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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-do-no-46-teve-palestra-de-absaber-sobre-a-amazonia">
    <title>Lançamento do nº 46 teve palestra de Ab'Sáber sobre a Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-do-no-46-teve-palestra-de-absaber-sobre-a-amazonia</link>
    <description>Edição traz dossiê sobre a região
e outro sobre os Estados Unidos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:112px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/aziz2.gif/image" alt="aziz2.gif" title="aziz2.gif" height="143" width="112" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:112px;">Aziz Ab'Sáber</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">O papel              que os Estados Unidos vêm exercendo no cenário internacional              e os aspectos mais marcantes da política externa norte-americana              são analisados em dossiê da revista <strong>Estudos Avançados</strong> nº 46, lançada no dia 11 de dezembro, no Auditório              do IEA. O evento teve uma palestra sobre a Amazônia a cargo              do geógrafo e ambientalista Aziz Ab'Sáber, professor              emérito da USP e professor honorário do IEA. A edição              publica a segunda parte do dossiê "Amazônia Brasileira",              iniciado no número anterior.<dl class="image-right captioned" style="width:255px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fbi.jpg/image" alt="fbi.jpg" title="fbi.jpg" height="187" width="255" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:255px;">Agentes do FBI se protegem contra ameaça de contaminação por antraz (Foto de Rhona Wise/AFP)</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê              "Estados Unidos" (<a href="https://www.iea.usp.br/revista/institucional/edicoes" class="external-link">disponível              gratuitamente online</a>) traz artigos de Rubens Ricupero,              Immanuel Wallerstein, Antonio Carlos Peixoto, Cesar Guimarães,              José Mauricio Bustani, Monica Herz, Iná Camargo Costa              e Dorothy Figueira. A segunda parte do dossiê "Amazônia              Brasileira" tem a particiapação de Rogério              Cerqueira Leite, Lúcio Flávio Pinto, Manfred Nitsch,              Jutta Gutberlet, J. Haffer e G. T. Prance. As textos tratam de questões              de zoneamento, clima e de estratégias de segurança,              inclusive considerações críticas sobre o Sivam.</p>
<p style="text-align: justify; ">O historiador              Jacob Gorender, colaborador assíduo do IEA, é entrevistado              sobre o tema escravidão e liberalismo. Na mesma seção,              o diplomata e historiador Alberto de Costa e Silva escreve sobre relações              culturais e afetivas com a África.<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa46.gif" alt="capa46.gif" class="image-left" title="capa46.gif" /></p>
<p style="text-align: justify; ">A edição              traz ainda texto sobre a área de humanidades no Brasil e no              mundo, de Jacques Marcovitch, e um depoimento autobiográfico              original: a trajetória particular do cineasta João Batista              de Andrade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Liberalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2002-02-10T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao">
    <title>O Judiciário em questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao</link>
    <description>Edição nº 51 da "Estudos Avançados" discute propostas e iniciativas para a reforma da Justiça no Brasil. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa50.jpg" alt="capa50.jpg" class="image-right" title="capa50.jpg" />"O Judiciário brasileiro, diferentemente do que ocorria no passado, está na berlinda e não apresenta mais condições de impedir mudanças. Reformas virão e outras já estão em curso, algumas mais e outras menos visíveis, alterando a identidade e o perfil de uma instituição que sempre teve na tradição uma garantia segura contra as inovações." O comentário é da cientista política Maria Tereza Sadek, autora do artigo "Judiciário: Mudanças e Reformas", presente no dossiê "Reforma da Justiça", do nº 51 da revista "Estudos Avançados", lançado em setembro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para outro colaborador do dossiê, o jurista Hélio Bicudo, o problema do acesso à Justiça é uma questão fundamental quando se deseja promover uma reforma do Poder Judiciário: "Acredito que os próprios Poderes Judiciários dos estados poderiam adotar determinadas medidas, até mesmo administrativas, para diminuir a distância entre o cidadão e o juiz". Além de Sadek e Bicudo, participam do dossiê José Eduardo Faria, Paulo Bonavides, Fábio Konder Comparato, Luís Francisco Carvalho Filho, Oscar Vilhena Vieira, Valter Uzzo e Virgínia Feix, além de entrevista com Dyrceu Cintra Jr.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTROS TEMAS</strong><br />A edição tem mais três blocos temáticos. "Ciências da Vida" trata dos aspectos científicos, filosóficos, éticos e antropológicos das pesquisas com clonagem terapêutica e células-tronco embrionárias, incluindo as conferências feitas no IEA por Mayana Zatz e Anne Fagot-Largeault e textos de Marco Segre e Dráuzio Varela. Em "Trabalho e Emprego", o trabalho cooperativo, as novas oportunidades geradoras de empregos urbanos e rurais e iniciativas para jovens são debatidas em artigos de Paul Singer, Ignacy Sachs, José Eli da Veiga e José Luiz Ricca. No bloco "Leitores de Machado de Assis", Hélio de Seixas Guimarães, João Roberto Faria, Sergio Paulo Rouanet e Alfredo Bosi analisam aspectos da obra de Machado de Assis e alguns trabalhos críticos sobre ela.</p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-09-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-de-sao-paulo">
    <title>Os desafios de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-de-sao-paulo</link>
    <description>Edição 47 inicia publicação de dossiê sobre
a capital paulista e sua região metropolitana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/represa.gif" alt="represa.gif" class="image-right" title="represa.gif" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Desemprego,              violência, e dificuldades para o gerenciamento do uso e da conservação              dos recursos hídricos são alguns dos principais desafios              para a melhoria da qualidade de vida na Região Metropolitana              de São Paulo. Esses aspectos foram escolhidos para compor a              primeira parte do "Dossiê São Paulo", publicado              no n° 47 da revista <strong>Estudos Avançados</strong>, lançado              no dia 16 de maio em evento que teve a participação              professora Ermínia Maricato, secretária executiva do              Ministério das Cidades, que fez palestra sobre os fundamentos              que subsidiaram a criação do ministério e as              diretrizes que orientam a ação da pasta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos              artigos do dossiê é "Pobreza e Espaço: Padrões              de Segregação em São Paulo", de Haroldo              da Gama Torres, Eduardo Marques, Maria Paula Ferreira e Sandra Bitar.              Os autores utilizam os dados do Censo Demográfico de 2000 e              o Sistema de Informação Geográfica (utilização              de mapas) para atualizar o debate sobre o padrão de segregação              urbana no Brasil. De acordo com eles, o modelo centro-periferia é              uma simplificação genérica da forma urbana, como              demonstra a heterogeneidade da periferia de São Paulo, situação              que acarreta importantes conseqüências para as políticas              públicas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo              o artigo, três características do desenvolvimento urbano              da Região Metropolitana de São Paulo contrariam o antigo              modelo centro-periferia: o surgimento de vários novos empreendimentos              urbanos fechados na Zona Oeste, tradicionalmente ocupada pelos pobres;              um processo de disseminação da pobreza por toda a cidade,              levando a uma nova onda de favelas, marcada por múltiplas invasões              em pequenos espaços entre pontes, margens de rios ou linhas              férreas; a presença maior do poder público nas              periferias, com um aumento significativo de vários indicadores              sociais. Ainda com relação à pobreza e à              violência, o dossiê possui os textos "Homicídio              e Violação de Direitos Humanos em São Paulo",              de Nancy Cardia, Sérgio Adorno e Frederico Poleto, e "Novas              Políticas de Segurança Pública", de Luiz              Eduardo Soares.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na área              ambiental, o uso e gerenciamento dos recursos hídricos da Região              Metropolitana são tratados nos textos "Bacia Hidrográfica              do Alto Tietê", de Ricardo Toledo Silva e Mônica              Ferreira do Amaral Porto, e "Cidade e Cidadãos: 100 Anos              Destruindo os Rios Paulistanos", de Ricardo Toledo Neder, além              de entrevista com Gerôncio Albuquerque Rocha sobre a disputa              pela água em São Paulo..</p>
<p style="text-align: justify; ">Em seu              artigo, Neder faz uma análise das possibilidades e limites              de funcionamento do Comitê da Bacia do Alto Tietê. Apresenta              três dimensões-chave - do ponto de vista político-sociológico              e institucional - para a preparação dos integrantes              do comitê: necessidade de capacitar representantes e dirigentes              de entidades civis e prefeituras para o desenvolvimento de modos alternativos              de apropriação dos recursos hídricos da bacia;              mudanças no funcionamento do processo de tomada de decisão,              com cada segmento (prefeituras, sociedade civil e governo estadual)              passando a ter suas posições expostas e dúvidas              dirimidas, de forma a serem explicitados os conflitos e agilizar-se              a possibilidade de decisões; a terceira dimensão está              relacionada com a simulação dos modos de apropriação              e de tomada de decisão, que são na verdade o caráter              principal de planos de bacia ou de proteção ambiental              e visam à formulação de arranjos provisórios              (no entanto, há uma assimetria de poder entre as prefeituras              e o governo estadual, com poucas secretarias municipais tendo a possibilidade              de desenvolver planos de proteção ambiental, ficando              à mercê de definições dos grupos técnicos              estaduais).</p>
<p style="text-align: justify; ">O problema              do desemprego em São Paulo (Estado e Capital) é tema              dos artigos "És o Avesso do Avesso", de Walter Barelli,              e "O Mercado de Trabalho na Região Metropolitana de São              Paulo", de Marise Borém Pimenta Hoffmann e Sérgio              Eduardo Mendonça.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê              traz ainda textos sobre legislação urbana ("São              Paulo: além do Plano Diretor", de Maria Lucia Refinetti              Martins, e "Nova Legislação Urbana e os Velhos              Fantasmas", de Luiz de Pinedo Quinto Jr ) e os artigos "Memória              da Cidade: Lembranças Paulistanas", de Ecléa Bosi,              e "Urbanização de Favelas", de Paulo Bastos.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-06-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-sobre-fome-e-desnutricao-e-destaque-da-edicao-48">
    <title>Dossiê sobre fome e desnutrição é destaque da edição 48</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-sobre-fome-e-desnutricao-e-destaque-da-edicao-48</link>
    <description>A segunda parte do "Dossiê São Paulo" também está contemplada na edição.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:90px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/menino.jpg/image" alt="menino.jpg" title="menino.jpg" height="158" width="90" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:90px;">Foto: Arquivo do Cren Criança com déficit de crescimento por desnutrição</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Foi               lançado no dia 11 de setembro o nº 48 da revista <strong>Estudos               Avançados</strong>, que empreende um debate abrangente sobre               a fome, a desnutrição e a pobreza no País. O               dossiê conta com três entrevistas e oito artigos de pesquisadores,               representantes governamentais e lideranças de organizações               não-governamentais.</p>
<p style="text-align: justify; ">O               lançamento aconteceu no Auditório do IEA e teve a participação               de Alfredo Bosi (editor da revista e vice-diretor do IEA), Ana Lydia               Sawaya (Unifesp e IEA), Antonio Carlos Campino (FEA/USP) e Carlos               Monteiro (FSP/USP). Os três discutiram os temas presentes na               edição. Sawaya e Monteiro colaboram no dossiê.               Sawaya coordena o Grupo de Estudos sobre Nutrição e               Pobreza, criado no início do ano no IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">A edição               também dá seqüência ao "Dossiê               São Paulo", desta vez com os temas Habitação,               Transporte e Saúde. Outro conjunto de textos analisa as negociações               sobre a Área de Livre Comércio das Amércias (Alca).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-10-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-mudancas-na-religiosidade-brasileira">
    <title>As mudanças na religiosidade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-mudancas-na-religiosidade-brasileira</link>
    <description>"Estudos Avançados" nº 52 traça um painel das transformações do perfil religioso do Brasil e analisa o lugar das religiões na sociedade do país. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Entre 1970 e 2000, o percentual da população católica do país caiu de 91,8% para 73,9%, de acordo com os Censos Demográficos. No mesmo período, os evangélicos (de missão e pentecostais) passaram de 5,2% para 15,6%. Outras religiões passaram de 2,5% para 3,2% e os sem religião subiram de 0,8% para 7,4%.</p>
<p style="text-align: justify; ">O processo de diversificação religiosa no País nas últimas décadas está relacionado a três elementos fundamentais da dinâmica da ocupação do território brasileiro: a preexistência de espaços não-católicos ligados à história do povoamento; o avanço de frentes pioneiras, onde os pastores pentecostais encontram terreno favorável junto a uma população migrante desenraizada; e a urbanização acelerada que favorece o surgimento de novas religiões, ou a difusão de religiões vindas do exterior.</p>
<p style="text-align: justify; ">Essa análise está em texto de Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues Hees, Philippe Waniez e Violette Brustlein no dossiê "Religiões no Brasil", da edição nº 52 da revista "Estudos Avançados", lançado em dezembro. O dossiê traz um panorama das transformações no perfil religioso do país nas últimas décadas e da influência dos vários credos na sociedade brasileira, inclusive na política. <span>A edição tem 400 páginas e custa R$ 27,00.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">As mudanças no perfil tradicional da religiosidade também é discutida por Antônio Flávio Pierucci, no artigo "'Bye Bye, Brasil' - O Declínio das Religiões Tradicionais no Censo 2000", onde identifica mudanças sociais aceleradas no campo das religiões e o declínio demográfico de três delas: catolicismo, luteranismo e umbanda. O exame das crenças, envolvimento e poderes religiosos de um grande centro brasileiro está em "Dimensões Básicas da Religiosidade Belo-Horizontina", de Alexandre Cardoso, a partir de levantamento feito em 2002 na região metropolitana da capital mineira.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jesus.jpg" alt="jesus.jpg" class="image-left" title="jesus.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CATOLICISMO<br /></strong>Luiz Alberto Gómez de Souza faz um balanço da Igreja Católica no Brasil nas últimas décadas no texto "As Várias Faces da Igreja Católica". Nele, o autor sublinha as diversidades e tensões internas da Igreja e assinala a presença ativa desta na vida pública brasileira, inclusive na cena política. Quanto ao presente, Souza considera ainda relevantes as ações das pastorais sociais e das Comunidades Eclesiais de Base. Ele destaca também uma crise da Igreja em relação a temas como a mulher, sexualidade e celibato. Finaliza discutindo a proposta em pauta de preparação de um futuro concílio. O papel político da Igreja Católica também é tratado por Dermi Azevedo. No texto "A Igreja Católica e seu Papel Político no Brasil", ele debate o relacionamento da CNBB com o Estado e com a sociedade civil.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em "A Renovação Carismática Católica - Algumas Observações", Edênio Valle examina esse movimento católico a partir de uma perspectiva sociopsicológica. Ele apresenta as fontes, desenvolvimento e cenários atuais da RCC e reflete sobre como ela realiza as funções básicas da religião.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>EVANGÉLICOS<br /></strong>A Igreja Universal do Reino de Deus é tema de dois artigos do dossiê. Em "Expansão Pentecostal no Brasil: O Caso da Igreja Universal", Ricardo Mariano trata do crescimento pentecostal em geral no País, detendo-se no caso da Igreja Universal. Sobre ela, prioriza a análise da organização eclesiástica, do trabalho pastoral, da capacidade de arrecadação e administração de recursos, do evangelismo eletrônico, da oferta de serviços mágico-religiosos e do sincretismo deliberado com a religiosidade popular. Ari Pedro Oro, por sua vez, no artigo "A Presença Religiosa Brasileira no Exterior: O Caso da Igreja Universal do Reino de Deus", analisa a dimensão transnacional da Universal, presente em 80 países. A análise se detém em três países em que ela obteve sucesso (Argentina, Portugal e África do Sul) e em três outros em que ela encontra obstáculos (Uruguai, México e França).</p>
<p style="text-align: justify; ">José Jeremias de Oliveira Filho traça um histórico da Igreja Adventista do Sétimo Dia desde seu surgimento como seita na primeira metade do século 19. O painel está no texto "Formação Histórica do Movimento Adventista", onde o autor também trata da presença dos adventistas no Brasil entre o final do Império e início da República, com as mesmas características iniciais do movimento, mas gerando inúmeras seitas.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>AFRO-BRASILEIRAS</strong><br />"O Candomblé da Bahia na Década de 1930", de Vivaldo da Costa Lima, resgata a atuação de duas personalidades eminentes do candomblé baiano: o babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim e a ialorixá Eugênia Ana dos Santos, a famosa Aninha, do Centro Cruz Santa do Axé do Apo Afonja. Através do acompanhamento dos números dos censos, Reginaldo Prandi, em "O Brasil com Axé: Candomblé e Umbanda no Mercado Religioso", procura dimensionar o número de seguidores das religiões afro-brasileiras e examinar algumas de suas características, como cor e escolaridade, em busca de alguma explicação sobre as mudanças pelas quais vêm passando essas religiões.</p>
<p style="text-align: justify; ">Oswaldo Elias Xidieh, no artigo "A Difícil Viagem de Retorno à Aldeia", trata do movimento migratório no interior do Estado de São Paulo. O autor destaca que parte desses andantes buscava ajuda na umbanda, nem sempre se convertendo, outros se apegavam aos sindicatos de trabalhadores rurais, outros ainda se aproximavam de remificações mais abertas da Igreja Protestante.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><strong>ESPIRITISMO, XAMANISMO E BUDISMO</strong><br /></strong>"Narrativas Biográficas: A Construção da Identidade Espírita no Brasil e sua Fragmentação", de Sandra Jacqueline Stoll, faz uso das biografias de dois médiuns brasileiros para rever as relações construídas pelo espiritismo no campo religioso brasileiro. O catolicismo ocupa lugar central nessas relações: no caso de Chico Xavier, como matriz da reinterpretação da doutrina espírita; no caso de Luiz Antonio Gasparetto, como alvo de crítica.</p>
<p style="text-align: justify; ">A religiosidade indígena também está presente no dossiê, através do artigo "Pajés e Feiticeiros", de Carmen Junqueira. A autora estuda a relação entre pajelança e feitiçaria, atividades sociais que se opõem na cultura Kamaiurá. São examinados os procedimentos que acompanham doença e morte, ambos fatores de desordem no cotidiano da aldeia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Embora a mídia com freqüência afirme que o budismo é uma das religiões que mais cresce no Brasil, os dados das pesquisas recentes, inclusive dos censos, indicam exatamente o contrário. No artigo "O Dharma Verde-Amarelo Mal-Sucedido — Um Esboço da Acanhada Situação do Budismo", Frank Usarski confronta essa imagem pública exagerada com a realidade empírica e discute de maneira sistemática os problemas e desafios principais com os quais o budismo brasileiro contemporâneo é confrontado.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTROS TEMAS</strong><br />Em "Religião, Estado e Modernidade: Notas a Propósito de Fatos Provisórios", Emerson Giumbelli propõe um debate sobre Estado e religião a partir de alguns ideais vinculados à modernidade, com ênfase na relação entre religião e escola. Giumbelli analisa textos que tratam da situação na França, que proibiu o uso do véu muçulmano em escolas públicas, e no Brasil, onde discute-se a introdução do ensino religioso nas escolas públicas nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O crescimento acentuado do número de brasileiros sem religião, sobretudo jovens de 15 a 24 anos, tem chamado a atenção dos estudiosos. No texto "O Jovens 'Sem Religião': Ventos Secularizantes, "Espírito de Época" e Novos Sincretismos — Notas Preliminares", Regina Novaes aponta para a conjugação e a convivência entre: o ideário secularizante (presente entre ateus e agnósticos), o "espírito de Época" (presente entre aqueles que acreditam em Deus mas rejeitam instituições religiosas ou transitam entre pertencimentos institucionais) e, finalmente, as novas modalidades sincréticas (favorecidas pela perda da hegemonia do catolicismo e pela globalização do campo religioso).</p>
<p style="text-align: justify; ">No artigo "A Propósito de um Texto de Habermas: A Herança Brasileira de um Dilema da Civilização Ocidental", Eduardo Cruz parte das idéias expressas por Jürgen Habermas em artigo sobre os acontecimentos de 2001. Segundo Cruz, Habermas fala do diálogo entre fé e saber apenas para o plano moral. Segundo Cruz, é preciso considerar também o aspecto cognitivo da religão e defende, no caso brasileiro, um esforço comum em face de ameaças como o criacionismo e em prol de uma educação que desenvolva a cidadania e o conhecimento são.</p>
<p style="text-align: justify; ">Antônio Gouvêa Medonça, no artigo "A Experiência Religiosa e a Institucionalização da Religião", discute o duplo caminho, de ida e volta, entre a experiência religiosa psicológica e a religião institucionalizada ou igreja, no caso do Cristianismo. Para ele, esse percurso "apresenta o sagrado como constituinte ou constituído e é, ao mesmo tempo, conservador e transformador da religião".</p>
<p style="text-align: justify; ">Para o autor de "Fronteiras da Fé — Alguns Sistemas de Sentido, Crenças e Religiões no Brasil de Hoje", Carlos Rodrigues Brandão, "para além da religião, o tempo cultural em que vivemos e para onde nos dirigimos inclui cada vez mais um número maior de estilos de espiritualidades, de outros sistemas de sentido, de combinações pessoais de saberes e valores que não apenas permitem, mas obrigam a própria pessoa-religiosa a interações de sentido, a integrações de escolhas, a indeterminações de seu próprio destino como um indivíduo e uma identidade".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê traz como fecho a íntegra da conferência que o cardeal d. Paulo Evaristo Arns fez no IEA no dia 19 de outubro sobre o tema "A Paz entre as Religiões". Segundo o cardeal Arns, é preciso que as religões criem um clima de paz mundial: "Até agora pouco se apelou para o mundo das religiões, e menos ainda para a ação da juventude, nesta nova fase de enfrentamento do problema que se torna cada vez mais angustiante".</p>
<p style="text-align: justify; ">A edição se completa com mais duas seções: "Entrevista" transcreve os trechos principais de depoimento de Igacy Sachs sobre sua carreira aos editores da revista; em "Cinema", Walnice Nogueira Galvão contribui com o texto "Metamorfoses do Sertão", onde trata da presença de tipos emblemáticos do interior brasileiro nas telas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-11-14T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-49-e-dedicado-as-mulheres">
    <title>Dossiê da edição 49 é dedicado às mulheres</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-49-e-dedicado-as-mulheres</link>
    <description>Geração de empregos também faz parte de dossiê da edição 49 da Estudos Avançados</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/india.jpg" alt="india.jpg" class="image-right" title="india.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"Mulher,               Mulheres" é o título do dossiê da edição               49 da revista <strong>Estudos Avançados</strong>, lançada               no dia 11 de dezembro. O dossiê traz artigos e entrevistas sobre               as lutas das mulheres brasileiras contra as discriminações               e a violência e também sobre suas contribuições               às ciências naturais e sociais, educação,               filosofia e artes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos artigos               é da filósofa Sueli Carneiro, diretora do Geledés               Instituto da Mulher Negra, que trata da trajetória de lutas               das mulheres negras no movimento feminista brasileiro. Segundo Carneiro,               a perspectiva feminista clássica, que tem seu paradigma na               mulher branca ocidental, gera contradições que impõem               às mulheres negras a sua afirmação como um novo               sujeito político, portador de uma nova agenda resultante de               uma identidade específica, na qual articulam-se as variáveis               de gênero, raça e classe.</p>
<p style="text-align: justify; ">A socióloga               Eva Blay, coordenadora científica do Núcleo de Estudos               da Mulher e Relações de Gênero (NEMGE) da USP,               é autora de artigo sobre a violência contra a mulher               e políticas públicas que combatam esse problema. Como               resposta à persistência desse tipo de violência,               apesar das várias ações empreendidas nos últimos               30 anos, Blay enfatiza a necessidade da adoção de políticas               públicas transversais que atuem modificando a discriminação               e a incompreensão de que os direitos das mulheres são               direitos humanos. "Para isso é fundamental estabelecer               uma articulação entre os programas dos ministérios               da Justiça, Educação, Saúde, Planejamento               e outros."</p>
<p style="text-align: justify; ">A trajetória               de uma das mais renomadas professoras da USP está presente               com a publicação de texto da filósofa Marilena               Chauí: o agradecimento que fez à homenagem que a FFLCH               lhe prestou por ter recebido o título de Doutora "Honoris               Causa" em filosofia pela Universidade de Paris VIII. A sessão               "Criação" apresenta entrevista com a artista               plástica Renina Katz, feita pela crítica Radhá               Abramo.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>GERAÇÃO               DE EMPREGOS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">A edição               também publica o minidossiê "Que Fazer para Gerar               Empregos no Brasil?", com textos de José de Souza Martins,               José Eli da Veiga, Walter Barelli, Claudio Salvadori Dedecca,               Ignacy Sachs, Waldir Quadros, Clélio Campolina Diniz, Márcio               Pochmann, Sergio Besserman e Luiz Marinho.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-02-10T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-50-analisa-lutas-e-contribuicoes-dos-negros-brasileiros">
    <title>Dossiê da edição 50 analisa lutas e contribuições dos negros brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-50-analisa-lutas-e-contribuicoes-dos-negros-brasileiros</link>
    <description>Arte, literatura, teatro experimental são destaques em ensaios de pesquisadores e acadêmicos sobre a cultura negra.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/teatroexpnegro.jpg" alt="teatroexpnegro.jpg" class="image-right" title="teatroexpnegro.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Com  29 textos, de 31 autores, o dossiê "O Negro no Brasil", do n° 50 da  revista "Estudos Avançados", apresenta um extenso e diversificado painel  com análises e dados socioeconômicos, históricos, culturais e genéticos  sobre a população negra brasileira. As lutas contra a discriminação e  as medidas de ação afirmativa também são debatidas. O lançamento da  edição aconteceu no dia 13 de maio, na Sala do Conselho Universitário da  USP, com palestra  de Arany Santana, secretária de Reparação de Salvador, e participação  de José de Souza Martins (FFLCH/USP), que prestou homenagem à memória do  sociólogo Octavio Ianni, recentemente falecido e colaborador do dossiê.  O conjunto de textos é aberto com uma das últimas entrevistas  concedidas por Ianni, seguida de seu artigo "Dialética das Relações  Socias".</p>
<p style="text-align: justify; "><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ianni.jpg/image" alt="ianni.jpg" title="ianni.jpg" height="196" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Octavio Ianni é um dos participantes do dossiê</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos  principais colaboradores de Roger Bastide e Florestan Fernandes, Ianni  participou ativamente da chamada escola de sociologia paulista, que  traçou um novo panorama analítico sobre a situação do negro e o  preconceito racial no País. De acordo com Ianni, havia na ideologia  brasileira e no ambiente cultural acadêmico um certo compromisso com a  tese da democracia racial: "Com os trabalhos de Roger Bastide e  Florestan Fernandes é que foi revelada a realidade do preconceito racial  de par em par com o preconceito de classe".</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos temas polêmicos da atualidade é o da implantação de cotas para  negros em universidades públicas. Para o sociólogo, "numa primeira  avaliação, o estabelecimento de cotas aparece como uma conquisa positiva; mas, simultaneamente, é a reiteração de uma sociedade injusta, fundada no preconceito".</p>
<p style="text-align: justify; ">O antropólogo Luís Roberto Cardoso de Oliveira, da Unicamp, diz em seu  artigo que é positiva a adoção de um percentual mínimo de alunos negros  em todos os cursos (e não cotas correspondentes à participação dos  negros na composição da sociedade) pelo "potencial transformador" da  medida no plano simbólico, como instrumento de combate ao racismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ivonne Maggie e Peter Fry, professores de antropologia da UFRJ, tratam  em seu artigo sobre a adoção – via lei estadual – de cotas na Uerj e na  Uenf em 2001. O artigo analisa as cartas de leitores sobre a medida  legal enviadas ao jornal "O Globo" em 2001 e 2002: "Os leitores que as  escreveram sugerem que a introdução de cotas raciais talvez não alcance o  que pretende e terá efeitos que irão muito além das finalidades  explícitas nos pronunciamentos dos governantes, em particular uma  bipolarização racial e um aumento de tensão inter-racial, sobretudo nas  camadas menos favorecidas da população".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os geneticistas Sérgio Danilo Junho Pena (UFMG) e Maria Catira  Bortolini (UFRS) colaboram indiretamente com o debate por meio de artigo  sobre a contribuição africana no genoma dos brasileiros. Segundos eles,  30% dos brasileiros autoclassificados como brancos e 80% dos negros  apresentam linhagens maternas características da África subsaariana. Em  razão disso, estimam que pelo menos 89 milhões de brasileiros são  afrodescendentes. Números mais expressivos surgem ao serem utilizadas  determinadas técnicas de pesquisa genética: cerca de 146 milhões de  brasileiros (86% da população) apresentam mais de 10% de contribuição  africana em seu genoma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outra parte do dossiê reúne cinco entrevistas que o editor executivo  Marco Antônio Coelho realizou com pesquisadores baianos. Um deles é o  antropólogo Júlio Santana Braga, professor da UFBa e uma das  personalidades mais expressivas do candomblé em Salvador. Os outros  entrevistados são o antropólogo Jocélio Teles, diretor do Centro de  Estudos Afro-Orientais (Ceao) da UFBa; o geógrafo Waldir Freitas  Oliveira; Arany Santana, secretária da Reparação de Salvador; e Sérgio  Passarinho, da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Econômico da  Bahia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Entre outros textos, o dossiê traz também textos de Domício Proença  Filho e Alfredo Bosi sobre os negros na literatura, de Abdias Nascimento  sobre o teatro experimental do negro, do Emanoel Araújo sobre os negros  e as artes plásticas e de Bruno Zeni sobre o rap em São Paulo, entrevista  com Kabengele Munanga e artigo de Alberto da Costa e Silva sobre o  comércio de exemplares do Alcorão entre os negros muçulmanos no Rio de  Janeiro durante o século 19.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-06-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura">
    <title>América Latina: integração, democracia, conflitos e cultura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura</link>
    <description>A edição nº 50 também privilegia as temáticas “Questão Energética”, “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/meninasrev55.jpg" alt="meninasrev55.jpg" class="image-inline" title="meninasrev55.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Várias faces da história, da atualidade e dos desafios da América Latina compõem o dossiê que a revista <strong>Estudos Avançados</strong> publica em sua edição nº 55, lançada em dezembro de 2005. De autoria de  pesquisadores brasileiros e estrangeiros, os artigos tratam de  processos de integração, transformações políticas, conflitos armados,  produção e tráfico de drogas, soberania alimentar, literatura e artes  visuais.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>INTEGRAÇÃO </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Três  artigos discutem aspectos da integração da América do Sul: “Brasil,  Argentina e América do Sul”, de Paulo Nogueira Batista Jr.; “O Mercosul e  a Penhora da Casa”, de Ricardo Seitenfus; e “Rumo para a Construção de  uma Agenda para as Políticas Ativas de Mercado de Trabalho no Mercosul”,  de Maria Cristina Cacciamali.</p>
<p style="text-align: justify; ">Batista  Jr. destaca que na maior parte da América do Sul “instalou-se, ou  começou a instalar-se, um saudável ceticismo em relação a conselhos  externos e supostos consensos econômicos internacionais”. Ele vê um  avanço gradual da integração do Mercosul com o resto da América do Sul e  países em desenvolvimento de outras regiões e considera a aliança  estratégica entre o Brasil e a Argentina o elemento central para os  esforços de integração. Seitenfus traça um panorama das dificuldades  encontradas pelo Mercosul desde sua criação em 1991 e as questões que  agora se colocam diante da perspectiva de constituição da Comunidade  Sul-Americana de Nações (Casa). Cacciamali analisa as políticas de  mercado de trabalho nos países do Mersosul, ressaltando as dificuldades  na articulação das ações e das políticas de trabalho com políticas de  investimento em geral e de desenvolvimento local.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>POLÍTICA </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Venezuela: Mudanças Políticas na Era Chávez”, Rafael Duarte Villa  apresenta um estudo sobre os fatores da mudança político institucional  venezuelana em quatro momentos: durante o auge e a queda do Pacto de  Punto Fijo (1958-1989), o início do fenômeno chavista e suas  características, a polarização social e política com Chávez e a  Venezuela pós-referendo presidencial.</p>
<p style="text-align: justify; ">Aníbal  Quijano participa com o artigo “Dom Quixote e os Moinhos de Vento na  América Latina”, onde discute a formação do subcontinente e seu papel e  lugar na configuração da colonialidade do poder como padrão do poder  mundialmente dominante e na emergência da Europa Ocidental como centro  de controle desse padrão.</p>
<p style="text-align: justify; ">As  conseqüências que a crise vivida pela Argentina em 2001 e início de  2002 trouxe para o sistema partidário do país são tratadas por Edgardo  Mocca no texto “O Futuro Incerto dos Partidos Políticos Argentinos”. Ele  analisa por que, ao contrário dos prognósticos, os partidos não  implodiram sob os efeitos do múltiplo desmoronamento e reflete sobre as  mudanças graduais surgidas na cena política argentina.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  conflito armado na Colômbia envolvendo Estado, guerrilha e  paramilitares e sua influência decisiva no incremento da produção e  tráfico de drogas são o tema de León Valencia no artigo “Drogas,  Conflito e os EUA – A Colômbia no Início do Século”. Valencia defende  que o melhor caminho para o fim do conflito armado – e, por conseguinte,  da violência, corrupção e outros males causados pelas drogas – é a  negociação política e a inclusão social de amplos setores camponeses e  urbanos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Mística Revolucionária: José Carlos Mariátegui e a Religião”, Michel  Lövy analisa a visão de mundo romântico-revolucionária do escritor  peruano. Lövy destaca que a contribuição mais original e inovadora de  Mariátegui à reflexão marxista sobre a religião é sua hipótese sobre a  dimensão religiosa do socialismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Das Montanhas Mexicanas ao Ciberespaço”, Pedro Ortiz discute as  estratégias políticas e de comunicação (inclusive via Internet) do  Exército Zapatista de Libertação Nacional, do Estado de Chiapas, México.  Ortiz as considera diferenciais importantes em relação a outras  experiências guerrilheiras na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CULTURA </strong></p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa55.jpg" alt="capa55.jpg" class="image-left" title="capa55.jpg" />Na  área cultural, o dossiê traz o artigo “José Maria Arguedas aquém da  Literatura”, de Marcos Piason Natali, que discorre sobre a teoria da  representação do escritor peruano. De acordo com Natali, o que se vê em  Arguedas é a tentativa de ritualização da literatura e a defesa de algo  que poderia ser chamado de um direito a não ser literatura.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Transeuntes”  apresenta reproduções de dez obras da exposição realizada no Museu de  Arte Contemporânea da USP de setembro a novembro de 2005, acompanhadas  de texto de Elza Ajzenberg, curadora da exposição, que teve como  referência a obra do artista chileno Nemésio Antunes.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  dossiê conta também com artigo de Jacques Chonchol sobre “A Soberania  Alimentar”. O autor enfoca os principais problemas da situação alimentar  no mundo, inclusive na América Latina. Segundo ele, devido às mudanças  na estrutura do mercado, está ocorrendo uma forte tendência à  concentração e internacionalização da produção na América Latina, com o  conseqüente desaparecimento da soberania alimentar.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Os outros temas da edição </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição nº 55 traz ainda cinco blocos temáticos: “Questão Energética”,  “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ignacy  Sachs participa do bloco sobre energia com o texto “Da Civilização do  Petróleo a uma Nova Civilização Verde”. Para Sachs, a substituição do  petróleo por biocombustíveis deve ser acompanhada de medidas para maior  eficiência e conservação energética, promoção do desenvolvimento  sustentável e geração de empregos. José Goldemberg e José Roberto  Moreira participam com “Política Energética no Brasil”, onde ressaltam a  importância do planejamento governamental para o setor, em função dos  grandes investimentos necessários e pelo fato de grande parte da  produção estar nas mãos da iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Florestan  Fernandes: Revisitado” é o título do artigo de Bárbara Freitag, que  descreve a biografia intelectual do sociólogo em três etapas: “fase  científico-acadêmica” (1941-1968), “fase político-revolucionária”  (1970-1986) e “fase solitário-militante” (1986-1995). O outro artigo é  de autoria de Gabriel Cohn: “Florestan Fernandes e o Radicalismo Plebeu  em Sociologia”, no qual ele discute o programa de trabalho desenvolvido  por Florestan ao longo de sua carreira.</p>
<p style="text-align: justify; ">No  bloco “Polêmicas”, Dante Gallian contribui com o artigo “Por detrás do  Último Ato da Ciência-Espetáculo: as Células-Tronco Embrionárias”, onde  procura discutir o tema à luz de considerações científicas, filosóficas e  éticas. Hernan Chaimovich participa com o texto “Biosseguridade”, no  qual descreve o estado do debate internacional sobre a questão,  inclusive sobre o bioterrorismo, e conclama a USP a um posicionamento  público mais enfático sobre o tema. A terceira polêmica é apresentada  por Nílson José Machado em “A Maioria sempre Tem Razão – Ou não”, onde  examina as circunstâncias em que o recurso à regra da maioria é um  procedimento adequado ou não.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Caminhos  da Crítica” reúne os depoimentos dados por Benedito Nunes, Eduardo  Portela, Alfredo Bosi e Leyla Perrone-Moisés no III Ciclo de  Conferências “Caminhos do Crítico”, organizado pela Academia Brasileira  de Letras em maio de 2005. Nunes fala do entrelaçamento em sua carreira  da crítica filosófica com a crítica literária. Portela contrasta sua  trajetória intelectual com as tendências críticas da segunda metade do  século 20. Bosi resume seu itinerário como historiador da literatura  brasileira, teórico de poesia e estudioso da formação cultural  brasileira. Perrone-Moisés apresenta seu percurso como crítica, iniciado  na imprensa paulista, e sua carreira acadêmica no Brasil e no Exterior.</p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição se completa com o bloco “Memórias”. Em “A Voga do Biografismo  Nativo”, Walnice Nogueira Galvão reflete sobre a tendência cada vez mais  forte de um novo biografismo no País, escrito por brasileiros e sobre  brasileiros. Fernando Frochtengarten analisa, em “A Memória Oral no  Mundo Contemporâneo”, as condições psicossociais que levam ao decaimento  da memória e as circunstâncias que promovem sua revalorização.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Demografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Argentina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-12-10T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-53-repensa-a-amazonia">
    <title>'Estudos Avançados' 53 repensa a Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-53-repensa-a-amazonia</link>
    <description>O dossiê da edição reúne 19 textos sobre o tema, incluindo entrevistas com Aziz Ab'Sáber e Warwick Estêvam Kerr, estudiosos dos problemas ds região amazônica. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/amazonia.jpg" alt="Amazônia" class="image-right" title="Amazônia" />Os dois primeiros números de 2005 da revista "Estudos Avançados" dividirão um extenso dossiê sobre a Amazônia. De acordo com Alfredo Bosi, editor da publicação, o objetivo é atualizar e complementar os dados publicados nos dossiês dos números 45 e 46 da revista, de 2002. Além de questões ambientais, serão incluídos temas como agricultura, saúde, pesquisa, história e arte. Há também a intenção de contribuir com o debate de vários aspectos de extrema atualidade aos quais a região está ligada, como é o caso das mudanças climáticas globais.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>As duas partes do dossiê terão a mesma diversidade de assuntos. Uma vez definida a amplidão temática do dossiê, foi feita uma chamada pública de artigos. Segundo Bosi, a chamada originou uma quantidade de artigos maior do que a esperada, o que tem exigido um trabalho criterioso de triagem e avaliação por pareceristas. Os artigos aprovados serão somados a entrevistas especialmente pautadas e textos com publicação já agendada pela revista. A primeira parte do dossiê já foi publicada no nº 53</span><span>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Geopolítica</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos textos da primeira parte é a íntegra da conferência que a geógrafa Bertha Becker, da UFRJ, fez no IEA em 2004 sobre "Geopolítica na Amazônia". Para ela, o desafio atual é mudar o padrão de desenvolvimento da região, que alcançou o auge nos anos de 60 a 80 e cujo paradigma era a chamada economia de fronteira, baseada na contínua incorporação de terra e de recursos naturais, percebidos como infinitos: "Sustar esse padrão é um imperativo internacional, nacional e também regional". Becker considera que já há na região resistências à apropriação indiscriminada de seus recursos e atores que lutam pelos seus direitos, "um fato novo, porque até então as forças exógenas ocupavam a região livremente, embora com sérios conflitos".</p>
<p style="text-align: justify; ">Becker comenta que o Brasil já efetuou três grandes revoluções tecnológicas: exploração do petróleo em águas profundas, a produção de combustível a partir da cana-de-açúcar e a correção dos solos do cerrado que permitiu a expansão da soja. Agora chegou a vez de "implementar uma revolução científico-tecnológica na Amazônia, estabelecendo cadeias tecnoprodutivas com base na biodiversidade, desde as comunidades da floresta até os centros de tecnologia avançada. Esse é um desafio fundamental hoje, que será ainda maior com a integração da Amazônia sul-americana".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Novos eixos</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Situação da Amazônia no Brasil e no Continente" é o título de outro artigo incluído na edição nº 53, de autoria do também geógrafo Hervé Théry, diretor de pesquisa do CNRS (França) e pesquisador associado do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. Segundo ele, a situação econômica e estratégica da Amazônia começou a mudar com a abertura das rodovias nos anos 60 e continuou com a melhoria das hidrovias e das redes de telecomunicação: "Passou-se de um espaço reticular a outro, da Amazônia estruturada em função das vias navegáveis, drenando os fluxos para o Leste, a uma região dominada pelas estradas que levam ao Sul-Sudeste". De acordo com o pesquisador, os "nós" dessas duas redes, as cidades que polarizam o espaço, não são os mesmos, o que levou à decadência de algumas e à ascensão de outras, uma redistribuição que alterou profundamente as hierarquias urbanas da região.</p>
<p style="text-align: justify; ">Do ponto de vista continental, entre os fatores mais susceptíveis de produzir efeitos profundos na região, um dos mais potentes é a abertura de ligações com os países vizinhos, até então praticamente impossíveis, avalia Théry. Além disso, com a constituição de vários eixos cruzando a região, "a Amazônia torna-se o centro do continente, em vez de ser a periferia dos países que a compõem, mesmo não sendo a parte do continente onde passam os fluxos mais densos, os quais passam mais ao sul".</p>
<p style="text-align: justify; ">O fundador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o biólogo e geneticista Warwick Kerr, é um dos entrevistados do dossiê. Aos 82 anos e ainda se dedicando à pesquisa (sobre apicultura e frutas), agora na Universidade Federal de Uberlândia, Kerr narra fatos marcantes de sua carreira, discute política científica e tecnológica e opina sobre os problemas da Amazônia. Ele foi presidentee da SBPC e o primeiro diretor científico da Fapesp. Atuou em diversas universidades brasileiras e estrangeiras, tendo se aposentado na USP como professor titular em 1981.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Vida urbana</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O escritor Márcio Souza, autor da tetralogia "Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro", participa do dossiê com um instigante artigo intitulado "Afinal, Quem é o Mais Moderno". Nele, o escritor afirma: "O certo é que se o extrativismo na Amazônia não está morto, deve ser definitivamente erradicado por qualquer plano que respeite o processo histórico e a vontade regional. Mesmo porque a Amazônia não deve ser reserva de nada, nem celeiro, nem estoque genético ou espaço do rústico para deleite dos turistas pós-industriais".</p>
<p style="text-align: justify; ">Ao relatar a história da região, Souza lembra que em 1822 a Amazônia não fazia parte do Brasil e sequer tinha esse nome, "na verdade, os portugueses construíram duas colônias na América do Sul". E entre 1823 e 1840, "a região norte sofre a intervenção política e militar do Império do Brasil, perde suas lideranças históricas e deixa de ser uma administração colonial autônoma para se transformar numa fronteira econômica".</p>
<p style="text-align: justify; ">Souza comenta que os nativos da Amazônia sempre se espantam ao ver que, talvez para melhor vendê-la e explorá-la, ainda apresentam sua região como habitada essencialmente por tribos indígenas, "quando existem há muito tempo cidades, uma verdadeira vida urbana, e uma população culta que teceu laços estreitos com o mundo desde o século 19. Aliás, nisso residem as maiores possibilidades de resistência e de sobrevivência da região".</p>
<p style="text-align: justify; ">Entre os textos integrantes do dossiê estão um conto e um poema de Milton Hatoum, autor de "Relato de um Certo Oriente" e "Dois Irmãos", e uma entrevista com o geógrafo Aziz Ab'Sáber, professor emérito da FFLCH/USP, professor honorário do IEA e um dos maiores especialistas na Amazônia.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-03-22T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/comparato-faz-conferencia-no-lancamento-de-estudos-avancados-77">
    <title>Comparato faz conferência no lançamento de 'Estudos Avançados' 77</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/comparato-faz-conferencia-no-lancamento-de-estudos-avancados-77</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-v-26-n-77/@@images/4a59e790-36e9-4d6f-8018-25a1cf90791f.jpeg" style="float: right; " title="Capa Revista Estudos Avançados - v 27 n77" class="image-inline" alt="Capa Revista Estudos Avançados - v 27 n77" />O dossiê de abertura da nova edição (77) da revista “Estudos Avançados”,  publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, é dedicado às neurociências. Os seis artigos são assinados pelos especialistas Sidarta Ribeiro, Horacio Vanegas, Cesar Galera, Luiz Carlos de Lima Silveira, Flávia Carvalho Alcantara Gomes e Maria Jose da Silva Fernandes.</span></p>
<p>O lançamento será no dia 24 de abril, às 17, na Sala de Eventos do IEA-USP, com conferência do jurista Fábio Konder Comparato, entrevistado na edição. Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Comparato falará sobre "Direitos Humanos e Comissão da Verdade".  O debatedor será Marco Antônio Rodrigues Barbosa, da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. O evento é aberto ao público e gratuito, com transmissão pela web em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a>.</p>
<p align="left" class="Texto">Sobre o dossiê “Neurociências”, o editor da revista, Alfredo Bosi, comenta que “o conjunto está com os olhos postos não só na pesquisa pura, como em suas aplicações terapêuticas; problemas como o possível tratamento da doença de Parkinson, do mal de Alzheimer e da epilepsia são abordados a partir de uma ótica transdisciplinar”.</p>
<p><a class="external-link" href="http://http//www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"> </a></p>
<p align="left" class="Texto"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/direitos-humanos-e-comissao-da-verdade" class="external-link">Assista ao vídeo <span>Direitos Humanos e Comissão da Verdade</span></a> <br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/lancamento-da-revista-estudos-avancados-n-77-exposicao-sobre-direitos-humanos-e-comissao-da-verdade-24-de-abril-de-2013-expositor-fabio-konder-comparato" class="external-link">Veja as fotos</a> </strong></p>
<p><a class="external-link" href="http://http//www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"> </a></p>
<p> </p>
<p>A Sala de Eventos do IEA-USP fica na Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo. Mais informações: <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="internal-link">www.iea.usp.br/revista</a>, <a class="mail-link" href="mailto:estudosavancados@usp.br">estudos avançados@usp.br</a> e telefones (11) 3091-1675 e 3091-1686.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neurociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-04-19T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78">
    <title>As relações entre saúde pública e nutrição</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78</link>
    <description>O lançamento da edição acontece no dia 13 de setembro, às 17 horas, com uma mesa-redonda sobre saúde pública e nutrição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: right; "><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/lancamento-de-estudos-avancados-78" class="external-link">VÍDEO</a><strong> — </strong></strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sai" class="external-link">FOTOS</a></strong></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A edição 78 da revista </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">"Estudos Avançados"</a><span> traz como destaques textos que tratam de dois temas interligados e sintonizados com as demandas atuais da sociedade brasileira: a saúde pública e a melhoria dos padrões nutricionais. </span><span>Segundo Alfredo Bosi, editor da publicação, "o número procura cumprir um dos objetivos centrais do IEA: conjugar pesquisa acadêmica e interesse pelo aperfeiçoamento de nossas políticas públicas".</span></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-de-filippi-jr-carlos-augusto-monteiro-e-ana-lydia-sawaya" alt="José de Filippi Jr, Carlos Augusto Monteiro e Ana Lydia Sawaya" class="image-inline" title="José de Filippi Jr, Carlos Augusto Monteiro e Ana Lydia Sawaya" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Lançamento terá exposições de (<i>a partir da esq.</i>)<br />José Filippi Jr, Carlos Augusto Monteiro e Ana Lydia Sawaya</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O lançamento da edição acontece no dia 13 de setembro, às 17 horas, na Sala de Eventos do IEA, num encontro sobre <i>Saúde Pública e Nutrição</i>. Os expositores serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-de-filippi-junior" class="external-link">José Filippi Jr.</a>, secretário municipal da Saúde de São Paulo, e dois autores de artigos no número: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-augusto-monteiro" class="external-link">Carlos Augusto Monteiro</a>, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a>, coordenadora do Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza do IEA. A versão digital da revista já está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.</p>
<p><strong>SUS</strong></p>
<p><strong></strong><span>Em "A Saúde Pública no Brasil", artigo que abre a edição, o médico Gilson Carvalho aborda os objetivos, princípios e funções do Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição Federal de 1988. A partir disso, faz uma retrospectiva da política federal para o SUS nos últimos dez anos. De acordo o autor, "havia uma esperança explícita de que com o novo governo comandado por Lula a legislação fosse cumprida. O que não ocorreu nestes dez anos: oito de Lula e dois de Dilma". </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-78-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 78 da revista &quot;Estudos Avançados&quot;" class="image-right" title="Capa da edição 78 da revista &quot;Estudos Avançados&quot;" /></p>
<p><span>Carvalho afirma que o SUS avançou pouco nos últimos dez anos porque o governo investiu pouco na universalização da cobertura; insistiu na fragmentação do Sistema, criando programas de saúde paralelos; aumentou o espaço da iniciativa privada; e continuou a justificar os problemas da área com base na contraposição entre financiamento e eficiência. </span></p>
<p><span>Uma visão um pouco mais otimista do SUS é oferecida pelo odontologista Eugênio Vilaça Mendes na entrevista "25 Anos do Sistema Único de Saúde: Resultados e Desafios". De acordo com ele, que é conselheiro da Organização Pan-Americana da Saúde, "a instituição da cidadania sanitária pelo SUS incorporou, imediatamente, mais de cinquenta milhões de brasileiros como portadores de direitos à saúde e fez desaparecer, definitivamente, a figura odiosa do indigente sanitário". </span></p>
<p><span>Embora realce pontos positivos do SUS, Mendes ressalta que há muitos problemas a serem solucionados, alguns deles mencionados por Carvalho, como a segmentação do Sistema, o subfinanciamento e a ausência de universalização da saúde no país. Diante disso, aponta como caminho o fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família (ESF) com base nas diretrizes da Atenção Primária à Saúde (APS). </span></p>
<p><strong>Nutrição</strong><span><br /></span></p>
<p><span>Doenças associadas à condição nutricional do paciente, ligadas à carência ou ao excesso de comida, estão fortemente vinculadas à saúde pública. No artigo "Abra a Felicidade: Implicações para o Vício Alimentar", Ana Lydia Sawaya e Andrea Filgueiras argumentam que as técnicas de produção e venda utilizadas pela indústria alimentícia induzem distúrbios alimentares relacionados à obesidade e a males crônicos, como o diabetes. </span></p>
<p><span>As autoras afirmam que bebidas e alimentos industrializados — sobretudo os ricos em sal, açúcar e gordura — ativam neurotransmissores que controlam o estado de prazer e criam reflexos condicionados ligados à dependência. Para elas, isso demonstra a necessidade de que seja aprimorada a legislação que regulamenta a fabricação desses produtos. </span></p>
<p><span>Outra faceta das relações entre saúde e nutrição, ligada não ao excesso, mas à carência de alimentos, é tratada no texto "Perfil Socioeconômico, Nutricional e de Ingestão Alimentar de Beneficiários do Programa Bolsa Família", assinado por Sawaya, Marcela Jardim Cabral, Karlla Almeida Vieira e Telma Maria Florêncio. O artigo relata os resultados do estudo que avaliou o estado nutricional, o consumo e a segurança alimentar de beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF) residentes em favelas de Maceió, Alagoas. </span></p>
<p><span>Segundo as pesquisadoras, os alimentos adquiridos com recursos do PBF nem sempre apresentam a qualidade nutricional adequada para garantir a saúde dos favorecidos. </span><span>Exemplo disso são os elevados índices de desnutrição em crianças e adolescentes e a presença de insegurança alimentar moderada ou grave em 67% das famílias pesquisadas. O estudo também constatou uma ingestão inadequada de micronutrientes encontrados em frutas, verduras, legumes e laticínios.</span></p>
<p><span>Esse quadro inclui um dado aparentemente paradoxal: a incidência de obesidade entre mulheres pobres acima de 40 anos. De acordo com as autoras, isso pode estar associado ao consumo de alimentos baratos e palatáveis, de alto índice glicêmico e densidade calórica, como biscoito, farinha e macarrão. Para elas, esse panorama revela a urgência de "ações integradas entre o PBF e setores responsáveis por políticas públicas na área de educação e saúde a fim de garantir estratégias de educação alimentar para promover a melhoria nas condições nutricionais e prevenir doenças crônicas não-transmissíveis". </span></p>
<p><span></span><strong>Outros temas</strong><span></span></p>
<p><span>Além dos nove textos sobre saúde pública e nutrição, o número 78 da "Estudos Avançados" traz mais sete artigos, divididos entre as seções "Meio Ambiente" e "Crítica e Filosofia", um deles assinado por Bosi. </span></p>
<p><span>A edição conta, ainda, com cinco resenhas, dois depoimentos sobre "Energia Nuclear" e uma entrevista sobre "Política Energética" com Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE, antigo Instituto de Eletrotécnica e Energia) da USP, na qual o pesquisador traça um panorama da questão energética no Brasil, apontando pontos positivos e negativos, e defende a adoção de fontes alternativas e renováveis de energia, como a eólica e a hidrelétrica, em substituição à energia nuclear.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-08-28T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-de-estudos-avancados-78">
    <title>SUS e desnutrição infantil são discutidos no  lançamento de 'Estudos Avançados' 78</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-de-estudos-avancados-78</link>
    <description>Edição 78 da revista "Estudos Avançados", com o dossiê "Saúde e Nutrição", foi lançada em encontro que teve exposições de Carlos Augusto Monteiro, José Filippi Jr. e Ana Lydia Sawaya.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th scope="col" style="text-align: right; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/lancamento-de-estudos-avancados-78" class="external-link">ASSISTA AO VÍDEO</a></th>
</tr>
<tr>
<td scope="col" style="text-align: right; "><b><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sai" class="external-link">FOTOS DO EVENTO</a></b></td>
</tr>
<tr>
<td scope="col" style="text-align: right; ">
<p><b><br />Notícias<br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78-explora-as-relacoes-entre-saude-publica-e-nutricao" class="external-link">"'Estudos Avançados' explora as relações<br />entre saúde e nutrição"</a></b></p>
<p><b><a class="external-link" href="http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=31947">"Reflexões sobre o SUS" — "Jornal da USP"</a></b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Os avanços e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos dez anos e os estudos sobre a desnutrição infantil no Brasil foram os temas dos expositores convidados no lançamento da edição 78 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", no dia 13 de setembro. (<i>A edição digital pode ser lida na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">SciELO</a>.</i>)</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Além de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a>, da Unifesp e coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/nutricao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</a>, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-augusto-monteiro" class="external-link">Carlos Augusto Monteiro</a>, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, ambos autores na edição, o evento teve também a participação de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-de-filippi-junior" class="external-link">José Filippi Jr.</a>, secretário municipal da Saúde de São Paulo.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-de-estudos-avancados-78" alt="Lançamento de 'Estudos Avançados' 78" class="image-inline" title="Lançamento de 'Estudos Avançados' 78" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Carlos Augusto Monteiro, José Filippi Jr., Ana Lydia Sawaya e Alfredo Bosi na abertura do evento</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Ana Lydia historiou a atuação do grupo que coordena, que completou em 2013 dez anos de atividades no IEA, para explicar a origem dos seis artigos que compõem o dossiê "Nutrição e Pobreza" da revista. Segundo ela, o grupo surgiu em decorrência das atividades do <a class="external-link" href="http://www.cren.org.br">Centro de Recuperação e Educacional Nutricional (Cren)</a>, que começou como um programa de extensão universitária na Unifesp há 23 anos.</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Os artigos sobre nutrição e pobreza na edição tratam de temas variados: metodologias para o tratamento da obesidade infantil; perfil socioeconômico e nutricional de moradores de favelas em Maceió, AL, beneficiários do Bolsa Família; estudo sobre crianças subnutridas e desnutridas e as práticas pré-escolares de leitura e escrita; aspectos clínico-pediátricos da importância do tratamento em hospital-dia de crianças com subnutrição primária; reflexão conceitual e estratégica para a compreensão e enfrentamento  das questões de nutrição e pobreza; e uma reflexão do ponto de vista brasileiro sobre os obstáculos para a implementação governamental de dietas saudáveis em grande escala.</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Monteiro apresentou as principais ideias presentes no <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v27n78/04.pdf">artigo</a> que escreveu com colaboradores sobre os efeitos das desigualdades socioeconômicas na estatura das crianças brasileiras no período de 1974 a 2007, publicado no dossiê "Saúde Pública" da edição. Explicou que o grupo de trabalho do qual faz parte na FSP tem como linha principal de pesquisa entender a evolução das condições de saúde da população como se fossem experimentos naturais, com o intuito de entender a natureza dos problemas e os fatores que os determinam, de maneira a informar os formuladores de políticas públicas.</p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ana-estela-haddad" alt="Ana Estela Haddad" class="image-inline" title="Ana Estela Haddad" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><b>A primeira-dama Ana Estela Haddad prestigiou o lançamento</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">O pesquisador destacou que a desnutrição infantil no Brasil vem se reduzindo muito desde os anos 70: "Tínhamos 50% de crianças com desnutrição severa nos anos 70 e agora temos 6 ou 7%". Ele comentou que o mais interessante das pesquisas é que entre 1996 e 2007, datas dos últimos inquéritos sobre a questão, a desnutrição infantil caiu de forma acelerada, fruto da redução das desigualdades sociais: "Se consideradas só as famílias com constituem os 20% mais pobres da população, a taxa caiu de 31% para 11%".</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; "><b>SUS</b></p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">O secretário Filippi Jr. disse que Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o compromisso de adotar um sistema público e gratuito de saúde. No entanto, destacou que há muito desafios, sendo um dos principais a questão do subfinanciamento do sistema: "25% da população é usuária de planos de saúde privados, com o consumo de 4,7% do PIB, enquanto o SUS, com 3,9% do PIB,  tem o desafio de levar o atendimento de saúde a 75% da população, com o usuário do SUS consumindo menos de 1/3 dos recursos per capita da saúde no país".  Filippi Jr. defende a taxação de heranças como uma fonte permanente de mais recursos para o sistema.</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">Um artigo bastante discutido por Filippi Jr, Monteiro e por um dos integrantes do público, o professor José Carvalheiro, do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA e ex-professor visitante do Instituto, foi "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v27n78/02.pdf">A Saúde Pública do Brasil</a>", de Gilson Carvalho, especialista em saúde pública e administração hospitalar e ex-secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde. No artigo, Carvalho faz uma análise contundente sobre os últimos dez anos do Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo quanto ao não cumprimento da legislação existente e às distorções e carências no financiamento do sistema, apesar de admitir que no período  "saímos da indigência, do marco zero, para oferecer inúmeros cuidados de saúde individuais e coletivos".</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; "> </p>
<p class="alignJustify" style="text-align: justify; ">O lançamento foi prestigiado pela primeira-dama da cidade de São Paulo Ana Estela Haddad, professora da Faculdade de Odontologia da USP e coordenadora do programa municipal Cidade Carinhosa, voltado ao atendimento da primeira infância, com a promoção da saúde, educação, assistência social, direito de brincar, direito à diversidade e o combate à violência.</p>
<p class="alignJustify" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-09-30T12:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-traz-dossie-sobre-transporte-publico">
    <title>"Estudos Avançados" traz dossiê sobre transporte público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-traz-dossie-sobre-transporte-publico</link>
    <description>A edição 79 da revista também reúne ensaios de intelectuais do século 20 traduzidos pela primeira vez para o português, além de um texto inédito de Graciliano Ramos. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-79" alt="Capa da revista 79" class="image-right" title="Capa da revista 79" />O dossiê de abertura do nº 79 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançado este mês, discute em quatro textos um tema sensível da vida urbana brasileira na atualidade: o "Transporte Público", entendido como um direito à cidade. De acordo com Alfredo Bosi, editor da revista, "não por acaso, as chamadas 'Jornadas de Junho' reivindicaram em primeiro lugar melhor qualidade dos transportes urbanos, bem como a democratização das tarifas".</p>
<p>A edição, que já está disponível também em formato digital, na Scientific Electronic Library Online (<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>), conta com 23 textos, divididos em  cinco seções temáticas e uma de resenhas.</p>
<p><span> </span><span>O segundo dossiê, organizado por <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Fraya Freshe</a>, professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aborda o "Espaço na Vida Social" a partir do pensamento de quatro destacados intelectuais europeus do século 20: </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">George Simmel</a></span><span>, </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Michel Foucault</a></span><span>, </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Henri Lefebvre</a></span><span> e </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Pierre Bourdieu</a>,</span><span> traduzidos pela primeira vez para o português e  introduzidos por um texto de Freshe</span><span>.</span></p>
<p>Dois artigos com releituras de clássicos do pensamento filosófico integram o dossiê "Filosofia". O <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300011&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">primeiro</a></span> apresenta a interpretação das ideias do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard por parte do alemão e também filósofo Theodor Adorno; o <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">segundo</a>, de Zelia Ramozzi-Chiarottino e José-Jozefran Freire, </span>discute novos enfoques sobre o dualismo cartesiano que opõe cultura e natureza.</p>
<p>O último dossiê, "Cultura e Música Popular", é composto por quatro textos que abordam o tema a partir das intersecções com a tradição oral, o folclore, o turismo rural, os cancioneiros portugueses e as tensões entre cultura da periferia e do centro. A seção traz ainda uma <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">entrevista</a> com o sociólogo Oswaldo Elias Xidieh (1915-2001) <span>feita em 1991.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p>A edição contém também um dos capítulos de um romance inacabado de Graciliano Ramos, que tinha por proposta retratar os contornos políticos e literários do fim dos anos 1930. Dos quatros capítulos da obra escritos pelo autor, apenas o <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300018&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">segundo</a></span>, publicado agora por "Estudos Avançados", permanecia inédito.</p>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: justify; "><i>"Estudos Avançados" nº 79, setembro-dezembro/2013, 304 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições por R$ 80,00). Informações sobre como adquirir exemplares ou assinar a publicação podem ser obtidas com Edilma Martins (<a class="mail-link" href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1675.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-12-05T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-73-em-ingles">
    <title>Edição em inglês de revista sobre IEAs colabora com diálogo internacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-73-em-ingles</link>
    <description>Lançada em 2011 em comemoração dos 25 anos do IEA, a edição traz um dossiê sobre institutos de estudos avançados no Brasil e no mundo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-da-ubias" alt="Mapa da Ubias" class="image-right" title="Mapa da Ubias" />Com o objetivo de fornecer mais subsídios ao diálogo do IEA com seus parceiros na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net">University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias)</a> e outras instituições internacionais, a revista "Estudos Avançados" produziu versão digital em inglês de sua <a href="https://www.iea.usp.br/en/journal/editions/texts" class="external-link">edição nº 73</a>, dedicada à história e ao perfil do Instituto e de outros IEAs brasileiros e estrangeiros.</p>
<p>Lançada originalmente em dezembro de 2011, como parte das comemorações dos 25 anos do IEA, a edição conta com o dossiê especial "IEAs: Ciência e Sociedade". Os 20 artigos que compõem o dossiê traçam um painel das ideias que nortearam a criação dos institutos de estudos avançados desde a fundação do pioneiro instituto de Princeton, nos EUA, até o surgimento de unidades mais recentes no Brasil e no exterior.</p>
<p>Estão representados no dossiê, por artigos de seus diretores, os IEAs de: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), University of British Columbia (Canadá), Colégio de Budapeste (Hungria), Collegium de Lyon (França) e Universidade Fudan (China). A seção dedicada ao IEA da USP traz artigos de ex-diretores, coordenadores dos Polos de Ribeirão Preto e São Carlos e de Alfredo Bosi, editor de "Estudos Avançados".</p>
<p>A criação de IEAs em diversas universidades do mundo, inclusive no Brasil, desde os anos 80, demonstra que a comunidade acadêmica internacional vê esse tipo de instituição como um componente fundamental para o desenvolvimento das universidades. Artigo de pesquisadores do IEA da Universidade de Freiburg (Alemanha) sobre os 32 IEAs integrantes da Ubias aponta algumas características comuns, como a plena liberdade de pesquisa e a variedade de estrutura, ênfases e enfoques. O dossiê de "Estudos Avançados" busca retratar essa vitalidade e o compromisso dos institutos com a excelência científica e a melhoria das sociedades em que estão inseridos.</p>
<p>A edição nº 73 traz, ainda, um minidossiê com cinco textos sobre os museus da USP. Conforme ressalta Bosi, trata-se de uma "homenagem aos nossos parceiros na pesquisa e na abertura da universidade à sociedade".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-12-18T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/olhares-sobre-o-golpe-de-1964">
    <title>Olhares sobre o golpe de 1964</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/olhares-sobre-o-golpe-de-1964</link>
    <description>Lançada em abril, a edição 80 da revista "Estudos Avançados" traz diferentes perspectivas sobre o período do regime militar brasileiro no dossiê "50 Anos do Golpe de 1964".
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/repressao-policial-na-passeata-dos-cem-mil-em-26-de-junho-de-1968" alt="Repressão policial na Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968" class="image-inline" title="Repressão policial na Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Repressão policial durante a Passeata dos Cem Mil,<br />no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O contexto político, social e econômico em que seu deu o golpe de 64, bem como a resistência, a censura, a produção artística e a atuação da imprensa nacional e internacional em relação ao regime imposto pelos militares são os principais temas do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2014.v28n80/">dossiê "50 Anos do Golpe de 1964" da edição 80</a> da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançada em abril.</p>
<p><span>De acordo com </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a><span>, editor da publicação, o conjunto de textos busca rememorar o episódio num momento em que o início da ditadura integra a memória pessoal e coletiva de alguns, mas figura apenas como fato histórico para outros. "Daí a oportunidade de um dossiê que reconstitua o evento e esclareça as gerações jovens e as já entradas na idade madura", destaca.</span></p>
<p>O dossiê ocupa 180 das 322 páginas da edição e é composto por 13 blocos de textos de gêneros e formatos variados, entre eles crônicas, comentários políticos, discursos, reportagens e artigos acadêmicos, que interpretam fatos ligados ao golpe e ao período da ditadura militar sob diferentes perspectivas. A íntegra digital da edição já está disponível na Scientific Electronic Library Online (<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420140001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>). A versão impressa custa R$ 80,00 e pode ser adquirida no <a href="https://www.iea.usp.br/revista/quem-distribui-e-vende%20" class="external-link">IEA ou nas livrarias credenciadas</a>.</p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-80/@@images/072687a4-e3bc-4cef-a8be-10bb35899470.jpeg" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 80" class="image-left" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 80" />MEMÓRIAS DO GOLPE</strong></p>
<p>Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Fortuna e Virtù no Golpe de 1964</a>", o historiador José Murilo de Carvalho escreve do ponto de vista de um militante de esquerda que se viu surpreendido pela "facilidade da vitória dos conspiradores". O relato, escrito em tom pessoal, entrelaça os fatos históricos com suas memórias particulares, dando forma a um texto que mistura sua perspectiva de historiador a sua perspectiva de fonte.</p>
<p>Carvalho contesta a teoria de que o sucesso do golpistas deveu-se à inevitabilidade histórica. "Restou-me da experiência traumática a sensação de que o golpe fora produto de ações e omissões de atores políticos, e não de forças sociais irresistíveis", destaca. De acordo ele, tratar a queda do então presidente João Goulart como algo inevitável retira dos atores políticos a responsabilidade pelos acontecimentos e pelos possíveis erros cometidos. Afirma, ainda, que, ao subestimar as forças em jogo, Goulart e seus aliados teriam facilitado o golpe. "A responsabilidade principal pelo golpe foi dos que o deram e não dos que o sofreram. Os vencedores contaram, no entanto, com a ajuda dos perdedores".</p>
<p>Já em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">A Sociedade Cindida</a>", o historiador Jacob Gorender (1923-2013), que foi professor visitante do IEA, aborda as dificuldades que marcaram o governo de Goulart. Nesse texto originalmente publicado em 2004 na revista "Teoria e Debate", o autor rememora os eventos que culminaram no golpe, desde a tentativa de impedir a posse do presidente; passando pela instabilidade econômica; pelo movimento de sindicalização dos trabalhadores rurais e pela organização das forças operárias e democráticas, que reivindicavam reformas de base; pela postura indefinida de Goulart, mais tarde substituída por um posicionamento claro a favor da classe trabalhadora; e pela crescente oposição da classe média, expressa na Marcha da Família com Deus pela Liberdade.</p>
<p>Para Gorender, tratava-se de um cenário marcado pela polarização entre apoiadores e opositores de Goulart, o que configurava uma sociedade claramente cindida: "De um lado, a favor do rumo progressista e democrático, os trabalhadores. Do lado contrário, a classe média em peso. O que chamamos de golpe militar teve inequívoco e poderoso apoio social. Funcionou como contrarrevolução preventiva."</p>
<p><strong>EXILADOS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A atuação de militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) exilados em Paris durante a ditadura militar foi discutido por Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">No Exílio, Contra o Isolamento: Intelectuais Comunistas, Frentismo e Questão Democrática nos Anos 1970</a>".</p>
<p>Napolitano destaca o protagonismo intelectual, político e cultural dos esquerdistas brasileiros em exílio na capital francesa, com foco no papel que desempenharam na denúncia das torturas e mortes de opositores, no fortalecimento das frentes de resistência ao regime militar e na defesa da anistia de presos e exilados.</p>
<p>Segundo o autor, esse frentismo entra em crise quando a abertura é aprofundada, devido à fragmentação das forças esquerdistas entre comunistas, trabalhistas e petistas. "Enquanto a esquerda se digladiava, a velha tradição de conciliação liberal-moderada conduzia a transição, mostrando que ainda era mais forte do que se pensava".</p>
<p><strong>O PAPEL DA IMPRENSA</strong></p>
<p>Um artigo e três conjuntos de textos referem-se, direta ou indiretamente, ao desempenho da imprensa tanto nos momentos que sucederam o golpe quanto na sustentação da ditadura. Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">A Mídia e o Golpe Militar</a>", Audálio Dantas, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, analisa o papel da grande imprensa no estabelecimento da ditadura militar, que teve início nos anos 1950, com uma campanha contra o então presidente Getúlio Vargas, e se estendeu aos esforços para desestabilizar o governo de Goulart, ao respaldo ao golpe em nome do combate ao comunismo e à submissão à autocensura e à censura prévia imposta pelo Ato Institucional nº 5, segundo o jornalista.</p>
<p>Dantas parte do lançamento, em 1951, do jornal <i>Última Hora</i>, que apoiava Vargas, para alinhavar a relação entre os grandes jornais do eixo Rio-São Paulo e às sucessivas crises que culminaram no golpe e na instalação da ditadura. De acordo com ele, esses jornais contribuíram para o engajamento da classe média no movimento golpista; apenas um deles, o <i>Última Hora</i>, não teria aderido ao movimento militar. Já o <i>Correio da Manhã</i>, que inicialmente havia apoiado golpe, teria passado a informar os leitores sobre a violência dos golpistas. Ambos sofreram represálias pela oposição que fizeram ao regime.</p>
<p>No <i>Correio da Manhã</i> foram publicadas pela primeira vez, nos dias que sucederam ao golpe, as três crônicas reunidas no texto "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Crônicas Políticas</a>", no qual Carlos Heitor Cony fala de sua percepção pessoal sobre a queda de Goulart e a tomada de poder pelos militares. O escritor lamenta a grande adesão ao golpe e os festejos em torno da deposição do presidente, assim como a facilidade e a falta de resistência com que a ditadura foi estabelecida.</p>
<p>Outro conjunto de textos é o "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Comentários Sobre Política Internacional</a>", que <span>agrupa quatro crônicas do jornalista e escritor Otto Maria Carpeaux (1900-1979)</span><span>. Uma delas comenta a declaração de Thomas C. Mann (1912-1999), quando subsecretário de Estado do governo americano, de que os Estados Unidos não fariam oposição sistemática a golpes militares na América Latina.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Além da atuação da mídia brasileira, a edição explora o enfoque adotado pela imprensa internacional, mais especificamente pela imprensa americana, ao reportar a queda de Goulart. "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">O Golpe de 1964 nas páginas do New York Times</a>" contém reportagens de três jornalistas publicadas no diário americano nos dias que se seguiram à tomada de poder pelos militares. Todos os textos destacam a simpatia dos Estados Unidos pelos golpistas e a predisposição do país em reconhecer o novo governo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PRODUÇÃO CULTURAL</strong></p>
<p>Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Proíbo a Publicação e a Circulação...' Censura a Livros na Ditadura Militar</a>", Sandra Reimão, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, traça um panorama dos mecanismos censórios do governo militar, apresenta uma relação de livros vetados e discute a repercussão da censura de obras, sobretudo de autores brasileiros.</p>
<p>O universo editorial durante a ditadura também foi tratado no artigo "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Livros, Editoras e Oposição à Ditadura</a>", no qual Flamarion Maués fala do surgimento e da revitalização de editoras de oposição ao regime militar no período de abertura política. De acordo com ele, essas editoras "representaram um canal de expressão e organização para setores da oposição que buscavam formas de atuar politicamente, mesmo com os constrangimentos e limitações que a ditadura impunha à participação e à denúncia do autoritarismo no Brasil".</p>
<p>A produção cultural relacionada com a ditadura militar é enfocada, ainda, em outros dois textos: "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Cenas do Golpe de 1964 em Cinco Documentários</a>", de Paulo Roberto Ramos, e "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Isto Não É uma Obra: Arte e Ditadura</a>", de Julia Cayses. O primeiro retoma eventos<strong> </strong>que antecederam e sucederam o golpe<strong> </strong>a partir de cenas extraídas de cinco documentários sobre personagens ligados àquele momento político: os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubistchek; o jornalista militante de esquerda Celso Castro; o presidente da Ultragaz, empresa que apoiou a ditadura, Henning Albert Boilesen; e os Estados Unidos, que tiveram participação ativa na sustentação do regime militar no Brasil.</p>
<p>O segundo texto trata do caráter revolucionário da arte durante a ditadura. De acordo com a autora, a produção artística do período voltou-se para o questionamento da propriedade privada, da ideia de cultura como mercadoria e do valor de troca, o que demonstraria uma postura de boicote à relação capitalista entre produtores e consumidores de obras de arte.</p>
<p><strong>REPARAÇÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de conduzir o leitor por uma viagem pela história, o dossiê "50 Anos do Golpe de 1964" traz um texto voltado para o momento atual, quando se buscam formas de reparar, concreta ou simbolicamente, os males cometidos pelo Estado brasileiro durante o regime militar. "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Congresso Nacional: Devolução Simbólica do Mandato Presidencial a João Goulart</a>" reúne os discursos pronunciados pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pedro Simon (PMDB) no encontro, realizado no dia 8 de dezembro de 2013, para anular a declaração de vacância da Presidência República que selou o golpe no 2 de abril de 1964.</p>
<p>O dossiê é finalizado com uma "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Linha do Tempo da Resistência à Ditadura Militar no Brasil</a>", que integra o catálogo do projeto Resistir é Preciso, iniciativa do <a class="external-link" href="http://vladimirherzog.org/">Instituto Vladmir Herzog</a>. A cronologia engloba eventos de 1960 a 1985, abrangendo fatos do contexto interno e externo dos anos que antecederam o golpe até a redemocratização, mais de duas décadas após a instalação da ditadura.</p>
<p><strong>OUTRAS SEÇÕES</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Além do dossiê "50 Anos do Golpe de 1964", o número 80 de "Estudos Avançados" inclui os minidossiês "Literatura", composto por dois textos, um deles de autoria de Bosi; e "Integridade e Inovação Científica", com quatro textos que ampliam as discussões travadas no ciclo de debates <i>Ética e Universidade</i>, promovido em 2012 e 2013 por parceria entre o IEA-USP e a Comissão de Ética da Universidade, e um artigo sobre as interfaces entre biossegurança, bioética e desenvolvimento tecnológico. <span>A edição conta também com uma seção de comentários e outra de resenhas, com dois e seis textos, respectivamente.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Evandro Teixeira</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-04-29T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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