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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-desconfianca-das-instituicoes-publicas-e-seus-efeitos-na-democracia">
    <title>A desconfiança das instituições públicas e seus efeitos na democracia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-desconfianca-das-instituicoes-publicas-e-seus-efeitos-na-democracia</link>
    <description>A conferência de José Álvaro Moisés terá por base livro organizado por ele a ser lançado em breve.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/livrojosealvaromoises.jpg" title="livrojosealvaromoises.jpg" height="291" width="200" alt="livrojosealvaromoises.jpg" class="image-inline" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">"Democracia e Confiança — Por Que os Cidadãos Desconfiam das Instituições Públicas?" É o tema da conferência que o cientista político José Álvaro Moisés faz no dia 25 de maio (terça-feira), às 17h, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">O evento terá outros três cientistas políticos como debatedores: Francisco Weffort, do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (Ieps), Lourdes Sola, do Departamento de Ciência Política da FFLCH, e Rachel Meneguello, do Departamento de Ciência Política da Unicamp.</p>
<p style="text-align: justify; ">A conferência terá por base o livro de mesmo nome (com lançamento em breve pela Edusp) organizado por Moisés, que é professor do Departamento de Ciência Política da FFLCH e diretor científico do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs) da USP.</p>
<p align="left">O livro trata do fenômeno da desconfiança por parte dos cidadãos em relação às instituições democráticas e das consequências disso para a qualidade da democracia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para Moisés, a confiança tem a ver com a crença das pessoas a respeito da ação futura dos outros: "É algo relativo à aposta de que através da sua ação ou inação os outros contribuirão para o meu bem estar ou se eximirão de me impor prejuízos". Na esfera política, a suposição é que a confiança "preencha o vazio derivado das dificuldades das pessoas para mobilizar os recursos cognitivos necessários para avaliar e julgar a qualidade das complexas decisões políticas que afetam as suas vidas".</p>
<table align="left">
<tbody>
<tr>
<td>
<p align="left"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alvaromoises.jpg" title="Álvaro Moisés" height="249" width="205" alt="Álvaro Moisés" class="image-inline" /><br /><strong>O cientista político<br />José Álvaro Moisés</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Outra suposição, segundo Moisés, É que a confiança em instituições traduza a expectativa pública quanto à  probabilidade de que o sistema político produza os resultados esperados e preferidos pelos cidadãos, mesmo quando não esteja sob pressão. A desconfiança em instituições, ao contrário, criaria o ambiente favorável para que os cidadãos "se sentissem descomprometidos da vida publica, podendo se recusar cooperar com as diretrizes do Estado ou ignorar as leis e as normas que regulam e organizam a vida social e política".</p>
<p style="text-align: justify; ">Ele considera que, nesse quadro de desconfiança, a autoridade e a efetividade de governos e de partidos políticos podem ficar comprometidas, e a legitimidade ou a crença na vida democrática, como a que assegura direitos de cidadania, podem ser postas em questão.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na opinião do cientista político, ainda que algum grau de desconfiança dos cidadãos sinalize "um distanciamento crítico saudável", a desconfiança generalizada, crescente e duradoura de instituições públicas, "mesmo não comprometendo a democracia no curto prazo, implica na percepção negativa dos cidadãos quanto à capacidade das instituições de operar como meios de realização de interesses ou preferências". Por isso, complementa, a desconfiança leva parcelas do público a "um preocupante menosprezo pelas instituições de representação, com a admissão de que a democracia pode funcionar sem partidos ou sem parlamentos".</p>
<p style="text-align: justify; ">A conferência é uma realização do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. É aberta a todos os interessados e não requer inscrição. O evento acontece na Sala 8 do Departamento de Ciência Política da FFLCH, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, Cidade Universitária, São Paulo.</p>
<p><strong>Assista ao vídeo:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2010/democracia-e-confianca-2014-por-que-os-cidadaos-desconfiam-das-instituicoes-publicas" class="external-link">Democracia e Confiança — Por Que os Cidadãos Desconfiam das Instituições Públicas</a></strong></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: arquivo pessoal de José Álvaro Moisés</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2010-05-07T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sheila-jasanoff-compara-politicas-de-c-t-norte-americana-e-europeia">
    <title>Sheila Jasanoff compara políticas de C&amp;T norte-americana e européia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sheila-jasanoff-compara-politicas-de-c-t-norte-americana-e-europeia</link>
    <description> "A Política nas Políticas de Ciência e Tecnologia: Comparações entre os EUA e a Europa" é o tema da conferência que Sheila Jasanoff profere no dia 5 de agosto, abordando especialmente o papel da ciência e da tecnologia no direito, política e políticas públicas das democracias modernas, com foco especial nos desafios da globalização e nas implicações das mudanças científicas e tecnológicas nos níveis nacional, internacional e global.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sheilajasanoff.jpg" alt="sheilajasanoff.jpg" class="image-right" title="sheilajasanoff.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"A  Política nas Políticas de Ciência e Tecnologia:  Comparações entre os  EUA e a Europa" é o tema da conferência que Sheila  Jasanoff, professora  de estudos de ciência e tecnologia da Escola de Governo John  F.  Kennedy da Universidade Harvard, faz no dia 5 de agosto, às 14h30, no  IEA (<i>a  conferência será em inglês, sem tradução</i>).</p>
<p style="text-align: justify; ">O  evento é uma realização do Escritório em São Paulo do Programa  de  Estudos sobre o Brasil do Centro David Rockefeller de Estudos  Latino-Americanos  de Harvard e do Grupo de Filosofia, História e  Sociologia da Ciência e da  Tecnologia do IEA. A coordenação será de  Pablo Mariconda (IEA e FFLCH-USP).</p>
<p style="text-align: justify; ">Doutora  em lingüística e direito, Jasanoff  fundou e dirige o Programa sobre  Ciência, Tecnologia e Sociedade de Harvard,  onde também integra a  Escola de Direito e o Departamento de História da Ciência  da Faculdade  de Artes e Ciências. De 1978 a 1998, lecionou direito e política de   ciência na Universidade Cornell.</p>
<p style="text-align: justify; ">Suas  pesquisas estão relacionadas com o papel  da ciência e da tecnologia no  direito, política e políticas públicas das  democracias modernas, com  foco especial nos desafios da globalização e nas  implicações das  mudanças científicas e tecnológicas nos níveis nacional,  internacional e  global.</p>
<p style="text-align: justify; ">Jasanoff  tem escrito e proferido palestras sobre os  problemas de regulação  ambiental, gerenciamento de risco e biotecnologia nos  EUA, Europa e  Índia. É autora de diversos livros e de mais de 90 artigos e capítulos  de obras  (clique <a href="http://ksghome.harvard.edu/%7Esjasanoff/fullbio.htm" target="_blank">aqui</a> para mais detalhes sobre a carreira  de Jasanoff).</p>
<p align="right"><span class="discreet">Foto: Universidade Harvard</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2008-07-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-debate-a-tortura">
    <title>Seminário internacional debate a tortura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-debate-a-tortura</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Nos dias  25, 26 e 27 de fevereiro, o Núcleo de Estudos da  Violência (NEV) da USP  realiza o 1º Seminário Internacional sobre a Tortura,  que tem por  objetivo promover uma ampla discussão sobre a tortura e os mitos  que  tentam justificá-la. O evento acontece no Auditório Aristo Mila, na  Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, e terá tradução  simultânea (<i>leia a  programação abaixo</i>).<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminariotorturanev.jpg" alt="seminariotorturanev.jpg" class="image-right" title="seminariotorturanev.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo os organizadores, dois fatores motivam a realização  do encontro:</p>
<p style="text-align: justify; ">•  o retorno da discussão sobre a pertinência da tortura em  determinadas  condições, como, por exemplo, a "guerra contra o  terror", onde diante  de um perigo iminente a tortura seria justificável  para a obtenção de  informações que evitassem danos maiores (argumento da  "ticking time  bomb").</p>
<p style="text-align: justify; ">• a persistência da tortura na sociedade brasileira, mesmo  depois de mais de 20 anos do retorno à democracia.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  evento será o primeiro de dois debates. O segundo  acontecerá no  próximo, em parceria com a Organização Mundial contra a  Tortura, e terá  por tema "A Prevenção da Tortura e Outras Formas de  Violência: Agindo  sobre as Causas Econômicas, Sociais e Culturais". Os  dois encontros têm  como propósitos:</p>
<p style="text-align: justify; ">•  promover um debate esclarecido sobre a tortura e o impacto  que a  diminuição das restrições contra ela possa ter sobre a democracia;</p>
<p style="text-align: justify; ">• promover o intercâmbio sobre o tema entre instituições  acadêmicas/pesquisadores nacionais e internacionais;</p>
<p style="text-align: justify; ">•  estimular as redes de contato entre instituições  acadêmicas  brasileiras para que o debate público sobre a questão seja  subsidiado  prontamente com novas informações e análises.</p>
<p style="text-align: justify; ">A  possibilidade de a democracia se consolidar diante de  tantas violações  tem sido o foco do programa de pesquisa do NEV. A discussão  sobre a  tortura reveste-se de extrema importância para os debates sobre o   futuro da democracia e dos direitos humanos. Nesse contexto, os  pesquisadores  do NEV consideram que é hora de um amplo debate  intelectual sobre os mitos que  alimentam e sustentam a prática da  tortura, não somente no contexto brasileiro,  mas também nas democracias  sob a ameaça de ataques terroristas.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  primeiro seminário conta com o apoio do CNPq, Fapesp,  FAU/USP, IEA  (através da Cátedra Unesco de Educação para a Paz,  Direitos Humanos,  Democracia e Tolerância) e a colaboração do Conselho Regional  de  Psicologia de São Paulo e da Associação Nacional de Direitos Humanos —   Pesquisa e Pós-Graduação.</p>
<p style="text-align: justify; "><b><i>1º SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A TORTURA<br /> </i></b><i> </i></p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="center"><b>PROGRAMAÇÃO</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><b>25 de fevereiro — segunda-feira</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>19h </b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>SESSÃO DE ABERTURA </b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><br /></td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Abertura:</b> Celso Lafer (Faculdade de Direito da USP e Fapesp)<br /> <b>Keynote:</b> Henry Shue (Universidade de Oxford, Reino Unido)</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><b>26 de fevereiro — terça-feira </b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>9h — 12h30</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>PAINEL I  — MEDO E TORTURA: ÉTICA, VALORES E CRUELDADE NOS DIAS ATUAIS</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><br /></td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Expositores:</b> Dinah PoKempner (Human Rights Watch), Jean Maria Arrigo (International  Intelligence Ethics Association) e Yuval Ginbar (Anistia Internacional)<br /> <b>Moderador:</b> Paulo de  Mesquita Neto (NEV-USP)</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>14h — 17h30</b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>PAINEL II — TORTURA E A GUERR</b><b>A CONTRA O TERROR:<br /> O MUNDO DEPOIS DE 11 DE SETEMBRO</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><br /></td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Expositores:</b> David Luban (Universidade de Georgetown, EUA), Fritz Allhoff  (Universidade do Oeste de Michigan, EUA), William Scheuerman  (Universidade de Indiana, EUA)<br /> <b>Moderador:</b> Nancy Cardia (NEV/USP)</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><b>27 de fevereiro — quarta-feira</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>9h — 12h30 </b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>PAINEL  III — TORTURA E JUSTIÇA CRIMINAL </b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><br /></td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Expositores:</b> Roy King (Instituto de Criminologia da Universidade de Cambridge, Reino  Unido), David DeBatto (Ex-Agente Especial do Serviço de  Contra-Informação do Exército Americano) e David Rodin (Centro Uehiro de  Ética Prática da Universidade de Oxford, Reino Unido)<br /> <b>Moderador:</b> Sérgio Adorno (NEV/USP)</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><b>14h — 17h30 </b></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><b>PAINEL  IV — O LEGADO DA TORTURA PARA A DEMOCRACIA</b></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><br /></td>
<td align="left">
<div align="left"><b>Expositores:</b> Martha Huggins (Universidade Tulane, EUA), Henrik Ronsbo (Centro de  Pesquisa e Reabilitação de Vítimas de Tortura, Dinamarca), Jessica  Wolfendale (Universidade de Melbourne, Austrália)<br /> <b>Moderador:</b> Emílio Dellasoppa (Uerj)</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Unesco</dc:subject>
    
    <dc:date>2008-01-15T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-experiencias-de-china-india-russia-e-africa-do-sul">
    <title>As experiências de China, Índia, Rússia e África do Sul</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-experiencias-de-china-india-russia-e-africa-do-sul</link>
    <description>Baseado em dados publicados no livro "Trajetórias Recentes de Desenvolvimento", evento acontece dia 30 de novembro, às 14h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">O<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/livrotrajetorias.jpg" alt="livrotrajetorias.jpg" class="image-left" title="livrotrajetorias.jpg" /> Observatório   da Inovação e Competitividade e    o Instituto de  Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) organizam o seminário "Experiência de  Desenvolvimento: China, Índia, Rússia e África do Sul", no dia 30 de  novembro, às 14h, no IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os  organizadores e alguns dos colaboradores do livro "Trajetórias Recentes  de Desenvolvimento", publicado pelo Ipea, participam como expositores e  comentaristas no seminário.  Em seguida ao seminário haverá o lançamento do livro, organizado por  José Celso   Cardoso Jr., Luciana Acioly e Milko   Matijascic (todos do  Ipea).</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<table class="plain">
<caption></caption> 
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="2"><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h</strong></td>
<td align="left"><strong>ABERTURA</strong><br /> César Ades (diretor do IEA)<br /> José Celso Pereira Cardoso Jr. (diretor do Ipea)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h20</strong></td>
<td align="left"><strong>INDICADORES COMPARATIVOS INTERNACIONAIS</strong><br /> Milko Matijascic (Ipea)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>14h40</strong></td>
<td align="left"><strong>RÚSSIA — A ESTRATÉGIA RECENTE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO-SOCIAL</strong><br /> Lenina Pomeranz (IEA e Gacint-IRI)<br /> Comentarista: Ângelo Segrillo (FFLCH)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>15h20</strong></td>
<td align="left"><strong>ÍNDIA — A ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO:<br /> DA INDEPENDÊNCIA AOS DILEMAS DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO 21</strong><br /> Expositores: Daniela M. Prates (IE-Unicamp) e Marcos Antonio M. Cintra (Ipea)<br /> Comentarista: Glauco Arbix (IEA e FFLCH)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>16h</strong></td>
<td align="left"><strong>CHINA — ASCENSÃO À CONDIÇÃO DE POTÊNCIA GLOBAL: CARACTERÍSTICAS E IMPLICAÇÕES</strong><br /> Expositores: André M.   Cunha (UFRGS) e Luciana Acioly (Ipea)<br /> Comentarista: Álvaro Comin (FFLCH)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>16h40</strong></td>
<td align="left"><strong>ÁFRICA DO SUL PÓS-APARTHEID — ENTRE A ORTODOXIA DA<br /> POLÍTICA ECONÔMICA E A AFIRMAÇÃO DE UMA POLÍTICA EXTERNA "SOBERANA"<br /> </strong>Expositores: Alexandre   F. Barbosa (IEB) e Ângela Cristina Tepassê (PUC-SP)<br /> Comentarista: Ricardo Sennes (Gacint-IRI e PUC-SP)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>17h20</strong></td>
<td align="left"><strong>DEABATE</strong><br /> Moderador: Giorgio Romano (Ipea)</td>
</tr>
<tr>
<td align="left"><strong>18h</strong></td>
<td align="left"><strong>LANÇAMENTO DO LIVRO</strong> <strong>"TRAJETÓRIAS RECENTES DE<br /> DESENVOLVIMENTO: ESTUDOS DE EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS SELECIONADAS" <br /> </strong>Organizadores do livro:  José Celso   Cardoso Jr., Luciana Acioly e Milko   Matijascic (todos do Ipea)</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ásia</dc:subject>
    
    <dc:date>2009-11-10T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/diplomatas-refletem-sobre-os-50-anos-da-uniao-europeia">
    <title>Diplomatas refletem sobre os 50 anos da União Europeia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/diplomatas-refletem-sobre-os-50-anos-da-uniao-europeia</link>
    <description>A União Europeia está comemorando o 50º aniversário do começo de sua formação. O encontro "Os 50 Anos da União Europeia em Debate", que acontece no dia 9 de maio, servirá para uma análise da atual realidade europeia e de discutir as perspectivas futuras para a região.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p align="left"><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/tratadoroma.jpg/image" alt="tratadoroma.jpg" title="tratadoroma.jpg" height="259" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Assinatura do Tratado de Roma, que marca o início da construção da União Européia, em 25 de março de 1957</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">A  União Européia está comemorando o  50º aniversário do começo de sua   formação. Em 25 de março de 1957, França, Alemanha, Itália, Holanda,  Bélgica e Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma, que instituiu a   Comunidade Econômica Européia (CEE), dando início efetivamente ao  processo que   culminou na criação da União Européia em 1992.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para  uma análise da atual realidade européia a partir do histórico de seu  desenvolvimento,  o IEA e a Cátedra Pierre Monbeig do Departamento de  Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)  da USP realizam  o encontro "Os 50 Anos da União Européia em Debate", no  dia 9 de maio, às 18h30, na sede do Instituto. O evento é aberto a todos os interessados.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  encontro terá a participação de cônsules da  Alemanha, França,  República Tcheca e Holanda sediados em São Paulo. A coordenação será de  Hervé Théry, professor visitante da Cátedra Pierre Monbeig. Os temas e  expositores serão:</p>
<p style="text-align: justify; ">• <b>Introdução</b> — Michael-Adonia Mascovici, cônsul para Assuntos Políticos e de Imprensa do Consulado da Alemanha;</p>
<p style="text-align: justify; ">• <b>A União Européia como Potência Mundial</b> —  Marc Vogelaar, cônsul-geral da Holanda;</p>
<p style="text-align: justify; ">• <b>O Significado da União Européia para os Novos Países Membros</b> —  Stanislav Kázecký, cônsul-geral da República Tcheca;</p>
<p style="text-align: justify; ">• <b>A Imigração e seus Problemas na União Européia</b> — Jean-Marc Gravier, cônsul-geral da França.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: União Europeia</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Europeia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2007-05-05T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reforma-politica-em-debate">
    <title>Reforma política em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reforma-politica-em-debate</link>
    <description>Diagnosticar o sistema partidário brasileiro e delinear as mudanças institucionais passíveis de serem introduzidas ou aceitas pelo Congresso Nacional são alguns dos objetivos do encontro  "Reforma Política em Debate" que acontece no dia 22 de agosto, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><b><b><i> </i></b></b></p>
<p style="text-align: justify; ">O  IEA, a  Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação    Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs)   realizam no dia 22 de agosto (quarta-feira), às 9h30,  o encontro  "Reforma Política em Debate".<dl class="image-left captioned" style="width:340px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/congressonacional.jpg/image" alt="congressonacional.jpg" title="congressonacional.jpg" height="227" width="340" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:340px;">Congresso Nacional</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Os  debatedores serão: Rodrigo Collaço, presidente da AMB; Antônio Octávio  Cintra, consultor legislativo da Câmara dos Deputados; Maria D'Alva  Kinzo, do Departamento de Ciência Política da FFLCH/USP; Brasílio Sallum  Jr., do Departamento de Sociologia da FFLCH/USP; e Renato Lessa, do  Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). A coordenação será de Gildo Marçal Brandão, do Departamento de Ciência Política da FFLCH/USP e secretário adjunto da Anpocs.</p>
<p style="text-align: justify; ">De  acordo com Brandão,  o evento fará um rápido diagnóstico do sistema  partidário brasileiro e delineará  as mudanças   institucionais  passíveis de serem introduzidas ou aceitas pelo Congresso Nacional, além  examinar o  estágio da discussão sobre o reforma no Legislativo. Por  outro lado, como forma de superar certos impasses dos debates sobre a  questão, o evento será uma oportunidade para o questionamento sobre  por  que a reforma não sai, quais as razões pelas quais o tema não se    transformou em ponto de primeira grandeza na agenda política, quais as    possibilidades efetivas de realização de algum tipo de reforma e como    instituições como as organizadores do debate podem  interferir na  questão.</p>
<p align="right"><span class="discreet">Foto: <a href="http://www.flickr.com/people/guilhermekardel" target="_blank">Guilherme Kardel</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Congresso Nacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2007-08-05T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-crise-do-congresso-vista-por-academicos-e-parlamentares">
    <title>Um panorama da crise do Congresso Nacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-crise-do-congresso-vista-por-academicos-e-parlamentares</link>
    <description>No momento em que uma série de denúncias recaem sobre o Senado, acadêmicos e parlamentares exploram o tema no dossiê da "Estudos Avançados" 67.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev67.jpg" alt="caparev67.jpg" class="image-right" title="caparev67.jpg" />A edição 67 da revista "Estudos Avançados", dedica seu dossiê principal à crise do Congresso Nacional. Entre artigos, depoimentos e entrevistas, são 17 textos, inclusive uma crônica de Machado de Assis, "O Velho Senado". Os colaboradores são acadêmicos, parlamentares e o presidente do Supremo Tribunal Federal.</p>
<p style="text-align: justify; ">De maneira geral, os participantes do dossiê identificam a crise — precipitada por uma série de denúncias de clientelismo, corporativismo, nepotismo e corrupção, que afetou principalmente a imagem do Senado Federal —, com razões de fundo de ordem institucional e falta de sintonia com transformações em curso na sociedade nas últimas décadas.</p>
<p style="text-align: justify; ">As razões apontadas incluem distorções da representação proporcional, crise de representatividade, distanciamento da população em relação aos partidos e instituições políticas, oligarquização das principais instituições parlamentares, sistema eleitoral ultrapassado, entre outros aspectos. Alguns dos demais temas analisados são a judicialização do Legislativo, o embate moderno entre democracia direta e democracia representativa e o papel da imprensa na cobertura da vida política.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os acadêmicos colaboradores do dossiê são Fábio Konder Comparato, Marco Aurélio Nogueira, Francisco Weffort, Luiz Werneck Viana (entrevista) e o também jornalista Eugênio Bucci. Os parlamentares participantes são os senadores Cristovam Buarque e Jarbas Vasconcelos e os deputados federais Aldo Rebelo, Arnaldo Madeira, Fernando Gabeira (entrevista), Ibsen Pinheiro, Ivan Valente, José Eduardo Cardozo, José Carlos Aleluia (entrevista) e Luiza Erundina (entrevista).</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/levi_strauss.jpg" alt="levi_strauss.jpg" class="image-left" title="levi_strauss.jpg" />LÉVI-STRAUSS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Outro conjunto temático da edição é dedicado ao antropólogo Claude Lévi-Strauus, morto recentemente. São textos publicados em novembro de 2008 em edição especial da revista "<a href="http://www.college-de-france.fr/default/EN/all/ins_let/lettre_hors_serie_n1.htm" target="_blank">La Lettre du Collège de France</a>" em homenagem ao centenário de Lévi-Strauss, ocorrido no ano passado. Além de textos do próprio antropólogo, "Estudos Avançados" traz uma entrevista com ele, artigos de Maurice Merleau-Ponty, Jean-Claude Pecker e Philippe Descola e entrevistas sobre Lévi-Strauss com Descola, Françoise Héritier e Eduardo Viveiro de Castro.</p>
<p style="text-align: justify; ">A edição contém também textos sobre três expoentes da cultura nordestina (Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Gilberto Freyre), uma análise de Aziz Ab'Sáber sobre os eventos climatológicos severos que atingiram Santa Catarina em 2008 e cinco resenhas de lançamentos recentes do mercado editorial.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Collège de France</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Congresso Nacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2009-11-25T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-dificuldades-para-o-brasil-no-seculo-21">
    <title>As dificuldades para o Brasil no século 21</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-dificuldades-para-o-brasil-no-seculo-21</link>
    <description>Última parte do dossiê  "Brasil: Dilemas e Desafios" é o destaque da edição n° 40 da Estudos Avançados</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:140px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ricupero.jpg/image" alt="ricupero.jpg" title="ricupero.jpg" height="179" width="140" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:140px;">Rubens Ricupero</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">"Integração              Externa, Sinônimo de Desintegração Interna?" foi o tema da palestra              que Rubens Ricupero, secretário geral da Conferência das Nações Unidas              para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), fez no dia 7 de dezembro,              no lançamento do nº 40 da revista <strong>Estudos Avançados</strong>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ricupero              é um dos autores da terceira e última parte do dossiê "Brasil:              Dilemas e Desafios", iniciado no nº 38. Em seu texto, diz que              a questão da integração externa, da inserção na economia globalizada,              é forte candidata ao título de "mães de todos os 'dilemas e desafios'              enfrentados pelo Brasil no limiar do terceiro milênio". Para              ele, uma das condições para o país sair-se bem dos seus desafios é              superar "a situação de retardatário em matéria de competitividade              exportadora". O caso brasileiro é em grande parte um problema              de oferta: "A pauta exportadora pouco mudou em 20 anos, estagnou              em bens intermediários de pouco valor agregado, demanda pouco dinâmica              e preços quase sempre declinantes".</p>
<p style="text-align: justify; ">"Nos              falta a experiência de provas cruciais, como as que conheceram outros              povos cuja sobrevivência chegou a ser ameaçada. E nos falta também              um verdadeiro conhecimento de nossas possibilidades, e principalmente              de nossas fraquezas. Mas não ignoramos que o tempo histórico se acelera,              e que a contagem desse tempo se faz contra nós. Trata-se de saber              se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano.              Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso              processo histórico de formação de um Estado-Nação." A análise              é do economista Celso Furtado, no artigo "O Fator Político na              Formação na Formação Nacional", também presente no dossiê "Brasil:              Dilemas e Desafios - III".</p>
<p style="text-align: justify; ">Furtado              comenta que "seria ingênuo ignorar que a evolução das técnicas              conduz à planetarização dos circuitos econômicos sob o controle de              empresas transnacionais. Mas como desconhecer que o esvaziamento dos              sistemas decisórios nacionais será de conseqüências imprevisíveis              para a ordenação política de vastas regiões do mundo, em particular              para os países subdesenvolvidos de grande área territorial e profundas              disparidades regionais de renda, como é o Brasil?"</p>
<p style="text-align: justify; ">D.              Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, também colabora              com o dossiê. O texto relaciona os desafios para a construção de uma              sociedade mais justa e solidária. Para ele, a desigualdade é o desafio              brasileiro que mais espanta o mundo e sua conseqüência mais direta              é a fome: "E o combate à fome é uma norma constitucional, uma              obrigação do Estado e obrigação de todos. Como se não bastassem a              fome, a concentração de renda e de terras, temos ainda a má distribuição              da instrução".</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo              o cardeal, para se acabar com a pobreza "há que se retomar o              crescimento, distribuir a renda através de políticas de saúde, de              educação, de tansportes e outras, além da distribuição patrimonial              de habitação e da reforma agrária".</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa40.gif" alt="capa40.gif" class="image-left" title="capa40.gif" />O              dossiê conta ainda com textos de Eduardo Portela, Eduardo Matarazzo              Suplicy, Octavio Ianni, Francisco de Oliveira, Plinio de Arruda Sampaio,              Hernan Chaimovich, Sérgio Mascarenhas, Hélgio Trindade, Luiz Alberto              Gómez de Souza,   Washington  Novaes e Hélio Bicudo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outro              destaque do nº 40 da revista é a seção "Criação", que trata              do Grupo Corpo, de Minas Gerais. Os textos são de José Miguel Wisnick,              professor do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH              e compositor, autor da música de alguns espetáculos do grupo, e Helena              Katz, professora da PUC-SP e crítica de dança.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2001-03-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura">
    <title>América Latina: integração, democracia, conflitos e cultura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura</link>
    <description>A edição nº 50 também privilegia as temáticas “Questão Energética”, “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/meninasrev55.jpg" alt="meninasrev55.jpg" class="image-inline" title="meninasrev55.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Várias faces da história, da atualidade e dos desafios da América Latina compõem o dossiê que a revista <strong>Estudos Avançados</strong> publica em sua edição nº 55, lançada em dezembro de 2005. De autoria de  pesquisadores brasileiros e estrangeiros, os artigos tratam de  processos de integração, transformações políticas, conflitos armados,  produção e tráfico de drogas, soberania alimentar, literatura e artes  visuais.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>INTEGRAÇÃO </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Três  artigos discutem aspectos da integração da América do Sul: “Brasil,  Argentina e América do Sul”, de Paulo Nogueira Batista Jr.; “O Mercosul e  a Penhora da Casa”, de Ricardo Seitenfus; e “Rumo para a Construção de  uma Agenda para as Políticas Ativas de Mercado de Trabalho no Mercosul”,  de Maria Cristina Cacciamali.</p>
<p style="text-align: justify; ">Batista  Jr. destaca que na maior parte da América do Sul “instalou-se, ou  começou a instalar-se, um saudável ceticismo em relação a conselhos  externos e supostos consensos econômicos internacionais”. Ele vê um  avanço gradual da integração do Mercosul com o resto da América do Sul e  países em desenvolvimento de outras regiões e considera a aliança  estratégica entre o Brasil e a Argentina o elemento central para os  esforços de integração. Seitenfus traça um panorama das dificuldades  encontradas pelo Mercosul desde sua criação em 1991 e as questões que  agora se colocam diante da perspectiva de constituição da Comunidade  Sul-Americana de Nações (Casa). Cacciamali analisa as políticas de  mercado de trabalho nos países do Mersosul, ressaltando as dificuldades  na articulação das ações e das políticas de trabalho com políticas de  investimento em geral e de desenvolvimento local.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>POLÍTICA </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Venezuela: Mudanças Políticas na Era Chávez”, Rafael Duarte Villa  apresenta um estudo sobre os fatores da mudança político institucional  venezuelana em quatro momentos: durante o auge e a queda do Pacto de  Punto Fijo (1958-1989), o início do fenômeno chavista e suas  características, a polarização social e política com Chávez e a  Venezuela pós-referendo presidencial.</p>
<p style="text-align: justify; ">Aníbal  Quijano participa com o artigo “Dom Quixote e os Moinhos de Vento na  América Latina”, onde discute a formação do subcontinente e seu papel e  lugar na configuração da colonialidade do poder como padrão do poder  mundialmente dominante e na emergência da Europa Ocidental como centro  de controle desse padrão.</p>
<p style="text-align: justify; ">As  conseqüências que a crise vivida pela Argentina em 2001 e início de  2002 trouxe para o sistema partidário do país são tratadas por Edgardo  Mocca no texto “O Futuro Incerto dos Partidos Políticos Argentinos”. Ele  analisa por que, ao contrário dos prognósticos, os partidos não  implodiram sob os efeitos do múltiplo desmoronamento e reflete sobre as  mudanças graduais surgidas na cena política argentina.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  conflito armado na Colômbia envolvendo Estado, guerrilha e  paramilitares e sua influência decisiva no incremento da produção e  tráfico de drogas são o tema de León Valencia no artigo “Drogas,  Conflito e os EUA – A Colômbia no Início do Século”. Valencia defende  que o melhor caminho para o fim do conflito armado – e, por conseguinte,  da violência, corrupção e outros males causados pelas drogas – é a  negociação política e a inclusão social de amplos setores camponeses e  urbanos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Mística Revolucionária: José Carlos Mariátegui e a Religião”, Michel  Lövy analisa a visão de mundo romântico-revolucionária do escritor  peruano. Lövy destaca que a contribuição mais original e inovadora de  Mariátegui à reflexão marxista sobre a religião é sua hipótese sobre a  dimensão religiosa do socialismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Das Montanhas Mexicanas ao Ciberespaço”, Pedro Ortiz discute as  estratégias políticas e de comunicação (inclusive via Internet) do  Exército Zapatista de Libertação Nacional, do Estado de Chiapas, México.  Ortiz as considera diferenciais importantes em relação a outras  experiências guerrilheiras na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CULTURA </strong></p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa55.jpg" alt="capa55.jpg" class="image-left" title="capa55.jpg" />Na  área cultural, o dossiê traz o artigo “José Maria Arguedas aquém da  Literatura”, de Marcos Piason Natali, que discorre sobre a teoria da  representação do escritor peruano. De acordo com Natali, o que se vê em  Arguedas é a tentativa de ritualização da literatura e a defesa de algo  que poderia ser chamado de um direito a não ser literatura.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Transeuntes”  apresenta reproduções de dez obras da exposição realizada no Museu de  Arte Contemporânea da USP de setembro a novembro de 2005, acompanhadas  de texto de Elza Ajzenberg, curadora da exposição, que teve como  referência a obra do artista chileno Nemésio Antunes.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  dossiê conta também com artigo de Jacques Chonchol sobre “A Soberania  Alimentar”. O autor enfoca os principais problemas da situação alimentar  no mundo, inclusive na América Latina. Segundo ele, devido às mudanças  na estrutura do mercado, está ocorrendo uma forte tendência à  concentração e internacionalização da produção na América Latina, com o  conseqüente desaparecimento da soberania alimentar.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Os outros temas da edição </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição nº 55 traz ainda cinco blocos temáticos: “Questão Energética”,  “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ignacy  Sachs participa do bloco sobre energia com o texto “Da Civilização do  Petróleo a uma Nova Civilização Verde”. Para Sachs, a substituição do  petróleo por biocombustíveis deve ser acompanhada de medidas para maior  eficiência e conservação energética, promoção do desenvolvimento  sustentável e geração de empregos. José Goldemberg e José Roberto  Moreira participam com “Política Energética no Brasil”, onde ressaltam a  importância do planejamento governamental para o setor, em função dos  grandes investimentos necessários e pelo fato de grande parte da  produção estar nas mãos da iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Florestan  Fernandes: Revisitado” é o título do artigo de Bárbara Freitag, que  descreve a biografia intelectual do sociólogo em três etapas: “fase  científico-acadêmica” (1941-1968), “fase político-revolucionária”  (1970-1986) e “fase solitário-militante” (1986-1995). O outro artigo é  de autoria de Gabriel Cohn: “Florestan Fernandes e o Radicalismo Plebeu  em Sociologia”, no qual ele discute o programa de trabalho desenvolvido  por Florestan ao longo de sua carreira.</p>
<p style="text-align: justify; ">No  bloco “Polêmicas”, Dante Gallian contribui com o artigo “Por detrás do  Último Ato da Ciência-Espetáculo: as Células-Tronco Embrionárias”, onde  procura discutir o tema à luz de considerações científicas, filosóficas e  éticas. Hernan Chaimovich participa com o texto “Biosseguridade”, no  qual descreve o estado do debate internacional sobre a questão,  inclusive sobre o bioterrorismo, e conclama a USP a um posicionamento  público mais enfático sobre o tema. A terceira polêmica é apresentada  por Nílson José Machado em “A Maioria sempre Tem Razão – Ou não”, onde  examina as circunstâncias em que o recurso à regra da maioria é um  procedimento adequado ou não.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Caminhos  da Crítica” reúne os depoimentos dados por Benedito Nunes, Eduardo  Portela, Alfredo Bosi e Leyla Perrone-Moisés no III Ciclo de  Conferências “Caminhos do Crítico”, organizado pela Academia Brasileira  de Letras em maio de 2005. Nunes fala do entrelaçamento em sua carreira  da crítica filosófica com a crítica literária. Portela contrasta sua  trajetória intelectual com as tendências críticas da segunda metade do  século 20. Bosi resume seu itinerário como historiador da literatura  brasileira, teórico de poesia e estudioso da formação cultural  brasileira. Perrone-Moisés apresenta seu percurso como crítica, iniciado  na imprensa paulista, e sua carreira acadêmica no Brasil e no Exterior.</p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição se completa com o bloco “Memórias”. Em “A Voga do Biografismo  Nativo”, Walnice Nogueira Galvão reflete sobre a tendência cada vez mais  forte de um novo biografismo no País, escrito por brasileiros e sobre  brasileiros. Fernando Frochtengarten analisa, em “A Memória Oral no  Mundo Contemporâneo”, as condições psicossociais que levam ao decaimento  da memória e as circunstâncias que promovem sua revalorização.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Demografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Argentina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-12-10T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-debate-manifestacoes-nas-ruas">
    <title>IEA debate manifestações nas ruas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-debate-manifestacoes-nas-ruas</link>
    <description>Debate organizado pelo IEA discute as manifestações de rua que tomaram as grandes cidades do país e outras do exterior. Pesquisadores vinculados ao Instituto apresentarão sua visão sobre os acontecimentos. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: right; "><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas" class="external-link"><strong>Encontro da Série UTI Brasil do<br />Laboratório Sociedades Conemporâneas</strong></a></h3>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: right; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/o-que-esta-acontecendo/view" class="external-link">VÍDEO</a> — <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-manifestacoes-de-rua-em-debate" class="external-link">SÍNTESE</a> — <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/o-que-esta-acontecendo-agora-iea-debate-manifestacoes-nas-ruas-21-de-junho-de-2013" class="external-link">FOTOS</a></h3>
</td>
</tr>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/manifestacao-no-largo-da-batata-sao-paulo" alt="Manifestação no Largo da Batata, São Paulo" class="image-inline" title="Manifestação no Largo da Batata, São Paulo" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Largo da Batata, São Paulo, 17 de junho de 2013</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, que sempre dedicou parte de seus esforços acadêmicos para a análise das instituições e para o debate de propostas relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país, e em particular no tocante às políticas públicas, não poderia deixar de contribuir na reflexão interdisciplinar sobre o que esse movimento, que tomou as ruas de grandes cidades brasileiras e também de algumas no exterior, significa para o presente e o futuro do Brasil.</p>
<p><span>O número de vagas para assistir ao debate é limitado. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail </span><a class="mail-link" href="mailto:rborsanelli@usp.br">rborsanelli@usp.br</a><span>. A Sala de Eventos do IEA fica na Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo. Quem não puder comparecer poderá acompanhar o debate pela </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/o-que-esta-acontecendo" class="external-link">web</a><span>.</span>É com esse fim que o Instituto realiza, no dia 21 de junho, sexta-feira, às 11 horas, o debate "O Que Está Acontecendo?", tendo como debatedores pesquisadores vinculados ao Instituto, entre os quais <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sergio Adorno</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/bernardo-sorj" class="external-link">Bernardo Sorj</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/arlene-clemesha" class="external-link">Arlene Clemesha</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/joao" class="external-link">Nicolas Lechopier</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira" class="external-link">Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, com relatoria de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alexey-dodsworth-magnavita-de-carvalho" class="external-link">Alexey Dodsworth Magnavita</a>.</p>
<p><span><strong>Contexto</strong></span></p>
<p>Iniciadas em Porto Alegre e depois expandidas para Natal, São Paulo e Rio de Janeiro, as manifestações contra reajustes das tarifas dos transportes urbanos configuraram no dia 17 de junho um movimento reivindicatório de  abrangência nacional, com manifestações em uma dúzia de capitais e uma pauta que passou a incluir reivindicações por melhoria nos serviços públicos de saúde e educação, protestos contra a mídia, o questionamento dos gastos com estádios para a Copa do Mundo, o fim da corrupção e a recusa da Proposta de Emenda Constitucional 37, que reduz os poderes de investigação do Ministério Público, entre outras demandas.</p>
<p>Os manifestantes são em sua maioria jovens estudantes, articulados principalmente pelas várias ramificações do Movimento Passe Livre (MPL), que defende redução de tarifas ou mesmo eliminação delas do transporte público das cidades. A eles se somaram integrantes de outros movimentos sociais e pessoas comuns.  Os integrantes do MPL dizem-se apartidários, regidos por uma ordem não hierarquizada e usuários das novas tecnologias de comunicação, sobretudo as chamadas redes sociais, como ferramentas de mobilização e divulgação de ideias e acontecimentos. Muitos dizem que o Brasil agora acordou e que querem mudá-lo.</p>
<p>Governantes, parlamentares, analistas políticos e jornalistas tentam interpretar o movimento, sua emergência, objetivos e perspectivas. Os comentários falam de uma "mudança de vento" na política brasileira, reflexos de uma crise de representatividade, consonância com movimentos de outros países, busca de protagonismo além daquele possível nas redes sociais e outras motivações.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="http://www.flickr.com/photos/kyoeric">Eric Hayashi</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Manifestações</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-20T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua">
    <title>As manifestações nas ruas em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua</link>
    <description>Em evento realizando no dia 21 de junho, pesquisadores vinculados ao IEA discutiram motivações, impactos e desdobramentos das recentes manifestações de rua que tomaram conta do Brasil. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?'" class="image-inline" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?'" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA aceitou o desafio de refletir sobre a história no momento em que ela se faz. No dia 21 de junho, 14 pesquisadores vinculados ao Instituto se reuniram no evento <i>O Que Está Acontecendo?, </i>primeiro debate público realizado por uma universidade brasileira sobre as recentes manifestações nas ruas do país.</p>
<p>O evento deu início à série de encontros <i>UTI Brasil</i>, do  <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas/sociedade-contemporaneas">Laboratório Sociedades Contemporâneas</a> do IEA, voltada para a discussão do significado e do impacto desse momento de efervescência política. Os debatedores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alfredo-bosi">Alfredo Bosi</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sergio Adorno</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-visitantes/bernardo-sorj-iudcovsky" class="external-link">Bernardo Sorj</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jorge-luiz-pereira-campos">Jorge Luiz Campos</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/arlene-clemesha" class="external-link">Arlene Clemesha</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-visitantes/nicolas-lechopier" class="external-link">Nicolas Lechopier</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira">Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</a>,  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sylvia-duarte-dantas">Sylvia Dantas</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alexey-dodsworth-magnavita-de-carvalho" class="external-link">Alexey Dodsworth Magnavita</a> (também relator), todos vinculados direta ou indiretamente ao IEA. A moderação ficou a cargo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>.</p>
<p>Os principais temas abordados no debate foram a imprevisibilidade das manifestações; uma possível crise da representação e da democracia; a saída do país de um estado de passividade; o sentimento de tédio como fator de motivação; a emergência de valores conservadores nos protestos; o clamor por direitos básicos, particularmente por transporte público, saúde e educação; o protagonismo da violência; a falta de foco das reivindicações; e a urgência de uma reinvenção política. A seguir, as opiniões dos participantes sobre esses e outros temas<i>.</i></p>
<p><i><br /></i></p>
<h2>A voz dos participantes</h2>
<p><span style="text-align: justify; ">IMPREVISIBILIDADE / ESPONTANEIDADE</span></p>
<p style="text-align: justify; ">"O modelo inaugural disso é o maio de 68 francês. Nós temos nesse quase meio século movimentos que surgem sem a gente saber o que vai surgir e quando vai surgir. Esses eventos são de certa forma grandes surpresas. Acontecimento em inglês é happening, e happening em português é justamente esse movimento único, sem ensaio prévio, sem diretor de cena e sem repetição, uma singularidade que geralmente se conota pela festa e alegria." –  <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse tipo de movimento – principalmente da juventude metropolitana –  tem a característica, agora e também no passado, de ser baseado no improviso, na explosão espontânea, de não ter uma liderança ou um partido político para dirigir. Essa espontaneidade é, em grande parte, baseada num tipo de qualidade de vida da juventude, da movimentação, do movimentar, do transitar. A possibilidade de se mover no espaço urbano é fundamental para essa juventude." – <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse movimento é construído, mas a adesão é espontânea e finalmente massiva. Isso é muito parecido com o que aconteceu lá [na primavera árabe]. Também no Egito falava-se muito que não se esperava um movimento, que a população estava morta, adormecida, e de repente ela vai para as ruas." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Compartilho apenas em parte o ponto de vista de que o movimento nasceu do tédio e tem uma dimensão espontânea. Os líderes do Movimento Passe Livre estão há oito anos levantamento essa bandeira, propondo manifestações e colocando em debate uma questão extremamente importante, que é o modelo de política pública de transporte nas grandes metrópoles brasileiras, inteiramente fracassado. Então eu acho que o movimento não é inteiramente espontâneo." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>PARTICIPAÇÃO POLÍTICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esses movimentos têm seus mártires, seus mortos, mas mesmo assim têm um elemento forte de festa e de inserção de não participantes no espaço público." – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O movimento teve essa capacidade de detonar um estopim que de alguma maneira mobilizou, levou as pessoas às ruas, levou as pessoas a perceberem, particularmente a juventude, que têm a possibilidade de intervir no país, que, se querem influir, essa é a oportunidade de participar." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Temos vontade de participação política. Mas não há uma cultura política. Ou seja, a questão da educação política é fundamental nas escolas." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A favor da livre manifestação pública, portanto a favor da livre expressão de valores em si democráticos – este me parece um ponto consensual dos analistas. Governo, imprensa, universidade e todas as instâncias envolvidas no processo são (ou tornaram-se) unânimes no reconhecimento do direito de manifestação de segmentos da população. É um ganho que convém realçar em primeiro lugar." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DESDOBRAMENTOS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As consequências de um acontecimento vão muitíssimo além das suas causas, muitíssimo além dos 20 centavos, nesse caso". – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"É uma incógnita os rumos que isso vai tomar. De qualquer forma, tivemos aí certa catarse. Mas penso que os movimentos que têm um percurso, uma reflexão, uma elaboração – e isso é distinto das manifestações catárticas – com certeza vão poder direcionar esses rumos, vão poder recuar, questionar, para novamente direcionar." — <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O movimento fazer um balanço do que já conseguiu até agora implica na possibilidade, na capacidade de examinar o conjunto de temas que apareceram nas diferentes manifestações e, de alguma maneira, entender como organizar essas novas demandas e de que maneira elas podem se transformar em elementos de continuidade do movimento." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>TÉDIO</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A diferença do Brasil é que as manifestações acontecem em ambiente absolutamente democrático, ao contrário do que aconteceu na Tunísia, no Egito e em outros lugares onde também há esse detonador. Talvez o problema, para nós, não seja tanto a opressão, seja até mesmo o tédio." – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>TRANSPORTE PÚBLICO / TARIFAS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O que está acontecendo? É a pergunta prioritária, pois exprime o sentimento de perplexidade de que fomos tomados em face de um movimento de tamanha proporção, não só aparentemente, mas explicitamente dirigido como protesto pelo aumento de 20 centavos nas tarifas de ônibus da cidade. Quem está se manifestando são jovens que estão tendo oportunidade de, talvez pela primeira vez, protestar maciçamente contra o que lhes parece abuso do poder estatal em um dos itens vitais do cotidiano, que é o valor das tarifas de transporte público." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"É um movimento de jovens que têm uma história e que têm um propósito muito claro, muito objetivo, voltado para a questão do transporte público. É um movimento que começa com um objetivo muito claro. Mas alguns falam: ‘Mas apenas 20 centavos? Reles 20 centavos?’ Somos um país de extrema desigualdade: o gasto com transporte público para grande parte da população significa 30% de seu orçamento. Isso é algo para lá de absurdo. Esse aumento no orçamento de uma população que ganha um salário mínimo é tremendo. A gente precisa tocar num ponto: os lucros das grandes empresas de transporte. Essa conquista do não aumento traz a questão das grandes corporações (...), porque as grandes corporações é que gerem o sistema mundial. (...) Quando se fala aqui do transporte, está se atacando uma das corporações que têm grande força neste país, em detrimento da população." — <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"[A gratuidade do transporte] não é um detalhe, porque há coisas que não deveriam ter preço. E o mundo do crescimento econômico não deixa espaço para a gratuidade. Eu diria que essa reivindicação do transporte talvez seja mais fundamental do poderíamos pensar." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A coisa mais importante que deveria ser abolida agora, não só em São Paulo, é a catraca no ônibus. (...) É um absurdo que, para entrar no ônibus, eu tenha que passar por uma catraca". – <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>CRISE DA DEMOCRACIA / CRISE DA REPRESENTAÇÃO</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo-2" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 2" class="image-right" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 2" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse é um aspecto fundamental: a democracia puramente formal e representativa em termos eleitorais está em crise, e o seu descrédito merecido exige alguma resposta, ainda que difusa e insuficientemente articulada." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O que está acontecendo é um enorme mal-estar com a democracia que temos no Brasil. Esse mal-estar está relacionado com a qualidade da democracia (...). Provavelmente a área de maior déficit é a da representação. Os partidos estão muito mais preocupados em chegar ao poder e nele se manter do que propriamente em estabelecer e manter conexões com os eleitores (...). Os partidos fracassaram, inclusive os partidos que nasceram dos movimentos sociais, como foi o caso do PT (...). Na dinâmica do presidencialismo de coalizão que vigora no Brasil, os partidos são chamados a compor a grande coalizão que governa e que portanto tem uma lógica de se manter no poder custe o que custar, mesmo que seja ao custo da corrupção (...). Não houve um líder de partido no Brasil, da situação ou da oposição, que dissesse qual é a sua posição em relação às demandas que estão nas ruas e o que os partidos propõem em relação a elas. Mais grave do que isso foi o fato de que nem o presidente do Congresso, nem o da Câmara, nem o líder do governo e nenhum líder da oposição vieram a público para estabelecer uma conexão. Essa ausência de conexão cobra um preço da democracia brasileira e daí o mal-estar que nós estamos vivendo." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Atualmente, ninguém quer se representado. Existe um conflito entre quem tem o poder de representar e quem tem o poder de ser representado. A autorrepresentação está destruindo o sistema de divisão comunicacional do trabalho – que era baseado na dimensão industrialista, do passado – e afirmando um novo tipo de subjetividade muito pluralizada, que não quer mais delegar a ninguém a força de se representar, de se narrar. Durante esse tipo de manifestação – e esse é o lado mais lindo para mim – não houve ninguém falando num comício público, com microfone. Eu acho isso fundamental, porque é baseado num tipo de afirmação crescente da autorrepresentação." — <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Torcidas organizadas, gente da periferia dizendo: estamos cansados de ser explorados, temos uma mensagem a dar e nenhum partido político nem nenhum grupo está respondendo a isso." — <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"De acordo com a avaliação da 'The Economist', o Brasil ocupa uma posição democrática, mas ainda não é uma democracia plena, pois existem pontos que são delicados para nós. Por exemplo, tiramos uma nota muito alta no critério pluralismo partidário e notas muitos baixas em dois critérios que chamam a atenção: participação política e cultura política". — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>PASSIVIDADE E CATARSE</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Nós estávamos tomados por um estado de melancolia (...), de que as coisas estão tão complexas, de que somos tão impotentes que não há como sair disso. E de repente essas manifestações começam a acontecer aqui, no nosso país, em que todos achavam que nossa juventude estava alienada e que todos estávamos tomados por uma passividade muito grande. De repente a população vê os jovens se manifestando e também quer se manifestar, porque é vida, porque significa sair desse estado de certo sonambulismo, uma anestesia pela qual todos estavam tomados. Outros jovens, então, começam a participar desse movimento. É um momento de catarse, em que as pessoas estão colocando para fora a vivência de uma dissonância cognitiva (...), em que sua percepção da realidade não está de acordo com o que é dito. E o que é dito? Que somos a 7ª economia do mundo, que estamos melhorando, que a classe média está se expandindo, coisas muitos positivas que são colocadas e propagandeadas." – <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"No Egito, Tunísia, nos países árabes – terríveis ditaduras – a população teve que romper a barreira do medo. E aqui a população rompeu a barreia da apatia." – <strong><i>Arlene Chemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DIREITOS BÁSICOS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O acesso à saúde, à educação, aos direitos básicos nos são negados, são o tempo todo ultrajados. As nossas instituições estão esfaceladas. Essa contradição que todos vivem no dia-a-dia foi trazida à tona, elas podem ter uma voz". – <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A questão dos 20 centavos parece um detalhe, mas não é. Talvez seja de maior importância política, porque o transporte público é um bem básico, como a saúde, a água, a alimentação saudável. Acho importante ressaltar também que o transporte não é uma questão qualquer." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As manifestações têm um gatilho e outras reivindicações que aparecem, mas a área da saúde é tratada de uma maneira superficial. E ela tem que ser tratada de uma maneira global e local (...). O movimento tem que focar mais. Essa é uma questão que tem que ser pensada. E eu reivindico que um foco importante seja direcionado à área da saúde (...). Que não seja obrigatoriamente único, mas que seja explicitado de uma maneira muito clara." – <strong><i>José da Rocha Carvalheiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Não se trata de um problema de manifestação da presidente, mas de como o governo, no seu conjunto, vai tomar as pautas, os temas que apareceram, como propostas de solução dos problemas que estão colocados, particularmente no que diz respeito às políticas públicas mais importantes: saúde e educação." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>REINVENÇÃO POLÍTICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Houve uma interrupção da comunicação política entre os atores, que é um elemento fundamental na ação política. Quer dizer, não havia mais a possibilidade de estabelecer um canal de comunicação ou vias aceitáveis de comunicação (...). Nós estamos atravessando um novo momento de interrupção dessa comunicação. Isso significa um exercício de reinvenção política (...). Ou seja, os canais que são considerados legitimamente aceitos, de expressão, de reivindicação, de participação, de alguma maneira parecem esgotados. Ou parecem insatisfatórios. Há todo um exercício de encenação política, de pôr essa insatisfação, essa efervescência, num espaço público de grande audiência e de grande visibilidade". – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong><strong><i> </i></strong><i>(Relacionando, no início, as manifestações atuais e a invasão da Reitoria da USP em 2007.)</i></p>
<p style="text-align: justify; ">"Talvez esse seja o momento de os partidos e as instituições tão desacreditadas ouvirem o que as pessoas estão tentando dizer e fazerem esse exercício de reinvenção política. A gente está precisando urgentemente dessas instituições de outra maneira, reinventadas. Do jeito que elas estão, o descrédito só tenderá a crescer." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>VIOLÊNCIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"[Os jovens manifestam-se também] contra, obviamente, a repressão policial, aspecto que nos inquieta a todos, pois a presença indesejada de grupos dispostos ao vandalismo provoca um endurecimento perigoso das forças de segurança." – <strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Não a juventude paulistana ou carioca que imagina imitar Istambul. Eu acho que foi o contrário: na minha fantasia, foi a polícia paulistana, foi Haddad e Alckmin que imitaram e tentaram replicar o que aconteceu na Turquia." — <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Houve uma violência da polícia, que todos nós recusamos, criticamos, e que de certo modo foi um grande detonador. E aí pudemos refletir: para muitos isso rememorou os acontecimentos da ditadura, para outros a ideia de que a polícia é sempre violenta e, portanto, tem que ser combatida. O discurso que conecta violência e protesto político está sendo requalificado. Até os anos 70, ele era legítimo, ou seja, a violência estava ligada ao fim da opressão, com os movimentos de descolonização, com a ideia de que a violência era um instrumento da política. O que a gente assiste a partir dos anos 70? O tempo todo uma desqualificação da violência, quer dizer, a violência não é um meio da política, a violência é a não-política. Parece que agora está havendo uma tentativa de retomar a questão da violência como um lugar da política." – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A violência que foi mencionada tem um significado muito forte, por mais assustador e negativo que seja em muitos momentos. É realmente uma voz oprimida rompendo, e ela precisa ser ouvida. Há também muitas denúncias, similares ao que aconteceu no Egito, de que bandidos pagos estão infiltrados nas manifestações. Isso pode estar acontecendo." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A gente tem um momento pontual que é o da violência da polícia militar (...). A violência muda tudo. No outro ato já havia 65 mil pessoas em São Paulo, inclusive aquelas que estavam reclamando que a ordem estava sendo atrapalhada." — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>CONSERVADORISMO / DIREITA</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo-3" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 3" class="image-right" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 3" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"Ontem houve agressão física por parte de pessoas participantes do movimento: a quem estava com bandeiras, a quem fazia parte de movimentos sociais já com uma trajetória histórica, a homossexuais, enfim, acho que houve uma guinada conservadora ontem bastante preocupante." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Minha preocupação agora é com o fascismo (...). A gente foi hackeado pela mídia, pela direita, e todo mundo foi para a rua. E aí a coisa saiu de controle. Como não tem pauta, todo mundo levou o desejo contido de protestar contra tudo e contra todos. E agora temos que controlar o monstro que colocamos na rua." — <strong><i>Jorge Luiz Campos</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Após todo esse início, que teve aspectos muitos positivos, começam a aparecer grupos oportunistas – uma direita, um movimento fascista (...). Corre-se o risco que eles usurpem a própria aparência para o público geral e a própria condução e direção para onde esse movimento vai. E é nesse vácuo de compreensão, de comunicação que esses movimentos fascistas estão aparecendo e tomando a liderança de um movimento que surgiu tão bonito." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Começa-se a perceber os sinais de cooptação do movimento (...), começa-se a notar que há uma aproximação de outras pautas (...). Começa-se a notar uma fagocitação do que o Movimento Passe Livre pretendia por movimentos extremamente conservadores (...). São pessoas usando a imagem obtida pelas manifestações para passar uma mensagem de golpe. Isso é muito perigoso. O Movimento Passe Livre fez o que tinha que fazer. Ocupou o espaço público, se manifestou, se expressou ao notar que estão tentando manipulá-lo, que estão tentando usá-lo. O que o Movimento faz? Se retira, faz muito bem. Para quê? Para que esses oportunistas de carteirinha voltem para onde nunca deveriam ter saído." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DIVERSIDADE DAS REIVINDICAÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"São movimentos que vão muito além do que o que os convocou e nos quais se projeta numa tela tudo que a sorte deseja, inclusive de caráter contraditório. Daí sucede também que com frequência o resultado lhes seja subtraído". – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Se a gente olhar as manifestações, cada um tem o seu cartaz. Ainda que cada cartaz reflita um sentimento coletivo, ele é uma leitura singular de uma experiência coletiva, de uma comunicação política interrompida. Eu acho que essa experiência precisa ser pensada, quer dizer, o que ela quer, aonde ela quer chegar, e porque essa recusa desses mecanismos." – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Para poder de alguma maneira prosseguir na reivindicação e no significado que teve inicialmente, o movimento tem que definir outras metas extremamente objetivas, tal como a meta de baixar de R$ 3,20 para R$ 3,00. Será necessário definir metas dessa natureza." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse movimento é elaborado pelo Movimento Passe Livre, ou seja, é iniciado com uma pauta clara. Dizer que é difuso, que não se sabe o que quer, isso é depois. Mas o movimento nasce com uma pauta muito objetiva." — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Tem foco: o foco do Passe Livre é o passe livre, em outro foco vai ser outro movimento. Agora, a pauta da corrupção é uma pauta da direita infiltrada, é uma pauta genérica. Não se discute corrupção; se discute casos de corrupção." – <strong><i>Jorge Luiz Campos</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ESPAÇO PÚBLICO / ECOLOGIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Um elemento que não foi falado aqui e que me parece fundamental é a ideia de retomada do espaço público, a ideia do direito à cidade como espaço de encontro, de confronto (...). Não é à toa que as pessoas vão para a rua, não basta só estar conectado pela internet." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A gente aqui faz um link entre o movimento no Brasil e o movimento na Turquia, bastante recentes. Os dois têm uma questão inicial que trata dos nossos modos de viver, do meio ambiente, da questão da urbanização, da mobilidade, do transporte. Isso não é um acaso. Há uma ligação forte entre os novos movimentos sociais e a questão da ecologia, sem se reduzir à dimensão ecológica." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As pessoas que reclamam do movimento acham que se manifestar contra alguma coisa é reunir os estudantes no Masp, cantar “Coração de Estudante” e soltar uma pomba da gaiola. Mas não é assim. Para realizar um movimento que cause uma transformação, é preciso perturbar a ordem. Se não perturbar a ordem minimamente – não quer dizer praticar violência ou vandalizar o patrimônio público ou privado –,  não causa o impacto necessário." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ECONOMIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Uma coisa comum [entre o movimento no Brasil e outras primaveras] é a insuficiência do crescimento econômico para construir um sentido comum, como meta coletiva de nossa vida em sociedade. Talvez a chave de interpretação seja a característica perigosa do crescimento econômico infinito (...), o problema é a questão da economia, do papel do dinheiro, e aí eu estou voltando à questão do transporte e da gratuidade do transporte." – a <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA</span><strong><i><br /></i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Manifestações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-27T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tv-usp-exibe-programa-sobre-debate-realizado-pelo-iea">
    <title>TV USP exibe programa sobre debate realizado pelo IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tv-usp-exibe-programa-sobre-debate-realizado-pelo-iea</link>
    <description>A TV USP, integrante do Canal Universitário de São Paulo (CNU), exibirá no dia 7 de julho (domingo), às 18h30, o programa "IEA Debate As Manifestações: Como Avançar?", baseado no debate Como Avançar?, realizado pelo Instituto no dia 3 de julho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A TV USP, integrante do Canal Universitário de São Paulo (CNU), exibirá no dia 7 de julho (domingo), às 18h30, o programa "IEA Debate As Manifestações: Como Avançar?", baseado no debate <i>Como Avançar?</i>, realizado pelo Instituto no dia 3 de julho.</p>
<p>O debate integrou a série UTI Brasil do <a class="external-link" href="http://http//www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas">Laboratório Sociedades Contemporâneas</a> e tratou dos desdobramentos políticos das manifestações que têm ocorrido em centenas de cidades brasileiras desde de junho. Os entrevistados foram <span>André Singer, Maria Lúcia Montes<span>, </span>Eugenio Bucci<span> e </span>Matheus Preis<span>. Os entrevistadores, todos vinculados ao IEA, foram: </span>Sergio Adorno<span>, </span>Renato Janine Ribeiro<span>, </span>Bernardo Sorj<span>, </span>Hernan Chaimovich<span>, </span>Eda Tassara<span>, </span>Pedro Jacobi<span>, </span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira<span>, </span>Graziela Kunsch<span>, </span>Martin Grossmann<span>, </span>Arlene Clemesha<span> e </span>Renato Corrêa Baena.</span></p>
<p>O programa produzido pela TV USP será reexibido em mais cinco oportunidades em julho: dia 9, às 16 horas; dia 12, às 15 horas; dia 13, 20h30; e dia 14, às 5h30 e às 14 horas. <span>O CNU pode ser sintonizado nos canais: 11 da NET, 71 da Vivo TV (ex-TVA) e 187 da Vivo TV Digital.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Manifestações</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-07-05T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tv-usp-exibe-programa-sobre-debate-realizado-pelo-iea-1">
    <title>TV USP exibe programa sobre debate realizado pelo IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tv-usp-exibe-programa-sobre-debate-realizado-pelo-iea-1</link>
    <description>A TV USP, integrante do Canal Universitário de São Paulo (CNU), exibirá no dia 7 de julho (domingo), às 18h30, o programa "IEA Debate As Manifestações: Como Avançar?", baseado no debate Como Avançar?, realizado pelo Instituto no dia 3 de julho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A TV USP, integrante do Canal Universitário de São Paulo (CNU), exibirá no dia 7 de julho (domingo), às 18h30, o programa "IEA Debate As Manifestações: Como Avançar?", baseado no debate <i>Como Avançar?</i>, realizado pelo Instituto no dia 3 de julho.</p>
<p>O debate integrou a série UTI Brasil do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas" class="external-link" target="_blank">Laboratório Sociedades Contemporâneas</a> e tratou dos desdobramentos políticos das manifestações que têm ocorrido em centenas de cidades brasileiras desde junho. Os entrevistados foram André Singer, Maria Lúcia Montes, Eugenio Bucci e Matheus Preis. Os entrevistadores, todos vinculados ao IEA, foram: Sergio Adorno, Renato Janine Ribeiro, Bernardo Sorj, Hernan Chaimovich, Eda Tassara, Pedro Jacobi, Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira, Graziela Kunsch, Martin Grossmann, Arlene Clemesha e Renato Corrêa Baena.</p>
<p>O programa será reexibido pela TV USP em mais cinco oportunidades em julho: dia 9, às 16 horas; dia 12, às 15 horas; dia 13, 20h30; e dia 14, às 5h30 e às 14 horas. O CNU pode ser sintonizado nos canais: 11 da NET, 71 da Vivo TV (ex-TVA) e 187 da Vivo TV Digital.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Megatendências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2013-07-05T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/movimento-de-movimentos">
    <title>Os significados e as consequências de um movimento de movimentos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/movimento-de-movimentos</link>
    <description>Segundo debate sobre as manifestações nas ruas, realizado no dia 3 de julho, fez uma avaliação das perspectivas para as questões sociais e políticas trazidas à tona pelos protestos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As manifestações que eclodiram em junho nas capitais de vários estados, em Brasília e em centenas de outras cidades brasileiras, a partir das reivindicações pela redução das tarifas de transporte público em muitas delas, mexeram não só com o clima político, mas também com a percepção de governantes, parlamentares, imprensa e cientistas sociais sobre o grau de insatisfação de parcelas significativas da sociedade.</p>
<p>Diante da ampliação do número e tamanho das manifestações a partir de 17 de junho, naquela mesma semana, no dia 21, o IEA organizou um encontro com uma dúzia de seus pesquisadores para uma reflexão abrangente sobre o significado dos protestos.</p>
<p><i>O Que Está Acontecendo?</i> foi o título daquele primeiro debate e a tônica das intervenções foi a tentativa de interpretar as motivações e o perfil dos movimentos participantes dos protestos, sobretudo do Movimento Passe Livre (MPL), e das parcelas da população que aderiram às manifestações (assista ao <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/o-que-esta-acontecendo" class="external-link">vídeo</a> leia a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-manifestacoes-de-rua-em-debate" class="external-link">síntese</a> das intervenções).</p>
<p>Com a redução das tarifas de transporte em várias cidades e o fim da Copa das Confederações da Fifa, motivadora de vários protestos nas cidades-sede dos jogos, as manifestações diminuíram de frequência e amplitude. Nesse momento, o IEA decidiu realizar um segundo debate, <i>Como Avançar?</i>, no dia 3 de julho, para uma avaliação das perspectivas para as questões sociais e políticas trazidas à tona pelas manifestações.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/como-avancar-1" style="float: right; " title="Como Avançar? - 1" class="image-inline" alt="Como Avançar? - 1" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">No novo encontro, as dúvidas sobre como definir esse movimento de movimentos persistiram. Destacou-se que todos ainda precisam cultivar certa humildade analítica diante de fatos tão surpreendentes. Na rodada final de exposições os participantes apresentaram suas opiniões sobre como a sociedade deve avançar em resposta às reivindicações dos manifestantes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diferentemente do primeiro debate, quando 14 pesquisadores expuseram suas opiniões sobre as manifestações, no segundo, foram convidados quatro entrevistados: o cientista político André Singer, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), o jornalista Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA), o estudante Matheus Preis, integrante do MPL, e a antropóloga Maria Lúcia Montes, professora aposentada da FFLCH.</p>
<p style="text-align: justify; ">As perguntas aos quatro ficaram a cargo de Sergio Adorno, Renato Janine Ribeiro, Eda Tassara, Bernardo Sorj, Hernan Chaimovich, Pedro Jacobi, Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira, Graziela Kunsch, Arlene Clemesha, Renato Corrêa Baena e Martin Grossmann, que também moderou o encontro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Janine iniciou a entrevista com uma pergunta a Maria Lúcia (ambos participaram via rede) sobre as similitudes das manifestações atuais com aquelas de maio de 1968 em Paris, vivenciadas pela pesquisadora. Na resposta que enviou por escrito ainda durante o encontro, Maria Lúcia disse ver diferenças e semelhanças nos dois episódios: “A diferença é o foco e a orientação claramente de esquerda lá, indefinida aqui; a semelhança é o problema da organização, falho lá e, pelo visto por enquanto, também aqui”.</p>
<p style="text-align: justify; ">A segunda pergunta de Janine foi para Singer, sobre a situação do lulismo diante dos acontecimentos. Para Singer, o lulismo não fica completamente superado pelo que está acontecendo, “em parte, porque é um tipo de política voltado para o que chamo de subproletariado, uma camada da população de baixíssima renda, que não está nas manifestações e que continua precisando muito dos programas sociais que foram implantados”. No entanto, disse que uma coisa comum a todos os presentes nas manifestações é necessidade de melhoria dos serviços públicos, que implicará em mais gastos públicos, ao mesmo tempo em que há uma pressão do chamado mercado para a restrição desses gastos: “Isso apresenta um enorme desafio para o lulismo, um desafio novo que não sei como será enfrentado”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Arlene Clemesha quis saber de Bucci que ideias a mídia em geral e as redes sociais via internet têm apresentado em reposta à crise de representatividade. Bucci considera que o que há de novo nas manifestações é a forma: “Esses movimentos aprenderam a falar a linguagem do espetáculo”. O uso do Hino Nacional e da bandeira brasileira configura, segundo ele, a apropriação de signos de forma típica à da linguagem do espetáculo, com os manifestantes se dirigindo às câmeras e sabendo disso. Ele comentou que o mercado publicitário deu sinais de que a cobertura das manifestações foi um fenômeno digno de nota de audiência, disputando com transmissões dos jogos da Copa das Confederações.</p>
<p style="text-align: justify; ">Eda Tassara perguntou a Preis a quê ele atribuía a gênese da corrupção e se há uma esperança em relação a esse problema. Preis disse que o MPL não assume a bandeira contra a corrupção, pois a considera uma pauta abstrata, sem um objetivo prático que leve o poder público a fazer alguma coisa: “Todo mundo é contra a corrupção, mas o que é preciso fazer para acabar com ela?”. Preis aproveitou para comentar a linguagem do espetáculo mencionada por Bucci. No seu entender, há uma unidade de forma nas manifestações, mas não é a do espetáculo e sim a da ação direta sobre o funcionamento da cidade, “na medida em que o bloqueio de ruas permite mudar o funcionamento da cidade e têm-se o poder de dialogar de forma mais horizontal com o poder estabelecido”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Bernardo Sorj (que também participou do encontro via rede) fez sua pergunta a Singer, sobre o que pode ser feito para recuperar uma tradição crítica que na última década se perdeu, “que caiu num ufanismo sobre o Brasil indo cada vez melhor e num pensar que o cidadão restringe suas demandas a temas puramente econômicos”. Singer disse que o ufanismo mencionado por Sorj  é uma avaliação equivocada dos últimos dez anos e que não compartilha dela: “Estamos num processo de reformismo fraco, ou seja, há mudanças no Brasil que vão no sentido da redistribuição da renda, mas é uma mudança lenta, sobretudo em face da desigualdade existente”. Para ele, ainda que haja a questão dos valores, o problema econômico e da desigualdade continua sendo central. Por outro lado, Singer disse concordar com Sorj sobre o quanto a ciência social precisa avançar e com o comentário de Eda Tassara sobre a necessidade de os acontecimentos serem abordados com muita humildade intelectual.</p>
<p style="text-align: justify; ">Adorno disse identificar nas manifestações uma nova linguagem, na qual a violência está de alguma forma incorporada.  Ele quis saber de Preis como o MPL viu a questão da violência, se há uma busca de uma nova legitimidade para ela. Preis disse que a violência nas manifestações é de uma minoria, mas que não vê nela uma violência ilegítima, que possa ser repreendida em algum sentido: “A violência é uma representação de que existe um conflito, que o que está sendo feito contra a população não é justo e a população não aceita e vai revidar. Infelizmente, essa análise mais filosófica e política sobre a violência não foi tratada pelos meios de comunicação”.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/como-avancar-2" style="float: right; " title="Como Avançar? - 2" class="image-inline" alt="Como Avançar? - 2" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Lúcia Maciel tratou do papel dos intelectuais (“se é que eles têm algum, num exercício como esse de reinvenção política”) na sua pergunta a Bucci. Este disse que uma das constatações mais constrangedoras sobre a avalancha de protestos é a de que as lideranças consolidadas foram todas atropeladas pelas massas, com partidos, sindicatos e até ONGs correndo atrás para mostrar algum serviço. “Onde estavam essas lideranças e, por extensão, onde estavam os intelectuais? Por que os intelectuais se ocuparam tanto tempo em proteger o poder? Quanto melhor o poder, mais potente deve ser a crítica dos intelectuais. A questão de problematizar talvez tenha sido negligenciada. Esse movimento é um chamamento, de um lado, para o anacronismo das velhas estruturas de poder e, por outro, para a acomodação da atividade intelectual.”</p>
<p style="text-align: justify; ">A pergunta de Chaimovich a Singer foi se uma hipótese sobre o silêncio do ex-presidente Lula seria a de que talvez estivesse se articulando com o movimento sindical “para tornar-se novamente o herói de 1978, com vistas às eleições de 2014”. Singer considerou muito importante a convocação pelas centrais sindicais de um Dia de Luta em 11 de julho, por ter sido uma decisão unitária e, assim, inédita. Quanto ao ex-presidente, disse não acreditar que ele esteja articulando ações como o Dia de Luta com o objetivo de um retorno à disputa eleitoral: “Em função dos resultados de pesquisa, é evidente que o nome dele está colocado, porque a queda da aprovação do governo Dilma e de todos os Executivos foi muito grande. A depender como essa situação evoluir, o nome do ex-presidente estará mais colocado ainda. Mas não tenho a menor condição de avaliar se ele aceitaria uma candidatura”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Graziela Kunsch perguntou a Preis se ele consideraria outra composição e outra função para o novo Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, de caráter consultivo, criado pela Prefeitura de São Paulo dois dias antes do debate, com 39 membros: 13 de órgãos municipais; 13 ligados aos operadores do transporte (sindicatos e associações); e 13 representantes da sociedade civil a serem eleitos por voto direto. Preis disse que uma proposta que atenderia aos desejos da população seria a criação de um conselho deliberativo com maioria de membros da população. Para ele, o conselho criado pelo prefeito Haddad representa uma tentativa da Prefeitura de proteger o caráter de mercadoria do transporte.</p>
<p style="text-align: justify; ">Baena dirigiu sua pergunta a Singer, se a proposta de reforma política apresentada pela presidente Dilma poderia resolver o problema da representatividade política e possibilitar o combate à corrupção e à desigualdade social. Singer disse acreditar que a reforma política possa ajudar no controle da corrupção, “pois uma de suas causas é a questão do financiamento das campanhas, extraordinariamente caras e financiadas pelo poder econômico, que não dá esse dinheiro à toa, vai cobrar depois”. Ele crê também na possibilidade que uma reforma promova “uma representação mais autêntica, menos influenciada pelo poder econômico, que avance na justiça social, desde que o Congresso Nacional se torne menos conservador”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Jacobi comentou que os movimentos sociais urbanos das décadas de 70 e 80 permitiram o surgimento da democracia participativa, que depois foi incorporada na Constituição de 88, e perguntou a Singer como ampliar os mecanismos de participação. Para Singer, está na hora de retomarmos as experiências daquela época, como no caso do orçamento participativo: “Existe até uma proposta de um sistema nacional de orçamento participativo e de um sistema nacional de participação popular”.</p>
<p style="text-align: justify; ">A pergunta de Grossmann foi para Bucci e tratou do fato de os movimentos no Brasil e no mundo apontarem para uma virtualidade difícil de analisar a partir de pontos de vista social, antropológico e cultural, num quadro que parece indicar o ingresso em algo que possa ser chamado de uma nova natureza. Bucci respondeu que os movimentos trazem um novo lugar dentro do discurso da cidade, “problematizam, provocam curtos-circuitos ou entopem as artérias”. Dessa forma, segundo Bucci, ao ordenamento da vida social soma-se uma segunda natureza, uma natureza artificial, e o enfrentamento de signos ganha materialidade: “Há um transbordamento, não da esfera pública, mas de outra categoria do mundo da vida diretamente na cena política. Questões pessoais, privadas, da intimidade, indignações muito subjetivas ganham a cena, atropelando as mediações conhecidas da esfera pública”.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Perguntas do público</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Cláudia Moraes, da Unesp de Marília, perguntou a Preis se o MPL avaliou as transgressões à pauta inicial das manifestações e se existe a possibilidade de uma institucionalização do movimento. Preis disse que o movimento conseguiu o que queria — a revogação do aumento das tarifas de transporte — e agora se recolheu para construir um novo processo: “Ganhamos a luta. Não dá simplesmente para colocar outra pauta artificialmente. Não é assim que o movimento funciona. Vamos continuar na nossa luta por tarifa zero, pela municipalização do transporte e pela gestão popular”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Adami Campos quis saber de Singer qual a postura que os partidos políticos devem adotar, diante da crise de representatividade, para solucionar o vácuo entre Estado e sociedade. Para Singer, o que os partidos deveriam fazer é um processo de reflexão e de transformação no sentido de desburocratização, de desprofissionalização e de abertura real para os movimentos de base, mas disse não estar otimista quanto a isso, “porque na verdade os partidos cumprem funções eleitorais e governativas que estão funcionando, então acho difícil que eles façam essa operação, mas é o que deveriam fazer. Mas entre o que deveria ser feito e o que vai ser feito existe a realidade”.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/como-avancar3-3" style="float: right; " title="Como Avançar3 - 3" class="image-inline" alt="Como Avançar3 - 3" /></th>
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</table>
<p style="text-align: justify; ">Gustavo Venturi, da FFLCH, indagou a Bucci se a crise da representatividade também atinge a mídia corporativa e se os ataques a veículos de emissoras e manifestações contra repórteres não refletem isso. Bucci disse que, sem dúvida, foi contraditória a série de contatos que os movimentos tiveram com a imprensa, indo da solidariedade aos jornalistas que foram vítimas da violência policial à repulsa a organizações de mídia, no caso de peruas de emissoras depredadas e incendiadas. “Não há dúvida que, numa certa perspectiva, representantes da grande imprensa representam também o poder, ou, de alguma maneira, o pacto prevalecente, e sofrem agressões. De outro lado, quem abasteceu essas pessoas de informação foi uma combinação de vivências práticas, no caso do transporte, e investigações levadas a cabo por jornalistas.”</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Avaliações e propostas</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Na última parte do encontro, entrevistados e entrevistadores apresentaram suas considerações finais, muitas delas sobre as perspectivas para o país depois das manifestações e sobre as atitudes a serem adotadas por vários segmentos da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify; ">Sorj encerrou sua participação dizendo identificar uma unidade nos movimentos: “Queremos um país mais decente”.  Caracterizou o momento como de luta por um nacionalismo renovado, cívico. “O Brasil melhorou nos últimos 20 anos, mas essa melhoria não trouxe uma identificação com o sistema político, com as instituições.”</p>
<p style="text-align: justify; ">Para o avanço na questão do transporte público em São Paulo, Graziela Kunsch defendeu três ações: apoio ao anteprojeto de lei sobre a tarifa zero, que precisa de 500 mil assinaturas para ser apresentado à Câmara de Vereadores; um conselho municipal deliberativo sobre a tarifa com uma composição enxuta e encarregado de definir a planilha de custos; e a substituição do atual secretário dos Transportes Jilmar Tatto, “porque as ações e declarações dele sugerem que ele tenha uma relação intensa com empresários do setor”.</p>
<p style="text-align: justify; ">A horizontalidade é o fator unificador dos movimentos que ganharam as ruas, na opinião de Arlene Clemesha. Esse fator reivindica um novo paradigma de ação política, segundo ela, que indagou se “a proposta de reforma política não está justamente falhando na medida em que não conseguiu interpretar esse movimento, pois está sendo proposta da forma mais vertical possível, a partir de uma proposta da Presidência”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Três aspectos chamam a atenção de Adorno: a impossibilidade de explicações convencionais está sendo um desafio também para os intelectuais, que precisam “sair do comodismo em que estavam e aplicar sua sabedoria aos fatos”; a necessidade de retomada de um tema clássico, que é o da coragem cívica, pois “as manifestações mostraram que há vozes no subsolo da sociedade que precisam ser escutadas e que irromperam de uma maneira cívica”; a encenação política, “mais do que a espetacularização citada por Bucci”: “Um conjunto de manifestantes com máscaras é como um coro de teatro, e tem de ser analisado o papel do coro, que é o da crítica, de anunciar o fim dos tempos, de anunciar novos tempos. E, em termos de encenação, só vejo três saídas: tragédia, drama ou comédia”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Jacobi defendeu que os governos deem transparência à sua política, já que há lobbies poderosos e contratos bilionários relativos a transporte e resíduos sólidos.  Defendeu também o fortalecimento dos mecanismos da democracia participativa, para que se saiba “de onde vem o dinheiro e como gastá-lo”. No âmbito da universidade e dos atores públicos, Jacobi espera que se trabalhe mais a questão da aprendizagem social e do diálogo entre os diferentes atores sociais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Baena disse não acreditar que possa surgir uma nova forma de fazer política e de representação: “Nos, civilizados, temos de achar que o caminho é institucional e que podemos melhorar as instituições que temos. Acredito que devemos investir na reforma política e que ela não é só uma questão de financiamento de campanhas. Nunca experimentamos o voto distrital, nunca fizemos outras aproximações com nossos representantes, que precisam ser experimentadas no Brasil, além de uma discussão próxima do orçamento”.</p>
<table class="tabela-direita-400">
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<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/como-avancar-4" style="float: right; " title="Como Avançar? - 4" class="image-inline" alt="Como Avançar? - 4" /></th>
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<p>“Temos dificuldade em entender o que está acontecendo no plano das imagens e no plano das estratégias”, afirmou Eda Tassara. No plano das imagens, ela acredita que estamos assistindo a “uma nova forma de arte performática urbana, onde as pessoas se customizam e tentam representar coisas que não estão muito claras, mas que refletem os temas da mídia de massa via mídia das redes. É quase um dadaísmo underground que trabalha as problemáticas políticas”. Para ela, a representatividade e a participação não funcionam porque há uma permeabilidade do sistema político a interesses que não são os da representação da sociedade, mas sim interesses estratégicos de determinados setores.</p>
<p>Para Lucia Maciel, as manifestações devem ser pensadas a partir de um movimento global: “Fala-se de maio de 68 como uma matriz de uma nova forma de fazer política, mas acho que a década de 90 foi rica em movimentos contra a globalização neoliberal, como os Dias de Ação Global, o Movimento Zapatista e outros eventos que não fazem parte das nossas reflexões. Ali já havia uma nova matriz política, de ação direta, da vida performática, da perda da seriedade da política, do uso da internet. Ali havia germes fundamentais para entendermos o que está acontecendo hoje”.</p>
<p>Hernan Chaimovich defendeu maior participação da USP nos debates sobre as questões de interesse da sociedade: “Esta universidade tem uma responsabilidade que lhe cabe em função do respeito ao contribuinte paulista. Ou a USP começa a falar como estamos falando hoje, ou o pretenso papel do intelectual não se tornará uma realidade política. Por outro lado, não posso deixar de dizer que Occupy Wall Street teve um fim melodramático, ou seja, deu em nada. E esse é uma possibilidade que não foi tratada aqui”.</p>
<p>Preis defendeu a ampliação dos espaços de participação direta da população, como os conselhos de bairros e questionou o papel da imprensa: “Que serviço ela tem prestado à sociedade ao abafar todas as manifestações políticas dos movimentos de contestação da ordem que ocorrem diariamente no país? A gente vai precisar levar centenas de milhares de pessoas à rua para barrar esse embargo midiático?” Ele defendeu também a desmilitarização da polícia.</p>
<p>Singer disse manter sua posição inicial de perplexidade diante dos acontecimentos e que a possibilidade, aventada por Chaimovich, de tudo terminar subitamente não é absurda, “porque realmente há uma característica desses movimentos convocados pelas redes sociais: eles são fáceis de convocar, mas são menos organizados, menos permanentes”. Destacou que ou a sociedade se organiza, ou os avanços não vão acontecer, mas que é preciso analisar com bastante cuidado as linhas de avanço possíveis para acelerar esse processo: “Embora eu compreenda que estamos em face de novas realidades, insisto que as velhas divisões de classe, sobretudo num país como o Brasil, continuam sendo muito importantes”.</p>
<p>Para Bucci, o envelhecimento dos partidos políticos no Brasil tem a ver com uma rendição das máquinas partidárias à atuação como administradoras de métodos mais ou menos corruptos, tornando-se máquinas eficientes dentro de um sistema de agenciamento de interesses indevidos. Ele defendeu a diminuição de privilégios dos políticos, a admissão de outras formas de representação que não os partidos, “por mais que eles sejam necessários”, e a mensuração da qualidade de prestação do serviço público.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Manifestações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-07-24T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-destaques-da-programacao-em-junho-e-julho">
    <title>Os destaques da programação de junho e julho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-destaques-da-programacao-em-junho-e-julho</link>
    <description>Publicação traz notícias e cobertura das principais atividades de junho e julho de 2013.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As notícias e a cobertura dos principais eventos realizados nos últimos meses pelo IEA estão reunidas na publicação especial <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/imprensa/destaques/destaques-junho-julho-2013" class="external-link"><strong>"Destaques Junho-Julho/2013"</strong></a>, divulgada recentemente. <span>As atividades compreendidas pela publicação são:</span></p>
<ul>
<li><span>os debates </span><i>O Que Está Acontecendo?</i><span> e </span><i>Como Avançar? —</i><span> da serie UTI Brasil do Laboratório Sociedades Contemporâneas —, que trataram das manifestações nas ruas das cidades brasileiras;</span></li>
<li><span>a reunião na Clarence House, residência oficial em Londres e sede da fundação do príncipe Charles, em que foram discutidas as possibilidades de cooperação de instituições do Reino Unida com o projeto Rainforest Continent Business School;</span></li>
<li><span>o seminário com pesquisadores da Princeton University, dos EUA, sobre o racismo no Haiti e em Cuba.</span></li>
</ul>
<p>O arquivo em PDF da publicação contém todos os links para os conteúdos complementares sobre os eventos, inclusive para os vídeos de cada atividade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2013-08-12T19:40:00Z</dc:date>
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