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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci">
    <title>Em novo livro, Alfredo Bosi analisa a obra de Leonardo da Vinci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci</link>
    <description>Editor da Revista "Estudos Avançados", Bosi lança livro pela Edusp, no qual destaca a singularidade do pensamento leonardino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Por <span class="author_name author vcard">Roberto C. G. Castro, do Jornal da USP</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/santa-ceia" alt="A Última ceia " class="image-inline" title="A Última ceia " /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><span style="text-align: right; "><i>A Última Ceia</i></span><span style="text-align: right; ">, 1495-1498, têmpera sobre gesso - Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><span class="wpsdc-drop-cap" style="float: left; "> </span></span>O processo criativo de Leonardo da Vinci (1452-1519) se inicia com o olhar “ingênuo” sobre a natureza, passa pelo estudo rigoroso das imagens vistas e termina com as projeções do artista, que cria novas formas a partir da análise dessas imagens. Essa descrição dos fundamentos da arte do mestre renascentista está no livro "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci"<i> </i>(Editora da USP (Edusp), 88 páginas, R$ 34)</em>, que o editor da Revista "Estudos Avançados", Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> acaba de publicar.</p>
<p>Com 88 páginas, a nova obra de Bosi tem o mérito de destacar a singularidade do pensamento leonardiano, como aponta o professor Lorenzo Mammi, da FFLCH, que assina o texto da contracapa do livro. Segundo Mammi, esse pensamento inclui uma concepção da natureza como uma totalidade orgânica em transformação contínua e, portanto, o interesse por tudo o que é instável, a busca de uma nova relação entre experiência, imaginação e fazer – segundo a qual conhecer a natureza é também recriá-la, no pensamento e na obra – e, finalmente, uma escrita que privilegia a anotação pontual, o aforismo, o provérbio e o ditado popular, em que melhor se manifesta a instabilidade do mundo e do destino. “Bosi mostra como a pintura de Leonardo, que abole os contornos marcados do primeiro Renascimento em prol de uma transição contínua entre atmosfera e corpos, é consequência necessária dessa concepção”, escreve Mammi.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-virgem-e-o-menino-com-santa2019ana-1503-1519" alt="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" class="image-inline" title="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em><span>, 1503-1519, óleo sobre madeira – Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi cita pinturas de Leonardo como exemplos que confirmam sua visão sobre o artista. “Nas obras da maturidade o artista consumou a sua técnica de paisagista inovador. As pinceladas vão-se fazendo cada vez mais sutis, os lineamentos mais esbatidos, e a cor adquire uma tal diafaneidade que torna quase aéreos os elementos que, pela sua natureza de chão e de pedra, deveriam parecer mais compactos”, escreve o professor. “Os cimos enevoados que se dissolvem no horizonte de <em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em> (talvez lembrança dos Alpes dolomíticos contemplados nos seus anos milaneses) e a visão cósmica suspensa no tempo que envolve a figura da Mona Lisa são imagens afins ao conceito leonardesco de natureza. A clássica e toscana representação de um mundo finito cede à expressão moderna do desejo de infinito.”</p>
<p>Em Leonardo da Vinci, há uma “feliz simbiose” entre o naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis”, como analisa o professor em entrevista ao <strong>Jornal da USP</strong>.</p>
<p>Bosi nota que, nos escritos de Leonardo, encontram-se vestígios de um platonismo difuso. Exemplo disso é o louvor incondicional que o artista faz das matemáticas, sustenta o professor, citando alguns aforismos do artista: “Não me leia, nos meus princípios, quem não é matemático” e “Nenhuma humana investigação se pode considerar verdadeira ciência se não passa pelas demonstrações matemáticas”.</p>
<p>Entretanto, o professor percebe também as diferenças entre o gênio renascentista e o fundador da Academia. Essas diferenças se impõem quando se trata de considerar o mundo orgânico que Leonardo estuda e desenha, infere Bosi. “Os corpos vivos com suas formas e atos específicos são situados pelo neoplatonismo tradicional em um plano inferior, sujeito à divisão, à dor e à morte. Em Leonardo, ao contrário, tem-se a valorização artística e científica dessa mesma natureza.”</p>
<p>A pintura <em>Virgem dos Rochedos</em>, com sua estranha paisagem no fundo da tela, pode ser a chave para a interpretação do pensamento e da obra de Leonardo da Vinci. “Sob penhascos bojudos e terrosos ladeados por uma folhagem castanho-ouro o artista pintou uma caverna cujas bocas irregulares deixam ver estalagmites alvas como geleiras”, descreve o professor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-livro-alfredo-bosi-arte-e-conhecimento-em-leonardo-da-vinci" alt="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" class="image-inline" title="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><b>O novo livro de Alfredo Bosi – Foto: Reprodução</b></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi lembra que, no livro VII da <em>República</em>, Platão conta o mito da caverna. Nele, a caverna é uma metáfora de sentido epistemológico, o lugar onde não se pode conhecer a verdade.  Mas, para o artista renascentista, ela assume outro caráter, como analisa Bosi: “Leonardo artista quer ver o que se oculta nas entranhas da caverna, para descrever e desenhar os subterrâneos da existência, assim como Leonardo cientista quer entender a fundo os processos que resultaram naquelas formas, naqueles traços que velam milênios de metamorfoses. Olhar para saber, saber para desenhar, desenhar para pintar, pintar para criar”.</p>
<p><span><strong>O gênio que se dizia “homem sem letras”</strong></span></p>
<p>O contato de Alfredo Bosi com a obra de Leonardo da Vinci é antigo. Em 1961, em sua primeira viagem a Florença, na Itália, o professor assistiu a cursos ministrados por Cesare Luporini – filósofo italiano que havia sido aluno de Martin Heidegger em Freiburg – sobre as relações entre a obra literária de Leonardo e a paixão do artista pelo corpo humano e pela matéria em geral. “Esse veio naturalista do artista resultou em um grande número de desenhos anatômicos e cósmicos, que reapareceriam, sublimados e estilizados, nas telas e afrescos que criou”, explica Bosi. “Havia, portanto, uma simbiose feliz do naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis.”</p>
<p> </p>
<p>Ao retornar ao Brasil, Bosi se dedicou a outros autores italianos – especialmente Pirandello e Leopardi. Ele só voltou a se debruçar sobre o pensamento de Leonardo da Vinci em 1994, quando proferiu uma conferência no ciclo <em>Arte e Pensamento</em>, organizado por Adauto Novaes. “Foi então que li, encantado, a obra literária desse gênio que se dizia ‘homem sem letras’ para distinguir-se dos eruditos verbosos do seu tempo.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-2" alt="Alfredo Bosi" class="image-inline" title="Alfredo Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados"</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Bosi, a conferência foi a “matriz” de "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci</em><em>"</em>, agora lançado pela Editora da USP (Edusp). “De algum modo, retomei meu interesse pela cultura italiana, de que me afastara profissionalmente desde que comecei a ministrar cursos de Literatura Brasileira, a partir da década de 70.”</p>
<p>O professor cita ainda outro momento decisivo para voltar a se ocupar com o artista renascentista: a sua visita, em 1992, ao Clos-Lucé, em Amboise, na França, o castelo onde Leonardo da Vinci viveu seus últimos anos, graças ao mecenato do rei de França, Francisco I. Essa visita é descrita por Bosi nas últimas páginas de seu livro. “Visitei, o coração batendo forte, a casa de Clos Lucé, em Amboise”, escreve o professor. “Tudo está conservado com zelo comovente: o dormitório amplo, a capela onde rezava Ana de Bretanha, a cozinha com lareira e a passagem subterrânea que dava para o castelo.”</p>
<p><span>Diante da pergunta sobre o que mais o impressiona em Leonardo da Vinci, Bosi fica em dúvida. “É difícil dizer”, ele afirma. “Talvez a fusão de pensamento e criação artística, que torna Leonardo cada vez mais atual. Talvez o ‘obstinado rigor’, seu lema, que Valéry tanto admirava. Talvez a expressividade gestual dos apóstolos na </span><em>Última Ceia</em><span>, que Goethe interpretou agudamente ao contemplar em Milão essa obra ímpar. E, por que não?, a graça das fábulas em que os animais se aproximam tanto dos seres humanos.”</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T13:41:03Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/alfredo-bosi-entrecista-ildo-sauer-para-revista-estudos-avancados-24-de-maio-de-2013">
    <title>Alfredo Bosi Entrevista Ildo Sauer para Revista Estudos Avançados - 24 de maio de 2013</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/alfredo-bosi-entrecista-ildo-sauer-para-revista-estudos-avancados-24-de-maio-de-2013</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-24T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2012/lancamento-da-revista-estudos-avancados-n-74-sustentabilidade-11-de-maio-de-2012">
    <title>Lançamento da Revista Estudos Avançados v. 26 n. 74 - Sustentabilidade - 11 de maio de 2012</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2012/lancamento-da-revista-estudos-avancados-n-74-sustentabilidade-11-de-maio-de-2012</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Sandra Codo</dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-11T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco">
    <title>Seminário analisa caráter emancipatório da escrita afrodescendente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco</link>
    <description>O seminário "Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação" (8 de outubro, das 10 às 16h) discutirá artigos do dossiê homônimo publicado na edição 96 da revista "Estudos Avançados", lançada em agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-de-comissao-de-libertos-a-ruy-barbosa/image" alt="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" title="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" height="586" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa, 19 de abril de 1989</dd>
</dl>O dossiê <i>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</i>, publicado na edição 96 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançada em agosto, será discutido pelos autores dos artigos em seminário homônimo no dia <strong>8 de outubro, das 10 às 16h</strong>. [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco#programacao" class="external-link">Veja a programação abaixo.</a>] Para participar, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>.</p>
<p>De acordo com a coordenadora do dossiê, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-pereira-toledo-machado" class="external-link">Helena Pereira Toledo Machado</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP participante do Programa Ano Sabático do IEA, o conjunto de textos procura analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação.</p>
<p>"O objetivo é propor abordagens que nos permitam ler essa escrita, ressaltando tanto seu contexto de produção quanto sua visceral ligação com o processo de construção de uma poderosa voz narrativa ao mesmo tempo coletiva e individual."</p>
<p>Embora se acredite que a sociedade brasileira, pouco letrada no geral, apenas raramente produziu escritos pessoais e relatos de vida do punho de pessoas comuns, muito menos ainda de escravos, libertandos, libertos e pessoas negras livres, atualmente se constata outra realidade, segundo Machado. "Embora escassos, já foram localizados muitos textos de autoria de homens e mulheres afrodescendentes, que documentam a existência de vozes narrativas inéditas."</p>
<p>Machado explica que a imagem de tinta negra aspergida sobre uma folha de papel branco, presente no título do dossiê e do seminário, foi utilizada pelo crítico Christopher Hager ao analisar a escrita de escravos e escravas dos Estados Unidos. "Tal representação alude a complexos processos sociais vivenciados por homens e mulheres negros para se apropriar da escrita, confrontando o mundo letrado com novas vozes narrativas; nesse contexto, o escrever surge impregnado da experiência de exclusão e de sua negação, tornando-se, assim, um ato de emancipação", afirma Machado.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Lígia Fonseca Ferreira</a> (IEA e Unifesp) e Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>10h30</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 1 - Tinta Negra, Papel Branco: Literaturas de Emancipação</strong></p>
<ul>
<li>Lima Barreto e a Escrita de Si<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-katri-moritz-schwarcz" class="external-link">Lilia Schwarcz</a> (FFLCH-USP e Universidade de Princeton, EUA)</i></li>
<li>
<p>Luiz Gama Autor, Leitor, Editor: Revisitando as Primeiras Trovas Burlescas de 1859 e 1861<br /><i>Lígia Fonseca Ferreira (IEA e Unifesp)</i></p>
</li>
<li>
<p>Maria Firmina dos Reis: Escrita Íntima na Construção do Si Mesmo<br /><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</li>
</ul>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio de Seixas Guimarães</a> (FFLCH-USP)</i><br />Coordenador: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-dos-santos-gomes" class="external-link">Flávio dos Santos Gomes</a> (UFRJ e UFBA)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>12h30</strong></strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>14h</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 2 - Tinta Negra, Papel Branco: Escritos Insubordinados</strong></p>
<ul>
<li>Escritos Insubordinados: Letramento, Textos e Subtextos entre Escravizados e Libertos no Brasil da Escravidão e da Pós-Abolição<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/iamara-da-silva-viana" class="external-link"><i>Iamara da Silva Viana</i></a><i> (PUC-RJ e UFRJ), </i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-ribeiro-neto" class="external-link">Alexandre Ribeiro Neto</a><i> (Uerj) e Flávio dos Santos Gomes (USP e UFRJ)</i></li>
<li>Duas Harriets Contam Suas Histórias: Narrativas de Mulheres Escravizadas nos Estados Unidos do Século 19<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marilia-bueno-de-araujo-ariza" class="external-link">Marília Bueno de Araújo Ariza</a> (UnB)</i></li>
<li>Frederick Douglass: O Olhar de um Abolicionista Negro Estadunidense sobre Escravidão e Liberdade no Brasil<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-da-cruz-brito" class="external-link">Luciana da Cruz Brito</a> (UFRB)</i></li>
</ul>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-medeiros" class="external-link">Mário Medeiros</a> (Unicamp)</i><br />Coordenadora: <i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>16h</strong></strong></td>
<td><strong><strong>Encerramento</strong></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr />
<p><i><i><strong>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</strong></i><br /></i><i>8 de outubro, das 10 às 16h<br /></i><i>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público (com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>) - Para assistir à </i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><i> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/tinta-negra-papel-branco" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto:: Iamara da Silva Viana</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-24T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/lancamento-da-revista-103">
    <title>Cultura, sustentabilidade e espaços religiosos são temas da nova edição de 'Estudos Avançados'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/lancamento-da-revista-103</link>
    <description>Lançamento da edição 103 da revista "Estudos Avançados", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Recursos Hídricos II" e "Espaços Religiosos II".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-103" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" /></p>
<p>Já está disponível a versão digital da edição 103 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Híbridos do Conhecimento II" e "Espaços Religiosos II". Os artigos podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2021.v35n103/">SciELO</a> (Scientific Electronic Library Online). A versão impressa será lançada na próxima semana.</p>
<p>Segundo o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio  Adorno</a>, o dossiê "Cultura e Sociedade" contém textos que "revisitam temas relevantes de nossa contemporaneidade". A partir de diferentes perspectivas metodológicas aplicadas em vários territórios temáticos e conceituais, o dossiê "procura acercar-se dos sentidos possíveis, ou talvez mesmo perdidos, dos tempos presentes".</p>
<p>Dos nove artigos, sete tratam de temas suscitados por obras dos escritores Carolina Maria de Jesus, Franz Kafka, Artur Azevedo, João Guimarães Rosa, William Blake, Rainer Maria Rilke e Hermann Block. Os outros dois discutem aspectos políticos envolvidos na linguagem dos psicanalistas brasileiros e a atuação político-cultural do Brazilian-American Cultural Institute (Baci), que funcionou em Washington, EUA, de 1964 a 2007.</p>
<p>No artigo "(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos", Valéria Rosito, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, reflete sobre os conflitos que Carolina Maria enfrentou a partir de sua profissionalização como escritora, com a publicação do best-seller "Quarto de Despejo".</p>
<p>Segundo Rosito, evidencia-se um "embate entre uma visão lapidada da 'favelada' - como testemunha de primeira pessoa e 'repórter' - ao contrário do desejo prismático da mineira pela escrita criativa e 'descolada' dos referentes que lhe eram imediatos".</p>
<p>Kafka é tema de dois artigos. Em “'Pertencimento/Não Pertencimento' em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado", Celeste Ribeiro-de-Sousa, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aponta as decisivas circunstâncias psíquicas, sociais e históricas que levaram o escritor a literaturar em seus escritos os seus particulares sentimentos de "pertencimento/ não pertencimento". Embora haja muitas maneiras de explorar os escritos do autor, a ideia de “pertencimento/não pertencimento” apresenta-se como uma chave para se entender não só o homem e o escritor, mas também os textos que escreveu, segundo Ribeiro-de-Sousa.</p>
<p>Como parte de um estudo sobre releituras do mito de Odisseu, o artigo "As Sereias que Silenciam (o não?)", de Adelia Bezerra de Menezes, do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, aborda o conto "O Silêncio das Sereias", de Kafka, a partir das ideias de Walter Benjamin sobre a impossibilidade da narrativa tradicional, em razão da degradação da experiência.  Para a pesquisadora, Kafka antecipa de maneira espantosa em um século o que vigora agora no Brasil: "A era da pós-verdade, das fake news, da desmoralização acachapante da política, de mentira como estratégia."</p>
<p>"De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães", de Belinda Mandelbaum, do Instituto de Psicologia da USP, discute as "cadeias de transmissão" presentes nas narrativas de Guimarães Rosa. A argumentação utiliza um referencial da psicanalise de vínculos, que pensa a família como espaço privilegiado da transmissão de mensagens entre as gerações. No artigo, os processos de permanência e mudança na cadeia de transmissão das narrativas que inclui o trabalho literário e os leitores são aproximados dos transtornos da transmissão entre o pai, o filho, a estória e seus leitores no conto "A Terceira Margem do Rio".</p>
<p>Os dois artigos que não se referem a obras literárias mantêm a preocupação do dossiê em relacionar aspectos culturais a características e desafios da sociedade brasileira. Em "A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise", Paulo Sérgio de Souza Jr., do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, discute a inadequação e elitismo da linguagem utilizada pelos psicanalistas brasileiros, baseada em traduções mal produzidas e/ou feitas a partir de outra língua que não a original de autores consagrados do pensamento psicanalítico europeu.</p>
<p>Dária Jaremtchuk, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, é a autora de "O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural". De acordo com ela, acompanhar a história do Baci (sigla com que instituto ficou conhecido) criado em 1964 em Washington, EUA, permite conhecer aspectos da diplomacia cultural brasileira nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A hipótese que ela adota é de que os espaços de arte e de cultura funcionaram como importantes ambientes de articulação social nas atividades diplomáticas e comerciais, sendo o Baci um caso bastante revelador desse processo. "No entanto, essa realidade se altera no mundo contemporâneo globalizado, pois os espaços artísticos e culturais parecem ter deixado de ser vitais para a prática da diplomacia cultural, como o fechamento do instituto revela."</p>
<p>Os outros dois conjuntos de textos da edição complementam dossiês iniciados no número 102 da revista. "Híbridos do Conhecimento II" traz análises de novos temas no âmbito das questões tratadas pelo Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade", entre os quais governança energética, avaliação de impacto ambiental, natureza e impacto de pesquisas participativas na produção de saberes e natureza híbrida do conceito de patrimônio cultural.</p>
<p>"Espaços Religiosos II" acrescenta aos tópicos abordados na edição anterior artigos sobre: a formação de acervos museológicos e colecionismo institucional; as contribuições de artistas como Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro para a formação de acervos no interior do estado de São Paulo; e legados arquitetônicos e suas transformações com o passar do tempo.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 103 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis no dia 19 de novembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário - "Estudos Avançados" 103</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Cultura e sociedade</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos - <i>Valeria Rosito</i></li>
<li>A Dramaturgia Abolicionista de Artur Azevedo - <i>João Roberto Faria</i></li>
<li>A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise - <i>Paulo Sérgio de Souza Jr</i>.</li>
<li>“Pertencimento/Não Pertencimento” em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado - <i>Celeste Ribeiro-de-Sousa</i></li>
<li>De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães Rosa - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>As Sereias que Silenciam (ou não) - <i>Adelia Bezerra de Meneses</i></li>
<li>Nos Limites do Conhecimento, nos Limites da Forma: Uma Leitura de Sonetos de Rilke e Hermann Broch - <i>Juliana P. Perez, Daniel R. Bonomo e </i><i>Danilo C. Serpa</i></li>
<li>O Corpo como Acesso ao Divino na Arte Iluminada de William Blake - <i>Andrio J. R. dos Santos</i></li>
<li>O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural (1964-2007) - <i>Dária Jaremtchuk</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Híbridos do Conhecimento II</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Possibilidades e Limites da Transição Energética: Uma Análise à Luz da Ciência Pós-Normal - <i>Andrea Lampis, </i><i>João Marcos Mott Pavanelli, Ana Lía del Valle Guerrero e Célio Bermann</i></li>
<li>Gestão Adaptativa na Etapa de Acompanhamento da Avaliação de Impacto Ambiental - <i>Evandro Mateus Moretto,<sup> </sup>Simone Athayde,<sup> </sup>Carolina Rodrigues da Costa Doria, Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo,<sup> </sup>Neiva Cristina de Araujo,<sup> </sup>Carla Grigoletto Duarte,<sup> </sup>Evandro Albiach Branco,<sup> </sup>Sergio Mantovani Paiva Pulice </i><i>e Daniel Rondineli Roquetti</i></li>
<li>Desafios para Promoção da Abordagem Ecossistêmica à  Gestão de Praias na América Latina e Caribe - <i>Marina Ribeiro Corrêa, Luciana Yokoyama Xavier</i>,<i> Leandra R. Gonçalves, Mariana Martins de Andrade, Mayara de Oliveira, Nicole Malinconico, Camilo M. Botero, Celene Milanés, Ofelia Pérez Montero, Omar Defeo e Alexander Turra</i></li>
<li>Pesquisa Participativa Reconectando Diversidade:  Democracia de Saberes para a Sustentabilidade - <i>Leandro L Giatti, Jutta Gutberlet, Renata Ferraz de Toledo</i> <i>e</i> <i>Francisco Nilson Paiva dos Santos</i></li>
<li>Patrimônio Cultural: Saberes e Fazeres no Discurso Cultural-Epistemológico - <i>Sílvia Helena Zanirato, Tatiana Gomes Rotondaro, Maria Letícia Mazzucchi Ferreira e</i><sup> </sup><i>Cyril Isnart</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Espaços Religiosos II</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>O Museu de Arte Sacra de São Paulo: História de um Acervo - <i>Christian Mascarenhas</i></li>
<li>Diálogos abertos: Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro em Batatais - <i>Andréa Franzoni Tostes</i></li>
<li>A Inserção de Claudio Pastro no Contexto da Arte e da Teologia do Concílio Vaticano II - <i>Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Pateo do Collegio, Lugar de Nascimento e Memória: A Reforma Litúrgica Realizada por Claudio Pastro - <i>Hilda Souto e Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Diálogo entre Arquitetura e Arte Sacra - <i>Ubiratan J. A. Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-09T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana">
    <title>Atualidade, perspectivas e desafios da inteligência artificial são tema da revista “Estudos Avançados”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana</link>
    <description>Edição 101 da revista "Estudos Avançados" traz os dossiês "Inteligência Artificial" e "Agricultura Urbana", artigo sobre tipologia das instituições de ensino superior e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-101" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" />Algoritmos de aplicativos e redes sociais, veículos autônomos, tradução automática, reconhecimento facial, aprendizagem de máquina, redes neurais artificiais, diagnóstico médico... São muitos os conceitos, tecnologias e usos da inteligência artificial (IA) cada vez mais presentes no cotidiano, fruto do grande desenvolvimento da área nas últimas décadas.</p>
<p>Para propiciar ao público não especializado uma visão abrangente dessa revolução tecnológica, a edição 101 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>" dedica seu dossiê principal à discussão do estado atual, perspectivas e impactos da IA. [A <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420210001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> da publicação já está disponível no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).]</p>
<p>Composto de nove artigos de autoria de 17 pesquisadores da USP, Unicamp, UFRGS e UFPE, o dossiê "Inteligência Artificial"  analisa o desenvolvimento desse campo desde sua origem nos anos 50, suas inúmeras aplicações e os debates que suscita no cenário científico e tecnológico, mas não deixam de lado “seus riscos, os cuidados éticos que seu emprego massivo requer, suas implicações sociais, políticas, culturais e morais que transformam rapidamente as sociedades contemporâneas”, sintetiza o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>.</p>
<p>A abertura do dossiê é dedicada aos aspectos metodológicos da pesquisa em IA, com artigo de Fabio Gagliardi Cozman, da Escola Politécnica (EP) da USP. Ele explica que há dois estilos "fundamentalmente diferentes de abordagem em IA: de um lado, o estilo empírico, fortemente respaldado por observações sobre a biologia e psicologia dos seres vivos e pronto para abraçar arquiteturas complicadas que emergem da interação de muitos módulos díspares; de outro lado, um estilo analítico e sustentado por princípios gerais e organizadores, interessado em concepções abstratas da inteligência e apoiado em argumentos matemáticos e lógicos".</p>
<p>Segundo Cozman, por volta de 1980, foram cunhados os termos scruffy (desgrenhado) e neat (empertigado) para se referir, respectivamente, a esses dois estilos de trabalho em IA. Essa divergência metodológica se mantém, afirma, com o constante dilema entre "a busca de artefatos racionais baseados em princípios claros, ou artefatos empíricos que reproduzem padrões". Sua proposta é investir em arquiteturas baseadas em princípios de racionalidade e que permitam abrigar vários módulos simultaneamente, muitos dos quais baseados em coleta maciça de dados.</p>
<p>A preocupação com a forma de desenvolvimento da IA é compartilhada por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP: "O que temos que decidir agora não é mais se teremos ou não a IA, mas como teremos a IA”. Para reduzir possíveis riscos, aponta, “é necessário o desenvolvimento de novos algoritmos de IA, ou seu uso de maneiras novas e inovadoras, levando em consideração questões éticas, sociais e legais”.</p>
<p><strong>Razões da euforia</strong></p>
<p>O novo período de euforia em relação aos possíveis benefícios do uso da IEA deve-se a três fatores, de acordo com Jaime Simão Sichman, da EP-USP: o baixo custo atual de processamento e de memória; o surgimento de novos paradigmas, como as redes neurais profundas; e a gigantesca quantidade de dados disponível na internet em razão do grande uso de recursos como redes e mídias sociais.</p>
<p>Sichman alerta para os potenciais riscos que “essa tecnologia, tal como qualquer outra, pode provocar caso os atores envolvidos na produção, utilização e regulação de seu uso não criem um espaço de discussão adequado dessas questões”.</p>
<p>Segundo Teresa Bernarda Ludermir, do Centro de Informática da UFPE, o avanço "extraordinário” da IA nos últimos anos e sua importância na solução de problemas tecnológicos e econômicos, deve-se principalmente às técnicas de aprendizagem de máquina, sobretudo à utilização de redes neurais artificiais. Além de tratar do estado atual da área, seus desafios e oportunidades de pesquisa, o artigo menciona impactos sociais e questões éticas decorrentes dos usos da IA.</p>
<p>As transformações ocorridas na IA desde seu surgimento, em especial quanto aos sistemas educacionais, são o objeto do panorama apresentado Rosa Maria Vicari, do Instituto de Informática da UFRG. A pesquisadora lembra que em 1980 e 1993 "as aplicações eram interessantes, mas não apresentavam respostas adequadas em compreensão da linguagem e diagnóstico médico". Nas duas últimas décadas, no entanto, "as aplicações se mantiveram, mas houve avanços na tradução automática, reconhecimento de imagens, diagnóstico do câncer e carros autônomos".</p>
<p><strong>Algumas aplicações</strong></p>
<p>Nove pesquisadores do Instituto de Computação da Unicamp são autores de artigo sobre ciência forense digital (uso de métodos e técnicas científicas para investigações de crimes no mundo digital). A importância atual da área deve-se, segundo eles, aos desafios resultantes do surgimento das mídias sociais e ao imenso volume de dados que geram, intensificados pelos avanços da IA. E é a técnicas de IA que é preciso recorrer para analisar tal quantidade de dados. O artigo apresenta desafios e oportunidades associados à aplicação dessas técnicas e apresentam exemplos de seu uso em situações reais.</p>
<p>Um caso específico em que a IA tem papel fundamental é o processamento de linguagem natural (PLN), essencial para a análise de grandes quantidades de dados contidos em textos, entre outros usos. O tema é discutido por Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em particular quanto à língua portuguesa. Ele explica que o PLN se encontra na confluência de áreas como ciência da computação, linguística, lógica, psicologia, dentre outras, e requer por natureza um tratamento multidisciplinar.</p>
<p>No entanto, todos os avanços em PLN, com a consequente geração de produtos e a facilitação de uma série de serviços, “parecem não ter trazido nenhuma informação substancial sobre o processo humano de reproduzir e se comunicar por meio da linguagem”, diz o pesquisador. Seguindo essa linha de raciocínio, “o processamento de língua natural teria se dissociado do estudo de linguagem”. Há quem diga, afirma, que "a tecnologia acabará por matar o estudo tradicional da linguagem". Para Finger, essas duas visões são exageradas: "A linguística é absolutamente fundamental para a área de processamento de língua, uma vez que essa tarefa computacional não explica a língua, não ajuda a prever nem a explicar as evoluções naturais das línguas".</p>
<p>Ana Bazzan, do Instituto de Informática da UFRGS, analisa a utilização de IA para a melhoria de sistemas de transporte. Para ela, a aplicação de IA no serviço pode melhorar a utilização da infraestrutura existente, a fim de melhor atender a demanda (deslocamento de pessoas e mercadorias). Seu artigo traça um painel sobre duas tarefas em que a IA tem contribuições relevantes no setor: o controle de semáforos e a escolha de rotas.</p>
<p><strong>Impacto no trabalho</strong></p>
<p>O dossiê se encerra com artigo de Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, sobre uma das questões que mais preocupam a sociedade no que se refere à IA: a perda de postos de trabalho. Nele, o autor afirma que, embora as formas mais avançadas da revolução digital (IA, aprendizagem de máquina e internet das coisas) estejam substituindo parte considerável da mão de obra, "não é nisso que reside sua maior ameaça". O problema, afirma, é que essa revolução "está fortalecendo uma polarização social do mercado de trabalho que vai na contramão do que foram as bases do próprio Estado de bem-estar do século 20".</p>
<p>Segundo Abramovay, “o lugar do trabalho na coesão das sociedades contemporâneas envolve uma discussão filosófica fundamental: o que é trabalho, o que é emprego, mas, mais que isso, como podemos hoje fazer que nossa capacidade de cooperação resulte em vida melhor para todos e não em formas indignas e pouco valorizadas de atividades para a esmagadora maioria, ao lado de atividades criativas e edificantes para uma pequena minoria”.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>Além do dossiê "Inteligência Artificial", a edição traz um estudo alentado sobre a diversidade das instituições de ensino superior no Brasil, um conjunto de textos sobre agricultura urbana e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</p>
<p>A diversidade das instituições de ensino superior do país em termos de objetivos perseguidos e resultados obtidos requer um esforço para classificá-las por similaridade de atuação, para que isso subsidie critérios diversos de avaliação para cada grupo. É o que propõe o artigo “Por uma Tipologia do Ensino Superior Brasileiro: Teste de Cconceito”, de Simon Schwartzman, Roberto Lobo Silva Filho e Rooney Coelho.</p>
<p>De acordo com os autores, as diferenças entre as instituições não são reconhecidas com todas as implicações pela legislação nem pelo sistema de avaliação adotado pelo Ministério da Educação. O artigo apresenta uma proposta de tipologia que procura identificar com clareza as diferenças entre as instituições, de forma a servir de base para um sistema de informações e procedimentos de avaliação.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores propõem o agrupamento das instituições com perfis semelhantes, do ponto de vista de seu porte, natureza jurídica e envolvimentos em atividades de ensino e pós-graduação, além de verificar até que ponto essa diferenciação tem correspondência com a diversidade de características de professores, alunos e sua área de atuação. A parte final do estudo discute algumas das implicações da tipologia para o sistema de avalição da educação superior e para a melhoria da qualidade e desempenho da educação superior no país.</p>
<p><strong>Agricultura urbana</strong></p>
<p>De acordo com o editor de "Estudos Avançados", os artigos sobre “Agricultura Urbana” tratam de questões específicas, mas conectadas entre si como modalidades e alternativas para a promoção da segurança alimentar.</p>
<p>Os seis textos discutem: multifuncionalidade, produção e comercialização da agricultura urbana; sua associação com a agroecologia; a importância das hortas comunitárias e das hortas de quintais; e as contradições do locavorismo (ativismo alimentar surgido na década passada que privilegia o consumo de alimentos produzidos localmente) diante das experiências da agricultura urbana na cidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>As seis resenhas tratam de obras com temas variados, entre as quais, geologia, história, produção intelectual e literatura. Ricardo Soares e Wilson Machado escrevem sobre “The Anthropocene as a Geological Time Unit: A Guide to the Scientific Evidence and Current Debate”, que reúne dados do 35º Congresso Geológico Internacional, realizado em 2016; Camila Ferreira da Silva e Janderson Bragança Ribeiro resenham “Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, de Lilia Moritz Schwarcz; Fabio Mascaro Querido trata de “Seja como For: Entrevistas, Retratos e Documentos”, de Roberto Schwarz; Mariana Holms escreve sobre “O Homem que Aprendeu o Brasil”, de Ana Cecília Impellizieri Martins (2020); e Cecilia Marks analisa “O Romance de Formação”, de Franco Moretti.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 101 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de maio, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-23T02:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
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<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-76-da-revista-estudos-avancados">
    <title>LANÇAMENTO DA EDIÇÃO 76 DA REVISTA 'ESTUDOS AVANÇADOS'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-76-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><em>Apresentadores<br />da edição:</em><br /><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a></strong> (editor de "Estudos Avançados") e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"><strong>Martin Grossmann</strong> </a>(diretor do IEA)<strong><br /></strong><em>Espetáculo de Dança:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-nobrega" class="external-link">Antonio Nóbrega</a> </strong>(Teatro Brincante)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T16:35:08Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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