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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 81 to 95.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/o-201cjeitinho201d-e-o-201cguanxi-identidades-e-contrastes-entre-brasil-e-china-27-de-fevereiro-de-2015">
    <title>O “Jeitinho” e o “Guanxi": Identidades e Contrastes entre Brasil e China - 27 de fevereiro de 2015</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-02T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/alma-migrante-18-de-novembro-de-2014">
    <title>Alma Migrante - 18 de novembro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/alma-migrante-18-de-novembro-de-2014</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-11-18T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/o-arquivo-apartheid-racismo-memoria-e-pertencimento-entre-sul-africanos-na-australia-09-de-setembro-de-2014">
    <title>O Arquivo Apartheid: Racismo, Memória e Pertencimento entre Sul-Africanos na Austrália - 09 de setembro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/o-arquivo-apartheid-racismo-memoria-e-pertencimento-entre-sul-africanos-na-australia-09-de-setembro-de-2014</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-09-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/hospitalidade">
    <title>A hospitalidade ao estrangeiro como elemento essencial da democracia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/hospitalidade</link>
    <description>O debate "O Desafio da Hospitalidade: Emigrantes e Refugiados", realizado no dia 22 de outubro, foi organizado pelo IEA, com apoio do Instituto de  Relações Internacionais (IRI) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-desafio-da-hospitalidade-emigrantes-e-refugiados" alt="Debate 'O Desafio da Hospitalidade: Emigrantes e Refugiados'" class="image-inline" title="Debate 'O Desafio da Hospitalidade: Emigrantes e Refugiados'" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Resistência aos refugiados: uma questão econômica ou identitária?</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Será a hospitalidade um princípio essencial à democracia? Essa foi a pergunta que orientou o segundo debate do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas/megatendencias-globais-e-desafios-a-democracia" class="external-link">Laboratório Megatendências Globais e Desafios à Democracia</a>, ocorrido no dia 22 de outubro no IEA. O tema do encontro foi <i>O Desafio da Hospitalidade: Emigrantes e Refugiados</i>.</p>
<p>De acordo com o coordenador do laboratório e do debate, o cientista político português <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alvaro-de-vasconcelos" class="external-link">Álvaro de Vasconcelos</a>, a imigração global é um fator decisivo na afirmação de correntes identitárias que ameaçam as democracias na Europa e em outras partes do mundo.</p>
<p>Além de Vasconcelos, que é professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, participaram quatro debatedores: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/geraldo-adriano-godoy-de-campos" class="external-link">Geraldo Adriano Godoy de Campos</a>, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, professora da Unifesp e coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a> do IEA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-alberto-alves-amorim" class="external-link">João Alberto Alves Amorim</a>, professor de direito internacional da Unifesp e coordenador da Cátedra Sérgio Vieira da Melo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR); e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/larissa-leite" class="external-link">Larissa Leite</a>, coordenadora do Departamento de Proteção do Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>LABORATÓRIO MEGATENDÊNCIAS GLOBAIS E DESAFIOS À DEMOCRACIA</strong></p>
<p><strong>1º DEBATE</strong></p>
<p><strong>O Desafio do Nacionalismo Identitário</strong><br /><i>24 de junho de 2015</i></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-desafio-do-nacionalismo-identitario" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/o-desafio-do-nacionalismo-identitario-24-de-junho-de-2015" class="external-link">Foto</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/futuro-da-democracia" class="external-link">IEA e IRI organizam série de debates sobre o futuro da democracia</a>"</li>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-nacionalismo-identitario-em-foco" class="external-link">O nacionalismo identitário em foco</a>"</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>2º DEBATE</strong></p>
<p><strong>O Desafio da Hospitalidade: Emigrantes e Refugiados</strong></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-desafio-da-hospitalidade-emigrantes-e-refugiados" class="external-link">Vídeo</a> | Fotos</li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sentido-de-humanidade-e-hospitalidade-num-mundo-de-guerras-e-fome" class="external-link">Sentido de humanidade e hospitalidade num mundo  de guerras e fome</a>"</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O laboratório é uma parceria entre o IEA e o IRI-USP. O primeiro debate, realizado em junho, tratou do tema <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-nacionalismo-identitario-em-foco" class="external-link"><i>O Desafio do Nacionalismo Identitário.</i></a></p>
<p>Ao abrir o encontro, Vasconcelos disse que a hospitalidade é um elemento precípuo da democracia e seus princípios deveriam ser incorporados aos direitos humanos. Ele lembrou que ao tratar do tema, o filósofo Jacques Derrida (1930-2004) disse que se deve "receber o outro sem saber sua identidade".</p>
<table class="tabela-direita-300" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/larissa-leite-1" alt="Larissa Leite" class="image-inline" title="Larissa Leite" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Larissa Leite</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Larissa Leite afirmou sua convicção de que a hospitalidade integra a democracia, pois tem o objetivo de "promover a dignidade humana". No entanto, preferiu destacar em sua fala aspectos gerais que dificultam o acolhimento de refugiados pelo Brasil. Informou que existem cerca de 25 mil deles no país, entre reconhecidos, solicitantes e não identificados.</p>
<p>O principal problema é a nacionalidade ser condicionante de direitos, segundo ela: "A gente tenta justificar o princípio da solidariedade dessa forma, quando na verdade deveria ser pela hospitalidade."</p>
<p>Para Larissa, o primeiro desafio do país é construir um sistema justo, transparente e estável para as pessoas em estado vulnerável, como os refugiados e aquelas sujeitas ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo.</p>
<p>Ela disse que o sistema de imigração é do período final da ditadura, excludente e com várias lacunas na legislação. "Quais as garantias que uma pessoa tem de que seu caso será analisado com imparcialidade, transparência e sem sofrer a pressão das relações internacionais?", indagou.</p>
<p>Segundo ela, em São Paulo, as atitudes em relação aos refugiados estão ligadas mas situam-se em extremos diferentes. Comentou que há hospitalidade e curiosidade sobre a cultura do estrangeiro, com pessoas e organizações querendo se envolver e mostrar que estão fazendo isso ("o problema é que muitas vezes é este último elemento que sobressai"). No outro extremo ela identifica o surgimento de numerosas ações sutis de reação à presença de estrangeiros. Essas atitudes também "se baseiam em sentimentos, não em questões racionais".</p>
<p><span>João Alberto Alves Amorim disse que também considera a hospitalidade um elemento essencial da democracia: "Se considero como a essência de um regime democrático o direito igualitário de participação, tenho de acolher o refugiado". No entanto, ele também preferiu analisar outras questões ligadas ao tema.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/joao-alberto-alvares-amorim" alt="João Alberto Álvares Amorim" class="image-inline" title="João Alberto Álvares Amorim" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>João Alberto Alves Amorim</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em sua opinião, "hoje vivemos uma crise de significados, por isso há a necessidade de ressignificar certos conceitos, mesmo o de democracia; o 'outro' também não tem o mesmo significado que tinha no século passado".</p>
<p>O noticiário mostra a barbárie e até mesmo a banalização dos problemas, comentou. "A impressão é que voltamos ao início do século 20 e, em alguns casos, à Idade Média. Até hoje não conseguimos a igualdade para as mulheres na maioria das sociedades ocidentais."</p>
<p>Ainda assim, Amorim considera que a sociedade tem mostrado uma percepção crescente sobre o sofrimento do outro, apesar de "não ser possível saber o quanto essa atitude é natural ou então fabricada pela mídia".</p>
<p>"As mesmas pessoas que demonstram sensibilidade exacerbada nas redes sociais, que choraram pelo menino morto na praia da Turquia, não se sensibilizam com a população negra que é morta na periferia das cidades brasileiras", exemplificou.</p>
<p>Ele alerta, contudo, que ao promover a necessária ressignificação de conceitos a sociedade deve tomar cuidado com aqueles que tentam impor medidas descriminatórias. Amorim vê risco nesse sentido na proposta de uma lei "supostamente antiterrorismo em tramitação", que tipifica os crimes e prevê o bloqueio de bens, segundo as normas do Conselho de Segurança da ONU.</p>
<table class="tabela-direita-300" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sylvia-dantas" alt="Sylvia Dantas" class="image-inline" title="Sylvia Dantas" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Sylvia Dantas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Sylvia Dantas, "atualmente, o outro é visto como uma ameaça que vem perturbar nossa suposta tranquilidade, nossa vida com privilégios com nos são outorgados".</p>
<p>Ela afirmou que o problema é que "estamos fazendo poucas perguntas". Como exemplo, relatou que por ocasião de oficina realizada anualmente no Acnur, em Brasília, surgiu a pergunta sobre como o organismo se mantém. "Achei curioso que o Acnur tenha um orçamento de US$ 3 bilhões anuais e se mantenha por meio de contribuições voluntárias de países e doadores privados", muitos dos quais, segundo ela, não primam pela observância de uma perspectiva humanitária.</p>
<p>Na opinião de Geraldo Adriano Godoy de Campos, a hospitalidade entra em conflito com o princípio de nacionalidade do Estado moderno, pois ela pressupõe a aceitação incondicional do Outro. Esse conflito “aponta para um problema no próprio vínculo entre cidadania e nacionalidade e para alguns limites da construção do Estado-nação”.</p>
<table class="tabela-esquerda-300" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/geraldo-adriano-godoy" alt="Geraldo Adriano Godoy" class="image-inline" title="Geraldo Adriano Godoy" /></td>
</tr>
<tr>
<th style="text-align: left; ">Geraldo Adriano Godoy de Campos</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo ele, a sociedade vive uma confluência de crises (institucional, ambiental, dos sindicados, do Estado-Nação), mas a mais profunda é a crise cognitiva, que leva todos a pensar "como os campos conceituais se organizam e qual o sentido das palavras".</p>
<p><span>Antes de abrir a discussão para o público, </span><span>Vasconcelos comentou que a hospitalidade brasileira ao refugiados talvez seja fruto do número pequeno deles (25 mil), ao passo que só nos países vizinhos à Síria há 4 milhões de pessoas nessa condição. Afirmou que o debate na Europa gira em torno da questão identitária:  "A Finlândia discute se a presença de 300 mil refugiados alteraria a identidade do país".</span></p>
<p>Outra questão levantada por ele é o contraste entre a perspectiva solidária nas redes sociais e a realidade. "A tendência nas redes sociais é a 'customização', pois a informação que vemos é a que queremos ver. As redes sociais correspondem à realidade ou ao que é importante para nosso amigos?"</p>
<p>No debate com o público, Dina Kinoshita, ex-professora do Instituto de Física da USP e ex-pesquisadora do IEA, disse que entraram 800 mil imigrantes na Europa nos últimos anos e que não acha que o problema em aceitá-los seja só uma questão de identidade, como disse Vasconcelos, pois "é preciso propiciar condições de vida a essas pessoas".</p>
<table class="tabela-direita" style="text-align: right; ">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alvaro-vasconcelos" alt="Álvaro Vasconcelos" class="image-inline" title="Álvaro Vasconcelos" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Álvaro de Vasconcelos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Questão à questão religiosa, Dina comentou que a prerrogativa do estado laico é forte na França e que "admitir um número grande de imigrantes que defendem um Estado religioso é um problema que vai muito além do simples direito".</p>
<p>Ao responder a ela, Sylvia disse que a colocação de Dina reflete o incômodo que muitas pessoas sentem em relação aos imigrantes e que as leva "a considerar a cultura como algo estanque, congelado, quando na verdade ela está sempre mudando", inclusive pela presença de imigrantes.</p>
<p>Segundo Amorim, os países europeus estão fazendo contas, pois precisam de mão de obra e querem selecionar quem mais lhes interessa. Quanto à questão religiosa, considera sintomático que o Estado laico seja discutido apenas em relação ao Islã, enquanto no Brasil há celeuma toda vez que se discute a retirada de crucifixos das paredes de repartições públicas".</p>
<p>Vasconcelos disse que apesar de a lógica econômica apontar que a Europa precisa de milhões de imigrantes, há reações a isso, "daí se revela que a questão central é a identitária".</p>
<p style="text-align: left; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Megatendências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-29T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-contato-com-o-outro-reflexoes-sobre-identidades-e-interculturalidade">
    <title>O contato com o outro: reflexões sobre identidades e interculturalidade </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-contato-com-o-outro-reflexoes-sobre-identidades-e-interculturalidade</link>
    <description>A nova ordem mundial provocada pelos deslocamentos em massa inspira grupo multidisciplinar a apresentar parte de sua produção científica.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O tema da emigração e da imigração está na pauta da imprensa e tem recebido especial atenção nas relações internacionais. Em um período em que o mundo se questiona sobre a forma de lidar com os refugiados de guerra e fome e sobre as relações entre culturas que coexistem em um mesmo território, o Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais">Diálogos Interculturais</a> do IEA realiza simpósio sobre o tema <i>Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</i><strong>.</strong><strong> </strong>O encontro acontece no dia <strong>27 de novembro</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP, das <strong>9h às 18h</strong>, e <span> requer </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1QRxzL7QdHXtGADCqRTgCuna44ui7nWp_bfkBV7Yp5VQ/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a><span> prévia</span>. Haverá transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet</a>.</p>
<p>“O objetivo é trazer a público os resultados do grupo de pesquisa, as intervenções e os estudos realizados sobre o contato entre pessoas decorrente dos deslocamentos de grupos culturais”, afirma a organizadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do grupo de pesquisa do IEA e professora da Unifesp.</p>
<p>De caráter interdisciplinar e interinstitucional, o grupo de pesquisa tem como objeto de estudo o contato intercultural. Utiliza enfoques teóricos e metodologias específicos de suas áreas de investigação, segundo Dantas.</p>
<p>“O encontro buscará trazer a complexidade da questão de pessoas em deslocamento e os desafios enfrentados por sociedades que recebem esses grupos migratórios”, diz a professora.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title">Notícia:</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/hospitalidade" class="external-link">A hospitalidade ao estrangeiro como elemento essencial da democracia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-desafio-da-hospitalidade-emigrantes-e-refugiados" class="external-link">Vídeo</a></p>
<hr />
<p><span>Notícia:</span></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada" class="external-link">Migrações: a globalização forçada</a></p>
<hr />
<p><span>Vídeos:</span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/lancamento-da-edicao-no-57-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">Lançamento da edição nº 57 da revista "Estudos Avançados"</a> (sobre migração)</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2008/dialogo-intercultural-de-jovenes-de-la-comunidad-arabe-e-judia-en-chile" class="external-link">Diálogo Intercultural de Jóvenes de la Comunidad Árabe e Judía en Chile</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O simpósio está organizado em três mesas-redondas. Na conferência de abertura, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, professor visitante do IEA e membro do Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais, fala sobre "A Invenção da Brasilidade: Identidade Nacional, Etnicidade e Políticas de Imigração".</p>
<p>"Territórios e Crenças" são os temas da primeira mesa-redonda, que trará palestras sobre umbanda, xamanismo e a presença de estrangeiros em São Paulo. Na mesa seguinte, a discussão relaciona migração e saúde mental. No período da tarde, os especialistas analisam as experiências de acolhimento linguístico.</p>
<p>Os palestrantes baseiam a análise sob o foco multidisciplinar da história, sociologia, antropologia, psicologia e ensino de línguas, segundo a professora Dantas.</p>
<p>Durante os intervalos do simpósio, haverá a venda do livro "A invenção da brasilidade - Identidade nacional, etnicidade e políticas de imigração" (ed. Unesp), de Jeffrey Lesser. O título será lançado na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509), no dia 26 de novembro às 19h.</p>
<div>
<h3>Programação</h3>
<div id="parent-fieldname-programacao-12bb90dd96b54131b36f9ec1944fe004">
<p align="left"><strong>9h </strong>-<strong> </strong>Abertura</p>
<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"> </a>
<p align="left">Com Martin Grossmann (diretor do IEA) e Sylvia Dantas (IEA e Unifesp)<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"></a></p>
<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"> </a>
<p align="left"><strong>9h30 - 10h30 </strong>- Conferência de Abertura</p>
<p align="left"><strong>A Invenção da Brasilidade: Identidade Nacional, Etnicidade e Políticas de Imigração</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/ex-professores-visitantes/ex-professores-visitantes-internacionais/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a> (IEA-USP/Universidade de Emory)</p>
<p><i><strong>Intervalo com venda do livro de Jeffrey Lesser</strong></i></p>
<p align="left"><strong>11h - 12h30 </strong>- Mesa Redonda: <strong><i>Territórios e Crenças</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Estrangeiros em São Paulo: Territórios e Fronteiras da Alteridade</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Pardini Bicudo Véras</a> (PUC-SP)</p>
<p><strong>Umbanda e Xamanismo Okinawano: Um novo Encontro Intercultural.</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/koichi-mori" class="external-link">Koichi Mori</a> (FFLCH-USP)</p>
<p><i><strong>Intervalo <i><strong>e apresentação dos vídeos do grupo <a class="external-link" href="http://acervovivosp.wix.com/vistopermanente#!new-page/cl6r">Visto Permanente</a></strong></i></strong></i></p>
<p align="left"><strong>14h - 15h30 </strong>-<strong> </strong>Mesa Redonda: <strong><i>Migração e Saúde Mental</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Refúgio e Saúde Mental</strong></p>
<p align="left">Lucienne Martins Borges (UFSC/Universidade Laval)</p>
<p align="left"><strong> </strong></p>
<p align="left"><strong>Retorno, Remigração e Saúde Mental</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a> (IEA-USP e Unifesp)</p>
<p align="left"><strong><i>Intervalo <i><strong>e apresentação dos vídeos do grupo <a class="external-link" href="http://acervovivosp.wix.com/vistopermanente#!new-page/cl6r">Visto Permanente</a></strong></i></i></strong></p>
<p align="left"><strong>16h - 17h </strong>- Mesa Redonda: <strong><i>Refúgio no Brasil</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Experiências de Acolhimento Linguístico</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a> (Unifesp)</p>
<p align="left">Rosane de Sá Amado (USP)</p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano</a> (UFABC)</p>
<p align="left"><strong>Encerramento</strong></p>
</div>
</div>
<p>Evento com transmissão em: <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="url" id="parent-fieldname-eventUrl">http://www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
<p><strong><i><i> </i></i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i><i> Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</i><br /></i></strong><i>27 de novembro, das 9h às 18h.<br /></i><i>Antiga Sala do Conselho Universitário.<span> Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Butantã, São Paulo.<br /></span></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1QRxzL7QdHXtGADCqRTgCuna44ui7nWp_bfkBV7Yp5VQ/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia – Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web<br /></a></i><i>Informações: Sandra Sedini, telefone (11) 3091-1678 ou e-mail sedini@usp.br<br /></i><i>Ficha do evento:<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio" class="external-link"> http://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jeffrey-lesser-professor-visitante-do-iea-lanca-a-invencao-da-brasilidade">
    <title>Jeffrey Lesser, professor visitante do IEA, lança "A Invenção da Brasilidade"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jeffrey-lesser-professor-visitante-do-iea-lanca-a-invencao-da-brasilidade</link>
    <description>Pesquisador americano propõe nova interpretação sobre o sentido de brasilidade, ao mostrar como imigração, etnicidade e identidade nacional estão interligadas a ponto de serem indissociáveis. Lançamento acontece dia 26 de novembro, às 19h, na Livraria Martins Fontes Paulista.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Da Editora Unesp</i></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-a-invencao-da-brasilidade/@@images/0a990616-79c0-4257-94ee-5a7a812684d6.jpeg" alt="Capa do livro &quot;A invenção da brasilidade&quot;" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;A invenção da brasilidade&quot;" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Capa do livro de Lesser</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No momento em que se faz necessário atualizar os conhecimentos sobre a formação da identidade nacional e a questão étnica no Brasil, chega às livrarias um trabalho de fôlego que examina o assunto desde uma perspectiva holística inovadora. Em "<a class="external-link" href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539306121,a-invencao-da-brasilidade">A Invenção da Brasilidade</a>", lançamento da Editora Unesp, o brasilianista <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a> trata a imigração como uma narrativa única desde o período colonial e não como uma sucessão de capítulos separados em que cada grupo apresentaria uma história própria e específica.</p>
<p><span>Lesser igualmente escapa de uma visão regionalista da história e demonstra como a identidade nacional é dinamicamente construída, sem nunca se fixar em uma imagem única ou estática. Com isso, e utilizando as ferramentas tanto da pesquisa histórica quanto da etnografia antropológica, acaba ampliando as possibilidades de compreensão das concepções mais comuns sobre o nosso passado e provoca indagações sobre a forma com que a “brasilidade” é construída.</span></p>
<p>Publicado originalmente nos Estados Unidos e resultado de uma rígida pesquisa acadêmica, "<em>A Invenção da Brasilidade"</em> foi adaptado para atingir um público mais amplo com interesses nos grandes temas da América Latina. Lesser mergulha na complexidade da realidade brasileira, buscando mais as semelhanças do que as diferenças entre os grupos sociais. Como o próprio autor ressalta, investiga-se como o Brasil condiciona as identidades oriundas de lugares distintos, como “imigrantes de lugares tão diferentes quanto Japão, Império Otomano e Europa Central se relacionam com o Brasil de maneiras semelhantes, a despeito de suas diferentes origens”.</p>
<p><span>Dessa maneira, fornece informações, interpretações e abordagens que propiciam um entendimento mais abrangente sobre o significado de nossa mestiçagem, buscando nas relações das múltiplas identidades brasileiras as tensões que muitas vezes se manifestam na forma de preconceito ou racismo. Salientando que nenhum dos grupos sai ileso destas trocas culturais, econômicas e políticas, este estrangeiro do norte nos mostra que, afinal, “o Brasil não se tornou nacional ou culturalmente homogêneo, mas ser brasileiro se tornou algo distinto”.</span></p>
<p><span><span><strong>O autor</strong></span></span></p>
<p>Jeffrey Lesser ocupa a Cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade Emory, em Atlanta, Estados Unidos, e é professor visitante do IEA. É autor de muitos livros publicados no Brasil, incluindo três premiados internacionalmente: "Uma Diáspora Descontente: Os Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica, 1960-1980" (Paz e Terra, 2008), "<a class="external-link" href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/8571393362,negociacao-da-identidade-nacional-a">A Negociação da Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil</a>", (Editora Unesp, 2001) e "O Brasil e a Questão Judaica: Imigração, Diplomacia e Preconceito" (Imago Editora, 1995).</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Bate-papo com o autor <br /></strong></i><i>26 de novembro, às 19h<br /></i><i>Livraria Martins Fontes Paulista, avenida</i><i> Paulista, 509, Espaço das Artes<br /></i><i>Estacionamentos conveniados (desconto): rua Manuel <span class="il">da</span> Nóbrega, 88 e 95</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-24T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-da-diversidade-e-da-recepcao-ao-imigrante">
    <title>Os desafios da diversidade e da recepção ao imigrante</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-da-diversidade-e-da-recepcao-ao-imigrante</link>
    <description>As múltiplas nacionalidades que compõem o povo brasileiro, as agruras psíquicas do migrante involuntário, a síndrome do regresso, as dificuldades da língua e de subsistência foram temas de encontro no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>“As pessoas moralmente maduras são aqueles seres humanos que cresceram a ponto de precisar do desconhecido, de se sentirem incompletos sem certa anarquia em suas vidas; que aprenderam a amar a alteridade”. A abordagem multiculturalista do antropólogo social Gerd Baumann (1953-2014) foi lembrada pela professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Duarte Dantas </a>(Unifesp), na abertura do simpósio <i>Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</i>, realizado no dia 27 de novembro na antiga sala do Conselho Universitário da USP.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/operacao-tritao-regata-refugiados-no-mediterraneo/@@images/3fd13908-19a2-434e-9a31-0dc2eaabedbf.jpeg" alt="Operação Tritão resgata refugiados no Mediterrâneo" class="image-inline" title="Operação Tritão resgata refugiados no Mediterrâneo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Operação Tritão, comandada pela Frontex, a agência da União Europeia para a gestão de fronteiras, resgata refugiados no Mar Mediterrâneo, em junho de 2015.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a> do IEA, coordenado por Dantas, o encontro expôs algumas das pesquisas realizadas pelo grupo, voltado aos estudos dos deslocamentos, migrações e interculturalidade.</p>
<p>“O contado com o diferente gera estranhamento. Se esse estranhamento for utilizado para interesses espúrios, ou interesses que não propiciam o real desenvolvimento da humanidade, isso é algo que precisamos pensar e criar espaços de reflexão capazes de atuar sobre os perigos que essa realidade nos traz”, lembrou Dantas.</p>
<p>O simpósio também marcou o lançamento do livro do professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, “A invenção da brasilidade”. A obra foi editada originalmente em 2013 pela Cambridge University Press, com o título <i>Immigration, Ethnicity and National Identity in Brazil</i>.</p>
<p>Lesser abriu os debates com a palestra "A Invenção da Brasilidade: Identidade Nacional, Etnicidade e Políticas de Imigração". As muitas facetas do multiculturalismo brasileiro, as formas de convivência com o diverso e de assimilação cultural, a recepção ao estrangeiro, bem como os preconceitos etno-raciais que permeiam a própria cultura do Brasil foram algumas linhas analisadas pelo historiador.</p>
<p>Brasilianista e auto-declarado discípulo do historiador norte-americano Warren Dean, Lesser lembrou que o passado do Brasil ainda tem fortes ecos no presente. Para ele, a relação entre “estrangeridade” e “brasilidade” era tão atual no século 19 quanto é no século 21. Pinçou alguns exemplos curiosos extraídos de fatos recentes mostrados pela mídia e de registros históricos, mostrando como o passado cultural está atrelado ao comportamento cotidiano de hoje.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-a-invencao-da-brasilidade/@@images/0a990616-79c0-4257-94ee-5a7a812684d6.jpeg" alt="Capa do livro &quot;A invenção da brasilidade&quot;" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;A invenção da brasilidade&quot;" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Capa do livro do professor Jeffrey Lesser.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Numa página do Orkut, um brasileiro reclamava de ser chamado de japonês. Há no país uma situação curiosa de cidadãos de uma nação versus estrangeiros morando numa nação”, disse Lesser, ao exemplificar como descendentes de imigrantes ainda são categorizados como estrangeiros fora da experiência nacional.</p>
<p>Por outro lado, há também o imigrante que insiste na brasilidade. “Falamos português porque somos japoneses”, disse Lesser ao citar a fala de um descendente japonês.</p>
<p>Muitas situações que expôs na palestra estão compiladas no seu livro, fruto de uma pesquisa histórica e etnográfica de fôlego que provoca indagações sobre como a brasilidade tem sido construída.</p>
<p>O debate acadêmico do livro adota uma narrativa que torna o assunto acessível a diversos públicos, buscando mais as semelhanças que as diferenças entre os diferentes grupos sociais e raciais. O Brasil não é apresentado de uma forma tão singular a ponto de ser incomparável e assim, o autor identifica “padrões que se repetem por todas as Américas”.</p>
<p>Na sequência, a mesa redonda Territórios e Crenças contou com as exposições da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Pardini Bicudo Véras</a>, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/koichi-mori" class="external-link">Koichi Mori</a>, do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>A professora Véras fez uma análise sobre a ocupação da cidade de São Paulo e as definições de território e identidade calcadas nas diferentes etnias e raças que ocuparam a metrópole. Mori apresentou os resultados de sua pesquisa recente sobre religião e espiritualidade, com o tema “Umbanda e Xamanismo Okinawano: Um novo Encontro Intercultural”.</p>
<p>Nos intervalos do simpósio, foram apresentados vídeos produzidos pelo coletivo cultural <a class="external-link" href="http://acervovivosp.wix.com/vistopermanente#%21new-page/cl6r">Visto Permanente</a>, um projeto que disponibiliza um acervo online de produções audiovisuais sobre a arte e a cultura de comunidades transnacionais de São Paulo.</p>
<p>O grupo faz exibições de suas produções em praças e eventos públicos, no intuito de divulgar a diversidade cultural da capital paulista. O projeto busca “reivindicar a pertença do Imigrante a São Paulo e defender que quem vive e trabalha na cidade tem direito a ela”, conforme texto de apresentação na página web do grupo.</p>
<p><strong>O objeto ameaçador</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/refugiados-haitianos-no-acre/@@images/03756c27-1b1d-4491-bd86-d669e6284290.jpeg" alt="Refugiados haitianos no Acre" class="image-inline" title="Refugiados haitianos no Acre" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Imigrantes haitianos abrigados em alojamento improvisado em Brasileia, no Acre.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucienne-martins-borges" class="external-link">Lucienne Martins Borges</a>, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (RS) e da Universidade Laval, do Canadá, pontuou as diferenças entre o migrante voluntário e o migrante involuntário, mostrando sua experiência no atendimento psicológico de migrantes no Canadá.</p>
<p>Por temores alheios à sua vontade, o migrante involuntário foge de uma situação real ou de um sofrimento psíquico imposto, disse. “Nas migrações involuntárias, as pessoas estão em busca de vida e ponto, não de uma vida melhor. A maioria delas não sonhou estar no local do seu deslocamento. Apenas sonharam estar em um lugar que, de preferência, seria o seu. O movimento que define seu deslocamento é a repulsa pelo que ele é ou significa. Isso nada tem a ver com projeto de vida, é a marca de uma migração involuntária”, compara.</p>
<p>Borges integrou a mesa Migração e Saúde Mental ao lado da professora Dantas, que na sua palestra sobre Retorno, Remigração e Saúde Mental, abordou os resultados de suas pesquisas qualitativas com migrantes que retornaram ao Brasil depois de terem escolhido outra pátria para viver.  Os estudos focaram famílias e grupos de migrantes retornados dos Estados Unidos e do Japão.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title">Notícia:</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/hospitalidade" class="external-link">A hospitalidade ao estrangeiro como elemento essencial da democracia</a></p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-desafio-da-hospitalidade-emigrantes-e-refugiados" class="external-link">Vídeo</a></p>
<hr />
<p>Notícia:</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada" class="external-link">Migrações: a globalização forçada</a></p>
<hr />
<p>Vídeos:</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/lancamento-da-edicao-no-57-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">Lançamento da edição nº 57 da revista "Estudos Avançados"</a> (sobre migração)</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2008/dialogo-intercultural-de-jovenes-de-la-comunidad-arabe-e-judia-en-chile" class="external-link">Diálogo Intercultural de Jóvenes de la Comunidad Árabe e Judía en Chile</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em meados dos anos de 1980, os dados oficiais do Brasil evidenciaram um fato inédito, de que o país não era apenas um receptor de migrantes. Em 2008, a estimativa oficial dava conta de que cerca de três milhões de brasileiros viviam em 117 países. “Passamos a olhar para o país como um exportador de pessoas”, lembrou.</p>
<p>As crises econômicas que levaram os brasileiros a emigrar também foram o motivo do retorno ao país. “O número de retornados ao Brasil após a crise internacional de 2008 aumentou muito”, disse Dantas. No Censo de 2010 havia mais de 455 mil migrantes retornados, mostrou.</p>
<p>A síndrome do regresso é estudada no contexto de pessoas que retornam ao seu país de origem, disse. Estudos de 1980 já apontaram que as condições econômicas negativas impulsionaram o retorno, mas também o aspecto emocional de estar junto com as familias e amigos. “Isso em nossos atendimentos todos os brasileiros falam. Voltam inclusive para ter seus filhos aqui”, disse Dantas.</p>
<p>Os dados apontam um custo psíquico do retorno maior do que o da partida, disse. “O choque do retorno é grande. Quando as pessoas pensam estar voltando a um lugar familiar, acabam por se sentir estrangeiras na própria terra”, gerando quadros de depressão, estresse, ansiedade e desorientação, apontou.</p>
<p><strong>Questões da língua</strong></p>
<p>No dia 11 de novembro, o Ministério da Justiça concedeu visto de permanência a todos os haitianos que chegaram ao Brasil desde 2010, quando um terremoto matou 230 mil haitianos num terremoto. Segundo informações do Portal Brasil, os imigrantes terão direito à carteira de identidade de estrangeiro para acessar o mercado formal de trabalho e os serviços públicos.</p>
<p>Estimativas oficiais contabilizam 56 mil haitianos vivendo no Brasil desde 2010. A busca por segurança em território brasileiro vem se repetindo com dezenas de outras nacionalidades: congoleses, nigerianos, ganenses, togoleses, sul-africanos, camaroneses, colombianos, peruanos, equatorianos, bolivianos, paquistaneses, bengalis, egípcios, iraquianos, palestinos, sírios, turcos e outros.</p>
<p>A necessidade de trabalho da população imigrante suscita a necessidade de aprendizado de português, lembrou a professora<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rosane-de-sa-amado" class="external-link"> Rosane de Sá Amado,</a> do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>A docente participou da mesa Refúgio no Brasil - Experiências de Acolhimento Linguístico, em que também debateram as professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da UNIFESP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira">Adriana Capuano</a> da Universidade Federal do ABC.</p>
<p>Amado, que está ligada à Missão Paz e ao Oásis Solidário, dois movimentos voluntários de ensino de português para estrangeiros, disse que a cidade de São Paulo possui atualmente 20 cursos para imigrantes e refugiados, oferecidos por organizações não-governamentais, associações e igrejas. Mas isso não é suficiente e faltam professores com as competências adequadas para acolher tanta variedade, disse.</p>
<p>“A demanda pelo aprendizado da língua é muito grande. Numa sala de aula, encontramos pessoas das mais diversas nacionalidades, falantes de muitas línguas e não só a de seus países de origem. Há mutas pessoas que se voluntariam a esse trabalho e isso é bom. Mas o ideal é que pessoas especializadas estivessem no ensino de português para estrangeiros, ou mesmo profissionais bilíngues”, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/aulas-de-portugues-para-imigrantes/@@images/7fec6048-7460-4d3d-a6df-bbcccfa90bdb.jpeg" alt="Aulas de português para imigrantes" class="image-inline" title="Aulas de português para imigrantes" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Imigrantes têm acesso a aulas de português em cursos oferecidos por ONGs, associações e igrejas. </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Amado, aprender o português é uma urgência não só pelo sustento. “Muitos querem aperfeiçoar o português para poder continuar os estudos”. Para a docente, isso atesta a importância da língua como acolhimento de culturas.</p>
<p>Mostrou testemunhos de imigrantes que dizem “estar” refugiados e que escolheram o Brasil em vez da Europa porque no velho continente continuariam “para sempre” refugiados. “Eles dizem que aqui no Brasil têm a esperança de mudar essa situação”, afirma.</p>
<p>Capuano relatou sua experiência na UFABC com imigrantes de vários países, especialmente as comunidades de haitianos residentes em Santo André e de sírios em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A criação do programa de português para imigrantes e refugiados em altas vulnerabilidades encontrou desafios como a própria certificação do curso e a forma de enfrentar a diversidade dos alunos, relatou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">fotos: Irish Defence Forces;<br /> Reprodução;<br /> Luciano Pontes / Secom<br /> Maurilio Cheli/SMCS </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fome</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-03T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadoras-do-iea-falarao-sobre-imigrantes-e-refugiados-em-coloquio-internacional">
    <title>Pesquisadoras do IEA falarão sobre imigrantes e refugiados em colóquio internacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadoras-do-iea-falarao-sobre-imigrantes-e-refugiados-em-coloquio-internacional</link>
    <description>Integrantes do Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA participarão do Colóquio Internacional da ARIC (Association Internationale pour la Recherche Interculturelle), que acontece de 25 a 18 de abril em Olinda, Pernambuco. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Pesquisadoras do Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Diálogos Interculturais</a> do IEA participarão do <a class="external-link" href="http://associationaric.com/nacional.html">Colóquio Internacional da ARIC</a> (Association Internationale pour la Recherche Interculturelle), que acontece de 25 a 18 de abril em Olinda, Pernambuco. Este ano o tema do encontro será Mobilidade, Redes e Interculturalidade. Ao longo de suas atividades e pesquisas, o grupo vem buscando demonstrar o papel crucial do entrelaçamento “interculturalidade e interdisciplinaridade” no estudo e intervenção do contato entre culturas. Mais informações sobre o colóquio estão disponíveis <a class="external-link" href="http://associationaric.com/nacional.html">aqui</a>.</span></p>
<p>No simpósio “Interculturalidade e Interdisciplinaridade: Diálogos Necessários”, a coordenadora do grupo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, professora da Universidade Federal de São Paulo e psicóloga social, intercultural e psicanalista, irá propor uma interculturalidade psicodinâmica para compreensão dos fenômenos psíquicos da imigração, baseada em pesquisas de intervenções psicossociais de atendimento terapêutico breve e orientação intercultural para e-imigrantes, retornados e refugiados, assim como pesquisas qualitativas de campo, workshops e assessorias interculturais. Ela procurará demonstrar como a compreensão profunda daquele que migra requer a contextualização sociológica, antropológica e histórica de sua situação para que não haja “patologização” do outro.</p>
<p>Outro membro do grupo de pesquisa do IEA, a socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira</a>, professora da <span>Universidade Federal do ABC <span>(UFABC)</span>,</span> apresentará um olhar interdisciplinar para a compreensão da experiência de ensino da língua portuguesa da UFABC para refugiados e imigrantes com alto índice de vulnerabilidade. O curso é voltado para os dois grupos imigrantes com maior presença nos últimos anos na região do ABC: haitianos em Santo André (cidade que vem sendo considerada a terceira que mais recebe haitianos no Brasil) e sírios em São Bernardo do Campo (a comunidade árabe que existe na cidade há mais de dois últimos séculos agora funciona como “rede” na recepção de novos imigrantes).</p>
<p>Já a socióloga e urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a>, professora da <span style="text-align: justify; ">Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, </span>que também integra o grupo do IEA, falará sobre situação dos imigrantes e refugiados na cidade de São Paulo, marcada por uma profunda desigualdade social. Segundo ela, nas relações com os grupos receptores, desenvolvem-se processos de construção de alteridade, tornando esses imigrados como "não nós", ou seja, outros. “Muitos vivem nessa fronteira, numa zona entre ‘ser e não ser’ o que não lhes confere a cidadania, compartilhando dificuldades com aqueles subalternos da sociedade brasileira e acrescentando-lhes novas dificuldades, especialmente para os provenientes de países pobres ou com diferenças culturais e étnicas”, explica Véras.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-28T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-trata-de-turismo-sexual-e-trafico-de-mulheres">
    <title>Seminário trata de turismo sexual no Brasil e tráfico de mulheres</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-trata-de-turismo-sexual-e-trafico-de-mulheres</link>
    <description>Discussão terá como ponto de partida a experiência do diretor Joel Zito Araújo na gravação do documentário "Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado", de 2008. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-cinderelas-lobos-e-um-principe-encantado/@@images/bf919165-0859-4c06-a4f0-9a4ef09979e9.jpeg" alt="Cartaz &quot;Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado&quot;" class="image-inline" title="Cartaz &quot;Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado&quot;" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Divulgação do documentário de Joel Zito Araújo, de 2008, sobre turismo sexual e tráfico de mulheres</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">AO VIVO</a></h3>
<p>A experiência do diretor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joel-zito-araujo" class="external-link">Joel Zito Araújo</a> durante a gravação do documentário "Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado" será o pano de fundo do debate <i>Turismo Sexual e a Busca pelo Príncipe Encantado Europeu</i>, que acontece no dia <strong>2 de maio</strong>, às <strong>14h30</strong>, na antiga sala do Conselho Universitário da USP, com transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet</a>. A participação é gratuita, mas é necessário se inscrever previamente <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/13uX3WhOR23uVAlz3IEuXZA_3KdJGnhtOPqyAFGpJZEo/viewform">aqui</a>.</p>
<p>Organizado pelo Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA, o seminário terá a projeção do longa-metragem seguida por uma discussão entre Zito e membros do grupo: a coordenadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Duarte Dantas</a>, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira</a>, professora da Universidade Federal do ABC; <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University e professor visitante do IEA; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a>, professora da Unifesp.</p>
<p>Em 2008, Zito percorreu estados do Nordeste brasileiro e países da Europa (Itália e Alemanha) para retratar o turismo sexual no Brasil e o tráfico de mulheres. Segundo os organizadores do encontro no IEA, cerca de 900 mil pessoas por ano são traficadas pelas fronteiras internacionais exclusivamente para fins de exploração sexual. “Meninas, mulheres jovens e travestis têm o ilusório desejo de, como cinderelas, encontrar um marido – ou um príncipe encantado – europeu, mas o sonho em geral fracassa e raramente elas encontram um final feliz”, afirma Ligia Fonseca.</p>
<p>Joel Zito é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e pós-doutor em Comunicação e Antropologia pela Universidade do Texas, EUA. Seu documentário "Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado", lançado em 2008, teve Menção Honrosa no Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC-X) de 2008; ganhou o prêmio de Melhor Filme e Melhor Diretor de longa-metragem na votação do público da 9ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE 9); levou o título de Melhor Documentário (votação do público) e recebeu Menção Honrosa do júri do VII Mostra Vidas na Tela, de Natal, em 2009; e venceu na categoria Melhor Longa-Metragem e Melhor Documentário do III Bahia Afro Film Festival, de 2010.</p>
<p><i><i><strong> </strong></i></i></p>
<hr />
<p><i><i><strong> Turismo Sexual e a Busca pelo Príncipe Encantado Europeu</strong></i><br /></i><i>2 de maio, das 14h30 às 18h30<br /></i><i><span>Antiga sala do Conselho Universitário da USP</span>, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br" target="_blank">inscrição<br /></a>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Informações: Sandra Sedini (11) 3091-1678 e sedini@usp.br <br /></i><i>Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cinderelas-lobos-e-um-principe-encantado" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/cinderelas-lobos-e-um-principe-encantado</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Europa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nordeste</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-05T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pobreza-e-cultura-machista-estimulam-turismo-sexual-dizem-especialistas">
    <title>Pobreza e machismo estimulam turismo sexual, dizem pesquisadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pobreza-e-cultura-machista-estimulam-turismo-sexual-dizem-especialistas</link>
    <description>“Nossa sociedade tem dois pesos e duas medidas e isso não é diferente dentro da universidade”, disse professora sobre comportamento sexista no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/turismo-sexual-4" alt="Turismo sexual - 4 " class="image-inline" title="Turismo sexual - 4 " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Diretor Joel Zito Araújo narra experiências sobre o universo retratado em documentário.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O documentário <i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6BZG-6heFXw" target="_blank">"Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado"</a> </i>(Brasil, 2008), do diretor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joel-zito-araujo">Joel Zito Araújo</a>, serviu como ponto de partida para o debate organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a> do IEA, no dia 2 de maio, na antiga sala do Conselho Universitário da USP. A exibição do longa-metragem antecedeu o encontro <i>Turismo Sexual e a Busca pelo Príncipe Encantado Europeu</i>.</p>
<p>Além do cineasta como principal expositor, o debate teve como moderadores o professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University, Estados Unidos, a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/adriana-capuano-de-oliveira">Adriana Capuano de Oliveira</a>, da Universidade Federal do ABC (UFABC), a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sylvia-duarte-dantas">Sylvia Duarte Dantas</a>, professora da UNIFESP e coordenadora do grupo de pesquisa.</p>
<p>A pobreza, o preconceito racial, o machismo e o passado escravocrata são as características basilares que alimentam o turismo sexual no Brasil, na opinião dos especialistas. As campanhas da Embratur voltadas à promoção do turismo no Brasil foram criticadas por alguns dos presentes, devido às imagens sensualizando a mulher brasileira, recurso que tende a “coisificar” a pessoa, como colocou a professora Dantas.</p>
<p>“A Embratur tem parte da culpa sobre a imagem que criamos do Brasil. Suas campanhas do passado, especialmente das décadas de 1970 e 1980, eram muito sexistas”, disse o diretor, que é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (ECA) da USP, com pós-doutorado em Comunicação e Antropologia pela Universidade do Texas (EUA).</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Turismo Sexual e a Busca pelo Príncipe Encantado Europeu</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-trata-de-turismo-sexual-e-trafico-de-mulheres" class="external-link">Notícia </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/turismo-sexual-e-a-busca-pelo-principe-encantado-europeu" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/turismo-sexual-e-a-busca-pelo-principe-encantado-europeu-2-de-maio-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/turismo-sexual-1" alt="Turismo Sexual - 1 " class="image-inline" title="Turismo Sexual - 1 " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"A busca por afeto, autoestima e trabalho torna mulheres rés de um ideal", diz diretor.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No longa, o cineasta retoma temas constantes em seus trabalhos, como as dificuldades do homem negro em respeitar a mulher negra. A busca de imaginários sexuais, raciais e de relações de poder o levou ao eixo Norte-Nordeste brasileiro e Europa.</p>
<p>“O filme foi uma forma que encontrei de estar em contato com a mulher negra da periferia, de dar empoderamento e voz a essa mulher. Na verdade, o filme dá mais espaço a essa mulher do que qualquer outro documentário que eu conheço”, disse o cineasta.</p>
<p>O diretor conta que privilegiou mulheres comuns em vez de profissionais do sexo para entender a motivação que as leva a se tornar “rés de um ideal, seja em busca de afeto, de autoestima ou de trabalho, mesmo sabendo dos riscos que correm”.</p>
<p>A narrativa traz questões diversas sobre o tema, seja na pele da mulher comum que sonha com o príncipe encantado, ou daquela que almeja uma vida melhor no primeiro mundo, ou ainda daquela que simplesmente quer fugir – seja da marginalidade, da família, do preconceito, ou da brutalidade dos homens brasileiros, como afirmam nas entrevistas.</p>
<p>“Negro trata mal. Brasileiro trata mal. Com os gringos me sinto poderosa”, disse Sileni, do Pelourinho, bairro de Salvador, Bahia.</p>
<p>O turismo sexual movimenta números gigantescos e desconhecidos. É uma rede envolvendo não só o turismo, mas também o entretenimento, o comércio, mercados imobiliários e intermediários de todo tipo, segundo o diretor. “A máfia desse mercado é tão forte que tive dificuldades para realizar entrevistas e muitas mulheres estão ligadas a essas máfias. Em Roma, por exemplo, recebi um aviso de que estavam ‘de olho em mim’. E muitas mulheres que haviam concordado em dar entrevista desistiram na última hora”, conta.</p>
<p><strong>Faltam políticas públicas</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/turismo-sexual-3.jpg" alt="Turismo sexual - 3" class="image-inline" title="Turismo sexual - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Lesser, Ligia, Araújo, Sylvia e Adriana</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Num dos depoimentos escolhidos para compor o trabalho, a então senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) se emociona ao falar sobre o descaso do poder público nessa área. Atuante na defesa dos direitos da mulher e contra a exploração sexual de menores, Saboya é autora do projeto que virou lei para a ampliação da licença maternidade para seis meses.</p>
<p>Houve casos de exploração sexual em que a justiça já chegou a acusar a vítima de seduzir o cliente, conta a ex-senadora. “Numa apuração em comissão parlamentar, houve nomes de políticos que foram tirados de uma lista de indiciados de exploração sexual. Já trabalhei com políticas sociais para acabar com isso e não consegui. Não há uma política de Estado voltada para isso. O que essas mulheres querem é oportunidade”, disse Saboya.</p>
<p>Para o diretor, a sociedade não se incomoda com a situação dessas mulheres. “A classe média se incomoda apenas com o deslocamento social delas, quando precisa dividir algum equipamento social como restaurantes ou locais públicos”, disse o diretor.</p>
<p><strong>“Ruptura contracultural”</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/turismo-sexual-2" alt="Turismo sexual - 2" class="image-inline" title="Turismo sexual - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Filme mostra casais com "final feliz", porém com relações desiguais.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O professor Lesser observou que há muitos homens brancos que buscam a mulher negra e pobre para constituir família em seus países de origem e questionou se isso não poderia representar uma “ruptura contracultural”, uma espécie de negação dos valores dominantes tradicionais.</p>
<p>Mas esse comportamento não revela uma contracultura, na opinião do diretor, e sim, uma reafirmação do machismo. “Está claro que são homens que têm dificuldades de se relacionar com a mulher emancipada. Optam por uma relação que reforça a masculinidade deles. Em geral, não gostam ou não permitem que a mulher trabalhe fora de casa. Além de servi-los sexualmente, suas mulheres criam seus filhos e cuidam da casa”, disse.</p>
<p>Para o diretor, esse tipo de casamento é construído sobre uma relação machista e de subserviência que faz parte da cultura brasileira. “O pior é que apesar dos pesares, muitas não querem voltar e adotam um acentuado discurso de gênero e racial. No caso de uma separação, choca a falta de poder dessas mulheres, que acabam expulsas da família e até do país, sem direito a nada, sem perspectivas”, disse.</p>
<p>A professora Dantas lembrou que o machismo é uma realidade cultural que precisa ser enfrentada, pois ocorre em todas as esferas. “Nossa sociedade tem dois pesos e duas medidas e isso não é diferente dentro da universidade. Precisamos dar visibilidade a essa questão. É urgente um trabalho de desconstrução de estereótipos”, disse.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA e Divulgação</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-04T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisadores-do-iea-participam-de-seminario-sobre-migracoes-e-refugiados">
    <title>Pesquisadores do IEA participam de seminário sobre migrações e refugiados </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisadores-do-iea-participam-de-seminario-sobre-migracoes-e-refugiados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A BibliASPA, o Ministério das Relações Exteriores e o Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) Brasil-África da USP organizam o Seminário Internacional sobre Migrações, Refúgios e Deslocamentos, que acontece de <strong>30 de março a 1 de abril</strong>, em São Paulo, a partir das 14h do dia 30, no Auditório Principal da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.</p>
<p><span>Apoiado pela Unesco e pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA</a>, o encontro terá a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Paulo Farah</a>, coordenadora e membro do grupo.</span></p>
<p>O seminário debaterá e buscará desdobramentos sobre a questão das migrações e dos refugiados, um dos principais temas da atualidade no contexto internacional e no Brasil. Veja a <a class="external-link" href="https://bibliaspa.org/2017/02/16/inscricoes-para-o-seminario-internacional-sobre-migracoes-refugios-e-deslocamentos/">programação</a> completa e <a class="external-link" href="https://goo.gl/7mjWks">inscreva-se</a>.<br /> <br /> Os conferencistas buscarão responder às seguintes questões:</p>
<p>• O que significa ser refugiado?</p>
<p>• Por que alguém se torna refugiado?</p>
<p>• Para onde essas pessoas vão e de onde elas vêm?</p>
<p>• Que direitos possuem?</p>
<p>• Como o Brasil tem se posicionado?</p>
<p>• Quais os principais grupos de migrantes e refugiados que vivem no Brasil, na América do Sul, no Oriente Médio e na África?</p>
<p>• Como suas culturas se caracterizam?</p>
<p>• Como é possível apoiar a integração e o bem-estar dessas pessoas e que iniciativas são promovidas com esse intuito?</p>
<p>• De que forma o Sul se relacionou historicamente com temas de migração e questões humanitárias, e particularmente na questão dos refugiados?</p>
<p>• A migração, a mobilidade, o refúgio e a mudança social desafiam a divisão Norte-Sul em termos heurísticos - politicamente e intelectualmente?</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-27T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/alma-migrante">
    <title>Alma Migrante</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/alma-migrante</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A migração como nos evidenciam os estudos tem uma profunda repercussão na alma daquele que muda de universo cultural, geográfico. No âmbito da psicanálise, Sigmund Freud refere-se a <i>‘seele’,</i> ou alma em alemão  para falar sobre a abrangência e essência da realidade  psíquica. Freud, um ateu, não lhe atribuía um sentido místico, contudo, este foi um termo que  na tradução de sua obra para o inglês foi traduzido para  <i>‘mind’ </i>ou ‘mente’ ofuscando e reduzindo seu sentido mais profundo (Bettlheim, 1984).</p>
<p><span>A fim de tratar desse âmbito amplo e profundo, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a> convida o psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/plinio-montagna" class="external-link">Plinio Montagna</a> para falar sobre as repercussões no mundo interno decorrentes do trânsito em espaços exteriores, dos deslocamentos migratórios. Será abordada a centralização e descentralização do sujeito, a partir de seu trânsito por espaços da mente e inter-jogo de seus “objetos internos. A  interação entre  o interno e externo ao indivíduo e particularmente as questões de identidade.</span></p>
<p>Esperamos, com isso, ampliar nossos espaços de interlocução e aprofundamento de temática tão atual e humana e que afeta a todos nós direta ou indiretamente.</p>
<h3>Coordenação</h3>
<p><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Pardini Bicudo Véras</a></p>
<h3>Debatedoras</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira</a></p>
<p><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Duarte Dantas </a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-10-16T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/Jeitinho-Guanxi">
    <title>O “Jeitinho” e o “Guanxi":  Identidades e Contrastes entre Brasil e China</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/Jeitinho-Guanxi</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Brasil e China têm os seus próprios modos culturais e padrões de pensar, ser e agir. Tais diferenças influenciam o mundo dos negócios, da política, sociedade e comportamento. A cultura, neste contexto, ganha um papel cada vez mais importante nas  relações bilaterais. O propósito desta apresentação é introduzir uma categorização de certas diferenças culturais, dando destaque para os exemplos dos dois países. Procura-se fornecer uma compreensão sobre como aspectos culturais impactam na medida em que contatos e trocas se intensificam e os intercâmbios avançam, entrelaçados com os sistemas culturais. Dado que tais aspectos são vários, serão destacadas as interações que ficam evidentes nos negócios e nas políticas estratégicas de <i>soft power</i>. Muito se fala do chamado “jeitinho brasileiro”- que na verdade é algo bastante amplo e difícil de se definir. Por um lado, tem uma conotação negativa de informalidade e corrupção. Por outro, um sinal positivo de descontração e criatividade na resolução de problemas. Por sua vez, o <i>guanxi</i> - 关系 (a rede de relacionamentos) é um aspecto muito relevante no cenário chinês. É essencial aprender sobre esse tipo de relacionamento, e também ser capaz de lidar com ele, para se ter sucesso nesse ambiente oriental, tanto em termos de negócios, na academia e nas relações governamentais. Tendo como pano de fundo certos pontos básicos das culturas nacionais, as cinco dimensões de Geert Hofstede que medem diferenças culturais, servirão de referencial de análise. A apresentação dará um breve panorama no sentido de captar como semelhanças e diferenças são importantes na interação sino-brasileira, e mais do que isto, enfatizará a necessidade de familiarizar-se com as culturas dos países com os quais se faz ou se almeja fazer negócios ou cooperações internacionais. Dessa forma, tais  interações têm mais chances de sucesso e longa duração.</p>
<h3>Coordenadora</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira</a></p>
<h3>Debatedoras</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Duarte Dantas</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Pardini Bicudo Véras</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></p>
<h3>Expositores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/daniel-bicudo-veras" class="external-link">Daniel Bicudo Veras</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/erika-zoeller-veras" class="external-link">Erika Zoeller Véras</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-02-19T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-pesquisa-dialogos-interculturais-1">
    <title>Reunião Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-pesquisa-dialogos-interculturais-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Reunião de trabalho</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-26T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes">
    <title>Refúgio, Retorno, E/Imigrações:  Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O </span><span>III Simpósio do Grupo de Pesquisa</span><span> </span><span>Diálogos Interculturais do IEA</span><span>, de caráter interdisciplinar e interinstitucional, que por meio de enfoques teóricos específicos e metodologias próprias às suas áreas, investiga o contato entre culturas. </span><span>O objetivo do simpósio é trazer a público suas pesquisas, intervenções e estudos realizados acerca do contato entre pessoas decorrentes dos deslocamentos de grupos culturais. Este é um tema complexo que tem representado enormes desafios para as pessoas em deslocamento, as sociedades que as recebem e a ordem mundial.</span></p>
<p><span>O simpósio está organizado em três mesas redondas, além da conferência de abertura do atual professor visitante do IEA e membro do Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais, Jeffrey Lesser.</span></p>
<p><span>Há a possibilidade da participação virtual de grupos de pesquisadores, associações de migrantes nacionais e internacionais, profissionais e estudantes. Por meio do olhar histórico, sociológico, antropológico, psicológico e do ensino das línguas, o grupo busca dar continuidade à tentativa de, </span><span>através desse embraçamento interdisciplinar, problematizar e contribuir para a ampliação da compreensão de fenômeno tão atual e candente aos rumos mundiais.</span><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-28T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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