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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 33.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-popular">
    <title>Agricultura urbana: ativismo e modelos de ação pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-popular</link>
    <description>Encontro acontece no dia 5 de maio, às 14h30, na Sala de Eventos do IEA, e terá exposições de Gustavo Nagib e Lya Porto, ambos membros do Grupo de Pesquisa em Agricultura Urbana. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-das-corujas" alt="Horta das Corujas" class="image-inline" title="Horta das Corujas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Horta das Corujas, em São Paulo: agricultura urbana enquanto expressão ativista</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A agricultura urbana como forma de reorganização do espaço urbano e as ações de governo, sociedade civil e mercado em experiências exitosas da prática serão apresentadas no primeiro "Encontro com o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a>", uma série para expor as pesquisas e trabalhos de seus membros e promover discussões. A atividade <i>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública </i>acontece no dia <strong>5 de maio, às 14h30</strong>, na Sala de Eventos do IEA, e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Não será necessário de inscrever.</p>
<p>Serão duas exposições. <span>Na primeira delas, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" class="external-link">Gustavo Nagib</a><span> apresentará a tese que defendeu em seu mestrado, em julho do ano passado, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Intitulado “</span><a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-18082016-124530/pt-br.php" target="_blank">Agricultura urbana como ativismo na cidade de São Paulo: o caso da Horta das Corujas</a><span>”, o trabalho buscou compreender a agricultura urbana enquanto expressão ativista, em especial na cidade de São Paulo, a partir de uma análise do caso da Horta das Corujas, que é mantida de forma comunitária em praça pública no território da Subprefeitura de Pinheiros.</span></p>
<p>De acordo com Nagib, “as hortas comunitárias se tornaram símbolos da luta pela reestruturação do espaço urbano e ampliaram as reflexões sobre a apropriação do espaço público, a origem e qualidade dos alimentos, a cooperação cidadã e o direito à cidade”.</p>
<p>O segundo trabalho a ser apresentado foi desenvolvido pela pesquisadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" class="external-link">Lya Porto</a> em seu doutorado na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Intitulado "Redes, Ideias e Ação Pública na Agricultura Urbana: os casos de São Paulo, Montreal e Toronto", investiga diferentes modelos de ação pública de agricultura urbana, considerando a ação e inter-relação de múltiplos setores: governo, sociedade civil e mercado.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<hr />
<p><strong>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública</strong><br /><i>5 de maio, às 14h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, sem <a class="external-link" href="https://docs.google.com/a/usp.br/forms/d/e/1FAIpQLSfjcgV225iAMu5Cnm_gEZJoAmlDeU8RLQhh64wHHQYrBVo5Og/viewform" target="_blank">i</a>nscrição prévia - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Claudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/apresentacoes-de-pesquisas" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-27T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas">
    <title>Colóquio analisa novas ideias para sustentabilidade das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas</link>
    <description>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades realiza-se nos dias 25 e 26 de março, numa parceria entre o IEA e a Faculdade de Saúde Pública da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-de-sao-paulo-1" alt="Cidade de São Paulo -1" class="image-inline" title="Cidade de São Paulo -1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Dinâmica urbana exige a experimentação de novas ideias para que as cidades se tornem sustentáveis</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A dinâmica urbana da atualidade exige novos conceitos e práticas de intervenção para que se encontrem respostas aos problemas das cidades, segundo os organizadores do <i>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>, que se realiza nos <strong>dias 25 e 26 de abril</strong>, no IEA.</p>
<p>Além de pesquisadores da USP e de outras universidades, o colóquio contará com a participação do sociólogo Jean-Louis Missika, assessor do prefeito de Paris para assuntos de urbanismo, Grande Paris, desenvolvimento econômico e atratividade.</p>
<p>O encontro é organizado pelo IEA e pela Faculdade de Saúde Pública (FSP), com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. A participação é gratuita, mas requer <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia pela internet. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="url" id="parent-fieldname-eventUrl">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<p>O colóquio tem com objetivos principais: ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interface; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; e apresentar processos urbanos, decisões políticas e experiências de governança e participação.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico/pesquisadores-em-2017" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, professor da FSP-USP em sabático no IEA, o colóquio buscará construir uma agenda de pesquisa para a construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento de problemas urbanos comuns.</p>
<p>"Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas, com prioridade para energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva. Esses temas possibilitem uma aproximação teórico-prática sobre necessidades concretas, possibilitando a construção de novas conceituações sobre intervenções urbanas."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>EVENTOS</strong></p>
<p><strong>Políticas Inovadoras para a Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana-23-de-setembro-de-2016?searchterm=mobilidade" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>As Novas Tecnologias de Motorização e os Desafios da Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana-01-de-novembro-de-2013?searchterm=mobilidade+" class="external-link">Fotos</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-tecnologias-de-motorizacao-e-mobilidade-urbana" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-abertura?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 2</a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link"><br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 4</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong><span class="highlightedSearchTerm">Agricultura</span> <span class="highlightedSearchTerm">Urbana e</span>m Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta?searchterm=agricultura+urbana" class="external-link">Notícia</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>REVISTA<br /></strong><strong>'ESTUDOS AVANÇADOS'</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 1</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 2</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420110001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo Hoje</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span>Além de Philippi Jr., integram a Comissão Organizadora do colóquio Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos e Carolina Cassia Conceição Abilio.</span></p>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-apoio " id="parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
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<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 25</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>8h30</strong></td>
<td><i>Credenciamento</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>APRESENTAÇÃO, METODOLOGIA E PROCESSO DE DISCUSSÃO</strong><br /><strong>Expositores:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (IEA e FM-USP) e Arlindo Philippi Jr (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td>Webconferência</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 1 - EXPERIMENTAÇÕES URBANAS EM PARIS</strong><br /><strong>Expositor:</strong> Jean-Louis Missika (secretário de Urbanismo da Prefeitura de Paris, França)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto (Observatório das Metrópoles do IPPUR-UFRJ) e Eduardo Marques (Centro de Estudos da Metrópole da FFLCH-USP)<br /><strong>Moderador:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP)<br /><strong>Relatoras:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI e FSP-USP) e Juliana Pellegrini Cezare (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>Debate</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h40</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 2 – TÉCNICAS ALTERNATIVAS, DESIGN E CRIATIVIDADE COM INTERVENÇÃO URBANA</strong><br /><strong>Expositores:</strong> Jacques Waller Barcia Junior (Faculdade CESAR)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Libia Patricia Agudelo (UTFPR) e Ana Paula Koury (Universidade São Judas Tadeu)<br /><strong>Moderadora:</strong> Gilda Collet Bruna (UPM)<br /><strong>Relatores:</strong> Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-calil" class="external-link">Alexandre Calil</a> (LabProdam)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h40</strong></td>
<td><strong>DEBATE</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE A TEMÁTICA DOS PAINÉIS 1 E 2 E ENCAMINHAMENTOS<br />Expositoras: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI/IEA/FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-da-penha-vasconcellos" class="external-link">Maria da Penha Vasconcellos</a>(FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 26</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong>Painel 3 – SOCIABILIDADES URBANAS E NOVOS USOS DO ESPAÇO<br /></strong><strong>Expositor: Jose Guilherme Cantor Magnani (FFLCH-USP)<br /></strong><strong>Comentaristas:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Alessandri Carlos</a> (IEA e FFLCH-USP) e Valdir Fernandes (UTFPR)<br /><strong>Moderadora</strong>: Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatores:</strong> Eduardo Zancul (Poli-USP) e Cláudia Kniess (Uninove)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h20</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 4 - Transformações Urbanas: Práticas Políticas e Participativas<br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilberto-natalini" class="external-link"><i>Gilberto Natalini</i></a> (Secretário do Verde e Meio Ambiente)<br /><strong>Comentaristas:</strong> <i>Angélica Benatti Alvim</i> (FAU-Mackenzie) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-maria-pallamin" class="external-link"><i>Vera Pallamin</i></a> (FAU-USP)Moderador: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link"><i>Pedro Roberto Jacobi</i></a> (IEE/IEA-USP)<br /><strong>Relatorias:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a> (EACH/IEA-USP) e <i>Amanda Silveira Carbone</i> (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>DEBATES DOS PAINÉIS 3 E 4</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h40</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE AS TEMÁTICAS DOS PAINÉIS 3 E 4 E ENCAMINHAMENTOS<br /></strong><i>Eduardo Zancul</i> (Poli-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a>(EACH/IEA-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><i>Intervalo</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>13h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>OFICINA INTEGRATIVA<br />Participantes: comentaristas, relatores e convidados<br /></strong><strong>Moderadores:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP), Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatora:</strong> Cristina Caselli (Incline-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>SÍNTESE, ENCAMINHAMENTOS E ENCERRAMENTO</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /> 
<hr />
<p><i><strong>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</strong><br />25 e 26 de abril<br />Antiga Sala do Conselho Universitário, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público mediante <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-31T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes">
    <title>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="documentFirstHeading"><strong>INSCRIÇÕES ENCERRADAS</strong></p>
<p>Reconhece-se que o tema das cidades ganha protagonismo no início deste século e vem sendo estudado por muitos grupos no Brasil e no exterior, porém setorializados. Este seminário buscará o desafio de construir uma agenda de pesquisa que parta da perspectiva de construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento a problemas urbanos comuns. Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas.</p>
<p>Para este primeiro colóquio, foi priorizado energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva como temas que possibilitem uma aproximação teórica-prática e que se debrucem sobre necessidades concretas, com ideia de construir novas conceituações sobre intervenções urbanas.</p>
<p>O pressuposto do grupo organizador é de que o conhecimento relacionado ao tema até o momento apresenta um esgotamento diante da dinâmica urbana que requer novos conceitos e práticas de intervenção que venham produzir novas respostas.</p>
<p>Os organizadores do Colóquio, têm como expectativa ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interfaces; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; apresentar processos urbanos, decisões políticas, governança e participação.</p>
<p class="Default"><strong>Comissão Organizadora:</strong> Arlindo Philippi Jr, Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos, Sandra Sedini e Carolina Cassia Conceição   Abilio,</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-29T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta">
    <title>Agricultura urbana, articulação social e poder público em pauta</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta</link>
    <description>Valorização e regularização do agricultor, mercado de orgânicos e criação de um fórum permanente de horticultores foram temas levantados no dia 11 de novembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-organica-lufa-farms-1" alt="Agricultura orgânica - Lufa Farms - 1" class="image-inline" title="Agricultura orgânica - Lufa Farms - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Produção de tomates na Lufa Farms, Laval, norte de Montreal, no Canadá</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para os agricultores presentes no debate sobre agricultura urbana no IEA, no dia <strong>11 de novembro</strong>, a reinserção do conceito de zona rural no Plano Diretor Estratégico de 2014 foi uma medida relevante, mas não suficiente para promover a horticultura na capital paulista. O encontro <i>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</i> reuniu integrantes do Grupo de Estudos em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Agricultura Urbana (GEAU)</a> do IEA, representantes de associações e cooperativas agrícolas, educadores, agricultores familiares, hortelões, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.</p>
<p>“O Plano Diretor Estratégico de 2014 voltou a reconhecer a existência de zona rural e isso é um avanço. Mas ainda falta a oficialização e regularização das hortas urbanas comunitárias. A prefeitura precisa reconhecer oficialmente a existência dessas hortas. Precisamos de mais parcerias através de cooperativas e universidades para viabilizar pequenos planos de negócio para os agricultores”, disse André Biazzotti, integrante do Movimento Urbano de Agroecologia (Muda SP).</p>
<p>A partir de 2014, o Plano Diretor Estratégico reinseriu o conceito de zona rural na cidade de São Paulo, que havia sido retirado no documento de 2002. A legislação passou a reconhecer a existência de áreas rurais, numa parcela de 30% do total do município, ou 445 quilômetros quadrados. Isso é importante não só pelas mudanças na organização do espaço, como também no reconhecimento dos direitos concedidos aos produtores agrícolas.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-experiencia-de-montreal-e-rennes-na-agricultura-urbana" class="external-link">A experiência de Montreal e Rennes na agricultura<br />urbana</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Biazzotti e outros hortelões presentes na plateia apresentaram sugestões para viabilizar a horticultura urbana em São Paulo. “Precisamos construir uma articulação através de um fórum permanente para canalizar um diálogo consistente junto aos órgãos públicos. Também não pode faltar um mapeamento para evidenciar os agricultores que ainda não acessam essa rede que começa a ser construída”, concluiu Biazzotti.</p>
<p>A sistematização da agricultura urbana em São Paulo foi justamente um dos temas centrais tratados em junho deste ano durante a<a class="external-link" href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/CARTILHARURAL.pdf"> 1ª Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável da Cidade de São Paulo</a>, conforme explicou o engenheiro agrônomo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-henrique-marinho-meira" class="external-link">Luis Henrique Marinho Meira</a>, especialista em Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Paulo e participante da mesa de debates.</p>
<p>“Naquela conferência discutimos a criação de um cadastro de terras disponíveis na cidade para a horticultura. A ideia é disponibilizar terrenos da prefeitura e também áreas de concessão, como as que ficam no entorno das linhas da Eletropaulo, Sapesp e outras. A proposta seria a Prefeitura gerenciar o cadastro dos agricultores, de forma a viabilizar a regularização e a gestão da atividade através de um termo de cooperação com as concessionárias. Mas esse diálogo não avançou”, disse Meira.</p>
<p>Para Meira, apesar dos esforços, as políticas públicas urbanas não foram estruturadas como intervenção no mundo rural. “Para citar um exemplo, o departamento de agricultura do município não tem estrutura nem orçamento próprios. Seus cargos são genéricos, não estritamente relacionados à atividade agrícola, e vieram da antiga supervisão de abastecimento. Não é um organograma específico. Tivemos alguns programas pontuais nesse ano. E a partir de uma emenda para uma campanha contra agrotóxicos tivemos nosso primeiro orçamento, algo como R$ 100 mil que se desdobrou em muitas atividades”, citou Meira.</p>
<p>Segundo o engenheiro agrônomo, a Casa Agrícola de Parelheiros “é o único local onde nossa atuação está mais próxima de uma assistência rural extensionista, em que há uma equipe permanente e método de trabalho, ao contrário de outros locais”, disse. “Esse debate não é novo. A assistência técnica no campo está mais consolidada no plano federal, em especial pelo atendimento aos assentamentos dos Sem Terra. Mas há muito por fazer nessa área”, disse Meira.</p>
<p>A Prefeitura atua junto aos agricultores com bolsas sociais de capacitação e a ajuda de parcerias. “As políticas públicas são fragmentadas e dependemos de bolsas para capacitação de pessoal. Mas não há estrutura de fomento às hortas. Dependemos muito dos arranjos entre os parceiros da Prefeitura porque isso dinamiza as atividades. Mas precisamos aperfeiçoar o processo, independentemente de governos”, afirma Meira.</p>
<p><strong>Mananciais e mercados </strong></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-marcoratti" class="external-link">Valéria Marcoratti</a>, presidente da Cooperapas Agricultura Orgânica Parelheiros, a união foi a forma que os agricultores do extremo sul da capital paulista encontraram para viabilizar seus pequenos negócios. Com a ajuda da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP, em 2007, os agricultores daquela região passaram a frequentar cursos de capacitação em agroecologia para que fizessem a transição para o cultivo de orgânicos. “Somos 34 cooperados numa região com mais de 400 agricultores. Com a cooperativa agora temos mais força e reconhecimento”, disse.</p>
<p>A novidade na Associação de Agricultores da Zona Leste (AAZL), entidade especializada em produtos orgânicos, é o interesse de jovens querendo virar agricultores, contou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-perez-lopes" class="external-link">Andreia Perez Lopes</a>, bióloga e agricultora. “Há cooperados que já tinham na família a tradição do trabalho no campo. Vieram para a cidade como pedreiros, motoristas, domésticas, mas agora estão retomando o trabalho com a terra. A novidade é que a associação tem recebido muitos jovens querendo atuar profissionalmente na agricultura urbana”, disse.</p>
<p>Na vila Nova Esperança, extremo oeste da capital, o trabalho colaborativo na horta comunitária começou em 2013 para promover educação ambiental. No início, poucos aderiram à ideia. Mas foi o suficiente para fazer a limpeza de um terreno baldio, “ponto viciado de lixo”, onde seria construída a horta, relatou a agricultora Maria de Lourdes Andrade de Souza, a Lia, presidente da associação de moradores local.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/geau-maria-de-lourdes-andrade-de-souza" alt="GEAU Maria de Lourdes Andrade de Souza" class="image-inline" title="GEAU Maria de Lourdes Andrade de Souza" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Foi o suficiente para fazer a limpeza de um terreno baldio, ponto viciado de lixo", disse Lia, da horta da vila Nova Esperança</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Quando os resultados começaram a aparecer, todo mundo entrava na fila para ganhar alimento, até os que</p>
<p>não ajudavam em nada. Daí criamos a moeda social Esperança. Quem ajuda na manutenção da horta é remunerado e troca por legumes e hortaliças fresquinhas. Tudo o que vem de graça parece que não tem valor. Então estamos ensinando a valorização da terra. Tudo isso está unindo muito a comunidade”, diz Lia.</p>
<p>No lugar do entulho de lixo, além da horta da vila Nova Esperança é possível ver também uma composteira e um viveiro de mudas. Em breve, um pesqueiro fará parte da paisagem, conta Lia.</p>
<p>A plateia sugeriu iniciativas para coibir o vandalismo nas hortas comunitárias e a ideia de conscientizar e educar foi a forma mais citada para evitar roubos de mudas e produtos. “Essa atitude é um reflexo da relação da sociedade brasileira com o espaço público. Conversar com as pessoas tem adiantado nas hortas onde atuo como voluntária”, disse a hortelã <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" class="external-link">Cláudia Visoni</a>, que falou sobre sua experiência à frente da horta das Corujas, na vila Beatriz, zona oeste da capital.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Prefeitura buscará integrar mercados com projeto premiado de plataforma digital</strong></p>
<p>Numa audiência pública realizada na Câmara Municipal no dia 28 de novembro, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, disse que a Prefeitura da cidade de São Paulo está desenvolvendo uma plataforma para fomentar a venda dos produtos de agricultores familiares. “Queremos conectar a produção rural com a zona urbana, articulando os produtores com os restaurantes que estão voltados a um cardápio mais qualificado e baseado em orgânicos”, disse o secretário, segundo <a class="external-link" href="http://www.camara.sp.gov.br/blog/valorizacao-das-zonas-rurais-e-discutida-em-audiencia-publica-na-camara/">nota publicada no site da Câmara Municipal</a> de São Paulo.</p>
<p><span>A plataforma digital mencionada por Franco é nada menos do que o projeto da Prefeitura de São Paulo ganhador do <a class="external-link" href="http://capital.sp.gov.br/noticia/sao-paulo-recebe-premio-mayors-challenge-2016-da-bloomberg-philanthropies">Prêmio Mayors Challenge 2016 da Bloomberg Philanthropies</a>, anunciado no dia 30 de novembro, em Ciudad del Mexico. A instituição concedeu US$ 5 milhões para a execução do projeto, que tem como foco o desenvolvimento econômico da zona rural paulistana e a proteção das áreas de mananciais da cidade.</span></p>
<p><span>A proposta, intitulada “Ligue os Pontos”, pretende conectar toda a cadeia de valor da agricultura urbana, com o objetivo de facilitar e ampliar a distribuição do alimento produzido por agricultores familiares das áreas urbanas e periurbanas da cidade. Envolveu soluções de logística e tecnologia para a articulação entre produtores agroecológicos e orgânicos, distribuidores e consumidores. A assessoria de imprensa do gabinete da Prefeitura não informou quando será feita a implantação da plataforma digital.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra sugestão foi a criação de cultivares orgânicos em áreas de nascentes visando à proteção dos mananciais paulistas. Houve ainda intervenções para incentivar o uso das podas de árvore na adubação das hortas da cidade.</p>
<p>“Já existe uma lei de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV-SP), atual secretário do Verde, proibindo enviar as podas de árvores para aterros. Então agora é o momento de conversar com ele para viabilizar o uso desse material nas hortas”, disse Visoni. A lei 14.723, de 2008, instituiu o Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de Árvores para reduzir o acúmulo de material orgânico nos aterros e economizar inúmeras viagens de caminhões da prefeitura no transporte desse tipo de produto.</p>
<p>Os participantes lembraram a importância dos espaços de comercialização, como feira livres e mercados. “Os mercados municipais deveriam ter uma área para a agroecologia urbana e isso é um ato administrativo que não precisa de orçamento. Outras medidas deveriam fortalecer as compras escolares desses produtores de forma a executar de fato o que já está previsto em lei. Muitas escolas gastam dinheiro para capinar terreno e deveriam direcionar essas áreas para hortas. Os agricultores conveniados com a prefeitura poderiam produzir mais e teriam ganho de escala. As feiras livres deveriam inclusive incentivar a troca de produtos e a logística solidária em circuitos aproximados”, disse Regiane Nigro, do Instituto Kairós.</p>
<p> </p>
<p><strong>A força da articulação coletiva em Rennes e Montreal</strong></p>
<p>Com a mediação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" class="external-link">Gustavo Nagib</a>, integrante do GEAU, o debate <i>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</i> trouxe os relatos das pesquisadoras do GEAU <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giulia-giacche" target="_blank">Giulia Giacchè</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" target="_blank">Lya Porto</a>, que mostraram as experiências de diversos tipos de hortas urbanas em Rennes, noroeste da França, e Montreal, na província de Quebec, no sudeste do Canadá.</p>
<p>Além da língua – apesar de pertencer a um país de língua inglesa, Montreal tem o francês falado correntemente junto com o inglês – essas duas cidades possuem em comum o fato de terem uma grande concentração de estudantes. Os inúmeros projetos apresentados pelas pesquisadoras demonstraram a integração das políticas públicas, de forma que a agricultura urbana se insere organicamente nas políticas municipais.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-organica-lufa-farms-2" alt="Agricultura orgânica - Lufa Farms 2 " class="image-inline" title="Agricultura orgânica - Lufa Farms 2 " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Runaway Creek Farms, um dos pontos de distribuição da Lufa Farms, de Montreal</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nos casos citados, a gestão dos espaços de agricultura urbana é coletiva. O poder público participa ativamente por meio de financiamentos de negócios sociais, fornecimento de insumos, de terrenos ou mão de obra e assistência técnica, mostraram as pesquisadoras.</p>
<p>“Rennes votou na Câmara Municipal que quer se tornar uma cidade comestível. O programa Incredible Edible identificou 50 ações para a cidade se tornar comestível e a Prefeitura se engajou para cumprir essas 50 ações necessárias”, disse Giacchè.</p>
<p>A meta em Rennes é chegar a uma produção de 40% de orgânicos e à redução de 50% do desperdício de alimentos. Uma das formas de atingir essa meta foi a Prefeitura disponibilizar terrenos para a agricultura urbana – atualmente são 19 hectares em regiões periféricas – e a própria comunidade cria associações para gerir essas áreas.</p>
<p>A Prefeitura também atua com concessões de terras, que são geridas por associações, caso do <i>Vert le Jardin</i>, que atualmente possui 95 horticultores associados, que também partilham sementes. No projeto <i>Embellissons nos mur</i>, a Prefeitura estimula o cultivo em calçadas e paredes, fornecendo implementos e até quebrando a calçada para o plantio.</p>
<p>A plataforma digital <i>Prêter son Jardin.com</i> reúne cidadãos que têm terra para plantar, mas não têm tempo e aqueles que querem plantar, mas não possuem espaço. Há também os galinheiros coletivos e negócios sociais apoiados pela Prefeitura para a produção de sementes orgânicas e mel.</p>
<p>A compostagem geralmente acompanha a maioria dos projetos. Do orçamento anual da Prefeitura, 5% é destinado às chamadas publicas. Todos os cidadãos votam pela internet e os vencedores implementam seus projetos de agricultura, hortas suspensas e projetos sociais.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/geau-2/@@images/a538cd7e-ab2c-4118-bca1-32797449edf3.jpeg" alt="GEAU 2" class="image-inline" title="GEAU 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong> Giulia Giacchè (esq.) e Lya Porto, do GEAU, mostraram as experiências de Rennes e Montreal</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>projeto de alimentação positiva em Rennes, parceria da Prefeitura com uma associação de produtores orgânicos, seleciona e acompanha 30 famílias para engajá-las no consumo de alimento saudável. O objetivo é demonstrar que é possível comprar orgânicos por preços menores ou iguais aos produtos convencionais.</p>
<p>Montreal tem alguma dificuldade de integrar as políticas públicas da cidade, pois a gestão municipal é descentralizada. Os movimentos sociais lutam atualmente por ações mais planejadas do poder público e com isso há um forte engajamento comunitário, mostrou Lia Porto.</p>
<p>Existem 400 iniciativas de apicultura na cidade canadense, onde a agricultura urbana ocupa 1,5% do território. As hortas familiares remontam à década de 1970.  Um comitê gestor é responsável pela compra de insumos, manutenção das hortas e articulação de novos membros. Os participantes pagam em média US$ 20 dólares mensais para compras em geral. Há um total de 97 horticultores nesse esquema e 8.500 pessoas envolvidas.</p>
<p>Mas a demanda para esses espaços é muito alta e há uma fila de sete anos de espera para novos membros. Com isso, surgiram as hortas coletivas, organizadas e geridas coletivamente em parceria com igrejas, restaurantes e departamentos municipais. Atualmente, esse tipo de organização soma 75 hortas em Montreal.</p>
<p>Há também hortas comunitárias em que cada gestor de canteiro decide o que plantar. Geralmente são estrangeiros que plantam alimentos não convencionais, de forma que podem seguir a alimentação conforme sua cultura e tradições.</p>
<p><i>Increadible Edible, Le Mange Trottoir, Partage ta terre, Cycle Alimenterre, Le Fruits Défendus</i> são alguns dos movimentos urbanos de Montreal voltados ao plantio coletivo. Também recebem apoio da Prefeitura, seja como treinamento para plantio e colheita, ou na distribuição e comercialização dos alimentos, mostrou Porto.</p>
<p><i>O Lufa Farms</i>, um tipo de “fazenda em telhado”, são estufas que permitem o plantio durante o ano todo. Fora dessas estufas, só é possível plantar por seis meses devido ao clima frio. As parcerias disponibilizam aos produtores 355 pontos de entrega, como lanchonetes, cafés, restaurantes e mercados.</p>
<p>O projeto <i>Eco Quartier</i> da Prefeitura estimula e gere múltiplos projetos ambientais e de agricultura urbana voltados à transformação de ruas em espaços verdes.</p>
<p>Há também financiamentos públicos para projetos sociais em Montreal. As empresas sociais e cooperativas atuam em uma diversidade de projetos sociais, envolvendo financiamentos da Prefeitura para o cultivo de cogumelo, apicultura, cozinhas comunitárias, compostagem e até distribuição de bicicletas.</p>
<p>As pesquisadoras mostraram também as formas de engajamento das universidades na questão da agricultura urbana, com as escolas oferecendo pesquisas sobre hortas e estufas, além de cursos, oficinas educativas e projetos comunitários.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Questão Agrária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-02T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016">
    <title>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação? - 11 de novembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-11T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-experiencia-de-montreal-e-rennes-na-agricultura-urbana">
    <title>A experiência de Montreal e Rennes na agricultura urbana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-experiencia-de-montreal-e-rennes-na-agricultura-urbana</link>
    <description>Seminário Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação? acontece no dia 11 de novembro, das 15h às 18h, na Sala de Eventos do IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Montreal_rooftop_greenhouse-2.jpg" alt="Montreal rooftop greenhouse -1 " class="image-inline" title="Montreal rooftop greenhouse -1 " /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Montreal_rooftop_greenhouse-1.jpg" alt="Montreal rooftop greenhouse - 2" class="image-inline" title="Montreal rooftop greenhouse - 2" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Montreal Rooftop Greenhouse, a maior estufa comercial sobre prédios do mundo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A experiência de cidades como Rennes, na França, e Montreal, no Canadá, em projetos e iniciativas relacionados à agricultura urbana serão o ponto de partida para uma discussão que visa a articular ações para a ampliação e consolidação da prática em São Paulo.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a>, sediado no IEA, o seminário <i>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</i> acontece no dia <strong>11 de novembro, das 15h às 18h</strong>, na Sala de Eventos do IEA. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web.</p>
<p>Segundo os organizadores, a prática da agricultura urbana promove mudanças benéficas na estrutura social, econômica e ambiental do local onde se instala. Ela fomenta projetos e iniciativas voltadas para o desenvolvimento de empreendimentos sociais e de ações comunitárias. Nas cidades que serão estudadas, o sucesso da prática se deu basicamente por meio de serviços, negócios sociais e políticas públicas.</p>
<p>“São Paulo vive um momento-chave para o direcionamento da gestão pública, das iniciativas sociais e do posicionamento acadêmico”, afirmam os pesquisadores do grupo. A concretização da agricultura urbana depende de decisões políticas e da implementação de ferramentas e dispositivos para viabilizá-las.</p>
<p><span><strong>Programação </strong></span></p>
<p><strong>1. Das 15h às 16h15</strong> – Apresentação dos casos internacionais e dos convidados que estruturam e articulam suas próprias atividades com politicas públicas e demais dispositivos formais e informais</p>
<p>Mediação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" target="_blank">Gustavo Nagib</a></p>
<ul>
<li>Agricultura Urbana em Rennes: atores, práticas e politicas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giulia-giacche" target="_blank">Giulia Giacchè</a></li>
<li>Agricultura Urbana em Montreal: atores, práticas e politicas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" target="_blank">Lya Porto</a></li>
<li>Hortas urbanas e compostagem: atualidade e perspectivas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" target="_blank">Claudia Visoni</a></li>
<li>Empreendedorismo e cooperação na agricultura, o caso da Cooperapas – Valéria Marcoratti</li>
<li>Empreendedorismo e cooperação na agricultura, o caso da Associação dos Produtores da Zona Leste – Andreia Perez Lopes</li>
<li>Agricultura Urbana na cidade de São Paulo: o poder público em ação – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-henrique-marinho-meira" class="external-link" target="_blank">Luís Henrique Marinho Meira</a> (COSAN)</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>2. Das 16h30 às 17h30 </strong>– Debate aberto entre pesquisadores, convidados e público: "<i>Como podemos aprimorar os serviços e as estruturas de agricultura urbana em São Paulo à luz de casos internacionais?</i>"</p>
<p><strong>3. Das  17h30 às 18h</strong></p>
<p>Resoluções possíveis e encerramento</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-08T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-rennes-montreal-sao-paulo">
    <title>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-rennes-montreal-sao-paulo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A prática da agricultura urbana promove mudanças benéficas na estrutura social, econômica e ambiental do local onde ela se instala. Entretanto, sua concretização depende fundamentalmente de decisões políticas e da implementação de ferramentas e dispositivos para viabilizá-las.</p>
<p>Neste debate, pretende-se aprofundar como outras cidades do mundo, em particular Rennes (França) e Montreal (Canadá), estão fomentando projetos e iniciativas voltadas para o desenvolvimento de empreendimentos sociais e de ações comunitárias.</p>
<p>O objetivo deste encontro é apresentar boas práticas de agricultura urbana e como estas foram estruturadas por intermédio de serviços, negócios sociais e políticas públicas. Com base nessas apresentações, promover-se-á, também, um debate com o público presente a fim de articular ações para a melhoria de ações públicas em torno da agricultura urbana em São Paulo, que vive um momento-chave para o direcionamento da gestão pública, das iniciativas sociais e do posicionamento acadêmico.</p>
<p><b>O debate</b> será organizado em três partes:</p>
<p><b>Parte 1 - 15h às 16h15</b></p>
<p>Apresentação oral dos casos internacionais e apresentação oral dos convidados, que estruturam e articulam suas próprias atividades com políticas públicas e demais dispositivos formais e informais.</p>
<p>Mediação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" target="_blank">Gustavo Nagib</a></p>
<ul>
<li>Agricultura Urbana em      Rennes: atores, práticas e políticas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giulia-giacche" target="_blank">Giulia Giacchè</a> </li>
<li>Agricultura Urbana em      Montreal: atores, práticas e políticas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" target="_blank">Lya Porto</a></li>
<li>Hortas urbanas e      compostagem: atualidade e perspectivas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" target="_blank">Claudia Visoni </a></li>
<li>Empreendedorismo e      cooperação na agricultura, o caso da Cooperapas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-marcoratti" class="external-link">Valéria Marcoratti</a></li>
<li>Empreendedorismo e      cooperação na agricultura, o caso da Associação dos Produtores da Zona      Leste – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-perez-lopes" class="external-link">Andreia Perez Lopes</a> </li>
<li>Agricultura Urbana na      cidade de São Paulo: o poder público em ação – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-henrique-marinho-meira" class="external-link">Luís Henrique Marinho Meira</a> (COSAN) </li>
<br /> 
</ul>
<p><b>Parte 2 - 16h30 às 17h30</b></p>
<p>Debate aberto entre pesquisadores, convidados e público: "<b><i>Como podemos aprimorar os serviços e as estruturas de agricultura urbana em São Paulo à luz de casos internacionais?</i></b>".</p>
<p><b>Parte 3 - 17h30 às 18h</b></p>
<p>Resoluções possíveis e encerramento.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-07T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/encontro-de-agricultura-urbana-da-usp">
    <title>Encontro de Agricultura Urbana da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/encontro-de-agricultura-urbana-da-usp</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="internal-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana (GEAU)</a> do IEA integra a <a class="external-link" href="http://prceu.usp.br/snct2016/">Semana USP de Ciência e Tecnologia 2016</a> em um dia de atividades como <span style="text-align: start; float: none; ">debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, <span class="Apple-converted-space"></span></span><span style="text-align: start; ">trocas de sementes e mudas,<span class="Apple-converted-space"> </span></span><span style="text-align: start; ">feira de<span class="Apple-converted-space"> </span></span><span style="text-align: start; ">produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p>O evento, coordenado pelas Pró-Reitorias de Cultura e Extensão Universitária e de Pesquisa da USP, faz parte da <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, cujo intuito é aproximar a população da ciência. O tema deste ano é <span style="text-align: start; float: none; ">“A Ciência Alimentando o Brasil”.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-21T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia">
    <title>Agricultura urbana tem espaço na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia</link>
    <description>Programação no dia 18 de outubro inclui troca de sementes e mudas além de debates e exposições</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-do-centro-cultural/@@images/a385725c-32e6-4332-b31e-0f4039388533.jpeg" alt="Horta do Centro Cultural" class="image-inline" title="Horta do Centro Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Horta comunitária no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a> (GEAU) do IEA realiza no dia <strong>18 de outubro</strong>, das <strong>10h às 18h30</strong>, o <i>Encontro de Agricultura Urbana da USP</i>. A programação integra a <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, que este ano tem como mote “A Ciência Alimentando o Brasil”.</p>
<p>Além de debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, haverá <span>trocas de sementes e mudas, </span><span>uma feira de </span><span>produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p><span>"Apresentaremos os trabalhos que os participantes do GEAU vêm conduzindo. Faremos um seminário também para discutir modos de produção sem agrotóxicos. Haverá ainda filmes, fotos e oficinas temáticas. Durante todo o encontro, teremos uma feira de alimentação orgânica", diz a professora</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, coordenadora do GEAU.</span></p>
<p>“Panorama da Agricultura Urbana em São Paulo: as Contribuições do GEAU/IEA-USP” é o título da conferência de abertura ministrada por Mauad. N<span>a sequência, a vice-coordenadora do GEAU e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-de-marcos" class="external-link">Valéria de Marcos</a><span>, fará o debate “Agricultura Urbana: afinal, o que é isso?”.</span></p>
<p>Outros debates contarão com a participação de diversos integrantes do GEAU, além de representantes da Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo.</p>
<p>O encontro ocupará um espaço no novo prédio do Centro de Difusão Internacional da USP, construído em frente à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O endereço é avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.</p>
<p> </p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Abertura </strong></p>
<p><strong>-10h - 12h30 - </strong>Panorama da agricultura urbana em São Paulo: as contribuições do GEAU/IEA</p>
<p>Panorama da agricultura urbana em São Paulo - Thais Mauad, profa. Dra. da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do GEAU.</p>
<p>Agricultura urbana: afinal, o que é isso? - Valeria de Marcos, profa. Dra. do departamento de Geografia da FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU.</p>
<p>Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo - Angélica Nakamura, mestranda em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>Agricultura urbana como ativismo - Gustavo Nagib, doutorando em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>A influência da poluição do ar nas hortas comunitárias urbanas - Luís Amato, doutorando em patologia da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Hortas, serviços ambientais e biodiversidade - Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP.</p>
<p>Redes, ideias e governança na agricultura urbana: os casos de São Paulo, Toronto e Montreal - Lya Porto, doutoranda da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Oficinas</strong></p>
<p><strong>13h-13h30</strong>: Abelhas sem ferrão e sua importância na agricultura urbana. Gerson Pinheiro, presidente e idealizador do SOS Abelhas sem Ferrão.</p>
<p><strong>13h30-14h:</strong> Vamos florir a USP? Oficina de bombas de sementes. Lara Freitas</p>
<p><strong>14h-16h:</strong> Conheça as PANCUSPs: As PANCS no espaço da USP. Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP e membro do GEAU/IEA.</p>
<p><strong>Filmes</strong></p>
<p><strong>13h30:</strong> “Apart-Horta” (duração: 55 minutos). Com a presença da Diretora Cecilia Engels</p>
<p><strong>15h-16h</strong>: “Saindo da Caixinha” (duração: 25 minutos). Com roda de conversa com a profa. Dra. Cláudia Bógus, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
<p><strong>16h30-18h:</strong> Alternativas sustentáveis, justas e saudáveis para alimentar o mundo. Profa. Dra. Adelaide Cassia Nardocci (FSP-USP). Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU). Rosana Fernandes, reitora da Escola Nacional Florestan Fernandes. Pedro Almeida, agricultor urbano da Associação de Agricultores da Zona Leste.</p>
<p><strong>Ato simbólico final - </strong><span>18h</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Encontro de Agricultura Urbana da USP - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong><br /></i><i><strong>Das 10h às 18h30 - </strong></i><i><strong>Centro de Difusão Internacional da USP<br /></strong></i><i><strong>Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.<br /><br /></strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-10T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-do-alimento-diante-de-novos-desafios">
    <title>A ciência do alimento diante de novos desafios</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-do-alimento-diante-de-novos-desafios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-2" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 2" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 2" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-1" alt="Agricultura - Leslie Firbank 1" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O agroecologista Leslie Firbank, da Universidade de Leeds</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As necessidades do futuro dependerão do capital natural que conservarmos agora, mas as sociedades não têm dado o devido respeito a essa premissa, mostrou. A Inglaterra, por exemplo, enfrenta um sério problema com solos disponíveis para a agricultura. O carbono do solo foi reduzido a níveis drásticos devido ao uso agrícola intensivo ao longo de décadas. “Ou o solo fica incrivelmente seco ou totalmente encharcado, a ponto das culturas serem dizimadas”, disse.</p>
<p>As condições de solo e clima levaram a Bretanha a se tornar importadora de trigo, uma de suas principais culturas no passado. O país também se debate com as novas doenças de seus rebanhos. “Mas as pessoas não dão o devido valor a isso, não sabem sequer de onde vem, nem como é produzido o alimento. Há uma mentalidade de que se não produzimos, podemos comprar de qualquer outro país que produza”, afirma.</p>
<p>A especialista em biociência animal, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helen-miller" class="external-link">Helen Miller</a>, também da Universidade de Leeds, participou do debate, que contou com a moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ruben-mariconda" class="external-link">Pablo Mariconda</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e coordenador do grupo de pesquisa em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia/projeto" class="external-link">Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia.</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Soluções locais</strong></p>
<p>Ao contrário da agricultura das décadas de 1970 a 1990, em que dominava um modelo igual para todo tipo de cultivo, a produção agrícola do novo milênio deverá se caracterizar pela diferenciação e pela diversidade, graças à agricultura de precisão, acredita Firbank.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-4" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 4" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Agricultura de precisão, resposta às necessidades de uma dieta variada</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o especialista, agricultura de precisão ganhará grande fôlego, já que permite direcionar a produção conforme a demanda. “Podemos pensar em soluções locais para necessidades locais, usando expertise local. A agricultura de precisão permite contemplar novamente a diferenciação e a diversidade e com isso podemos produzir exatamente o que queremos e com os menores impactos possíveis na paisagem”, disse.</p>
<p>Portanto, a atividade rural precisará de financiamentos para se desenvolver, afirma. “Sem financiamentos, poucos terão acesso à tecnologias de ponta. Os fertilizantes são muito mais precisos. E sistemas robotizados permitem determinar a dieta ideal para cada animal. Mas toda essa inovação requer dinheiro. Então há o perigo de que só os grandes negócios rurais sobrevivam, ou os que tiverem dinheiro para investir”, avalia.</p>
<p>Além disso, o setor rural mudou em funções das próprias condições naturais, sociais e econômicas, com o advento das mudanças climáticas globais, o aumento da urbanização e dos novos comportamentos. “O que funcionava há 20 ou 30 anos, hoje não representa mais uma solução porque a sociedade possui diferentes necessidades”, afirma.</p>
<p> </p>
<p><strong>Gestão da demanda </strong></p>
<p>Firbank lembrou que a produção de alimentos em 2009 triplicou em relação à da década de 1960 e que, portanto, o mundo não tem problema de produção e sim de distribuição de alimento. Apesar disso, ainda há muitas necessidades não supridas pela agricultura e, mesmo assim, estamos ultrapassando os limites da capacidade de suporte dos sistemas terrestres.</p>
<p>“Ainda temos uma questão não resolvida, sobre se poderemos viver em segurança operando apenas nos mesmos espaços terrestres que já utilizamos e se isso será capaz de atender a todos de forma justa. Isso não tem a ver só com a agricultura, mas também com indústrias e outros setores e com a forma como a riqueza é distribuída no planeta”, disse.</p>
<p>Para o especialista, a agricultura do futuro deverá enfrentar o desafio da gestão da demanda do alimento, reduzindo as perdas no campo, no transporte e no armazenamento. Além disso, a oferta do alimento de qualidade a preços acessíveis é uma questão de decisão política. “Na Inglaterra, temos os bancos de alimentos que os mercados e distribuidores colocam à disposição do público quando o produto está perto do vencimento”, conta.</p>
<p>A segurança alimentar envolverá também o fortalecimento das cadeias produtivas, de forma que sejam capazes de conviver com choques de produção e de preços. Mas não só isso. As políticas públicas deverão promover a alimentação saudável.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-3" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 3" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Pessoas não conhecem mais a origem do alimento. Leite vem da caixinha e carne é um pacote do supermercado", diz Firbank</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Em Leeds, no norte da Inglaterra, a expectativa de vida em locais mais pobres é cinco vezes menor em relação a lugares mais ricos e isso tem uma relação estreita com a qualidade da alimentação. Nesse caso, não se trata de acesso ao alimento, mas de educação alimentar e preocupação com o que as crianças comem”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Valor da terra</strong></p>
<p>A disponibilidade de campos agrícolas é uma questão muito discutida na Inglaterra, pois os habitat foram destruídos ao longo do tempo e sua preservação tem sido negligenciada. “Agora, sem o financiamento da União Europeia, é provável que muito pouco restará dos habitat naturais na Inglaterra”, acredita.</p>
<p>As cidades inglesas estão se expandindo, explica, e o planejamento do território valoriza as terras urbanas em detrimento das rurais. “A mentalidade é que podemos comprar alimento de outros países, que são agroexportadores, como o Brasil, por exemplo. Mas ao redor do mundo, cada vez mais as terras agrícolas de qualidade estão sendo encontradas nas cidades”.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/can-we-achieve-sustainable-agriculture" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/can-we-achieve-sustainable-agriculture-5-de-setembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícia</p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria" class="external-link">Horticultura urbana comunitária ainda é vista como atividade clandestina em São Paulo</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/diversificacao-produtiva-e-conhecimento-social-trazem-vida-longa-para-agroecossistemas" class="external-link">Diversificação produtiva e conhecimento social favorecem agroecossistemas</a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mercado de trabalho na área rural também é negligenciado, diz Firbank. “Falta capital humano no campo. É cada vez mais raro encontrar pessoas com habilidades na área e comprometidas com o alimento e a agricultura. Os jovens não enxergam a área agrícola como uma carreira valiosa. Um biólogo recém-formado prefere trabalhar com genética, biociências e carreiras afins, porque acha mais atraente”.</p>
<p>O programa N8 Agrifood e outras políticas públicas na Europa vêm tentando mudar esse quadro. “As pessoas em geral não valorizam o campo. Para elas, o leite vem da garrafa e a carne é um pacote do mercado. Estamos tentando superar isso e uma das iniciativas é o Farm Sunday, um evento anual em que centenas de fazendas abrem seus portões para o público e escolares poderem ver como é uma fazenda. No ano passado, 500 mil pessoas participaram do evento, numa população de 5 milhões”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Cidades mais autônomas</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-5" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 5" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Acima, Horta da FSP-USP. Abaixo, aeroporto de Berlin-Tempelhof, desativado em 2008 para horticultura comunitária e lazer</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-berlim-1" alt="Horta Berlim - 1" class="image-inline" title="Horta Berlim - 1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Diante dos desafios, é preciso incentivar a autonomia das cidades quanto à produção do alimento, apesar de que muitas cidades não terão espaço para produzir comida para todos, avalia.  “Não falo de commodities. Mas em vez de importar tudo, devemos incentivar a produção de vegetais e frutas para consumo local. Em Leeds, não temos espaço suficiente para produzir comida para todos. Embora seja desejável, não vejo a agricultura urbana como uma solução política para os problemas de segurança alimentar”, avalia.</p>
<p>Porém, é possível pensar a agricultura urbana como um movimento de educação, cultura alimentar e socialização, mais do que uma via de abastecimento alimentar. “Ainda temos poucas estatísticas e parece que a agricultura urbana ainda funciona mais como um hobby ou um complemento ao alimento que as pessoas já têm. Na Universidade de Leeds, temos uma horta como parte de um projeto de pesquisa. O lugar é realmente agradável e em épocas de colheita qualquer um pode ir lá e pegar o que quiser. A área é o dobro desta sala aqui (Sala de Eventos do IEA). Mas, colocando num contexto mais amplo, será que isso seria suficiente para alimentar todas as pessoas da universidade?”, questiona Firbank.</p>
<p>Entre o público presente na plateia do IEA, a professora Thaís Mauad, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, responsável pelo projeto da horta comunitária da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e coordenadora do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana do IEA, comentou que no Brasil as hortas urbanas têm de fato cumprido um papel social importante.</p>
<p>“Não se trata de prover alimento em quantidade para todos, embora muitas comunidades carentes agora tenham acesso a um alimento saudável e barato graças aos diversos projetos de hortas urbanas. De fato, as hortas comunitárias têm cumprido um papel social e educacional relevante para essas populações”, disse.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Pixabay; Leonor Calazans; Sylvia Miguel</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-13T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria">
    <title>Horticultura urbana comunitária ainda é vista como atividade clandestina em São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria</link>
    <description>Variedades de plantas, áreas mais apropriadas para cultivo, práticas de manejo e tecnologias seguras para a horticultura urbana foram temas debatidos na Faculdade de Medicina da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fmusp-horta-urbana" alt="FMUSP - Horta urbana" class="image-inline" title="FMUSP - Horta urbana" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Pesquisadores de Melbourne fazem visitas técnicas em hortas da capital paulista. Na foto, a horta da FM-USP. </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">A agricultura urbana (AU) provê 20% do alimento consumido no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Em franca expansão nas capitais mundiais, a atividade representa a retomada de uma prática que já foi muito comum em tempos de guerra e crise. São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro vêm dando o exemplo entre as metrópoles brasileiras, com hortas que inclusive geram renda para as famílias. Florianópolis (SC) inovou ao criar a gestão de resíduos orgânicos integrada à horticultura. Porém, as inúmeras iniciativas ainda carecem de apoio institucional e governamental, contrariando as recomendações da FAO, que considera a agricultura urbana uma estratégia vital para a qualidade de vida em países pobres.</p>
<p style="text-align: justify; ">Se nos países desenvolvidos a produção de alimentos nas cidades ainda é considerada um aprendizado, no Brasil não é diferente. Horticultores urbanos e pesquisadores ainda têm dúvidas sobre as variedades de plantas e áreas mais adequadas para o cultivo, ou as práticas de manejo e tecnologias mais apropriadas e seguras para a produção de alimento em ambiente urbano. Esses temas e também os resultados de uma pesquisa sobre os impactos da poluição atmosférica em hortas da cidade de São Paulo foram debatidos na Faculdade de Medicina (FM) da USP, no dia <strong>15 de junho</strong>, durante o seminário <i>Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne</i>.</p>
<p style="text-align: justify; ">O recém-criado <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana?searchterm=grupo+de+estudos+agricultura+" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana (GEAU)</a> do IEA reuniu no encontro pesquisadores da USP e professores da Universidade de Melbourne, Austrália, além da jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" class="external-link">Cláudia Visoni</a>, pioneira e ativista em agricultura urbana em São Paulo e responsável pela Horta das Corujas da Vila Madalena, criada há quase quatro anos na capital paulista.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudia-visoni" alt="Claudia Visoni" class="image-inline" title="Claudia Visoni" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Jornalista Cláudia Visoni: horticultura em São Paulo é essencialmente uma ação política afirmativa e carece de apoio e reconhecimento da sociedade.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">“Toda a atenção sobre a atividade é muito recente e funciona em grande parte pelo envolvimento de voluntários. Não há dados oficiais sobre o montante de alimento produzido ou o número e a localização das hortas em São Paulo. É como se fôssemos clandestinos. Somos tolerados pela Prefeitura, mas não oficializados ainda. Em termos de políticas públicas, as iniciativas e leis a respeito não são integradas e os investimentos são insuficientes. Faltam reconhecimento e visão dos nossos gestores públicos”, disse Cláudia.</p>
<p style="text-align: justify; ">A jornalista, que para sua palestra recebeu a difícil missão de apresentar um panorama e os números da horticultura urbana em São Paulo, destacou o papel da academia no processo de afirmação da prática no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Por aqui, a horticultura urbana é mais uma ação política afirmativa do que uma atividade importante para a produção de alimento. Infelizmente, ainda há muita incompreensão e preconceito. Parece que algumas pessoas não entendem que hortas comunitárias podem ser um meio de melhorar a qualidade de vida, a saúde e até a violência nas áreas urbanas. E quando a academia se debruça sobre algum tema, isso chama a atenção do poder público e da sociedade. É muito importante a criação desse grupo de estudos e o fato de estarem pesquisando o assunto”, disse Cláudia.</p>
<p style="text-align: justify; ">A coordenadora do GEAU-IEA-USP e professora da FM-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a>, pretende aprofundar o tema e para isso está firmando parceria com pesquisadores australianos. “A Universidade tem o dever de prover as melhores técnicas e informações, a fim de que a sociedade seja capaz de se abastecer de alimentos saudáveis produzidos em ambiente urbano. Por isso estamos realizando uma parceria com a Universidade de Melbourne, que está muito adiantada nesse sentido. A academia precisa seguir o que as sociedades querem e precisam”, disse Thais.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Já que o movimento de agricultura urbana está apenas começando no Brasil, nada melhor do que começar acompanhado de estudos que possam avaliar a segurança dos cultivos. A poluição atmosférica não é uma questão em Melbourne, mas já existem muitos estudos sobre contaminação do solo. As motivações que impulsionam a agricultura urbana variam conforme o lugar. Mas a qualidade do alimento produzido interessa a todos”, disse o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adrian-hearn">Adrian Hearn</a>, da Escola de Estudos Latino Americanos e Hispânicos da Universidade de Melbourne, que apresentou visões sobre a agricultura urbana no Brasil, Austrália e China.</p>
<p style="text-align: justify; ">Melbourne se orgulha de ser apresentada ao mundo pela quinta vez consecutiva como a melhor cidade para se viver, segundo ranking da revista <i>The Economist</i>. Para manter essa reputação, as políticas públicas incentivam fortemente práticas saudáveis como a horticultura urbana, disse Hearn.</p>
<p style="text-align: justify; ">O aspecto multicultural da Austrália vem impulsionando estudos sobre o cultivo de plantas que não são comumente encontradas nos supermercados. Para uma população que conta com uma miscigenação de 53 países catalogados oficialmente e que carrega a herança de 300 povos ancestrais, interessa introduzir variedades que possam atender a essa mescla, tanto pelos aspectos culturais como educacionais e históricos. O tema foi tratado por outro convidado australiano, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/chris-williams" class="external-link">Chris Williams,</a> também professor da Universidade de Melbourne, responsável pela projeto de pesquisa “Edible Landscapes and the Burnley Novel Crops Project”.</p>
<p style="text-align: justify; ">“É preciso dizer que a AU não se resume a apenas uma tendência ou um tipo de moda nas grandes cidades. Existem questões importantes envolvendo técnicas de cultivo, educação, cultura e segurança alimentar”, enfatizou Williams.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: center; ">Poluição e  hortas urbanas</h3>
<p style="text-align: justify; "><span><span>A horticultura urbana está associada a inúmeros benefícios como a educação ambiental, o reaproveitamento de resíduos orgânicos por meio da compostagem, hábitos alimentares mais saudáveis, refúgio para microfauna e avifauna, além de constituir ambientes de lazer e integração social, entre muitos outros. Porém, algumas externalidades devem ser consideradas no cultivo de alimentos em ambiente urbano, entre eles a poluição atmosférica e a contaminação do solo, citou o doutorando Luis Fernando Amato-Lourenço, durante sua palestra, no dia </span><strong>15 de junho</strong><span> na FM-USP.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; ">O pesquisador avaliou a influência da poluição atmosférica na constituição química de vegetais produzidos em hortas urbanas de São Paulo. O <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/the-influence-of-atmospheric-particles-on-the-elemental-content-of-vegetables-in-urban-gardens-of-sao-paulo-brazil" class="external-link">artigo </a>assinado com diversos autores buscou entender até que ponto a contaminação e absorção de certos elementos pelos vegetais poderiam representar riscos à saúde humana, tendo em vista os padrões de toxicidade alimentar aceitos internacionalmente.</p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>O estudo quantificou a concentração de 17 elementos químicos absorvidos pela couve (</span><i>Brassica oleracea L</i><span>) e pelo espinafre (</span><i>Spinacia oleracea</i><span>), produzidos em 10 hortas em diferentes localidades de São Paulo. Piracaia, interior do estado, foi escolhido como local de controle por possuir baixos níveis de poluição atmosférica.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Os elementos analisados foram alumínio (Al), bário (Ba), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), manganês (Mn), chumbo (Pb), rubídio (Rb), zinco (Zn), níquel (Ni), arsénio (As), ferro (Fe), cálcio (Ca), magnésio (Mg), fósforo (P), sódio (Na) e potássio (K). Essas substâncias foram escolhidas por sua relevância para a biologia da planta e pela presença de partículas associadas à combustão de combustíveis emitidos por veículos automotores.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>A pesquisa utilizou como biomonitor ativo a chamada barba-de-velho ou cravo-do-mato (</span><i>Tillandsia usneoides L</i><span>), um tipo de planta aérea da família das bromélias que cresce nos ramos das árvores.  A espécie é considerada um biomonitor confiável de poluição do ar por não ter contato direto com o solo, tirando água e nutrientes da atmosfera e sendo altamente tolerante à acumulação de metais pesados.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Não foram utilizados esterco, fertilizantes ou pesticidas durante todo o período do estudo. Os pesquisadores cobriram o solo com fibra de coco para evitar a suspensão de elementos do solo por gotas de água. Todas as espécies foram caracterizadas quimicamente por meio Espectrometria de Massa (ICP-MS), a fim de detectar a concentração de fundo dos elementos químicos, antes da exposição nas hortas em questão.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>A cada 30 dias de crescimento e exposição (30, 60 e 90 dias), as folhas mais velhas foram colhidas a partir do fundo de cada planta e lavadas em água isenta de carga destilada e iônica para eliminar as partículas do solo e quaisquer outros contaminantes. Foram pesadas, congeladas a 20 ° C negativos e enviadas para a caracterização química pelo método ICP-MS. O solo também foi amostrado para verificar a influência do pH na biodisponibilidade dos metais.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span> </span><span>O estudo adotou certos critérios para caracterizar o ambiente urbano no entorno das hortas analisadas. Cada local foi georreferenciado a fim de detectar num raio de 500 metros as características das ruas e avenidas. As variáveis de tráfego como velocidade média atingida pelos veículos nessas vias foram obtidas a partir da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo. Foram quantificados os obstáculos no entorno das hortas, como a existência de árvores, edifícios e cercas naturais ou construídas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Além disso, os dados de temperatura, umidade relativa, precipitação e velocidade do vento foram obtidos a partir das estações de monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Resultados</strong></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Após 30 dias de exposição, os resultados das medições na couve mostraram que as concentrações de alumínio e chumbo foram menores que as obtidas nos mesmos vegetais comprados em supermercados locais. No espinafre, as acumulações de alumínio, chumbo e zinco foram inferiores àquelas dos supermercados.  Porém, alguns elementos como cobre, manganês, rubídio e cádmio, entre outros, foram maiores que os níveis das concentrações em vegetais dos supermercados.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>O estudo mostrou ainda que após 60 e 90 dias de exposição, diversos elementos químicos tiveram uma acumulação maior de certos metais em relação às concentrações encontradas nos vegetais de supermercados.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span> </span><span>A forte correlação entre as concentrações químicas encontradas nos vegetais folhosos analisados e a acumulação na </span><i>Tillandsia Usneoides L.</i><span> reforça a hipótese de que a absorção de partículas atmosféricas derivadas de emissões de veículos automotores representa uma importante fonte de contaminação de vegetais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>“A carga de tráfego está associada à absorção de elementos químicos. Quanto maior a distância das hortas em relação às vias de tráfego mais denso, menor a acumulação de certos elementos químicos nos vegetais", afirmou.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span> Por outro lado, o pesquisador observa que os obstáculos verticais parecem afetar negativamente a absorção. Portanto, funcionam como barreiras à poluição do ar. </span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>"Devemos nos lembrar de que respiramos diariamente esse ar e que o problema não são as hortas e, sim, a poluição”, disse a orientadora do trabalho, a professora Thais Mauad.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luis-fernando-amato" alt="Luis Fernando Amato" class="image-inline" title="Luis Fernando Amato" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Amato-Lourenço: a carga de poluentes do ar </strong><strong><span style="text-align: justify; "><span>derivados de emissões veiculares </span>está associada à acumulação de certos elementos químicos nos vegetais.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Os participantes do encontro também conheceram os <span>resultados de um estudo experimental sobre impactos da poluição atmosférica em hortas de São Paulo, assinado por</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-fernando-amato-lourenco" class="external-link"> Luis Fernando Amato-Lourenço,</a><span> doutorando da FM-USP e integrante do GEAU-IEA-USP. O </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/the-influence-of-atmospheric-particles-on-the-elemental-content-of-vegetables-in-urban-gardens-of-sao-paulo-brazil" class="external-link">artigo</a><span> tem a orientação da professora Thais e a coorientação do diretor do IEA, professor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva,</a><span> além de parcerias com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, e Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira).</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>“Caixa de Pandora”</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Na década de 1970, muitos se orgulhavam de viver naquela que era “a cidade que mais cresce no mundo”. A metrópole paulista, construída sob a marca do “progresso” e da negação à natureza ainda carrega uma mentalidade que coloca dificuldades para a prática da horticultura urbana, na opinião de Cláudia. “Há muito preconceito sobre produzir alimento com as próprias mãos. Falo por experiência própria. Isso parece abrir uma caixa de Pandora, porque muitos não entendem ou não aceitam lidar com a terra na cidade”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">O movimento da agricultura urbana comunitária deslanchou em São Paulo especialmente pelo ativismo nas redes sociais e pela atuação de associações comunitárias e organizações não governamentais, disse a jornalista. Responsável pela criação da página <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/groups/horteloes/?fref=ts">Hortelões Urbanos</a>, que congrega mais de 40 mil seguidores no Facebook, Cláudia contou que muitas hortas comunitárias e particulares nasceram a partir das discussões desse grupo virtual.</p>
<p style="text-align: justify; ">Citou o Movimento Urbano de Agroecologia, responsável pelo projeto Cidades Comestíveis, que em 2015 deu início à horta comunitária do Centro Cultural São Paulo (CCSP). Além de ajudar a mapear hortas de São Paulo através do projeto MudaSP, o grupo vem se dedicando a encontrar terrenos ociosos e a conectar pessoas com interesse de plantar alimento.</p>
<p style="text-align: justify; ">Cláudia destacou o papel da ONG Cidades Sem Fome, que facilita inúmeros projetos na Zona Leste da capital paulista e também no Sul do país, seja de hortas comunitárias, hortas escolares, estufas agrícolas ou mesmo incentivos a pequenos agricultores familiares. Uma das atividades técnicas do encontro incluiu a visita a algumas hortas em São Mateus, Zona Leste, apoiadas pela organização.</p>
<p style="text-align: justify; ">O mapa da cidade de São Paulo reconquistou áreas verdes em 2014, especialmente devido à expansão da agricultura periurbana nas zonas Sul e Leste, mostrou a jornalista. Mas a maioria das iniciativas não poderia, a rigor, ser chamada de horta comunitária. “Existem alguns tipos de horticultura em São Paulo que não constituem o modelo clássico de horta comunitária”, disse Cláudia</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas a não oficialização das hortas comunitárias dificulta a compilação de dados. “Os únicos dados que obtive foram tirados de um guia de ecoturismo editado pela Secretaria do Turismo da Prefeitura”, disse. A hortelã contou com a ajuda do Instituto Kairós e reuniu informações sobre a horticultura urbana em São Paulo numa página <a class="external-link" href="https://pt.wikiversity.org/wiki/Portal:Agricultura_Urbana">Wiki</a>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos tipos de horta existentes em São Paulo é o que a jornalista classifica de <span>agricultura periurbana profissional em ambiente rural</span>. São 420 unidades de produção agrícola (UPAs), segundo a Supervisão de Abastecimento e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, sendo a maioria localizada na Zona Sul. Apenas 14 são produtores orgânicos certificados, sendo que 15% no total possuem assistência agrícola, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Muitos horticultores <span>constroem suas plantações em áreas inutilizadas ou negligenciadas, como terrenos baldios ou lotes de torres de eletrificação e de grandes tubulações de água. São famílias que constituem um grupo que Cláudia chama de <span>agricultura urbana profissional focada em geração de trabalho e renda. </span></span><span>Algumas entidades que congregam esses horticultores são a Associação de Agricultores do Jardim Damasceno, na Zona Norte, a Associação de Agricultores da Zona Leste, a Associação dos Produtores Orgânicos de São Mateus, e a Cooperapas Agricultura Orgânica Parelheiros. Grande parte deles também é apoiada por </span><span>ONGs, como Cidades Sem Fome e Instituto Kairós.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Além da Horta das Corujas, outras iniciativas comunitárias são a Horta do Ciclista, na Avenida Paulista; a Horta do Centro Cultural São Paulo; Horta da Saúde; Horta do Beco Cambuci; Horta da City Lapa; Horta da Mooca; Horta do BNH; Horta da Vila Nova Esperança; Horta do Shopping Eldorado; além de iniciativas em universidades como a Horta da FM-USP e outras no campus Butantã da USP como o projeto Criando Terra, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Por outro lado, a hortelã acrescenta que a agricultura profissional, tanto nos sítios de Parelheiros quanto na Zona Leste, é tão oficial que os produtores vendem nas feiras livres da cidade, com autorização e apoio da Prefeitura. "E estão surgindo várias políticas públicas para incentivá-los, como a Lei dos Orgânicos na Merenda, o Programa Agriculturas Paulistanas, a Conferência do Desenvolvimento Rural Sustentável. São iniciativas ainda fracas e não integradas. Mas já representam um avanço enorme diante do que acontecia há alguns anos", enfatiza.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">A hortelã lembrou o Projeto Escolas Mais Orgânicas, que atualmente conecta experiências de 13 escolas municipais que desenvolvem compostagem associada à horticultura. A plataforma é financiada pela Climate and Clean Air Coalition (CCAC) da United Nations Environment Programme (UNEP), com a consultoria da ONG Morada da Floresta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Há diversos programas e leis regulamentando o tema, como o Programa de Agricultura Urbana e Periurbana criado pela Lei 13.727/04 e Decreto 51.801/2010, ou ainda a Lei 16.140/2016, que insere alimentação orgânica nas escolas municipais. Recentemente foram criados o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, e ainda a Casa da Agricultura Ecológica do Parque do Carmo e Parelheiros.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Infelizmente essas iniciativas do poder público são fracas porque não são integradas e recebem pouco apoio social, técnico e de recursos financeiros”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para a jornalista, ainda é prematuro introduzir o conceito de <i>allotments</i> no Brasil. Muito comuns na Europa e Estados Unidos, são loteamentos arrendados ou áreas públicas disponibilizadas para a horticultura familiar, para a obtenção de alimento e renda. “Acredito que as pessoas entenderiam como uma apropriação do espaço público, o que poderia dar briga”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify; ">O mais importante no momento é manter a ação afirmativa da horticultura urbana e atrair mais pessoas para a atividade. “A melhor parte disse tudo é conectarmos pessoas, que se tornam parceiras, ou amigas, seja pela atividade profissional ou pelo voluntariado. Dividimos o sonho de que um dia todos poderão viver numa cidade mais verde e ter acesso à comida orgânica produzida localmente, e não apenas aqueles que podem pagar ou cultivar”, finalizou.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><span><strong>De Melbourne a Pequim</strong></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Em 2050, 66% das pessoas estarão vivendo nas cidades, quando então a população do planeta deverá estar próxima de 9 bilhões de pessoas. Num mundo lotado, a segurança alimentar, a escassez de água e de energia serão os grandes desafios colocados para as cidades. Nesse cenário, as iniciativas de horticultura urbana vêm sendo incentivadas por governos e organizações internacionais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/adrian-hearn" alt="Adrian Hearn" class="image-inline" title="Adrian Hearn" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Adrian Hearn, da Universidade de Melboune, vê relação entre o crescimento do agribusiness e a expansão do movimento da agricultura urbana.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">“Insights from urban agriculture in Brazil, Australia and China” foi o tema da palestra do professor Hearn, que mostrou uma importante relação entre o crescimento do comércio exterior de parceiros de peso como América Latina, China e Austrália, e a expansão da horticultura urbana nos grandes centros.</p>
<p style="text-align: justify; ">Lembrou que o plano nacional da China estabelecido em 2014 tem como meta uma urbanização de 60% até 2020, quando cerca de 1,43 bilhão de pessoas estarão vivendo nas cidades.</p>
<p style="text-align: justify; ">"Por traz disso há uma lógica econômica de produzir sociedades em torno do crescimento do consumo. As pessoas precisam consumir mais para manter a economia crescendo, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Hearn, a China prevê importações da ordem de 10 bilhões de dólares em 2019 em recursos básicos, entre eles, alimentos. "Não é por acaso que América Latina e China e também China e Austrália se tornaram os maiores parceiros de comércio internacional nos últimos anos. Grande parte disso está ligado ao <i>agribusiness</i>. Mas precisam avaliar que tipo de comida gostariam de comer e quais as consequências globais em razão de tamanha demanda por alimento”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os casos de contaminação de itens alimentares em Pequim tem impulsionado a demanda por alimentos saudáveis e orgânicos. Com isto, a AU cresceu 6,1% ao ano, segundo o Beijing Statistical Yearbook de 2013, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na visão de Hearn, o crescimento do comércio exterior e em especial do agribusiness está estreitamente ligado à expansão da AU, na medida em que o movimento de migração do campo acaba levando para as cidades profissionais ou pessoas que se identificam com a atividade agrícola. A premissa é verdadeira para o caso de Rosário, Argentina, e Belo Horizonte, Minas Gerais, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">“A migração campo-cidade coincide com a expansão da agricultura urbana e o movimento de cidades verdes. Quando a agricultura da soja aumentou, houve migração interna e os agricultores, tanto de Belo Horizonte, quanto de Rosário, estão levando com eles as tradições e  as técnicas de produzir alimentos. Rosário é uma das cidades que lideram a AU no mundo”, afirmou.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne" class="external-link">Vídeo </a><span>| </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne-15-de-junho-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><span>Notícia</span></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-ira-pesquisar-agricultura-urbana-em-sao-paulo" class="external-link">Novo grupo de estudos irá pesquisar agricultura urbana em São Paulo</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Já nas favelas cariocas, o que move a AU é principalmente a segurança alimentar, disse. Hearn citou a horta da favela de Manguinhos, Rio de Janeiro, como a maior horta urbana da América Latina. “No Rio de Janeiro, a questão é garantir a segurança alimentar, ou seja, suprir em quantidade suficiente a demanda por alimentos”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Melbourne, por sua vez, vem assumindo a AU como um novo tipo de empreendedorismo para a comercialização de alimentos saudáveis. A cidade também busca melhorar os indicadores de saúde da população ligados a problemas do coração e diabetes. “O prefeito incentiva essas iniciativas para promover a atratividade global de Melbourne e para manter a reputação de melhor cidade do mundo para se viver”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Havana, Cuba, caso clássico de AU no mundo, produz localmente 70% do alimento que consome, o que reduziu 50% o consumo de óleo diesel desde 1989, e 90% do uso de inseticida e herbicida, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">“As motivações para a expansão da AU variam muito ao redor do mundo. Mas em geral, a atividade enfrenta desafios muito semelhantes. Entre eles, a formalização de padrões de certificação e segurança e o enfrentamento da escassez de água nas cidades”, disse Hearn.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na opinião do professor, a AU ainda necessita de sistemas de irrigação mais eficientes num contexto de mudança climática global. A formalização da atividade também é um forte desafio, a fim de que possa enfrentar a competição por terra e aumentar a sua capacidade comercial. Para isso, será imprescindível promover uma mudança cultural para que as sociedades entendam a horticultura urbana como prática sustentável, já que todos os objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU para 2030 estão relacionados à prática da AU, concluiu.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-28T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne-15-de-junho-de-2016">
    <title>Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne - 15 de junho de 2016</title>
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    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-sao-paulo-melbourne">
    <title>Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-sao-paulo-melbourne</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O Grupo de Estudo em Agricultura Urbana promove seminário em que especialistas do Brasil e da Austrália apresentam aspectos da agricultura urbana e poluição atmosférica em metrópoles.</p>
<h3>Moderação</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a> (FM e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-13T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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