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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi">
    <title>Morre Alfredo Bosi, a erudição a serviço da sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi</link>
    <description>Ex-diretor do IEA e editor da revista "Estudos Avançados" durante 30 anos, Bosi estava internado com Covid-19 em um hospital em São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-1/@@images/b5f3a352-795b-43c1-bb62-9f77e4e8d4e8.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 1" title="Alfredo Bosi - materia 1" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Alfredo Bosi, diretor do IEA de 1998 a 2001 e editor da revista Estudos Avançados por 30 anos</dd>
</dl>A cultura brasileira, a USP e o IEA perderam um de seus mais eruditos e ativos integrantes: o professor Alfredo Bosi morreu hoje, aos 84 anos. Ele estava internado em um hospital em São Paulo com Covid-19.</p>
<p>Professor, historiador e crítico de literatura brasileira, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras, Bosi teve trajetória acadêmica singular, quase totalmente vinculada à USP.</p>
<p>Essa dedicação de uma vida às Humanidades se completa com seu empenho em causas políticas, sociais, culturais, educacionais e ambientais. Como intelectual engajado, apoiou as lutas pela redemocratização e redução das desigualdades sociais do país, atuação iniciada com um grupo de operários da cidade de Osasco nos anos 70.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/alfredo-bosi" class="external-link">Fotos de Alfredo Bosi</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A militância pelos direitos humanos fez com que integrasse a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada pelo cardeal Arns.</p>
<p>Algumas das outras questões a que se dedicou foram a valorização do ensino básico e seus professores, o reconhecimento da importância das tradições culturais populares, a defesa dos princípios éticos e da liberdade de pensamento e pesquisa na universidade, a conservação dos ecossistemas do país e a resistência às usinas nucleares.</p>
<p><strong>Trajetória docente</strong></p>
<p>Nascido em 1936 no seio da colônia italiana da capital paulistana, Bosi ingressou em 1955 no curso de letras neolatinas da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, conhecida por todos como Maria Antonia, berço da Universidade.</p>
<p>Ele 1958, especializou-se em literatura brasileira, filologia românica e literatura italiana, que passou a lecionar no ano seguinte. Depois passou dois anos estudando estética e filosofia da renascença na Universidade de Florença, Itália. De 1963 a 1970, retomou o ensino de literatura italiana na USP, período em que defendeu o doutorado (1965; sobre a narrativa de Luigi Pirandello) e a livre-docência (1970; sobre a poesia de Leopardi).</p>
<p>Em 1970, Bosi passou a lecionar literatura brasileira, tendo se tornado professor titular da disciplina em 1972. Em 1966 ele já tinha publicado o livro “O Pré-Modernismo” e em 1970 lançou “História Concisa da Literatura Brasileira, um clássico já em sua 50ª edição.</p>
<p><strong>No exterior</strong></p>
<p>Além do período de estudos na Universidade de Florença no início dos anos 60, Bosi fez pesquisas nos Estados Unidos (1986), com o apoio da John Simon Guggenhein Memorial Foundation, e na França, onde foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (1990), ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme (2003) e foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales (1993, 1996 e 1999).</p>
<p>Também ministrou cursos e proferiu conferências na França (Université de Aix-en-Provence, Université Paris—Sorbonne, Maison des Sciences de l’Homme, Institut des Hautes Études de l’Amérique Latine  e École des Hautes Études en Sciences Sociales), Itália (Collegio Pio Brasiliano, Università di Roma “La Sapienza”, Instituto Brasil-Itália (Milão), Centro di Studi Brasiliani da Embaixada do Brasil em Roma e Academia della Crusca), Estados Unidos (Yale University), Cuba (Casa de las Américas), Espanha (Universidad de Salamanca) e Uruguai (Universidad de la República).</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-2/@@images/8861c421-d7e0-4532-b98e-b33135e1eb20.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 2 " title="Alfredo Bosi - materia 2 " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Em 2018, o IEA inaugurou a sala de eventos Alfredo Bosi, um reconhecimento pelos 30 anos de dedicação ao Instituto</dd>
</dl>No IEA</strong></p>
<p>Em paralelo à sua atuação no Departamento de Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Bosi participou do IEA desde seu início, tendo sido indicado por Antonio Candido para integrar a primeira formação do Conselho Deliberativo do Instituto, em 1987. Em 1989, foi escolhido para ser o editor da revista “Estudos Avançados”, tarefa que desempenhou com especial dedicação durante 30 anos. Bosi foi vice-diretor (1987-1997) e diretor (1998-2001) do IEA.</p>
<p>Bosi teve participação fundamental em várias iniciativas sediadas no Instituto, como a coordenação do Programa Educação para a Cidadania, da Cátedra Simón Bolívar (convênio com a Fundação Memorial da América Latina), Cátedra Lévi- Strauss (convênio com o Collège de France, e do Grupo de Estudos Literatura e Cultura. Também no IEA, organizou o documento coletivo “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/a-presenca-da-universidade-publica">A Presença da Universidade Pública</a>” e presidiu a comissão elaboradora do <a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-4871-de-22-de-outubro-de-2001" target="_blank">Código de Ética da USP</a>. Foi o primeiro presidente da Comissão de Ética da Universidade.</p>
<p>Além dos citados “O Pré-Modernismo” e “História Concisa da Literatura Brasileira”, Bosi é autor de, entre outros livros, “O Ser e o Tempo da Poesia” (1977), “Dialética da Colonização” (1992; Prêmio Jabuti de 1993), “Machado de Assis: O Enigma do Olhar” (1999; Prêmio Jabuti de 2000) e “Ideologia e Contraideologia” (2010).</p>
<p>Bosi ocupava a Cadeira nº 12 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi em eleito em 2003. Entre as honrarias que recebeu estão os títulos de professor eméritos da FFLCH-USP (2009) e professor honorário do IEA (2006), a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura (2005), o título de Comendador da Ordem de Rio Branco, outorgado pela Presidência da República (1996), e a distinção “Homem de Idéias de 1992”, conferida pelo “Jornal do Brasil”.</p>
<p>Bosi foi casado com a psicóloga social e escritora Ecléa Bosi (1936-2017), professora titular e emérita do Instituto de Psicologia da USP, com quem teve os filhos Viviana e José Alfredo. Além dos filhos, ele deixa os netos Tiago e Daniel.</p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>Homenagens</th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Neste momento de sua partida prematura, a comunidade do IEA-USP se despede do professor Alfredo Bosi, seu anterior Conselheiro, Diretor e editor da revista "Estudos Avançados", com uma palavra: Obrigado! Palavra que o professor Bosi caracterizou “a mais simples e ao mesmo tempo a mais densa. (...) Moeda corrente do cotidiano, traz, porém, no metal em que se fundiu o compromisso ético que lhe vem da ideia de obrigação. Dizê-la é também um dever”. Que a memória do querido professor Alfredo Bosi ilumine o caminho do IEA e de todos que com ele tiveram o privilégio de conviver.</i></p>
<p><span><strong>Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>O mundo ao qual Alfredo Bosi pertencia, repleto de cultura, de delicadezas, de virtudes, também morre um pouco com essa triste perda. Um homem raro.</i></p>
<p><strong>Paulo Saldiva, diretor do IEA de 2016 a 2020</strong></p>
<p> </p>
<p><span><i>Intelectual, Erudito, Honorário, Emérito, Imortal, mas humano, muito humano. É assim que guardo o Alfredo em minhas memórias, em particular em nosso convívio no Instituto de Estudos Avançados da USP. O que Bosi magistralmente sintetiza na frase abaixo, acerca do polímata Leonardo Da Vinci, cabe muito bem a ele mesmo:</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>"De todo o modo, o artista só alcança esse grau de liberdade depois de ter fixado o olhar com longa e amorosa atenção na variedade prodigiosa do universo."</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Além do olhar atento “represado por lentes” (como descrito em um poema por Ecléa, sua eterna companheira), Alfredo desenvolveu um poder de escuta singular, seja em suas reflexões e escritos, seja nas participações e no engajamento na universidade, como também na sociedade, na militância, no ativismo, em ações humanitárias. No pluralismo e na diversidade de um Instituto de Estudos Avançados, contar com um polímata da estatura e humanidade de Alfredo Bosi, não é só privilégio, mas uma diferença.</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Martin Grossmann, diretor do IEA de 2012 a 2016</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>Com tristeza tomei conhecimento da perda irreparável do nosso querido Prof. Alfredo Bosi. Estamos todos imbuídos de um sentimento de orfandade. Suas conferências, seus escritos e os muitos diálogos passam a constituir memórias inspiradoras  indeléveis. Sua contribuição para a cultura e para o ensino público constituem uma referência inigualável. Um dos seus principais legados é a Revista de Estudos Avançados. Conviver com Alfredo significa aprender com a riqueza do seu pensamento, a elegância da sua escrita e a generosidade da sua alma. Por isso, Alfredo Bosi permanece para sempre na nossa memória como referência de vida significativa dedicada à construção de um Brasil imbuído de paz, justiça e solidariedade.</i></p>
<p><span><strong>Jacques Marcovitch, diretor do IEA de 1989 a 1993</strong></span></p>
<p><i><br />Um dia muito triste para todos nós e para mim em particular. Nos 30 anos que assisti o professor Alfredo Bosi na revista "Estudos Avançados" pude conviver de perto com uma pessoa maravilhosa e de um espírito humanista muito elevado. Fará muita falta e deixará saudades. O seu legado como ser humano, docente e crítico da cultura permanecerá para a geração presente e futura. Estamos de luto.</i></p>
<p><strong>Dario Borelli, editor assistente da revista Estudos Avançados</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-07T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
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    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
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<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-76-da-revista-estudos-avancados">
    <title>LANÇAMENTO DA EDIÇÃO 76 DA REVISTA 'ESTUDOS AVANÇADOS'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-76-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><em>Apresentadores<br />da edição:</em><br /><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a></strong> (editor de "Estudos Avançados") e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"><strong>Martin Grossmann</strong> </a>(diretor do IEA)<strong><br /></strong><em>Espetáculo de Dança:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-nobrega" class="external-link">Antonio Nóbrega</a> </strong>(Teatro Brincante)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-07T16:35:08Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/novo-desenvolvimentismo">
    <title>Novo-Desenvolvimentismo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/novo-desenvolvimentismo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><strong>Lançamento da edição 75 da revista "Estudos Avançados"</strong></strong></p>
<p><strong><strong><em>Conferencista:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a></strong><span> (FGV-SP)</span><br /><em>Debatedores:</em><strong><br />Antonio Carlos Macedo e Silva</strong><span> (Unicamp) e </span><strong>Samuel de Abreu Pessôa</strong><span> (FGV-RJ)</span></strong></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T12:40:16Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-74-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Lançamento da Edição 74 da Revista "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-edicao-74-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table>
<tbody>
<tr align="left">
<td align="left"><strong>SESSÃO DE ABERTURA</strong></td>
<td align="left"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a></strong> (diretor do IEA) e <strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a></strong> (editor de "Estudos Avançados")<strong><br /></strong></td>
</tr>
<tr align="left">
<td align="left"><strong>MESA-REDONDA SOBRE SUSTENTABILIDADE E RIO+20</strong></td>
<td align="left"><em>Expositores:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a></strong> (FEA) e <strong>Eliezer Diniz</strong> (FEA-Ribeirão Preto)<br /><em>Debatedor:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-bermann" class="external-link">Célio Bermann</a></strong> (IEE)</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-29T11:41:55Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-97">
    <title>Nova edição de “Estudos Avançados” trata de sustentabilidade urbana e estudos históricos sobre a escravidão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-97</link>
    <description>Número 97 da revista já está disponível para leitura online</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1be4ea1e-7fff-6ebb-e277-b690106d350c"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes/nova-capa-da-revista-do-iea-97" alt="Nova capa da revista do IEA 97" class="image-right" title="Nova capa da revista do IEA 97" />Discussões acerca da sustentabilidade e do planejamento das cidades brasileiras e estudos históricos sobre a escravidão, especialmente no Brasil colonial, são os principais temas da edição 97 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">revista “Estudos Avançados”</a>, lançada este mês. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível na SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">Os artigos do primeiro dossiê, dedicado aos estudos urbanos, têm a participação de diversos pesquisadores do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA. Entre os temas, está uma análise dos padrões urbano-demográficos da capital paulista, com o objetivo, segundo os autores, de obter um melhor discernimento das singularidades da cidade. Um dos três pesquisadores que assinam o artigo é o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sergio Adorno</a>, que assina pela primeira vez a edição da revista, antes editada por <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/novo-editor-revista" class="external-link">Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-95" class="external-link">Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>A sustentabilidade urbana é outro tema presente neste bloco, com artigos tratando de inovações e estratégias de financiamento e desenvolvimento da gestão de cidades. Em um deles, “Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de </span><span>implementação”, os autores refletem sobre as maneiras de implementar, nas cidades brasileiras, políticas públicas que sigam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p dir="ltr">Há, ainda, artigos abordando florestas urbanas construídas pelo Estado e por ativistas e a tecnologia como aliada da sustentabilidade na solução de problemas do cotidiano e governança das cidades. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do USP Cidades Globais, colaborou na elaboração destes dois artigos e também no que aborda a implementação dos ODS.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Escravidão</strong></span></p>
<p dir="ltr">O segundo dossiê foi inspirado no seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/escravidao-corpo-e-alma" class="external-link">Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo</a></i>, que ocorreu no IEA em abril e foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos-de-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>. Os artigos analisam a visão do missionário Padre Antonio Vieira sobre a escravidão e também a postura da Igreja Católica em relação à prática. Apesar de seu discurso redentor, a Igreja aceitou e integrou a escravidão em sua doutrina e em suas instituições, uma herança do Império Romano, onde foi constituída.</p>
<p dir="ltr">Um dos artigos, “Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade”, de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias" class="external-link">Camila Loureiro Dias</a>, procura mostrar uma abordagem mais ampla da noção de escravidão na história brasileira e salientar como houve, além do tráfico de africanos, outras formas coloniais de exploração — envolvendo, por exemplo, os índios da região amazônica.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Literatura, Atualidades e Resenhas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A maneira pela qual o escritor Carlos Drummond de Andrade responde, em alguma de suas criações, ao contexto repressivo da ditadura militar brasileira é o tema de um dos ensaios da seção “Literatura” do novo número. Segundo o autor, Fabio Cesar Alves, a análise procura demonstrar como o poeta se viu obrigado a tratar, de forma cifrada, do terrorismo de Estado e das forças políticas de meados dos anos 1970.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na seção “Atualidades”, uma das discussões aborda os atos infracionais de adolescentes sob uma perspectiva que envolveria uma possível busca por reconhecimento. Segundo os autores, Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira, o ato infracional na juventude pode ser alimentado por um circuito de segregação e busca, por vezes fracassada, de reconhecimento. Outro artigo trata do cyberbullying e suas consequências para a saúde pública e os mecanismos para prevenir essa prática.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A seção “Resenhas” conclui a nova edição, com textos tratando da inserção internacional da Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, e da autoficção do escritor Caio Fernando Abreu, entre outros.</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 97</span></h3>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<div id="_mcePaste"><strong>USP Cidades Globais</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Os padrões urbano-demográficos da capital paulista - <span><i>Marcelo Batista Nery, Altay Alves Lino de Souza e Sergio Adorno</i></span></li>
<li>Indicadores de desigualdade para financiamento urbano de cidades saudáveis - <span><i>Carlos Leite, Claudia Acosta, Tereza Herling, Ligia Barrozo e Paulo Saldiva</i></span></li>
<li>Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de <span>implementação - </span><i><span>Debora Sotto, Djonathan Gomes Ribeiro, Alex Kenya Abiko, Carlos Alberto Cioce </span><span>Sampaio, Carlos Arturo Navas, Karin Regina de Castro Marins, Maria do Carmo </span><span>Martins Sobral, Arlindo Philippi Jr. e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
<li>Um novo ecossistema: florestas urbanas construídas pelo Estado e pelos ativistas - <i><span>Erica Moniz Ferreira da Silva, Fabiano Bender, Márcio Luiz da Silva de Monaco, </span><span>Ana Katherine Smith, Paola Silva, Marcos Silveira Buckeridge, Paula Maria Elbl e </span><span>Giuliano Maselli Locosselli</span></i></li>
<li>Potencial do planejamento estratégico de longo prazo para o desenvolvimento das <span>cidades brasileiras - </span><span><i>Miguel Luiz Bucalem</i></span></li>
<li>Inovação urbana e recursos humanos para gestão de cidades sustentáveis - <i><span>Cláudia Terezinha Kniess, Alexandre de Oliveira e Aguiar, Diego de Melo Conti e </span><span>Arlindo Philippi Jr.</span></i></li>
<li>Tecnologias e sustentabilidade nas cidades - <i><span>Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, Sonia Viggiani Coutinho, Maria da Penha </span><span>Vasconcellos e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Escravidão do corpo e da alma</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A escravidão nos sermões do Padre Antonio Vieira - <span><i>Alcir Pécora</i></span></li>
<li>Vieira em movimento: subjacências da distinção entre tapuias, tupis e negros - <span><i>Carlos Zeron</i></span></li>
<li>Escravidão do corpo e da alma em sermões brasileiros do século XVI ao XV - <span><i>Marina Massimi</i></span></li>
<li>Confraternidades negras na América portuguesa do setecentos - <span><i>Caio C. Boschi</i></span></li>
<li>Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade - <span><i>Camila Loureiro Dias</i></span></li>
<li>Infiéis em casa. Jesuítas e escravos muçulmanos (Nápoles e Espanha, século XVII) - <span><i>Emanuele Colombo</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Literatura</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Um país dentro da casa: o caráter político do espaço doméstico em três romances <span>brasileiros - </span><span><i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></span></li>
<li>“Em cinza enxovalhada”: Drummond e a ditadura militar - <span><i>Fabio Cesar Alves</i></span></li>
<li>O decoro de uma cortesã - <span><i>Eliane Robert Moraes</i></span></li>
<li>A escrita como cena substitutiva da Pólis : memória, silêncio e testemunho em <span>Salinas Fortes - </span><span><i>Gilmário Guerreiro da Costa</i></span></li>
<li>Marx e a literatura em O capital - <span><i>Sandra Soares Della Fonte</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Atualidades</strong></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A família e o direito humano à alimentação adequada e saudável - <i><span>Ana Lydia Sawaya, Anna Maria Peliano, Maria Paula de Albuquerque </span><span>e Semíramis Martins Álvares Domene</span></i></li>
<li>Reconhecimento e ato infracional na adolescência: reflexões iniciais - <span><i>Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira</i></span></li>
<li>Cyberbullying : família, escola e tecnologia como stakeholders - <span><i>Jorge Shiguemitsu Fujita e Vanessa Ruffa</i></span></li>
</ul>
</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Resenhas</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Putin e a inserção internacional da Rússia - <span><i>Lenina Pomeranz</i></span></li>
<li>Memórias do Cárcere no livro e na tela: <span>arte versus ditadura - </span><span><i>Erwin Torralbo Gimenez</i></span></li>
<li>Um olhar sobre a autoficção de Caio Fernando Abreu - <span><i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></span></li>
<li>As múltiplas dimensões do poético - <span><i>Eduardo Veras</i></span></li>
<li><span>Uma “sociologia enraizada” do mistério - </span><span><i>Caio Moraes Reis</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-12-05T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-97">
    <title>Nova edição de “Estudos Avançados” trata de sustentabilidade urbana e estudos históricos sobre a escravidão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-97</link>
    <description>Número 97 da revista já está disponível para leitura online</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1be4ea1e-7fff-6ebb-e277-b690106d350c"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes/nova-capa-da-revista-do-iea-97" alt="Nova capa da revista do IEA 97" class="image-right" title="Nova capa da revista do IEA 97" />Discussões acerca da sustentabilidade e do planejamento das cidades brasileiras e estudos históricos sobre a escravidão, especialmente no Brasil colonial, são os principais temas da edição 97 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista “Estudos Avançados”</a>, lançada este mês. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível na SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">Os artigos do primeiro dossiê, dedicado aos estudos urbanos, têm a participação de diversos pesquisadores do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA. Entre os temas, está uma análise dos padrões urbano-demográficos da capital paulista, com o objetivo, segundo os autores, de obter um melhor discernimento das singularidades da cidade. Um dos três pesquisadores que assinam o artigo é o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, que assina pela primeira vez a edição da revista, antes editada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista" class="external-link">Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95" class="external-link">Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>A sustentabilidade urbana é outro tema presente neste bloco, com artigos tratando de inovações e estratégias de financiamento e desenvolvimento da gestão de cidades. Em um deles, “Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de </span><span>implementação”, os autores refletem sobre as maneiras de implementar, nas cidades brasileiras, políticas públicas que sigam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p dir="ltr">Há, ainda, artigos abordando florestas urbanas construídas pelo Estado e por ativistas e a tecnologia como aliada da sustentabilidade na solução de problemas do cotidiano e governança das cidades. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do USP Cidades Globais, colaborou na elaboração destes dois artigos e também no que aborda a implementação dos ODS.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Escravidão</strong></span></p>
<p dir="ltr">O segundo dossiê foi inspirado no seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-corpo-e-alma" class="external-link">Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo</a></i>, que ocorreu no IEA em abril e foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>. Os artigos analisam a visão do missionário Padre Antonio Vieira sobre a escravidão e também a postura da Igreja Católica em relação à prática. Apesar de seu discurso redentor, a Igreja aceitou e integrou a escravidão em sua doutrina e em suas instituições, uma herança do Império Romano, onde foi constituída.</p>
<p dir="ltr">Um dos artigos, “Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias" class="external-link">Camila Loureiro Dias</a>, procura mostrar uma abordagem mais ampla da noção de escravidão na história brasileira e salientar como houve, além do tráfico de africanos, outras formas coloniais de exploração — envolvendo, por exemplo, os índios da região amazônica.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Literatura, Atualidades e Resenhas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A maneira pela qual o escritor Carlos Drummond de Andrade responde, em alguma de suas criações, ao contexto repressivo da ditadura militar brasileira é o tema de um dos ensaios da seção “Literatura” do novo número. Segundo o autor, Fabio Cesar Alves, a análise procura demonstrar como o poeta se viu obrigado a tratar, de forma cifrada, do terrorismo de Estado e das forças políticas de meados dos anos 1970.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na seção “Atualidades”, uma das discussões aborda os atos infracionais de adolescentes sob uma perspectiva que envolveria uma possível busca por reconhecimento. Segundo os autores, Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira, o ato infracional na juventude pode ser alimentado por um circuito de segregação e busca, por vezes fracassada, de reconhecimento. Outro artigo trata do cyberbullying e suas consequências para a saúde pública e os mecanismos para prevenir essa prática.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A seção “Resenhas” conclui a nova edição, com textos tratando da inserção internacional da Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, e da autoficção do escritor Caio Fernando Abreu, entre outros.</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 97</span></h3>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<div id="_mcePaste"><strong>USP Cidades Globais</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Os padrões urbano-demográficos da capital paulista - <span><i>Marcelo Batista Nery, Altay Alves Lino de Souza e Sergio Adorno</i></span></li>
<li>Indicadores de desigualdade para financiamento urbano de cidades saudáveis - <span><i>Carlos Leite, Claudia Acosta, Tereza Herling, Ligia Barrozo e Paulo Saldiva</i></span></li>
<li>Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de <span>implementação - </span><i><span>Debora Sotto, Djonathan Gomes Ribeiro, Alex Kenya Abiko, Carlos Alberto Cioce </span><span>Sampaio, Carlos Arturo Navas, Karin Regina de Castro Marins, Maria do Carmo </span><span>Martins Sobral, Arlindo Philippi Jr. e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
<li>Um novo ecossistema: florestas urbanas construídas pelo Estado e pelos ativistas - <i><span>Erica Moniz Ferreira da Silva, Fabiano Bender, Márcio Luiz da Silva de Monaco, </span><span>Ana Katherine Smith, Paola Silva, Marcos Silveira Buckeridge, Paula Maria Elbl e </span><span>Giuliano Maselli Locosselli</span></i></li>
<li>Potencial do planejamento estratégico de longo prazo para o desenvolvimento das <span>cidades brasileiras - </span><span><i>Miguel Luiz Bucalem</i></span></li>
<li>Inovação urbana e recursos humanos para gestão de cidades sustentáveis - <i><span>Cláudia Terezinha Kniess, Alexandre de Oliveira e Aguiar, Diego de Melo Conti e </span><span>Arlindo Philippi Jr.</span></i></li>
<li>Tecnologias e sustentabilidade nas cidades - <i><span>Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, Sonia Viggiani Coutinho, Maria da Penha </span><span>Vasconcellos e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Escravidão do corpo e da alma</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A escravidão nos sermões do Padre Antonio Vieira - <span><i>Alcir Pécora</i></span></li>
<li>Vieira em movimento: subjacências da distinção entre tapuias, tupis e negros - <span><i>Carlos Zeron</i></span></li>
<li>Escravidão do corpo e da alma em sermões brasileiros do século XVI ao XV - <span><i>Marina Massimi</i></span></li>
<li>Confraternidades negras na América portuguesa do setecentos - <span><i>Caio C. Boschi</i></span></li>
<li>Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade - <span><i>Camila Loureiro Dias</i></span></li>
<li>Infiéis em casa. Jesuítas e escravos muçulmanos (Nápoles e Espanha, século XVII) - <span><i>Emanuele Colombo</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Literatura</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Um país dentro da casa: o caráter político do espaço doméstico em três romances <span>brasileiros - </span><span><i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></span></li>
<li>“Em cinza enxovalhada”: Drummond e a ditadura militar - <span><i>Fabio Cesar Alves</i></span></li>
<li>O decoro de uma cortesã - <span><i>Eliane Robert Moraes</i></span></li>
<li>A escrita como cena substitutiva da Pólis : memória, silêncio e testemunho em <span>Salinas Fortes - </span><span><i>Gilmário Guerreiro da Costa</i></span></li>
<li>Marx e a literatura em O capital - <span><i>Sandra Soares Della Fonte</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Atualidades</strong></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A família e o direito humano à alimentação adequada e saudável - <i><span>Ana Lydia Sawaya, Anna Maria Peliano, Maria Paula de Albuquerque </span><span>e Semíramis Martins Álvares Domene</span></i></li>
<li>Reconhecimento e ato infracional na adolescência: reflexões iniciais - <span><i>Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira</i></span></li>
<li>Cyberbullying : família, escola e tecnologia como stakeholders - <span><i>Jorge Shiguemitsu Fujita e Vanessa Ruffa</i></span></li>
</ul>
</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Resenhas</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Putin e a inserção internacional da Rússia - <span><i>Lenina Pomeranz</i></span></li>
<li>Memórias do Cárcere no livro e na tela: <span>arte versus ditadura - </span><span><i>Erwin Torralbo Gimenez</i></span></li>
<li>Um olhar sobre a autoficção de Caio Fernando Abreu - <span><i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></span></li>
<li>As múltiplas dimensões do poético - <span><i>Eduardo Veras</i></span></li>
<li><span>Uma “sociologia enraizada” do mistério - </span><span><i>Caio Moraes Reis</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-12-05T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista">
    <title>Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista</link>
    <description>Professor de literatura e crítico literário, Bosi assumiu a publicação no início de 1989 e ajudou a torná-la uma das revistas mais acessadas da SciELO. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Após 30 anos à frente da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, o professor de literatura e crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> passa o cargo de editor da publicação para o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência (NEV), também da USP, Adorno é membro do Conselho Deliberativo do IEA.</p>
<p>Criada em dezembro de 1987, a "Estudos Avançados" está em sua <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">96ª edição</a>, a última assinada por Bosi. Ele assumiu o quadrimestral no número 5 e, em três décadas, foi fundamental para manter a revista entre as líderes de acesso na plataforma SciELO. Com mais de 4 milhões de <span>acessos no último ano, o </span><span>periódico tem como marca a publicação de artigos com proposições para políticas públicas, e a consolidação e publicação de dossiês, que cobrem um espectro amplo de temas específicos de diversas áreas do conhecimento.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span><strong><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-3/image" alt="Alfredo Bosi 1" title="Alfredo Bosi 1" height="300" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Alfredo Bosi, editor da revista Estudos Avançados de 1989 a 2019</dd>
</dl>Alfredo Bosi</strong></span></p>
<p><span><span>Considerado um dos maiores críticos literários do Brasil, Bosi é professor titular aposentado de literatura brasileira na USP, ensaísta e integrante da Academia Brasileira de Letras. </span></span><span>Sua carreira acadêmica desenvolveu-se integralmente na Universidade de São Paulo, onde ingressou na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1955, graduando-se em letras neolatinas. Ele se tornou docente em 1958, doutor em literatura italiana em 1964, livre docente em 1970 e professor titular em literatura brasileira em 1985, condição na qual se aposentou em 2006. </span></p>
<p><span> </span><span>Na USP, além de pesquisador e professor, Bosi foi diretor (1998 a 2001) e vice-diretor (1987 a 1997) do IEA. Nesse instituto, do qual é professor honorário, coordenou cátedras, grupos e comissões. </span></p>
<p><span>Alfredo Bosi realizou pesquisas nos Estados Unidos, como </span><i>fellow</i><span> da John Simon Guggenhein Memorial Foundation (EUA) em 1986, e na França, onde foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (França) durante três meses em 1990. Ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme em 2003 e foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales em 1993, 1996 e 1999.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span><strong><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-adorno-2/image" alt="Sérgio Adorno 1" title="Sérgio Adorno 1" height="300" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Sérgio Adorno, que assume a edição da Estudos Avançados</dd>
</dl>Sérgio Adorno</strong></span></p>
<p><span>Graduado em ciências sociais pela USP, com doutorado em sociologia pela mesma universidade e pós-doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales, na França, Sérgio Adorno é professor titular em sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (<span>FFLCH)</span> da USP, da qual foi diretor de 2012 a 2016, e coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP desde 1990.</span></p>
<p>Na Capes, foi representante de área de Ciências Humanas/Sociologia (2004-2010), membro do Conselho Técnico-Científico (2004-2010) e do Conselho Superior (2007-2010); no CNPq, integrou o Conselho Deliberativo (2016-2019) como membro titular. Em 2008, foi homenageado na classe de comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.</p>
<p>Adorno coordenou a Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, sediada no IEA até 2015, e integrou o Conselho Editorial da Revista USP de 2010 a 2016. Também f<span>oi presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP), de 2002 a 2008. </span></p>
<p><span> Seus temas de pesquisa são violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-10T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco">
    <title>Seminário analisa caráter emancipatório da escrita afrodescendente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco</link>
    <description>O seminário "Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação" (8 de outubro, das 10 às 16h) discutirá artigos do dossiê homônimo publicado na edição 96 da revista "Estudos Avançados", lançada em agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-de-comissao-de-libertos-a-ruy-barbosa/image" alt="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" title="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" height="586" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa, 19 de abril de 1989</dd>
</dl>O dossiê <i>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</i>, publicado na edição 96 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançada em agosto, será discutido pelos autores dos artigos em seminário homônimo no dia <strong>8 de outubro, das 10 às 16h</strong>. [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco#programacao" class="external-link">Veja a programação abaixo.</a>] Para participar, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>.</p>
<p>De acordo com a coordenadora do dossiê, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-pereira-toledo-machado" class="external-link">Helena Pereira Toledo Machado</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP participante do Programa Ano Sabático do IEA, o conjunto de textos procura analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação.</p>
<p>"O objetivo é propor abordagens que nos permitam ler essa escrita, ressaltando tanto seu contexto de produção quanto sua visceral ligação com o processo de construção de uma poderosa voz narrativa ao mesmo tempo coletiva e individual."</p>
<p>Embora se acredite que a sociedade brasileira, pouco letrada no geral, apenas raramente produziu escritos pessoais e relatos de vida do punho de pessoas comuns, muito menos ainda de escravos, libertandos, libertos e pessoas negras livres, atualmente se constata outra realidade, segundo Machado. "Embora escassos, já foram localizados muitos textos de autoria de homens e mulheres afrodescendentes, que documentam a existência de vozes narrativas inéditas."</p>
<p>Machado explica que a imagem de tinta negra aspergida sobre uma folha de papel branco, presente no título do dossiê e do seminário, foi utilizada pelo crítico Christopher Hager ao analisar a escrita de escravos e escravas dos Estados Unidos. "Tal representação alude a complexos processos sociais vivenciados por homens e mulheres negros para se apropriar da escrita, confrontando o mundo letrado com novas vozes narrativas; nesse contexto, o escrever surge impregnado da experiência de exclusão e de sua negação, tornando-se, assim, um ato de emancipação", afirma Machado.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Lígia Fonseca Ferreira</a> (IEA e Unifesp) e Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>10h30</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 1 - Tinta Negra, Papel Branco: Literaturas de Emancipação</strong></p>
<ul>
<li>Lima Barreto e a Escrita de Si<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-katri-moritz-schwarcz" class="external-link">Lilia Schwarcz</a> (FFLCH-USP e Universidade de Princeton, EUA)</i></li>
<li>
<p>Luiz Gama Autor, Leitor, Editor: Revisitando as Primeiras Trovas Burlescas de 1859 e 1861<br /><i>Lígia Fonseca Ferreira (IEA e Unifesp)</i></p>
</li>
<li>
<p>Maria Firmina dos Reis: Escrita Íntima na Construção do Si Mesmo<br /><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</li>
</ul>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio de Seixas Guimarães</a> (FFLCH-USP)</i><br />Coordenador: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-dos-santos-gomes" class="external-link">Flávio dos Santos Gomes</a> (UFRJ e UFBA)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>12h30</strong></strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>14h</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 2 - Tinta Negra, Papel Branco: Escritos Insubordinados</strong></p>
<ul>
<li>Escritos Insubordinados: Letramento, Textos e Subtextos entre Escravizados e Libertos no Brasil da Escravidão e da Pós-Abolição<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/iamara-da-silva-viana" class="external-link"><i>Iamara da Silva Viana</i></a><i> (PUC-RJ e UFRJ), </i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-ribeiro-neto" class="external-link">Alexandre Ribeiro Neto</a><i> (Uerj) e Flávio dos Santos Gomes (USP e UFRJ)</i></li>
<li>Duas Harriets Contam Suas Histórias: Narrativas de Mulheres Escravizadas nos Estados Unidos do Século 19<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marilia-bueno-de-araujo-ariza" class="external-link">Marília Bueno de Araújo Ariza</a> (UnB)</i></li>
<li>Frederick Douglass: O Olhar de um Abolicionista Negro Estadunidense sobre Escravidão e Liberdade no Brasil<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-da-cruz-brito" class="external-link">Luciana da Cruz Brito</a> (UFRB)</i></li>
</ul>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-medeiros" class="external-link">Mário Medeiros</a> (Unicamp)</i><br />Coordenadora: <i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>16h</strong></strong></td>
<td><strong><strong>Encerramento</strong></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr />
<p><i><i><strong>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</strong></i><br /></i><i>8 de outubro, das 10 às 16h<br /></i><i>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público (com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>) - Para assistir à </i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><i> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/tinta-negra-papel-branco" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto:: Iamara da Silva Viana</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-24T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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