade começa com a afirmação radical da própria finitude e imortalidade humana. "Somente desistindo da busca pela continuidade infinita da vida pode-se adotar a perspectiva da eternidade que uma ética adequada para a vida exige", concluiu.</p>
<p style="text-align: right; "><strong><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-29T21:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-takao-kondo">
    <title>Desvendando o relógio biológico de seres unicelulares</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-takao-kondo</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia (ICA) sobre o eixo temático "tempo", o biólogo japonês Takao Kondo apresentou resultados de seus estudos sobre os ritmos circadianos de cianobactérias. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015/22-abril-conferencias-02.jpg/@@images/5f72b5f7-920c-409c-a9e4-88143c92d726.jpeg" alt="Conferência com Takao Kondo - 22 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência com Takao Kondo - 22 de abril de 2015" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O biólogo Takao Kondo, da Universidade de Nagoya</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os processos biológicos da maior parte dos seres vivos são regidos pelo chamado relógio circadiano, uma espécie de cronômetro natural que ajusta os ritmos vitais internos aos ritmos ambientais externos, regulando a atividade metabólica celular de acordo com os ciclos claro/escuro. Sincronizado com o período temporal de 24 horas, esse relógio é o que leva uma pessoa a sentir sono à noite e a ficar desperta de dia ou a ter jet lag quando atravessa fusos horários numa viagem.</p>
<p>Embora o funcionamento do relógio circadiano em seres complexos, de estrutura pluricelular, seja objeto de pesquisas há muito tempo, os estudos sobre os ritmos biológicos de microrganismos ainda é recente. Em conferência da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) sobre o eixo temático "tempo", no dia 22 de abril, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/takao-kondo">Takao Kondo</a> falou sobre os progressos que vem fazendo na área a partir de experimentos com procariontes — organismos unicelulares desprovidos de algumas organelas e de membrana nuclear.</p>
<p>Kondo é professor de ciências biológicas da Universidade de Nagoya, no Japão, e membro do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nagoya-iar-scientific-committee">Comitê Científico</a> do Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) para a ICA. Ele é conhecido por ter sido o primeiro cientista a reconstituir um relógio circadiano <i>in vitro</i>, lançando as bases para inúmeras descobertas sobre a base molecular dos ritmos biológicos.</p>
<p>Na conferência, Kondo apresentou os resultados dos experimentos que conduziu para demonstrar a ocorrência de relógios circadianos na cianobactéria<i> Synechococcus elongatus —</i> bactéria fotossintética unicelular, semelhante a uma alga azul-esverdeada, que está na base da cadeia alimentar em ambientes marinhos. De acordo com o professor, "as cianobactérias são os organismos mais simples que possuem ritmos circadianos".</p>
<p><strong>QUESTÃO DE GENÉTICA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />Takao Kondo</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-takao-kondo" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a><br /><br /> </li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/teoria-sobre-relacao-entre-hormonio-do-sono-e-defesa-do-organismo-e-tema-da-conferencia-de-regina-markus" class="external-link">Teoria sobre a relação entre hormônio do sono e defesa do organismo é tema da conferência de Regina Markus</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O grande passo de Kondo foi identificar um grupo de genes, conhecido por kaiABC, que controla o relógio circadiano da <i>Synechococcus</i>. O professor explicou que os ciclos de fosforilação e desfosforilação do trio de proteínas codificadas pelos genes Kai — KaiA, KaiB e KaiC — atuam como reguladores do mecanismo bioquímico de cronometragem dos ritmos diários da cianobactéria.</p>
<p>Fosforilação é o processo metabólico de adição de um grupo fosfato, doado por um ATP (molécula responsável pelo armazenamento de energia), a uma proteína. A desfosforilação, por sua vez, consiste na remoção de um grupo fosfato.</p>
<p>Essa dinâmica de adição e remoção de fosfato, catalisada pelas enzimas fosfatase e quinase, inibe ou ativa a expressão de um gene, isto é, sua codificação em uma proteína. Por isso, constitui um dos principais mecanismos de regulação proteica.</p>
<p>A descoberta do papel dos genes Kai no metabolismo da <i>Synechococcus</i> abriu caminho para a reconstituição do relógio circadiano da cianobactéria <i>in vitro</i>. Para isso, Kondo misturou o trio de proteínas Kai com uma molécula de ATP num tubo de ensaio.</p>
<p>A incubação comprovou a hipótese de que, na presença desses quatro elementos, os ciclos de 24 horas da cianobactéria ocorrem autonomamente, mesmo na ausência de "pistas temporais" externas, como é o caso da alternação luz/escuro.</p>
<p>O experimento demonstrou que os processos de fosforilação e desfosforilação das três proteínas Kai estão interligados e geram um ciclo encadeado de ativação e inativação proteica. Kondo observou que a oscilação da expressão gênica dessas proteínas atua como o marcador temporal do relógio circadiano da<i> Synechococcus</i>, sendo "o estado de fosforilação da KaiC o componente central desse sistema".</p>
<p>Segundo o professor, os ritmos circadianos gerados pela oscilação da KaiC atuam como um temporizador molecular, regulando todo o metabolismo da cianobactéria.</p>
<p><strong>RELÓGIO MECÂNICO</strong></p>
<p>Kondo comparou os ciclos circadianos da <i>Synechococcu </i>a um<i> </i>sistema de cronometragem mecânico: "O relógio de proteína Kai é desenhado como um relógio de pêndulo".</p>
<p>De acordo com ele, a oscilação entre o ciclo de fosforilação da KaiC e a expressão gênica de KaiA e KaiB assemelha-se ao mecanismo de um pêndulo: assim como o escapo transmite a marcação de tempo aos ponteiros, os pulsos gerados pelas proteínas Kai transmitem os sinais temporais para a célula, fazendo o ajuste fino dos processos vitais que dependem da sincronização com fatores externos.</p>
<p>Ele chamou atenção para a precisão dos ritmos biológicos da cianobactéria. "A Natureza imita a arte. O relógio circadiano de proteína Kai parece feito por um relojoeiro", concluiu.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-08T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
