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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paleoantropologia">
    <title>Walter Neves ministrará curso de difusão sobre evolução humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paleoantropologia</link>
    <description>Estão abertas até 19 de abril as inscrições para participação no curso de difusão científica Debates Contemporâneos em Paleoantropologia, a ser ministrado pelo paleantropólogo Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-1/image" alt="Lucy" title="Lucy" height="501" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Réplica de reconstituição de Lucy, fóssil de Australopithecus afarensis com 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia</dd>
</dl></p>
<p>Os interessados em participar da terceira edição do curso de difusão científica <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/paleoantropologia-3#Programa%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</a>, a ser ministrado de 17 de maio a 2 de agosto pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, deverão se inscrever de 1º a 19 de abril no <a class="external-link" href="http://e.usp.br/pn5" target="_blank">Sistema Apolo</a> da USP para uma das 60 vagas disponíveis.</p>
<p>O curso será gratuito e presencial (não haverá transmissão online), na Sala Alfredo Bosi, sede do IEA. O público-alvo são os interessados em evolução humana, sobretudo alunos de graduação, graduados e pós-graduados, além de professores universitários, todos de qualquer área do conhecimento. Caso o número de inscritos seja superior ao de vagas, haverá sorteio.</p>
<p>Os selecionados deverão ser fluentes na leitura em inglês, uma vez que as aulas não serão expositivas, mas de discussões de textos previamente disponibilizados, quase todos em inglês. A confirmação da matrícula ocorrerá em 22 de abril.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><strong><i>Atenção</i></strong></p>
<p><i><strong></strong> A presença dos matriculados no primeiro encontro (17 de maio) será utilizada como critério para confirmação de interesse na manutenção da vaga. Isso permitirá que, eventualmente, inscritos em lista de espera ocupem vagas remanescentes.</i></p>
<p><i>Alunos matriculados que não puderem comparecer ao primeiro encontro mas se comprometerem a atingir a frequência mínima exigida para aprovação (75%) deverão confirmar o interesse escrevendo para <a class="mail-link" href="mailto:rkmeckien@usp.br">rkmeckien@usp.br</a>, caso contrário terão sua matrícula cancelada.</i></p>
<p><i>Um aviso sobre eventuais vagas remanescentes será divulgado após 17 de maio.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O curso terá 11 aulas, sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h30, a partir de 17 de maio, totalizando 27 horas e meia. Serão aprovados os alunos que obtiverem nota igual a 5,0. A avaliação será baseada em notas de testes de verificação de leitura e no grau de participação nas discussões.</p>
<p><strong>Características únicas</strong></p>
<p>Professor titular aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP e coordenador do <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</a> do IEA, Neves ressalta que as características únicas do ser humano fazem com que a espécie pareça ser especial e diferenciada das outras formas de vida no planeta, o que leva à busca de explicações sobrenaturais para sua origem.</p>
<p>"Ainda hoje, grande parte da sociedade mundial defende e promove tais visões para a origem do ser humano, apesar de mais de 150 anos de descobertas científicas mostrarem que somos o produto de uma série de contínuas inovações evolutivas que ocorreram nos últimos 7 milhões de anos."</p>
<p>Durante o curso, ele tentará conectar as características mais notórias da espécie humana com o momento em que elas surgiram em sua linhagem evolutiva, para construir uma perspectiva sobre a longa história que resultou no surgimento do <i>Homo sapiens</i>. Os alunos terão a oportunidade de explorar cinco aspectos:</p>
<p><strong>•</strong> a diversidade de espécies que caracteriza a linhagem evolutiva humana e o caráter não linear dessa evolução;</p>
<p><strong>•</strong> o momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem a espécie humana e sua importância para o processo evolutivo;</p>
<p><strong>•</strong> as diferenças e semelhanças entre os seres humanos e os chimpanzés, que representam a espécie viva mais próxima dos humanos do ponto de vista genético e de sua capacidade intelectual;</p>
<p><strong>•</strong> as circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso da espécie humana;</p>
<p><strong>•</strong> o que torna o ser humano verdadeiramente humano.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-25T16:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d">
    <title>IEA terá “Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d</link>
    <description>Projeto será coordenado pelo professor sênior Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-300x200/image" alt="Walter Neves - 300x200" title="Walter Neves - 300x200" height="200" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Walter Neves, propositor e coordenador do Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</dd>
</dl></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5a83b5de-7fff-5be6-aca1-1942e6efb799"> </span></p>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo do IEA aprovou no dia 15 de dezembro a criação do “<a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</a>”. A proposta foi enviada pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves?searchterm=Walter+ne"><span>Walter Neves</span></a>, professor sênior do Instituto. O objetivo é promover e divulgar amplamente para o grande público os conhecimentos que a ciência tem a respeito do percurso evolutivo humano.</p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Neves, em um momento em que cresce a parcela da população que nega a Teoria da Evolução, cabe ao poder público disponibilizar informações e dados que mostrem o que a ciência tem a dizer sobre a nossa existência no planeta, “demonstrando que a evolução da linhagem humana pode ser perfeitamente explicada pelos mesmos processos naturais que deram origem às demais espécies”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Abordando questões interdisciplinares da biologia evolutiva, da antropologia e da arqueologia, o novo núcleo, formado por pesquisadores e voluntários, irá realizar cursos semestrais sobre as discussões atuais em paleoantropologia, a origem da bipedia e a evolução da tecnologia da pedra lascada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também está entre as metas a realização da exposição permanente “A Arte na Evolução Humana”, assimcomo a promoção de pequenas mostras itinerantes sobre a história evolutiva dos hominínios, que poderão ser montadas em locais os mais diversos, dependendo da demanda.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os eventos serão gratuitos, voltados para escolas do ensino básico e universidades, tanto públicas quanto privadas. </span><span>Instituições interessadas em fazer parcerias e ter acesso às atividades do núcleo devem entrar em contato com o IEA. O agendamento será feito de acordo com a disponibilidade dos integrantes da equipe e das exposições.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-npceh" alt="Logo NPCEH" class="image-right" title="Logo NPCEH" /></p>
<p dir="ltr"><span>O núcleo é coordenado por Neves e tem como integrantes: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lia-queiroz-do-amaral?searchterm=Lia+Ama"><span>Lia Amaral</span></a><span>, professora do Instituto de Física da USP;</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mercedes-okumura?searchterm=Mercedes+Okumura"><span> Mercedes Okumura</span></a><span>, professora do Instituto de Biociências da USP; Fábio Parenti, professor da Universidade Federal do Paraná; Peter Moon, jornalista da Agência Brasileira de Divulgação Científica; Clóvis Monteiro, jornalista; Rogério Souza, da Academia Brasileira de História Natural; e os estudantes Lukas Blumrich e Andrews Nunes.</span></p>
<p dir="ltr">Por serem majoritariamente presenciais, as atividades do núcleo começarão apenas no segundo semestre de 2021. Entretanto, os agendamentos já terão início em abril, por meio do site do IEA.</p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>
<hr />
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Primatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-16T20:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-desmilitarizar-as-policias-e-revolucionar-a-arquitetura-institucional-da-seguranca-publica-uma-agenda-democratica-para-o-brasil">
    <title>Tardes Cariocas - A USP ouve o Rio de Janeiro:  Desmilitarizar as Polícias e Revolucionar a Arquitetura Institucional da Segurança Pública: uma Agenda Democrática para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-desmilitarizar-as-policias-e-revolucionar-a-arquitetura-institucional-da-seguranca-publica-uma-agenda-democratica-para-o-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>"Tardes Cariocas no IEA - A USP ouve o Rio de Janeiro" <span>será um  ciclo de palestras no qual o Instituto irá trazer notáveis cientistas  sociais do Rio de Janeiro para  discutir e aproximar mais a reflexão que  se faz nas duas principais cidades do País.</span></p>
<p>Esta segunda palestra será proferida por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/luiz-eduardo-soares" class="external-link">Luiz Eduardo Soares</a>:</p>
<p>A sociedade e o Estado transformaram-se, em escala significativa, desde a promulgação da Constituição, em 1988, mas não estenderam à segurança pública a transição democrática. Quais as razões desse atavismo autoritário para o qual concorreram as mais diversas forças políticas, à direita e à esquerda? Por que nunca houve –pelo menos até junho de 2013—um projeto de esquerda, vocalizado por partidos e entidades civis, para a mudança das polícias e a reestruturação institucional da segurança? Que ideologias e teorias se misturam e neutralizam na babel dos debates públicos sobre violência, crime, castigo, repressão e prevenção? O que as esquerdas pensam sobre punição, privação de liberdade e política criminal, especialmente aquela relativa a drogas? Essas questões são relevantes, porque não haverá efetiva democracia no Brasil enquanto persistirem a violência letal do Estado contra negros e pobres (amplamente consentida, politicamente autorizada, institucionalmente abençoada e ostensivamente praticada) e a desigualdade no acesso à Justiça. Em síntese: o coração da democracia esteve à margem da agenda política democrática. Por que esse paradoxo não foi percebido como um escândalo? Creio que boas respostas a essas perguntas podem nos ajudar a conhecer melhor o Brasil e a livrar-nos da inércia que faz vítimas todos os dias.</p>
<p>O ciclo é gratuito e aberto ao público e está sob a coordenação do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>.</p>
<p>O evento será transmitido ao vivo, pela <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/aovivo" class="external-link">web</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-09-28T11:34:14Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/cosmologia-bororo">
    <title>Cosmologia Bororo: A Cultura Indígena entre Tradição e Mudança</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/cosmologia-bororo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>As tensões entre a grande tradição cultural indígena, em geral, e da Bororo, em particular, e a mudança em relação às culturas brasileira e global precisam ser discutidas e enfrentadas. Este evento irá discutir os conflitos entre a manutenção dos costumes, valores e religião dos Bororo, e as transformações culturais contemporâneas. O tema será abordado a partir do ponto de vista dos Bororo, possibilitando colocar em prática a autorrepresentação.</span></p>
<p><span>A finalidade do seminário é ressaltar a importância de afirmar a criatividade da cosmologia bororo a partir  das reflexões dos sujeitos que vivem esta cultura. </span></p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a></p>
<p><strong>Palestrantes</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/felix-rondon-adugoenau" class="external-link">Félix Rondon Adugoenau</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/kleber-rodrigues-meritororeu" class="external-link">Kleber Rodrigues Meritororeu</a></p>
<p><strong>Debatedoras</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/betty-mindlin" class="external-link">Betty Mindlin</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/flavia-kremer" class="external-link">Flávia Kremer</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/sylvia-caiuby-novaes" class="external-link">Sylvia Caiuby Novaes</a></p>
<p><strong><br /></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-06T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Esse seminário, organizado pelo </span><span>IPBES (<i>Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services</i></span><span>), visa a garantir a participação dos povos indígenas e das comunidades locais nos diagnósticos realizados pela instituição no Brasil. </span></p>
<p><span>O encontro é</span><span> destinado aos autores dos diagnósticos, para que possam ter acesso a informações, experiências e fontes que lhes permitam levar devidamente em consideração a visão e as práticas indígenas e locais, bem como as políticas que afetam a biodiversidade de seus territórios.</span></p>
<p><b>Coordenação</b><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> <span>(USP e The University of Chicago)</span><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversity</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-psicologia-ambiental-ecologia-antropologia-e-politica">
    <title>As relações entre psicologia ambiental, ecologia, antropologia e política </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-psicologia-ambiental-ecologia-antropologia-e-politica</link>
    <description>O seminário "Intersubjetividade e Processos Psicossociais — Relações entre Psicologia Ambiental, Ecologia, Antropologia e Política" será realizado nos dias 25 e 26 de março, no IEA. Temas como a geopolítica da pobreza, urbanização e ambiente, memória e imaginação, entre outros, serão abordados pelos palestrantes do evento.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Nos dias 25 e 26 de março, das 9h às 17h, acontece no  IEA o seminário "Intersubjetividade e Processos Psicossociais — Relações  entre Psicologia Ambiental, Ecologia, Antropologia e Política",  iniciativa coordenada por Eda Terezinha de Oliveira Tassara, do  Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de  Psicologia da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os temas do evento são:  "A Construção Geopolítica da  Pobreza", "Urbanização e Ambiente", "Cidade, Memória e Imaginação", "Um  Sertão   Possível: a Economia Enraizada na Terra", "Discurso Ecológico e  Biopolítica:   Saber e Poder na Operação das "Verdades Inconvenientes" e  "Ciência, Ideologia e Política".</p>
<p style="text-align: justify; ">Além de Eda Tassara, também participam como expositores  Marta Dora Grostein (FAU-USP), Sandra Maria Patrício Vichietti  (IBECC-Unesco), Gustavo Martineli Massola (IP-USP),  Cristina Pontes    Bonfiglioli (ECA-USP) e César Ades (IEA e IP-USP).</p>
<p style="text-align: justify; ">Durante o seminário será exibido o documentário  "Trajetórias" (2005), de Marcelo Tassara. O filme é estruturado a partir  de narrativas históricas de migrantes de diferentes partes do Brasil,  recém-chegados a metrópole paulista. Haverá também debates sobre outros  dois filmes:  "Homo Sapiens 1900",  documentário do diretor sueco Peter  Cohen sobre a eugenia e as teorias de limpeza racial que resultaram no  nazismo; e  "Bode Rei, Cabra Rainha" (2008), de Helena Tassara, onde os  personagens principais são os bodes e cabras e os coadjuvantes, seus  companheiros humanos no cenário do semi-árido nordestino.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<table class="plain">
<caption></caption> 
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="center"><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="center"><strong>Dia 25 (quarta-feira)</strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" scope="col"><strong>9h-12h</strong></td>
<td align="left">
<p>• A Construção Geopolítica  da Pobreza — <strong>Eda Terezinha de   Oliveira Tassara</strong> (IP-USP)<br /><i>• Exibição do   documentário "Trajetórias", de <strong>Marcelo  Tassara</strong></i><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>12h-14h</strong></td>
<td align="left"><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h-17h</strong></td>
<td align="left">
<p>• Urbanização e Ambiente — <strong>Marta Dora Grostein</strong> (FAU-USP)<br /> • Cidade, Memória e Imaginação — <strong>Sandra Maria Patrício Vichietti</strong> (IBECC-Unesco)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="center"><strong>Dia 26 (quinta-feira) </strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>9h-12h</strong></td>
<td align="left">
<p>• Um Sertão   Possível: a Economia Enraizada na Terra — <strong>Gustavo Martineli Massola</strong> (IP-USP)<br /><i>• Debate baseado no documentário "Bode Rei, Cabra Rainha", de Helena Tassara</i><br /> •Discurso Ecológico e Biopolítica:   Saber e Poder na Operação das "Verdades Inconvenientes" — <strong> Cristina Pontes   Bonfiglioli</strong> (ECA-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>12h-14h</strong></td>
<td align="left"><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h-17h</strong></td>
<td align="left">
<p>• Ciência, Ideologia e Política — <strong>César Ades</strong> (IEA-USP)<br /><i>• Debate baseado no documentário "Homo Sapiens 1900", de Peter Cohen</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table>
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="center"><strong> </strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2009-03-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-latino-americana-discute-arte-e-critica-cultural">
    <title>Jornada latino-americana discute arte e crítica cultural</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-latino-americana-discute-arte-e-critica-cultural</link>
    <description>A "Jornada sobre América Latina: Abordagens de Arte e Crítica Cultural" terá conferência do filósofo e sociólogo Jacques Leenhard sobre "A Ideia do Museu das Américas: Um Projeto de Antropologia Ativa de Eduard Glissant". 
O evento acontece no dia 27 de setembro, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">A conferência "A Ideia do Museu das Américas: Um Projeto  de Antropologia  Ativa de Eduard Glissant", do filósofo e sociólogo  Jacques Leenhard, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da  França, abre a  "Jornada sobre  América Latina: Abordagens de Arte e  Crítica Cultural", que se realiza no dia 27 de setembro, a partir das  10h,  na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">A análise de Leenhard partirá da     concepção e  realização do   Museu  Martiniquês das Artes da América pelo  filósofo e  antropólogo   Edouard Glissant, da Martinica. Leenhardt discutirá a   metodologia e a peculiaridade da proposta, procurando valorizar sua   concepção renovadora da identidade cultural do continente, examinado  a  partir do ponto de vista do encontro de culturas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na mesa-redonda "Novas Leituras sobre Arte e Crítica   Cultural" destacam-se vários aspectos em que se manifestam novas  abordagens da produção artística latino-americana, com os olhares  concentrando-se nas conexões entre os artistas do continente, na  produção das mulheres, nos temas de bienais e nos monumentos  escultóricos  das cidades de São Paulo e  Buenos Aires. Os expositores  serão Mariza Bertoli, da Associação Brasileira de Críticos de Arte  (ABCA), Hélcio Magalhães, do Sesc-SP, Cláudia Fazzolari, da ABCA,  e  Lisbeth    Rebollo Gonçalves, do Programa de Pós-Graduação em Integração  da América Latina (Prolam) e da ECA.</p>
<p style="text-align: justify; ">A partir final da jornada será a conferência "A Arte  Subterrânea na  América Latina nos Anos 1960-70", de   Cristina Freire,  do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP. Ela tratará da   produção   de artistas do Brasil,  Argentina, Uruguai e Chile durante as ditaduras  vividas pelos quatro países.</p>
<p style="text-align: justify; ">O evento é organizado pelo Prolam e pela ABCA,  com  apoio do IEA e da ECA. A coordenação é de Maria Cristina    Cacciamali  (FEA e Prolam-USP) e           Lisbeth Rebollo Gonçalves (ECA e Prolam-USP).</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p><strong>PROGRAMA</strong></p>
<table class="plain">
<caption></caption> 
<tbody>
<tr>
<td align="left"><strong>10h</strong></td>
<td align="left"><strong>Abertura<br /></strong>Maria Cristina    Cacciamali (Prolam e FEA) e               Lisbeth Rebollo Gonçalves (Prolam e ECA)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>10h30</strong></td>
<td align="left"><strong>Conferência<br /> A IDEIA DO MUSEU DAS AMÉRICAS: UM PROJETO DE ANTROPOLOGIA ATIVA DE EDUARD GLISSANT<br /></strong>Jacques Leenhardt (EHESS, França)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>11h15</strong></td>
<td align="left"><strong>Debate </strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>12h</strong></td>
<td align="left"><strong>Intervalo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h</strong></td>
<td align="left"><strong>Mesa-Redonda<br /> NOVAS LEITURAS SOBRE ARTE E CRÍTICA CULTURAL<br /></strong><strong>A Sedução    dos Contrários – Uma Aproximação Simbólica<br /> na Plástica de Artistas Latino-Americanos<br /></strong>Mariza Bertoli    (ABCA)<br /><strong>Imaginários    Urbanos nas Praças Públicas: O Simbólico em Monumentos<br /> Escultóricos    em São Paulo e Buenos Aires<br /></strong> Hélcio Magalhães (Sesc-SP )<br /><strong>Mulheres Artistas no Pavilhão Latino-Americano    na 54ª Bienal de Veneza<br /></strong> Cláudia Fazzolari (ABCA)<br /><strong>Os Temas das Bienais do Mercosul: Modos Críticos    para Interpretar a Arte Latino-Americana<br /></strong> Lisbeth    Rebollo Gonçalves (Prolam e ECA)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>16h</strong></td>
<td align="left"><strong>Intervalo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>16h30</strong></td>
<td align="left"><strong>Debate</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>17h</strong></td>
<td align="left"><strong>Conferência<br /> A ARTE SUBTERRÂNEA NA AMÉRICA LATINA NOS ANOS 1960-70<br /></strong> Cristina Freire (MAC-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>17h50</strong></td>
<td align="left"><strong>Encerramento</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-08-25T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-bases-cerebrais-das-intuicoes-matematicas">
    <title>As bases cerebrais das intuições matemáticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-bases-cerebrais-das-intuicoes-matematicas</link>
    <description>Stanislas Dehaene tem demonstrado que a capacidade de estimar quantidades forma a base das habilidades matemáticas (raciocínio abstrato) e aritméticas (cálculo) do ser humano.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table align="right">
<tbody>
<tr>
<td>
<div align="right"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dehaene.jpg" title="dehaene.jpg" height="272" width="200" alt="dehaene.jpg" class="image-inline" /><br />Stanislas Dehaene</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Stanislas Dehaene, do Collège de France, um dos mais destacados cientistas cognitivos da atualidade, faz no dia 16 de setembro, quarta-feira, às 16h, no IEA, a conferência "Mathematical Intuitions and their Cerebral Bases". O evento é uma realização do IEA e do Instituto de Psicologia da USP. A conferência será proferida em inglês, sem tradução.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em suas pesquisas, Dehaene tem demonstrado que a habilidade para estimar quantidades forma a base das habilidades matemáticas (raciocínio abstrato) e aritméticas (cálculo) do ser humano. O segundo caso, entretanto, requer um sistema simbólico bem desenvolvido, um sistema de linguagem.</p>
<p style="text-align: justify; ">As evidências dessa dualidade têm sido encontradas em experimentos científicos e em pesquisas antropológicas. A língua dos mundurukus, tribo indígena do Pará, é um exemplo disso, pois possui palavras apenas para os números até cinco. Os mundurukus não são capazes de fazer cálculos precisos com números elevados, mas conseguem fazer aproximações e comparar grandes quantidades.</p>
<p style="text-align: justify; ">Dehaene também tem trabalhado em importantes pesquisas sobre a leitura, uma capacidade culturalmente determinada, não inata. Criou métodos para mostrar que ao lermos acessamos uma rede complexa do cérebro que reconhece fragmentos cada vez maiores de palavras sem estarmos conscientes disso.</p>
<p style="text-align: justify; ">Essas e outras descobertas levaram Dehaene a desenvolver a influente teoria do "espaço de trabalho global" da consciência humana, a qual propõe que nosso cérebro usa dois diferentes mecanismos simultaneamente para atingir a consciência.</p>
<p style="text-align: justify; ">Dehaene licenciou-se e obteve o mestrado em matemática aplicada e informática pela Universidade de Paris VI em 1985. Em 1989 obteve o título de doutor em psicologia cognitiva pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais. Em 2005, tornou-se o mais jovem membro da Academia de Ciências da França e no mesmo ano foi eleito para a cadeira de psicologia cognitiva experimental do Collège de France. É também diretor de pesquisa da Unidade de Neuro-Imagem Cognitiva no Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França. Entre suas premiações estão o Prêmio Louis D. do Instituto da França, a Medalha de Ouro da Associação Artes-Ciências-Letras e, em 2008, recebeu o Prêmio A. H. Heineken de Ciência Cognitiva, da Alfred Heineken Fondsen Fountation, Holanda, o maior prêmio internacional para pesquisadores da área.</p>
<p style="text-align: justify; ">Dehaene é autor de "The Number Sense: How de Mind Creates Mathematics (1997), "La Bosse des Maths" (1997), "Vers une Science de la Vie Mentale" (2007), "Les Neurones de la Lecture" (2007) e "Reading in the Brains" (2009), além de ser editor ou co-autor de outras obras sobre psicologia cognitiva e co-autor de artigos em revistas como "Science", "Nature" e "Nature Neuroscience". (<a href="http://www.newyorker.com/reporting/2008/03/03/080303fa_fact_holt" target="_blank"><i>Leia o artigo "Number Guy — Are our Brains Wired for Math?" — "New Yorker", 3 de março de 2008 —, de Jim Holt, sobre as pesquisas de Dehaene</i></a>.)</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: arquivo pessoal de Stanislas Dehaene</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    <dc:date>2009-09-16T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada">
    <title>Migrações: a globalização forçada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada</link>
    <description>Número 57 da revista "Estudos Avançados" reúne 18 artigos sobre movimentos migratórios internos e externos, com foco na realidade brasileira. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa57b.jpg" alt="capa57b.jpg" class="image-left" title="capa57b.jpg" />"O Brasil, que foi, há um século, um típico país de imigração, tornou-se, a partir de 1980, aproximadamente, um exportador de mão-de-obra, ou seja, um país de emigração", comenta Alfredo Bosi, editor da revista <strong>Estudos Avançados</strong>, que tem na edição nº 57 o dossiê "Migração", com 18 artigos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em 2003, o Ministério das Relações Exteriores estimava em 1,9 milhão o número de brasileiros vivendo no exterior. A essa realidade de âmbito internacional, somam-se os movimentos migratórios internos. Para Bosi, os efeitos causados por tão grande êxodo não são apenas de ordem econômica: "Problemas de identidade cultural e de comportamento afloram em todos os pólos visados pelas migrações".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê contempla diversos aspectos dessa "globalização forçada, que evidencia agudos desequilíbrios regionais", como destaca o editor. A necessidade de articulação de políticas de migração internacional com esforços para o desenvolvimento econômico e social dos países envolvidos, os impactos da imigração para os EUA e França nos processos políticos e sociais dos dois países e os efeitos (negativos e positivos) da remessa de dinheiro para a economia dos países de origem dos imigrantes são alguns dos aspectos de caráter internacional analisados no dossiê.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em relação ao Brasil, o conjunto de textos trata das relações migratórias com o Japão, da emigração para Portugal, da organização dos brasileiros em Boston, EUA, e de questões ligadas aos países sul-americanos: situação social dos brasileiros e descendentes no Paraguai; mobilidade de populações na tríplice fronteira de Brasil, Peru e Colômbia e nas fronteiras Brasil-Guiana e Brasil-Venezuela; e o processo de inserção de bolivianos na cidade de São Paulo. Também é abordado o desafio para quantificar e traçar o percurso da imigração palestina na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quanto às migrações internas, o dossiê traz artigos sobre o processo de urbanização no Brasil na segunda metade do século 20, a concentração nas grandes cidades e metrópoles e a queda de afluxo de imigrantes para estas nas duas últimas décadas, origens e destinos dos fluxos migratórios de acordo com a escolaridade dos migrantes e a emigração de nordestinos para Roraima.</p>
<p style="text-align: justify; ">O nº 57 de "Estudos Avançados" tem 422 páginas. O preço do exemplar é R$ 30,00 e a assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Para saber mais sobre outras edições e sobre como adquirir exemplares e assinaturas, entre em contato com Edilma Martins (<a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1675, ou consulte <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>. A coleção completa da revista está acessível em formato digital na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">www.scielo.br</a>.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/lancamento-da-edicao-no-57-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">ASSISTA AQUI AO VÍDEO DO EVENTO</a></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Demografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-08-07T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-memoria-de-muitos">
    <title>A memória de muitos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-memoria-de-muitos</link>
    <description>O destaque da edição nº 37 da Estudos Avançados é o dossiê "Memória", lançada no dia 15 de dezembro, no IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div align="left"></div>
<div style="text-align: justify; "></div>
<div style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:480px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ther_arr.jpg/image" alt="ther_arr.jpg" title="ther_arr.jpg" height="311" width="480" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:480px;">Judeus chegando ao Campo de Concentração/Gueto Terezin: a vida e a produção cultural das pessoas lá confinadas são tema de artigo de Ecléa Bosi no 'Dossiê Memória' Foto da Lýdia Chagoll Collection</dd>
</dl></div>
<p style="text-align: justify; ">Reminiscências,                relatos autobiográficos, testemunhos, registros documentais e resgate                de fatos e períodos compõem o dossiê "Memória",                destaque da edição n<sup>º </sup>37 da revista<i> </i><strong>Estudos                Avançados</strong>. O lançamento aconteceu no dia 15 de dezembro, no                IEA, com a presença do rabino Henri Sobel, presidente da Congregação                Israelita Paulista, e de Jacques Marcovitch, reitor da USP.</p>
<div style="text-align: justify; "></div>
<p style="text-align: justify; ">Do              dossiê faz parte trabalho de Ecléa Bosi, do Instituto de Psicologia              da USP, sobre a vida e a produção cultural dos judeus confinados no              Campo de Concentração/Gueto Terezin durante a Segunda Guerra.</p>
<p style="text-align: justify; ">"Um              pouco da minha infância" é              um relato autobiográfico de um índio da tribo kariri-xocó, de Porto              Real do Colégio, Alagoas. "Uma Autobiografia Operária: A Memória              entre a Entrevista e o Romance", de José Sérgio Leite Lopes e              Rosilene Alvim, fala da vida de um operário têxtil do Município de              Paulista, em Pernambuco.</p>
<p style="text-align: justify; ">"Memórias              de um Comunista" adianta trechos da autobiografia do jornalista              Marco Antonio Coelho, a ser lançada no próximo ano. Luiz Sávio de              Almeida, da Universidade Federal de Alagoas, colabora com o texto              "Caderneta de Lembranças".</p>
<p style="text-align: justify; ">O              historiador Luís Henrique Dias Tavares, da Universidade Federal da              Bahia, escreve sobre "O Soldado Luiz Gonzaga das Virgens".              Já o pesquisador português Rui Tavares participa do dossiê com o texto              "Lembrar, Esquecer, Censurar". Outro trabalho é do jornalista              João Máximo, que escreve sobre "Memórias do Futebol Brasileiro".</p>
<p style="text-align: justify; ">Na              seção "Textos", Jeanne Marie Gagnebin contribui com o artigo              "Teologia e Messianismo no Pensamento de Walter Benjamim".              Dando seqüência à publicação de textos apresentados no seminário que              comemorou os 30 anos da Teoria da Dependência, a seção traz os artigos              "Dependência: da Teoria à Prática", de Paulo Nogueira Batista              Jr., da Fundação Getúlio Vargas e do IEA, e "As Idéias do Poder:              Dependência e Globalização no Discurso Recente de Fernando Henrique              Cardoso", de Sebastião Velasco e Cruz, da Unicamp. "Sobre              a Formação da 'Formação Econômica              do Brasil' de Celso Furtado" de Tamás Szmerecsányi, também integra              a seção.<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa37.gif" alt="capa37" class="image-left" title="capa37" /></p>
<p style="text-align: justify; ">A              seção "Criação" conta com os textos "Sobre              o Valor e o Desvalor da Obra de Arte", de Hans-Joachim Koellreutter<i>, </i>que também está presente em "Koellreutter fala sobre 'Café'",              onde comenta sua ópera baseada no texto homônimo de Mario de Andrade,              tema de "Mário de Andrade no 'Café'", de Flávia              Camargo Toni e Marcos Antonio de Moraes, ambos do Instituto de Estudos              Brasileiros (IEB) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    <dc:date>2000-03-15T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia">
    <title>Cultura digital e etnografia são tema de conferência de Massimo Canevacci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia</link>
    <description>O antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do IEA, falará sobre as relações reflexivas entre o método etnográfico e a cultura digital.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci" style="float: right; " title="Massimo Canevacci" class="image-inline" alt="Massimo Canevacci" />O antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do IEA, falará sobre as relações reflexivas entre o método etnográfico e a cultura digital em conferência no dia 26 de abril, às 15 horas, na Sala de Eventos do Instituto.</span></p>
<p>Canevacci é professor de antropologia cultural e de arte e culturas digitais da Università Degli Studi di Roma La Sapienza, Itália. Seus estudos concentram-se em etnografia, comunicação visual, arte e cultura digital. A pesquisa que vem desenvolvendo no IEA, situada entre essas temáticas, integra quatro grandes marcos conceituais: a autorrepresentação; a ubiquidade; o fetichismo visual; e a teoria crítica e experimental.</p>
<p>A conferência é uma realização do IEA e do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, com apoio do Grupo de Estudos Semióticos em Comunicação, Cultura e Consumo da ECA e do Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada do CNPq.</p>
<p><strong>CULTURA DIGITAL<br /></strong><strong>Tipo:</strong> conferência gratuita, aberta ao público e sem necessidade de inscrição<br /><strong>Data:</strong> 26 de abril, às 15 horas<br /><strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /><strong>Transmissão:</strong> em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="internal-link">www.iea.usp.br/aovivo<br /></a><strong>Informações:</strong> com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1678</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-04-23T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-trata-das-relacoes-entre-humanos-e-outros-primatas">
    <title>Encontro discute a 'cultura' dos outros primatas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-trata-das-relacoes-entre-humanos-e-outros-primatas</link>
    <description>A antropóloga Eliane Sebeika Rapchan falará sobre o tema no terceiro encontro do Ciclo de Conferências Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade, que o IEA realiza no dia 22 de maio. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliane-sebeika-rapchan/@@images/8cf4a70a-5ff1-43bc-81ac-3d76b42d191a.jpeg" style="text-align: right; " title="Eliane Sebeika Rapchan" class="image-right" alt="Eliane Sebeika Rapchan" /></p>
<p class="mceContentBody documentContent">O terceiro encontro do <i>Ciclo de Conferências Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade</i> acontece no dia 22 de maio, às 9h30, na Sala de Eventos do IEA. O tema a ser discutido é <i>Primatologia, “Culturas” Não Humanas, Novas Alteridades e Etnografia. </i>A expositora será a antropóloga Eliane Sebeika Rapchan (<i>foto</i>), da Universidade Estadual de Maringá.</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><span>Na conferência, Rapchan falará sobre as relações entre humanos e outros primatas com foco em registros etnográficos. A pesquisadora abordará a polêmica ideia da existência de "culturas" específicas destes animais e a consequente constituição de uma nova alteridade, de caráter não humano.</span></p>
<p class="mceContentBody documentContent">Rapchan dedica-se ao estudo das relações entre natureza e cultura e entre a antropologia sociocultural e as biociências, com ênfase na primatologia, antropologia biológica e etologia. Suas pesquisas mais recentes tratam das relações entre humanos e animais com base na etnografia do comportamento de macacos-prego, bem como da possibilidade de existência de uma "cultura" dos chimpanzés.</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>Ciclo</strong><br />O ciclo aborda as origens, legitimidade e consequências ético-políticas da diferenciação dos seres vivos em humanos, animais e sub-humanos (neste caso, definidos pela visão preconceituosa de determinados grupos sobre indivíduos de certas etnias, tipos físicos ou gênero sexual, considerando-os inferiores aos humanos).</p>
<p class="mceContentBody documentContent">O objetivo é discutir os fundamentos filosóficos e epistemológicos mais relevantes do que se entende por humano a partir de uma abordagem interdisciplinar, englobando perspectivas variadas, entre elas as da antropologia, da biologia e da ética.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">O ciclo compreende cinco encontros. Os dois últimos estão agendados para junho e agosto. A organização é do Grupo de Pesquisa em Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia do IEA, da Associação Filosófica Scientiae Studia e do Projeto Temático Fapesp "<span style="text-align: justify; ">Gênese e Significado da Tecnociência: Das Relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade"</span>.</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>PRIMATOLOGIA, "CULTURAS" NÃO HUMANAS, NOVAS ALTERIDADES E ETNOGRAFIA<br /><span><i>3ª conferência do Ciclo Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade </i><br /></span></strong><strong>Tipo:</strong> conferência aberta ao público, mediante inscrição<br /><strong>Data: </strong>22 de maio, às 9h30<br /><strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /><strong>Transmissão ao vivo:</strong> www.iea.usp.br/aovivo<br /><strong>Informações e inscrições: </strong>Leila Costa (leila.costa@usp.br), tel. (11) 3091-1681</p>
<p class="mceContentBody documentContent" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Arquivo de Eliane Sebeika Rapchan</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Animais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-16T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-discute-marcos-teoricos-da-diferenciacao-entre-humanos-e-animais">
    <title>Encontro analisa os marcos teóricos da comparação entre humanos e animais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-discute-marcos-teoricos-da-diferenciacao-entre-humanos-e-animais</link>
    <description>O evento integra a programação do Ciclo de Conferências Humanos e Animais: Limites da Humanidade, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O quarto encontro do <i>Ciclo de Conferências Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade</i> reunirá três pesquisadores para debater as comparações entre humanos e animais a partir de diferentes pontos de vista. A mesa-redonda acontece no dia 6 de junho, às 9h30, na Sala de Eventos do IEA.</p>
<p>Os debatedores serão os professores Gustavo Caponi, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Maurício de Carvalho Ramos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; e Hernán Neira, da Universidad de Santiago de Chile (UCS). A organização da mesa é de Lorenzo Baravalle, pesquisador em programa de pós-doutorado na FFLCH, que ficará a cargo da mediação.</p>
<p><strong>Temas<br /></strong>Na exposição <i>Tipologia e Filogenia do Humano</i>, Caponi abordará os equívocos que resultam da mistura de definições tipológicas e filogenéticas (relacionadas à genealogia de um grupo biológico) para determinar se um ser vivo pertence a uma espécie zoológica ou botânica, principalmente quando a oposição entre animalidade e humanidade entra em cena.</p>
<p>Ramos falará sobre <i>A Relação entre Animais e Humanos Concebida como um Contínuo Biocultural e Ético-Epistêmico</i>. O objetivo do professor é colocar em debate uma perspectiva teórica continuísta, que leve em consideração a indissociabilidade entre os juízos éticos e epistêmicos e entre as dimensões biológicas e culturais no entendimento das diferenças e semelhanças entre humanos e animais.</p>
<p>Já Neira fará uma reflexão sobre <i>Sensibilidade e Soberania: Descartes e Condillac em Relação aos Animais</i>. O pesquisador partirá das ideias desses dois filósofos para tratar do papel central da comparação entre animais e humanos na compreensão da humanidade e para discutir questões sobre a animalidade com as quais a zoofilosofia moderna se depara.</p>
<p><strong>Ciclo</strong><br />O ciclo de conferências <i>Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade</i> aborda as origens, legitimidade e consequências ético-políticas da diferenciação dos seres vivos em humanos, animais e sub-humanos (neste caso, definidos pela visão preconceituosa de determinados grupos sobre indivíduos de certas etnias, tipos físicos ou gênero sexual, considerando-os inferiores aos humanos).</p>
<p>O objetivo é discutir os fundamentos filosóficos e epistemológicos mais relevantes do que se entende por humano a partir de uma abordagem interdisciplinar, englobando perspectivas variadas, entre elas as da antropologia, da biologia e da ética.</p>
<p>O ciclo compreende cinco encontros, com o último agendado para agosto. A organização é do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a> do IEA, da Associação Filosófica Scientiae Studia e do <span class="highlightedSearchTerm" style="text-align: justify; ">Projeto</span><span style="text-align: justify; "> </span><span class="highlightedSearchTerm" style="text-align: justify; ">Temático</span><span style="text-align: justify; "> Fapesp Gênese e Significado da Tecnociência: Das Relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade</span>.</p>
<p><strong>4º Encontro do Ciclo de Conferências Humanos e Animais: Os Limites da Humanidade<br /></strong><strong>Tipo:</strong> mesa-redonda gratuita e aberta ao público mediante inscrição<br /><strong>Realização:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e Tecnologia</a><br /><strong>Data: </strong>6 de junho, às 9h30<br /> <strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /> <strong>Transmissão pela web:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a><br /> <strong>Informações e inscrições:</strong> Leila Costa (<a class="mail-link" href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1681</p>
<p> </p>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-trata-das-relacoes-entre-humanos-e-outros-primatas" class="external-link">Encontro discute a "cultura" de outros primatas</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-contribuicao-de-konrad-lorenz-para-o-entendimento-da-cognicao-animal" class="external-link">A contribuição de Konrad Lorenz para o entendimento da cognição animal</a></li>
</ul>
<p><strong>Vídeos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/ciclo-de-conferencias-humanos-e-animais-os-limites-da-humanidade-3a-conferencia" class="external-link">Primatologia, 'Culturas' Não Humanas, Novas Alteridades e Etnografia</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/ciclo-de-conferencias-humanos-e-animais-os-limites-da-humanidade-2a-conferencia" class="external-link">Homens e Animais na Tradição Antiga</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/ciclo-de-conferencias-humanos-e-animais-os-limites-da-humanidade-1a-conferencia" class="external-link">Animalidade Transcendental: O Problema da Naturalização do <i>a priori </i>em Konrad Lorenz</a></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-27T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-de-princeton-apresentam-painel-do-racismo-no-caribe">
    <title>Pesquisadores de Princeton apresentam painel sobre racismo no Caribe</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-de-princeton-apresentam-painel-do-racismo-no-caribe</link>
    <description>O Lugar da Raça: Debates Caribenhos Contemporâneos é o tema do evento que o IEA promove no dia 27 de junho para discutir a questão racial em Cuba e no Haiti. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/crianca-haitiana" alt="Criança haitiana" class="image-right" title="Criança haitiana" />Apresentar um panorama do racismo em Cuba e no Haiti por meio de uma abordagem comparativa é o objetivo do painel </span><i>O Lugar da Raça: Debates Caribenhos Contemporâneos</i><span>, que se realiza  no dia 27 de junho, às 14h30, na Sala de Eventos do IEA, com exposições de Rachel Price e Nick Nesbitt, ambos professores da Princeton University, EUA, e participação de Omar Ribeiro Thomaz, da Unicamp, como debatedor e de Lilia Moritz Schwarcz, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP como coordenadora.</span></p>
<p>O evento é uma realização do IEA e da Rede Global Colaborativa "Raça e Cidadania nas Américas" (Raca, na sigla em inglês) (<i><a class="anchor-link" href="#raca">leia abaixo</a></i>), com  apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP. O painel integra a agenda de atividades do <a class="external-link" href="http://www.usp.br/prp/pagina.php?menu=8&amp;pagina=54">acordo</a> de parceria estratégica assinado pela USP e pela Princeton University. A finalidade desse acordo é permitir a docentes e estudantes desenvolver atividades colaborativas de ensino e pesquisa com o suporte institucional das duas universidades.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Atualidade</strong></p>
<p style="text-align: left; ">O tema em discussão no painel será debatido a partir de uma perspectiva interdisciplinar, de forma a contemplar os enfoques cultural, histórico e político da questão. De acordo com os integrantes do Raca, trata-se de uma discussão importante na agenda social brasileira, pois "uma atividade que vise a entender esse fenômeno em países com experiências semelhantes, mas ao mesmo tempo profundamente diferentes, pode enriquecer os debates nacionais".</p>
<p style="text-align: left; ">Eles ressaltam a atualidade do debate proposto, visto que a crítica ao conceito biológico de raça não eliminou o racismo: "Se hoje em dia não se acredita mais numa definição naturalizada do conceito, sabe-se que um 'racismo social' continua presente em nossas práticas mais cotidianas".</p>
<p style="text-align: left; ">O painel será realizado em inglês, com tradução simultânea. Os interessados em participar devem fazer inscrição com Rafael Borsanelli pelo e-mail <a class="mail-link" href="mailto:rborsanelli@usp.br">rborsanelli@usp.br</a>. Quem não puder comparecer poderá acompanhar o evento pela web em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a>.</p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<h3><strong>Participantes</strong></h3>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rachel-price" alt="Rachel Price" class="image-right" title="Rachel Price" />Rachel Price é professora do Departamento de Línguas e Culturas Espanholas e Portuguesas da Princeton University. Especialista em América Latina, seus trabalhos concentram-se nas literaturas cubana e caribenha, cultura e estudos de mídia. No momento, está envolvida em dois projetos de pesquisa: um sobre a estética cubana contemporânea e outro sobre afeto e escravidão na literatura caribenha do século 19. Em breve, publicará o livro "The Object of the Atlantic: Concretude 1868-1968".</p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nick-nesbitt-1" alt="Nick Nesbitt" class="image-left" title="Nick Nesbitt" />Nick Nesbitt é professor do Departamento de Francês e Italiano da Princeton University. Desenvolve pesquisas sobre a história do Atlântico negro com foco na recuperação, narração e crítica de eventos descontínuos e conceitos <i>sub specie aeternitatis</i> (do ponto de vista da eternidade). Entre as publicações de sua autoria sobre o Caribe estão "Caribbean Critique: Antillean Critical Theory from Toussaint to Glissant" (2013); "Universal Emancipation: The Haitian Revolution and the Radical Enlightenment" (2008); e "Voicing Memory: History and Subjectivity in French Caribbean Literature" (2003).</p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/omar-ribeiro-thomaz" alt="Omar Ribeiro Thomaz" class="image-right" title="Omar Ribeiro Thomaz" />Omar Ribeiro Thomaz é professor do Departamento de Antropologia e dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia Social e História da Unicamp. Foi pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) por mais de dez anos. Seus trabalhos estão voltados para as áreas da antropologia da guerra e do conflito e da história social africana e caribenha. Nos últimos anos, vem se dedicando a pesquisas de campo em países marcados por conflitos ou por rearticulações locais em torno da noção de pós-guerra, casos de Moçambique e do Haiti.</p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lilia-moritz-schwarcz" alt="Lilia Moritz Schwarcz" class="image-left" title="Lilia Moritz Schwarcz" />Lilia Moritz Schwarcz é professora do Departamento de Antropologia da FFLCH. Atuou como pesquisadora nas Universidades de Leiden (Holanda), Oxford (Reino Unido), Brown, Columbia e Princeton (as três dos EUA), sendo global professor da última. Suas pesquisas situam-se na interseção entre a antropologia e a história, com ênfase na antropologia das populações afro-brasileiras, em marcadores da diferença e na história do império brasileiro. Entre seus principais temas de interesse estão identidade social, escravidão, etnicidade e construções simbólicas e imagéticas.</p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "> </p>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><a name="raca"></a>O debate racial e a mobilidade social nas Américas</h3>
<p>A Rede Global Colaborativa “Raça e Cidadania nas Américas” (Global Collaborative Network “Race and Citizenship in the Americas“, Raca, <a class="external-link" href="http://raceandcitizenship.com">http://raceandcitizenship.com</a>) é uma iniciativa cooperativa entre a Princeton University e a USP voltada ao envolvimento de professores e estudantes norte-americanos e brasileiros em uma série de eventos realizados em Princeton e em São Paulo, entre setembro de 2012 e agosto de 2015, em que se busca discutir de forma abrangente os múltiplos aspectos envolvidos no debate racial e relacionados à mobilidade social no continente americano.</p>
<p>Devido à natureza multicêntrica da rede, os estudos por ela promovidos têm caráter eminentemente comparativo, tendo como principais pontos de contraste as realidades brasileira, norte-americana e caribenha.</p>
<p>A rede é coordenada, em Princeton, pelos professores Pedro Meira Monteiro (Department of Spanish and Portuguese Languages and Cultures) e João Biehl (Department of Anthropology) e, na USP, pelos professores Lilia Moritz Schwarcz (Departamento de Antropologia) e Antonio Sérgio Guimarães (Departamento de Sociologia). Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, os pesquisadores envolvidos na rede trazem contribuições de áreas diversas, como antropologia, sociologia, história, língua e literatura, ciência política e estudos afro-americanos.</p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; "><strong>O Lugar da Raça: Debates Caribenhos Contemporâneos</strong><br /><strong>Tipo: </strong>evento gratuito, aberto ao público (mediante inscrição prévia) e com tradução simultânea<strong> <br /></strong> <strong>Data: </strong>27 de junho, às 14h30<strong> <br /></strong> <strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /> <strong>Transmissão: </strong>ao vivo em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="internal-link">www.iea.usp.br/aovivo<br /></a><strong>Informações: </strong>com Rafael Borsanelli (<a class="mail-link" href="mailto:rborsanelli@usp.br">rborsanelli@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1664</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): <a class="external-link" href="http://pt.freeimages.com/photographer/ljk-49310">Lauri Koski</a>, Sergio Delgado, Princeton University, Unicamp e Arquivo de Lilila Moritiz Schwarcz</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-11T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/massimo-canevacci">
    <title>Um novo pensamento científico para o contexto da cultura digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/massimo-canevacci</link>
    <description>Em entrevista ao IEA, o antropólogo Massimo Canevacci fala sobre transformações ocasionadas pela cultura digital e esclarece alguns dos conceitos de sua autoria, entre eles os ubiquidade, multivíduo e auto-representação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci-1" alt="Massimo Canevacci" class="image-right" title="Massimo Canevacci" />Estudioso da cultura digital, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a> não se contenta em olhar para o novo mundo das tecnologias digitais através de velhas lentes. Para dar conta dessa realidade emergente, o antropólogo italiano propõe novos conceitos — entre eles o de "ubiquidade","multivíduo" e "autorrepresentação" — e procura chamar atenção para a necessidade de construir um pensamento científico mais sintonizado com as transformações em curso.</p>
<p>Professor da Università degli Studi di Roma "La Sapienza", Itália, e professor visitante do IEA desde março, suas pesquisas, de caráter interdisciplinar, mobilizam referenciais da comunicação, antropologia e teoria crítica, com foco na pesquisa empírica.</p>
<p>Na seguinte entrevista à jornalista Flávia Dourado, Canevacci esclarece alguns dos conceitos de sua autoria, questiona a ideia de uma cultura alienante — de um "padrão determinado pela estrutura econômica e política" — e propõe a flexibilização do método científico clássico por meio da "etnografia reflexiva", estratégia metodológica que não se deixa enrijecer pela ruptura entre sujeito e objeto.</p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Seus trabalhos falam em uma transição da "cidade industrial", centrada na produtividade, nos conflitos de classe e na dialética política, para a "metrópole comunicacional", marcada pelo pluricentrismo e pela modificação da percepção espaço-tempo. É disso que o conceito de "ubiquidade" trata?</strong></p>
<p class="NoSpacing1"><i>A lógica dualista da cidade industrial foi substituída pelo pluricentrismo da metrópole comunicacional, na qual prevalece a flexibilidade característica da cultura digital. Essa transformação está relacionada à dimensão da ubiquidade, que complexifica a percepção do espaço-tempo.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i> </i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>O sujeito que transita na rede e na metrópole comunicacional pode, no mesmo espaço-tempo, se comunicar com pessoas de contextos totalmente diferentes. Essa experiência ubíqua — inexistente e inimaginável na cidade industrial — levanta desafios enormes para a comunicação e a etnografia: que tipo de relação com os outros isso provoca? Como fica a questão da alteridade? Se afirma um sujeito ubíquo conectado (e não coletivo).</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>Antes, na antropologia, "o outro" era a cultura indígena. Mas, hoje, falo com índios Bororo ou Xavante [povos indígenas estudados por Canevacci], que estão no Mato Grosso, pelo Skype ou pelo site Aldeia Digital. Eles conversam em português, às vezes em espanhol, mas continuam a falar bororo ou xavante, e utilizam a mesma tecnologia digital que eu.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>Na metrópole comunicacional, cada pessoa configura um "outro", não na forma de uma alteridade radical, mas de pequenas diferenças. Se, no passado, prevalecia o conceito de homologação, no qual todo mundo seguia um padrão determinado pela estrutura econômica e política, atualmente o grande desafio da comunicação e da etnografia é penetrar em cada uma dessas diferenças — diferenças que configuram tipos específicos de alteridade e, juntas, formam um </i>patchwork<i>, uma dimensão sincrética glocal </i>[global + local]<i> que varia no espaço e no tempo. </i></p>
<p class="NoSpacing1"><strong>É essa possibilidade de transitar em diferentes espaços-tempos que traz à tona o multivíduo? </strong></p>
<p class="NoSpacing1"><strong><i> </i></strong></p>
<p><i>O formativo da cultura industrial, que consiste em elaborar uma identidade sempre idêntica a si mesma, não funciona mais. Na cultura digital, as identidades não são fixas, mas flutuantes. O conceito de multivíduo modifica o conceito clássico de indivíduo — palavra de origem latina que, por sua vez, traduz a palavra grega </i>atomom<i>, cujo significado é indivisível. O multivíduo é um sujeito divisível, plural, fluido. Ubíquo. Um mesmo sujeito pode ter uma multiplicidade de identidades, de "eus", e assim multividuar a sua subjetividade.</i></p>
<p><i>Um dos sintomas disso é a ideia de gênero. O feminino e o masculino já não são mais percebidos como uma divisão definida biologicamente. O gênero é visto como uma construção cultural que não comporta mais uma lógica binária, dualista. Entende-se que é possível ter uma multiplicidade de experiências sensuais eróticas.</i></p>
<p><i>A moda é outro exemplo: o multivíduo não se identifica por um estilo de moda específico, único. Ele modifica seus estilos de acordo com os diferentes contextos em que se encontra. Isso impõe grandes desafios para o estudo da moda, que não deve mais ser tomada como algo que manipula, pois cada multivíduo escolhe elementos diferenciados e, a partir disso, cria sua própria performance.</i></p>
<p><strong>E qual é a relação entre a emergência desse multíviduo e a cultura digital?</strong></p>
<p><i>A descentralização ubíqua do indivíduo trata-se de um tipo de identidade característica da cultura digital. O desejo de viver uma alteridade interna era compartilhado apenas em momentos específicos, como no carnaval. Atualmente, com a explosão da cultura digital, esse desejo de alteridade, de multivocidade pode ser vivido o tempo todo, em qualquer momento. Basta o sujeito entrar na internet para poder exprimir diferenças coexistentes e heterônomos estilos de escrever, de se representar, de se conectar.</i></p>
<p><i>Então, esse sujeito transitivo, caracterizado de flutuantes "eus" multividuais, que estão se afirmando como "outros", tem a vantagem de usufruir das tecnologias digitais, tecnologias que se tornam mais difundidas diante da facilidade de uso, da redução de preços, da aceleração de linguagens, das possibilidades de edição autônoma.</i></p>
<p><i>É claro que a cultura digital também traz problemas de segurança, de fraude, que devem ser enfrentados. Porque a cultura digital é parte de um conflito, de uma dialógica, de uma tensão que precisamos resolver.</i></p>
<p><strong>Então a manifestação do multivíduo está ligada ao surgimento de uma comunicação mais horizontalizada, viabilizada pela cultura digital? </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><i>A cultura digital modifica a "divisão comunicacional do trabalho" (expressão inspirada no conceito de divisão social do trabalho, proposto por Marx) entre quem narra e quem é narrado. Surge, daí, a ideia de autorrepresentação: as pessoas querem se representar, e não mais serem representadas. E, de qualquer lugar do mundo, elas tem os meios tecnológicos e as condições culturais para fazer isso, para nunca mais conceder a um terceiro o direito de representá-las. Isso vem do desejo de cada um exprimir, de narrar sua própria história. Entra em cena, assim, a crítica ao status de "quem tem o poder de representar quem".</i></p>
<p><i>Caiu a dicotomia entre quem representa, de um lado, e quem é representado, de outro. Trata-se do direito que cada pessoa tem de representar a si mesma politicamente e esteticamente e de representar também quem a representa. Isso significa colocar em crise permanente a visão dualista e dicotômica entre natureza e cultura, masculino e feminino, bem e mal, quem representa e quem é representado. Diante disso, precisamos desenvolver lógicas diferenciadas de pensamento que permitam aproveitar as potencialidades que a cultura digital nos oferece.</i></p>
<p><strong>O senhor defende a adoção de uma "etnografia reflexiva" nas pesquisas antropológicas. Essa guinada epistemológica surge como efeito do fenômeno da autorrepresentação?</strong></p>
<p><i>A autorrepresentação altera profundamente a etnografia, que passa a ser mais dialógica e reflexiva: o entrevistador também é entrevistado. Meus amigos bororos ou xavantes fazem pesquisas sobre mim ao mesmo tempo em que são pesquisados e, juntos, construímos uma autorrepresentação na qual colocamos nossas personalidades, experiências, emoções e valores. O envolvimento emocional torna-se parte constitutiva da estratégia etnográfica, porque o pesquisador é parte da pesquisa, não está fora do contexto analisado. Não se insiste, assim, na objetividade em relação ao objeto, de modo que o objeto não é mais objeto: é um sujeito, com toda sua complexidade, que está em diálogo com o investigador.</i></p>
<p><i>A autorrepresentação significa que, como antropólogo, não posso mais representar a cultura dos bororos e xavantes ou da periferia de São Paulo, porque tanto os jovens indígenas quanto os paulistanos afirmam seu direito de representarem a si mesmos e de me representar como pesquisador.</i></p>
<p><strong>Ao abrir mão da diretriz da objetividade e assumir os princípios do dialogismo e da reflexividade, o pesquisador não corre o risco de ser criticado por uma falta de cientificidade? Como fica essa questão no meio acadêmico?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><i>O paradigma que sustenta a dimensão cientifica é, em grande parte, baseado na física e na matemática euclidiana. Mas, a partir da metade do século passado, a visão pós-euclidiana começou a se manifestar também nas ciências ditas exatas. Nos laboratórios do Cern [Centro Europeu de Pesquisa Nuclear], por exemplo, o contexto no qual os experimentos são colocados é parte da avaliação, porque se entende que o contexto modifica o resultado. Subjetividade e objetividade, particularidade e universalidade estão conectados e fazem parte dos resultados.</i></p>
<p><i>A objetividade pura era importante no passado. Agora, o que precisamos é aliar a força estética da imaginação e a experiência subjetiva com a exatidão científica por meio do que chamo de "imaginação exata", lógicas pós-euclidianas. </i></p>
<p><i>As obras criadas pela arquiteta Zahad Hadid ilustram muito bem a emergência dessa cultura pós-euclidiana. Ela desenvolveu um tipo de elaboração digital capaz de criar fantasias arquitetônicas que não pertencem à nossa experiência geométrica cotidiana. Ela aplica uma multidimensão híbrida autogenerativa em formas arquitetônicas diagonais, que nunca existiram antes e que não são baseadas na geometria clássica, euclidiana, composta por quadrado, círculo etc. Com isso, cria uma experiência metropolitana inovadora, que desafia o nosso olhar acostumado com prédios retangulares e piramidais com forma modernista.</i></p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Ainda no âmbito das transformações epistemológicas ligadas à etnografia, o senhor poderia explicar o seu conceito de "estupor metodológico"?</strong></p>
<p><i>O "estupor metodológico" é um forma inovadora de posicionar o corpo e a mente numa dimensão porosa para encontrar o desconhecido. Trata-se de um treino para abrir a própria corporeidade e prepará-la para o encontro com o estranho, que, justamente por ser estranho, é desejado. O problema desse encontro é fundamental na etnografia. Pode ser um encontro casual, com algo que está muito perto, no Facebook ou na rua, por exemplo. Porque, às vezes, surfando na internet ou caminhando pela rua, a gente encontra elementos que criam um tipo de espanto. E é preciso estar preparado quando esse encontro acontece. É preciso estar treinado para enfrentar na hora o desconhecido, que é ao mesmo tempo sedutor e espantoso. É preciso agarrar o momento, que é único e pode escapar. Para elaborar uma etnografia da juventude paulistana, focalizada sobre o desejo de movimento urbano criativo, é fundamental aplicar seja a autorrepresentação seja o estupor como metodologias ubíquas.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Nos seus estudos sobre cultura digital, o senhor adota autores da teoria crítica, entre eles Kracauer, Adorno e Benjamim. Essa opção parece contraditória se considerarmos que, nas teorias da comunicação, a Escola de Frankfurt aparece associada à ideia da indústria cultural como lugar da manipulação e alienação. Essa contradição existe de fato?</strong></p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><i>Adorno, Benjamim e Kracauer foram os primeiros a estudar empiricamente a cultura de massas que estava nascendo. Adorno se dedicou à análise do rádio, do cinema, da música, da personalidade autoritária. Era um filósofo que não estava apenas pensando, pois fazia pesquisa empírica. Kracauer, ao estudar o cinema dos anos vinte, já tinha entendido que a autorrepresentação era um novo paradigma que a nova tecnologia reproduzível cinematográfica oferecia.</i></p>
<p><i>Tomar a teoria crítica a partir do conceito de homologação é uma leitura superficial. Assim como é superficial entender a indústria cultural como uma forma absoluta de massificação. Em Kracauer e Benjamin, por exemplo, tratava-se da possibilidade de inserir a tecnologia de reprodução em processos de libertação das classes sociais pobres, que poderiam, a partir desse recurso tecnológico, usufruir da cultura estética.</i></p>
<p><i>Nos últimos anos, vem nascendo na Alemanha e nos Estados Unidos uma corrente inovadora que faz uma leitura diferente da teoria crítica. O que é a mídia de massa atualmente? O conceito de massa está morto, assim como a ideia de mídia como mediação entre a indústria cultural e o público. Na cultura digital, cada um pode elaborar sua própria narrativa. O problema fundamental, agora, é como fazer uma pesquisa empírica criticamente orientada sobre a cultura digital — uma cultura que está modificando a mídia de massa e prefigurando o conceito de autorrepresentação.</i></p>
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<p><i><strong>Entrevistas</strong></i></p>
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<p><strong><i>Midiateca</i></strong></p>
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<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/cultura-digital" class="external-link">Cultura Digital</a></li>
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</ul>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>
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</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-25T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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