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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 71 to 85.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - 15/12/2023 </title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-02T18:54:15Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo">
    <title>Conceição Evaristo funde Kwanzaa e escrevivência para propor outros mundos possíveis</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>A escritora e educadora Conceição Evaristo fez a conferência "Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis" na abertura do Festival Kwanzoo-Escrevivência, no dia 13 de dezembro, no Itaú Cultural.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-13-12-23/image" alt="Conceição Evaristo - 13/12/23" title="Conceição Evaristo - 13/12/23" height="517" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Conceição Evaristo: ''Só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural''</dd>
</dl></p>
<p><span>"Temos a intenção bastante explícita de empretecer espaços brancos com a nossa corporeidade preta em seus múltiplos sentidos. E assim redesenhamos nas linhas fixas das instituições por onde passamos, onde estamos, novos traços, novas marcas, para ajudar a compor o rosto multifacetado da nação brasileira."</span></p>
<p>Assim a escritora e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a> ressaltou a importância da participação de mulheres negras e homens negros nas mais diferentes instituições do país. Ela fez essa afirmação na conferência <i>Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</i>, com a qual abriu o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia" class="external-link">Festival Kwanzaa-Escrevivência</a>, no dia 13 de dezembro.</p>
<p>Realizado de 13 a 15 de dezembro no Itaú Cultural (abertura) e em três lugares da USP - IEA; Escola de Arte, Ciência e Humanidades (Each); e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) -, o festival celebrou as atividades ocorridas na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> durante o um ano e meio em que Evaristo foi sua titular.</p>
<p>Nesse período, ela e os jovens pesquisadores participantes <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a> com certeza imprimiram "novos traços, novas marcas" nas linhas que definem a atuação do IEA, da própria USP e do Itaú Cultural, parceiros na implantação e funcionamento da cátedra. Aos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de estudos, somaram-se a criação de uma disciplina de pós-graduação, um curso de extensão para docentes de educação básica, seminários, palestras e participação em eventos diversos, sempre com a intenção de promover a reflexão sobre epistemologias afro-diaspóricas.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Celebração, reflexão política, identidades e direitos humanos</h3>
<p>Na cerimônia de abertura do festival, o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, saudou a realização como um momento de reflexão crítica e política, além de seu aspecto de celebração: "Estamos festejando um ano e meio de intensas atividades de Conceição Evaristo, sempre com o suporte do jovem grupo de estudos, hoje com 13 integrantes, coordenados por ela e supervisionados por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/calila-das-merces-1" class="external-link">Calila das Mercês</a>. São jovens que devem se tornar líderes em suas áreas; uma das missões da cátedra é a formação de líderes".</p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, comentou que a Kwanzaa, em sua comemoração anual de 26 de dezembro a 1º de janeiro, ocorre num momento de outras duas celebrações marcantes: o Natal, para os cristãos, e o Hanuká, para os judeus. "Uma das coisas que essas três celebrações têm em comum é o vínculo com a luz, com a luminosidade. E há o simbolismo a partir dos candelabros do Kwanzaa e do Hanuká". No primeiro caso, o candelabro Kinara contém sete velas associadas a igual número de princípios e dias de celebração. O candelabro Hanukiá, com nove velas, é utilizado nos oitos dias do Hanuká, que este ano transcorreu de 7 a 15 de dezembro, terminando exatamente no terceiro dia do festival organizado pela cátedra.</p>
<p>"As três festividades celebram identidades, especificidades e tradições. O Kwanzaa, um termo da lingua suaíli, tem o significado de primeiros frutos da colheita, e o Hanuká, num de seus dois sentidos, significa inauguração, reinauguração, novo começo. Junto com o Natal, as três celebrações, têm outro aspecto comum: marcar que todos somos seres humanos, com razões, emoções e intenções. Digo isso, porque no dia 10 de dezembro, comemorou-se outro fato marcante do mês e ligado às três comemorações: o 75º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas", concluiu.</p>
<p>Também participaram da cerimônia de abertura do festival <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jader-rosa" class="external-link">Jader Rosa</a>, superintendente do <span>Itaú Cultural, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-maria-guedes-paiva" class="external-link">Patrícia Mota</a>, gerente de Educação do <span>Itaú Social.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reivindicação da presença negra nas instituições é essencial diante do fato de que "desde a saga do trabalho escravo imposto aos nossos antepassados até hoje estamos na base da construção da riqueza material e imaterial do país, que também é nossa e da qual muito pouco usufruímos", afirmou Evaristo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo da conferência "<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-13-de-dezembro" class="external-link">Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</a>", proferida por Conceição Evaristo na abertura do Festival Kwanzaa-Escrevivência</li>
<li>Vídeos dos dias <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-14-de-dezembro" class="external-link"><strong>14/dez</strong></a> e <strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-de-dezembro" class="external-link">15/dez</a> do festival</strong></li>
<li>Vídeo do <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa" class="external-link">Espetáculo de Encerramento do Festival Kwanzaa-Escrevivência</a><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=6UrGqFmCNUQ"><br />1</a>5/12/2023</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i> 
<hr />
</i></h3>
<h3><i>Esclarecimento</i></h3>
<p><i>Leia <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nota-de-esclarecimento-dezembro-2023" class="external-link">Nota de Esclarecimento</a> da Diretoria e da Ouvidoria do IEA sobre incidente </i><i>relatado por Conceição Evaristo no final de sua conferência. O fato envolveu </i><i>pessoa da equipe do Instituto e pesquisadores do grupo de estudos coordenado pela escritora.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Racismo estrutural</strong></p>
<p>"Sendo reconhecido que o preconceito e a discriminação racial estão consolidados na organização da sociedade brasileira, há de se buscar formas de desestruturar o racismo estrutural que caracteriza as instituições, o pensamento e o imaginário brasileiro em relação ao negro e, podemos dizer, em relação ao indígena", disse.</p>
<p>A seu ver, só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural. E essa reorganização "não se realiza nos discursos, por mais progressistas que sejam: é preciso que as palavras se concretizem na prática, no exercício cotidiano de quem tem o poder de decidir, de organizar, de distribuir, de escolher".</p>
<p>Ela destacou que as estruturas de uma sociedade não se organizam por geração espontânea, "embora perdurem como algo naturalizado, como um destino instituído desde sempre". Essa naturalização serve-se até de distorções, que procuram usar o racismo estrutural "como uma desculpa desonesta para não buscar mudanças efetivas nas bases com que se organizou e se mantém a sociedade brasileira", afirmou.</p>
<p>Amalgamar o Kwanzaa com sua pesquisa sobre a escrevivência, conceito criado por ela nos anos 90, foi "um gesto simbólico de retomada de uma dinâmica dos afro-americanos, que, como nós, afro-brasileiros, buscamos compreender e nos apropriar de valores africanos que a memória coletiva preservou na diáspora, apesar da violência da escravização".</p>
<p>"Pensar a escrevivência como suporte teórico, desenvolvendo pesquisa em vários campos de conhecimento, cujos objetos estão marcados pela experiência de sujeitos negros, na qual guardamos consciente ou inconscientemente uma memória negra relativa aos povos africanos e à diáspora negra nas Américas, é também promover em solo brasileiro o nosso Kwanzaa", disse.</p>
<p>A escrevivência é um conceito e uma prática de criação de discurso que hoje está apropriada por outras formas de conhecimento, além da produção literária, explicou. "É uma ideia que nasce sob a perspectiva de uma busca intelectual de uma mulher negra oriunda das classes populares".</p>
<p><strong>Origem</strong></p>
<p>Evaristo relatou que começou a usar o termo em 1995, quando redigia sua dissertação de mestrado “Literatura Negra: Uma Poética de Nossa Afro-Brasilidade”, defendida em 1996 na PUC-RJ (no segundo semestre de 2009, a revista Scripta, da PUC Minas, publicou <a href="https://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/4365">ensaio homônimo</a> em que ela retomou os temas abordados na dissertação).</p>
<p>Ela explicou que o trabalho consistia na produção de um panorama sobre a autoria negra de poesia a partir, principalmente, das publicações do grupo paulista <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/">QuilombHoje</a>, constituído por homens e mulheres em sua maioria negros, que em 1978 passou a publicar a série <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/cadernos-negros/">Cadernos Negros</a>, com contos e poesias de autores afrodescendentes.</p>
<p>"Comecei a observar que havia uma mesma dicção, uma fusão entre o eu poético, que se pronunciava como negro, e o sujeito autoral, homens negros e mulheres negras. O sujeito autoral se inscrevia no próprio poema, se via no próprio poema, vivia o próprio poema. Era como escreviver o corpo negro", observou.</p>
<p>Ela trabalhou com poemas das décadas de 70 e 80. Naquele momento era "muito necessário nos pronunciarmos como negros". Havia um movimento, principalmente da literatura, para "retirar certa carga negativa da palavra negro, que era usada para dizer dizer coisas como 'negro sujo, negro vagabundo'; quando queria brigar com um negro, o branco geralmente usava essa palavra".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:384px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/revista/carolina-maria-de-jesus/image" alt="Carolina Maria de Jesus" title="Carolina Maria de Jesus" height="269" width="384" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:384px;">Carolina Maria de Jesus, referência como autora de escrevivência</dd>
</dl>"Tirar todo sentido negativo da palavra e positivá-la etnicamente fazia parte do projeto estético da construção de um texto. Por isso minha geração de poetas não usava a palavra preto. Preto era eufemismo. Então sempre usávamos a palavra negro, uma palavra que minha geração ainda usa.”</p>
<p>Evaristo disse que na ocasião nem tinha percebido que havia usado a palavra escrevivência. "Foi o professor Eduardo de Assis, da UFMG, que me apontou que eu usara a palavra na frase "A escrevivência do corpo negro é realizada não só pela apresentação física desse corpo em si.”</p>
<p>A catedrática afirmou que a produção literária de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), principalmente "Quarto de Despejo", "Diário de Bibita", "Casa de Alvenaria" e os poemas, pode ser caracterizada como escrevivência.</p>
<p><strong>Língua portuguesa</strong></p>
<p>Ao tratar da influência dos negros e negras escravizados até mesmo na lingua portuguesa, Evaristo exibiu a foto de 1860 tirada por João Ferreira Villela onde aparecem o menino Augusto Gomes Leal e sua ama de leite Mônica. "As considerações feitas por Gilberto Freyre sobre o diferencial da língua portuguesa falada no Brasil apontam para o papel para isso desempenhado pelas línguas africanas e mães pretas no interior da casa grande." Ressalvou, no entanto, que a valorização dessa mãe preta em "Casa Grande &amp; Senzala" chega a tomar um ar romântico, como “se essa mãe preta tivesse escolhido aquele filho branco”.</p>
<p>Evaristo disse que a semântica do conceito de escrevivência vem daquela situação histórica, de mulheres negras escravizadas que tinham que contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande: "Eram corpos inscritos na economia da produção, pois geravam lucro, na economia do prazer, pois eram tomadas pelo senhor quando ele quisesse, e na economia da educação, pois as crianças passavam muito mais tempo com essa mãe preta, aprendiam a falar com ela. Em Freyre, há uma metáfora muito bonita: era como se essa mulher pegasse a língua portuguesa, mastigasse e misturasse com sua própria dicção e colocasse essa língua mastigada na boca da criança".</p>
<p><strong>Estórias para incomodar</strong></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:249px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/augusto-nunes-leal-com-a-ama-de-leite-monica/image" alt="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" title="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" height="400" width="249" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:249px;">Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica (1860) - Cartão de visita do fotógrafo João Ferreira Villela</dd>
</dl></p>
<p>Mas o que a escrevivência tem a ver com isso? "Se essas mulheres eram obrigadas a contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande, nossas estórias não são para niná-las, mas sim para incomodá-las em seus sonos injustos", pontuou.</p>
<p>A escritora ressalvou que a escrevivência não se confunde com a escrita narcísica, pois a primeira coisa que vem à mente ao falar desse tipo de escrita é o espelho de Narciso, que "não guarda nossa face, não reflete aquilo que somos, pelo contrário, expulsa nossa face. A beleza negra, o corpo negro, a dignidade negra não transparecem no espelho de Narciso. Para Narciso, nós não somos belos".</p>
<p>Ela tem proposto a busca de outros espelhos, como aqueles das narrativas míticas negras e africanas, caso dos espelhos de Oxum e de Iemanjá. "O de Oxum é aquele que nos confere dignidade, que permite que descubramos nossa beleza, que nos constrói, que nos acolhe. O espelho de Narciso aponta para uma passividade, de alguém que se perde em si, embevecido por sua imagem. O de Oxum é também uma arma, ela o leva para a luta. E ao contemplar o espelho, ela vê também os inimigos que estão atrás dela."</p>
<p>"Depois de construirmos nossa dignidade com o espelho de Oxum, temos o espelho de Iemanjá, aquela que cria, que cuida, que é exemplar no sentido de olhar para a comunidade. E nisso há outra diferença: a escrita de si, narcísica, é uma escrita que contempla, apresenta uma voz que se esgota em si mesma; a escrevivência é sempre eu/nós. Isso nos distancia da autoficção, da escrita narcísica, da escrita de si", disse.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Martin Grossmann/IEA-USP; domínio público; Coleção Francisco Rodrigues/Fundação Joaquim Nabuco</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literature</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-12-19T12:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-a-obra-de-jose-saramago-como-cronista">
    <title>Seminário analisará a obra de José Saramago como cronista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-a-obra-de-jose-saramago-como-cronista</link>
    <description>O IEA e a Fundação José Saramago realizam o seminário "O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista" no dia 4 de dezembro, a partir das 9h30, na Sala Alfredo Bosi, na sede do Instituto.</description>
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<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/saramago-na-estacao-de-verona-italia/image" alt="Saramago na Estação de Verona, Itália" title="Saramago na Estação de Verona, Itália" height="559" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O escritor José Saramago em viagem pela Itália nos anos 80</dd>
</dl></p>
<p>O ano de 2023 marca meio século da publicação de "A Bagagem do Viajante", o livro de crônicas mais conhecido do escritor português <a class="external-link" href="https://www.josesaramago.org/biografia/">José Saramago</a> (1922-2010), ganhador do <a class="external-link" href="https://www.nobelprize.org/prizes/literature/1998/8069-jose-saramago-1998/">Prêmio Nobel de Literatura</a> de 1998 e do <a class="external-link" href="http://https//www.gov.br/bn/pt-br/atuacao/cooperacao-e-difusao/premio-camoes-de-literatura">Prêmio Camões</a> de 1995, o mais prestigioso da literatura em língua portuguesa.</p>
<p>Para comemorar o cinquentenário do livro, o IEA e a <a class="external-link" href="http://www.josesaramago.org/" target="_blank">Fundação José Saramago</a> realizam o seminário <i>O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista</i>, no dia 4 de dezembro, a partir das 9h30, na Sala Alfredo Bosi, na sede do Instituto. O evento é público e gratuito e não requer inscrição.</p>
<p>No semnário, quatro especialistas apresentarão e discutirão toda a produção de cronista do mestre português, que inclui também os livros "Deste Mundo e do Outro" (1971), "Os Apontamentos" (1976), "Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido" (1979), "Moby Dick em Lisboa" (1996) e "Folhas Políticas" (1976-1998). Outras obras abordadas serão "Cadernos de Lanzarote" (1995) e "As Pequenas Memórias" (2006).</p>
<p>As exposições da manhã serão "Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido", com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/horacio-costa" class="external-link">Horácio Costa</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e "A Tentação Autobiográfica em José Saramago", com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aparecida-de-fatima-bueno" class="external-link">Fátima Bueno</a>, também da FFLCH-USP.</p>
<p>À tarde, outra professora FFLCH-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-mara-antonietti-lopes" class="external-link">Tania</a><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-mara-antonietti-lopes" class="external-link"> Mara Antonietti Lopes</a>, falará sobre "O Insólito nas Crônicas de Saramago", Em seguida, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-pierre-chauvin-1" class="external-link">Jean Pierre Chauvin</a>, da Escola de Comunicações e Artes da USP, discutirá "A Crônica Engajada de José Saramago".</p>
<p>A coordenação do evento será do zoólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-bertoluci" class="external-link">Jaime Bertoluci</a>, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. Desde janeiro de 2019, ele desenvolve projeto sobre Saramago no IEA.</p>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-organizacao " id="parent-fieldname-organizacao-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea">
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<i><strong> O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista</strong><br />4 de dezembro, das 9h30 às 16h<br />Sala Alfredo Bosi, Instituto de Estudos Avançados da USP, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento público e gratuito (não requer inscrição)<br />Mais informações: Com Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686.<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/viajante-bagagem-saramago-cronista" class="external-link">Página do evento</a></i>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: ©Arquivo FJS/Direitos Reservados</span></i></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores com vínculo subsidiário</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-30T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini">
    <title>Artistas praticam “jogo de cintura” para esquivar-se de situações previsíveis, diz García Canclini</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini</link>
    <description>Titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência de 2021-2022 debateu emergências culturais em seminário de lançamento de livro coordenado por ele</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e2af2db5-7fff-81dd-a79b-51962af9f200"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-canclini-25-10-2023/image" alt="Néstor Canclini - 25/10/2023" title="Néstor Canclini - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O antropólogo argentino Néstor García Canclini: pesquisa comparativa das instituições culturais tendo Brasil e México como ''marcos'' de referência. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>A noção de comunidade, um dos principais conceitos do livro “Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México”, foi retomada pelo antropólogo argentino </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Néstor García Canclini</span></a><span> durante o lançamento da publicação que coordena. O evento também teve a participação dos demais autores, gestores culturais, jornalistas e acadêmicos, e aconteceu no dia 25 de outubro no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna). A obra, que aborda ainda os conceitos de instituições e criadores culturais, foi publicada no primeiro semestre deste ano pelo IEA e pela Edusp.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Na história, mas principalmente na antropologia, pensamos em comunidades locais, estabelecidas em um território específico”, contextualizou. “Existe uma dispersão que nos obrigou a refletir sobre em que sentido somos comunidade no mundo do </span><span><i>streaming</i></span><span>, da comunicação virtual e essa descentralização criou ainda mais instabilidade a uma atividade que por si só já é bastante instável”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Professor titular da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), no México, e referência obrigatória nos estudos culturais na América Latina, Canclini afirmou que o processo de precarização na área começou, na verdade, antes da pandemia. Citou uma frase do sociólogo francês Pierre-Michel Menger – “o trabalho artístico está moldado pela incerteza” – para ilustrar as oscilações tão comuns no setor cultural. “Não sabemos onde vamos parar quando iniciamos uma experiência comunicacional ou estética”, dizendo que essa situação problemática “aproxima a precarização da emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, para esquivar-se daquilo que é previsível, os artistas praticam o tempo todo o chamado “jogo de cintura”. Disse que a metáfora de raízes brasileiras serve de referência para outros países, significando “mover-se do previsível em direção a um espaço diferente”, o que “conecta de forma positiva ou de forma criativa a precariedade com a emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O livro é resultado da pesquisa </span><span>“A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais”, </span><span>realizada durante o biênio 2021-2022, na titularidade de Canclini na </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência</span></a><span>, parceria do </span><a href="https://www.itaucultural.org.br/"><span>Itaú Cultural</span></a><span> com o IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juan-ignacio-brizuela-25-10-2023/image" alt="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" title="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O pesquisador Juan Ignacio Brizuela usou a expressão ''fora do jogo'' para pensar as instituições culturais. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Assinam a autoria do livro com Canclini os pesquisadores de pós-doutorado </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Ignacio Brizuela</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Machado C. Melo</span></a><span> ao lado da pesquisadora mexicana </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>. Os autores investigaram as transformações que, nos últimos anos, vêm afetando instituições culturais, artistas, trabalhadores da cultura e públicos, adensadas e agravadas pela pandemia de Covid-19.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse é o quinto volume da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes"><span>coleção de livros</span></a><span> da cátedra e o primeiro em parceria com a editora da USP”, informou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span> sobre a edição em português. O coordenador acadêmico da cátedra anunciou que a edição em espanhol, publicada pela editora Gedisa, também já está disponível para os países de língua hispânica da América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou a importância do site </span><a href="https://www.canclinibrasil.iea.usp.br/"><span>“Diálogos com Canclini no Brasil”</span></a><span>, dedicado ao antropólogo e às publicações relacionadas ao projeto coordenado por ele na cátedra, além de reunir depoimentos de intelectuais brasileiros sobre sua obra para a reflexão do panorama da cultura no Brasil e na América Latina em geral.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse sentido, disse que apesar das cátedras representarem uma tradição, “a cadeira do bispo”, elas vão muito além enquanto “instrumentos de vanguarda” porque trazem a possibilidade de inovação contínua em áreas fronteiriças do conhecimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Políticas Culturais</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Na abertura do evento, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-mode"><span>Luciana Modé</span></a><span>, coordenadora do Observatório Itaú Cultural,</span><span> antevendo recente decisão da Câmara dos Deputados, comentou sobre a expectativa dos agentes culturais pela prorrogação da Lei Paulo Gustavo. Em 30 de outubro, dia em que o ator completaria 45 anos, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei (nº 3.942) de 2023 foi aprovado por maioria absoluta no plenário. “Este projeto visa estender o prazo de execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo até 30 de junho do ano que vem”, informou Luciana. Trata-se de significativa conquista, uma vez que os incentivos culturais estão garantidos até 2024. “É responsabilidade de nosso setor a execução apropriada, eficiente e democrática dos recursos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Lei Paulo Gustavo prevê, entre outros pontos, o repasse federal de R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, como forma de atenuar os efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19. Outro ponto é que os estados e municípios que receberem os recursos deverão comprometer-se a fortalecer os sistemas estaduais e municipais de cultura existentes ou, se inexistentes, implementá-los.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Canclini discorreu sobre os legados históricos que abriram caminhos para que a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei emergencial Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020</span><span>)</span></a><span>, </span><span>que dispôs sobre ações emergenciais destinando R$ 3 bilhões para o setor cultural durante a pandemia de Covid-19, fosse implementada. “Trata-se de uma experiência de exceção na América Latina”, pontuou. “Houve um aumento do orçamento cultural no Brasil devido à Lei Aldir Blanc”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou o papel fundamental da mobilização de artistas e gestores culturais por meio dessas “redes” criadas em plataformas digitais, única forma de se comunicar durante o isolamento. “Museus, bibliotecas e centros culturais estavam fechados e o público não podia ir às salas de cinema, de teatro, mas fez isso de forma virtual”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo lembrou que no início do período de sua titularidade foi aberto um edital para escolha de dois pesquisadores em pós-doutorado com 41 candidatos inscritos. “Isso tem a ver com a atração que exerce a USP e o seu IEA, mas também podemos pensar que isso ocorreu como resultado da precarização trabalhista que afeta os pós-doutorandos da América Latina e de outros países da Europa e Estados Unidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span>, o elevado número de candidatos para apenas duas vagas que exigiam o título de doutor se relaciona ao desenvolvimento de sociedades neoliberais que “precarizam” a vida dos jovens das novas gerações, ressalvando que “já faz duas ou três gerações que isso acontece”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Brasil e México</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>García Canclini</span></a><span>, a proposta consistiu em fazer uma pesquisa comparativa das instituições culturais tendo o Brasil e o México, dois países gigantes, com políticas culturais de muitas décadas, bastante estruturadas, como marcos de referência latino-americana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“São poucos os trabalhos comparativos entre Brasil e México, que são os dois maiores países em termos populacionais e também com relação às suas atividades econômicas”, apontou. “No entanto, existe pouquíssima interconexão, mas, apesar disso, percebi que esse interesse recíproco tem crescido”, afirmou, dizendo que o Brasil tem demonstrado muito mais interesse pela América Latina que há 30 ou 40 anos. “O México também se abriu mais nas últimas décadas a outros países latino-americanos. Entretanto, no caso mexicano, há um foco mais com os Estados Unidos do que com a América Latina”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Contou que a pandemia acabou interferindo na metodologia da pesquisa. “Muitas das entrevistas com os atores culturais ocorreram de forma virtual, por aplicativos de videoconferência. Foi uma experiência etnográfica extraordinária”, considerou. </span><span>Também falou que foi possível consultar os dados estatísticos com facilidade porque os documentos estavam em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, os caminhos adotados na pandemia foram bastante distintos entre ambos países. Citou ainda um estudo comparativo feito pela Unesco (</span><span>Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostrando o que foi feito no primeiro ano da pandemia, em relação aos aumentos de emergência no orçamento de cultura nos países latino-americanos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O Brasil ficou em primeiro lugar, com aumento de 143% do fundo dedicado à cultura em 2020”. Em seguida vêm Argentina (41%), Equador (24%) e Chile (15%). O México surgiu em décimo lugar com aumento de apenas 3%. “Como isso era possível em um país que estava sempre fazendo desenvolvimento comunitário e atendendo as necessidades locais, liderado até hoje por [Andrés Manuel] López Obrador?”, indagou. “Por outro lado, sabemos que o governo Bolsonaro não era favorável ao desenvolvimento cultural, então, como explicar o destaque do Brasil?”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span> explicou que no México a mobilização buscou reivindicar a dívida do estado com relação aos trabalhos não pagos de artistas visuais e populares, a exemplo dos músicos que tinham dado shows e outros espetáculos. Já no Brasil, “milhares de artistas e gestores culturais que se reuniram por meio das redes virtuais coletivas para ver onde podiam obter fundos sabiam que o melhor caminho não era o Governo Executivo, mas sim o Congresso, onde havia pluralidades e legisladores com disposição para colaborar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo também lembrou que, no primeiro ano da pandemia, foram perdidos, em média, mais de 800 mil postos e empregos na América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Pontos de cultura</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve um debate que, além de Canclini, contou com a participação do historiador e gestor cultural </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Célio Turino</span></a><span>, a diretora fundadora do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (Bahia) </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Fernanda Onisajé</span></a><span> e a produtora cultural e escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span>, além de pesquisadores da cultura, demais autores do livro e entrevistados nas pesquisas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Turino</span></a><span>, o trabalho da cátedra vai contribuir muito para a compreensão de que Pontos de Cultura e Cultura Viva, assunto abordado por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Brizuela</span></a><span>, vão muito além de uma política pública, constituindo-se enquanto “filosofia” ou “compreensão de relações a partir do comunitário”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sharine-machado-25-10-2023/image" alt="Sharine Machado - 25/10/2023" title="Sharine Machado - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A pesquisadora Sharine Machado Melo analisou os processos que resultaram na promulgação da Lei Aldir Blanc. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Da análise de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> sobre a criação da </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span>, Turino explicou que o surgimento dos movimentos virtuais no Brasil logo no começo da pandemia, reunindo cerca de “40 mil” artistas, criadores, gestores e animadores culturais, ocorreram porque “junto com o conceito de cultura viva na primeira década do século 21, o país foi vanguarda mundial em cultura digital, “entendida não somente enquanto tecnologia mas como cultura a partir do software livre”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A dramaturga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Onisajé</span></a><span> (Fernanda Júlia), educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase no Candomblé, falou sobre a importância do ponto de cultura na cidade de Alagoinhas. Além de diretora artística, Onisajé é</span><span> Yakekerê (mãe pequena, segunda sacerdotisa do terreiro) no Ilê Axé Oyá L´adê Inan, comunidade de terreiro local.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Um ponto de cultura é a possibilidade de manter acesa e em processo de radiação as nossas identidades múltiplas, contribuições, construções culturais que reverberam no modo como somos, pensamos, criamos e nos expressamos esteticamente”.</span><span> Usando a metáfora do farol como “fonte de luz reversa”, disse que, no interior do estado, </span><span>o ponto de cultura transforma “aquela localidade, aquele espaço, aquele recorte de território em um farol para a sua comunidade e que também recebe a luz daquela comunidade para dentro de si”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Gestora pública na área de cultura, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span> falou sobre a experiência vivida na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo) no começo do confinamento, às vésperas de lançamento de um edital que disponibilizaria R$ 650 mil por meio da Lei Rubem Braga, principal mecanismo de fomento a novos projetos artísticos e culturais do município. “O contingenciamento, as paralisações e tudo que sobreveio naquele momento foi tão drástico e dramático que fez tudo recuar”, relatou, recordando o fechamento inesperado de teatros e centros culturais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Volpato</span></a><span> disse que foi a partir dos encontros promovidos pelo Fórum Nacional dos Conselhos que “viajou o Brasil” através da cadeira do seu quarto. “Foi tão bom e diferente fazer parte daquilo tudo”, descreveu. “ Por meio das pautas de gestão,era como se eu tivesse me transformado no que unia o cachoeirense artista com as pautas no Congresso”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela conta que as reuniões virtuais com outros gestores culturais produziram a sensação de “corrida contra o tempo”, em que era preciso simplificar o processo de captação de recursos para torná-lo “rápido, célere, descomplicado”, alcançando, assim, os mais atingidos.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Tensões e incertezas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Dirigindo uma questão a </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Melo</span></a><span> sobre o papel das redes na pandemia, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-sousa"><span>Ana Paula Sousa</span></a><span>, editora da versão impressa da revista Carta Capital e moderadora da roda de conversa, pediu que a pesquisadora comentasse o quanto a pandemia, com toda a sua “carga trágica”, acabou “favorecendo” a potência das redes virtuais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> respondeu que as redes trouxeram uma possibilidade de “respiro” ou “iminência” de algo que está no limiar entre a “realidade” e o “possível”. Ela leu o poema “Bilhete para o Bivar”, de Roberto Piva, escrito que lhe serviu de ponto de partida para a pesquisa que deu origem ao ensaio “Pela Onda Luminosa: A Articulação em Rede a Favor da Lei Aldir Blanc no Contexto das Políticas Culturais Brasileiras”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Brizuela</span></a><span> explicou que a expressão “fora do jogo”, usada em seu texto</span><span> </span><span>“Fora de Jogo? Territórios Latinos-Americanos e Instituições Culturais no Brasil”, é uma referência à regra  “offside” ou posição de “impedimento” que se aplica no futebol, como também às instituições consideradas “fora do lugar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se extrapolarmos ao pensar as instituições culturais nos ‘interiores’ dos ‘interiores’ da América Latina, onde muitas vezes não há uma vivência cotidiana das entidades modernas clássicas existentes nas regiões metropolitanas, como museus, teatros, isso significa que não existe nenhuma institucionalidade da cultura nesses lugares?”, pergunta. “Hoje, em especial fora das regiões metropolitanas, instituições religiosas, por exemplo, são as principais formadoras de artistas e profissionais da cultura”, diz. “São mercados culturais muito potentes”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mariana-matadamas-25-10-2023/image" alt="Mariana Matadamas - 25/10/2023" title="Mariana Matadamas - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Para Mariana Martínez Matadamas resultados estabelecem ''diálogo'' entre experiências diferentes. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Para a antropóloga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>, uma das autoras do livro, os resultados das pesquisas tanto no Brasil quanto no México estabelecem “um diálogo” entre experiências diferentes que vem de “especificidades históricas”, mas que também falam de algumas vinculações próprias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Uma surpresa importante foi descobrir a falta de informação sistematizada no México se comparado aos dados do sistema cultural no Brasil”, aponta. “O que a gente viu ao longo do trabalho é como as comunidades e grupos culturais encontraram espaço nas instituições e também geraram estratégias para modificar e transformar a maneira como se faz política”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A crítica de arte e editora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-alzugaray"><span>Paula Alzugaray</span></a><span>, diretora de redação da revista de arte e cultura contemporânea seLecT_ceLesTe, apontou que uma das grandes contribuições da pesquisa é a “revisão das noções de comunidade, participação, instituição, criatividade, conferindo-lhes sentidos ampliados, flexibilizados e reelaborados”, que se aplicam “perfeitamente” às preocupações cotidiana de jornalistas, editores e trabalhadores da arte.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse livro, que trata das tensões e incertezas da vida laboral da cultura contemporânea latino-americana, tem uma ação propositiva muito salutar de investigar de que modo se articulam e se organizam as redes que buscam soluções e produzem transformações”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Alessandro Azevedo</span></a><span>, coordenador da Representação Regional do Ministério da Cultura (MinC) em São Paulo, fez questão de se apresentar como um “trabalhador da cultura”, considerando que o evento representa a “reconstrução da institucionalidade da cultura”. Palhaço e ator de formação, ele comentou sobre algumas iniciativas atuais do MinC, como fomento a “pontões de cultura” e a regulamentação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo notícia veiculada no último dia 13 de novembro no portal do MinC, trata-se da “maior iniciativa direcionada ao setor cultural do Brasil”. O órgão vem realizando plantões tira-dúvidas três vezes por semana de maneira online. De acordo com informações da publicação, a PNAB pretende destinar, até 2027, R$ 15 bilhões a estados, municípios e Distrito Federal. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Azevedo</span></a><span> considera a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span> um “marco” de política pública da atuação em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também participaram como comentaristas </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lucia-pardo"><span>Ana Lúcia Pardo</span></a><span> (UERJ), </span><span>assessora da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nando-zambia"><span>Nando Zâmbia</span></a><span> (UFBA), </span><span>coordenador da Dinamização de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Oyá L’adê Inan Ponto de Cultura na cidade de Alagoinhas, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniele-canedo"><span>Daniele Canedo</span></a><span> (UFRB), produtora e gestora cultural.</span></p>
<p><span>A artista, curadora e gestora de arte e cultura </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-duarte"><span>Andreia Duarte</span></a><span>, </span><span>diretora da Outra Margem e do !PULSA! Movimento Arte Insurgente, abriu os trabalhos com um discurso performático, proferindo “somos cosmos em transformação e a arte é movimento para a vida”. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-23T10:30:43Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência, da resistência à celebração da cultura negra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia</link>
    <description>A escritora e professora Conceição Evaristo e o Grupo de Estudos em Escrevivência organizam, de 13 a 15 de dezembro, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em vários locais da cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-do-festival-kwanzaa-escrevivencia" alt="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" class="image-right" title="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" />Para marcar as contribuições das pessoas negras na produção de conhecimentos e comemorar as realizações da titularidade da escritora e professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a> no período 2022-2023 na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, acontece, de <strong>13 a 15 de dezembro</strong>, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em três regiões da cidade de São Paulo [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa#programacao">programação</a>].</p>
<p>Os eventos da programação do festival são públicos, gratuitos e contarão com tradução em libras. Para participar, os interessados deverão efetuar <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa" class="external-link">inscrição prévia em cada atividade</a>. Haverá oito rodas de conversas nos dias 14 e 15, todas com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<div class="kssattr-atfieldname-inscricao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46" id="parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46">
<p><span>O festival tem como objetivo celebrar a relevância dos trabalhos acadêmicos e artísticos da escritora, que discutem a formação social brasileira em confluência com epistemologias de vários intelectuais, entre os quais Beatriz Nascimento, Lélia González, Lêda Maria Martins, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, Eduardo Glissant e Franz Fanon.</span></p>
<p><span>A participação de Evaristo na cátedra pautou-se pela reflexão sobre</span><span> epistemologias afro-diaspóricas por meio de diversas atividades e ações, dentre as quais a criação do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a><span>, uma disciplina de pós-graduação e um curso de extensão para docentes da educação básica, além de seminários, palestras e participação em eventos que tiveram como audiência tanto a comunidade uspiana quanto o público externo.</span></p>
</div>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2023-1/image" alt="Conceição Evaristo - 2023" title="Conceição Evaristo - 2023" height="381" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A escritora Conceição Evaristo, titular da Cátedra Olavo Setubal e promotora do Festival Kwanzaa-Escrevivência</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resistência e expressão</strong></p>
<p>Durante sua titularidade na cátedra, Evaristo expandiu, em parceria com o grupo de estudos que criou, o diálogo do conceito de escrevivência com diferentes áreas de conhecimento.</p>
<p>A intelectual explica que a escrevivência representa uma concepção teórica que busca trazer à luz as vivências tanto individuais quanto coletivas das comunidades negras na diáspora e das populações marginalizadas: “Ela se configura como um ato de resistência e expressão, destacando-se como uma ferramenta poderosa para reivindicar as identidades, memórias e histórias afro-diaspóricas, ressignificando imagens, como a da Mãe Preta, silenciadas historicamente nas sociedades”.</p>
<p>Dessa forma, em consonância com os sete princípios fundamentais do Kwanzaa (unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé) e por meio da reflexão sobre a escrevivência, o festival busca celebrar a cultura negra, bem como “estimular formas coletivas de vida e resistência das comunidades negras em diáspora”.</p>
<p>Organizado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências, uma parceria entre o IEA e o Itaú Cultural, o festival conta também com o apoio da Fundação Itaú, Itaú Social, Fundação Tide Setubal, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP.</p>
<h3>
<hr noshade="noshade" size="3" width="100%" />
</h3>
<h3><i><strong>Saiba mais sobre o Kwanzaa</strong></i></h3>
<p><i><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/frutas-e-velas-de-celebracao-do-kwanzaa/image" alt="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" title="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" height="457" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">As frutas representam os primeiros resultados da colheita e as velas, os sete princípios do Kwanzaa</dd>
</dl>O Kwanzaa é uma celebração cultural afro-americana surgida em 1966 por sugestão de Maulana Karenga, um professor de estudos negros atualmente vinculado à Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach. Criada no atribulado contexto do movimento pelos direitos civis estadunidense, a festividade é comemorada principalmente nos Estados Unidos, de 26 de dezembro a 1º de janeiro.</i></p>
<p><i>Segundo Hernani Francisco da Silva, o Kwanzaa foi concebido como um ritual ligado à época de colheita. Durante a semana em que ele transcorre, os participantes se reúnem com familiares e amigos para trocar presentes à luz de uma série de velas nas cores preta, vermelha e verde, que simbolizam os sete valores fundamentais da vida familiar afro-americana, identificados por termos da língua suaíli: umoja (unidade), kujichagulia (autodeterminação), ujima (trabalho coletivo e responsabilidade), ujamaa (economia cooperativa), nia (propósito), kuumba (criatividade) e imani (fé).</i></p>
<p><i>Para Conceição Evaristo, comemorar o Kwanzaa no Brasil implica “celebrar as raízes africanas, estar em sintonia com a herança e ancestralidade trazidas pelos povos africanos e reforçar que, apesar dos desafios enfrentados pelas populações afro-brasileiras, a resiliência e a celebração das conquistas persistem como testemunhos poderosos de uma história rica e vibrante”. Para ela, a celebração fortalece os laços comunitários e inspira a continuidade do legado cultural, promovendo a conscientização.</i></p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p><strong><i>Festival Kwanzaa-Escrevivência</i></strong><i><br /> 13 a 15 de dezembro<br /> IEA, Each-USP e Itaú Cultural<br /> Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa">Pagina do festival</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e RDN Stock project/Pexels</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-17T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/escrita-viva-unicao-literaturas-vozes-transformacoes-sociais">
    <title>“Escrita Viva é Munição”: Literaturas, Vozes Plurais e Transformações Sociais </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/escrita-viva-unicao-literaturas-vozes-transformacoes-sociais</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3><strong>VI Fórum Permanente de Cultura e Artes - Programa Eixos Temáticos</strong></h3>
<p><span>O Eixo Cultura e Artes do Programa Eixos Temáticos – USP convida todas as pessoas para participarem do <i>VII Fórum Permanente de Cultura e Artes</i>. Nesta edição de novembro buscamos expandir as reflexões sobre as literaturas a partir de práticas que ressignifiquem a importância das vozes plurais e diversificadas no panorama das transformações sociais. Partimos, então, da seguinte provocação: “como o Estado, por meio de políticas públicas efetivas vinculadas ao mercado editorial, à experiência de ensino de literatura nas escolas e a outras instâncias não institucionalizadas das práticas literárias (oficinas de escrita, saraus, clubes de leitura, etc.), pode estimular a pluralidade de vozes na literatura e desestabilizar, assim, as hegemonias que definem a legitimidade da expressão criativa, das formas estéticas e dos circuitos de leitura e reconhecimento?”.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-13T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/ancamento-do-livro-emergencias-culturais-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-25-10-2023">
    <title>Lançamento do Livro "Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México"  - 25/10/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/ancamento-do-livro-emergencias-culturais-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-25-10-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-07T19:29:51Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/galeria-82.88">
    <title>Galeria 82.88</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/galeria-82.88</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-22ec26fb-7fff-19e4-f93a-7f40392cd211">
<p dir="ltr">O <a href="https://rp.iea.usp.br/cultural/"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a> recebe <b>de 18 de outubro a 10 de novembro, de segunda a sexta, das 8h às 17h</b> a exposição “Galeria 82.88”. A mostra reúne peças do acervo da Prefeitura do Campus Ribeirão Preto da USP, criado a partir de doações feitas à então Assessoria Cultural (hoje <a href="https://www.prefeiturarp.usp.br/cultura/"><span>Seção de Atividades Culturais</span></a>) por artistas plásticos que participaram de exposições na antiga Galeria Campus-Banespa.</p>
<p dir="ltr"><span>Localizada no prédio que abrigava o então banco Banespa no campus, a galeria foi inaugurada em 28 de maio de 1982 com uma exposição coletiva de artistas plásticos da cidade, entre eles Bassano Vaccarini, Dante Veloni, Francisco Amêndola, Maria Cecília Guarnieri, Norma Campaz, Odilla Mestriner e Pedro Manoel-Gismondi. O espaço funcionou durante seis anos e foi desativado em 1988 para dar lugar a uma ampliação do banco. Hoje, o prédio abriga o Espaço Cultural do IEA-RP, resgatando a mesma finalidade da época.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A mostra é composta por 18 quadros de Ademar Naves, Bartira, Dante Veloni, Marcello Grassmann, Maria Cecília Guarnieri, Teresa Duarte, Odilla Mestriner, Paulo Pasta, Pedro Manoel-Gismondi e Vera Ferro, artistas que transitavam pela cidade na década de 80 e ajudaram a construir um movimento efervescente nas artes plásticas locais. Há ainda recortes de jornais sobre as exposições realizadas que contextualizam a Ribeirão Preto da época. Folders dessas mostras também estão entre as peças expostas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os quadros, que antes ficavam espalhados em diversos espaços da Prefeitura do Campus, passaram por um processo de limpeza e padronização das molduras. Após a exposição, eles serão realocados em um corredor especial do prédio da administração e poderão ser visitados permanentemente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O Espaço Cultural fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-17T20:08:35Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-resgata-acervo-de-artes-do-campus-ribeirao-preto-da-usp">
    <title>Exposição resgata acervo de artes do Campus Ribeirão Preto da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-resgata-acervo-de-artes-do-campus-ribeirao-preto-da-usp</link>
    <description>“Galeria 82.88” reúne obras doadas por importantes artistas plásticos da cidade e pode ser visitada no Espaço Cultural do IEA-RP até 10 de novembro </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-da21ad42-7fff-178c-2102-b4b66fb95d5e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Galeria82.88.png/@@images/47bf5c96-bfee-4096-a0ee-2f1fdd3c1aee.png" alt="" class="image-left" title="" />O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/cultural/"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> recebe até o dia 10 de novembro a exposição “Galeria 82.88”. A mostra reúne peças do acervo da Prefeitura do Campus Ribeirão Preto da USP, criado a partir de doações feitas à então Assessoria Cultural (hoje </span><a href="https://www.prefeiturarp.usp.br/cultura/"><span>Seção de Atividades Culturais</span></a><span>) por artistas plásticos que participaram de exposições na antiga Galeria Campus-Banespa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Localizada no prédio que abrigava o então banco Banespa no campus, a galeria foi inaugurada em 28 de maio de 1982 com uma exposição coletiva de artistas plásticos da cidade, entre eles Bassano Vaccarini, Dante Veloni, Francisco Amêndola, Maria Cecília Guarnieri, Norma Campaz, Odilla Mestriner e Pedro Manoel-Gismondi. O espaço funcionou durante seis anos e foi desativado em 1988 para dar lugar a uma ampliação do banco. Hoje, o prédio abriga o Espaço Cultural do IEA-RP, resgatando a mesma finalidade da época.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A mostra é composta por 18 quadros de Ademar Naves, Bartira, Dante Veloni, Marcello Grassmann, Maria Cecília Guarnieri, Teresa Duarte, Odilla Mestriner, Paulo Pasta, Pedro Manoel-Gismondi e Vera Ferro, artistas que transitavam pela cidade na década de 80 e ajudaram a construir um movimento efervescente nas artes plásticas locais. Há ainda recortes de jornais sobre as exposições realizadas que contextualizam a Ribeirão Preto da época. Folders dessas mostras também estão entre as peças expostas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os quadros, que antes ficavam espalhados em diversos espaços da Prefeitura do Campus, passaram por um processo de limpeza e padronização das molduras. Após a exposição, eles serão realocados em um corredor especial do prédio da administração e poderão ser visitados permanentemente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 8h às 17h. O Espaço Cultural fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
<p><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-17T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-emergencias-culturais">
    <title>Cátedra Olavo Setubal lança livro sobre pesquisa coordenada por Néstor Garcia Canclini</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-emergencias-culturais</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-emergencias-culturais-lancamento" alt="Capa do livro 'Emergências Culturais' - Lançamento" class="image-right" title="Capa do livro 'Emergências Culturais' - Lançamento" />A <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> realiza no dia <strong>25 de outubro</strong>, quarta-feira, a partir das 10h, o seminário de lançamento do livro “Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México”, publicado pelo IEA e pela Edusp no primeiro semestre. O evento acontece no Auditório do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), no Parque do Ibirapuera, São Paulo, com a participação dos autores e convidados.</p>
<p>O evento é público e gratuito e a capacidade do auditório é de 150 pessoas. Quem não puder comparecer poderá acompanhar a transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>Quinto volume da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes" class="external-link">coleção de livros</a> da cátedra, a obra traz textos do antropólogo cultural argentino radicado no México <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor Garcia Canclini</a>, dos pesquisadores em pós-doutorado <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Ignacio Brizuela </a> e <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Machado C. Melo</a> e da antropóloga <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas" class="external-link">Mariana Martínez Matadamas</a>, assistente de Canclini.</p>
<p>Os trabalhos são resultantes da pesquisa “A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais”, coordenada por Canclini de 2020 a 2022, período de sua titularidade na cátedra. Na pesquisa, os quatro autores investigaram as transformações que vêm afetando, nos últimos anos, instituições culturais, artistas, trabalhadores da cultura e públicos, impacto adensado e agravado em função das limitações impostas pela pandemia de Covid-19.</p>
<p>A programação do lançamento [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-emergencias-culturais#programacao" class="external-link">leia abaixo</a>] inclui <span>comentários dos demais autores, de jornalistas e gestores culturais, e de pessoas entrevistadas nas pesquisas, </span>como o historiador Célio Turino, da diretora fundadora do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata) Fernanda Onisajé (Alagoinhas, Bahia), e da produtora cultural e escritora Valquíria Volpato. Também haverá a participação de artistas e apresentação do site <a class="external-link" href="http://www.canclinibrasil.com.br">Diálogos com Canclini no Brasil</a>, onde estão reunidas informações sobre o antropólogo, obras para download e registros das atividades realizadas na Cátedra Olavo Setubal durante sua titularidade.</p>
<p>Na introdução do livro, Canclini retoma os principais conceitos que atravessam sua obra: instituições, comunidades e criadores. Melo, que é gestora cultural na Funarte e doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP, discorre sobre os legados históricos que abriram caminhos para que a Lei Aldir Blanc fosse implementada, além de apresentar trechos de entrevistas e dados estatísticos sobre a implementação do programa. Brizuela,  doutor em cultura e sociedade pela UFBA, trata das contradições que envolvem a institucionalidade dos pontos de cultura no Brasil e em países da América Latina. No capítulo final, Matadamas e Canclini abordam as políticas institucionais no México, com especial atenção a ações contra monumentos, que condensam formas de opressão de gênero, colonial e de elites, bem como ações de resistência.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-posse-6-10-2020/image" alt="Néstor García Canclini - posse - 6/10/2020" title="Néstor García Canclini - posse - 6/10/2020" height="421" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O antropólogo cultural argentino Néstor García Canclini quando de sua posse como titular da Cátedra Olavo Setubal, em 2020</dd>
</dl></p>
<p><strong>Lei Aldir Blanc e Pontos de Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p>Analisada por Melo, a Lei Aldir Blanc foi uma medida emergencial que destinou R$ 3 bilhões aos setores artísticos e culturais brasileiros para enfrentamento da crise econômica e social decorrente da pandemia de Covid-19.</p>
<p>Os recursos foram transferidos pelo governo federal aos estados e municípios de modo que toda a execução das ações foi descentralizada. Além de ter sido, na época, o maior investimento em uma política pública para a cultura e as artes no Brasil, a lei Aldir Blanc chamou atenção por ter sido a concretização de um trabalho coletivo de artistas, trabalhadores da cultura e gestores, mobilizados na contramão das políticas culturais adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro.</p>
<p>Alguns dos principais integrantes dos movimentos que levaram à Lei Aldir Blanc foram os representantes de Pontos de Cultura, tema estudado por Brizuela. O Ministério da Cultura define os pontos de cultura em seu site como “coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades, reconhecidos, certificados ou fomentados pelo Ministério da Cultura por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva”. Lançado em 2004 e transformado em lei em 2014, o programa busca “valorizar a cultura de base comunitária, a articulação em rede e a gestão compartilhada, com base nos princípios da autonomia, protagonismo e empoderamento da sociedade civil”.</p>
<p><strong>Políticas culturais no México</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No capítulo dedicado às políticas culturais mexicanas, Canclini e Matadamas apresentam as particularidades do México em relação a outros países latino-americanos, entre eles o Brasil. O texto aborda a maneira como movimentos sociais e partidos de oposição afetaram as instituições de Estado e a sociedade mexicana a partir dos anos 1980, especialmente no que diz respeito à lógica globalizada neoliberal. Também são estudados acontecimentos recentes, como os relacionados com o governo de Andrés López Obrador, iniciado em 2018, e com a irrupção da pandemia, em 2020.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sharine-melo-juan-brizuela-e-maria-martinez/image" alt="Sharine Melo, Juan Brizuela e Maria Martínez" title="Sharine Melo, Juan Brizuela e Maria Martínez" height="225" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Pesquisadores que atuaram com Canclini: Sharine Melo, Juan Brizuela e Mariana Martínez Matadamas</dd>
</dl>A relação entre os movimentos sociais e os monumentos culturais e artísticos também é abordada no capítulo. Canclini e Matadamas analisam os monumentos como modos de representar histórias nacionais e torná-las presentes na vida urbana. Em alguns momentos históricos, projetos monumentais foram maneiras encontradas para reforçar a identidade nacional, segundo os pesquisadores. No entanto, muitos deles vêm sendo ressignificados por meio de pichações, grafites e outras formas de intervenção. Essas ações, segundo os autores, são pontos importantes para o estudo da cultura e das instituições contemporâneas.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td><strong>Discurso performático</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-duarte" class="external-link">Andreia Duarte</a> (curadora, artista e diretora da Outra Margem e do !PULSA! Movimento Arte Insurgente)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h10</strong></td>
<td><strong>Abertura</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span> </span>(coordenador acadêmico da cátedra), Luciana Modé (coordenadora do Itaú Cultural) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caue-alves" class="external-link">Cauê Alves</a> (curador-chefe do MAM)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h20</strong></td>
<td><strong>Expositores</strong><br />Néstor García Canclini (UAM, México)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino" class="external-link">Célio Turino</a> (historiador)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje" class="external-link">Onisajé</a> (Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas)<br />Valquíria Volpato (produtora cultural e escritora)<br /><strong>Moderadora</strong><br />Ana Paula Sousa (revista Carta Capital)<br /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>Intervalo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h20</strong></td>
<td><strong>Roda de Conversa</strong><br /><strong>Autores:</strong> Néstor García Canclini, Juan Ignacio Brizuela, Sharine Machado C. Melo e Mariana Martínez Matadamas<br /><strong>Comentaristas:</strong> Ana Lúcia Pardo (Alerj), Nando Zambia (<span>Oyá L´adê Inan Ponto de Cultura em Alagoinhas - BA),</span> Paula Alzugaray (<span>revista seLecT_ceLesTe</span>), Alessandro Azevedo (MinC) e Daniele Canedo (UFRB e UFBA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><strong>Resposta dos autores</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h30</strong></td>
<td><strong>Comentários do público e encerramento</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-16T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr" id="docs-internal-guid-e610faef-7fff-4299-fde1-9e9bf964bd66" style="text-align: left; "><span>O programa da escritora e professora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo"><span>Conceição Evaristo</span></a><span> como titular da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</span></a><span> (2022-2023) do IEA-USP deu origem a várias atividades e ações - grupo de estudo, seminário, uma disciplina da pós-graduação, curso de extensão, palestras, participação em eventos, tanto para o público interno quanto para a comunidade externa.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>A fim de celebrar as contribuições das pessoas negras na construção do conhecimento e as realizações da intelectual </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo"><span>Conceição Evaristo</span></a><span> durante o período na cátedra, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, que irá acontecer entre os dias 13 a 15 de dezembro, será um encontro de trocas, rodas de conversa e apresentações artístico-culturais. A iniciativa da titular da Cátedra e do Grupo de Estudos em Escrevivência, realizada por meio da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, tem como objetivo socializar ainda mais os debates e repercussões dessa titularidade, almejando desdobramentos da sua continuidade para além desta temporalidade.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Este evento presa em partilhas acadêmicas, em que o conceito escrevivência seja apresentado por pesquisadores, e também, expressões musicais, cênicas, plásticas, literárias, artísticas em geral, nos possibilitem refletir e repensar de forma coletiva, as noções de união, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia criativa, propósito, criatividade e fé, princípios-novelos de Kwanzaa, a fim de recriar formas de vida e resistência plurais.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O evento ocorrerá em diferentes espaços da cidade de São Paulo (SP), a fim de possibilitar a extensão, por meio do descentramento. No caso da USP, será nos campi da EACH e Butantã. Também haverá atividade na sede do Itaú Cultural. O evento terá interpretação em libras e gratuito.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span></span><b>Referências</b></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><b></b>Você comemora o Natal? Mas, já ouviu falar sobre a Kwanzaa? Portal Geledés, 26, dez, 2014. Disponível em: https://www.geledes.org.br/voce-comemora-o-natal-mas-ja-ouviu-falar-sobre-kwanzaa/. Acesso em: 24, nov.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">2023.NASCIMENTO, Silvia. Kwanzaa, o ‘natal africano’ que celebra a união e valorização dos afrodescendentes. Mundo Negro, 25, dez, 2022. Disponível em: https://mundonegro.inf.br/kwanzaa-o-natal-africano-que-celebra-a-uniao-e-valorizacao-dos-afrodescendentes-2/. Acesso em: 24, nov. 2023.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-10T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-de-atracao">
    <title>Novo livro de Dária Jaremtchuk examina relações artístico-culturais Brasil-EUA nos anos 60-70</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-de-atracao</link>
    <description>Nos dias 19, 22 e 27 de setembro, ocorrem os debates de lançamento do livro “Políticas de Atração: Relações Artístico-Culturais Entre Estados Unidos e Brasil (1960-1970)”, da historiadora da arte Dária Jaremtchuk.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>(Com informações da Assessoria de Imprensa da <a class="external-link" href="https://editoraunesp.com.br/">Editora Unesp</a>)</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-politicas-de-atracao" alt="Capa do livro 'Políticas de Atração'" class="image-right" title="Capa do livro 'Políticas de Atração'" /></p>
<p>Nos dias 19 (hoje), 22 e 27 de setembro acontecem os debates de lançamento de “Políticas de Atração: Relações Artístico-Culturais entre Estados Unidos e Brasil (1960-1970)” (Editora Unesp), novo livro da historiadora da arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk" class="external-link">Dária Jaremtchuk</a>.</p>
<p>O primeiro debate (hoje) será online, às 19h, com transmissão na página da editora no <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/editoraunesp">Facebook</a> e no seu canal no <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@editoraunespvideos">YouTube</a>. Participam a autora, James Naylor Green e Maria de Fátima Morethy Couto.</p>
<p>No dia 22 de setembro (sexta-feira), o lançamento será na Livraria da Travessa Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572, Rio de Janeiro), às 18h30. Os debatedores serão Jaremtchuk, Frederico Coelho e Silviano Santiago.</p>
<p>O lançamento em São Paulo será no dia 27, na Livraria Megafauna, no Edifício Copan (Avenida Ipiranga, 200, loja 53). Jaremtchuk discutirá o tema de seu livro com Maria de Fátima Morethy Couto e Ana Gonçalves Magalhães.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/daria-jaremtchuk-2019" alt="Dária Jaremtchuk - 2019" class="image-inline" title="Dária Jaremtchuk - 2019" /></p>
<p><strong>A autora</strong> - Dária Jaremtchuk é professora de história da arte da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP), pela qual é livre docente. É bacharel em filosofia pela UFRJ (1991), mestre (1999) e doutora (2004) em artes pela Escola de Comunicações em Artes (ECA) da USP.</p>
<p>Foi pesquisadora visitante na Universidade Brown (2011-12) e na Universidade de Georgetown (2017-2018), ambas nos EUA.  Esteve como professora visitante na Cátedra de Estudos Brasileiros (financiada pela Fundação Fullbright) na Universidade Emory, EUA, em 2019.</p>
<p>Seus temas de trabalhos são arte contemporânea, arte conceitual e exílios artísticos. Esse último foi objeto de sua participação no Programa Ano Sabático do IEA em 2016, quando desenvolveu a pesquisa “Exílio Artístico: Trânsito de Artistas Brasileiros para Nova York Durante as Décadas de 1960 e 1970”, trabalhou que contribuiu para a a produção do livro "Políticas de Atração".</p>
<p>Ela é autora também dos livros “<a class="external-link" href="https://www.amazon.com.br/Arte-Pol%C3%ADtica-Situa%C3%A7%C3%B5es-Priscila-Rufinoni/dp/8579390419">Arte e Política: Situações</a>” (Alameda Casa Editorial, 2010) e “<a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/livros/anna-bella-geiger/">Anna Bella Geiger: Passagens Conceituais</a>” (Editora C C/Arte e Edusp, 2007).</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na obra, Jaremtchuk parte do princípio de que havia uma distância entre a realidade, os silêncios tácitos e os objetivos camuflados nas iniciativas dos Estados Unidos dirigidas ao meio artístico brasileiro nas décadas de 1960 e 1970.</p>
<p>Durante a Guerra Fria, dispositivos de sedução e de atração se tornaram frequentes nas relações internacionais caracterizadas por disputas entre modelos políticos e econômicos. Dentro dessa perspectiva, as "políticas de atração" se conectam a esse ambiente por se referir a um conjunto de estratagemas colocados em prática por setores do governo estadunidense no ambiente artístico e cultural brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, segundo a autora.</p>
<p>Os propósitos eram explícitos, explica: reverter – dentro da América Latina e não apenas do Brasil – a imagem negativa dos Estados Unidos e tornar o país referência hegemônica no campo artístico, sobretudo após a Revolução Cubana, em 1959.</p>
<p>Jaremtchuk trabalha com a hipótese de que as “políticas de atração” americanas e as ações promovidas pela ditadura militar para o campo artístico não estão necessariamente relacionadas entre si, embora haja convergência de interesses em algumas conjunturas específicas.</p>
<p>Desse modo, a instrumentalização da arte e da cultura durante o governo militar é discutida por ela a partir de casos particulares e de ações específicas.</p>
<p>O livro está organizado em quatro capítulos. O primeiro recupera brevemente o percurso histórico e bibliográfico sobre a aproximação dos Estados Unidos em relação ao Brasil no campo das artes, bem como discute o conceito de “políticas de atração”.</p>
<p>O segundo capítulo examina a conexão entre mostras circulantes promovidas pelo MoMA (The Museum of Modern Art), de Nova York, e as “políticas de atração”.</p>
<p>O envolvimento de instituições com as “políticas de atração” - com destaque para o Instituto Brasil-Estados Unidos (Ibeu) do Rio de Janeiro - é o tema do terceiro capítulo;</p>
<p>O capítulo final examina as relações do Itamaraty com as “políticas de atração” por meio de um estudo de caso: a recuperação da história do Brazilian-American Cultural Institute (Baci), fundado oficialmente em 1964.</p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>EUA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra Fria</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-19T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-livro-emergencias-culturais">
    <title>Lançamento do Livro "Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-livro-emergencias-culturais</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr" id="docs-internal-guid-9b5665d0-7fff-9b40-f1ec-4be87bbeda6c" style="text-align: left; "><span>A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, do Instituto de Estudos Avançados da USP, realiza o lançamento do livro “Emergências culturais: instituições, criadores e comunidades no Brasil e no México”, que apresenta textos assinados por </span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor Garcia Canclini</a><span>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Ignacio Brizuela</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Machado C. Melo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas" class="external-link">Mariana Martínez Matadamas</a>. <br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Quinto volume da <span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes" class="external-link">coleção de livros</a> da Cátedra</span>, a obra é resultado da pesquisa “<span>A institucionalidade da cultura e as mudanças socioculturais</span>” (<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/institucionalidade-da-cultura" class="external-link">cad 1</a>) (<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/caderno-de-pesquisa-no-2-emergencias-culturais" class="external-link">cad 2</a>), realizada entre 2020 e 2022, durante a titularidade de </span><span>Garcia Canclini</span><span>. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Coordenados pelo antropólogo, os pesquisadores de pós-doutorado <span>Juan Brizuela</span> e <span>Sharine Melo</span>, ao lado da pesquisadora mexicana <span>Mariana Matadamas</span>, investigaram as transformações que, nos últimos anos, vêm afetando instituições culturais, artistas, trabalhadores da cultura e públicos, adensadas e agravadas pela pandemia de Covid-19. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Além de oferecer uma perspectiva histórica das políticas culturais no Brasil e no México, o livro aborda a <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm">lei emergencial Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020)</a>, os pontos de cultura, os monumentos e anti-monumentos. A pesquisa foi realizada por meio de técnicas etnográficas, como coleta de dados e entrevistas com artistas, gestores e beneficiários das políticas públicas para a cultura.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Na introdução do livro, o antropólogo retoma os principais conceitos que atravessam sua obra: instituições, comunidades e criadores. Sharine Melo discorre sobre os legados históricos que abriram caminhos para que a Lei Aldir Blanc fosse implementada, além de apresentar trechos de entrevistas e dados estatísticos sobre a implementação do programa. Juan Brizuela trata das contradições que envolvem a institucionalidade dos pontos de cultura no Brasil e em países da América Latina. No capítulo final, Mariana Martínez e García Canclini abordam as políticas institucionais no México, com especial atenção a ações contra monumentos, que condensam formas de opressão de gênero, colonial e de elites, assim como ações de resistência. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O evento contará com comentários de participantes da pesquisa e de entrevistados, seguidos por uma roda de conversa com convidados especiais, entre eles gestores culturais, jornalistas e acadêmicos. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Também haverá participação de artistas e apresentação do site <a class="external-link" href="https://www.canclinibrasil.iea.usp.br/">“Diálogos com Canclini no Brasil”</a>, que disponibiliza informações sobre o antropólogo, sua relação com o Brasil, obras para download, além do registro de atividades realizadas na Cátedra Olavo Setubal durante sua titularidade.</span></p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-12T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/pura-rotina">
    <title>Pura Rotina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/pura-rotina</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p>O Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP recebe de <b>15 de setembro a 11 de outubro</b> a exposição “Pura Rotina”, desenvolvida pelo Toró Coletivo de Arte. <b>As visitas poderão ser feitas até de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30</b>.</p>
 
<p>A mostra reúne seis obras e instalações criadas com materiais recicláveis e não-recicláveis que fazem parte do cotidiano, e tem o objetivo de levar a uma reflexão sobre consumo e descarte, seja das coisas ou das próprias pessoas. Adesivos de mensagens, cupons fiscais e bulas de medicamentos foram alguns dos itens utilizados.</p>
 
<p>“Pura Rotina” é fruto da pesquisa realizada pelo <a href="https://www.instagram.com/torocoletivo/">Toró Coletivo de Arte</a> sobre a vida cotidiana, nós mesmos e as pessoas que nos rodeiam. O que consumimos, como consumimos, porque consumimos e, principalmente, como lidamos com essas questões. A exposição fala sobre a metodologia da rotina, finanças, saúde mental e física, e, sobretudo, o impacto que a busca do bem estar com uso de medicamentos tem nas nossas vidas. Segundo os organizadores, as instalações foram criadas com a colaboração de muitas pessoas que compartilharam sua intimidade, dores e problemas, e todo o conteúdo dialoga sobre como a rotina influencia nossas vidas.</p>
 
<p>Toró é um coletivo de arte contemporânea de Ribeirão Preto que atua com intervenções poéticas desde 2018. Entre suas exposições e intervenções, se destacam <a href="https://torocoletivodearte.wixsite.com/euvimtrazerapalavra/c%C3%B3pia-texto-ecos"><em>Logradouro</em></a>, realizada em 2019, <a href="https://torocoletivodearte.wixsite.com/euvimtrazerapalavra"><em>Eu vim trazer a palavra</em></a>, realizada entre 2019 e 2020, e <a href="https://www.instagram.com/p/CkY3u-QvKVz/"><em>Irremediável Neon</em></a>, realizada em 2022. Atualmente, seus integrantes são Carolina Koff, Renato Grecco, Juliana de Camargo Cerdeira e Veri Santos.</p>
 
<p>O Espaço Cultural fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</p>
 
<p>Mais informações: iearp@usp.br.</p>
]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-06T17:12:13Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/numa-folha-qualquer-eu-desenho-um-sol-amarelo-praticas-visuais-como-provocacoes-politicas-e-culturais-29-08-2023">
    <title>Numa Folha Qualquer, Eu Desenho um Sol Amarelo: Práticas Visuais como Provocações Políticas e Culturais - 29/08/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/numa-folha-qualquer-eu-desenho-um-sol-amarelo-praticas-visuais-como-provocacoes-politicas-e-culturais-29-08-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-30T22:32:19Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
