<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 1 to 2.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/genero-trabalho-transformacoes" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/atalie-50-anos" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/genero-trabalho-transformacoes">
    <title>Gênero, Trabalho e Transformações Contemporâneas: Compreender para Transformar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/genero-trabalho-transformacoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As transformações contemporâneas do trabalho têm intensificado desigualdades historicamente estruturadas, especialmente no que se refere às relações de gênero. A persistência da divisão sexual do trabalho, a centralidade da economia do cuidado, a precarização crescente das relações laborais e a ampliação dos riscos psicossociais indicam que o gênero não pode mais ser tratado como variável periférica, mas como eixo estruturante da análise crítica do mundo do trabalho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, observa-se uma crescente dissociação entre os avanços normativos e institucionais no campo da igualdade de gênero e a materialidade concreta das condições de vida e trabalho. Embora exista um arcabouço jurídico relativamente robusto de proteção aos direitos das mulheres e de enfrentamento das desigualdades, a efetividade prática dessas garantias permanece limitada, insuficiente ou, em muitos casos, inexistente, sobretudo para as mulheres mais vulnerabilizadas socialmente.</p>
<p>Nesse novo estágio da exploração do trabalho, marcado pela intensificação da insegurança social, pela perda de perspectivas coletivas, pela informalidade, pela uberização e pela deterioração das condições de existência, observa-se também o agravamento de múltiplas formas de violência contra as mulheres. O atual arranjo do trabalho e da vida social tem contribuído para ampliar situações de sofrimento, opressão e violência, chegando a um aumento expressivo dos feminicídios, revelando que as transformações econômicas e laborais possuem impactos profundos também sobre a vida cotidiana, os vínculos sociais e as relações de poder.</p>
<p>Além disso, o debate sobre gênero exige hoje uma abordagem necessariamente interseccional. Para além da condição histórica da mulher em sociedades patriarcais e da persistente heteronormatividade presente nas estruturas sociais, institucionais e jurídicas, é fundamental reconhecer que gênero se articula com outras dimensões estruturantes da desigualdade, como raça, origem, etnia, classe social, deficiência, migração, territorialidade e condições extremas de vulnerabilidade social. Mulheres negras, indígenas, migrantes, trabalhadoras em situação de rua, trabalhadoras que exercem suas atividades a céu aberto, mulheres com deficiência e outras populações historicamente invisibilizadas vivenciam formas ainda mais intensas e complexas de exploração, discriminação e desproteção.</p>
<p>Neste contexto, torna-se imprescindível compreender como as atuais reconfigurações do capitalismo contemporâneo impactam diferencialmente homens e mulheres, aprofundando desigualdades históricas e produzindo novas formas de sofrimento, adoecimento e exclusão social. A intensificação do trabalho, a sobrecarga feminina decorrente da dupla ou tripla jornada, a precarização dos vínculos laborais, a captura subjetiva pelo trabalho e os impactos sobre a saúde mental colocam novos desafios para pesquisadores(as), movimentos sociais, sindicatos e instituições comprometidas com a defesa da vida e da dignidade humana.</p>
<p>O Seminário propõe, portanto, um espaço interdisciplinar e crítico de reflexão, diálogo e construção coletiva, reunindo pesquisadoras(es), sindicalistas, lideranças sociais, profissionais, estudantes e militantes comprometidos com a transformação social. Mais do que compreender as dinâmicas contemporâneas das desigualdades de gênero no trabalho, busca-se fortalecer perspectivas emancipatórias capazes de enfrentar as múltiplas formas de exploração, violência e invisibilização que atingem a classe trabalhadora, especialmente as mulheres em suas diversas realidades e interseccionalidades.</p>
<p>Com alcance teórico-conceitual ampliado, mas também profundamente conectado às experiências concretas, às vivências e às inquietações de suas organizadoras, organizadores, palestrantes e debatedoras, o Seminário dirige convite especial a:</p>
<ul>
<li>organizações da sociedade civil,      movimentos sociais, coletivos feministas e lideranças sindicais; </li>
<li>pesquisadoras e pesquisadores das áreas de      saúde do trabalhador, sociologia do trabalho, estudos de gênero, serviço      social, saúde coletiva e direitos humanos; </li>
<li>representantes do sistema de justiça,      incluindo Ministério Público do Trabalho, magistratura, defensorias,      advocacia trabalhista e auditores fiscais do trabalho; </li>
<li>gestoras e gestores públicos,      especialmente das áreas de políticas para mulheres, trabalho, saúde,      assistência social e direitos humanos; </li>
<li>profissionais e especialistas em saúde      mental, riscos psicossociais e organização do trabalho; </li>
<li>estudantes, trabalhadoras e trabalhadores      interessados na construção de uma sociedade mais justa, democrática e      igualitária. </li>
</ul>
<p>O Seminário integra os esforços do <b>Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora do IEA </b>na consolidação de espaços públicos de produção crítica do conhecimento, comprometidos com a compreensão das transformações contemporâneas do trabalho a partir da vida, da saúde e da dignidade de quem trabalha.</p>
<p><b>Abertura:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rene-mendes" class="external-link">René Mendes</a> (coordenador do Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora do IEA-USP)</p>
<p><b>Mediação:</b></p>
<ul>
</ul>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvana-maia" class="external-link">Silvana Liberto Alves Maia</a> (IEA-USP)</p>
<ul>
</ul>
<p><b>Palestrante: </b></p>
<p>Gina Strozzi<b> </b>(PUC-SP e Fundação Dom Cabral)</p>
<p><b>Debatedoras: </b></p>
<ul>
</ul>
<p>Nilza Pereira de Almeida (Intersindical e IEA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-segnini" class="external-link">Liliana Rolfsen Petrili Segnini</a> (FE-Unicamp e IEA-USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do YouTube do IEA</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gênero</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-05-12T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/atalie-50-anos">
    <title>Atalie 50 Anos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/atalie-50-anos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f0822ce1-7fff-1df9-e02d-ee25a0271413"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP recebe a partir do dia 30 de abril a exposição “Atalie 50 Anos”, da artista plástica </span><a href="https://www.instagram.com/atalieartes/"><span>Atalie Rodrigues Alves</span></a><span>. A abertura será no dia 29 de abril, a partir das 18h.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A mostra traz um conjunto de 33 pinturas e gravuras produzidas pela artista ao longo de 50 anos. As obras delineiam um percurso artístico que se inicia na década de 1970, com forte influência da arte pop brasileira. Atalie age como uma autêntica cronista visual, registrando personagens e moradores da cidade de Franca em seus mais diversos ofícios, desde sapateiros, curtumeiros, boias-frias e trabalhadores da construção civil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O universo visual constituído pela artista traz ainda registros da arquitetura urbana e também inclui influências de outros lugares por onde viajou. Seu trabalho se afirma ainda mais importante por serem poucas as mulheres que trabalham e vivem do ofício da pintura e da gravura no interior paulista.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Maria Atalie Rodrigues Alves Ferreira é formada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequentou cursos de desenho e pintura na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de fotografia no Museu Lasar Segal, de gráfica e desenho mecânico no Senai, de serigrafia no Senac Franca, de gravura no ateliê Paulo Menten e de montagem de exposições, pela Secretaria do Estado da Cultura. Participou de mais de uma centena de exposições coletivas e em salões de arte contemporânea nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, e realizou cerca de 60 exposições individuais em diversas cidades do país. Foi diretora da Pinacoteca Municipal de Franca e desde 2009 é coordenadora do Laboratório das Artes de Franca, cidade onde também mantém seu ateliê.</span></p>
<p><span>A exposição “Atalie 50 Anos” pode ser visitada gratuitamente até o dia 27 de maio, de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30. Grupos com mais de dez pessoas devem ser agendados pelo e-mail </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>. O Espaço Cultural do IEA-RP fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina. Mais informações: iearp@usp.br.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-08T19:15:42Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
