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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 241 to 255.
        
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    <title>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública - 5 de maio de 2017</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-05T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/arborizacao-urbana-deve-atender-a-criterios-tecnicos-e-ter-acao-coordenada-afirmam-especialistas">
    <title>Arborização urbana deve atender a critérios técnicos e ter ações coordenadas, afirmam especialistas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/arborizacao-urbana-deve-atender-a-criterios-tecnicos-e-ter-acao-coordenada-afirmam-especialistas</link>
    <description>Gestores municipais, representantes da sociedade civil e acadêmicos debateram plantio e conservação das árvores de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-publico" alt="Verdejando público" class="image-inline" title="Verdejando público" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Workshop Verdejando: </i>sociedade civil debate arborização da capital. A partir da esq.: subprefeito Oziel de Souza; secretário do Verde, Gilberto Natalini; jornalista Ananda Apple; professor Buckeridge e Ricardo Cardim</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Áreas cobertas com vegetação têm o potencial de reduzir em até 20% o risco de mortalidade por câncer e doenças respiratórias em relação a regiões sem vegetação, mostra artigo recém-publicado na revista científica Environmental Health Perspective. Num cenário de mudanças climáticas, a revegetação das grandes cidades está na agenda do dia e foi com o objetivo de discutir “Que arborização queremos para São Paulo?” que o <i>Workshop Verdejando</i> reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil no dia <strong>17 abril</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP.</p>
<p>Organizado pela Rede Globo em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e o Programa USP Cidades Globais do IEA, o encontro teve a moderação da jornalista Ananda Apple e do professor Marcos Buckeridge, coordenador do USP Cidades Globais e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-buckeridge-e-cardim" alt="Verdejando Buckeridge e Cardim" class="image-inline" title="Verdejando Buckeridge e Cardim" /></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-publico2" alt="Verdejando - público 2" class="image-inline" title="Verdejando - público 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<p><strong>À esq.: professor Buckeridge e o botânico Ricardo Cardim. À dir.: Patrícia Iglecias, supervisora de Gestão Ambiental (SGA) da USP (ao fundo à esquerda, Paulo Saldiva, diretor do IEA, e à direita, o sanitarista Eduardo Jorge, ex-candidato do PV à Presidência) </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na ocasião, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, vereador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilberto-natalini" class="external-link">Gilberto Natalini</a> (PV), anunciou a criação do Comitê Municipal de Arborização e falou da implementação experimental de um sistema de gerenciamento por satélite para a fiscalização das árvores da cidade. Também fez a promessa de que não será mais permitido substituir o plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu num polêmico Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado por uma construtora em 2015 com a Prefeitura Municipal.</p>
<p>O líder do governo na Câmara Municipal de São Paulo, vereador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aurelio-nomura" class="external-link">Aurélio Nomura</a> (PSDB), defendeu a implementação de um plano diretor do verde para efetivar políticas permanentes sobre plantio e cuidado com as árvores. Disse também que irá levar ao prefeito João Dória Jr (PSDB) a proposta de destinar parte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) arrecadado pela Prefeitura para o investimento obrigatório em áreas verdes. “Nada mais justo, pois são os carros os maiores responsáveis pela emissão de material particulado”, disse Nomura.</p>
<p>O engenheiro agrônomo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joaquim-cavalcanti" class="external-link">Joaquim Cavalcanti</a>, do Grupo Técnico sobre Normatização das Melhores Práticas de Arborização Urbana da Prefeitura, defendeu a necessidade de um inventário arbóreo e a capacitação humana para o trabalho de reconhecimento e diagnóstico das espécies urbanas. “Poderíamos pensar numa brigada de arboristas, com um grande envolvimento da sociedade civil”, disse.</p>
<p>Os desafios operacionais são muitos, principalmente quanto à normas regulamentadoras de segurança do trabalho e à capacitação do profissional responsável pelas podas e manutenção, ressaltou Cavalcanti. “A NR35 fala em andaimes, postes, prédios, mas não atende a quem trabalha na altura fazendo podas. Da mesma forma, a NR12, sobre o trabalho com motosserra, não abrange esse profissional”, observou.</p>
<p><strong>Ações coordenadas para o plantio</strong></p>
<p>O projeto Verdejando vem estimulando a importância do verde no ambiente urbano, com a veiculação de reportagens inseridas nas programações regionais da TV Globo e a promoção de oficinas de plantios e a revitalização de praças e parques. O seminário na USP é mais uma tentativa de buscar o engajamento e a sensibilização para o tema, disse Ananda.</p>
<p>Árvores contribuem para minimizar a poluição do ar e reduzir as amplitudes térmicas. Captam gás carbônico liberando oxigênio. Proporcionam beleza visual, sombreamento e abrigo para a avifauna. Contribuem assim para diminuir problemas respiratórios e melhorar a qualidade de vida nas metrópoles.</p>
<p>Porém, a forma de plantar, quando, como, onde e o que plantar são questões que precisam integrar uma ação coordenada, para que a iniciativa possa otimizar os resultados, facilitar o manejo e proporcionar o necessário controle fitossanitário das árvores, indicou o secretário Natalini.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Polêmica sobre jardins verticais </strong></p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/corredor-verde-23-de-maio" alt="Verdejando corredor verde 23 de maio" class="image-inline" title="Verdejando corredor verde 23 de maio" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Primeira etapa do “Corredor Verde” na Avenida 23 de Maio foi inaugurada no dia 9 de abril </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O secretário Natalini foi aplaudido ao anunciar que o município não irá mais permitir a substituição do plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) concedido em 2015 a uma construtora. Os ambientalistas criticam a medida, pois os serviços ambientais de jardins suspensos não se comparam aos benefícios fornecidos pelas árvores.</p>
<p>O assunto virou polêmica quando uma construtora desmatou 837 árvores em 2013 no bairro do Morumbi, incluindo espécies nativas, para construir prédios residenciais. A empresa ganhou a permissão de fazer um jardim vertical no Minhocão, região Central, em vez de plantar árvores. Porém, com a assinatura do secretário Natalini, a atual gestão municipal já utilizou parte do TCA daquela construtora também para fazer  o “corredor verde” da Avenida 23 de Maio, implantado no local onde foram apagados os grafites da via.</p>
<p>“Isso não acontecerá mais. Só pegamos o bonde andando e foi melhor fazer esse acordo do que entrar num litígio judicial”, garantiu Natalini.</p>
<p>O secretário fez uma assinatura simbólica da criação do Comitê Municipal de Arborização e anunciou que o organismo será composto por oito membros do poder público – SVMA e prefeituras regionais – e oito da sociedade civil.</p>
<p>A <a class="external-link" href="https://www.imprensaoficial.com.br/Certificacao/GatewayCertificaPDF.aspx?notarizacaoID=59f41529-0df8-4f04-b12e-c6c47b07f75b">portaria </a>sobre a criação do organismo foi publicada no diário oficial do município no dia 26 de abril. Terá como missão propor ações de plantio, conservação, articulação de ações integrando as iniciativas de plantio, além de organizar encontros técnicos para formação continuada de cidadãos interessados na temática.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Precisamos sair daqui com uma plataforma mínima de entendimento e cooperação entre empresas, governos, organizações não-governamentais e cidadãos para construirmos essa força política social para plantar na cidade de São Paulo, mas de uma forma coordenada”, disse Natalini.</p>
<p>Os três viveiros da capital – Manequinho Lopes, no parque do Ibirapuera, Arthur Etzer, localizado no parque do Carmo, e Harry Blossfel, no parque Cemucam, em Cotia – são responsáveis pelo fornecimento de mudas para órgãos municipais que plantarem em áreas públicas. Adicionalmente, o município vem recebendo mudas de empresas que fizeram termos de ajuste de conduta ou termos de compromisso ambiental para ter o direito de construir. Há também empresas que, simplesmente, fazem doações de mudas.</p>
<p>“Portanto, o problema hoje não é falta de mudas. Precisamos, sim, de mão de obra e locais para o plantio. A Secretaria está mapeando isso e verificamos que cabem 10 mil mudas em parques. Há ainda vias públicas, calçadas e clubes esportivos em condições de plantar”, disse Natalini.</p>
<p>O secretário lembrou que as pessoas plantam pouco em seus quintais porque as legislações restringem ações de manejo, plantio ou mesmo supressão de árvores em terrenos particulares. “Precisamos facilitar as coisas para que as pessoas possam plantar e manejar árvores em seus quintais. Não devemos ter esse tabu de que árvore não pode ser suprimida. É a última medida, mas em algum momento pode ser necessário”, disse.</p>
<p><strong>Árvore por habitante</strong></p>
<p>“Precisamos tirar as pessoas dos morros e áreas de risco, acabar com as desigualdades e fornecer serviços básicos para a população pobre, que será a mais atingida pelas mudanças climáticas globais. Mas não podemos negar que as árvores possuem um papel muito importante num cenário de aquecimento global nas grandes cidades. Elas tendem a influenciar a distribuição da umidade do ar e pode ser que haja uma relação com enchentes, tema que nosso grupo também está estudando”, disse o professor Buckeridge.</p>
<p>O professor divulgou dados do estudo <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142015000200085">“Árvores urbanas em São Paulo: planejamento, economia e água”</a>, que ele publicou na Revista Estudos Avançados volume 29, número 84, mostrando que as zonas Central e Leste da capital apresentam os menores índices de árvore viária por habitante. “Esse mapeamento já pode servir de guia para o planejamento de ações iniciais de plantio”, apontou.</p>
<p>Prefeito regional de Cidade Tiradentes, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oziel-evangelista-de-souza">Oziel de Souza</a> chamou a região de “selva de pedras” e disse que um dos objetivos à frente da gestão local é arborizar o bairro, desmatado para a construção de casas populares. A meta é chegar até o final do ano com o plantio de 10 mil mudas, disse Souza.</p>
<p>Ao contrário de Cidade Tiradentes, em vez de demandas sociais e de plantio, a regional de Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, enfrenta desafios com manutenção da alta densidade arbórea. “Num único dia de ventania, perdemos cerca de 300 árvores no ano passado. Muito disso se deve às raízes enfraquecidas pelas intervenções nas calçadas que sufocam o caule e as raízes”, disse o prefeito regional, jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bene-mascarenhas" class="external-link">Benedito Mascarenhas Louzeiro,</a> responsável pelos bairros de Moema, Saúde e Vila Mariana.</p>
<p>Segundo Louzeiro, há muito desgaste na relação entre moradores e a subprefeitura e desta com a Eletropaulo, por conta da responsabilização pela queda das árvores na região. “No que se refere a podas, retirada de galhos e fiação, a subprefeitura de vila Mariana é a que mais emite multas para a Eletropaulo por descumprimento da legislação. Estamos com a proposta de um projeto piloto de manejo envolvendo as ruas Tangará, Joaquim Távora, Humberto Primo e Bagé, para mapear a cuidar das árvores”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Roçadeiras e muretas</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-caixotes-e-muretas" alt="Verdejando caixotes e muretas" class="image-inline" title="Verdejando caixotes e muretas" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-rocadeira" alt="verdejando roçadeira" class="image-inline" title="verdejando roçadeira" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Acima, muretas obstruindo canteiros e o anelamento do caule causado por roçadeiras são equívocos que sufocam raízes e matam as mudas. Abaixo, a proteção do tronco com cano PVC e matéria orgânica, mostra Cardim.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-protecao-anelamento" alt="Verdejando proteção anelamento" class="image-inline" title="Verdejando proteção anelamento" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Autor de pesquisas que serviram de base para a criação das três primeiras reservas públicas naturais de Cerrado na cidade de São Paulo, o botânico e ativista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-cardim" class="external-link">Ricardo Cardim</a> apontou os maiores erros na arborização e manutenção de parques e jardins, que resultam nas quedas e problemas fitossanitários das árvores na metrópole.</p>
<p>“É preocupante a mania de obstruir os canteiros das árvores urbanas com muretas e caixotes cimentados construídos no entorno do tronco”, diz Cardim. Segundo o botânico, essa prática impede a entrada de água e nutrientes e enfraquece as raízes, sendo uma das principais causas de quedas de árvores na capital.</p>
<p>“Poderíamos pensar num mutirão para transformar esse cenário. Tão importante quanto plantar um milhão de árvores no município é desobstruir 500 mil delas. Assim nós as ajudamos a permanecer de pé e proporcionando serviços ambientais”, disse.</p>
<p>Outra prioridade é acabar com o anelamento causado por roçadeiras durante as podas de grama. “Em geral falta treinamento aos prestadores desse serviço e eles acabam machucando a base do tronco ao cortar a grama. Essa é a verdadeira causa da mortalidade das mudas, e não o vandalismo, como se pensa”, afirma Cardim.</p>
<p>A solução para acabar com o anelamento do tronco é proteger o colo da arvore, seja com matéria orgânica e pedras ou mesmo com cano PVC no entorno, ou as duas coisas, aponta. “Precisamos criar um trabalho de educação muito consistente para as pessoas entenderem que essas práticas são prejudiciais”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Espécies nativas e padrão de mudas</strong></p>
<p>Canelas, jacarandá do campo, cambuci, cedro rosa, ingá, araçá, cambuatã, jacatirão-cabuçu, araucária, figueira brava, guatambu, açoita-cavalo e copaíba são algumas das espécies de Mata Atlântica que deveriam compor a paisagem de parques, praças e ruas,  defendeu o botânico e ativista Ricardo Cardim.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-paisagistica" alt="Verdejando poda paisagística" class="image-inline" title="Verdejando poda paisagística" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Uso de espécies exóticas e poda paisagística: práticas criticadas por participantes do encontro</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A “monocultura” de sibipirunas, paus-ferro e mirindibas, espécies exóticas da moda que praticamente dominam a atual paisagem urbana, traz menos serviços ambientais e menos benefícios para a avifauna nativa, justifica Cardim.</p>
<p>“Concordo que deveríamos ter mais árvores de espécies nativas nas cidades. Mas o problema é que não conhecemos o comportamento de muitas delas e que tipo de doenças podem ter ao longo do tempo. Quanto maior a diversidade, maiores as dificuldades. Então estamos estudando essa questão para poder passar nosso conhecimento para o poder público e para os ativistas realizarem melhor sua tarefa”, disse o professor Buckeridge.</p>
<p>Cardim observa que as mudas entregues para plantio por empresas que cumprem termos de ajuste de conduta ou de compromisso ou de compensação ambiental deveriam respeitar uma variabilidade de espécies e determinado padrão de qualidade para as mudas.</p>
<p>“Antigamente as mudas eram entregues com copa e atendiam a um tamanho mínimo. Já chegavam trazendo serviço ambiental. Hoje são entregues mudas mínimas, quase que gravetos fadados à morte”, compara.</p>
<p>Para enfrentar esse problema, seria necessário dar uma pontuação para a qualidade das mudas entregues pelas empresas, seja por critérios de variabilidade e importância biológica ou pela qualidade geral da planta, defende.</p>
<p>“Será que o padrão Depave atende a todas as situações de plantio na cidade de São Paulo? Precisamos repensar isso”, afirma Cardim, referindo-se às normas do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) da Prefeitura Municipal, que regula o padrão de mudas para plantio na capital, por meio da Portaria 85/10 da SVMA.</p>
<p>Cardim aproveitou para divulgar as ações da Floresta de Bolso, técnica desenvolvida por ele e que consiste em concentrar grande biodiversidade e massa arbórea numa pequena área, transformando terrenos e trechos abandonados em espaços de preservação de matas nativas. As iniciativas de plantio são abertas ao público e divulgadas em uma <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/events/1251460341640877/">página do Facebook</a>.</p>
<p>O ator Vitor Fasano, também presente no encontro, lembrou importância dos quintais frutíferos para a avifauna e a necessidade de educação ambiental tanto para particulares que queiram plantar, quanto para os prestadores de serviços de jardinagem. Defendeu a ideia de um paisagismo urbano baseado em árvores nativas apropriadas ao embelezamento de grandes avenidas.</p>
<p>Em vez de espécies nativas, condomínios e praças se valem de um “paisagismo repetitivo” da moda, baseado em plantas chinesas, africanas, asiáticas e japonesas, disse Ananda Apple. As mais utilizadas são a falsa murta, o podocarpo, o buchinho, a areca e a palmeira azul, que são desconfiguradas pelas empresas de jardinagem para “formar um pretenso jardim escultural”, observou a jornalista.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-manha-exposicoes" class="external-link">Vídeo 1</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-manha-debate" class="external-link">Vídeo 2</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-tarde-exposicoes" class="external-link">Vídeo 3</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-tarde-debate" class="external-link">Vídeo 4</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/workshop-verdejando-17-de-abril-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Critérios técnicos e monitoramento</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-irregular" alt="Verdejando poda irregular" class="image-inline" title="Verdejando poda irregular" /></p>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-de-arvore" alt="Verdejando poda de árvore" class="image-inline" title="Verdejando poda de árvore" /></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-protocolo-risco" alt="Verdejando protocolo risco" class="image-inline" title="Verdejando protocolo risco" /></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Podas irregulares, protocolos de segurança no trabalho e monitoramento das condições fitossanitárias foram apontados como medidas urgentes para a conservação das árvores urbanas</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A superintendente de Gestão Ambiental (SGA) da USP e ex-secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-iglecias" class="external-link">Patricia Iglecias</a>, uma das debatedoras do encontro, destacou a necessidade de fazer uma revisão da legislação de plantio e manejo das árvores urbanas, inclusive no regramento das compensações ambientais. “No âmbito do Estado há o conceito de restauração que inclui critérios para o plantio e para a manutenção. Acredito que debater critérios técnicos de plantio e manutenção das árvores urbanas é muito importante nesse momento”, disse Iglecias.</p>
<p>Para a professora, é importante “pensar numa política de educação ambiental da sociedade e incluir no debate temas da agenda internacional de sustentabilidade, sem perder de vista o que queremos com a arborização de São Paulo”, disse.</p>
<p>Além de Iglecias, participaram como debatedores o professor Fabio Kohn, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e Internet do Futuro para Cidades Inteligentes (INCT); Jorge Belix de Campos, da Associação Mata Ciliar, e Juliana Gatti, do Instituto Árvores Vivas.</p>
<p>Kohn mencionou as iniciativas do projeto Cidades Inteligentes, que está pesquisando tecnologias inovadoras como a internet das coisas para criar modelos de sensores capazes de monitorar a vida e a saúde das árvores. Sugeriu também a criação de cursos online visando orientar sobre o plantio, além de aplicativos que auxiliem na gestão e manutenção das diversas espécies.</p>
<p>Segundo Natalini, a SVMA está em tratativas com uma empresa americana para avaliar a possibilidade de instalar um sistema via satélite capaz de dar a posição, a situação de poda e as condições fitossanitárias das árvores. “É como um Big Brother que vale por mil fiscais e já compramos um piloto por R$ 300 mil para monitorar parte da vegetação urbana. É uma forma mais fácil e barata, baseada em tecnologia da informação, que pode fornecer dados com alta precisão. Estamos fortemente propensos a comprar esse sistema”, disse o secretário.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nik-sabey">Nik Sabey</a>, da iniciativa <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/novasarvoresporai/?fref=ts">Novas Árvores por Aí</a>, falou das ações coletivas para o plantio de espécies nativas, entre elas, araucária, palmito juçara, cambuci e outras. “Há muitas idéias que podem ser aplicadas para deixar a cidade mais permeável e mais verde. Nova York já enxerga a arborização como medida de saúde pública”, ressaltou.</p>
<p><span class="discreet">Imagens:<br />1: reprodução; 2 e 3: Marcos Santos/Jornal da USP; 4: Luiz Guadagnoli/SECOM/Fotos Públicas; 5 a 11: reprodução</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-03T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/solucoes-sustentaveis-para-as-cidades">
    <title>Colóquio inicia debate de soluções inovadoras para cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/solucoes-sustentaveis-para-as-cidades</link>
    <description>O Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades, ocorrido nos dias 26 e 27 de abril, foi uma iniciativa do IEA e da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com apoio da Pró-Reitoria de Cultura. A coordenação foi de Arlindo Philippi Jr., da FSP-USP e do IEA, onde é professor em ano sabático. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/painel-1-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Painel 1 - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Painel 1 - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Encontro reuniu pesquisadores e profissionais de várias áreas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O usual não está funcionando nas cidades e elas precisam se reinventar. Isso ocorre não só na América Latina. Em todos os continentes há cidades que não funcionam muito bem.” Essa avaliação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr</a>., professor titular da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico" class="external-link">ano sabático no IEA</a>, sintetiza o diagnóstico de urbanistas, sociólogos, geógrafos, antropólogos e outros pesquisadores sobre as carências das metrópoles.</p>
<p>Ele fez o comentário na abertura do <i>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>, ocorrido nos dias 26 e 27 de abril. Coordenado por Philippi Jr., o encontro foi uma iniciativa do IEA e da FSP-USP, com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa.</p>
<p>O colóquio foi a primeira atividade pública relacionada com seu projeto no IEA, cujo tema é "Experimentações Urbanas na Perspectiva de Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para a Cidade". Por meio de experimentações, discussões e reflexões, ele pretende contribuir com a definição de ações e políticas que atendam as pessoas no seu cotidiano diante das transformações urbanas, levando em consideração os princípios da sustentabilidade e a interdisciplinaridade na articulação de pesquisadores e na concepção de propostas.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas" class="external-link">Colóquio analisa novas ideias para sustentabilidade das cidades</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-e-26-de-abril-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p>OUTRO EVENTO</p>
<p><strong>Seminário Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<p style="text-align: right; "><i>Atividade do<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP<br />Cidades Globais</a></i></p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cidades-inteligentes" class="external-link">Pesquisadores e poder público discutem como tornar São Paulo uma cidade iinteligentes</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">As estratégias para uma São Paulo inteligente</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2" class="external-link">Vídeo 2</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3" class="external-link">Vídeo 3</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Sustentabilidade</strong></p>
<p>O objetivo do colóquio foi levantar ideias que possam resultar em contribuições às cidades brasileiras e que atendam aos <a href="http://https/nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/" target="_blank">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a> definidos pela ONU. As sugestões serão encaminhadas à <a class="external-link" href="http://www.fnp.org.br/">Frente Nacional de Prefeitos</a> e às prefeituras abertas a esse tipo de colaboração.</p>
<p>Ainda na abertura, Philippi Jr. destacou a importância de maior integração entre as universidades e esferas governamental e privada em benefício da melhoria da qualidade de vida nas cidades. Continuando com essa meta, serão realizados mais dois colóquios: no dia 15 de maio o tema será <i>Interdisciplinaridade e Inovação</i> e no dia 6 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, a discussão será sobre <i>Gestão Empresarial e Sustentabilidade</i>.</p>
<p>Os debates no primeiro colóquio se concentraram nas necessidades da cidade de São Paulo, mas trataram também de dificuldades de Curitiba, Rio de Janeiro, Florianópolis e Recife, além de transformações ocorridas ou em andamento em Medellín (Colômbia) e Paris (França).</p>
<p>Coube a Paris servir de referência para o início das discussões. <span>Jean-Louis Missika, a</span><span>djunto do prefeito (similar a secretário municipal no Brasil) da capital francesa para urbanismo, Grande Paris, desenvolvimento econômico e atratividade, fez exposição, via teleconferência, no primeiro painel, cujo tema foi exatamente "Experimentações Urbanas em Paris".</span></p>
<p>Apesar das inúmeras diferenças entre São Paulo e Paris, principalmente em termos econômicos, sociais e <span>culturais</span><span> destacadas ao longo do colóquio, os experimentos parisienses não deixam de ser uma referência do que pode ser aplicado, adaptado ou rejeitado numa cidade como São Paulo, observaram alguns dos participantes.</span></p>
<p>Segundo Missika, as experimentações urbanas que sua equipe está implantando em Paris é importante para vários públicos, inclusive criadores de start-ups e grupos de pesquisa. Ele define as ações como marco de surgimento de uma espécie de urbanismo tático, "no qual não se procura impor uma planificação urbana, mas sim testar possíveis soluções, equivocar-se e fazer ajustes".</p>
<p><strong>Projetos em Paris</strong></p>
<p>Um dos exemplos citados por ele é um projeto lançado em 2010 pela Agência de Desenvolvimento de Paris. "O processo começa pela exploração de um tema e seu desenvolvimento em laboratórios e start-ups. Isso exige reavaliações para que seja possível escolher boas soluções." Já foram lançados 14 programas, com mais de 200 experimentações.</p>
<p>Em 2013 foi lançado um edital para experimentos em agricultura urbana associada a inovações. Foram apresentados 30 projetos com novas técnicas de cultivo. Um deles é uma horta vertical que produz 1 tonelada de morangos por ano. Outro projeto, implantado em 2016 prevê a produção de frutas, lúpulo, cogumelos e outros produtos em 33 locais em telhados e fachadas, totalizando 5 mil hectares.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/la-ferme-du-rail" alt="La Ferme du Rail" class="image-inline" title="La Ferme du Rail" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Concepção arquitetônica de uma das instalações do projeto La Ferme du Rail, em implantação em Paris</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro projeto, La Ferme du Rail (a fazenda da ferrovia) está sendo implantando ao longo do antigo anel ferroviário desativado no interior da cidade. "Ele envolve associações de moradores e agricultores urbanos e possibilita a inclusão de pessoas por meio do emprego na produção e venda dos produtos e na utilização dos dejetos para compostagem."</p>
<p>Outro projeto, o Datacity Paris, objetiva produzir dados urbanísticos para subsídio a formulação de soluções. Na primeira edição, em 2015, cinco start-ups foram escolhidas para trabalhar com número equivalente de grandes empresas. Uma nova edição no final de 2016 selecionou 12 novos projetos.</p>
<p>Segundo Missika, o princípio de ação da prefeitura é simples: definir desafios urbanos em qualquer área e encontrar soluções com parceria com empresas, entidades e cidadãos. "A estratégia e utilizar a experimentação para definir um novo modelo de exploração de todas as possibilidades de uma cidade como Paris."</p>
<p>Alguns dos outros projetos citados por ele incluem a coleta de lixo orgânico em escolas, logística para distribuição de mercadorias de diversos fornecedores a partir de uma base comum e com a utilização de um pequeno veículo elétrico e o tratamento de águas não potáveis para uso na agricultura urbana e limpeza.</p>
<p>Segundo explicou uma assistente de Missika, também via teleconferência, os experimentos parisienses são financiados sela iniciativa privada, com a prefeitura participando com a cessão de áreas de sua propriedade. Se uma iniciativa possibilitar algum uso privado pela empresa, deverá contemplar também espaços e atividades para benefício do público.</p>
<p><strong>Diferenças</strong></p>
<p>A urbanista Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto, pesquisadora do Observatório das Metrópoles da UFRJ, atuou como comentarista no painel. Ela ressaltou que  "não se pode esquecer as enormes diferenças entre as cidades dos países desenvolvidos e aquelas dos países em desenvolvimento, onde os direitos sociais básicos não estão acessíveis".</p>
<p>Para ela, há várias questões a serem equacionadas nas cidades brasileiras: "Como conciliar sustentabilidade e inclusão social? Como pensar em experimentações em contextos com forte de desigualdade social? Quais as formas de controle da relação entre prefeituras e iniciativa privada? Qual a capacidade política de cobrar dos empreendedores urbanos que considerem a redução de desigualdades?".</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arlindo-philippe-jr-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Arlindo Philippe Jr. - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Arlindo Philippe Jr. - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Arlindo Philippe Jr., professor em ano sabático no IEA, coordenou o colóquio</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Ana Lúcia afirmou que é preciso construir capacidades de participação:  "Ainda estamos engatinhando nisso, que na França já está consolidado. Só em Paris, há 120 associações de usuários dos serviços de saneamento".</span></p>
<p><span>O segundo comentarista da exposição de Missika, foi o cientista político Eduardo Marques, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e vice-diretor do Centro de Estudos da Metrópole, Cepid/Fapesp sediado na FFLCH-USP e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</span></p>
<p>Marques disse que experimentações podem ser importantes, "mas precisam ser situadas num contexto mais geral para que se possa definir o que gostaríamos que a cidade fosse".</p>
<p><span>Para ele, há <span>dois riscos numa política de experimentações que precisam ser evitados: não haver o</span> controle público do que deve ser de uso público e as experimentações passarem a ser vistas como substitutivas do principal, ou seja, da adoção de política públicas.</span></p>
<p>Marques destacou a importância da administração de conflitos, que às vezes envolvem questões estruturais da participação dos atores no jogo político. "Empreendimentos imobiliários, por exemplo, podem ser incompatíveis com moradores antigos ou novos." Em sua opinião, "80% das políticas que não dão certo devem-se a problemas dessa natureza e não porque foram mal formuladas ou houve falta de capacitação de seus formuladores; o problema é que não há coalizões suficientes para sustenta-las".</p>
<p><strong>Futuro</strong></p>
<p>O segundo painel teve o tema "Técnicas Alternativas, Design e Criatividade como Intervenção Urbana". O expositor foi o futurista Jacques Weller Barcia Jr., consultor de tendências do Porto Digital, parque tecnológico instalado no Recife, Pernambuco, e sede de mais de 800 empresas de tecnologia de informação e comunicação, economia criativa e tecnologia para cidades, com faturamento anual de R$ 1,5 bilhão.</p>
<p>Barcia Jr. apresentou informações de vários projetos do Porto Digital, mas os temas de sua fala que provocaram mais debate com os comentaristas e com o público presente foram aqueles de natureza conceitual, como as perspectivas de uso da inteligência artificial e de uma conectividade onipresente.</p>
<p>Ele citou várias mudanças que os especialistas preveem que devem afetar as cidades nas próximas décadas, como os carros autônomos, "que serão um serviço, não um produto". Discutiu também o futuro da cidade como um espaço repletos de sensores e pessoas conectadas, "tornando-se uma cidade aberta, 'hackeável' por um novo tipo de cidadão, chamado pelos futuristas de 'maker'", alguém que dá outra dimensão à cultura do faça-você-mesmo por meio do acesso aos recursos de conectividade e informação possibilitados pelas estruturas e cultura digitais.</p>
<p>"Será que o futuro é tão alvissareiro quanto o sonho tecnológico nos faz imaginar?", foi a pergunta da urbanista Ana Paula Koury, da Universidade de São Judas Tadeu, ao expositor. Para ela, "é preciso saber como essas expectativas do futuro estão operando no presente, que exige uma conexão com o mundo da pobreza, de superação dos desafios sociais e da implantação de políticas pública s.Minha pergunta é se essa imagem de futuro de fato nos traz saídas, alternativas, ou nos paralisa".</p>
<p>A outra comentarista do painel, a designer e planejadora ambiental Libia Agudelo, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), disse que o desconforto suscitado pela exposição de Barcia Jr. é salutar, mas que há cuidados a serem tomados. "Temos de aceitar a conectividade de forma construtiva, mas a vida não é um jogo."</p>
<p>Para ela, é uma falácia dizer que a tecnologia digital está acessível a todos, pois um "smartphone é caro para a renda de um trabalhador". Outro comentário crítico dela foi de que as cidades inteligentes não são necessariamente sustentáveis</p>
<p><strong>Novos usos</strong></p>
<p>O segundo dia do colóquio foi iniciado com um painel sobre "Sociabilidades Urbanas e Novos Usos do Espaço", tema desenvolvido pelo antropólogo Jose Guilherme Cantor Magnani (FFLCH-USP). Para ele, a visão da cidade como lugar fragmentado, caótico, com violência generalizada, é um estereótipo reforçado pela mídia. "Para se contrapor a essa visão é preciso incentivar a pesquisa e fazer relações o tempo todo entre o fragmento e o todo e deste de volta ao fragmento, para assim podemos criar objetos de estudos."</p>
<p>Magnani relatou algumas pesquisas de seus alunos sobre ocupação de espaços por diferentes grupos, como skatistas da Praça Roosevelt, ciclistas, imigrantes africanos e haitianos que praticam boxe numa academia improvisada embaixo de um viaduto, plantadores de horas urbanas, usuários do Minhocão, estudantes que ocuparam as escolas de ensino médio, participantes de acampamentos urbanos e até o grupo que ocupou a Reitoria da USP em 2007.</p>
<p>Segundo ele, essas ocupações de espaços urbanos por diversos atores constituem para os pesquisadores lugares antropológicos onde ocorrem experimentos sociais. "Esses lugares são, por um lado, unidades de sentido para os atores envolvidos, por outro, lugares para a apreensão de significados por pesquisadores."</p>
<p>A geógrafa Ana Fani Alessandri Carlos, da FFLCH-USP e do IEA, disse que a exposição de Magnani destacou a existência de espaços transgressores que produzem a cidade na atualidade. Afirmou que se procura transformar a cidade num espaço homogêneo, a partir da lógica econômica e que a mídia ajuda a construir a ideia de que a cidade só pode ser algo assim.<span>"A cidade não é só a lógica da economia; há outras coisas invisíveis", comentou.</span></p>
<p><span>E sua opinião, as manifestações de junho de 2013 instauraram outro paradigma: "Não vivemos mais numa sociedade industrial. Vivemos numa sociedade urbana na qual a luta saiu da fábrica e foi para a rua. A esfera pública se realiza pela ação concreta das pessoas no espaço público".</span></p>
<p>Para o cientista social Valdir Fernandes, da UTFPR, segundo comentarista do painel, é preciso que a apropriação da cidade seja consorciada, não uma luta entre grupos. "Em Curitiba há um movimento forte dos ciclistas, que são intrinsecamente antagônicos ao automóvel. Foi preciso criar ciclovias e reduzir a velocidade dos automóveis."</p>
<p><strong>Regiões metropolitanas</strong></p>
<p>O desenvolvimento regional também foi mencionado por ele. "São 70 metrópoles no Brasil e elas determinam o modelo a ser seguido. Temos de olhar a cidade como região urbana, não como município, e considerar a integração do transporte, corredores  ecológicos e outros aspectos. Curitiba tem leitos suficientes para sua população, mas tem de atender pacientes de outros 28 municípios."</p>
<p>Ele disse que se por um lado pode-se ter uma cidade inteligente e que lida bem com suas "tribos", por outro há as condições estruturais das metrópoles, que caminham na direção contrária. Ele alertou que "não se pode atribuir a consciência que temos como pesquisadores aos pesquisados".</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Oficina para intervenção urbana</i></h3>
<p><i>Ainda no dia 26 de abril, à tarde, boa parte dos participantes do colóquio interagiu em oficina para a definição de uma atividade comum de intervenção urbana de acordo com as diretrizes e prioridades que haviam sido discutidas no encontro, levando em consideração a desigualdade, a multiculturalidade, a economia instável, aspectos topográficos e interesses diversos característicos da cidade de São Paulo.</i></p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alexandre-kalil-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Alexandre Calil  - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Alexandre Calil  - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /><br />Alexandre Calil</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>A exposição motivadora no início da oficina foi feita pelo <i>especialista em desenvolvimento de software </i>Alexandre Calil, até recentemente coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica da Prodam, Empresa de Tecnologia de Informação e Comunicação do Município de São Paulo.</i></p>
<p><i>Calil apresentou o sistema que ele e sua equipe desenvolveram no Lab Prodam para tratamento das informações originadas pelas reclamações e comunicações feitas pelos cidadãos por meio de formulário online e telefonemas ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Prefeitura de São Paulo, que teve </i><i>milhões de registros nos últimos 16 anos.</i></p>
<p><i>Os participantes analisaram possíveis áreas e parcelas da população a serem beneficiadas com uma solução inovadora. O grupo também debateu questões metodológica e de articulação com instâncias governamentais. A oficina  terá prosseguimento online até a definição de uma proposta pontual de trabalho.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A gestão ambiental da cidade de São Paulo esteve representada no colóquio pelo diretor do Departamento de Planejamento Ambiental da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Marcelo Morgado, Ele foi o expositor do último painel, cujo tema foi "Transformações Urbanas: Práticas Políticas e Participativas".</p>
<p>Ele disse que os recursos da secretária representam apenas 0,3% do orçamento municipal e ela tem de trabalhar com temas transversais relacionados com outras secretarias. Para Morgado, a solução para a falta de recursos, sobretudo diante da atual crise econômica, são as parcerias. Citou também outras medidas implementadas, como o corte de 30% dos cargos de confiança e a redução da burocracia. Segundo ele, a diretriz do atual governo municipal é "eficiência com inovação".</p>
<p><strong>Conselhos municipais</strong></p>
<p>Outra das questões abordadas por Morgado foram os conselhos municipais na área ambiental. Há o Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) e os conselhos de cada uma das 32 Prefeituras Regionais.  A seu ver, é preciso criar melhores métodos de escolha para que os conselheiros sejam mais representativos da sociedade e proporcionar-lhes capacitação.</p>
<p>Segundo Morgado, a demanda de trabalho é grande e não há muito espaço para a discussão de políticas públicas. Além disso, comentou que o trabalho desenvolvido pelos muitas vezes é confuso, com superposição de conselhos e o ingresso de muitos cabos eleitorais na sua composição.</p>
<p>Ao comentar a exposição de Morgado, a urbanista Angélica Benatti Alvim, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destacou a questão da transversalidade da política ambiental. No entanto, ressalvou que São Paulo não tem instrumentos de capacitação para a elaboração de políticas ambientais que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>Quanto às parcerias governamentais com o setor privado, disse que elas precisam ser bem discutidas e alinhavadas, senão o interesse público não será levado em consideração. Questionou as dificuldades de participação da sociedade nas discussões sobre parcerias. E para ela, ao contrário da busca de uma conciliação entre as pessoas e a natureza citada por Morgado, a gestão ambiental deve estar voltada para a gestão de conflitos.</p>
<p>A segunda comentarista da exposição de Morgado foi a urbanista Vera Pallamin, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Para ela, os reduzidos recursos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente "dão a entender o que significa essa área para a administração de São Paulo".<strong> </strong></p>
<p>Quanto as dificuldades para a composição dos conselhos ambientais, Vera disse que há um esgotamento do modelo de representação política e que conselhos pouco significam quando as eleições são manipuladas. “Se há falta de representação, é preciso ter inventividade para assegurar espaços de negociação política que ainda não existem."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (<i>a partir do alto</i>): 1, 3 e 4, Leonor Calasans/IEA-USP; 2, La Ferme du Rail</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-01T23:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-popular">
    <title>Agricultura urbana: ativismo e modelos de ação pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-popular</link>
    <description>Encontro acontece no dia 5 de maio, às 14h30, na Sala de Eventos do IEA, e terá exposições de Gustavo Nagib e Lya Porto, ambos membros do Grupo de Pesquisa em Agricultura Urbana. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-das-corujas" alt="Horta das Corujas" class="image-inline" title="Horta das Corujas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Horta das Corujas, em São Paulo: agricultura urbana enquanto expressão ativista</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A agricultura urbana como forma de reorganização do espaço urbano e as ações de governo, sociedade civil e mercado em experiências exitosas da prática serão apresentadas no primeiro "Encontro com o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a>", uma série para expor as pesquisas e trabalhos de seus membros e promover discussões. A atividade <i>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública </i>acontece no dia <strong>5 de maio, às 14h30</strong>, na Sala de Eventos do IEA, e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Não será necessário de inscrever.</p>
<p>Serão duas exposições. <span>Na primeira delas, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" class="external-link">Gustavo Nagib</a><span> apresentará a tese que defendeu em seu mestrado, em julho do ano passado, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Intitulado “</span><a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-18082016-124530/pt-br.php" target="_blank">Agricultura urbana como ativismo na cidade de São Paulo: o caso da Horta das Corujas</a><span>”, o trabalho buscou compreender a agricultura urbana enquanto expressão ativista, em especial na cidade de São Paulo, a partir de uma análise do caso da Horta das Corujas, que é mantida de forma comunitária em praça pública no território da Subprefeitura de Pinheiros.</span></p>
<p>De acordo com Nagib, “as hortas comunitárias se tornaram símbolos da luta pela reestruturação do espaço urbano e ampliaram as reflexões sobre a apropriação do espaço público, a origem e qualidade dos alimentos, a cooperação cidadã e o direito à cidade”.</p>
<p>O segundo trabalho a ser apresentado foi desenvolvido pela pesquisadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" class="external-link">Lya Porto</a> em seu doutorado na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Intitulado "Redes, Ideias e Ação Pública na Agricultura Urbana: os casos de São Paulo, Montreal e Toronto", investiga diferentes modelos de ação pública de agricultura urbana, considerando a ação e inter-relação de múltiplos setores: governo, sociedade civil e mercado.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<hr />
<p><strong>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública</strong><br /><i>5 de maio, às 14h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, sem <a class="external-link" href="https://docs.google.com/a/usp.br/forms/d/e/1FAIpQLSfjcgV225iAMu5Cnm_gEZJoAmlDeU8RLQhh64wHHQYrBVo5Og/viewform" target="_blank">i</a>nscrição prévia - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Claudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/apresentacoes-de-pesquisas" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-27T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-e-26-de-abril-de-2017">
    <title>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25 e 26 de abril de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-e-26-de-abril-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-25T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-alimentos-agua-e-energia-como-requisitos-para-a-sustentabilidade">
    <title>Pesquisa verifica percepção de jovens sobre componentes de sustentabilidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-alimentos-agua-e-energia-como-requisitos-para-a-sustentabilidade</link>
    <description>No seminário Uso de Métodos Geográficos para Caracterização de Desigualdades Sociais, realizado no dia 29 de março, pesquisadores de universidade britânicas apresentaram pesquisas realizadas no Vale do Paraíba (SP), Litoral Norte de São Paulo e na Índia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/seminario-use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities-29-03-2017" alt="Seminário Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities - 29/03/2017" class="image-inline" title="Seminário Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities - 29/03/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Participantes britânicos e brasileiros do seminário Uso de Métodos Geográfico para a Caracterização de Desigualdades Sociais</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um novo conceito para a análise das condições de sustentabilidade de áreas urbanas e rurais tem sido utilizado por pesquisadores nos últimos anos. Trata-se do exame do "nexo alimento-água-energia", que procura examinar as inter-relações desses três componentes essenciais para a qualidade ambiental e da vida humana.</p>
<p>O IEA passou a discutir esse tema no ano passado, quando ocorreu o <span>seminário </span><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-governabilidade-do-nexo-urbano" class="external-link">A Governabilidade do Nexo Urbano</a></i><span>. O assunto foi retomado este ano em evento público no dia 29 de março, com o seminário</span><i> Uso de Métodos Geográfico para a Caracterização de Desigualdades Sociais</i><span>.</span></p>
<p>O seminário foi organizado em parceria com o <a class="external-link" href="http://www.birmingham.ac.uk/research/activity/ias/index.aspx">Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham</a> (UoB), do Reino Unido. Os dois IEAs integram a rede Institutos de Estudos Avançados Baseados em Universidades (Ubias, na sigla em inglês) e têm realizado várias atividades em conjunto nos últimos anos.</p>
<p>Participaram como expositores pesquisadores da UoB e das também britânicas Universidade de Leicester e Universidade de Northampton. <span>A comentarista foi </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos de Agricultura Urbana</a><span> do IEA A </span><span>coordenação do encontro foi de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas  da USP e coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/espaco-urbano-e-saude" class="external-link">Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde</a> do IEA<span>.</span></p>
<p><span>O primeiro painel do encontro tratou da pesquisa "(Re)Conexão do Nexo: Experiências de Jovens Brasileiros no Aprendizado sobre Alimento, Água e Energia", desenvolvida por pesquisadores das três universidades britânicas e da Unesp.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Seminário Uso de Métodos Geográficos para Caracterização de Desigualdade Sociais</strong></p>
<p>NOTÍCIA</p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://Pesquisadores de Birmingham apresentam estudos sobre as desigualdades sociais no Brasil e na Índia">Pesquisadores de Birmingham apresentam estudos sobre as desigualdades sociais no Brasil e na Índia</a></li>
</ul>
<p>MIDIATECA</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities" class="external-link">Vídeo</a> | Fotos</li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong><i>Outro evento sobre o conceito de nexo</i></strong></p>
<p><strong>Seminário A Governabilidade do <span class="highlightedSearchTerm">Nexo</span> Urbano</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-governabilidade-do-nexo-urbano" class="external-link">Nexo urbano: Nova Perspectiva de Governança da Sustentabilidade</a></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-governabilidade-do-nexo-urbano" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/a-governabilidade-do-nexo-urbano-23-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><strong><i>Vídeos (em inglês) de outros eventos com pesquisadores da Universidade de Birmingham</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/inovacao-social" class="external-link"><span style="text-align: justify; ">Lavagem sem Água e Outras Histórias de Inovação: Acelerando a Pesquisa em Inovação Socia</span><span style="text-align: justify; ">l</span></a></li>
<li><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/jovens-cuidadores-perspectivas-globais-sobre-o-papel-das-criancas-no-cuidado-com-suas-familias" class="external-link">Jovens Cuidadores: Perspectivas Globais sobre o Papel das Crianças no Cuidado com suas Famílias</a></span></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/o-instituto-de-estudos-avancados-da-universidade-de-birmingham-o-ano-do-desenvolvimento-e-planos-para-o-futuro?searchterm=Birmingham" class="external-link"><span style="text-align: justify; ">O</span> Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham: O Ano de Desenvolvimento e Planos para o Futuro</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A pesquisa está em andamento e tem por objetivo analisar as experiências de jovens (10 a 24 anos) do Vale do Paraíba e do Litoral Norte do Estado de São Paulo com questões relativas a alimentos, recursos hídricos e fontes energéticas, além de verificar o que eles sabem sobre a relação entre esses três fatores.</span></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-kraftl-29-03-2017" alt="Peter Kraftl - 29/03/2017" class="image-inline" title="Peter Kraftl - 29/03/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td>Peter Kraftl</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O coordenador do projeto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-kraftl" class="external-link">Peter Kraftl</a>, da UoB, falou sobre os objetivos e metodologia da pesquisa, o conceito de nexo alimento-água-energia e os questionamentos a essa abordagem. Segundo ele, <span>a ideia de nexo tem sido defendida basicamente por pesquisadores e formuladores de políticas dos EUA e do Reino Unido.  "Uma das questões que queremos avaliar é se essa ideia é relevante para o Brasil".</span></p>
<p><span>Embora o pensamento baseado no nexo possa ser útil para grupos formuladores de política, "ele implica na criação de conexões e exame dos trade-offs [relações em que o ganho em algo significa perda em outro] que acabam desembocando num holismo imposto, reduzindo processos sociais e materiais complexos a simples componentes do nexo, como alimento e água", comentou Kraftl. Em sua opinião, muitas pesquisas ignoram a realidade de vida de indivíduos e comunidades e como se engajam no nexo.</span></p>
<p><span>Ele disse que um dos problemas principais para formulação de políticas públicas a partir da análise do nexo é conseguir minimizar ao máximo o trade-off, como no dilema entre plantar para produzir alimentos ou biocombustíveis. Kraftl perguntou: "Quem toma essas decisões? Como elas são tomadas? Quais as vantagens e desvantagens de cada opção?"</span></p>
<p><span>Todavia, ele considera que o exame de como jovens e formuladores de políticas públicas veem o entrelaçamento dos componentes do nexo influencia a vida e trabalho das pessoas pode favorecer a educação sobre sustentabilidade. </span></p>
<p><span>Além de Kraftl, também fizeram exposições sobre a pesquisa Catherine Walker, da Universidade de Leicester, que tratou das entrevistas feitas com lideranças e profissionais, e Cristiana Zara, da UoB, que falou sobre as entrevistas feitas com os jovens do Vale do Paraíba.</span></p>
<p><span>Em março tiveram início as entrevistas de referência detalhadas com 5 mil jovens da região. No mesmo período começaram a ser feitas as entrevistas qualitativas com 50 jovens. </span><span>Um aplicativo para celular tem sido fornecido aos entrevistados para que registrem suas experiências diárias em relação a alimentos, água e energia.</span></p>
<p><span>Até junho, também serão entrevistados 50 pessoas envolvidas com a formulação de políticas, incluindo educadores e representantes do setor privado e do órgãos governamentais.</span></p>
<p><span>O projeto também está realizando um concurso de vídeo. Dez vídeos ficarão online no YouTube para que jovens de todo o mundo votem nos seus preferidos.</span></p>
<p><span>Catherine disse que objetivo de realizar entrevistas com lideranças e profissionais é útil para entender o contexto em que os jovens estão crescendo, o acesso que eles têm aos recursos, as restrições a esse acesso e o que eles sabem sobre recursos naturais.</span></p>
<p><span>Um dos pontos destacados nessas entrevistas, segundo ela, é a questão do êxodo rural. "Os jovens não encontram oportunidades de desenvolvimento e educação no campo e são atraídos pelas cidades por diversos fatores. Isso é preocupante, uma vez que já há grandes concentrações de pessoas em cidades do Vale do Paraíba. E à</span><span> medida que pequenos produtores de alimentos se transferem para a cidade, a terra acaba sendo ocupada pela agricultura intensiva, que demanda mais água."</span></p>
<p><span>A segurança em relação à água também tem aparecido com destaque nas entrevistas, com muitas referências à crise hídrica de 2014/2015. "Vários entrevistados destacaram que as pessoas tem consciência sobre a importância dos recursos quando eles se tornam escassos, mas acabam voltando aos hábitos de consumo anteriores à crise quando o fornecimento se normaliza."</span></p>
<p>Cristiana, por sua vez, destacou que nas entrevistas que estão sendo feitas com os 5 mil jovens revelam o forte envolvimento cultural deles com a comida, com grande apreço pelo papel da comida no favorecimento da sociabilidade.</p>
<p>No caso da água, ela disse que está havendo uma expansão dos conceitos sobre os variados usos do recurso (alimentação, saneamento, agricultura, produção de energia e uso industrial), com a incorporação do tema na educação para a sustentabilidade, "apesar de isso não se dar maneira uniforma no sistema educacional".</p>
<p><span>Segundo Cristiane, os jovens demonstram um forte sentimento de responsabilidade individual pelo uso adequado dos recursos naturais. "Para muitos, se cada um fizer sua pequena parte,  isso irá encorajar práticas sustentáveis na comunidade. Ao mesmo tempo há um forte senso da dimensão política da questão, com a demanda de que o Estado também faça sua parte."</span></p>
<p><span>O projeto liderado por Kraftl é financiado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa (via Fapesp) e por duas instituições britânicas: o Conselho de Pesquisa Econômica e Social (ESRC, na sigla em inglês) do Reino Unido e o Fundo Newton.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sophie-hadfield-hill-29-03-2017" alt="Sophie Hadfield-Hill - 29/03/2017" class="image-inline" title="Sophie Hadfield-Hill - 29/03/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sophie Hadfield-Hill</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Urbanismo na Índia</strong></p>
<p>A segunda parte do evento também tratou indiretamente de aspectos relacionados ao nexo, porém no contexto específico do crescimento urbano indiano. O tema foi o projeto "Novo Urbanismo na Índia: Vida Urbana, Sustentabilidade e Vida Cotidiana". A expositora foi <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sophie-hadfield-hill" class="external-link">Sophie Hadfield-Hill</a>, da UoB, coordenadora do projeto, também apoiado pelo ESRC.</p>
<p>Segundo ela, 590 milhões de indianos estarão vivendo em cidades em 2030, com 91 milhões de famílias de classe média e 61 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. "Será necessário o investimento de US$ 1,2 trilhão paras as demandas desse crescimento urbano."</p>
<p>Sophie falou sobre os novos empreendimentos habitacionais em construção na periferia das cidades indianas e sobre as ameaças às áreas urbanas. "Há a pressão do crescimento e da migração da população sobre os serviços urbanos, sobre o acesso a saneamento, água e energia, além dos impactos sobre a terra e demais consequências da desigualdade social."</p>
<p>Os principais desafios são o fornecimento de água de qualidade, coleta de esgoto e fornecimento de energia elétrica. "De acordo com o Banco Mundial, apenas 16% das casas tem coleta de esgoto. Nenhuma cidade indiana tem fornecimento de água 24 horas por dia e apenas 1/4 da população tem acesso à eletricidade".</p>
<p>Apesar de todas essas dificuldades para a vida urbana na Índia, o primeiro ministro Narendra Modi, ao assumir o governo em maio de 2014, propôs a criação de 100 cidades inteligentes, com a adaptação de cidade existentes e construção de cidades inteiramente novas, comentou Sophie A proposta recebeu várias críticas, segundo ela, mas 20 cidades já foram escolhidas por meio de concurso nacional.</p>
<p>O governo indiano define cidades inteligentes como aquelas que "se preocupam em primeiro lugar com suas necessidades mais urgentes e nas melhores oportunidades para a melhoria da qualidade de vida". Elas devem utilizar um elenco de abordagens que inclui "tecnologias digitais e de informação, melhores práticas de planejamento urbano, parecerias público-privadas, mudança políticas e colocar as pessoas em primeiro lugar", comentou Sophie.</p>
<p>Entre outras iniciativas, as propostas para a cidades inteligentes indianas preveem pavimentação que capture a energia do movimento dos automóveis, sistemas online das conexões de água e pontos de ônibus inteligentes.</p>
<p>Como caso de estudo ela falou sobre a construção da cidade de <a class="external-link" href="http://lavasa.com">Lavasa</a> por um empreendimento privado. Ela terá cinco polos (o primeiro já está pronto), abrigarão 300 mil habitantes e poderá receber 2 milhões de turistas por ano.</p>
<p>Segundo Sophie, Lavasa está sendo construída segundo os princípios do novo urbanismo. Alguns deles são: sustentabilidade; crescimento planejado de densidade (população diminui à medida que as habitações se distanciam do centro); mistura de tipos de moradia, inclusive de grupos de renda; facilidade de acesso a serviços em geral (10 minutos de caminhada a partir de casa ou do trabalho à maioria deles); qualidade arquitetônica e de design urbano.</p>
<p style="text-align: right; "><strong><span class="discreet">Fotos: Marcos Santos/Jornal da USP</span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-18T13:47:29Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/workshop-verdejando-17-de-abril-de-2017">
    <title>Workshop Verdejando - 17 de abril de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/workshop-verdejando-17-de-abril-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-17T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-ira-discutir-relacao-da-gestao-municipal-com-o-setor-privado">
    <title>Mesa-redonda irá discutir relação da gestão municipal com o setor privado</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mesa-redonda-ira-discutir-relacao-da-gestao-municipal-com-o-setor-privado</link>
    <description>A mesa-redonda "A Venda de São Paulo como Política Pública: a Radicalização da Cidade como Negócio" acontece no dia 8 de maio, das 10h30 às 13h, na Sala de Eventos do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/banheiro-publico-em-sao-paulo" alt="Banheiro público em São Paulo" class="image-inline" title="Banheiro público em São Paulo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Novo modelo de banheiro público em São Paulo, doado pela empresa PeeBox e que tem sua marca estampada na fachada</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/teoria-urbana-critica/">Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</a>, constituído no final do ano passado no IEA, irá promover uma discussão sobre a forma como o atual prefeito da capital paulista, João Dória, vem conduzindo a gestão da cidade, estabelecendo parcerias com o setor privado.</p>
<p>A mesa-redonda <i>A Venda de São Paulo como Política Pública: a Radicalização da Cidade como Negócio </i>acontece no <strong>dia 8 de maio, das 10h30 às 13h</strong>, na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP. O encontro será transmitido <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do Instituto. Para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfm6C9XHTFncqOiVJtkDnUxxGdC0UNcKhNQNwTNJLhXAT9aAw/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição prévia</a>.</p>
<p>De acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Carlos</a>, professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), a transformação de São Paulo de uma metrópole industrial para financeira vem acompanhada pelo empresariamento urbano, em que os processos de reprodução econômica e espacial repousam fortemente nos negócios urbanos.</p>
<p>“A ‘venda da cidade’ e o espaço da metrópole como fonte de lucro e espoliação assumem na atual prefeitura de São Paulo sua radicalidade na figura do prefeito como um gestor de ativos a serem mercantilizados no mercado internacional”, argumenta Fani Carlos, que é coordenadora do grupo e uma das conferencistas do encontro.</p>
<p>Ela avalia que as alianças entre o poder político e empresarial aparecem no discurso da gestão empresarial da cidade, deteriorando o sentido do político e a relação do habitante com o espaço cotidiano.</p>
<p>Além de Fani, participarão da mesa-redonda <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cibele-saliba-rizek" class="external-link">Cibele Rizek</a>, professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/isabel-aparecida-pinto-alvarez" class="external-link">Isabel Pinto Alvarez</a>, também da Geografia da FFLCH, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-maria-pallamin" class="external-link">Vera Pallamin</a>, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Divulgação Prefeitura de São Paulo</span></p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong><i>A Venda de São Paulo como Política Pública: a Radicalização da Cidade como Negócio</i></strong><br />8 de maio, das 10h30 às 13h<br /><span>Antiga Sala do Conselho Universitário da USP</span>, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfm6C9XHTFncqOiVJtkDnUxxGdC0UNcKhNQNwTNJLhXAT9aAw/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição prévia</a> - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Claudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/a-venda-de-sao-paulo" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/a-venda-de-sao-paulo</a> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-04T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas">
    <title>Colóquio analisa novas ideias para sustentabilidade das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas</link>
    <description>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades realiza-se nos dias 25 e 26 de março, numa parceria entre o IEA e a Faculdade de Saúde Pública da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-de-sao-paulo-1" alt="Cidade de São Paulo -1" class="image-inline" title="Cidade de São Paulo -1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Dinâmica urbana exige a experimentação de novas ideias para que as cidades se tornem sustentáveis</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A dinâmica urbana da atualidade exige novos conceitos e práticas de intervenção para que se encontrem respostas aos problemas das cidades, segundo os organizadores do <i>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>, que se realiza nos <strong>dias 25 e 26 de abril</strong>, no IEA.</p>
<p>Além de pesquisadores da USP e de outras universidades, o colóquio contará com a participação do sociólogo Jean-Louis Missika, assessor do prefeito de Paris para assuntos de urbanismo, Grande Paris, desenvolvimento econômico e atratividade.</p>
<p>O encontro é organizado pelo IEA e pela Faculdade de Saúde Pública (FSP), com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. A participação é gratuita, mas requer <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia pela internet. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="url" id="parent-fieldname-eventUrl">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<p>O colóquio tem com objetivos principais: ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interface; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; e apresentar processos urbanos, decisões políticas e experiências de governança e participação.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico/pesquisadores-em-2017" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, professor da FSP-USP em sabático no IEA, o colóquio buscará construir uma agenda de pesquisa para a construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento de problemas urbanos comuns.</p>
<p>"Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas, com prioridade para energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva. Esses temas possibilitem uma aproximação teórico-prática sobre necessidades concretas, possibilitando a construção de novas conceituações sobre intervenções urbanas."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>EVENTOS</strong></p>
<p><strong>Políticas Inovadoras para a Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana-23-de-setembro-de-2016?searchterm=mobilidade" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>As Novas Tecnologias de Motorização e os Desafios da Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana-01-de-novembro-de-2013?searchterm=mobilidade+" class="external-link">Fotos</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-tecnologias-de-motorizacao-e-mobilidade-urbana" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-abertura?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 2</a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link"><br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 4</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong><span class="highlightedSearchTerm">Agricultura</span> <span class="highlightedSearchTerm">Urbana e</span>m Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta?searchterm=agricultura+urbana" class="external-link">Notícia</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>REVISTA<br /></strong><strong>'ESTUDOS AVANÇADOS'</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 1</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 2</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420110001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo Hoje</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span>Além de Philippi Jr., integram a Comissão Organizadora do colóquio Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos e Carolina Cassia Conceição Abilio.</span></p>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-apoio " id="parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
<div class="kssattr-atfieldname-organizacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-83ce026680e343339f80db534ad04008" id="parent-fieldname-organizacao-83ce026680e343339f80db534ad04008">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 25</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>8h30</strong></td>
<td><i>Credenciamento</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>APRESENTAÇÃO, METODOLOGIA E PROCESSO DE DISCUSSÃO</strong><br /><strong>Expositores:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (IEA e FM-USP) e Arlindo Philippi Jr (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td>Webconferência</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 1 - EXPERIMENTAÇÕES URBANAS EM PARIS</strong><br /><strong>Expositor:</strong> Jean-Louis Missika (secretário de Urbanismo da Prefeitura de Paris, França)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto (Observatório das Metrópoles do IPPUR-UFRJ) e Eduardo Marques (Centro de Estudos da Metrópole da FFLCH-USP)<br /><strong>Moderador:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP)<br /><strong>Relatoras:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI e FSP-USP) e Juliana Pellegrini Cezare (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>Debate</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h40</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 2 – TÉCNICAS ALTERNATIVAS, DESIGN E CRIATIVIDADE COM INTERVENÇÃO URBANA</strong><br /><strong>Expositores:</strong> Jacques Waller Barcia Junior (Faculdade CESAR)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Libia Patricia Agudelo (UTFPR) e Ana Paula Koury (Universidade São Judas Tadeu)<br /><strong>Moderadora:</strong> Gilda Collet Bruna (UPM)<br /><strong>Relatores:</strong> Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-calil" class="external-link">Alexandre Calil</a> (LabProdam)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h40</strong></td>
<td><strong>DEBATE</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE A TEMÁTICA DOS PAINÉIS 1 E 2 E ENCAMINHAMENTOS<br />Expositoras: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI/IEA/FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-da-penha-vasconcellos" class="external-link">Maria da Penha Vasconcellos</a>(FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 26</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong>Painel 3 – SOCIABILIDADES URBANAS E NOVOS USOS DO ESPAÇO<br /></strong><strong>Expositor: Jose Guilherme Cantor Magnani (FFLCH-USP)<br /></strong><strong>Comentaristas:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Alessandri Carlos</a> (IEA e FFLCH-USP) e Valdir Fernandes (UTFPR)<br /><strong>Moderadora</strong>: Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatores:</strong> Eduardo Zancul (Poli-USP) e Cláudia Kniess (Uninove)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h20</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 4 - Transformações Urbanas: Práticas Políticas e Participativas<br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilberto-natalini" class="external-link"><i>Gilberto Natalini</i></a> (Secretário do Verde e Meio Ambiente)<br /><strong>Comentaristas:</strong> <i>Angélica Benatti Alvim</i> (FAU-Mackenzie) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-maria-pallamin" class="external-link"><i>Vera Pallamin</i></a> (FAU-USP)Moderador: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link"><i>Pedro Roberto Jacobi</i></a> (IEE/IEA-USP)<br /><strong>Relatorias:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a> (EACH/IEA-USP) e <i>Amanda Silveira Carbone</i> (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>DEBATES DOS PAINÉIS 3 E 4</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h40</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE AS TEMÁTICAS DOS PAINÉIS 3 E 4 E ENCAMINHAMENTOS<br /></strong><i>Eduardo Zancul</i> (Poli-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a>(EACH/IEA-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><i>Intervalo</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>13h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>OFICINA INTEGRATIVA<br />Participantes: comentaristas, relatores e convidados<br /></strong><strong>Moderadores:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP), Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatora:</strong> Cristina Caselli (Incline-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>SÍNTESE, ENCAMINHAMENTOS E ENCERRAMENTO</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /> 
<hr />
<p><i><strong>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</strong><br />25 e 26 de abril<br />Antiga Sala do Conselho Universitário, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público mediante <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-31T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/verdejando">
    <title>Workshop Verdejando</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/verdejando</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Desde 2013, o Verdejando estimula a discussão sobre a importância do verde na vida da cidade de São Paulo. Por meio de uma série especial nos jornais locais, a iniciativa da Globo coloca o assunto em pauta sob vários aspectos, como o impacto das árvores na saúde, no bem-estar, no meio ambiente, no urbanismo, no futuro da cidade, entre outros.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Nas ruas, o Verdejando articula ações junto à sociedade civil, ao governo, ao terceiro setor e à iniciativa privada. Com uma linguagem leve e acessível para engajar e sensibilizar o público, a iniciativa promove plantios de árvores, revitalizações de praças, parques, oficinas ‘mão na terra’ e distribuição de mudas.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Este ano o Verdejando dá um novo passo e propõe um debate sobre o futuro do verde na cidade, em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente e o IEA-USP, por meio do Programa USP Cidades Globais.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>O encontro contará com a participação de representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de técnicos para contemplar os diferentes pontos de vista sobre o tema e responder à pergunta: <i>Que arborização queremos para São Paulo?</i><span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Em uma megacidade com 650 mil árvores em suas ruas e milhares delas em parques e florestas urbanas, a preservação e conservação deste enorme patrimônio se apresenta como um problema de alta complexidade, que deve ser discutido com os vários setores da sociedade.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Em um cenário de aumento de temperatura e eventos climáticos extremos, as árvores urbanas poderão se tornar uma ferramenta importante na adaptação da população nas próximas décadas. Sua presença ou ausência tem efeitos diretos na saúde e bem-estar da população.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Não se trata mais de querer, mas de necessitar manter e expandir a arborização em São Paulo. Os cuidados com as árvores e o seu plantio na cidade devem ser responsabilidade de toda a sociedade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-30T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes">
    <title>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="documentFirstHeading"><strong>INSCRIÇÕES ENCERRADAS</strong></p>
<p>Reconhece-se que o tema das cidades ganha protagonismo no início deste século e vem sendo estudado por muitos grupos no Brasil e no exterior, porém setorializados. Este seminário buscará o desafio de construir uma agenda de pesquisa que parta da perspectiva de construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento a problemas urbanos comuns. Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas.</p>
<p>Para este primeiro colóquio, foi priorizado energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva como temas que possibilitem uma aproximação teórica-prática e que se debrucem sobre necessidades concretas, com ideia de construir novas conceituações sobre intervenções urbanas.</p>
<p>O pressuposto do grupo organizador é de que o conhecimento relacionado ao tema até o momento apresenta um esgotamento diante da dinâmica urbana que requer novos conceitos e práticas de intervenção que venham produzir novas respostas.</p>
<p>Os organizadores do Colóquio, têm como expectativa ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interfaces; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; apresentar processos urbanos, decisões políticas, governança e participação.</p>
<p class="Default"><strong>Comissão Organizadora:</strong> Arlindo Philippi Jr, Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos, Sandra Sedini e Carolina Cassia Conceição   Abilio,</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-29T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities-29-de-marco-de-2017">
    <title>Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities - 29 de março de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities-29-de-marco-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-29T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal">
    <title>As perspectivas da cultura sob o olhar de Ricardo Ohtake</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Posse do novo titular da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência reúne cientistas e artistas na Sala do Conselho Universitário</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ricardo-ohtake-posse" alt="Ricardo Ohtake - posse" class="image-inline" title="Ricardo Ohtake - posse" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Ricardo Ohtake, novo titular da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Abordar a trajetória da arte e da cultura no Brasil no Pós-Segunda Guerra até a crise de 2016 e analisar a atual situação das instituições e atividades da área, com perspectivas para o futuro, são algumas das metas do novo titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, criada em 2015 e lançada oficialmente em fevereiro de 2016 pelo IEA em convênio com o Itaú Cultural. O arquiteto, designer gráfico e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a> tomou posse no dia 17 de março, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário, com a presença de autoridades, patrocinadores da Cátedra, artistas e cientistas.</p>
<p>“A discussão do futuro é o que mais interessa, principalmente por causa da nova situação política, social, econômica, administrativa e institucional brasileira, que sabemos, criou no país uma anomalia jurídica, provocando insegurança para a população e certa insegurança no meio cultural”, disse o novo titular.</p>
<p>Ao abrir a cerimônia, o idealizador e coordenador acadêmico da Cátedra, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e ex-diretor do IEA, deu as boas vindas ao novo titular e agradeceu aos trabalhos realizados pelo catedrático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet,</a> diplomata e ensaísta, ex-secretário nacional de Cultura e autor do projeto da lei de incentivo à cultura que leva o seu nome. No ano inaugural da Cátedra, Rouanet desenvolveu a aproximação entre as fronteiras do saber, no âmbito pessoal, institucional e científico, como lembrou em seu discurso.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-17-de-marco-de-2017" class="external-link">Foto </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p>Notícia<br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/rouanet-inaugura-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Rouanet inaugura Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/eventos" class="external-link">Realizações da cátedra</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As novas atividades incluirão o debate sobre as ações e o pensamento de dirigentes culturais e a participação das instituições no desenvolvimento do campo artístico e cultural, numa reflexão que remontará à própria história cultural do Brasil, mostrou.</p>
<p>Ohtake relembrou a evolução da sociedade e da mentalidade brasileira – incluindo suas típicas contradições e complexidades com as quais se construiu “um país moderno e medieval” – e relacionou essa trajetória aos passos dados pelo país no campo cultural e artístico.</p>
<p>Mencionou os primórdios da cosmopolitização do Brasil, em especial no Rio de Janeiro e São Paulo, quando surgiram ícones como a Cia Cinematográfica Vera Cruz, o TBC Teatro Brasileiro de Comédia, e as instituições de arte, a Bienal e  os museus, entre eles o Museu de Arte de São Paulo (MASP), criado pela burguesia agrícola do café.</p>
<p>Expor e desenvolver a própria trajetória no trabalho como dirigente cultural, no contexto da cidade, do país e internacionalmente; convidar críticos, dirigentes culturais, artistas, historiadores para participar de debates e depoimentos; abordar a relação da arte com a política e o papel das exposições no debate da arte; e analisar a função de dirigentes culturais no desenvolvimento das instituições e do pensamento, serão alguns dos objetivos perseguidos por Ohtake.</p>
<p>O novo titular pretende trazer sua experiência de mais de 50 anos nesse campo. Foi secretário da Cultura do Estado de São Paulo, secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, diretor do Centro Cultural São Paulo, diretor do Museu da Imagem e do Som e da Cinemateca Brasileira. Deu aula em diversas faculdades de arquitetura, comunicações e artes plásticas e foi curador da participação brasileira na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010.</p>
<p>A família Ohtake é uma das mais influentes na arte e na arquitetura do país. Filho da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015) e irmão do também arquiteto Ruy Ohtake – que assina o projeto do famoso prédio na zona oeste que abriga o Instituto Tomie Ohtake –, Ricardo Ohtake é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e atualmente dirige o Instituto Tomie Ohtake.</p>
<p>“Se por um lado, a atividade cultural é sempre provida por recursos muito limitados, por outro isso exige sempre muita imaginação e ousadia para que as proposições se resolvam. O dirigente não precisa ser intelectual, mas deve saber por onde andam os conceitos, as variações de abordagens, os artistas, a história da arte e, também, conhecer a engenharia de realização das atividades. Como o recurso nunca é suficiente, saber dar as prioridades e alternativas é fundamental para ter sentido em tudo que se faz”, ressaltou.</p>
<p>Ao repassar a própria trajetória no trabalho de dirigente cultural, Ohtake relembrou a infância quando, criança, inventava coisas e brincadeiras na rua do bairro paulistano da Mooca. “Percebi com surpresa ter interiorizado o que o crítico Mário Pedrosa dizia na década de 1950 para minha mãe: ‘O fundamental é ser original’. Entendi que original tinha que ser sempre, não só na criação artística”. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/discurso-ricardo-ohtake" class="internal-link">O discurso de Ohtake está disponível na íntegra neste link.</a></p>
<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-ricardo-ohtake-mesa" alt="Posse Ricardo Ohtake - mesa" class="image-inline" title="Posse Ricardo Ohtake - mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Eduardo Saron, Ricardo Ohtake, <span>José Roberto Sadek, Vahan Agopyan, Sérgio Paulo Rouanet, Roberto Setúbal e Paulo Saldiva.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Homenagens</strong></p>
<p>A Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência, criada para fomentar reflexões interdisciplinares sobre temas acadêmicos, artístico-culturais e sociais nos âmbitos regional e global, vem tomando a forma de uma “plataforma experimental de liberdade”, segundo Grossmann.</p>
<p>“Se Rouanet praticou nesse período de Cátedra o exercício permanente da crítica pelos produtores e pelas instituições acadêmicas e culturais, Ricardo Ohtake pretende explorar o exercício experimental da liberdade, seja como figura pública, como gestor cultural, ou pela sua sabedoria e seu pensar constante que produz uma prática exemplar no campo das artes e da cultura”, disse Grossmann.</p>
<p>Em quase 12 meses de atividade à frente da Cátedra, Rouanet buscou aproximações e interações amplas, seja no campo epistêmico, institucional ou mesmo pessoal, mostrou. “A participação de tantos colegas no esforço de prestigiar outras áreas do saber, da cultura, das artes, psicanálise, ciência e filosofia, foi uma tentativa de minimizar o fosso que separa as ciências humanas das outras ciências”, disse.</p>
<p>Para Rouanet, a Cátedra foi uma oportunidade única de aprofundar um pouco mais o esforço de unificação da ciência, esforço que se estendeu ao campo institucional, com a USP interagindo com outras instituições.</p>
<p>Nas palavras do diretor do IEA, professor Paulo Saldiva, a cerimônia traz o signo simbólico da generosidade e da paixão, expressas na “ação de patrocinadores como o Itaú Cultural, ou no trabalho de pessoas como o Ricardo, que vêm compartilhar sua experiência, ensinar e iluminar o espírito”, disse.</p>
<p>A Cátedra celebra também a união entre a academia, artistas, intelectuais e jovens que puderam ver o exemplo de valores raros como a liderança e o encantamento, disse Saldiva. “Valores como a generosidade, a paixão e o encantamento pelo estudo fazem muita falta para nossa juventude hoje. São sentimentos que fazem com que as coisas aconteçam, a despeito de todas as dificuldades”, enfatizou.</p>
<p>O vice-reitor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a> ressaltou a importância da interlocução entre a academia e os setores externos, proporcionada pelas cátedras e por instâncias interdisciplinares como Instituto de Estudos Avançados da USP. “Costumo dizer que o IEA é o <i>think tank</i> da USP, um local de debates de temas transversais e, assim como as cátedras, capaz de promover a interação com a sociedade. O diálogo com a sociedade é um desafio do século 21 para todas as universidades e com o apoio do Itaú Cultural estamos conseguindo aumentar essa interação”, disse Agopyan.</p>
<p>Roberto Setúbal, presidente executivo do banco Itaú, ao falar sobre o apoio à Cátedra, preferiu rememorar a personalidade do pai e sua tradição de valorização à cultura, em sua trajetória de empresário e engenheiro formado pela Escola Politécnica (Poli) da USP. “Severo, firme e exigente, mas sempre muito aberto ao diálogo e às novas idéias. Homem de ciência e da pesquisa – trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Prefeito que criou a secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, gesto que muito me orgulhou na minha época de estudante e que demonstra como ele valorizava a cultura e como era aberto ao novo”, disse.</p>
<p>Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, lembrou o importante papel de Ohtake na democratização da cultura e das artes no Brasil. “A democratização do acesso à cultura, tanto discutida pelos gestores no país, é tema que permanecerá por muito tempo. Arte e cultura estão além de necessidades e direitos do cidadão. Se o artista pensa a arte como campo dos desejos, gestores e atores da política cultural precisam pensar a cultura sob esse aspecto. Não se trata de democratizar o acesso apenas. Trata-se de autonomia e liberdade de expressão. A democracia cultural pensa e entende o indivíduo como ator de si, cidadão autônomo que tem o direito à liberdade de expressão, de ver e vivenciar todas as culturas”, disse Saron.</p>
<p>A professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-katri-moritz-schwarcz" class="external-link">Lilia Moritz Schwarcz</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, foi convidada a ministrar o discurso de recepção ao homenageado. Relembrou o trabalho realizado com Ohtake e os projetos empreendidos no Instituto Tomie Ohtake.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lilia-schwarcz" alt="Lilia Schwarcz - posse Ricardo Ohtake" class="image-inline" title="Lilia Schwarcz - posse Ricardo Ohtake" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Lilia Schwarcz, da FFLCH: "Ricardo distribuiu dádivas no campo da arte e cultura".</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Visionário das artes, intelectual da cultura, acadêmico do mundo dos museus, das artes no sentido amplo, sabe que a cultura é o que ela faz. Nas palavras de Ricardo, entre as diversas maneiras de aferir o sucesso das diferentes formas de arte, existe uma questão unificadora, que é a transformação que sofre o expectador da arte diante de uma obra, a emoção que faculta um novo conhecimento, uma nova sensibilidade, uma nova experiência”, citou a professora.</p>
<p>Para Schwarcz, Ohtake “distribuiu dádivas”: percorreu o campo da arquitetura, artes gráficas, decoração, urbanismo, desenho, teatro, educação, cinema, do mundo editorial, da dança, da fotografia e das artes plásticas; fez exposições, documentários, festivais cinema, patrocinou concertos, criou desenhos para muitos livros. “Inspirou gerações, tendo passado por inúmeras instituições, até pousar no Instituto Tomie Ohtake, que se abriu para todo tipo de experimentação”.</p>
<p>“Impossível passar pelo Ricardo sem ser profundamente afetado por sua história, seu sorriso, sua generosidade, seu silêncio muito ruidoso, pelo afeto transformador. Parabenizo a USP por perceber que Ricardo é um acadêmico nato na sublime função de multiplicador cultural e, assim, um imenso distribuidor de dádivas, um intelectual aberto à diversidade, à pluralidade e à igualdade nesse país infelizmente ainda tão desigual”, disse a professora.</p>
<p>O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, José Roberto Sadek, ressaltou a ligação importante promovida pela Cátedra entre a universidade e a sociedade, e a promoção do diálogo não polarizado, tratado com a complexidade e as nuances que o tema requer.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Design</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-27T10:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-mobilidade-na-cidade-universitaria">
    <title>Especialistas discutem mobilidade na Cidade Universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-mobilidade-na-cidade-universitaria</link>
    <description>Alternativas de deslocamento e medidas que facilitem a mobilidade dentro do campus serão tratadas no dia 28 de março, às 9h, no IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedalusp" alt="Pedalusp" class="image-inline" title="Pedalusp" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Estação de bicicletas Pedalusp, na Poli-USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No <strong>dia 28, às 9h</strong>, o IEA sediará uma discussão sobre mobilidade na Cidade Universitária. Organizado pela Superintendência de Gestão Ambiental e pela Prefeitura do Campus, com apoio do IEA, o encontro tratará de alternativas de deslocamento para a comunidade USP, tendo como objetivo final a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental.</p>
<p><i>Mobilidade na CUASO USP </i>acontecerá na Sala de Eventos, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Não é necessário realizar inscrição prévia.<i> </i></p>
<p><span>De acordo com os organizadores, </span><span>o campus "C</span><span>idade Universitária Armando Salles de Oliveira" </span><span>precisa buscar alternativas para o deslocamento interno. </span></p>
<p>"A universidade tem a oportunidade e possibilidade de reforçar o seu papel não só ao propor fóruns de discussões sobre a temática, mas principalmente ao incorporar soluções que possam ser replicadas para a cidade de São Paulo", explica a superintendente de Gestão Ambiental da USP, Patricia Iglecias. Para ela, o campus pode funcionar como "laboratório" para a capital paulista.</p>
<p>O encontro reunirá diferentes atores da USP e externos para discutir temas como: o uso de bicicletas compartilhadas, melhorias nos percursos com foco nos pedestres, áreas de convívio no campus e formas de incentivo ao uso do transporte público (circulares), iluminação do campus.</p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Expositores</span></strong><span>:</span></p>
<p>- <strong>Paulo Saldiva</strong>, diretor do IEA;</p>
<p>- <strong>Roberta Consentino Kronka Mülfarth</strong>, Assessora Técnica de Gabinete da SGA;</p>
<p>- <strong>Matthew Shirts</strong>, Jornalista, colunista da Radio Band News. Foi <br /> Redator chefe da Revista National Geographic Brasil. Criador do site “Planeta Sustentável”;</p>
<p>- <strong>Larissa Rahmilevitz</strong>, Engenheira Ambiental da Comparti Bike;</p>
<p>- <strong>Ramiro Levy</strong>, Arquiteto, Coordenador de Projetos e Pesquisas da organização Cidade Ativa.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Mediadores</span></strong>:</p>
<p>-<strong> Patrícia Iglecias</strong>, Superintendente de Gestão Ambiental da USP;</p>
<p>- <strong>Osvaldo Shigueru Nakao</strong>, Superintendente de Espaço Físico da USP e Prefeito do Campus Capital USP.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Mobilidade na CUASO USP</strong><br /><i>28 de março, às 9h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Informações com Sandra Sedini</i><span>, pelo telefone (11) 3091-1678 ou </span><a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-24T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-apresentam-estudos-em-que-usam-a-geografia-para-avaliar-desigualdades-sociais">
    <title>Pesquisadores de Birmingham apresentam estudos sobre as desigualdades sociais no Brasil e na Índia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-apresentam-estudos-em-que-usam-a-geografia-para-avaliar-desigualdades-sociais</link>
    <description>Dois professores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, estarão no IEA no dia 29 de março, às 10h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copy_of_democraciabrasilindia.html" class="external-link">Democracias de Alta Densidade: Índia e Brasil</a></p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view">Outras conferências de Birmingham no IEA:</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/inovacao-social" class="external-link"><span style="text-align: justify; ">Lavagem sem Água e Outras Histórias de Inovação: Acelerando a Pesquisa em Inovação Socia</span><span style="text-align: justify; ">l</span></a></p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/quando-o-cuidar-e-uma-responsabilidade-infantil" class="external-link">Jovens Cuidadores: Perspectivas Globais sobre o Papel das Crianças no Cuidado com suas Famílias</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view"><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/iea/redes/ubias" class="external-link">Outros encontros com membros da rede Ubias</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, apresentarão no IEA dois eixos de suas pesquisas sobre cidades sustentáveis. No <strong>dia 29 de março, às 10h</strong>, Peter Kraftl e Sophie Hadfield-Hill farão a conferência <i>Use of geographic methods to characterize social inequalities</i>, em inglês e sem tradução simultânea. As falas serão transmitidas <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Para participar presencialmente, na Sala de Eventos do IEA, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfHFGdRvOp4dVg3FIfY2cF3WeR1aAvLLhzVeq16plL3K6Sgbw/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-frankl-perfil" alt="Peter Kraftl - Perfil" class="image-inline" title="Peter Kraftl - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Peter Kraftl</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Kraftl conduzirá o painel “(Re)conectando o ‘nexo’: Experiências e lições dos jovens brasileiros sobre alimentação, água e energia”, no qual apresentará os resultados de pesquisa com jovens entre 10 e 25 anos e formuladores de políticas públicas sobre como esses três recursos fazem parte de suas vidas e trabalho. O foco da análise são as implicações para a educação de sustentabilidade e o urbanismo sustentável.</p>
<p>Ele discutirá também o conceito de "nexo", questionando a utilidade desse quadro no contexto contemporâneo brasileiro - tanto conceitual quanto politicamente. Segundo o pesquisador, embora possa ter seus usos nos círculos políticos, o <i>nexus thinking </i>implica na criação de conexões e no escrutínio de<i> trade offs </i>que leva a um holismo imposto, reduzindo processos sociomateriais complexos a componentes do nexo em branco, como "alimento" ou "água".</p>
<p>No segundo painel, intitulado “Urbanismos na Índia: vida urbana, sustentabilidade e cotidiano”, Hadfield-Hill apresentará dois projetos realizados na Índia que avaliam se as iniciativas para tornar as cidades indianas inteligentes permitirão também uma transformação urbana sustentável.</p>
<p>O primeiro projeto, <i>New Urbanisms in India</i>, baseia-se em dados de 350 pessoas de diversos contextos socioeconômicos e que vivem em um local de transformação urbana. O segundo, <i>Map my Community</i>, foca os processos de planejamento participativo em assentamentos informais em Delhi.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, ao utilizar ferramentas metodológicas inovadoras, as vozes e experiências de públicos diversos são reunidas e usadas para fazer campanha pela mudança. “Esses diversos espaços urbanos, do privado ao informal, mostram a complexidade das questões associadas ao planejamento para a transformação urbana sustentável”, explica.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/favela-em-dharavi-india" alt="Favela Dharavi, em Mumbai, Índia" class="image-inline" title="Favela Dharavi, em Mumbai, Índia" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Favela Dharavi, em Mumbai, Índia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A conferência terá a moderação da geógrafa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde do IEA, e de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e coordenador do programa USP Cidades Globais sediado no IEA. Os comentários serão de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a>, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a>, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e membro do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Os conferencistas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sophie%20hadfield-Hill-perfil.jpg" alt="Sophie Hadfield - Hill - Perfil" class="image-inline" title="Sophie Hadfield - Hill - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sophie Hadfield-Hill</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Kraftl é conhecido por sua pesquisa sobre a geografia das crianças, especialmente no que diz respeito às emoções, afetos, materialidades e práticas que compõem a sua vida cotidiana. Produz artigos sobre geografias de educação e arquitetura. Atualmente, é editor das revistas <i>Area</i> e <i>Children’s Geographies</i>, e foi membro-fundador do <i>Geographies of Children, Youth and Families Research Group, </i>da <i>Royal Geographical Society</i> (com a IBG). É professor honorário na escola de educação RMIT de Melbourne, Austrália.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sophie Hadfield-Hill é pesquisadora de Geografia Humana na Universidade de Birmingham. Seu trabalho destina-se à geografia urbana e de desenvolvimento das crianças. Atualmente, está trabalhando em vários projetos de pesquisa financiados pelo <i>Economic and Social Research Council</i> (ESRC) do Reino Unido, associados à transformação urbana sustentável, tanto na Índia como no Brasil.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: 1 - divulgação; 2 - YGLvoices/Flickr; 3 - acervo pessoal</span></p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities</strong><br /><i>29 de março, às 10h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfHFGdRvOp4dVg3FIfY2cF3WeR1aAvLLhzVeq16plL3K6Sgbw/viewform">Inscrições prévias</a><br />Informações com Claudia Regina</i><span>, pelo telefone (11) 3091-1686 ou </span><a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a><br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/social-inequalities" class="external-link">Página do evento</a></i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-21T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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