<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 11 to 12.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/nestor-garcia-canclini-titular-da-catedra-olavo-setubal-xxxx" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/as-instituicoes-fora-do-lugar-na-era-digital" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/nestor-garcia-canclini-titular-da-catedra-olavo-setubal-xxxx">
    <title>Canclini fala à Pesquisa Fapesp sobre sua trajetória e projeto na Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/nestor-garcia-canclini-titular-da-catedra-olavo-setubal-xxxx</link>
    <description>Néstor García Canclini, titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, concede entrevista à revista Pesquisa Fapesp</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://revistapesquisa.fapesp.br/nestor-garcia-canclini-antropologo-da-contemporaneidade/"><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-revista-pesquisa-fapesp/image" alt="Néstor García Canclini - revista Pesquisa Fapesp" title="Néstor García Canclini - revista Pesquisa Fapesp" height="401" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Páginas de abertura da entrevista de Néstor García Canclini à revista Pesquisa Fapesp</dd>
</dl></a></p>
<p>Em entrevista concedida à jornalista Christina Queiroz publicada na edição deste mês da revista Pesquisa Fapesp, o antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>,  adiantou algumas constatações iniciais da pesquisa que desenvolve na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, da qual é titular desde outubro de 2020. [<i>Clique <a class="external-link" href="https://revistapesquisa.fapesp.br/nestor-garcia-canclini-antropologo-da-contemporaneidade/">aqui</a> para ler a íntegra da entrevista.</i>]</p>
<p>O tema de seu projeto na cátedra é A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais. Segundo ele, uma primeira constatação é que, "a exemplo de outros países da América Latina, no Brasil também ocorre um movimento de desinstitucionalização da cultura, ou seja, de enfraquecimento de instituições tradicionais como museus, centros culturais, teatros e cinemas, acompanhado de uma perda de espaço para exercer a cidadania".</p>
<p>Na entrevista, Canclini fala sobre sua carreira acadêmica (inicialmente na filosofia), relações com o Brasil, paradoxos da modernidade latino-americana, globalização, redes sociais e outros fenômenos emergentes do mundo digital, além de comentar seus trabalhos ficcionais.</p>
<p>Nascido em La Plata, Argentina, em 1939 e radicado no México desde 1976, Canclini é doutor em filosofia pela Universidade de La Plata e pela Universidade Paris Nanterre. Lecionou em universidades dos Estados Unidos (Austin, Duke e Stanford), Espanha (Barcelona), Argentina (La Plata e Buenos Aires) e na USP. Em 2014, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes do México.</p>
<p>Seu livro “Culturas Híbridas: Estrategias para Entrar y Salir de la Modernidad” (1990) foi agraciado com menção honrosa do Premio Iberoamericano Book Award da Latin American Studies Association de 1992. Outros de seus principais livros são "Consumidores y Ciudadanos: Conflictos Multiculturales de la Globalización" (1995), La Globalización Imaginada (1999); e "Diferentes, Desiguales y Desconectados: Mapas de la Interculturalidad" (2004).</p>
<p>Os principais temas de pesquisa a que se dedica no momento são estética, arte, antropologia, estratégias criativas e redes culturais dos jovens. A partir da análise das mesclas entre entre culturas, etnias, referências midiáticas, populares e tradicionais, Canclini examina a mundialização e as mudanças culturais na América Latina. Questões ligadas às políticas culturais e às relações entre tecnologia e cultura também estão entre seus interesses atuais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Instituições culturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-12T22:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-instituicoes-fora-do-lugar-na-era-digital">
    <title>Canclini inicia projeto na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-instituicoes-fora-do-lugar-na-era-digital</link>
    <description>Realizou-se no dia 6 de outubro a  Solenidade Virtual de Posse de Néstor García Canclini como novo titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-posse-6-10-2020/image" alt="Néstor García Canclini - posse - 6/10/2020" title="Néstor García Canclini - posse - 6/10/2020" height="421" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O antropólogo cultural argentino Néstor García Canclini quando de sua posse como titular da Cátedra Olavo Setubal, em 2020</dd>
</dl></p>
<p>A posse do antropólogo cultural argentino <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini">Néstor García Canclini</a> como novo titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, em <a href="http://possecanclini.iea.usp.br/">solenidade virtual</a> no dia 6 de outubro, revestiu-se de aspectos inéditos: ele é o primeiro estrangeiro a ocupar o posto e pela primeira vez o tema da pesquisa ultrapassa as fronteiras brasileiras, abrindo-se para a América Latina, em especial à Argentina e ao México.</p>
<p>Além disso, desta vez o titular terá a colaboração de um pesquisador de pós-doutorado para o desenvolvimento do projeto, o especialista em políticas culturais e interculturalidade Juan Ignacio Brizuela.</p>
<p>A cerimônia também marcou a renovação por mais cinco anos do convênio entre a USP e o Itaú Cultural para o funcionamento da cátedra no IEA. A notícia foi anunciada pelo reitor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan">Vahan Agopyan</a> e pelo diretor do Itaú Cultural, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron">Eduardo Saron</a>.</p>
<p>Radicado no México desde 1976, onde é professor emérito da Universidade Autônoma Metropolitana e pesquisador emérito do Sistemas Nacional de Pesquisas, Canclini é autor de vasta obra na qual mescla aspectos da sociologia, antropologia e comunicação para tratar de temas como a mundialização cultural, transformações culturais na América Latina e interculturalidade.</p>
<p>O tema do projeto de pesquisa que ele e Brizuela iniciam agora é "A Institucionalidade da Cultura no Contexto Atual de Mudanças Socioculturais". Na solenidade de posse, Cancline proferiu a conferência "Las Instituciones fuera de Lugar", na qual explicitou as motivações e objetivos do projeto.</p>
<p>Segundo ele, o título da conferência foi um reconhecimento a importância do ensaio de Roberto Schwartz "As Ideias fora do Lugar" (1977), “que me ajudou a repensar as contradições de um modernismo sem modernização na América Latina quando escrevi meu livro ‘Culturas Híbridas’, no final dos anos 80”.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Solenidade</h3>
<p>Além do reitor da USP, Vahan Agopyan e do diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, também participaram da solenidade de posse de Canclini: o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>; o coordenador acadêmico da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e ex-diretor do IEA; o coordenador do Grupo de Estudos Humanidades Computacionais do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho">José Teixeira Coelho Netto</a>, professor emérito da ECA-USP; a antropóloga social Carla Pinochet Cobos, da Universidade Alberto Hurtado, Chile; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal">Maria Alice Setubal</a>, representante da família Setubal; e os titulares da cátedra em 2019, o crítico e curador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, da Unifesp.</p>
<p>Teixeira Coelho fez a apresentação de Canclini. Os dois e Carla Pinochet Cobos também participaram de uma atividade complementar à solenidade, um triálogo sobre "A Desinstitucionalização da Cultura".</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele recordou que seus vínculos com o Brasil e a cultura brasileira remontam aos anos 70, quando vinha ao país para acompanhar as vanguardas artísticas dissociadas das instituições e conhecer os comportamentos do público como consumidor de arte.</p>
<p>Em 1983, ministrou um curso de pós-graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP sobre necessidades populares e consumo cultural. Ele data desse época o início de sua percepção de que as políticas culturais podem ser estudadas a partir da recepção do público.</p>
<p><strong>Novo panorama</strong></p>
<p>Desde então, as coisas mudaram muito, com desintegração, precariedade do trabalho e do consumo, o público de eventos institucionais transformando-se em clientes da indústria audiovisual e de corporações eletrônicas e o desmantelamento agressivo das instituições, não apenas com cortes orçamentários, apontou o antropólogo. “Também se enfraqueceram organismos de governança mundial e regional e os acordos de convivência internacional.”</p>
<p>E mesmo antes do quadro atual resultante da pandemia, houve “acentuação das desigualdades, desamparo dos mais necessitados e subestimação política e social do saber científico por muitos governos”.</p>
<p>Por outro lado, a pandemia ativou movimentos locais, nacionais e transnacionais de solidariedade e o uso de recursos digitais para tentar reconstruir o público, ressalvou Canclini.</p>
<p>Segundo ele, a decepção em trabalhar para a transformação das políticas culturais o levou a estudar as vanguardas e as práticas dos consumidores. Isso se deu, disse, porque apostou que as inovações artísticas e o conhecimento dos públicos podiam desburocratizar essas políticas e conectá-las com a criatividade social nos processos de redemocratização pós-ditatorial de vários países.</p>
<p><strong>Redefinição</strong></p>
<p>Ele considera que o termo instituição cultural não se aplica hoje apenas a museus, bibliotecas, livrarias, editoras, cinemas, teatros e salas de concerto, englobando também aplicativos como o WhatsApp e serviços como o download de filmes e e-books.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li>Vídeos da <a class="external-link" href="http://possecanclini.iea.usp.br/">solenidade virtual</a></li>
<li>Íntegra da conferência de posse "<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/las-instituciones-fuera-de-lugar-conferencia-de-nestor-garcia-canclini-6-10-2020" class="external-link">Las Instituciones fuera de Lugar</a>", de Canclini</li>
<li>Artigo  de Canclini "<a class="external-link" href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/10/aplicativos-crescem-na-cultura-e-podem-substituir-instituicoes-obsoletas.shtml" target="_blank">Instituições culturais versus aplicativos</a>", publicado na edição de 4 de outubro do jornal "Folha de S.Paulo</li>
<li>Notícia: "<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini toma posse na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>" - 18/9/2020</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Mais notícias sobre a cátedra</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em sua opinião, há falta de textos que redefinam o que são instituições. Pesquisando em dicionários de sociologia, antropologia da cultura e comunicação, disse que só em dois encontrou verbetes curtos sobre instituições, escritos há mais de 20 anos, quando a internet começava a se expandir e não havia redes sociais, nem aplicativos. Esses verbetes apresentam como “características principais das instituições o duradouro, a regularidade e a reprodução da sociedade”.</p>
<p>A partir dessas características, fica difícil atribuir o caráter de instituições a movimentos sociais que parecem ser efêmeros e a dispositivos eletrônicos ou digitais que desaparecem, disse.  “O mundo digital fomenta, em vez da continuidade, a inovação e a substituição de comportamentos. A desmaterialização da cultura tende a fazer com que as plataformas ou aplicativos se distanciem da lógica reprodutiva das instituições.”</p>
<p>Segundo ele, é possível fazer uma sociologia ou antropologia das instituições digitais, uma vez que elas socializam tanto quanto a família, a escola, a universidade e a fábrica. “Mas também dessocializam o que foi articulado pelas instituições clássicas ou geram disputas nos modos de interpactuar entre distingas gerações, níveis educativos e pela maneira como se inserem nas formas comunitárias, urbanas e nacionais que continuam a nos conter.”</p>
<p><strong>Desilusão</strong></p>
<p>Para ele, a fascinação criada pela internet como uma rede aberta de iterações e as ilusões que engendrou como veículo de democratização diluíram-se – “mas não desapareceram” – quando na segunda década do século 21 “Google, Facebook, Amazon, Apple, Huawei e algumas outras corporações nos fazem trabalhar grátis e comercializam nossos dados, gostos e opiniões políticas”.</p>
<p>“Nos estudos sobre as megainstituições digitais e sobre a capacidade ou debilidade políticas dos movimentos sociais e as rebeliões dos espionados, estamos apenas compreendendo qual é a nova configuração dos poderes mundiais e nacionais.” Para ele, quando as pessoas são tradas como clientes, consumidores, segurados, usuários, ainda é difícil entender o "reordenamento da perda de sentido realizado pelas instituições digitais e o esquecimento de nossa condição de cidadãos".</p>
<p><strong>Estudo comparativo</strong></p>
<p>De acordo com o antropólogo, o objetivo de seu projeto na cátedra é estudar, em parceria com Brizuela, as instituições públicas e privadas – "algumas inovadoras, como os Pontos de Cultura brasileiros" –, comparando seu desempenho diverso no Brasil, na Argentina e no México, e outras experiências de institucionalização abertas à articulação com as mudanças socioculturais.</p>
<p>O foco do projeto são “instituições e movimentos socioculturais que buscam construir alternativas a Estados falidos e comportamentos induzidos por dispositivos e corporações digitais”.</p>
<p>Canclini lembrou que experiências como o vale cultura foram adotadas no Brasil, Argentina e México e que em vários países discutiu-se se o governo deve subsidiar espetáculos ou os espectadores, apoiar apenas instituições públicas ou também gigantes da internet, como Google e Netflix.</p>
<p>“O que ocorre para que algo que julgávamos tão valioso necessite de respiração artificial? Como diferenciar instituições e empresas? Deve-se apoiar atividades e estilos consagrados ou as ofertas que atraem maior público?”</p>
<p>As perguntas são muitas, mas não se dirigem apenas as interações entre Estado, empresas e sociedade, mas também à forma como os cientistas sociais questionam as mudanças, segundo o novo titular da cátedra.</p>
<p>Nesse sentido, considera que não se sustenta a ideia que agora se assistiriam menos filmes por causa do fechamento de salas de exibição desde o surgimento do videocassete nos anos 80, nem pelo fechamento das locadoras de DVD, nem pelo download de filmes.  “Mudou o modelo de negócio e o lugar das salas em meio à convergência tecnológica e os hábitos mutantes dos consumidores.”</p>
<p>Ele citou que o número de espectadores de cinema caiu pela metade no México entre 1976 e 1994, mas que nos últimos 25 anos as multissalas quintuplicaram a assistência e o país agora ocupa o quarto lugar no mundo em infraestrutura e espectadores.</p>
<p>Em relação à leitura, comentou que levantamentos feitos sobre os leitores no Brasil e no México em 2011 indicaram que se lê menos do que antes, “mas as pesquisas tinham defeitos, concentraram-se na leitura de livros e em comportamentos associados a eles, com poucos dados sobre  a presença em bibliotecas e a leitura de jornais e revistas e negligenciando as práticas de leitura e escrita na internet”.  Para ele, a pergunta de partida de uma pesquisa sobre leitores não deve ser quanto se lê, mas quando e como se lê.</p>
<p>Canclini destacou que a pandemia provocou um aumento na leitura de jornais online, e-mails e livros em certas zonas e níveis educativos, a televisão recuperou audiência, os serviços de telefonia fixa, declinantes desde os anos 90, aumentaram 40% nas grandes cidades do México e em outros países em função do teletrabalho, da educação à distância e da troca de informações e produtos com os vizinhos.</p>
<p><strong>Desinstitucionalização</strong></p>
<p>Outra preocupação da pesquisa de analisar os processos de desinstitucionalização da cultura, como a extinção de ministérios e outras instituições públicas dedicadas a geri-la, a asfixia orçamentária, os movimentos de artistas e gestores em defesa das instituições e a busca de outras alternativas em países latino-americanos, afirmou.</p>
<p>Canclini informou que foi Brizuela quem propôs o estudo da dimensão territorial dos processos de institucionalização, desinstitucionalização e reinstitucionalização dos Pontos de Cultura e similares e dos movimentos de cultura comunitária no Brasil, Argentina e México.</p>
<p>Ele, por sua vez, elegeu os museus como tema de interesse, com a intenção de examinar como algumas dessas instituições tentam renovar-se diante da era digital. Segundo ele, especialmente neste ano de pandemia, "depois de fechamentos prolongados a aberturas temerosas, alguns estão tentando ir além de vídeos interativos e guias para celulares". A ideia é utilizar big data para conhecer seus visitantes e não visitantes, calcular tempos de atenção e outros parâmetros, "como fazem emissoras, empresas editoriais e quem mais guia sua 'política cultural' a partir de medições de hábitos e gostos".</p>
<p>Canclini alertou que essas medições podem equivocar-se por não levar em conta diferenças qualitativas. "Interessa conhecer dados mais refinados para revisar se os museus e outras instituições culturais podem servir para formar cidadãos que compreendam a interculturalidade, os direitos e deveres da convivência e as vias mais sutis para experimentar prazer".</p>
<p>A questão central é se "os museus podem, além de ser guardiões da memória e promotores da experimentação, ajudar-nos a reconfigurar o sentido de viver juntos, das relações não mediadas nem construídas adequadamente pelas instituições, como as que gerem as migrações e a solidariedade”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: de vídeo da Samambaia Filmes</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Instituições culturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-10-13T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
