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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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    <title>O futuro da cátedra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro/o-futuro-da-catedra</link>
    <description>Para os próximos quatro anos, os responsáveis pela Cátedra de Educação Básica estabeleceram como objetivo aumentar a abrangência da iniciativa e focar no combate à fragmentação do conhecimento na escola</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Para os anos de 2020 a 2023, a Cátedra pretende seguir criando proposta junto com educadores de redes públicas e particulares de ensino, além de acadêmicos.</p>
<p>2. Além da realização de seminários e oficinas, ela também se dedicará a produzir uma cartografia de experiências que possam dar subsídios para propostas ligadas à formação inicial e continuada dos professores.</p>
<p>3. <span id="docs-internal-guid-b4293a75-7fff-e8ec-303c-c5516f72acf5"><span>Para 2020, as ações da Cátedra se dedicarão a discutir a ligação entre as diferentes disciplinas que compõem o currículo escolar.</span></span></p>
<p><span><span>4. <span id="docs-internal-guid-a8c0a8b3-7fff-0e6c-073d-e5dec1349bc6"><span>Em 2020, às oficinas serão realizadas em grupos menores e divididos de acordo com as etapas de ensino.</span></span></span></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Estamos trabalhando em uma linha de parceria e colaboração com os educadores. Nas atividades que planejamos, o professor está na centralidade. Sabemos que a descoberta de soluções para a educação passa por muito debate. Por isso, fizemos ajustes para que ele ocorra de fato”, introduziu o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, ao iniciar a apresentação do planejamento das ações da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra da Educação Básica</a> no próximo quadriênio, de 2020 a 2023. A fala de Almeida Filho se articulou à do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a>: ambos foram responsáveis por apresentar o planejamento da Cátedra para até 2023 e, mais especificamente, para 2020.</p>
<p><strong>Posicionamento estratégico</strong></p>
<p>O planejamento para os próximos quatro anos da iniciativa se dá ao redor de um posicionamento estratégico montado pelos docentes que lideram essa iniciativa. O objetivo principal é: "Contribuir para políticas de formação e reconhecimento do professorado da educação básica, especialmente das redes públicas".</p>
<p>Para atingir esse objetivo, haverá dois eixos de atuação: o primeiro será disseminação e debates, e o segundo será curadoria e apoio a pesquisas. Para ampliar também a discussão para fora da Universidade de São Paulo, estão previstas iniciativas em parceria.</p>
<p>Em sua fala, o professor ressaltou que a abrangência é a maior mudança de rumo em relação ao projeto original da Cátedra. A ideia é que os debates e os resultados sejam divulgados em nível nacional.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/drR4RYGvlzU" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/sistematizacao-e-propostas-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/sistematizacao-e-propostas-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p>Os blocos temáticos que serão contemplados pela Cátedra foram divididos assim:</p>
<p><strong>2020 | Fundamentos e Temas</strong> - Exploração das ideias fundamentais do campo da Educação, estendendo-se a conteúdos educacionais, superando e complementando as perspectivas disciplinares;</p>
<p><strong>2021 |</strong> <strong>Técnicas e Práticas</strong> - Aprofundamento das relações teoria e prática, articulação entre meios e fins, exploração de metodologias alternativas e novas tecnologias para aprimorar a atuação docente;</p>
<p><strong>2022 | Espaços e Políticas</strong> Relações entre diferentes níveis de planejamento, articulação entre ações individuais e projetos coletivos, construção e consolidação de políticas educacionais do Estado;</p>
<p><strong>2023 | Sujeitos e Sentidos</strong> Valorização social da docência e da condição docente – tutoria, orientação, mediação, cartografia de relevâncias, colaboração no reconhecimento de vocações e na construção de projetos de vida.</p>
<p>Por fim, o professor Almeida Filho mostrou os produtos da atuação da Cátedra, que são as atividades, ações e desenvolvimentos esperados: além de seminários e debates e oficinas, também devem passar ocorrer colóquios, cursos e protótipos para a formação inicial e continuada de professores. Além dos recortes de interdisciplinaridade – que será um dos principais temas de 2020 –, a intenção é avançar na construção de respostas. O desafio será como tornar as produções mais abrangentes e disponíveis para consulta permanente. Seria desejável também a conexão online com grupos de escolas ou centros de formação, para que educadores à distância possam interagir e participar.</p>
<p><strong>Cartografia de experiências </strong></p>
<p>Trata-se do eixo principal que levará à criação de dois produtos:</p>
<p>1) <span>Protótipos de formação inicial e continuada<br />2) </span><span>Subsídios para propostas de políticas de formação de professores</span></p>
<p>Sua organização ficará a cargo da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernardete Gatti</a>, da Fundação Carlos Chagas (FCC). “Durante os últimos anos, vimos experiências feitas em municípios, em órgãos governamentais, na academia e até por professores isolados que são de riqueza muito grande para a Educação Básica. Só de mestrados profissionais no Brasil são cerca de quarenta, voltados para soluções nas escolas. Onde está esse conhecimento? De que tipo é e o que pode nos trazer?”, provocou Gatti. Muitas experiências de universidade e escola não estão sequer registradas. É essa a motivação para localizar as mais interessantes e já testadas que podem trazer soluções e modos diferentes de abordar aspectos do currículo. A ideia é que todo esse conhecimento seja mapeado e alimente a rede de saberes estimulada pela Cátedra.</p>
<p><strong>2020: Foco na interdisciplinaridade</strong></p>
<p>Analisando a estrutura de seminários, palestras e workshops que norteou os dois semestres de 2019, a decisão dos responsáveis pela Cátedra foi a de preservar dois momentos bem-sucedidos: o da exposição de temas e problemáticas e o do trabalho em grupo entre os educadores para debater e avançar nas discussões. “Mas o tempo reservado às oficinas ficou muito curto para um grupo bastante grande de participantes. O resultado foi que nem todos conseguiram se expressar”, descreve o professor Luís Carlos de Menezes, da comissão executiva da Cátedra de Educação Básica do IEA-USP. A intenção para 2020 é trabalhar com grupos menores, com seis ou sete pessoas, no máximo, com tempo suficiente para maior aprofundamento no tema a ser debatido.</p>
<p>Outra novidade planejada para o próximo ano é a ampliação do intercâmbio entre disciplinas e entre as diferentes áreas do conhecimento. Propõe-se, por exemplo, a articulação entre Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Atualmente, no melhor dos casos, quem faz essa relação entre conteúdos e áreas de estudo costuma ser o aluno. “Entre os docentes, na escola, existe uma fratura disciplinar”, ressalta Menezes.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/jWPqIDQid1Q" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Como funcionarão os encontros em 2020</strong></p>
<p>A proposta de agenda de cada encontro segue o seguinte esquema: pela manhã serão reservados 40 minutos para uma palestra sobre o tema principal, seguida de 30 minutos de discussão da plateia em plenário. Após o intervalo, os participantes serão divididos por etapa da Educação Básica, ou seja, um grupo se dedicará à Educação Infantil, outro à Ensino Fundamental I e um terceiro a Ensino Fundamental II e Médio. O tempo para as oficinas será de 1h30. Após o período reservado para o almoço, o esquema se repete na parte da tarde, com palestra sobre um segundo tema e grupos divididos por etapas da educação envolvidos em oficinas de 1h30 de duração.</p>
<p><strong>Conversa fundamental entre disciplinas</strong></p>
<p>Em relação à proposta da interdisciplinaridade, Menezes foi categórico em afirmar que a Ciência não pode ser entendida sem uma mínima compreensão de contexto histórico. “Vale a pena olhar para a revolução industrial e as tecnologias, que muitas vezes começaram no chão de fábrica, e só depois foram analisadas pela academia. O celular e o led de hoje não funcionariam se não houvesse antes a revolução quântica. O processo de pasteurização só ocorreu por uma necessidade premente de conservar os alimentos, pois não havia refrigeração. Então compreender História é compreender a história do conhecimento em cada etapa da vida humana”, ressaltou o professor, estudioso da área da Física. De certa forma, os conteúdos curriculares se articulam. Entender Geografia é aprender sobre a matriz energética de um país, sua biodiversidade, o quanto depende de combustíveis renováveis e fósseis. “História e Geografia têm uma interlocução importante com Ciências da Natureza, por isso achamos importante que nos nossos encontros um professor de Biologia, por exemplo,  seja estimulado a conversar com os de Ciências Humanas”, concluiu.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Naomar de Almeida Filho</th>
</tr>
<tr>
<td>Médico, mestre em Saúde Comunitária, doutor em Epidemiologia. É professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor visitante em universidades nos Estados Unidos, no Canadá, no México e na Argentina. Foi reitor da UFBA e, na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), foi presidente da comissão de implantação e reitor pro-tempore. Autor de diversos estudos sobre a universidade e sua relação com a sociedade. É professor visitante no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP).</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a Educação Básica, formação de professores e ensino de Ciências.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essa interface entre as disciplinas será o trabalho focal das palestras e motivo das discussões nas oficinas. O que levou os organizadores a dividi-las por etapas da escolaridade foi a problemática comum enfrentada pelos educadores. Assim como o multiletramento é o contexto principal dos anos iniciais do Ensino Fundamental, presente em todos os seus componentes, os anos finais do Ensino Fundamental têm o desafio da divisão em muitas disciplinas e são neles onde reside a crise maior da educação atual.</p>
<p>Como exposto pelo professor Menezes, os dois primeiros encontros da Cátedra da Educação Básica em 2020 planejam propostas de articulação entre:</p>
<ul>
<li>Ciências da Natureza e Ciências Humanas</li>
<li>Linguagens e Matemática</li>
<li>Ciências Humanas e Linguagens</li>
</ul>
<p><span>“Quando falamos em Linguagem, estamos tratando de leitura de mundo, segundo Paulo Freire. Não é apenas o ler e escrever atrelado à grafia, mas é o reconhecimento de que só o ser humano domina a linguagem simbólica... Para dizer coisas abstratas e entendê-las é essencial ter compreensão de mundo”, explicou Menezes. Nesse sentido, as oficinas são uma forma de ampliar e investigar como os educadores pensam essa articulação (tratada na palestra inicial) e como fazem a transposição didática para colocá-la em prática na sala de aula. A ideia é aprofundar o debate em torno das disciplinas e como elas funcionam de formas articuladas, mas com responsabilidade de fazer propostas didáticas. Ao final das explicações, o professor Menezes instigou o público de educadores a pensar sobre as propostas. Não são agendas fechadas, mas sim sugestões passíveis de modificação.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:49:36Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro/para-consolidar-um-espaco-permanente-de-formacao-continuada">
    <title>Para consolidar um espaço permanente de formação continuada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro/para-consolidar-um-espaco-permanente-de-formacao-continuada</link>
    <description>No fechamento do semestre, participantes exploram ideias para os próximos anos da Cátedra e reconhecem o espaço de discussão como relevante para sua formação continuada</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Os seminários da Cátedra auxiliam no repertório dos professores. Ao fazer uma breve imersão no tema guiados por um especialista, os educadores são instrumentalizados para participar das discussões coletivas.</p>
<p>2. <span>Há muito valor nos espaços de trocas. Muitas vezes, as formações continuadas se concentram na apresentação dos conhecimentos, mas não há abertura para trocas. Os professores enxergam que a troca é importante para a aplicação prática dos aprendizados.</span></p>
<p><span>3. </span><span>O modelo de cursos de curta duração, com participação presencial de pequenos grupos, é visto como uma oportunidade para aprofundar as discussões de forma estruturada.</span></p>
<p><span>4. </span><span>Não dá para ignorar a demanda de formação continuada no Brasil. Para que o conteúdo possa impactar a prática de um grupo maior de profissionais, os cursos serão disponibilizados online.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O panorama 2020-2023 para os trabalhos da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a> trouxe, entre suas diretrizes, a perspectiva de trabalhar com simpósios e cursos. “A ideia surgiu quando pensamos em aumentar o tempo das atividades. Seria uma possibilidade de aprofundamento das discussões em uma perspectiva mais estruturada do que a das atividades temáticas, que realizamos no segundo semestre de 2019”, disse o professor da Faculdade de Educação da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>, membro da Comissão Executiva da Cátedra.</p>
<p>A novidade despertou curiosidade entre a plateia de educadores presentes no quarto e último encontro do <i>Ciclo Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>. O dia foi dedicado à sistematização dos seminários e das atividades do semestre, além de trazer uma apresentação das propostas do grupo para os anos seguintes, que ainda estão em construção. Ao final, os educadores participantes puderam trazer sugestões e dúvidas para aprimorar o desenho realizado pelos pesquisadores que compõem a conselho executivo da Cátedra.</p>
<p>Ao abrir o microfone para os comentários da plateia, surgiu a pergunta sobre o formato dos cursos, propostos: online ou presencial? <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos Menezes</a>, professor sênior do Instituto de Física da USP e membro da Comissão Executiva da Cátedra, explicou que o planejamento ainda era inicial – sendo que modelos e temáticas ainda estavam sendo discutidos. Entretanto, compartilhou que ambos formatos estavam sendo considerados. “Para garantirmos uma participação ativa nas discussões, pensamos em cursos presenciais com cerca de 15 a 20 pessoas”, esclareceu. O primeiro desenho pensado pelo grupo é de cursos que seriam compactos, com média de 12 horas de conteúdo, dividido em três ou quatro encontros.</p>
<p>Considerando a escolha de temas, Menezes chamou atenção para a necessidade de que essas formações dialoguem com as necessidades reais dos educadores e com os desafios encontrados na escola. Uma das ideias seria levantar tópicos específicos e que mereceriam aprofundamento entre os assuntos abordados nos seminários já realizados.</p>
<p>Apenas oferecer o conteúdo em formato presencial teria um impacto limitado, considerando o número de pessoas que interagiriam com a formação. Visando que o conteúdo extrapole os limites da atuação da Cátedra na cidade de São Paulo, a proposta é que os cursos sejam gravados e disponibilizados online. Também foi levantada a possibilidade de criação de parcerias para ampliar o potencial das ações para outras cidades e estados, assim como trazer aprendizados de outros locais. Machado destacou que estavam sendo pensadas atividades em conjunto com o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo dos pólos de São Carlos e de Ribeirão Preto e também com a Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo (EFAPE), iniciativa do Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p><strong>Parceiros experientes</strong></p>
<p>Outras iniciativas já existentes e que poderiam colaborar de alguma forma para a inspiração dessas atividades também foram lembradas. Além da EFAPE, foi citado o programa Encontro USP-Escola, que oferece gratuitamente cursos de atualização para professores de diversas disciplinas do ensino básico. Ambos poderiam auxiliar no entendimento dos temas de maior busca dos professores e dos gestores, além de apresentar formatos possíveis para os cursos e para a disseminação dos conteúdos.</p>
<p>Walter Aparecido Borges trouxe um pouco da sua experiência como técnico da EFAPE. Ele compartilhou que em 2019 houve uma grande procura por formações com temas relacionados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Este ano foi praticamente de apresentação da Base e do novo currículo. Não se discutiu conteúdos ou habilidades, mas esses tópicos deverão ser mais estudados a partir de agora”, apontou. O prazo para a implementação do documento é até 2020. Por conta disso, o tema ganhou urgência, tem despertado diversas dúvidas e aumentado a busca de gestores e professores por formações que possam auxiliá-los a colocar em prática as mudanças trazidas pelos novos documentos.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Nílson José Machado</th>
</tr>
<tr>
<td>Leciona na Universidade de São Paulo desde 1972. Começou trabalhando no Instituto de Matemática e Estatística e, em 1984, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Educação, onde é professor titular. Além de matemático, é mestre e doutor em filosofia da educação e livre-docente na área de epistemologia e didática. Escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças e publica microensaios semanais em seu site pessoal: www.nilsonjosemachado.net</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Apesar da necessidade de trabalhar temas que levem em conta as discussões atuais da Educação, os participantes levantaram a necessidade de ir além. A sugestão foi incluir no planejamento cursos que contemplem, por exemplo, princípios e ideias fundamentais da Educação, considerando as diferentes etapas de ensino.</p>
<p>Nesse cenário, a colaboração entre diferentes atores apareceu como um caminho relevante para que se consolide um espaço de formação continuada permanente. Além de trocas entre professores da educação básica e superior, o diálogo entre instituições nas diferentes regiões do Brasil também apareceu como possibilidade para expandir o impacto de ações de formação continuada. Assim, seria possível ampliar os olhares das discussões educacionais sob perspectivas de diferentes profissionais do país e criar uma rede de conhecimento e trocas ainda mais potente. Segundo Naomar de Almeida Filho, pesquisador do IEA-USP que apresentou o planejamento estratégico para o período de 2020 a 2023, a Cátedra poderia ser uma catalisadora de ações formativas semelhantes.</p>
<p style="text-align: center; "><strong>Impacto no presente</strong></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a Educação Básica, formação de professores e ensino de Ciências.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Naomar de Almeida Filho</th>
</tr>
<tr>
<td>Médico, mestre em Saúde Comunitária, doutor em Epidemiologia. É professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor visitante em universidades nos Estados Unidos, no Canadá, no México e na Argentina. Foi reitor da UFBA e, na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), foi presidente da comissão de implantação e reitor pro-tempore. Autor de diversos estudos sobre a universidade e sua relação com a sociedade. É professor visitante no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP).</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tarde do último encontro levou o auditório a vislumbrar cenários futuros de discussões educacionais mais estruturadas e aprofundadas com o intuito de proporcionar uma formação continuada mais sólida aos professores da educação básica. Mas, para além da empolgação com o que está por vir, houve também o reconhecimento do que a Cátedra já tem proporcionado com o formato proposto atualmente, de seminários e atividades temáticas. Alguns dos participantes que estiveram presentes nos encontros anteriores manifestaram como o espaço de discussão das práticas e vivências tem impactado suas práticas.</p>
<p>Adriana Maria Mâncio, professora da rede municipal de Ilha Comprida, no litoral do estado de São Paulo, é um desses casos. “Agradeço muito à Cátedra porque, desde o magistério, este é o primeiro lugar que eu venho em que todo mundo pode falar e compartilhar as práticas docentes que vivencia”. Adriana relembrou que, em um dos momentos de troca dos encontros, acabou tendo clareza de como o clima escolar interfere na aprendizagem e nas relações interpessoais. Sensibilizada pela importância da questão, ela levou a problemática para a diretora da sua escola para que pudessem discutir o tema e considerá-lo nas ações de planejamento. “Tudo que venho aprendendo aqui nos debates, eu levo para meu território para mostrar que essas mudanças são necessárias e possíveis”, disse.</p>
<p>Apesar do caminho ainda estar em construção, os trabalhos da Cátedra têm empolgado os professores. O próximo passo é consolidar essas conquistas. “Queremos estabelecer padrões mínimos para partilharmos o conhecimento [dos dois lados] em uma formação permanente”, disse Machado. Assim, mais um ciclo de formações foi encerrado para retomar suas atividades com muitos planos a serem concretizados entre 2020 e 2023.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:52:53Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/entre-a-crianca-e-a-politica-publica">
    <title>Entre a criança e a política pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/entre-a-crianca-e-a-politica-publica</link>
    <description>Avaliar é um dos meios de se observar o desenvolvimento, seja das crianças em um berçário ou de um sistema de ensino. Mais para que isso aconteça, a avaliação deve ser mais do que um produto</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Na perspectiva das crianças, planejar possui dois sentidos, ambos relacionados ao presente. O primeiro é sobre o que os adultos fazem para cuidar dela. O segundo está ligado ao brincar e ao imaginar: planejar-se sadia quando está doente, planejar a presença dos pais quando eles estão longe, e assim por diante.</li>
<li>A avaliação para as crianças tem relação com o gosto, com aquilo que lhes traz prazer.</li>
<li>O aspecto diacrônico da avaliação diz respeito ao avaliar considerando todo o processo de aprendizagem e não apenas um único momento.</li>
<li>O aspecto sincrônico da avaliação trata de avaliar os estudantes em seu desenvolvimento integral, considerando as diversas dimensões da sua formação.</li>
<li>Pensando no quaterno ensinar-aprender, avaliar-desenvolver-se, é necessário conceber avaliações que ajudem na promoção do desenvolvimento dos estudantes.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Com frequência as avaliações são propostas considerando apenas o ponto de vista daquele que a está aplicando. Durante sua palestra “Avaliação: As ideias de medida e valor e o significado dos indicadores” no segundo encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo" class="external-link">Lino de Macedo</a> apresentou provocações para inverter essa lógica e possibilitar que educadores considerem a perspectiva dos estudantes e os sistemas de ensino observem os contextos das escolas ao elaborar propostas para observar desempenho de pessoas, instituições e redes.</p>
<p>Macedo reforçou a ideia de que é preciso avaliar os estudantes de maneira integral e que os resultados sejam utilizados não apenas como uma fotografia de um momento específico, mas como maneira de promover o desenvolvimento dos estudantes, considerando os diferentes ritmos e percursos que podem ser percorridos. "É como subir montanhas: não dá para querer que todos subam até o mesmo ponto e pelo mesmo caminho", ressalta o palestrante.</p>
<p><strong>A perspectiva das crianças</strong></p>
<p>Até por volta dos seis anos de idade, as crianças vivem o presente, sem muita preocupação a respeito do passado ou do que virá. O dia é pautado pela sua rotina, pelo que os adultos que a cercam fazem para garantir a sua sobrevivência. Com o tempo, elas passam a notar a regularidade de algumas ações como o comer, o dormir e passam a reconhecer os espaços e objetos onde podem brincar, assim como passam a ter sonhos sobre o futuro.</p>
<p><span>Nesse contexto, o planejar está intimamente ligado ao imaginar. As brincadeiras simbólicas que manifestam essa imaginação são um indicativo desse planejamento. "As crianças imaginam o pai e a mãe presentes quando eles estão longe, se imaginam saudáveis quando estão doentes, se imaginam adultas quando ainda são pequenas, e assim por adiante", explica Lino de Macedo.</span><span> </span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/zbt_63BB50k" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/avaliacao-escolar" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar a apresentação da palestra</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-planejamento-e-avaliacao-2o-encontro-parte-3-de-4" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a class="external-link" href="http://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<div id="_mcePaste"><span>A avaliação, também de acordo com o que vivemos na infância, está ligada às sensações provocadas pelos sentidos, aos gostos. "Quando ela prova algo, isso desperta prazer nela ou não, geralmente relacionando o que ela sente ao sabor do leite materno, que é doce", diz o palestrante. Em outros momentos, a avaliação está relacionada ao que sentem no toque </span><span style="text-align: justify; ">—</span><span> se o adulto a carrega ou a ajuda na higiene de maneira carinhosa ou mais ríspida, por exemplo </span><span style="text-align: justify; ">—</span><span>, no cheiro, se gostam do que veem.</span></div>
<p>Essas ideias, por mais que pareçam ser substituídas, seguem conosco para o resto da vida. "Está aí a origem da nossa ideia de avaliar", afirma Macedo. Na ação docente, o planejar está relacionado aos sonhos, aos projetos que os docentes têm para os estudantes com quem trabalha. Na política pública, avaliação e planejamento precisam integrados ao projeto de Educação pública que o país pretende colocar em prática.</p>
<p><strong><span>O valor e o tempo</span></strong></p>
<p>"Avaliar é dar valor", define o professor. A ideia de valor, na origem da palavra, está ligada ao significado de riqueza e também à palavra latina valere, que significa ter um corpo forte ou ser valente. A avaliação está, portanto, ligada a um aspecto afetivo, de buscar o que há de rico e valoroso nas ações que são observadas. "Avaliar não é controlar", destaca Macedo. O palestrante ressalta que há hoje uma presença de avaliações como produtos: provas e testes são utilizados de maneira desarticulada a projetos e ao desenvolvimento das pessoas e das instituições. "A prova é um momento muito fugaz, muito passageiro", diz.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Ao avaliar, como alinhar o que é com o que deveria ser, sem recorrer a um padrão?</i></p>
<p><i> É necessário analisar como os objetivos comuns e as expectativas se adequam a cada aluno. Lino de Macedo propõe imaginar uma cadeia montanhosa: há diversas montanhas, cada uma com uma geografia e uma altura própria. No caso do aprendizado da leitura e da escrita, por exemplo, o objetivo comum seria permitir que os estudantes tenham acesso ao mundo letrado, ou seja, chegar ao topo da montanha. Entretanto, como esse trajeto será percorrido, qual a altura da montanha, e outros itens é algo que é definido durante a própria caminhada. "Uma coisa é dar a todos e a cada um o direito de chegar até o topo. Outra coisa é padronizar, dizendo que só pode essa montanha e por essa trilha", explica o professor. Definir padrões muito restritos sobre o que será aprendido e como terá que ser aprendido é apostar em algo impossível e, novamente, gerar desigualdades.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos grandes desafios é enquadrar a ação docente no tempo, na relação entre presente, passado e futuro. Macedo explica que o planejamento é uma ação do presente, que diz respeito a algo que vai acontecer no futuro e que deveria usar o passado como referência. Já a avaliação é uma ação do presente que se desdobra sobre o passado e deveria dar indicações sobre o futuro. Essa noção, que considera a evolução temporal dos processos é chamada de diacrônica. "Às vezes, avaliar não é ver o que o sujeito fez naquele instante, mas ver o quanto ele progrediu", exemplifica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a>, também membro da Cátedra de Educação Básica.<span> </span></p>
<p>Uma segunda noção de ação docente é aquela que considera diferentes aspectos em um mesmo momento, chamada por Macedo de sincrônica. Partindo da ideia de que os estudantes devem se desenvolver de maneira integral na escola, o planejamento e a avaliação deveriam também considerar diversos aspectos, e não apenas os conteúdos. " Como planejar numa perspectiva que vê o projeto político pedagógico da escola, que vê o instante que vivemos em termos de país, que vê a criança no seu presente, no seu futuro, no contexto da sua família, da sua cidade, do lugar onde ela mora?", provoca.<span> </span></p>
<p>Mesmo as avaliações externas -- importantes para os gestores públicos e para a concepção de novas políticas -- também possuem limitações relacionadas a esses fatores. Uma nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) não traduz os processos e o contexto em que uma escola faz seu trabalho. Se duas escolas tiraram notas 7 e 6, respectivamente, é evidente que uma teve um desempenho melhor do que a outra. Agora, se analisarmos a evolução das escolas e vemos que uma passou de 6 para 7, enquanto a outra avançou de 4 para 6, é possível ver como a escola com nota menor ainda tem desenvolvido um trabalho interessante.<span> </span></p>
<p><strong>Avaliação e desenvolvimento como pares</strong></p>
<p>Ensinar, aprender, avaliar e desenvolver: Macedo usa esses quatro verbos como referências do que se desenrola na relação entre aluno e professor. "Se eu ensino, o aluno aprende. Se eu avalio, o estudante se desenvolve", diz. Nesse modelo, avaliação e desenvolvimento são processos conectados entre si.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Lino de Macedo</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Mestre, doutor e livre docente em psicologia. É membro da Academia Paulista de Psicologia e Professor Emérito do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. É também assessor do Instituto Pensi, Fundação José Luiz Egydio Setubal e integra a Cátedra de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados, USP. Especializou-se no construtivismo de Jean Piaget (1896-1980) e na psicologia aplicada à educação e à saúde infantil, recorrendo aos jogos e brincadeiras para observar e promover processos de aprendizagem e desenvolvimento.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O desenvolvimento é encarado como transformação e a avaliação é o que possibilita observar esse processo e planejar para que ele continue acontecendo. Competências como as propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) precisam ser desenvolvidas. "Não ensinamos competências, mas ensinamos habilidades que possibilitam a mobilização de competências", afirma o palestrante.<span> </span></p>
<p>A avaliação de itens como autonomia, autogestão e empatia não é simples.  "Avaliar significa atribuir valor àquilo que pôde se desenvolver graças ao nosso trabalho em sala de aula", explica Macedo. Por isso, é importante que ela se dê de maneira sincrônica e diacrônica.<span> </span></p>
<p>No fim das contas, o trabalho do professor ao avaliar se assemelha ao de um juiz. Não como aquele que impõe uma medida, mas como alguém sereno, calmo, que avalia as circunstâncias e faz um julgamento justo do que ele pôde observar. "De forma humilde, generosa, responsável, tolerante, autônoma, o professor pode se colocar sem medo, sem arrogância, como juiz porque, na sala de aula, ele é a referência dos alunos", conclui Macedo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/o-desafio-da-qualidade-passa-pelo-professor">
    <title>O desafio da qualidade passa pelo professor</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/o-desafio-da-qualidade-passa-pelo-professor</link>
    <description>Valorizar a formação inicial e continuada é chave para melhorar os índices de aprendizagem no Brasil, diz especialista</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Ainda que o Brasil atenda boa parte do público      do Ensino Fundamental, ainda tem o desafio de incluir os jovens de até 17      anos e garantir a qualidade da Educação.</li>
<li>Tendências internacionais, como a      personalização do ensino, a flexibilização do currículo e o trabalho por      competências podem ajudar na promoção da qualidade do ensino.</li>
<li>Um novo contexto exige um professor que atue      como um assegurador de aprendizagens.</li>
<li>Planejar em conjunto e assistir a aulas de      colegas são algumas das estratégias de colaboração que podem ser      utilizadas pelos professores.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>O Brasil precisa incluir temas como o ensino por competências e a transformação do mundo do trabalho no debate sobre Educação ao mesmo tempo em que tenta melhorar indicadores ainda muito baixos se comparados a outros países do mundo. Em todas essas questões, a formação inicial e continuada dos professores ganha papel central, segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin" class="external-link">Claudia Costin</a>, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e palestrante do segundo encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor com o tema “Avaliação e Planejamento: Boas práticas para o uso da hora/atividade na autoformação”.</p>
<p>Costin lembra que o país é signatário de acordos internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Unidas para o período de 2015 a 2030. Sobre Educação, o ODS 4 diz: “Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.”  Nessa redação, inclusiva diz respeito a importância de garantir o atendimento independente do sexo, do grupo étnico ou da existência ou não de deficiências. Equitativa se refere a importância de garantir o acesso a educação de qualidade para pessoas de diferentes classes sociais. Qualidade trata da importância de demonstrar aprendizagens efetivas, por meio da realização de avaliações externas, por exemplo. Por fim, a promoção de oportunidades ao longo da vida está articulada não apenas a Educação de jovens e adultos, mas também a promoção de uma aprendizagem que permita que os estudantes se adaptem e se qualifiquem, conforme o mundo for se transformando. “Isso quer dizer aprender a aprender", destaca a palestrante.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/xQ6oh5vxIEo" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-planejamento-e-avaliacao-2o-encontro-parte-4-de-4" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<p>Boa parte desses desafios ainda precisam ser cumpridos pelo país, sobretudo na inclusão de jovens e adolescentes no sistema educacional — a evasão, sobretudo no Ensino Médio, ainda é grande — e na promoção da qualidade. Segundo dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o país ocupa a 63º posição em Ciências, 59º Leitura e 66º em Matemática entre 70 países ou grupos de cidades que participaram da avaliação. “Não é só classe social, que não é só nosso retardo no acesso à escola, esse resultado tem a ver com como ensinamos", explica Costin.</p>
<p><strong>Tendências para o ensino e para a profissão docente</strong></p>
<p>Em boa parte dos países desenvolvidos, as preocupações com a Educação estão articuladas às transformações no mundo trabalho. Com a quarta revolução industrial, postos de trabalho estão sendo ocupados por robôs. Nesse contexto, é fundamental que os estudantes desenvolvam novas competências para conseguir se adequar essa realidade. “Empregabilidade e empreendedorismo, por exemplo, são fundamentais para que os alunos se tornem adultos autônomos", afirma Costin.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Como equilibrar teoria e prática na formação do professor?</i></p>
<p><i>Essa é uma questão sobre a qual ainda existe bastante polêmica. Por um lado, parece haver um consenso de que os currículos deveriam dar maior ênfase à prática do que dão hoje. “Há uma ênfase excessiva a teoria", afirma Costin. Por outro lado, comparações entre o estágio obrigatório das licenciaturas e a residência médica também parecem injustas. “Não há vagas hoje para a realização de residências em hospitais", complementa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nilson Machado</a>, membro da Cátedra de Educação Básica. “Hoje, quando um aluno volta da escola para a universidade, ele acaba falando mal da escola onde esteve", aponta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a>, também membro da Cátedra. Um caminho possível é tentar costurar, quando possível, associações mais orgânicas entre escolas e universidades, para que professores e gestores da Educação Básica, docentes das universidades e estudantes possam colaborar entre si.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outras tendências no ensino envolvem a resolução colaborativa de problemas, o desenvolvimento da criatividade, a personalização do ensino, a flexibilização dos currículos, a junção de competências socioemocionais às cognitivas e o protagonismo do aluno. “É bacana que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) esteja centrada em competências, porque isso permite arranjos diferentes de acordo com os interesses dos alunos e com a própria experiência de vida do professor para ensinar a pensar", diz Costin.<span> </span></p>
<p>Esse contexto também demanda que os professores tenham uma atuação diferente. “Ele não deve ser um mero fornecedor de aulas, mas um assegurador de aprendizagens, que é algo completamente diferente: ele usa cada oportunidade para que o aluno aprenda mais", afirma a palestrante.</p>
<p><strong>Uma nova postura em sala</strong></p>
<p>Um dos aspectos fundamentais para que os educadores assumam a nova postura é a profissionalização da sua profissão. “É preciso fugir da vitimização, o professor é um profissional", diz Costin. Mais do que posicionar o professor como um fruto de um contexto difícil -- por causa de baixos salários, condições de trabalho que não são ideais, e assim por diante -- os docentes precisam se posicionar como portadores de saberes importantes relativos aos processos de ensino e aprendizagem. “Tem que fugir dessa armadilha, porque ela nos joga para baixo, não nos ajuda a conquistar coisas. O coitadinho não é aquele que vai reivindicar melhor salário, mas o profissional sabe que ele tem um bom fazer e vai atrás disso”, reforça.<span> </span></p>
<p>Dentro de sala de aula, é fundamental assumir uma mentalidade de crescimento e ter altas expectativas para todos os estudantes. Outra maneira de alavancar a qualidade do ensino e alinhá-lo às tendências mundiais é apostar em metodologias ativas de ensino, como o ensino híbrido, em que os estudantes podem realizar parte do trabalho de sala com a mediação de um computador e usar o tempo de aula para a solução de problemas ou a discussão dessas aprendizagens.<span> </span></p>
<p>A avaliação formativa também é um aspecto destacado por Costin. Os processos de avaliação -- que podem ser realizados com o apoio de computadores e softwares -- podem dar pistas para o professor sobre a própria prática docente. “Eu preciso saber o que exatamente o aluno não aprendeu. O que uma turma inteira não captou é porque eu talvez não acertei o tom", comenta.</p>
<p><strong>A escola como comunidade de aprendizagem</strong></p>
<p>Guimarães Rosa (1908-1967) disse que “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". A formação do professor também foi um dos pontos discutidos por Costin. Para a especialista, os cursos de graduação ainda são excessivamente teóricos e desenvolvem pouca relação com a prática. “No magistério, a professora que estava começando tinha um tutor. Hoje, o professor faz concurso, entra numa rede, recém saído de uma universidade, ninguém segura na mão dele", afirma a pesquisadora.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <span>Claudia Costin </span></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Claudia Costin é professora da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Também é diretora geral do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da mesma instituição e professora convidada da Faculdade de Educação da Universidade de Harvard. Já foi secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro e diretora global de Educação do Bando Mundial.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para lidar com os desafios da profissão, o espaço da escola é privilegiado pela formação. Por um lado, porque a Lei do Piso, em vigor desde 2008, estabelece que um terço da carga horária dos docentes deve ser dedicada para a realização de atividades fora da sala de aula. "Algumas redes pagam um terço a mais. Não adianta. Não cumpre a finalidade. Não se trata disso, mas de dar tempo para esse professor ter poder trabalhar colaborativamente com seus colegas e individualmente também", comenta Costin.<span> </span></p>
<p>Para o uso do tempo, a pesquisadora defende que diretores escolares e coordenadores pedagógicos sejam os grandes líderes e promovam espaços para que os educadores possam trabalhar colaborativamente: que eles possam planejar juntos, assistir às aulas uns dos outros e discutir sobre o fazer pedagógico. Ela cita as discussões de caso feitas por médicos. "Uma vez por semana todos os médicos se reúnem para discutir sobre os pacientes. Por que não podemos fazer isso com nossos alunos?”, questiona. É fundamental que a colaboração seja umas das competências aprendidas pelos estudantes. Educadores precisam personificá-la, trabalhando em conjunto com seus colegas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/os-desafios-da-formacao-inicial-e-seus-impactos">
    <title>Os desafios da formação inicial e seus impactos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/os-desafios-da-formacao-inicial-e-seus-impactos</link>
    <description>Cursos de Pedagogia e licenciaturas perdem a oportunidade de preparar os futuros professores para a prática da sala de aula e transformam as iniciativas de formação continuada em "supletivos" do que deveria ter sido a graduação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Diversos estudos mostram que cursos      de Pedagogia e licenciaturas ainda falham em formar educadores para      exercer a prática da sua profissão.</li>
<li> Há um receio das universidades de      discutir práticas de sala de aula, com medo de que esses debates      representem uma visão tecnicista do fazer docente.</li>
<li>É possível abordar metodologias      apresentando aos futuros educadores os fundamentos teóricos que as      sustentam.</li>
<li>Com a reformulação dos cursos de      formação de professores, espera-se uma formação educacional mais sólida e      mais atenção aos estágios, articulando universidade e escolas.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Mesmo nas melhores universidades públicas, a formação dos professores na graduação é insuficiente. Essa é a conclusão a que chegou a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernardete Gatti</a> durante sua carreira pesquisando sobre o tema. A docente apresentou a palestra “Formação do Professor da Educação Básica: Um panorama das questões fundamentais" durante o  segundo encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor, organizado pela Cátedra de Educação Básica da USP.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, que acaba de lançar o livro <a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000367919?posInSet=2&amp;queryId=c605a908-97da-4777-a996-b3532872f9a1"><i>Professores do Brasil: Novos Cenários de Formação</i></a>, em uma parceria entre a Fundação Carlos Chagas (FCC) e a UNESCO, há um grande descompasso entre a formação dos professores e a realidade encontrada por eles ao assumir uma sala de aula. "Quando a gente olha as ementas, as bibliografias, as disciplinas oferecidas, elas contribuem muito pouco com a formação de um perfil claro de um docente para a Educação Básica", afirma Gatti.<span> </span></p>
<p>Uma das principais características dos cursos levantada pela palestrante é a fragmentação. Principalmente na formação de professores para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, ainda prevalece a perspectiva do bacharelado, em que a formação pedagógica dos futuros docentes é realizada de maneira completamente separada da aprendizagem dos conteúdos da área em que estão se formando. "Não há muita conversa entre essas instâncias e a formação propriamente educacional desses licenciandos é muito frágil", destaca. O desafio de preparar bons docentes é ainda maior quando se analisam os dados sobre onde e como são formados: 80% das matrículas estão em instituições particulares e 86% dos estudantes de pedagogia realizam o curso a distância.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/AsTuCaS_BMI" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-experiencias-inovadoras-3o-encontro-parte-1-de-2" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<p><strong>O medo do tecnicismo </strong></p>
<p>A principal falha na formação inicial está na ausência de momentos para se discutir aspectos da prática docente, como metodologias de ensino <span style="text-align: justify; ">—</span> de alfabetização, por exemplo <span style="text-align: justify; ">—</span>, planejamento e avaliação escolar ou até para lançar um olhar para o currículo da Educação Básica. "Mesmo que seja uma formação pra ele ter uma perspectiva crítica em relação ao currículo, porque o professor deverá desenvolvê-lo nas suas práticas", afirma a pesquisadora.<span> </span></p>
<p>O que explica esse descompasso? Parte está na tradição universitária brasileira. A maneira como as universidades <span style="text-align: justify; ">—</span> principalmente públicas <span style="text-align: justify; ">—</span> enxergam o conhecimento e a formação no Ensino Superior foi herdada dos séculos 18 e 19. Nesse contexto, há pouco espaço para que aspectos ligados ao dia a dia docente sejam discutidos.<span> </span></p>
<p>"Há uma identificação do conceito de prática com tecnicismo", diz Gatti, que reforça que é importante diferenciar os dois. É necessário reconhecer que o trabalho pedagógico é uma prática cultural, de comunicação e de estabelecimento de relação entre mestre e aluno. Por isso, mesmo que práticas e metodologias sejam apresentadas ao futuro educador, seria impossível que ele apenas as replicasse. "O professor não é um robozinho. Por mais que ele tenha roteiro de trabalho, ele não é capaz de repetir exatamente [uma metodologia]", afirma.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Como a atratividade da carreira docente também impacta na seleção e formação dos alunos das universidades?</i></p>
<p><i>Muitas discussões ressaltam que os melhores alunos das melhores escolas de Ensino Médio não optam pela carreira de professor. Isso é um fato. "Quando olhamos para os dados, quem procura de licenciatura são de fato alunos de baixa renda e de classes menos favorecidas", afirma a professora Bernardete Gatti. Mas essa não deve ser a justificativa pela qualidade ruim da formação dos professores. "O problema é nosso, a universidade está ainda no século 19, de costas para os seus alunos", destaca ela. É responsabilidade das instituições de ensino superior garantir que seus estudantes sejam bem preparados para exercer a docência e desenvolver iniciativas de ampliação de repertório cultural, por exemplo.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Portanto, é possível sim que aspectos metodológicos sejam incorporados aos currículos dos cursos de formação de professores sem que sejam meramente apresentados como um passo a passo. "Qualquer método que você pense em utilizar ou oferecer para os estudantes ele tem seus fundamentos teóricos na psicologia, nas teorias de comunicação, nas teorias de desenvolvimento, na sociologia cultural, na antropologia", diz a professora.<span> </span></p>
<p>Há uma perspectiva de que esse panorama mude. A resolução 2/2015 do Conselho Nacional de Educação determina novas diretrizes para os cursos de licenciatura e entra em vigor a partir de julho de 2019. Entre as medidas apresentadas está a proposta de que os conteúdos pedagógicos ocupem pelo menos 20% da carga horária dessas graduações e que elas possuam identidade própria e interdisciplinar. "Não pode ser um penduricalho do bacharelado", ressalta Gatti.</p>
<p><strong>Impactos de uma formação deficiente</strong></p>
<p>As deficiências dos cursos de graduação para futuros docentes têm grandes impactos sobre o sistema de Educação. Um deles é a o fato de que se formam menos professores do que o necessário para dar conta de todas as turmas, principalmente nas disciplinas que requerem especialistas.<span> </span></p>
<p>Segundo dados do Inep de 2017, apenas 46% dos educadores brasileiros possuem formação na área que lecionam. Esse fenômeno se dá pela pequena oferta e interesse por cursos como Filosofia e Sociologia e também pela alta evasão nas licenciaturas, muitas vezes motivada também pelos problemas com os cursos. "A maioria das práticas didáticas de Ensino Superior não são motivadoras. Como é que você quer que aquele aluno, que vai aprender, sim, por imitação, por vivências, também tenha depois, na sua sala de aula, a capacidade de criar um ambiente motivador?", questiona Gatti.<span> </span></p>
<p>Mesmo quando a formação inicial é a definida pela lei, a responsabilidade por superar as deficiências recai sobre as iniciativas de formação continuada. Um exemplo são grandes iniciativas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Governo Federal, e o programa Ler e Escrever, do estado de São Paulo, que tratam de como professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental podem ensinar leitura e escrita. "Pelas diretrizes curriculares nacionais de 2006, isso é missão dos cursos de pedagogia", afirma a professora.</p>
<p><strong>A questão dos estágios</strong></p>
<p>Outro aspecto problemático dos atuais cursos de formação de professores está na maneira como os estágios obrigatórios estão desenhados. Dentro do atual modelo, eles podem ser distribuídos em diversas disciplinas e serem baseados apenas em observações. "A lei de estágio é muito boa. As engenharias, a arquitetura, a usam bem. Por que na Educação é falado pro aluno: 'Olha, vai lá na escola, fala com alguém, e traz um relatório' que ninguém lê na maioria dos casos?", questiona Gatti.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Bernardete Gatti</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>É diretora vice-presidente da Fundação Carlos Chagas (FCC), responsável pelo setor de pesquisas e educação. Membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Foi consultora da UNESCO e produziu pesquisas e livros sobre a formação de professores no Brasil. Foi professora da Faculdade de Educação da USP e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As novas diretrizes para os cursos de licenciatura aumentam a carga horária de estágio para 400 horas. Para a palestrante, essas horam deveriam ser distribuídas ao longo do curso e articuladas às atividades de aprendizagem na universidade e a um projeto consolidado dentro da escola.<span> </span></p>
<p>Alguns modelos inovadores já existem pelo país. É o caso das licenciaturas oferecidas pela Unesp de Rio Claro, no interior paulista. "Todo o estágio é baseado na ideia da interação intergeracional", explica Gatti. Estudantes de pedagogia são acompanhados pelos professores na escola onde realizam o estágio e tem um acompanhamento próximo dos docentes do Ensino Superior. Já na região de São Claro, a diretoria de ensino articula o trabalho junto às universidades locais. "Eles fazem uma programação de estágio, segundo alguns critérios, e com projeto para cada aluno. O professor que vai receber o aluno, no ano seguinte, já está preparado para recebê-lo e já sabe qual é a programação. Os coordenadores pedagógicos das escolas acompanham o estágio, e os professores da universidade vão uma vez por mês até elas", conta.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/a-divulgacao-cientifica-como-apoio-a-formacao-de-professores">
    <title>A divulgação científica como apoio a formação de professores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/a-divulgacao-cientifica-como-apoio-a-formacao-de-professores</link>
    <description>Em São Carlos, iniciativas do campus da USP na cidade aproximam graduandos da Educação Básica e dão apoio para o trabalho de professores dos ensinos Fundamental e Médio</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Na universidade, atividades de      difusão científica podem ser boas iniciativas para que futuros professores      se engajem no contato com a Educação Básica.</li>
<li>É possível produzir materiais e      exposições que possibilitem a aproximação dos estudantes das licenciaturas      dos estudantes e das escolas.</li>
<li>Projetos liderados por docentes da      universidade e que permitem a participação de estudantes da graduação      junto com professores da rede pública podem impulsionar tanto a      aprendizagem dos futuros educadores quanto dos alunos da região.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Como articular o conhecimento científico, a formação de professores e a Educação Básica? Na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, onde há um campus da USP e a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), há diversas iniciativas que buscam tecer a relação entre esses três. A apresentação de um panorama dessas ações guiou a palestra "Formação Integrada: A experiência da USP/S.Carlos", dada pela professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoay/yvonne-primerano-mascarenhas" class="external-link">Yvonne Mascarenhas</a>, durante o terceiro encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor, organizado pela Cátedra de Educação Básica da USP.</p>
<p>No campus da USP na cidade há dois cursos de formação de professores: a licenciatura em Matemática e a licenciatura em Ciências Exatas, oferecida em conjunto pelos institutos de Química, de Física e de Matemática e Ciências da Computação, além dos cursos de bacharelado nessas mesmas áreas. Os estudantes de graduação se engajam em diversas atividades e instituições que têm como objetivo a difusão científica, principalmente para alunos e professores da Educação Básica.<span> </span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/aRrwcrZoVJo" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-experiencias-inovadoras-3o-encontro-parte-1-de-2" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<p>"Uma coisa que nós falamos muito aqui no Brasil, pelo menos nesses últimos anos, é que nós acreditamos muito em novas metodologias", afirma a palestrante. A participação nessas iniciativas se insere justamente em uma proposta pedagógica para envolver os universitários no aprendizado e no ensino e, assim, explorar melhor seus interesses e suas aptidões. "A Educação é injusta quando ela é igual para todos, porque os talentos individuais não brotam, ficam perdidos", diz.</p>
<p><strong>Difusão a partir da universidade</strong></p>
<p>Há na cidade diversas instituições ligadas à USP e que desenvolvem ações de extensão voltadas a professores e estudantes da Educação Básica de São Carlos e da região. Uma das mais reconhecidas é o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), idealizado na década de 1980 por docentes da universidade. Há nele diversos espaços onde são demonstrados conceitos das ciências exatas e biológicas, como o jardim, onde é possível observar a vegetação típica do cerrado e um observatório astronômico. O local disponibiliza kits com materiais que docentes das escolas podem utilizar para realizar experimentos dentro das salas de aula.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Fala-se muito no trabalho com tecnologias, mas às vezes faltam recursos. É possível ensinar tecnologia sem as máquinas?</i></p>
<p><i>Mais do que pensar sobre as máquinas é importante pensar na relação da tecnologia com a sua aplicação. "Pelo menos um computador rudimentar, eu acho que deveria existir", pontua Yvonne. Ter pelo menos alguns recursos <span style="text-align: justify; ">—</span> às vezes mais simples <span style="text-align: justify; ">—</span> pode ser importante, mas o mais valioso é propiciar momentos para que estudantes relacionem teoria e prática. "Se fizer só elucubrações sem verificação experimental, pra mim não adianta. Fazer a teoria e depois vamos checar é o mote do método científico", destaca a professora.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra iniciativa, promovida pelo Centro de Ótica e Fotônica, é a gestão de um canal de televisão com visibilidade regional. Além de produções cedidas por canais estrangeiros, há uma parte da programação que é produzida na própria cidade, em uma parceria entre uma produtora de vídeo e pesquisadores da universidade. "O professor que coordena o projeto envolve seus alunos desde a iniciação científica até a pós-graduação", conta a professora Mascarenhas. O mesmo grupo desenvolveu os kits "Aventuras da Ciência", que apresentam experimentos que podem ser realizados nas escolas. Em parceria com a diretoria regional de ensino, o material é distribuído e a equipe promove uma formação mensal para que os os docentes da Educação Básica os utilizem.<span> </span></p>
<p>Um grupo de extensão do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) desenvolve a <i>Technovation Summer School for Girls</i>, um curso de férias dedicado a ensinar garotas da cidade a desenvolver aplicativos. O curso é coordenado por uma professora do instituto junto a um grupo de estudantes de graduação e pós-graduação e tem como objetivo atrair jovens de 10 a 18 anos para as carreiras de Ciências Exatas. "A maioria das pessoas que trabalham em informática são homens. Inicialmente, o número de alunas em curso de informática era igual ao de homens, mas foi decaindo com o tempo", explica Mascarenhas sobre a justificativa para a criação da iniciativa.</p>
<p><strong>Universidade vai até a escola</strong></p>
<p>Há também iniciativas desenvolvidas por professores e alunos da USP diretamente nas escolas de Educação Básica de São Carlos. Um exemplo foi desenvolvido entre 2003 e 2007, em que eles desenvolveram atividades no contraturno em parceria com professores de Matemática, Química, Física e Português. Parte desse trabalho auxiliou os estudantes na inscrição para o campeonato internacional Young Physicists Tournament, no qual eles foram escolhidos para representar o Brasil.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Yvonne Primerano Mascarenhas</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>É professora da Universidade de São Paulo. No Instituto de Estudos Avançados, foi coordenadora do polo de São Carlos e desde 2010 se dedica à difusão científica voltada para o apoio ao Ensino Fundamental e Médio. Coordena uma agência de difusão científica cujo principal veículo de comunicação é o portal <a class="external-link" href="http://usp.br/cienciaweb">Ciência Web</a>.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Hoje, há ainda a proposição de projetos didáticos que professores de diferentes escolas podem realizar, com a orientação e a colaboração de professores e alunos da universidade. A cada ano, é proposto um novo tema. "O primeiro chamou-se 'Nosso céu' porque nós estávamos no Ano Internacional da Astronomia", conta Mascarenhas. Parte das produções realizadas nos colégios é transformada em jornais e publicada no <a class="external-link" href="http://usp.br/cienciaweb">site do projeto</a>.<span> </span></p>
<p>O conjunto de propostas desenvolvidas pela universidade permite uma maior aproximação entre os formadores de professores, futuros docentes e as próprias escolas e garante uma conexão maior entre todos eles, impulsionando a qualidade tanto dos cursos de graduação quanto da Educação Básica na região.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-mauricio-pietrocola">
    <title>Cultura científica e ensino de ciências - Entrevista com Maurício Pietrocola</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/3por1-mauricio-pietrocola</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div></div>
<div id="viewlet-above-content-body"></div>
<div id="content-core"></div>
<p><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=lUkyMg8yi2Y&amp;t=15s"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mauricio-pietrocola-3por1" alt="Maurício Pietrocola - 3por1" class="image-right" title="Maurício Pietrocola - 3por1" /></a>O epistemólogo e historiador da ciência <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-pietrocola" class="external-link">Maurício Pietrocola</a> fala, em entrevista<sup><strong>[*]</strong></sup> à série de vídeos <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0">3por1</a>. sobre o descrédito na ciência, o reduzido papel da filosofia no ensino de ciências na escola básica e a necessidade de oposição à proposta de virtualização desse ensino.</p>
<p>Pietrocola é professor titular da Faculdade de Educação (FE) da USP e coordenador, no IEA, de Projeto Temático Fapesp sobre licenciatura em ciências. Licenciado em física e mestre em ensino de ciências pela USP, fez o doutorado em epistemologia e história das ciências na Universidade Paris 7 (atual Cité) e tornou-se livre-docente pela FE-USP. Atualmente, dedica-se à pesquisa e desenvolvimento de materiais de ensino sobre estratégias inovadoras no ensino de ciências e formação de professores, além de desenvolver trabalhos sobre o tema "educação científica na sociedade de risco".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=lUkyMg8yi2Y&amp;t=15s">Vídeo da entrevista com Maurício Pietrocola</a></li>
<li><a class="external-link" href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/111556/estudo-de-implementacao-de-inovacoes-curriculares-estrategias-pedagogicas-e-tecnologias-emergentes-p/">Projeto Temático Fapesp sobre licenciaturas interdisciplinares em ciências coordenado por Maurício Pietrocola</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span>Entrevista</span></h3>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color yt-core-attributed-string--italicized" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Professor Maurício Pietrocola, sem ignorar a forte influência da religiosidade e de outros fatores no negacionismo atual, pode-se dizer que parte dele é resultado de um certo relativismo científico decorrente dos estudos culturais?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Olha, tem muita gente que pensa isso e eu acho que os estudos culturais claramente abriram essa brecha, esse questionamento, mas acho que tem uma coisa que é mais fundamental anterior a isso: existe um certo descrédito ou uma certa decepção, eu diria, das pessoas, de uma maneira talvez inconsciente, com um projeto de sociedade mais justa, mais igual e de mais bem-estar social que foi vendida e que tinha forte apelo, forte apoio no conhecimento científico. E acho que a percepção atual é que esse projeto não vai se realizar. Então, de certa maneira, tem sim uma fissura nessa crença de que o conhecimento científico nos levaria para um lugar melhor. Acho que isso abriu espaço para essas questões de relativismo epistemológico.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - O ensino de ciências na educação básica transmite aos estudantes a importância da filosofia no desenvolvimento do pensamento científico?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong> - Eu diria que pouco. Acho que a ideia é muito mais você transmitir uma certa bagagem de conteúdo científico e, talvez mais do que isso, um certo respeito pelo conhecimento científico. E que isso não necessariamente envolve a capacidade de pensar, refletir, entender a força dos argumentos etc. Eu não digo que a ciência não tenha esse lado. Na verdade, ela tem essa possibilidade. Uma característica da ciência é desenvolvimento de raciocínio, mas acho que a escola faz pouco.</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>3por1</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - A experimentação simulada com modelagem computacional poderá se tornar uma ferramenta fundamental no aprendizado de ciências no ensino básico?</span></p>
<p><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> </span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"><strong>MP</strong></span><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto"> - Acho que não. Minha opinião é justamente o oposto. Acho que o que a gente tem é um movimento muito forte de virtualização do mundo e me parece que o que a gente precisaria era que a escola, particularmente o ensino de ciências, fizesse quase que uma contraposição a isso, que a gente aumentasse as experiências que a pessoa deveria ter com o mundo verdadeiro, com o mundo real, não com o mundo virtual.</span></p>
<p><span class="discreet"><strong>[*] Entrevista gravada em 18 de outubro de 2024 na sede do IEA.</strong></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Licenciatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-03-28T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade">
    <title>Equidade: Dos Dados à Pedagogia da Diversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade</link>
    <description>Avaliações e censos são importantes para compreender os desafios da equidade e pensar maneiras de abraçar a diversidade dentro das instituições de ensino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d5feac5e-7fff-26ad-4733-23047754266c"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th><span>Pontos-chave</span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-77bd86d5-7fff-2d74-eab0-29473ff195ec">
<p dir="ltr"><span>1. Equidade está relacionada à ideia de reduzir as desigualdades que são geradas por diversos fatores sociais e econômicos e que podem levar a diferenças na aprendizagem ao se comparar diferentes grupos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>2. A promoção da equidade pode ser feita por políticas afirmativas, que garantem acesso a oportunidades iguais. Mas também é importante realizar ações para que os resultados, ao analisar grupos, sejam semelhantes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>3. Em sala de aula, abraçar a diversidade da turma – em seus interesses, suas histórias pessoais e também suas maneiras de aprender – é fundamental para promover a equidade.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr">O termo equidade tem mudado as discussões sobre avaliação e resultados educacionais. Cada vez mais presente no debate educacional, é importante que ele seja apresentado e debatido amplamente. Essa foi a ideia que conduziu a palestra "Escola, Diversidade e Equidade", apresentada pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a> e mediada pela professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernardete Gatti</a> durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</p>
<div><span>A ideia de equidade está presente em diversos documentos. Um dos principais é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS4), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e do qual o Brasil faz parte. O ODS4 define como meta: "Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos". Nele está embutida a noção de que as políticas educacionais devem garantir que todos possam aprender, independente de fatores sociais e econômicos. "A ideia que precisamos ter é a de diminuir a desigualdade", afirma Soares. </span><span>Ele defende que, para atingir esse objetivo, é necessário considerar como dados, pesquisas e avaliações podem contribuir.<br /><br /></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-450868a3-7fff-be9c-b954-66c85578fdcb"><span><strong>Concepções de educação e equidade<br /><br /></strong></span></span></span></div>
<div></div>
<div><span id="docs-internal-guid-8d51544f-7fff-ef0d-9892-ea58b0ddd8c7">
<p dir="ltr"><span>Conhecimento, habilidades e atitudes são os três pilares que levam ao desenvolvimento de competências, que devem nortear todo o trabalho educacional. "A ideia de que educação é aprendizado não pode ser perdida. O que mudou é que, antes, íamos para a escola para o conhecimento só. As atitudes eram responsabilidades da sociedade e da família", afirma o palestrante.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/fxE8pYLYn10" width="560"></iframe>
<p dir="ltr"> </p>
<div id="_mcePaste"><strong>Veja os vídeos da palestra na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></div>
<div id="_mcePaste"><strong><br /></strong></div>
<div></div>
<div></div>
<p dir="ltr"><span>Para garantir que as escolas cumpram seu papel, é necessário observar os dados e as avaliações educacionais. O pesquisador presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do governo federal responsável pelos censos educacionais e por avaliações nacionais, como a Prova Brasil. Ele explica que a discussão sobre equidade nasce da necessidade de analisar os números gerados por essa instituição e nas próprias escolas de maneira mais complexa do que apenas por um único índice, como o Ideb. "Precisamos observar o resultado de grandes avaliações para além das médias e atentar para a importância de assegurar que todos tenham seu direito de aprender respeitado", afirma.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Como as teorias pedagógicas podem estar a serviço da diversidade?</i></p>
<p><i>É importante que elas sejam postas em discussão para fomentar avanços no ensino. Esse papel cabe, em parte às universidades, e em parte aos próprios professores. "A teoria não está completamente sistematizada, mas seria um erro dizer que não há estudos que contemplem a diversidade", afirma José Francisco Soares. Bernardete Gatti, vice-presidente da Fundação Carlos Chagas (FCC) e mediadora da mesa, defende a necessidade de que currículos de formação inicial e continuada de professores chamem a atenção para como a teoria pedagógica – que envolve diversos campos, como a comunicação, a psicologia do desenvolvimento, a filosofia, entre outros – se dá na prática das salas de aula. "Nós estamos vivendo em uma sociedade muito complexa e de recriação intensa. É preciso discutir essas teorias", afirma Bernardete.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Ele conta que, quando presidiu o Inep, organizou os resultados da Prova Brasil de acordo com os níveis socioeconômicos dos estudantes de 9º ano das escolas públicas brasileiras. Foi possível notar que a diferença de aprendizado entre os jovens de maior nível socioeconômico e os de menor era equivalente a dois anos escolares."O que eu estou defendendo: nosso planejamento não pode ser centrado em uma medida só, como o Ideb. A gente tem que falar dos resultados na média, mas também das diferenças entre diferentes grupos", explica Soares.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><span> </span>Equidade de processo e de resultados</strong></p>
<p dir="ltr">A observação de que fatores socioeconômicos geram desigualdades tem levado, nos últimos anos, à promoção de políticas equitativas. O objetivo delas é garantir igualdade de oportunidades. Imagine que duas pessoas, de mesma estatura, tentem olhar por cima de um muro. Uma delas está sobre uma escada e outra, no chão. As políticas equitativas atenuam essa distorção ao fornecer um "banquinho" para que a segunda também possa alcançar a mesma altura que a primeira. "Trato desiguais de forma desigual", resume Soares. É o que acontece, por exemplo, em políticas de cotas raciais ou socioeconômicas, que dão a grupos específicos oportunidade de entrar em universidades ou escolas de elite. Essa é, segundo o especialista, a ideia de equidade de processo, quando corrigem-se distorções no ponto de partida.</p>
<p dir="ltr">"Mas posso ter uma política equitativa e ter desigualdades", diz Soares. O pesquisador alerta para o fato de que não basta ajustar oportunidades sem observar se as crianças e jovens chegam a pontos semelhantes no fim de sua trajetória escolar. Na educação básica, por exemplo, é fundamental analisar se estudantes de diferentes grupos raciais e socioeconômicos conseguem acessar a escola, permanecer nela e aprender em níveis semelhantes. Essa é a ideia de equidade de resultados.</p>
<p dir="ltr">Soares contou uma história para exemplificar a ideia que estava apresentando. Segundo ele, uma antiga colega dava aulas para a educação de jovens e adultos. Ao chegar em sala um dia, ele notou a ausência de um estudante. Quando perguntou sobre ele, os demais apenas responderam "157", o artigo do código penal relativo a roubo a mão armada. A reação da professora foi questionar: "ele já teve direito a um advogado?". De acordo com Soares, esse caso mostra como a ideia de inclusão, em uma sociedade democrática, diz respeito a garantir que todos – mesmo aqueles que possam parecer "errados" ou "maus" – tenham seus direitos garantidos ao longo de sua vida.</p>
<p dir="ltr">O professor chama a atenção para o fato de que a ideia de equidade não se contrapõe à ideia de valorizar o esforço individual de estudantes. Isso porque as medidas de equidade se referem a grupos e não indivíduos. "É possível ter um João que vá melhor em Matemática do que uma Maria, mas é preciso observar se o grupo das meninas não está tendo menos oportunidades de aprender", exemplifica.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é José Francisco Soares</th>
</tr>
<tr>
<td>Professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Técnico do Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación (INEE) do México. Foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2014 a 2016. Tem doutorado em estatística pela Universidade de Wisconsin e pós-doutorado em educação pela Universidade de Michigan, ambas nos Estados Unidos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Diversidade: uma abordagem pedagógica</strong></p>
<p dir="ltr">"As métricas ajudam, mas é preciso que elas tenham alma. E a alma é pedagógica", afirma Soares. Isso significa que, se as políticas públicas forem eficientes em fazer com que todos os estudantes entrem e permaneçam na escola, todas as turmas serão compostas por indivíduos diversos entre si e a escolha sobre como administrar essa diversidade cabe, em sua maior parte, aos professores, que precisam repensar o que ensinam e como ensinam. "Não há problema em se dar aulas tradicionais, mas há quando todas as aulas são iguais", explica Soares.</p>
<p dir="ltr">Já no que diz respeito ao conteúdos de ensino, O professor defende que a proposta de reforma do Ensino Médio tenta aproximar a educação formal da ideia de abraçar a diversidade. “Para que a equidade não seja colocada em risco, estabeleceu-se uma formação básica, que deve contemplar todos os estudantes, e itinerários formativos, que poderão ser escolhidos pelos estudantes de acordo com seus interesses e suas necessidades”, finaliza.</p>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/diversidade-na-sala-de-aula-e-fora-dela">
    <title>Diversidade na sala de aula e fora dela</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/diversidade-na-sala-de-aula-e-fora-dela</link>
    <description>O protagonismo dos estudantes e da comunidade é o ponto mais importante para abraçar a diversidade na escola</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-67904bcf-7fff-1fb1-ffd4-93cb766d1bca"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-6c740dfd-7fff-8e4c-4111-635d7d49cf9f">
<p dir="ltr"><span>1. A discussão sobre diversidade abrange um número grande de tópicos (raça, cultura, religião, histórico familiar, deficiências, etc). É preciso considerar que todos os alunos são diversos e olhá-los individualmente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>2. Abordar a diversidade pressupõe permitir que os estudantes desenhem percursos de aprendizagem individuais. Isso é possível ao adotar novas abordagens, como a pedagogia de projetos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>3. A própria escola pode se apropriar desse conceito de diversidade, ao mapear o público que a frequenta e envolvê-los na concepção do projeto político pedagógico.</span></p>
<p dir="ltr"><span>4. Criar espaços de escuta e protagonismo dos estudantes também pode ser fundamental para identificar ações possíveis para contemplar as diversidades identificadas por eles próprios.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr">Como reconhecer a diversidade? Quais os marcadores que apontam para quem são aqueles atingidos pela falta de equidade? Essa foi a provocação apresentada pelos coordenadores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-carlos-malachias" class="external-link">Billy Malachias</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliana-de-souza-mavoungou-yade" class="external-link">Juliana Yade</a> durante a atividade temática "Escola: Diversidade e Equidade no Cotidiano", durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</p>
<div><span id="docs-internal-guid-36c796eb-7fff-39f1-e7cf-21122a4a3a4c">
<p dir="ltr">A conversa foi inspirada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade" class="external-link">palestra</a> do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a>, em que foram apresentados os conceitos de equidade e diversidade. Em um único grande grupo, os participantes compartilharam experiências e reflexões sobre a realidade enfrentada em nas escolas em que atuam. Durante o debate, questões de diferentes naturezas foram levantadas. "Diversidade e equidade são temas muito presentes para mim, pois preciso fazer a inclusão de alunos com deficiência em minhas aulas", contou a professora Anna Clara Pinheiro, da rede privada de São Paulo.</p>
<p dir="ltr"><span>De fato, a inclusão foi um dos tópicos mais discutidos e chamou a atenção para outras questões: diversidade étnico-racial, cultura indígena, história africana e afrobrasileira, gêneros, famílias com composições variadas, diferentes orientações sexuais. A quantidade de itens só crescia, até que a professora Luciana Becegato, da rede privada de São Paulo, arrematou: "Como o professor olha para cada indivíduo, se não for como uma pessoa única?". Com essa frase, ela levantou a questão principal que guiou a segunda parte da atividade, executada por três grupos: como conceber ações que promovam o acesso, a permanência e a qualidade na escola para uma população que sempre será muito diversa?</span></p>
<div><span><strong>Projetos que abraçam a diversidade</strong></span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-4336196e-7fff-8f95-070a-febb13bd178f">
<p dir="ltr"><span>Se para promover a equidade é importante garantir a permanência e combater a evasão, a maneira como os conteúdos são ensinados também deve ser mudada. Com base nessa reflexão, o primeiro grupo decidiu propor a elaboração de projetos interdisciplinares para despertar o interesse dos estudantes e garantir seu engajamento. "Precisamos relacionar os temas do currículo com atualidades, aproximá-los das crianças, jovens e adultos que frequentam a escola", afirma a professora Mônica de Almeida, da rede municipal de São Paulo.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/h00EQUBP3uA" width="560"></iframe>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>O trabalho por projetos é uma oportunidade interessante para que os estudantes possam aprender de acordo com seus interesses e suas potencialidades, dentro de um mesmo conteúdo. Além disso, é possível relacionar diferentes componentes curriculares e propor investigações sobre questões que engajem os alunos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além da pedagogia por projetos, o grupo chamou a atenção para outras ações que podem aproximar o cotidiano escolar da realidade dos educandos, como a proposta de que eles possam pensar em seus projetos de vida e a possibilidade de que façam um curso técnico/profissionalizante junto ao ensino médio. Eles também chamaram a atenção para a adequação dos materiais da educação de jovens e adultos: muitas vezes utilizam-se os mesmos livros e recursos aplicados para crianças e adolescentes, o que desestimula quem está os recebe e pode levar à evasão.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Diversidade na identidade escolar</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-71de158b-7fff-f437-9483-5113bfbe6883">
<p dir="ltr"><span>A importância de institucionalizar a discussão sobre diversidade foi o foco do segundo grupo de discussão. Os participantes partiram da reflexão sobre a necessidade de que o projeto político-pedagógico (PPP) das instituições contemplasse o tema. Muitas vezes, o documento é feito de acordo com orientações dadas pela secretaria de educação, e não abraça a realidade local. Os participantes propõem que as instituições assumam o protagonismo na redação do documento e o compartilhem com toda a comunidade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com base na participação de professores, funcionários, pais, alunos e até de organizações do entorno da escola, é possível estabelecer metas e ações que dialoguem com a instituição, valorizem a diversidade e promovam a equidade entre diferentes grupos. "O diretor pode atuar como articulador, criando redes no território e ajudando a promover e a viabilizar as ações", sugere o professor Ewerton de Souza, da rede municipal de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O PPP também pode ser uma peça fundamental para guiar os trabalhos de discussão coletiva e formação continuada. Esses momentos podem ser anteriores à elaboração do documento, procurando referenciais teóricos e pensando como eles podem se aplicar à realidade local, ou acontecer posteriormente, desenvolvendo estratégias para colocar a proposta em ação.</span></p>
<div><span><strong>Escuta e diálogo</strong></span></div>
<div><span><strong><br /></strong></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-84cd0144-7fff-68d4-0766-09040164e651">
<p dir="ltr"><span>O terceiro grupo chegou à conclusão de que abrir espaço para que os próprios alunos possam falar e ser escutados é uma das melhores maneiras de abraçar a diversidade nas escolas. Como há diversas características e aspectos que podem ser levantados nos temas, a instituição pode estimular momentos e fóruns para que eles levantem os temas que são mais importantes a eles.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Um ponto fundamental é o fortalecimento dos grêmios estudantis. "Compartilhamos uma experiência muito bacana, de alunos de Ensino Médio tão organizados que foram convidados a apresentar e apoiar a formação de agremiações no Ensino Fundamental e na Educação Infantil", conta Katia Pereira, diretora da rede municipal de Santana do Parnaíba, no estado de São Paulo.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Juliana Yade</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-a44d7271-7fff-11a3-d056-8554bc79dfc0"><span>Pedagoga, doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi professora da educação básica por oito anos. Estudou a afrodescendência e suas relações com a educação. Atua como especialista no Itaú Social.</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <span id="docs-internal-guid-6a89dfa5-7fff-5369-d9e0-9855e863fa0d"><span>Billy Malachias</span></span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-060cead6-7fff-6292-de9a-14da10076ef4">
<p dir="ltr"><span>Geógrafo e mestre em geografia, é pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro (Neinb) da USP e do Núcleo de Pesquisa em Geografia e Redes de Conhecimento e Saberes Pró-Meridionais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Faz parte do conselho consultivo da Cátedra de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados da USP.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Havendo organização dos estudantes, é possível pensar em ações que respondam aos anseios e as necessidades deles. Foi o que aconteceu na própria Santana de Parnaíba, onde escolas passaram a programar atividades para serem realizadas durante as férias escolares.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em todos os casos, chamou a atenção a importância de preparar os profissionais da educação para serem mais flexíveis e abertos às manifestações dos estudantes e da comunidade. Sobressai, ainda, a importância da capacitação. "Discutimos muito sobre ter uma formação continuada que dialogue com as necessidades que estão na escola de fato. Mas também é necessário pensar uma formação inicial que já traga esses conceitos para que o professor possa olhar para a diversidade e a equidade como princípios fundamentais para que o direito à educação se efetive", resumiu a coordenadora Juliana Yade.</span></p>
</span></span></div>
</span> </span></span></div>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:02:53Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/formacao-continuada-exige-compromisso-coletivo">
    <title>Formação continuada exige compromisso coletivo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/formacao-continuada-exige-compromisso-coletivo</link>
    <description>Para que as discussões das reuniões pedagógicas impactem na prática docente, é necessário um olhar amplo de toda a comunidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. O primeiro espaço de trabalho pedagógico coletivo é o PPP. Como orientador das ações da instituição, ele direciona as formações. Por isso, a importância dos professores se envolverem também na construção do documento.</p>
<p>2. <span>É preciso incentivar momentos para o trabalho pedagógico coletivo. Em algumas escolas, não há horário dedicado a formação continuada. Nas instituições particulares, a questão de pagamento dos professores para permanecer mais horas na escola aparece como um empecilho.</span></p>
<p><span>3. </span><span>Nem sempre o horário pedagógico coletivo é bem aproveitado. Por falta de planejamento, o tempo é subaproveitado para recados, reclamações ou formações que não dialogam com as necessidades docentes.</span></p>
<p><span>4. </span><span>Ouvir a comunidade é essencial. Iniciativas de buscar insumos para a formação nos instrumentos de registros docentes, diálogo com pais e responsáveis e olhar para os profissionais não docentes tende a reverberar positivamente na prática educativa.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>O fio condutor de um bom planejamento e da execução eficiente do trabalho pedagógico coletivo passa pela construção do projeto político-pedagógico (PPP) da escola. “A necessidade das reuniões pedagógicas precisa estar descrita no PPP para que o horário não vire um lugar de comércio entre os professores e de mero compartilhamento de avisos”, pontua Mônica Almeida, gestora da rede municipal de São Paulo. Ao lado do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a>, Mônica coordenou a atividade temática “Trabalho Pedagógico Coletivo” no terceiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>.</p>
<p>Justamente pelo papel de guia que o documento possui, é essencial que toda a comunidade participe da construção dele. O PPP é o primeiro local em que se descreve o espaço das formações em serviço na instituição. Já nos momentos iniciais da atividade ficou visível a fragilidade dos momentos formativos nas escolas. Falta de engajamento dos professores, temas que não dialogam com as necessidades práticas e momentos subutilizados com discussões paralelas e informativos sobre a escola foram alguns dos problemas identificados pelos presentes.</p>
<p>Quatro grupos foram formados para discutir suas vivências com reuniões pedagógicas e elencar boas práticas. Na socialização, alguns grupos apontaram mais questões problemáticas do que propostas bem sucedidas. A situação é distante da desejável em diversas instituições de ensino – públicas e privadas. Algumas delas sequer reservam um espaço semanal para a atividade, inviabilizando o aprimoramento da prática docente dentro da instituição e concentrando a responsabilidade e investimento da formação continuada nos próprios professores. Veja abaixo as principais análises desenvolvidas na atividade temática pelos grupos:</p>
<p><strong>O incentivo das boas práticas como ponto de partida</strong></p>
<p>A postura dos professores em relação aos horários de trabalho pedagógico coletivo foi apontada como um fator que dificulta o melhor aproveitamento da formação continuada dentro da escola. “A ação do diretor e do coordenador é muito importante, mas eles são facilitadores. Existem muitos professores desanimados. Como motivá-los e tirá-los da zona de conforto para integrá-los ao projeto pedagógico?”, questionou Alexandre Souza de Morais, diretor na rede municipal de Taquarituba (SP). A pergunta guiou o debate do grupo. Apenas cobrar a participação docente não teria efeito. Por isso, a sugestão foi se aproximar dos professores e tentar engajá-los primeiramente a partir do e apoio ao desenvolvimento de projetos individuais ou em pequenos grupos. “Começar com pequenas ações pode sensibilizá-los e provocá-los para participar de outros projetos que a escola desenvolve”, defende Alexandre.</p>
<p> </p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/4h_8qyQAZj8" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p><strong>O compromisso coletivo com o projeto da escola</strong></p>
<p>A coordenadora pedagógica Maria Izabel Pamplona compartilhou a experiência de um colégio particular em São Paulo que usou a tecnologia para facilitar o trabalho em grupo. A escola optou pelo uso da ferramenta Wiki, que possibilita a criação de textos de forma coletiva, permitindo que o documento pudesse receber contribuições de qualquer pessoa da equipe da escola. Todos os professores e funcionários passaram por uma formação com a diretora para utilizarem a ferramenta com maior facilidade. “Todos fizeram parte e se tornaram co-autores do PPP”, relatou a coordenadora.</p>
<p>Um projeto do Colégio Ítaca também foi destacado pelo grupo como caminho possível para contemplar o olhar dos alunos sobre o projeto de escola. O FOCAR (sigla para as palavras Focar, Ouvir, Calar, Argumentar e Rever), desenvolvido com os alunos do Ensino Médio, possibilita captar insumos das falas dos estudantes para tratar em reuniões pedagógicas. Entre os temas discutidos, surgem questões de clima escolar, aprendizagem e projetos.</p>
<p><strong>Tecnologia a favor da informação</strong></p>
<p>A colaboração da tecnologia também surgiu como uma oportunidade para garantir que todos os docentes tenham acesso ao que é discutido coletivamente. “Sabemos que tem professores que trabalham em mais de uma escola, às vezes, em cidades diferentes. Por isso, não conseguem estar no horário de trabalho pedagógico coletivo”, relatou Elisângela Machado, diretora na rede municipal de Vargem Grande Paulista, no interior de São Paulo. A proposta trazida pelo grupo para superar esse obstáculo seria disponibilizar online as informações discutidas nos espaços de formação. Desta forma, os aprendizados das reuniões pedagógicas estariam à disposição para futuras consultas.</p>
<p>O grupo também debateu o perfil dos gestores na condução do trabalho coletivo. Liderando a equipe, é necessário que estes profissionais sejam mobilizadores do conhecimento e tenham uma postura ativa de pesquisa para que as formações possam agregar, de fato, para a prática docente.</p>
<p><strong>O olhar para o todo</strong></p>
<p>Um dos grupos levantou a necessidade de ter em vista no planejamento as reais lacunas e necessidades da equipe, o desenvolvimento dos funcionários não docentes e o espaço em que as formações acontecem. Um dos pontos trazidos foi de que nem sempre as formações ajudam nos desafios do dia a dia da escola. Como possibilidade para contornar a situação, foi sugerido um olhar mais apurado para os instrumentos de registro docente, como o diário de classe, e uma escuta sensível no dia a dia da escola. Duas educadoras que integram a rede municipal de Santos relataram que foi com base nessa observação que a escola percebeu que havia poucas atividades de leitura nas aulas. Conversando com os docentes, descobriram que eles sentiam necessidade e tinham interesse em se aprofundar no assunto – o que acabou se tornando tema de formação na escola.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a educação básica, formação de professores e ensino de ciências.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Mônica Almeida</th>
</tr>
<tr>
<td>Formada em Pedagogia pela Universidade Santo Amaro, é educadora na Educação Básica há 24 anos. Atua como coordenadora pedagógica e professora na rede municipal de São Paulo. Possui pós-graduação e especialização em Educação inclusiva pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Trabalha com autismo, surdez e deficiência intelectual. Foi intérprete de libras na rede estadual de São Paulo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>E o olhar para as necessidades formativas não deve parar nos docentes. Profissionais da limpeza, cozinha, inspetoria e vigilância que atuam na escola também são considerados educadores e, por isso, é importante que eles possam refletir sobre a escola. Vanessa Rodrigues, diretora na rede municipal de São Paulo, relatou que a instituição em que trabalha promove encontros formativos quinzenais com esses profissionais. “Trabalhamos com a metodologia da investigação temática de Paulo Freire. Vamos fazendo uma leitura dos discursos, das concepções subjacentes dos discursos e vamos juntos construindo um percurso formativo”, conta a diretora.</p>
<p>Por fim, o grupo ressaltou a importância do espaço em que os encontros acontecem. “O espaço educa e precisa ser pensado e planejado com intencionalidade. Não dá pra conceber a formação dos profissionais em espaços que são inadequados”, disse Vanessa. Salas desorganizadas, além de gerarem desconforto aos presentes, podem passar a mensagem de que o papel da formação não é relevante para a escola.</p>
<p>Para Menezes, é preciso compromisso com o projeto pedagógico que a escola se propõe a desenvolver no seu dia a dia. “Projeto só faz sentido se for realizado. E você só sabe se foi realizado se há um olhar constante para ele”, diz o professor. O compromisso, entretanto, não é apenas das lideranças escolares, mas de toda a comunidade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:04:36Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro-de-2019">
    <title>Sistematização e Propostas - 30 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Leonor Calasans/IEA-USP</dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-30T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/planejar-e-avaliar-para-o-desenvolvimento-de-competencias">
    <title>Planejar e avaliar para o desenvolvimento de competências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/planejar-e-avaliar-para-o-desenvolvimento-de-competencias</link>
    <description>Novos documentos curriculares destacam aspectos como autonomia, liberdade e tolerância. Mas como professores podem desenvolvê-los em suas aulas e avaliações?</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Para que estudantes desenvolvam competências,      é importante que os professores possuam liberdade ao planejar e avaliar.      Às vezes, isso requer uma subversão das condições de trabalho.</li>
<li>Com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),      as competências deixam de ser, de uma vez por todas, a parte      "poética" da Educação e assumem uma posição central. Por isso, o      seu desenvolvimento deve ser planejado e avaliado.</li>
<li>O planejamento do trabalho com competências      deve passar por garantir que os estudantes tenham oportunidades para      vivenciá-las junto a aprendizagem dos conteúdos definidos em cada      componente curricular. Não há "aula de tolerância", por exemplo.</li>
<li>A avaliação das competências é mais ampla do      que exigir que o aluno devolva o que lhe foi transmitido, mas requer que      ele seja observado em contexto, exercitando-as.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define dez competências gerais que devem ser desenvolvidas pelos estudantes ao longo da Educação Básica. Quase todas tratam de temas como responsabilidade, tolerância, liberdade, empatia: como incorporar todos esses aspectos no fazer docente? Esse foi um dos questionamentos levantados pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a> durante sua palestra “Ação do Professor: Liberdade, Responsabilidade, Tolerância”, no segundo encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor organizado pela Cátedra de Educação Básica — parceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e Fundação Itaú Social.</p>
<p>Para Menezes, refletir sobre a liberdade do professor em seu trabalho é um dos pontos de partida para entender como ele pode promover o desenvolvimento de competências na escola. Ao lidar estritamente com materiais apostilados, por exemplo, em que se define exatamente quais atividades devem ser realizadas, de que maneira e em que momento, não há espaço para que o docente possa planejar momentos para que outros aspectos, além dos conteúdos, sejam desenvolvidos. "O planejamento, de certa maneira, já está feito", diz Menezes.</p>
<p>Quando lida com o planejamento já pronto, sem que haja espaço para que o educador pense nas estratégias de ensino, nos conteúdos que irá privilegiar e nas competências que pretende desenvolver, há menos espaço para um ensino que caminhe para a Educação Integral, como sugerido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, momentos como os horários de trabalho coletivo e de planejamento das avaliações perdem sentido. Ou seja, ele afirma que às vezes, para exercer a liberdade, é preciso subverter as próprias condições de trabalho, quando tais condições coíbem a autonomia de quem ensina.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/hNQ_cVpuFyA" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-planejamento-e-avaliacao-2o-encontro-parte-1-de-4" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<p><strong>As competências no foco do trabalho docente</strong></p>
<p>A BNCC define dez competências gerais, que descrevem o que seria o desenvolvimento integral dos estudantes e que devem ser trabalhadas durante toda a trajetória escolar deles. "O documento mostra que esse deve ser o foco da Educação brasileira de agora em diante", destaca Menezes. Aspectos como a empatia, o trabalho colaborativo, a responsabilidade e a tolerância estão presentes nesses itens.</p>
<p>A nova proposta implica em uma visão diferente da que prevaleceu nas últimas décadas. Ele afirma que há pessoas que dizem que desenvolver a autonomia, a formação cidadã são a parte “poética” da Educação e que o sério mesmo é discutir as quatro operações, aprender quais são as principais capitais... Agora, com a BNCC, esses aspectos devem voltar ao centro da discussão.</p>
<p>Como, então, passar a incluir esses valores no dia-a-dia da sala de aula? Os momentos que privilegiam esse desenvolvimento devem ser planejados e, posteriormente, avaliados. Menezes destaca, nesse ponto, a importância de que a avaliação seja formativa. Ele afirma que temos um grave vício que é educar para avaliar e não avaliar para aprender,  como se a gente cuidasse da saúde para passar no exame médico...</p>
<p><strong>Das intenções à prática</strong></p>
<p>A maior parte das coisas que que nos forçam a aprender na escola, a gente esquece depois porque não fazem parte da vida, destaca Menezes. Para ele, o planejamento do trabalho com valores e competências precisa ser articulado aos componentes curriculares, como Ciências, História, Inglês e outros.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Como educar para a autonomia?</i></p>
<p><i>Há duas condições para a autonomia, responde o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo" class="external-link">Lino de Macedo</a>, também à mesa, membro da Cátedra de Educação Básica. A primeira é a autodependência <span>—</span><span> </span>frequentemente confundida com independência. "Autodependência significa que eu faço por mim mesmo aquilo que o outro fazia por mim", afirma Macedo.</i></p>
<p><i>A outra condição implica pertencimento a um coletivo, seja uma comunidade, uma sociedade, uma categoria profissional, aponta Menezes, sendo importante destacar que o pertencimento não pressupõe uma sujeição ou subserviência. O desafio está justamente em ser autônomo como parte integrante de um todo maior.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Se aprendemos a ciência dos cientistas, a história dos historiadores, de pouco serve, pois é preciso que efetivamente nos apropriemos para saber que se trata de nossa ciência e de nossa história. É preciso que saibamos que todos nós somos a biosfera, todos nós somos protagonistas da história", afirma. Ou seja, é importante estabelecer uma relação de maior proximidade entre alunos e conteúdos. Por exemplo, ao se perceber como parte do ambiente, por exemplo, o estudante pode construir um senso de responsabilidade maior com relação à natureza e ao cuidado com ela.</p>
<p>Os estudantes se apropriam da empatia, da responsabilidade, da tolerância, e assim por diante, ao ter oportunidades para vivenciá-las, pois não existe aula de tolerância, aula de autonomia, aula de liberdade. Menezes faz um paralelo entre aprender esses valores e aprender a nadar: é fundamental estar na água para dominar os movimentos e se mover nela. Ou ainda, como avalio se um jovem sabe trabalhar em grupo se nas minhas aulas não há trabalho em grupo?", questiona.</p>
<p>Os componentes curriculares — antigamente chamados de disciplinas — e as habilidades entram como temas geradores para o desenvolvimento das competências. E algumas delas se relacionam melhor com alguns conteúdos do que com outros. Menezes usa como exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tipicamente discutido em aulas de Geografia. A fórmula para o cálculo do IDH envolve a observação de indicadores de educação, saúde e renda. Mais do que apenas apresentar a fórmula, os estudantes podem ser convidados a observar esses fatores nos arredores do local onde estudam. Também é possível fazer uma relação com a matemática, questionando o porquê do uso de uma fórmula específica.  Ele lembra que, antes, o cálculo era feito com média aritmética, hoje, é com média geométrica, o que faz com que o valor seja zero caso o local avaliado tire zero em algum dos critérios. Assim, a matemática se torna um importante instrumento para a discussão ética e política nas aulas de geografia, ele afirma.</p>
<p><strong>A avaliação das competências e a redação do Enem</strong></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Luís Carlos de Menezes</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é Professor Sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da UNESCO para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a educação básica, formação de professores e ensino de ciências.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Observar o desenvolvimento das competências requer que a ideia de avaliação seja mais ampla do que a mera "devolução" do conteúdo que foi apresentado pelo professor. Na Educação Infantil, por exemplo, é praxe os educadores observarem o comportamento dos alunos, se estão mais ou menos comunicativos, se interagem nas aulas, como lidam com os colegas. Conforme crescem, essa prática vai se perdendo, diz Menezes, e que não deveria ser assim, pois estamos sempre diante de seres humanos em sua complexidade.</p>
<p>Processos de avaliação mais formais, como as provas, também podem abordar algumas competências. Menezes cita como exemplo o formato de redação proposto pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Nela, os estudantes precisam utilizar textos de referência e argumentos próprios para responder a uma problemática proposta pelo teste. O avaliado precisa mobilizar seus próprios argumentos e construir um raciocínio lógico que responde a uma questão ambiental, social ou ética, mais do que dar uma resposta que será avaliada como certa ou errada.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/o-saber-e-o-ensinar-articulados-na-escola">
    <title>O saber e o ensinar articulados na escola</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/planejamento-e-avaliacao-13-de-abril/o-saber-e-o-ensinar-articulados-na-escola</link>
    <description>A maneira como compreendemos o conhecimento influencia o planejamento da prática em sala de aula</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>A epistemologia é a área que estuda as      concepções de conhecimento. A maneira como um professor enxerga o      conhecimento influencia na maneira como organiza as situações para que os      estudantes o construam.</li>
<li>Dados são a unidade mais simples de      organização. E a sabedoria é a mais complexa. Entre os dois, estão as      informações e o conhecimento.</li>
<li>Há diversas imagens que podem representar o      conhecimento: um balde, um encadeamento, uma rede ou um iceberg. Todas      interferem diretamente na maneira como o professor planeja suas aulas.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Já faz algum tempo que está ultrapassada a ideia de que os alunos são "tábulas rasas" e que educar é despejar informações sobre eles para que aprendam. "Já há um acordo geral que o conhecimento se constrói", afirmou o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a> durante sua palestra “Planejamento: Concepções de Conhecimento e Ações Docentes”, no segundo encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor. Ainda assim, algumas práticas mostram que essa visão segue presente nas escolas. Machado apresentou outras perspectivas difundidas pela área da ciência que estuda o próprio conhecimento, a epistemologia.</p>
<p>A maneira como o conhecimento é encarado pelos educadores reflete diretamente nas suas práticas. "O modo como a gente pensa influencia o modo como a gente age", diz o especialista. Segundo Machado, conhecer as concepções sobre o saber pode ser uma maneira de promover uma maior integração entre a prática e as ideias. "As ações docentes, a didática, o pensar sobre o currículo, os métodos, os materiais, e as tecnologias, tudo isso decorre do que a gente pensa sobre esse tema", afirma.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mdzWDVoZj48" width="560"></iframe></p>
<p> </p>
<div id="_mcePaste"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/planejamento-concepcoes-de-conhecimento-e-acoes-docentes" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar a apresentação da palestra</strong></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-planejamento-e-avaliacao-2o-encontro-parte-2-de-4" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<div><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<p><strong>O que é conhecimento e sabedoria</strong></p>
<p>"Fala-se muito que vivemos em uma sociedade do conhecimento. Eu discordo. Estamos em uma sociedade da informação", defende Machado. Para diferenciar os dois conceitos, o especialista se aprofundou na definição deles e de outros que também fazem parte do estudo da epistemologia.<span> </span></p>
<p>Machado organizou esses conceitos no formato de pirâmide. Na base dela, estão os dados. "Não foi a tecnologia que criou o conceito de bancos de dados, eles sempre existiram", afirma. No século XVII, por exemplo, a França realizou um censo de suas árvores, sob o reinado de Luís XIV. O objetivo era analisar a capacidade que a nação teria de produzir embarcações. "Hoje, acumulamos muitos dados. Salvamos um arquivo no computador com um nome bobo e nunca mais encontramos", exemplifica.<span> </span></p>
<p>A informação, nível superior ao dado, se diferencia dele por atribuir ao dado algum sentido. Para que dados se transformem em informação, é necessário que alguém se debruce sobre eles e apresente boas perguntas aos dados, a fim de atribuir significado a uma parte deles.<span> </span></p>
<p>Na categoria seguinte está o conhecimento. "Se a informação é uma imagem, o conhecimento é um filme", afirma Machado. Trata-se, portanto, da integração de um conjunto de informações na construção de um sentido comum a todas elas. A sabedoria é o próximo estágio, em que acrescentamos a ideia valor. "A indústria farmacêutica acumula muito conhecimento, mas possui pouca sabedoria, no sentido de que só o utiliza em função de interesses comerciais", exemplifica o professor.<span> </span></p>
<p>Um trecho de um poema do americano T. S. Elliot (1888-1965), ajuda a exemplificar a relação entre os conceitos. Ele afirma (em tradução livre): "Onde está a vida que nós perdemos vivendo? Onde está a sabedoria que nós perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que nós perdemos na informação?". Machado brinca: "Não havia computador na época, mas eu vou completar: Onde está a informação que perdemos nos bancos de dados?" Em outras palavras: muitas vezes, desperdiçamos oportunidade de construir sabedoria, conhecimento porque gastamos muita energia ao tratar de dados e informações.</p>
<p><strong><span>O conhecimento na hora de planejar</span></strong></p>
<p>As imagens que professores possuem sobre como se dá a construção do conhecimento vêm à tona no momento em que eles elaboram seus planos de aula. "Elas são muitas vezes não são explícitas, são tácitas", afirma Machado. As figuras apresentadas pelo professor como preponderantes entre pensadores e educadores comparam o conhecimento a um balde, a um encadeamento, a uma rede e a um iceberg. "Quando eu planejo, quando eu avalio, tem uma imagem dessa comandando ou uma combinação de imagens", diz.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Qual o papel dos conhecimentos específicos das áreas no ensino e na formação de professores?</i></strong></p>
<i> Ao pensar com foco em competências, como propõe a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os saberes sobre a ciência, a matemática, as linguagens e as outras áreas abordadas na Educação Básica se tornam um dos meios para fazer com que elas sejam desenvolvidas. Essa nova relação diminui a importância deles. Nílson Machado cita a obra A Crise na Educação, de Hannah Arendt (1906-1975). Nela, a autora apresenta três causas para a crise. A mais conhecida é a quebra da autoridade docente, mas há outros dois elementos. A segunda diz respeito justamente ao desprestígio dos conteúdos na relação com as metodologias. "Na Faculdade de Educação da USP, por exemplo, há disciplinas sobre metodologia do ensino de matemática, mas não há uma única sobre Matemática", destaca Machado. A terceira é o desprestígio da teoria em relação à prática. "Sem a teoria, o fazer é cego", diz o palestrante. O caminho seria apostar em uma formação de desse algum espaço para todas as questões. "Não podemos dar ênfase exagerada a nenhuma das coisas", conclui Claudia Costin, Diretora Geral do Centro de Excelência e Inovação em <span>Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e uma das palestrantes do dia.</span></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira imagem diz respeito a uma percepção do trabalho docente como o de "encher um balde", ou seja, apenas fornecer o conteúdo aos estudantes. Nesse contexto, o planejamento está ligado ao controle da vazão para preencher o objeto. "Eu sou professor de matemática e penso: vou dar três aulas para esta matéria, quatro aulas para esse pedaço, quatro aulas para aquele. Eu divido, loteio as aulas", exemplifica Machado. E a avaliação é a simples medição de quanto os alunos "acumularam" diante de tudo o que foi despejado sobre eles.<span> </span></p>
<p>A segunda imagem está ligada ao pensamento do filósofo René Descartes (1596-1650) apresentada em seu livro <i>Discurso sobre o Método</i>. Para construir o conhecimento, é necessário partir de ideias claras e distintas. Objetos que não atendem a esses critérios precisam ser decompostos até partes claras e distintas. Então, segue-se um encadeamento lógico dessas noções. "O planejador cartesiano só precisa conjugar dois verbos: reclamar e prometer", brinca Machado. Segundo ele, é desse pensamento que surgem as reclamações de professores que não conseguem trabalhar o conteúdo de um ano porque os alunos não receberam o pré-requisito. E quando são questionados sobre o porquê de abordar algo, eles prometem: "lá na frente você vai ver porque isso é importante." "Essa imagem está longe de precisar ser jogada fora, mas é nítido que ela é insuficiente para se entender como se constrói o conhecimento", afirma o professor.</p>
<p><strong>Visões contemporâneas: a rede e o iceberg</strong></p>
<p>A ideia do conhecimento como rede e como iceberg são mais recentes. A primeira afirma que a construção dele se dá a todo o momento. "Quando um bebê aprende a falar, ele já começa a construir uma rede de significados", afirma Machado. Por isso, os pontos de "entrada" não são únicos, mas diversos, e é possível tecer relações entre diferentes conteúdos e conhecimentos, partindo de situações ligadas ao contexto vivido pelos estudantes, aos interesses deles, e assim por diante. "O problema é mais real: como enriquecer e desenvolver essa rede, aumentar o número de nós que a formam?", questiona.<span> </span></p>
<p>A última imagem apresentada por Machado foi introduzida pelo filósofo Karl Polanyi (1886-1964). Segundo ele, o conhecimento pode ser visto como um iceberg, em que há uma pequena parte fora da água e uma porção muito maior imersa. A porção acima da superfície diz respeito aos saberes que podem ser demonstrados, colocados em palavra. A parte submersa são os conhecimentos tácitos que sustentam a parte que é explícita. "Na escola, muitas vezes, acontece um troca-troca de explícitos. Os processos de avaliação precisam estar mais atentos ao que não é possível de pôr em palavras", afirma o palestrante.<span> </span></p>
<p>Não existe uma única imagem que seja capaz de dar uma explicação definitiva sobre o que é o conhecimento, mas ele é provavelmente uma combinação das diferentes imagens. "O dogmatismo de pensar que só existe uma forma de ensinar é algo terrível", conclui Machado.<span> </span></p>
<p><strong>O valor do que sabemos</strong></p>
<p>Numa sociedade em que o número de postos de trabalho na indústria é cada vez menor, o conhecimento tem ganhado mais valor. Segundo os economistas, há três critérios que definem quão valioso é o que uma pessoa sabe: o quão abstrato, codificado e difundido esse saber é.<span> </span></p>
<p>Conhecimentos concretos, segundo esse pensamento, são estritamente ligados a um contexto de uso específico. Já os abstratos estão ligados a capacidade de aplicá-los de maneira eficiente em diferentes situações. "Entendendo o abstrato nesse sentido, nós, educadores, não temos que brigar com os economistas. Quanto mais abstrato, melhor", afirma Machado.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Nílson José Machado</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Leciona na Universidade de São Paulo desde 1972. Começou trabalhando no Instituto de Matemática e Estatística, e, em 1984, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Educação, onde é professor titular. Além de matemático, é mestre e doutor em filosofia da educação e livre-docente na área de epistemologia e didática. Escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças e publica microensaios semanais em seu <a class="external-link" href="http://www.nilsonjosemachado.net">site pessoal</a>.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No segundo critério, os conhecimentos codificados têm relação com a capacidade de transcrevê-los em algum tipo de linguagem, qualquer que seja ela (verbal, matemática, e assim por diante). "Se eu domino um conhecimento abstrato, mas escrevo um livro para explicá-lo aos outros, ainda dá para extrair algum valor", diz o palestrante. Nesse caso, também não há conflito entre educadores e economistas: uma das funções da escola é justamente ensinar a codificar em diferentes linguagens.<span> </span></p>
<p>O terceiro fator é o mais polêmico. Para economistas, os conhecimentos mais valiosos são aqueles que são menos difundidos, ou seja, que apenas um número pequeno de pessoas domina. Já os educadores defendem que os saberes sejam, de fato, difundidos o máximo possível. "Essa visão do conhecimento não nos serve na escola, não podemos achar que quanto mais ignorância melhor", conclui o professor.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/para-superar-a-separacao-em-disciplinas">
    <title>Para superar a separação em disciplinas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/para-superar-a-separacao-em-disciplinas</link>
    <description>Uma abordagem por áreas para a formação de professores pode impulsionar também trabalhos menos fragmentados dentro das salas de aula da Educação Básica</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>A      ideia de transdisciplinaridade significa um olhar para grandes questões,      que envolvem, por sua natureza, aspectos de diversas áreas do      conhecimento.</li>
<li>O      trabalho transdisciplinar envolve a abordagem de ideias fundamentais:      explicáveis de maneira simples, relacionadas a muitos outros conteúdos e      que transbordam para além de uma única disciplina.</li>
<li>O      trabalho com situações em contexto pode ser um ponto de partida para      despertar o interesse dos estudantes por essas ideias fundamentais.</li>
<li>A      formação de professores por áreas tem como objetivo combater a      fragmentação do conhecimento em disciplinas, que é oposta ao conceito de      transdisciplinaridade e ainda está muito presente nas escolas.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Para promover a Educação Integral é preciso superar a fragmentação do conhecimento nas escolas e na formação dos professores. Essa foi a principal mensagem da palestra "Formação por Área: Uma Visão Transdisciplinar" dada pelos professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a><strong> </strong>e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a> durante o terceiro encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor, organizado pela Cátedra de Educação Básica da USP.</p>
<p>Os dois palestrantes discutiram sobre como superar a separação entre áreas e disciplinas que acontece no Ensino Superior e se reflete no Ensino Fundamental e Médio. "A escola básica é recente e as universidades são milenares. E divisão de conhecimento específico vem de cima para baixo", explica Menezes.</p>
<p><strong>Interações entre disciplinas</strong></p>
<p>As propostas de conexão entre diferentes componentes curriculares não são novidade. Machado faz uma diferenciação entre os conceitos de inter, multi, intra e transdisciplinar organizando em dois eixos. O primeiro, horizontal, trata da força das relações entre as disciplinas. Em uma das pontas, está o conceito de multidisciplinaridade, em que as interações entre as disciplinas são poucas e fracas, muito pontuais. "A escola sempre foi multidisciplinar. Então, tem muitas disciplinas. Muitas pode ser três, quatro, sete, dez, treze. Mas isso não é um problema", explica o professor.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/y4HbmujD_Zw" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/formacao-por-area-uma-visao-transdisciplinar" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar a apresentação da palestra</strong></p>
<div id="_mcePaste"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-experiencias-inovadoras-3o-encontro-parte-2-de-2" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></div>
<div></div>
<div><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<p>Desde a década de 1970, cresceu fortaleceu-se a defesa da outra ponta desse eixo, a interdisciplinaridade, em que há mais interações entre as disciplinas. "O discurso da interdisciplinaridade é o discurso das inter-relações entre diversas disciplinas que, em geral, são inter-relações pobres", diz. Ela se dá, por exemplo, quando História e Matemática realizam alguma atividade juntas, ou Ciências e Língua Estrangeira, e assim por diante.</p>
<p>Já o eixo vertical vai da intradisciplinaridade à transdisciplinaridade e diz respeito à dimensão do objeto que é foco de estudo. Na lógica da intradisciplinaridade, há uma especialização crescente. "Sabe-se cada vez mais sobre cada vez menos", diz Machado. Um reflexo desse fenômeno está, por exemplo, na criação de disciplinas que focam em um tópico específico de disciplinas maiores. Para o pesquisador, a especialização em si não é um problema, mas ela deve sempre se dar em articulação com objetos de estudo maiores. "O especialista, hoje, é alguém que se interessa por pormenores, mas que está vendo uma foto. Ele olha pra foto e aí põe uma lupa no cantinho da foto e vê pixels, vê coisas miúdas. Mas o significado, o interesse, o que chama a atenção é a foto inteira", destaca. Já a transdisciplinaridade olha para objetos maiores e mais complexos e, ao fazer isso, é impossível fugir da colaboração entre diversas disciplinas.</p>
<p><strong>Foco nas ideias fundamentais</strong></p>
<p>A realização de um trabalho transdisciplinar, segundo Machado, é mais fácil quando os temas abordados são o que ele chama de ideias fundamentais. "Nós perdemos o discernimento na distinção do que é fundamental, absolutamente necessário, básico, imprescindível e o que é penduricalho, acessório", diz.<span> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Qual a importância do contexto no trabalho do professor?</i></p>
<p><i>Os contextos são fundamentais para gerar os centros de interesse e, com base neles, temas de diversas disciplinas podem ser abordados. "Se um gato pula, ele conserva a quantidade de movimento, conserva energia e, ao mesmo tempo é um gato, é um bicho", exemplifica Luís Carlos de Menezes. Mas os contextos podem ser pontos de partida para que as discussões em sala de aula cheguem às abstrações. "O contexto pode ser uma prisão. Muitas vezes, a demonstração de competência, de inteligência, de conhecimento, de sabedoria, está na ultrapassagem do contexto", afirma Nílson Machado.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há três características que ajudam a estabelecer se uma ideia é fundamental. A primeira delas é a possibilidade dela ser apresentada de maneira simples, em linguagem ordinária. "Se eu já preciso de uma linguagem técnica, sofisticada, para poder explicar o significado ou a importância de um assunto, ele já não é fundamental", afirma o palestrante.<span> </span></p>
<p>A segunda característica é a quantidade de relações que é possível estabelecer entre esse tema e outros. Se não houver, mau sinal. "Você pode gostar, ler, explorar e até trabalhar com ele em sala de aula, mas ele não é fundamental", diz Machado. A última propriedade é o transbordamento. "Se eu exploro, falo, converso sobre uma ideia que seja fundamental é inevitável que eu fale de outras matérias", define o especialista.<span> </span></p>
<p>É justamente esta última a característica que mostra a importância das ideias fundamentais para trabalhos transdisciplinares. Um exemplo clássico é a ideia de energia. De modo simples, ela pode ser produzida como a capacidade de produzir movimento, se conecta com temas como o estudo dos movimentos, das formas de produção de energia e tem interface entre diferentes áreas, como a química (no estudo das pilhas, por exemplo), a geografia (na exploração de diferentes matrizes energéticas) e na biologia (com a ideia da produção de energia dentro das células).<span> </span></p>
<p>A proposta de realizar a formação de professores por áreas de conhecimento é justamente uma tentativa de reaproximar disciplinas em uma proposta transdisciplinar, que se atenha às ideias fundamentais de cada área e nos desdobramentos delas em cada disciplina. "A organização por área é a tentativa de a gente consertar o que já está desgraçado", diz Machado.</p>
<p><strong>Experiência transdisciplinar</strong></p>
<p>O professor Luís Carlos de Menezes trabalhou como coordenador de um curso de graduação de professores que tinha como proposta preparar educadores para lecionar em áreas. Em vez de licenciaturas em Física, Química e Biologia, a instituição preparava para um único curso de Ciências da Natureza. O mesmo acontecia com as Ciências Humanas, a Matemática e a área de Linguagens.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Nílson José Machado</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>Leciona na Universidade de São Paulo desde 1972. Começou trabalhando no Instituto de Matemática e Estatística, e, em 1984, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Educação, onde é professor titular. Além de matemático, é mestre e doutor em filosofia da educação e livre-docente na área de epistemologia e didática. Escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças e publica microensaios semanais em seu <a class="external-link" href="http://www.nilsonjosemachado.net">site pessoal</a>.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Luís Carlos de Menezes</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é Professor Sênior do Instituto de Física <span>da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. </span><span>Consultor da UNESCO para propostas curriculares. Membro do Conselho do Prêmio Jabuti </span><span>de Literatura, junto à Câmara Brasileira do Livro. Assessor do Ministério da Educação para </span><span>a elaboração da Base Nacional Curricular. Principais focos de trabalho em educação, </span><span>currículos para a educação básica, formação de professores e ensino de ciências.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"A alma da transdisciplinaridade é o contexto. É o contexto que junta as disciplinas", afirma Menezes. Na experiência apresentada por ele, aspectos ligados a contexto guiavam a elaboração do currículo. É o caso da disciplina "Terra: Estrutura, Composição e Formação", presente no quarto ano da licenciatura em Ciências da Natureza. "Terra é contexto. Então, os aspectos geológicos, astronômicos, etc, serão trabalhados também com o contexto", explica Menezes. Os aspectos contextuais ajudam a formar o que Machado chama de centros de interesse. "Alunos naturalmente interessados nas ideias fundamentais existem, mas são raros. São animais em extinção. A gente precisa preparar para isso. E a preparação é a criação de centros de interesse", afirma.<span> </span></p>
<p>Além da proposta de formação estruturada áreas, o curso coordenado por Menezes também apostava na integração entre a graduação e a Educação Básica pela criação de uma residência educacional. "Desde o primeiro ano, eles participam de um estágio supervisionado com cem horas semestrais. Eles iam às escolas e acompanhavam o trabalho nas escolas como copartícipes", afirma Menezes.<span> </span></p>
<p>A ideia da formação por áreas também tem como objetivo aproximar os futuros educadores de abordagens mais próximas ao cotidiano escolar. "Você vai vai formar um piloto, que tem que pilotar um avião. Ele pode ter alguma instrução teórica, mas eu não entraria num avião em que o piloto apenas assistiu aula de pilotagem, ouvindo falar ou projetar num quadro", conclui o especialista.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/ensino-fundamental-2-uma-etapa-quase-esquecida">
    <title>Ensino Fundamental 2: uma etapa quase esquecida</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor/experiencias-inovadoras-na-formacao-do-professor-da-educacao-basica-18-de-maio/ensino-fundamental-2-uma-etapa-quase-esquecida</link>
    <description>Os anos finais desse segmento se tornaram uma fase sobre a qual se fala pouco, que recebe poucas políticas e com estudantes fragilmente acompanhados pelos professores </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><ol>
<li>Os      anos finais do Ensino Fundamental se tornaram uma etapa invisibilizada      pelas políticas públicas e pesquisas, que se dedicam mais fortemente ao      estudo dos anos iniciais e do Ensino Médio.</li>
<li>Há      desafios importantes a serem enfrentados nessa etapa, sobretudo para      combater a reprovação, a distorção idade-série e a evasão (estas duas em      consequência da primeira).</li>
<li>Estudos      com alunos e professores mostram que a transição é um ponto de atenção,      assim como a incompreensão dos professores sobre a faixa etária e a falta      de sentido do conteúdo escolar para a vida dos estudantes.</li>
</ol></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Em uma ponta, a dificuldade de incluir crianças na Educação Infantil e garantir que sejam alfabetizadas logo no início do Ensino Fundamental. Na outra, a dificuldade de reter na escola adolescentes que não veem sentido no que aprendem no Ensino Médio. Preso entre esses dois pontos, está o quase sempre esquecido Ensino Fundamental 2. "São como filhos do meio", definiu uma ex-servidora do Ministério da Educação (MEC) durante uma pesquisa que foi apresentada pela pesquisadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gisela-tartuce" class="external-link">Gisela Tartuce</a><strong> </strong>na palestra "Panorama de Projetos Relativos aos Anos Finais do Ensino Fundamental", parte do terceiro encontro do Ciclo Ação e Formação do Professor, organizado pela Cátedra de Educação Básica da USP.</p>
<p>A pesquisadora apresentou o resultado de alguns estudos e pesquisas realizados sobre esse segmento e reforçou o impacto da formação deficitária dos professores para os altos índices de reprovação e evasão nele. "Os professores mostram reconhecimento dos próprios limites pra dar conta das novas demandas nesse atual momento de maior complexidade na carreira docente", afirma a pesquisadora.<span> </span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/TR19_LCt7JY" width="560"></iframe></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/panorama-de-projetos-relativos-aos-anos-finais-do-ensino-fundamental" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar a apresentação da palestra</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/ciclo-acao-e-formacao-do-professor-experiencias-inovadoras-3o-encontro-parte-2-de-2" class="external-link">Clique aqui</a> para ver o vídeo da palestra na íntegra</strong></p>
<p><strong><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/livreto-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">Clique aqui</a> para baixar o livreto com os relatos de todos os eventos do ciclo</strong></strong></p>
<p>O segmento carece de uma identidade própria, segundo demonstrou a pesquisa "Anos Finais do Ensino Fundamental: Aproximando-se da Configuração Atual", realizada pela Fundação Carlos Chagas em 2010. Isso se dá pela inclusão dele, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, como parte do Ensino Fundamental. "Isso não é um problema, ao contrário, garantiu a obrigatoriedade do aluno de cursar até os 14 anos quando o Ensino Médio ainda não era obrigatório. Mas isso faz com que alguns aspectos dos anos finais sejam invisibilizados", fala Tartuce.</p>
<p><strong>O desafio de manter jovens na escola</strong></p>
<p>Dados recolhidos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade ligada ao MEC, ajudam a compreender um pouco alguns dos desafios enfrentados nessa etapa. Desde 2014, houve uma diminuição em mais de um 1 milhão no número de matrículas no Ensino Fundamental e que é mais intensa nos anos finais dele. "Isso nos levaria a pensar que seriam a evasão a responsável por essa queda", afirma Tartuce.</p>
<p><strong> </strong></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>O que fazer com estudantes que não querem estudar ou participar das aulas?</i></p>
<p><i>A motivação dos estudantes está diretamente relacionada com o sentido que ele enxerga no que lhe é ensinado. "Dizem que os alunos são desinteressados. Eu nunca tive um aluno desinteressado. Tenho muitos alunos desinteressados naquilo que eu estou falando. Mas eles estão interessados em outras coisas", afirma Nílson José Machado. O caminho é encontrar os centros de interesse dos estudantes e ligá-los aos conhecimentos que precisam ser ensinados na escola. Para fazer isso, é necessário mergulhar na descoberta sobre os estudantes, os desafios da faixa etária e às bagagens trazidas por eles antes de entrarem na sala. de aula. "Os professores têm o desconhecimento do público que ele recebe. Não só de como ele aprende, mas de uma maneira geral. Esse desconhecimento muitas vezes se transforma num estereótipo do tipo 'eles não estão interessados', 'eles são bagunceiros', diz Gisela Tartuce.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O principal motivador do abandono, segundo as estatísticas oficiais, parece ser justamente o alto índice de repetência que, apesar de menor, ainda é alto: 10% dos estudantes foram retidos em 2014, em comparação a 15% em 2010. Nos anos iniciais, esse valor é de 5%. "E a reprovação é mais intensa nos anos de transição, como o sexto ano", diz a pesquisadora. Como resultado, também há uma grande distorção idade-série: 20% dos alunos do Fundamental 2 não estão na série adequada para a sua idade. "Isso causa a desmotivação e, muitas vezes, faz com que ele saia da escola", diz.<span> </span></p>
<p>Apesar dos índices preocupantes, há poucas políticas públicas voltadas para esse segmento. Segundo a pesquisadora, um levantamento de 2014 mostrou apenas dois grandes programas do governo federal voltados a ele <span style="text-align: justify; ">—</span> ambos com o foco na formação de professores. Nas secretarias estaduais, a maior parte dos programas tinha como foco o reforço escolar, sobretudo no 6º ano. "A repetência é muito alta. Isso é algo que os estados já sabem e tentam combater com esses programas", afirma a pesquisadora.</p>
<p><strong>Desafios da transição</strong></p>
<p>Entrevistas com estudantes e professores mostram que a passagem da primeira para a segunda parte do Fundamental costuma ser difícil para as crianças. Essa é uma fase na qual os estudantes enfrentam diversas transformações, tanto dentro quanto fora da escola. No âmbito estudantil, passam a ter mais professores, têm exigências mais intensas e há uma menor aproximação dos familiares com a escola. Na vida pessoal, encaram transformações corporais e começam a desenhar novas relações, formam novos grupos de amigos e buscam a construção da sua identidade. "Talvez seja o momento em que na escola haja a maior diferenciação entre idades. Um menino de doze anos é muito diferente de um menino de catorze. E também intra-idades: dentro de uma mesma sala, muitas vezes, se encontram níveis de desenvolvimento muito diferenciados", comenta.<span> </span></p>
<p>Em um contexto tão complexo, muitos educadores não se sentem preparados. Uma das falas apresentadas por Tarluce, feita por uma professora do segmento, diz: "Nós precisamos de ajuda. Não há um problema de aprendizagem, é de ensino. Ou seja, somos nós que não sabemos mais como ensinar."<span> </span></p>
<p>Na outra ponta da relação, os estudantes também sentem os impactos do desconhecimento dos professores sobre as especificidades desse segmento. Muitos dos docentes lançam olhares negativos sobre os estudantes, caracterizando-os como imaturos, bagunceiros e despreparados para a etapa. "Na quinta série (agora sexto ano), tinham professores que mal começaram o ano, tratavam a gente como adolescentes. Não lembravam que acabei de vir da quarta série (agora quinto ano). Começavam: você não é mais criança", afirmou uma das crianças entrevistadas durante um estudo.</p>
<p><strong>Em busca do sentido da escola</strong></p>
<p>A maneira como os conteúdos são apresentados também é um grande dificuldade do segmento. Em comparação com o Ensino Fundamental 1, em que há a presença de professores, polivalentes que, muitas vezes, tecem relações entre as diferentes disciplinas, a fragmentação é maior justamente porque há docentes especialistas para cada disciplina.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <strong>Gisela Tartuce</strong></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1996), mestrado (2002) e doutorado (2007) em Sociologia pela mesma Instituição. É pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC) desde 1997. É editora executiva de Cadernos de Pesquisa, revista de estudos e pesquisas em educação da FCC.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além disso, há uma impressão de que o conteúdo é mais complexo. "Eles (os professores) podiam explicar como funciona a matemática. Da 1ª a 4ª, é só continha de mais, vezes e dividir. Quando chega na 5ª, só é coisa forte. Eles podiam explicar como funciona cada matéria, dizer: Vou começar com isto, se faz deste jeito. E não começar a atacar na lousa", afirmou um estudante em entrevista. "Muitas vezes, a falta de sentido não é só para o estudante, mas também para o professor", destaca a pesquisadora Gisela Tartuce. "Os alunos veem o corpo docente como modelos e aqueles que conseguem ter estratégias diferenciadas são bem valorizados e reconhecidos pelos estudantes", diz.<span> </span></p>
<p>Apesar de alguns estudos ajudarem a desenhar um rascunho das impressões sobre o segmento, a etapa ainda precisa ser mais estudada. Por isso, a Fundação Itaú Social estabeleceu uma parceria com a Fundação Carlos Chagas e lançou um edital para financiar pesquisas sobre o segmento. Catorze iniciativas foram selecionadas e serão desenvolvidas a partir desde ano. "Espera-se que as propostas selecionadas tragam possíveis recomendações para que haja um enfrentamento dos desafios desse segmento", destaca Tartuce.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
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