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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 61 to 75.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/incertezas-no-futuro-com-trump">
    <title>Incertezas no futuro com Trump</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/incertezas-no-futuro-com-trump</link>
    <description>Para analistas, Brasil precisa ir contra tendência desglobalizante e promover abertura e regulamentação de seus mercados  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/trump-brasil-e-al" alt="Trump - Brasil e AL" class="image-inline" title="Trump - Brasil e AL" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Ascensão de Trump está em linha com tendência de desglobalização, dizem analistas</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A linha adotada por Trump está em sintonia com a tendência mundial de desglobalização, de emergência do populismo, do nacionalismo e do xenofobismo. Brasil e América Latina em geral terão que inovar na busca de novas parcerias comerciais, já que a região parece não estar na agenda do republicano. Além disso, grandes líderes e analistas financeiros possuem uma visão negativa do futuro e do governo dos Estados Unidos no médio e no longo prazo. Essa foi a visão geral dos palestrantes que participaram do debate </span><i>As</i><span> </span><i>Novas Fronteiras da Geopolítica Econômica: Trump, Brasil e América Latina</i><span>, realizado no dia </span><strong>28 de março.</strong></p>
<p>Organizado pelo IEA, pelo Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI) da USP e pelo Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento, o encontro teve a coordenação do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz">Gilson Schwartz</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017" class="external-link">Programa Ano Sabático do IEA</a> de 2017.</p>
<p>Participaram o economista Otaviano Canuto, do Banco Mundial, o sociólogo Demétrio Magnoli, colunista da Folha de S. Paulo e GloboNews, o embaixador Regis Arslanian, da GO Associados, o economista Octavio de Barros, do Instituto República, o economista Marcelo Carvalho, do BNP Paribas, o economista Marcelo P. Cypriano, da Brazil Investment, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-antonio-duarte-villa">Rafael Duarte Villa</a> , do NUPRI-USP e o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alberto-pfeifer-filho">Alberto Pfeifer </a>, do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP.</p>
<p>Para Magnoli, “a ideia de construir um muro em toda a fronteira dos EUA e México traz em si a ideia de anular a história, a geografia, os resultados da globalização e do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA)”.</p>
<p>Para o sociólogo, as cidades fronteiriças daqueles países deveriam ser vistas como uma metáfora de fluxos de pessoas, bens e investimentos. “A integração entre esses dois países tem sido tão intensa que quando os EUA falam de México, estão falando de política externa e também de política interna. Toda uma cadeia produtiva se estruturou desde 1994 e interliga empresas dos dois países. O México terá que se redefinir do ponto de vista do seu lugar no mundo. Uma catástrofe social se apresenta diante do país”, disse Magnoli.</p>
<p>Para Canuto, do Banco Mundial, a emergência das direitas nacionalistas xenófobas na Europa e a própria vitória de Trump representam “um efeito retardado da crise de 2008”. Diante de um quadro social e econômico complicado, Trump soube usar a retórica para arrebanhar o americano empobrecido com a crise, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/trump-brasil-e-al-1" alt="Trump - Brasil e AL" class="image-inline" title="Trump - Brasil e AL" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Trump soube trabalhar o imaginário do eleitor que está se sentindo marginalizado, segundo Canuto</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O economista cita o aumento do suicídio e do uso de drogas entre homens brancos não hispânicos nos EUA. “As classes pobres estão cada vez achatadas. O eleitor mostra cada vez mais desalento e descrédito nos políticos de Washington. A situação é propícia à emergência de governos populistas”, avalia.</p>
<p>“Políticos populistas sabem lidar com o simbólico e Trump soube usar bem o imaginário para falar com essa gente que está se sentindo à margem. Quando usou no seu discurso de posse a expressão ‘Drain the swamp’, estava se dirigindo à massa de eleitores desacreditados de Washington. E ao falar de ‘carnificina’ (“The American carnage stops right here and stops right now”), estava falando aos pobres, desempregados e jovens viciados”, disse Canuto.</p>
<p><strong>Armadilhas da economia global</strong><br />Para Canuto, a América Latina precisa entender três grandes nós que estão se desenrolando na estrutura da economia global. A primeira está ligada ao aumento da massa trabalhadora com baixas aspirações salariais, principalmente na China, Rússia, Camboja, Vietnam e parcelas da África. Isso combinado às inovações tecnológicas e à fragmentação do processo produtivo global, o resultado é uma queda brutal no preço do fator trabalho.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/otaviano-canuto" alt="Otaviano Canuto 1" class="image-inline" title="Otaviano Canuto 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Otaviano Canuto, do Banco Mundial</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao mesmo tempo, há uma super abundância do fator capital no mundo e uma exaustão de oportunidades de investimentos nas economias avançadas, que se expressa numa tendência brutal secular de queda da taxa de juro, disse Canuto. “O dinheiro ficou barato e deixa de ser uma restrição imediata. Quanto mais cai a taxa de retorno do capital financeiro, maior a disposição de encontrar alternativas mais rentáveis, o que casa com a emergência do dinamismo na periferia do capitalismo”, explica.</p>
<p>A conjunção de baixo preço do fator trabalho e abundância de capital geram um super ciclo de commodities, o que tem dado certa vantagem ao Brasil devido às suas riquezas naturais. “Mas na indústria e em outras atividades, estamos imprensados devido à competitividade de salários e tecnologias em outros países”, disse.</p>
<p>A despeito de tudo o que falam da globalização, diz Canuto, há um fenômeno estatístico inconteste mostrando que mais de um bilhão de pessoas saiu da linha de pobreza por conta desse movimento do capital rumo às economias emergentes. “O problema disso é que em economias avançadas como a dos EUA, França, Inglaterra, a atividade ficou praticamente no mesmo nível e as classe mais pobres ficaram mais achatadas. A prosperidade da Ásia, da China e de outros países periféricos irrita muita gente”, disse.</p>
<p>Canuto observa que os mercados desabaram antes das eleições americanas, mas voltaram a subir a partir do discurso de posse. “O que entusiasmou todo mundo foi a agenda expressa no discurso, prevendo um programa de investimentos em infra-estrutura consistente, a redução de impostos corporativos e a desregulamentação da economia. É uma agenda de política fiscal expansionista”, disse.</p>
<p>“Mas isso começou a mudar e o mercado vem desabando há algumas semanas, pois está percebendo que aquilo que Trump prometeu não vai conseguir entregar. Será inevitável a frustração de quem votou nele porque o que prometeu não pode ser feito, principalmente barrar produtos chineses e mexicanos”, disse Canuto.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/octavio-de-barros-gilson-schwartz-e-regis-arslanian-1" alt="Octavio de Barros, Gilson Schwartz e Regis Arslanian 1" class="image-inline" title="Octavio de Barros, Gilson Schwartz e Regis Arslanian 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: o economista Octavio de Barros, o professor Gilson Schwartz e o embaixador Regis Arslanian </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>“Nosso modelo negociador está ultrapassado”<br /></strong>O embaixador Regis Percy Arslanian, que já participou da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e serviu no Itamaraty por cerca de 35 anos, lamentou o modelo de negociação de comércio exterior que o Brasil ainda insiste em seguir e ressaltou o papel secundário que o país deverá ocupar na agenda do governo Trump.</p>
<p>“Numa conversa telefônica, Trump teria convidado o presidente Michel Temer para ‘passar na Casa Branca, caso estivesse em Washington’. Em 35 anos de Itamaraty, eu nunca tinha visto um convite tão informal. Isso na diplomacia é uma indicação clara de que o Brasil não é prioridade alguma para os EUA”, disse.</p>
<p>Nas negociações internacionais, o Brasil ainda erra ao manter a postura protecionista, acredita o embaixador. “É possível um país ser nacionalista depois de atingir certo patamar de integração econômica, quando já faz parte das cadeias globais de valor e possui competitividade e tecnologia. Nossa indústria teve crescimento negativo de 7% no ano passado. O Brasil não pode se dar ao luxo de ignorar a negociação de regras e normas”, afirma.</p>
<p>Não basta ao Mercosul dizer que existe vontade política, afirma. “Temos de parar de achar que acordo comercial é negociar tarifa. Precisamos de acordos mais abrangentes e ambiciosos. Nosso modelo de negociação é da época da Rodada Uruguai. Não adianta discurso se não conseguimos negociar regras e normas. A consolidação normativa significa dar as garantias legais que já ocorrem na prática. Os mercados não irão se abrir, se insistirmos em acordos com base em tarifas apenas”, destaca Arslanian, que está atuando na GO Associados.</p>
<p>O embaixador exemplifica com o que ocorre com a lei geral do setor de telecomunicações. “Na era digital, o Brasil proíbe acesso ao mercado para empresas estrangeiras de telecomunicações que não tenham escritório comercial aqui. Nosso arcabouço jurídico interno é muito antiquado”, disse.</p>
<p>A insistência no tema da agricultura nas negociações comerciais também está ultrapassada, acredita. “Numa agenda de livre comércio que inclua serviços e investimentos, não temos que condicionar toda uma negociação à agricultura, onde já somos competitivos. Precisamos ser mais abertos e talvez assim consigamos negociar com México, Canadá e até, quem sabe, União Européia. Agora com esses problemas com a carne tudo ficou mais complicado”, lamenta.</p>
<p><strong>“Só abertura pode salvar a indústria”</strong><br />Ex-economista chefe do Bradesco e atualmente ligado ao Instituto República, Octavio de Barros ressalta que o grande desafio do Brasil no momento é abrir sua economia. “A essa altura do campeonato, o Brasil está se consolidando como o país mais protecionista do mundo sob qualquer critério que se avalie”, disse.</p>
<p>“Diria que o país deve dar uma sinalização de abertura mesmo que unilateralmente, a fim de pensar prioritariamente o acesso ao seu mercado. Num momento em que algumas economias tendem à desglobalização isso parece complexo. Mas temos a agenda da produtividade e do crescimento. Só a abertura econômica poderá salvar a indústria brasileira”, disse.</p>
<p>Sobre a tendência mundial de desglobalização, Barros lembra que os dois tipos de eleitorado dos EUA, mesmo com perfis diferentes, queriam algo em comum: proteção. “De um lado, queriam proteção social por parte do Estado. Outros, proteção das fronteiras, da invasão chinesa ou dos refugiados. No Fórum Econômico de Davos, o termo que mais se ouviu foi a desglobalização. O Brasil criou uma crise que é só nossa, uma idiossincrasia, pois é o momento de enfrentarmos novos desafios e nos prepararmos para um mundo maduro”, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcelo-carvalho-1-1" alt="Marcelo Carvalho 1" class="image-inline" title="Marcelo Carvalho 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Brasil precisa resolver seus problemas internos, seja qual for a agenda global", diz Marcelo Carvalho, do BNP Paripas</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O economista Marcelo Carvalho, do BNP Paribas, disse que o super ciclo de commodities que proporcionou um bom momento para a economia brasileira mostra quanto o Brasil é sensível ao que ocorre no exterior. “Por isso temos de nos preocupar com a economia chinesa, que vem desacelerando, e é um grande consumidor de commodities. O que ocorrer lá afeta toda a América Latina. Já o México pode ser afetado diretamente pelos EUA. Então as economias latinas são muito sensíveis à China e EUA”, disse.</p>
<p>Para o economista, Brasil e Argentina não fizeram a tarefa de melhorar a produtividade, o que se alcança pelo investimento em infraestrutura e educação, afirma.  “Para o Brasil crescer, precisa melhorar a produtividade do capital, que está ligada a infraestrutura, e a produtividade do trabalho, que está ligada a educação”.</p>
<p>A agenda global é importante, mas Brasil precisa resolver seus problemas internos para crescer, acredita. “Brasil e Argentina se destacam quando o tema é ambiente de negócios ruim. Precisam melhorar isso, independentemente da agenda global”, destaca.</p>
<p>Marcelo Cypriano, da Brazil Investment e NUPRI-USP, aponta caminhos mais otimistas. “Apesar da complexidade do cenário, há oportunidades para o Brasil, em especial na sofisticação do setor de serviços e segmentos diferenciados. Temos uma combinação boa de oferta de commodities e de serviços. O setor de fundos de investimentos e meios de pagamentos, por exemplo, é muito sofisticado no Brasil e poderá diferenciar o país no mercado internacional. Por outro lado, a regulação do setor de serviços precisa ser mais inteligente”, afirma.</p>
<p><strong>Redefinição de forças com eleições em 2018</strong><br /> O professor Alberto Pfeifer, do IRI-USP, faz coro sobre a necessidade de o Brasil abrir seu comércio para ativar a economia. E vê no cenário de crise a possibilidade de novas oportunidades. “México, por exemplo, poderá pensar numa nova cartografia para implementar a diversidade na sua agenda e escapar da concentração norte americana, já que 70% de seu comércio é feito com os EUA. Por outro lado, diversos países da América Latina realizam eleições em 2018 e se Trump sobreviver até lá, enfrentará uma redefinição de forças. Os EUA provavelmente precisarão rever o seu lugar”, disse.</p>
<p>Pfeifer lembra que o debate corrente na gestão do Ministro de Relações Exteriores José Serra, sobre se o Mercosul é válido ou não, “precisa se sofisticar”. “Não se trata apenas de comércio. Significa pensar a integração densa das sub-regiões e isso envolve segurança hídrica, transportes, imigração, ilícitos ligados a narcotráficos e corrupção, entre outros temas”, disse.</p>
<p>Para o analista, o Brasil deve diversificar suas conexões, ativando ou reativando mecanismos já existentes, como a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) e a organização composta pelos BRICS – Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul. “O Brasil deve usar as vias rápidas desses espaços e também se aproximar mais das boas práticas emanadas da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, cita.</p>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rafael-duarte-villa-gilson-schwartz-e-alberto-pfeifer-1" alt="Rafael Duarte Villa, Gilson Schwartz e Alberto Pfeifer 1" class="image-inline" title="Rafael Duarte Villa, Gilson Schwartz e Alberto Pfeifer 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: professor Rafael Villa, professor Gilson Schwartz e professor Alberto Pfeifer</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>"A via do Sul pode ser a saída para o Brasil"</strong></p>
<p>Para o professor Rafael Duarte Villa, do NUPRI-USP, “a conseqüência mais relevante da vitória de Trump é o aprofundamento da irrelevância da América Latina para a política externa dos EUA. Na era Obama já havia um afastamento”, compara.</p>
<p>O professor acredita que a América Latina será alvo de atenção por questões controversas. “Três países estarão na agenda dos EUA, mas de maneira negativa. O México, pelos problemas aqui falados. Já os acordos recém-estabelecidos com Cuba poderão ser revistos. E Venezuela ganha atenção não só pelas diferenças políticas, mas pelo fornecimento de petróleo, já que 10% do petróleo que consomem, vem da Venezuela”, afirma Villa.</p>
<p>A saída será o Brasil se voltar para o Hemisfério Sul, embora isso tenha o complicador de problemas que se arrastam desde a década de 1990, afirma. “A saída mais certa nesse momento é continuar investindo em infraestrutura, aumentar a capacidade produtiva. E buscar a via do Sul global, com países da Ásia e dos BRICS”, avalia.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: 1)Avi Ohayon-GPO/Fotos Pública; 2) skeeze/Pixabay; 3 a 6) Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nacionalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-05T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ampliacao-da-conectividade-quais-os-criterios-para-estabelecer-corredores-ecologicos-por-meio-da-restauracao-e-gestao-da-paisagem">
    <title>Ampliação da Conectividade: Quais os Critérios para Estabelecer Corredores Ecológicos por Meio da Restauração e Gestão da Paisagem?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ampliacao-da-conectividade-quais-os-criterios-para-estabelecer-corredores-ecologicos-por-meio-da-restauracao-e-gestao-da-paisagem</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O evento visa debater critérios objetivos que permitam dar escala para a conectividade de paisagens nas suas diferentes dimensões, de modo a potencializar sinergias entre iniciativas na América do Sul. Os principais temas e dimensões para a promoção da conectividade a serem discutidos no evento são: (i) coerência entre políticas públicas; (ii) redes multinacionais - comunicação, coordenação e cooperação; (iii) integração entre áreas protegidas; (iv) restauração de paisagens como estratégia de mitigação e adaptação baseada em ecossistemas; (v) pesquisa e desenvolvimento em dinâmica do uso das terras em escala de paisagens. As regiões selecionadas para iniciar essa discussão integram importantes florestas tropicais do continente americano: a Amazônia brasileira, colombiana e peruana e a Mata Atlântica brasileira, argentina e paraguaia.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>A implementação de iniciativas de restauração de paisagem envolve uma ampla gama de atores, incluindo diferentes níveis de governo, parcerias público-privadas, grupos comunitários, empresas privadas, entre outros. Nesse contexto, convidamo-lo(a) a participar do evento e contribuir com as discussões que serão realizadas.</p>
<p><strong>Somente as palestras serão transmitidas</strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-16T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/liberalismo-e-tensoes-populares-marcam-origens-conceituais-de-america-latina">
    <title>Liberalismo e tensões populares marcam origens conceituais de América Latina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/liberalismo-e-tensoes-populares-marcam-origens-conceituais-de-america-latina</link>
    <description>Sociólogos e cientistas políticos analisam as raízes do populismo e do autoritarismo na região, num momento em que a ciência política se firma como campo de estudo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Uma identidade e uma demarcação progressiva em torno do conceito de América Latina foram sendo construídas a partir do início do século 19. O conceito foi além do discurso de dominação das metrópoles mercantilistas e passou a criar referências comuns em torno de campos como a economia, a literatura e a política. É nesse período que, a partir da sociologia política, emerge na região a ciência política como campo de estudo. Suas raízes estavam essencialmente ligadas a alguns fatos marcantes vividos no México e na Argentina nas décadas de 1940 e 1950, conforme expôs o conferencista<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leonardo-avritzer" class="external-link"> Leonardo Avritzer</a>, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<span>, no dia 12 de novembro, na Sala da Congregação do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-cientistas-politicos-ciclo-tematico-12-de-novembro-de-2015/leonardo-avritzer/@@images/d2801f9e-05f6-44eb-a42f-cc27c63727bf.jpeg" alt="Leonardo Avritzer" class="image-inline" title="Leonardo Avritzer" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Avritzer, da UFMG, tema do populismo e da modernização argentina marcaram início da ciência política na América Latina.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Avritzer foi o expositor convidado do</span><i> </i><span>4º encontro do ciclo </span><i>Identidades Latino-Americanas,</i><span> coordenado pelo ex-professor visitante do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/bernardo-sorj">Bernardo Sorj</a><span>, diretor do </span><a href="http://www.centroedelstein.org.br/" target="_blank">Centro Edelstein de Pesquisas Sociais</a><span>. O ciclo iniciou em abril e já trouxe reflexões sobre a identidade latino-americana a partir das perspectivas de </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/a-america-latina-dos-historiadores-ciclo-tematico" class="external-link">historiadores</a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/identidades-latino-americanas-a-america-latina-dos-sociologos-ciclo-tematico" class="external-link">sociólogos </a><span>e </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/a-america-latina-dos-economistas-ciclo-tematico" class="external-link">economistas</a><span>.</span></p>
<p>Com o tema <i>América Latina dos Cientistas Políticos, </i>o debate no IRI contou com a participação da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-herminia-brandao-tavares-de-almeida">Maria Hermínia Tavares de Almeida</a>, do IRI-USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-fausto">Sérgio Fausto</a>, superintendente executivo do <a href="http://www.ifhc.org.br/" target="_blank">Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC)</a>.</p>
<p>A ciência política dá seus primeiros passos no México a partir da tradução do sociólogo Max Weber (1864-1920) para o espanhol, bem como a criação do Fondo de Cultura Econômica na Argentina e ainda do El Colegio de México, disse o palestrante.</p>
<p>“O país que mais avançou num primeiro momento na constituição da disciplina política a partir da institucionalização anterior da sociologia foi a Argentina da segunda metade do século 20. Seus temas fundamentais nos anos de 1950 foram a modernização e o populismo”, disse Avritzer.</p>
<p>Naquele momento, a Argentina já possuía algumas obras clássicas de caráter fortemente nacional, como “Las Origenes de Democracia en Argentina”, de Ricardo Lavenbe, e “El Gobierno Representativo y Federal em la República Argentina”, de José Nicolás Matienzo. Ao mesmo tempo, surge a Revista Argentina de Ciências Políticas, citou o conferencista.</p>
<p>Mas foi a partir da década de 1970 que ocorrerá a primeira articulação importante de temas na ciência política, fato que está diretamente ligado à obra de Guillermo O´Donnell (1936-2011), segundo Avritzer.</p>
<p>O´Donnell realizou questionamentos fundamentais que posteriormente nuclearam linhas de estudo tradicionais da ciência política. O autor articulou em sua obra a natureza do Estado burocrático e do autoritarismo latino-americano, a estratégia de transição democrática e a natureza das novas democracias.</p>
<p>“Na questão sobre a natureza do autoritarismo, O`Donnell apresentou elementos de uma burocratização do Estado que implicou numa organização de estruturas autoritárias. Processo semelhante se deu com as transições democráticas que, para ele, não se refere a derrubada de poder e, sim, a um processo longo e negociado de posições políticas com diferentes características. Por fim, quanto à natureza das novas democracias, há uma latino americanização quanto a forma de pensar <i>accountability</i>, dado a relação desse conceito com o liberalismo”, disse o professor.</p>
<p>Com isso, O`Donnell cumpriu um papel essencial de conectar processos políticos de longo prazo na região, mostrando sua articulação, disse o palestrante.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-cientistas-politicos-ciclo-tematico-12-de-novembro-de-2015/maria-herminia-tavares-de-almeida-leonardo-avritzer-bernardo-sorj-e-sergio-fausto/@@images/a5c6e95b-31f4-4684-bbec-264978e01e42.jpeg" alt="Maria Hermínia Tavares de Almeida, Leonardo Avritzer, Bernardo Sorj e Sérgio Fausto " class="image-inline" title="Maria Hermínia Tavares de Almeida, Leonardo Avritzer, Bernardo Sorj e Sérgio Fausto " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Maria Hermínia; Avritzer; Sorj e Fausto, em debate no IRI.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir disso, um conjunto de processos passaram a ser analisados articuladamente pela ciência política, como o tipo de constitucionalismo que surgiu na região, em especial a partir das constituições brasileira e colombiana; os elementos do Presidencialismo e suas formas de estabilidade ou de instabilidade; e os movimentos sociais e a articulação da cidadania, citou.</p>
<p>O presidencialismo foi uma tradição importante avaliada pelo o jurista e sociólogo argentino Roberto Gargalla e continua sendo o sistema de governo da região, disse. “Mas é possível que estejamos assistindo aos primeiros passos de uma nova crise do presidencialismo”, disse Avritzer.</p>
<p>O novo constitucionalismo da América Latina será abordado no livro inédito de Avritzer. “As novas constituições, especialmente do Brasil e da Colômbia, reavaliam o sistema de divisão de poderes, as formas de participação política e os direitos dos povos tradicionais, por exemplo”, disse.</p>
<p>Segundo Avritzer, as formas de participação também constituem uma marca da região, o que tem ajudado na redução da desigualdade e na organização da sociedade civil.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3 style="text-align: left; ">Relacionado</h3>
<p>CICLO IDENTIDADES LATINO-AMERICANAS</p>
<p><i>A América Latina dos Historiadores</i><br /> <span>1º Encontro - 15 de abril de 2015</span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-historiadores-ciclo-tematico-15-de-abril-de-2015">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/2015/a-america-latina-dos-historiadores-ciclo-tematico">Vídeo</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/historiadores-e-america-latina">Historiadores divergem sobre a relevância do conceito de América Latina</a>"</li>
</ul>
<p><strong><br /> <strong><i>A América Latina dos Sociólogos</i></strong></strong><br /> <span>2º Encontro - 18 de junho de 2015</span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/identidades-latino-americanas-a-america-latina-dos-sociologos-18-de-junho-de-2015">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/2015/identidades-latino-americanas-a-america-latina-dos-sociologos-ciclo-tematico">Vídeo</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-america-latina-dos-sociologos">A necessidade de revitalizar a teorização sociológica sobre a América Latina</a>"</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong><i>A América Latina dos Economistas</i></strong><br /> <span>3º Encontro - 18 de agosto de 2015</span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-economistas-ciclo-tematico-18-de-agosto-de-2015-1">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/a-america-latina-dos-economistas-ciclo-tematico">Vídeo</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pensamento-economico-latino-americano">A Cepal como matriz do pensamento econômico latino-americano</a>"</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong><i>A América Latina dos Cientistas Políticos</i></strong></p>
<p><span>4º Encontro – 12 de novembro de 2015</span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-cientistas-politicos-ciclo-tematico-12-de-novembro-de-2015" class="external-link">Fotos </a><span>| </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/a-america-latina-dos-cientistas-politicos-ciclo-tematico-1" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-america-latina-na-visao-dos-cientistas-politicos" class="external-link">Cientistas políticos debatem suas visões da América Latina</a></li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Consensos</strong></p>
<p><span>A professora Maria Hermínia ressaltou que de fato o pensamento de O´Donnell foi muito influente para os estudos sobre a região. “A originalidade de O`Donnell foi enquadrar o pensamento político e as instituições latino americanas durante aquela fase”, disse.</span></p>
<p><span> </span><span>“A ciência política institucionalizada entra em cena num momento em que alguns temas como autoritarismo e transição democrática emergiram na América Latina. O`Donnell reflete sobre aquele momento e a ciência política começa com as problemáticas expostas na história da região”, na opinião de Sorj.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p>“De fato existe uma especificidade do pensamento político latino americano e que passa a ter um alcance além da região”, concorda Sérgio Fausto.</p>
<p>Para o sociólogo do iFHC, os Estados Nacionais na América Latina conseguem estabilizar seus territórios precocemente em comparação com outras regiões da periferia do sistema capitalista, como África e Ásia, por exemplo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esses Estados Nacionais e suas instituições surgem com uma roupagem do liberalismo clássico, ao passo que países como Coréia, por exemplo, espelham essa linha ideológica em suas instituições apenas nos anos de 1980, lembrou Fausto.</p>
<p>Por outro lado, as instituições enraizadas no liberalismo clássico que surgem na América Latina aparecem acopladas a sociedades estruturalmente heterogêneas e sumamente desiguais, o que explica as tensões de integração social, política e econômica dos setores marginalizados da população, disse Fausto.</p>
<p>“O fenômeno do populismo se explica pela existência de sociedades desiguais, não no sentido étnico e nem religioso. O movimento de integração e incorporação de amplos contingentes populacionais marginalizados criou tensões às ordens estabelecidas ao longo do século 20. Com o fim das repúblicas oligárquicas, houve uma rotação entre populismo e autoritarismo que deriva da problemática essencial da incorporação dessas massas pobres aos mecanismos de cidadania”, concluiu o sociólogo.</p>
<p>Outra característica notável na América Latina, segundo Fausto, é a capacidade de convivência entre o atraso e o moderno, de ressurgimento do atraso sob novas formas, ou de um tempo histórico que avança, mas que traz elementos que remontam à formação histórica da região. “Isso mostra que muitas coisas não foram superadas. Por exemplo, como as ideias políticas do Romantismo foram incorporadas na ideologia política da região e como isso ainda tem incidências importantes”.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/a-america-latina-dos-cientistas-politicos-ciclo-tematico-12-de-novembro-de-2015/jose-alvaro-moises-participa-do-debate/@@images/fb641941-d117-47af-a256-845a4b705124.jpeg" alt="José Álvaro Moisés participa do debate" class="image-inline" title="José Álvaro Moisés participa do debate" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Moisés, cultura política e valores impregnam escolhas institucionais.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Da plateia, o professor<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link"> José Álvaro Moisés</a> comentou que a tradição institucional muitas vezes sofre influência não só da cultura política, mas também dos valores predominantes da sociedade. “Muitos fenômenos têm origem nas percepções sociais sobre a democracia. É preciso lembrar que as concepções de mundo, as atitudes e as percepções impregnam as escolhas institucionais e tudo isso está relacionado ao mundo dos valores”, disse o cientista social, que coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/qualidade-da-democracia" class="internal-link">Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</a> do IEA e o <a class="external-link" href="http://nupps.usp.br/" target="_blank">Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPS) da USP</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-23T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/v-seminario-internacional-movimentos-sociais-na-contemporaneidade-movimentos-sociais-ambiente-e-territorialidades-na-america-latina-25-de-novembro-de-2015">
    <title>IV Seminário Internacional Movimentos Sociais na Contemporaneidade: Movimentos Sociais, Ambiente e Territorialidades na América Latina - 25 de novembro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/v-seminario-internacional-movimentos-sociais-na-contemporaneidade-movimentos-sociais-ambiente-e-territorialidades-na-america-latina-25-de-novembro-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-08T16:19:59Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/corredores-ecologicos-II">
    <title>Corredores Ecológicos e Conectividade da Paisagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/corredores-ecologicos-II</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><span>II Seminário </span><span>Corredores Ecológicos e Conectividade da Paisagem</span></strong></p>
<p>Dando prosseguimento às discussões sobre Conectividade da Paisagem e Corredores Ecológicos, o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente promovem um Encontro Científico que discute esse importante tema. Com a base cientifica e de conhecimento bastante avançada, é fundamental estabelecerem-se estratégias e ações amplas e locais, para combater à fragmentação das florestas, tanto numa visão continental, como nacional e regional.</p>
<p><span>Em 2016 o IEA lançou uma plataforma de dialogo sobre o tema, durante o primeiro Seminário Corredores Ecológicos da América Latina, em 26 de maio. Nesse período o Ministério de Meio Ambiente ampliou o interesse já estabelecido pelo governo brasileiro há muitos anos, discutindo e preparando as bases para um Programa Conectividade da Paisagem – Corredores Ecológicos. </span></p>
<p><span>Neste momento, o IEA realiza este II Seminário <span>Corredores Ecológicos e Conectividade da Paisagem, com a intenção de </span>chamar novamente a comunidade científica para aprofundar a discussão e participar com o Governo Federal na implementação das ideias e conceitos em curso.</span></p>
<p><span>Os palestrantes convidados abordarão a questão da conectividade nos ecossistemas marítimos e continentais, assim como os temas correlacionados como clima, água, florestas e as questões sociais e culturais.</span></p>
<p><span>O Objetivo do evento é promover a discussão sobre as políticas públicas e as oportunidades de pesquisa relacionadas ao tema, fazendo uma reflexão sobre o papel da academia da difusão do conhecimento científico no desenvolvimento socioeconômico na América Latina e no Brasil.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-01T12:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-boas-praticas-urbanas">
    <title>Seminário apresenta estudos de caso sobre boas práticas urbanas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-boas-praticas-urbanas</link>
    <description>Evento discutirá a gestão de metrópoles no século 21 a partir de exemplos latino-americanos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/santiago-do-chile" alt="Santiago do Chile" class="image-right" title="Santiago do Chile" />De <b>12 a 14 de agosto</b>, das 9h às 18h, o evento <i>Las Metrópoles como Espacios Urbanos en Transformación: Entre la Teoria que Explica y las Prácticas que Transforman</i> receberá especialistas para discutir a gestão de metrópoles do século 21. Entre os temas, estão as transformações destes espaços, as demandas e necessidades de seus moradores, e a elaboração de políticas públicas que busquem mitigar os problemas urbanos contemporâneos.</p>
<p dir="ltr"><span>São 25 vagas para acompanhar presencialmente o seminário, e as inscrições podem ser feitas entre os dias 1° e 9 de agosto </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScBg1n76Uvabugc7imUEIekNm-fNM-ox6uoe8cYVxiZBF8l0w/viewform">neste link</a><span>. Para assistir à transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a><span> pela internet, não é preciso se inscrever.</span></p>
<p dir="ltr">O evento é uma parceria entre o grupo de estudos <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-teoria-urbana-critica" class="external-link">Teoria Urbana Crítica</a>, do IEA, com o <a class="external-link" href="http://fadeu.uc.cl/">Instituto de Estudios Urbanos y Territoriales de la Facultad de Arquitectura, Diseño y Estudios Urbanos</a> (PUC-Chile) e a <a class="external-link" href="http://www.gloobal.net/iepala/gloobal/fichas/ficha.php?id=9255&amp;entidad=Agentes&amp;html=1">Red de Investigación sobre Áreas Metropolitanas de Europa y América Latina</a> (RIDEAL).</p>
<p dir="ltr"><strong>Urbanização</strong></p>
<p dir="ltr">O espaço urbano é um elemento central para a compreensão do mundo moderno, segundo o comitê organizador do seminário. Ao mesmo tempo, os pesquisadores alertam que a necessidade de repensar estes espaços é evidente. Para isso, argumentam, são necessárias articulações que considerem uma prática socioespacial real e concreta, que seja capaz de identificar os conflitos e as urgências presentes nas metrópoles — entre elas, os problemas sociais relacionados à habitação, saúde e educação.</p>
<p dir="ltr">Nos painéis, especialistas de universidades brasileiras, argentinas, chilenas, colombianas e mexicanas apresentarão pesquisas e estudos de caso sobre as cidades de São Paulo (Brasil), Medellín (Colômbia), Cidade do México (México) e Santiago e Valparaíso (Chile). Confira a programação completa e os conferencistas confirmados.</p>
<p dir="ltr"><strong> </strong></p>
<hr />
<p><i><strong> Seminário apresenta estudos de caso sobre boas práticas urbanas</strong><br />12 a 14 de agosto, 9h<br />Sala Alfredo Bosi, IEA, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento público, gratuito e com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScBg1n76Uvabugc7imUEIekNm-fNM-ox6uoe8cYVxiZBF8l0w/viewform">inscrição prévia online</a>, que pode ser feita entre os dias 1º e 9 de agosto. Vagas limitadas para 25 pessoas (por ordem de inscrição). Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo pela internet</a> não é preciso se inscrever<br />Mais informações: com Claudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/las-metropoles" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Felipe Restrepo Acosta/Wikimedia Commons</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Metrópoles</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/emergencias-culturais-brasil-mexico">
    <title>Emergências Culturais:  Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/emergencias-culturais-brasil-mexico</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">Neste evento, que ocorrerá virtualmente, na Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), Cidade do México, serão apresentados os resultados da investigação desenvolvida durante a titularidade de Néstor García Canclini (2020-2022) na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência. </span></p>
<div id="_mcePaste"><span id="docs-internal-guid-0603097e-7fff-3aa5-1e9b-512348d6b89d">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Ao lado dos pós-doutorandos Sharine Melo e Juan Brizuela e da pesquisadora Mariana Martínez, García Canclini estudou as mudanças nas instituições culturais do Brasil e do México e em suas relações com os públicos, os criadores e as comunidades. A investigação também analisou o movimento gerado por milhares de artistas e gestores, que, em 2020, conseguiu que o Congresso Brasileiro entregasse, às Unidades Federativas e aos Municípios de todo o país, três bilhões de reais (cerca de 500 milhões de dólares) para combater o desemprego e o fechamento dos espaços culturais. Conhecida como Lei Aldir Blanc, a iniciativa apoiou novas experiências criativas e de comunicação durante a pandemia. Foi feita, ainda, uma análise no México, referente ao mesmo período, abordando a relação dessas políticas emergenciais com as culturas comunitárias e as redes, em ambas as sociedades. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Publicações</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Os Cadernos de Pesquisa já publicados estão disponíveis nos links abaixo:</span></p>
<ul>
<li><span><a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/689/612/2292-1">Caderno de Pesquisa n. 1: A Institucionalização da Cultura e as Mudanças Socioculturais</a> </span><span>(português)</span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/cuadernos-de-investigacion-catedra-olavo-setubal-1" class="external-link">Cuaderno de Investigación n. 1: La Institucionalidad de la Cultura y los Cambios Socioculturales </a></span><span>(espanhol)</span></li>
<li><span><a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/691/614/2298-1">Caderno de Pesquisa n. 2: Emergências Culturais Latino-Americanas: Das Histórias aos Acontecimentos no Brasil</a></span></li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "> </p>
<div class=" kssattr-atfieldname-text kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-text-dae2c38309bd485bba904f2e54914f69" id="parent-fieldname-text-dae2c38309bd485bba904f2e54914f69">
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
</div>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Larissa Barreto Cruz</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mexico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-01-07T20:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ampliacao-da-conectividade-quais-os-criterios-para-estabelecer-corredores-ecologicos-por-meio-da-restauracao-e-gestao-da-paisagem-5-a-7-de-dezembro-de-2017">
    <title>Ampliação da Conectividade: Quais os Critérios para Estabelecer Corredores Ecológicos por Meio da Restauração e Gestão da Paisagem? - 5 a 7 de dezembro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ampliacao-da-conectividade-quais-os-criterios-para-estabelecer-corredores-ecologicos-por-meio-da-restauracao-e-gestao-da-paisagem-5-a-7-de-dezembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Araújo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-05T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/segundo-especialistas-brasil-e-outros-paises-da-america-latina-passam-por-crise-democratica">
    <title>Especialistas acreditam que Brasil e outros países da América Latina passam por crise democrática</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/segundo-especialistas-brasil-e-outros-paises-da-america-latina-passam-por-crise-democratica</link>
    <description>Para a professora e cientista política Brigitte Weiffen, América Latina enfrenta uma crise latente da democracia, com eventos como tentativas de golpes, confrontos e impeachments acontecendo com frequência</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>"Nós estamos enfrentando uma crise latente na América Latina. Quando os especialistas se referem à decadência da democracia, se referem a eventos como tentativas de golpes, auto golpes, confronto entre governo e oposição, confronto com o parlamento, com movimentos populares”, explicou a professora e cientista política <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/brigitte-weinffen">Brigitte Weiffen</a>, em sua apresentação no seminário <i>Democracias em Crise? Experiências Europeias e Latino-Americanas</i>, que aconteceu no IEA no dia 11 de outubro. Essas situações que identificam crise democrática citadas por ela aconteceram com certa frequência na América Latina em um passado recente. Países como Venezuela, Paraguai e até mesmo Brasil sofreram <i>impeachments</i> ou tentativas de golpe nos últimos anos.</p>
<p dir="ltr">Organizado pela <a href="https://www.daad.org.br/pt/quem-somos/catedra-martius-de-estudos-alemaes-e-europeus/">Cátedra Martius de Estudos Alemães e Europeus</a> em cooperação com o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/qualidade-da-democracia">Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</a> do IEA, o evento reuniu especialistas da Europa e das Américas, para estudar o conceito de crise da democracia e explorar as variantes e causas de crises em diferentes contextos.</p>
<p dir="ltr">Brigitte, que é a titular da Cátedra Martius de Estudos Alemães e Europeus, classificou as crises democráticas em dois tipos: crise como evento agudo e crise latente. A primeira caracteriza-se como um evento que pode mudar o rumo do caminhos institucionais, inclusive causando rupturas no sistema político do país. A segunda, é uma crise que se arrasta por muito tempo, indo contra a consolidação da democracia.</p>
<p dir="ltr">Ela ressalta, no entanto, que a crise aguda pode ser o ponto de partida para uma crise latente, que pode acabar levando ao declínio da democracia. O inverso também é válido: a crise latente pode se desenvolver em um período de tempo e culminar numa crise aguda. “Ainda existem casos de crise latente acontecendo há tempos. Na Venezuela, por exemplo é possível identificar pontos em que houve mudanças institucionais que podem ser consideradas crises agudas ao mesmo tempo em que acontecia a crise latente”, explicou a cientista política. Ela lembra, no entanto, que é preciso diferenciar crise de declínio da democracia: “crise é a situação que cria condições ao declínio da democracia”.</p>
<p dir="ltr">Sobre a crise brasileira, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises">José Álvaro Moisés</a>, professor e coordenador do Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia, ressaltou que um dos pontos-chave foi a incapacidade do governo eleito em 2014 de assegurar sua base no congresso e garantir sua governabilidade. Desde aquele ano, o Brasil esteve imerso em uma recessão econômica profunda que, segundo Moisés, fez com que mais de 1.8 milhão de empresas de diferentes linhas falissem. “Isso levou o país a consequências muito graves, como o aumento do desemprego, a queda no rendimento daqueles empregados e crescimento na inflação”, explicou o professor.</p>
<p dir="ltr">Para ele, existem sinais de conflito entre os poderes executivo, legislativo e judiciário do país, que prejudicam a política. “O sistema político tem dificuldade de responder rapidamente aos problemas sistêmicos, o que agrava as crises econômicas e sociais”, comentou Moisés, que complementou: “Enquanto o executivo mantém muito poder de medidas provisórias, o legislativo enfrenta limites na sua habilidade de controlar as maiores coalizões nacionais, o que afeta o desempenho de políticos e de partidos políticos. Tais limites não questionam a existência da democracia no país, mas sim a qualidade dela”.</p>
<p dir="ltr">O professor acredita que o regime político vigente apresenta falhas e distorções, principalmente quanto às práticas de abuso de poder, ao fenômeno sistêmico de corrupção e ao desrespeito às leis de controle fiscal, “o que significa que o estado de direito e o sistema de responsabilização ainda não estão completamente estabelecidos no país. O Brasil tem um dos sistemas partidários mais fragmentados do mundo, mais fragmentado ainda depois de 2014”, concluiu.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-herminia-tavares-de-almeida-materia" alt="Maria Hermínia Tavares de Almeida - Matéria" class="image-inline" title="Maria Hermínia Tavares de Almeida - Matéria" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Para Maria Hermínia Tavares, os cidadãos brasileiros estão predispostos a aceitar informações negativas sobre o governo</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-herminia-brandao-tavares-de-almeida">Maria Hermínia Tavares de Almeida</a>, cientista política e professora do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, chamou a atenção para o efeitos das recentes mobilizações populares ocorridas no país. Para ela, “[as mobilizações] revelaram novas formas de expressão da sociedade civil. Embora não seja o único elemento do processo, a mobilização teve enorme influência. Foi muita gente para as ruas com demandas diferentes, sem liderança, sem participação de sindicatos, sem sociedade civil organizada”.</p>
<p dir="ltr">“As manifestações de junho de 2013 e do início de 2015 marcaram dois momentos na avaliação do governo Dilma. O índice de aprovação do governo era muito alto um mês antes de 2013. Logo em seguida esse nível caiu e teve oscilação até 2015, quando começou a cair antes mesmo da grande manifestação contra o governo em 2015”</p>
<p dir="ltr">A pesquisadora levantou um aspecto curioso sobre a avaliação do governo do PT. Segundo ela, aqueles que acreditavam que sua vida havia melhorado com o governo, atribuíram a melhora a si mesmos, ao próprio esforço, às suas famílias e até mesmo a Deus. Já para os que achavam que sua situação piorara, o governo foi apontado como o principal culpado, geralmente personificado no presidente do país ou no prefeito da cidade.</p>
<p dir="ltr">"Eu acredito que essa avaliação, no caso do Brasil, tenha a ver com percepções e atitudes arraigadas em relação às instituições, que deixam os cidadãos predispostos a aceitar informações negativas sobre o governo, sobre os políticos. As pessoas são muito mais propensas a serem críticas e há muitos cidadãos insatisfeitos que se tornam cada vez mais críticos", explicou Maria Hermínia.</p>
<p dir="ltr">Perguntar à população é, inclusive, uma das formas de avaliar se uma democracia está em crise, segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wolfgang-merkel">Wolfgang Merkel</a>, diretor diretor do departamento de Democracia e Democratização, do Centro de Ciências Sociais de Berlim. Ele apresentou mais dois passos nessa avaliação. Um deles é perguntar aos cientistas políticos, além da população, sobre a democracia, já que eles são especialistas na questão normativa e podem perceber traços autocráticos que por vezes passam despercebidos pela população – como é o caso da Alemanha de 1936, quando alguns alemães diziam que o regime era legítimo.</p>
<p dir="ltr">Outro passo é analisar as funções democráticas específicas, as participações no poder, as formas de representação, entre outras. “Há uma variedade de democracias, cerca de 120 tipos de democracias eleitorais. As baseadas em estado de direito são apenas metade deste número. As democracias são muitos diferentes”, refletiu Merkel.</p>
<p dir="ltr"><strong>América Latina</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juliano-zaiden-benvindo-materia" alt="Juliano Zaiden Benvindo - Matéria" class="image-inline" title="Juliano Zaiden Benvindo - Matéria" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Juliano Benvindo: "A América Latina é uma região rica em experiências constitucionais e instabilidades políticas"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliano-zaiden-benvindo">Juliano Zaiden Benvindo</a>, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), definiu a América Latina como uma “região rica de experiências constitucionais, instabilidades políticas, e contínuas dificuldades entre desenvolvimento e igualdade social”. Segundo ele, muitos países latino-americanos tiveram pouca ou nenhuma experiência democrática antes de 1990, já que foi apenas na década de 80 que transições de ditaduras para democracias ganharam força em diferentes países da América Latina.</p>
<p dir="ltr">Entre os principais aspectos constitucionais presentes nessa região estão o “hiper presidencialismo” (o grande acúmulo de poderes concentrados no Poder Executivo), a centralização do poder, a fraqueza das instituições e o foco nos direitos sociais. Este último ponto é algo frequente nas constituições latino-americanas, no entanto, como lembra Benvindo, isso não quer dizer que tais leis são respeitadas.</p>
<p dir="ltr">Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anibal-perez-linan">Aníbal Pérez-Liñán</a>, do departamento de Ciência Política da Universidade de Pittsburgh, EUA, desde a segunda guerra mundial existe uma “instabilidade consistente” na maioria dos países. Desde então, cerca de 40 presidentes democráticos foram tirados do poder.</p>
<p dir="ltr">Segundo Pérez-Liñán, os fatores em comum que ajudam a desestabilizar um presidente são as recessões econômicas, as manifestações, os protestos e o radicalismo. “Quando existem elites radicais os governos tendem a ser mais instáveis e o presidente tem mais chance de ser depostos por golpe ou <i>impeachment</i>, dependendo do período histórico”, explicou o professor.</p>
<p dir="ltr">Ele explicou ainda que quando os próprios presidentes são radicais, a probabilidade de queda por um golpe militar é maior do que uma deposição por meios legais. “Os presidentes radicais querem impor suas políticas a qualquer custo e, como têm preferências radicais, normalmente tentam fazer crescer o poder do executivo para ganhar controle sobre o congresso e o judiciário. Os espaços naturais para a oposição canalizar seus descontentamentos serão restritos; mecanismos constitucionais como <i>impeachment</i> ou protesto serão mais difíceis de implementar, e com menor chance de serem bem-sucedidos”, disse Pérez-Liñán.</p>
<p dir="ltr">Já entre os fatores que auxiliam o presidente exercer seu ofício de maneira plena, está possuir apoio forte do seu partido ou de uma coalizão no congresso e contar com o suporte da elite política. De acordo com Pérez-Liñán, quando as elites têm um compromisso maior com a democracia, elas não estarão dispostas a dar suporte a um golpe militar. Por outro lado, estarão dispostas a dar suporte para um <i>impeachment</i> se acharem que o presidente cometeu um crime, por exemplo.</p>
<p dir="ltr"><strong>Europa</strong></p>
<p dir="ltr">Na Europa, a crise é em boa parte creditada à União Europeia. “Há uma grande frustração [com o acordo], porque fizeram promessas, deveriam agregar prosperidade para todos os europeus e proteger as pessoas dos aspectos negativos da globalização. O que aconteceu na verdade é que a União Europeia se transformou em uma cadeia de transmissão, acelerando liberação e desregulamentação”, explicou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bettina-de-souza-guilherme">Bettina de Souza Guilherme</a>, mestre em Ciência Política e Direito Internacional pela Universidade de Vienna, Áustria, e funcionária licenciada do Parlamento Europeu.</p>
<p dir="ltr">Entre os objetivos iniciais da UE estava transformar os mercados dos países membros em um mercado único, protegendo a livre concorrência e a liberdade de serviços. Mas, segundo Bettina, com a crise, as consequências negativas da integração e da da globalização foram aumentadas, o que levou a mais cortes sociais, depreciações das condições de trabalho e desregulamentação. “Percebeu-se que a arquitetura da união econômica e monetária era cheia de falhas. Houve um grande fluxo do norte até o sul, boom de construção, de turismo e serviços. Mas quando a bolha explodiu, viu-se que os países do sul tinham uma grande dívida pública”, explicou Bettina.</p>
<p dir="ltr">Outro aspecto da crise europeia foi o surgimento de anti-pluralistas, como populistas e tecnocratas, em vários países europeus. Como explicou<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jan-werner-muller"> Jan-Werner Müller</a>, professor de Teoria Política da Universidade de Princeton, EUA, “eles [populistas e tecnocratas] compartilham uma característica: ambas são formas de anti-pluralismo. A tecnocracia aponta uma única solução política correta, se você não concorda, você é irracional. Enquanto os populistas falam: apenas a vontade do povo é autêntica, e nós somos quem os representa, e se você não concorda, está se revelando como um traidor do povo”.</p>
<p dir="ltr">Ainda segundo Müller, o populismo critica o governo, mas argumenta que somente eles defendem aqueles que chamam de “pessoas reais”, a maioria silenciosa, ou seja, o povo. “Eles reivindicam um monopólio moral de representação do povo e isso tem consequências para a democracia”, disse o professor. Para ilustrar, Müller exemplificou com o presidente americano Donald Trump: “Em um discurso em maio de 2016, Trump falou que a coisa mais importante era a unificação do povo e todos os outros povos não significariam nada. O populista tenta decidir quem realmente faz parte do povo, mesmo que você tenha um passaporte”, concluiu.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/karabekir-akkoyunlu-materia" alt="Karabekir Akkoyunlu - Matéria" class="image-inline" title="Karabekir Akkoyunlu - Matéria" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Segundo Karabekir Akkoyunlu, presença dos militares e "insegurança existencial" são os principais fatores da crise turca</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Um dos principais exemplos de crise na Europa é a Turquia. Como explicou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/karabekir-akkoyunlu">Karabekir Akkoyunlu</a>, cientista político e professor no Centro de Estudos do Sudeste da Europa da Universidade de Graz, Áustria, a Turquia nunca foi considerada uma democracia consolidada, sempre teve interferência do exército nos assuntos políticos. “Os militares claramente não estão fora da política. Houve tentativa de golpe em julho de 2016. O governo populista que se consolidou no poder com manipulação eleitoral está levando o país com decretos que são vistos como autocráticos”, disse.</p>
<p dir="ltr">Para o professor, a crise democrática turca está relacionada à “insegurança existencial”, que seria o medo e suspeita da aniquilação política por atores políticos. “Não é só o uso oportunista para mobilizar as massas, isso acontece também, mas a crença de que para sobreviver é preciso dominar ou aniquilar a outra parte, seja eleitoral, judicial e até mesmo fisicamente. Isso é contrário à ideia de democracia. Há uma mentalidade de tudo ou nada que infunde um poder assustador na política; deixar o poder é comparado ao suicídio, é impossível dar um passo para trás”.</p>
<p dir="ltr">Akkoyunlu acredita que a Turquia foi prejudicada pelas crises que aconteceram em volta, com o aumento do movimento populista na Europa e as constantes guerras no Oriente Médio. “É possível ver um aumento na insegurança depois de 2013’, concluiu o cientista político.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans / IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Europa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-14T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-sediado-no-iea-vai-monitorar-qualidade-do-ar-em-creches-e-escolas-infantis-da-capital-paulista">
    <title>Programa vai monitorar qualidade do ar em creches e escolas infantis da capital paulista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-sediado-no-iea-vai-monitorar-qualidade-do-ar-em-creches-e-escolas-infantis-da-capital-paulista</link>
    <description>Pesquisa será coordenada pelo NAP Escola da Metrópole e faz parte da inciativa Rede Cidadã de Qualidade do Ar, promovida pela entidade chilena Fundação Horizonte Cidadão</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-66d231c4-7fff-abf7-41b2-9f6ccbc76120"> </span></p>
<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-e62c993a-7fff-f0cd-14c0-2e85c68e224b">O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/nucleos-de-apoio-a-pesquisa/escola-da-metropole" class="external-link">Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) Escola da Metrópole</a>, sediado no IEA, vai implementar </span>em São Paulo o programa<strong> Rede Cidadã de Qualidade do Ar: Ares Novos para a Primeira Infância</strong> durante o ano de 2021.<span>O projeto visa monitorar a qualidade do ar ao redor dos Centros Educacionais Infantis (CEIs) e creches da capital paulista, com o objetivo de desenvolver ações locais de baixo custo e alto impacto, para reduzir a exposição de crianças à poluição urbana.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/bolsa-de-pesquisa-ares-novos" class="external-link">Projeto Ares Novos para a Primeira Infância oferece bolsa de pesquisa para alunos de pós-graduação</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">A Rede é uma iniciativa da Convergência para a Ação, uma coalizão de mais de 80 lideranças com representantes do mundo político, acadêmico, social, cultural e das comunicações que promove a agenda da primeira infância em 18 países da América Latina e Caribe. As ações são coordenadas pela entidade chilena <a class="external-link" href="https://www.horizonteciudadano.cl/">Fundação Horizonte Cidadão</a>, com apoio da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso. Ao todo, 13 cidades latinoamericanas receberam monitores de qualidade do ar da Fundação para serem instalados em instituções de ensino infantil escolhidas pelos líderes locais.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ana-estela-haddad-perfil/image" alt="Ana Estela Haddad - Perfil" title="Ana Estela Haddad - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Ana Estela Haddad, vice-coordenadora do NAP Escola da Metrópole</dd>
</dl></p>
<div>
<p dir="ltr">Em São Paulo, a coordenação geral do projeto é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-estela-haddad" class="external-link">Ana Estela Haddad</a>, vice-coordenadora do NAP. “Queremos assinar um compromisso com o poder público para colocar o tema do desenvolvimento e bem-estar da primeira infância nas formulações das políticas públicas. Os dados do  monitoramento da qualidade do ar serão disponibilizados para o poder público municipal, com o objetivo de oportunizar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a redução da poluição ambiental e seu impacto na saúde das crianças. As participações do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva?searchterm=Paulo+Saldi" class="external-link">Paulo Saldiva </a>e do <a class="external-link" href="https://www.saudeesustentabilidade.org.br/">Instituto Saúde e Sustentabilidade</a> (ISS) têm sido decisivas para o sucesso do projeto”, afirma Ana Estela.</p>
<p dir="ltr">“Os monitores de baixo custo são programados para processar e oferecer dados mais diretos sobre os impactos da poluição em crianças pequenas", explica a patologista<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evangelina-vormittag" class="external-link"> Evangelina Vormitagg</a>, coordenadora do ISS. Os aparelhos vão ser colocados em centros de educação infantil e próximos de grandes avenidas com fluxo de automóveis e de estações da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). Além da instalação dos equipamentos, análise, processamento e divulgação dos dados, o NAP Escola da Metrópole também será responsável por promover o intercâmbio de experiências com outras cidades participantes do projeto e incentivar novas pesquisas com os dados gerados.</p>
<table class="tabela-direita-400-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Colaboração com outras pesquisas</th>
</tr>
<tr>
<td>Outro projeto de pesquisa sediado no IEA beneficiado pelas ações do projeto "Aires Limpos" visa estudar a associação da poluição do ar com o desenvolvimento de asma em crianças de 3 a 10 anos nas cidades de São Paulo e Porto (Portugal). Intitulado “Sensores de baixo custo como ferramenta para redução da poluição do ar em creches e escolas - impacto na asma infantil” (Sensinar),  a pesquisa usa monitores de baixo custo para coletar dados da poluição atmosférica. Dessa forma, os mesmos dados coletados serão usados nos dois projetos.<br />O Sensinar é realizado pela pós-doutoranda do IEA, Samirys Rodrigues, e supervisionado pelo médico e ex-diretor do Instituto, Paulo Saldiva.  A pesquisa também é vinculada à Universidade do Porto.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<p dir="ltr">Os equipamentos usados serão monitores AirVisual Pro de IQAir, projetados para apresentar dados mais precisos a respeito da quantidade do ar e da poluição que crianças inalam. Simultaneamente, o monitor também permite mostrar a qualidade do ar local em tempo real, oferece prognósticos periódicos e propõe recomendações personalizadas para melhorar a qualidade do ar local, além de permitir o acesso dos dados para a sociedade por meio do site <a class="external-link" href="https://www.iqair.com/profile/redciudadana">IQAir</a>.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Impacto nas crianças</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Dados da Unicef e da Organização Mundial da Saúde revelam que a poluição do ar está associada a 600 mil mortes infantis por ano, e um a cada dez óbitos são de crianças com menos de 5 anos de idade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O impacto da qualidade do ar para crianças pequenas ocorre por diversos fatores naturais da infância, como explica Ana Estela, que também é professora da Faculdade de Odontologia da USP e coordenadora da Rede Cidadã de Qualidade do Ar: Ares Novos para a Primeira Infância. “Tudo afeta mais a criança, porque elas têm a frequência respiratória duas vezes mais alta que os adultos, então acabam inalando mais ar e, consequentemente, mais poluição. Por estarem em desenvolvimento, seus pulmões e vias respiratórias são mais permeáveis, o que gera mais absorção de poluentes, afetando o desenvolvimento do sistema imunológico e do cérebro."</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ana Estela também argumenta que a baixa estatura é um fator que coloca a criança em mais exposição ao ar contaminado. “As crianças de até 5 anos têm a altura próxima dos escapamentos dos veículos, por exemplo, assim respiram mais diretamente um ar mais concentrado em poluentes."</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NAP Escola da Metrópole</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escola da Metrópole</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poluição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-17T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-pesquisas-investigaciones">
    <title>UrbanSus - Pesquisas/Investigaciones Latino Americanas:  Inquietações em Equador, Colômbia e México</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-pesquisas-investigaciones</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Transformações sociais, impactos epidêmicos e intempéries climáticas têm gerado inquietações e questionamentos sobre o atual panorama das cidades na América Latina, especialmente sobre como o crescimento desses territórios pode vir a atender as crescentes demandas das suas populações.</p>
<p>Esse cenário evidencia a necessidade de se compreender o papel das cidades médias e intermédias e suas zonas de expansão na criação e articulação de redes, zonas habitacionais e espaços públicos integradores de territórios como elementos inovadores e estruturantes do desenvolvimento local e social.</p>
<p>Nesse contexto, as pesquisas ou investigações científicas realizadas por Universidades latino-americanas podem orientar soluções para o crescimento urbano em rede e seus impactos. Exemplos disso são as experiências de Bogotá, na Colômbia, com soluções para o equacionamento do impacto do medo nos espaços públicos; o programa internacional “Contest City” em Quito, no Equador, pautado pela readequação das ações de recuperação de zonas periféricas urbanas; o enfrentamento da segregação espacial nas cidades médias mexicanas e os processos neoliberais de desenvolvimento habitacional na estruturação territorial em Cuernavaca, no México.</p>
<p>As experiências na gestão de cidades médias e intermédias latino-americanas, em que pesem as suas peculiaridades territoriais, podem contribuir para a compreensão de processos urbanos similares nas cidades médias e intermédias brasileiras, bem como para o desenvolvimento de soluções inovadoras de gestão urbana no Brasil.</p>
<p>Assim, o Seminário <strong><i>“Pesquisas / Investigaciones Latino Americanas: Inquietações em Equador, Colômbia e México”</i></strong>, concebido no âmbito do Projeto “Metrópoles Latinomericanas: instrumentos sustentáveis para o desenvolvimento territorial frente a intempéries” do Centro de Síntese USP Cidades Globais, tem por objetivo tratar da territorialidade na geração de políticas organizacionais em cidades médias e intermédias da América Latina considerando suas peculiares características territoriais, sociais e econômicas  e seus impactos sobre a estruturação de espaços públicos, no intuito de colher subsídios para a reflexão sobre a organização das cidades brasileiras de mesmo porte.</p>
<p>O evento insere-se no <strong>Ciclo de Seminários UrbanSus</strong>, uma série de seminários desenvolvida pelo Centro de Síntese USP Cidades Globais no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo com o propósito de contribuir para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade entre academia, sociedade e setor público, como estímulo à construção de uma cultura da sustentabilidade aliada à ética socioambiental.</p>
<p>Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Ciclo UrbanSus visa refletir sobre o papel das cidades e o estímulo para boas práticas e soluções sustentáveis urbanas, colocando-se como um espaço para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade urbana na academia, na sociedade e no setor público.</p>
<p>Desse modo, dentro da proposta do Ciclo UrbanSus, o Seminário se organizará em um único painel, sob o tema <i>“Inquietações Latino Americanas”</i>, abordando experiências em gestão de cidades intermédias no Equador, Colômbia e México,  considerando suas características, áreas de expansão,  espaços públicos e atividades econômicas.</p>
<p>Espera-se que as exposições, realizadas por notáveis pesquisadores e especialistas latino-americanos, seguidas por debates com os pesquisadores do USP Cidades Globais e perguntas do público em geral, possam indicar soluções e recomendações para o desenvolvimento de políticas de gestão pública para as cidades brasileiras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comissão Organizadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-andres-hernandez-arriagada" class="external-link">Carlos Andrés Hernandez Arriagada</a> (IEA USP/ FAU Mackenzie); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tatiana-cortese" class="external-link">Tatiana Tucunduva P. Corteze</a> (IEA USP/Uninove); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/debora-sotto" class="external-link">Debora Sotto</a> (IEA USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glaucia-cristina-garcia-dos-santos" class="external-link">Glaucia Cristina Garcia dos Santos</a> (FAU USP).</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epidemias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-16T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo">
    <title>Seminário compara situação de jovens em Medellín e São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo</link>
    <description>"Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas" é o encontro que acontece no dia 2 de dezembro, às 14h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Pesquisadores da Colômbia e do Brasil reúnem-se no <strong>dia 2 de dezembro, às 14h</strong>, no IEA, para a troca de informações sobre a situação dos jovens nas cidades de Medellín e São Paulo. Chamado <i>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas, </i><span>o encontro terá como expositor </span><span>Sérgio Cristancho Marulanda, da Universidade de Antioquia, Colômbia, e será </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmitido ao vivo</a> <span>pela internet.</span></p>
<p><span> </span><span>Os debatedores serão três pesquisadores da USP:</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-fernanda-t-peres" class="external-link">Maria Fernanda Tourinho Peres</a><span>, da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Estudos da Violência (NEV);</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-paes-manso" class="external-link">Bruno Paes Manso</a><span>, também do NEV; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a><span>, da Faculdade de Saúde Pública </span><span>(FSP).</span></p>
<p><span>O interesse em conhecer melhor a experiência colombiana deve-se à situação peculiar do país, que enfrenta dilemas cruciais para a inclusão dos jovens que estavam envolvidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que apresenta experiências de intervenções urbanas que contribuíram fortemente para a redução da violência, sobretudo na cidade de Medellín.</span></p>
<p><span> </span><span>Segundo os organizadores, o encontro será uma oportunidade "extremamente proveitosa para o avanço do conhecimento e para a busca de alternativas e intervenções com maior chance de sucesso, além de propiciar um espaço importante para refletir sobre o tema numa perspectiva latino-americana".</span></p>
<p>O evento é gratuito, aberto ao público e não requer inscrição. A organização é do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais do IEA</a> e do <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/3021" target="_blank">Programa de Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP</a>, com apoio da <a class="external-link" href="https://www.capes.gov.br/" target="_blank">Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)</a>.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - <br />Lições Aprendidas</strong></i><br />2 de dezembro, 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento em espanhol (sem tradução), gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição<br /></i><i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira, <a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>, telefone (11) 3091-1686.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil">
    <title>Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil</link>
    <description>O Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização realizou no dia 22 de maio o seminário "Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminario-transformacoes-do-sistema-internacional/image" alt="Seminário &quot;Transformações do Sistema Internacional&quot;" title="Seminário &quot;Transformações do Sistema Internacional&quot;" height="307" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mesa do seminário (a partir da esquerda): Eduardo Viola, Feliciano Guimarães, Lourdes Sola (moderadora), Guilherme Casarões e Rubens Ricupero, em participação online</dd>
</dl></p>
<p>Para o sistema internacional, o ano 2025 tem sido de perplexidades, expectativas e indefinições, um quadro de difícil e necessária análise para desvendar os rumos que o mundo deve tomar quanto ao futuro da democracia, comércio internacional, multipolaridade, dinâmica geopolítica e regime climático.</p>
<p>Para promover um diálogo entre pontos de vistas complementares e às vezes divergentes sobre esse panorama, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a> realizou no dia 22 de maio o seminário "Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil". O evento teve exposições do diplomata <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-ricupero" class="external-link">Rubens Ricupero</a> e dos cientistas políticos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-viola">Eduardo Viola</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-casaroes">Guilherme Casarões</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/feliciano-de-sa-guimaraes">Feliciano Guimarães</a>. A moderação foi da cientista política <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola">Lourdes Sola</a>.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=SGrAPyuyVIw">Vídeo</a> e fotos do seminário</li>
</ul>
<p><strong>Expositores</strong></p>
<ul>
<li>Rubens Ricupero - ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, na Itália e no Escritório da ONU em Genebra, Suíça; ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês), ex-ministro das pastas da Fazenda, do Meio Ambiente e da Amazônia Legal; ex-professor da UnB.</li>
<li>Guilherme Casarões -  professor da Escola de Administração de Empresas da FGV-SP; coordenador do Observatório da Extrema Direita (OED); e pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e do Washington Brazil Office (WBO).</li>
<li>Eduardo Viola - cientista político; professor da Escola de Relações Internacionais da FGV-SP; pesquisador colaborador do IEA, onde é vice-coordenador Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização; e professor titular aposentado da UnB.</li>
<li>Feliciano Guimarães - cientista político; professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP; pesquiador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento; diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri); e ex-pesquisador visitante da Universidade Yale, EUA.</li>
</ul>
<p><strong>Moderadora</strong></p>
<ul>
<li>Lourdes Sola - cientista política; ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e da Unicamp; professora sênior do IEA, onde coordena o Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com Ricupero, ainda é cedo para dizer se 2025 significará uma mudança no sistema internacional maior que a promovida pelo fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética, "eventos que provocaram a superação do sistema bipolar de base ideológica".</p>
<p>Três aspectos caracterizam o período atual, disse: a tendência é maior para o retorno da oposição ideológica do que sua superação; a passagem para um multipolarismo com a reemergência da China; e a globalização, com a unificação do espaço planetário, interdependência e facilitação dos contatos.</p>
<p><strong>Reação a mudanças</strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rubens-ricupero-2022-1/image" alt="Rubens Ricupero - 2022" title="Rubens Ricupero - 2022" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Rubens Ricupero</dd>
</dl></p>
<p>Dentro desse contexto, ele considera que as ações do governo Trump são mais uma tentativa de reação às mudanças do que sua causa. A China aparece como uma obsessão dos EUA, que não conseguem definir uma estratégia para enfrentá-la, afirmou. "As questões econômicas ocupam posição central, e é impossível obrigar países a abrirem mão de suas parcerias com a China."</p>
<p>Do ponto de vista de ingerência direta em outros países, apesar das declarações de Trump sobre o Canal do Panamá, Groenlândia e Gaza, os EUA se abstiveram de agressões militares a outros países. No entanto, essas posições concorrem para o enfraquecimento da ordem internacional, afirmou Ricupero.</p>
<p><strong>Descentralização do poder</strong></p>
<p>Para ele, os EUA não dispõem mais de poder suficiente para determinar a forma que deve assumir o sistema internacional. Comentou que os EUA eram a única potência econômica no final da Segunda Guerra, respondendo por 50% do PIB mundial. Em 1960, eram responsáveis por 40% do PIB e 11% do comercio internacional. Hoje, respondem por 24% do PIB. "Essa redução não ocorreu devido a um enfraquecimento econômico, mas por causa da ascensão de outros países e descentralização do poder estratégico."</p>
<p>Em relação aos aumentos de tarifas de importação estabelecidos por Trump, Ricupero ressaltou que a maioria dos países preferiu "não seguir o mal exemplo", com forte reação apenas da China. Afirmou que o sistema multilateral de comércio sofre com as posturas estadunidenses, mas não acabou. Isso é revelador, disse, da natureza do atual poder dos EUA: suas ações são destrutivas e desestabilizadoras, mas encontram resistência dos demais países.</p>
<p>Dentro desse panorama desanimador, o Brasil está em posição bem menos vulnerável que outros países, por não estar em "dependência exagerada de Washington e por ter diversidade de parceiros", afirmou. Colabora para isso o fato de o país ter outras vantagens, como o seu processo de transição energética, a elevada produção de alimentos, participação no Brics e o relacionamento com a União Europeia e a China, acrescentou.</p>
<p>Ricupero tratou também dos efeitos negativos das decisões de Trump para os grandes desafios globais como a clise climática e a emergência de epidemias, diante da retirada dos EUA do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde. "A resposta do resto do mundo deve ser um esforço conjunto, inclusive em termos de recursos".</p>
<p>No plano interno, ele frisou que os riscos para a democracia dos Estados Unidos são reais e caberá aos cidadãos do país reagirem a isso. "O potencial destrutivo de Trump deve afetar mais os Estados Unidos do que os fatores que levaram à sua eleição."</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-casaroes-22-5-25/image" alt="Guilherme Casarões - 22/5/25" title="Guilherme Casarões - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Guilherme Casarões</dd>
</dl></p>
<p>Casarões concordou a avaliação de que Trump não é causa, mas sintoma das transformações estruturais pelas quais o mundo está passando. Ele considera que o presidente dos EUA "não é um homem dos anos 40, mas sim do século 19, época do realismo clássico nas relações internacionais, de disputa entre as potencias da época". E o estímulo ao caos é um método para os EUA atingirem os objetivos que aspiram, disse.</p>
<p>Os últimos 30 anos foram um período em que predominou a grande ilusão de que as grandes transformações em curso levariam a uma espécie de paz perpétua mundial, mas a crise financeira de 2008 foi um momento de inflexão no movimento de transição de um sistema internacional bipolar para um multipolar, afirmou. "Ainda não está muito claro se o mundo vive uma multipolaridade emergente."</p>
<p>O panorama atual, segundo Casarões, é de retorno dos conflitos internacionais a partir da invasão da Crimeia pela Rússia em 2014, com alguns analistas considerando inclusive que o mundo vive o prelúdio de uma Terceira Guerra. Outras características são a desconfiança sobre a democracia e o que ela pode oferecer e o papel das redes sociais ao romperem a mediação da imprensa, tornando centrais coisas periféricas. "Trump é fruto de tudo isso."</p>
<p><strong>Século 19 como referência</strong></p>
<p>Ele destacou que Trump não cita ex-presidentes americanos de grande influência no século 20, mas sim três do século 19: James Monroe, Andrew Jackson e William McKinley. Monroe é a referência por sua doutrina baseada no lema "América para os Americanos", voltada a construir a esfera de influência exclusiva dos EUA. Jackson marcou o surgimento do populismo branco e a ênfase no isolacionismo dos EUA. Mckinkey é a referência de Trump para a desregulamentação estatal, além de ter sido o presidente durante a guerra dos EUA contra a Espanha, pela qual o país obteve o controle de Cuba, Filipinas, Porto Rico e Guam.</p>
<p>Trump admite que os EUA não devam pleitear a hegemonia global, segundo Casarões. Para o presidente estadunidense, o mundo tende a ser tripolar, com seu país influenciando as Américas e a Europa ocidental, a Rússia dispondo de países como a Ucrania e a China atuando em seu quintal asiático. "Talvez ele tenha também a pretensão de influenciar para que a Rússia controle a expansão chinesa."</p>
<p>Outro aspecto da estratégia do presidente dos Estados Unidos é a grande prioridade dada às Américas, apontou. "O caos tem um pouco de método e precisa das Américas no centro de tudo para ter efeito." Essa é a razão de ele falar do crime organizado da América Latina e combater as migrações, de se aproximar de El Salvador e de querer disputar com a crescente influência chinesa na região, afirmou. No entanto, "o interesse pela América Latina pode ter riscos, pois pode estar baseado nas razões erradas".</p>
<p>Ele citou que relatório do Banco Mundial apontou 2025 como o ano das potências médias. "E o Brasil vai ter um papel central em temas como mudanças climáticas, multilateralismo e combate à pobreza."</p>
<p><strong>Nova guerra fria</strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-viola-22-5-25/image" alt="Eduardo Viola - 22/5/25" title="Eduardo Viola - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Eduardo Viola</dd>
</dl></p>
<p>Em sua apresentação, Eduardo Viola traçou um painel a partir dos anos iniciais da presidência do líder chinês Xi Jing Ping até este ano, passando pelas reações ao crescimento chinês presente nas campanhas eleitorais de Trump e Hillary Clinton em 2016, a guerra comercial iniciada por Trump em 2018, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e o início do que ele chama de nova guerra fria, com o aumento dos gastos militares desde então, principalmente por parte da China e da Rússia.</p>
<p>Para ele, está se constituindo uma bipolaridade no seio da multipolaridade: de um lado, as democracias ocidentais, asiáticas e Israel e, de outro, um bloco de autocracias cada vez mais interdependentes, constituído por China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. E há países importantes não alinhados: Índia, Paquistão, Brasil, México, Indonésia, África do Sul. Viola aponta para o crescente risco de guerra nuclear e para a contínua e cada vez mais acentuada guerra cibernética, acompanhada pela disputa por avanços na inteligência artificial e na computação quântica.</p>
<p>Entre os outros direcionadores das transformações globais citados por Viola figuram o surgimento de divisões na coalização governante dos EUA e início de manifestações de oposição na sociedade americana e no mundo, fragmentação econômica, com a resiliência sobrepondo-se à eficiência, e o predomínio da geopolítica sobre a globalização econômica.</p>
<p><strong>Regime climático</strong></p>
<p>Um direcionador discutido à parte pelo cientista político é o regime climático. Ele citou o fracasso em conter as emissões de gases efeito estufa; a aceleração do aquecimento global e da frequência e intensidade dos extremos climáticos; o sucesso relativo no aumento da consciência pública e na promoção de energias renováveis; a limitação da velocidade da transição energética em função da prioridade da segurança nacional e energética; e o crescente nacionalismo climático, com ênfase na adaptação sobre a mitigação.</p>
<p>Segundo Viola, o Brasil não é líder no regime climático, mas poderia liderar nas áreas de controle do desmatamento e agricultura de baixo carbono. No entanto, considera o governo Lula inconsistente ao se dizer comprometido com a redução do desmatamento e ao mesmo tempo estar comprometido com o aumento da produção e exportação de petróleo. Ele também vê com certo pessimismo as perspectivas para a COP30 em razão da crise do multilateralismo, retirada dos EUA do Acordo de Paris, escassez de financiamento para ações de enfrentamento das mudanças climáticas e a incerteza sobre papel da China na política do clima.</p>
<p>Diante do panorama internacional, o Brasil se destaca como grande exportador de alimentos, minérios e energia, setores com produtividade crescente no país e intensivos em capital e tecnologia, disse. Mas, apesar de aberto financeiramente e a investimentos, o país é fechado comercialmente, e com extrema dependência comercial da China, acrescentou.</p>
<p>Do ponto de vista político, Viola considera a democracia brasileira erodida pela desigualdade e polarização e sujeita a um sistema político-eleitoral que favorece o predomínio de interesses particularistas e dificulta de forma acentuada políticas estruturantes de longo prazo.</p>
<p>Quanto à política externa brasileira, ele considera que o governo Lula tem inclinação pelo bloco das autocracias e uma posição de não alinhamento, ao passo que a melhor opção seria certa inclinação pelo bloco das democracias. Mencionou que o acordo entre o Mercosul-União Europeia seria muito importante para o Brasil, mas vê dificuldades para sua ratificação por algunas países europeus. Outro ponto visto com ressalvas por Viola é o pertencimento do país aos Brics, devido à crescente hegemonia da China no bloco e o forte predomínio de regimes autocráticos e economias intensivas em carbono. Na relação com os Estados Unidos, ele acredita que a tensão provavelmente aumentará à medida que se aproximem as eleições de 2026.</p>
<p><strong>Eleições de 2026</strong><img src="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil" alt="Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil" id="__mce_tmp" title="Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil" /></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/feliciano-guimaraes-22-5-25/image" alt="Feliciano Guimarães - 22/5/25" title="Feliciano Guimarães - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Feliciano Guimarães</dd>
</dl></p>
<p>Esse ponto foi enfatizado por Feliciano Guimarães, para quem haverá ingerência do governo Trump de forma multifacetada nas eleições brasileiras de 2026, em busca de maior engajamento do país com os EUA. Entretanto, a associação da direita brasileira com o governo Trump pode ter efeito adverso para ela nas eleições de 2026, em benefício da esquerda, caso o eleitorado resolva se manifestar contra ingerências do Estados Unidos em questões brasileiras, ponderou.</p>
<p>Essa reação do eleitorado vai depender da força do ataque estadunidense, uma vez que "a política externa está longe dos interesses do eleitor médio". Acrescentou que "a política externa é mais um passivo do que um ativo eleitoral para o governo Lula".</p>
<p>O Brasil se cacifou relativamente no plano internacional ao se envolver nas discussões para um cessar-fogo na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e sobre as questões venezuelanas, em sua opinião. "Os Estados Unidos precisam do Brasil na questão da Venezuela", afirmou.</p>
<p>Guimarães vê como positiva a preocupação crescente dos brasileiros quanto à China, mas avalia que o país precisa ser neutro, mantendo boas relações tanto com a China quanto com os EUA. Para ele, não há um consenso sobre quais são os polos de poder global, mas é certo que o Brasil tem uma política exterior que trabalha pela multipolaridade.</p>
<p><strong>Polos de poder</strong></p>
<p>No debate que se seguiu, o ponto mais discutido foi a divergência entre os expositores quanto aos polos de poder existentes no mundo e o que os define. Ricupero destacou que é preciso primeiro compreender o que significa poder na esfera internacional. Disse que há uma propensão inconsciente de considerar poder apenas o hard power, traduzido por poderio militar e capacidade de impor sansões econômicas. Disse discordar dessa concepção e citou os países escandinavos e a Suíça como exemplo de países detentores de soft power, que se caracteriza, a seu ver, pela presença diplomática e negociação. Para ele, a economia torna-se hard power ao impor sanções a outros países. "O mundo tem muito mais matizes do que os poderes militar e de sanções econômicas."</p>
<p>No caso brasileiro, disse que o país tem presença diplomática: "Ainda estamos num mundo multipolar. No conjunto dos países grandes, o Brasil não é potência nuclear ou militar convencional e, portanto, só pode confiar na legislação internacional", disse. Guimarães concordou em parte com Ricupero, questionando a ideia de que o Brasil não tenha outro poder ao não ter poder militar e econômico.</p>
<p>Para Viola, a economia está presente no hard power não apenas quando um país impõe sanções econômicas. Sola manifestou que o chamado economic statecraft (estratégia econômica de estado) por meio do comércio transcende de longe o hard power e, portanto, a economia pode ser um instrumento de soft power.</p>
<p><strong>Relevância do Brics</strong></p>
<p>Quanto ao peso dos Brics no cenário internacional, Casarões disse que o grupo não é um grande alvo para Trump e a posição do Brasil em sua presidência é não colocar em pauta a questão da substituição do dólar no comércio entre os membros.</p>
<p>Ele acrescentou que há uma tendência da imprensa ocidental em enquadrar o Brics como uma aliança em oposição aos EUA, no entanto, "a maioria dos 11 membros do grupo é aliada dos EUA". Se Trump conseguir enfraquecer a aliança Rússia-China, consegue esvaziar o Brics, afirmou.</p>
<p>Ricupero apontou que o problema não é tanto a possibilidade de provocar reações de Trump: "O próprio conceito dos Brics não se sustenta. Juntou quatro países com grande território e população. Depois se transformou num agrupamento sem perfil claro. O conceito anti-hegemônico é anacronismo da velha esquerda".</p>
<p><strong>COP30</strong></p>
<p>Respondendo a pergunta do público sobre as perspectivas para a COP30, Viola disse que o Brasil deve usar suas habilidades diplomáticas para tentar evitar o colapso do regime climático. De acordo com ele, a segunda prioridade da delegação brasileira deveria ser atuar para que a China mude totalmente seu papel, deixando de ser totalmente predatória para ser uma superpotência de energias renováveis.</p>
<p>Disse que apesar do crescimento dos carros elétricos na China, o país continuar a construir 3 ou 4 termoelétricas a carvão por mês, muitas em substituição a antigas defasadas tecnologicamente. "A matriz energética do país ainda depende de combustíveis fósseis em 75%. Apesar de a China ainda se considerar um país em desenvolvimento, o Brasil pode tentar convencê-la a mudar seus status."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autocracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comércio Exterior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Américas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autoritarismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Bioeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra Fria</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-29T16:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-nestor-garcia-canclini">
    <title>Néstor García Canclini toma posse na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-nestor-garcia-canclini</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini/image" alt="Néstor García Canclini" title="Néstor García Canclini" height="614" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Néstor García Canclini</dd>
</dl></p>
<p>O antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, da Universidade Autônoma Metropolitana da Cidade do México, toma posse como novo titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> em cerimônia virtual disponível no site do IEA a partir de <strong>6 de outubro, às 17h</strong>.</p>
<p>Para superar as limitações impostas pela pandemia do coronavírus, os depoimentos de todos os participantes do evento foram gravados e ficarão disponíveis separadamente numa página especial na web. O público poderá escolher o que e quando assistir.</p>
<p>Parceria entre o IEA e o Itaú Cultural iniciada em 2015, a cátedra muda de titular a cada ano. Canclini é o primeiro estrangeiro a ser escolhido para ocupar a cátedra e sucede ao curador e crítico de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e à biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, titulares em 2019. Durante sua participação na cátedra, Canclini desenvolverá o projeto "A Institucionalidade da Cultura no Contexto Atual de Mudanças Socioculturais".</p>
<p>Na posse, ele fará a conferência "As Instituições Fora de Lugar". Em outro vídeo, Canclini participa do triálogo “A Desinstitucionalização da Cultura", com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a> e a antropóloga social Carla Pinochet Cobos, da Universidade Alberto Hurtado, Chile. Além deles, participam da cerimônia: Herkenhoff e Nader; o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>; o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>; o coordenador acadêmico da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>; o diretor do Itaú Cultural, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal" class="external-link">Maria Alice Setubal</a>, representante da família Setubal. Teixeira Coelho também fará a apresentação de Canclini, em um vídeo específico.</p>
<p><strong>Projeto</strong></p>
<p>Em sua proposta de trabalho na cátedra, Canclini afirma que dois processos se destacam entre aqueles promotores de mudanças de desenvolvimento e funções sociais das instituições culturais públicas e privadas nas últimas décadas: as políticas neoliberais e a internet.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Titulares anteriores</i></h3>
<p><i><span style="text-align: justify; ">A Cátedra Olavo Setubal de Arte. Cultura e Ciência já foi ocupada por cinco personalidades da ciência, cultura e humanidades:</span></i></p>
<ul>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2016 - o </span><span style="text-align: justify; ">filósofo e sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2017 - o designer gráfico e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2018 - a educadora a ativista sociocultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2019 - o curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff e a biomédica Helena Nader, da Unifesp.</span></i></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini será o novo titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-pos-doutorado-nestor-canclini" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência seleciona pesquisador de pós-doutorado para trabalhar com Néstor Canclini</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Outras notícias<br />sobre a cátedra</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo ele, políticas neoliberais enfraqueceram os estados e seus orçamentos, bem como reorientaram o trabalho de algumas fundações, editoras, museus e centros culturais e artísticos para um "rendimento econômico de curto prazo".</p>
<p>Quanto à internet, Canclini considera que, além da reorganização da comunicação cultural e da participação social promovidas por ela desde seu surgimento, nos últimos 15 anos houve o impacto das "redes socais e do controle algorítmico dos comportamentos, com rendimentos mercantis e seus efeitos sociopolíticos a cargo de poucas corporações eletrônicas".</p>
<p>Essas duas transformações geraram, diz, uma "descidanização e o deslocamento parcial das cenas político-culturais dos partidos para movimentos sociais e desempenhos midiáticos e digitais dos públicos".</p>
<p>Para ele, a diminuição das formas clássicas de exercer a cidadania - via partidos, sindicatos e instituições fisicamente estabelecidas - "coexiste com movimentos feministas, raciais e étnicos, ambientalistas e de vizinhança, rebeliões e adaptação dos consumidores-usuários da produção cultural das corporações e organismos estatais".</p>
<p>[O caderno "Ilustríssima" da edição de 4 de outubro do jornal "Folha de S.Paulo" publicou o artigo de Canclini "<a class="external-link" href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/10/aplicativos-crescem-na-cultura-e-podem-substituir-instituicoes-obsoletas.shtml">Instituições culturais versus aplicativos</a>", no qual ele discuti vários aspectos relacionados com seu projeto na cátedra, entre os quais o processo de descidanização, a obsolescência de instituições (partidos, sindicatos e igrejas) e a possibilidade de retomada da cidadania via aplicativos e redes sociais.]</p>
<p>Canclini pretende realizar uma análise das modalidades recentes de desenvolvimento institucional e dos movimentos sociais, principalmente no Brasil, tendo como referências comparativas as experiências específicas de Argentina, México e outros países latino-americano. O projeto será desenvolvido com a colaboração do pós-doutorando <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Ignacio Brizuela</a>, especialista em políticas culturais e interculturalidade.</p>
<p>Os dois reunirão material documental, estatístico e etnográfico sobre esses temas e publicarão no mínimo dois artigos científicos sobre os resultados do estudo. Em razão das limitações impostas pela pandemia, a interação entre eles será por teleconferência. Caso a situação de segurança sanitária no primeiro semestre de 2021 permita, Brizuela irá ao México para que os dois possam trabalhar de forma presencial.</p>
<p>Eles também produzirão três boletins ao longo do período de trabalho para divulgar as experiências documentas e suas análises para um público mais amplo que o acadêmico.</p>
<p>No segundo semestre de 2021, Canclini realizará um seminário com professores e doutorandos e participação, se possível, de líderes ou atores relevantes de movimentos socioculturais.</p>
<p><strong>Trajetória</strong></p>
<p>Nascido em La Plata, Argentina, em 1939 e radicado no México desde 1976, Canclini é doutor em filosofia pela Universidade de La Plata e pela Universidade Paris Nanterre. Lecionou em universidades dos Estados Unidos (Austin, Duke e Stanford), Espanha (Barcelona), Argentina (La Plata e Buenos Aires) e na USP.</p>
<p>Em 2014, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes do México. Seu livro “Culturas Híbridas: Estrategias para Entrar y Salir de la Modernidad” (1990) foi agraciado com menção honrosa do Premio Iberoamericano Book Award da Latin American Studies Association de 1992.</p>
<p>Além de "<a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/loja/produto/159/culturas-hibridas--estrategias-para-entrar-e-sair-da-modernidade">Culturas Híbridas</a>" (publicado pela Edusp em 1997 e já em sua 4ª edição), outros de seus princiapis livros são "Consumidores y Ciudadanos: Conflictos Multiculturales de la Globalización" (1995), La Globalización Imaginada (1999); "Diferentes, Desiguales y Desconectados: Mapas de la Interculturalidad" (2004). Seu obra mais recente é "Ciudadanos Reemplazados por Algoritmos" (2019) [clique <a class="external-link" href="http://www.calas.lat/sites/default/files/garcia_canclini.ciudadanos_reemplazados_por_algoritmos.pdf" target="_blank">aqui</a> para baixar a versão digital].</p>
<p>As relações entre estética, arte, antropologia, estratégias criativas e redes culturais dos jovens são as preocupações atuais de Canclini. Ele examina e <span style="text-align: justify; ">mundialização e as mudanças culturais na América Latina a partir da análise das mesclas entre entre culturas, etnias, referências midiáticas, populares e tradicionais. Outros temas de seu interesse no momento são aqueles relacionados tanto às políticas culturais quanto às relações entre tecnologia e cultura.</span></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Posse de Néstor García Canclini na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</strong></i><br /></i><i>6 de outubro, 17h<br />Cerimônia virtual em vídeo - Não é preciso se inscrever</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Titi Nicola - CC BY-SA</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Redes Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-18T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas">
    <title>Universidades latino-americanas discutem reconstrução do desenvolvimento econômico e social</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>De 13 a 15 de julho, a revista britânica “<a class="external-link" href="https://www.timeshighereducation.com/">Times Higher Education</a>” (THE) e a USP realizam o <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021"> Latin America Universities Summit</a>, cujo tema geral é “Universidades para o Bem Público: Reconstruindo o Desenvolvimento Econômico e Social”.</p>
<p>O objetivo do encontro virtual é examinar como o ensino superior latino-americano pode desenvolver estratégias para melhor capacitar-se, adaptar-se à digitalização, aumentar seu impacto estratégico e ampliar a percepção pública do papel das universidades em sociedades em evolução.</p>
<p>Lideranças de universidades latino-americanas e parceiros delas de outras partes do mundo tratarão da internacionalização das universidades da região, de como elas podem fortalecer seu trabalho em ciências sociais e humanidades, reforçar parcerias com o setor privado e reposicionar-se como agentes de mudanças positivas.</p>
<p>Os temas específicos dos três dias são, respectivamente: “As Universidades Maximizando seus Impactos”, “O Desafio da Internacionalização” e “Construindo Capacidade para Construir Impacto”.</p>
<p>O encontro terá expositores do Brasil, Peru, Colômbia, Chile, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Entre os brasileiros estão o reitor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a> e outros dirigentes da USP, o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, e a ex-conselheira do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin" class="external-link">Claudia Costin</a>.</p>
<p>Durante o encontro haverá o lançamento do THE Latin America University Rankings 2021, com uma exposição detalhada sobre os dados mais recentes apurados pelo levantamento.</p>
<p>A participação é gratuita para representantes de universidades, organismos governamentais e organizações não governamentais. A <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021/page/1757359/register">inscrição</a> permitirá acesso a todas as sessões bem como solicitar gravações das sessões depois do evento.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento Econômico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-12T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>




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