<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 131 to 145.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/o-cuidado-como-um-modo-de-ser-no-mundo" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/novos-olhares-sobre-a-2018dis2019mobilidade-no-complexo-do-hc-20-de-setembro-de-2017" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-relaciona-sustentabilidade-ambiental-e-bem-estar-humano" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-busca-compatibilizar-biotecnologia-recente-e-medicina-tradicional" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-cesta-basica-tem-grande-potencial-de-impactar-positivamente-saude-dos-brasileiros" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/neuropsiquiatria-da-clinica-e-da-bancada-a-sociedade" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/neurobiologia-precisa-de-uma-nova-matematica-para-compreender-o-cerebro" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/naomar-de-almeida-filho-e-o-novo-professor-visitante-do-iea-usp" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/nao-ha-cura-sem-anuncio-ciencia-medicina-e-propaganda-em-sao-paulo-1930-1939-26-de-marco-de-2018" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-relatorio-lancet" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/nanotecnologias-e-saude-dos-trabalhadores" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-no-consumo-de-medicamentos-da-decada-de-30-sera-comentada-por-pesquisadores" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-climaticas-e-a-pandemia-de-covid-19-sao-crises-convergentes-afirmam-pesquisadores" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/mostra-utiliza-bordado-para-discutir-questoes-de-poder-no-cuidado-em-saude" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/migracao-trabalho-saude" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/o-cuidado-como-um-modo-de-ser-no-mundo">
    <title>O cuidado como um modo de ser no mundo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/o-cuidado-como-um-modo-de-ser-no-mundo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">O Grupo Comunitário de Saúde Mental, em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, o Hospital das Clínicas da FMRP-USP, o Programa de Pós-Graduação em Psicologia e o Laboratório de Processos de Subjetivação em Saúde (LaProSUS), promove no dia 19 de novembro, a partir das 14h, um simpósio internacional on-line com a professora da Universidade de Verona, na Itália, Luigina Mortari.</p>
<p dir="ltr"><span>Ela vai abordar o cuidado como um modo de ser no mundo. Luigina é professora e diretora do Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Verona, onde leciona teorias de educação, educação social e epistemologia de pesquisa qualitativa. Suas pesquisas têm como foco a filosofia da educação e a filosofia e prática do cuidado. É autora de diversos livros premiados, entre eles “Filosofia do Cuidado”, que possui tradução em português.</span></p>
<p dir="ltr">Após a conferência da professora, haverá um diálogo sobre o tema apresentado com os professores Marcio Luiz Fernandes (PUC-PR), Carmen Lúcia Cardoso (FFCLRP-USP), Sonia Regina Loureiro (FMRP-USP) e Sergio Ishara (FMRP-USP).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-03T21:04:53Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/novos-olhares-sobre-a-2018dis2019mobilidade-no-complexo-do-hc-20-de-setembro-de-2017">
    <title>Novos Olhares sobre a ‘Dis’Mobilidade no Complexo do HC - 20 de setembro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/novos-olhares-sobre-a-2018dis2019mobilidade-no-complexo-do-hc-20-de-setembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-20T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-relaciona-sustentabilidade-ambiental-e-bem-estar-humano">
    <title>Novo grupo de estudos relaciona sustentabilidade ambiental e bem-estar humano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-relaciona-sustentabilidade-ambiental-e-bem-estar-humano</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/poluicao" alt="Poluição" class="image-right" title="Poluição" />Ao estudar o impacto do ser humano nos ecossistemas e os riscos que essas intervenções representam para a sobrevivência da própria humanidade, a comunidade científica estruturou um campo emergente de pesquisa: o da saúde planetária. É sobre este tema que um novo grupo do IEA, aprovado pelo Conselho Deliberativo em 24 em junho, se debruçará.</p>
<p>O Grupo de Estudos Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana terá como coordenador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-mauro-saraiva" class="external-link">Antonio Mauro Saraiva</a>, da Escola Politécnica da USP, e presidente da <a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/comissao-de-pesquisa" class="external-link">Comissão de Pesquisa do IEA</a>. Segundo o projeto do grupo, essa nova linha de pesquisa aborda um problema contemporâneo concreto e urgente, ao empenhar-se em “compreender, quantificar e agir para reverter os efeitos do crescimento da população humana e da aceleração das atividades socioeconômicas sobre o ambiente”.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ações antrópicas</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal">Entre as principais perturbações antrópicas, estão as mudanças no clima, a poluição do solo, da água e do ar, a redução da disponibilidade de água potável, a perda da biodiversidade, a destruição da camada de ozônio e a acidificação dos oceanos. Em sentido inverso, alerta o projeto, estão as consequências dessas ações para o homem, como o surgimento de novas doenças, o aumento e agravamento de doenças infecciosas e crônicas, a hiperurbanização e os conflitos por recursos naturais.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao gerar perturbações nos ecossistemas naturais da Terra, as ações antrópicas impactam também a saúde e o bem-estar humanos, diz Saraiva. “Esse campo de estudo é um novo esforço para tratar a questão da sustentabilidade e da vida humana sob uma ótica cada vez mais integrativa, transdisciplinar e global”.</p>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<p>Com o embasamento de relatórios publicados pela Organização das Nações Unidas, fundações e revistas científicas, a comunidade científica reconhece que uma mudança imediata no padrão das atividades humanas é fundamental para garantir o bem-estar de gerações futuras. Com isso em mente, o grupo pretende promover a discussão e a prática da saúde planetária no contexto da USP, do Brasil e da América Latina, visando a sustentabilidade dos ecossistemas naturais.</p>
<p>Entre os objetivos estratégicos, estão a definição dos principais temas relacionados ao campo de estudos e o mapeamento das forças já atuantes, para que os pesquisadores possam construir uma rede de conexões e parcerias com as principais instituições de pesquisa. Esse contato é necessário por conta da temática muito ampla da saúde planetária, que envolve diversas áreas do conhecimento.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antonio-mauro-saraiva/image" alt="Antonio Mauro Saraiva - Perfil" title="Antonio Mauro Saraiva - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Antonio Mauro Saraiva</dd>
</dl>Ao transitar pela biologia, medicina, ecologia, relações internacionais, educação, psicologia e agronomia, entre outras, os cientistas estudam, por exemplo, comportamento humano, estilo de vida, mudanças globais, agricultura e nutrição, poluição, matriz energética e recursos naturais.</p>
<p>O grupo também tem objetivos de natureza científica: criar um núcleo de pesquisadores (<i>think tank</i>) e a identificar lacunas que podem ser melhor exploradas. Há, ainda, a intenção de dialogar com formuladores de políticas públicas e com representantes do setor privado, com o objetivo de desenvolver ações que favoreçam a sustentabilidade ambiental e a saúde humana.</p>
<p>Ao longo de dois anos de trabalhos, duração inicial prevista para o grupo, os pesquisadores pretendem publicar artigos na revista do IEA, realizar workshops e seminários e participar de eventos nacionais e internacionais. <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/grupo-de-estudos-saude-planetaria-uma-abordagem-transdisciplinar-para-a-sustentabilidade-do-planeta-integrada-a-saude-humana" class="external-link">Leia o projeto completo e a lista de integrantes do Grupo de Estudos Saúde Planetária aqui</a>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: SD-Pictures/Pixabay e Tereza Cristina Giannini</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-05T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-busca-compatibilizar-biotecnologia-recente-e-medicina-tradicional">
    <title>Novo grupo de estudos busca compatibilizar biotecnologia recente e medicina tradicional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-busca-compatibilizar-biotecnologia-recente-e-medicina-tradicional</link>
    <description>O Conselho Deliberativo (CD) do IEA-USP aprovou a criação do Grupo de Estudos Biotecnologia Terapêutica Recente e Medicina Tradicional. A proposta, aprovada durante a 190ª reunião do colegiado, realizada no dia 12 de dezembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/transplante-de-figado" alt="Transplante de fígado" class="image-inline" title="Transplante de fígado" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Silvano Raia acredita que a compatibilização de métodos é mais urgente na área dos transplantes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo (CD) do IEA-USP aprovou a criação do Grupo de Estudos Biotecnologia Terapêutica Recente e Medicina Tradicional. A proposta, aprovada durante a 190ª reunião do colegiado, realizada no dia 12 de dezembro, foi encaminhada ao CD por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvano-raia">Silvano Raia</a>, médico e professor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, que coordenará o grupo. A responsável pela vice-coordenação será <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mayana-zatz">Mayana Zatz</a>, geneticista e professora do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<p dir="ltr">O objetivo do grupo, de acordo com o projeto entregue ao IEA, é “discutir a compatibilização dos novos métodos terapêuticos baseados na biotecnologia recente com os métodos terapêuticos da medicina tradicional, focalizando aspectos éticos, religiosos, legais e médicos”. A atuação do grupo está prevista para o biênio 2019/2020.</p>
<p dir="ltr">Raia, que em 1985 realizou o primeiro transplante de fígado da América Latina, defende que a harmonia entre os métodos é mais urgentemente necessária na área dos transplantes.</p>
<p><strong>Justificativa</strong></p>
<p dir="ltr">Segundo ele, os bons resultados obtidos nos últimos anos com transplantes de órgãos criaram uma demanda inatingível para o sistema de saúde, que não consegue atender as filas de espera cada vez mais longas. O desenvolvimento do método de transplante intervivos — no qual a doação parte de um paciente vivo e saudável — remediou a escassez de órgãos, mas não trouxe a solução definitiva, já que muitas vezes o transplante causa a morte do doador.</p>
<p dir="ltr">Um dos casos mais graves, para ele, é o da espera por transplantes de rim. “No Brasil, em 2017, 150 mil pacientes estavam em diálise, dos quais 21.059 com indicação para transplantes”, registrou o médico no documento de apresentação do grupo. “Destes, 1.176 faleceram por falta de órgãos.” Raia lembrou ainda que, somente no ano passado, os pacientes em terapia dialítica custaram dois bilhões de reais ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/silvano-raia" alt="Silvano Raia" class="image-inline" title="Silvano Raia" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Silvano Raia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Em uma tentativa de superar a escassez de rins transplantáveis, Mayana e Raia conduzem, no <a class="external-link" href="http://genoma.ib.usp.br/">Centro de Estudos do Genoma Humano e Células Tronco</a> (CEGH-Cel) da USP, um projeto de viabilização do xenotransplante de rim. O método consiste na utilização de órgãos suínos nos transplantes em humanos. Segundo Raia, a rejeição do órgão pode ser evitada por meio de engenharia genética, especificamente pelo método CRISPR-Cas9.</p>
<p dir="ltr">No documento apresentado ao CD, Raia afirma que o procedimento seria capaz de “modificar radicalmente o cenário de transplantes de órgãos sólidos no Brasil e no exterior”. Ele lembra, entretanto, que o uso de órgãos de animais em seres humanos suscitará discussões éticas, religiosas, legais e médicas na sociedade. “Esforços terão que ser dirigidos para compatibilizar esse novo enfoque com os princípios da medicina tradicional”, defende. “É desta compatibilização que trata o grupo de estudos proposto ao IEA.”</p>
<p> </p>
<p><strong>Membros e metodologia</strong></p>
<p dir="ltr">Além dos coordenadores Silvano Raia e Mayana Zatz, o grupo terá outros quatro membros permanentes. Os médicos Jorge Alberto Costa e Silva, presidente do Instituto Brasileiro do Cérebro (Inbracer), Jorge Elias Kalil Filho, professor da FMUSP, e Rodrigo Vianna, professor da Universidade de Miami, e a geneticista e professora do IB-USP Maria Rita dos Santos e Passos Bueno.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mayana-zatz" alt="Mayana Zatz" class="image-inline" title="Mayana Zatz" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mayana Zatz</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Cinco pesquisadores colaboradores também farão parte do grupo: Luiz Carlos de Caires Júnior, Ernesto da Silveira Goulart Guimarães e Luciano Abreu Brito, do IB-USP, Pe. Mário Marcelo Coelho, zoólogo e doutor em teologia moral pela Accademia Alfonsiana, e Roberto Romano da Silva, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p dir="ltr">As atividades serão desenvolvidas por meio de reuniões bimestrais e seminários temáticos semestrais, que contarão com público ampliado e especialistas convidados. No documento de apresentação, o grupo demonstra ter interesse em elaborar um projeto de pesquisa que será submetido a agências de fomento “para fortalecer as atividades e a produção do grupo de estudos”.</p>
<p dir="ltr">Além disso, fazem parte das atribuições do grupo a delimitação de subtemas e tópicos que serão discutidos, levantamento bibliográfico e de especialistas que possam contribuir com os assuntos tratados e a elaboração de um termo de referência para orientar cada um dos seminários temáticos. O grupo demonstrou ainda o interesse de desenvolver suas atividades concomitantemente às que vêm sendo realizadas na <a class="external-link" href="http://www.anm.org.br/">Academia Nacional de Medicina</a> (ANM). De acordo com Raia, que também é membro da ANM, os estudos paralelos já foram aprovados pela diretoria da Academia em uma reunião realizada no dia 22 de março deste ano.</p>
<p dir="ltr"><span class="discreet">Foto 1: Gabriel Borda/Flickr<br />Fotos 2 e 3: Victor Matioli/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Conselho Deliberativo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-12-17T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-cesta-basica-tem-grande-potencial-de-impactar-positivamente-saude-dos-brasileiros">
    <title>Nova cesta básica tem grande potencial de impactar positivamente saúde dos brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/nova-cesta-basica-tem-grande-potencial-de-impactar-positivamente-saude-dos-brasileiros</link>
    <description>Afirmação é da professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Maria Laura da Costa Louzada, em entrevista ao USP Analisa desta semana, que discute os reflexos da mudança nessa legislação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7787b9a0-7fff-6a2d-52a6-6b2b5349f58d"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome20240405T152824.646.png/@@images/cf16272b-4b7c-4ac0-aac6-fc5db9b73913.png" alt="" class="image-left" title="" />Recentemente, o governo federal fez uma série de mudanças na composição da cesta básica, dando prioridade aos alimentos mais saudáveis e excluindo os ultraprocessados. As alterações também devem impactar políticas públicas voltadas ao combate à insegurança alimentar e ao estímulo de uma alimentação mais saudável. Para refletir sobre as consequências dessas mudanças e a evolução da alimentação do brasileiro ao longo do tempo, o USP Analisa conversa nesta semana com a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, Maria Laura da Costa Louzada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela explica que o alcance dessas mudanças é amplo porque todos os programas do governo relacionados à cesta básica utilizam essa legislação, como o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Além disso, há um reflexo disso na própria economia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos] e outros órgãos da economia monitoram os preços e as ações do governo em relação a essa cesta básica de alimentos. Por fim, uma coisa muito importante também é que essa legislação pode pautar outras políticas públicas. Por exemplo, agora a gente está discutindo a tributação de alguns alimentos e a desoneração de impostos de outros, e com certeza essa legislação que define a nova cesta básica vai ser usada como referencial teórico para a gente debater isso na sociedade”, explica a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela destaca que a nova cesta básica é baseada nas recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira, um documento do Ministério da Saúde voltado a promover uma alimentação saudável e sustentável para a população. Um dos pontos principais para ela, nas mudanças, é a ausência dos alimentos ultraprocessados.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Nos últimos anos, a gente viu uma transição alimentar na população brasileira, que come cada vez menos alimentos tradicionais, menos preparações culinárias baseadas nos alimentos </span><span>in natura</span><span> e minimamente processados, e cada vez mais ultraprocessados. Com isso, a Ciência da Nutrição começou a descobrir que esses alimentos estavam causando doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. E ao dizer que a cesta básica não vai ter ultraprocessados, mas sim alimentos </span><span>in natura</span><span> e minimamente processados, em sua maior parte, e também um pouco também de processados, como queijo e pão, o governo está dando uma resposta à sociedade de que se preocupa, sim, com a saúde e com o meio ambiente. Combinada com vários outros programas e políticas, a nova cesta básica tem muito potencial de impactar positivamente a saúde dos brasileiros”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além da conversa com Maria Laura, o podcast USP Analisa traz uma entrevista com a diretora da ACT Promoção da Saúde e integrante do grupo de referência da Cátedra Josué de Castro, Paula Johns. O conteúdo pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-05T19:04:54Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/neuropsiquiatria-da-clinica-e-da-bancada-a-sociedade">
    <title>Neuropsiquiatria: da Clínica e da Bancada à Sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/neuropsiquiatria-da-clinica-e-da-bancada-a-sociedade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A depressão, a ansiedade, as epilepsias e a doença de Alzheimer são patologias que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo, causando um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é um dos países do continente americano que lidera o ranking em doenças neuropsiquiátricas. Da mesma forma que as epilepsias, a doença de Alzheimer e a depressão também apresentam grande incidência no País.</p>
<p>O evento vai mostrar como os estudos recentes associam a fisiopatologia das doenças neuropsiquiátricas tanto a eventos genéticos ou familiares quanto ao estresse e suas consequências, que incluem alterações no comportamento, hormonais e de expressão gênica.</p>
<p><strong>Conferencistas:</strong></p>
<p><span><span>Lívea Dornela Godoy </span>(FMRP-USP)<br /><span>Cristiane Von Werne Baes (HC-FMRP-USP)<br /><span>Carolina Demarchi Munhoz (ICB-USP)<br /><span>Adriano Silva Sebollela (FMRP-USP)<br /><span>Norberto Garcia Cairasco (FMRP-USP)<br /><span>Daniel Domingues dos Santos (FEA-RP/USP)</span></span></span></span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neurociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-14T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/neurobiologia-precisa-de-uma-nova-matematica-para-compreender-o-cerebro">
    <title>Neurobiologia precisa de uma nova matemática para compreender o cérebro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/neurobiologia-precisa-de-uma-nova-matematica-para-compreender-o-cerebro</link>
    <description>Evento promovido pelo IEA-RP mostra como o Cepid Neuromat está ajudando a desenvolver essa ciência </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN2243_edit.jpg" alt="" class="image-left" title="" />Uma proposta ousada e fundamental para a neurobiologia: criar uma nova matemática que ajude a entender como funciona o cérebro. É exatamente esse o objetivo do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática, o Cepid Neuromat. O coordenador do centro, Antonio Galves, esteve no dia 9 de junho em um evento realizado pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP para falar sobre as atividades desenvolvidas.<span> </span></p>
<p>“O Cepid Neuromat não é um centro de matemática aplicada, no sentido de que ele aplica a matemática já existente para tratar dados experimentais. A matemática que a biologia precisa para entender o cérebro ainda não existe. Ela precisa expressar coisas bem mais complicadas”, afirma Galves.<span> </span></p>
<p>De forma didática e com exemplos práticos, o coordenador procurou mostrar alguns resultados de pesquisas desenvolvidas pelo centro que mostram como se dá o funcionamento dos processos cerebrais.<span> </span></p>
<p>“O físico austríaco Ludwig Boltzmann formulou uma hipótese a respeito do cérebro em 1883: o cérebro faz um tipo de inferência inconsciente como forma de sobrevivência. Ele conjectura que o tempo todo você trata os estímulos que chegam do mundo ao seu redor atribuindo um modelo e usando esse modelo para fazer predições. Quando você dirige, por exemplo, é preciso prever uma série de fenômenos, senão o carro acaba sofrendo um acidente. No futebol também é assim. Por exemplo, se você for torcedor do Corinthians, você pode se perguntar como é que o Rodriguinho sabe que, quando chutar a bola, no segundo seguinte o Jô estará lá para receber. E como o Jô sabe para onde deve correr? Provavelmente, os dois analisam a situação, constroem um modelo do que está acontecendo e esse modelo é que o Rodriguinho jogue a bola em um lugar que o Jô está”, explica ele.<span> </span></p>
<p>Alguns experimentos realizados com a ajuda de um eletroencefalograma (EG) permitem aos cientistas entender de que forma o cérebro consegue processar a informação e prever o que acontecerá no momento seguinte. O coordenador explicou como o exame funciona usando como exemplo um teste conduzido pelo Neuromat, que monitora o comportamento das ondas cerebrais de voluntários durante a repetição de uma sequência de sons, a qual sofre interrupções propositais para simular um efeito surpresa.<span> </span></p>
<p>“Nós marcamos o intervalo de tempo para cada eletroencefalograma correspondendo a uma batida forte, uma fraca ou uma unidade silenciosa. O EG é uma função. Nós usamos 18 eletrodos. São 18 funções que duram mais ou menos meio segundo cada. Elas traduzem a qualidade do estímulo. A unidade silenciosa constitutiva [que faz parte da sequência determinada pelos pesquisadores], por exemplo, tem um EG diferente da batida fraca apagada em silêncio”, explica.<span> </span></p>
<p>Galves utiliza o futebol para mostrar como a matemática é utilizada nos estudos de neurobiologia. Ele compara o comportamento dos neurônios a um estádio lotado em dia de jogo, no qual os torcedores utilizam as mesmas camisas e a única forma de identificar para que time eles torcem é analisando suas reações ao longo do jogo.<span> </span></p>
<p>“Mas e o que a matemática tem a ver com isso? Tem tudo a ver com isso. Nessa variabilidade de comportamentos aparece uma regularidade que mostra que, se nós dois somos flamenguistas, nós vamos torcer ao mesmo tempo, da mesma maneira, embora eu me distraia e ela não, eu esteja chateado porque não preparei bem minha aula... Enfim, se eu pegar todos os comportamentos, eles serão essencialmente os mesmos. Ou seja: o que eu fiz foi atribuir um modelo a um comportamento global. E isso é essencialmente o que faz um neurobiólogo quando ele olha EGs e tenta entender se a evolução desse eletrodo está correlacionada ou não”, afirma o coordenador.<span> </span></p>
<p><i>Jogo multifunção</i><span> </span></p>
<p>Galves apresentou ainda um jogo para smartphones desenvolvido com o objetivo de levar as experiências desenvolvidas pelo Neuromat a alunos de ensino fundamental e médio. Nele, o jogador atua como o goleiro que precisa pegar o pênalti e deve decidir para que lado pular.<span> </span></p>
<p>“O que faz o jogador que vai bater o pênalti? Usa uma árvore com probabilidades 2-1-0: 2 representa chutar à direita, 1 à esquerda e 0 ao centro. Mas descobrimos que esse jogo podia servir pra outras coisas, como diagnóstico de Parkinson. Estamos aplicando sistematicamente para poder validar essa ferramenta. Por isso criamos uma atividade chamada AMPARO – Rede Neuromat de Apoio a Amigos e Pessoas com Doença de Parkinson”, conta.<span> </span></p>
<p>Segundo ele, o jogo está sendo testado também como instrumento de avaliação de pessoas com lesão no plexo braquial, um conjunto de nervos que conduz sinais da medula espinhal para os membros superiores. O estiramento do sistema nervoso periférico nesses casos causa dificuldade de movimentos e a pessoa não consegue mais trabalhar.<span> </span></p>
<p>“A operação que vai reconstruir pega uma ponta do sistema nervoso, conecta nos músculos intercostais e depois conecta no bíceps. Assim, se forma uma linha de comunicação que vai receber sinais tanto do braço, quanto dos músculos intercostais e ainda mandar de volta. É um recurso de plasticidade interessantíssimo que ainda queremos estudar. E o que pode fazer o jogo nesses casos? Ajudar os profissionais a avaliarem a evolução dessa reorganização no paciente e eventualmente no treinamento da pessoa”, diz o coordenador.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neurociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-20T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/naomar-de-almeida-filho-e-o-novo-professor-visitante-do-iea-usp">
    <title>Naomar de Almeida Filho é o novo professor visitante do IEA-USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/naomar-de-almeida-filho-e-o-novo-professor-visitante-do-iea-usp</link>
    <description>Almeida, que teve seu ingresso referendado pelo Conselho Deliberativo (CD) do Instituto no dia 5 de abril, deve permanecer no IEA até fevereiro de 2021 com o projeto “Desenvolvimento de Modelos Inovadores de Educação Superior: Foco na Formação Geral Universitária em Saúde”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b78f3d04-7fff-73fc-2498-e902ef2af982"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naomar-de-almeida-filho-luiz-bevilacqua-e-carlos-alberto-barbosa-dantas" alt="Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua e Carlos Alberto Barbosa Dantas" class="image-right captioned" title="Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua e Carlos Alberto Barbosa Dantas" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar Monteiro de Almeida Filho</a></span><span>, professor de Epidemiologia e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é o novo professor visitante do IEA-USP. Almeida, que teve seu ingresso referendado pelo Conselho Deliberativo (CD) do Instituto no dia 5 de abril, deve permanecer no IEA até fevereiro de 2021 com o projeto “Desenvolvimento de Modelos Inovadores de Educação Superior: Foco na Formação Geral Universitária em Saúde”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com a proposta apresentada, o projeto tem dois objetivos principais: identificar, avaliar e divulgar propostas inovadoras de educação superior capazes de promover a formação geral universitária no sistema público brasileiro, visando a incorporação de valores humanísticos e científicos cruciais para enfrentamento dos desafios do século 21; e promover formas inovadoras de organização do conhecimento, estrutura curricular e prática pedagógica na USP, contribuindo para seu processo de internacionalização e consolidação de sua liderança institucional no contexto da educação superior.</span></p>
<p dir="ltr">O ex-reitor da UFBA é um dos coordenadores do Grupo de Trabalho (GT) “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">A USP Diante dos Desafios do Século 21</a>” do IEA, ao lado de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua"><span>Luiz Bevilacqua</span></a>, criado no ano passado para propor ações de reestruturação acadêmica e administrativa que potencialmente adequem a USP às demandas do ensino superior do século 21. Após um ano de debates e pesquisas, o grupo publicou um documento no qual conclui que a USP deve iniciar estudos sobre opções de formação universitária mais adequadas aos tempos atuais. Para os pesquisadores, os avanços devem acontecer preferencialmente “pela adoção de novas modalidades de organização curricular, atualização de conteúdos temáticos, revisão da estrutura pedagógica e integração de níveis de formação”.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Formação para o futuro</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Seguindo a interpretação do GT, Naomar sugere que o avanço persistente da automação e das tecnologias de informação — como a Inteligência Artificial e o Aprendizado de Máquina — deve atualizar as competências exigidas de operadores de sistemas, políticas, programas e serviços. Segundo ele, esse possível novo cenário demandará uma postura “inter/transdisciplinar, interprofissional, multirreferenciada, ética e politicamente responsável, culturalmente sensível e fomentadora de qualidade com equidade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mas para atingir essa “imagem-objetivo”, o professor acredita ser necessário responder às seguintes perguntas: “Que perfil sociopolítico e vocacional definirá tal profissional? Que saberes, competências e habilidades serão necessários? Para que sua prática seja efetiva, resolutiva e criativa, que princípios, valores e atitudes precisaremos desenvolver e cultivar? Como a Universidade poderá responder a essas novas demandas?”. Encontrar as respostas também é um dos objetivos do projeto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre o novo paradigma que a revolução tecnológica impõe sobre a educação, Almeida cita o historiador israelense Yuval Harari, autor do </span><span><i>best-seller Sapiens: Uma Breve História da Humanidade</i></span><span> (L&amp;PM, 2015). “Pela primeira vez na história, não fazemos ideia do que ensinar às crianças na escola ou aos estudantes na universidade. Pelo contrário, a maior parte do que hoje aprendem as crianças na escola será irrelevante em 2050”, argumenta o historiador.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O ex-reitor defende ainda que, no mundo atual — “globalizado, complexo e diverso, interconectado, cada vez mais acelerado, carente de solidariedade e sensibilidade” — pode ser necessário recuperar, no ensino superior, o conceito de educação geral. Para ele, as instituições deveriam se comprometer principalmente com a transmissão de cinco competências (</span><span><i>pentavium</i></span><span>):<br /></span><strong>1.</strong> <i>Competência linguística</i> — domínio do vernáculo e de pelo menos uma língua estrangeira, definida pela área de atuação profissional;<br /><strong>2.</strong> <i>Capacitação em pesquisa</i> — habilidades de raciocínio analítico e de interpretação para produzir conhecimentos;<br /><strong>3.</strong> <i>Competência pedagógica</i> — habilidades didáticas necessárias para compartilhar conhecimentos;<br /><strong>4.</strong> <i>Sensibilidade às desigualdades sociais</i> — empatia e capacidade de escuta sensível, com ética e respeito à diversidade humana;<br /><strong>5.</strong> <i>Competência tecnológica crítica</i> — domínio dos meios de prática e suas implicações.</p>
<p dir="ltr"><span>Naomar sustenta que o momento atual exige outra pedagogia, distinta daquela que formou a geração contemporânea de adultos maduros. “Modos convencionais de transmissão de conhecimento eficiente e resolutivo, mediante processos educacionais baseados em conteúdos e protocolos para desenvolvimento de competências e habilidades, estão superados”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naomar-de-almeida-filho" alt="Naomar de Almeida Filho" class="image-left captioned" title="Naomar de Almeida Filho" />Formação em saúde</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A defasagem formacional da força de trabalho (sobretudo da brasileira) tem impactos particularmente severos sobre a saúde pública, ressalta o novo professor visitante do IEA. Ele acredita que o Estado brasileiro tem uma dívida social em saúde com a população que não será quitada “enquanto houver cidadãos excluídos da cobertura de programas de promoção e proteção da saúde e discriminados por diferenciais de qualidade e de resolutividade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A força dos processos sociais na saúde e na educação é amplamente reconhecida, porém infelizmente a sinergia do coletivo, muito propalada, tem sido pouco realizada”, argumenta. Para o ex-reitor, os modelos de ensino ainda são demasiadamente individualistas. “A formação de profissionais da saúde precisa incluir competência tecnológica, mais potente e de maior crítica, não somente por razões utilitárias, mas para viabilizar maior alcance das práticas de cuidado”, defende. “Ao negligenciar a diversidade de focos e vivências advindos da interprofissionalidade, o empobrecimento das práticas é inevitável.”</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sob esta perspectiva, o professor acredita ser urgente a adoção de abordagens inovadoras no ensino superior em saúde para que tanto a defasagem formacional quanto o avanço das fronteiras científicas sejam suplantados no futuro próximo: “É necessário e pertinente, portanto, avançar no planejamento, implementação, acompanhamento e avaliação de modelos formativos inovadores, com práticas de ensino-aprendizagem orientadas a superar desigualdades em saúde, desconstruindo vieses sociais, geracionais, de gênero, étnicos e políticos e, nesse processo, ressignificar elementos de diferenciação e distinção dos sujeitos perante o direito à saúde”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Planejamento e atividades</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Os resultados e as publicações científicas do projeto serão veiculados principalmente pelo site do IEA, com o objetivo de democratizar o acesso do conhecimento a gestores acadêmicos, profissionais e cidadãos. Mas o professor ressalta que meios de comunicação em massa, como emissoras públicas de televisão e rádios comunitárias deverão ser acionadas para a divulgação e capilarização dos resultados, além de oferecer diálogos com a população.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para garantir a difusão efetiva dos conhecimentos adquiridos, serão promovidos cursos de extensão na modalidade presencial, semipresencial e/ou à distância, por meio de estratégias participativas de troca de saberes e conhecimento, como seminários, </span><span><i>workshops</i></span><span>, feiras de ciência e oficinas comunitárias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Como legado tangível do projeto, duas iniciativas devem ser executadas:<br /></span><strong>1.</strong> Montagem de cursos sobre Eixos Temáticos/Temas-Problemas/Vetores do Conhecimento coerentes com a nova organização do saber científico em bases inter/transdisciplinares — o projeto será coordenado por Luiz Bevilacqua.<br /><strong>2.</strong> Implantação de um Bacharelado Interdisciplinar em Ciências na Universidade de São Paulo, com área de concentração em Ciências &amp; Tecnologias em Saúde, em caráter experimental, seguindo o modelo do curso de Ciências Moleculares da USP.</p>
<p dir="ltr"><span>Naomar pretende ainda publicar ao menos quatro livros e oito artigos científicos durante sua permanência no IEA-USP.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-08T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/nao-ha-cura-sem-anuncio-ciencia-medicina-e-propaganda-em-sao-paulo-1930-1939-26-de-marco-de-2018">
    <title>Não há Cura sem Anúncio - Ciência, Medicina e Propaganda em São Paulo (1930-1939) - 26 de março de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/nao-ha-cura-sem-anuncio-ciencia-medicina-e-propaganda-em-sao-paulo-1930-1939-26-de-marco-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-26T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-relatorio-lancet">
    <title>Não frear as mudanças climáticas prejudicará saúde dos nascidos agora, alerta o relatório Lancet Countdown</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-relatorio-lancet</link>
    <description>Autores do relatório participaram de seu lançamento no IEA e reforçaram que os efeitos das mudanças climáticas na saúde humana deixaram de ser projeções e já são presenciados atualmente</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-lancet-2019" alt="Mesa Lancet 2019" class="image-right" title="Mesa Lancet 2019" />Pesquisadores brasileiros e estrangeiros que estudam as mudanças climáticas globais e suas consequências alertam: o momento para agir e começar a mudar os hábitos e padrões da humanidade é agora. Não há mais tempo a perder, uma vez que a próxima geração pode ser a primeira a sentir de maneira radical esses efeitos e, possivelmente, viver menos que seus pais.</p>
<p dir="ltr">O alerta foi dado no lançamento do <a class="external-link" href="http://www.lancetcountdown.org/2019-report/">Relatório Lancet Countdown 2019</a>, dia 18 de novembro, no IEA. Os pesquisadores presentes participaram da elaboração do relatório, que detalha os efeitos já observados e estabelece uma série de ações necessárias para frear o agravamento deste quadro.</p>
<p dir="ltr">A ampliação da capacidade do <i>Aedes aegypti</i> — mosquito transmissor da dengue, febre amarela e chikungunya — de transmitir essas doenças é uma das consequências já presenciadas. No Brasil, o aumento é estimado em 11% desde a década de 1950, segundo os pesquisadores. “É uma questão multifatorial, que envolve o aumento da temperatura, a falta de saneamento e a urbanização”, disse a médica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mayara-floss" class="external-link">Mayara Floss</a>, autora principal do relatório brasileiro e residente de medicina de família e comunidade no Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>O relatório</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr">O relatório <a class="external-link" href="http://www.lancetcountdown.org/2019-report/"><i>Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate</i> <i>Change</i></a> é uma colaboração internacional de pesquisa dedicada a acompanhar as consequências das mudanças climáticas para a saúde humana e as respostas do mundo a este quadro. O objetivo é reunir e divulgar anualmente os dados que possam embasar políticas públicas e capacitar profissionais da saúde.</p>
<p dir="ltr">Este ano, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mayara-floss" class="external-link">Mayara Floss</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/enrique-barros" class="external-link">Enrique Barros</a>, médicos do Rio Grande do Sul, coordenaram uma análise dos dados do relatório com foco no cenário brasileiro e, a partir disso, elaboraram um guia de recomendações para formuladores de políticas públicas do país. Os coautores nacionais são Mathias Bressel (Centre for Biostatistics and Clinical Trials, Peter MacCallum Cancer Centre, Melbourne, Australia); Sandra Hacon (Fiocruz); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a> (IEA-USP); Daniel Knupp (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade); Daniel Soranz (Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade - SBMFC); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (Faculdade de Medicina e IEA-USP); Laura dos Santos Boeira (<a class="external-link" href="https://www.veredas.org/">Instituto Veredas</a>); e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/karina-pavao-patricio" class="external-link">Karina Pavão Patrício</a> (Faculdade de Medicina da Unesp). O documento também teve a coassinatura da <a class="external-link" href="https://www.sbmfc.org.br/">Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade</a> (SBMFC) e a <a class="external-link" href="https://portal.fiocruz.br/">Fundação Oswaldo Cruz</a> (FIOCRUZ).</p>
<p dir="ltr">Para Enrique Barros, o relatório deixa claro como os efeitos das ações humanas no clima já podem ser presenciados. “As nossas escolhas já estão causando doenças hoje”, disse durante o lançamento do relatório no IEA. “Agora, cientistas de múltiplas áreas têm a responsabilidade de traduzir esses achados para o público, mostrando que ainda temos a grande oportunidade de melhorar nossa qualidade de vida, algo que terá um impacto gigantesco para nossos filhos, netos e bisnetos”.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/lancet-countdown-2019" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/so-temos-uma-casa-lancamento-do-relatorio-lancet-countdown-2019-1" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a class="external-link" href="http://www.lancetcountdown.org/2019-report/">Relatório Lancet Countdown 2019</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Problemas causados pela poluição do ar também já deixaram de ser apenas uma projeção: ocorrências de baixo peso em recém-nascidos, diminuição da função respiratória em crianças e aumento do número de hospitalizações por doenças respiratórias nas comunidades da Amazônia brasileira estão associadas aos níveis de poluição atmosférica no país.</p>
<p dir="ltr">O aumento da temperatura do planeta e a mudança em padrões dos regimes de chuva podem causar desastres climáticos, e estes, por sua vez, aumentam as ocorrências de doenças infecciosas, das quais crianças são particularmente sensíveis. Segundo o relatório, o número de dias climáticos propícios a bactérias Vibrio (que causam grande parte das doenças diarreicas em todo o mundo) dobrou nos últimos 30 anos.</p>
<p dir="ltr">“É um absurdo pensar que crianças ainda morrem por diarreia em 2019”, disse <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonja-ayeb-karlsson" class="external-link">Sonja Ayeb-Karlsson</a>, professora de saúde global na University of Sussex, na Inglaterra. Ao pesquisar, em diferentes regiões do planeta, o bem-estar de populações em situações de risco por conta das alterações climáticas, ela conheceu mães que perderam seus filhos dessa maneira. “São famílias suscetíveis a desastres, migrações e eventos extremos, como inundações ou secas”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sonja-ayeb-karlsson/image" alt="Sonja Ayeb-Karlsson" title="Sonja Ayeb-Karlsson" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A pesquisadora Sonja Ayeb-Karlsson</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">Para reverter estes efeitos, o relatório Lancet Countdown tem recomendações claras. Globalmente, os países precisam seguir as diretrizes do Acordo de Paris, assinado por 195 nações, para limitar o aquecimento a menos de 2ºC. Se mantido o padrão atual da economia mundial, o aquecimento pode dobrar. Assim, pessoas nascidas hoje chegariam aos 70 anos com um planeta 4ºC mais quente.</p>
<p dir="ltr">A versão brasileira do relatório considera as particularidades do país e estipula recomendações específicas para a elaboração de políticas públicas. “No caso de um país em desenvolvimento, é preciso lembrar que os que têm menos dinheiro sofrerão as consequências antes”, disse Mayara Floss. “Hoje, temos uma janela de oportunidade e não há tempo a perder”.</p>
<p dir="ltr">Entre as medidas sugeridas, estão as que buscam mitigar o aumento da capacidade de transmitir doenças do <i>Aedes aegypti</i>. “É preciso fortalecer o trabalho dos agentes de saúde para melhorar a vigilância e o tratamento dessas doenças”, explicou Floss. “Mas para combater o mosquito, é fundamental que o país garanta o acesso a saneamento básico, água potável, manejo de resíduos e educação”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mayara-floss/image" alt="Mayara Floss" title="Mayara Floss" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A médica Mayara Floss</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">No recorte brasileiro, o relatório lembra que o país é o 7º maior emissor de carbono do mundo. Por isso, ações para conter a poluição atmosférica também são necessárias. As queimadas na Amazônia, que chamaram a atenção em agosto após a fumaça chegar a estados do Sudeste, são uma das principais causas da poluição do ar no Brasil. “É essencial zerar o desmatamento até 2030, e reflorestar o que já foi desmatado”, disse a pesquisadora.</p>
<p dir="ltr">Outro agravante neste sentido é a produção de energia por carvão, material altamente poluente. “Apesar de o Brasil ter ter uma matriz de energia diversificada, tem crescido a porcentagem do carvão, com a abertura de novas usinas, algo que vai contra todas as recomendações mundiais”, disse Floss. “O objetivo deve ser eliminar esse tipo de geração de energia”.</p>
<p dir="ltr">Tantas mudanças de hábitos, porém, costumam esbarrar em padrões de comportamento definidos, muitas vezes, há várias décadas. “Uma mudança cultural é muito difícil, uma vez que ela demanda uma mudança de valores”, disse <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor da Faculdade de Medicina, diretor do IEA e um dos coautores do relatório. “Não há como julgar quem usufrui dos benefícios da sociedade atual, porque as pessoas foram criadas para isso. Os paradigmas se quebram lentamente, nas trocas de gerações, e hoje é possível ver indícios dessa mudança: muitos jovens já preferem, por exemplo, não ter carro”.</p>
<p dir="ltr">É importante, para Saldiva, que a sua geração não passe seus “vícios” para os mais jovens. “Existe um ranço de quem achava que ia mudar o mundo e não mudou. Na visão dessas pessoas, o mundo não tem salvação. Essa desesperança não pode ser passada para os mais jovens”.</p>
<p dir="ltr">Para Floss, a discussão sobre a necessária mudança de hábitos não deve ser uma mensagem sobre um futuro limitado, e sim sobre uma janela de oportunidade. “É um trabalho em equipe, que envolve muitos profissionais, para mostrar que a humanidade funciona, sim”.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-25T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/nanotecnologias-e-saude-dos-trabalhadores">
    <title>Nanotecnologias e os Impactos Sobre a Saúde dos Trabalhadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/nanotecnologias-e-saude-dos-trabalhadores</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Webinar</strong></p>
<p>As nanotecnologias atualmente estão presentes na microeletrônica, nas ciências da computação, na engenharia de materiais, na indústria química fina, na produção de fármacos e cosméticos e em inúmeras outras aplicações.</p>
<p>Porém, muito pouco se sabe a respeito de seus impactos sobre a saúde e segurança dos trabalhadores. Tema complexo que requer abordagens transversais, que harmonizem diferentes olhares e perspectivas.</p>
<p>Um debate altamente qualificado, onde, em meio a muitas incertezas, as questões de saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras ganham elevada visibilidade à luz de abordagens avançadas, trazidas por representantes de diferentes instituições, áreas e campos do conhecimento.</p>
<p><span><strong>Debatedores:</strong></span></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patrick-maia-merisio" class="external-link">Patrick Maia Merísio</a> (MPT-PRT-2)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ary-correa-junior" class="external-link">Ary Correa Junior </a>(ICB/UFMG)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-engelmann" class="external-link">Wilson Engelmann </a>(Unisinos)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong><span>Coordenação</span></strong><span>:</span></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rene-mendes" class="external-link">René Mendes</a> (IEA/USP)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong><span>Mediação</span></strong><span>: </span></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniele-correia" class="external-link">Daniele Correia</a> (DIESAT)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><span> </span></p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Impactos das Novas Morfologias do Trabalho sobre a Vida dos Trabalhadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nanotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-05T12:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-no-consumo-de-medicamentos-da-decada-de-30-sera-comentada-por-pesquisadores">
    <title>Mudanças no consumo de medicamentos da década de 30 serão comentadas por pesquisadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-no-consumo-de-medicamentos-da-decada-de-30-sera-comentada-por-pesquisadores</link>
    <description>Gabriel Kenzo Rodrigues, pesquisador na área de História da Ciência, comentará as alterações no modo de produção industrial e as reconfigurações urbanas que proporcionaram um novo modelo de cura na área da saúde</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-5d9a5ae2-d3da-7417-d4ab-aef00679a3bf"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/medicamento-anos-30" alt="Medicamento anos 30" class="image-right" title="Medicamento anos 30" />A produção e o consumo de medicamentos são afetadas pelas transformações políticas, sociais e, principalmente, tecnológicas. No próximo <strong>dia 26 de março, às 11h30</strong>, o IEA sediará um debate acerca das transformações no consumo de medicamentos, sobretudo durante a década de 1930 em São Paulo. Com transmissão <a class="external-link" href="http://iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet, o evento <i>Não há Cura sem Anúncio: Ciência, Medicina e Propaganda em São Paulo (1930-1939)</i><span>, que acontece na Sala Alfredo Bosi, requer </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQc9BP_1rubbuztCJIZszHiEX5EyenjtNrolViQYX5zpuCoA/viewform">inscrição prévia</a><span> para quem deseja assisti-lo presencialmente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na década de 30, as alterações no modo de produção industrial e as reconfigurações urbanas proporcionaram um novo modelo de cura na área da saúde, influenciado também pelo aumento da produtividade e dos avanços científicos, que melhoraram drasticamente a eficácia dos medicamentos.</span></p>
<p dir="ltr">A conferência será do mestre em História Social e pesquisador na área de História da Ciência, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriel-kenzo-rodrigues" class="external-link">Gabriel Kenzo Rodrigues</a>, com moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gildo-magalhaes-dos-santos" class="external-link">Gildo Magalhães</a>, professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenador do Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina do IEA, que organiza o evento.</p>
<p dir="ltr"><span>“A publicidade popular farmacêutica, além de anunciar o fim da era dos boticários e medicamentos magistrais, espelha o cotidiano da sociedade da época, demonstrando como o consumo de medicamentos se infiltra capilarmente em questões como força de trabalho, inserção social e questões de gênero”, explicam os organizadores.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-5d9a5ae2-d3da-9bb2-59a0-1d9d770d3070"><i><strong><span><i>Não há Cura sem Anúncio: Ciência, Medicina e Propaganda em São Paulo (1930-1939)</i><br class="kix-line-break" /></span></strong>26 de março, às 11h30<br class="kix-line-break" />Sala Alfredo Bosi, Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br class="kix-line-break" />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a> pela internet<br class="kix-line-break" />Inscrições via <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQc9BP_1rubbuztCJIZszHiEX5EyenjtNrolViQYX5zpuCoA/viewform">formulário</a><br class="kix-line-break" />Mais informações: Claudia Regina (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686<br class="kix-line-break" /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/o-consumo-de-medicamentos-e-os-determinantes-sociais-cientificidade-industrializacao-e-cotidiano"><span>Página do evento</span></a></i></span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-26T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-climaticas-e-a-pandemia-de-covid-19-sao-crises-convergentes-afirmam-pesquisadores">
    <title>Mudanças climáticas e a pandemia de covid-19 são crises convergentes, afirmam pesquisadores </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-climaticas-e-a-pandemia-de-covid-19-sao-crises-convergentes-afirmam-pesquisadores</link>
    <description>Estudos mostram que as alterações no clima já causam impactos na saúde e podem gerar novas pandemias</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mayke-toscano-secom-mt.jpg/image" alt="Incêndio no Pantanal" title="Incêndio no Pantanal" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Fogo consome vegetação no Mato Grosso</dd>
</dl></p>
<p><span>Quando o Pantanal passou por fortes queimadas em setembro deste ano, verificou-se que o rato selvagem estava saindo das zonas desmatadas em busca de alimento nas cidades, invadindo residências e expondo as pessoas ao Hantavírus, causador de uma doença ainda mais perigosa que a covid-19. Em uma situação ainda mais cotidiana, o brasileiro tem enfrentado a proliferação de mosquitos como o Aedes Aegypti, transmissor de pelo menos três doenças graves, devido ao aumento das temperaturas.</span></p>
<p dir="ltr">Esses dois exemplos foram apresentados no seminário <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-pandemia-lancet-2020">Mudanças Climáticas e a Pandemia: Quais Decisões Devemos Tomar Agora para o Futuro?</a>, realizado no dia 4 de dezembro, para mostrar a estreita relação entre a saúde humana e os problemas com o clima. O evento, que repercutiu o relató<span>rio The Lancet Countdown de 2020, lançado no dia anterior, foi organizado pelo Grupo de Estudos Saúde Planetária do IEA.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=W1qJK2NAvw0&amp;t=1226s&amp;ab_channel=InstitutodeEstudosAvan%C3%A7adosdaUSP">Vídeo</a></p>
<p><a class="external-link" href="https://www.lancetcountdown.org/2020-report/">Relatório Lancet Countdown 2020</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">A publicação é resultado de uma colaboração de pesquisas internacionais que fornece uma visão global da relação entre as mudanças climáticas e saúde pública, com dados e recomendações de políticas para mitigar as consequências do aquecimento global. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alice" class="external-link">Alice McGushin</a>, representante da revista The Lancet no evento, alertou: “Governos do mundo todo preparam sua recuperação econômica [após a covid-19], mas se as medidas não forem alinhadas também ao desafio das mudanças climáticas, vão falhar”.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-de-souza-hacon" class="external-link">Sandra Hacon</a>, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), concorda. “Não resta a menor dúvida que as mudanças climáticas causam riscos à saúde, sejam eles direta ou indiretamente”, disse. O relatório trouxe dados de que as mortes por ondas de calor aumentaram 53,7% em idosos com mais de 65 anos, entre 2000 e 2018. O aumento da temperatura também causou a perda de 100 bilhões de horas de trabalho no mundo todo, em relação às horas trabalhadas nos anos 2000. Só no Brasil foram mais de 4 bilhões de horas potenciais não trabalhadas em 2019. “Na Europa, devido à baixa adaptabilidade da população, os efeitos à saúde das ondas de calor são mais evidentes, sendo o principal a mortalidade”, comentou Sandra.<dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mudancas-climaticas-e-a-pandemia-2/image" alt="Mudanças Climáticas e a Pandemia - 2" title="Mudanças Climáticas e a Pandemia - 2" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Da esquerda para direita, de cima para baixo:Daniela Vianna (Procam/USP); Paulo Saldiva (IEA-USP), Mayara Floss (SBMFC) e Alice McGushin (The Lancet)</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">Ela também chama atenção para os elementos que tornam a saúde humana vulnerável. “O ser humano possui vulnerabilidades naturais, por exemplo, idade e gênero. No entanto, há as vulnerabilidades sociais, como a qualidade e o acesso aos serviços de saúde, as desigualdades, as infraestruturas da saúde pública, a intensa mobilidade e os conflitos existentes”. O aumento das doenças mentais, da desnutrição causada pelo excesso de carne vermelha e doenças não transmissíveis, como cardiovasculares, respiratórias e alergias, são consequências das mudanças climáticas, segundo Sandra.</p>
<p dir="ltr">Outro grande alerta do Lancet Countdown é o aumento da capacidade de transmissão vetorial de doenças por mosquitos. O relatório mostra que as altas temperaturas permitiram a adaptação climática da transmissão da dengue. O médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, ex-diretor do IEA, acredita que esse processo já esteja acontecendo. “Nós já estamos mudando a geografia das febres transmitidas por vetores. Antes era preciso tomar a vacina da febre amarela para ir às regiões norte e centro-oeste. Em 2017, tomava-se para ir à região norte da cidade de São Paulo, porque era perto do Horto Florestal. A febre amarela só não se tornou uma febre urbana devido ao cinturão vacinal feito pela vigilância epidemiológica e campanhas de vacinação”, disse Saldiva.</p>
<p dir="ltr">O desmatamento das florestas, somado à elevação das temperaturas, preocupa os pesquisadores da saúde também por causa dos seus impactos na transmissão de doenças patogênicas. “70% das doenças infecciosas circulam entre animais e humanos (zoonoses). Dentro disso, 72% são causados por patógenos na vida silvestre. Então, quando os ecossistemas são abalados, apresentam maior risco de transmissão de patógenos para humanos”, afirmou Sandra. Dessa forma, os incêndios florestais do Pantanal e o intenso desmatamento da Amazônia representam um perigo para o surgimento de novas doenças.</p>
<p dir="ltr">Para o pesquisador colaborador do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a>, “todos os elementos para uma nova pandemia estão na Amazônia”, pois a floresta apresenta a maior biodiversidade do mundo, com a maior parte das espécies de vetores e agentes de doenças infecciosas desconhecidos. Além disso, seu ecossistema tem sido alvo de constantes perturbações por causa da ação humana.</p>
<p dir="ltr">Segundo Nobre, seis novos vírus já foram encontrados na floresta amazônica e dois deles são transmissível entre humanos. Um deles é o Hantavirus, organismo transmitido por roedores selvagens e, de acordo com o pesquisador, mais perigoso que a covid-19. A doença causou mortes na Bolívia este ano e é uma ameaça aos brasileiros.</p>
<p dir="ltr">Na tentativa de resolver as questões climáticas e de saúde, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mayara-floss" class="external-link">Mayara Floss</a>, médica e colaboradora do The Lancet Countdown, afirmou que “as medidas de mitigação e adaptação precisam ter a questão da saúde como central”. As recomendações feitas pela Lancet Countdown foram a transição para uma economia de baixa emissão de carbono, a criação de uma vigilância epidemiológica nacional que também acompanhe as doenças provocadas pelo calor, desenvolver projetos urbanos mais adaptados a altas temperaturas, recuperar as áreas desflorestadas, zerar as queimadas e o desmatamento, assim como a redução da emissão de carbono .</p>
<p dir="ltr">“É importante perceber que as mudanças climáticas já estão ameaçando a saúde pública e precisamos agir agora. Não só temos que diminuir a emissão de gases estufas drasticamente e imediatamente, como também precisamos pensar em medidas adaptativas e resilientes para fortalecer nossos sistemas de saúde”, afirmou Alice.</p>
<div style="text-align: right; ">
<hr />
<span class="discreet">Imagem: Mayke Toscano/Secom-MT</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustainable development</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-15T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mostra-utiliza-bordado-para-discutir-questoes-de-poder-no-cuidado-em-saude">
    <title>Mostra utiliza bordado para discutir questões de poder no cuidado em saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mostra-utiliza-bordado-para-discutir-questoes-de-poder-no-cuidado-em-saude</link>
    <description>“Bordar Mundos, Alinhavar Memórias”, de Calu Melo, pode ser visitada até 10 de dezembro no Espaço Cultural do IEA-RP, no campus da USP Ribeirão Preto</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-3132c696-7fff-b10a-e350-89ffbd0a0647"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy3_of_Designsemnome60.png/@@images/c408234b-1003-411b-a54d-4486be3ae908.png" alt="" class="image-left" title="" />O </span><a href="https://maps.app.goo.gl/tsB5hxMmjHAJghzK8"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> recebe entre os dias 13 de novembro e 10 de dezembro a exposição “Bordar Mundos, Alinhavar Memórias”, de Calu Melo. A abertura será no dia 12 de novembro, a partir das 19h.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A mostra traz cerca de 10 obras produzidas a partir da técnica do bordado tradicional da nação de Maracatu de baque solto de uma vila em Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco, local onde Calu nasceu. A prática sustenta um coletivo de artesãs e preserva modos de existência partilhados desde a “confluência” entre os saberes dos povos originários e dos povos da diáspora africana nos territórios que deram lugar à monocultura da cana de açúcar na região.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir da experiência como docente da USP, Calu aplica a pesquisa para desafiar </span><span>narrativas e promover o cuidado. Atua na criação de espaços colaborativos e tem engajamento em movimentos voltados aos diálogos entre a antropologia, a saúde coletiva e os “saberes ancestrais”, com foco nas políticas e poéticas da epidemia de HIV/AIDS e nas dimensões prolongadas de “sofrimento ético-político”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A exposição reúne essas experiências, articulando práticas de criação, memória e cuidado como formas de tentar, no e com o mundo, reafirmar a sabedoria popular como campo de conhecimento do “saber orgânico”. Rico em vidrilhos, miçangas e lantejoulas, o bordado se transforma em uma linguagem que costura questões de poder no cuidado em saúde à resiliência de um ofício que garante a sobrevivência e a cultura de famílias inteiras, afirmando a potência da sabedoria feminina popular como fonte de resistência e conhecimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Calu Melo combina uma sólida base acadêmica com o impulso inovador no campo da </span><span>Saúde e Ciências Sociais. Com doutorado em Ciências pela USP, carrega um olhar profundo sobre as intersecções entre o social, a saúde coletiva e a antropologia. Atualmente, é docente da USP, atuando na liderança de laboratórios de pesquisa social e engajamento em ativismos de saúde, com foco em temas como HIV/AIDS e as complexidades do adoecimento e sofrimento de longa duração. Também navega no universo do empreendedorismo em saúde, buscando traduzir o conhecimento científico em soluções práticas e tecnológicas que fomentam a inovação e o bem-estar social.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30. O </span><a href="https://maps.app.goo.gl/tsB5hxMmjHAJghzK8"><span>Espaço Cultural do IEA-RP</span></a><span> está localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: iearp@usp.br.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>HIV</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>AIDS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-10T16:36:36Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/migracao-trabalho-saude">
    <title>Migração, Trabalho e Saúde: Políticas Públicas Necessárias (EVENTO ADIADO) </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/migracao-trabalho-saude</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Questão global, a migração internacional é cada vez mais uma questão nacional, brasileira, que requer olhares inter e transdisciplinares na análise, mas, principalmente, na busca da construção de políticas públicas justas, fundamentadas em direitos humanos, mas que, também, assegurem o direito ao trabalho digno e o direito à saúde. Este é o foco principal deste evento promovido pelo IEA/USP.</p>
<p>Nas palavras de um dos palestrantes deste evento, o sanitarista haitiano <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wendy-ledix" class="external-link">Wendy Ledix</a>: <i>“Ninguém migra por migrar! Migra-se por medo, por preocupações, por esperança; migra-se para (sobre) viver, para sonhar, para respirar, para trabalhar; migra-se para parar de migrar; migra-se para migrar novamente; migra-se para experimentar novos estilos de vida; migra-se para compartilhar o mundo; e, muitas vezes, migra-se para morrer. Em todos os aspectos, a migração pode ser vista como uma mudança social, consequentemente, um problema social, e, também um processo social determinante de fenômenos em saúde-doença”.</i></p>
<p>Abordar os processos sociais de saúde-doença é sempre uma tarefa delicada, ousada e até mesmo, silenciada, ainda mais quando a questão envolve quem luta pela vida, movimentando-se transnacionalmente, afirma Ledix.</p>
<p>Para a palestrante convidada, Juíza Patrícia Almeida Ramos, Diretora de Cidadania e Direitos Humanos da ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, em sua luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, “<i>é muito importante discorrer sobre a visão do poder judiciário perante as questões de trabalho escravo desses trabalhadores</i>”, uma das expressões mais cruéis e perversas do atual quadro social, econômico e sanitário dos migrantes no Brasil.</p>
<p><strong>Debatedores:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-almeida-ramos" class="external-link">Patrícia Almeida Ramos</a><strong> </strong>(Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos/ANAMATRA)</p>
<p>Wendy Ledix (IEA/USP)</p>
<p><strong>Coordenação e Moderação</strong>: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rene-mendes" class="external-link">René Mendes</a> (IEA/USP)</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Impactos das Novas Morfologias do Trabalho sobre a Vida dos Trabalhadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-08-19T20:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
