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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-201cterra-sem-lei201d-violencia-sexual-contra-mulher-e-ignorada">
    <title>Em “terra sem lei”, violência sexual contra mulher é ignorada </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-201cterra-sem-lei201d-violencia-sexual-contra-mulher-e-ignorada</link>
    <description>Renomados organismos ainda relutam em reconhecer atrocidades sexuais ocorridas em genocídios como o Holocausto </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/violencia-sexual-contra-mulheres" alt="Violência sexual contra mulheres " class="image-inline" title="Violência sexual contra mulheres " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Dadaab, maior campo de refugiados do mundo, no Quênia, abriga essencialmente somalis e teve seu fechamento adiado para maio de 2017 </b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>País que enfrenta conflitos civis desde 1991, a Somália, no leste africano, vem superando os números mais assustadores de crimes contra a humanidade, entre eles o de violência sexual contra mulheres em territórios em conflito. Num período de oito meses do ano de 2014, foram registrados em Mogadíscio, capital somali, 2.891 incidentes dessa natureza, 81% deles entre os deslocados internos do país, sendo que 28% correspondem a casos de estupro. O total é mais que o dobro do numero de mulheres que registraram violência sexual na cidade de São Paulo naquele ano.</p>
<p>Se esse tipo de crime existe desde sempre e até por isso chega a ser hipernaturalizado especialmente em sociedades patriarcais, os territórios em conflito, espécies de “terra sem lei” pelo menos por algum intervalo de tempo, configuram lugares privilegiados para a prática desse crime. Não foi diferente com as mulheres judias durante o Holocausto da Segunda Grande Guerra. Ou com as ruandesas, as congolesas, as sudanesas, curdas, iraquianas, iranianas, sírias, iugoslavas, sérvias, croatas, guatemaltecas, cambojanas, vietnamitas e tantas outras cidadãs do mundo que, ao fugir de guerras e fome, sofrem risco duplo – pelo conflito em si e pela violência sexual, muitas vezes perpetrada sistematicamente contra a mesma pessoa.</p>
<p>Invisível para a maioria das pessoas e pouco debatido nos meios acadêmicos, esse tipo de violação levou tempo para ser reconhecido como crime contra a humanidade até mesmo por organismos internacionais. Foi o que mostrou o debate <i>Violência Sexual contra Mulheres em Tempos de Conflito</i>, realizado no dia <b>25 de novembro</b> no IEA, quando também foi celebrado o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres.</p>
<p>Pesquisadora de longa data sobre o tema, a fundadora e diretora-executiva do <a href="http://www.rememberwomen.org/" target="_blank">Remember the Women Institute</a>, de Nova York, Estados Unidos, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rochelle-g-saidel">Rochelle G. Saidel</a>, mostrou-se surpresa ao ver tantos jovens homens na platéia da antiga sala do Conselho Universitário. “Houve um tempo em que apenas mulheres apareciam nessas conferências. Então podemos ver que as coisas estão mudando”, comemorou.</p>
<p>Saidel disse que o estupro contra mulheres nos campos de concentração nazistas eram praticados por alemães e seus colaboradores. Mas também por prisioneiros judeus e não judeus. Abortos forçados, esterilização e experimentos médicos eram algumas das atrocidades cometidas. A troca de comida por favores sexuais e a escravização sexual eram práticas comuns, como mostrou a conferencista num documentário que trouxe o testemunho de uma sobrevivente do Holocausto. O filme faz parte do acervo da Shoah Foundation da University of Southern California (EUA), que possui 52 mil testemunhos oculares sobre eventos do Holocausto, sendo que 1.700 desses depoimentos mencionam violência sexual.</p>
<p>Até mesmo nos “campos da morte” da Ucrânia e Lituânia, no Leste Europeu, as mulheres eram estupradas antes de morrer, disse. Houve casos famosos de violência sexual envolvendo soldados, especialmente soviéticos, logo após a liberação de prisioneiros dos campos nazistas ao final do conflito, lembrou Saidel.</p>
<p>Além de Saidel, o encontro contou com a palestra da mestranda da Faculdade de Direito (FD) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/beatriz-de-barros-sousa">Beatriz de Barros Sousa</a>, que trouxe uma parte do estudo desenvolvido sobre a temática, focando a violência sexual contemporânea na Somália, fenômeno caracterizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como "o pior desastre humanitário contemporâneo".</p>
<p>O encontro teve a coordenação da socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eva-alterman-blay">Eva Alterman Blay</a>, coordenadora do <a href="http://sites.usp.br/uspmulheres/" target="_blank">USP Mulheres</a>, que organizou o debate junto com o <a href="http://www.rememberwomen.org/" target="_blank">Remember the Women Institute</a> e o IEA-USP. O vice-diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, fez a abertura do encontro.</p>
<p><b> </b></p>
<p><b><br /></b></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rochelle-saidel" alt="Rochelle Saidel" class="image-inline" title="Rochelle Saidel" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Rochelle Saidel: </b><b>"Violência sexual durante o Holocausto não era uma exceção e sim, a regra"</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Lições</b><br />“Aprendi que é muito importante trabalharmos com acadêmicos e ativistas sobre a agenda de outros genocídios e fazer comparações com a violência de gênero. Não se pode falar de Holocausto e violência de gênero sem falar o que aconteceu antes do Holocausto. Por exemplo, o genocídio armênio, conectado com a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e muitos outros”, disse Saidel.</p>
<p>Quanto mais pesquisava, Saidel acabou descobrindo que a violência sexual durante o Holocausto não era uma exceção e, sim, a regra. “Vi que esse crime foi muito mais prevalente do que eu pensava no início desses 10 anos de trabalho. Agora sabemos que houve também homens nessa situação. E sabendo que muitas não querem falar sobre o assunto, acredito que a maioria sofreu algum tipo de humilhação sexual”, disse.</p>
<p>Importante notar a dificuldade de construir documentação ou provas sobre esse tipo de crime. “Isso levou os historiadores do Holocausto a desacreditar ou dar pouca importância a alegações de estupro ou outras formas de violência sexual. Não tenho a resposta de porque isso aconteceu, mas pode estar relacionado ao fato de que a maioria dos historiadores são homens. E o grande quadro que queriam contar era o Holocausto e os nazistas. Outra hipótese para essa omissão, num contexto patriarcal, pode estar ligada ao constrangimento ou vergonha de homens que não podiam proteger as mulheres naquela situação”.</p>
<p> </p>
<p><b>Nuremberg e instituições respeitadas também falharam<br /></b>Só em 1993 o direito das mulheres foi reconhecido como direitos humanos, durante a Conferência de Viena. Não causa estranheza, portanto, o silêncio da história e as resistências institucionais para a questão da violência sexual em tempos de conflito. Apenas recentemente esse tipo de ocorrência foi classificada como crime contra a humanidade, mostraram as palestrantes.</p>
<p>Saidel denunciou omissões de renomados estudiosos e instituições, mostrando que muitas vezes a resistência ao reconhecimento desse crime está ligada a tabus. Um exemplo foi um episódio ocorrido em 2006, que inspirou a publicação de um de seus livros.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ravensbruck" alt="Ravensbruck" class="image-inline" title="Ravensbruck" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Mulheres forçadas a trabalhar como escravas no campo de Rabensbrück, um dos locais onde crimes sexuais foram cometidos, segundo Saidel</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na ocasião, estava ocorrendo o encontro “Além de Anne Frank: Ensinando sobre a Mulher e o Holocausto”, no renomado museu <a class="external-link" href="http://www.yadvashem.org/">Yad Vashem</a>, principal memorial de Israel para vítimas do Holocausto. Ao ministrar um workshop, Saidel mencionou o estupro contra mulheres em <a href="http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150126_campo_concentracao_mulheres_cc" target="_blank">Ravensbrück</a> – campo de concentração só para mulheres, localizado ao norte de Berlim, onde ficou Olga Benário. Então um famoso professor norte-americano levantou-se, interrompendo a palestra: “Mulheres judias não foram violentadas. Onde está a sua prova; onde estão os documentos?”, esbravejou.</p>
<p>Saidel e uma amiga que também participava do encontro se entreolharam. “Vendo aquela situação ridícula, percebemos que estava na hora de escrever um livro sobre isso. Convenhamos. Então entre 1930 e 1945 houve um hiato em que nenhuma mulher foi violentada?”, disse.</p>
<p>Assim, foi lançado, em 2010, “<a class="external-link" href="http://www.upne.com/1584659037.html">Sexual violence against jewish women during the Holocaust</a>”, assinado em co-autoria com Sonja M. Hedgepeth. “Afinal, dedicamos esse trabalho àquele professor. Pois sem ele, provavelmente nunca teríamos escrito esse livro”, disse.</p>
<p>Anteriormente, Saidel havia lançado seu estudo sobre Ravensbrück, que saiu em português pela Edusp em 2009 com o título <a class="external-link" href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=411106">“As judias do campo de concentração de Ravensbrück</a>”.</p>
<p>Muitas instituições que lidam com o Holocausto ainda resistem em abordar violência sexual ocorrida naquele período. “Uma delas é o museu Yad Vashem. Em 2014, ocorreu uma conferência para professores nessa instituição. Escrevi uma carta para o coordenador do encontro, dizendo que já estava na hora de termos uma grande sessão plenária sobre violência sexual no Holocausto. Ele me respondeu, dizendo: ‘Certamente você não acredita que um assunto como esse seja apropriado para professores colegiais’. Mas uma mulher que trabalhava comigo naquela instituição ensinava educação sexual para adolescentes de baixa renda em Nova York. Então, obviamente, o assunto é adequado para professores desse nível”, pontuou a escritora.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/auschwitz-2" alt="Auschwitz 2" class="image-inline" title="Auschwitz 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>No prédio à esquerda da entrada principal de Auschwitz havia um bordel oficial, diz Saidel</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro problema relacionado à resistência ao tema aconteceu no memorial e museu <a class="external-link" href="http://auschwitz.org/en/museum/news/">Auschwitz-Birkenau</a>, contou. Localizado na Polônia, foi o maior campo de concentração nazista. Nas celebrações de 70 anos, houve um <i>tour</i> guiado pelo campo, do qual Saidel participou. “Ao entrar pelo portão principal do campo, o primeiro prédio à esquerda era um bordel oficial e durante o <i>tour</i> não houve qualquer menção a esse fato. Então perguntei por que não falavam sobre as trabalhadoras do sexo. Disseram que havia jovens ali e não queriam falar de sexo. Mas aceitavam falar de milhões de torturados e mortos por gás”, comparou.</p>
<p>“Depois do Holocausto, houve tribunais para julgar esses crimes e o mais famoso é o tribunal internacional de Nuremberg, que teve até um filme a respeito. Mas nesse julgamento, estupro e violência sexual não foram considerados crimes contra a humanidade e isso foi uma enorme falha”, observou Saidel.</p>
<p>Entre outras obras, Saidel assina em co-autoria três manuais pedagógicos, <a href="http://www.rememberwomen.org/Projects/women-theatre-holocaust.html" target="_blank"><i>Women, Theatre, and the Holocaust Resource Handbook</i></a> (2015).</p>
<p> </p>
<p><b>Estupro, como crime de genocídio e contra a humanidade</b><br /> Beatriz de Barros Sousa observou que houve relutância dos organismos internacionais em classificar o estupro em tempos de conflito como crime de guerra e contra a humanidade. O silêncio perdurou por décadas. Recentemente, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) editou resoluções importantes sobre o tema, mostrou.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/beatriz-de-barros-sousa/@@images/0ae9fd51-4229-4d05-8889-2cf186c4ba5e.jpeg" alt="Beatriz de Barros Sousa" class="image-inline" title="Beatriz de Barros Sousa" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><b>"O silêncio perdurou por décadas", diz Beatriz de Barros Sousa</b></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo a mestranda da FD-USP, alguns precedentes importantes como o Holocausto e os genocídios armênios na década de 1990 ajudaram a “corrigir uma falha institucional da ONU em tratar o problema”.</p>
<p>O que havia sido tentado em Nuremberg, afinal foi conquistado no Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia. Criado em caráter <i>“ad hoc</i>”, esse tribunal conseguiu classificar o estupro como crime contra a humanidade, disse.</p>
<p>Outros tribunais, como o que foi instalado em 1998 para os conflitos relacionados à Ruanda, classificaram o estupro como crime de genocídio. A definição foi incorporada ao Estatuto de Roma, para os casos em que o crime é “perpetrado de maneira sistemática e generalizada”, disse.</p>
<p>Na ONU, o tema tem sido tratado apenas no plano do Conselho de Segurança, critica Sousa. A resolução 2.272/2016 reforça a política de tolerância zero da ONU para funcionários e integrantes de missão de paz que perpetrem abuso ou exploração sexual, disse.</p>
<p>Na resolução 1.325/2000, que trata de mulheres, segurança e paz, a ONU reconheceu muitas falhas em missões de paz, especialmente nos conflitos da antiga Iugoslávia, Ruanda e Somália. Com isso, finalmente, o Conselho de Segurança publicou resolução tratando violência sexual como crime de guerra, disse.</p>
<p>“Mas só a securitização talvez não seja suficiente para revolver o problema. É preciso reforçar a participação da mulher nos processos de paz. Além disso, cada conflito deve ser olhado no seu contexto, conforme a sua particularidade”, afirmou Sousa.</p>
<p>Num relatório de março de 2015, em que o Secretário Geral da ONU relata ao Conselho de Segurança o estado atual dessas resoluções, a “violência sexual em tempos de conflito” é definida como a que se refere a “estupro, escravidão sexual, prostituição compulsória, gravidez forçada e esterilização a força, para meninos ou meninas, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/violencia-sexual-contra-mulheres-mesa/@@images/e1bed9e5-54f6-4403-88f4-3b56678bcd33.jpeg" alt="Violência sexual contra mulheres mesa" class="image-inline" title="Violência sexual contra mulheres mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>A partir da esq.: Beatriz de Barros Sousa, Eva Blay, Guilherme Ary Plonski e Rochelle Saidel</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O problema é que o relatório não ataca o centro do problema. Culpa homens armados não identificados como principais perpetradores, incluindo exército e polícia. Mas não chega aos pontos geopolíticos estratégicos históricos. A Somália, por exemplo, era uma potência até o final da década de 1980 e recebia muito refugiados da África. Mas após as questões de 1991, só foi recuperar um governo central permanente em 2012 e suas primeiras eleições desde então estão acontecendo agora. Minha opinião é que é irrealista resolver o problema da violência sexual naquele país sem atacar as causas do conflito. A verdade é que muitas forças poderosas não têm interesse na paz”, disse Sousa.</p>
<p>“Tudo o que foi dito aqui é um peso. Mas não é uma situação impossível de mudar. Nós reproduzimos a sociedade e portanto devemos ser o modelo para essa luta cotidiana”, disse Eva Blay.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: 2, 5 e 6: Leonor Calasans; 1: UNHCR/S. Modola; 3: German Federal Archives; 4: divulgação</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alemanha</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>History</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-16T20:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao">
    <title>A essência e a diferença: os novos avanços da psicologia da aculturação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao</link>
    <description>Pesquisadora do IEA e professora mexicana analisam aspectos da aculturação na América Latina</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-acculturation-psychology" alt="Capa do Livro Acculturation Psychology" class="image-inline" title="Capa do Livro Acculturation Psychology" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Capa do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A psicologia da aculturação, que estuda a interculturalidade de grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação, como migrantes, refugiados, indígenas, expatriados, estudantes e turistas, vem ganhando cada vez mais destaque no campo da psicologia transcultural. </span>Os processos de aculturação na América Latina são analisados pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas?searchterm=sylvia+dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, e Alejandra del Carmen Dominguez Espinosa, da Universidade Iberoamericana da Cidade do México. O artigo, assinado em coautoria, está na segunda edição do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”.</p>
<p>Recém-lançado pela Cambridge University Press, o manual de 567 páginas reúne artigos organizados por David Sam e John W. Berry, dois dos maiores especialistas da área. O livro busca explorar o atual estado da arte e revê os vários contextos de aculturação e suas teorias centrais, trazendo amplo referencial teórico sobre grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação.</p>
<p>Segundo Dantas, a obra é considerada uma referência mundial para pesquisadores interessados nos conceitos e métodos relacionados a aculturação, identidade, integração, assimilação, marginalização e outros temas desse âmbito de estudos.</p>
<p>No capítulo “Acculturation in Central and South America”, as pesquisadoras dão um panorama geral sobre a demografia e os movimentos migratórios da América Latina. “Chamamos a atenção para o fato de que em toda a América ainda persiste o preconceito racial em relação aos indígenas e aos afrodescendentes. Abordamos a imigração e a colonização forçada que, tanto no Brasil quanto no México, produziram uma aculturação imposta, baseada no padrão estético europeu. Nesse sentido, a região possui desafios semelhantes no enfrentamento do preconceito e do racismo”, diz a professora Dantas.</p>
<p>O Brasil tem uma reputação de longa data em receber imigrantes. Ainda hoje representa a terra prometida para muitos estrangeiros. Nos últimos 10 anos, o número de imigrantes cresceu 160% no país, segundo dados da Polícia Federal.</p>
<p>Entre 1872 e 1972, as estatísticas mostram que aqui chegaram mais de 5 milhões de imigrantes vindos de países como Itália, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha e muitos outros. Anteriormente, mantinha-se a migração forçada de afrodescendentes, que cessou apenas no final do século 19 com a abolição da escravatura, em 1888. Até 1850, cerca de 4 milhões de afrodescendentes foram trazidos para trabalhar como escravos nas lavouras de café e nos engenhos de cana, mostra o livro.</p>
<p>Mas após a abolição da escravatura, os donos de terra não aceitavam pagar pela mão de obra escrava, preferindo contratar o imigrante europeu, que então começava a compor a massa assalariada do país. O resultado foi que os nativos indígenas, assim como os negros, passaram por processos de aculturação forçada durante a colonização portuguesa, traz o livro.</p>
<p>Mas não se pode dizer que o processo de aculturação e integração do imigrante europeu – e também o dos haitianos e tantos outros estrangeiros que chegaram recentemente – tenha sido natural já que, devido a conjunturas de guerras e fome, abandonaram suas famílias e tradições em busca de oportunidades e de sobrevivência, observa Dantas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sylvia-dantas-aculturacao" alt="Sylvia Dantas - Aculturação" class="image-inline" title="Sylvia Dantas - Aculturação" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Dantas, o preconceito e o racismo resultam de uma "colonização bem sucedida"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A imposição de valores pela colonização deu tão certo que ainda hoje somos manipulados por ideias raciais. Continuamos sendo colonizados, mas hoje usamos outro termo. Podemos dizer que a globalização é uma nova forma de colonização. Não é difícil entender por que existem tantas manifestações racistas e tanta xenofobia contra imigrantes”, afirma Dantas.</p>
<p>O racismo se manifesta pela dificuldade de lidar com a diversidade, especialmente quando ela é expressa pelo fenótipo, como a cor da pele, afirma a professora. “O mundo propaga um padrão de beleza que é o europeu e com isso, vemos muitos brasileiros negando a própria nacionalidade, dizendo que são europeus”.</p>
<p>A partir do contato com uma cultura diversa – ou interculturalidade – deriva o conceito de aculturação, que é o processo pelo qual um grupo ou um indivíduo passa em decorrência do contato contínuo com outra cultura, explica Dantas. O que passa com o indivíduo internamente nesse processo de adaptação a uma nova cultura, a forma com que ele encara as mudanças e as diferenças culturais e o impacto que os novos códigos sociais, a língua e o ambiente causam na sua forma de lidar com a vida e o ambiente, é o campo de estudo desse ramo da psicologia, explica.</p>
<p>“Somos seres culturais e sociais e isso parece óbvio, mas muitas pessoas não se apercebem do fato de que elas têm um jeito de ser e de agir em função de sua própria cultura. Acreditam que o seu jeito é universal, o que em antropologia é chamado de etnocentrismo. Assim, o contato com a diferença muitas vezes leva à negação da outra cultura, ao xenofobismo, ao racismo e ao preconceito”, afirma.</p>
<p>O livro é dividido em quatro partes e dedica sua primeira sessão aos conceitos e teorias sobre aculturação e identidade. Na segunda, traz experiências de aculturação de grupos específicos, por exemplo, os indígenas da Austrália e Nova Zelândia e os refugiados e migrantes forçados de diversos países.</p>
<p>Os contextos sociais de aculturação em países como Canadá, Estados Unidos, Brasil, México, Israel, África do Sul e muitos outros está na terceira parte do livro. A coletânea termina com artigos sobre multiculturalismo, sobre o papel da família e da escola no processo de aculturação, sobre a diversidade cultural no ambiente de trabalho, além de aspectos relacionados à saúde e resiliência de pessoas que passam por choques culturais. Os organizadores, Sam e Berry, assinam o artigo de conclusão do livro, abordando estudos já realizados sobre o tema e estratégias para o futuro da psicologia da aculturação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-20T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga">
    <title>“Racismo é dupla morte”, diz Kabengele Munanga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga</link>
    <description>O olhar privilegiado do antropólogo que ajuda os brasileiros a conhecer “o verdadeiro Brasil” foi tema de debate no dia 28 de setembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/protesto-congo" alt="Protesto Congo" class="image-inline" title="Protesto Congo" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><strong>"Conflitos civis no Congo são fenômenos urbanos iniciados após independência", diz Kabengele.</strong></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>País instável, com um cenário de conflitos entre diversos grupos civis e um governo central em crise. A escalada de protestos contra a permanência do atual presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, já tem um saldo de pelo menos 50 mortos desde fins de setembro, segundo grupos de oposição que exigem eleições. O clima de instabilidade política lembra os eventos pós-independência daquele país da África Central e os episódios vividos pelo antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, que se instalou no Brasil após fugir de um regime ditatorial em seu país, na década de 1970.</p>
<p>“A ideia de guerras étnicas não corresponde à realidade do que muita gente pensa sobre a África. O que existem são conflitos civis em centros urbanos. No Congo, foram os belgas que começaram a introduzir a consciência étnica desde a colonização, com a política de dividir para dominar. Os conflitos começaram a estourar a partir da independência, em 1960. Até aí, eu não sabia a qual etnia eu pertencia. A identidade e a consciência étnica eram uma forma de manipulação, para dizer que uns eram melhores que outros e mereciam o poder. Fora do contexto urbano, isso não existia”, disse o professor Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, durante o diálogo <i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil, </i>realizado no dia <strong>28 de setembro</strong> no IEA.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, o debate mostrou detalhes da trajetória do acadêmico e do militante, construída entre países e culturas até o estabelecimento no Brasil, há mais de 30 anos, onde Munanga se naturalizou. O encontro foi coordenado pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras">Maura Véras</a>, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.</p>
<p>Com uma vida marcada por surpresas e muita sorte, como diz o próprio Munanga, a conclusão do doutorado com bolsa de estudos na Bélgica, afinal, não aconteceu. Seu destino se voltou para o Brasil. Conheceu em 1974 o professor Fernando Augusto Albuquerque Mourão, fundador do Centro de Estudos Africanos da USP, do qual Munanga se tornaria diretor e professor sênior.</p>
<p>“Ele viu minha dificuldade, falou de um convênio da USP com países africanos e me convidou para o doutorado. Fui o primeiro africano a receber o formulário para bolsa na USP. Também fui o primeiro morador do Crusp, quando reaberto após os eventos de 1968”, conta.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-1-1" alt="Kabengele Munanga - 1" class="image-inline" title="Kabengele Munanga - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Ligia Fronseca Ferreira, Kabengele Munanga e Maura Véras</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A antropologia no Brasil estava mais desenvolvida que na própria Bélgica, afirma o antropólogo graduado em 1969 pela Université Officielle Du Congo à Lubumbashi. O doutorado no Brasil o levou a caminhos diversos da linha funcionalista que conheceu na África. Teve acesso a muitos autores, ao estruturalismo e a outras correntes da antropologia. Assim criou outra desenvoltura intelectual, conta. Autores brasileiros como Florestan Fernandes e Octávio Ianni o levaram a “descobrir o verdadeiro Brasil”, disse.</p>
<p>“Aqui me tornei antropólogo, até como formação. Todo o meu amadurecimento foi nesse contexto, nos contados e encontros que tive aqui, sem a postura paternalista do colonizador. Isso me ajudou a crescer como ser humano. Encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava, onde me tornei independente sem ficar repetindo os mestres e os clássicos”, disse o autor de “Origens Africanas do Brasil Contemporâneo”.</p>
<p>A vida na USP é comparada a uma “espécie de valsa”. Como antropólogo e pesquisador, manteve um pé na academia, onde aprendeu teorias e conceitos, e outro pé na militância negra, em que aprendeu a verdadeira condição do negro na sociedade brasileira, diz. “Sem um e outro, eu não seria o que sou e foi o ambiente brasileiro que me deu a possibilidade de crescer como intelectual”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Escola colonial</strong></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th> 
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Congo já foi latifúndio de rei</h3>
<p style="text-align: justify; ">A República Democrática do Congo (RDC) foi explorada pelo rei Leopoldo II da Bélgica após a Conferência de Berlim, de 1885. Nessa conferência, as potências europeias decidiram a partilha da África segundo suas próprias regras. O nome dado então ao país, de Estado Livre do Congo, apenas tinha de livre o fato de corresponder a uma propriedade particular, no caso, com 2 milhões de quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na prática, Leopoldo II já havia lançado as bases para seu latifúndio particular em 1876, quando Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional e propôs o que, no papel, seria uma expedição multinacional, humanitária e científica na África Central. Mas o governo belga não quis assumir a empreitada e o rei, então, numa decisão insólita, transformou o território numa espécie de “fazenda”, controlando não apenas suas riquezas, como também a vida de seus milhões de habitantes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além de confiscar terras e aldeias, promover a escravidão e o aumento de impostos, a temida Força Pública a serviço do rei tinha carta branca para assassinatos, amputações, estupros e saques quando as cotas extrativistas de borracha e marfim não eram cumpridas. As denúncias sobre as insanidades lá cometidas tornavam-se cada vez mais conhecidas. A atuação de escritores como Mark Twain, Arthur Conan Doyle e Joseph Conrad (de “O Coração das Trevas”) contribuiu para a criação de uma das primeiras organizações de defesa dos direitos humanos do século 20, a Associação pela Reforma do Congo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante da crescente pressão internacional, o parlamento belga decidiu intervir e tomou do rei o Estado Livre do Congo em 1908, quando passou a ser chamado Congo Belga. Considerado um dos mais ricos países em recursos naturais, recebeu di ditador Mobutu Sese Seko o nome de Zaire, entre os anos de 1971 e 1997. Atualmente, a RDC possui 70 milhões de habitantes.<span style="text-align: left; "> </span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Com toda aquela disciplina religiosa, eram poucos os que iam para o colégio. Os melhores alunos eram os que memorizavam textos da Bíblia. Virei até coroinha, pois decorava os textos em latim, mesmo sem entender nada. A história que sabíamos era a do colonizador. Da África, não conhecíamos nada. Não sabia até o fim do colégio que o continente africano teve impérios, estados e monarquias”, disse.A educação na RDC foi marcada por 20 anos colonização, uma verdadeira “lavagem cerebral”, como coloca . Aos 10 anos de idade, ele saiu de sua aldeia natal, Bakwa Kalonji, para realizar os estudos primários e, em seguida, o colégio jesuíta.</p>
<p>Mas nos primeiros anos do primário, enfrentou dificuldades. A alfabetização básica se deu na sua língua materna, o kiluba, uma das mais faladas na RDC, originária do tronco Bantu. Depois da alfabetização, os conteúdos do primário e secundário começaram a ser passados em francês. “Eu ficava sem entender nada e esse bloqueio com a língua me causou muitos complexos. Eu era um aluno solto na escola, com dificuldades de comunicação”, diz o professor, que dirigiu o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP por sete anos, entre 1983 e 1989.</p>
<p>“Ao final do processo, tivemos contato com alguma literatura e o pan-africanismo, que abriu nossos horizontes para saber que sistema era aquele. Mas, daí, já havíamos criado o complexo de inferioridade e de ser negro, num processo lento que não temos nenhum controle”, disse.</p>
<p>A quebra daquele sistema acontecia nas férias, quando os estudantes retornavam às suas aldeias. “O que nos salvava eram as férias. As famílias continuavam a viver suas culturas e o colonizador não tinha controle sobre o cotidiano das aldeias, exceto pelas prisões e trabalhos forçados. Havia casamentos na igreja para que os filhos pudessem frequentar os colégios, mas na aldeia os homens continuavam com suas mulheres. O processo de alienação acontecia através dos jovens. E assim conseguíamos viver entre a cultura da colonização e as nossas tradições e valores”, conta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pioneiros de uma nação</strong></p>
<p>A primeira universidade no Congo foi criada em 1956, conta Munanga, que entrou em 1964 no curso de ciências sociais, o único disponível naquela ocasião. “Pertenço à segunda turma de jovens congoleses a frequentar o ensino superior. No ano da independência do Congo, em junho de 1960, havia apenas oito jovens com diploma universitário. O que esperar de um país, à época com 24 milhões de habitantes e apenas oito jovens com diploma universitário?”, questiona Munanga.</p>
<p>“Não havia interesse em formar elite, de educar o povo. Após a independência, 60% da população era alfabetizada, mas não havia advogados, engenheiros. Ao finalizar ciências sociais, complementei com uma licenciatura em antropologia cultural. Fui um aluno muito mimado, pois fui o único a me matricular. Ninguém queria fazer porque diziam que era uma ciência colonial. Terminei em 1969 e fui diretamente convidado a dar aulas na universidade do Congo, começando como auxiliar de ensino e depois, professor assistente”, conta.</p>
<p>Obteve uma bolsa para o doutorado na Université Catholique de Louvain, da Bélgica. Chegou a realizar o levantamento de campo para seu projeto que se chamaria “Memória”, sobre as mudanças socioculturais de um grupo étnico do Congo que vivia numa região de extração de cobre. Voltou ao Congo para terminar sua tese, mas não pode concluí-la porque a ditadura instalada na então recém-criada República do Zaire o impediu. A bolsa foi cortada porque sua família fazia oposição política ao governo congolês, disse. Na sequência, nova surpresa. Outra bolsa, esta obtida pela Fundação Rockefeller, terminou confiscada, contou.</p>
<p>Foi por acaso que afinal encontrou o professor Mourão, da FFLCH-USP, conta Munanga. A sequência foi o doutorado em antropologia social na FFLCH-USP, iniciado em 1975 com o mesmo tema do levantamento de campo realizado na África. A tese de doutorado, intitulada “Os Basanga de Shaba (Zaire) - Aspectos socioeconômicos e político-religiosos”, com a orientação do professor João Baptista Borges Pereira, foi concluída em 1977.</p>
<p>“Tive sorte de encontrar aqui o (antropólogo e especialista em África) George Balandier (1920-2016), que esteve em 1976 realizando palestras no Centro de Estudos Africanos da FFLCH. Tomei seus conselhos ao pé da letra e comecei a escrever meu trabalho. Obtive nota 10 com distinção e louvor”, conta.</p>
<p>Munanga ministrou aulas na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em 1977, e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1979. Tornou-se pesquisador e professor do MAE-USP em 1980. Após três anos, aceitou a administração e direção do MAE, ao lado do professor Mourão e do professor Borges Pereira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Militância negra</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Kabengele-Munanga-web-2.jpg" alt="Kabengele Munanga 2" class="image-inline" title="Kabengele Munanga 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Aqui encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava".</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Munanga, o racismo no Brasil é o crime perfeito porque é uma dupla morte. “Não vemos o carrasco do racismo porque ele não se assume como tal. Então é uma morte física e também da consciência do negro. A segunda se dá pelo silêncio, pelo não dito que impede que a vítima e a população tomem consciência de que o racismo existe”, afirma.</p>
<p>Ao chegar ao Brasil, Munanga acreditava que aqui havia uma democracia racial de fato, algo diferente do que ocorria Estados Unidos. Mas a partir das aulas, leituras e encontros, começou a “conhecer o verdadeiro Brasil”.</p>
<p>“Se na maior universidade do país precisou vir um negro fugido de uma ditadura para ser o primeiro professor negro aqui, então alguma coisa estava errada. Vivi circunstâncias que ajudaram a me posicionar como intelectual. Eu não iria continuar a estudar os clássicos gregos e sim as pessoas que tinham a ver com minha própria história”, conta.</p>
<p>A leitura selecionada, o olhar distanciado, as ideias e, sobretudo o contato com o outro, o ajudaram a perceber o que os colegas brancos da academia e o negro brasileiro não percebem. “Conheci o Clóvis Moura e o Eduardo Oliveira, dois intelectuais mestiços que fizeram mestrado aqui na época e que afirmavam ser negro por uma questão de afirmação política. Isso me impressionou muito e ajudou na minha compreensão do Brasil. O Clóvis Moura fez um trabalho pioneiro com o seu livro (“Rebeliões da Senzala, quilombos, insurreições, guerrilhas”) e nos tornamos grande amigos. Tudo isso me ajudou a perceber a importância de ser um professor negro na USP”.</p>
<p><span>Ao confrontar estereótipos, desconstruía o mito da democracia racial. “As pessoas viam que meu comportamento era diferente, que eu não era do Brasil. Daí é possível perceber como os preconceitos podem construir comportamentos. Perguntavam se eu tocava algum instrumento, se já tinha caçado algum leão, se na África existia carro e televisão. Havia um desconhecimento total sobre a África, até entre os alunos da USP”, disse.</span></p>
<p>Munanga lamenta o desconhecimento dos brasileiros sobre a África. “Parece que a história do negro no Brasil parou na abolição. Depois disso, não se produziram estudos. Mas se os negros estão estudando história da Europa, porque o branco também não pode estudar o negro? Com isso, a USP começou a contratar professores para ensinar história da África, tanto que o tema virou disciplina. Isso é um progresso muito grande”, observa.</p>
<p>Munanga citou a polêmica sobre cota raciais em que foi alvo de críticas do jornalista Demétrio Magnoli, em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de 14 de maio de 2009. “Ele me acusou de ser o ícone da racialização oficial do Brasil. Mas como posso ser isso? Disse ainda que eu estava aproveitando o cargo na universidade para pregar o racismo científico, há muito superado”. O artigo de Magnoli, intitulado <a class="external-link" href="http://arquivoetc.blogspot.com.br/2009/05/demetrio-magnoli-monstros-tristonhos.html">“Monstros tristonhos”</a>, incitou uma enxurrada de protestos na internet. Munanga, por sua vez, coloca sua posição no artigo <a class="external-link" href="http://www.geledes.org.br/kabengele-munanga-responde-demetrio-magnoli/">“Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli”.</a></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: EuroNews/ Jean Kabese@KBC / Leonor Calazans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-06T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/trajetoria-entre-culturas-kabengele-munanga-um-interprete-africano-do-brasil-28-de-setembro-de-2016">
    <title>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil - 28 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/trajetoria-entre-culturas-kabengele-munanga-um-interprete-africano-do-brasil-28-de-setembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016">
    <title>Escola sem Partido ou sem Autonomia? O Princípio da Igualdade em Questão - 27 à 29 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-27T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-aborda-trajetoria-do-antropologo-africano-kabengele-munanga">
    <title>A trajetória do antropólogo africano Kabengele Munanga em foco</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-aborda-trajetoria-do-antropologo-africano-kabengele-munanga</link>
    <description>A história de vida de um dos maiores especialistas da presença africana no Brasil será o pano de fundo para uma discussão sobre as relações étnico-raciais no Brasil, o racismo e a antropologia da população afro-brasileira.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-2" alt="Kabengele Munanga" class="image-inline" title="Kabengele Munanga" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>O antropólogo Kabengele Munanga</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A história de vida de um dos maiores especialistas da presença africana no Brasil, o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, será o pano de fundo para uma discussão sobre as relações étnico-raciais no Brasil, o racismo e a antropologia da população afro-brasileira.</p>
<p><span>No encontro </span><i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil</i><span>, que acontece no </span><b>dia 28 de setembro, das 9h às 12h</b><span>, na Sala de Eventos do IEA, Munanga falará sobre sua história, desde a infância e graduação no antigo Zaire (atualmente República Democrática do Congo), o doutorado na Bélgica com conclusão no Brasil e a vinda para a USP, onde é professor titular no Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências e Humanidades (FFLCH) da USP.  A atividade é organizada pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA</a>, do qual Munanga faz parte.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n50/a05v1850.pdf">Entrevista com Kabengele Munanga na 'Estudos Avançados'</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>“Munanga vivenciou, sob vários aspectos, o dramático processo de descolonização em seu continente de origem, que tem efeitos políticos e identitários até hoje”, afirma uma das coordenadoras do encontro, a linguista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a><span>, </span><span>membro do grupo de pesquisa. Segundo Ferreira, a somatória das experiências do antropólogo afinou o olhar e a sensibilidade intercultural. São elas que o colocam hoje “na singular posição de qualificado intérprete da África no Brasil, onde suas contribuições acadêmicas e políticas têm sido determinantes para a valorização dos estudos voltados para a condição dos afro-descendentes e o combate ao racismo”, acredita.</span></p>
<p>Além de Ferreira, o encontro é coordenado também pela cientista social <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a>, que será debatedora ao lado de Ferreira, a psicóloga e coordenadora do grupo de pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas">Sylvia Dantas</a>, a cientista social <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira">Adriana Capuano de Oliveira</a> e o linguista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Paulo Farah</a>, também integrantes do grupo.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><b>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil</b><br />28 de setembro, das 9h às 12h<br />Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /><b>INSCRIÇÕES ENCERRADAS </b> — Transmissão online pelo <a class="external-link" href="http://www.iptv.usp.br/portal/home" target="_blank">IPTV-USP<br /></a>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-20T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas">
    <title>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><span>O <span>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA, </span>organiza um diálogo com Kabengele Munanga, p</span>rofessor titular da FFLCH-USP e também membro do grupo.</span></p>
<p>O antropólogo é<span> </span><span>um dos maiores especialistas em relações étnico-raciais, antropologia da população afro-brasileira e a questão do racismo no Brasil e no mundo da afro-diáspora. </span><span>Nascido na República Democrática do Congo (antigo Zaire), o autor de </span><i>Origens Africanas do Brasil Contemporâneo</i><span> vivenciou, sob vários aspectos, o dramático processo de descolonização em seu continente de origem que tem efeitos políticos e identitários que perduram até o presente. Sua trajetória pessoal e intelectual marca-se pela passagem por alguns países e culturas, antes de radicar-se definitivamente entre nós há mais de três décadas e naturalizar-se brasileiro. Sua condição de africano, estrangeiro e “imigrante” encontra-se na base de suas reflexões sobre o que é ser negro em nosso país.</span></p>
<p>A somatória de suas experiências afinou o olhar e a sensibilidade intercultural que o colocam, hoje, na singular posição de qualificado intérprete da África no Brasil, onde suas contribuições acadêmicas e políticas têm sido determinantes para a valorização dos estudos voltados para a condição dos afro-descendentes e o combate ao racismo.</p>
<h3 class="visualClear">Coordenação</h3>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a></div>
<div class="visualClear"></div>
<h3 class="visualClear"><span>Expositor</span></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a></p>
<h3 class="visualClear">Debatedoras</h3>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></div>
<div class="visualClear">
<div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a></div>
</div>
</div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira<br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link"><span class="external-link">Paulo Farah</span></a></div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear"></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-02T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao">
    <title>Escola sem Partido ou sem Autonomia? O Princípio da Igualdade em Questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O evento procura analisar as políticas públicas de educação para a promoção da igualdade e a noção de autonomia da escola pública em face de movimentos que se opõem a esses princípios, como o "Escola sem partido" e os recentes projetos de lei que cerceiam a autonomia da escola nas escolhas de seus conteúdos e métodos de ensino. As mesas serão compostas por intelectuais, gestores públicos e professore(a)s da rede pública de educação básica e focalizarão temas que têm sido objeto de polêmicas, como educação e gênero, educação e igualdade racial, a presença da história e da cultura indígena no currículo escolar.</span><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-31T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-segundo-seminario-28-e-29-de-abril-de-2016">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade - Segundo Seminário - 28 e 29 de abril de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-segundo-seminario-28-e-29-de-abril-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-12-e-16-de-novembro-de-2015">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade - 12 e 16 de novembro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-12-e-16-de-novembro-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-01T14:23:41Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio-27-de-novembro-de-2015">
    <title>Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território - 27 de novembro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio-27-de-novembro-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-27T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ipbes">
    <title>Visão e práticas de indígenas e comunidades locais em relação à biodiversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ipbes</link>
    <description>O Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES) realiza nos dias 12 e 16 de novembro, no IEA, o seminário Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O </span><a class="external-link" href="http://www.ipbes.net">Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services</a><span> (IPBES) realiza nos dias </span><strong>12 e 16 de novembro</strong><span>, no IEA, o seminário </span><i>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade</i><span>. Veja os horários na programação abaixo.</span></p>
<p><strong><i> </i></strong><span>O objetivo é garantir a participação dos povos indígenas e das comunidades locais nos diagnósticos realizados pela IPBES no Brasil. </span><span>O evento é restrito a convidados, mas o público poderá acompanhar as exposições ao vivo pela </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet</a><span>.</span></p>
<p>A coordenação do seminário é da antropóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e da University of Chicago, nos Estados Unidos. Os expositores serão os autores dos diagnósticos. Graças ao encontro, eles poderão ter acesso a informações, experiências e fontes que lhes permitam levar  em consideração <span>adequadamente</span><span> (em seus trabalhos) a visão e as práticas indígenas e das comunidades locais, bem como as políticas que afetam a biodiversidade dos territórios dessas populações.</span></p>
<p>Entre os temas a serem apresentados estão: o valor, o uso e a importância da biodiversidade e do território; conhecimento e uso sustentável da biodiversidade: paisagens, fauna, história natural, calendários; agrobiodiversidade; agricultura tradicional e fogo; a floresta antropogênica: arqueologia e história ecológica da biodiversidade brasileira; populações tradicionais e desmatamento; hidrelétricas grandes e pequenas;  madeireiras e mineradoras; Código Florestal e Convenção 169 da OIT.</p>
<h3><span>PROGRAMAÇÃO</span></h3>
<h3><span>12 de novembro - Primeira Sessão<br /></span></h3>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-866d73d082904944947c9944eae706d4 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao " id="parent-fieldname-programacao-866d73d082904944947c9944eae706d4">
<div id="_mcePaste">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td><strong>Bem Viver no Alto Rio Negro — Conhecimentos e Práticas</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-fernando-baniwa" class="external-link">André Baniwa</a> (presidente da Oibi)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h45</strong></td>
<td><strong>O Bem Viver no Parque Indígena do Xingu</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-junqueira" class="external-link">Paulo Junqueira</a> (Instituto Socioambiental)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h30</strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h45</strong></td>
<td><strong>A Floresta Antropogênica: Arqueologia e História Ecológica da Biodiversidade Brasileira</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-goes-neves" class="external-link">Eduardo Góes Neves</a> (MAE-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h30</strong></td>
<td><strong>Agrobiodiversidade e Povos Tradicionais</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> (FFLCH-USP e University of Chicago, EUA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>13h15</strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h30</strong></td>
<td><strong>Hidrelétricas, Povos tradicionais e Biodiversidade</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-simoes-barbosa-magalhaes-santos" class="external-link">Sonia Magalhães</a> (UFPA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h15</strong></td>
<td><strong>Um Caso: Oriximiná</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-andrada" class="external-link">Lúcia Andrada</a> (CPI-SP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h</strong></td>
<td><strong>Pressões Desenvolvimentistas e Áreas Indígenas: o RAISG</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-alberto-beto-ricardo-1" class="external-link">Carlos Alberto Ricardo</a> (Instituto Socioambiental)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste"></div>
<h3><strong>16 de novembro — 2ª Sessão</strong></h3>
</div>
</div>
<div id="_mcePaste">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td><strong>Bem Viver de um Povo sem Agricultura: Os Awá Guajá</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoau/uira-felippe-garcia" class="external-link">Uirá Garcia</a> (Unifesp)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h15</strong></td>
<td><strong>Biodiversidade e Saúde dos Povos Indígenas</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-everaldo-alvares-coimbra-junior" class="external-link">Carlos Coimbra</a> (Fiocruz)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h30</strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h15</strong></td>
<td><strong>Populações Tradicionais e Proteção de Unidades de Conservação: O Caso da Terra do Meio</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-doblas" class="external-link">Juan Doblas</a> (ISA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><strong>Fogo como Manejo no Cerrado: O caso Xavante</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/james-r-welch" class="external-link">James Welch</a> (Fiocruz)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h45</strong></td>
<td><strong><i>Almoço</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h15</strong></td>
<td><strong>Território e os Wayampi do Amapá</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dominique-tilkin-gallois" class="external-link">Dominique Gallois</a> e Joana Oliveira (USP e Instituto Iepé)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h</strong></td>
<td><strong>Recuperação de Terras Degradadas em Áreas Indígenas Amazônicas</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcus-schmidt" class="external-link">Marcus Schmidt</a> (ISA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h45</strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h</strong></td>
<td><strong>O PNGATI</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maira-smith" class="external-link">Maira Smith</a> (FUNAI)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h45</strong></td>
<td><strong>Governança dos Commons: Pescadores Artesanais</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristiana-simao-seixas" class="external-link">Cristiana Seixas</a> (Unicamp)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<hr />
<p><i><strong>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade<br /></strong></i><i>12 de novembro e 16 de novembro, das 9h30 às 17h30<br /></i><i>Participação presencial exclusiva para convidados — O público poderá acompanhar  a transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet<br /></a></i><i>Informações: com Marisa Macedo (<a class="mail-link" href="mailto:marmac@usp.br">marmac@usp.br</a>), telefone (11) 3091-8677<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas</a></i><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-11T11:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas-2">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade - Segundo Seminário</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas-2</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este segundo seminário <span>organizado pelo </span><span>IPBES (<i>Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services</i></span><span>) irá abordar o tema </span><strong>"Agrobiodiversidade, as contribuições dos povos indígenas e comunidades tradicionais, estado da arte e aportes metodológicos"</strong>, e busca enfatizar a conexão entre agrobiodiversidade e os povos indígenas e comunidades locais no Brasil. Seu objetivo é reforçar a visibilidade dessas contribuições à manutenção da agrobiodiversidade, a partir dos resultados de pesquisas de campo e/ou a análise crítica da bibliografia disponível. Um curto documento de síntese deverá ser produzido no final da reunião.</p>
<p><span>O encontro é</span><span> destinado aos autores dos diagnósticos, para que possam ter acesso a informações, experiências e fontes que lhes permitam levar devidamente em consideração a visão e as práticas indígenas e locais, bem como as políticas que afetam a biodiversidade de seus territórios.</span></p>
<p><strong>Coordenadoras</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> (USP e The University of Chicago)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laure-emperaire" class="external-link">Laure Emperaire</a> (IRD e UnB)</p>
<p><span><strong>Relatores</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deborah-de-magalhaes-lima" class="external-link">Déborah Lima</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/igor-alexandre-badolato-scaramuzzi" class="external-link">Igor Scaramuzzi</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laure-emperaire" class="external-link">Laure Emperaire</a> <span>(IRD e UnB)</span><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luduvine-eloy-costa-pereira" class="external-link">Ludivine Eloy</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nivaldo-peroni" class="external-link">Nivaldo Peroni</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thiago-mota-cardoso" class="external-link">Thiago Cardoso</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversity</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ipbes-povos-indigenas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Esse seminário, organizado pelo </span><span>IPBES (<i>Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services</i></span><span>), visa a garantir a participação dos povos indígenas e das comunidades locais nos diagnósticos realizados pela instituição no Brasil. </span></p>
<p><span>O encontro é</span><span> destinado aos autores dos diagnósticos, para que possam ter acesso a informações, experiências e fontes que lhes permitam levar devidamente em consideração a visão e as práticas indígenas e locais, bem como as políticas que afetam a biodiversidade de seus territórios.</span></p>
<p><b>Coordenação</b><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> <span>(USP e The University of Chicago)</span><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversity</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-contato-com-o-outro-reflexoes-sobre-identidades-e-interculturalidade">
    <title>O contato com o outro: reflexões sobre identidades e interculturalidade </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-contato-com-o-outro-reflexoes-sobre-identidades-e-interculturalidade</link>
    <description>A nova ordem mundial provocada pelos deslocamentos em massa inspira grupo multidisciplinar a apresentar parte de sua produção científica.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O tema da emigração e da imigração está na pauta da imprensa e tem recebido especial atenção nas relações internacionais. Em um período em que o mundo se questiona sobre a forma de lidar com os refugiados de guerra e fome e sobre as relações entre culturas que coexistem em um mesmo território, o Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais">Diálogos Interculturais</a> do IEA realiza simpósio sobre o tema <i>Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</i><strong>.</strong><strong> </strong>O encontro acontece no dia <strong>27 de novembro</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP, das <strong>9h às 18h</strong>, e <span> requer </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1QRxzL7QdHXtGADCqRTgCuna44ui7nWp_bfkBV7Yp5VQ/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a><span> prévia</span>. Haverá transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet</a>.</p>
<p>“O objetivo é trazer a público os resultados do grupo de pesquisa, as intervenções e os estudos realizados sobre o contato entre pessoas decorrente dos deslocamentos de grupos culturais”, afirma a organizadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do grupo de pesquisa do IEA e professora da Unifesp.</p>
<p>De caráter interdisciplinar e interinstitucional, o grupo de pesquisa tem como objeto de estudo o contato intercultural. Utiliza enfoques teóricos e metodologias específicos de suas áreas de investigação, segundo Dantas.</p>
<p>“O encontro buscará trazer a complexidade da questão de pessoas em deslocamento e os desafios enfrentados por sociedades que recebem esses grupos migratórios”, diz a professora.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title">Notícia:</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/hospitalidade" class="external-link">A hospitalidade ao estrangeiro como elemento essencial da democracia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-desafio-da-hospitalidade-emigrantes-e-refugiados" class="external-link">Vídeo</a></p>
<hr />
<p><span>Notícia:</span></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada" class="external-link">Migrações: a globalização forçada</a></p>
<hr />
<p><span>Vídeos:</span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/lancamento-da-edicao-no-57-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">Lançamento da edição nº 57 da revista "Estudos Avançados"</a> (sobre migração)</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2008/dialogo-intercultural-de-jovenes-de-la-comunidad-arabe-e-judia-en-chile" class="external-link">Diálogo Intercultural de Jóvenes de la Comunidad Árabe e Judía en Chile</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O simpósio está organizado em três mesas-redondas. Na conferência de abertura, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, professor visitante do IEA e membro do Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais, fala sobre "A Invenção da Brasilidade: Identidade Nacional, Etnicidade e Políticas de Imigração".</p>
<p>"Territórios e Crenças" são os temas da primeira mesa-redonda, que trará palestras sobre umbanda, xamanismo e a presença de estrangeiros em São Paulo. Na mesa seguinte, a discussão relaciona migração e saúde mental. No período da tarde, os especialistas analisam as experiências de acolhimento linguístico.</p>
<p>Os palestrantes baseiam a análise sob o foco multidisciplinar da história, sociologia, antropologia, psicologia e ensino de línguas, segundo a professora Dantas.</p>
<p>Durante os intervalos do simpósio, haverá a venda do livro "A invenção da brasilidade - Identidade nacional, etnicidade e políticas de imigração" (ed. Unesp), de Jeffrey Lesser. O título será lançado na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509), no dia 26 de novembro às 19h.</p>
<div>
<h3>Programação</h3>
<div id="parent-fieldname-programacao-12bb90dd96b54131b36f9ec1944fe004">
<p align="left"><strong>9h </strong>-<strong> </strong>Abertura</p>
<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"> </a>
<p align="left">Com Martin Grossmann (diretor do IEA) e Sylvia Dantas (IEA e Unifesp)<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"></a></p>
<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link"> </a>
<p align="left"><strong>9h30 - 10h30 </strong>- Conferência de Abertura</p>
<p align="left"><strong>A Invenção da Brasilidade: Identidade Nacional, Etnicidade e Políticas de Imigração</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/ex-professores-visitantes/ex-professores-visitantes-internacionais/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a> (IEA-USP/Universidade de Emory)</p>
<p><i><strong>Intervalo com venda do livro de Jeffrey Lesser</strong></i></p>
<p align="left"><strong>11h - 12h30 </strong>- Mesa Redonda: <strong><i>Territórios e Crenças</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Estrangeiros em São Paulo: Territórios e Fronteiras da Alteridade</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Pardini Bicudo Véras</a> (PUC-SP)</p>
<p><strong>Umbanda e Xamanismo Okinawano: Um novo Encontro Intercultural.</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/koichi-mori" class="external-link">Koichi Mori</a> (FFLCH-USP)</p>
<p><i><strong>Intervalo <i><strong>e apresentação dos vídeos do grupo <a class="external-link" href="http://acervovivosp.wix.com/vistopermanente#!new-page/cl6r">Visto Permanente</a></strong></i></strong></i></p>
<p align="left"><strong>14h - 15h30 </strong>-<strong> </strong>Mesa Redonda: <strong><i>Migração e Saúde Mental</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Refúgio e Saúde Mental</strong></p>
<p align="left">Lucienne Martins Borges (UFSC/Universidade Laval)</p>
<p align="left"><strong> </strong></p>
<p align="left"><strong>Retorno, Remigração e Saúde Mental</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a> (IEA-USP e Unifesp)</p>
<p align="left"><strong><i>Intervalo <i><strong>e apresentação dos vídeos do grupo <a class="external-link" href="http://acervovivosp.wix.com/vistopermanente#!new-page/cl6r">Visto Permanente</a></strong></i></i></strong></p>
<p align="left"><strong>16h - 17h </strong>- Mesa Redonda: <strong><i>Refúgio no Brasil</i></strong></p>
<p align="left"><strong>Experiências de Acolhimento Linguístico</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a> (Unifesp)</p>
<p align="left">Rosane de Sá Amado (USP)</p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano</a> (UFABC)</p>
<p align="left"><strong>Encerramento</strong></p>
</div>
</div>
<p>Evento com transmissão em: <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="url" id="parent-fieldname-eventUrl">http://www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
<p><strong><i><i> </i></i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i><i> Refúgio, Retorno, E/Imigrações: Línguas, Identidades, Saúde Mental, Crenças, Território</i><br /></i></strong><i>27 de novembro, das 9h às 18h.<br /></i><i>Antiga Sala do Conselho Universitário.<span> Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Butantã, São Paulo.<br /></span></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1QRxzL7QdHXtGADCqRTgCuna44ui7nWp_bfkBV7Yp5VQ/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia – Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web<br /></a></i><i>Informações: Sandra Sedini, telefone (11) 3091-1678 ou e-mail sedini@usp.br<br /></i><i>Ficha do evento:<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio" class="external-link"> http://www.iea.usp.br/eventos/refugio-retorno-e-imigracoes-linguas-identidades-saude-mental-crencas-territorio</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-09T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
