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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 131 to 145.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência, da resistência à celebração da cultura negra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia</link>
    <description>A escritora e professora Conceição Evaristo e o Grupo de Estudos em Escrevivência organizam, de 13 a 15 de dezembro, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em vários locais da cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-do-festival-kwanzaa-escrevivencia" alt="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" class="image-right" title="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" />Para marcar as contribuições das pessoas negras na produção de conhecimentos e comemorar as realizações da titularidade da escritora e professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a> no período 2022-2023 na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, acontece, de <strong>13 a 15 de dezembro</strong>, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em três regiões da cidade de São Paulo [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa#programacao">programação</a>].</p>
<p>Os eventos da programação do festival são públicos, gratuitos e contarão com tradução em libras. Para participar, os interessados deverão efetuar <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa" class="external-link">inscrição prévia em cada atividade</a>. Haverá oito rodas de conversas nos dias 14 e 15, todas com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<div class="kssattr-atfieldname-inscricao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46" id="parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46">
<p><span>O festival tem como objetivo celebrar a relevância dos trabalhos acadêmicos e artísticos da escritora, que discutem a formação social brasileira em confluência com epistemologias de vários intelectuais, entre os quais Beatriz Nascimento, Lélia González, Lêda Maria Martins, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, Eduardo Glissant e Franz Fanon.</span></p>
<p><span>A participação de Evaristo na cátedra pautou-se pela reflexão sobre</span><span> epistemologias afro-diaspóricas por meio de diversas atividades e ações, dentre as quais a criação do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a><span>, uma disciplina de pós-graduação e um curso de extensão para docentes da educação básica, além de seminários, palestras e participação em eventos que tiveram como audiência tanto a comunidade uspiana quanto o público externo.</span></p>
</div>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2023-1/image" alt="Conceição Evaristo - 2023" title="Conceição Evaristo - 2023" height="381" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A escritora Conceição Evaristo, titular da Cátedra Olavo Setubal e promotora do Festival Kwanzaa-Escrevivência</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resistência e expressão</strong></p>
<p>Durante sua titularidade na cátedra, Evaristo expandiu, em parceria com o grupo de estudos que criou, o diálogo do conceito de escrevivência com diferentes áreas de conhecimento.</p>
<p>A intelectual explica que a escrevivência representa uma concepção teórica que busca trazer à luz as vivências tanto individuais quanto coletivas das comunidades negras na diáspora e das populações marginalizadas: “Ela se configura como um ato de resistência e expressão, destacando-se como uma ferramenta poderosa para reivindicar as identidades, memórias e histórias afro-diaspóricas, ressignificando imagens, como a da Mãe Preta, silenciadas historicamente nas sociedades”.</p>
<p>Dessa forma, em consonância com os sete princípios fundamentais do Kwanzaa (unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé) e por meio da reflexão sobre a escrevivência, o festival busca celebrar a cultura negra, bem como “estimular formas coletivas de vida e resistência das comunidades negras em diáspora”.</p>
<p>Organizado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências, uma parceria entre o IEA e o Itaú Cultural, o festival conta também com o apoio da Fundação Itaú, Itaú Social, Fundação Tide Setubal, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP.</p>
<h3>
<hr noshade="noshade" size="3" width="100%" />
</h3>
<h3><i><strong>Saiba mais sobre o Kwanzaa</strong></i></h3>
<p><i><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/frutas-e-velas-de-celebracao-do-kwanzaa/image" alt="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" title="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" height="457" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">As frutas representam os primeiros resultados da colheita e as velas, os sete princípios do Kwanzaa</dd>
</dl>O Kwanzaa é uma celebração cultural afro-americana surgida em 1966 por sugestão de Maulana Karenga, um professor de estudos negros atualmente vinculado à Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach. Criada no atribulado contexto do movimento pelos direitos civis estadunidense, a festividade é comemorada principalmente nos Estados Unidos, de 26 de dezembro a 1º de janeiro.</i></p>
<p><i>Segundo Hernani Francisco da Silva, o Kwanzaa foi concebido como um ritual ligado à época de colheita. Durante a semana em que ele transcorre, os participantes se reúnem com familiares e amigos para trocar presentes à luz de uma série de velas nas cores preta, vermelha e verde, que simbolizam os sete valores fundamentais da vida familiar afro-americana, identificados por termos da língua suaíli: umoja (unidade), kujichagulia (autodeterminação), ujima (trabalho coletivo e responsabilidade), ujamaa (economia cooperativa), nia (propósito), kuumba (criatividade) e imani (fé).</i></p>
<p><i>Para Conceição Evaristo, comemorar o Kwanzaa no Brasil implica “celebrar as raízes africanas, estar em sintonia com a herança e ancestralidade trazidas pelos povos africanos e reforçar que, apesar dos desafios enfrentados pelas populações afro-brasileiras, a resiliência e a celebração das conquistas persistem como testemunhos poderosos de uma história rica e vibrante”. Para ela, a celebração fortalece os laços comunitários e inspira a continuidade do legado cultural, promovendo a conscientização.</i></p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p><strong><i>Festival Kwanzaa-Escrevivência</i></strong><i><br /> 13 a 15 de dezembro<br /> IEA, Each-USP e Itaú Cultural<br /> Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa">Pagina do festival</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e RDN Stock project/Pexels</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-17T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/familia-literatura-brasileira-seculo-20">
    <title>Curso tratará das concepções de família na literatura brasileira do século 20</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/familia-literatura-brasileira-seculo-20</link>
    <description>Curso de difusão cultural "Figuração da Família na Literatura Brasileira do Século 20" será ministrado pela psicóloga Belinda Mandelbaum de 15 de setembro a 3 de novembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:650px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cena-do-filme-lavoura-arcaica/image" alt="Cena do filme &quot;Lavoura Arcaica&quot;" title="Cena do filme &quot;Lavoura Arcaica&quot;" height="366" width="650" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:650px;">Cena do filme ''Lavoura Arcaica'' (2001), de Luiz Fernando Carvalho, baseado no livro homônimo de Raduan Nassar publicado em 1975; a obra será tema de uma das aulas</dd>
</dl></p>
<p>A psicóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/belinda-piltcher-haber-mandelbaum" class="external-link">Belinda Mandelbaum</a>, professora do Instituto de Psicologia (IP) da USP, ministrará, <strong>a partir de 15 de setembro</strong>, o curso de difusão cultural "Figurações da Família na Literatura Brasileira do Século 20", tema de seu projeto de pesquisa no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA.</p>
<p>O curso é gratuito e será ministrado de forma online via plataforma <a class="external-link" href="https://zoom.us/">Zoom</a> (o link de acesso e outras informações serão enviados por e-mail aos inscritos). Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e demais interessados na temática, integrantes ou não da USP.</p>
<p>A carga horária é de 16 horas, divididas em oito aulas expositivas de duas horas, sempre às terças-feira, das 10h às 12h. As 100 vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, que deve ser feita de <strong>24 de agosto a 8 de setembro</strong> no <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400003&amp;cod_edicao=20001&amp;numseqofeedi=1">Sistema Apolo</a> (a relação de inscritos será divulgada no dia 10 de setembro). Será preciso assistir a 85% das aulas para receber certificado de participação.</p>
<p><span><strong>Objetivos</strong></span></p>
<p>A partir de estudos sobre a família provenientes das ciências humanas, com contribuições da história, antropologia, sociologia, antropologia, psicologia e psicanálise, o curso pretende organizar um campo de diálogos com textos da literatura brasileira do século passado, informa a pesquisadora</p>
<p>"A intenção é conhecer as concepções de família, relações e dinâmicas familiares mobilizadas nesses textos, bem como refletir sobre a constituição do sujeito moderno no Brasil a partir de suas configurações familiares, tais como se apresentam na literatura examinada."</p>
<p>Ainda que priorizem a "leitura desarmada" dos textos literários selecionados, as análises a serem apresentadas e discutidas no curso "devem convocar e tencionar os estudos de família nos diversos campos do conhecimento, em diálogo com o contexto sociocultural brasileiro", afirma Belinda.</p>
<p>As três primeiras aulas tratarão de contribuições teóricas e metodológicas advindas dos diversos campos do saber que possam fundamentar a leitura de textos literários e a pesquisa dos temas relacionados à família. As cinco aulas seguintes serão dedicadas ao exame de textos literários. Os autores selecionados são Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Mário de Andrade e Raduan Nassar. [Veja a <a class="anchor-link" href="#programacao">programação</a>.]</p>
<p><strong>Textos de referência</strong></p>
<p>A relação dos textos de referência para todas as aulas está na <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/figuracoes-familia-literatura-brasileira-seculo-xx" class="external-link">página do curso</a><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/figuracoes-familia-literatura-brasileira-seculo-xx" class="external-link">. </a>Alguns desses textos estão disponíveis na mesma página para download.</p>
<p>Devido ao grande número de páginas selecionadas do livro "Psicanálise da Família", de Belinda, foram solicitados à editora alguns exemplares para venda (quem desejar comprar um deles deve entrar em contato por <a class="mail-link" href="mailto:rkmeckien@usp.br">e-mail</a>). No caso do romance "Lavoura Arcaica", por se tratar de volume completo, não será disponibilizado para acesso digital ou cópia.</p>
<p>Para mais informações sobre o curso, os interessados devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:rkmeckien@usp.br">rkmeckien@usp.br</a>.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>DATA</strong></td>
<td><strong>HORÁRIO</strong></td>
<td><strong>TEMA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>15/9</td>
<td>10h</td>
<td>
<p><strong>Estudos de Família no Campo das Ciências Humanas</strong></p>
<ul>
<li>Evolucionismo e Estruturalismo</li>
<li>Contribuições dos Estudos de História da Família Brasileira</li>
<li>Estudos de Família no Campo da Teoria Crítica</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>22/9</td>
<td>10h</td>
<td>
<p><strong>Estudos de Família nos Campos Psicológico e Psicanalítico</strong></p>
<ul>
<li>Origens e Contribuições do Trabalho com Famílias no Campo Psicológico: A Família como Sistema e Aportes da Teoria da Comunicação Humana</li>
<li>A Compreensão da Família a partir do Campo Psicanalítico: Inconsciente Familiar, Teoria do Vínculo, Trauma e Transmissão Intergeracional</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>29/9</td>
<td>10h</td>
<td>
<p><strong>Método de Leitura, sobre Ler/Interpretar um Texto: Entre Compreender e Explicar </strong></p>
<ul>
<li>Trabalho com Textos de Paul Ricoeur, Antonio Candido e Davi Arrigucci Jr.</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>6/10</td>
<td>10h</td>
<td><strong>O Peru de Natal</strong><br />Do livro "Contos Novos" (1947), de Mário de Andrade</td>
</tr>
<tr>
<td>13/10</td>
<td>10h</td>
<td><strong>A Imitação da Rosa</strong><br />Do livro "Laços de Família" (1960), de Clarice Lispector</td>
</tr>
<tr>
<td>20/10</td>
<td>10h</td>
<td><strong>Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha</strong><br />Do livro "Primeiras Histórias" (1962), de Guimarães Rosa</td>
</tr>
<tr>
<td>27/10</td>
<td>10h</td>
<td><strong>Poemas de Carlos Drummond de Andrade</strong><br />"Confidências do Itabirano", "Retrato de Família", "Convívio" e "Perguntas", de "Antologia Poética" (1962); "Mancha", "Paredão" e "Fim da Casa Paterna", de "Boitempo" (1968)</td>
</tr>
<tr>
<td>3/11</td>
<td>10h</td>
<td><strong>Lavoura Arcaica</strong><br />Romance de 1975 de Raduan Nassar</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; "> </p>
<hr />
<p><strong><i>Figurações da Família na Literatura Brasileira do Século 20<br /></i></strong><i>De 15 de setembro a 3 de novembro, das 10h às 12h<br />Curso de Difusão Cultural  online (plataforma Zoom) gratuito e aberto a todos os interessados<br />Mais informações: Richard Meckien, <a class="mail-link" href="mailto:rkmeckien@usp.br">rkmeckien@usp.br</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/figuracoes-familia-literatura-brasileira-seculo-xx" class="external-link">Página do curso</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Divulgação/RioFilmes</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-04T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/importancia-da-literatura-na-vida-do-cidadao-e-tema-do-usp-analisa">
    <title>Importância da literatura na vida do cidadão é tema do USP Analisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/importancia-da-literatura-na-vida-do-cidadao-e-tema-do-usp-analisa</link>
    <description>Para entrevistadas, leitura auxilia na compreensão da realidade e na formação crítica de crianças e adolescentes</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc8125.JPG/@@images/f30b7046-3c3e-468e-bd5a-8f03dfd133d6.jpeg" alt="DSC8125" class="image-left" title="DSC8125" />Despertar o interesse pela leitura em crianças e adolescentes é fundamental para formar cidadãos capazes de analisar criticamente o mundo ao seu redor. Para debater de que formas a leitura pode influenciar positivamente a vida das pessoas, o USP Analisa desta semana conversa com a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e a docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP Elaine Assolini.<span> </span></p>
<p>Para Elaine, pessoas que não têm acesso ao universo da literatura têm dificuldades não apenas na interpretação de mundo, mas também na comunicação. “Esse sujeito tem dificuldade no processo de diálogo, interpretar os fatos e acontecimentos à sua volta, dificuldade para argumentar. A leitura transforma o sujeito e ela pode proporcionar esse processo de transformação independentemente da escolarização. E isso é muito importante de ser apontado. Porque o sujeito pode não estar mais no âmbito escolar, no contexto escolar, ter aprendido a gostar de ler, ter se aproximado do universo de leitura e continuar sendo um leitor ao longo da sua vida”.<span> </span></p>
<p>Outro ponto abordado pelas entrevistadas é a mudança nos ambientes das bibliotecas. “Essa biblioteca de hoje tem computador, tem internet, é um ponto de encontro. Não é só mais um espaço onde se guardam os livros. É um casamento perfeito a internet com a biblioteca. Defendo que as duas coisas combinam muito bem, porque a internet me dá três ou quatro páginas, me dá uma resenha do livro, não é toda vez que você tem o livro todo. Então eu vou à internet, faço uma primeira imersão no tema, tenho o nome de autores, porque a internet vai me indicando o que ler, desligo o computador e vou à biblioteca pegar aqueles livros”, explica Adriana.<span> </span></p>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (9), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (14), a partir das 21h. O <a class="external-link" href="http://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/escreverei-em-direcao-ao-ar">
    <title>Escreverei em direção ao ar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/escreverei-em-direcao-ao-ar</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-95775302-7fff-b997-dd78-cf73ffb136a1">
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/cultural/"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> recebe a partir do dia 11 de março a exposição “Escreverei em direção ao ar”, da artista e professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Lucília Abrahão. As visitas são gratuitas e podem ser feitas até 27 de março, das 8h30 às 16h30.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As obras, produzidas antes e depois da pandemia de covid-19, utilizam técnicas mistas -  como giz, aquarela, esferográfica e acrílica - em diversas materialidades, como papel e tecido com diferentes texturas. Nelas, a artista traça e tensiona um diálogo com “Um sopro de vida – pulsações”, livro póstumo de Clarice Lispector, em especial com os efeitos de </span>(des)encontro, descoberta, enigma, amor e desejos inalcançados que o encontro do narrador com Ângela proporciona.</p>
<p dir="ltr"><span>Na abertura, que será realizada no dia 8 de março, a partir das 19h, a atriz Eme Barbassa fará uma leitura dramática de trechos da obra de Clarice Lispector. Na ocasião, os professores Soraya Maria Romano Pacífico, da FFCLRP-USP, e Fábio Scorsolini, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, que estudam a obra da autora, também participam de um debate sobre o tema. A coordenação e a expografia são assinadas pela artista visual Yolanda Cipriano.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Lucília Maria Abrahão e Sousa é graduada em Letras e atua como docente na FFCLRP-USP, onde dedica-se a estudar as relações entre psicanálise, sujeito e arte. Nos últimos vinte anos, frequentou os ateliês de pintura com Waldomiro Sant´Anna, de modelo vivo com Ênio Scheff, de pintura em porcelana com Adriana Amaral, de aquarela com Ubirajara Junior e de escultura no Atelier Emergências Poéticas com Guido Catalans. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. Em 2023, recebeu o Prêmio Destaque na 48º Semana Cândido Portinari, em Brodowski.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O Espaço Cultural do IEA-RP fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-05T16:29:46Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2022/sWEB-01-09-2022-cultura-estadao-br-blogs-direto-da-fonte.png">
    <title>Posse de Conceição Evaristo</title>
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    <description>Estadão - Direto da fonte - 01/09/2022</description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Catedráticos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-15T18:56:48Z</dc:date>
    <dc:type>Imagem</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2022/posse-de-conceicao-evaristo">
    <title>Posse de Conceição Evaristo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2022/posse-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>O Hoje - Essência - 05/09/2022</description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-15T19:01:47Z</dc:date>
    <dc:type>Imagem</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/reuniao-preparatoria-para-exposicao-alferdo-bosi-05-02-2024">
    <title>Reunião preparatória para exposição Alferdo Bosi - 05/02/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/reuniao-preparatoria-para-exposicao-alferdo-bosi-05-02-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-25T19:12:09Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/mesa-redonda-de-lancamento-do-livro-universidade-e-educacao-basica-ensaios-bosianos-1deg-de-agosto-de-2024">
    <title>Mesa-Redonda de Lançamento do Livro "Universidade e Educação Básica: Ensaios Bosianos" - 1° de agosto de 2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/mesa-redonda-de-lancamento-do-livro-universidade-e-educacao-basica-ensaios-bosianos-1deg-de-agosto-de-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-06T16:40:53Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-conceicao-evaristo">
    <title>A escritora Conceição Evaristo toma posse na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>No dia 5 de setembro, a escritora e educadora Conceição Evaristo tomou posse, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário, como nova titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura Ciência. Ela foi saudada pela escritura Sueli Carneiro. Participaram também: o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann; a vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda; o diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski; o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron; o titular da cátedra em 2020/21, Néstor García Canclini; e Maria Alice Setubal, representando a família Olavo Setubal.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-5-9-2022" alt="Conceição Evaristo - 5/9/2022" class="image-right captioned" title="Conceição Evaristo - 5/9/2022" /></p>
<p>Em cerimônia no dia 5 de setembro que emocionou a todos os presentes na Sala do Conselho Universitário, a escritora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a> tomou posse como titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceira entre o IEA e o <a href="http://www.itaucultural.org.br/" target="_blank">Itaú Cultural</a>.</p>
<p>Prestigiaram a posse representantes dos coletivos negros da USP, mulheres negras das áreas da cultura e da política, colegas de Conceição na Universidade Federal Fluminense, pró-reitores e professores da USP, entre outras figuras marcantes da academia e dos movimentos culturais negros e da luta antirracismo.</p>
<p>Para o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, ex-diretor do IEA, que abriu a cerimônia, a titularidade de Conceição potencializa ainda mais os objetivos do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/democracia-artes-e-saberes-plurais" class="external-link">Democracia, Artes e Saberes Plurais (Dasp)</a>, implantando pela ativista social, cultural e educacional Eliana Sousa Silva, quando ocupou a cátedra em 2018.</p>
<p>Ele disse que a USP demorou para se engajar nas políticas afirmativas implantadas no país nas últimas décadas, adotando cotas raciais apenas em 2018. Para ele, a escolha da nova titular da cátedra se insere na continuidade dos esforços da nova governança da USP voltados à diversidade e inclusão, marcados pela criação da <a class="external-link" href="https://prip.usp.br/">Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (Prip)</a>.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/posse-de-conceicao-evaristo-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo da posse</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2022/posse-de-conceicao-evaristo-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-05-09-2022" class="external-link">Fotos</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Participação democrática</strong></p>
<p>O diretor do Itaú Cultural, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron">Eduardo Saron</a>, afirmou que uma das questões presentes na área cultural há muito tempo é o acesso à cultura. Para ele a nova fronteira é a da participação democrática no mundo cultural. Ele considerou que Conceição significa "a síntese do que é lutar pela democratização".</p>
<p>Representando a família do patrono da cátedra, a educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal">Maria Alice Setubal</a> disse que toda a história de seu pai teve um compromisso com o desenvolvimento do país: "Ele idealizou o Itaú Cultural, sendo pioneiro na inovação cultural pela iniciativa privada, sempre com o olhar da pluralidade cultural e o engajamento nas políticas públicas do país".</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-da-mesa-na-posse-de-conceicao-evaristo" alt="Participantes da mesa na posse de Conceição Evaristo" class="image-left captioned" title="Participantes da mesa na posse de Conceição Evaristo" /></p>
<p>Para Neca (como Maria Alice é mais conhecida), a sociedade está construindo um país plural, como indica "a diversidade que estamos vendo dentro da USP".  São passos importantes, disse, "num processo mais lento do que gostaríamos, mas trazendo uma possibilidade de um país mais justo, democrático e que combata o racismo".</p>
<p><strong>Inclusão e pertencimento</strong></p>
<p>Para a vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a>, a "feliz escolha de Conceição Evaristo para a cátedra marca um momento importante de viragem da USP, com a Universidade se encaminhando no sentido de redirecionar  e aprofundar os rumos que vinha seguindo quanto ao reconhecimento da diversidade, da inclusão e do pertencimento. "Sem essas mudanças na sociedade, dificilmente poderemos reconhecê-la como democrática e civilizada", afirmou.</p>
<p>"A escolha tem um significado ainda maior por trazer uma escritora ligada à memória coletiva e à necessidade de afirmá-la para construir um outro lugar da narrativa. A literatura de Conceição expressa o caráter redentor da memoria que construiu o brasil. É uma literatura sobre o tempo, sobre a multiplicidades dos tempos, cuja combinação pode produzir a redenção do país", disse a vice-reitora.</p>
<p><strong>Escrevivência</strong></p>
<p>Na saudação à nova catedrática, a escritora e ativista antirracismo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sueli-carneiro">Sueli Carneiro</a> destacou que a "escrevivência", conceito de processo criativo criado por Conceição, vem fazendo escola, "ecoando novos gritos de liberdade inspirados em sua literatura insurgente". Disse que essa nova literatura está produzindo novos imaginários, narrativas e personagens, "através dos quais se redimensionam, se reconstróem e se ressignificam imagens consagradas sobre as mulheres negras por aqueles que se outorgaram a legitimidade da fala e da escrita". Citou comentário da própria Conceição em seus escritos: "Persiste no meio literário brasileiro a predominância de um tipo de autor: homem branco, morador de grandes centros urbanos e de classe média. É de dentro dessa perspectiva social que nasce a maioria dos personagens e suas representações”.</p>
<p>Para Sueli, a presença da escritora na Universidade e na cátedra "confronta o 'epistemicídio' sonegador da história e resistência dos negros". O grande tema de Conceição é como, apesar de todas as estratégias de exclusão, "pessoas negras permanecem, se afirmam e recusam a redução de sua humanidade, persistentemente negada pelo racismo", afirmou.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sueli-carneiro-e-conceicao-evaristo" alt="Sueli Carneiro e Conceição Evaristo" class="image-right captioned" title="Sueli Carneiro e Conceição Evaristo" /></p>
<p>A literatura de Conceição enfrenta o desafio da decolonização, disse, "atualizando o que é ser negro no presente e ressignificando a representação de suas potencialidades humanas". Isso porque as imagens fixadas dos negros e negras ocultam o que há de extraordinário no processo de subalternização negra, que enseja uma resistência capaz de produzir tipos humanos insondáveis, improváveis pelas condições que os originaram e que seriam fonte inspiradora para uma poderosa dramaturgia, que só engrandeceria os negros e os brasileiros em geral.</p>
<p>Ao final da saudação, Sueli disse que a <a class="external-link" href="https://casasuelicarneiro.org.br/">Casa Sueli Carneiro</a> (instalada na casa onde ela viveu por 40 anos e dedicada a articular seu pensamento com expressões e linguagens negras de continuidade de memória e resistência) e o <a class="external-link" href="https://www.geledes.org.br/">Geledés Instituto da Mulher Negra</a>, do qual é  uma das coordenadoras, estão à disposição para um diálogo com o projeto de Conceição na cátedra.</p>
<p><strong>Memória</strong></p>
<p>Em seu discurso de posse, Conceição Evaristo pediu a todos, especialmente ao movimento negro, que não a deixem sozinha: "Não me deixem furar o cerco sozinha. Não se consegue nada sozinho, a gente se perde pelo caminho. O aprendizado é sempre uma luta coletiva, ainda mais numa cátedra".</p>
<p>Ao longo de sua fala, ela tributou sua escrita e o fato de ter se tornado catedrática a tudo que viveu no âmbito familiar e na comunidade em que cresceu em Belo Horizonte, nas histórias que ouviu dos parentes com quem conviveu e sobre o que a família vivenciou desde seus bisavós.</p>
<p>Ela comparou sua reverência a essas memórias à figura do pássaro mítico Sancofa (que prefere chamar de ave), da cultura Acã, da África Ocidental, cuja representação tem um ovo no bico e a cabeça voltada para traz, representando, segundo Abdias do Nascimento, o conceito de "retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro".</p>
<p>"Preencho os vazios das memórias com ficção. É uma ficção da memória. Houve os parentes que não conheci e as mulheres ancestrais que nunca pegaram num lápis ou num caderno. Estamos acostumados a pensar nos griots [contadores de estórias em muitos países africanos], mas as griotes também parem memórias, às vezes em silenciosa resistência", disse.</p>
<p>Ela ressaltou que não nasceu rodeada de livros, mas de palavras: "Desde criança aprendi a colher palavras, inscritas nos corpos, que falavam pelos corpos de minha mãe e de pessoas que nos cercavam, pelos poucos móveis, paredes de adobe, telhas quebradas e poucos pertences. Tudo falava. Cresci possuída pela oralidade. As bonecas de pano e capim que minha mãe fazia para as filhas nasciam com nomes e história. Tudo era narrativa. Tudo era motivo de prosa e poesia".</p>
<p>Ela afirmou que na cultura africana "tudo é palavra, tudo ajuda a comunicar, tudo é proferido em sons e sinais. É preciso estar na escuta, pois tudo fala, tudo é palavra".</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/discurso-de-posse-de-conceicao-evaristo" alt="Discurso de Posse de Conceição Evaristo" class="image-left captioned" title="Discurso de Posse de Conceição Evaristo" /></p>
<p>Conceição disse que seu projeto na cátedra prevê uma atuação bastante dinâmica. "A ideia é traduzir o saber acadêmico para o público extramuros da USP e vice-versa, promovendo uma investigação interdisciplinar e também autuando na capacitação de professores na produção de novos textos e novas leituras."</p>
<p>O objeto, disse, é estimular uma relação dialógica com saberes produzidos fora da academia, "buscando uma incorporação de novos modos e lugares de produção de conhecimento, de modo que a formação de pesquisadores possa abarcar um campo de ensino e pesquisa o mais amplo possível".</p>
<p>Segundo ela, o trabalho a ser realizado deverá envolver pesquisadores das áreas de linguística, teoria literária e psicologia para pensar a questão da subjetividade e como "a criação a partir de experiências dolorosas como a exclusão explode na arte literária". Também estão previstos seminários para públicos diversificados, de modo a democratizar o conhecimento.</p>
<p><strong>Institucionalidade da cultura</strong></p>
<p>A posse de Conceição também marcou o final de titularidade do antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini">Néstor García Canclini</a>, que participou da cerimônia por teleconferência a partir da Cidade do México. Desde setembro de 2020, ele desenvolveu o projeto "A Institucionalidade da Cultura no Contexto Atual de Mudanças Socioculturais", que enfatizou a realidade das instituições culturais brasileiras e mexicanas.</p>
<p>Canclini informou que até final do ano será publicado o livro "Emergências Culturais Latino-Americanas", que reúne os resultados das pesquisas realizadas por ele e pelos pós-doutorandos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Melo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Brizuela</a>, além de sua assistente no México, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas" class="external-link">Mariana Martínez Matadamas</a>.</p>
<p>Ele afirmou que a equipe binacional consegui realizar um certo trabalho de campo, apesar da pandemia. Esse período "ressignificou o que é fazer pesquisa", segundo Canclini, uma vez que ocorreu o fechamento da maioria das instituições culturais, como cinemas, teatros, museus e universidades.</p>
<p>Grande parte da pesquisa teve de ser virtual, como entrevistas e busca de documentos, segundo ele. Foram entrevistados pesquisadores e trabalhadores da cultura e gestores de organizações sociais e públicas dos dois países.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-08T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/octavio-paz-y-la-politica-31-de-julho-de-2014">
    <title>Octavio Paz y la Política - 31 de julho de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/octavio-paz-y-la-politica-31-de-julho-de-2014</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>El Colegio de México</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-07-31T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/oficina-de-literatura-06-de-maio-de-2014">
    <title>Oficina de Literatura - 06 de maio de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/oficina-de-literatura-06-de-maio-de-2014</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Rafael Borsanelli</dc:rights>
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Unesco</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-05-06T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido">
    <title>Nova edição de Estudos Avançados analisa desigualdades a partir de infraestruturas urbanas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido</link>
    <description>Edição 107 da revista Estudos Avançados (jan-abr/23) dedica seu dossiê principal ao tema "Infraestruturas Urbanas". O número tem ainda as seções "Presenças", "Atualidades" e "Resenhas".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-107" alt="Capa da revista Estudos Avançados 107" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 107" />Carências que ressaltam desigualdades da Região Metropolitana do Rio Janeiro são tema do dossiê de abertura da edição 107 da revista Estudos Avançados, já com a versão digital disponível na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n107/">SciELO</a>. Com o título "Infraestruturas Urbanas", os cinco estudos do conjunto debatem tanto o próprio conceito de "virada infraestrutural" nos estudos urbanos nas últimas duas décadas quanto aspectos ligados à precariedade do acesso à água, à gestão de resíduos, à distribuição da rede elétrica e à vida social relacionada com uma ciclovia. As autoras são das áreas de sociologia, antropologia e urbanismo.</p>
<p>De acordo com o editor da revista, Sérgio Adorno, o dossiê explora as novas dimensões das desigualdades sociais, "assim como põe em relevo, uma vez mais, o estrangulamento das políticas urbanas implementadas por diferentes gestões governamentais".</p>
<p>O artigo de Mariana Cavalcanti e Marcella Araújo, ambas de Uerj, discute a "virada estrutural" a partir das teorias e temporalidades da urbanização das cidades brasileiras. O objetivo, dizem, é apresentar ao debate internacional uma "visão panorâmica de discussões teóricas produzidas no Brasil, a partir de pesquisas etnográficas que há cinquenta anos tematizam a produção cotidiana das cidades".</p>
<p>A importância da água na vida cotidiana de mulheres moradoras de favelas e ocupações da cidade do Rio de Janeiro é analisada no estudo de Camila Pierobon, do Cebrap, e Camila Fernandes, da UFRJ. Por meio de pequenos eventos domésticos, de diálogos com moradores daqueles locais ou de descrições etnográficas mais extensas, as pesquisadoras mostram como "a água carrega a força do ordinário e é um dos objetos que permitem ver a potência e a vulnerabilidade que a vida diária carrega em termos de gênero, classe e raça".</p>
<p>A partir das mudanças infraestruturais nas favelas da capital fluminense, a urbanista Francesca Piló, da Universidade de Utrecht, Países Baixos, examina em seu artigo como a configuração de redes de eletricidade colabora na formatação do tecido urbano carioca em suas formas materiais e tecnológicas, discurso simbólico e práticas cotidianas. O texto identifica três maneiras como essa contribuição ocorre: 1) reordenamento do espaço urbano; 2) fragmentação urbana; e 3) práticas cotidianas de manipulação dos medidores e ligação direta à rede ("gatos").</p>
<p>O trabalho da socióloga Maria Raquel Passos Lima, da Uerj, adota os espaços dos lixões e aterros de resíduos, normalmente invisibilizados e estigmatizados, como foco de análise privilegiado para pensar a produção da cidade. Ela introduz o conceito de "infraestruturas residuais" como estratégia para esse exame. A partir do caso do fechamento do aterro de resíduos do Jardim Gramacho, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aborda "um processo de mudança infraestrutural ou desfazer de uma infraestrutura". A parte etnográfica corresponde ao trabalho de campo realizado durante a pesquisa de doutorado, quando ela acompanhou as atividades dos catadores de recicláveis durante 14 meses.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desabamento-da-ciclovia-tim-maia/image" alt="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" title="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" height="264" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Desmoronamento de parte da Ciclovia Tim Maia em abril de 2016</dd>
</dl></p>
<p>Os efeitos na vida social da implantação da Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio de Janeiro, é o tema do artigo da antropóloga Julia O'Donnell. Ela recorda que o equipamento foi saudado na sua inauguração, em 2016, por oferecer, além de novas alternativas de mobilidade urbana, novos enquadramentos para a paisagem da orla oceânica, combinação que o tornava um "elemento central de um projeto mais amplo de cidade, que tinha na harmonização entre homem e natureza um de seus eixos principais". Ao acompanhar o processo de idealização, construção e inauguração do equipamento e de seus sucessivos colapsos, o trabalho tem a intenção de discutir como esse caso peculiar permite refletir sobre aspectos importantes das infraestruturas urbanas a partir da antropologia.</p>
<p>Os nove artigos da seção "Presenças", a segunda da edição, traz textos de temas variados relacionados a história, educação, cultura e história da ciência. No primeiro deles, Milena Fernandes de Oliveira, analisa a maneira pela qual se apresentou a relação entre economia e história na obra de Gilberto Freyre, particularmente em "Casa-Grande &amp; Senzala" e "Sobrados e Mucambos".</p>
<p>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière procurar identificar em seu trabalho as tensões que atravessam a obra do crítico Paulo Emílio Salles Gomes num período marcado pela emergência de uma nova produção cinematográfica e pelas discussões em torno do desenvolvimento econômico do país. A referência é a conferência "Cinema Brasileiro e Realidade Social", escrita pelo crítico no início dos anos 1960. A relação entre cinema e literatura presente no filme "La Flor" (2018), do cineasta argentino Mariano Llinás, é explorada no texto de Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan, que pretende compreender as perspectivas interpretativas que emergem do filme e os modo como se relacionam com os recursos literários e cinematográficos utilizados por Llinás.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antonio-candido-2-2/image" alt="Antonio Candido - 2" title="Antonio Candido - 2" height="347" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O crítico Antonio Candido (1918-1917), cuja obra é analisada sob o ponto de vista de sua importância para a educação</dd>
</dl>As obras do crítico literário Antonio Candido e do pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui são os temas dos artigos de Márcia Machado e Deni Alfaro Rubbo, respectivamente. Para Machado, não é exagerado afirmar que Candido forneceu importantes contribuições, subsídios e ferramentas teóricas para repensar a forma como tem sido concebido o processo de formação e construídas historicamente a educação e a universidade no Brasil. O trabalho de Rubbo faz uma avaliação crítica do livro "In the Red Corner: The Marxism of José Carlos Mariátegui", do historiador Mike Gonzales, para observar os alcances e lacunas da obra a partir da comparação com outros trabalhos.</p>
<p>Três artigos tratam de obras literárias específicas. Edinael Sanches Rocha empreende uma análise estilística de "Meu Tio o Iauaretê", de Guimarães Rosa, e procura identificar na cultura dos povos originários dados que possam estabelecer nexos de sentido com o conto. O estudo de Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin reflete, a partir da psicanálise winnicottiana (de Donald Woods Winnicott, 1896-1971), sobre o processo de adoecimento psíquico da personagem Laura do conto "A Imitação da Rosa", de Clarice Lispector. O relacionamento entre os personagens Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia é o tema do artigo de Maria Augusta da Costa Vieira, cujo objetivo é entender as razões que levam o leitor a "admirar e respeitar intensamente um personagem, que, na sua essência, é um louco arrematado".</p>
<p>O fecho da seção é um estudo de Heráclio Tavares sobre a dimensão não verbal da prática científica. Ele examina ideias de diferentes autores e rascunhos de artigos e inscrições do físico César Lattes em seus cadernos de laboratório. Lattes foi um dos principais responsáveis pela observação experimental do decaimento do méson pi no méson ni. Tavares explica que parte desse processo se deu através do desenvolvimento, pelo cientista, da habilidade visual de percepção das formas dos traços deixados pelas partículas nos detectores.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-torto-arado/image" alt="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" title="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" height="303" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">''Torto Arado'', um dos livros resenhados na edição</dd>
</dl></p>
<p>O editor da revista destaca a oportunidade do artigo do físico e ambientalista José Goldemberg a respeito dos 30 anos da Convenção do Clima, que abre a seção "Atualidades". Os outros estudos da seção são sobre: as diferenças enunciativo-discursivas nas manifestações de rua no Brasil em 1983-84 e 2013; o desafio de integração ambiental e social da humanidade primitiva e contemporânea; a contextualização histórica das relações entre consumo, capitalismo e paixões humanas que moldaram a cultura do consumo contemporânea; e os discursos presentes em artigos sobre tatuagens publicados em periódicos brasileiros entre 1990 e 2020.</p>
<p>A edição se encerra com seis resenhas de livros, entre os quais "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior, resenhado por Winifred Knox e Miridan Britto Falci. Os outros textos tratam de livros sobre o interesse de afrodescendentes estadunidenses em conhecer as fortes conexões da Bahia com a África, a história das relações literárias e culturais entre Brasil e França, as características do processo revolucionário soviético até o stalinismo, a tipologia dos romances de formação e o desenvolvimento da inteligência artificial na China.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 107 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
<br />Sumário</h3>
<p><strong>Infraestruturas urbanas</strong></p>
<li>Autoconstrução e Produção da Cidade: Outra Genealogia dos Estudos de Infraestruturas Urbanas - <i>Mariana Cavalcanti e Marcella Araujo</i></li>
<li>Cuidar do Outro, Cuidar da Água: Gênero e Raça na Produção da Cidade - <i>Camila Pierobon e Camila Fernandes</i></li>
<li>Da “Ciclovista” à “Ciclovia da Morte”: A Vida Social de uma Infraestrutura Urbana - <i>Julia O’Donnell</i></li>
<li>Infraestruturas Residuais: Colonialismos na Gestão de Resíduos e a Política Catadora - <i>Maria Raquel Passos Lima</i></li>
<li>O Tecido Tecno-Político do Rio de Janeiro: Reflexões sobre a Infraestrutura de Eletricidade - <i>Francesca Pilo’</i></li>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<li>Sobre a Interpretação Econômica da História em Gilberto Freyre (1933-1956) - <i>Milena Fernandes de Oliveira</i></li>
<li>“Cinema Brasileiro e Realidade Social”, de Paulo Emílio Salles Gomes - <i>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière</i></li>
<li>"La Flor", de Mariano Llinás: O Cinema Reencontra a Literatura - <i>Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan</i></li>
<li>Literatura, Formação e Educação na Obra de Antonio Candido: A Humanização do Homem - <i>Márcia Machado</i></li>
<li>Iauaretê, mais além: Novas Relações entre a Cultura dos Povos Originários e “Meu Tio o Iauaretê”, de João Guimarães Rosa - <i>Edinael Sanches Rocha</i></li>
<li>A Indizível Luminosidade da Loucura em “A Imitação da Rosa” - <i>Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin</i></li>
<li>Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia - <i>Maria Augusta da Costa Vieira</i></li>
<li>Mariátegui em Debate: Fantasmas Marxistas e Horizontes Críticos - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>O Conhecimento não Verbal na História das Ciências: O Saber-Fazer de César Lattes - <i>Heráclio Tavares</i></li>
<p><strong>Atualidades</strong></p>
<li>Trinta Anos da Convenção do Clima - <i>José Goldemberg</i></li>
<li>Tensão Pós-Moderna em Manifestações de Rua no Brasil: Notas Dialógicas acerca da Assinatura Política - <i>Anderson Salvaterra Magalhães</i></li>
<li>Uma Concepção Integrativa de Humanidade - <i>Julio Aurelio Vianna Lopes</i></li>
<li>Dilemas Éticos na Cultura do Consumo: Antropoceno, Psicanálise e Capitalismo como Modo de Operação das Paixões - <i>Isleide Arruda Fontenelle</i></li>
<li>Tatuagem: Um Mapa Rizomático de um Tema de Pesquisa - <i>Valéria Cazetta</i></li>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<li>A Bahia como Destino Africano - <i>Nathalia Silva</i></li>
<li>"Torto Arado"<i> </i>e o Brasil Profundo - <i>Winifred Knox e Miridan Britto Falci</i></li>
<li>Espaço Literário e Cultural Franco-Brasileiro - <i>Marise Hansen</i></li>
<li>De Lenin a Stalin: Permanências e Rupturas - <i>Lincoln Secco</i></li>
<li>Romance de Formação: As Múltiplas Variações de um Gênero - <i>Klaus Eggensperger</i> </li>
<li>A Inteligência Artificial na Divisão Leste-Oeste - <i>Isadora Maria Roseiro Ruiz e Cristina Godoy Bernardo de Oliveira</i></li>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernando Frasão/Agência Brasil; Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Honorários</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infraestrutura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-20T11:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-imagens-do-brasil">
    <title>Livro analisa imagens do Brasil em obras de escritores estrangeiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-imagens-do-brasil</link>
    <description>Em maio, o IEA lançou o e-book “Imagens do Brasil: Quantos Espelhos?”, organizado por Celeste Ribeiro-de-Sousa. Disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, a obra é resultante de simpósio homônimo realizado em novembro de 2022 pelo Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1583/1447/5729"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-imagens-do-brasil-1" alt="Capa do livro &quot;Imagens do Brasil&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Imagens do Brasil&quot;" /></a></p>
<p>Em maio, o IEA lançou o e-book “<a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1583/1447/5729">Imagens do Brasil: Quantos Espelhos?</a>”, organizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celeste-de-sousa-1" class="external-link">Celeste Ribeiro-de-Sousa</a>. Disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, a obra é resultante de simpósio homônimo realizado em outubro de 2022 pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>.</p>
<p>Além de questões ligadas ao uso e alcance do termo imagologia, os ensaios apresentam visões do Brasil presentes em obras de autores que viveram no país ou que apenas leram sobre ele em livros de terceiros.</p>
<p>De acordo com Ribeiro-de-Sousa, professora sênior de literatura de língua alemã da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e integrante do grupo de pesquisa do IEA, o objetivo do livro é estimular o debate sobre imagens literárias que espelham o Brasil, colocando em discussão algumas delas em contexto mais amplo.</p>
<p>Ela cita como exemplos os casos da escritora austríaca Paula Ludwig, as pinturas e desenhos da família francesa Taunay, dos italianos Giuseppe Ungaretti e Contardo Calligaris e do japonês Tatsuzo Ishikawa, que tiveram conhecimento da realidade brasileira in loco. No entanto, as visões do russo Daniil Kharms e do luso-angolano Luandino Vieira, que não viveram no país, "são inteiramente atravessadas por visões de outros. Aqui medram os estereótipos. E até os casos das narrativas dos indígenas Itapuku, Pedro Poti e Felipe Camarão são 'traduções' de europeus", afirma a organizadora do livro.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Simpósio "Imagens do Brasil: Quantos Espelhos?"</strong><br />IEA - 24-26/10/2022</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/copy_of_imagens-do-brasil-quantos-espelhos?searchterm=Quantos+Espelhos" class="external-link">Vídeo1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/ihttps:/www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/imagens-do-brasil-quantos-espelhos-2https:/www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/imagens-do-brasil-quantos-espelhos-2magens-do-brasil-quantos-espelhos-2" class="external-link">Vídeo2</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/copy_of_imagens-do-brasil-quantos-espelhos-3" class="external-link">Vídeo3</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ela acrescenta que os ensaios permitem traçar um perfil sobre como os estrangeiros captam e traduzem literariamente a imagem do Brasil. Isso dá margem a um debate: "Em que medida essas imagens refletem o país que configuram ou são projeções de realidades que habitam seus autores; em que medida o país se reconhece ou não se reconhece nessas imagens e que implicações isso acarreta". O texto de abertura do conjunto de ensaios, "Ainda a Imagologia?", de Ribeiro-de-Sousa, historia e contextualiza na atualidade o conceito de imagologia na literatura comparada.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-holms" class="external-link">Mariana Holms</a>, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Literatura Alemã da FFLCH-USP, participa do volume com "Um Espelho Austríaco - Paula Ludwig no Exílio: Imagens Literárias do seu Brasil". Segundo Holms, a forma como a poeta austríaca enxergou o Brasil subverteu, "pela via da identificação, o olhar de superioridade que geralmente se lança da Europa ao país tropical com sua sociedade supostamente degradada – quando comparada ao imaginário utópico construído pela tradição ocidental colonizadora".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-guilherme-mota-jose-saramago-e-luandino-vieira/image" alt="Carlos Guilherme Mota, José Saramago e Luandino Vieira" title="Carlos Guilherme Mota, José Saramago e Luandino Vieira" height="302" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">As críticas do angolano Luandino Vieira à ''inocência entusiasmada'' brasileira são abordadas no ensaio de Tania Macedo; na foto, Vieira é o primeiro à direita, ao lado de José Saramago, quando os dois foram recebido pelo então diretor do IEA, Carlos Guilherme Mota, em 1987</dd>
</dl></p>
<p>"Um Espelho Francês: O Brasil do Século 19 pelas Lentes dos Taunay: Os Difíceis Trópicos na Perspectiva de uma Família de Artistas Francesas" é o título do ensaio de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/priscila-celia-giacomassi" class="external-link">Priscila Célia Giacomassi</a>, professora do Instituto Federal do Paraná e autora de tese de doutorado sobre a contribuição dos Taunay na construção da identidade nacional. É o único dos textos que não trata de escritores, mas sim de pintores e desenhistas. Na conclusão, Giacomassi afirma que "é inevitável dizer que os registros dos viajantes Taunay fazem parte da tessitura que forma a ideia de quem nós fomos e, portanto, somos". Acrescenta que "as penas e os pincéis dos Taunay viajaram para e pelo Brasil do Oitocentos, contribuindo com sua parcela para compor o grande mosaico – ainda hoje incompleto – daquilo que entendemos como a identidade brasileira".</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aurora-fornoni-bernardini" class="external-link">Aurora Bernardini</a>, professora sênior da FFLCH-USP, é a autora de "Espelhos Italianos - A Imagem do Brasil segundo Giuseppe Ungaretti e Contardo Calligaris". Ela explica, a partir das considerações de Haroldo de Campos no artigo "Ungaretti e a Estética do Fragmento", que tanto a poesia quanto muitos momentos da ensaística do escritor italiano são caracterizados pela "poesia do fragmento". Essa forma se manifesta, escreve Bernardini, "na essencialidade com que Ungaretti formula seu juízo sobre o Brasil e, respectivamente, sobre Murilo Mendes, Vinicius de Moraes e Oswald de Andrade". Psicanalista e dramaturgo, Calligaris também "contribuiu para uma imagem do Brasil reveladora, além de apresentar pontos de contato com as impressões ungarettianas, de acordo com a autora. A tese principal para entender o Brasil proposta por Calligaris é a relação colono-colonizador, afirma Bernardini.</p>
<p>Apesar de a primeira leva de imigrantes japoneses ter chegado ao Brasil em 1908, só na década de 1930 os registros de imagens do país apareceram numa obra literária no Japão. Trata-se de "Sōbō", de Tatsuzo Ishikawa, ganhador do 1º Prêmio Akutagawa, criado em 1935. As impressões para o romance foram colhidas pelo escritor ao acompanhar cerca de mil imigrantes em viagem para o Brasil em 1930. Elas são o tema do texto "Espelho Japonês - Imagens do Brasil na Literatura de Tatsuzo Ishikawa Premiada em 1935", de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neide-hissae-nagae" class="external-link">Neide Hissae Nagae</a>, professora sênior da FFLCH-USP.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniela-moutian" class="external-link">Daniela Mountian</a>, professora de língua e cultura russa do Instituto de Letras da UFRGS, retrata a presença do Brasil na literatura infantil do russo Daniil Kharms, precursor do absurdismo russo. O país é retratado como "não urbano e fora do seu tempo - não há referências a cidades ou a indústrias, elementos já presentes em testemunhos sobre o país naquele momento", comenta Mountian. Ela também tratou da presença brasileira em obras de outros dois russos, Ostáp Bénder e Samuil Marchk, e em tradução deste de um poema do britânico Rudyard Kipling.</p>
<p>"Espelhos Africanos - Da Admiração à Crítica: Imagens do Brasil na Literatura Angolana", de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-celestino-de-macedo" class="external-link">Tania Macedo</a>, professora sênior do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH, aborda em seu ensaio a visão dos escritores angolanos sobre o Brasil desde o século 19, quando José da Silva Maia Ferreira publica o primeiro livro de poemas na África de língua portuguesa, escrito em parte no Brasil. Outros escritores angolanos comentados no texto são José Eduardo Agualusa e Luandino Vieira. Macedo ressalta que "a lúcida crítica à inocência entusiasmada" que os textos de Vieira realizam, inauguram uma nova perspectiva e forjam novas imagens do Brasil na literatura angolana".</p>
<p>O ensaio final do livro é "Espelhos Indígenas - Itapuku, Pedro Poti e Felipe Camarão", de autoria de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-de-almeida-navarro" class="external-link">Eduardo de Almeida Navarro</a>, professor titular do Departamento de Línguas Orientais da FFLCH-USP. Nas conclusões, Navarro afirma que o discurso indígena sobre a terra, sobre os europeus que passaram a dominá-la e sobre a cultura que se lhes impunha estava repleto de ambiguidades e de contradições: "Ao mesmo tempo em que vemos o índio católico Felipe Camarão atacar seu primo Pedro Poti por se ter aliado a protestantes, vemo-lo nutrir esperança de uma vida tradicional, como a de seus antepassados". Ele acrescenta que ao observar as críticas contundentes dos indígenas ao mundo civilizado e aos povos colonizadores da Europa pode-se perceber que nos séculos 16 e 17 já estavam em gestão concepções que encontrariam sua plena formulação com o Iluminismo.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: USP Imagens</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-19T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-relaciona-o-poder-dos-livros-com-medo-e-censuras-atraves-da-historia">
    <title>Conferência relaciona o poder dos livros com o medo e as censuras através da história</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-relaciona-o-poder-dos-livros-com-medo-e-censuras-atraves-da-historia</link>
    <description>Jean-Yves Mollier, da Universidade de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, França, refletirá sobre o papel e o lugar do impresso nas sociedades contemporâneas, a partir de uma perspectiva histórica</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ba6a5b60-6117-5bd7-859e-5f9025272019"> </span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jean-yves-michel-mollier-materia" alt=" Jean-Yves Michel Mollier " class="image-inline" title=" Jean-Yves Michel Mollier " /></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-ba6a5b60-6146-eca4-18bd-bc755f12f035"><strong>Jean-Yves Mollier refletirá sobre o papel e o lugar do impresso nas sociedades contemporâneas </strong><strong>(Foto: acervo pessoal)</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O poder dos livros e como eles foram combatidos e censurados através dos séculos será tema de encontro que acontece na Sala de Eventos do IEA, no dia <strong>17 de agosto, às 10h30</strong>. <i>Quem tem medo dos livros?</i> terá conferência de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-yves-mollier"><span>Jean-Yves Mollier</span></a>, professor emérito da Universidade de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, França, sob a coordenação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marisa-midori-deaecto"><span>Marisa Midori Deaecto</span></a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e que integra o Programa Ano Sabático do IEA este ano. O evento tem o apoio do <a href="http://saopaulo.ambafrance-br.org/"><span>Consulado Geral da França em São Paulo</span></a> e do <a href="http://www.institutfrancais.com/fr"><span>Institut Français</span></a> no Brasil. Mollier falará em francês, com tradução simultânea e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a> pela web. Para participação presencial, é necessário <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe33agpH4c2VX-yIF-Lp77j6jsHNJ6_ZNjLdEIC_J7LBvsQ0A/viewform"><span>inscrição prévia</span></a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Mollier dedicou sua carreira à história do livro, da edição e das práticas de leitura na França do século XIX ao século XXI. Dentre seus livros está </span><a href="http://www.edusp.com.br/loja/produto/9788531412363"><span>O Dinheiro e as Letras (História do Capitalismo Editorial)</span></a><span>, publicado e traduzido em diversos países, inclusive no Brasil (Edusp, 2010), e que marcou toda uma geração de pesquisadores.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante a história, os livros geraram opiniões distintas quanto a sua importância. O escritor Marie-Joseph Chénie, imortal autor de </span><span><i>Chant du départ</i></span><span>, por exemplo, dizia que “é aos livros que devemos a Revolução”, citando a Revolução Francesa de 1789. Já o jesuíta suíço, Nicolas de Diesbach, disse em sua obra </span><span><i>Le Chrétien catholique inviolablement attaché à sa religion</i></span><span> (O cristão católico inviolavelmente atado à sua religião), de 1771, que o texto impresso era como uma arma terrível a serviço do demônio.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Index_Librorum_Prohibitorum_1-web.jpg" alt="Librorum Prohibitorum" class="image-inline" title="Librorum Prohibitorum" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-ba6a5b60-6147-fa9c-e5c4-f515364bbb2f"><strong><span><i>Index librorum prohibitorum </i></span><span>foi uma forma de censura da Igreja Católica</span></strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Ainda neste aspecto, a Igreja Católica produziu, no século XVI, o </span><span><i>Index librorum prohibitorum</i></span><span>, uma lista de obras proibidas pela Igreja. As obras eram incluídas caso contivessem teorias que ela não apoiava. Criada em 1559, a lista passou por diversas atualizações e foi abolida apenas no século XX, em 1966, pelo Papa Paulo VI.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esses e outros exemplos nos conduz a inquirir sobre a relação entre o livro e o medo. A censura e o poder. Num só termo, a temática nos leva a refletir sobre o papel e o lugar do impresso nas sociedades contemporâneas, a partir de uma perspectiva histórica”, comenta Marisa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pergunta “quem tem medo dos livros?”, além de estimular algumas questões sobre o “medo”, propõe-se a colocar a mídia impressa – e, particularmente o livro – como um protagonista dessa história mais ampla de poder e censura.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><span><strong>medo</strong></span><span> será o mote de diversos eventos feitos pelos institutos de estudos avançados integrantes da rede internacional Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study), que o escolheu como</span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/medo-tema-do-ano-ubias"><span> tema do ano</span></a><span>. A ideia é produzir discussão dos aspectos políticos, sociológicos, psicossociais, neurológicos, biológicos e culturais do medo.</span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-ba6a5b60-6118-ffa1-17c6-2c09204b1521"><i> </i></span></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Quem tem medo dos livros?<br /></strong></i><i><span>17 de agosto, às 10h30<br /></span></i><i><span>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span></i><i><span>Evento gratuito, com transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a><span> pela internet<br /></span></i><i><span>Inscrições</span><span> </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe33agpH4c2VX-yIF-Lp77j6jsHNJ6_ZNjLdEIC_J7LBvsQ0A/viewform">via formulário<br /></a></i><i><span>Mais informações: Claudia Regina (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686<br /></span></i><i><span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/quem-tem-medo-dos-livros">Página do evento</a></span></i></p>
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<div></div>
<p><i> </i></p>
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<p> </p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-20T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/viagem-ao-brasil-uma-perspectiva-francesa">
    <title>Viagem ao Brasil, uma Perspectiva Francesa</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leila Costa</dc:creator>
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      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Brasil-França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-26T17:29:10Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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