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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 71 to 85.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-pesquisas-investigaciones">
    <title>UrbanSus - Pesquisas/Investigaciones Latino Americanas:  Inquietações em Equador, Colômbia e México</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-pesquisas-investigaciones</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Transformações sociais, impactos epidêmicos e intempéries climáticas têm gerado inquietações e questionamentos sobre o atual panorama das cidades na América Latina, especialmente sobre como o crescimento desses territórios pode vir a atender as crescentes demandas das suas populações.</p>
<p>Esse cenário evidencia a necessidade de se compreender o papel das cidades médias e intermédias e suas zonas de expansão na criação e articulação de redes, zonas habitacionais e espaços públicos integradores de territórios como elementos inovadores e estruturantes do desenvolvimento local e social.</p>
<p>Nesse contexto, as pesquisas ou investigações científicas realizadas por Universidades latino-americanas podem orientar soluções para o crescimento urbano em rede e seus impactos. Exemplos disso são as experiências de Bogotá, na Colômbia, com soluções para o equacionamento do impacto do medo nos espaços públicos; o programa internacional “Contest City” em Quito, no Equador, pautado pela readequação das ações de recuperação de zonas periféricas urbanas; o enfrentamento da segregação espacial nas cidades médias mexicanas e os processos neoliberais de desenvolvimento habitacional na estruturação territorial em Cuernavaca, no México.</p>
<p>As experiências na gestão de cidades médias e intermédias latino-americanas, em que pesem as suas peculiaridades territoriais, podem contribuir para a compreensão de processos urbanos similares nas cidades médias e intermédias brasileiras, bem como para o desenvolvimento de soluções inovadoras de gestão urbana no Brasil.</p>
<p>Assim, o Seminário <strong><i>“Pesquisas / Investigaciones Latino Americanas: Inquietações em Equador, Colômbia e México”</i></strong>, concebido no âmbito do Projeto “Metrópoles Latinomericanas: instrumentos sustentáveis para o desenvolvimento territorial frente a intempéries” do Centro de Síntese USP Cidades Globais, tem por objetivo tratar da territorialidade na geração de políticas organizacionais em cidades médias e intermédias da América Latina considerando suas peculiares características territoriais, sociais e econômicas  e seus impactos sobre a estruturação de espaços públicos, no intuito de colher subsídios para a reflexão sobre a organização das cidades brasileiras de mesmo porte.</p>
<p>O evento insere-se no <strong>Ciclo de Seminários UrbanSus</strong>, uma série de seminários desenvolvida pelo Centro de Síntese USP Cidades Globais no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo com o propósito de contribuir para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade entre academia, sociedade e setor público, como estímulo à construção de uma cultura da sustentabilidade aliada à ética socioambiental.</p>
<p>Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Ciclo UrbanSus visa refletir sobre o papel das cidades e o estímulo para boas práticas e soluções sustentáveis urbanas, colocando-se como um espaço para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade urbana na academia, na sociedade e no setor público.</p>
<p>Desse modo, dentro da proposta do Ciclo UrbanSus, o Seminário se organizará em um único painel, sob o tema <i>“Inquietações Latino Americanas”</i>, abordando experiências em gestão de cidades intermédias no Equador, Colômbia e México,  considerando suas características, áreas de expansão,  espaços públicos e atividades econômicas.</p>
<p>Espera-se que as exposições, realizadas por notáveis pesquisadores e especialistas latino-americanos, seguidas por debates com os pesquisadores do USP Cidades Globais e perguntas do público em geral, possam indicar soluções e recomendações para o desenvolvimento de políticas de gestão pública para as cidades brasileiras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Comissão Organizadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-andres-hernandez-arriagada" class="external-link">Carlos Andrés Hernandez Arriagada</a> (IEA USP/ FAU Mackenzie); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tatiana-cortese" class="external-link">Tatiana Tucunduva P. Corteze</a> (IEA USP/Uninove); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/debora-sotto" class="external-link">Debora Sotto</a> (IEA USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glaucia-cristina-garcia-dos-santos" class="external-link">Glaucia Cristina Garcia dos Santos</a> (FAU USP).</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epidemias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-16T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo">
    <title>Seminário compara situação de jovens em Medellín e São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo</link>
    <description>"Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas" é o encontro que acontece no dia 2 de dezembro, às 14h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Pesquisadores da Colômbia e do Brasil reúnem-se no <strong>dia 2 de dezembro, às 14h</strong>, no IEA, para a troca de informações sobre a situação dos jovens nas cidades de Medellín e São Paulo. Chamado <i>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas, </i><span>o encontro terá como expositor </span><span>Sérgio Cristancho Marulanda, da Universidade de Antioquia, Colômbia, e será </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmitido ao vivo</a> <span>pela internet.</span></p>
<p><span> </span><span>Os debatedores serão três pesquisadores da USP:</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-fernanda-t-peres" class="external-link">Maria Fernanda Tourinho Peres</a><span>, da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Estudos da Violência (NEV);</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-paes-manso" class="external-link">Bruno Paes Manso</a><span>, também do NEV; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a><span>, da Faculdade de Saúde Pública </span><span>(FSP).</span></p>
<p><span>O interesse em conhecer melhor a experiência colombiana deve-se à situação peculiar do país, que enfrenta dilemas cruciais para a inclusão dos jovens que estavam envolvidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que apresenta experiências de intervenções urbanas que contribuíram fortemente para a redução da violência, sobretudo na cidade de Medellín.</span></p>
<p><span> </span><span>Segundo os organizadores, o encontro será uma oportunidade "extremamente proveitosa para o avanço do conhecimento e para a busca de alternativas e intervenções com maior chance de sucesso, além de propiciar um espaço importante para refletir sobre o tema numa perspectiva latino-americana".</span></p>
<p>O evento é gratuito, aberto ao público e não requer inscrição. A organização é do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais do IEA</a> e do <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/3021" target="_blank">Programa de Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP</a>, com apoio da <a class="external-link" href="https://www.capes.gov.br/" target="_blank">Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)</a>.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - <br />Lições Aprendidas</strong></i><br />2 de dezembro, 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento em espanhol (sem tradução), gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição<br /></i><i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira, <a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>, telefone (11) 3091-1686.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil">
    <title>Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil</link>
    <description>O Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização realizou no dia 22 de maio o seminário "Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminario-transformacoes-do-sistema-internacional/image" alt="Seminário &quot;Transformações do Sistema Internacional&quot;" title="Seminário &quot;Transformações do Sistema Internacional&quot;" height="307" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mesa do seminário (a partir da esquerda): Eduardo Viola, Feliciano Guimarães, Lourdes Sola (moderadora), Guilherme Casarões e Rubens Ricupero, em participação online</dd>
</dl></p>
<p>Para o sistema internacional, o ano 2025 tem sido de perplexidades, expectativas e indefinições, um quadro de difícil e necessária análise para desvendar os rumos que o mundo deve tomar quanto ao futuro da democracia, comércio internacional, multipolaridade, dinâmica geopolítica e regime climático.</p>
<p>Para promover um diálogo entre pontos de vistas complementares e às vezes divergentes sobre esse panorama, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a> realizou no dia 22 de maio o seminário "Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil". O evento teve exposições do diplomata <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-ricupero" class="external-link">Rubens Ricupero</a> e dos cientistas políticos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-viola">Eduardo Viola</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-casaroes">Guilherme Casarões</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/feliciano-de-sa-guimaraes">Feliciano Guimarães</a>. A moderação foi da cientista política <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola">Lourdes Sola</a>.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=SGrAPyuyVIw">Vídeo</a> e fotos do seminário</li>
</ul>
<p><strong>Expositores</strong></p>
<ul>
<li>Rubens Ricupero - ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, na Itália e no Escritório da ONU em Genebra, Suíça; ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês), ex-ministro das pastas da Fazenda, do Meio Ambiente e da Amazônia Legal; ex-professor da UnB.</li>
<li>Guilherme Casarões -  professor da Escola de Administração de Empresas da FGV-SP; coordenador do Observatório da Extrema Direita (OED); e pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e do Washington Brazil Office (WBO).</li>
<li>Eduardo Viola - cientista político; professor da Escola de Relações Internacionais da FGV-SP; pesquisador colaborador do IEA, onde é vice-coordenador Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização; e professor titular aposentado da UnB.</li>
<li>Feliciano Guimarães - cientista político; professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP; pesquiador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento; diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri); e ex-pesquisador visitante da Universidade Yale, EUA.</li>
</ul>
<p><strong>Moderadora</strong></p>
<ul>
<li>Lourdes Sola - cientista política; ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e da Unicamp; professora sênior do IEA, onde coordena o Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com Ricupero, ainda é cedo para dizer se 2025 significará uma mudança no sistema internacional maior que a promovida pelo fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética, "eventos que provocaram a superação do sistema bipolar de base ideológica".</p>
<p>Três aspectos caracterizam o período atual, disse: a tendência é maior para o retorno da oposição ideológica do que sua superação; a passagem para um multipolarismo com a reemergência da China; e a globalização, com a unificação do espaço planetário, interdependência e facilitação dos contatos.</p>
<p><strong>Reação a mudanças</strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rubens-ricupero-2022-1/image" alt="Rubens Ricupero - 2022" title="Rubens Ricupero - 2022" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Rubens Ricupero</dd>
</dl></p>
<p>Dentro desse contexto, ele considera que as ações do governo Trump são mais uma tentativa de reação às mudanças do que sua causa. A China aparece como uma obsessão dos EUA, que não conseguem definir uma estratégia para enfrentá-la, afirmou. "As questões econômicas ocupam posição central, e é impossível obrigar países a abrirem mão de suas parcerias com a China."</p>
<p>Do ponto de vista de ingerência direta em outros países, apesar das declarações de Trump sobre o Canal do Panamá, Groenlândia e Gaza, os EUA se abstiveram de agressões militares a outros países. No entanto, essas posições concorrem para o enfraquecimento da ordem internacional, afirmou Ricupero.</p>
<p><strong>Descentralização do poder</strong></p>
<p>Para ele, os EUA não dispõem mais de poder suficiente para determinar a forma que deve assumir o sistema internacional. Comentou que os EUA eram a única potência econômica no final da Segunda Guerra, respondendo por 50% do PIB mundial. Em 1960, eram responsáveis por 40% do PIB e 11% do comercio internacional. Hoje, respondem por 24% do PIB. "Essa redução não ocorreu devido a um enfraquecimento econômico, mas por causa da ascensão de outros países e descentralização do poder estratégico."</p>
<p>Em relação aos aumentos de tarifas de importação estabelecidos por Trump, Ricupero ressaltou que a maioria dos países preferiu "não seguir o mal exemplo", com forte reação apenas da China. Afirmou que o sistema multilateral de comércio sofre com as posturas estadunidenses, mas não acabou. Isso é revelador, disse, da natureza do atual poder dos EUA: suas ações são destrutivas e desestabilizadoras, mas encontram resistência dos demais países.</p>
<p>Dentro desse panorama desanimador, o Brasil está em posição bem menos vulnerável que outros países, por não estar em "dependência exagerada de Washington e por ter diversidade de parceiros", afirmou. Colabora para isso o fato de o país ter outras vantagens, como o seu processo de transição energética, a elevada produção de alimentos, participação no Brics e o relacionamento com a União Europeia e a China, acrescentou.</p>
<p>Ricupero tratou também dos efeitos negativos das decisões de Trump para os grandes desafios globais como a clise climática e a emergência de epidemias, diante da retirada dos EUA do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde. "A resposta do resto do mundo deve ser um esforço conjunto, inclusive em termos de recursos".</p>
<p>No plano interno, ele frisou que os riscos para a democracia dos Estados Unidos são reais e caberá aos cidadãos do país reagirem a isso. "O potencial destrutivo de Trump deve afetar mais os Estados Unidos do que os fatores que levaram à sua eleição."</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-casaroes-22-5-25/image" alt="Guilherme Casarões - 22/5/25" title="Guilherme Casarões - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Guilherme Casarões</dd>
</dl></p>
<p>Casarões concordou a avaliação de que Trump não é causa, mas sintoma das transformações estruturais pelas quais o mundo está passando. Ele considera que o presidente dos EUA "não é um homem dos anos 40, mas sim do século 19, época do realismo clássico nas relações internacionais, de disputa entre as potencias da época". E o estímulo ao caos é um método para os EUA atingirem os objetivos que aspiram, disse.</p>
<p>Os últimos 30 anos foram um período em que predominou a grande ilusão de que as grandes transformações em curso levariam a uma espécie de paz perpétua mundial, mas a crise financeira de 2008 foi um momento de inflexão no movimento de transição de um sistema internacional bipolar para um multipolar, afirmou. "Ainda não está muito claro se o mundo vive uma multipolaridade emergente."</p>
<p>O panorama atual, segundo Casarões, é de retorno dos conflitos internacionais a partir da invasão da Crimeia pela Rússia em 2014, com alguns analistas considerando inclusive que o mundo vive o prelúdio de uma Terceira Guerra. Outras características são a desconfiança sobre a democracia e o que ela pode oferecer e o papel das redes sociais ao romperem a mediação da imprensa, tornando centrais coisas periféricas. "Trump é fruto de tudo isso."</p>
<p><strong>Século 19 como referência</strong></p>
<p>Ele destacou que Trump não cita ex-presidentes americanos de grande influência no século 20, mas sim três do século 19: James Monroe, Andrew Jackson e William McKinley. Monroe é a referência por sua doutrina baseada no lema "América para os Americanos", voltada a construir a esfera de influência exclusiva dos EUA. Jackson marcou o surgimento do populismo branco e a ênfase no isolacionismo dos EUA. Mckinkey é a referência de Trump para a desregulamentação estatal, além de ter sido o presidente durante a guerra dos EUA contra a Espanha, pela qual o país obteve o controle de Cuba, Filipinas, Porto Rico e Guam.</p>
<p>Trump admite que os EUA não devam pleitear a hegemonia global, segundo Casarões. Para o presidente estadunidense, o mundo tende a ser tripolar, com seu país influenciando as Américas e a Europa ocidental, a Rússia dispondo de países como a Ucrania e a China atuando em seu quintal asiático. "Talvez ele tenha também a pretensão de influenciar para que a Rússia controle a expansão chinesa."</p>
<p>Outro aspecto da estratégia do presidente dos Estados Unidos é a grande prioridade dada às Américas, apontou. "O caos tem um pouco de método e precisa das Américas no centro de tudo para ter efeito." Essa é a razão de ele falar do crime organizado da América Latina e combater as migrações, de se aproximar de El Salvador e de querer disputar com a crescente influência chinesa na região, afirmou. No entanto, "o interesse pela América Latina pode ter riscos, pois pode estar baseado nas razões erradas".</p>
<p>Ele citou que relatório do Banco Mundial apontou 2025 como o ano das potências médias. "E o Brasil vai ter um papel central em temas como mudanças climáticas, multilateralismo e combate à pobreza."</p>
<p><strong>Nova guerra fria</strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-viola-22-5-25/image" alt="Eduardo Viola - 22/5/25" title="Eduardo Viola - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Eduardo Viola</dd>
</dl></p>
<p>Em sua apresentação, Eduardo Viola traçou um painel a partir dos anos iniciais da presidência do líder chinês Xi Jing Ping até este ano, passando pelas reações ao crescimento chinês presente nas campanhas eleitorais de Trump e Hillary Clinton em 2016, a guerra comercial iniciada por Trump em 2018, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e o início do que ele chama de nova guerra fria, com o aumento dos gastos militares desde então, principalmente por parte da China e da Rússia.</p>
<p>Para ele, está se constituindo uma bipolaridade no seio da multipolaridade: de um lado, as democracias ocidentais, asiáticas e Israel e, de outro, um bloco de autocracias cada vez mais interdependentes, constituído por China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. E há países importantes não alinhados: Índia, Paquistão, Brasil, México, Indonésia, África do Sul. Viola aponta para o crescente risco de guerra nuclear e para a contínua e cada vez mais acentuada guerra cibernética, acompanhada pela disputa por avanços na inteligência artificial e na computação quântica.</p>
<p>Entre os outros direcionadores das transformações globais citados por Viola figuram o surgimento de divisões na coalização governante dos EUA e início de manifestações de oposição na sociedade americana e no mundo, fragmentação econômica, com a resiliência sobrepondo-se à eficiência, e o predomínio da geopolítica sobre a globalização econômica.</p>
<p><strong>Regime climático</strong></p>
<p>Um direcionador discutido à parte pelo cientista político é o regime climático. Ele citou o fracasso em conter as emissões de gases efeito estufa; a aceleração do aquecimento global e da frequência e intensidade dos extremos climáticos; o sucesso relativo no aumento da consciência pública e na promoção de energias renováveis; a limitação da velocidade da transição energética em função da prioridade da segurança nacional e energética; e o crescente nacionalismo climático, com ênfase na adaptação sobre a mitigação.</p>
<p>Segundo Viola, o Brasil não é líder no regime climático, mas poderia liderar nas áreas de controle do desmatamento e agricultura de baixo carbono. No entanto, considera o governo Lula inconsistente ao se dizer comprometido com a redução do desmatamento e ao mesmo tempo estar comprometido com o aumento da produção e exportação de petróleo. Ele também vê com certo pessimismo as perspectivas para a COP30 em razão da crise do multilateralismo, retirada dos EUA do Acordo de Paris, escassez de financiamento para ações de enfrentamento das mudanças climáticas e a incerteza sobre papel da China na política do clima.</p>
<p>Diante do panorama internacional, o Brasil se destaca como grande exportador de alimentos, minérios e energia, setores com produtividade crescente no país e intensivos em capital e tecnologia, disse. Mas, apesar de aberto financeiramente e a investimentos, o país é fechado comercialmente, e com extrema dependência comercial da China, acrescentou.</p>
<p>Do ponto de vista político, Viola considera a democracia brasileira erodida pela desigualdade e polarização e sujeita a um sistema político-eleitoral que favorece o predomínio de interesses particularistas e dificulta de forma acentuada políticas estruturantes de longo prazo.</p>
<p>Quanto à política externa brasileira, ele considera que o governo Lula tem inclinação pelo bloco das autocracias e uma posição de não alinhamento, ao passo que a melhor opção seria certa inclinação pelo bloco das democracias. Mencionou que o acordo entre o Mercosul-União Europeia seria muito importante para o Brasil, mas vê dificuldades para sua ratificação por algunas países europeus. Outro ponto visto com ressalvas por Viola é o pertencimento do país aos Brics, devido à crescente hegemonia da China no bloco e o forte predomínio de regimes autocráticos e economias intensivas em carbono. Na relação com os Estados Unidos, ele acredita que a tensão provavelmente aumentará à medida que se aproximem as eleições de 2026.</p>
<p><strong>Eleições de 2026</strong><img src="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-faz-diagnostico-das-transformacoes-internacionais-em-2025-e-seus-possiveis-efeitos-no-brasil" alt="Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil" id="__mce_tmp" title="Seminário faz diagnóstico das transformações internacionais e seus possíveis efeitos para o Brasil" /></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/feliciano-guimaraes-22-5-25/image" alt="Feliciano Guimarães - 22/5/25" title="Feliciano Guimarães - 22/5/25" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Feliciano Guimarães</dd>
</dl></p>
<p>Esse ponto foi enfatizado por Feliciano Guimarães, para quem haverá ingerência do governo Trump de forma multifacetada nas eleições brasileiras de 2026, em busca de maior engajamento do país com os EUA. Entretanto, a associação da direita brasileira com o governo Trump pode ter efeito adverso para ela nas eleições de 2026, em benefício da esquerda, caso o eleitorado resolva se manifestar contra ingerências do Estados Unidos em questões brasileiras, ponderou.</p>
<p>Essa reação do eleitorado vai depender da força do ataque estadunidense, uma vez que "a política externa está longe dos interesses do eleitor médio". Acrescentou que "a política externa é mais um passivo do que um ativo eleitoral para o governo Lula".</p>
<p>O Brasil se cacifou relativamente no plano internacional ao se envolver nas discussões para um cessar-fogo na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e sobre as questões venezuelanas, em sua opinião. "Os Estados Unidos precisam do Brasil na questão da Venezuela", afirmou.</p>
<p>Guimarães vê como positiva a preocupação crescente dos brasileiros quanto à China, mas avalia que o país precisa ser neutro, mantendo boas relações tanto com a China quanto com os EUA. Para ele, não há um consenso sobre quais são os polos de poder global, mas é certo que o Brasil tem uma política exterior que trabalha pela multipolaridade.</p>
<p><strong>Polos de poder</strong></p>
<p>No debate que se seguiu, o ponto mais discutido foi a divergência entre os expositores quanto aos polos de poder existentes no mundo e o que os define. Ricupero destacou que é preciso primeiro compreender o que significa poder na esfera internacional. Disse que há uma propensão inconsciente de considerar poder apenas o hard power, traduzido por poderio militar e capacidade de impor sansões econômicas. Disse discordar dessa concepção e citou os países escandinavos e a Suíça como exemplo de países detentores de soft power, que se caracteriza, a seu ver, pela presença diplomática e negociação. Para ele, a economia torna-se hard power ao impor sanções a outros países. "O mundo tem muito mais matizes do que os poderes militar e de sanções econômicas."</p>
<p>No caso brasileiro, disse que o país tem presença diplomática: "Ainda estamos num mundo multipolar. No conjunto dos países grandes, o Brasil não é potência nuclear ou militar convencional e, portanto, só pode confiar na legislação internacional", disse. Guimarães concordou em parte com Ricupero, questionando a ideia de que o Brasil não tenha outro poder ao não ter poder militar e econômico.</p>
<p>Para Viola, a economia está presente no hard power não apenas quando um país impõe sanções econômicas. Sola manifestou que o chamado economic statecraft (estratégia econômica de estado) por meio do comércio transcende de longe o hard power e, portanto, a economia pode ser um instrumento de soft power.</p>
<p><strong>Relevância do Brics</strong></p>
<p>Quanto ao peso dos Brics no cenário internacional, Casarões disse que o grupo não é um grande alvo para Trump e a posição do Brasil em sua presidência é não colocar em pauta a questão da substituição do dólar no comércio entre os membros.</p>
<p>Ele acrescentou que há uma tendência da imprensa ocidental em enquadrar o Brics como uma aliança em oposição aos EUA, no entanto, "a maioria dos 11 membros do grupo é aliada dos EUA". Se Trump conseguir enfraquecer a aliança Rússia-China, consegue esvaziar o Brics, afirmou.</p>
<p>Ricupero apontou que o problema não é tanto a possibilidade de provocar reações de Trump: "O próprio conceito dos Brics não se sustenta. Juntou quatro países com grande território e população. Depois se transformou num agrupamento sem perfil claro. O conceito anti-hegemônico é anacronismo da velha esquerda".</p>
<p><strong>COP30</strong></p>
<p>Respondendo a pergunta do público sobre as perspectivas para a COP30, Viola disse que o Brasil deve usar suas habilidades diplomáticas para tentar evitar o colapso do regime climático. De acordo com ele, a segunda prioridade da delegação brasileira deveria ser atuar para que a China mude totalmente seu papel, deixando de ser totalmente predatória para ser uma superpotência de energias renováveis.</p>
<p>Disse que apesar do crescimento dos carros elétricos na China, o país continuar a construir 3 ou 4 termoelétricas a carvão por mês, muitas em substituição a antigas defasadas tecnologicamente. "A matriz energética do país ainda depende de combustíveis fósseis em 75%. Apesar de a China ainda se considerar um país em desenvolvimento, o Brasil pode tentar convencê-la a mudar seus status."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autocracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comércio Exterior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Américas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autoritarismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Bioeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra Fria</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-29T16:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-nestor-garcia-canclini">
    <title>Néstor García Canclini toma posse na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-de-nestor-garcia-canclini</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini/image" alt="Néstor García Canclini" title="Néstor García Canclini" height="614" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Néstor García Canclini</dd>
</dl></p>
<p>O antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, da Universidade Autônoma Metropolitana da Cidade do México, toma posse como novo titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> em cerimônia virtual disponível no site do IEA a partir de <strong>6 de outubro, às 17h</strong>.</p>
<p>Para superar as limitações impostas pela pandemia do coronavírus, os depoimentos de todos os participantes do evento foram gravados e ficarão disponíveis separadamente numa página especial na web. O público poderá escolher o que e quando assistir.</p>
<p>Parceria entre o IEA e o Itaú Cultural iniciada em 2015, a cátedra muda de titular a cada ano. Canclini é o primeiro estrangeiro a ser escolhido para ocupar a cátedra e sucede ao curador e crítico de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e à biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, titulares em 2019. Durante sua participação na cátedra, Canclini desenvolverá o projeto "A Institucionalidade da Cultura no Contexto Atual de Mudanças Socioculturais".</p>
<p>Na posse, ele fará a conferência "As Instituições Fora de Lugar". Em outro vídeo, Canclini participa do triálogo “A Desinstitucionalização da Cultura", com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a> e a antropóloga social Carla Pinochet Cobos, da Universidade Alberto Hurtado, Chile. Além deles, participam da cerimônia: Herkenhoff e Nader; o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>; o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>; o coordenador acadêmico da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>; o diretor do Itaú Cultural, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal" class="external-link">Maria Alice Setubal</a>, representante da família Setubal. Teixeira Coelho também fará a apresentação de Canclini, em um vídeo específico.</p>
<p><strong>Projeto</strong></p>
<p>Em sua proposta de trabalho na cátedra, Canclini afirma que dois processos se destacam entre aqueles promotores de mudanças de desenvolvimento e funções sociais das instituições culturais públicas e privadas nas últimas décadas: as políticas neoliberais e a internet.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Titulares anteriores</i></h3>
<p><i><span style="text-align: justify; ">A Cátedra Olavo Setubal de Arte. Cultura e Ciência já foi ocupada por cinco personalidades da ciência, cultura e humanidades:</span></i></p>
<ul>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2016 - o </span><span style="text-align: justify; ">filósofo e sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2017 - o designer gráfico e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2018 - a educadora a ativista sociocultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>;</span></i></li>
<li><i><span style="text-align: justify; ">2019 - o curador e crítico de arte Paulo Herkenhoff e a biomédica Helena Nader, da Unifesp.</span></i></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini será o novo titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-pos-doutorado-nestor-canclini" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência seleciona pesquisador de pós-doutorado para trabalhar com Néstor Canclini</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Outras notícias<br />sobre a cátedra</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo ele, políticas neoliberais enfraqueceram os estados e seus orçamentos, bem como reorientaram o trabalho de algumas fundações, editoras, museus e centros culturais e artísticos para um "rendimento econômico de curto prazo".</p>
<p>Quanto à internet, Canclini considera que, além da reorganização da comunicação cultural e da participação social promovidas por ela desde seu surgimento, nos últimos 15 anos houve o impacto das "redes socais e do controle algorítmico dos comportamentos, com rendimentos mercantis e seus efeitos sociopolíticos a cargo de poucas corporações eletrônicas".</p>
<p>Essas duas transformações geraram, diz, uma "descidanização e o deslocamento parcial das cenas político-culturais dos partidos para movimentos sociais e desempenhos midiáticos e digitais dos públicos".</p>
<p>Para ele, a diminuição das formas clássicas de exercer a cidadania - via partidos, sindicatos e instituições fisicamente estabelecidas - "coexiste com movimentos feministas, raciais e étnicos, ambientalistas e de vizinhança, rebeliões e adaptação dos consumidores-usuários da produção cultural das corporações e organismos estatais".</p>
<p>[O caderno "Ilustríssima" da edição de 4 de outubro do jornal "Folha de S.Paulo" publicou o artigo de Canclini "<a class="external-link" href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2020/10/aplicativos-crescem-na-cultura-e-podem-substituir-instituicoes-obsoletas.shtml">Instituições culturais versus aplicativos</a>", no qual ele discuti vários aspectos relacionados com seu projeto na cátedra, entre os quais o processo de descidanização, a obsolescência de instituições (partidos, sindicatos e igrejas) e a possibilidade de retomada da cidadania via aplicativos e redes sociais.]</p>
<p>Canclini pretende realizar uma análise das modalidades recentes de desenvolvimento institucional e dos movimentos sociais, principalmente no Brasil, tendo como referências comparativas as experiências específicas de Argentina, México e outros países latino-americano. O projeto será desenvolvido com a colaboração do pós-doutorando <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Ignacio Brizuela</a>, especialista em políticas culturais e interculturalidade.</p>
<p>Os dois reunirão material documental, estatístico e etnográfico sobre esses temas e publicarão no mínimo dois artigos científicos sobre os resultados do estudo. Em razão das limitações impostas pela pandemia, a interação entre eles será por teleconferência. Caso a situação de segurança sanitária no primeiro semestre de 2021 permita, Brizuela irá ao México para que os dois possam trabalhar de forma presencial.</p>
<p>Eles também produzirão três boletins ao longo do período de trabalho para divulgar as experiências documentas e suas análises para um público mais amplo que o acadêmico.</p>
<p>No segundo semestre de 2021, Canclini realizará um seminário com professores e doutorandos e participação, se possível, de líderes ou atores relevantes de movimentos socioculturais.</p>
<p><strong>Trajetória</strong></p>
<p>Nascido em La Plata, Argentina, em 1939 e radicado no México desde 1976, Canclini é doutor em filosofia pela Universidade de La Plata e pela Universidade Paris Nanterre. Lecionou em universidades dos Estados Unidos (Austin, Duke e Stanford), Espanha (Barcelona), Argentina (La Plata e Buenos Aires) e na USP.</p>
<p>Em 2014, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes do México. Seu livro “Culturas Híbridas: Estrategias para Entrar y Salir de la Modernidad” (1990) foi agraciado com menção honrosa do Premio Iberoamericano Book Award da Latin American Studies Association de 1992.</p>
<p>Além de "<a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/loja/produto/159/culturas-hibridas--estrategias-para-entrar-e-sair-da-modernidade">Culturas Híbridas</a>" (publicado pela Edusp em 1997 e já em sua 4ª edição), outros de seus princiapis livros são "Consumidores y Ciudadanos: Conflictos Multiculturales de la Globalización" (1995), La Globalización Imaginada (1999); "Diferentes, Desiguales y Desconectados: Mapas de la Interculturalidad" (2004). Seu obra mais recente é "Ciudadanos Reemplazados por Algoritmos" (2019) [clique <a class="external-link" href="http://www.calas.lat/sites/default/files/garcia_canclini.ciudadanos_reemplazados_por_algoritmos.pdf" target="_blank">aqui</a> para baixar a versão digital].</p>
<p>As relações entre estética, arte, antropologia, estratégias criativas e redes culturais dos jovens são as preocupações atuais de Canclini. Ele examina e <span style="text-align: justify; ">mundialização e as mudanças culturais na América Latina a partir da análise das mesclas entre entre culturas, etnias, referências midiáticas, populares e tradicionais. Outros temas de seu interesse no momento são aqueles relacionados tanto às políticas culturais quanto às relações entre tecnologia e cultura.</span></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Posse de Néstor García Canclini na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</strong></i><br /></i><i>6 de outubro, 17h<br />Cerimônia virtual em vídeo - Não é preciso se inscrever</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Titi Nicola - CC BY-SA</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Redes Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-18T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas">
    <title>Universidades latino-americanas discutem reconstrução do desenvolvimento econômico e social</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/encontro-universidades-latino-americas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>De 13 a 15 de julho, a revista britânica “<a class="external-link" href="https://www.timeshighereducation.com/">Times Higher Education</a>” (THE) e a USP realizam o <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021"> Latin America Universities Summit</a>, cujo tema geral é “Universidades para o Bem Público: Reconstruindo o Desenvolvimento Econômico e Social”.</p>
<p>O objetivo do encontro virtual é examinar como o ensino superior latino-americano pode desenvolver estratégias para melhor capacitar-se, adaptar-se à digitalização, aumentar seu impacto estratégico e ampliar a percepção pública do papel das universidades em sociedades em evolução.</p>
<p>Lideranças de universidades latino-americanas e parceiros delas de outras partes do mundo tratarão da internacionalização das universidades da região, de como elas podem fortalecer seu trabalho em ciências sociais e humanidades, reforçar parcerias com o setor privado e reposicionar-se como agentes de mudanças positivas.</p>
<p>Os temas específicos dos três dias são, respectivamente: “As Universidades Maximizando seus Impactos”, “O Desafio da Internacionalização” e “Construindo Capacidade para Construir Impacto”.</p>
<p>O encontro terá expositores do Brasil, Peru, Colômbia, Chile, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Entre os brasileiros estão o reitor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a> e outros dirigentes da USP, o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, e a ex-conselheira do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin" class="external-link">Claudia Costin</a>.</p>
<p>Durante o encontro haverá o lançamento do THE Latin America University Rankings 2021, com uma exposição detalhada sobre os dados mais recentes apurados pelo levantamento.</p>
<p>A participação é gratuita para representantes de universidades, organismos governamentais e organizações não governamentais. A <a href="https://www.timeshighered-events.com/latin-america-universities-summit-2021/page/1757359/register">inscrição</a> permitirá acesso a todas as sessões bem como solicitar gravações das sessões depois do evento.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento Econômico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-12T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2010/la-investigacion-urbana-en-mexico-y-america-latina-orientaciones-teoricas-y-temas-relevantes-18-de-novembro-de-2010">
    <title>La Investigación Urbana en México y América Latina. Orientaciones Teóricas y Temas Relevantes - 16 de novembro de 2010</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2010/la-investigacion-urbana-en-mexico-y-america-latina-orientaciones-teoricas-y-temas-relevantes-18-de-novembro-de-2010</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2010-11-16T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2008/o-sistema-de-educacao-superior-no-chile-28-de-agosto-de-2008">
    <title>O Sistema de Educação Superior no Chile - 28 de agosto de 2008</title>
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    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
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    <title>Cultura e comportamento: Investigando Discrepâncias Étnicas em Saúde e Educação - 28 de agosto de 2008</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Bernardo O’Higgins</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
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    <title>Seminário Internacional - "Integração Política e Economica da América do Sul - 23 a 25 de outubro de 2007</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Mauro Bellesa</dc:rights>
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
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    <title>Seminário Internacional - "Integração Política e Economica da América do Sul" - Aspectos Jurídicos e Políticos - 24 de outubro de 2007</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
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    <title>Seminário Internacional - "Integração Política e Economica da América do Sul" - Perspectivas da Integração  - 25 de outubro de 2007</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2007/seminario-internacional-integracao-politica-e-economica-da-america-do-sul-perspectivas-da-integracao-25-de-outubro-de-2007</link>
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    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
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    <title>3ª Conferência  Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul - 04 a 08 de novembro de 2007</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
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    <title>América do Sul: Aspectos Políticos, Econômicos e Sociais - 20 de setembro de 2006</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/america-do-sul-aspectos-politicos-economicos-e-sociais-20-de-setembro-de-2006</link>
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    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
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    <title>América do Sul: Integração, Geoestratégia e Segurança - 21 de setembro de 2006</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/america-do-sul-integracao-geoestrategia-e-seguranca-21-de-setembro-de-2006</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
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    <title>Processos de Globalização e Governabilidade nos Países da América Latina - 28 de fevereiro de 2005</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2005/processos-de-globalizacao-e-governabilidade-nos-paises-da-america-latina-28-de-fevereiro-de-2005</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
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