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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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    <title>Temas para pensar a escola</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro/temas-para-pensar-a-escola</link>
    <description>Durante o segundo semestre de 2019, palestrantes levantaram discussões sobre tópicos como equidade, fragmentação do conhecimento e a gestão escolar</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Gestão, equidade e transdisciplinaridade são temas que se entrelaçaram dentro do espaço escolar. Temas como igualdade, tolerância, colaboração, responsabilidade e justiça estão alinhados a eles.</p>
<p>2. A ideia de equidade está pautada em oferecer mais para aqueles que têm menos e, assim, buscar uma correção das distorções causadas pelas desigualdades, sobretudo econômicas</p>
<p>3. A busca por ideias fundamentais que articulam conhecimentos nas disciplinas são importantes para combater a fragmentação do conhecimento e possibilitar um ensino focado em grandes temas como a Ética, a Energia, a Igualdade, e assim por diante.</p>
<p>4. A autoridade não pode ser confundida com autoritarismo. Ela está diretamente relacionada com o compartilhamento da responsabilidade e com o exercício da justiça.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Para a conclusão do primeiro ano de trabalho da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica</a>, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a> elaborou uma síntese das palestras apresentadas durante o <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, no segundo semestre de 2019. "Os três seminários trataram de temas que se entrelaçaram o tempo todo", afirma o expositor, membro da Comissão Executiva da Cátedra. Machado retomou algumas das ideias apresentadas pelos palestrantes nos encontros realizados em agosto, setembro e outubro deste ano. A fala aconteceu após a artista Kiara Terra iniciar o encontro, realizando uma <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/apresentacao-kiara-terra" class="external-link">performance artística</a> para os educadores presentes.</p>
<p><strong>Significados de equidade e igualdade</strong></p>
<p>A primeira apresentação retomada por Machado foi a do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a>, na palestra <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade" class="external-link">"Escola, Diversidade e Equidade"</a>, realizada em agosto. O termo equidade, cada vez mais comum nas discussões educacionais, chama a atenção por se diferenciar de igualdade. Enquanto a ideia de igualdade destaca que, diante das normas, todos devem ser tratados igualmente, a ideia de equidade propõe que os tratamentos sejam diferentes para que aqueles mais necessitam, para que todos possam ter acesso a oportunidades similares. "No atendimento da saúde, por exemplo, não se deve dar a todos o mesmo tratamento. Quem mais precisa tem que receber mais", exemplifica o palestrante. Segundo ele, a defesa da igualdade, muitas vezes, é imprecisa: "Ela só faz sentido incondicionalmente quando dizemos que todos são iguais perante a lei".</p>
<p>Outros termos orbitam a discussão sobre equidade. Diferença é um dos mais importantes. Enquanto o conceito de igualdade tenta eliminar as diferenças, a noção de equidade acolhe o fato de que todos são diferentes. Uma ideia relacionada, de desigualdade, também é importante. Em alguns momentos, como em uma Olimpíada de Matemática, é ela quem define o ganhador. "A ideia é combater a desigualdade econômica, porque ela é a vilã", afirma Machado.</p>
<p> </p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/dNPprzZ_r7k" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/sistematizacao-e-propostas-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/sistematizacao-e-propostas-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p>Por fim, o palestrante apresentou a diferença entre as noções de indiferença e intolerância. "Há pessoas que passam por situações lastimáveis e, no tratamento a elas, não pode haver indiferença no olhar, mesmo que elas tenham cometido equívocos", diz. Em busca de uma atuação justa na escola, por exemplo, é importante que mesmo o aluno mais bagunceiro tenha o seu direito à aprendizagem garantido. "Tem muita gente que parece estar em uma situação de indiferença, mas, na verdade, é intolerância", finaliza.</p>
<p><strong>A religação dos saberes</strong></p>
<p>"Na escola, no interior de uma disciplina, tão logo um assunto se torna especialmente importante, ele como que declara a independência, quase sempre caracterizando uma nova disciplina dentro da disciplina de origem", resume Nílson sobre como a fragmentação do conhecimento atinge a Educação Básica. Esse foi o tema do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/das-disciplinas-a-transdisciplinaridade" class="external-link">segundo seminário</a> do semestre, apresentado pelos professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a>. A fragmentação se dá justamente no excesso de especialização disciplinar: segundo ele, os especialistas vão investigando temas cada menores e, em algum momento, perde-se a ideia do todo. "A ideia de fragmentação transforma a mais bela foto num conjunto de pontos, de pixels", compara.</p>
<p>O contraponto à fragmentação excessiva é o desenvolvimento integral. A Educação Infantil é um bom momento para se observar isso. "A criança é uma só, e não há fragmentação no seu modo de aprender. Mas parece que, à medida que elas crescem, deixamos de ser professores de pessoas e passamos a ser professores de disciplinas", afirma Machado.</p>
<p>Há dois eixos em que a fragmentação ocorre. O primeiro se dá entre os polos de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade. O termo multidisciplinaridade indica a forma como as instituições escolares se organizam hoje: divididas em diversas disciplinas, mas com pouca ligação entre cada uma delas. O oposto disso é a ideia de interdisciplinaridade, em que há um aumento da relação. "Esse eixo é menos grave, ele é mais facilmente tratado", diz o palestrante.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Os processos de escolha de gestores são suficientes para legitimar sua autoridade, mesmo quando eles se tornam autoritários?</i></strong></p>
<p><i>Uma parte da legitimidade das autoridades está, é claro, relacionada à maneira como elas são colocadas em seus postos. Isso pode se dar por uma eleição direta, mas também por outros processos, como a realização de um processo seletivo. "Mas o que legitima uma autoridade na Educação é a competência", explica Nílson José Machado. Aqui, a competência não apenas no sentido de fazer bem o seu trabalho, mas naquele expresso pela origem da palavra. Do latim, competere significa competir, buscar junto com o outro. Na gestão, essa ideia está relacionada à ideia de trabalhar de maneira colaborativa e democrática: na concepção de um projeto de escola, no enraizamento da escola na comunidade onde ela está inserida, na afirmação desse projeto junto à comunidade escolar. "O gestor está ali a serviço disso, não para colocar em ação suas vontades pessoais", afirma Machado.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O segundo eixo é mais grave e tem como polos as ideias de intradisciplinaridade e transdisciplinaridade. A primeira é justamente o aumento da especialização dentro de um mesmo campo de estudo. "Na Biologia, por exemplo, há muitas disciplinas que são tratadas como se fossem independentes", afirma Machado. A consolidação dessa ideia – no mundo acadêmico, por exemplo – é a ideia de especialista: alguém que conhece um único assunto profundamente. A ideia de transdisciplinaridade, segundo o expositor, se aproxima ao profissional que hoje é conhecido como consultor: alguém que possui um conhecimento específico, mas também a habilidade de observar como esse conhecimento se articula com o contexto maior no qual ele deve trabalhar. Voltando à área da Biologia: é possível haver um especialista que domine profundamente informações sobre o DNA, mas o consultor é capaz de relacionar o estudo do DNA a questões mais amplas, como os aspectos éticos envolvidos no estudo e na manipulação do material genético.</p>
<p>Machado aponta que certas escolas buscam superar esse problema incentivando, por exemplo, que professores de Matemática deem aulas de Arte. Para ele, esse não é o caminho. O importante é garantir que todos os profissionais conheçam temas amplos e que sejam importantes para todas as áreas. "O professor precisa ter discernimento de diferenciar o que é fundamental e o que é complemento nas áreas. Para isso, ele deve estar atento às ideias fundamentais de todas as disciplinas", diz.</p>
<p><strong>Gestão, docência e justiça</strong></p>
<p>O tema do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/a-dupla-gestora-vista-por-si-mesma-e-pelos-educadores" class="external-link">terceiro seminário</a>, segundo Machado, talvez tenha sido o mais complexo. A fala, apresentada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tereza-perez" class="external-link">Tereza Perez</a>, se dedicou a refletir sobre as relações entre docentes e gestores escolares. Tanto no seminário, realizado em outubro, quanto na síntese feita por Machado em novembro, essa foi a questão que mais levantou manifestações dos professores presentes. "Um aspecto importante da exposição da Tereza foi a questão da colaboração e da corresponsabilidade -- essas palavras que começam com 'co' merecem atenção e respeito", destaca o expositor em seu resumo.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Nílson José Machado</th>
</tr>
<tr>
<td>Leciona na Universidade de São Paulo desde 1972. Começou trabalhando no Instituto de Matemática e Estatística, e, em 1984, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Educação, onde é professor titular. Além de matemático, é mestre e doutor em filosofia da educação e livre-docente na área de epistemologia e didática. Escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças e publica microensaios semanais em seu site pessoal: www.nilsonjosemachado.net</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um primeiro tópico ligado ao tema é a questão da autoridade. "A palavra autoridade, às vezes, dá urticária em alguns contextos para algumas pessoas. A associação direta é com autoritarismo", explica Machado. Ele propõe uma relação diferente: com responsabilidade. Quando algum problema grave acontece na cidade, por exemplo, procura-se o responsável, uma autoridade. Outra relação proposta por Machado é com a ideia de autoria. Ambas as palavras têm a mesma origem do latim, <i>augere</i>, que significa crescer, aumentar. Pensando nesse sentido, a autoridade é a pessoa que cria ou amplifica a ordem.</p>
<p>Em um contexto educacional, a ordem é importante para conduzir a aprendizagem. Mas é preciso tomar cuidado com o excesso. "Buscar um ponto de equilíbrio é fundamental. E o elemento decisivo na busca de tal equilíbrio é justamente a ideia de responsabilidade: dividir a gestão é dividir a responsabilidade", diz Machado.</p>
<p>Outro ponto destacado por ele é a relação entre autoridade e tolerância. Para concluir, Machado invoca a ideia de justiça que, segundo ele, está relacionada aos temas de todos os seminários. Nesse caso, a tolerância envolve uma ação que busque ser justa, considerando as diferenças existentes entre as pessoas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:18:24Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/formacao-continuada-exige-compromisso-coletivo">
    <title>Formação continuada exige compromisso coletivo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/formacao-continuada-exige-compromisso-coletivo</link>
    <description>Para que as discussões das reuniões pedagógicas impactem na prática docente, é necessário um olhar amplo de toda a comunidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. O primeiro espaço de trabalho pedagógico coletivo é o PPP. Como orientador das ações da instituição, ele direciona as formações. Por isso, a importância dos professores se envolverem também na construção do documento.</p>
<p>2. <span>É preciso incentivar momentos para o trabalho pedagógico coletivo. Em algumas escolas, não há horário dedicado a formação continuada. Nas instituições particulares, a questão de pagamento dos professores para permanecer mais horas na escola aparece como um empecilho.</span></p>
<p><span>3. </span><span>Nem sempre o horário pedagógico coletivo é bem aproveitado. Por falta de planejamento, o tempo é subaproveitado para recados, reclamações ou formações que não dialogam com as necessidades docentes.</span></p>
<p><span>4. </span><span>Ouvir a comunidade é essencial. Iniciativas de buscar insumos para a formação nos instrumentos de registros docentes, diálogo com pais e responsáveis e olhar para os profissionais não docentes tende a reverberar positivamente na prática educativa.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>O fio condutor de um bom planejamento e da execução eficiente do trabalho pedagógico coletivo passa pela construção do projeto político-pedagógico (PPP) da escola. “A necessidade das reuniões pedagógicas precisa estar descrita no PPP para que o horário não vire um lugar de comércio entre os professores e de mero compartilhamento de avisos”, pontua Mônica Almeida, gestora da rede municipal de São Paulo. Ao lado do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos de Menezes</a>, Mônica coordenou a atividade temática “Trabalho Pedagógico Coletivo” no terceiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>.</p>
<p>Justamente pelo papel de guia que o documento possui, é essencial que toda a comunidade participe da construção dele. O PPP é o primeiro local em que se descreve o espaço das formações em serviço na instituição. Já nos momentos iniciais da atividade ficou visível a fragilidade dos momentos formativos nas escolas. Falta de engajamento dos professores, temas que não dialogam com as necessidades práticas e momentos subutilizados com discussões paralelas e informativos sobre a escola foram alguns dos problemas identificados pelos presentes.</p>
<p>Quatro grupos foram formados para discutir suas vivências com reuniões pedagógicas e elencar boas práticas. Na socialização, alguns grupos apontaram mais questões problemáticas do que propostas bem sucedidas. A situação é distante da desejável em diversas instituições de ensino – públicas e privadas. Algumas delas sequer reservam um espaço semanal para a atividade, inviabilizando o aprimoramento da prática docente dentro da instituição e concentrando a responsabilidade e investimento da formação continuada nos próprios professores. Veja abaixo as principais análises desenvolvidas na atividade temática pelos grupos:</p>
<p><strong>O incentivo das boas práticas como ponto de partida</strong></p>
<p>A postura dos professores em relação aos horários de trabalho pedagógico coletivo foi apontada como um fator que dificulta o melhor aproveitamento da formação continuada dentro da escola. “A ação do diretor e do coordenador é muito importante, mas eles são facilitadores. Existem muitos professores desanimados. Como motivá-los e tirá-los da zona de conforto para integrá-los ao projeto pedagógico?”, questionou Alexandre Souza de Morais, diretor na rede municipal de Taquarituba (SP). A pergunta guiou o debate do grupo. Apenas cobrar a participação docente não teria efeito. Por isso, a sugestão foi se aproximar dos professores e tentar engajá-los primeiramente a partir do e apoio ao desenvolvimento de projetos individuais ou em pequenos grupos. “Começar com pequenas ações pode sensibilizá-los e provocá-los para participar de outros projetos que a escola desenvolve”, defende Alexandre.</p>
<p> </p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/4h_8qyQAZj8" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p><strong>O compromisso coletivo com o projeto da escola</strong></p>
<p>A coordenadora pedagógica Maria Izabel Pamplona compartilhou a experiência de um colégio particular em São Paulo que usou a tecnologia para facilitar o trabalho em grupo. A escola optou pelo uso da ferramenta Wiki, que possibilita a criação de textos de forma coletiva, permitindo que o documento pudesse receber contribuições de qualquer pessoa da equipe da escola. Todos os professores e funcionários passaram por uma formação com a diretora para utilizarem a ferramenta com maior facilidade. “Todos fizeram parte e se tornaram co-autores do PPP”, relatou a coordenadora.</p>
<p>Um projeto do Colégio Ítaca também foi destacado pelo grupo como caminho possível para contemplar o olhar dos alunos sobre o projeto de escola. O FOCAR (sigla para as palavras Focar, Ouvir, Calar, Argumentar e Rever), desenvolvido com os alunos do Ensino Médio, possibilita captar insumos das falas dos estudantes para tratar em reuniões pedagógicas. Entre os temas discutidos, surgem questões de clima escolar, aprendizagem e projetos.</p>
<p><strong>Tecnologia a favor da informação</strong></p>
<p>A colaboração da tecnologia também surgiu como uma oportunidade para garantir que todos os docentes tenham acesso ao que é discutido coletivamente. “Sabemos que tem professores que trabalham em mais de uma escola, às vezes, em cidades diferentes. Por isso, não conseguem estar no horário de trabalho pedagógico coletivo”, relatou Elisângela Machado, diretora na rede municipal de Vargem Grande Paulista, no interior de São Paulo. A proposta trazida pelo grupo para superar esse obstáculo seria disponibilizar online as informações discutidas nos espaços de formação. Desta forma, os aprendizados das reuniões pedagógicas estariam à disposição para futuras consultas.</p>
<p>O grupo também debateu o perfil dos gestores na condução do trabalho coletivo. Liderando a equipe, é necessário que estes profissionais sejam mobilizadores do conhecimento e tenham uma postura ativa de pesquisa para que as formações possam agregar, de fato, para a prática docente.</p>
<p><strong>O olhar para o todo</strong></p>
<p>Um dos grupos levantou a necessidade de ter em vista no planejamento as reais lacunas e necessidades da equipe, o desenvolvimento dos funcionários não docentes e o espaço em que as formações acontecem. Um dos pontos trazidos foi de que nem sempre as formações ajudam nos desafios do dia a dia da escola. Como possibilidade para contornar a situação, foi sugerido um olhar mais apurado para os instrumentos de registro docente, como o diário de classe, e uma escuta sensível no dia a dia da escola. Duas educadoras que integram a rede municipal de Santos relataram que foi com base nessa observação que a escola percebeu que havia poucas atividades de leitura nas aulas. Conversando com os docentes, descobriram que eles sentiam necessidade e tinham interesse em se aprofundar no assunto – o que acabou se tornando tema de formação na escola.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutor em Física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a educação básica, formação de professores e ensino de ciências.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Mônica Almeida</th>
</tr>
<tr>
<td>Formada em Pedagogia pela Universidade Santo Amaro, é educadora na Educação Básica há 24 anos. Atua como coordenadora pedagógica e professora na rede municipal de São Paulo. Possui pós-graduação e especialização em Educação inclusiva pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Trabalha com autismo, surdez e deficiência intelectual. Foi intérprete de libras na rede estadual de São Paulo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>E o olhar para as necessidades formativas não deve parar nos docentes. Profissionais da limpeza, cozinha, inspetoria e vigilância que atuam na escola também são considerados educadores e, por isso, é importante que eles possam refletir sobre a escola. Vanessa Rodrigues, diretora na rede municipal de São Paulo, relatou que a instituição em que trabalha promove encontros formativos quinzenais com esses profissionais. “Trabalhamos com a metodologia da investigação temática de Paulo Freire. Vamos fazendo uma leitura dos discursos, das concepções subjacentes dos discursos e vamos juntos construindo um percurso formativo”, conta a diretora.</p>
<p>Por fim, o grupo ressaltou a importância do espaço em que os encontros acontecem. “O espaço educa e precisa ser pensado e planejado com intencionalidade. Não dá pra conceber a formação dos profissionais em espaços que são inadequados”, disse Vanessa. Salas desorganizadas, além de gerarem desconforto aos presentes, podem passar a mensagem de que o papel da formação não é relevante para a escola.</p>
<p>Para Menezes, é preciso compromisso com o projeto pedagógico que a escola se propõe a desenvolver no seu dia a dia. “Projeto só faz sentido se for realizado. E você só sabe se foi realizado se há um olhar constante para ele”, diz o professor. O compromisso, entretanto, não é apenas das lideranças escolares, mas de toda a comunidade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:04:36Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/corresponsabilidade-gera-aprendizagem">
    <title>Corresponsabilidade gera aprendizagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/corresponsabilidade-gera-aprendizagem</link>
    <description>Experiências para além dos espaços escolares dependem de autonomia dos professores, apoio da gestão e colaboração das famílias</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Reconhecem-se, nos grupos, os diferentes graus de liberdade a que estão submetidos os docentes. Enquanto alguns exercitam com frequência as saídas pedagógicas, outros esbarram em barreiras como a burocracia, a falta de recursos, a insegurança da gestão ou o medo dos pais dos alunos.</p>
<p>2. Quando a educação é uma responsabilidade compartilhada por todos – professores, gestores, funcionários, comunidade e os próprios alunos – as experiências dentro e fora da escola ajudam a enriquecer as relações e associações que contribuem para a aprendizagem.</p>
<p>3. Nos debates e rodas de conversa, foram relatadas muitas iniciativas individuais do além-aula. Em geral há pouco envolvimento da gestão da escola e das redes municipais nessa prática, que ainda está longe de ser institucionalizada.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p><span id="docs-internal-guid-3524a3d3-7fff-0dff-f18a-de71d0d141f2"><span>Uma gestão comprometida leva todos a aprender. E para isso, o olhar pedagógico precisa considerar, em cada escola, o contexto e as características de seu entorno. Com essa fala, </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliana-de-souza-mavoungou-yade" class="external-link">Juliana Yade</a></span><span>, do Itaú Social, terminou o primeiro momento do encontro e introduziu a temática da oficina “A escola além da aula”. “É cada vez mais necessário trabalhar de modo colaborativo, com flexibilidade. Há uma urgência de mudar o funcionamento do ambiente escolar”, diz. Juntamente com </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-bohomoletz-henriques" class="external-link">Vera Henriques</a></span><span>, do Instituto de Física da USP, ela conduziu os debates em torno das experiências que ultrapassam os muros da escola. Apoiadas pelo professor de física </span><span>Mikiya Muramatsu</span><span>, também da USP, elas dividiram a turma em grupos de até cinco pessoas e pediram que relatassem a ação dos professores além da aula, analisando também o papel da gestão para o sucesso dessas experiências. </span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-b089b134-7fff-7aaf-0791-efd169ca713e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em um dos grupos, a professora Elenir Caldas, da rede pública de Cubatão, no litoral paulista, contou que costuma levar as crianças para ver o que acontece nas ruas, em saídas pedagógicas. Um projeto sobre o lixo motivou sua turma do 3º ano a observar o estado precário de manutenção da cidade, com bueiros sujos, falta de lixeira nas praças, sacos pendurados nas árvores. Ver tanta coisa errada os fez pedir para escrever uma carta para o secretário de Meio Ambiente. “Ter intencionalidade durante essas saídas faz com que eles apurem o olhar para os problemas”, conta a professora. Em outras ocasiões, Elenir leva as crianças à feira e ali acontecem interações entre os feirantes e as crianças, e as informações coletadas nas barracas viram material de estudo dentro de sala. “Tenho abertura para me movimentar com meus alunos, e isso é muito bom”, reconhece, notando seu privilégio por trabalhar onde existe uma gestão que a incentiva e apoia.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-bbcfc747-7fff-9942-eb70-7cad802f4be5"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O grau de liberdade responde a três características: do público a que uma determinada unidade atende, do seu entorno e da gestão escolar. Pais de colégio particular podem negar autorização para que seus filhos saiam, por preocupações com a violência. Em escolas públicas, por vezes faltam recursos ou o entorno não é interessante ou seguro o suficiente para que saiam todos a pé, como fazem os alunos de Elenir.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-c56794b3-7fff-b8a4-ee21-db725a62ed8d"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Em geral, a escola perde a oportunidade de que a comunidade participe do processo de aprendizagem das crianças, como acontece, por exemplo, em Reggio Emilia”, observou Rita de Cássia Antunes, coordenadora pedagógica na rede particular de São Paulo. Se a educação é responsabilidade compartilhada por todos – professores, gestores, funcionários, comunidade e os próprios alunos –, experiências dentro e fora da escola ajudam a enriquecer as relações e associações que geram a aprendizagem. E, ainda, apurar olhares e aguçar os sentidos. “Na escola particular, o professor é muito cobrado e acaba se dedicando mais ao conteúdo do que às experiências”, analisa Rita.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/hZs8bL3xtx8" width="560"></iframe></p>
<p><span id="docs-internal-guid-f3f1a015-7fff-d55f-5b5a-7ba7ea28b1ec"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>Carolina Akemi Teixeira, professora no colégio Mater Domus, em Santos, não consegue levar a turma dos anos iniciais do fundamental à praia – que fica bem próxima – para investigar sobre conchas. “Restou incentivar os alunos a pesquisar do lado de fora e, então, compartilhar. Mas sem a saída pedagógica, eles perdem o momento de troca com o professor, em que se aprende junto, ao comentar e questionar”, diz ela. </span></p>
<div><span><strong>Experiências de destaque</strong><br /><br /></span></div>
<div></div>
<div><span>Após as discussões, as mediadoras incentivaram a socialização das experiências que mais chamaram a atenção em cada um dos grupos. Veja algumas:<br /><br /></span></div>
<div></div>
<div>
<ul>
<li><span>A rede de Itapeva, no interior de São Paulo, faz um levantamento das potencialidades do território, para que crianças e adolescentes possam ocupar com segurança certos pontos do bairro onde cada escola está inserida e transformá-los em espaço de aprendizagem.</span></li>
<li><span>A EMEI Gabriel Prestes fica na rua da Consolação, em São Paulo, e aproveita as possibilidades educativas das bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato, da praça Roosevelt, do SESC e do cemitério da Consolação. Tem a prática de circular com as crianças pequenas pelo entorno da escola, para que sejam vistas, admiradas e reconhecidas. No cortejo, elas cantam e ecoam gritos de guerra. A escola adotou o termo “territórios das infâncias”, abraçando o papel de mostrar aos adultos que é possível se surpreender com a cultura infantil.</span></li>
<li><span>Em uma rede pública do litoral sul paulista, uma diretora fez uma pesquisa junto aos pais e detectou que tinham poucos momentos de lazer com os filhos. Isso motivou a escola a incentivar o convívio, dando ideias para que adultos e crianças andem pela praia, conversem e brinquem juntos.</span></li>
<li><span>Uma rede particular fez um projeto sobre suicídio com as turmas de 9º ano. Os alunos decoraram as salas, distribuíram abraços em toda a escola e orientaram colegas. Com apoio da gestão, distribuíram folhetos sobre a temática nas ruas. Outro projeto para sensibilização da comunidade no entorno foi feito por uma turma de 4 e 5 anos de uma escola pública da Cohab de Itaquera, periferia da cidade de São Paulo, que vasculhou o quarteirão para procurar focos de dengue, elaborou um funk sobre o tema e distribuiu panfletos na localidade.</span></li>
<li><span>Uma professora de escola privada da capital colabora com uma ONG e seus alunos resolveram arrecadar brinquedos para a instituição. O envolvimento foi além do esperado, com as famílias mobilizadas, entendendo que, mesmo não conseguindo entregar pessoalmente as doações, solidariedade gera transformação para o estudante e para o território social em que a escola está inserida.</span></li>
</ul>
</div>
<p> </p>
<p><strong>Criando um plano de ação</strong></p>
<p>Na segunda parte do encontro, em grupos de 10 a 12 pessoas, os participantes escolheram um tema para desenvolver um plano de ação na escola. Ele deveria conter a ideia, os elementos de aprendizado e as seguintes questões: Quem envolver? Como envolver? Onde? Quando? Com qual cronograma? Como manter?</p>
<p>Leia os relatos resumidos abaixo. Os títulos são os nomes dados aos projetos criados por cada grupo:</p>
<p><strong>Futuro sustentável</strong>. <span>Envolve da Educação Infantil ao Ensino Médio em coletas de materiais recicláveis dentro e fora da escola, em paralelo com a discussão de conhecimentos como o tempo de degradação dos materiais em Biologia, as quantidades de resíduo em Matemática. A escola serve como posto de coleta e promove gincanas para motivar as crianças. O prazo pode ser trimestral, semestral ou anual. “O projeto deve envolver a comunidade como um todo, como nas campanhas Tampinha Legal e Brasil sem Frestas”, diz a professora Maryana Eiras, da rede privada, relatora do grupo.</span></p>
<div></div>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Vera B. Henriques</th>
</tr>
<tr>
<td>Graduada em Física pela University of Edinburgh, é doutora em Física pela Universidade de São Paulo (USP). É especialista em Física Estatística com aplicações em Físico-Química e Biofísica Molecular, atua como professora associada da USP e como coordenadora dos projetos de colaboração entre a universidade e a escola pública.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Nossas origens</strong>. <span>O objetivo é discutir a pluralidade, tirando barreiras socialmente impostas. “É necessário conhecermos o nosso entorno e a sociedade onde estamos inseridos, pois cada um vive na sua própria bolha”, ressalta a professora Carla Batista, professora da rede particular nos arredores da favela Paraisópolis. O projeto sugere uma parceria entre escola pública e privada, mediada pela cátedra da Educação Básica. Entre as ações pensadas estão: musicalidade e brincadeiras na Educação Infantil, show de talentos musicais e esportes nos anos iniciais do Fundamental e cinema e cultura nos anos finais do Fundamental e no Ensino Médio. Espaços públicos como parques podem abrigar mostras, shows e piqueniques com presença da comunidade e das famílias.</span></p>
<div></div>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Juliana Yade</th>
</tr>
<tr>
<td>
<div id="_mcePaste">Possui graduação em Pedagogia com habilitação em Orientação Educacional e concluiu Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Atuou como professora nas séries iniciais do Ensino Fundamental com o sistema Montessori de Ensino. Tem se aprofundado nos seguintes temas: afrodescendência; africanidades; currículo; movimentos sociais de maioria afrodescendente; educação escolar; espaços periféricos urbanos.</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Aula do saber</strong>. <span>Trazer as experiências além da aula para o nível de gestão, envolvendo professores e a equipe escolar. “A escola além aula precisa ter vínculo com o currículo e ser uma atividade regular”, observa Josicelle Neves, professora da rede municipal de Itapeva. A ideia é promover formação continuada sobre o tema e envolver as turmas em situações de aprendizagem indo à feira, ao supermercado, a lojas do entorno. Além disso, trazer a comunidade para a escola quando as saídas não forem possíveis. O período proposto é o ano inteiro e o projeto se mantém porque seus resultados são avaliados na própria formação em serviço (HTPC).  É papel dos gestores articular e incentivar o grupo, evitando que a iniciativa morra.</span></p>
<div></div>
<p><span id="docs-internal-guid-b164ec85-7fff-5d82-dccf-79c16efea8d1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Por fim, houve uma palavra de síntese dos mediadores. “Nosso desafio é construir uma nova sociedade, colaborativa, corresponsável, que pensa, que ouça. Queremos sonhar, mas também colocar isso em prática”, observa a professora Vera Henriques. Para Nílson Machado, da Cátedra de Educação Básica da USP, o além da aula é muito mais do que a aula, é uma atividade sem formato tradicional para concretizar a educação inclusiva. “Essa seria uma recomendação interessante para a constituição de políticas educacionais”, diz o professor.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T15:02:53Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/a-dupla-gestora-vista-por-si-mesma-e-pelos-educadores">
    <title>A dupla gestora vista por si mesma e pelos educadores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-gestao-e-docencia-26-de-outubro/a-dupla-gestora-vista-por-si-mesma-e-pelos-educadores</link>
    <description>O papel de coordenadores pedagógicos e diretores é fundamental para garantir que toda a escola e o território se dediquem à promoção da aprendizagem dos estudantes</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Toda escola deve ter um projeto político-pedagógico, criado em parceria entre gestores, professores, funcionários e família. Esse projeto está vivo na maneira como a escola se organiza, nas ações que promove e na maneira como se dá o processo de ensino-aprendizagem nela.</p>
<p>2. O papel da dupla gestora (diretor e coordenador pedagógico) é dar condições para que a aprendizagem aconteça – em todos os ambientes da escola e também em algumas situações no território.</p>
<p>3. Gestores devem atuar garantindo a estratégia, o planejamento, a implantação, a avaliação e a manutenção de todos os processos de gestão.</p>
<p>4. O bom clima escolar é fundamental na promoção do ensino e na redução das desigualdades. Parte dele requer que a gestão seja democrática e participativa.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Ao entrar em uma instituição de ensino, você observa carteiras empilhadas pelo pátio, livros didáticos amontoados nas salas de aula, banheiros sem papel higiênico e sabão. Em outra instituição, vê painéis com trabalhos dos alunos, ambientes organizados, livros disponíveis para leitura dos estudantes, banheiros limpos e com todos os itens necessários para a higiene pessoal. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tereza-perez" class="external-link">Tereza Perez</a>, diretora-presidente da Comunidade Educativa CEDAC, apresentou oralmente e com imagens esses dois ambientes (veja-as na apresentação de slides aqui) e questionou: onde está a atuação dos gestores escolares nessas situações?</p>
<p>Os papéis do diretor e do coordenador pedagógico foram o foco da palestra apresentada pela especialista durante o terceiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>. "Fala-se muito em respeito e essas cenas mostram que também é preciso respeitar os alunos", destaca Perez. A organização do ambiente, o capricho com que eles são limpos e organizados, os itens que são dispostos, enfim, tudo dentro do espaço escolar faz parte da Educação dos jovens. "Se há um banheiro sem papel, sem espelho e sem sabão, estamos ensinando que o autocuidado e a higiene não são importantes", exemplifica.</p>
<p>Ideia central da fala de Perez foi a de que o trabalho de gestores, funcionários, professores – e também a participação de alunos, famílias e do restante da comunidade ao redor da instituição – está diretamente relacionados ao projeto de escola que se estabelece. "Esse projeto às vezes pode estar inconsciente, mas se eu, por exemplo, aceito um armário bagunçado, é porque eu acredito que ele deve ficar daquele jeito mesmo", diz.</p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/36cPBXrIyj8" width="560"></iframe></p>
<p><strong>Veja os vídeos da palestra na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-gestao-e-docencia-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p>As escolas de todo o país passam por um momento importante de revisão de seus projetos pedagógicos, com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ela estabelece dez competências que devem ser desenvolvidas ao longo da Educação Básica. Cabe às instituições de ensino se organizar para favorecer que isso aconteça. "Não se trata mais de passar a informação, mas de mostrar os caminhos para buscar a informação. Como a gente traz isso de fato e potencializa o uso das tecnologias?", questiona Perez. Nesse contexto, algumas características se tornaram importantes, como o exercício da criatividade, do pensamento crítico, da colaboração e da comunicação. O projeto das escolas e a promoção das oportunidades de aprendizagem devem contemplar essas características e diretrizes.</p>
<div>
<div id="_mcePaste"><strong>O papel dos gestores<br /><br /></strong></div>
<div></div>
<div>O trabalho dos gestores deve ter como foco a aprendizagem dos estudantes. Pode parecer uma afirmação corriqueira, mas são frequentes os casos em que diretores e coordenadores pedagógicos acabam sendo tomados por demandas do dia a dia não conseguem estabelecer esse objetivo. "O diretor não pode mais trabalhar sozinho. Ele tem um grande parceiro que é o coordenador pedagógico. Essas duas figuras têm a responsabilidade de gerar suporte para que a docência possa ocorrer com pertinência. Eles dão as condições para que o ensino ocorra", destaca Perez.<br /><br /></div>
<div></div>
<div>
<div>A palestrante adiciona que há diversos aspectos necessários para que o processo de ensino-aprendizagem se dê: recursos financeiros, alimentação escolar, espaço adequado, limpeza, mobiliários e materiais – e também a gestão de pessoas dentro da instituição. Cada um deles requer um processo administrativo específico, com estratégia, planejamento, implementação, avaliação e manutenção. Ela também destaca a importância de planejamento, avaliação e manutenção no processo de ensino e do olhar para a fora, para o território em que a escola está inserida. "Tudo isso forma as oportunidades de Educação disponíveis", afirma.<br /><br /></div>
<div></div>
<div>No caso da alimentação, por exemplo, a elaboração das refeições, a configuração do espaço e da maneira como elas são servidas também oferecem aprendizagens para os estudantes. "Se há alguém que serve as crianças, é completamente diferente de um self-service", aponta Perez. Ao buscar a própria alimentação, os estudantes exercitam o autocuidado, o autoconhecimento, aprendem a planejar seu prato e exploram seus gostos.<br /><br /></div>
</div>
<div></div>
<div></div>
</div>
<div><strong>A relação positiva entre gestão e docência<br /><br /></strong></div>
<div></div>
<div>
<div>Na promoção do ensino, é fundamental que diretores e coordenadores pedagógicos estabeleçam relações de parceria com os docentes. Isso ocorre por meio de diversas ações:</div>
</div>
<div></div>
<div>
<ul>
<li>Gerar condições para que todos aprendam;</li>
<li>Acompanhar, avaliar e retroalimentar sistematicamente as práticas de ensino e avaliação dos docentes;</li>
<li>Monitorar a implementação integral do currículo e os avanços de aprendizagem em todos os âmbitos formativos dos estudantes;</li>
<li>Assegurar e implementar estratégias para identificar e apoiar o quanto antes aos estudantes que apresentem dificuldades de aprendizagem, de conduta, ou mesmo afetivas e sociais;</li>
<li>Identificar e difundir, entre docentes e equipe pedagógica, boas práticas de ensino e de gestão pedagógica; </li>
<li>Compreender, acompanhar e divulgar os resultados das aprendizagens dos alunos, tanto em avaliações externas como internas, bem como em diferentes desafios e situações que permitam avaliar os resultados do trabalho da escola (olimpíadas escolares, gincanas, seminários, feira de ciências, etc.)<br /><br /></li>
</ul>
</div>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Como romper a dicotomia entre gestão pedagógica e administrativa?</i></strong></p>
<p><i>É necessário garantir a interligação entre essas duas dimensões da gestão. O integrador entre elas é o currículo. Tendo consciência do aluno que se quer formar e das competências que se pretende que ele desenvolva, os gestores devem agir para resolver as questões administrativas que irão garantir que isso aconteça. “Se um professor pede a compra de livros, por exemplo, e o diretor está longe da prática de sala de aula, ele nega o recurso”, exemplifica Perez. Para debater esses desafios, a especialista recomenda que se criem fóruns de discussão entre pares. “Espaços em que diretores podem conversar com outros diretores e coordenadores podem conversar com outros coordenados têm se mostrado muito potentes”, afirma.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Perez ressalta a importância de acompanhar estudantes que apresentem algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Segundo a especialista, há 6 milhões de estudantes no Brasil que apresentam distorção idade-série, ou seja, que estão matriculados em uma turma pelo menos 2 anos mais jovem do que aquela em que deveriam estar. "Há perdas emocionais ligadas à reprovação, porque esses estudantes passam a ser vistos pelas famílias como alguém que não serve para estudar. E para a sociedade também há perdas, porque eles apresentam maiores chances de sair da escola", afirma a especialista.</p>
<p>Entre os princípios que devem guiar o trabalho dos gestores, Perez sublinha o enfrentamento das desigualdades. "Boa parte dos jovens que desistem da escola são negros. Ainda temos muita dificuldade de ver o que acontece dentro da escola. Nas instituições em que a maioria é negra, a aprendizagem é mais baixa. Isso se dá em função da nossa expectativa de aprendizagem", ressalta.</p>
<p><strong>Gestão compartilhada e clima escolar</strong></p>
<p>Com cada vez mais demandas direcionadas às escolas, Tereza Perez conta que é comum ouvir queixas de educadores: "Mas agora às famílias não educam mais!", "Esperam que a escola ensine tudo!". Para a especialista, ficar na reclamação não é a melhor atitude. Ela defende que as instituições se alinhem e busquem trabalhar, o máximo possível, em parceria com famílias. Isso depende de uma articulação importante da gestão escolar. "A gente às vezes tem uma postura de pensar que já sabe como é melhor e qual é o melhor caminho", aponta ela, que recomenda tentar deixar de lado essa atitude para construir soluções coletivas.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Tereza Perez</th>
</tr>
<tr>
<td>Diretora-presidente da Comunidade Educativa CEDAC e líder de diversas iniciativas voltadas para a melhoria das condições de aprendizagem nas escolas públicas brasileiras. Atualmente está à frente de projetos e programas de formação continuada que envolvem cerca de 8 mil educadores em mais de 170 redes de ensino municipais e estaduais do país. Participou, como co-autora e coordenadora, de publicações voltadas à sistematização de conhecimentos sobre políticas públicas educacionais e práticas pedagógicas, tais como Projeto Político-Pedagógico: Orientações para o Gestor Escolar Entender, Criar e Revisar o PPP e BNCC na Prática da Gestão Escolar e Pedagógica.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A promoção de uma gestão democrática, compartilhada e participativa está diretamente relacionada ao clima escolar – o conjunto de percepções de todos os envolvidos sobre a instituição de ensino –, que, por sua vez, é fundamental para a promoção da aprendizagem. Segundo diversos estudos, em instituições com maior senso de pertencimento, de justiça, com melhores relações entre alunos e entre professores e alunos, os efeitos de disparidades socioeconômicas são atenuados, assim como as dificuldades de aprendizagem.</p>
<p>Elaborar estratégias para construir regras em parceria com os estudantes, convidá-los a pensar nas sanções para o descumprimento delas e cultivar as boas relações dentro da instituição também é uma parte importante do trabalho de gestores escolares. "Um clima escolar favorável àaprendizagem tem um peso muito grande não só para os alunos, mas também para o convívio e para as famílias", resume Perez.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/para-mudar-a-cultura-escolar-e-preciso-articular-o-coletivo">
    <title>Para mudar a cultura escolar, é preciso articular o coletivo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/para-mudar-a-cultura-escolar-e-preciso-articular-o-coletivo</link>
    <description>Os projetos são a principal forma de integração das disciplinas. Mas, para que deixem de ser ações pontuais, é preciso mobilização dos gestores</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. Há elementos estruturais que dificultam a integração das disciplinas, como é o caso do formato de aula de 50 minutos e a especialização docente na formação inicial em um componente curricular específico.</p>
<p>2. Os projetos são a forma mais comum de reunir professores de diferentes componentes curriculares para trabalharem de forma interdisciplinar na escola.</p>
<p>3. Para que o projeto interdisciplinar seja efetivo na formação do estudante, ele deve ser estruturado considerando o currículo, mas também o contexto social, cultural e territorial em que a escola se localiza.</p>
<p>4. A interdisciplinaridade pode ganhar escala na escola se houver respaldo da gestão. Para isso, é necessário investir na formação continuada para o trabalho interdisciplinar e pautar a diretriz no PPP, documento que orienta o planejamento.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p><span id="docs-internal-guid-09694ee4-7fff-19e2-72e7-496922f4a9a2"><span>“No interior de cada componente curricular, como você encontra os elementos interdisciplinares?”, questionou o professor </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos Menezes</a></span><span>, abrindo as conversas da atividade temática “Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Cultura”.  A coordenação coube ao professor e a </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-dias" class="external-link">Sônia Dias</a></span><span>, especialista da Fundação Itaú Social. </span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-fa5548bd-7fff-445c-1e79-582affaee1aa"> </span></p>
<p dir="ltr">Pouco antes, na palestra de abertura <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/das-disciplinas-a-transdisciplinaridade" class="external-link">“Fragmentação Disciplinar e Transdisciplinaridade”</a>, todos os participantes haviam sido provocados pelos professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> a refletir sobre a fragmentação do conhecimento e as possibilidades de interação entre diferentes disciplinas. Muitas vezes, quando se propõe trabalhar de forma interdisciplinar, são usadas áreas de conhecimentos muito próximas. “É a aproximação de duas disciplinas, mas não é transdisciplinar. Geralmente, são áreas que já dialogam há muito tempo”, disse Veiga.</p>
<p dir="ltr"><span>Com base nessas provocações, os participantes da atividade temática passaram a se desafiar a pensar situações em que áreas mais distantes do conhecimento se encontrassem, como as Ciências da Natureza, Humanas e Matemática. Menezes exemplificou que a Geografia aborda o tema de matrizes energéticas, que também é comum à Física e à  Química. Já quando a Geografia trabalha mapas, ela encontra a Matemática, ao refletir sobre nas escalas, por exemplo. “Você pode partir de cada componente curricular e ter uma atitude em direção à inter ou à transdisciplinaridade”, afirmou o coordenador.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ao partir para as experiências dos participantes em suas próprias escolas, duas questões se destacaram. A primeira foi a oportunidade que surge ao se trabalhar por projetos para articular os diferentes componentes curriculares e também a necessidade de maior integração entre professores, gestores e comunidade escolar. “No papel, você tem essa liberdade de trabalhar de forma mais interdisciplinar. Mas, quando vai para a prática é mais difícil”, opinou Elisângela França Machado, professora da rede municipal de Vargem Grande Paulista (SP). </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para que seja possível, de fato, articular os componentes curriculares de forma que eles garantam ao aluno uma visão integral do conhecimento e não compartimentada, é necessário mobilizar toda a equipe da escola, famílias e os próprios estudantes. Como isso nem sempre acontece, as interações acabam restritas aos profissionais que têm maior afinidade por trabalharem com áreas relacionadas (Química e Biologia, ou História e Geografia, por exemplo).<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/ZsRdvxHrl-Y" width="560"></iframe> </span></p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>Um dos obstáculos identificados para implementar uma cultura de maior integração entre as disciplinas foi a própria formação inicial dos educadores, especializada dentro de um componente curricular. Na formação continuada, surgem outros dois obstáculos: nem sempre a gestão incentiva essa articulação entre a equipe ou dá insumos para que ela aconteça. Além disso, os horários de trabalho coletivo nem sempre conseguem reunir todos os professores </span><span>–</span><span> que, por possuirem agendas diferentes, nem mesmo participam do momento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ao fim da primeira parte da atividade, o grupo escolheu os tópicos “Projetos e Metodologias Ativas” e “Articulação do Coletivo da Escola” para a discussão em grupos menores. Posteriormente, eles seriam apresentados para a plenária geral. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Quatro grandes grupos foram formados garantindo que estivessem presentes, em cada um deles, gestores e professores aula do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Todos discutiriam os dois tópicos elencados pela sala.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Projetos como forma de interdisciplinaridade </strong></span></p>
<p>Os educadores identificaram a necessidade de, inicialmente, esclarecer para a comunidade escolar a concepção de projeto. Eles o definiram como um tópico que se articula com o currículo, tem um desdobramento prático e que considera a realidade em que a escola está inserida. “Muitas vezes o professor até faz uma aula diferente, mas quando você fala em ‘projeto’, ele assusta”, contou Maurício Diniz Neto, da rede municipal de Taquarituba (SP).</p>
<p>Uma alternativa levantada para aumentar gradativamente a confiança dos professores para a realização de projetos seria a docência compartilhada, em que mais de um profissional atua simultaneamente com um grupo. Assim, também seria possível trazer um olhar interdisciplinar para o mesmo espaço. Outro paradigma a ser quebrado para facilitar a prática seria sair do modelo de aulas de 50 minutos.</p>
<p>Os educadores também destacaram a importância de se pensar em atividades em que os estudantes possam apresentar propostas de intervenção na comunidade onde vivem, já que pensar e executar essas intervenções raramente é possível sem se olhar para os problemas considerando como diversas disciplinas podem ser aplicar a eles. Entre os exemplos citados estiveram projetos de saúde e economia financeira familiar. No entanto, para sair do papel para a prática, a discussão sempre se deparava com a necessidade de uma articulação do todo da escola ou até mesmo como um direcionamento da rede.</p>
<p>Um exemplo levantado pelos professores foi o da rede municipal de São Paulo, que desenvolve o Trabalho Coletivo Autoral (TCA). Do 7º ao 9º ano do Fundamental, os alunos precisam desenvolver um projeto de pesquisa que contenha uma intervenção social na comunidade em que a escola está inserida. “É um trabalho interdisciplinar, desenvolvido no dia a dia, em todas as disciplinas”, afirmou a professora Mônica de Almeida, que trabalha na rede.</p>
<p><strong>A articulação da escola como um coletivo</strong></p>
<p>A mudança da cultura de uma instituição da fragmentação para a inter ou transdisciplinaridade exige mais que o esforço de um grupo de professores: ela perpassa ações estruturais do planejamento, e a gestão é vista como a principal articuladora dessa transformação.</p>
<p>Como a fragmentação do conteúdo é anterior à escola, algo já presente na formação docente, seria necessário começar o trabalho fora da sala de aula. O primeiro passo seria que diretores e coordenadores pedagógicos se aprofundassem no tema e, então, convidassem o restante da equipe a pensar em como aplicá-lo na prática. “Muitas vezes, o gestor não conhece o que se faz em sala de aula e assim é difícil articular oportunidades na equipe”, disse Cecília Maria Rolim, professora no Colégio Notre Dame, em São Paulo.</p>
<p>Uma mudança de formato de aula ou mesmo um direcionamento da necessidade de se trabalhar integrando diferentes áreas do conhecimento exigiria um direcionamento da gestão. Como o principal documento norteador da escola, o projeto político pedagógico (PPP) foi apontado como o caminho para consolidar a articulação entre o coletivo e indicar as diretrizes pedagógicas para que esse trabalho aconteça.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Sônia Dias</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutora em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), é especialista em Educação na Fundação Itaú Social. Já trabalhou no Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e na Editora FTD.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutor em física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em Educação: currículos para a Educação Básica, formação de professores e ensino de Ciências.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A comunidade escolar – e não apenas a gestão – precisaria se envolver no processo de construção do documento. Só assim o PPP poderia garantir a responsabilização coletiva sobre a mudança. Assim, seria possível se discutir, em conjunto, qual o melhor percurso para garantir a formação integral dos estudantes.</p>
<p>Por fim, para garantir que os projetos interdisciplinares sejam significativos para as crianças e os jovens, a escola precisa levar em conta em sua elaboração o contexto social, cultural e territorial em que a escola está inserida. Para encontrar o contexto, é necessário se aproximar da comunidade. “A participação e o protagonismo da comunidade escolar torna possível aprender dentro do contexto. Uma ideia para se aproximar das famílias é ter o aluno como um canal de comunicação entre escola e comunidade”, apontou Sônia Dias, que coordenou a atividade temática.</p>
<div>
<div></div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:48:18Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/grandes-questoes-sobre-linguagem">
    <title>Grandes questões sobre linguagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/grandes-questoes-sobre-linguagem</link>
    <description>Matemática e língua materna, duas formas de representação da realidade, podem ser trabalhadas de maneira articulada, sobretudo quando a tecnologia é discutida</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. O trabalho transdisciplinar exige um olhar para objetos de conhecimento grandes e que não cabem em uma única disciplina.</p>
<p>2. Os centros de interesse dos estudantes podem ser um ponto de partida para definir quais são os objetos de conhecimento que podem ser abordados de maneira interdisciplinar.</p>
<p>3. A Matemática e a Língua Portuguesa se aproximam por serem os dois grandes sistemas de representação da realidade e, nesse sentido, abrem-se caminhos para muitos projetos que integrem essas duas áreas.</p>
<p>4. A maneira como essas áreas lidam com erros e também como elas são utilizadas para a construção de narrativas são dois caminhos possíveis de aproximação entre elas.</p>
<p>5. A tecnologia pode ser um elemento integrador entre linguagem matemática e a língua materna, promovendo aproximação entre tais sistemas de representação da realidade.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p><span id="docs-internal-guid-0b5e7ede-7fff-06ce-0485-ffd95c783ff3">"A matéria da escola é a vida": foi assim que o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a> deu início à atividade temática "Linguagem, Matemática e Tecnologias". Machado, que coordenou a atividade junto a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliane-reame" class="external-link">Eliane Reame</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-spinelli" class="external-link">Walter Spinelli</a>, retomou a ideia de transdisciplinaridade discutida na sessão de abertura do segundo encontro do <i>Ciclo Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i> da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-d87618f1-7fff-2632-b66a-c64ac3b62b9a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Machado defendeu que se pode observar a fragmentação do conhecimento em dois eixos. Um deles, que chamou de manso, é o que vai da noção de multidisciplinaridade – a existência natural de muitas disciplinas – até a de interdisciplinaridade – relacionada à interação entre as disciplinas, cada uma mantendo seus objetos de estudo próprios.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o eixo chamado de bravo, por ser aquele onde há maior polêmica, vai da intradisciplinaridade – uma especialização cada vez maior dentro de cada disciplina – para a transdisciplinaridade – em que se concebem disciplinas com objetos cada vez maiores. "A intradisciplinaridade está associada a uma descaracterização da ideia de especialização, na medida em que o especialista se torna aquele que sabe cada vez mais sobre cada vez menos", explicou. Mantendo o paralelo, ele relaciona a ideia de transdisciplinaridade com a de um consultor. "É o especialista em um ponto específico, mas que não deixa de olhar para o funcionamento do todo", completou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os coordenadores da atividade também afirmaram que os centros de interesse podem ser bons pontos de partida para os trabalhos transdisciplinares nas escolas. Um exemplo é o conceito de algoritmo: na Matemática, sobretudo nos anos iniciais, ele se refere a um conjunto de procedimentos para se resolver um cálculo, mas tem se tornado cada vez mais comum com a ascensão das redes sociais, que usam algoritmos complexos para definir quais publicações serão mostradas aos usuários. São eles que influenciam, por exemplo, a propagação de notícias falsas. Outro exemplo são os emojis, símbolos utilizados em mensagens de texto e WhatsApp. “Hoje, eles já se constituem como uma espécie de linguagem ideográfica própria”, pontuou Machado.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Temas para discussão</strong></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5053edb0-7fff-7c69-31b9-21126dbd56ef"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Depois da apresentação inicial, os participantes foram divididos em grupos que pensaram propostas de trabalho. Os participantes foram convidados a se juntar em grupos diversificados. "A ideia é não nos fecharmos só no nosso segmento ou na área com a qual trabalhamos, mas fazer um exercício de olhar para temas maiores e, depois, quando voltarmos às escolas, pensarmos em como adequá-los a uma etapa ou série específica", sugeriu Eliane Reame.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/VQN7cwDRqxU" width="560"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>Uma dificuldade ao pensar em projetos transdisciplinares é o fato de os professores lidarem com a falta de conhecimentos nas disciplinas diferentes daquela em que são especialistas. "A proposta não é que cada professor saiba tudo sobre um tema, mas que possamos pensar nas informações que poderemos buscar dentro do nosso coletivo e também externamente", propôs Walter Spinelli. Após uma discussão inicial em torno de sete temas, os grupos reduziram as propostas a quatro tópicos principais:</span></p>
<p dir="ltr"><span>1) Espaço: uma proposta de projeto transdisciplinar que discutisse diferentes noções de espaço, na Matemática (como a localização espacial nos anos iniciais do Fundamental e, na Geometria, a discussão sobre o espaço tridimensional), na Geografia (no próprio conceito de espaço geográfico e das representações do espaço) e nas Ciências (na reflexão sobre ecossistemas e também o espaço sideral). A tecnologia e a linguagem entrariam de forma transversal, possibilitando a integração de saberes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>2) Análise do erro: os participantes propuseram um trabalho que discutisse a ideia do erro, nas diferentes disciplinas e nas diferentes etapas. A ideia seria usá-lo como base para pensar as diferentes consequências de erros ortográficos, de compreensão de texto e também na Matemática.</span></p>
<p dir="ltr"><span>3) Saúde e alimentação saudável: o terceiro grupo formulou a proposta de um projeto transdisciplinar que tratasse de saúde e encontrasse apoio na Matemática e nas Linguagens para discussão de temas que também abordariam as Ciências da Natureza e as Ciências Humanas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>4) Contação de Histórias: o quarto grupo pensou na possibilidade de estabelecer relações entre as narrativas que podem ser feitas com a linguagem matemática – por meio de expressões numéricas, por exemplo – e as histórias em formatos de contos ou faz-de-conta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Dessas, os temas "Análise do Erro" e "Contação de Histórias" foram eleitos para serem aprofundados e apresentados no fim do dia. Leia, abaixo, uma síntese das discussões apresentadas sobre cada um deles.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Nílson José Machado</th>
</tr>
<tr>
<td>Leciona na Universidade de São Paulo desde 1972. Começou trabalhando no Instituto de Matemática e Estatística, e, em 1984, passou a integrar o corpo docente da Faculdade de Educação, onde é professor titular. Além de matemático, é mestre e doutor em filosofia da educação e livre-docente na área de epistemologia e didática. Escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças e publica microensaios semanais em seu site pessoal: www.nilsonjosemachado.net</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span><strong>O erro como norteador da aprendizagem</strong></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-2d32df73-7fff-d968-c7b8-d75eda97ac15"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Daniel Alarcón, da rede municipal de Alumínio, no interior de São Paulo, contou que a ideia de trabalhar com o erro surgiu de um trabalho que ele e alguns colegas haviam vivido em suas escolas. Eles propuseram que os alunos de 3º ano do Ensino Fundamental pudessem, com base na análise de resoluções erradas, argumentar sobre o pensamento matemático envolvido nelas. "Queríamos desconstruir a ideia de que toda situação problema é uma historinha e alguns cálculos", disse.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ao expandir a ideia, os professores formularam também a hipótese de que o erro fosse discutido como algo natural e que é parte de todo o processo de aprendizagem. Na língua, por exemplo, podem haver erros gramaticais ou erros de compreensão de um texto que prejudicam o entendimento da mensagem que se quer passar. Ao mesmo tempo, a depender da situação comunicativa, é possível que pequenos deslizes da norma culta sejam tolerados sem grandes problemas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Machado, ao concluir a discussão sobre esse tema, pontuou também a importância que os erros têm na tecnologia. "Ele pode ser fatal", aponta. Segundo o especialista, muitos sistemas não admitem nuances e mesmo pequenos deslizes não são tolerados. "Se você vai pagar uma conta e erra um único dígito, já era. A língua e a matemática são muito mais tolerantes para o erro do que a tecnologia", analisou.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Histórias em muitas áreas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<div id="_mcePaste">As narrativas foram o grande tema elencado pelo segundo grande grupo. De acordo com os participantes, tanto a Língua Portuguesa quanto a Matemática têm um grande potencial de contar histórias. "Um conteúdo possível é a lógica, abordada tradicionalmente na Matemática, mas que também pode ser aplicada na construção das narrativas e da argumentação", sugeriu a professora Ana Lúcia Martorelli, da rede privada de São Paulo.</div>
<div id="_mcePaste"><br /> 
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Eliane Reame</th>
</tr>
<tr>
<td>Licenciada em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pedagoga pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). É mestre e doutora pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Trabalha como assessora educacional em escolas e fundações e é autora de livros didáticos de Matemática.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<span> 
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Walter Spinelli</th>
</tr>
<tr>
<td><span>Possui doutorado em Educação de Ciências e Matemática pela USP. Tem experiência na área de Educação de modo geral e, em particular, nas disciplina de Matemática de ensinos Fundamental e Médio, e de Física do Ensino Médio.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
Os participantes também discutiram a importância da tecnologia na realização do trabalho, propiciando que as próprias narrativas fossem construídas com o apoio de computadores e da internet. Além disso, a mediação tecnológica poderia possibilitar que os alunos desenvolvessem o trabalho de forma mais personalizada, usando o apoio do computador para sistematizar suas aprendizagens e garantir que todos os alunos fossem incluídos no trabalho.<br /><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Machado também destacou a importância de se observar o uso dos dados matemáticos para a construção das narrativas que se dizem basear neles. "Dizem que os números não mentem, mas eles são excelentes para tornar mentiras convincentes", resumiu.</div>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:23:44Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/das-disciplinas-a-transdisciplinaridade">
    <title>Das disciplinas à transdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-28-de-setembro/das-disciplinas-a-transdisciplinaridade</link>
    <description>Desde a Grécia Antiga discute-se como diferentes saberes podem se relacionar. Nas escolas, é preciso promover cada vez mais interações entre as áreas do conhecimento</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-abcf0ee7-7fff-46ba-9e56-e2d356f624cd"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-29c3912b-7fff-58e4-72a4-bd7051279e44"><ol>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr"><span>Desde a Grécia Antiga, reconhece-se que há muitas maneiras de construir saberes sobre um mesmo objeto de estudos.</span></p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr"><span>A partir da proposta do método cartesiano, houve uma tendência a se fragmentar os objetos de estudos para que fossem analisados de forma mais específica, o que levou a criação de disciplinas também mais específicas e com cada vez menos comunicação entre si.</span></p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr"><span>Na escola, superar a fragmentação passa pela necessidade de se trabalhar por projetos e problemas, mobilizando alunos e educadores para trabalhar de forma coletiva e envolvendo diferentes áreas do conhecimento.</span></p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr"><span>A formação dos professores também precisa superar a divisão disciplinar, para que esse modelo seja superado na Educação Básica e já há modelos que se aproximam dessa proposta, como na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).</span></p>
</li>
</ol></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr"><span>Para começar a palestra "Escola: Fragmentação Disciplinar e Transdisciplinaridade", </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a></span><span> convidou professores que estavam na plateia para participar de uma atividade. Localizados ao redor de uma mesma cadeira, cada um deles precisou descrever como via o objeto. Os participantes foram apresentando suas descrições, e o palestrante os convidou a interagir com a cadeira de outras maneiras: sentar nele, falar sobre o que sentiam, o que já sabiam sobre ele, etc. O exercício disparou a reflexão sobre o tema da palestra</span><span>. Como cada um observava o objeto de um ponto de vista diferente, a visão do objeto apresentada também foi diferente. "Essa é uma questão muito simples para mostrar que problematizar qualquer objeto de conhecimento implica uma consideração das múltiplas possibilidades de apreensão", afirmou.</span></p>
<div><span id="docs-internal-guid-3d803722-7fff-608e-6686-77a3565cbcdf">
<p dir="ltr">Assim como compartilhar diferentes visões sobre uma cadeira pode ajudar a compreender esse objeto de maneira mais complexa, considerar os pontos de vista trazidos por diferentes áreas do conhecimento também ajuda cientistas, estudantes e professores a compreender melhor os objetos estudados por cada um. Esse foi o tema debatido durante a abertura do segundo encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>. Além de Almeida Filho, o professor da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> também participou da discussão como debatedor.</p>
<div><span><strong>O conhecimento, da Grécia à contemporaneidade</strong></span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div><span id="docs-internal-guid-ad604df6-7fff-a15d-5851-21211017bccf">
<p dir="ltr"><span>O afresco </span><span>Escola de Atenas</span><span>, do pintor renascentista Rafael Sanzio (1483-1520), serviu de mote para representar duas escolas de pensamento originadas na Grécia Antiga: a de Platão e a de Aristóteles. A pintura retrata esses dois filósofos, que criaram propostas para a compreensão do mundo e da produção de conhecimento.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/miC4y-z8cso" width="560"></iframe>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos da palestra na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>Platão defende que o mundo, depois de criado, existe para todo o sempre preservado pelos dogmas (</span><span>doxa).</span><span> É possível conhecê-lo pela produção de ciência (o que chama de </span><span>epistemê</span><span>) e imitá-lo (</span><span>mimesis)</span><span>. O filósofo propõe, ainda, que os artistas (que se dedicam à </span><span>poiesis</span><span>) devem ser expulsos da pólis. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Já Aristóteles argumenta que nada pode durar para sempre e propõe a criação de uma Teoria dos Saberes, divididos em: saber racional (</span><span>epistemê</span><span>), técnico (</span><span>technê</span><span>), prático (</span><span>phronesis</span><span>), a Sabedoria (</span><span>sophia</span><span>) e o saber criativo (</span><span>poiesis</span><span>).</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Essa é uma discussão que permanece até hoje", resumiu o palestrante, antes de apresentar perspectivas mais recentes sobre esse mesmo tema. Muitos séculos depois, o francês René Descartes fundou a epistemologia moderna, que possibilita que todos possam produzir conhecimento, desde que sigam o método cartesiano. Esse método é composto por quatro regras: a primeira é duvidar e apenas acreditar se houver evidências; a segunda é dividir os problemas em quantas partes forem necessárias para que ele seja solucionado; a terceira é organizar os pensamentos em ordem, do mais simples para o complexo; e, por fim, a quarta consiste em inventariar explicações de modo que não se deixe nada de fora.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th><span id="docs-internal-guid-fc9ffa9f-7fff-f812-7299-9e5cbe5bd695">
<p dir="ltr"><span>Qual a relação da ideia de transdisciplinaridade com a obra de Paulo Freire?</span></p>
</span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-a332b626-7fff-1d6a-5150-1f16ecfafa59">
<p dir="ltr"><span>O brasileiro Paulo Freire (1921-1997) destacou, em toda sua obra, a necessidade de não apenas ensinar os alunos a ler e a escrever, mas ensiná-los a ler o mundo. "Freire propõe atualização da tríade: ler, escrever e contar", destaca Nílson José Machado. Ao recorrer às estratégias de trabalhos por problemas e por projetos e de forma transdisciplinar, os estudantes são ensinados a observar os objetos de conhecimento da maneira como eles se apresentam no mundo, como defendia o autor, e podem fazer propostas de intervenção para transformar as realidades em que vivem.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Foi o pensamento de Descartes que deu origem à moderna noção de disciplinas. “No método cartesiano, o conhecimento é fragmentado para solucionar os problemas", explica Almeida Filho. Isso significa que, ao decompor um objeto de estudo, diferentes sujeitos podem se tornar responsáveis por investigar cada uma de suas partes, sem estabelecer nenhuma comunicação entre si. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O exemplo mais comum se dá nas universidades, em que há departamentos e institutos que se organizam de maneira isolada uns dos outros. Na escola, algo parecido acontece: os professores responsáveis pelas diversas disciplinas – sobretudo nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio – muitas vezes não estabelecem relações entre os conteúdos que estão sendo estudados em cada uma delas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A criação das disciplinas não implica, necessariamente, algo ruim. O surgimento de pessoas muito especializadas possibilitou que grandes descobertas fossem feitas, defendeu o debatedor José Eli da Veiga. “A disciplinaridade resultante do pensamento de Descartes foi fundamental. Na economia, por exemplo, não há nada que tenha aumentado mais a produtividade do que a especialização do trabalho", exemplifica o pesquisador.</span></p>
<div><span><strong>Alternativas para a desfragmentação</strong></span></div>
<div><span><strong><br /></strong></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-9d8eb294-7fff-275f-0202-567fa63d4fa7">
<p dir="ltr">Segundo Almeida Filho, há um consenso de que é necessário haver uma integração maior entre diferentes áreas do conhecimento. Nesse contexto, surgiu a noção de transdisciplinaridade, em que o foco está no objeto de estudo e na ideia de que, ao estudá-lo sob a ótica das diferentes disciplinas, é possível desenvolver um conhecimento mais profundo sobre ele. “É como alguém que, em uma fotografia, olhe para um pixel, mas sem deixar de observar a foto inteira", apontou o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>, coordenador acadêmico da Cátedra de Educação Básica.</p>
<p dir="ltr"><span>A ideia de transdisciplinaridade foi consolidada em algumas obras listadas por Veiga, como </span><span>O Manifesto da Transdisiciplinaridade</span><span>, de Basarab Nicolescu, e também em livros do francês Edgar Morin, como </span><span>Os 7 Saberes Necessários à Educação do Futuro</span><span>. Nas escolas brasileiras, a ideia de transdisciplinaridade também é frequentemente apresentada em relação com a de transversalidade, ou seja, de temas que podem ser abordados sob perspectivas de todas as áreas do conhecimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Entre as abordagens possíveis para promover uma formação transdisciplinar, Almeida Filho destaca a aprendizagem por problemas e a aprendizagem por projetos. “Essas estratégias trabalham com coletivos de docentes que compartilham valores, princípios e paradigmas para que não seja apenas uma conversa, mas uma produção colaborativa", afirma o palestrante. Por isso, é importante que os professores possam conversar e pensar sobre os problemas juntos. Além dos coletivos, é necessário utilizar estratégias de mobilização dos alunos – como o levantamento de um problema ou de um objeto de estudo sobre o qual a pesquisa será desenvolvida.</span></p>
<div><span><strong>Transdisciplinaridade e formação de professores</strong></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-15565385-7fff-ada0-f393-909b97e77085">
<p dir="ltr"><span>Um empecilho para o uso de abordagens trans e interdisciplinares na Educação Básica é a própria formação dos professores, que se dá de forma fragmentada nas disciplinas que escolheram cursar na graduação. “Quando se chega no chão da escola, professores de química e biologia, por exemplo, passaram por formações que não tiveram nenhuma articulação do processo formativo", explica Almeida Filho.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante foi presidente da comissão de implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e, nessa posição, criou um modelo de formação que pretendia superar a divisão disciplinar do conhecimento na formação de professores. Lá, os estudantes entravam sem escolher cursos e recebiam uma formação inicial. Depois, escolhiam a área em que fariam sua licenciatura: Linguagem, Códigos e suas tecnologias; Matemática, Computação e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas tecnologias; ou Artes e suas tecnologias.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <span id="docs-internal-guid-27a91e5a-7fff-d347-e805-9f068d5d5450"><span>José Eli da Veiga</span></span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-6c54ca27-7fff-7586-c8dd-951ff6efd755">
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>É professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP). Por trinta anos, foi docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP). Tem 27 livros publicados e é colunista do jornal VALOR Econômico, da revista Página22 e da Rádio USP. Mantém o site Sustentáculos (sustentaculos.pro.br), sobre sustentabilidade, voltado aos professores do Ensino Médio.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Naomar de Almeida Filho</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-8fd9baed-7fff-3fce-d14c-937b58766aea">
<p dir="ltr"><span>Médico, mestre em Saúde Comunitária, doutor em Epidemiologia. É professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor visitante em universidades nos Estados Unidos, no Canadá, no México e na Argentina. Foi reitor da UFBA e, na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), foi presidente da comissão de implantação e reitor pro-tempore. Autor de diversos estudos sobre a universidade e sua relação com a sociedade. É professor visitante no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP).</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Terminada essa licenciatura, os estudantes poderiam seguir seus estudos em habilitações específicas, na pós-graduação ou na formação profissional, em cursos como Direito, Engenharia, Psicologia, e assim por diante, de acordo com a área que tivessem estudado. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Nessa iniciativa, a universidade também assumiu a coordenação de três Complexos Integrados de Educação -- escolas de Ensino Médio da rede estadual, que realizassem trabalhos por problemas e por projetos e nas quais os licenciandos poderiam fazer parte da sua formação. Como costuma ocorrer com iniciativas do tipo em escolas e redes, há resistências a superar.  “Essa estrutura foi implantada, mas tenho um pessimismo se sobre sua sobrevivência", finaliza Almeida Filho.</span></p>
</span></span></div>
</span></span></div>
</span></div>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:20:21Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/bons-projetos-nascem-da-escuta-dos-alunos">
    <title>Bons projetos nascem da escuta dos alunos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/bons-projetos-nascem-da-escuta-dos-alunos</link>
    <description>Propostas motivadoras consideram o contexto escolar e dos estudantes. Para criá-las, é necessário conhecê-los e respeitar as características do grupo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>1. É impossível mobilizar os interesses do aluno sem investigar o contexto em que ele vive, suas preocupações e ações. Em crianças pequenas vale a observação atenta dos professores, no caso de adolescentes é importante que a escola se coloque como um espaço de diálogo e de troca de saberes.</p>
<p>2. Atividades que incentivam uma postura empreendedora nos alunos têm poder de fazê-los se sentirem corresponsáveis por seu aprendizado e se reconhecerem como sujeitos críticos, participantes e transformadores da sociedade.</p>
<p>3. Projetos que discutem comportamentos ou atuam para melhorar o ambiente físico fazem sentido para crianças e adolescentes e permitem que experimentem uma sensação de pertencimento ao grupo e à unidade escolar.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p>Valorizar o interesse, o histórico de vida, as preocupações dos alunos e o que eles estudam na escola ajuda a lidar com a diversidade e a promover a equidade? Que recursos podemos mobilizar para dar sentido à trajetória escolar deles? Estas foram as provocações lançadas pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo" class="external-link">Lino de Macedo</a> aos cerca participantes da atividade temática "Escola: Desenvolvimento de Interesses", durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>. A discussão entre educadores de redes públicas e particulares de várias regiões do Brasil, coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-singer" class="external-link">Helena Singer</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-maria-micheluci-petri" class="external-link">Claudia Petri</a>, teve o objetivo de levantar questões que pudessem reverberar dentro das escolas e, ao mesmo tempo, dar oportunidades para professores e gestores da educação básica serem autores, criando propostas de atuação. “Sabendo o quanto a escola é importante, como podemos pensar em desenvolver o interesse do aluno, considerando a situação em que ele vive?”, perguntou a socióloga Helena Singer.</p>
<p>Os participantes, divididos em grupos de quatro a cinco pessoas, iniciaram a atividade discutindo impressões acerca da palestra <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade" class="external-link">"Escola, Diversidade e Equidade"</a>, apresentada pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a>, e sobre diferentes estratégias para desenvolver o interesse dos alunos pela aprendizagem. Deviam relembrar exemplos para relacionar com o tema desigualdade e equidade, refletir sobre como trabalham esses conceitos no dia a dia e lidam com a inclusão.</p>
<p><strong>Valorização dos saberes</strong></p>
<p>Quando as coordenadoras abriram a roda de conversa para que os educadores apresentassem o conteúdo discutido, sobressaíram projetos que reconhecem histórias de vida e privilegiam o diálogo, como os do primeiro grupo:</p>
<ul>
<li>As professoras de uma escola municipal decidiram que era importante escutar os responsáveis e criaram o projeto “Famílias que ensinam” quando a lei mudou e as crianças passaram a entrar no Ensino Fundamental aos 6 anos.</li>
<li>Com base em um aprendizado adquirido na escola, um estudante de EJA fundou um movimento de economia criativa, com banco e moeda própria, no bairro paulistano do Campo Limpo, que tem como objetivo viabilizar a produção artística da periferia.</li>
<li>Durante uma pesquisa de preços no supermercado, atividade de educação financeira, uma aluna cega percebeu que havia pouquíssimos produtos com identificação em braille. Ela e seus colegas 4º ano resolveram escrever para a Nestlé, contando sobre seu direito tolhido, já que não poderia ler o rótulo de uma caixa de bombons. A empresa enviou caixas de bombons com impressão em Braile e contou que daquele momento em diante mudaria suas embalagens. O fato deu às crianças a certeza de que cobrar por seus direitos é legítimo e transformador.</li>
</ul>
<p><span>O segundo grupo destacou a tarefa de uma coordenadora pedagógica de São Paulo, que repensou, junto com uma supervisora de ensino, o Projeto Político Pedagógico (PPP) de um CEI (Centro de Educação Infantil), uma EMEI (Escola Municipal de </span><span>Educação Infantil) e uma EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental). As três unidades escolares ocupam o mesmo quarteirão e não se conversavam. O desafio foi planejar espaços e tempos, em uma proposta que respeitasse o conceito de educação integral.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/vTELXE75If0" width="560"></iframe></p>
<div><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">Outros relatos da turma incluíram uma feira de educação científica com mais de 60 experimentos ‘mão na massa’ para 400 crianças da rede pública; um projeto sobre mestras da cultura popular brasileira, valorizando as mulheres; e o programa Colônias do Saber, do município de Itapeva (SP), em que atividades de Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física foram apresentadas de modo atrativo, durante 10 dias nas férias, a alunos do Ensino Fundamental em situação de vulnerabilidade social ou que não atingiram as metas de aprendizagem.<br /></div>
<div></div>
<div><strong>Projetos que motivam<br /><br /></strong></div>
<div></div>
<div>No segundo momento da atividade temática, as coordenadoras convidaram os educadores – agora divididos em grupos de 8 a 10 pessoas – a desenhar em conjunto atividades ou projetos. “O professor e a gestão escolar precisam pensar em práticas que sensibilizem os alunos e valorizem seus interesses. O ponto de partida é identificar quem é esse aluno, qual a sua família e o seu território”, introduziu a especialista em formação Claudia Petri. “Vale mobilizar seus conhecimentos prévios e lembrar de aspectos da discussão da manhã, como a garantia da inclusão de todas as pessoas no processo de aprendizagem”, pediu Claudia. “A ideia é construir propostas que tragam significado para a vida do estudante e que devolvam a ele um sentimento de pertencimento àquela escola.”<br /></div>
<div></div>
<div><strong>Cinema e juventude<br /><br /></strong></div>
<div></div>
<div>O projeto apresentado por Kelly Cristine Correa da Silva, professora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, foi o escolhido como proposta de um dos grupos. Oferecida desde 2013 na escola, a disciplina eletiva Cinejuventude consiste em assistir a filmes com protagonistas jovens e discutir seus temas por 1 hora e meia por semana, em horário regular. “O projeto é simples, mas tem potencial, pois os jovens querem se ver na imagem e discuti-la. Eles desenvolvem um olhar crítico sobre a mídia, percebem estereótipos e rótulos”, conta a professora, que ressalta que os adolescentes precisam de espaço para conversar sobre suas preocupações. Em setembro são apresentados filmes estrangeiros e nacionais que abordam o suicídio juvenil e especialistas vão à escola para falar do tema.</div>
<div></div>
<div>
<div>Como se descobre a aptidão para a música, o talento para o esporte ou o gosto pela <span>tecnologia se não existe uma oferta de atividades na escola? Foi essa a questão </span><span>orientadora para a criação de um projeto de oficinas para a pré-escola e os anos </span><span>iniciais do Ensino Fundamental. “A ideia é que os alunos identifiquem o que mobiliza o </span><span>seu interesse”, explica Mauricio Ortiz Neto, diretor de escola em Taquarituba (SP). </span><span>Não se trata de eleger temáticas, mas sim oferecer práticas e observar o envolvimento </span><span>das crianças. Os alunos seriam divididos por ciclos (2ºs e 3ºs anos e 4ºs e 5ºs anos) e </span><span>as áreas sugeridas foram: música e dança; tecnologia; criação em sala maker; mágica; </span><span>leitura teatral e vivência corporal.</span></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<div><span><strong><strong>Estudantes em transformação<br /><br /></strong> </strong></span></div>
<div></div>
<div><span><strong> </strong></span>“Para Educação Infantil e Ensino Fundamental de redes públicas e privadas, imaginamos um projeto em que as crianças pensem em um sonho, algo que gostariam de ver nas suas salas ou na escola, que pudesse ser concretizado até o final do ano”, descreve Carolina Simabuturo Teixeira, professora da rede particular da capital paulista. A transformação não dá para prever, pois depende de demandas ou incômodos das crianças, por isso seus desejos precisam ser ouvidos de maneira <span>respeitosa pelo professor. Os desdobramentos podem ser uma nova decoração, um mutirão de limpeza na escola e muitos outros. Ao tentar implantar mudanças, com mediação de docentes, o aluno se sente corresponsável pelo espaço escolar.<br /><br /></span></div>
<div></div>
<div>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Claudia Petri</th>
</tr>
<tr>
<td>Pedagoga e Mestre em Educação: Formação de Formadores, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), atua com programas e projetos na área de formação da Fundação Itaú Social. Trabalhou na Secretaria Estadual de São Paulo como professora, coordenadora pedagógica e diretora escolar e foi coordenadora e gerente de projetos educacionais no Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Helena Singer</th>
</tr>
<tr>
<td>Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas (LEPED-Unicamp). É vice-presidente Ashoka para a Juventude na América Latina. Foi assessora especial do Ministro da Educação (2015), diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP. É autora livros e artigos sobre educação e direitos humanos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
Outra proposta recebeu até título: “Quem jogou o lixo que está aqui? Olhares sensíveis e transformadores do nosso espaço”. O objetivo é envolver estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental para aprender sobre reaproveitamento de lixo e descarte e sensibilizar moradores do entorno. O planejamento inclui uma sequência didática que dura um semestre. “O projeto é multidisciplinar e prevê pesquisa de campo, para que eles verifiquem as condições de um bueiro, por exemplo, uma campanha de conscientização e uma mostra cultural”, conta Maria Isabel Calleja, coordenadora de Educação Física de um colégio particular da capital.</div>
<div><br />Nos projetos criados pelos grupos ficou evidente que se entende que crianças e jovens precisam empreender e que as atividades da escola precisam ser readequadas. “Eles trouxeram o conhecimento da prática e fizeram trocas enriquecedoras. Os projetos são muito possíveis em qualquer realidade escolar”, elogia Claudia. Na opinião de Helena, os participantes se preocupam em conhecer seus alunos, fazem uma sensibilização dentro do contexto do bairro e da cidade e propõem experiências de escuta, pesquisa e diagnóstico, para então trabalhar considerando os interesses de crianças e jovens.</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:06:35Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/diversidade-na-sala-de-aula-e-fora-dela">
    <title>Diversidade na sala de aula e fora dela</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/diversidade-na-sala-de-aula-e-fora-dela</link>
    <description>O protagonismo dos estudantes e da comunidade é o ponto mais importante para abraçar a diversidade na escola</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-67904bcf-7fff-1fb1-ffd4-93cb766d1bca"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-6c740dfd-7fff-8e4c-4111-635d7d49cf9f">
<p dir="ltr"><span>1. A discussão sobre diversidade abrange um número grande de tópicos (raça, cultura, religião, histórico familiar, deficiências, etc). É preciso considerar que todos os alunos são diversos e olhá-los individualmente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>2. Abordar a diversidade pressupõe permitir que os estudantes desenhem percursos de aprendizagem individuais. Isso é possível ao adotar novas abordagens, como a pedagogia de projetos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>3. A própria escola pode se apropriar desse conceito de diversidade, ao mapear o público que a frequenta e envolvê-los na concepção do projeto político pedagógico.</span></p>
<p dir="ltr"><span>4. Criar espaços de escuta e protagonismo dos estudantes também pode ser fundamental para identificar ações possíveis para contemplar as diversidades identificadas por eles próprios.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr">Como reconhecer a diversidade? Quais os marcadores que apontam para quem são aqueles atingidos pela falta de equidade? Essa foi a provocação apresentada pelos coordenadores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-carlos-malachias" class="external-link">Billy Malachias</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliana-de-souza-mavoungou-yade" class="external-link">Juliana Yade</a> durante a atividade temática "Escola: Diversidade e Equidade no Cotidiano", durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</p>
<div><span id="docs-internal-guid-36c796eb-7fff-39f1-e7cf-21122a4a3a4c">
<p dir="ltr">A conversa foi inspirada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade" class="external-link">palestra</a> do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a>, em que foram apresentados os conceitos de equidade e diversidade. Em um único grande grupo, os participantes compartilharam experiências e reflexões sobre a realidade enfrentada em nas escolas em que atuam. Durante o debate, questões de diferentes naturezas foram levantadas. "Diversidade e equidade são temas muito presentes para mim, pois preciso fazer a inclusão de alunos com deficiência em minhas aulas", contou a professora Anna Clara Pinheiro, da rede privada de São Paulo.</p>
<p dir="ltr"><span>De fato, a inclusão foi um dos tópicos mais discutidos e chamou a atenção para outras questões: diversidade étnico-racial, cultura indígena, história africana e afrobrasileira, gêneros, famílias com composições variadas, diferentes orientações sexuais. A quantidade de itens só crescia, até que a professora Luciana Becegato, da rede privada de São Paulo, arrematou: "Como o professor olha para cada indivíduo, se não for como uma pessoa única?". Com essa frase, ela levantou a questão principal que guiou a segunda parte da atividade, executada por três grupos: como conceber ações que promovam o acesso, a permanência e a qualidade na escola para uma população que sempre será muito diversa?</span></p>
<div><span><strong>Projetos que abraçam a diversidade</strong></span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-4336196e-7fff-8f95-070a-febb13bd178f">
<p dir="ltr"><span>Se para promover a equidade é importante garantir a permanência e combater a evasão, a maneira como os conteúdos são ensinados também deve ser mudada. Com base nessa reflexão, o primeiro grupo decidiu propor a elaboração de projetos interdisciplinares para despertar o interesse dos estudantes e garantir seu engajamento. "Precisamos relacionar os temas do currículo com atualidades, aproximá-los das crianças, jovens e adultos que frequentam a escola", afirma a professora Mônica de Almeida, da rede municipal de São Paulo.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/h00EQUBP3uA" width="560"></iframe>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr"><span>O trabalho por projetos é uma oportunidade interessante para que os estudantes possam aprender de acordo com seus interesses e suas potencialidades, dentro de um mesmo conteúdo. Além disso, é possível relacionar diferentes componentes curriculares e propor investigações sobre questões que engajem os alunos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além da pedagogia por projetos, o grupo chamou a atenção para outras ações que podem aproximar o cotidiano escolar da realidade dos educandos, como a proposta de que eles possam pensar em seus projetos de vida e a possibilidade de que façam um curso técnico/profissionalizante junto ao ensino médio. Eles também chamaram a atenção para a adequação dos materiais da educação de jovens e adultos: muitas vezes utilizam-se os mesmos livros e recursos aplicados para crianças e adolescentes, o que desestimula quem está os recebe e pode levar à evasão.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Diversidade na identidade escolar</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-71de158b-7fff-f437-9483-5113bfbe6883">
<p dir="ltr"><span>A importância de institucionalizar a discussão sobre diversidade foi o foco do segundo grupo de discussão. Os participantes partiram da reflexão sobre a necessidade de que o projeto político-pedagógico (PPP) das instituições contemplasse o tema. Muitas vezes, o documento é feito de acordo com orientações dadas pela secretaria de educação, e não abraça a realidade local. Os participantes propõem que as instituições assumam o protagonismo na redação do documento e o compartilhem com toda a comunidade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com base na participação de professores, funcionários, pais, alunos e até de organizações do entorno da escola, é possível estabelecer metas e ações que dialoguem com a instituição, valorizem a diversidade e promovam a equidade entre diferentes grupos. "O diretor pode atuar como articulador, criando redes no território e ajudando a promover e a viabilizar as ações", sugere o professor Ewerton de Souza, da rede municipal de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O PPP também pode ser uma peça fundamental para guiar os trabalhos de discussão coletiva e formação continuada. Esses momentos podem ser anteriores à elaboração do documento, procurando referenciais teóricos e pensando como eles podem se aplicar à realidade local, ou acontecer posteriormente, desenvolvendo estratégias para colocar a proposta em ação.</span></p>
<div><span><strong>Escuta e diálogo</strong></span></div>
<div><span><strong><br /></strong></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-84cd0144-7fff-68d4-0766-09040164e651">
<p dir="ltr"><span>O terceiro grupo chegou à conclusão de que abrir espaço para que os próprios alunos possam falar e ser escutados é uma das melhores maneiras de abraçar a diversidade nas escolas. Como há diversas características e aspectos que podem ser levantados nos temas, a instituição pode estimular momentos e fóruns para que eles levantem os temas que são mais importantes a eles.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Um ponto fundamental é o fortalecimento dos grêmios estudantis. "Compartilhamos uma experiência muito bacana, de alunos de Ensino Médio tão organizados que foram convidados a apresentar e apoiar a formação de agremiações no Ensino Fundamental e na Educação Infantil", conta Katia Pereira, diretora da rede municipal de Santana do Parnaíba, no estado de São Paulo.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Juliana Yade</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-a44d7271-7fff-11a3-d056-8554bc79dfc0"><span>Pedagoga, doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi professora da educação básica por oito anos. Estudou a afrodescendência e suas relações com a educação. Atua como especialista no Itaú Social.</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <span id="docs-internal-guid-6a89dfa5-7fff-5369-d9e0-9855e863fa0d"><span>Billy Malachias</span></span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-060cead6-7fff-6292-de9a-14da10076ef4">
<p dir="ltr"><span>Geógrafo e mestre em geografia, é pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro (Neinb) da USP e do Núcleo de Pesquisa em Geografia e Redes de Conhecimento e Saberes Pró-Meridionais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Faz parte do conselho consultivo da Cátedra de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados da USP.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Havendo organização dos estudantes, é possível pensar em ações que respondam aos anseios e as necessidades deles. Foi o que aconteceu na própria Santana de Parnaíba, onde escolas passaram a programar atividades para serem realizadas durante as férias escolares.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em todos os casos, chamou a atenção a importância de preparar os profissionais da educação para serem mais flexíveis e abertos às manifestações dos estudantes e da comunidade. Sobressai, ainda, a importância da capacitação. "Discutimos muito sobre ter uma formação continuada que dialogue com as necessidades que estão na escola de fato. Mas também é necessário pensar uma formação inicial que já traga esses conceitos para que o professor possa olhar para a diversidade e a equidade como princípios fundamentais para que o direito à educação se efetive", resumiu a coordenadora Juliana Yade.</span></p>
</span></span></div>
</span> </span></span></div>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T14:02:53Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade">
    <title>Equidade: Dos Dados à Pedagogia da Diversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/equidade-dos-dados-a-pedagogia-da-diversidade</link>
    <description>Avaliações e censos são importantes para compreender os desafios da equidade e pensar maneiras de abraçar a diversidade dentro das instituições de ensino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d5feac5e-7fff-26ad-4733-23047754266c"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th><span>Pontos-chave</span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-77bd86d5-7fff-2d74-eab0-29473ff195ec">
<p dir="ltr"><span>1. Equidade está relacionada à ideia de reduzir as desigualdades que são geradas por diversos fatores sociais e econômicos e que podem levar a diferenças na aprendizagem ao se comparar diferentes grupos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>2. A promoção da equidade pode ser feita por políticas afirmativas, que garantem acesso a oportunidades iguais. Mas também é importante realizar ações para que os resultados, ao analisar grupos, sejam semelhantes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>3. Em sala de aula, abraçar a diversidade da turma – em seus interesses, suas histórias pessoais e também suas maneiras de aprender – é fundamental para promover a equidade.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr">O termo equidade tem mudado as discussões sobre avaliação e resultados educacionais. Cada vez mais presente no debate educacional, é importante que ele seja apresentado e debatido amplamente. Essa foi a ideia que conduziu a palestra "Escola, Diversidade e Equidade", apresentada pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-soares" class="external-link">José Francisco Soares</a> e mediada pela professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernardete Gatti</a> durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</p>
<div><span>A ideia de equidade está presente em diversos documentos. Um dos principais é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS4), estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e do qual o Brasil faz parte. O ODS4 define como meta: "Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos". Nele está embutida a noção de que as políticas educacionais devem garantir que todos possam aprender, independente de fatores sociais e econômicos. "A ideia que precisamos ter é a de diminuir a desigualdade", afirma Soares. </span><span>Ele defende que, para atingir esse objetivo, é necessário considerar como dados, pesquisas e avaliações podem contribuir.<br /><br /></span></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-450868a3-7fff-be9c-b954-66c85578fdcb"><span><strong>Concepções de educação e equidade<br /><br /></strong></span></span></span></div>
<div></div>
<div><span id="docs-internal-guid-8d51544f-7fff-ef0d-9892-ea58b0ddd8c7">
<p dir="ltr"><span>Conhecimento, habilidades e atitudes são os três pilares que levam ao desenvolvimento de competências, que devem nortear todo o trabalho educacional. "A ideia de que educação é aprendizado não pode ser perdida. O que mudou é que, antes, íamos para a escola para o conhecimento só. As atitudes eram responsabilidades da sociedade e da família", afirma o palestrante.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/fxE8pYLYn10" width="560"></iframe>
<p dir="ltr"> </p>
<div id="_mcePaste"><strong>Veja os vídeos da palestra na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></div>
<div id="_mcePaste"><strong><br /></strong></div>
<div></div>
<div></div>
<p dir="ltr"><span>Para garantir que as escolas cumpram seu papel, é necessário observar os dados e as avaliações educacionais. O pesquisador presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do governo federal responsável pelos censos educacionais e por avaliações nacionais, como a Prova Brasil. Ele explica que a discussão sobre equidade nasce da necessidade de analisar os números gerados por essa instituição e nas próprias escolas de maneira mais complexa do que apenas por um único índice, como o Ideb. "Precisamos observar o resultado de grandes avaliações para além das médias e atentar para a importância de assegurar que todos tenham seu direito de aprender respeitado", afirma.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pergunta da plateia</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Como as teorias pedagógicas podem estar a serviço da diversidade?</i></p>
<p><i>É importante que elas sejam postas em discussão para fomentar avanços no ensino. Esse papel cabe, em parte às universidades, e em parte aos próprios professores. "A teoria não está completamente sistematizada, mas seria um erro dizer que não há estudos que contemplem a diversidade", afirma José Francisco Soares. Bernardete Gatti, vice-presidente da Fundação Carlos Chagas (FCC) e mediadora da mesa, defende a necessidade de que currículos de formação inicial e continuada de professores chamem a atenção para como a teoria pedagógica – que envolve diversos campos, como a comunicação, a psicologia do desenvolvimento, a filosofia, entre outros – se dá na prática das salas de aula. "Nós estamos vivendo em uma sociedade muito complexa e de recriação intensa. É preciso discutir essas teorias", afirma Bernardete.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Ele conta que, quando presidiu o Inep, organizou os resultados da Prova Brasil de acordo com os níveis socioeconômicos dos estudantes de 9º ano das escolas públicas brasileiras. Foi possível notar que a diferença de aprendizado entre os jovens de maior nível socioeconômico e os de menor era equivalente a dois anos escolares."O que eu estou defendendo: nosso planejamento não pode ser centrado em uma medida só, como o Ideb. A gente tem que falar dos resultados na média, mas também das diferenças entre diferentes grupos", explica Soares.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><span> </span>Equidade de processo e de resultados</strong></p>
<p dir="ltr">A observação de que fatores socioeconômicos geram desigualdades tem levado, nos últimos anos, à promoção de políticas equitativas. O objetivo delas é garantir igualdade de oportunidades. Imagine que duas pessoas, de mesma estatura, tentem olhar por cima de um muro. Uma delas está sobre uma escada e outra, no chão. As políticas equitativas atenuam essa distorção ao fornecer um "banquinho" para que a segunda também possa alcançar a mesma altura que a primeira. "Trato desiguais de forma desigual", resume Soares. É o que acontece, por exemplo, em políticas de cotas raciais ou socioeconômicas, que dão a grupos específicos oportunidade de entrar em universidades ou escolas de elite. Essa é, segundo o especialista, a ideia de equidade de processo, quando corrigem-se distorções no ponto de partida.</p>
<p dir="ltr">"Mas posso ter uma política equitativa e ter desigualdades", diz Soares. O pesquisador alerta para o fato de que não basta ajustar oportunidades sem observar se as crianças e jovens chegam a pontos semelhantes no fim de sua trajetória escolar. Na educação básica, por exemplo, é fundamental analisar se estudantes de diferentes grupos raciais e socioeconômicos conseguem acessar a escola, permanecer nela e aprender em níveis semelhantes. Essa é a ideia de equidade de resultados.</p>
<p dir="ltr">Soares contou uma história para exemplificar a ideia que estava apresentando. Segundo ele, uma antiga colega dava aulas para a educação de jovens e adultos. Ao chegar em sala um dia, ele notou a ausência de um estudante. Quando perguntou sobre ele, os demais apenas responderam "157", o artigo do código penal relativo a roubo a mão armada. A reação da professora foi questionar: "ele já teve direito a um advogado?". De acordo com Soares, esse caso mostra como a ideia de inclusão, em uma sociedade democrática, diz respeito a garantir que todos – mesmo aqueles que possam parecer "errados" ou "maus" – tenham seus direitos garantidos ao longo de sua vida.</p>
<p dir="ltr">O professor chama a atenção para o fato de que a ideia de equidade não se contrapõe à ideia de valorizar o esforço individual de estudantes. Isso porque as medidas de equidade se referem a grupos e não indivíduos. "É possível ter um João que vá melhor em Matemática do que uma Maria, mas é preciso observar se o grupo das meninas não está tendo menos oportunidades de aprender", exemplifica.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é José Francisco Soares</th>
</tr>
<tr>
<td>Professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Técnico do Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación (INEE) do México. Foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2014 a 2016. Tem doutorado em estatística pela Universidade de Wisconsin e pós-doutorado em educação pela Universidade de Michigan, ambas nos Estados Unidos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Diversidade: uma abordagem pedagógica</strong></p>
<p dir="ltr">"As métricas ajudam, mas é preciso que elas tenham alma. E a alma é pedagógica", afirma Soares. Isso significa que, se as políticas públicas forem eficientes em fazer com que todos os estudantes entrem e permaneçam na escola, todas as turmas serão compostas por indivíduos diversos entre si e a escolha sobre como administrar essa diversidade cabe, em sua maior parte, aos professores, que precisam repensar o que ensinam e como ensinam. "Não há problema em se dar aulas tradicionais, mas há quando todas as aulas são iguais", explica Soares.</p>
<p dir="ltr">Já no que diz respeito ao conteúdos de ensino, O professor defende que a proposta de reforma do Ensino Médio tenta aproximar a educação formal da ideia de abraçar a diversidade. “Para que a equidade não seja colocada em risco, estabeleceu-se uma formação básica, que deve contemplar todos os estudantes, e itinerários formativos, que poderão ser escolhidos pelos estudantes de acordo com seus interesses e suas necessidades”, finaliza.</p>
</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/estrategias-para-engajar-familias">
    <title>Estratégias para engajar famílias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes/escola-diversidade-e-equidade/estrategias-para-engajar-familias</link>
    <description>Conhecer a comunidade a fundo e envolvê-las no planejamento das ações da escola é o primeiro passo para aproximá-la da instituição</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-67539ea8-7fff-9ece-1f5f-7d688a2af4e7"> </span></p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Pontos-chave</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-195dc616-7fff-6483-3f7e-b32893acc21e">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>1. A família é identificada como a principal parceira para garantir a permanência e o desenvolvimento das crianças e adolescentes na escola. No entanto, ainda há dificuldade na relação: os responsáveis são pouco participativos e a instituição tem dificuldade em engajá-los.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>2. Entre os fatores que dificultam o diálogo e a relação está o desconhecimento da identidade, da realidade sociocultural e da diversidade presente na comunidade escolar. Para reverter, seria necessário que educadores considerassem esses elementos ao planejar suas ações.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>3. O estabelecimento de uma parceria ativa entre escola e comunidade exige mobilizar docentes, gestão escolar, rede de ensino e voluntariado. Cada ação e escola exigem estratégias diferentes.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>4. A relação é uma via de mão dupla: enquanto a escola pode se beneficiar de a comunidade apoiando a aprendizagem, o conhecimento acumulado pela instituição de ensino e seus alunos pode atuar em prol de soluções para os problemas da comunidade.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><i>Por Rodrigo Ratier e equipe</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Dentro da escola, educadores, funcionários e alunos levam o dia a dia do ensino e da aprendizagem. Essa rotina é impactada pela bagagem que eles trazem do lado de fora. Seja na sala de aula, nos projetos que são desenvolvidos ou em eventos comemorativos, não é possível ignorar a realidade do entorno da instituição, composta por diferentes configurações familiares, condições socioeconômicas, trajetórias escolares, necessidades de aprendizagem, religiões, raças, orientações sexuais. Considerar essas características é fundamental para aproximar a escola da comunidade com a qual ela se relaciona. Essa foi uma das conclusões tiradas pelos participantes da atividade temática Escola, Família e Comunidade,  durante o primeiro encontro do <i>Ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</i>, da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica da USP</a>.</p>
<div style="text-align: left; "><span><span id="docs-internal-guid-5c0bdbc7-7fff-d983-e5cb-8c7ff8010393">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes" class="external-link">Luís Carlos Menezes</a></span><span> e </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-sintoni" class="external-link">Cláudia Sintoni</a></span><span> coordenaram a atividade que teve como objetivo desenvolver propostas de práticas sobre a relação entre esses três elementos para promover a equidade dentro do ambiente escolar, tema apresentado na palestra que antecedeu a atividade. Durante a abertura dos trabalhos, eles destacaram que conhecer a comunidade é o ponto de partida para construir uma escola que dialogue com as necessidades e expectativas dos estudantes e suas famílias. Os ganhos de estabelecer uma boa relação entre escola e comunidade são mútuos. De um lado, a escola ganha um parceiro para apoiar a aprendizagem e desenvolver ações em conjunto. “E a escola pode colocar seu conhecimento e seus alunos para identificar os problemas da comunidade e atuar sobre eles”, exemplifica Menezes.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Há muitas oportunidades de parceria. Mas, para que elas aconteçam, é necessário aproximar comunidade e escola. “Muitas vezes, achamos que é preciso pensar em grandes projetos. Mas as soluções passam muito pelo trabalho do cotidiano”, diz Sintoni.</span></p>
<iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/y3f-ZhhtZgE" width="560"></iframe>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Veja os vídeos do encontro na íntegra: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade-1" class="external-link">Parte 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/escola-diversidade-e-equidade" class="external-link">Parte 2</a></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para analisar o tema em profundidade, a sala se dividiu em trios. No processo de discussão, a comunidade e, mais especificamente, a família, foi colocada como um parceiro imprescindível para o trabalho da escola. Além do apoio à aprendizagem, ela é vista como fundamental para a permanência nos estudos ao longo da educação básica. “Hoje, grande parte do fracasso escolar está atrelado à frequência. Tem aluno que falta toda semana”, diz Raquel dos Santos Ribeiro, diretora na rede municipal de Itapeva, no interior de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Após a discussão em pequenos grupos, eles foram convidados a se reunir para compartilhar suas impressões. Em comum, os trios identificaram a dificuldade de trazer a família para o espaço escolar. A participação dos pais e responsáveis é baixa e, geralmente, se dá em momentos formais, como festas escolares e reuniões de pais - sobre as quais os educadores reconhecem a necessidade de ressignificação, com menos foco em questões disciplinares e queixas. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Na visão dos participantes, é necessário criar estratégias para que a família esteja presente no cotidiano escolar, se sinta ouvida pela instituição e se torne atuante no processo educativo. Para isso, é preciso que a escola abandone o “olhar colonizador” de quem busca impor sua cultura e estabelecer um olhar sensível para a realidade em que a comunidade vive, reconhecendo suas características sociais, econômicas e culturais. Durante as discussões finais, os participantes pensaram em propostas para quatro níveis de atuação: docentes, gestão escolar, rede de ensino e voluntariado.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Docentes como ponte da relação</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-307efad4-7fff-6202-9df9-7269c81eb6ca">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O professor costuma ser a figura mais próxima dos alunos e a referência das famílias (especialmente dos alunos menores). Por isso, eles têm um papel importante na comunicação entre a instituição e os adultos responsáveis pelos estudantes e podem ser representantes para apresentar o projeto da escola e também para identificar expectativas e demandas da comunidade.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Uma proposta de atuação seria que eles justamente buscassem ouvir e convidar as famílias para a construção do projeto do projeto político pedagógico da instituição. Aproximando, assim, a prática da necessidade da comunidade ao mapear e considerar a diversidade do público atendido pela escola. “Queremos estimulá-los para participar de reuniões, conselhos, associação de pais e mestres e outros momentos em que eles possam se sentir acolhidos e com participações decisórias dentro da escola”, diz Lígia Oliveira Almeida, professora da rede municipal de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Mudança de dentro pra fora</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-bd32c30f-7fff-3338-3ae9-7e3c62e08d59">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Além da dificuldade de aproximar a relação entre escola, família e comunidade, os grupos identificaram um desdobramento da questão: manter esses atores próximos. Lidar com as famílias em todas as suas diversidades exige que a escola possua uma postura acolhedora. “É preciso tomar cuidado para não ficar julgando os pais. Como alguns moram no bairro e conhecem um pouco das famílias, às vezes, são situações que podem acontecer inconscientemente”, diz Cristina Barros, supervisora na rede municipal de Taquarituba (SP).</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para evitar que a postura dificulte a manutenção do elo, os participantes propuseram um trabalho de gestão escolar para sensibilização dos funcionários ao lidar com a comunidade. A transformação desejada na relação poderia ser iniciada pela própria escola ao preparar a equipe para ela. “Precisamos quebrar aquele pensamento de que um certo aluno é daquele jeito porque vem de tal família ou porque os pais nunca aparecem na escola”, diz Flávia Bastos Almeida, da rede particular de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Construção de territórios educativos</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-ddca04df-7fff-a757-4662-cb839516155f">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Mais do que o trabalho de uma única escola, os participantes identificaram que é possível reunir esforços entre instituições de uma mesma região para criar territórios educativos e estabelecer uma articulação em rede. O exemplo trazido pelo grupo é o do município de Itapeva (SP), que se divide em 12 territórios educativos, reunindo unidades escolares do berçário ao 9º ano do Ensino Fundamental. “Dentro desse espaço, as escolas trabalham de forma corresponsável e se auxiliam na divulgação das atividades, busca de parcerias e de fomento à aprendizagem”, diz a diretora Raquel.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A cooperação entre escolas de uma mesma rede permite a realização de diversas ações que até poderiam ser feitas individualmente, mas que, coletivamente, ganham outra proporção, estímulo e força. Um exemplo de como essa parceria pode ser estabelecida para abarcar a diversidade são as atividades no período de férias. Como a constituição das famílias varia, muitas mães trabalham no período de recesso escolar e nem sempre contam com alguém para olhar os filhos. Fazendo esse trabalho em territórios os responsáveis podem contar com uma escola que não apenas enxerga a diversidade da comunidade, mas a contempla.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Corresponsabilidade no voluntariado</strong></span></p>
<span id="docs-internal-guid-bf7de4e7-7fff-0fd3-b0df-d5da0a16d917">
<p dir="ltr"><span>Em uma perspectiva de envolver mais pessoas como parceiros da escola, uma das propostas discutidas foi mobilizar voluntários. Esse espaço de colaboração foi colocado como possível de ser ocupado não só pela família e comunidade no entorno da escola, mas também por qualquer pessoa que queira ser corresponsável pelo processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. “A gente entende que, ao garantir espaços na escola para diálogos mais igualitários e de participação ativa, conseguimos respeitar a diversidade e promover a equidade dentro da comunidade”, explica Victor Narezi, técnico da rede municipal de Tremembé, no interior paulista. Ao articular escola e sociedade civil, os educadores acreditam que podem ampliar sua rede de apoio e trazer novos aprendizados para a comunidade.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é Luís Carlos de Menezes</th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-c546c88a-7fff-3bc9-e2b6-0262e8bf7a32">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Doutor em física pela Universidade Regensburg, é professor sênior do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo. Consultor da Unesco para propostas curriculares. Principais focos de trabalho em educação: currículos para a educação básica, formação de professores e ensino de ciências.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Quem é <span id="docs-internal-guid-6dfe4ce4-7fff-9f28-9ce2-3a0cb82681d9"><span>Cláudia Sintoni</span></span></th>
</tr>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-a065d34a-7fff-ae0f-c473-c3134badd521"><span>Psicóloga pela Universidade de São Paulo, foi arte-educadora na Secretaria Estadual do Menor e Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor e, desde 1998, atua no desenvolvimento de projetos de voluntariado e educação em empresas e fundações. </span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para que esse trabalho possa se apoiar em iniciativas que deram certo, a solução proposta foi mapear boas práticas. As ações seriam reunidas em uma publicação a fim de que as práticas sejam divulgadas e possam ser replicadas em outras redes.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para Menezes, ao colocar a comunidade como corresponsável pela escola, se produz e fortalece uma postura cidadã. A atuação em diferentes níveis – docente, gestão escolar, rede de ensino e voluntariado – pode ajudar as instituições de ensino a superar o desafio de trazer a família para a escola e de tê-la como parceira de suas ações e sonhos. Para esta relação acontecer, no entanto, não há receita pronta. “É preciso pensar e desenvolver diferentes estratégias para cada ação, considerando a realidade em que a comunidade está inserida”, diz o coordenador da atividade temática.</span></p>
</span></span></span></span> </span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro-de-2019">
    <title>Sistematização e Propostas - 30 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/sistematizacao-e-propostas-30-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Leonor Calasans/IEA-USP</dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-30T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escola-gestao-e-docencia-3o-encontro-26-de-outubro-de-2019">
    <title>Escola: Gestão e Docência - 3º Encontro - 26 de outubro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escola-gestao-e-docencia-3o-encontro-26-de-outubro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-26T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-2o-encontro-do-ciclo-a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes-28-de-setembro-de-2019">
    <title>Fragmentação Disciplinar e Transdisciplinaridade -  2º encontro do ciclo A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes - 28 de setembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/fragmentacao-disciplinar-e-transdisciplinaridade-2o-encontro-do-ciclo-a-escola-espacos-e-tempos-das-acoes-docentes-28-de-setembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/catedra-educacao-basica-2019-8">
    <title>Sistematização e Propostas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/catedra-educacao-basica-2019-8</link>
    <description>CÁTEDRA EDUCAÇÃO BÁSICA 2019</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><strong>4º encontro do ciclo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos-catedra-educacao-basica" class="external-link">A Escola: Espaços e Tempos das Ações Docentes</a></strong></p>
<p style="text-align: left; ">Concluindo e sistematizando os trabalhos da Cátedra em torno da instituição Escola, serão retomadas e apreciadas as propostas decorrentes das nove oficinas de trabalho. Trata-se, portanto, da sistematização de fecho da produção dos professores participantes dos três encontros anteriores, preparando documento para sua divulgação no texto final dos trabalhos da Cátedra no semestre.</p>
<h3 style="text-align: left; ">Sobre o Ciclo</h3>
<div style="text-align: left; ">
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica/ciclo-acao-e-formacao-do-professor" class="external-link">No primeiro ciclo</a>, o foco dos trabalhos estava na figura do professor. Esse terá como ponto central a <strong>escola</strong> e buscará associar <strong>teoria e prática</strong>. Serão quatro encontros entre agosto e novembro:</p>
<ol>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escola-espacos-tempos-1" class="external-link">Escola, Diversidade e Equidade</a> - 31/08/2019</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escola-fragmentacao-2" class="external-link">Escola: Fragmentação Disciplinar e Transdisciplinaridade</a> - 28/09/2019</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escola-gestao-e-docencia" class="external-link">Escola: Gestão e Docência</a> - 26/10/2019</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sistematizacao-e-propostas" class="external-link">Sistematização e Propostas</a> - 30/11/2019</li>
</ol></div>
<div style="text-align: left; "><ol> </ol></div>
<p style="text-align: left; "> </p>
<div style="text-align: left; ">
<p>Cada um dos três primeiros encontros será composto por quatro “momentos”. O primeiro  consiste em uma palestra de um especialista que explorará o tema norteador dos trabalhos. O segundo e o terceiro correspondem respectivamente a atividades temáticas e oficinas práticas, realizadas em grupos de trabalho e com o objetivo de estimular o protagonismo do professor. Por fim, o quarto momento será destinado ao compartilhamento das práticas discutidas pelos grupos. A partir do segundo encontro, os professores terão um espaço para compartilhar suas experiências (adoção das propostas) no âmbito de suas escolas. O último encontro será um evento sintetizador dos debates e ações desenvolvidas no ano e de apreciação dos projetos elaborados pelos participantes. Será necessário realizar inscrição para cada um dos encontros.</p>
</div>
<div id="parent-fieldname-text-3749e7fdc03341c1b3e03bddbc9a2a78" style="text-align: left; ">
<h3>Público-Alvo</h3>
<p style="text-align: justify; ">Profissionais da Educação: Professores, Coordenadores, Diretores, Instituições que atuam com educação e demais interessados.</p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-26T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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