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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg">
    <title>Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg</link>
    <description>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, fez a conferência inaugural da Intercontinental Academia no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-ica/@@images/b3abeee2-c7d5-4e17-b4f4-9b5c21586533.jpeg" alt="José Goldemberg - ICA" class="image-inline" title="José Goldemberg - ICA" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O físico<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-goldemberg"><span>José Goldemberg</span></a><span>, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, foi o primeiro conferencista a se apresentar na<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><span>Intercontinental Academia (ICA)</span></a><span>, na manhã do dia 20. Ele falou sobre a história da Universidade, como ela se insere no panorama do ensino e pesquisa internacionais e sobre os desafios que enfrenta.</span></p>
<p><span>A conferência fez parte da programação complementar da ICA dedicada à discussão sobre o futuro das universidades. O tema também será objeto de análise no dia 24, quando haverá um encontro, de manhã, com o ministro da Educação,<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro"><span>Renato Janine Ribeiro</span></a><span>, e um seminário à tarde com reitores de universidades públicas paulistas e federais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />José Goldemberg</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-master-class-with-jose-goldemberg" class="external-link">Vídeo </a>/ <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/master-class-with-jose-goldemberg">Fotos</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-das-universidades" class="external-link">Reitores debatem as mudanças e novas atribuições previstas para as universidades</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></strong></i></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports"><i>Relatos Críticos</i></a></strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong><strong><i>Mais informações<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></i></strong></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goldemberg lembrou que as universidades surgiram tarde no Brasil, em parte como consequência das restrições impostas pela Coroa portuguesa no período colonial. Acrescentou que, ao contrário de outras universidades centenárias, que se desenvolveram naturalmente, a USP foi criada de forma planejada, num momento em que a industrialização tinha um forte impulso em São Paulo e havia a necessidade de reestruturação do sistema educacional e de ampliar a formação de mão de obra qualificada.</span></p>
<p><span>Segundo ele, a criação da USP em 1934 foi beneficiada pelo fato de haver muitos intelectuais insatisfeitos com os rumos políticos da Europa no período. "Eles foram convencidos a participar da estruturação da universidade, que surgiu a partir da reunião de escolas já existentes, como as de direito, medicina e engenharia, às quais foram adicionadas outras faculdades."</span></p>
<p><span>Para Goldemberg, dois fatos tiveram especial relevância para o sucesso da iniciativa: a adoção da dedicação integral dos docentes e o financiamento completo da Universidade pelo governo estadual.</span></p>
<p><strong><span>80 anos</span></strong><span></span></p>
<p><span>Em 2014, Goldemberg presidiu a comissão que coordenou as atividades comemorativas dos 80 anos da USP. Um de seus trabalhos foi organizar um volume sobre a efeméride e para isso enviou um questionário aos 52 diretores de unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus. Uma das perguntas era sobre o que unidade havia feito ao longo de sua história como contribuição para a sociedade. Segundo ele, uma parcela dos diretores não soube responder a essa questão, o que demonstra, em sua opinião, como o papel da Universidade ainda carece de definição para muitos pesquisadores.</span></p>
<p><span>O ex-reitor disse que a USP consome 5% da arrecadação dos tributos estaduais, o que equivale a cerca de US$ 2 bilhões, e o custo médio mensal por aluno é de US$ 2 mil. "Mesmo havendo bons cursos e outros não tão bons, apesar dos recursos investidos", ele considera que o financiamento total da Universidade pelo Estado pode ser um bom exemplo para os países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span>No que se refere às comparações internacionais, Goldemberg prefere se basear no ranking do Times Higher Education, onde a USP apareceu na faixa das 201 a 225 mais bem avaliadas. Ele observou que essa colocação não é algo extraordinário, mas, "considerando-se o número de países das universidades mais bem colocadas que a USP, verifica-se que há 150 países no mundo que não possuem uma universidade como ela, o que não é pouca coisa".</span></p>
<p><span>Para o físico, a posição da USP no ranking demonstra que ela possui capacidade de formar pessoal bem informado sobre o que acontece no mundo, sobre que tecnologias estão sendo testadas e quais precisam ser desenvolvidas.</span></p>
<p><span>Goldemberg exemplificou isso com o papel desempenhado por algumas escolas, como no caso do desenvolvimento das pesquisas sobre o etanol capitaneado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, "o que possibilitou que hoje metade da gasolina necessária ao país possa ser substituída pelo etanol de cana-de-açúcar".</span></p>
<p><span>Durante sua exposição, Goldemberg apresentou gráficos sobre a produção científica brasileira e da USP. A constatação é de que a quantidade de<span> </span>papers publicados no exterior tem aumentado. "Isso poderia ser um ótimo indicador do crescimento da produção, no entanto, o impacto dos artigos ainda é baixo: pouco mais de 0,6 para o Brasil e pouco mais de 0,7 para a USP, tomando-se como referência o índice 1 como média internacional" (avaliada pelo número de citações que um artigo recebe).</span></p>
<p><span>Ele lembrou que além das contribuições das ciências naturais aplicadas e das engenharias é preciso ressaltar uma série de contribuições de outra natureza relevantes para a sociedade, as quais não são devidamente computadas nas avaliações. Citou como exemplo a produção dos docentes da Faculdade de Direito, que são referência em muitos julgamentos e pareceres, e com papel decisivo na elaboração de propostas que se transformaram em leis, como no caso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).</span></p>
<p><span>Outra atuação de destaque da Universidade, no seu entender, é o papel desempenhado por vários docentes em atividades de natureza política, institucional e social, como no caso da criação de partidos políticos, na participação do primeiro escalão governamental federal, estadual e municipal, inclusive como chefes do Executivo, e em iniciativas especiais, como aconteceu na Comissão da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos pela ditadura militar.</span></p>
<p><span>Ao finalizar, Goldemberg fez uma analogia entre a proposta acadêmica da ICA, interdisciplinar e interativa, com o papel do IEA, criado durante sua gestão na Reitoria da USP: "O IEA foi criado como estímulo à interação entre os vários grupos da Universidade, de todas as áreas científicas".</span></p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Durante o debate que se seguiu, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a><span>, um dos jovens pesquisadores participantes, perguntou a Goldemberg se ao participar de projetos como a ICA, interdisciplinares e de difícil avaliação pelos procedimentos usuais para isso, um jovem pesquisador não estaria nadando contra a corrente, pois acabaria produzindo menos em sua área de pesquisa. A resposta de Goldemberg foi sucinta e objetiva: "Não concordo. O contato com pesquisadores de outras áreas leva a maior criatividade na área específica de cada um".</span></p>
<p>Perguntado pela fisiologista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carolina-escobar">Carolina Escobar</a><span> sobre que estratégia seria possível adotar para estimular docentes com baixa produção a produzirem mais, Goldemberg disse que geralmente as normais administrativas não possibilitam a demissão dessas pessoas e que, portanto, cabe às chefias de departamento ser mais atuantes nas exigências de produtividade.</span></p>
<p>À pergunta do estatístico Caio Dantas, ex-pró-reitor de Graduação da USP e atualmente pesquisador do IEA, sobre como avaliar os docentes sem grande produção de papers<i>,</i> mas com papel bastante ativo no estímulo ao trabalho de grupos de pesquisa e ao desenvolvimento de estudantes, Goldemberg disse que um dos caminhos seria a instituição de prêmios, assim como acontece em outras áreas do saber, como as artes.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, diretor do IEA quis saber o que Goldemberg recomendaria aos jovens pesquisadores participantes da ICA. A resposta veio numa única palavra: "Agressividade".</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-21T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-cultural">
    <title>Atividade da Intercontinental Academia mostra facetas da desigualdade social e da interculturalidade na cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-cultural</link>
    <description>No roteiro "Centralidades ↔ Periferias", os participantes da ICA conheceram um pouco dos impactos das desigualdades socioeconômicas e da diversidade cultural na organização do espaço urbano da capital paulista.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Os contrastes entre a região central e periférica da cidade de São Paulo foram apresentados aos participantes da<a class="external-link" href="http://ica.usp.br"> Intercontinental Academia</a> (ICA) no roteiro científico-cultural "Centralidades ↔ Periferias", realizado no domingo, dia 19. A atividade incluiu, ainda, uma exposição sobre as relações entre fluxos migratórios e interculturalidade na capital paulista.</p>
<p>O percurso teve início no centro da cidade, com passagem pelo Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade de São Paulo; pela Faculdade de Direito (FD) da USP, no Largo São Francisco; e pela Catedral da Sé. Na segunda etapa do trajeto, os participantes conheceram as imediações da região central e ouviram um pouco sobre as especificidades do bairro Pacaembu e do bairro Canindé, onde visitaram a Praça Kantuta. Na terceira etapa, o itinerário foi pela periferia da capital, passando pela Vila Madeiros, na Zona Norte, com parada para o almoço no restaurante Mocotó; pela USP Leste, no Jardim Matarazzo; e pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren), na Vila Jacuí, ambos na Zona Leste.</p>
<p><span>A atividade foi coordenada por </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sylvia-duarte-dantas?searchterm=Sylvia+Dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a></span><span>, coordenadora do </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a></span><span> do IEA e professora da Unifesp; </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a></span><span>, coordenadora do </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/nutricao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</a></span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/nutricao" class="external-link"> </a>do IEA e também professora da Unifesp; </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/fernando-mussa-abujamra-aith" class="external-link">Fernando Aith</a></span><span>, conselheiro da </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-unesco-de-educacao-para-paz-direitos-humanos-democracia-e-tolerancia" class="external-link">Cátedra Unesco de Educação para Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância</a></span><span>, sediada no IEA, e professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP); e </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/suzana-pasternak?searchterm=Suzana+Pasternak" class="external-link">Suzana Pasternak</a></span><span>, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td style="padding-left: 60px; ">
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><span><strong><i>Roteiro Científico-Cultural</i></strong></span></p>
<p><span><strong>Centralidades ↔ Periferias</strong></span></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/roteiro-cientifico-cultural-201ccentralidades-2194-periferias201d-19-de-abril-de-2105?b_start:int=0" class="external-link">Fotos<br /><br /></a></span></li>
</ul>
<p><span><strong>Notícia</strong></span></p>
<span> 
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-roteiro-cientifico-e-cultural" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia conhecem a multiplicidade científica e cultural de São Paulo</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>INTERCULTURALIDADE</strong></p>
<p>Dantas explicou que São Paulo foi erguida com auxílio de imigrantes oriundos de várias partes do mundo, sobretudo os de origem japonesa e italiana, que chegaram na primeira metade do século 20 para suprir a demanda de mão-de-obra no campo e nas indústrias e exerceram grande influência na conformação cultural da cidade.</p>
<p>Segundo a professora, nas últimas décadas a capital vem passando por novos fluxos imigratórios, dentre os quais se destaca o de bolivianos, que já somam mais de 300 mil. Atraídos pelo crescimento da economia brasileira, esses imigrantes vêm para São Paulo em busca de emprego e melhores condições de vida. Muitos, em situação ilegal no país, submetem-se a condições de trabalho degradantes, caracterizadas por baixa remuneração e jornadas extenuantes, em confecções nos bairros Bom Retiro e Brás.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Roteiro-cientifico-cultural-Centralidades-Periferias-29-web.jpg/@@images/c99c668d-67ba-4f49-a0f2-19a15a2f4e12.jpeg" alt="Praça Kantuta" class="image-inline" title="Praça Kantuta" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os participantes da ICA tiveram a oportunidade de conhecer um pouco do universo desses imigrantes na Praça Kantuta, onde uma feira boliviana reúne cerca de 3 mil pessoas todos os domingos para cultivar a gastronomia, o artesanato, o folclore e as danças típicas de diversas regiões da Bolívia. Rodrigo González, vice-presidente da Associação Gastronômica Cultural e Folclórica Boliviana "Padre Bento", que organiza a feira, falou aos pesquisadores sobre a importância do evento semanal para a transmissão da cultura boliviana às gerações que já nascem no Brasil e para a promoção das trocas culturais com brasileiros e outros imigrantes latino-americanos.</p>
<p><strong>CIDADE LEGAL X CIDADE ILEGAL</strong></p>
<p>Na passagem pelo Pacaembu, Martin Grossmann, diretor do IEA, fez uma exposição sobre o plano arquitetônico do bairro. Baseado no modelo "cidade-jardim", o projeto foi inspirado na arquitetura britânica da era vitoriana e buscou respeitar a topografia da região, o que resultou em ruas com traçado sinuoso e em casas com grandes terrenos e áreas jardinadas.</p>
<p>Grossmann observou que a organização urbana do bairro, reservado à elite paulista, contrasta com condições precárias de habitação no centro da cidade, onde usuários de droga e sem-teto dormem nas calçadas ou ocupam prédios vazios, resistindo ao movimento de expulsão da classe de baixa renda das ditas "centralidades".</p>
<p>Aith lembrou que esse contraste trata-se de um dos efeitos do crescimento acelerado pelo qual São Paulo passou sobretudo a partir da década de 1950. Nesse período, intensificou-se um processo de urbanização descontrolada, marcada pela ocupação caótica do espaço, que dividiu a capital em dois mundos distintos: a cidade legal, provida de planejamento urbano, habitações regulares e serviços públicos, como transporte, rede de água e de energia, escolas e hospitais; e a cidade ilegal, que cresce em direção à periferia e em meio à miséria, dando origem a favelas e moradias precárias de todo tipo.<span> </span></p>
<p>De acordo com o conselheiro, a dificuldade de ter acesso a habitações regulares na "cidade legal", imposta pelas profundas desigualdades socioeconômicas que marcam a cidade de São Paulo, empurram a população pobre para locais cada vez mais distantes do centro, onde não há infraestrutura adequada de transporte, saúde, saneamento básico e educação.</p>
<p>Nessas regiões periféricas, os indivíduos  ocupam terrenos de terceiros (privados ou do Estado) e dão início às chamadas "autoconstruções" — casas feitas de material barato e construídas com mão-de-obra dos próprios moradores e vizinhos. Aith frisou que, somente quando a ocupação irregular já está em estado avançado e é irreversível, o Estado mobiliza-se para "legalizar" o local a partir de projetos de reurbanização.</p>
<p><strong>PERIFERIA</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/periferia/@@images/e81607a7-8900-405b-8378-9a273a102ad9.jpeg" alt="Periferia" class="image-inline" title="Periferia" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A transição entre a cidade legal e a cidade ilegal pôde ser observada à medida que o roteiro do passeio avançou em direção à periferia. Na Vila Medeiros, os pesquisadores da ICA conheceram um exemplo de bairro periférico reurbanizado, que teve início com ocupação irregular. Nos arredores da USP Leste, viram casas precárias estabelecidas num parque ecológico, onde a construção é proibidas pelas leis ambientais.</p>
<p>O grupo teve um panorama mais detalhado das condições de vida na periferia a partir da exposição de Sawaya sobre o trabalho desenvolvido pelo Cren da Vila Jacuí, bairro que <span>surgiu com a ocupação irregular de uma área de manancial que integra uma reserva ecológica.</span></p>
<p>Embora já tenha sido "reurbanizada", a Vila Jacuí ainda carece de infraestrutura e serviços públicos e <span>é dominada pelo tráfico de drogas. Com um </span><span>dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da Zona Leste de São Paulo, o bairro </span>tem no Cren um instrumento para melhoria da qualidade de vida da população.</p>
<p>O Centro atua desde 1993 no combate e prevenção à subnutrição e obesidade infanto-juvenil, fazendo avaliação nutricional, do desenvolvimento e da aprendizagem; tratando infeções; educando; e promovendo a inserção no mundo da cultura. Para isso, conta com um hospital-dia, que recebe cerca de 100 crianças e oferece <span>diariamente</span><span> cinco refeições balanceadas para cada uma.</span></p>
<p>Além de contribuir para a recuperação e educação nutricional da população infanto-juvenil, o Cren serve como um espaço de reunião familiar e de prática de atividades diversas: há computadores disponíveis para a comunidade, uma brinquedoteca e uma infraestrutura para o desenvolvimento de atividades físicas e culturais (música, teatro, dança e esportes).</p>
<p>Sawaya, que é ex-coordenadora e atual diretora científica do Cren, ressaltou a importância do projeto como uma iniciativa para desenvolver o protagonismo juvenil e dar oportunidades para jovens e crianças se afastarem da criminalidade. De acordo com ela, das pessoas que frequentam o Centro, 60% têm um familiar na prisão e 70%, um familiar envolvido com uso de drogas ou abuso do álcool.</p>
<p>A professora destacou que, ao longo dos 23 anos de funcionamento, o projeto já atendeu 3 milhões de crianças e contribuiu para reduzir substancialmente o número de assassinatos no bairro.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Rafael Borsanelli/IEA-USP (no alto) e Fernanda Rezende/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desnutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T21:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reune-reitores-para-discutirem-o-futuro-das-universidades">
    <title>IEA-USP reúne reitores para discutirem o futuro das universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reune-reitores-para-discutirem-o-futuro-das-universidades</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Reitores e expoentes na pesquisa sobre educação superior se reunirão na sexta-feira, <strong>24 de abril, às 15h</strong>, na sala do Conselho Universitário da USP, para discutir o futuro das universidades, seus desafios e perspectivas, tomando como base as experiências destes conferencistas como gestores e os projetos que implementaram ou idealizaram para universidades.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da ICA sobre as contribuições da USP à sociedade</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/abertura-da-ica" class="external-link">Abertura da ICA destaca originalidade e relevância do projeto</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-participara-da-intercontinental-academia" class="external-link">Ministro da Educação participará da Intercontinental Academia</a></p>
<p>Mais informações:<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">http://intercontinental-academia.ubias.net/ </a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Inserido na programação da <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA), o debate será moderado pela jornalista especializada em educação <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/sabine-righetti">Sabine Righetti</a> e terá a presença de <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/marco-antonio-zago">Marco Antônio Zago</a>, reitor da USP; <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/klaus-capelle">Klaus Capelle</a>, reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/carlos-vogt">Carlos Vogt</a>, presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP); <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a>, ex-reitor da UFABC, e <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/john-heath">John Heath</a>, pró-reitor de Infraestrutura da Universidade de Birmingham.</p>
<p><strong>O encontro é aberto ao público, com necessidade de inscrição prévia</strong> pelo email <a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a> (contato Claudia Regina). Haverá transmissão ao vivo no site do IEA (<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a>) e no site da ICA (<a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a>).</p>
<p>Esta reunião com os reitores será precedida por um workshop com o ministro da Educação, <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/renato-janine-ribeiro">Renato Janine Ribeiro</a>, sobre a universidade do futuro. O encontro com Janine será fechado aos participantes da ICA.</p>
<p>A Intercontinental Academia é um projeto de cooperação acadêmica internacional, interdisciplinar e singular no universo científico. Gerado no âmbito da rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">UBIAS </a>– formada por 34 Institutos de Estudos Avançados baseados em Universidades –, reúne dois institutos de dois continentes diferentes para desenvolverem, ao longo de dois workshops interdisciplinares, uma pesquisa conjunta centrada num tópico temático transversal (conceito 2+2+2).</p>
<p>Pela proposta, jovens cientistas e pesquisadores seniores de várias partes do mundo e de diferentes áreas do saber se reúnem para debater o “tempo”. Ao final, eles produzirão um MOOC (<i>Massive Open Online Course</i>) sobre este tema.</p>
<p>O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP é responsável pela realização do primeiro encontro de imersão da Academia, que começou no ultimo dia 17 e vai até 30 de abril. O segundo será organizado pelo<a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en"> Institute for Advanced Research (IAR) de Nagoya</a>, no Japão, em março de 2016.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><strong><i>O Futuro das Universidades<br /></i></strong><i>24 de abril, às 15 horas<br /></i><i><span>Sala do Conselho Universitário da USP (Rua da Praça do Relógio, 109, andar térreo do prédio da Administração Central, Cidade Universitária, São Paulo)</span><br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, com necessidade de inscrição (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>) – Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web<br /></a></i><i>Informações para imprensa: Fernanda Rezende, telefone (11) 3091-1681 ou e-mail <a class="mail-link" href="mailto:ferezende@usp.br">ferezende@usp.br<br /></a></i><i>Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro</a> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-22T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-laymert-garcia">
    <title>Conferência aborda experiência artística transcultural entre brasileiros, ianomâmis e alemães</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-laymert-garcia</link>
    <description>Na primeira conferência temática da Intercontinental Academia, Laymert Garcia dos Santos falou sobre a concepção da ópera multimídia "Amazônia — Teatro Música em Três Partes".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/laymert-garcia-dos-santos-ica/@@images/29ecf238-d08a-4390-97dc-04bd800ddec8.jpeg" alt=" Laymert Garcia dos Santos - ICA" class="image-right" title=" Laymert Garcia dos Santos - ICA" />O processo de criação artística da ópera multimídia "Amazônia — Teatro Música em Três Partes" foi apresentando por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/laymert-garcia-dos-santos">Laymert Garcia dos Santos</a> na conferência <i>Mito e Tecnociência na Amazônia Transcultural</i>, realizada na segunda-feira, dia 20, como parte da programação da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA).  <i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p>Resultado de um esforço de cooperação internacional e transcultural envolvendo pesquisadores brasileiros, artistas alemães e índios ianomâmis da aldeia Watoriki, na fronteira com a Venezuela, a ópera trata do futuro da floresta amazônica a partir da perspectiva ocidental, de matriz tecnocientífica, e da xamânica, de matriz mitológica.</p>
<p><i> </i></p>
<p><span>Segundo Santos, que é professor do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o objetivo do experimento artístico foi reunir duas visões distintas sobre o futuro da floresta amazônica — uma baseada no pensamento mágico e outra no pensamento racional  — e encontrar um denominador comum em torno do qual produzir a obra. </span>A obra foi produzida de 2006 a 2010 a partir de uma parceria entre o Instituto Goethe, a Bienal de Munique, o Centro de Arte e Mídia ZKM Karlsruhe e a Associação Ianomâmi Hutukara, e apresentada na Bienal de Teatro Música de Munique, Alemanha, e no Sesc Pompeia, São Paulo, em 2010, e no Festival "Out of Control" de Viena, Áustria, em 2013.</p>
<p><i> </i></p>
<p>Para chegar a essa síntese entre a cosmologia xamânica e a tecnocientífica, estabeleceu-se um diálogo transcultural entre os indígenas e o "homem branco", baseado numa relação simétrica e de respeito mútuo. "Era preciso que as duas visões dialogassem e preservassem suas essências, sem se submeterem uma à outra. A ideia foi integrar, e não apagar as diferenças entre elas", explicou.</p>
<p>O conferencista comparou o processo de criação da ópera ao formato da ICA. De acordo com ele, ambas iniciativas consistem em reunir atores de culturas diversas e integrar suas cosmologias, perspectivas e visões de mundo em prol de um objetivo comum. "Trata-se não de superar os mal-entendidos, mas de transformá-los em mal-entendidos produtivos", disse, parafraseando o antropólogo francês Bruce Albert.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de Laymert Garcia<br />dos Santos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-laymert-garcia-dos-santos" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-da-intercontinental-academia-propoe-reflexao-filosofica-sobre-tempo-e-eternidade" class="external-link">Conferência da Intercontinental Academia propõe reflexão filosófica sobre o tempo e a eteernidade</a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A opção por uma ópera multimídia e transcultural foi fruto de uma aposta na emoção como forma de sensibilizar a sociedade sobre o problema do desmatamento na Amazônia. O foco, afirmou Santos, era abordar a questão através da arte, usando uma estratégia diferente da convencional, a qual apela para a razão a partir de informações tecnocientíficas, em geral restritas a dados, números e gráficos. "Queríamos refletir sobre por quê, mesmo sabendo que temos que parar o desmatamento, não paramos."</p>
<p><strong>A ÓPERA</strong></p>
<p>Santos explicou cada uma das três partes que compõem a ópera a partir da exibição de trechos. A primeira, "Tilt", foi inspirada na carta de Walter Raleigh à rainha Elizabeth I, na qual o explorador relata sua expedição pela região do rio Orinoco, próximo ao território dos ianomâmis na Venezuela, e afirma ter descoberto o lugar lendário que os espanhóis chamavam de "El Dorado".</p>
<p>Sonorizada com ruídos urbanos, essa seção introdutória remete ao passado, mais especificamente à perspectiva dos antigos descobridores da América, mas se passa no futuro, num tempo em que a floresta foi devastada e já não existe. Segundo Santos, "Tilt" mostra que o futuro da floresta foi selado num passado distante, com a chegada dos europeus. O "homem branco", encarnado na figura de Raleigh, seria o porta-voz da destruição vindoura.</p>
<p>"Queda do Céu", segunda parte da obra, trata do futuro da floresta na perspectiva mítica dos ianomâmis. Perpassada por cantos indígenas e sons da natureza, tal como ouvidos na mata, a narrativa mostra o triunfo de Xawara — espírito do mal que simboliza a ganância do "homem branco" — sobre os xamãs. O desfecho do embate resulta no apocalipse, ao qual a mitologia ianomâmi se refere como "queda do céu".<span> </span></p>
<p>A última parte, "Conferência Amazônica", subdivide-se em três momentos: 1) "Paraíso", que explora, a partir de dados e modelos matemáticos, os processos bioquímicos que garantem o equilíbrio dos ecossistemas e a biodiversidade em nível molecular; 2) "Conferência", no qual cientistas, políticos, xamãs e economistas debatem o futuro da floresta e chegam à conclusão de que já é tarde demais para conter o processo de devastação; e 3) "Entropia", que expõe o colapso do paraíso anunciado por ianomâmis e ocidentais, com a destruição das cadeias moleculares imprescindíveis para os ciclos vitais da natureza e a consequente destruição da floresta.</p>
<p>Na avaliação de Santos, a ópera revela que, embora sejam calcadas em lógicas muito diferentes, a cosmologia xamânica e a racionalidade tecnocientífica estão de acordo em relação ao futuro da floresta: diante do atual ritmo de desmatamento, o fim é inevitável. "Trata-se de uma morte anunciada", observou.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-22T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-discute-universidade-do-futuro-no-iea">
    <title>Ministro da Educação discute universidade do futuro no IEA-USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-discute-universidade-do-futuro-no-iea</link>
    <description>O encontro, fechado para convidados, compõe o eixo “Universidade” deste evento que se iniciou no dia 17 e que vai até 30 de abril. O objetivo é repensar o ensino superior.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reune-reitores-para-debaterem-o-futuro-das-universidades" class="external-link">IEA-USP reúne reitores para debaterem o futuro das universidades</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ministro da Educação, <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/renato-janine-ribeiro">Renato Janine Ribeiro</a>, participa na manhã desta sexta-feira, 24, de um workshop sobre a universidade do futuro com<a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/candidates"> os jovens cientistas</a> que integram a <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a>. Janine é membro do <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/iea-usp-scientific-committee">comitê científico do IEA para a ICA</a> e coordenador do grupo de pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">O Futuro nos Interpela do IEA-USP</a>. O encontro, fechado para convidados, compõe o eixo “Universidade” deste evento que se iniciou no dia 17 e que vai até 30 de abril.</p>
<p>Ainda na tarde desta sexta, às 15h, uma discussão sobre o futuro da universidade reunirá reitores e especialistas em educação. O<span> debate será moderado pela jornalista especializada em educação </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/sabine-righetti" target="_blank">Sabine Righetti</a><span> e terá a presença de </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/marco-antonio-zago" target="_blank">Marco Antônio Zago</a><span>, reitor da USP; </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/klaus-capelle" target="_blank">Klaus Capelle</a><span>, reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/naomar-de-almeida-filho" target="_blank">Naomar de Almeida Filho</a><span>, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/carlos-vogt" target="_blank">Carlos Vogt</a><span>, presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/luiz-bevilacqua" target="_blank">Luiz Bevilacqua</a><span>, ex-reitor da UFABC, e </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/john-heath" target="_blank">John Heath</a><span>, pró-reitor de Infraestrutura da Universidade de Birmingham.</span></p>
<p>O encontro com os reitores é aberto ao público, com necessidade de inscrição prévia pelo email <a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a> (contato Claudia Regina). <span>A discussão será transmitida </span>ao vivo pelo site do IEA<span> e da </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net">Intercontinental Academia</a><span> (ICA).</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-24T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-renato-janine">
    <title>Ensino superior deve se preocupar em aguçar mentes, diz ministro da Educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-renato-janine</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia, o ministro da Educação Renato Janine falou sobre a importância de universidades menos centradas no treinamento profissional e mais preocupadas com a formação de um repertório cultural amplo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ministro-renato-janine-e-martin-grossmann" alt="Ministro Renato Janine e Martin Grossmann" class="image-inline" title="Ministro Renato Janine e Martin Grossmann" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O ministro Renato Janine Ribeiro na conversa<br />com os participantes da Intercontinental Academia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na avaliação de <a href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/renato-janine-ribeiro" target="_blank">Renato Janine Ribeiro</a>, ministro da Educação, a universidade do futuro deve ser pensada não apenas em termos de treinamento em uma carreira específica, mas também de formação cultural abrangente, que amplie e diversifique a visão de mundo das pessoas. Ele falou sobre o tema em workshop com os<a href="http://www.ica.usp.br/people/candidates" target="_blank"> participantes</a> da <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA), realizado na manhã dessa sexta-feira, 24.</p>
<p>Janine, que é também membro do <a href="http://www.ica.usp.br/people/iea-usp-scientific-committee" target="_blank">comitê científico do IEA para a ICA</a> e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" target="_blank">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, ressaltou que sua exposição não consistia num discurso oficial, como ministro, mas num exercício utópico, com a proposta de refletir sobre o que a universidade pode se tornar nos próximos 40 ou 50 anos.</p>
<p>Para ele, a principal questão a ser considerada ao se imaginar a universidade do futuro é a necessidade de ir além da profissionalização: "É preciso pensar um sistema de ensino superior mais preocupado em aguçar mentes para compreender melhor a realidade."</p>
<p>A trajetória dos graduados em alguns dos cursos universitários mais concorridos do país seria prova da necessidade de mudanças. Segundo Janine, cerca de 20% dos diplomados em medicina não segue a carreira de médico. "Isso faz soar um sinal de alarme, pois o aluno dedica seis anos a um curso tão difícil e específico e depois deixa de lado", observou.</p>
<p>A situação é mais preocupante no curso de direito. O ministro afirmou que, embora os dados não sejam precisos, a maior parte dos formados não passa no exame da OAB e, portanto, não advoga. O padrão se repete no curso de administração e em vários outros.</p>
<p>"Estamos convencidos de que temos que mudar nossos currículos para oferecer cursos universitários mais amplos." O primeiro passo para isso, ponderou, é renovar as agendas das universidades e prepará-las para as transformações que estão em curso, dentre as quais destacou duas: a redução das desigualdades sociais e a elevação da longevidade.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA </strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Workshop com<br />Renato Janine Ribeiro</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-workshop-with-brazilian-minister-of-education-renato-janine-ribeiro" class="external-link">Vídeo</a><span> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/eixo-universidades" class="external-link">Fotos</a><br /><br /></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</a></span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>IGUALDADE </strong></p>
<p>Recordando ideias do pensador francês Alexis de Tocqueville, "um observador sagaz do cenário político do século 19", Janine afirmou que caminhamos para um mundo cada vez mais igualitário, no qual a desigualdade social não desaparecerá, mas perderá suas antigas justificativas e conviverá com um avanço significativo dos direitos dos antigos excluídos.</p>
<p>"Analisando os últimos 250 anos, é possível notar que a igualdade de fato aumentou em termos de justiça social, liberdade e diversidade, com maior inclusão das mulheres e de outros grupos historicamente discriminados", destacou.</p>
<p>A mobilidade social observada no Brasil na última década seria exemplo disso. Janine lembrou a conhecida imagem da pirâmide e do losango social. Em 2005, a sociedade brasileira podia ser representada por uma pirâmide: a base era formada por 100 milhões de pessoas em condição de muita pobreza ou miséria, que integravam as classes D e E; a faixa intermediária, correspondente à classe C, contava com 50 milhões de pessoas; e no topo estavam os 40 milhões de privilegiados que compunham as classes A e B.</p>
<p>Em 2010, a pirâmide deu lugar a um losango: a base foi reduzida a 50 milhões de brasileiros; a faixa intermediária dobrou de tamanho, passando a abranger 100 milhões de pessoas; e o topo dos mais ricos ganhou corpo, subindo para 50 milhões. "Em cinco anos, 25% da população em situação de extrema pobreza ingressou na classe C, passando para o status de classe média baixa."</p>
<p>E se a sociedade está se tornando mais igualitária, ressaltou Janine, então a tendência é que o acesso à universidade se torne um direito universal. "Se chegarmos próximo de atender a todos os que desejam ter uma educação superior, a universidade terá que ser diferente: não será voltada para a formação profissional, mas para a oferta de uma cultura geral que dê sentido para a vida das pessoas", explicou. Ela fará parte da cidadania, expressando a formação necessária para que o indivíduo se realize pessoal e profissionalmente.</p>
<p>Na opinião do ministro, o Brasil já segue em direção ao amplo acesso ao ensino superior, embora ainda esteja longe do objetivo final. Ele citou alguns dados para embasar seu ponto de vista: em 1968, quando ingressou no curso de filosofia, as universidades contavam com 100 mil alunos. Em 2003, o número era de pouco mais que 3 milhões, e hoje já ultrapassou, com mais de 7 milhões, os 20% da população na faixa dos 20 anos. "E quando um país atinge os 15%, deixa de ser elitista em termos de acesso ao ensino superior. Atualmente, estamos na categoria dos já não elitistas. Falta muito, mas avançamos", observou.</p>
<p><strong>LONGEVIDADE</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Workshop%20Renato%20Janine%20Ribeiro-%20foto%20Marcos%20Santos.jpg/@@images/27bf82ad-4211-4fae-80ac-0e8e4e03efca.jpeg" alt="Workshop Renato Janine Ribeiro" class="image-right" title="Workshop Renato Janine Ribeiro" />A segunda transformação mencionada por Janine refere-se ao aumento exponencial da expectativa de vida da população. Segundo o ministro, caminhamos para um tempo em que viver 100 anos deixará de ser um fenômeno excepcional e se tornará algo comum. "Nesse novo mundo, as opções que você faz aos 20 anos não pode determinar os resultados que terá aos 60 anos", advertiu.<br /><br /> Para Janine, o aumento da longevidade traz à tona a questão da abertura a mudanças, as quais tendem a se tornar mais frequentes à medida que a idade avança. Isso porque uma população que vive mais permanece no mercado de trabalho por um período maior e tem mais tempo para mudar a trajetória profissional.</p>
<p>"Atualmente, achamos mais importante ser fiel à profissão que foi estudada que ser fiel ao parceiro. Mas estamos num mundo em que as mudanças acontecem e são normais. As pessoas vão mudar sua identidade várias vezes ao longo da vida, o que inclui mudar de profissão e de emprego", explicou.</p>
<p>Esse novo cenário que desponta no horizonte, afirmou o ministro, impõe um sistema universitário mais flexível, capaz de preparar os estudantes para transitar de uma área para outra, sem que isso seja visto como sinal de fracasso ou imaturidade. Ele questionou a mentalidade corrente que vê a desistência de um curso universitário como uma falha pessoal. "Por que? A vida continua. É preciso aceitar a ideia de mudança. O diploma universitário não pode ditar minha vida futura e não precisa ser um marco profissional definitivo."</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PENSANDO UM NOVO MODELO</strong></p>
<p>Para explicar o modelo de universidade do futuro que tem em mente, Janine usou como exemplo o projeto de um curso experimental de graduação interdisciplinar em humanidades que desenvolveu para a USP, o qual não chegou a ser implementado.</p>
<p>O curo seria dividido em três semestres. No primeiro deles, as disciplinas girariam em torno da emergência da modernidade e discutiriam sobretudo o racionalismo, apoiando-se em autores como Descartes, Durkheim e Max Weber. Incluiriam, ainda, a perspectiva das artes visuais e da literatura, com a análise de romances centrados no herói problemático, como "Dom Quixote" e "Madame Bovary", que representam, disse ele, “a sombra, o lado sombrio, da modernidade”.</p>
<p>O segundo semestre traria disciplinas no eixo temático da antropologia e da antiguidade e faria um contraponto à modernidade. Já o terceiro englobaria disciplinas voltadas para a discussão da pós-modernidade, com foco no pensamento contemporâneo e na crítica aos modernos.</p>
<p>De acordo com Janine, o curso foi pensado com o objetivo de oferecer aos estudantes diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema: por exemplo, a sociologia está preocupada em estudar as falhas da modernidade; a antropologia é avessa à modernidade: não acredita no progresso e não hierarquiza as culturas; e a ciência política tende a crer que o mundo pode ser melhor se for mais racional, tal como pressupõem os modernos.</p>
<p>"Os cursos não seriam exposições de conteúdos, mas de diferentes óculos para enxergar os fenômenos sociais. O aluno aprenderia a analisar os fenômenos de acordo com a perspectiva mais apropriada. Não há uma lente universal."</p>
<p>O ministro disse que, assim como a universidade do futuro, o curso ampliaria a visão de mundo das pessoas. "Precisamos ser poliglotas culturais e científicos: precisamos conhecer as diferentes áreas e disciplinas e saber como integrá-las", ressaltou.</p>
<p>Além da conferência com Janine, a programação da ICA incluiu mais duas sessões sobre o eixo temático "Universidade": uma <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" target="_blank">master class</a> sobre os 80 anos da USP com José Goldemberg, ex-reitor da Universidade, que aconteceu no dia 20; e um debate com reitores e especialistas em educação sobre o futuro da universidade, realizado na tarde desta sexta-feira.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos:  Leonor Calazans/IEA-USP (no alto) e Marcos Santos/Jornal da USP </span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-26T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/direito-saude-nas-cidades-inteligentes">
    <title>A dinâmica das leis e seu impacto no desenvolvimento das cidades e na IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/direito-saude-nas-cidades-inteligentes</link>
    <description>Exposição será feita por Carla Ventura, participante da 3ª edição da Intercontinental Academia, sobre Leis: Rigidez e Dinâmica. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ica-3" alt="ICA 3" class="image-right" title="ICA 3" />A dinâmica das leis e seu impacto nas cidades e na inteligência artificial estão sendo explorados pela professora da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carla-ventura" class="external-link">Carla Ventura</a> na 3ª edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA), realizada nos meses de março de 2018 e 2019 em Singapura e Birmingham, respectivamente.</p>
<p>Representante do IEA-USP nesse projeto de pesquisa interdisciplinar internacional, Carla falará no IEA, dia <strong>17 de junho, às 14h</strong>, sobre o tema que vem trabalhando ao longo de dois anos e sobre a experiência de participar da ICA. Haverá transmissão ao vivo pelo site do IEA. A participação presencial requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeS3ekp40Au7qGn-4FIpDQmsIo-WnyjLACnGHVgamZ38VIOBQ/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<p>A ICA 3 foi organizada pelos IEAs das universidades de Birmingham, Reino Unido e Nanyang, Cingapura. Reuniu 18 pesquisadores de diferentes disciplinas e países para estudar um tema comum sob diferentes perspectivas: “Leis: Rigidez e Dinâmica”.</p>
<p>No IEA, Carla discutirá as lições apreendidas, refletindo sobre os caminhos construídos pelo grupo para lidar com os desafios do trabalho interdisciplinar, as diversas possibilidades de colaboração entre seus participantes, assim como a definição de algumas frentes de trabalho. Ela falará ainda sobre sua motivação no projeto, as características dos participantes, a organização e o formato inovador dos workshops da edição.</p>
<p><span><strong>O projeto</strong></span></p>
<p>A <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">Intercontinental Academia</a> é uma iniciativa da <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">Rede Ubias</a> que reúne pesquisadores jovens e seniores para estudar um único assunto sob diversas perspectivas durante dois períodos de imersão. A primeira edição, cujo tema foi Tempo, foi organizada pelo IEA-USP e pelo Instituto para a Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya, Japão, em 2015 e 2016. A segunda edição, sobre Dignidade humana, foi promovida pelo IEA da Universidade Hebraica de Jerusalém e pelo Centro para Pesquisa Interdisciplinar da Universidade de Bielefeld, Alemanha, em 2016.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cala-ventura-Perfil-Escola-de-Enfermagem-de-Ribeirao-Preto-da-USP.jpg" alt="Carla Ventura - Perfil" class="image-left" title="Carla Ventura - Perfil" />Perfil</strong></p>
<p>Carla é formada em relações internacionais e em direito, com mestrado em direito internacional e doutorado em administração. É professora do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, onde ensina sobre direitos humanos, saúde, desenvolvimento, saúde mental, bioética e legislação da enfermagem, entre outros. Ela também coordena um grupo de pesquisa sobre saúde global, liderando uma equipe de graduandos, mestres, doutores e pós-doutores.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-11T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/academia-intercontinental-abre-inscricoes">
    <title>Academia Intercontinental seleciona jovens pesquisadores para estudar "inteligência e inteligência artificial"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/academia-intercontinental-abre-inscricoes</link>
    <description>4ª edição do programa vai estudar inteligência  e inteligência artificial e é organizada pela Rede Francesa de Institutos Avançados e pelo Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><i><span>Com informações do IEAT</span></i></p>
<p style="text-align: left; ">A rede de Institutos de Estudo Avançado Baseados em Universidades (Ubias, na sigla em inglês) está com inscrições abertas para a 4ª edição da Academia Intercontinental (ICA), cujo tema é "Inteligência e Inteligência Artificial". Podem se candidatar pesquisadores em início ou meio de carreira, com doutorado completo e fluência em inglês. São aceitas candidaturas de pesquisadores vinculados a qualquer instituição acadêmica ou com vínculo com a indústria, organizações não governamentais, instituições artísticas ou de outra natureza, desde que com cargo equivalente ao de professor ou pesquisador.</p>
<p style="text-align: left; ">Estão programados um encontro em formato virtual, em junho de 2021, e dois encontros de imersão – o primeiro em outubro de 2021, em Paris, e o segundo em junho de 2022, em Belo Horizonte. A Rede Francesa de Institutos Avançados e o Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG são os responsáveis pela organização.</p>
<p style="text-align: left; "><span id="docs-internal-guid-dad2b560-7fff-7884-29b4-7fc04b3e3d31">A Academia Intercontinental reúne jovens pesquisadores de diferentes países e áreas de estudo para estudarem um único tema. Em 2015, o IEA-USP sediou a <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/home-sao-paulo">primeira fase da edição inaugural do programa</a>, organizada em parceria com o Instituto para Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya (IAR, na sigla em inglês), no Japão. </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Candidaturas</strong><br /><span>As submissões devem ser feitas através do endereço applications-ica4@rfiea.fr </span><strong>até o dia de 31 de março</strong><span> de 2021. Toda a comunicação deverá ser feita exclusivamente em inglês.</span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Candidatos vinculados à USP </strong>devem passar por uma seleção prévia com o comitê científico local. Se a Universidade recomendar a candidatura e esta for aprovada na seleção final, a USP será responsável por dar suporte ao participante nos encontros de imersão. As dúvidas e documentação devem ser enviadas para o email <a href="http://rkmeckien@usp.br/" target="_blank">rkmeckien@usp.br</a> até 11 de março.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Mentores e fellows<br /></strong>Nos encontros, os candidatos aprovados terão a chance de debater tópicos de pesquisa com um notável grupo de mentores, que foram previamente convidados para participar desta edição da Intercontinental Academia.</p>
<p style="text-align: left; ">Acesse a chamada completa abaixo:</p>
<div class="afi-document" style="float: left; text-align: left; ">
<div class="afi-document-icon" style="text-align: center; float: left; "><img src="https://www.ufmg.br/ieat/wp-content/plugins/attachment-file-icons/mime/pdf-icon.png" /></div>
<div class="afi-document-link" style="padding-left: 5px; text-align: center; float: left; "><a class="external-link" href="http://www.ubias.net/march31">CALL for fellows – Intercontinental Academia</a></div>
</div>
<div class="afi-clear" style="text-align: left; "></div>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p style="text-align: left; "><strong>Rede UBIAS</strong><br />Iniciada em 2010, a rede Ubias congrega atualmente cerca de 50 institutos de estudos avançados ao redor do mundo e tem a proposta de promover um ambiente para a troca de experiências entre pesquisadores de diversas áreas, culturas e formações, criando um espaço produtivo para pesquisa inovadora. Uma das iniciativas de maior sucesso da rede Ubias é a Intercontinental Academia (ICA), na qual o intercâmbio científico entre gerações, disciplinas, culturas e continentes se dá em torno de um grande tema.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Saiba mais em <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">www.ubias.net</a></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cooperação Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-10T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/propostasubias.html">
    <title>Rede mundial de IEAs define propostas de cooperação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/propostasubias.html</link>
    <description>A Ubias, rede de institutos de estudos avançados (IEAS) vinculados a universidades, definiu três tipos de formas de colaboração entre essas instituições na reunião do Comitê de Coordenação da rede, que aconteceu em março, no Instituto de Estudos Avançados Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi, Índia. Estiveram presentes no encontro representantes de oito dos 11 institutos que integram o comitê, entre os quais o diretor do IEA-USP, Martin Grossmann.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">A <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">Ubias</a>, rede de institutos de estudos avançados (IEAs) vinculados a universidades, definiu três tipos de iniciativas de colaboração a serem implantadas a partir de 2013: encontros bianuais dos diretores dos institutos para a troca de experiências e formação de parcerias; conferências acadêmicas, também bianuais, para fomentar o debate de temas interdisciplinares de alcance global; e a criação de uma "academia intercontinental", cujas edições sempre envolverão dois IEAs de distintos continentes visando à promoção do intercâmbio de jovens talentos da pesquisa nas diversas áreas do conhecimento. <dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ubiasnovadelhi.jpg/image" alt="ubiasnovadelhi.jpg" title="ubiasnovadelhi.jpg" height="287" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Os integrantes do Comitê de Coordenação da Ubias reunidos em Nova Delhi, Índia</dd>
</dl><span></span></p>
<p style="text-align: justify; ">O próximo encontro de diretores dos 32 institutos da Ubias será realizado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel. A primeira conferência acadêmica terá lugar no Peter Wall Institute for Advanced Studies da University of British Columbia, em Vancouver, Canadá. Já o projeto-piloto da academia intercontinental está em fase de planejamento, sob a responsabilidade dos IEAs da USP e da Universidade de Nagoya, Japão.</p>
<p style="text-align: justify; ">As três iniciativas foram discutidas na reunião do Comitê de Coordenação da Ubias, que aconteceu em março, no <a href="http://www.jnu.ac.in/JNIAS" target="_blank">Instituto de Estudos Avançados Jawaharlal Nehru</a>, em Nova Delhi, Índia. Participaram representantes de oito dos 11 institutos que integram o comitê, entre os quais o diretor do IEA-USP, Martin Grossmann.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ACADEMIA INTERCONTINENTAL</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Grossmann, a ideia é que a academia congregue 15 jovens talentos do mundo, selecionados a partir de um conjunto de nomes indicados pelos 32 institutos membros da Ubias. O grupo trabalharia por dois anos em torno de um tópico interdisciplinar sob a tutoria de três pesquisadores seniores de destaque internacional, indicados pelo Comitê de Coordenação da rede. Ao final de cada ano, os 15 pesquisadores interagiriam numa  oficina imersiva com duração de um mês (a primeira em São Paulo e a segunda em Nagoya), para apresentar e debater os resultados alcançados.</p>
<p style="text-align: justify; ">"O objetivo dessa parceria bilateral é contribuir para a formação de novos quadros para a pesquisa a partir do contato com grandes nomes das diversas áreas do conhecimento, bem como criar um ambiente favorável para que esses possíveis futuros líderes, seja na ciência, seja na cultura, se articulem e componham redes de pesquisa transnacionais", explica o diretor do IEA-USP.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>REVISTA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Além de se engajar na concretização dessa primeira academia, o IEA-USP sugeriu a criação de uma revista produzida pelos institutos da Ubias. De acordo com Grossmann, a proposta surgiu da ideia do diretor anterior do IEA-USP, César Ades, de criar uma publicação do instituto em inglês: "Pensei, então, em ampliar o escopo dessa ideia, compartilhando a revista com nossos colegas da Ubias. O IEA-USP tem condições para estar à frente disso porque dispõe da infraestrutura e do know-how necessários, já que possui a <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista "Estudos Avançados"</a>, uma publicação longeva, referencial e interdisciplinar por natureza".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>BRASIL-ÍNDIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Para Grossmann, a reunião em Nova Delhi foi proveitosa não só por ter dado andamento à consolidação da Ubias e à discussão sobre a agenda futura da rede, mas também porque representou uma oportunidade para o Brasil e a Índia reforçarem suas relações acadêmicas. Integrantes dos Brics, ao lado de China, Rússia e África do Sul, os dois países são grandes economias em desenvolvimento e apresentam realidades bastante parecidas. Como resultado direto do encontro em Nova Delhi, o IEA-USP realiza no dia 26 de junho o seminário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/brasilindia.html">Democracias de Alta Densidade: Índia e Brasil</a>, com a participação de pesquisadores da USP, da Unicamp e do IEA indiano.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-06-20T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/academia-de-vanguarda">
    <title>Uma academia de vanguarda</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/academia-de-vanguarda</link>
    <description>Em encontro realizado no dia 15 de fevereiro, o IEA e o instituto de estudos avançados da Universidade de Nagoya refinaram o projeto piloto da Academia Intercontinental. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/midiateca/foto/eventos-2013/a-pesquisa-avancada-na-universidade-de-nagoya-15-de-fevereiro-de-2013/IMG_7989.JPG"><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/a-pesquisa-avancada-na-universidade-de-nagoya-15-de-fevereiro-de-2013/IMG_7989.JPG/@@images/29516a92-7a74-4ac4-86e9-b7610e59ea20.jpeg" alt="Dapeng Cai" title="Dapeng Cai" height="238" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Dapeng Cai e Susumu Saito foram os expositores do encontro que discutiu a criação da 'Academia Intercontinental'</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">"A  Academia Intercontinental  funcionará como um laboratório de como a  universidade poderá trabalhar no  futuro de maneira colaborativa.  Trata-se de um projeto em pequena escala, mas  com potencial para  resultar num novo formato para a educação superior".</p>
<p style="text-align: justify; ">Essa  é a expectativa de Martin Grossmann,  diretor do IEA, em relação à  Academia Intercontinental dos University-Based  Institutes for Advanced  Study (<a href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>), rede que integra 33 institutos de  estudos avançados vinculados a universidades de todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O projeto piloto da Academia, que está sob  a responsabilidade do IEA e do <a href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada</a> (IAR, na sigla em  inglês) da Universidade de Nagoya, no Japão, foi  apresentado pela primeira vez  a um público amplo no encontro <i>A Pesquisa Avançada em Nagoya</i>,  que  aconteceu no dia 15 de fevereiro, no IEA. Os expositores foram o  químico Susumu  Saito e o economista Dapeng Cai, ambos pesquisadores em  tempo integral do IAR.</p>
<p style="text-align: justify; ">O   evento foi dividido em duas partes. Na primeira, Saito falou  sobre as  boas práticas adotadas pelo IAR para o desenvolvimento de pesquisas de   alto nível e impacto mundial (<i>ver box</i>).  Na segunda, Cai fez  uma exposição sobre o conceito e o funcionamento da  Academia, que foram  definidos na manhã do mesmo dia, em reunião fechada com os dois   pesquisadores, a direção do IEA, integrantes de grupos de pesquisa e  curadoria  do IEA, bem como representantes da Vice-Reitoria Executiva de  Relações  Internacionais.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>O conceito da Academia</strong><br /> A proposta de criar a Academia Intercontinental surgiu no  encontro do  Comitê de Coordenação dos Ubias, realizado em março de 2012  no <a href="http://www.jnu.ac.in/jnias/default.htm">Instituto de  Estudos Avançados Jawaharlal Nehru</a>,  em Nova Delhi, Índia. Na ocasião, o IEA  e o IAR foram convidados para  serem os responsáveis pelo projeto-piloto dessa  iniciativa, que  funcionará como uma <i>joint  venture</i>, como definiu Cai.</p>
<p style="text-align: justify; ">De  acordo com o economista, o conceito da Academia se resume na  expressão  "2+2+2+2": dois Ubias de dois continentes diferentes vão se  unir para a  organização de uma pesquisa conjunta a ser desenvolvida ao longo de   dois anos, período em que serão realizados dois workshops.</p>
<p style="text-align: justify; ">A  ideia  é promover o intercâmbio científico entre gerações, disciplinas e  culturas.  Para isso, serão selecionados 15 jovens pesquisadores de  várias universidades  do mundo e de diferentes áreas do conhecimento  para se dedicarem a um estudo  colaborativo de caráter interdisciplinar,  sob a orientação de três cientistas  seniores – ganhadores do Prêmio  Nobel ou de distinção semelhante, que  coordenarão as atividades.</p>
<p style="text-align: justify; ">Esse   grupo manterá contato durante o biênio do projeto e se  reunirá em  dois workshops de um mês cada - um em São Paulo, previsto para março  de  2014, e outro em Nagoya, previsto para março de 2015. Nesses encontros  de imersão,  os pesquisadores terão oportunidade de trocar experiências,  participar de atividades  interculturais e programas sociais e de  discutir o tema de pesquisa por meio de  conferências, leituras,  seminários e debates.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo  Cai, esse tipo de iniciativa é tão  importante porque "as pesquisas  desenvolvidas nas universidades são  focadas e especializadas demais, de  modo que os pesquisadores não compartilham  linguagens, não se  relacionam com outros campos e esquecem como se comunicar  uns com os  outros".</p>
<p style="text-align: justify; ">O   economista destacou que a Academia Intercontinental orienta-se por  três  objetivos: estimular a pesquisa conjunta entre os institutos  membros dos Ubias;  promover a formação de redes de cooperação entre  líderes científicos da próxima  geração; e explorar novas formas de  prática acadêmica coletiva e novos formatos  de formação, colaboração e  disseminação científica.</p>
<p style="text-align: justify; ">Grossmann  observou que o termo academia pode ter uma conotação  pejorativa, uma  vez que é usado para fazer referência ao conjunto dos grandes  nomes da  ciência, reconhecidos pela qualidade do conhecimento que geraram, mas   sem um compromisso em transformar o pensamento corrente. "Entretanto, no   sentido que estamos utilizando na Academia Intercontinental, o termo  refere-se  a um ambiente de vanguarda, um espaço experimental, de  riscos, de debates, que  possibilita encontros inusitados", ressaltou.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Processo de seleção</strong><br /> Um trio de  pesquisadores internacionais seniores escolhido  pelos associados dos UBIAS será responsável por conduzir a seleção  do  grupo de 15 jovens cientistas. Cada membro dos Ubias poderá indicar até 3  candidatos,  jovens pesquisadores com nível de pós-doutor a professor  assistente. De acordo com Cai, a ideia é reunir as  melhores jovens  cabeças de todo o mundo e de diversas disciplinas para pensar  soluções  para desafios globais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Também  ficará a cargo dos seniores propor o  programa de pesquisa da Academia.  O IEA e o IAR sugeriram como tema os diversos  sentidos e significados  do "tempo", abrangendo o ponto de vista físico,  social, literário,  histórico, artístico, biológico, entre outros. E, como  sub-tema,  propuseram os ciclos circadianos, objeto de estudo de Takao Kondo, atual   diretor do IAR. Tais ciclos referem-se aos ritmos biológicos diários  dos seres  vivos, que oscilam conforme a variação do dia e da noite.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>O papel  dos anfitriões</strong><br /> Aos institutos anfitriões cabe funcionar como um   secretariado, assessorando no processo de seleção; proporcionar a  estrutura  necessária para as atividades acadêmicas; organizar programas  interculturais e  sociais para interação dos integrantes da Academia;  arcar com os custos dos  seniores; e ajudar a encontrar acomodações para  os jovens cientistas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  troca, o IEA e o IAR terão o benefício de colocar  a comunidade  universitária em contato com esse seleto grupo de pesquisadores e  de  direcionar a escolha do trio de sêniores, dos jovens cientistas e do   programa de pesquisa conforme as necessidades da região e da  universidade que  os acolhem.</p>
<table class="grid listing" style="text-align: justify; ">
<tbody>
<tr>
<th>
<p><strong>A EXPERIÊNCIA DO IAR</strong></p>
<p>A  estrutura dirigente do IAR é constituída pelo diretor, três  vice-diretores,  dois pesquisadores em tempo integral (os dois que  participaram do evento) e um  Comitê Diretivo com quatro membros.</p>
<p>O  núcleo acadêmico do instituto conta com 11 cientistas proeminentes,  sendo quatro  deles ganhadores do Prêmio Nobel: o diretor fundador do  Instituto Ryoji Noyori  (Química, 2001), Toshihide Maskawa (Física,  2008), Osamu Shinomura (Química,  2008) e Makoto Kobayashi (Física,  2008).</p>
<p>De  acordo com Saito, uma das diretrizes orientadoras do Instituto é   promover a troca entre gerações, aproximando os pesquisadores mais  experientes,  como os do núcleo acadêmico, de pesquisadores nos  primeiros estágios da  carreira. Entre as missões do Instituto, está a  de garantir a independência de  jovens cientistas e, assim, fomentar a  formação de novos quadros para a  Universidade.</p>
<p>O  químico ressaltou, ainda, que o IAR busca proporcionar um ambiente de   pesquisa produtivo, organizando palestras, seminários e encontros  informais nos  quais pesquisadores de diferentes áreas podem dialogar e  discutir temas de  interesse comum.</p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; "><strong> </strong></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</span><br class="_mce_marker" /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-02-22T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/inscricoes-para-a-2a-intercontinental-academia-vao-ate-23-de-agosto">
    <title>Inscrições para a 2ª Intercontinental Academia via IEA vão até 23 de agosto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/inscricoes-para-a-2a-intercontinental-academia-vao-ate-23-de-agosto</link>
    <description>Projeto estudará dignidade humana e é organizado pelos institutos de estudos avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Bielefeld.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O IEA prorrogou para <strong>23<strong> </strong></strong><strong>de agosto</strong> o prazo para que<span> </span><span>jovens pesquisadores se inscrevam na seleção para a</span><span> </span><a class="external-link" href="http://www.ubias.net/ica-dignity">2ª Intercontinental Academia</a><span> (ICA), que será sobre dignidade humana. Organizado pelo</span><a href="http://www.as.huji.ac.il/" target="_blank"> Instituto Israel para Estudos Avançados</a><span> da Universidade Hebraica de Jerusalém e pelo </span><a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/" target="_blank">Centro para Pesquisas Interdisciplinares</a><span> (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld, o projeto terá sua primeira etapa realizada de 6 a 20 de março de 2016, em Jerusalém, Israel; e a segunda, de 1 a 12 de agosto, em Bielefeld, Alemanha.</span></p>
<p>Os candidatos podem ser de áreas como direito, ciências políticas, sociologia, teoria política, história, filosofia, informática, educação, estudos culturais, estudos literários, biologia ou biogenética. Todos devem estar, pelo menos, na fase final do doutorado ou já ter iniciado um pós-doutorado, além de serem fluentes em inglês.</p>
<p>Para se inscrever, é necessário enviar uma apresentação mostrando como pode contribuir para o projeto; um currículo atualizado; e uma carta de recomendação de algum instituto de estudos avançados da rede Ubias. Além disso, os candidatos precisam resumir em uma carta seu interesse pelo tema e as expectativas em relação ao projeto. As submissões devem ser feitas por e-mail (<a href="mailto:ica_iea@usp.br">ica_iea@usp.br</a>) até 23 de agosto.</p>
<p><span>Como membro principal da rede Ubias na América Latina, o IEA-USP será o responsável por receber as candidaturas dos candidatos regionais e fazer a pré-seleção antes de enviar os candidatos pré-aprovados para o processo de seleção final pelos institutos organizadores.</span></p>
<p>Ao final do processo, serão selecionados 15 participantes. Aqueles selecionados pelo IEA terão os custos com transporte, alimentação e acomodação pagos pelo Instituto e pelos organizadores.</p>
<p><strong>Dignidade humana na ICA</strong></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Notícias da primeira Intercontinental Academia, realizada em São Paulo</a></p>
<p>Mais informações:<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Abordado na pesquisa de diversas disciplinas, o tema envolve o debate sobre terrorismo internacional, tortura, guerra civil, proteção de dados, redução da pobreza e seguridade social, minorias, história dos direitos humanos, entre outros. Durante os encontros em Israel e na Alemanha, os participantes assistirão a aulas magnas com expoentes na pesquisa sobre esses assuntos. Algumas das conferências já estão definidas: “O direito constitucional à dignidade humana”, “Dignidade como núcleo dos direitos humanos”, “Reconhecendo a dignidade humana após a sua negação” e “Dignidade humana na religião”.</span></p>
<p><span>Entre os palestrantes confirmados estão:</span></p>
<p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/aleida-assmann?searchterm=Aleida+Assmann">Aleida Assmann</a><span>, professora de literatura inglesa da Universidade de Konstanz; </span></li>
<li><span>Lynn A. Hunt, professora pesquisadora ocupante da cátedra Eugen Weber Endowed em História Moderna Européia da Universidade da Califórnia;</span></li>
<li><span>Gertrude Lübbe-Wolff, professora de direito público na Universidade de Bielefeld e ex-membro da Corte Constitucional Federal Alemã de Justiça; </span></li>
<li><span>Ralf Poscher, professor de direito constitucional e filosofia legal da Universidade de Freiburg;</span></li>
<li><span>Mordechai Kremnitzer, professor "Bruce W. Wayne" de direito internacional da Universidade Hebraica de Jerusalém e vice-presidente de pesquisa do Instituto Israel de Democracia;</span></li>
<li><span>Aharon Barak, professor de direito na </span><span> </span><span>Interdisciplinary Center</span><span> in </span><span>Herzliya;</span></li>
<li><span>Bernadette Brooten, pesquisadora de religião americana e professora "</span><span>Kraft-Hiatt" no Christian Studies at </span><span>Brandeis University;</span></li>
<li><span>Marcus Düwell, catedrático em ética filosófica na </span><span>Utrecht University;</span></li>
<li><span>Moshe Halbertal, </span><i>senior fellow</i><span> no Shalom Hartman Institute, em Jerusalem, e professor de pensamento judaico e filosofia na Hebrew University;</span></li>
<li><span>Christine Hayes, professora "</span><span>Robert F. and Patricia Ross Weis" de estudos religiosos na</span><span> </span><span>Yale University e presidente do </span><span>Departamento de Estudos Religiosos da mesma universidade. </span></li>
</ul>
</p>
<p><strong>O projeto</strong></p>
<p><span>A Intercontinental Academia é uma iniciativa da </span><a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">rede Ubias</a><span>, associação internacional que congrega 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de 19 países, que visa a fomentar a pesquisa em rede e a formação de novas lideranças. A primeira edição, sobre o ‘tempo’, está sendo organizada pelo IEA-USP e pelo </span><a href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en" target="_blank">Institute for Advanced Research da Universidade de Nagoya</a><span>, no Japão. A primeira etapa aconteceu em São Paulo de 17 a 29 de abril e a segunda está agendada para março de 2016, em Nagoya.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-20T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/en/news/mctaggart-metaphysics-theorize-cell-time">
    <title>McTaggart metaphysics to theorize cell time</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/en/news/mctaggart-metaphysics-theorize-cell-time</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kazuhiko-kume" alt="Kazuhiko Kume" class="image-inline" title="Kazuhiko Kume" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Neuroscientist Kazuhiko Kume, from the <span>Nagoya City University.</span> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Researcher in neuroscience and molecular biology, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kazuhiko-kume?searchterm=Kazuhiko+Kume">Kazuhiko Kume</a>, from the Department of Neuropharmacology of the Nagoya City University, spoke to the participants of the <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> as one of the pioneers to introduce the study of neuroethics in Japan. "Time in the brain" was the theme of the lecture given during the Biology Workshop, on March 8.</p>
<p><span>Kume studies sleep patterns and the molecular interaction in the <a class="anchor-link" href="#circadiano">circadian cycle</a>, and calls himself a "weekend philosopher". This is how he has introduced his vision on the relationship between the brain and the cells over time.</span></p>
<p><span><span>The professor</span> showed an image that, when stared at, makes the viewer have the illusion that it moves. "If your brain sees the movement, this happens by the time<span> the brain</span> takes to produce movement. So your brain produces time to a static figure," he said.</span></p>
<p><span>Kume initially addressed some concepts of neuroscience and bioethics, which he introduced in Japan from a textbook produced in 2006. In the original sense of the word it means "the ethics of neuroscience" or the behaviour that defines what is good or bad in the study of the brain." For example, is the erasure of negative memories or the improvement of cognitive activity through the use of drugs good or bad?," he pointed out.</span></p>
<p><span>Bioethics can also be seen as the neuroscience of ethics. "For example, there is a difference in individual decisions on ethics because of structural differences in the brain." Or: "Can you tell who would say yes or no in a moral dilemma just by looking at the structure of the person's brain?," he asked. </span><span>Discussing the brain and the mind incites some very common questions such as "What is mind or consciousness?" or "Do I really know why I want a certain thing?"</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Related material</h3>
<p>Video</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-tuesday-march-8-lecture-by-kazuhiko-kume">Time in the brain: synchronization and dissociation</a></p>
<p> </p>
<p><i style="text-align: center; ">More information:</i></p>
<p><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Full programme</a></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/news">All the news</a></p>
<br />
<p style="text-align: center; "><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>According to K<span>ume, philosopher and mathematician René Descartes (1596-1650) proposed the idea of a center in the brain where the spirit (mind) would <span>dwell</span>; a kind of home to the soul or the thought. He believed that this center would be in the pineal body (or pineal gland), since it is a unique structure located in the central area of the brain. It is as if our mind stayed there, as if sitting in a theater watching us and deciding what we should do. As if there was a person inside the brain. But this would be impossible, Kume said, because it leads to an endless definition that within that person there would be another center inhabited by another person and so on.</span></p>
<p><span>Thus, the arguments against the beliefs of Descartes show that no region is particularly essential to consciousness, for any part can be deleted without the loss of consciousness. However, there are exceptions in the case of major head injuries. </span><span>On the other hand, the disconnection through sleep or anesthesia induces a reversible loss of consciousness. The brain and the body continue to work, but without consciousness. Furthermore, it is philosophically impossible to conceive the "center of the human being" as this would lead to an endless recursive redefinition, according to Kume.</span></p>
<p><span>When two brains of different people share the same feelings, perceptions and emotions then the idea gets a bit more complicated. Kume brought this issue up by showing twins connected by the brain. They have identical genes but different tastes and personalities. They can control their own hands and often fight with each other but they have connections that provide them with the same sensations. One does not like broccoli while the other one eats it and makes the first feel the taste. They also have the ability to communicate without talking out loud. For example, moving towards a particular direction or decide to watch TV.</span></p>
<p>"We can assume a human being as a set of different personalities. In the contemporary view, it is as if there were several dwarves acting within the brain," he said. Hence Kume's view of what the mind is: like a government without a president in which the mouth is the <span>spokesman</span> representing the government but does not decide and does not know everything. It is like a place of many ministries, each of which is headed by a minister who decides and executes different projects, and reports to the spokesman. In this logic, not even the minister knows everything that is done in their ministry, as each ministry is made of many parts, he compared.</p>
<p>Kume proposes an analysis of the brain from the time classification created by English metaphysicist John McTaggart Ellis McTaggart (1866 - 1925), plus Naoki Nomura's view on the author. <strong>(read the article below)</strong></p>
<p><span>Nomura uses the temporal structure of McTaggart and adds a new time series to the theory, the E-series, based on the synchronization and communication between agents. This series emerges when there is a synchronization between the objective time and the subjective time.</span></p>
<p><span>Kume showed that there are different times which vary depending on the instrument used to measure them. The clock, a programmed series, the seasons of the year, the calendar, the period of digestion, the menstrual period, the lunar period, breathing, the heart beat, eye blinking. All these are measures that give a notion of biological time. In this type of time, synchronization is important. For a tadpole to become a frog, for example, a specific objective time is not required, but rather an optimal temperature for the growth of the body and the atrophy of the tail, he exemplified.</span></p>
<p>Living beings are not exactly governed by a clock, but by a daily metabolic cycle that establishes the so-called circadian cycle<span><a name="circadiano"></a></span>. The <strong>circadian clock or circadian cycle</strong> is the period of approximately 24 hours, which is the base of the life cycle of almost all living beings. So it is a cycle influenced by variations of light, temperature, tides and winds, day and night.</p>
<p><span>According to Kume, there is a central region i<span>n the brain </span>that regulates the mechanism, but experiments show that only a cell or a neuron can acquire the ability to complete the circadian cycle. Thus, the keyword is synchrony between cells. Likewise, considering the body as a whole, each cell operates at a different rhythm (an imperfect synchronism). The final result, however, is a perfect sync.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/metronomos-72.jpg" alt="Metrônomos" class="image-inline" title="Metrônomos" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Metronomes adjust the beat and the time by synchronizing their movements</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>To illustrate this phenomenon, Kume used a <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=5v5eBf2KwF8">video</a> showing the beating of 32 metronomes that after being placed on a movable table at different rhythms end up getting in sync after one minute and 45 seconds. The same example was used by Professor Nomura.</p>
<p><span>For Kume, the reasoning of the E-series refers to the Integrated Information <span>Theory </span>(ITT), proposed by Giulio Tononi. A comatose patient regains consciousness when parts of the brain gradually connect the information of the environment, integrating them fully to the brain. Likewise, living beings adjust to the rhythm of the physical environment.</span></p>
<p><a name="nomu"></a><strong>E-Series of Nomura, a new approach to McTaggart</strong></p>
<p><span>Cultural anthropologist Naoki Nomura, a professor at the School of Humanities and Social Sciences of the Nagoya City University, talked about his study on assumptions developed by McTaggart about time.</span></p>
<p><span>"It is still an ongoing work and therefore what I bring here is unfinished, but still a good view of <span>McTaggart's</span> time," he said. A part of Nomura's study is available online in the article "<a class="external-link" href="http://nomuraoffcampus.com/wp-content/uploads/2016/02/07d4e906dd4a279c16a9a1040aa6584b.pdf">E-series Time As Prolegomena to McTaggart’s A- and B-series Time</a>", which he signs with Koichiro Matsuno, from the Nagaoka University of Technology.</span></p>
<p><span>"The Unreality of Time" is the best-known philosophical work by McTaggart, originally published in 1908 in the journal "<a class="external-link" href="http://mind.oxfordjournals.org/">Mind</a>". The author presents arguments to demonstrate the unreality of time. For McTaggart, the descriptions we know about time are either contradictory, circular or insufficient. </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoki-nomura" alt="Naoki Nomura" class="image-inline" title="Naoki Nomura" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><span>Cultural anthropologist Naoki Nomura</span> speaks about the synchrony of biological time and physical time.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>McTaggart basically proposes three time series to describe time. The A-Series is temporal and represents the subjective, psychological time, consisting of past, present and future. The B-Series is timeless. It is the objective, physical time, characterized by events <span>occurred </span>"earlier than" and "later than" another event. The C-series and the D-Series also have static temporal characteristics.</span></p>
<p><span>"The A-Series is a very important division for us because it represents the subjective or psychological time. But when we look at the clock we realize that it marks the hours and not whether it is past, present or future. The B-Series means the time without the division past-present-future, representing the objective time. In the B-Series the clock functions as a global timer or a common device that synchronizes the clocks of the world," <span>Nomura </span>said.</span></p>
<p><span>The C-Series is a sequence without order, with static temporal characteristics. The calendar may be viewed as a sequence of numbers and the clock as a mechanism that rotates around its axis. So these time objects can be viewed as a still image, a painting, a drawing of time, he said. "The musical score also marks the time, but we see it as a painting," he compared.</span></p>
<p><span>"But the biological clock does not seem to fit into any of these series. So my question is where the biological clock would fit under these descriptions," Nomura said.</span></p>
<p><span>For the scientist, the answer lies between the A-Series and B-Series. Or in their communication. This combination results in the E-Series, which he created and characterized by synchronization or communication between different times. </span><span>To illustrate the idea, Nomura showed what happened to the 32 metronomes.</span></p>
<p><span>"Their movement allowed them to fit together, all coming to the same rhythm. We see that material bodies may have an openness, interacting with each other and coordinating time. The <span>synchronization</span> of the metronomes happens due to the mutual adjusting movement and the displacement on the table. Where does the measure of time disappear? All come to a constant adjustment by trial and error until the time matches the beat. The communication between them makes the difference," Nomura said.</span></p>
<p><span>Similarly, Nomura says, it is possible to think that the flow of materials between cells occurs in the communication between them. The balance, therefore, is by synchronization. They enter a preset rhythm following the pulse of the rhythm given by walking, dancing, speaking. Thus, </span><span>the synchronization establishes a kind of time which is different from the clock time.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Richard Meckien</dc:creator>
    <dc:rights>Original version in Portuguese by Sylvia Miguel.</dc:rights>
    
      <dc:subject>Biology</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinarity</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Research</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neuroscience</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-17T21:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/en/news/how-we-began-to-count-years-months-days-and-hou">
    <title>How we began to count years months days and hours</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/en/news/how-we-began-to-count-years-months-days-and-hou</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Y-Suto.jpg" alt="Yoshiyuki Suto" class="image-inline" title="Yoshiyuki Suto" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Yoshiyuki Suto, from the Na<span>goya University.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>The Hellenistic world, regarded as the earliest age of globalization in human history, was discussed at the conference <i>Articulating Time in the Hellenistic World</i>, given by <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yoshiyuki-suto" target="_self">Yoshiyuki Suto</a><span>, a professor of Ancient History and academic staff of the Center for the Cultural Heritage and Texts (CHT) at the Nagoya University.</span>.</p>
<p>The emergence of a multicultural society has imposed the need to synchronize calendars and to standardize documentary records and the dating of historical events. "The setting of time was closely related to the sense of social stability," said Suto <span>during the Humanities / Social Sciences Workshop of the </span><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/nagoya" target="_blank">second phase of the Intercontinental Academia</a><span> (ICA)</span>, on March 10.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Related material</h3>
<p><strong>Video:</strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-thursday-march-10-lecture-by-yoshiyuki-suto">Articulating Time in the Hellenistic World</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><i style="text-align: center; ">More information:</i></p>
<p><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Full programme</a></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/news">All the news</a></p>
<br />
<p style="text-align: center; "><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"We have agreed on the use of units such as hours, minutes, seconds and days to express time, but we do not think about the origin of these markers."</p>
<p><span>From the observation of the stars, the Egyptians have been the first to count annual periods and also the pioneers in creating 12 subdivisions of time based on seasons. <span>Greek h</span>istorian and geographer Herodotus wrote on this ability of the so-called "time masters" <span>in 3 BC. "Their calculations are more accurate than those of the Greeks, who added an intercalary month every two years so that the seasons could coincide. The Egyptians counted 30 days for each of the 12 months, adding five days to the total of each year and thus the full circle of the seasons would coincide with the calendar," Herodotus wrote.</span></span></p>
<p><span>Suto has been specializing in the history of Egypt under the Ptolemaic dinasty. "It is interesting to observe not only the advanced knowledge of the Egyptians, but also the unique feature of that moment. During Hellenism there has been the first era of globalization in human history. The creation of huge empires and the division into large kingdoms features a totally different time in comparison to the previous one," he said. </span></p>
<p><span>This period was marked by the <span>expeditions of </span>Alexander the Great to Asia, by the first invasion of Rome in Eastern Greece and by the spread of the Greek language. Public announcements and historical events often needed to be recorded in more than one type of spelling or language, and considering the calendars adopted by different peoples, Suto said. Those were common public documents referencing reigns, bishoprics and other historical facts, accordingly to Sumerian, Egyptian or Greek calendars, to avoid mistakes about the date or the fact that they wanted to portray.</span></p>
<p><span>Thus, the time synchronization was necessary. In order to date documents, some important reference points have been used, such as the Trojan War, the Flood of Deucalion (the Greek Noah) or the Return of the Heracleidae. A more explicit time series was created from the Olympic Games in Athens. "The new benchmark was based on the list of Olympic winners," Suto said.</span></p>
<p><span>To show how time synchronization evolved between the different peoples of ancient history, Suto introduced two basic concepts related to time in history. The first concept compares progressive time and recurring time, where progressive time is connected to a linear chain of events between past, present and future, and recurring time is caracterized by a repeated cycle of events from period to period, such as celebrations. The second concept compares natural time and human time, where natural time is related to astronomical phenomena and nature, and human time is linked to </span><span>cultural articulations and a personal interpretation of natural time.</span></p>
<p><span>Even in ancient societies, natural time did coincide with celebrations and human needs as harvesting and planting, for example. But it was during the Hellenistic period that the definition of beginning and end of basic chronological units occurred, as well as the synchronization of various human times and ways to denote human time in daily life, he said.</span></p>
<p><span>There was no way to articulate a unit of time that had more than one year. Besides, there were difficulties to distinguish one year from another in a chronologically progressive time. Initially, the way that was found to do this was giving the name of a magistrate or an elected priest to a year. "It has certainly avoided a lot of trouble, but it was not practical because these references did not give a sense of relative sequence in relation to the facts," Suto said.</span></p>
<p><span>The way to mark time progressed in the Hellenistic kingdoms, especially in the Ptolemaic Egypt, the most successful and enduring of them. An alternative system became better known: to count the year from the throne succession of each king. For example, the year of the coronation of Ptolemy I (305-4 BC) was called the Year I of Ptolemy of Egypt.</span></p>
<p><span>The establishment of the concept of regular years has not only contributed to the identification of a given year, but also of longer periods. "It allowed to articulate progressive time with the respective period of <span>each king's </span>domain," he said.</span></p>
<p>This was demonstrated in a 300-name-long king list graphed over a papyrus<span>. The document, entitled <i>Turin Royal Canon</i>, dates from the time of Ramses II and brings the exact duration of each reign. It is unknown why it is the only list of kings of the Pharaonic period.</span></p>
<p><span>Ptolemy II, co-regent of his father, Ptolemy I Soter, introduced changes in the calendar. He tried to extend the year of his reign, considering the period during which he was co-regent. "The reason for this is unknown but it is believed that it has been an attempt to extend his authority over the legislators of other kingdoms," Suto said.</span></p>
<p><span>After all, the regular year system starting from the year in which a new king succeeded the former one resulted in a convenient way to determine the beginning and the end of each period, Suto said. Thus, the striking feature of the Hellenistic phase was not only the structural and cultural integration of the kingdom. There was also the important time synchronization that in previous periods was locally separated in different parts of the kingdom.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Richard Meckien</dc:creator>
    <dc:rights>Original version in Portuguese by Sylvia Miguel.</dc:rights>
    
      <dc:subject>Humanities</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Human Sciences</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Archaeology</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Culture</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Social Sciences</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Time</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>History</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-22T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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    <title>Reunião do Comitê Científico da Intercontinental Academia - 24 de março de 2015</title>
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    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
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    <title>Intercontinental Academia - Elaboração do MOOC (Massive Open Online Course) sobre tempo</title>
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