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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/retrocesso-na-seguranca-pode-levar-a-milicianizacao-da-regiao-amazonica-dizem-especialistas">
    <title>Retrocesso na segurança pode levar a milicianização da região amazônica, dizem especialistas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/retrocesso-na-seguranca-pode-levar-a-milicianizacao-da-regiao-amazonica-dizem-especialistas</link>
    <description>No USP Analisa desta quinta, Eduardo Saad Diniz e Carlos Almeida Filho discutem a relação entre a presença de grupos criminosos e a violência nas comunidades locais e indígenas</description>
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<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/copy3_of_Designsemnome66.png"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy3_of_Designsemnome66.png/@@images/fc999334-a846-49d2-bbc6-8524ee858a2b.png" alt="copy3_of_Designsemnome66.png" title="copy3_of_Designsemnome66.png" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Vista aérea da cidade de Manaus, cuja população tem sofrido com as ações do Comando Vermelho</dd>
</dl></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-8b798ab8-7fff-0df2-1be4-de85751b3998">
<p dir="ltr"><span>A expansão da presença de grupos criminosos na região amazônica gerou um aumento na violência entre comunidades locais. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apesar de haver uma redução nas mortes intencionais violentas no norte do país em 2024, os índices ainda são superiores à média nacional e às de outras três regiões brasileiras. No último episódio do USP Analisa em 2025, que vai ao ar nesta quinta (18), o coordenador do grupo de pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Ribeirão Preto da USP, Eduardo Saad Diniz, e o defensor público do Estado do Amazonas, Carlos Almeida Filho, discutem os impactos disso para a população amazônica, incluindo as comunidades indígenas, que também sofrem com a ação desses grupos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Almeida destaca que quando há a ausência do Estado, grupos paralelos acabam exercendo o monopólio da violência. “Os grupos criminais aqui decapitam e deixam muito claro àqueles que transgridem suas ordens como é que eles são punidos. Aqui em Manaus, o governo instalou uma política de segurança pública chamada Paredão de Segurança. Foram colocadas várias câmeras de segurança em alguns pontos da cidade de Manaus. Bom, o Comando Vermelho mostrou quem é quem manda. Quebrou um cara no meio e jogou dentro de uma lixeira na frente das câmeras do Paredão. O recado está dado para a população do centro, a quem eles devem obedecer”, conta o defensor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O risco desse retrocesso é a gente chegar num movimento de milicianização da região. Esse é um estágio involutivo quase irreversível”, complementa Diniz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre as populações indígenas que vivem na região, Almeida ressalta que, embora haja grande exaltação da cultura desses povos por meio de ações como o Festival de Parintins, eles são praticamente tratados como párias e não há políticas de estado voltadas à proteção e à garantia de direitos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Os indígenas, que deveriam ser uma peça essencial no conhecimento e nas tradições e, por que não dizer, na nossa própria cultura, são mantidos somente enquanto referência folclórica. Eles sofrem tanto quanto as populações tradicionais, quanto os caboclos, quanto os ribeirinhos, com uma diferença: a eles ainda é negada a cidadania. Quem é o maior violador de direitos fundamentais dos indígenas? O Estado brasileiro como um todo” afirma.</span></p>
<span>Diniz chama atenção para a negligência que as demais regiões brasileiras têm com a região amazônica, principalmente a Sudeste, embora ela seja crucial para o futuro do planeta. “Ela</span><span> </span><span>é origem de uma série de conflitos que acabam repercutindo sensivelmente no silenciamento e em situações de não reconhecido genocídio entre nós. Nós tanto negligenciamos essa periferia do Brasil, apesar de haver lá mais de 35 milhões de habitantes, que agora ela é pivô do discurso dos limites planetários, do discurso sobre o futuro da própria humanidade. A nossa arrogância se volta contra nós próprios agora. Ou bem a gente revê essa nossa indiferença histórica, ou paradoxalmente a gente está destruindo nossa própria existência”.</span></span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-17T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dominio-do-crime-sobre-populacao-amazonica-e-consequencia-de-pobreza-e-ausencia-do-estado">
    <title>Domínio do crime sobre população amazônica é consequência de pobreza e ausência do Estado</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dominio-do-crime-sobre-populacao-amazonica-e-consequencia-de-pobreza-e-ausencia-do-estado</link>
    <description>Análise é do professor Eduardo Saad Diniz e do defensor público Carlos Almeida Filho, em entrevista ao podcast USP Analisa desta quinta (4) </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-bc9a2f5b-7fff-e2d2-6eb3-7ed247d48494"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome64.png/@@images/64a25af4-0e78-4fe8-a9d2-351b49357030.png" alt="" class="image-left" title="" />Muitas comunidades que vivem na região amazônica sofrem com a pobreza e a ausência de estruturas do Estado. Esses fatores acabam impactando na cooptação desses habitantes pelo crime organizado, que tem expandido seu poder nessa área do Brasil. No USP Analisa desta quinta (4), o coordenador do Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, Eduardo Saad Diniz, e o defensor público do Estado do Amazonas Carlos Almeida Filho comentam essa situação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eduardo explica que tudo começa com a dificuldade na obtenção de crédito por pequenos produtores rurais locais, que dependem dessa atividade para sobreviver. “O solo da região é bastante pobre. Então, é preciso comprar uma série de fertilizantes para corrigir a acidez do solo e irrigar, por conta do calor intenso. Mas quando o produtor busca crédito nas instituições financeiras, elas exigem o título de propriedade e há na região um grande problema de regularização fundiária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Como consequência, segundo Eduardo, esse vácuo de alimentos acaba sendo preenchido com produtos vindos de outras regiões do País, com mais condições de investir na produção. “As comunidades perecem e você vai abrindo mais e mais áreas de produção, gerando essa história sem fim da devastação ambiental. Então, ainda que a pessoa queira desenvolver um cultivo de forma sustentável, ela encontra uma série de óbices. Eu tenho que ter medidas de </span><span>enforcement</span><span> para aqueles que de fato causam comportamento socioambientalmente danoso, mas também uma política regulatória inteligente que permita que aquele produtor rural encontre condições de efetiva produção e não seja criminalizado porque cortou dois, três galhos ali para fazer um galinheiro e alimentar sua família”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Carlos destaca que muitos produtores que não conseguem sobreviver no campo ou que vivem em comunidades rurais que sofrem com a atuação de grupos criminosos acabam migrando para cidades como Manaus, em áreas dominadas pelo tráfico de drogas. “Só neste ano de 2025 houve pelo menos três comemorações do Comando Vermelho mediante o estouro de fogos de artifício em toda a cidade, comemorando consolidação e domínio do crime. Isso na cara do Estado”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para o defensor, não existe vácuo de poder, ele é ocupado. Segundo ele, enquanto o Estado precisa se rearticular a cada dois ou quatro anos e acaba alterando toda a política de segurança, sem entregar resultado efetivo, o crime só troca de comando mediante a morte das lideranças, o que faz com que ele muitas vezes permaneça por décadas nos locais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Lá no final, o povo, a população mesmo, acaba sofrendo aquilo que o [escritor de ficção científica] William Gibson dizia: ‘Bom, tem que atender então as corporações que controlam no momento’. E, às vezes, quem tá mais presente é aquele camarada que sabe exatamente quem é tua família, quem é teu grupo familiar. Ele vai controlar pelo poder e pela ameaça onde você pode ir, se deslocar”, diz Carlos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa em Criminologia Experimental e Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-03T17:51:50Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-inclusao-de-crimes-ambientais-em-atividades-de-grupos-criminosos-na-regiao-amazonica">
    <title>Especialistas discutem inclusão de crimes ambientais em atividades de grupos criminosos na região amazônica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-inclusao-de-crimes-ambientais-em-atividades-de-grupos-criminosos-na-regiao-amazonica</link>
    <description>O professor e pesquisador do Núcleo de Estudos Amazônicos da UnB, Franco Perazzoni, e o perito criminal federal Herbert Dittmar são os entrevistados desta quinta no USP Analisa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1fe6adf3-7fff-ead7-f776-ecd50e93b179"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome63.png/@@images/652a32f0-b7de-4cf4-bde5-11e39720b32a.png" alt="" class="image-left" title="" />Grupos criminosos que antes se dedicavam somente ao tráfico de drogas estão expandindo suas atividades e incluindo os crimes ambientais entre elas. No episódio desta quinta (20) do podcast USP Analisa, o professor e pesquisador do Núcleo de Estudos Amazônicos da Universidade de Brasília (UnB), Franco Perazzoni, e o perito criminal federal Herbert Dittmar discutem os fatores estruturais e econômicos da região amazônica que contribuem para essa mudança.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Franco, além de ser mais rentável e ter uma punição menor, o crime ambiental nem sempre é visto pela sociedade brasileira como algo tão grave quanto o tráfico de drogas.  “A criminalidade ambiental tem um lucro elevado. Historicamente, um quilo de pasta base na Bolívia, na Colômbia, custa 700 dólares. Chega no Brasil a dois ou três mil dólares, na Europa a 10 mil, na Ásia a 60 mil. Só que na Indonésia, por exemplo, tem risco de pena de morte. E você consegue levar só pequenas quantidades. Agora vamos pegar uma madeira boa, mogno. Você paga a árvore em pé quando corta, então gasta basicamente o combustível, a motosserra, o operador, que são custos baixíssimos. Sai a três ou quatro mil dólares, às vezes, o metro cúbico. Então é extremamente lucrativo, o risco é muito baixo e o fato é: é muito mais aceitável socialmente”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destaca ainda que, no caso da madeira, há toda uma rede de apoio mobilizada para obter uma documentação que dê aparência legal ao produto ilegal. “No Brasil, a gente tem um problema muito sério: tudo que é público não é de ninguém. Em qualquer área de preservação onde o estado não esteja presente, você entra e tira dez, vinte, cem caminhões de madeira. Tendo uma infraestrutura criminosa ali, você consegue legalizar e ela é vendida normalmente”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Herbert destaca ainda que a economia interfere nas dinâmicas criminais, citando o caso do valor do ouro, que atualmente custa em torno de R$ 745 o grama e está gerando um aumento nos roubos de alianças em cidades como São Paulo. Além disso, segundo ele, o crime interfere na própria cultura de alguns povos indígenas. “Eu conheci os Enawenê-Nawê no Mato Grosso, que não comem carne vermelha, só peixe e frango. Como o rio foi destruído pelo garimpo, a Funai tem que entregar todos os meses caminhões frigoríficos de peixe para eles sobreviverem. Índios que viviam de colocar armadilhas no rio para pescar, para pegar peixe, para sobreviver. Então, a cultura desses povos vai sendo alterada”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele alerta ainda que a Floresta Amazônica não está sendo apenas desmatada, mas completamente degradada. “Desmatamento, hoje, nós já temos garantidos 22%, e mais ou menos 38% de floresta degradada. Ou seja: nós já perdemos 60% da Amazônia. Eu não estou falando 6%. Eu estou falando 60%”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-19T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pratica-de-crimes-ambientais-na-regiao-amazonica-tem-raizes-historicas">
    <title>Prática de crimes ambientais na região amazônica tem raízes históricas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pratica-de-crimes-ambientais-na-regiao-amazonica-tem-raizes-historicas</link>
    <description>Segundo especialistas entrevistados pelo USP Analisa, transformação da madeira em commodity, associada à alta lucratividade e baixa punibilidade do garimpo ilegal também atraem a atenção de grupos criminosos para essa área do país</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-52c9b7e5-7fff-efd9-97d6-6b5fb115c482"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome58.png/@@images/13843ddc-2be6-4f2c-b111-67f61fe6b67f.png" alt="" class="image-left" title="" />Região que se estende por oito países além do Brasil e com características sociais, econômicas e geográficas bastante peculiares, a Amazônia tem se tornado uma nova fronteira para a atuação de grupos criminosos. Para entender melhor essa região e os diferentes tipos de crimes cometidos nela, o USP Analisa desta quinta (6) conversa com o  professor e pesquisador do Núcleo de Estudos Amazônicos da Universidade de Brasília, Franco Perazzoni, e com o perito criminal federal Herbert Dittmar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eles explicam que os principais crimes nessa região basicamente são desmatamento ilegal, garimpo ilegal e grilagem de terras. Porém, não é uma prática recente. Suas raízes estão na própria colonização do Brasil por Portugal e houve uma intensificação de algumas das práticas durante o governo militar, graças ao projeto de ocupação da região e à criação da Rodovia Transamazônica, na década de 1970.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O governo militar praticamente jogou um pessoal da região Sul lá, sem apoio nenhum. Eu conheci alguns deles morando no Sul do Amazonas que disseram ter recebido um lote de cem hectares nessa época, mas não tiveram ajuda para se estabelecer. Muitas famílias precisaram se ajudar, e várias foram embora. Se hoje já é difícil, imagina naquela época, sem estrada, sem apoio, sem hospital, sem nada. E aí depois chega o Estado no início deste século e diz que desmatamento é crime. Aí o pessoal se revoltou: ‘que história é essa? Nós viemos aqui, vocês disseram que era para desmatar e agora estão dizendo que é crime?”, conta Herbert.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além disso, segundo Franco, nos últimos anos, a madeira se transformou em uma espécie de commodity da região. “Nos últimos 20 anos, há o esgotamento de reservas de madeira em outros lugares do mundo. A nossa madeira é muito boa, mas é vendida a preço de banana. A gente vende o nosso ipê mais barato do que o pinus norte-americano. Por quê? Porque ele existe em boa quantidade. A gente começa de algo que sobrava da ocupação da terra para produção, para passar a ser uma commodity”, explica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A alta lucratividade e a baixa punibilidade associadas ao garimpo ilegal também ampliaram o interesse de grupos criminosos pelo ouro nessa região. “Por exemplo, legalmente, se eu não me engano, Roraima não produz uma grama de ouro. Você não tem permissão de lavra garimpeira lá, é tudo legalizado em outros lugares. É uma região que tem um dos índices de desenvolvimento humano mais baixo do Brasil. As comunidades tradicionais, às vezes, estão em cima de uma mina de dinheiro. Então você tem esse assédio do crime organizado, você tem alta lucratividade e baixa punibilidade de vários desses crimes. Eu sempre brinco, se o traficante pega uma avioneta e pode trazer uma tonelada de ouro e uma tonelada de droga, o que é melhor? Ouro é mais fácil de legalizar, a pena é muito menor, dá muito mais lucro e pesa a mesma coisa”, diz Franco.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-05T18:39:06Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/problema-nao-e-criptoativo-mas-brechas-na-regulacao-que-os-criminosos-aproveitam-diz-especialista">
    <title>Problema não é criptoativo, mas brechas na regulação que os criminosos aproveitam, diz especialista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/problema-nao-e-criptoativo-mas-brechas-na-regulacao-que-os-criminosos-aproveitam-diz-especialista</link>
    <description>USP Analisa desta semana conversa com o pesquisador do NEV-USP Felipe Ramos Garcia sobre uso de criptoativos e das fintechs pelo crime organizado para lavagem de dinheiro e comenta ainda a exposição de crianças e adolescentes em ambientes digitais</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e771597d-7fff-dd0e-18f2-ea30122e6ec4"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome56.png/@@images/4d4aaa81-ac6b-46f9-8f9e-53abdb59bd34.png" alt="" class="image-left" title="" />O uso de criptoativos para lavagem de dinheiro pelo crime organizado e a exploração de crianças e adolescentes na internet foram dois crimes digitais que ganharam bastante repercussão nos últimos meses. No primeiro caso, graças a uma operação da Polícia Federal que descobriu ligações entre uma organização criminosa e fintechs e, no segundo, por conta de um vídeo publicado por um influenciador digital mostrando como algoritmos podem ser condicionados para propagação de material ligado à exploração infantil. O USP Analisa desta semana (23/10) vai analisar esses dois casos dentro da série especial sobre criminalidade e violência, em uma entrevista com o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e colaborador do Observatório de Segurança Pública da Unesp, Felipe Ramos Garcia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre o uso dos criptoativos, Felipe lembra que existe um marco legal em vigor desde 2023 que exige que provedores de serviços ativos virtuais, de câmbio e de compra a venda de moedas digitais tenham autorização do Banco Central para funcionar e sejam fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A lei, de modo geral, não criminaliza os criptoativos, mas tenta estabelecer alguns marcos para regular o comércio e o mercado de criptoativos no Brasil. O ponto é que a gente observou, com a última operação [da Polícia Federal], algumas fragilidades nessa legislação, porque ela tende a não abarcar com tanto fervor, como acontece no caso de bancos, as chamadas fintechs”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Felipe explica que, no caso dos bancos, todas as transações são comunicadas ao Banco Central. Já no caso das fintechs, há a operação das chamadas contas-bolsão, que são comunicadas apenas quando chegam a um determinado valor, e podem conter tanto dinheiro lícito, de comerciantes comuns, quanto ilícito, proveniente do tráfico de drogas, por exemplo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Essa falta de fiscalização mais detida cria um ambiente fértil para este tipo de envolvimento com crime organizado. Boa parte das vezes, como é o caso dessas operações que aconteceram, há o envolvimento de criptoativos, justamente por uma certa dificuldade de rastreá-los e porque, em vários casos, eles acabam operando na margem dessa fiscalização. Então, o problema não é o criptoativo em si, mas as brechas na regulação, que o crime organizado e os criminosos sempre vão aproveitar”, explica ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, Felipe destaca que, após a pandemia, houve uma maior discussão sobre os impactos da exposição intensa de jovens às redes sociais, o que tem levado alguns países a cercear o uso delas por menores de 16 anos e a obrigar as plataformas a fiscalizar esse uso.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente precisa olhar para as plataformas digitais não necessariamente como uma vilã ou como uma mocinha nessa história, mas como queremos pensar em educar os nossos filhos. Porque se é um ambiente em que há exposição de golpes, links fraudulentos, exposição de plataforma de aposta, como a gente gostaria que os nossos filhos, nossos sobrinhos, nossos netos estivessem participando dessa esfera? Talvez seria interessante pensar em alternativas para ou coibir esse tipo de participação, pelo menos até uma certa idade - aí, enquanto sociedade a gente precisa chegar nesse denominador comum - ou virtualmente intensificar essa responsabilização para que pelo menos esse tipo de conteúdo não chegue a essas crianças e adolescentes”, sugere o pesquisador.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-10-22T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/migracao-de-atividades-para-o-ambiente-digital-alterou-perfil-da-criminalidade">
    <title>Migração de atividades para o ambiente digital alterou perfil da criminalidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/migracao-de-atividades-para-o-ambiente-digital-alterou-perfil-da-criminalidade</link>
    <description>Em entrevista ao USP Analisa, o pesquisador do NEV-USP Felipe Garcia explica que concentração de dados e transações bancárias nos celulares tem levado criminosos a investir no roubo e furto desses aparelhos e abandonar outros tipos de crimes, como roubo de carros</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d7a4de4e-7fff-d05d-1cba-04d470811893"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome66.png/@@images/b453cb7e-bc9e-4d19-a12c-e537b615e0a3.png" alt="" class="image-left" title="" />A pandemia de covid acelerou, a partir de 2020, a migração de grande parte das interações do dia a dia para o ambiente digital. Com a implantação do pix, nessa mesma época, também ajudou a incluir nessa lista as transações bancárias. Apesar de trazer grande praticidade, os meios digitais também se tornaram ferramentas da criminalidade, o que fica claro pelos índices de roubo e furto de celulares e de golpes aplicados pela internet. Para falar sobre esse cenário, o USP Analisa conversa nesta quinta (9) com o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e colaborador do Observatório de Segurança Pública da Unesp, Felipe Ramos Garcia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para ele, o pix foi um recurso importante para inserir no sistema bancário muitas pessoas que antes não estavam integradas. Porém, essa mudança na dinâmica financeira somada à concentração de informações sobre a vida pessoal e profissional nos celulares acabou interferindo no próprio perfil da criminalidade, que tem abandonado atividades como roubo de carros para investir no roubo dos celulares.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Além do aparelho em si, ele pode ter um ganho adicional que muitas vezes supera esse ganho do aparelho em si. Com a facilidade das transações, conseguindo ali extrair dados que depois ele pode usar para chantagear, pode aplicar golpes usando a técnica do phishing, se passando pela pessoa e usando para pedir dinheiro. Ou até entrando no próprio aplicativo do banco, que talvez pode estar logado. Às vezes, os criminosos pedem para as pessoas logar, aí também fazem transações que são mais rápidas ali, fora de casa. Então, de uma certa forma, eu diria que essa digitalização da vida impactou nesse perfil da criminalidade”, diz Felipe.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O pesquisador destaca que a dificuldade de combate a esse tipo de crime pode ser reduzida com uma maior cooperação entre os diferentes órgãos de fiscalização. Ele cita o recente caso do estado do Piauí, onde uma integração dos serviços da Polícia Civil, Anatel e Ministério Público permite bloquear o aparelho em pouco tempo, reduzindo o tempo que o criminoso teria para obter dados ou efetuar golpes. Além disso, quando os aparelhos bloqueados são ligados novamente, emitem um aviso de que aquele dispositivo foi furtado e  a pessoa que o adquiriu deve entregá-lo às autoridades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente viu, no caso do Piauí, uma queda de quase 30% em 2024 em relação a 2023 no número de furtos de roubos de celulares. São Paulo tem tentado fazer isso, o que é bastante interessante, porque você diminui a janela para aplicação de golpes e torna o produto material - no caso, o celular - um pouco mais ineficaz”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NEV</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-10-08T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/aumento-do-discurso-de-odio-impacta-agenda-sobre-direitos-das-mulheres-no-legislativo">
    <title>Aumento do discurso de ódio impacta agenda sobre direitos das mulheres no Legislativo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/aumento-do-discurso-de-odio-impacta-agenda-sobre-direitos-das-mulheres-no-legislativo</link>
    <description>Em entrevista ao USP Analisa, a docente da FDRP Fabiana Severi discute consequências para a legislação sobre esse tema diante da ascensão de movimentos de perfil conservador na sociedade brasileira</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9c8928e7-7fff-777c-ae8c-9df3e73f9560"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome54.png/@@images/292e6f8e-dd2e-4a90-aa29-61848cb84dd9.png" alt="" class="image-left" title="" />Há pelo menos dez anos, o Brasil tem visto uma ascensão de movimentos e ideias com perfil mais conservador. Paralelamente, houve aumentos frequentes nas estatísticas de crimes cometidos contra mulheres em função do gênero. O USP Analisa desta quinta (25) conversa com a professora da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Fabiana Severi sobre uma possível relação entre esses dois fatos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo a docente, desde 2012 houve um aumento no discurso de ódio às mulheres e em discursos que legitimam mudanças legais prejudiciais às conquistas em termos de direitos, e isso impactou negativamente a agenda do Poder Legislativo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Já faz tempo que a gente não tem mudanças normativas significativas de avanço dos direitos das mulheres. Ao contrário, às vezes há até algumas medidas populistas. A lei do feminicídio, no final das contas, é uma mudança populista recente que colocou mais pena, mas o que a gente gostaria mesmo era ter aumento orçamentário e fortalecimento das políticas. A gente teve, sim, uma retomada leve de orçamento federal, de organização das políticas de enfrentamento à violência doméstica e de combate ao feminicídio, agora no início do governo do atual presidente, mas não ainda à altura daquilo que existia no governo Dilma”, explica Fabiana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora destaca a importância da sociedade perceber alguns “cavalos de Tróia” escondidos em algumas propostas e debates que parecem favoráveis aos direitos das mulheres, mas que, na verdade, acabam trazendo prejuízos a eles. Ela cita como exemplo o debate sobre gênero nas escolas, que gera polêmica entre setores mais conservadores da sociedade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É um debate ainda presente e que as pessoas confundem muito. Quando se fala em gênero, não precisa ter medo da palavra. Ninguém vai mudar o sexo do outro ou fazer discussão sobre a vida íntima das pessoas. A gente está falando de papéis sociais, ou seja, como é construído o lugar social de homens e mulheres na nossa sociedade. A gente quer que as mulheres possam seguir suas vontades, fazer as suas escolhas independente desse papel. E também sensibilizar crianças e adolescentes de que algumas interações em relacionamentos afetivos ou na própria família não devem ser aceitas. Então, aumentar o vocabulário, aumentar a sensibilidade das pessoas para entender que aquela atitude do outro é uma violência, é uma intrusão. É isso que gênero nas escolas faz”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>nosso grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-24T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-falta-destinacao-de-recursos-para-combate-a-violencia-contra-mulher">
    <title>Para especialista, falta destinação de recursos para combate à violência contra mulher </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-falta-destinacao-de-recursos-para-combate-a-violencia-contra-mulher</link>
    <description>Podcast USP Analisa discute esse assunto nesta quinta (11) com a professora da FDRP Fabiana Severi</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-881cbb5b-7fff-7be2-f476-32c1bb0774a4"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome52.png/@@images/74e7be42-11de-4f06-a45d-f5bf98698573.png" alt="" class="image-left" title="" />A violência contra meninas e mulheres se apresenta em várias formas e seus registros crescem a cada ano. No USP Analisa desta quinta (11), a professora da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Fabiana Severi fala sobre essas violências, avalia a legislação que busca preveni-las e destaca que falta destinação de recursos às políticas públicas de proteção às vítimas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela explica que os dados que compõem essas estatísticas vêm atualmente de três bancos de dados: o da segurança pública, abastecido pelos boletins de ocorrência; o do sistema de saúde, que recebe informações quando os profissionais percebem traços dessas violências ou são notificados sobre elas; e o DataSenado, um instituto de pesquisas ligado ao Senado Federal que realiza pesquisas por telefone ou nas ruas e produz um painel específico sobre violência contra a mulher em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência desde 2005.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A estimativa é que a gente tenha uma a cada três mulheres que passaram por algum tipo de violência doméstica em alguma fase da vida. A mais notificada ainda é a violência física no ambiente doméstico. A violência psicológica também é bastante notificada, mas geralmente associada. É difícil você ter casos de violência psicológica que são informados de maneira isolada, quase sempre são informados com violência física ou outro tipo de violência. No caso de crianças, há a negligência, que é também um tipo de violência doméstica e acomete mais as crianças na fase de 0 a 5 anos, e a violência sexual, outro tipo de violência doméstica, mas que acomete sobretudo crianças e adolescentes na faixa de 10 e 14 anos”, diz a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a legislação, Fabiana destaca a importância da Lei Maria da Penha, cujo foco está em políticas públicas de proteção social às vítimas de violência. Porém, segundo ela, não basta ter a lei se não houver recurso financeiro para implementar essas políticas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O foco [da Lei Maria da Penha] está em estancar rapidamente com medidas protetivas a violência que a mulher está passando naquele momento e garantir proteção social. Para isso, eu preciso de recursos, orçamento no município, secretarias que entreguem esses serviços, orçamento no estado e no âmbito federal para que esses serviços aconteçam. O que a gente vê no Brasil não é, então, uma falta de lei. A Lei Maria da Penha é um exemplo no mundo. Ela é uma das três melhores leis no mundo sobre enfrentamento à violência doméstica. Isso foi reconhecido pela ONU, logo quando a lei foi aprovada lá em 2006. O que falta é orçamento, destinação orçamentária para boas políticas e as políticas conseguirem chegar às mulheres que sofrem violência”, afirma a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-10T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/criacao-de-vinculos-e-gestao-emocional-podem-ajudar-a-reduzir-violencia-em-escolas">
    <title>Criação de vínculos e gestão emocional podem ajudar a reduzir violência em escolas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/criacao-de-vinculos-e-gestao-emocional-podem-ajudar-a-reduzir-violencia-em-escolas</link>
    <description>Em entrevista ao USP Analisa desta semana, pesquisadores do Lepes-USP discutem ações para evitar conflitos na comunidade escolar</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-2e939c60-7fff-17ee-7dcb-2c05dbbaefbc"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome48.png/@@images/decb9456-0b69-44fd-b033-2b3baedacd1f.png" alt="" class="image-left" title="" />A violência nas escolas não está presente somente na forma de ataques de violência extrema, mas principalmente nas relações cotidianas entre os alunos e entre alunos e professores. No USP Analisa desta quinta (28), que vai ao ar pela Rádio USP, os pesquisadores do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da USP Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave e Samia Mercado Alvarenga discutem o que a comunidade escolar pode fazer para evitar esse tipo de situação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Luiz destaca que os profissionais da educação não têm um preparo específico em sua formação para lidar com essas questões e que há um desafio em convencê-los de que também é parte de suas atribuições lidar com questões comportamentais, que extrapolam o ensino das disciplinas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É um desafio grande montar esse quebra-cabeça, de fazer com que esses profissionais que tão dando aula para muitos estudantes consigam ter a formação adequada e consigam criar esses vínculos para se aproximar mais dos alunos. Porque essa é uma das chaves, a gente conseguir ter uma escola em que o vínculo afetivo entre os estudantes e entre os estudantes e os professores efetivamente aconteça. Que os alunos gostem de estar naquele ambiente, que eles se sintam respeitados e, da mesma forma, os professores”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Samia, é fundamental também trabalhar ações ligadas à educação socioemocional e à gestão emocional tanto para os professores quanto para os alunos. “Desenvolver a empatia, a resiliência, cuidado com as emoções, a forma como vai externalizar essas emoções, tudo isso deve ser também aprendido na escola. Muitas vezes, os pais não conseguem passar esse aprendizado para as crianças em casa em função da vida moderna, de ter que trabalhar de manhã, de tarde e noite e a criança ficar desassistida nesse sentido. Então a escola tem que ser palco de aprendizagem no seu sentido mais amplo. Aprendizagem de cidadania, de gestão de emoções, de competências socioemocionais e de uma linguagem que seja voltada para a paz, e não uma linguagem que normalize a violência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-27T17:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-fatores-que-levam-a-ataques-violentos-em-escolas">
    <title>Especialistas discutem fatores que levam a ataques violentos em escolas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-fatores-que-levam-a-ataques-violentos-em-escolas</link>
    <description>Tema foi abordado por pesquisadores do Lepes-USP em entrevista ao podcast USP Analisa, que vai ao ar nesta quinta (14)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-51c64079-7fff-b61a-b5f1-440e891593bc"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome44.png/@@images/9b3f7a8f-1335-469d-9648-6b4000ae6793.png" alt="" class="image-left" title="" />O ambiente escolar, que deveria ser imune à situações de violência, infelizmente está cada vez mais suscetível a esse fenômeno. Os casos acontecem não apenas na forma de ataques de violência extrema, mas também dentro da própria comunidade escolar. Para abordar as causas desses episódios, o USP Analisa desta quinta (14) conversa com os pesquisadores Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave e Samia Mercado Alvarenga, que atuam no Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da USP Ribeirão Preto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Luiz, o aumento do uso de redes sociais pelos jovens tem relação com os ataques de violência extrema, que passaram a ser registrados no país a partir de 2002. “Os estudos que têm saído recentemente mostram que fatores como a criação de comunidades, muitas vezes virtuais, em que as pessoas anonimamente conseguem se engajar e ser escutadas por grupos que têm o mesmo tipo de pensamento, acabam estimulando esse tipo de ato”, explica ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo o pesquisador, em geral os responsáveis pelos ataques passaram por situações de sofrimento - como bullying, brigas, exclusão e rejeição - durante a infância e adolescência dentro da própria escola. “É algo que fica muito marcado na pessoa e ela acaba usando a escola como um alvo, como uma uma vingança por todo aquele sofrimento que a escola causou”, afirma Luiz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Samia destaca ainda que as redes sociais estigmatizam determinados padrões, o que traz aos jovens dificuldades de lidar e aceitar o diferente. Além disso, para a pesquisadora,  a polarização política pela qual o país tem passado nos últimos anos e a disseminação de discursos de ódio também contribuíram para um acirramento das agressões.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A escola precisa preparar o aluno para sociabilizar também. Não é só para fazer as provas, ele precisa resolver os conflitos, ele precisa aceitar o diferente e conviver com o diferente de forma pacífica. E talvez a gente esteja negligenciando um pouco essa parte”, afirma ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-13T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/expansao-do-crime-organizado-e-das-igrejas-evangelicas-gerou-interseccao-entre-esses-dois-universos">
    <title>Expansão do crime organizado e das igrejas evangélicas gerou intersecção entre esses dois universos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/expansao-do-crime-organizado-e-das-igrejas-evangelicas-gerou-interseccao-entre-esses-dois-universos</link>
    <description>Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, falam sobre o uso do discurso religioso por criminosos no USP Analisa desta quinta (31)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-59c267e4-7fff-97c1-f788-f8e0cdb59d3d"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Semnome800x530px7.png/@@images/0dfdcb54-1c7e-4a88-a285-e7df9a01214e.png" alt="" class="image-left" title="" />A religião, mais especificamente a evangélica, sempre foi vista como uma porta de saída do crime organizado. Porém, nos últimos anos, o que se vê é uma mudança de mentalidade. Com o surgimento dos chamados “traficrentes”, especialmente no Rio de Janeiro, há uma espécie de intersecção entre esses dois universos. É sobre esse tema que os pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso conversam no USP Analisa desta quinta (31).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Bruno abordou o assunto no livro “A Fé e o Fuzil”, quando se deparou com a realidade do Complexo de Israel, complexo de favelas cariocas comandadas por um traficante que, segundo o autor, utiliza um discurso religioso para justificar seu poder e legitimar sua autoridade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A religião deixa de ser vista como algo para transformações pessoais e individuais e ganha um contexto de transformação política. E o discurso religioso passa a ser usado para produzir obediência, para construir autoridade. Eu achei que era muito simbólico e significativo do próprio bolsonarismo, da própria chegada da religião na política dentro desse contexto de presidentes ungidos por Deus e que usam a religião como uma forma de legitimar sua própria autoridade”, explica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Camila, a religião ainda é uma porta de saída do tráfico e até mesmo um espaço seguro de sociabilidade para jovens da periferia. Porém, segundo ela, com o crescimento das igrejas evangélicas e também da influência do crime organizado nas prisões e periferias, esses dois universos acabaram se mesclando em muitos pontos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“E obviamente para o crime, a igreja é um negócio interessante para lavagem de dinheiro, para esconder a sua própria identidade, para fugir da vigilância policial. Então, ela acabou também, em muitos casos, sendo instrumentalizada. E também é muito interessante que muitas vezes não há essa oposição moral, como a gente imagina. Eu cansei de entrevistar presos do PCC ou assaltantes de bancos que eram religiosos e diziam: ‘eu rezo quando eu vou assaltar um banco para Deus me proteger’”, diz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>NEV</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-30T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-influencia-das-faccoes-criminosas-na-politica">
    <title>Especialistas discutem influência das facções criminosas na política</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-influencia-das-faccoes-criminosas-na-politica</link>
    <description>Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso, do NEV-USP são os entrevistados desta semana no USP Analisa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-5767be87-7fff-9132-444b-7c3dff416dc7"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome62.png/@@images/af61c921-b28a-4b99-a3c0-be641a1caa81.png" alt="" class="image-left" title="" />Durante as eleições de 2024, vários foram os registros da influência de facções criminosas no pleito, seja financiando candidatos ou mesmo se envolvendo em licitações nos governos municipais. O USP Analisa desta semana discute os reflexos dessa interferência e se isso pode levar o Brasil a se tornar um narcoestado. Os entrevistados são a professora da Universidade Federal do ABC, Camila Nunes Dias, e o jornalista Bruno Paes Manso, pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Camila, o termo “narcoestado” sofre críticas no âmbito das Ciências Sociais por ter uma disputa política e ideológica embutida em seu significado. Ela explica que os Estados Unidos e os países europeus utilizam esse termo para classificar alguns países, porém os grupos criminosos que estão no poder nesses locais são muitas vezes financiados por ações de órgãos como a CIA, agência estadunidense de inteligência.</span><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se a gente observar alguns países, aparentemente eles têm uma influência mais forte de grupos criminais nos seus governos. Acho que a Colômbia foi um exemplo clássico nos anos 90, o México é ainda um exemplo, além de outros países menores da América Central, da África e da Ásia”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No caso do Brasil, Camila acredita que a presença do dinheiro do crime na política já é realidade há algum tempo. “De um lado, isso já ocorre há mais tempo porque nas bases, na periferia, onde as facções estão presentes, ali também circulam políticos, vereadores, prefeitos. Então essa proximidade já existe há muito tempo a partir desses espaços compartilhados. Mas eu acho que o que aconteceu mais recentemente é que você tem um volume maior de recursos disponíveis, digamos assim, e disponíveis para serem investidos, fluindo do âmbito dos negócios ilícitos para os negócios lícitos e também para a política”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Bruno, grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas elegem candidatos para favorecer seus interesses e fragilizar a capacidade de fiscalização do Estado. “A gente vê isso no Rio de Janeiro, no caso das milícias, a dificuldade que é eleger alguém da oposição. Por mais popular que seja um candidato, é difícil você mudar o esquema porque todo mundo se vê na perspectiva de faturar dentro desse esquema”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-16T17:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/faccoes-profissionalizaram-o-crime-no-brasil">
    <title>Facções profissionalizaram o crime no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/faccoes-profissionalizaram-o-crime-no-brasil</link>
    <description>Pesquisadores do NEV-USP explicam, em entrevista ao USP Analisa, origens e impacto desses grupos na criminalidade brasileira</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-254ee3e7-7fff-d750-cd2d-c6c00c370b44"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome61.png/@@images/ddb17a02-9327-4ebc-971d-ffaa8a4c8c65.png" alt="" class="image-left" title="" />A dinâmica criminal no Brasil foi fortemente alterada pelo surgimento de facções criminosas a partir do final dos anos 70. As atividades antes restritas a pequenas quadrilhas passaram a ter um caráter muito mais profissional com a atuação de grupos como o Primeiro Comando da Capital, o PCC, em São Paulo, e o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. No USP Analisa desta semana, dois pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP, a professora da Universidade Federal do ABC, Camila Nunes Dias, e o jornalista Bruno Paes Manso, ajudam a entender o funcionamento dessas organizações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Camila explica que um dos principais mapeamentos das facções é feito pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Senapen, que identificou 88 delas na última edição - mas o número pode variar a cada ano. “Esse número é composto por grupos muito distintos entre si, e todos são enquadrados nessa rubrica de facção porque ostentam uma identidade e muitas vezes compartilham alguns símbolos de pertencimento. Na maioria das vezes, têm presença no sistema prisional e também atuam no tráfico, no varejo, principalmente fora das prisões, embora sejam muito diferentes”, explica ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Bruno explica que a origem das facções data de 1979, com a formação da Falange Vermelha, que se transformaria no Comando Vermelho. Alguns anos depois, surge o Terceiro Comando, que travaria uma disputa territorial com o CV ao longo dos anos 80 no Rio de Janeiro. Em São Paulo, pequenos grupos travavam confrontos violentos nas periferias, o que foi amenizado a partir de 1993, com a criação do PCC, que ajudou a mediar os conflitos e profissionalizar a cena do crime a partir do interior das prisões.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Então você tem um crime mais profissional, mais pacificado, ganhando muito dinheiro. E isso de alguma maneira se espalha muito rapidamente a partir dos anos 2000. Principalmente depois de 2006, a partir do surgimento do Sistema Federal, das migrações e da punição de algumas lideranças em outros Estados, você começa a espraiar essa ideia e esse modelo vira um padrão bem sucedido de gestão do crime para lidar com a prisão. E aí você tem esse crescimento muito acelerado a partir do interior do sistema penitenciário”, conta o jornalista.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
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<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-02T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/alta-letalidade-na-atuacao-das-policias-nao-se-reflete-em-maior-seguranca-dizem-pesquisadores">
    <title>Alta letalidade na atuação das polícias não se reflete em maior segurança, dizem pesquisadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/alta-letalidade-na-atuacao-das-policias-nao-se-reflete-em-maior-seguranca-dizem-pesquisadores</link>
    <description>Fernando Salla e Viviane Cubas, do NEV-USP, discutem essa questão no episódio do USP Analisa que vai ao ar pela Rádio USP nesta quinta, dia 19</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ab4afed9-7fff-112b-109b-01d81d292b2e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome35.png/@@images/ac7dea95-9188-4362-9b8f-3ec017ce9da3.png" alt="" class="image-left" title="" />É muito comum, tanto na própria sociedade quanto entre autoridades de segurança, fazer uma associação entre alta letalidade e eficiência das polícias. Mas, afinal, será que um maior número de mortes de criminosos gera mais segurança para a população? O USP Analisa desta quinta (19) traz para o debate esse tema, com a ajuda dos pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP Fernando Salla e Viviane Cubas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Viviane, o que leva a esse tipo de associação é a falta de respaldo científico nas políticas de segurança. Segundo ela, não existem, em parte alguma do mundo, estudos que comprovem a relação entre eficiência e letalidade. “Aliás, não existe nenhuma experiência bem-sucedida de segurança pública em qualquer lugar do mundo que tenha usado esse tipo de expediente, muito pelo contrário. Eu acredito que muitas vezes as decisões políticas são definidas a partir dos apelos do momento e sem ter essa fundamentação. E é uma forma de você implementar a política do ‘bandido bom é bandido morto’”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora destaca ainda que uma das atribuições legais da Polícia Militar seria o trabalho de prevenção, mas a corporação tem poucos expedientes que permitam a concretização desse tipo de tarefa. “Se você tem uma polícia que passa a investir mais em armamento não letal, em policiais mais bem treinados em defesa e nas artes marciais, estratégias, de fato, de policiamento comunitário, de aproximação com a comunidade, de estabelecimento de programas de prevenção, de trabalho contínuo, de prevenção de segurança, você pode começar a mudar a autoimagem e o fazer policial. Porque uma alta letalidade de civis também implica numa alta letalidade de policiais ou no impacto para a saúde desses policiais. É muito comum, a gente ouviu os policiais dizendo que, mesmo quando eles estão com a família, passeando, eles estão em alerta 24 horas por dia”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Fernando, falta também trazer para o debate público questões envolvidas na atuação policial que extrapolam a competência da polícia, como desigualdades sociais, econômicas e de gênero, e que geram conflitos de todas as naturezas na sociedade. “Infelizmente, é um debate que é público, que não é colocado, porque isso interfere diretamente na própria forma de ser da nossa sociedade brasileira, que é capaz de fazer todo santo dia uma operação nas favelas do Rio ou num bairro de periferia todo santo dia de forma violenta e não trazer ao debate esse problema das desigualdades econômicas, das desigualdades sociais que a gente tem. Segurança pública é a atuação dos corpos policiais. Sim, mas e o restante dos problemas? Geração de emprego, geração de renda, assistência social, nada disso é discutido.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-06-19T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-penas-severas-podem-levar-a-crimes-mais-violentos">
    <title>Para especialista, penas severas podem levar a crimes mais violentos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-penas-severas-podem-levar-a-crimes-mais-violentos</link>
    <description>No USP Analisa desta semana, o professor da FDRP-USP Daniel Pacheco Pontes, conversa sobre as razões da limitação de tempo no cumprimento de penalidades imposta pelo Código Penal Brasileiro
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-61513980-7fff-7f86-628d-f085fc1b3731"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome31.png/@@images/6c696b47-bbad-47e5-ad36-267817512d68.png" alt="" class="image-left" title="" />O Código Penal Brasileiro limita o tempo de cumprimento da pena, que atualmente não pode ultrapassar 40 anos. Para uma parte da população, essa restrição soa como um convite à impunidade, mas penas muito restritivas podem acabar resultando em crimes muito mais violentos. É o que explica o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Daniel Pacheco Pontes no episódio do USP Analisa que vai ao ar nesta quinta (22) pela Rádio USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Pontes destaca que a Constituição brasileira proíbe penas de caráter perpétuo e que um desses motivos é exatamente o fato de que a punição tem como uma de suas finalidades a ressocialização de quem cometeu o crime. “Se a gente admite que a pessoa ficará presa para o resto da vida, nós estamos admitindo, nas entrelinhas, que somos absolutamente incapazes de ressocializar aquela pessoa. Então, nós estamos oficialmente negando uma função que a pena deveria ter”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O professor ressalta, ainda, que penas muito severas podem levar a condutas mais violentas por parte dos criminosos. Ele cita o exemplo de uma legislação existente em alguns locais dos Estados Unidos conhecida como </span><span>three strikes and you’re out</span><span> (três arremessos e você está fora), que determina pena de morte para quem cometer três crimes muito graves.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Os próprios policiais que trabalham nesses estados falam que essa lei é ruim porque quando a pessoa vai cometer o terceiro crime violento - e lembrando que os criminosos conhecem o direito penal melhor do que a gente -, ela se torna muito violenta. Imaginem vocês que o sujeito vai lá e estupra uma pessoa em um terceiro crime. Se ele sabe que, se for pego, receberá pena de morte, necessariamente não tem mais nada a perder. Então, ele ficará muito mais à vontade para matar a vítima, porque isso vai dificultar a sua punição”, explica Pontes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-21T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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