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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/workshop-taxonomia-de-incidentes-em-inteligencia-artificial-11-05-2026">
    <title>Workshop: Taxonomia de Incidentes em Inteligência Artificial - 11/05/2026</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-06-10T17:00:48Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/4o-encontro-da-rede-latino-americana-de-catedras-e-observatorios">
    <title>4º Encontro da Rede Latino-americana de Cátedras e Observatórios de Comunicação e Informação, Cultura e Desenvolvimento Social</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/4o-encontro-da-rede-latino-americana-de-catedras-e-observatorios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3>Conferência</h3>
<p>O 4º Encontro Latino-americano de Cátedras e Observatórios de Comunicação e Informação, Cultura e Desenvolvimento Social terá como discussão central o tema "A<span> Inteligência Artificial e a Condição Humana </span><span>– Dilemas da Comunicação na Era Digital" e terá como conferencista a </span><span>Prof.<span>ª </span></span><span>Dra. Dora Kaufman (PUC-SP).</span></p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c/C%C3%A1tedradeEduca%C3%A7%C3%A3oB%C3%A1sica" target="_blank">canal YouTube da Cátedra</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Isabella Giovannoni</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-06-09T20:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/quando-a-ia-nao-deveria-e-quando-deve-causar-dano">
    <title>Quando o uso de IA causa danos e quando ela é feita para provocá-los</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/quando-a-ia-nao-deveria-e-quando-deve-causar-dano</link>
    <description>Uso da IA nas Guerras Contemporâneas: Perspectivas de um Futuro Presente</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-taxonomia-de-incidentes-em-inteligencia-artificial/image" alt="Workshop &quot;Taxonomia de Incidentes em Inteligência Artificial&quot;" title="Workshop &quot;Taxonomia de Incidentes em Inteligência Artificial&quot;" height="420" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">Expositores do workshop sobre incidentes de IA (a partir da esq.): Carlos Américo Pacheco (Cátedra IA Responsável), Alexandre Freira (Google), Cristina Godoy (Tech Law-IEA) e Miriam Wimmer (ANPD); também participaram Glauco Arbix (Cátedra IA Responsável) e Oscar Vilhena (FGV-SP)</dd>
</dl></p>
<p>Em maio, os riscos e danos causados por sistemas e modelos de inteligência  artificial <span>(IA) </span>e as implicações éticas no seu uso militar foram destaque na programação do IEA. Também no mês passado, teve grande repercussão internacional a manifestação do papa Leão 14 na encíclica "<a href="http://magnifica%20humanitas/">Magnifica Humanitas</a>", cujo subtítulo é "Sobre a Salvaguarda da Pessoa Humana na Era da Inteligência Artificial".</p>
<p>No plano nacional, houve a iniciativa do governo federal de baixar o <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/decreto/d12975.htm">Decreto 12.975</a>, alterando dispositivos da regulamentação do Marco Civil da Internet. O decreto atribuiu à <a href="https://www.gov.br/anpd/pt-br">Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</a> a competência de regular e fiscalizar as plataformas digitais, com foco na rastreabilidade de crimes com IA, falhas sistêmicas de algoritmos e combate à publicidade enganosa.</p>
<p>Nesse amplo debate sobre as implicações da IA em vários setores da sociedade, uma prioridade inquestionável é a necessidade de definir de forma inequívoca os vários tipos de riscos e incidentes relacionados com o uso dessa tecnologia. Essa taxonomia será essencial para a elaboração das normas infralegais que regulamentarão a futura lei sobre o uso da IA no Brasil. O alerta é do engenheiro e economista <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/ia-responsavel/titular">Carlos Américo Pacheco</a>, titular da Cátedra IA Responsável, parceria do IEA com a Google.</p>
<p>Para discutir os vários aspectos dessa questão e dar os passos iniciais para a criação  de um observatório de incidentes de IA, a cátedra realizou o workshop “<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2026/workshop-taxonomia-de-incidentes-em-inteligencia-artificial" class="external-link">Taxonomia de Incidentes em Inteligência Artificial</a>”, no dia 11 de maio. Além de Pacheco, que moderou o evento, participaram dirigentes de órgãos governamentais envolvidos com a questão, pesquisadores da USP e da FGV-SP e um representante do Google.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h2><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/drone-militar-400px" alt="Drone militar - 400px" class="image-inline" title="Drone militar - 400px" /></h2>
<h2><span>IA na guerra</span></h2>
<p>Um dos conceitos fundamentais elaborados pelo general prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831), considerado o mais influente teórico militar do Ocidente, é o do nevoeiro da guerra, como ele definia as incertezas, desinformação e acaso que influenciam o desenrolar de um conflito armado. Mas agora a IA surge como promessa de transformação do denso nevoeiro em algo mais previsível, talvez uma névoa. Ou será que a IA apenas muda a natureza do nevoeiro?</p>
<p>Essa foi uma das questões discutidas no webnário “Uso da IA nas Guerras Contemporâneas: Perspectivas de um Futuro Presente”, no dia 21 de maio.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rachel-camilly-soares-de-souza">Rachel Camilly Soares de Souza</a>, mestranda em ciências militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, expositora no encontro, a IA tem sido apresentada como um meio de mitigar o ambiente de nevoeiro, dada sua capacidade de processar um grande volume de dados extraídos de sensores, satélites, radares em velocidades muito superiores à humana.</p>
<p>A questão, segundo ela, é saber se a IA realmente dissipa o nevoeiro ou simplesmente o transforma, pois “o processo de incerteza também existe no campo da tecnologia”. Os algoritmos podem produzir decisões cuja lógica nem mesmo seus criadores conseguem explicar, evidenciando sua opacidade, afirmou.</p>
<p>“Com a opacidade algorítmica, a sobrecarga informacional e a dependência de sistemas automatizados, as ambiguidades dos conflitos continuam a existir mesmo com a incorporação da inteligência artificial.”</p>
<p>Um exemplo de como a IA pode propor soluções controversas em conflitos foi divulgado recentemente pela imprensa, quando modelos de IA, ao analisarem situações de impasse em guerras simuladas, indicaram o uso de armas nucleares táticas.</p>
<p>Os principais argumentos dos defensores de sistemas autônomos são, de acordo com Rachel: máquinas operam continuamente e não sofrem de fadiga, processam dados em velocidades extraordinárias e diminuem baixas militares.</p>
<p>Mas é preciso analisar essa lógica da guerra de maneira crítica. Ela citou Paul Scharre como um dos especialistas que fazem isso. Ex-oficial do Pentágono, ele é autor do livro <a href="https://www.paulscharre.com/" target="_blank">Army of None: Autonomous Weapons and the Future of War</a>, no qual ele trata a aceleração tecnológica, inteligência artificial e a perda do controle humano à medida que as decisões no campo de batalha passam a ocorrer na velocidade dos computadores.</p>
<p>Rachel acrescenta que é preciso observar que “os sistemas autônomos não atuam isoladamente, interagem com operadores humanos, com outras máquinas, com redes de comunicação”. Então mesmo algoritmos desenvolvidos para situações específicas podem reagir de forma inesperada em ambientes reais de conflito.</p>
<p>Além disso, ela ressaltou que é enganoso considerar os sistemas como neutros, pois todo seu processo de produção é supervisionado por humanos, que têm valores, relações sociais, institucionais e políticas. Nem sequer podem ser considerados realmente independentes, pois os seres humanos participam da coleta de dados, da definição de categorias e do design do algoritmo.</p>
<p>Outro ponto é a questão da responsabilidade. Quanto maior o grau de automação, mais difícil examinar as ações dos sistemas sob a ótica da responsabilidade: “Numa ação letal, que é o responsável? E aí podemos pensar nos riscos relacionados com essas aplicações".</p>
<p>Os sistemas aprendem a partir de uma base de dados e podem reproduzir preconceitos existentes na base de dados. Isso se reflete em contextos militares, avaliações de ameaças e identificação de alvos. Também há falta de rastreabilidade, completou a pesquisadora.</p>
<p>"Após uma operação, como saber por que o sistema chegou a determinada conclusão? Todo esse processo dificulta uma auditoria. Além disso, há ainda a questão da opacidade algorítmica, que também é relata por alguns autores que trabalham com a questão.”</p>
<p>Para o major <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thiago-jose-bandeira-santos">Thiago José Bandeira Santos</a>, doutorando em ciências militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, na guerra há muitos dados, mas eles são muito imprecisos, e com a IA surgem mais dados ainda e difíceis de serem analisados. “A natureza caótica da guerra vai se reconfigurar com a questão algorítmica e cognitiva”, afirmou.</p>
<p><strong>Questões éticas</strong></p>
<p>Um dilema ético existente é a diferença entre uma morte ocasionada por um combatente em risco, que não será condenado por assassinato, e aquela resultante da ação de um sistema autônomo. Até que ponto essa ação de uma máquina não pode ser considerada um assassinato?, indadou.</p>
<p>Nas questões estratégicas, por sua vez, há um dilema de segurança, segundo Santo: um estado procura usar um sistema autônomo seguindo uma linha com maior preocupação ética, mas diante de uma ameaça de outro Estado, como poderá deixar de agir?</p>
<p>Outro problema apontado por ele é o risco de viés de automação, onde há redução dos ciclos decisórios e cada vez mais confiança na máquina. "Isso leva a dois tipos de erro: no de cognição, apesar do que aprendeu, o comandante da ação prefere a seguir o que a máquina orientou; o de omissão se caracteriza em apenas tomar uma decisão quando a máquina der uma resposta."</p>
<p>O próprio uso da IA possui implicações estratégicas, afirmou. É preciso avaliar se a dependência de empresas privadas de tecnologia reduz a soberania dos Estados e até que ponto as big techs não fazem parte do complexo militar, disse.</p>
<p><strong>Tecnologia e guerra</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-goncalves-mota-1">Rafael Gonçalves Mota</a>, professor da Universidade Federal do Ceará e pós-doutor em ciências militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, considera difícil separar a evolução da guerra e da tecnologia. “Todo grande avanço tecnológico acaba sendo impactado pelo militar.”</p>
<p>Com o ciberespaço, partiu-se o paradigma das fronteiras físicas e as ações bélicas também atuam nesse ambiente cibernético, afirmou. Desenvolvimento veloz da IA faz com que todas as ciências precisem se debruçar sobre essa realidade, e é preciso que as academias civis e militares se dediquem a isso, acrescentou.</p>
<p>Ele comentou que há três tipos principais de relação do ser humano com a máquina: 1) ser humano no controle; 2) operação autônoma supervisionada; e 3) plena autonomia da máquina.</p>
<p>Ele lembrou que o antigo secretário de Estado dos EUA Henri Kissinger (1923-2023) dizia que a introdução da lógica não humana por meio da IA nos processos militares transforma a estratégia ao adicionar uma camada de incalculabilidade e velocidade que ultrapassa a capacidade humana de resposta. Para Kissinger, essa transformação altera fundamentalmente o cálculo de dissuasão e a governança global.</p>
<p>Mota apontou que há três caminhos básicos a seguir segundo a doutrina militar internacional: aceitar as armas autônomas, restringi-las ou renunciar a elas.</p>
<p>Ele afirmou que as discussões atuais incluem: a adoção de um tratado que proíba o desenvolvimento de armas autônomas letais (proposta da Cruz Vermelha Internacional); delimitação de uso, para que as armas sejam programadas para atingirem apenas instalações físicas; e responsabilização por dolo eventual pelas regras em vigor do Direito Internacional dos Conflitos Armados (também conhecido como <a class="external-link" href="https://www.icrc.org/sites/default/files/document/file_list/o_que_e_o_dih.pdf">Direito Internacional Humanitário</a>).</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Embora grande parte do debate sobre IA esteja voltado a incidentes que afetam direitos individuais e coletivos, por interesses econômicos, eleitorais e de outras naturezas, cresce também a preocupação com sua aplicação em contextos militares. No IEA, essa discussão ocorreu no seminário online "<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2026/uso-da-ia-nas-guerras-contemporaneas-perspectivas-de-um-futuro-presente" class="external-link">Uso da IA nas Guerras Contemporâneas: Perspectivas de um Futuro Presente</a>", no dia 21 de maio, organizado pelo laboratório <a href="https://understandingai.iea.usp.br/" target="_blank">Understanding Artificial Intelligence</a> [leia o box ao lado].</p>
<p>Mas não basta definir os incidentes de IA, é preciso registrá-los e organizá-los num banco de dados de forma a permitir sua análise. Isso será essencial para a formulação de políticas públicas para reduzir o número de incidentes e mitigar seus efeitos nefastos. Com esse fim, a Cátedra IA Responsável pretende criar um Observatório de Incidentes de IA. O workshop sobre taxonomia de incidentes foi o passo inicial para essa realização.</p>
<p><strong>Vácuo regulatório</strong></p>
<p>"Apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil está bastante atrasado em relação aos incidentes com IA. A boa notícia é que o país não está sozinho. O mundo inteiro está atrasado, com raríssimas exceções”, disse o sociólogo Glauco Arbix, professor sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e coordenador acadêmico da Cátedra IA Responsável.</p>
<p>Para ele, o lançamento recente do modelo de IA Mythos pela Anthropic tornou flagrante o vácuo regulatório da IA em todo o mundo. “O modelo identificou, de forma autônoma, milhares de vulnerabilidades em diversos sistemas, inclusive do FreeBSD, utilizado no mundo inteiro em áreas como segurança e energia e no Brasil abrigado no NIC.br”, disse.</p>
<p>No início de abril, a Anthropic resolveu bloquear o acesso ao Mythos diante dos riscos de uso inadequado do modelo. A empresa criou o <a href="https://www.anthropic.com/glasswing">Projeto Glasswing</a>, cujos integrantes são a própria Anthropic e a Amazon Web Services, Apple, Broadcom, Cisco, CrowdStrike, Google, JPMorganChase, Linux Foundation, Microsoft, NVIDIA e a Palo Alto Networks. De acordo com o site da empresa, essas empresas “usarão o Mythos Preview em seus trabalhos de segurança defensiva; a Anthropic compartilhará o que aprendermos para que todo o setor possa se beneficiar. Também ampliamos o acesso a um grupo de mais de 40 organizações adicionais que desenvolvem ou mantêm infraestrutura de software crítica, para que possam usar o modelo para analisar e proteger sistemas de terceiros e de código aberto”.</p>
<p>Apesar do mérito da Anthropic em bloquear o acesso ao Mythos, a situação impõe uma pergunta, segundo Arbix: “Qual a legitimidade de uma empresa com menos de cinco anos de existência para tomar decisões sobre a divulgação ou não de um sistema altamente perigoso, segundo ela própria, e impedir que os países em geral, inclusive o Brasil, consigam ter acesso e se defender melhor desse tipo de sistema?”.</p>
<p>Quanto à utilização do <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX%3A32024R1689">Regulamento de Inteligência Artificial do Parlamento e do Conselho da União Europeia</a> (mais conhecido por EU AI Act) como parâmetro, ele afirmou que está ocorrendo um debate visando “afrouxar bastante a legislação europeia, com o argumento de que ela está atrapalhando a competitividade das empresas do continente". Acrescentou que debates desse tipo estão ocorrendo de forma intensa em várias partes do mundo.</p>
<p>Arbix disse que o caso Mythos demonstra que o sistema de autorregulação é absolutamente insuficiente para proteger a sociedade. "Diferentemente de outras tecnologias e do que acontecia 5 ou 7 anos atrás com a IA, hoje quem expande as fronteiras dela são as empresas, que retiraram das mãos dos governos a possibilidade de regulamentação, controle, como existia na época de desenvolvimento da energia nuclear, como existia e existe ainda na área espacial.”</p>
<p>O gestor governamental, que deve supervisionar essas empresas, depende do que elas voluntariamente aceitam divulgar para o setor público, afirmou. “Há uma inversão do sistema de supervisão e isso gera um problema jurídico, regulatório no mundo inteiro.”</p>
<p>Há uma carência no Brasil, e ela nem está contemplada na regulação da IA prevista no <a href="https://www.congressonacional.leg.br/materias/materias-bicamerais/-/ver/pl-2338-2023">Projeto de Lei 2338/23</a>, em tramitação no Senado, segundo ele: “O país não tem mecanismos que estabeleçam um limite de capacidade que funcione como um gatilho automático de supervisão quando um modelo superar determinado nível de risco. Isso tem a ver com a soberania da sociedade sobre a tecnologia”.</p>
<p>Outra deficiência do país é não ter um instituto nacional de segurança de IA, disse Arbix. No Reino Unido, onde ele desenvolve pesquisa atualmente, foi criado recentemente um instituto com esse fim. “Foi a única instituição que avaliou o Mythos e atestou que o modelo pode causar um prejuízo gigantesco a outras empresas, bem como à sociedade, governos e sistemas de energia, transporte, cabotagem ou do que se quiser imaginar, pela possibilidade que tem de encontrar brechas em sistemas que podem ser aproveitadas por intervenções maliciosas.”</p>
<p>Para ele, a regulação de modelos de fronteira exige capacidade técnica que o Brasil não tem e precisaria criar. Defendeu também que o país tenha uma regulação da cadeia de fornecimento de IA, não só das aplicações finais. Ele fez esse alerta diante do risco de empresas de IA com acesso a sistemas e bases de dados governamentais absorverem grande volume de dados da administração pública e de pessoas em geral.</p>
<p>Outro aspecto a merecer atenção é o mais difícil, segundo Arbix. Trata-se do comportamento chamado de “engano estratégico documental”, no qual há manipulação, falsificação ou indução ao erro através de documentos gerados ou alterados por IA. “O Mythos simplesmente engana e passa a perna em sistemas de defesa. É diferente da alucinação, que tem a ver com a arquitetura dos modelos.”</p>
<p>Arbix enfatizou a necessidade de o país ter um padrão comum de incidentes, inclusive para exigir das empresas seus relatórios. Mais do que isso, é preciso abrir canais públicos e incentivar canais privados para que a população registre incidentes.</p>
<p>Há a necessidade também de meios para resolver a simetria de incentivo: “Deveríamos ter meios de incentivar as empresas a relatarem seus registros de incidentes. Em contrapartida, deveríamos ter como protegê-las, para que não sofram uma saraivada de processos judiciais e fiquem expostas a litígios de todo tipo.”</p>
<p>Ele defendeu ainda que seja estabelecida em lei a obrigatoriedade de relato corporativo de incidentes sérios. “Pode ser um relato fechado, entregue a uma agência ou instituto, mas o poder público deve ter acesso a isso, pois é uma maneira de dialogar com as empresas sobre melhorias e a defesa da própria população.”</p>
<p>A criação de uma autoridade nacional com capacidade técnica para analisar relatos de incidentes também foi defendida por Arbix. Se não for criada essa autoridade, será preciso criar um centro dedicado a isso vinculado à ANPD ou ela ser capacitada para esse trabalho, afirmou.</p>
<p><strong>Medidas governamentais</strong></p>
<p>O cientista político João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, afirmou que o governo tratou da inclusão de obrigações importantes de manutenção de registros auditáveis de incidentes relevantes de segurança no uso da IA ao participar das discussões sobre o Projeto de Lei 2.338/23. “Incidentes de segurança nunca foram uma questão menor, secundária, são uma questão talvez primária no debate sobre segurança da IA, e não só dela, pois estamos falando de segurança global”, disse.</p>
<p>Brant explicou que o governo federal está apostando num diálogo com o modelo europeu de regulação baseada em risco presente EU AI Act. Apesar das críticas ao regulamento europeu (“algumas pertinentes outras bem menos”), ele considera que se trata de uma alternativa para a reflexão sobre como graduar as respostas e obrigações de acordo com o risco, equilibrando isso com a abertura à inovação.</p>
<p>Ele vê o observatório de registro e análise de incidentes proposto pela Cátedra IA Responsável como um espaço de diálogo com outras iniciativas, como o Centro Nacional de Transparência Algorítmica – previsto no <a href="https://www.cgee.org.br/documents/37878/43769/CGEE_PBIA.pdf/6174f551-a40f-7302-b74b-48c8d840fc65?version=1.0&amp;t=1756481406537">Plano Brasileiro de Inteligência Artificial</a> –, dentro de um ecossistema de IA onde a ANPD, “se prevalecer a visão que a gente tem, desempenhará um papel central de organização e de definição de diretrizes gerais a serem aplicadas a partir da ação dos reguladores setoriais”, afirmou.</p>
<p>A diretora da ANPD, Miriam Wimmer, disse que a IA já é um tema com forte presença na agenda regulatória, não só em relação à segurança de informação, mas também no que tange a restrições de acesso a direitos, decisões automatizadas opacas, fraudes, conteúdos falsos, alucinações em contextos críticos e riscos sistêmicos.</p>
<p>“Muitos incidentes apresentam riscos em campos que não são o de dados pessoais e não tem necessariamente a ver com a ANPD, como defesa do consumidor, concorrência, integridade informacional, infraestruturas críticas, serviços financeiros, e direito da criança e do adolescente”, disse. Daí a importância de haver uma linguagem comum que permita a todos visualizarem as repercussões de incidentes em diferentes setores e campos regulatórios, completou.</p>
<p>“Quando se fala de incidentes de IA não se está falando necessariamente de segurança da informação, de vazamento de dados. Muitas vezes são incidentes de mudança de finalidade, de tratamento, subversão das expectativas do titular, assimetria informacional, dificuldade de se opor ao tratamento, e uso secundário de dados que foram coletados para outra finalidade”, frisou.</p>
<p>Para ela, a elaboração de uma taxonomia dos incidentes e a criação de um laboratório sobre eles será útil para produzir uma memória institucional, aglutinar casos hoje dispersos em vários reguladores. Além disso, as duas iniciativas servirão para consolidar precedentes, mapear riscos prospectivos e estabelecer mecanismos de prevenção que possam inclusive servir de orientação à agência e outros órgãos competentes, disse.</p>
<p><strong>Impacto nas eleições</strong></p>
<p>O workshop também tratou de duas situações exemplares da atualidade envolvendo risco de incidente de IA: o risco de uso da tecnologia para a produção de conteúdos ilícitos, inclusive deepfake (substituir ou alterar rostos, vozes e movimentos em fotos, vídeos e áudios) que possam influir na disputa eleitoral deste ano; e os procedimentos de uma big tech para produzir modelos de IA seguros e responsáveis.</p>
<p>Para tratar dos impactos de incidentes de IA no processo eleitoral e de como a Justiça Eleitoral deve lidar com eles, a cátedra convidou Oscar Vilhena, professor da Faculdade de Direito da FGV-SP. Ele lembrou que o Congresso Nacional aprovou a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14197.htm">Lei 14.197</a> em 2021, em substituição à Lei de Segurança Nacional. O novo diploma legal alterou o Código Penal para tipificar os crimes contra o Estado Democrático de Direito. Foi incluído o Art. 359-N, que define como crime “impedir ou perturbar a eleição ou a aferição de seu resultado, mediante violação indevida de mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação estabelecido pela Justiça Eleitoral”. É nesse crime que irá incorrer quem utilizar a IA para impedir ou conturbar o processo eleitoral, explicou Vilhena.</p>
<p>O segundo recurso para assegurar a lisura e justeza das eleições é o policiamento do processo: “De acordo com a teoria do direito eleitoral brasileiro, é preciso estabelecer a simetria entre as partes. Ao policiar o processo, a Justiça Eleitoral pode suspender conteúdos e perfis, além de responsabilizar aqueles que mobilizaram esses conteúdos.”</p>
<p>Ele citou que, em março, o Tribunal Superior Eleitoral baixou a <a href="https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-755-de-2-de-marco-de-2026">Resolução 23.755</a>, que alterou normas sobre a propaganda eleitoral. “Ela não proíbe o uso da inteligência artificial nos processos eleitorais, mas impõe diversos cuidados. Os departamentos jurídicos das campanhas estão tentando compreender essas limitações. Sem dúvida, a primeira é a utilização da deepfake, que fica proibida. Mas o combate à deepfake vai depender não só da capacidade da Justiça Eleitoral de agir com rapidez, mas também de o próprio sistema partidário levar os casos até ela.”</p>
<p><strong>Procedimentos do Google</strong></p>
<p>Coube a Alexandre Freire, diretor sênior de Engenharia do Google Brasil, apresentar as preocupações e procedimentos da empresa quanto à segurança dos seus modelos de inteligência artificial. Segundo ele, o Google adota um “funil de segurança de IA”, que inclui três níveis: 1) base (princípios de IA, que estabelecem as regras dos sistemas da empresa); 2) modelos operacionais de mitigação (governança, mapeamento, medição e gestão contínua de riscos); e 3) segurança e mitigação de incidentes (atualizações constantes e ações sobre vulnerabilidades).</p>
<p>Em relação à base, Freire disse que o procedimento é respeitar segurança e privacidade nos princípios de design dos modelos. Na observação desses princípios de IA, a empresa se vale dos consensos entre indústria, academia, reguladores e governos, afirmou.</p>
<p>No caso dos modelos operacionais de mitigação, ele informou que o Google adota os critérios da <a href="https://www.nist.gov/itl/ai-risk-management-framework">Estrutura de Gerenciamento de Risco de IA</a> do Instituto de Padrões e Tecnologia (Nist, na sigla em inglês), órgão do Departamento de Comércio do governo dos EUA.</p>
<p>De acordo com Freire, o primeiro critério é garantir que sejam considerados limites éticos rigorosos muito antes de um modelo de IA ser desenvolvido. O segundo é mapear as possibilidades de risco por meio de uma tradução pragmática de ameaças abstratas para a base das taxonomias desenvolvidas pelo Google: <a href="https://cloud.google.com/responsible-ai?hl=pt-BR">Inteligência Artificial Responsável (RAI)</a> e <a href="https://safety.google/intl/pt-BR_ALL/safety/saif/">Framework de Inteligência Artificial Segura (Saif)</a>. O terceiro é a proatividade na identificação de vulnerabilidades, o que é feito pelo red teaming (equipe que simula ataques à segurança). O quarto é gerenciar a implantação de modelos de IA monitorando, intervindo e iterando, com lançamentos feitos de forma cadenciada num ambiente com maior controle e acompanhando o feedback dos usuários.</p>
<p>Segundo Freire, um novo componente tem colocado as taxonomias adotadas pelo Google em xeque agora: os agentes de IA, que realizam tarefas completas solicitadas pelos usuários. Há a necessidade de adicionar novos controles para verificar a correspondência da ação dos agentes com os objetivos do usuário. “Entre um agente iniciar uma ação e ela se concretizar, haverá outra IA no meio para verificar se o agente está alinhado com o usuário”, afirmou.</p>
<p><strong>Critérios para um observatório</strong></p>
<p>Cristina Godoy, coordenadora do Grupo de Estudos em Direito e Tecnologia do Polo Ribeirão Preto do IEA, tratou da estruturação de um observatório de incidentes de IA como o proposto pela cátedra a partir de quatro camadas:  conceitual, de definições, de descrições, analítica e de governança.</p>
<p>Segundo ela, a camada conceitual deve estabelecer onde se pretende chegar com o observatório, que deve ser visto como uma estrutura de governança a ser definida. Ainda nesse nível conceitual, percebe-se a necessidade de criação de um glossário, “para uma compreensão dos elementos que são relevantes quando se fala de incidentes”, disse.</p>
<p>“O ponto de partida para a segunda camada são as definições apresentadas pela OCDE, que também verificamos no AI Act da União Europeia. O incidente é um evento ou circunstância ou uma sequência de eventos que direta ou indiretamente podem causar um dano. E aí há os tipos de danos. O dano grave é o que vai impactar, por exemplo, direitos fundamentais, saúde, estruturas críticas.”</p>
<p>A terceira camada, segundo a pesquisadora, é a de descrição, destinada à reflexão sobre como construir as categorias de incidentes e até a produzir um relatório sobre eles. Nesse nível, devem ser estabelecidos os critérios de preenchimento dos dados sobre os incidentes. “Há vários tipos de taxonomia e repositórios. Precisamos analisar suas estruturas e verificar o que faz sentido ou não para nós.”</p>
<p>A camada analítica analisará os incidentes, sua escalabilidade, persistência, impacto e severidade. Permitirá também identificar os falsos positivos, explicou Cristina Godoy.</p>
<p>Finalmente, há camada de governança, que deve definir os objetivos do observatório. Segundo ela, as finalidades podem incluir, entre outras coisas, ajudar na implantação de um sandbox regulatório [ambiente de teste controlado sob supervisão de órgãos reguladores], colaborar com auditorias e seguradoras, subsidiar a elaboração de guias práticos e aumentar a segurança em compras públicas.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calazans/IEA-USP; Bobbi Zapka/Wikipédia</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-06-09T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/responsabilidade-agentes-artificiais">
    <title>O Problema da Atribuição de Responsabilidade em Agentes Artificiais Autônomos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/responsabilidade-agentes-artificiais</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong> </strong>A ascensão da inteligência artificial autônoma inaugura uma das maiores crises contemporâneas da responsabilidade moral. Quando máquinas passam a perceber o ambiente, aprender com dados, tomar decisões e agir de forma parcialmente independente da intervenção humana, rompe-se a estrutura clássica que sempre vinculou ação, intenção e culpa a um sujeito identificável. O resultado é um cenário inquietante: sistemas produzem efeitos reais no mundo, acidentes, diagnósticos, exclusões financeiras, decisões críticas, sem que seja possível apontar, de maneira clara e satisfatória, quem realmente deve responder por eles. A palestra analisa esse fenômeno a partir do conceito de <i>responsibility gap</i>, discutindo como a autonomia funcional, a opacidade algorítmica e o aprendizado contínuo desafiam os fundamentos tradicionais da imputação moral. Mais do que um problema técnico ou jurídico, trata-se de uma transformação profunda na própria concepção de agência, autoria e controle na era da inteligência artificial. Ao articular ética da IA e teoria da responsabilidade, a exposição investiga os limites do modelo antropocêntrico clássico e debate possíveis caminhos para reconstruir critérios de responsabilização em contextos nos quais humanos e máquinas passam a compartilhar, de forma híbrida e distribuída, a produção da ação.<strong></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-05-27T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ia-guerras-futuro-presente">
    <title>Uso da IA nas Guerras Contemporâneas: Perspectivas de um Futuro Presente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ia-guerras-futuro-presente</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O evento, promovido no âmbito do Understanding Artificial Intelligence (UAI), busca oferecer um panorama geral sobre o modo como a inteligência artificial vem sendo incorporada ao campo militar, em níveis tático, operacional e estratégico, em funções ofensivas ou defensivas. Este evento considera o contexto geopolítico contemporâneo, marcado pela intensificação de conflitos ao redor do globo, os quais alcançaram, em 2024, o maior número de conflitos armados envolvendo ao menos um Estado desde o início da série histórica da UCDP, em 1946 (UCDP, 2025). Esse cenário tem sido acompanhado por um aumento nos investimentos em defesa. Segundo o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI, 2025), os gastos militares globais atingiram US$ 2.718 bilhões em 2024, com a maior alta anual desde pelo menos 1988. Ao mesmo tempo, organismos internacionais e instituições de segurança têm destacado que a IA já está sendo integrada a uma ampla gama de aplicações militares, incluindo sistemas de apoio à decisão, operações cibernéticas, e outros meios e métodos de guerra (ONU, 2026). Neste contexto, o evento pretende reunir especialistas para discutir os usos contemporâneos da IA no domínio militar, abarcando os desafios éticos, estratégicos e sociopolíticos que acompanham sua difusão. O objetivo é contribuir para a construção de ferramentas teórico-metodológicas capazes de analisar esse fenômeno em sua complexidade, bem como seus efeitos sobre a governança internacional e as guerras contemporâneas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-05-12T19:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/workshop-taxonomia-incidentes">
    <title>Workshop: Taxonomia de Incidentes em Inteligência Artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/workshop-taxonomia-incidentes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b583e583-7fff-477b-9cb4-5956339ebf3e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A rápida disseminação de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) impõe o desafio urgente de monitorar, registrar e compreender os riscos e incidentes associados ao seu uso. Com base nas diretrizes do </span><span>Framework da OECD sobre Incidentes em IA</span><span>, este workshop reunirá especialistas da academia, do governo e do setor privado para debater taxonomias de risco e mecanismos de sistematização de ocorrências no ambiente digital.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O encontro tem como objetivo central promover o intercâmbio de experiências institucionais e analisar os avanços recentes na regulação da IA no Brasil. Busca-se compreender como a notificação sistemática de incidentes pode auxiliar formuladores de políticas públicas na identificação de sistemas de alto risco e na proteção de direitos fundamentais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este workshop marca também um passo inaugural para a constituição, no âmbito da Cátedra de IA Responsável do IEA-USP, de um </span><span>Observatório de Incidentes em IA</span><span>. A iniciativa pretende atuar em diálogo permanente com universidades, organizações da sociedade civil e órgãos reguladores para construir uma base de conhecimento sólida sobre o impacto dessas tecnologias na sociedade brasileira.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span style="text-decoration: underline;">Texto citado pelo professor Glauco Arbix</span></span></p>
<p dir="ltr"><b><span>EN: </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/contribu-on-to-the-workshop-on-taxonomy-of-ai-incidents/" class="external-link">Contribution to the Workshop on Taxonomy of AI Incidents</a></b></p>
<p dir="ltr"><b>PT: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/contribuicao-ao-workshop-sobre-taxonomia-de-incidentes-em-ia/" class="external-link">Contribuição ao Workshop sobre Taxonomia de Incidentes em IA</a></b></p>
<div><span>
<p id="_mcePaste"><b>Expositores</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-brant" class="external-link">João Brant</a> (Casa Civil da Presidência da República)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-pita" class="external-link">Marina Pita</a> (Casa Civil da Presidência da República)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-wimmer" class="external-link">Miriam Wimmer</a> (Agência Nacional de Proteção de Dados - ANPD)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristina-godoy" class="external-link">Cristina Godoy</a> (Universidade de São Paulo)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oscar-vilhena" class="external-link">Oscar Vilhena</a> (Faculdade de Direito da FGV/SP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a> (Cátedra de IA Responsável do IEA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-freire" class="external-link">Alexandre Freire</a> (Diretor Sênior de Engenharia do Google no Brasil)</p>
<p><b>Moderação</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco" class="external-link">Carlos Américo Pacheco</a> (IEA-USP, Unicamp e FGV)</p>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>adm</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-29T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/inteligencia-humana-inteligencia-artificial-e-os-sentidos-do-aprender-na-formacao-de-professores">
    <title>Inteligência Humana, Inteligência Artificial e os Sentidos do Aprender na Formação de Professores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/inteligencia-humana-inteligencia-artificial-e-os-sentidos-do-aprender-na-formacao-de-professores</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3>Minicurso</h3>
<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">
<p><span id="docs-internal-guid-27a9964d-7fff-932f-9cd1-86d4b134a07b"><span>O minicurso aborda a constituição da inteligência humana em contextos educacionais marcados pela intensificação do uso da inteligência artificial, com o objetivo de analisar criticamente as relações entre inteligência humana e inteligência artificial no campo educacional, à luz da Psicologia Histórico-Cultural e do materialismo histórico-dialético. Discute a inteligência humana como processo social e mediado, articulando conceitos como funções psíquicas superiores, vivência (perejivanie), atividade pedagógica e sentido do aprender. Problematiza a inteligência artificial generativa como mediação tecnológica não neutra, cujos efeitos formativos dependem da organização do ensino e da mediação docente, focalizando implicações teóricas, pedagógicas e ético-políticas para a formação inicial e continuada de professores, reafirmando a centralidade do trabalho pedagógico na promoção de uma formação crítica, ética e socialmente referenciada.</span></span></p>
</div>
<div></div>
</div>
<div></div>
</div>
<p><strong>Expositoras:</strong></p>
<div class="gmail_default"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-helena-dos-santos-araujo" class="external-link">Cláudia Helena dos Santos Araújo</a> (CEB-IEA/USP)</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-eliza-mattosinho" class="external-link"><span class="il">Maria</span><span> </span><span class="il">Eliza</span><span> Mattosinho Bernardes</span></a> (CEB-IEA/USP)</div>
<div class="gmail_default"><span><br /></span></div>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c/C%C3%A1tedradeEduca%C3%A7%C3%A3oB%C3%A1sica" target="_blank">canal YouTube da Cátedra</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Isabella Giovannoni</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T14:17:11Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/ia-e-confianca-24-03-2026">
    <title>IA e Confiança - 24/03/2026</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/ia-e-confianca-24-03-2026</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-30T18:44:46Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia">
    <title>Especialista de Stanford defende rigor nos códigos de conduta e pensamento crítico para lidar com a IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia</link>
    <description>O pesquisador Davi Levi, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade de Stanford, EUA, fez a conferência "IA e Confiança", no dia 24 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/david-levi/image" alt="David Levi" title="David Levi" height="610" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">David Levi, da Universidade Stanford, durante sua exposição no IEA</dd>
</dl></p>
<p>Ao consultar uma ferramenta de inteligência artificial, muita gente considera extremamente natural confiar na explicação ou orientação oferecida. O que muitos ignoram é o quanto essa confiabilidade advém não só da precisão da informação e dos resultados que ela produz, mas também de mecanismos de sedução da IA para a construção dessa percepção favorável a ela.</p>
<p>Explorar vieses cognitivos e tentar satisfazer características psicológicas como vaidade, aspiração e busca de relações empáticas são alguns dos principais mecanismos empregados pela IA.</p>
<p>Para tratar do melhor uso desses recursos por empresas e governos, seu impacto nas pessoas e dos caminhos para uma confiança legítima na IA, o IEA recebeu no dia 24 de março o pesquisador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/david-levi" class="external-link">David Levi</a>, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade Stanford, EUA.</p>
<p>A conferência "IA e Confiança" foi organizada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/ia-responsavel" class="external-link">Cátedra IA Responsável</a> (parceria da USP com o Google sediada no IEA), <a class="external-link" href="https://br.usembassy.gov/pt/u-s-consulate-general-in-sao-paulo-pt/">Consulado Geral dos EUA em São Paulo</a> e laboratório <a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br/">Undertanding Artificial Intelligence</a>, com apoio do <a class="external-link" href="https://ciaam.usp.br/pt/">Centro de Inteligência Artificial a Aprendizado de Máquina</a> da USP.</p>
<p>Levi disse que as pessoas tendem a ver os problemas da IA como meramente técnicos e acreditam que a evolução da tecnológica vai resolvê-los. Para ele, isso não vai acontecer. No entanto, afirmou, não há um chamado para ser feito o que é preciso para tornar a tecnologia honesta, pois isso demanda tempo, educação, criação de estruturas e questionamento crítico. “Queremos que a IA faça o que é preciso para nos satisfazer, não controlar o que queremos”, disse.</p>
<p>Ele considera a IA é muito boa para resolver problemas genéricos e nos quais o usuário tem salvaguardas realistas para avaliar a eficácia dos procedimentos recomendados durante o curso da resolução, como monitores e outras formas de acompanhamento e avaliação de resultados. No entanto, considera que ela não é tão boa para problemas específicos e complexos, para os quais há apenas uma solução.</p>
<p>Segundo ele, a capacidade de resolver problemas genéricos com solução factível, a possibilidade de o usuário se valer de salvaguardas realistas e uma comunicação empática torna a IA útil para empresas e governos.</p>
<p>Levi é gerente do Programa de Parcerias com a Indústria do instituto em que atua. Nessa posição, é ele quem fala com o mercado, tentando traduzir os estudos para que as empresas entendam o que torna mais fácil ou difícil a confiança das pessoas na IA.</p>
<p>Um dos casos que mencionou foi o de uma empresa que disse ter contratado um funcionário remoto para atuar com a equipe. Enquanto os funcionários achavam que era uma pessoa, sempre elogiavam a qualidade do trabalho dela. Quando souberam que o novo membro era uma IA, passaram a comentar os erros que ela cometia.</p>
<p>“Isso é um fenômeno psicológico conhecido. A gente concede um benefício às pessoas, procuramos chegar a um meio termo. Com as máquinas, não”. Por isso, uma mentalidade centrada no humano e nas questões mais profundas do ponto de vista psicológico é crucial, afirmou.</p>
<p>Se a IA se apresenta de modo antropomórfico para encorajar essa perspectiva é porque leva a melhores resultados, disse. A ideia é fazer o usuário encará-la como um colega de trabalhos, um assistente. Para isso, a ferramenta usa tom similar ao que as pessoas empregam em seus relacionamentos pessoais. “Há um viés de adulação. Se um usuário diz alguma coisa equivocada, a IA concorda, como se gostasse dele.”</p>
<p>Levi também comentou o caso dos gêmeos digitais. “É a simulação de uma pessoa, vai responder como você responderia. Deveríamos aceitar a existência de uma versão digital nossa? E a de uma pessoa que já morreu, seria aceitável?”, questionou. Quantos aos agentes de IA, ele considera que ninguém com menos de 18 anos deveria usá-los, pois o impacto na saúde mental é muito alto.</p>
<p>No âmbito da utilização empresarial da IA, disse que os códigos de conduta ainda são muito novos e sem o nível de rigor adequado. Para ele, deveria ser adotado um nível similar ao que foi aplicado a um professor nos EUA que editou genes de bebês para que fossem imunes ao HIV e foi preso.</p>
<p>Levi afirmou que as empresas estão tentando lidar com essas dificuldades: “Há empresas querendo implantar agentes de IA, mas acham que eles acabarão monitorando tudo que os funcionários fazem. Os trabalhadores vão aceitar isso? As tecnologias estão aqui, mas ainda não sabemos o que fazer com elas”.</p>
<p>Ele afirmou que o Brasil é um dos países com maior entusiasmo pela IA, com as pessoas assumindo riscos, testando as ferramentas. "Mas se houver escândalos, isso vai abalar o ânimo dos brasileiros com a IA”, ponderou.</p>
<p>Para ele, a confiança na IA é algo que deve ser ganho, rastreado e governado. Talvez a melhor estratégia para lidar com a IA seja o que Levi disse ao ser indagado, no final da exposição, sobre o uso dessa tecnologia pelos jovens: “Estamos sendo liberados de tarefas entediantes. Os jovens serão liberados para se voltar a novos pensamentos. É preciso estimulá-los a desenvolver os músculos mentais. Para isso, é precisamos criar meios de estimular o pensamento crítico.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-25T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ia-confianca">
    <title>IA e Confiança</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ia-confianca</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este seminário abordará um dos desafios mais críticos da revolução tecnológica contemporânea: a construção de confiança em sistemas de inteligência artificial. A palestra explorará por que os mecanismos humanos de confiança, desenvolvidos ao longo de milênios para avaliar relações interpessoais, falham sistematicamente quando aplicados a sistemas algorítmicos. Primeiro, haverá uma investigação sobre como nossa psicologia evolutiva nos torna vulneráveis a confiar inadequadamente em IA, seja por excesso ou por falta, e como o design desses sistemas pode explorar essas vulnerabilidades cognitivas. Segundo, o seminarista discutirá o dilema do "gêmeo digital": devemos desenvolver agentes que repliquem fielmente nossos comportamentos ou versões aspiracionais que tomem decisões superiores às nossas? Essa questão tem implicações profundas para delegação de autoridade e atribuição de responsabilidade. Finalmente, o conferencista defenderá uma transformação na governança de IA, propondo a transição de relatos anedóticos de falhas para observatórios sistemáticos que monitorem padrões e documentem incidentes de forma rigorosa.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-17T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/uso-da-inteligencia-artificial-como-ferramenta-de-ensino-e-pesquisa-e-tema-de-evento-on-line">
    <title>Uso da inteligência artificial como ferramenta de ensino e pesquisa é tema de evento on-line</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/uso-da-inteligencia-artificial-como-ferramenta-de-ensino-e-pesquisa-e-tema-de-evento-on-line</link>
    <description>Conferência abre atividades do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto do IEA-RP em 2026 e terá como palestrante o docente da EEFE-USP Carlos Ugrinowitsch</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a5176259-7fff-d3fc-cb3c-baf0e3ba1705"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Intelignciaartificialaplicadaexcelnciaacadmica.png/@@images/fcdc95cc-d0be-44ab-a40f-58c406391d81.png" alt="" class="image-left" title="" />Para abrir suas atividades em 2026, o Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, promove no dia 27 de março, a partir das 10h, a conferência “Inteligência artificial aplicada à excelência acadêmica”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente on-line, com transmissão pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6xHYT2cQlQ8"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeY7DlZsq9pNS5l6rB9et-7E_oPVxS8ExN32k-JJQugRyLYfA/viewform?usp=dialog"><span>neste formulário</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes que preencherem o documento que será disponibilizado no chat do YouTube durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o docente da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, Carlos Ugrinowitsch. Ele vai abordar o uso da inteligência artificial como ferramenta de ensino e pesquisa, de maneira prática e simples, com tarefas desenvolvidas em tempo real.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ugrinowitsch possui graduação em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André, mestrado em Educação Física pela USP, doutorado em Ciência do Exercício pela Brigham Young University, pós-doutorado pela Florida State University e pela University of Tampa. Tem experiência na área de adaptações neuromusculares ao exercício físico, rendimento esportivo, exercício físico e doenças não comunicáveis e é especialista em metodologia da pesquisa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também vão participar do debate os </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/carreira-docente-de-impacto/"><span>membros permanentes do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto</span></a><span>, relação que inclui, além de professores e pesquisadores de diversas unidades da USP, integrantes de instituições como Global Initiative on AI for Health da Organização Mundial da Saúde (OMS), Academia Brasileira de Ciências, Academia Mundial de Ciências para o avanço da ciência em países em desenvolvimento (TWAS), Fapesp, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Illinois Urbana-Champaign e Harvard Medical School.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: iearp@usp.br.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o grupo</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Parte considerável dos docentes de universidades públicas não refletem de maneira aprofundada sobre maximização dos impactos de suas carreiras. Além disso, as universidades públicas devem contribuir para o avanço do conhecimento científico - inclusive com temas que constituem os grandes desafios da sociedade atual - e dos métodos de ensino, extensão universitária, gestão e internacionalização a partir da indução de projetos que estimulem avanços em áreas de fronteira a partir de uma abordagem transdisciplinar e considerando a necessidade cada vez mais urgente de maior engajamento entre universidades públicas e sociedade. Neste contexto, o Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto tem como objetivo fomentar estudos, discussões, reflexões e inspirações acerca de como docentes de universidades públicas podem aumentar o impacto e a excelência de suas carreiras. Saiba mais na </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/carreira-docente-de-impacto/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Carreira Docente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-09T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/programa-cerebro-ativo-contribuicao-dos-videojogos-no-combate-ao-etarismo-na-perspectiva-do-paradigma-das-cidades-mil-13-10-2025">
    <title>Programa Cérebro Ativo: Contribuição dos Videojogos no Combate ao Etarismo na Perspectiva do Paradigma das Cidades MIL - 13/10/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/programa-cerebro-ativo-contribuicao-dos-videojogos-no-combate-ao-etarismo-na-perspectiva-do-paradigma-das-cidades-mil-13-10-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Centro Internacional de Inovação e Desenvolvimento de Cidades MIL</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Idosos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-19T21:22:33Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/o-computador-como-maquina-epistemologica-o-caso-do-xadrez-computacional-17-10-2025">
    <title>O Computador Como Máquina Epistemológica: o Caso do Xadrez Computacional - 17/10/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/o-computador-como-maquina-epistemologica-o-caso-do-xadrez-computacional-17-10-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-15T15:42:25Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/ia-nas-cidades-mil-alfabetizacao-etica-e-inovacao-para-o-seculo-xxi-17-11-2025">
    <title>IA nas Cidades MIL: Alfabetização, Ética e Inovação para o Século XXI - 17/11/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/ia-nas-cidades-mil-alfabetizacao-etica-e-inovacao-para-o-seculo-xxi-17-11-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Centro Internacional de Inovação e Desenvolvimento de Cidades MIL</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-14T18:36:29Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/epistemological-fault-lines">
    <title>Epistemological Fault Lines Between Human and Artificial Intelligence</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/epistemological-fault-lines</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) são amplamente descritos como inteligência artificial, mas seu perfil epistêmico diverge acentuadamente da cognição humana. Neste seminário, Valerio Capraro apresentará o trabalho<i> "Epistemological Fault Lines Between Human and Artificial Intelligence"</i>, desenvolvido em parceria com Walter Quattrociocchi e Matjaz Perc, no qual é mostrado como o aparente alinhamento entre as saídas humanas e de máquina oculta uma incompatibilidade estrutural mais profunda na forma como os julgamentos são produzidos. Traçando a mudança histórica da IA simbólica e dos sistemas de filtragem de informações para os transformadores generativos em larga escala, os autores argumentam que os LLMs não são agentes epistêmicos, mas sistemas estocásticos de completação de padrões, formalmente descritíveis como caminhadas em grafos de alta dimensão de transições linguísticas, em vez de sistemas que formam crenças ou modelos do mundo. Ao mapear sistematicamente os fluxos epistêmicos humanos e artificiais, os autores identificam sete linhas de falha epistêmicas: divergências em fundamentação, análise sintática, experiência, motivação, raciocínio causal, metacognição e valor. A condição resultante é chamada de Epistemia: uma situação estrutural na qual a plausibilidade linguística substitui a avaliação epistêmica, produzindo a sensação de conhecimento sem o trabalho do julgamento. A conclusão delineia as consequências para a avaliação, a governança e a alfabetização epistêmica em sociedades cada vez mais organizadas em torno da IA generativa.</p>
<p><span>Esta é uma atividade do projeto </span><i>Créditos Éticos em Sistemas Inteligentes</i><span>, desenvolvido no IEA pelo Prof. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-soares-correa-da-silva" class="external-link">Flávio Soares Corrêa da Silva</a> no âmbito do Programa Ano Sabático 2025.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-13T12:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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